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      <title>Seminário Interdisciplinar II by Salete Almeida Borges (Sah)</title>
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      <description>Ministrada pela Docente Sayonara Miranda - UNEB</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-11-24 15:21:17 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2024-12-09 12:57:37 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Minha apresentação 01/10/24</title>
         <author>saletealmeida04</author>
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         <description><![CDATA[<p><sup>Quem eu sou?</sup></p><p><br/></p><p><br/></p><p>Olá, me chamo Salete Almeida Borges, tenho 20 anos, nasci e moro na cidade de Ipiaú-BA. Atualmente estou cursando o IV semestre do curso de Letras na UNEB. Entrar no mundo da educação, ter contato com crianças, e ensinar está sendo novo para mim, cuidar de crianças especiais está sendo minha rotina além de estar aprendendo o quanto a inclusão é de suma importância para essas crianças e em seu desenvolvimento. Continuo maravilhada com tantas experiências que estou acumulando ao longo dos dias, ter contato com as crianças me faz ter forças para terminar o curso, mesmo com os empecilhos que me acercam durante o dia a dia, estou confiante que irei até o fim, se tornando uma meta a curto prazo. Já a minha a longo prazo, não pretendo parar apenas no curso de Letras, tenho amor por outras áreas, e aos poucos estou entendendo o que quero para minha vida, é tudo questão de amadurecimento, experiência, mas estou feliz por estar na área da educação, é algo incrível, é literalmente um processo, acompanhar o início, o primeiro contato com a escola, ensina-los a ler, escrever, contar, tirar suas diversas dúvidas, é ter paciência, empatia e lembrar que um dia estive no mesmo lugar que eles.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-24 15:32:03 UTC</pubDate>
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         <title>Aula 19-08-2024</title>
         <author>saletealmeida04</author>
         <link>https://padlet.com/saletealmeida04/dyiyr9piqabutb65/wish/3231652100</link>
         <description><![CDATA[<p>O conto <mark>"A gata que prefere viver dentro de casa"</mark> é contado no continente africano, servindo como uma metáfora para liberdade, escolha e limites, como as adaptações automáticas, entre natureza humana e não humana. O conto segue a história de uma gata, animal que é associado a liberdade, mas que prefere viver em um local isolado, casa, ser protegida por alguém considerado mais forte, se sentir segura.  Ela é alimentada e cuidada em seu ambiente confortável, preferindo a segurança do que os riscos e incertezas que ela poderia enfrentar no mundo afora. Essa é uma moral da história que analisa até que ponto a segurança nos prende com força quando se trata da zona de conforto, e questiona ao mesmo tempo sobre as diversas opções, oportunidades e decisão que deixamos de tomar por conta do comodismo, então a gata sempre esteve a procura do qual mais forte existe, para assim, ela se sentir estável. No nível da metáfora, todos compreendem <mark>"A gata que prefere viver dentro de casa"</mark> como escolhas que todos nós fazemos durante a vida, onde a segurança e familiaridade são mais atraentes e confortáveis, uma zona de conforto, em relação a busca por novos desafios.</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-24 15:41:12 UTC</pubDate>
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         <title>Racismo estrutural e Racismo Institucional (26-08-24)</title>
         <author>saletealmeida04</author>
         <link>https://padlet.com/saletealmeida04/dyiyr9piqabutb65/wish/3231660145</link>
         <description><![CDATA[<p><mark>O racismo estrutural cria o ambiente para o racismo institucional existir, e este, por sua vez, reforça as desigualdades estruturais. O combate a ambos envolve mudanças profundas em políticas públicas, educação e nas próprias instituições.</mark></p><p><br/></p><p><strong>Racismo Estrutural </strong></p><p><br/></p><p>O racismo estrutural é um conceito mais amplo que se refere à maneira como o racismo está integrado nas estruturas da sociedade, incluindo a economia, a política, a educação e as relações sociais. Ele diz respeito a um conjunto de práticas e políticas que, de forma histórica, criaram e mantiveram desigualdades raciais, prejudicando sistematicamente os negros e outras minorias raciais. Esse racismo não depende de atitudes pessoais racistas, mas é um sistema que afeta as oportunidades, a mobilidade social, e o tratamento das pessoas com base em sua raça.</p><p><br/></p><p>Exemplo:</p><p><mark>Desigualdade no acesso à educação: </mark>A população negra muitas vezes tem menos acesso a escolas de qualidade, o que limita suas oportunidades no mercado de trabalho.</p><p><mark>Discriminação no mercado de trabalho:</mark> A população negra é mais afetada pelo desemprego e ocupa, em média, postos de trabalho menos qualificados e com menor remuneração.</p><p><br/></p><p><strong>Racismo Institucional</strong></p><p><br/></p><p>O racismo institucional, por sua vez, refere-se às práticas discriminatórias dentro das instituições, como escolas, universidades, sistemas de justiça, empresas, e outros órgãos governamentais ou privados. Esse tipo de racismo envolve regras, políticas e comportamentos que, de forma deliberada ou não, desvantajam grupos raciais específicos, especialmente os negros.</p><p><br/></p><p>Exemplos:</p><p><mark>Políticas de contratação: </mark>Algumas empresas podem ter políticas ou práticas de recrutamento que, sem uma justificativa adequada, favorecem pessoas de determinados grupos raciais em detrimento de outros.</p><p><mark>Discriminação no sistema de justiça: </mark>As leis podem ser aplicadas de maneira desigual, como ocorre quando pessoas negras recebem sentenças mais severas em comparação com brancos que cometem os mesmos crimes.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-24 15:52:30 UTC</pubDate>
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         <title>Personalidades negras da minha comunidade (02-09-24)</title>
         <author>saletealmeida04</author>
         <link>https://padlet.com/saletealmeida04/dyiyr9piqabutb65/wish/3231660720</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Ruth, assim chamada, começou a vida com vários empecilhos, mas superou de forma inspiradora. Ela foi atropelada aos 4 anos de idade, um acidente grave, que a deixou com algumas sequelas, onde o médico disse a sua mãe que ela não teria uma vida, ela não aprenderia, não teria uma vida normal, mas ela nunca deixou que isso a impedisse de alcançar suas metas. Por tal motivo, entrou no colégio tardiamente aos 7 anos, por conta do acidente, o que a fez ter mais dificuldade no aprendizado,  já que ela nunca teve contato, ou apoio de sua mãe nos estudos. Ruth conta que por não ter condições para comprar os livros do colégio, ia para casa de sua vizinha, esperava sua colega dormir para poder estudar com os livros emprestados. Como sua mãe trabalhava o dia todo, Ruthnéia sempre correu atrás de aprender sozinha, mesmo com suas dificuldades no aprendizado, não deixou isso afetá-la. </p><p>Ela também conta que já foi uma das únicas a ser remunerada pelo estado, onde eram escolhidos dois melhores alunos da sala de aula, as escolhidas foram ela e uma outra colega, ambas negras, por serem as mais focadas e inteligentes da sala.</p><p><br/></p><p>No ensino médio, chegou sofrer racismo por uma colega, mas ela não se sentiu ofendida, nem constrangida, porque ela assumiu a sua cor de pele, e sempre aceitou as suas origens, ao contrário de quem praticou, que além do racismo, não se aceitava, não se enxergava preta.</p><p>Em outro momento ela já foi ofendida pela professora em sala de aula, sendo chamada até de burra, por ter suas dificuldades, e por suas origens. </p><p>Mas por mais que ela já tenha passado por diversas dificuldades, ela superou tudo de cabeça erguida, sendo atualmente casada, com dois filhos, e uma vida estável, tanto para ela, quanto para seus filhos, já que ela pôde dá um ensino melhor a eles, acesso a colégio particulares, e faculdades, a qual ela conta que sente muito orgulho.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-24 15:53:18 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Avaliação padlet, percurso e assuntos</title>
         <author>saletealmeida04</author>
         <link>https://padlet.com/saletealmeida04/dyiyr9piqabutb65/wish/3231661300</link>
         <description><![CDATA[<p>O Padlet é uma ferramenta maravilhosa, que torna avaliações e atividades de forma lúdica, interativa, e divertida. </p><p>Eu não conhecia esse aplicativo, então pra mim está sendo ótimo trabalhar com ele.</p><p>Em relação ao meu percurso e aos assuntos está sendo interessante relembrar de temas importantes que fazem parte do nosso dia a dia, além de estar sempre atualizada, e por mais que o percurso possa ser difícil as vezes, não tenho planos nem motivos de desistir, continuarei da forma que sei que alcanço .</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-24 15:54:04 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Curta Metragem Hair Love (26-08-24)</title>
         <author>saletealmeida04</author>
         <link>https://padlet.com/saletealmeida04/dyiyr9piqabutb65/wish/3231663364</link>
         <description><![CDATA[<p>O curta metragem Hair Love (2019) é uma animação que trata sobre a relação de um pai com a filha, e as dificuldades paterna. No curta é mostrado a criança vendo diferentes tipos de cabelos, e penteados, ficando maravilhada com as opções, ela tenta fazer mas é difícil sozinha, o pai ver sua dificuldade e tenta ajudar mas vê o quão novo para ele é, e mostra que ele não tinha habilidade nem costume de pentear os cabelos de sua filha, o que também é questionado a falta da presença materna. É mostrado que o pai se esforça, como se fosse uma luta e ele fica decepcionado por perder, e acaba desistindo. Mas a filha corre para pegar o tablete onde mostra para o pai uma mae ensinando como fazer os penteados, ele segue os passos e aprende junto com a filha. No fim, é mostrado que a falta da mãe, é por conta dela estar no hospital, mostrando o quão importante é a presença materna, e como também a paternidade tem suas dificuldades e como elas podem ser enfrentadas. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-24 15:56:59 UTC</pubDate>
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         <title>Resumo crítico da série documental Guerra no Brasil (16-09-24)</title>
         <author>saletealmeida04</author>
         <link>https://padlet.com/saletealmeida04/dyiyr9piqabutb65/wish/3231664470</link>
         <description><![CDATA[<p>O primeiro episódio do documentário "Guerras do Brasil: As Guerras das Conquistas" traz uma análise histórica das batalhas e confrontos que marcaram o processo de expansão territorial do Brasil, desde a chegada dos colonizadores portugueses até os primeiros séculos de colonização. O episódio explora como os portugueses, inicialmente em busca de riquezas e terras, se envolveram em disputas e guerras contra os povos indígenas, as potências coloniais rivais e até entre si, durante o período da expansão para o interior do continente.</p><p><br/></p><p>O documentário discute as "Guerras das Conquistas", que foram guerras de conquista e dominação que ocorreram principalmente entre os séculos XVI e XVII. A narrativa é centrada nas campanhas militares que buscavam expandir os limites do território colonial brasileiro, e a forma como as fronteiras do Brasil foram estabelecidas através de conflitos violentos, com destaque para a exploração e subjugação dos povos indígenas.</p><p><br/></p><p>Uma das maiores críticas ao episódio é a representação dos povos indígenas, muitas vezes retratados apenas como um obstáculo à expansão portuguesa. O documentário não se aprofunda nas diferentes culturas indígenas e em como essas comunidades reagiram ao avanço colonial, além de não dar muito espaço para a resistência indígena organizada. Embora se mencione a luta indígena contra os invasores, a perspectiva indígena não é suficientemente explorada.</p><p><br/></p><p>Em resumo, oferece uma boa visão geral sobre as guerras de conquista que definiram os primeiros passos da colonização portuguesa no Brasil, mas deixa a desejar em termos de uma abordagem crítica mais profunda e da representação das múltiplas perspectivas sobre esses eventos. Ele é uma introdução acessível ao tema, mas poderia ter explorado mais as dimensões sociais e culturais das guerras, especialmente no que diz respeito ao impacto sobre os povos indígenas e as lutas internas na sociedade colonial.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-24 15:58:40 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Resumo Crítico: A África que habita em mim (23-09-24)</title>
         <author>saletealmeida04</author>
         <link>https://padlet.com/saletealmeida04/dyiyr9piqabutb65/wish/3231664965</link>
         <description><![CDATA[<p>O documentário "Sankofa: A África que Habita em Mim", dirigido por Paulo Thiago e produzido por Toni C. Santos, é uma obra que busca explorar e resgatar a relação histórica e cultural entre o Brasil e a África, com ênfase nas influências afro-brasileiras e na luta pela afirmação da identidade negra. O filme é uma reflexão sobre a importância do reconhecimento da história africana e a valorização da diáspora negra no Brasil, propondo uma jornada de autoconhecimento e reconexão com as raízes africanas.</p><p><br/></p><p>O título "Sankofa" faz referência a um conceito originário da cultura Akan, em Gana, que significa "voltar e buscar aquilo que ficou para trás", indicando a necessidade de revisitar e resgatar as tradições, a história e os valores perdidos. A metáfora da sankofa é central na narrativa do documentário, pois representa tanto a busca por uma identidade ancestral quanto a reconstrução de um passado de resistência, cultura e pertencimento.</p><p><br/></p><p>O documentário é, sem dúvida, um poderoso veículo para a afirmação da identidade negra no Brasil. Ele convida o espectador a refletir sobre o processo de apagamento e distorção das raízes africanas ao longo da história colonial e pós-colonial. Ao resgatar elementos da cultura africana e sua presença contínua na formação da sociedade brasileira, o filme destaca o impacto profundo da escravidão e da diáspora africana na construção das identidades negras no Brasil.</p><p><br/></p><p>No entanto, a crítica pode ser direcionada ao fato de que, apesar da exploração de vários aspectos culturais, o documentário poderia ter aprofundado mais as questões contemporâneas da identidade negra e as lutas sociais atuais, como o racismo estrutural e as novas formas de resistência. Embora o foco seja histórico e cultural, uma conexão mais forte com as questões atuais poderia proporcionar uma reflexão mais abrangente.</p><p><br/></p><p>O documentário é essencial para a compreensão das raízes africanas no Brasil e para o reconhecimento da importância da cultura negra na formação da identidade nacional. Ele cumpre seu papel de resgatar a memória histórica e de promover a reflexão sobre a herança africana, mas poderia ter sido mais aprofundado nas discussões sociais e políticas contemporâneas, como o racismo estrutural e as lutas atuais pela igualdade. A obra é, sem dúvida, um convite ao autoconhecimento e ao orgulho das raízes africanas, mas também deixa em aberto a necessidade de um debate mais amplo sobre os desafios da diáspora negra no Brasil de hoje.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-24 15:59:12 UTC</pubDate>
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         <title>Produção de um conto (18-11-24)</title>
         <author>saletealmeida04</author>
         <link>https://padlet.com/saletealmeida04/dyiyr9piqabutb65/wish/3231665331</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2024-11-24 15:59:39 UTC</pubDate>
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         <title>Produção da boneca Abayomi (04-11-24)</title>
         <author>saletealmeida04</author>
         <link>https://padlet.com/saletealmeida04/dyiyr9piqabutb65/wish/3231665706</link>
         <description><![CDATA[<p>História boneca Abayomi </p><p>Significado </p><p>Atividade feita para o dia da consciência negra </p><p>A boneca Abayomi é uma figura tradicional da cultura africana, particularmente associada à história dos povos que foram forçados à escravidão, mas também é um símbolo de resistência, esperança e identidade cultural. Seu nome, "Abayomi", tem origem na língua iorubá, falada principalmente na Nigéria e em outras partes da África Ocidental. Em iorubá, o nome Abayomi significa "trazido para a felicidade" ou "traz alegria", refletindo seu simbolismo de conexão com a ancestralidade e o poder de cura e proteção.</p><p><br></p><p>Origem e História:</p><p>A história da boneca Abayomi remonta ao período da escravidão no Brasil e, mais especificamente, aos momentos em que as mulheres africanas escravizadas, principalmente as que pertenciam a grupos como os iorubás, tentavam manter viva a cultura africana e oferecer conforto para seus filhos. Durante o tráfico de escravizados, muitas mulheres africanas foram separadas de suas famílias, e a escassez de recursos impôs dificuldades para suprir as necessidades de suas crianças. Em um esforço para trazer algum alívio e manter um vínculo com suas raízes culturais, essas mulheres começaram a criar as bonecas de forma artesanal.</p><p><br></p><p>Essas bonecas eram feitas com materiais simples, como fios de algodão, tiras de tecido, folhas e fibras naturais. Muitas vezes, elas não tinham olhos nem bocas, e eram amarradas de maneira simples, com um nó que as formava. A ausência de rostos era uma forma de resistir à desumanização do processo de escravização, mantendo uma conexão com as tradições africanas, onde os rostos de figuras sagradas ou espirituais eram muitas vezes estilizados ou ausentes. As bonecas não eram apenas brinquedos, mas também símbolos de proteção e de continuidade cultural, transmitindo valores de força, resistência e espiritualidade.</p><p><br></p><p>Símbolo de Resistência e Esperança:</p><p>Para muitas mulheres africanas escravizadas, as bonecas Abayomi eram uma maneira de preservar a identidade cultural e reforçar a resiliência. Elas representavam a ligação com a ancestralidade e a fé em um futuro melhor, simbolizando, assim, a esperança e o cuidado mesmo diante da opressão. A boneca Abayomi era, muitas vezes, passada de mãe para filha, como uma forma de transmitir sabedoria e fé, criando um vínculo afetivo e cultural que resistia à violência do sistema escravocrata.</p><p><br></p><p>Além disso, a boneca Abayomi também possuía um papel espiritual e simbólico. Em algumas tradições, acreditava-se que a boneca poderia proteger a criança e sua mãe, funcionando como um amuleto que trazia boa sorte e afastava os espíritos malignos, oferecendo um pouco de alívio no contexto de extrema dureza da vida de uma pessoa escravizada.</p><p><br></p><p>A Abayomi no Contexto Contemporâneo:</p><p>Nos dias de hoje, a boneca Abayomi tem sido resgatada e utilizada como um importante símbolo da cultura afro-brasileira. Ela representa não apenas a resistência e a luta dos negros durante a escravidão, mas também a afirmação da identidade negra e o orgulho da ancestralidade africana. Em muitos espaços de educação, especialmente nas comunidades de descendentes de africanos no Brasil, a boneca Abayomi é utilizada como um instrumento pedagógico para ensinar sobre a história da escravidão, as tradições africanas e a importância da valorização da cultura afro-brasileira.</p><p><br></p><p>Além disso, é possível encontrar versões contemporâneas da boneca Abayomi feitas de forma artesanal, com tecidos coloridos e detalhes que refletem as influências culturais africanas. Essas bonecas, muitas vezes acompanhadas de histórias e símbolos, continuam sendo um importante símbolo de empoderamento e um elo com o passado histórico de resistência e sobrevivência dos africanos e afrodescendentes.</p><p><br></p><p>Conclusão:</p><p>A boneca Abayomi não é apenas um brinquedo ou artefato cultural; ela carrega em si a história de luta, resistência e preservação da identidade dos povos africanos. Criada durante o período da escravidão, ela simboliza a capacidade de resistir à opressão e a força das mulheres africanas na preservação de suas culturas e tradições. Hoje, a Abayomi continua sendo um símbolo poderoso da resiliência e da valorização da cultura afro-brasileira, funcionando como um elo entre o passado e o presente, entre as gerações e as lutas por igualdade e justiça.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-24 16:00:14 UTC</pubDate>
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         <title> Akin e os olhos de estrelas </title>
         <author>saletealmeida04</author>
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         <description><![CDATA[<p>Grupo: </p><p>Alisson Bonfim </p><p>Brenna Souza</p><p>Jemima Gomes </p><p>Salete Borges </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-09 12:57:36 UTC</pubDate>
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