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      <title>Meu PORTFOLIO no Internato II PED - Turma 2018.2 (14/10/2024 a 08/12/2024) by Internato em Pediatria</title>
      <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e</link>
      <description>Meus registros acadêmicos diários</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-10-10 21:54:16 UTC</pubDate>
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         <title>Identificação</title>
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         <description><![CDATA[<p>Interno João Manuel Queiroz Santos - 11° Semestre</p><p>Ingresso 2018.2  </p><p>Internato em pediatria no UDAP, HAN e ambulatórios de Hepatologia e Neurologia</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-19 22:47:41 UTC</pubDate>
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         <title>Primeira Semana - UDAP</title>
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         <description><![CDATA[<p>     Iniciei as atividades no Internato em Pediatria II pela UDAP em 14/10/24. Me apresentei à equipe médica, multiprofissional, aos pacientes que fui atribuído e seus acompanhantes/genitores. Reconheci os recursos disponíveis no espaço e organizei com meus colegas a escala de plantões de acordo com as orientações. Fiquei responsável pelo acompanhamento de três pacientes: A.M.M. 1 ano e 7 meses; E.S.S. 1 ano e 9 dias; S.S.S. 3 anos e 9 meses.&nbsp;</p><p>     Os pacientes da UDAP frequentemente apresentam doenças raras com múltiplas condições associadas, demandando atenção de múltiplas especialidades médicas e da equipe multiprofissional. Iniciei os estudos verificando as principais suspeitas diagnósticas dos meus pacientes no UpToDate oferecido pela EBSERH, incluindo em minha leitura os diagnósticos diferenciais de maior prevalência na população. Iniciei, também, revisão de conteúdos básicos da Pediatria, priorizando assuntos demandados pela preceptoria. No meu primeiro plantão de enfermaria, fiz a admissão da paciente A.L.L.A. de 7 meses e 3 dias que recebeu alta da UTI pediátrica.</p><p>     A primeira semana foi desafiadora, exigindo tanto aprendizado sobre doenças graves e/ou pouco frequentes, quanto domínio de conhecimentos básicos da Pediatria. Além disso, foi necessário habilidade para estabelecer um vínculo efetivo com os pacientes e seus genitores/acompanhantes, de forma a possibilitar um melhor cuidado e acompanhamento.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-19 23:51:01 UTC</pubDate>
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         <title>Identificação</title>
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         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3177514692</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2024-10-20 01:36:58 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3177864972</link>
         <description><![CDATA[<p>Iniciei o internato de pediatria 2 na Emergência Pediátrica do HGRS. Me apresentei aos demais alunos e aos preceptores, somos diariamente entre 9-10 internos, sendo 6 da unifacs, 2 da uneb e eu da ufba. Dividimos os pacientes ao chegar e realizamos a evolução, às 10 horas ocorre a visita na enfermaria. Nessa primeira semana tive a oportunidade de ficar responsável por crianças com as seguintes patologias: pielonefrite secundária a nefrolitíase; HIV/ AIDS recém descoberta e com complicações; úlceras esofágicas por ingestão de pilha. Estudei pelo manual de Uropediatria da SBP e PDCT do Ministério da Saúde para tratamento de crianças e adolescentes com HIV. Foram casos que me enriqueceram bastante pois não tinha tido contato anteriormente. Estar em uma enfermaria "fora de casa" é desafiador mas uma experiência proveitosa também.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-20 13:38:28 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 01</title>
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         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3177916322</link>
         <description><![CDATA[<p>Olá! Sou o interno Davi Neri Araújo, estou rodando o Internato de Pediatria 2 no HGRS, iniciado pela enfermaria de Nefropediatria. A primeira semana foi muito produtiva, desde o acolhimento dos preceptores, residentes e colegas de demais faculdades às discussões de caso clínico. Acredito que o aprendizado nessa enfermaria habilita a aplicar esses conhecimentos em outros contextos clínicos, permitindo a vivência em uma enfermaria de sub-especialidade, mas com ampla aplicação prática. Fico muito feliz de ter essa oportunidade. No ambulatório, estou rodando na Gastropediatria sendo também uma experiência muito enriquecedora. </p><p>Na semana, tive contato com 4 casos na enfermaria, 3 de Sd. Nefrótica corticoresponsiva e uma GNPE, permitindo discussões aprofundadas sobre cada caso. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-20 14:45:15 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 01</title>
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         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3180151091</link>
         <description><![CDATA[<p>Sou Bernardo de Oliveira Torres, interno de medicina da turma 255. </p><p>Na minha última experiência na pediatria, tive a oportunidade de vivenciar o dia a dia dessa especialidade e gostei muito do ambiente acolhedor e das interações com as crianças e suas famílias, tanto na rotina de sala de parto, quanto em neonatologia, puericultura e ambulatórios.</p><p>Atualmente, estou no Hospital Ana Nery, na enfermaria de cardiopediatria. A semana de adaptação a esse ambiente foi bastante desafiadora, pois os casos que encontramos são, na maioria das vezes, raros e complexos. Cada paciente traz uma história única e, muitas vezes, uma condição que exige um olhar bastante individualizado. O trabalho desenvolvido pelos fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos e enfermeiros com crianças é extremamente específico e essencial para um acompanhamento adequado. Infelizmente, muitos pacientes, especialmente os que vêm do interior, enfrentam dificuldades para acessar esses profissionais capacitados, o que torna a ideia de "suporte integral" apenas um conceito teórico.</p><p>A primeira semana na enfermaria foi desanimadora; fiquei três dias deslocado nas visitas, pois não entendia 10% do conteúdo discutido. No entanto, após estudar os casos, sinto que evoluí bastante e já participo mais ativamente das discussões. Estou motivado para a vivência das próximas semanas</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-21 20:04:14 UTC</pubDate>
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         <title>Apresentação e a minha primeira semana</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3180237887</link>
         <description><![CDATA[<p> Olá! Sou Gabriel Lessa, soteropolitano e tenho 27 anos. Atualmente estou rodando no HGRS e o meu primeiro ciclo  iniciou-se na enfermaria 4C do hospital. Tem sido uma boa experiência, pois tive a oportunidade de novas aprendizagens,  assim como de revisar conhecimentos. Pude acompanhar </p><p>durante a primeira semana todo período de internamento, da admissão até a alta, de um paciente com Doença Falciforme SC, admitido na emergência com STA, tendo sido proveitoso para revisar a patologia e condutas no manejo do quadro. </p><p>Outro aspecto positivo é o fato de estar dividindo o campo de prática com colegas de outras universidades, possibilitando um intercâmbio de aspectos positivos observados nos serviços em que tivemos práticas para que possamos aplicar e nos aprimorar durante este rodízio. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-21 21:25:14 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<p>Sou Nádia, interna de medicina do 6º ano, atualmente em rodízio na cardiopediatria, lidando com pacientes com cardiopatias congênitas complexas e raras. A experiência tem sido desafiadora devido à pouca exposição prévia ao tema e à adaptação a um sistema hospitalar novo. No entanto, a leveza do ambiente, proporcionada pelas crianças, transforma cada dia em aprendizado significativo. Meu objetivo é adquirir conhecimentos que me permitam oferecer uma assistência de qualidade como médica generalista, garantindo cuidado eficiente desde a porta de entrada até o atendimento especializado.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-21 23:04:04 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<p>Eu me chamo Lucy Rodrigues Ribeiro, sou acadêmica do 6º ano de medicina da UFBA, e estou atualmente no meu último rodízio do internato. </p><p><br/></p><p>Esta é a minha primeira semana no estágio de pediatria. Precisei iniciar o rodízio uma semana após meus colegas devido a um estágio externo eletivo.</p><p><br/></p><p>Meu retorno tem sido um pequeno desafio, ainda estou me adaptando à rotina do serviço, já que cheguei uma semana depois, mas já considero que o primeiro dia foi gratificante. A equipe da pediatria é sempre muito acolhedora com os alunos.</p><p><br/></p><p>Estarei durante este mês na unidade de pequenos lactentes (UPL). Minhas expectativas para este estágio são revisar meus conhecimentos adquiridos na pediatria do quinto ano relativos à puericultura, diagnósticos e tratamento das patologias mais comuns nessa faixa etária e o exame físico. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-22 15:57:40 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 02 </title>
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         <description><![CDATA[<p>Boa tarde professoras! </p><p>Estou finalizando a minha segunda semana na Nefropediatria do HGRS, e tem sido uma experiência incrível! </p><p>Durante as duas semanas, tive a oportunidade de evoluir 7 casos na enfermaria (o que considero uma boa rotatividade) discutir as perspectivas, condutas e prescrição de cada um deles e estudar mais afundo cada caso. O caso mais interessante até agora foi um paciente com má formação do trato urinário (uropoatia obstrutiva congênita), DRC estágio 4 e ITU alta, sendo um paciente bem grave e que conseguimos manejar o caso e dar o seguimento adequado, atualmente ele já está em melhora e com possibilidade de acompanhamento ambulatorial, que não tinha previamente. Portanto, foi uma experiência muito gratificante. </p><p> Além disso, tenho conseguido participar das discussões com Dr. Dilton preceptor da EBMSP que também tem sido bem proveitoso. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-23 20:56:48 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<p>Valdir dos Santos Junior, 6º ano, Turma 2018.2, Ambulatórios de Gastropediatria </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-28 10:13:12 UTC</pubDate>
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         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3190309721</link>
         <description><![CDATA[<p>Primeira semana do internato em pediatria II</p><p>   </p><p>  &gt;&gt; Estou imerso no rodízio de pediatria II, na primeira fase, na Unidade Metabólica. A unidade metabólica é voltada para a otimização de peso de crianças com Deficiência Energético Proteica grave. Nessa unidade, há dois professores da universidade, Dra Marina (nefropediatra) e Dra Ângela que é especialista em alergias allimentares. Além das duas professores, há 03 plantonistas, Dra Alfa Barata, Dra Tereza Ribeiro e Dra Indira que é nutróloga infantil. </p><p><br/></p><p>   &gt;&gt; A primeira impressão sobre a unidade foi a mais estranha possível. Geralmente, estive acompanhando a especialidade de nutrologia à distância. Geralmente são interconsultores que são chamados quando precisamos, em outras enfermarias, passar uma sonda em um paciente e precisamos que avaliem e estabeleçam. Geralmente em pacientes intubados é o mais comum. Pela primeira vez, na universidade, pude ter um contato mais direto com a especialidade e mudar radicalmente a impressão que eu tinha sobre a especialidade. </p><p><br/></p><p>    &gt;&gt; Eu sempre via o nutrólogo como o médico que entendia um pouco mais de nutrição. Contudo, nas visitas fui percebendo a importância da nutrição e como as diversas patologias em crianças podem causar distúrbios funcionais em pacientes com deficiência energético proteica. Acabei gostando muito. </p><p><br/></p><p>    &gt;&gt;Na primeira semana, fiquei com 01 paciente. A paciente era Jennifer Lara, uma paciente de 17 anos, feminina, com Progeria.  Progeria é uma síndrome rara que causa o envelhecimento acelerado do metabolismo e das células do corpo dos pacientes com tal síndrome. Jeffiner tem uma DEP grave, pesando apenas 11.550 kg no primeiro dia da primeira semana. Ela luxou o quadril há 03 meses enquanto corria na areia da praia, brincando com seus amigos.  Tentou realizar uma redução manual, mas a luxação era refratária e veio para o Hospital em contexto de transferência do Hospital Ortopédico do Estado, a fim de realizar uma redução cirúrgica do quadril. </p><p><br/></p><p>    &gt;&gt; Contudo, Jennifer tem uma taxa de envelhecimento 7x mais acentuada que um paciente normal, logo ela tem biologicamente 7x mais idade do que cronologicamente tem. (7x7 =119 anos ) Houve, portanto o questionamento, vale a pena abordar cirurgicamente uma paciente com 119 anos para realizar uma redução de quadril, sabendo que a expectativa de vida dela já foi ultrapassada ? </p><p>OBS:  Pacientes com Progeria vivem por volta de 13 anos, segundo a literatura. </p><p><br/></p><p>  &gt;&gt; Jennifer tem, de exames complementares, obstrução de carótidas, uma desnutrição energética grave, uma anemia secundária a essa desnutrição, e  um erro alimentar importante já que sua alimentação em casa só se baseia em sucos industrializados, embutidos e carnes ultraprocessadas. </p><p><br/></p><p>  &gt;&gt;A primeira semana do internato trabalhou com essa questão que terá seu desfecho na segunda semana. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-28 10:29:30 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3190462732</link>
         <description><![CDATA[<p>A Chegada de Davi na UM - 15|10|24</p><p>Davi foi o meu segundo paciente na enfermaria que chegou ainda no dia 14/10 no PE, em que eu não estava presente.</p><p><br/></p><p>Contudo, assumi o paciente no dia 15/10, após ler as consultas do ambulatório. Davi  tem 14 anos, com diagnóstico de epidermólise bolhosa distrófica e é acompanhado pela Nutrologia, genética, pediatria geral, odontologia do C-HUPES.  </p><p><br/></p><p>Apresenta uma fibrose extensa em terço médio e superior de esôfago devido a cicatrização de bolhas em mucosa. Veio com DEP grave para o ambulatório, pesando 20.1 kg e com 138 cm, com zscore se distanciando progressivamente da média, estando em janeiro com zscore de IMC -3, passando para -4 em agosto e -6 durante o internamento. Apresentava Hb de 8.2  e veio realizar endoscopia digestiva com dilatação esofágica. </p><p><br/></p><p>Diante da DEP grave progressiva, foi prosposto em enfermaria que realizassem a gastrostomia a fim de otimizar a nutrição deste paciente. Contudo, o kit de gastrostomia pediátrica disponível no Hospital era demasiadamente calibroso para a luz do esôfago do menor, impossibilitando a passagem. </p><p><br/></p><p>Portanto, Davi começou um processo de otimização de hemoglobina com ferro venoso a fim de atingir Hb de 11, segundo proposta da nutrologia e tinha EDA com dilatação esofágica programada para 24 de outubro. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-28 12:35:24 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3190831826</link>
         <description><![CDATA[<p>Primeiro dia de ambulatório - 17/10/24</p><p><br/></p><p>Quinta-feira, 17/10/24 foi o primeiro dia de ambulatório na gastro-pediatria. Neste dia, atendi Maiara, uma menina de 08 anos  que tinha uma dor abdominal difusa. Na investigação, descobriu-se que Maiara já havia sido internada no HUPES, quando tinha 05 devido à uma constipação que não existia mais. </p><p>Contudo, a dor difusa de Maiara estava associada com a alimentação. Segundo a avó, quando a neta comia leite e derivados apresentava diarreia intensa e dor abdominal. Refere que tentou retirar o leite da menor há cerca de 04 meses, mas o pai da menor não acreditava nela e continuava dando leite e derivados pra menor. </p><p>Por fim, a avó realizou em sua cidade de origem (Valença) um  teste de tolerância à lactose, que não tinha resultado ainda. Por fim, no exame físico foi detectado manchas hipocrômicas em toda a extensão do dorso, pruriginosas, e descamativas que associou-se, no contexto, com ptiríase. Como conduta, foram estabelecidos o retorno da menor em 06 meses com o resultado do teste de tolerância à lactose e uso de cetoconazol pomada durante 01 mês, duas vezes ao dia. De orientações gerais, manteve-se a dieta restrita de leite e derivados. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-28 16:09:16 UTC</pubDate>
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         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3190836265</link>
         <description><![CDATA[<p>Intercorrências com Davi - 19/10/2024</p><p><br/></p><p>Davi, o paciente de 14 anos, com diagnóstico de Epidermólise bolhosa iniciou no dia 18 a reposição de ferro venoso  a fim de otimizar a hemoglobina e  realizar a dilatação esofágica. </p><p>Contudo, no dia 19/10 passou a apresentar uma cefaleia intensa, 10/10 refratária ao uso de analgésicos associada a turvação visual. Sem outros comemorativos. Foi associado a equipe de Oftalmologia. </p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-28 16:12:19 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<p>Olá pessoal! Me chamo Igor Araujo Drumond e comecei o rodízio de pediatria rodando no HUPES, na unidade metabólica. Peço desculpas pelo atraso em relação a postagem. Gostei muito da primeira semana na unidade. A enfermaria é bastante organizada e, geralmente, fica com casos de desnutrição energética proteica grave, que normalmente estão relacionados a alguma patologia de base. Conheci H, um paciente de 8 anos com encefalopatia crônica não progressiva secundária a infecção congênita do vírus zika que evoluiu com disfagia em domicílio e I, uma paciente de 1 ano e 5 meses, com diarreia crônica desde os 2 meses. Foi muito bom poder estudar os casos, ver as condutas e discutir com as preceptoras e residentes. É interessante o enfoque nas nutricionais do paciente, como dieta, necessidade calórica e ganho ponderal. A discussão na unidade metabólica é muito enriquecedora e é cobrado participação ativa do interno. Minha primeira impressão foi ótima e estou otimista para a segunda semana. Grande abraço. </p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-28 16:12:58 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<p>Taquicardia sustentada de Jennifer Lara 18/10/2024</p><p><br/></p><p>Percebeu-se que Jennifer, a paciente de 17 anos com progeria, mostrava nos controles uma taquicardia sustentada com FC acima de 120 bpm em todas as medições. Foi acionada a equipe de cardiopediatria a fim de avaliar a possibilidade de introduzir betabloqueador. Aprovado pela equipe de cardiopeditria, introduziu-se atenolol 12.5 mg 1 Vez ao dia para a paciente. Aguarda-se resultado das medidas tomadas. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-28 16:14:37 UTC</pubDate>
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         <title>Primeira semana</title>
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         <description><![CDATA[<p>Meu primeiro contato com a ped do 6ª ano foi bem enriquecedora, acompanhei 3 crianças, uma com diagnóstico de Agamaglobulinemia ligada ao X, a outra com LES, com psicose e ideação suicida, mas, irei relatar o caso terceira criança que me chamou bastante atenção. Segue um breve relato.</p><p>-Criança R.V.F, masculino, 1 ano e 1 mês, nasceu e desenvolveu-se sem atrasos no DNPM e após a ingesta de carne segundo a genitora começou apresentar febre, sialorreia e irritabilidade evoluindo para náusea, com piora da irritabilidade e regresso do DNPM, não conseguindo sustentar a  cervical e inabilidade de manter-se em pé, marcos alcançados previamente e devidamente registrados pela família. No PA da sua cidade de origem pensou-se em broncoaspiração, foi regulado até o HGE e nada foi constatado no exame de broncoscopia. O o quadro da criança piorou com sonolência, hipoglicemia  (hgt 52), nesse momento a suspeita foi de  meningoencefalite, foi prescrito Cefri+ Aciclovir, nesse contesto, a criança evolui para acidose metabólica necessitando de leito de UTI e dieta enteral. A sd nesse momento foi de Acidúria Glutárica tipo 1, doença genética rara que afeta o metabolismo dos aminoácidos, confirmada em RM de crânio e consanguinidade entre os pais e prima com o mesmo diagnóstico. Criança segue bem e já recebeu alta hospitalar.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-28 20:17:47 UTC</pubDate>
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         <title>Segunda semana</title>
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         <description><![CDATA[<p>Olá colegas e professoras. Nesta segunda semana, fui surpreendida positivamente com outros casos bem interessantes, irei expor o que mais me chamou atenção. </p><p>Criança L.T.S feminina, com ITU recorrentes desde o nascimento, com 10 internações em 09 meses de vida, estas prolongadas. Inicialmente quando fui visita-la o que me chamou atenção foi a sua aparência fisica  rs (texto menor formal,ok)... ela parecia muito uma boneca de tecido, a quantidade e a implantação dos cabelos saltam os olhos, o queixo pontiagudo, lábios finos e olhinhos que reviravam a todo instante, as mãos e pés são desproporcionais, com dedos levemente achatados,  a criança tem o DNPM em atrasado. Ela é acometida por uma síndrome genética rara chamada Síndrome de Rubinstein-Tybi que é o acometimento do cromossomo 16 que pode ser uma deleção ou mutação de um gene.</p><p>Sigamos com novas descobertas no campo da genética pediatrica. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-28 21:51:09 UTC</pubDate>
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         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3191268152</link>
         <description><![CDATA[<p>Aumento de dose do atenolol de Jennifer Lara - 21/10/2024</p><p><br/></p><p>Jennifer cursou no final de semana com manutenção da taquicardia sustentada. Portanto, novamente foi consultada a cardiologista pediátrica, Dra Renata, sobre a possibilidade de progredir dose de Atenolol para 25 mg. A proposta foi aceita. Será progredido dose hoje, após a visita técnica. </p><p><br/></p><p>Oftalmo responde interconsulta de Davi. </p><p><br/></p><p>Oftalmo indicou que irá realizar consulta com Davi no ambulatório amanhã, 22/10, para avaliar cefalia precedida de turvação visual. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-28 22:52:49 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<p>Oftalmo responde interconsulta de Davi - 22/10</p><p><br/></p><p>Oftalmo respondeu interconsulta indicando a possibilidade diagnóstica de ambliopia para o menor. Não fechou diagnóstico porque a preceptora da oftalmopediatria está de férias. A consulta foi conduzida por residentes. O olho direito apresenta opacidade.  Davi tinha alguns exames para serem realizados a fim de extrair dois dentes cariados. Como não abre muito a boca, será necessário realizar extração dentro do centro cirúrgico. Solicitamos hoje os exames para facilitar os exames pré-operatórios ja que ele mora em Vitória da conquista e o deslocamento é grande. Será realizada TC de mandíbula, Tc de maxila, Ecocardiograma, Eletrocardiograma, e exames laboratoriais. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-28 22:56:05 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<p>Na primeira semana do meu rodízio de pediatria, na unidade de pequenos lactentes, houve muitas oportunidades de aprendizado, tanto em relação a conhecimentos médicos quanto no que diz respeito a aprender a lidar com demandas sociais. Fiquei responsável por acompanhar o caso de uma bebê filha de uma mãe adolescente (14 anos) e de um pai de 47 anos. A lactente foi internada com múltiplas infecções congênitas: sífilis, herpes simples, parvovírus B19 e conjuntivite gonocócica.</p><p>Além das complicações de saúde do bebê, foi impossível ignorar que essa mãe também é uma criança que sofreu violência sexual. A gravidez em adolescentes tão jovens é, muitas vezes, resultado de abuso, e isso acrescenta complexidade ao cuidado médico.</p><p>Infecções congênitas, como as que esse bebê apresentou, podem ser transmitidas durante a gestação ou o parto, e geralmente são resultado de falhas no pré-natal. A sífilis congênita, por exemplo, pode ser evitada com diagnóstico e tratamento materno adequados (a penicilina é uma droga barata, disponível no SUS e de fácil acesso), mas ainda afeta muitos recém-nascidos, principalmente em situações de vulnerabilidade. Quando não tratada, pode causar graves problemas de desenvolvimento. Neste caso, foram feitos os exames de triagem para sífilis congênita, todos felizmente negativos. Além disso, a criança passou pelo tratamento com penicilina cristalina e a mãe recebeu as doses necessárias de penicilina benzatina.</p><p>O herpes simples neonatal, outra infecção observada, requer tratamento rápido com antivirais para prevenir complicações - nossa paciente está no D13 do tratamento com Aciclovir. Já o parvovírus B19, embora menos comum, pode causar anemia grave e outras complicações sérias no bebê - após avaliarmos a lactente cuidadosamente, não notamos nenhuma consequência advinda desta infecção.</p><p>Esse caso, além de evidenciar a importância do pré-natal e da prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, chama atenção para a necessidade de proteger crianças e adolescentes de situações de abuso e violência. O suporte para essa jovem mãe deveria ir além do tratamento médico, envolvendo também assistência psicológica e social para ajudá-la a enfrentar as consequências desse trauma. Solicitamos acompanhamento da psicologia - que a mãe recusou - e foram acionados assistência social, conselho tutelar e ministério público.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-28 23:01:33 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<p>Reunião de Jennifer com Hospital Ortopédico do Estado e associados do Hospital Albert Einstein aconteceu hoje - 25/10</p><p><br/></p><p>Levamos o caso da luxação de quadril esquerdo de jennifer para ser debatido entre os médicos do Hospital Ortopédico. Os ortopedistas avaliaram que não era possível realizar uma redução aberta, que iria solucionar, teoricamente, todos os problemas mecânicos da paciente. Isso porque ja tinha mais de 02 meses que jennifer luxou o quadril e, portanto, já deve ter formado uma neoarticulação que mudou a estrutura física do acetábulo, não sendo mais possível encaixar novamente a cabeça do fêmur na posição.</p><p><br/></p><p>Com isso, propô-se realizar a cirurgia de Gilderstone. Essa cirurgia se baseia na extração da cabeça do fêmur. A perna da menor ficará encurtada e ela provavelmente irá andar de muletas, além de usar sapato com nível do lado esquerdo. Isso deixou a paciente descontente, mas os cirurgiões foram contra levar essa paciente a uma cirurgia aberta de 03 horas, com as carótidas ocluídas e subnutrida. </p><p><br/></p><p>Os cirurgiões levantaram a hipótese, na reunião, de permitir que  a paciente vá para sua residência em Riachão do Jacuípe a fim de reencontrar parentes e descansar um pouco da rotina hospitalar. Será proposto em reunião conjunta com a família amanhã</p><p><br/></p><p>Davi realizou Dilatação esofágica hoje - 25/10</p><p><br/></p><p>Procedimento foi um sucesso. Houve dilatação do esôfago de 6 cm para 11 cm. Não houve sangramento significativo. Menor está em observação, aguardando para alta hospitalar. Seguimos no aguardo. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-28 23:04:35 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<p>Jennifer recebe alta hospitalar 26/10/24</p><p><br/></p><p>Jennifer recebeu alta. Foi dada a possibilidade à menor de voltar para casa por 04 dias a fim de rever familiares, conforme debatido na reunião ontem. Contudo, Jennifer não deverá voltar pro HUPES. Seguirá em cuidados do Hospital Ortopédico que dispõe de equipe de reabilitação pós cirúrgico mais adequado do que o que HUPES oferta. Portanto, hoje ela terá alta hospitalar. </p><p><br/></p><p>Davi é avaliado pela fonoaudiologia e segue com dor à deglutição 26/10</p><p><br/></p><p>Davi cursou com dor pós procedimento. Por isso, não terá alta hoje. Foi avaliado pela fonoaudiologia que acredita que seria interessante encaminhá-lo para a rede pública do município de vitória da conquista para realizar atividades com fonoaudiologia em região próxima à sua casa. Escreveremos relatório na alta. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-28 23:08:35 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<p>Ainda durante minha primeira semana na unidade de pequenos lactentes, também acompanhei vários casos de dermatite de fralda, uma condição comum na pediatria que parece inicialmente algo banal, o qual nunca me atentei para o tratamento específico, mas nesta mesma paciente que citei anteriormente, notei uma dermatite com perda de pele importante, o que me chamou atenção para estudar sobre o assunto. A dermatite de fralda, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), é uma inflamação da pele na área coberta pela fralda, causada principalmente pelo contato prolongado com substâncias irritantes, como urina e fezes. Fatores como fricção, umidade e oclusão também contribuem para o desenvolvimento da dermatite. O manejo envolve a troca frequente de fraldas, uso de cremes de barreira (como aqueles à base de óxido de zinco) e a manutenção da pele sempre limpa e seca. Além disso, a SBP recomenda evitar o uso excessivo de lenços umedecidos com fragrâncias e álcool, que podem piorar a irritação da pele. Nos casos mais graves, a dermatite pode ser complicadas por infecções secundárias, como a candidíase, que requer tratamento com antifúngicos tópicos (como a nistatina por exemplo). Também pude observar, durante minha experiencia prática na enfermaria, o uso do Stomahesive para dermatites com perda de pele. É um produto originalmente usado para como uma pasta protetora para selar a pele periestoma para pacientes que usam bolsas de ostomia; a camada protetora gerada pelo produto e os ingredientes que ajudam na regeneração cutânea são muito úteis também na pediatria para o tratamento das dermatites de fralda quando há perda de pele associada.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-28 23:09:23 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<p>Davi realiza transfusão e cursa com pico febril e odor em feridas abertas 21/10</p><p><br/></p><p>Davi cursou hoje com pico febril de 38º após receber 1 concentrado de hemácias a fim de atingir valor mínimo de 11 de hb, conforme solicitado pela nutrologia. </p><p><br/></p><p>Ficou-se o questionamento sobre a origem da febre. Origem reacional à transfusão? Ou seria uma origem associada à infecção. O cheiro das feridas estava mais forte pela tarde, logo, preferiu-se introduzir cefepime e depois transicionou-se para ciprofloxacino oral, pela plantonista do hospital. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-28 23:13:21 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<p>Davi segue internado por dor ao deglutir 28/10</p><p><br/></p><p>Davi segue com dor desde o dia que realizou a dilatação esofágica. Segue solicitando analgésico. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-28 23:14:32 UTC</pubDate>
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         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3191290789</link>
         <description><![CDATA[<p>Sou Gabriel, interno do 6º ano. Atualmente estou na unidade de cardiologia pediátrica do HAN. Os dias na enfermaria são bem corridos, pois a rotatividade de pacientes é alta. Então, todo dia tem casos novos e muito serviço para ser realizado. Aprofundar a semiologia cardíaca é o grande ganho do rodízio no meu ponto de vista. É impressionante o que um médico experiente e bem preparado pode fazer com um sopro e suas nuances. Meu ouvido amador sofreu nos primeiros dias, mas ainda na primeira semana tudo começou a fazer mais sentido. O software do HAN é uma grande pedra no sapato nos primeiros dias (e continua sendo), mas a gente a prende a lidar com isso. Todas essas questões aliadas a complexidade dos casos e sua fisiopatologia tornam a enfermaria pouco palatável no inicio. As crianças, e sua força, diante de situações desafiadoras transformam o ambiente. É minha segunda experiência no HAN e diria que tanto cardioped quanto cirurgia cardiovascular são especialidades que demandam aptidão ou até dom. Eu realmente acredito no impacto dessas especialidades, mas é necessário muito amor e entrega para desempenhá-las.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-28 23:23:51 UTC</pubDate>
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         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3191294263</link>
         <description><![CDATA[<p>Segundo dia de ambulatório Gastropediatria - 24/10</p><p><br/></p><p>O segundo dia de ambulatório eu atendi uma paciente de 18 anos que estava no processo de transição da pediatria para a gastroenterologia adulta.</p><p><br/></p><p>A paciente era portadora de síndrome de Cowden. Essa paciente realiza colonoscopias e EDA com regularidade, mas há mais de 02 anos não faz. Tem dejeções com sangue com certa regularidade.</p><p><br/></p><p>A paciente tem um erro alimentar importante, se alimenta pela manhã com café com bolo, almoça café com bolo e jantar café com cuscuz. Só come duas frutas, uva e melancia. Por conta dessa seletividade alimentar alta, foi encaminhada para nutrição, ginecologia (iniciou vida sexual) e odontologia pela dor de dente que apresenta após morder um caroço de milho cru. </p><p><br/></p><p>Foi solicitado novamente os exames que ela não realizou e encaminhou-se para gastroenterologia adulta, tendo alta da gastroenterologia pediátrica.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-28 23:27:57 UTC</pubDate>
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         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3191313228</link>
         <description><![CDATA[<p>Sobre o fluxo: no rodízio de cardiopediatria, a rotina tem sido intensa e enriquecedora, principalmente nas discussões clínicas com a Dra. Isabel. De segunda a sexta-feira, as manhãs começam com a evolução dos pacientes na enfermaria, revisão das prescrições e análise dos exames necessários para ajustar as condutas. À tarde, novos pacientes são admitidos, o que traz sempre novos desafios e aprendizados.</p><p>A interação com os plantonistas, embora não sejam nossos preceptores diretos, tem sido fundamental. Eles se mostram sempre dispostos a ajudar, esclarecendo dúvidas e propondo temas para discussão.</p><p>Nas sextas-feiras, a Dra. Isabel realiza uma discussão clínica de um caso previamente enviado, o que se tornou um dos momentos mais enriquecedores da semana. Nos debruçamos sobre o caso, analisando cada problema e elaborando a prescrição. Essa iniciativa surgiu da percepção dela sobre a dificuldade que muitos de nós enfrentamos com a prescrição. Esse tipo de discussão prática poderia ser uma atividade mais frequente na graduação, pois facilita muito o aprendizado.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-28 23:47:25 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 2</title>
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         <description><![CDATA[<p>Nesta segunda semana na enfermaria de cardioped, a rotina foi intensa, mas cada dia me trouxe um aprendizado novo e essencial. As manhãs são cheias, entre evoluções, admissões de pacientes e as discussões de casos, mas foi nas revisões teóricas que percebi a relevância de estar aqui. Três vezes por semana, revisamos detalhes sobre as cardiopatias congênitas, desde complicações até o tratamento farmacológico e as intervenções cirúrgicas, o que tem sido fundamental para entender os casos complexos que vejo todos os dias. Um momento que marcou muito a semana foi a discussão de um caso com a Dra. Isabel, onde discutimos a história de um menino de 13 anos com febre reumática complicada, cardite e uma insuficiência cardíaca grave. Depois do tratamento adequado incluindo a abordagem cirúrgica, o quadro dele evoluiu bem, o que foi inspirador. Essa experiência me lembrou o quanto uma boa anamnese e um exame físico detalhado podem fazer a diferença – um diagnóstico precoce e o encaminhamento certo podem literalmente mudar o destino de alguém. A semana também trouxe uma imersão na semiologia do sistema cardiovascular muito rica. Aqui, cada paciente é uma chance de ouvir e aprender a diferenciar cada tipo de sopro, relacionando esses sons com a condição de cada criança. Essa prática está me ensinando a importância de um ouvido atento e da precisão clínica para orientar diagnósticos. Mesmo com a alta rotatividade de pacientes, que às vezes limita o tempo para estudar cada caso a fundo, sinto que estou absorvendo um conhecimento prático valioso e indispensável para minha formação.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-29 00:11:55 UTC</pubDate>
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         <title>Segunda semana - UDAP</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3191506298</link>
         <description><![CDATA[<p>A segunda semana na UDAP permaneceu desafiadora, tendo sido, para mim, marcada por eventos desfavoráveis como broncoaspiração e infecção de corrente sanguínea por cateter venoso central. Esses eventos me estimularam a aprofundar meus estudos de forma a melhor acompanhar meus pacientes. Aproveitei também para aprofundar meus conhecimentos sobre venóclise em Pediatria.</p><p>Realizei mais duas admissões (A.M.G.B de 3 anos e 10 meses e  B.F.S de 1 ano e 6 meses). Preparei a alta de S.S.S. após encerramento do ciclo de antibioticoterapia devido a infecção por MRSA secundária a lesões de pele causadas por NET (já sem lesões com perda de integridade da pele ou mucosas no momento da alta).</p><p>No ambulatório de hepatologia, ocorreu a necessidade de aplicar as estratégias de comunicação de notícias difíceis para melhor explicar o diagnóstico genético do paciente. A confirmação genética do diagnóstico e o esclarecimento sobre as medidas terapêuticas foram realizadas de forma clara e foram compreendidas pela mãe e pelo paciente adolescente. Ofereci o suporte possível e esclareci as dúvidas, evitando expressões inadequadas.</p><p>Mantive meus estudos de revisão para assuntos básicos da Pediatria e assuntos específicos necessários para o tratamento dos pacientes que acompanho.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-29 01:34:48 UTC</pubDate>
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         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3195348910</link>
         <description><![CDATA[<p>Alta de DAVI 30-10</p><p><br></p><p>Davi teve alta no dia 30-10. O paciente não apresentou melhora da odinofagia mas foi conversado com médico assistente da nutrologia que propôs que já era esperado. Portanto, foi dado alta ao paciente que aguarda carro da prefeitura para ser conduzido para sua residência. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-31 01:18:23 UTC</pubDate>
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         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3195350607</link>
         <description><![CDATA[<p>Jennifer fez cirurgia - 30-10-24</p><p><br></p><p>Paciente Jennifer realizou cirurgia hoje no Hospital Ortopédico. A cirurgia foi um sucesso, segundo o relato da pediatria do hospital. Irá iniciar reabilitação precocemente. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-31 01:19:21 UTC</pubDate>
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         <title></title>
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         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3195353486</link>
         <description><![CDATA[<p>Benício - 29/10/24</p><p><br/></p><p>No dia 29, com a alta de Jennifer, no dia 28, foram redistribuídos os pacientes da unidade metabólica; Benício era um paciente que estava sendo acompanhado por meu colega interno Igor e nesse dia passou a ser evoluído por mim.</p><p>Benício é um paciente de 1 ano e 6 meses que desde os 04 meses de vida passou a cursar com diarreia com mais de 10 dejeções por dia, líquidas. Junto com as diarreias é frequente que o menor curse com infecções respiratórias, que ora estão associadas com febre, ora não e que, motivaram cerca de 08 episódios de internamento nesses 1 ano e 02 meses que está sintomático. Nos internamentos, o menor fez uso de antibioticoterapia empírica para os mais prováveis agentes etiológicos de infecção respiratória e de síndrome diarreica, mas o quadro sempre retornava. Benício foi internado no Martagão, Municipal. Hupes (previamente em agosto), Manoel Vitorino, Irmã Dulce e na UPA, com alta sem ser regulado para um hospital de referência. Contudo, ninguém descobriu a causa da sua síndrome. Em um dos episódios de infecção respiratória recorrente, foi coletado cultura de secreção de orofaringe, positiva para pseudomonas e pensou-se em fibrose cística, descartada tanto pelo teste do pezinho, como pelos testes do suor que realizou. Por fim, há cerca de 02 semanas, o menor foi acometido por diarreia com 10 dejeções por dia, líquidas, sem acometimento nutricional, com peso e estatura adequados para a Idade, em que foi conduzido para a UTI da UDAP com fins de investigação. Com melhora do quadro, há cerca de 05 dias subiu para a enfermaria para manejo e investigação. Hoje benício tá há 05 dias com dejeções pastosas, com perda de peso zscore -2.6 e frequência de 05 dejeções diárias. Apresenta restos alimentares nas fezes, sendo possível observar beterrada, cenoura e pão nas fezes. Aguarda EDA e colono para documentar investigação.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-31 01:21:01 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 2 e 3</title>
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         <description><![CDATA[<p>Estas foram as minhas 2 últimas semanas na emergência. O Hospital Roberto Santos recebe grande quantidade de crianças com crise álgica e síndrome torácica aguda por doença falciforme, nestas 2 semanas tive a oportunidade de acompanhar mais 3 crianças com essas patologias e me aprofundar sobre o manejo desses casos. Estudei pelo Manual e Diagnóstico de Doença Falciforme do Ministério da Saúde. Também acompanhei uma criança com pneumatocele decorrente de uma pneumonia tratada inadequadamente, foi uma ótima oportunidade para revisar pneumonias. No dia 31/10 organizamos o "Halloween da Eme Ped" e fomos fantasiados para a enfermaria além de termos realizado um coffee break entre os internos e preceptores, as crianças gostaram muito, deram muita risada e ficaram curiosas, foi muito divertido levar um pouco de ludicidade para dentro da enfermaria </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-03 22:09:38 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 3</title>
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         <description><![CDATA[<p>Boa noite professora!</p><p>Encerro o meu primeiro rodízio no HGRS, finalizando a terceira semana na enfermaria de Nefropediatria. Saio muito grato pelas oportunidades de aprendizado em um ambiente com discussões muito ricas e preceptoria sempre disposta a ensinar. </p><p>A partir da semana que vem estarei na EMEPED do Roberto Santos, sigo com muitas expectativas. </p><p>Boa semana a todos!</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-03 22:13:42 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 1</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Me Chamo Cássio Santos, sou acadêmico de medicina da turma 255 e estou rodando no internato de Pediatria II na UTI Pediátrica do HUPES. </p><p><br/></p><p>A primeira semana foi repleta de novas experiências, como estamos rodando em apenas uma turma, sou o único interno na UTI, dessa forma pude exercer todas as atividades que os acadêmicos tem acesso, além de fazer as admissões, evoluções e acompanhamento diário das rotinas de uma UTI, tive a oportunidade de acompanhar a nossa preceptora Dra. Carolina Amoretti durante uma punção lombar para realizar a infusão de um medicamento de um paciente que já é acompanhado pela Pediatria do c-HUPES, sendo essa uma oportunidade que não tinha tido durante todo o meu tempo de internato. </p><p><br/></p><p>Confesso que estou muito ansioso para as semanas que virão. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-03 22:36:33 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 02</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3199356561</link>
         <description><![CDATA[<p>Essa segunda semana foi até então a mais atípica. No dia 24/10 ao chegar na unidade, fui convidado para participar de uma aula ministrada pelo professor Dr. Samuel Nogueira direcionada aos residentes da Pediatria, sendo uma aula bastante proveitosa e ao final da mesma, a discussão entre os que estavam presentes foi riquíssima. </p><p>No mesmo dia, pude atender uma criança no ambulatório de Cardiopediatria com Síndrome de Costello, sendo que durante o atendimento, a paciente estava muito confortável comigo a com sua genitora na sala, tornando-se um "case" de sucesso perante nossa preceptora Dra. Isabel, pois a mesma tem uma fama de não ser adepta/sentir-se confortável com outros internos ou residentes. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-03 22:50:23 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 03</title>
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         <description><![CDATA[<p>Essa terceira semana foi bem atípica, como a nossa UTI encontrava-se com um número reduzido de pacientes como de costume, tivemos tempo durante as visitas para discutir um pouco mais sobre as doenças de base dos pacientes que estão internados por longo períodos e também sobre uma paciente que já é bastante conhecida na unidade, uma vez que a mesma tem uma condição que ainda não ficou tão bem definida, mas que evolui muito rapidamente de alguma infecção viral para ser entubada (essa condição já se repetiu 17x). </p><p><br/></p><p>Além disso, na quinta foi dia de nos despedir das residentes que estiveram lá no último mês (Dra. Thuane Teixeira e Dra. Paula Medina), as mesmas me acolheram de forma calorosa, me ajudaram a compreender a dinâmica da unidade e me ajudaram também a agregar conhecimento para além da UTI. Elas com certeza tornaram minhas três primeiras semanas mais fáceis na UTI-Ped. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-03 22:58:30 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 02</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3201244104</link>
         <description><![CDATA[<p>Olá ! </p><p>A segunda semana na enfermaria de Cardiopediatria foi excelente.</p><p>Foi a semana de maior aprendizado ate agora, tive a oportunidade de acompanhar os mesmos pacientes durante 5 dias. Consegui aprofundar aspectos como condutas, fisiopatologia, diagnóstico, semiologia cardiovascular e abordagem cirurgica da Coarctação da Aorta com valva aórtica bicúspide, DTSAV e Ventrículo único do tipo esquerdo. </p><p>Discutir os pormenores de um paciente com dupla via de entrada em Ventrículo único do tipo esquerdo foi o momento mais marcante da semana. As discussões teóricas sobre tetralogia de Fallot e atresia tricuspide também foram engrandecedoras</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-04 22:25:16 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 3</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3201257098</link>
         <description><![CDATA[<p>Na terceira semana tive a oportunidade de discutir a estratégia de Ventilação com Pressão Postiva com a fisioterapeuta da Enfermaria. Tirei dúvidas e aprendi bastante sobre VPP em uma paciente de 2 meses que evoluiu com mediastinite, osteomielite e pneumonia após cirurgia de Istmoplastia e Ligadura do Canal Arterial. As discussões sobre as cirurgias de Glenn, Fontan e Blalock-Taussig ajudaram a internalizar a fisiopatologia das cardiopatias congênitas. Acompanhei um paciente de 16 anos que apresentou Taquicardia Ventricular Monomórfica após exercício físico. Trata-se de um paciente que perdeu o pai há um ano por morte súbita. A equipe da Arritmologia suspeita de uma cardiopatia hereditária.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-04 22:42:57 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3201606565</link>
         <description><![CDATA[<p>Em minha segunda semana, tive a oportunidade de participar de uma discussão sobre triagem neonatal.</p><p>A triagem neonatal no Brasil, conforme estabelecido pelo Ministério da Saúde, abrange uma série de exames com o objetivo de identificar precocemente condições que podem comprometer o desenvolvimento do bebê no futuro. Além do "Teste do Pezinho," que detecta doenças como hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, hemoglobinopatias, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita, a triagem neonatal inclui também os exames da "Orelhinha," "Coraçãozinho," "Olhinho" e "Linguinha." O Teste da Orelhinha avalia a audição do recém-nascido para detectar possíveis perdas auditivas, permitindo intervenções precoces que favorecem o desenvolvimento da linguagem e da comunicação - é o EOA, teste de emissões otoacústicas. Já o Teste do Coraçãozinho, realizado por meio da oximetria de pulso, mede os níveis de oxigênio no sangue e ajuda a identificar problemas cardíacos congênitos, possibilitando encaminhamento rápido para tratamento de condições que o bebê poderia vir a falecer rapidamente caso não fosse identificada a alteração precoce. O Teste do Olhinho é outro exame fundamental, pois identifica alterações oculares, como catarata congênita e retinoblastoma, prevenindo problemas graves de visão ou cegueira. Por fim, o Teste da Linguinha avalia o frênulo lingual para diagnosticar possíveis alterações que podem afetar a amamentação e o desenvolvimento da fala.</p><p>Esses testes fazem parte do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-05 02:42:16 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3206341630</link>
         <description><![CDATA[<p>Olá! Minha segunda semana foi muito produtiva.<br>I foi de alta, o histórico dela envolvia uma diarreia com rajas de sangue, desde os 2 meses, que evolui com anemia crônica, que já necessitou de transfusão. Durante o internamento foi descartada APLV e doença celíaca. Ela realizou tratamento com ganciclovir devido a PCR positivo para CMV e colonoscopia com achados inflamatórios e úlceras ativas, evidenciado presença de CMV. Após tratamento, a paciente manteve o quadro. Devido a suspeita de D. de Crohn, foi iniciado tratamento com imunossupressores, que resultaram em melhora do quadro diarreico com sangue, sendo optado por alta com acompanhamento ambulatorial para confirmar diagnóstico.<br>H continuou internado, ele estava em programação de gastrostomia via endoscópica, para garantir uma via pérvia de alimentação, mas iniciou sintomas gripais e teve um swab positivo para Covid-19, ficando em isolamento e atrasando a cirurgia. Os sintomas gripais foram restritos a episódios de febre nos primeiros dias, que responderam a antitérmicos convencionais, e tosse com secreção, que persistiram por mais tempo. Apesar disso, H não teve queda de saturação ou sinais de desconforto respiratório. Ele ficou em uso de dieta polimérica, normocalórica, via sonda nasogástrica, com volume energético total de 135%, com programação de melhora do estado nutricional e ganho de peso para realizar a gastrostomia, após suspender isolamento.&nbsp; &nbsp;&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-07 12:15:00 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3206343772</link>
         <description><![CDATA[<p>Olá! Minha segunda semana foi muito produtiva.<br>I foi de alta, o histórico dela envolvia uma diarreia com rajas de sangue, desde os 2 meses, que evolui com anemia crônica, que já necessitou de transfusão. Durante o internamento foi descartada APLV e doença celíaca. Ela realizou tratamento com ganciclovir devido a PCR positivo para CMV e colonoscopia com achados inflamatórios e úlceras ativas, evidenciado presença de CMV. Após tratamento, a paciente manteve o quadro. Devido a suspeita de D. de Crohn, foi iniciado tratamento com imunossupressores, que resultaram em melhora do quadro diarreico com sangue, sendo optado por alta com acompanhamento ambulatorial para confirmar diagnóstico.<br>H continuou internado, ele estava em programação de gastrostomia via endoscópica, para garantir uma via pérvia de alimentação, mas iniciou sintomas gripais e teve um swab positivo para Covid-19, ficando em isolamento e atrasando a cirurgia. Os sintomas gripais foram restritos a episódios de febre nos primeiros dias, que responderam a antitérmicos convencionais, e tosse com secreção, que persistiram por mais tempo. Apesar disso, H não teve queda de saturação ou sinais de desconforto respiratório. Ele ficou em uso de dieta polimérica, normocalórica, via sonda nasogástrica, com volume energético total de 135%, com programação de melhora do estado nutricional e ganho de peso para realizar a gastrostomia, após suspender isolamento.&nbsp; &nbsp;&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-07 12:16:48 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3206365168</link>
         <description><![CDATA[<p>Aqui está o relato da terceira semana!<br>H continua internado, ele fez a gastrostomia endoscópica no dia 30/10, sem intercorrências. Ele iniciou dieta via sonda da gastrostomia, e está em programação de progressão de dieta contínua para dieta em boulos. Teve resolução completa do quadro viral, com saída de isolamento dias antes da cirurgia. Segue bem, com ganho de peso, embora tenha episódios de choro vespertino, que ainda não tem causa aparente. Foi investigado constipação, erupção dentária, dor e gastrite. Realizamos as medidas necessárias, mas o paciente ainda mantém episódios de choro. Ele teve relativa melhora com a terapia com Baclofeno, que auxilia para dor crônica e no quadro de espasticidade do paciente.<br>IE chegou semana passada e eu esqueci de falar dela. Ela é uma paciente de 16 anos, com epidermólise bolhosa, acompanhada no Ambulatório Magalhães Neto, que foi internada devido a uma anemia crônica refratária ao tratamento com ferro oral. Durante o internamento ela realizou transfusão de sangue, com melhora da anemia. Realizou múltiplas interconsultas, devido a problemas oftalmológicos, dentários e ginecológicos. Ela tinha histórico de uso de múltiplos antibióticos devido a infecções de pele recorrentes e apresentava uma disúria. Foi iniciado antibioticoterapia e evidenciado um sumário com leucocitúria, porém a urocultura veio negativa. A suspeita ficou de leucocitúria estéril e foi atribuída à disúria lesões na mucosa vaginal causadas pela doença de base. Pacientes com EB evoluem com disfagia progressiva devido a lesões esofágicas recorrentes e seu processo cicatricial. Aproveitando o internamento, foi realizada a 4ª dilatação esofágica via endoscopica de IE, que evoluiu com boa aceitação de dieta e alta.<br>Outro paciente que ficou comigo durante a 3ª semana foi B. Um paciente de 1 ano e 6 meses, com histórico de múltiplos internamentos devido a infecções respiratórias associado a um quadro de diarreia crônica, com + de 10 dejeções dia, que foi iniciado aos 4 meses de vida.&nbsp; &nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-07 12:32:54 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3207077846</link>
         <description><![CDATA[<p>Sigo na enfermaria de cardioped com muito aprendizado e casos desafiadores. Um deles marcou de forma especial, pois pude acompanhar a evolução do paciente. C.S.A é um menino de 1 ano com diagnósticoco de tetralogia de fallot, FOP e colaterais sistêmicos pulmonares que passou por correção cirúrgica. No PO evolui com desconforto e tórax instável após extubação e precisou refazer a fixação torácica. Após o procedimento apresentou crises convulsivas e RNC. Quando ele foi readmitido na enfermaria já tinha feito infeção na UTI e TQT. Todos sabiam que era um paciente grave, mas fomos surpreendidos de forma positiva com o passar dos dias. A capacidade de melhora que as crianças possuem é fantástica. Foi feito o desmame dos sedativos e logo zerou a escala de watts. Apesar de diversas tentativas de decanulação ele não tolerou bem. Foi decidido em discussão dar alta ao paciente após treinamento da mãe para limpeza de canula, aspiração e todos os cuidados. Enfrentamos problemas para conseguir insumos e eles voltarem com segurança para casa. No fim a alta aconteceu com insumos para 15 dias e acordado com município de procedência da família a garantia de mais insumos. O paciente já queria sair andando pela enfermaria. A família estava aliviada.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-07 20:36:29 UTC</pubDate>
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         <title>Terceira Semana UDAP</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Na terceira semana eu já estava um pouco mais familiarizado com os fluxos da UDAP e já conhecia melhor os pacientes internados, suas principais demandas e parte de sua história. A semana, porém, não deixou de ser desafiadora para mim. Mantive meus estudos de revisão de conteúdos básicos da pediatria e tentei estudar os principais diagnósticos diferenciais dos pacientes que estava acompanhando. Os pacientes admitidos e os pacientes previamente internados na UDAP apresentam alta complexidade, muitas vezes com diagnóstico ainda indefinido, e demandam conhecimentos e atenção de diversas especialidades para investigação e tratamento. Nessa semana ocorreu a troca da equipe de médicos residentes e fiz o que pude para auxiliar nesse processo.</p><p>Tive a oportunidade de aprender bastante com as especialidades envolvidas no tratamento dos pacientes que acompanho, sempre revisando os assuntos demandados durante as atividades de enfermaria. Apesar de eu tentar estudar com maior ênfase às doenças e tratamentos mais comuns na população pediátrica geral, noto que ainda preciso aprender muito para atender de forma mais qualificada esta população.</p><p>Na terceira semana do ambulatório de Hepatologia pediátrica tive oportunidade de acompanhar um número relativamente pequeno de discussões, mas fiz bastante proveito das discussões que tive oportunidade de acompanhar. Acredito que realizei os atendimentos de forma satisfatória, orientando os familiares de forma adequada e estando atento às principais possíveis complicações da história da doença de meus pacientes.</p><p>No início da quarta semana, fui para o meu último dia de ambulatório de Hepatologia no internato de Pediatria, recebendo Feedback positivo. Sinto que realizei meu último atendimento de forma bastante satisfatória, necessitando de poucas orientações da preceptora, devido aos aprendizados que adquiri com os dias de ambulatório anteriores.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-07 22:24:00 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<p>Durante minha segunda semana na UPL, lidei com um grande número de pacientes que apresentaram icterícia neonatal, das mais diversas origens. A icterícia neonatal é uma condição comum, presente em até 60% dos recém-nascidos a termo e 80% dos prematuros. Caracteriza-se pela coloração amarelada da pele e das mucosas devido ao acúmulo de bilirrubina no sangue. O pico de bilirrubina ocorre geralmente entre o segundo e o quarto dia de vida e tende a se resolver espontaneamente em cerca de duas semanas, no caso de recém-nascidos a termo. Entretanto, níveis elevados podem ser perigosos, especialmente em prematuros, pelo risco de neurotoxicidade e desenvolvimento de kernicterus. Um de nossos pacientes, inclusive, que veio regulado do interior, apresentou um alto risco de kernicterus, já com níveis de bilirrubina que denotavam necessidade exsanguineotransfusão nas primeiras horas de vida. Kernicterus é uma complicação grave da hiperbilirrubinemia neonatal, onde altos níveis de bilirrubina se acumulam no cérebro, especialmente nos núcleos da base. Isso pode causar lesões cerebrais irreversíveis, levando a sequelas neurológicas como paralisia cerebral, surdez, problemas motores e intelectuais. É uma condição evitável com diagnóstico e tratamento precoce da icterícia.<br>A icterícia neonatal pode ser dividida em fisiológica e patológica. A fisiológica surge após 24-48 horas de vida, é de curta duração e não exige intervenção além do acompanhamento clínico. A patológica surge nas primeiras 24 horas de vida, persiste por mais de duas semanas ou apresenta valores de bilirrubina superiores aos limites para a idade do recém-nascido. É essencial investigar as causas subjacentes, como incompatibilidades sanguíneas, deficiências enzimáticas ou infecções. Esse paciente específico, apresentava incompatibilidade ABO, mas a icterícia prolongada e refratária a tratamento ainda levantou a suspeita de deficiência de G6PD.</p><p>Além da incompatibilidade sanguínea e deficiências enzimáticas c omo já apontado, temos outras causas de icterícia neonatal como a icterícia do leite materno - em alguns casos, o leite materno pode conter substâncias que dificultam o metabolismo da bilirrubina ou, no caso de baixa ingestão de leite, reduzir a eliminação da bilirrubina pelas fezes; infecções congênitas; síndrome de Crigler-Najjar e síndrome de Gilbert.<br>O tratamento da icterícia neonatal depende do nível de bilirrubina e da idade do recém-nascido em horas. A fototerapia é a principal abordagem terapêutica, reduzindo os níveis de bilirrubina ao promover a excreção dessa substância. Em casos mais graves, pode ser indicada a exsanguineotransfusão.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-10 17:24:06 UTC</pubDate>
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         <title></title>
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         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3209913161</link>
         <description><![CDATA[<p>Algo que notei, ainda, durante minha experiência na UPL, foi a alta frequência de infecções congênitas. Um dos meus pacientes chegou lá devido à atresia de vias biliares, sendo realizada uma cirurgia de Kasai e biópsia hepática. Durante a internação, descobrimos ainda uma infecção por CMV, que pode ter causado esta atresia.<br>O CMV é uma infecção comum, que pode ser adquirida congenitamente (durante a gestação) ou perinatalmente (durante ou logo após o nascimento). No caso de infecção congênita, o vírus é transmitido pela mãe ao feto, geralmente de forma assintomática, mas pode causar graves consequências em alguns recém-nascidos, como surdez, problemas de visão, déficits neurológicos e hepatomegalia. Já a infecção perinatal ocorre através do contato com secreções maternas no parto ou por leite materno.</p><p>A relação entre atresia de vias biliares e infecção por CMV tem sido amplamente estudada, pois o CMV pode desempenhar um papel na progressão e complicação dessa doença. A atresia biliar é uma condição rara e grave em que os ductos biliares são obstruídos ou ausentes, impedindo o fluxo normal da bile, o que leva a danos progressivos no fígado e à necessidade de intervenção precoce, como a cirurgia de Kasai.</p><p>Pesquisas sugerem que a infecção por CMV pode estar associada ao desenvolvimento de atresia biliar, pois o vírus provoca uma resposta inflamatória intensa que pode afetar o tecido hepático e os ductos biliares. Em recém-nascidos com atresia biliar, a infecção por CMV tem sido associada a um prognóstico mais desfavorável, com maior risco de progressão para insuficiência hepática e necessidade de transplante hepático. A presença do vírus pode agravar a inflamação e contribuir para o aumento da fibrose hepática.</p><p>Dada essa relação, é importante realizar o rastreamento de infecção por CMV em pacientes com atresia biliar, uma vez que o tratamento antiviral em casos confirmados pode ajudar a reduzir a carga viral e o impacto da inflamação hepática, favorecendo um melhor manejo da doença.<br>O diagnóstico é confirmado por PCR de CMV no sangue ou urina. Em casos sintomáticos ou em recém-nascidos de alto risco, como aqueles com atresia de vias biliares, o tratamento antiviral pode ser indicado para reduzir a carga viral e prevenir complicações adicionais. Segundo a SBP, a decisão do tratamento depende da gravidade dos sintomas e do impacto potencial no desenvolvimento do bebê. Neste caso, optamos por Ganciclovir durante 42 dias devido à gravidade do caso.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-10 17:32:28 UTC</pubDate>
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         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3209931468</link>
         <description><![CDATA[<p>Durante minha terceira semana, tive a oportunidade de frequentar o ambulatório de nefrologia e lá um caso que me marcou foi de uma criança com hipomagnesemia familiar e nefrocalcinose. Ele tinha mais 3 irmãos, que apresentavam a mesma doença e 2 delas estavam lá no momento da consulta. </p><p>A hipomagnesemia familiar com nefrocalcinose é uma doença genética rara, caracterizada por baixos níveis de magnésio no sangue e pelo acúmulo de cálcio nos rins. Essa condição é causada por mutações genéticas que prejudicam a reabsorção adequada de magnésio e cálcio nos túbulos renais, resultando em uma excreção excessiva dessas substâncias. A deficiência de magnésio pode causar sintomas como fraqueza muscular, espasmos, convulsões e, em casos graves, arritmias cardíacas, devido à importância do magnésio no funcionamento neuromuscular e cardíaco.</p><p>A nefrocalcinose, por sua vez, refere-se à deposição de cálcio nos tecidos renais, o que pode levar a danos progressivos nos rins e ao risco de formação de cálculos renais. Essa condição aumenta a chance de insuficiência renal a longo prazo, o que torna essencial o monitoramento frequente da função renal.</p><p>O tratamento da hipomagnesemia familiar com nefrocalcinose envolve a reposição contínua de magnésio, muitas vezes por via oral e, em casos mais graves, por via intravenosa. No entanto, mesmo com a reposição, a nefrocalcinose tende a ser uma condição crônica e de difícil manejo. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-10 18:08:03 UTC</pubDate>
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         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3210092161</link>
         <description><![CDATA[<p>Ainda na minha terceira semana, já na enfermaria da UPL, muito me chamou a atenção a alta frequência de casos de sífilis congênita, já que se trata de uma doença de fácil detecção durante o pré-natal, e fácil e acessível tratamento. </p><p>A sífilis congênita é uma infecção transmitida de mãe para filho durante a gestação ou no momento do parto, causada pela bactéria <em>Treponema pallidum</em>. Quando uma gestante tem sífilis e não é tratada adequadamente, o risco de transmissão ao feto é elevado.</p><p>Os sintomas da sífilis congênita podem variar bastante. Alguns bebês nascem aparentemente saudáveis, mas desenvolvem sintomas nas semanas ou meses seguintes. Os sinais podem incluir lesões cutâneas, anemia, icterícia, dificuldades respiratórias, hepatoesplenomegalia e, em casos graves, malformações ósseas e neurológicas. Uma de nossas pacientes internadas, desenvolveu ambas as complicações: neurossífilis e malformação óssea. </p><p>Quando não tratada, a infecção por sífilis pode causar sequelas permanentes, como surdez, dificuldades cognitivas e problemas ósseos.</p><p>O diagnóstico da sífilis congênita é feito através de exames sorológicos em gestantes durante o pré-natal e em recém-nascidos suspeitos de infecção. </p><p>Em geral, o tratamento padrão para recém-nascidos com sífilis congênita é a penicilina, que é altamente eficaz contra o <em>Treponema pallidum</em>. Bebês com sinais clínicos de sífilis congênita, exames alterados ou mães que não foram tratadas adequadamente durante a gestação costumam receber penicilina cristalina intravenosa, administrada a cada 12 horas durante os primeiros sete dias de vida e a cada 8 horas a partir do oitavo dia, durante um período de 10 dias.</p><p>Nos casos em que o recém-nascido não apresenta sinais clínicos, mas há suspeita de infecção devido ao tratamento inadequado da mãe, uma alternativa é a administração de uma dose única de penicilina benzatina intramuscular. No entanto, é importante que o bebê receba acompanhamento com exames sorológicos durante o primeiro ano de vida, para garantir que a infecção foi completamente tratada.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-10 23:34:00 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3210096873</link>
         <description><![CDATA[<p>Durante o estágio na UPL, tive a oportunidade de fazer uma apresentação sobre Pneumonias Adquiridas na Comunidade (PAC) para meus colegas, residentes e professores. Além de falar sobre o assunto, levei algumas questões de residência para discutirmos condutas.</p><p>As PAC são infecções pulmonares que afetam crianças fora do ambiente hospitalar, sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade infantil. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) destaca que essa condição é mais comum em crianças menores de cinco anos e pode ser causada por diversos agentes, incluindo vírus, bactérias e, mais raramente, fungos.</p><p>Os principais agentes etiológicos variam com a faixa etária. Em crianças menores de cinco anos, os vírus respiratórios, como o vírus sincicial respiratório (VSR), adenovírus e influenza, são causas comuns. Em crianças mais velhas, as bactérias, como <em>Streptococcus pneumoniae</em> e <em>Mycoplasma pneumoniae</em>, são mais frequentemente envolvidas. </p><p>O quadro clínico da PAC pode incluir febre, tosse, taquipneia, retrações intercostais e dispneia. Em casos graves, a criança pode apresentar dificuldade respiratória severa, cianose (coloração azulada das extremidades), desidratação e alterações no nível de consciência, requerendo atendimento médico imediato.</p><p>O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e no exame físico. Exames de imagem, como a radiografia de tórax, podem ser indicados em casos mais graves ou que não respondem ao tratamento inicial. A SBP recomenda o uso de antibióticos em casos de pneumonia bacteriana, sendo a amoxicilina a escolha inicial para pneumonias leves a moderadas em crianças menores de cinco anos. Para casos graves, ou quando o agente é <em>Mycoplasma pneumoniae</em>, podem ser necessários outros antibióticos, como macrolídeos (Claritromicina, Azitromicina).</p><p>A prevenção é essencial e inclui a vacinação contra agentes comuns, como o <em>Haemophilus influenzae</em> tipo b, <em>Streptococcus pneumoniae</em> e o vírus influenza. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-10 23:41:31 UTC</pubDate>
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         <title>Emergência pediátrica </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Boa tarde Professoras!</p><p>No momento estou na segunda semana do rodízio de emergência pediátrica no HGRS. Tem sido uma experiência incrível em que consigo discutir casos variados. Hoje dos alta a um paciente muito interessante, com diagnóstico de Hidrocefalia Congênita, o qual criei um vínculo com ele e sua família, necessitou de 5 neurocirurgias e permaneceu na unidade por quase um mês, mas com a organização da equipe da pediatria e neurocirurgia conseguimos dar alta em excelentes condições. Ademais, consegui acompanhar casos de infecções respiratórias, Anemia Falciforme, neuroinfeccoes e nefropediatria, os quais consegui aplicar os conhecimentos adquiridos na enfermaria da especialidade.</p><p>Tem sido um rodízio sensacional e estou tentando ao máximo aproveitá-lo. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-14 20:07:43 UTC</pubDate>
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         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3226366467</link>
         <description><![CDATA[<p>Após finalizar meu estágio na UPL, iniciei minha experiência na unidade metabólica, cujo perfil é de pacientes com desnutrição e com doenças gastrointestinais. Meu primeiro paciente foi uma criança de 10 anos, com microcefalia secundária a infecção congênita por Zika vírus. Ele apresentava um quadro de desnutrição energético proteica grave.</p><p>Nesse contexto, o primeiro tópico ao qual fui exposta durante esta experiência foi a avaliação nutricional da criança.</p><p>A avaliação nutricional na pediatria é essencial para monitorar o crescimento e o desenvolvimento infantil, identificando precocemente desvios nutricionais que possam comprometer a saúde da criança  no momento e também na idade adulta. </p><p>Os indicadores antropométricos mais utilizados incluem peso, altura (ou comprimento), índice de massa corporal (IMC) e perímetro cefálico para crianças menores de dois anos. </p><p>Esses valores são comparados às curvas de crescimento da OMS, e os resultados são expressos em <em>Z-scores</em>. O <em>Z-score</em> indica o número de desvios padrão que o valor medido está acima ou abaixo da mediana da população de referência.</p><p>A análise com base nos <em>Z-scores</em> permite avaliar condições específicas, como desnutrição aguda (peso/altura), desnutrição crônica (altura/idade), obesidade e risco de sobrepeso.</p><p>Além dos parâmetros antropométricos, a avaliação nutricional envolve a análise de ingestão alimentar e aspectos clínicos, como sinais de deficiências ou excessos nutricionais. É importante também considerar fatores socioeconômicos e de saúde que possam influenciar o estado nutricional, como infecções, alergias alimentares e histórico familiar.</p><p>Para esse paciente, o que pude analisar é que o componente que mais influenciou em seu quadro de desnutrição foi a ingesta alimentar: ele apresentava disfagia secundária ao quadro neurológico e não conseguia se alimentar bem por via oral. Foi necessária a passagem de sonda nasoenteral e, posteriormente, uma gastrostomia. O tratamento foi tão bem sucedido que, quando cheguei na enfermaria, ele já estava prestes a ter alta, pois havia atingido o peso alvo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-20 14:55:35 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3226383710</link>
         <description><![CDATA[<p>Ainda na minha primeira semana na metabólica, o que pude notar é que a maioria dos nossos pacientes era admitido por DEP ou DEP grave. </p><p>A desnutrição energético-proteica (DEP) grave é uma condição resultante de uma ingestão insuficiente e prolongada de calorias e proteínas que é frequentemente associada a fatores socioeconômicos, doenças crônicas ou condições agudas que aumentam as necessidades metabólicas ou comprometem a absorção de nutrientes e que irão afetar maneira significativa o crescimento e o desenvolvimento da criança.</p><p>O diagnóstico se baseia na avaliação clínica e no uso de parâmetros antropométricos, como peso para altura, altura para idade e índice de massa corporal, expressos em <em>Z-scores</em>. Valores de <em>Z-score</em> abaixo de -3 indicam desnutrição grave, especialmente quando associados a sinais clínicos evidentes. Além disso, exames laboratoriais podem ser utilizados para identificar distúrbios hidroeletrolíticos, anemia e infecções associadas.</p><p>Em relação ao tratamento, inicialmente, a fase de estabilização busca corrigir hipoglicemia, hipotermia, desidratação e infecções, evitando a administração excessiva de calorias e proteínas para prevenir a síndrome da realimentação. Na fase de reabilitação, alimentos ricos em energia e proteínas são introduzidos de forma gradual, juntamente com suplementação de vitaminas e minerais. Em nossa enfermaria, rotineiramente, para crianças com DEP grave, iniciamos uma dieta de 75% do VET (valor energético total), para evitar síndrome de realimentação, evoluindo para 100% do VET para manutenção do peso e posteriormente 125% para realizar o catch-up (ganho de peso). Em alguns casos, podemos progredir ainda mais esta dieta. Além disso, realizamos reposição de vitaminas, zinco e ferro.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-20 15:05:23 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Durante meu primeiro ambulatório de Hepatologia, tive a oportunidade de conhecer uma doença rara e relativamente recente (ou ao menos, recentemente descoberta). Atendi uma paciente com diagnóstico de Venopatia Obliterante Portal (VOP). </p><p>A VOP é uma causa de hipertensão portal não-cirrótica, caracterizada pela obstrução das veias portais de menor calibre (pequenas e médias), sem a presença de cirrose. Sua etiologia ainda não foi totalmente compreendida, porém fatores como predisposição genética, infecções bacterianas recorrentes, exposição a toxinas, uso de medicamentos e condições autoimunes podem estar relacionados. </p><p>Os pacientes frequentemente apresentam hipertensão portal com varizes esofágicas, esplenomegalia e preservação da função hepática - porém muitos evoluem para perda de função e cirrotização ao longo do tempo. O diagnóstico é apenas por meio de biópsia hepática, que revela alterações vasculares específicas. O manejo é predominantemente sintomático, ainda não há um tratamento de cura, infelizmente. Em anexo, segue um artigo de revisão para que os colegas também possam conhecer mais sobre a doença.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-20 20:41:30 UTC</pubDate>
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         <title>3º SEMAMA</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3227183404</link>
         <description><![CDATA[<p>Nesta semana atendi T.V.B.S, fem,13 anos. Iniciou aos 3 anos de idade, com um quadro de fadiga muscular nos mmssii, limitando a caminhadas curtas, além de rubor facial que segundo a genitora precedia. Aos 6 anos de idade a criança apresentou esses prodromos e a noite foi dormir e não despertou na manha seguinte, permanecendo nesta condição de rebaixamento do nível de consciência  no domicilio por 3 dias segundo a mãe nao respondendo estímulos.  O SAMU foi acionado e encaminhou a criança para uma clinica na qual a criança realizou uma consulta com a neuro, que indicou a necessidade de internação em leito de UTI. Em resumo, de lá para cá, já foram 16 internações em 10 anos com necessidade de IOT. Sempre com o mesmo padrão, precedido por uma infecção respiratória ou gástrica. O diagnóstico da mesma ainda não esta fechado até a publicação desse portfólio. Algumas possibilidades foram aventadas, 1- coma reativo sec a doença de base ( perceptivo secundário; a doença de base; quadros súbitos de encefalopatia aguda de origem não determinada; descompensassão  do erro  inato, secundário a quadro infeccioso agudo); 2-erro inato do metabolismo provável; doença neurometabolica?; mitocondriopatia? exomas sem achado, analise de acitilcarnitina , ácidos orgânicos e AA normais fora do coma; 3- erro inato de imunidade secundaria, imunodesrregulação (NK,CD19, CH50,IgD baixos).</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-21 01:10:45 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<p>Ainda no ambulatório de Nefrologia (passei por ele por 2 semanas simultaneamente ao de Hepatologia, pois precisei realizar reposições), tive contato com muitos pacientes que apresentavam síndrome nefrótica das mais diversas etiologias.</p><p>A síndrome nefrótica na infância é composta por proteinúria maciça (≥ 50 mg/kg/dia ou relação proteína/creatinina urinária &gt; 2 mg/mg), hipoalbuminemia (&lt; 2,5 g/dL), edema e hiperlipidemia - foi interessante descobrir que o valor de referência para proteinúria maciça em crianças difere daquele dos adultos. </p><p>As causas podem ser primárias, sendo uma das mais frequentes a doença por lesões mínimas, ou secundárias, relacionadas a infecções, lúpus eritematoso sistêmico, ou condições genéticas/metabólicas. </p><p>Em relação ao tratamento, ele se baseia principalmente na corticoterapia, sendo que os pacientes que respondem rapidamente e de maneira efetiva provavelmente apresentam uma síndrome nefrótica relaciona a doença de lesão mínima. Em casos resistentes, podem ser utilizados imunossupressores como ciclosporina ou tacrolimus. </p><p>Para controle sintomático, é feito o uso de diuréticos (controle do edema), e recomenda-se uma dieta com restrição de sódio e controle hídrico em casos severos. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-28 20:43:35 UTC</pubDate>
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         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Em minha segunda semana na Unidade Metabólica, fui exposta a um caso muito chocante. Admitimos gêmeos de 14 anos que apresentavam DEP grave devido a negligência materna - moravam no interior, isolados da sociedade e se alimentavam de café preto e farinha durante o dia inteiro, a mãe tinha problemas psiquiátricos. </p><p>Eles chegaram para nós em um contexto de melhora, pois seu irmão mais velho obteve a guarda por meio do Conselho Tutelar e foi iniciado tratamento em sua cidade de origem. Ainda assim, o quadro apresentado a nós foi chocante: os dois meninos têm menos de 30 quilos., de acordo com os cálculos de escore Z apresentam muito baixa estatura e uma desnutrição grave. </p><p>Um nível de desnutrição como este por si só já é preocupante, mas não foi o único dos problemas que identificamos: péssimo estado de conservação de unidades dentárias, um dos garotos precisará de extração de todas as unidades dentárias durante o internamento. Além disso, apresentam deformidades importante na coluna, hipercifose e escoliose. E o mais importante: apresentam uma dificuldade grave de fala, com difícil articulação de palavras, tornando a comunicação com qualquer outra pessoa muito complicada. Ainda estamos investigando se esta é uma consequência do ambiente insalubre em que cresceram ou se existe algum componente patológico associado.</p><p>Esse caso foi um dos mais marcantes que vivenciei até agora, pois vai além dos aspectos clínicos e expõe a complexidade das relações humanas e sociais que impactam diretamente a saúde. A negligência materna e o isolamento social privaram esses jovens não apenas de nutrientes essenciais para seu desenvolvimento físico, mas também de estímulos indispensáveis para seu desenvolvimento cognitivo, emocional e comunicativo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-28 20:51:43 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Gostaria de compartilhar com os colegas este Manual de Avaliação Nutricional da Criança e do Adolescente. Temos um exemplar na Unidade Metabólica. Achei que este é um material bem didático e sintético para nos auxiliar a realizar a avaliação nutricional na pediatria, uma habilidade importante para todo médico generalista.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-28 20:57:51 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3238803454</link>
         <description><![CDATA[<p>Na Unidade Metabólica, também ficamos responsáveis pelos pacientes com queixas gastrointestinais e hepáticas, como diarreias e hepatites.</p><p>Trago o relato de um caso interessante, de um paciente de 10 anos de idade com elevação de transaminases e icterícia. Descartadas hepatites virais e alterações anatômicas, algumas das suspeitas levantadas para seu quadro são a hepatite autoimune e doença de Wilson. Nossa hipótese de doença de Wilson foi reforçada quando, durante o internamento, em uma avaliação com a Psiquiatria, foi identificado quadro de psicose. </p><p>A doença de Wilson é causada por mutações no gene ATP7B, que afeta o transporte hepático de cobre, levando ao acúmulo progressivo em órgãos como fígado, cérebro, rins e córnea. Em crianças, os sintomas iniciais geralmente são hepáticos, incluindo hepatite aguda ou crônica, cirrose e, menos frequentemente, falência hepática fulminante. As manifestações neurológicas e psiquiátricas incluem tremores, distonia, dificuldade de fala, psicoses ou mudanças comportamentais. </p><p>O diagnóstico é baseado em história clínica e exames laboratoriais que mostram ceruloplasmina sérica baixa, aumento de cobre urinário e hepático, além da presença do anel de Kayser-Fleischer em casos neurológicos. Nosso paciente foi avaliado pela Oftalmologia, sem alterações identificadas. A dosagem de ceruloplasmina e cobre urinário infelizmente não é disponível no SUS, mas conseguimos uma doação para que ele possa fazer o exame na rede suplementar.</p><p>O tratamento inclui o uso de quelantes de cobre, como D-penicilamina ou trientina, suplementação com zinco para reduzir a absorção intestinal de cobre, dieta pobre em alimentos ricos em cobre e, nos casos graves, transplante hepático. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-28 21:07:35 UTC</pubDate>
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         <title>Enfermaria de Pediatria Geral </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>No momento, estou rodando na famosa "4C" do HGRS, enfermaria de pediatria geral. Tem sido uma experiência maravilhosa, com a oportunidade de acompanhar diversas patologias e discussões incríveis. Fui responsável por 3 pacientes na seman, três casos interessantes. Um deles criei um vínculo muito forte com o menino de 1 ano e sua mãe, e o acompanho desde a sala amarela, com múltiplas comorbidades e uma febre persistente, mas conseguimos da alta a ele hoje (vai deixar saudades). A outra paciente é uma Encefalite de Rasmussen, cursando com epilepsia de difícil controle, sendo uma grande oportunidade para revisar epilepsia e aprender sobre escalonamento e retirada dos anticonvulsivantes. Por fim, o terceiro paciente é um paciente da cirurgia pediátrica, em avaliação para procedimento urológico devido a uropatia obstrutiva + DRC, sendo também uma excelente forma de aprender com os casos. Acho que tem sido uma oportunidade sensacional, e me deu a certeza de que quero seguir na área da pediatria. Ainda, gostaria de ressaltar o aprendizado imenso do ambulatório de Neuropediatria com Dra. Nayara. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-30 16:03:17 UTC</pubDate>
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         <title>Nefrologia pediátrica</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Durante a quarta até a sexta semana deste rodízio, tive a oportunidade de atuar na enfermaria de nefropediatria, o que foi uma experiência extremamente proveitosa. Esse período permitiu um aprendizado significativo sobre o manejo de condutas, a identificação de novos casos de síndrome nefrótica e o acompanhamento de pacientes com doença renal crônica (DRC).</p><p>As discussões eram muito enriquecedoras, e os momentos de aprendizado, valiosos. As professoras se mostraram extremamente solícitas, e tínhamos uma preceptora diferente a cada dia. Isso, de certa forma, tornou a experiência ainda mais positiva, pois nos proporcionava uma ampla gama de conhecimentos transmitidos por diferentes profissionais.</p><p>Dois casos, em especial, foram marcantes para mim durante esse período. O primeiro foi o de um menino de 2 anos com síndrome nefrótica de recidiva frequente, que havia feito uso inadequado de corticoterapia após a última consulta ambulatorial. Acompanhar a progressão de sua melhora durante o internamento foi muito gratificante.</p><p>Por outro lado, vivenciamos um momento de grande tristeza com o falecimento de outro paciente. Embora eu não estivesse acompanhando diretamente o caso, mantinha contato diário com ele, o que reforçou em mim a compreensão de que o sofrimento junto ao paciente e à família faz parte do processo e é inerente a esta profissão.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-05 04:41:38 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 4</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Minha última semana foi muito produtiva, pude tivemos duas admissões complexas, que demandaram além do auxílio da equipe a necessidade de debater o caso com a equipe de ortopedia, reumato e por fim, cuidados paliativos, pela primeira vez tive a oportunidade de participar de uma conversa com os pais sobre o processo de finitude da vida e a preparação que eles deveriam ter. Sendo bem interessante pois na semana seguinte iria participar da oficina de noticias difíceis com Dra Lara.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2024-12-06 10:45:11 UTC</pubDate>
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         <title>UDAP </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3249596309</link>
         <description><![CDATA[<p>A quinta semana do rodízio foi marcada por ser a primeira semana na UDAP. Cheguei na unidade com muita empolgação,  uma vez que tinha a expectativa de encontrar na enfermaria casos que iria ver após minha formação e assim, aprender a como manejar os casos mais comuns. Nessa semana tambem tivemos a oficina de noticias difíceis com Dra Lara, onde eu pude aprender coisas novas, porém o que mais me agradou foi aprender o que fazer quando sou filmado sem o meu consentimento. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-06 10:52:52 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 6 </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3249605967</link>
         <description><![CDATA[<p>Essa semana foi riquíssima. Tivemos uma grande rotatividade de leitos e por duas vezes pude participar da visita com Dra Renata pela tarde, sendo em um período com menos internos e residentes, podemos sentar e discutir cada casa, momento a momento elaborando raciocínio clínico retrospectivamente. Essa experiência foi muito boa principalmente por compreender que as vezes o simples bem feito é mais eficiente que solicitar inúmeros exames.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2024-12-06 11:03:53 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 7</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3249621127</link>
         <description><![CDATA[<p>Essa foi a semana mais complicada que tive, pois tive alguns problemas familiares, que me fizeram me ausentar por 2 dias da enfermaria, dessa forma as experiências foram reduzidas, entretando ainda pude ter uma boa discussão sobre dois irmãos (8 e 13 anos), o mais velho, foi diagnósticado com Sd de Alport e o mais novo cursava com os mesmos sintomas que o mais velho, dessa forma, tivemos que sentar com a genitora dos meninos para explicar um pouco sobre a doença e como ela evolui e o que seria necessário para maneja-los.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-06 11:19:46 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3249786228</link>
         <description><![CDATA[<p>Na quarta semana na UM as coisas foram ótimas!</p><p>H fez a gastrostomia e ficou progredindo a dieta durante a semana. Ele manteve a dieta contínua, com progressão para diminuir o tempo de infusão até a dieta ficar em boulos, como irá fazer em domicílio, com dieta artesanal. Durante a 4 semana, H apresentou episódios de distenção abdominal e teve que reajustar a o valor energético total, devido ao aumento de peso do paciente. Sai da UM sem ver a alta de H, mas sabia que ele estava progredindo bem. Ele chegou com 10,5 kg e já estava com mais de 14, com a dieta sendo realizada com infusão em 1h por 2h de descanso. </p><p>B foi um caso a parte. Apesar da investigação, não chegamos em nenhum diagnóstico. A suspeita principal é de erro inato da imunidade e devido a melhora do quadro diarréico, passando a ter 2 dejeções por dia, pastosa, e ao ganho de peso, no qual o paciente estava eutrófico, e a ausência de sinais e sintomas infecciosos, foi optado por dar alta da enfermaria com acompanhamento ambulatorial. </p><p>A UM foi um ótimo lugar para aprender sobre uso de fórmulas e sua diferentes funções, como manejar um paciente com DEP grave e outras questões acerca de dieta, como intolerância a lactose, alergia a proteína do leite, bem como doença celíaca e outras doenças inflamatórias intestinais. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-06 13:59:36 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3249800053</link>
         <description><![CDATA[<p>Na quinta semana fui para UDAP. </p><p>Fui bem recepcionado na enfermaria. Os preceptores e os residentes foram muito solícitos. Diferente da UM, a UDAP é uma enfermaria mais cheia, com pacientes com diferentes patologias e, muitas delas, raras e com diagnósticos difíceis. </p><p>A é um menino de 1 ano e 8 meses, com suspeita de erro inato no metabolismo da glicose. É um paciente que apresenta episódios de hipoglicemia desde a maternidade e que evoluiu com crises convulsivas, necessitando uso de anticonvulsivantes. Ele foi internado na UDAP no contexto de uma hipoglicemia sintomática no município de origem, com regulação para o HUPES para investigação. Ele é um paciente acompanhado no ambulatório e, apesar de discutido por diferentes especialidades, é um paciente com difícil diagnóstico. Na enfermaria ele apresentava episódios diários de hipoglicemia assintomática, que eram corrigidas espontaneamente após momentos de agitação, como choro ou brincadeiras. </p><p>I é uma paciente de 6 anos com diagnóstico de dermatopolimiosite juvenil. Ela preencheu os critérios, com fraqueza muscular, CPK elevada, eletroneuromiografia evidenciando processo miopatico crônico e também pápulas de Grotton e Heliotropo. Ela é acompanhada no ambulatório de reumatologia e foi internada para realizar esquemas de imunossupressão para melhorar a doença de base. Ela estava com muita dor em MSD e com suspeita de uma infecção, visto em exames de imagens. Foi realizado antibióticos e diversas terapias imunossupressoras, como pulsoterapia com metilprednisona, ciclofosfamida e imunoglobulinas. Após as terapias, a paciente apresentou melhora da dor em MSD e também melhora da fraqueza e alterações de pele, relacionadas a doença de base. Ela recebeu alta com indicação de manter acompanhamento ambulatorial e retorno para nova terapia imunossupressora. </p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-06 14:10:08 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3249955683</link>
         <description><![CDATA[<p>Minha sexta semana foi bastante produtiva!</p><p>Nela tive a atividade de noticias difíceis com Dra. Lara. Foi um momento muito enriquecedor onde fizemos um bate papo sobre experiências prévias, como profissional de saúde ou como paciente, sobre ter dado ou recebido uma noticia difícil. Após isso fizemos uma simulação com os colegas de 2 casos e também uma auto-avaliação onde destacamos pontos positivos e negativos do nosso atendimento. </p><p>O paciente A continuou com episódios de hipoglicemia assintomático, tratados com correção oral. Foi colocado um TIG, que não melhorou a frequência dos episódios, que ocorriam cerca de 3x por dia, pós-prandial. A equipe de endocrinologia descartou a possibilidade de insulinoma. Foi conversado com especialista sobre possíveis causas e, como teste, foi orientado colher uma amostra crítica em vigência de hipoglicemia, para avaliar o comportamento da insulina. Se a insulina estivesse alta, favoreceria um desbalanço no metabolismo da mesma; se estivesse normal, era provável que as hipoglicemias ocorrem em vigência de um desbalanço no metabolismo contra-regulatório. </p><p>A paciente T, de 13 anos, também tinha um caso muito estranho. Ela sofria de uma fraqueza progressiva que acontecia principalmente após quadros virais. A fraqueza evoluía progressivamente durante dias, necessitando ficar acamada, perdendo a voz, com disfagia e, por fim, com sonolência e rebaixamento do nível de consciência, necessitando IOT, que melhorava espontaneamente e sem sequelas após cerca de 5-7 dias. Esta paciente ja tinha sido intubada 16 vezes desde os 6 anos de idade, quando teve o primeiro episódio, e teve 3 intubações só esse ano, sendo internada na UDAP em vigência deste quadro. Foi realizado investigação com RNM de crânio e consulta com múltiplas especialidades. A paciente tem suspeita de mitocondriopatia e teve alta, para investigação ambulatorial após permanecer dias assintomática e sem queixas na enfermaria.  </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-06 16:15:43 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3249971489</link>
         <description><![CDATA[<p>A sétima semana chegou! </p><p>A continuou internado, mantendo os episódios de hipoglicemia assintomática. Foi suspenso a TIG e estávamos tentando pegar a amostra crítica mas, o paciente sempre retirava os acessos e sempre que era detectado a hipoglicemia e a punção ia ser realizada, o paciente se agitava e chorava e os níveis de glicemia subiam até o normal. Todos os dias a equipe tentava coletar a amostra crítica, mas sem sucesso. Foi solicitado uma TC de abdome total que evidenciou um nódulo irregular abaixo do umbigo de 1,1 cm. Foi realizado a investigação com USG, que não evidenciou vascularização e o achado ficou como inespecífico. </p><p>C foi uma paciente que ficou comigo esta semana. Ela tinha 10 anos e uma história de poliartralgia desde os 3 anos, pior em joelho D. Há 1 ano a paciente evoluiu com piora da poliartralgia, com limitação de movimento do MID e um histórico de perda de peso importante nos últimos meses. Ela tinha um linfonodo supraclavicular D palpável, mas que não tinha aparência patológica. C ficou em investigação com a reumatologia, que pediu os anticorpos e outros exames para descartar possíveis causas infecciosas, e com a oncologia, que avaliou a paciente e solicitou biopsia do linfonodo, apesar de julgar como uma doença não oncológica. </p><p>R foi um paciente de 12 anos que evoluiu  com fraqueza de MMII (perdendo a capacidade de andar), perda de peso e alterações de pele no inicio deste ano. Após procurar diversos serviços de saúde foi diagnosticado com dermatopolimiosite juvenil, fechando critério com fraqueza, grotton e heliotropo, elevação de CPK e alteração na eletroneuromiografia. Ele foi regulado para acompanhamento com reumatologia pediátrica do HUPES, para realizar tratamento imunossupressor. Durante internamento realizou pulsoterapia, e tratamento com metrotrexate e prednisona. O paciente evoluiu com melhora, retornando a andar com certa fraqueza, e recebeu alta com acompanhamento ambulatorial e proposta de tratamento com imunoglobulina. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-06 16:30:25 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3250033071</link>
         <description><![CDATA[<p>Chegou ao fim, oitava semana! </p><p>A foi para UTI devido a uma crise convulsiva em vigência da hipoglicemia mas, retornou logo para enfermaria. Na UTI, realizou a amostra crítica que evidenciou uma insulina elevada no momento de hipoglicemia. Ele aguarda laudo de RNM de crânio e exoma, previsto para final de dezembro. Na próxima terça haverá uma reunião interdisciplinar para abordar o caso dele. </p><p>Um paciente novo é E, ele tem 4 meses e tem uma bicitopenia, com hepatoesplenomegalia e passado de episódios febris, diarreia, crises convulsivas com hipertonia e regressão dos marcos do desenvolvimento. A principal suspeita para ele é leucemia mielomonocítica juvenil, uma doença muito rara cujo tratamento definitivo é transplante e que o diagnóstico depende de testes genéticos que não são realizados neste hospital. Aqui foram solicitados alguns exames genéticos para descartar erros inatos do metabolismo ou causas infecciosas antes de encaminhar o paciente. Ele vai realizar RNM de crânio para investigação. </p><p>G é uma paciente com celulite orbitaria que complicou com um abcesso retro orbital. Acho que foi o caso menos atípico que tive. Ela esta em uso de clindamicina e ceftriaxone, com melhora significativa do edema em olho D. Ela evoluiu sem dor, secreção, alterações visuais e aguarda novo exame de imagem para definir a conduta.</p><p>Gostei bastante do rodizio! Acredito que pude conhecer um pouco mais sobre a pediatria e estudar alguns temas importantes. Fico triste pois a maioria dos pacientes tem doenças raras, que dificilmente vão aparecer em uma emergência ou posto de saúde e que, muitas, o tratamento não cabe a um médico generalista. Apesar disso, sempre é bom ter a oportunidade de conhecer novas patologias e poder estuda-las de perto. </p><p>Gostaria de registar minha impressão sobre os ambulatórios:</p><p>- No 1° mês fiquei no ambulatório de infecções congênitas em que pude conhecer crianças que fazem acompanhamento para descartar suspeitas de HIV, sífilis e toxoplasmose congênita. A maioria das crianças que vi não tinha alterações patológicas e tinham exames de rastreio negativos, mantendo seguimento conforme protocolos do MS para excluir a presença de infecção.</p><p>- No 2º mês fiquei no ambulatório de cardiologia pediátrica. Pude aprender um pouco das principais causas de cardiopatia na infância, bem como exames de rastreio e alguns tratamentos. Pude apurar meu exame físico cardiológico e auscultar alguns sopros infantis.  </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-06 17:28:06 UTC</pubDate>
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         <title>Emergência Pediatrica</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3250118814</link>
         <description><![CDATA[<p>As últimas duas semanas do rodízio ocorreram no setor de emergência do Hospital Roberto Santos. Foram semanas extremamente enriquecedoras no que diz respeito ao aprendizado das principais emergências pediátricas que podemos enfrentar na prática médica. Além de aprofundar o conhecimento sobre o manejo das principais patologias, tive a oportunidade de ter contato com intesivistas pediatricos.</p><p>A dinâmica do dia a dia consistia em atender às admissões e acompanhar a evolução dos pacientes que permaneciam no setor de emergência, divididos entre a sala amarela, sala laranja e, quando necessário, a sala vermelha.</p><p>O manejo de asma aguda, bronquiolite viral e crises de anemia falciforme foram os três principais desafios clínicos enfrentados durante esse período na emergência pediátrica. Considero que foi uma experiência muito interessante e enriquecedora. A atuação assistencial poderia ter sido ainda mais completa se tivéssemos tido a oportunidade de atender diretamente à porta da emergência. No entanto, mesmo assim, essa etapa do rodízio foi bastante proveitosa e agregadora para minha formação.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-06 18:52:29 UTC</pubDate>
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         <title>Ambulatórios</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3250125040</link>
         <description><![CDATA[<p>No que diz respeito aos ambulatórios pelos quais passamos, destaco, no meu caso, o ambulatório de neuropediatria. Este setor aborda principalmente questões relacionadas ao neurodesenvolvimento, incluindo o atendimento a muitos pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Foi uma experiência extremamente enriquecedora, pois permitiu ampliar meus conhecimentos sobre patologias que têm se mostrado cada vez mais prevalentes na infância.</p><p>Além disso, contar com profissionais altamente qualificados no hospital fez toda a diferença. As discussões realizadas foram muito produtivas e contribuíram significativamente para o meu aprendizado.</p><p>O mesmo posso dizer do ambulatório de gastropediatria, onde fomos muito bem acolhidos e tivemos a oportunidade de vivenciar uma experiência de aprendizado igualmente rica e inspiradora.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-06 18:59:23 UTC</pubDate>
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         <title>A despedida </title>
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         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3250125585</link>
         <description><![CDATA[<p>Por fim, concluo que este foi um rodízio extremamente proveitoso e repleto de aprendizados. Sinceramente, posso afirmar que foi um dos melhores rodízios pelos quais já passei durante o internato. Tanto no aspecto de aprendizado técnico quanto no amadurecimento profissional, essa experiência foi marcante.</p><p>Foi muito importante atuar fora do HUPES e observar como funcionam outros serviços além da nossa unidade de origem. Essa vivência ampliou minha visão sobre a prática médica e os diferentes contextos assistenciais. Além disso, foi enriquecedor dividir o campo de prática com colegas de outras universidades, trocando experiências e conhecimentos.</p><p>As atividades nos ambulatórios designados também foram extremamente proveitosas em termos de aprendizado. Sou grato a todos os professores que se fizeram presentes e que contribuíram para o meu desenvolvimento durante este período. Sem dúvida, este rodízio deixará saudades.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2024-12-06 18:59:50 UTC</pubDate>
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         <title>Finalizando o rodízio </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Bom dia professora!</p><p>Ontem encerrei meu ciclo no HGRS, após 8 semanas de muito aprendizado, gratidão e ressignificação. Tive a oportunidade de aprender com excelentes profissionais e compartilhar a experiência com outros colegas de diferentes faculdades e semestres. </p><p>Nas ultimas semanas acompanhei 3 pacientes, os tres com quadros crônicos e graves (anemia falciforme, e os outros 2 com processos oncológicos) e assumi como missão tentar tornar a estadia deles no hospital a mais leve possível, e o retorno deles era lindo de se ver. Não podia ter pedido por uma experiência melhor.</p><p>Encerro o ciclo con a certeza de ter sido o melhor rodízio do internato. </p><p>Muito obrigado a todos que fizeram parte dele.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-07 13:40:31 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3250658216</link>
         <description><![CDATA[<p>Em minha terceira semana na Unidade Metabólica, tive a oportunidade de manejar um caso de diarreia aguda - um paciente com diagnóstico prévio de acidúria glutárica, veio para consulta ambulatorial, porém apresentava sinais importantes de desidratação e necessitou ser internado.</p><p>A diarreia aguda é definida como a eliminação de fezes líquidas ou semilíquidas em frequência aumentada por até 14 dias. Na infância, as causas mais comuns incluem infecções por vírus como rotavírus e norovírus, bactérias como Escherichia coli, Salmonella e Shigella, além de fatores dietéticos, como alimentos inadequados ou contaminados, e condições ambientais precárias, como a falta de saneamento básico.</p><p>Segundo o Ministério da Saúde, a desidratação associada à diarreia é classificada em três graus: sem desidratação, quando a criança apresenta estado geral bom, olhos normais, mucosas úmidas e sede normal; desidratação leve a moderada, com sinais como irritabilidade, olhos fundos, mucosas secas, aumento da sede e sinal da prega com retorno lento; e desidratação grave, caracterizada por letargia, olhos muito fundos, mucosas muito secas, incapacidade de ingerir líquidos e sinal da prega com retorno muito lento, superior a dois segundos - nosso paciente se encontrava no último grau.</p><p>O manejo da diarreia aguda em crianças, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, é baseado em três planos principais: A, B e C. Esses planos orientam o tratamento de acordo com o grau de desidratação da criança.</p><ul><li><p><strong>Plano A</strong>: Indicado para crianças sem desidratação. O foco é na prevenção da desidratação e da desnutrição. Recomenda-se aumentar a ingestão de líquidos caseiros, SRO, chás, água e sucos naturais. A alimentação deve ser mantida ou retomada, incluindo o aleitamento materno.</p></li><li><p><strong>Plano B</strong>: Utilizado para crianças com desidratação leve a moderada. Nesses casos, a reidratação deve ser feita em uma unidade de saúde utilizando SRO. A recomendação é administrar 50 a 100 mL/kg de SRO em até 4 horas. Após essa fase, a criança deve ser reavaliada. Se a desidratação for corrigida, o manejo segue o Plano A. Caso contrário, o processo é repetido ou ajustado.</p></li><li><p><strong>Plano C</strong>: Indicado para crianças com desidratação grave. O tratamento deve ser realizado em ambiente hospitalar, com reidratação endovenosa utilizando solução isotônica (Ringer Lactato ou soro fisiológico). A dose inicial recomendada é de 100 mL/kg, sendo administrada em etapas: 30% do volume nas primeiras 30 minutos e os 70% restantes nas próximas 2 horas e meia. Durante esse período, a criança deve ser monitorada de perto.</p></li></ul><p>A suplementação de zinco, recomendada pelo Ministério da Saúde em crianças menores de 5 anos (10-20 mg/dia por 10-14 dias), ajuda a reduzir a duração e a gravidade da diarreia. O uso de antibióticos é reservado para casos específicos, como infecções por Shigella ou cólera grave.</p><p>Além disso, é essencial orientar a família sobre os sinais de alarme, como vômitos persistentes, febre alta, sangue nas fezes e redução na produção de urina, bem como sobre medidas preventivas, como higiene das mãos, consumo de água tratada e manipulação adequada dos alimentos. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-07 14:44:48 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3250661602</link>
         <description><![CDATA[<p>Outra patologia importante com a qual tive contato, tanto na enfermaria da Metabólica quanto no ambulatório de Nefrologia, foi a Infecção do Trato Urinário (ITU).</p><p>A ITU é uma das patologias mais comuns na infância e pode se manifestar em diferentes formas, desde bacteriúrias assintomáticas até quadros graves, como pielonefrite. Seu diagnóstico e manejo precoce são cruciais para evitar complicações como cicatrizes renais e insuficiência renal crônica. Nos lactentes e crianças pequenas, os sintomas podem ser inespecíficos, como febre isolada, irritabilidade e ganho de peso inadequado. Em crianças maiores, sinais clássicos como disúria, dor suprapúbica e aumento na frequência urinária são mais frequentes.</p><p>O diagnóstico clínico deve ser confirmado com exames laboratoriais. A coleta adequada da urina é essencial, especialmente em crianças não-continentes. Métodos como cateterismo vesical ou punção suprapúbica são recomendados para evitar contaminação. A urocultura é o padrão-ouro para diagnóstico, identificando o agente etiológico, sendo a Escherichia coli responsável pela maioria dos casos.</p><p>O tratamento depende da gravidade da infecção e da idade da criança. Nos casos leves, com cistite simples, o manejo ambulatorial com antibióticos orais é suficiente, enquanto na pielonefrite ou em casos em lactentes menores de três meses, é indicado tratamento hospitalar com antibióticos intravenosos. A escolha do antibiótico deve considerar o perfil de resistência bacteriana local. Após a resolução do quadro agudo, investigações adicionais, como ultrassonografia renal e estudo urodinâmico, podem ser necessárias em crianças com infecções recorrentes ou fatores de risco para malformações do trato urinário.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-07 14:50:12 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3250674390</link>
         <description><![CDATA[<p>Ainda durante minha experiência no ambulatório de Hepatologia, tivemos uma discussão muito interessante sobre o manejo do sangramento gastrointestinal secundário à hipertensão portal em crianças. </p><p>A estabilização inicial inclui reposição volêmica e correção de coagulopatias, enquanto terapias específicas focam no controle do sangramento, sendo os agentes vasoativos como octreotide e terlipressina amplamente utilizados nesse contexto.</p><p>O octreotide, um análogo da somatostatina, atua reduzindo o fluxo sanguíneo esplâncnico e, consequentemente, a pressão nas varizes esofágicas. Ele apresenta um perfil seguro para uso pediátrico, com administração subcutânea ou intravenosa contínua. Estudos apontam sua eficácia no controle do sangramento agudo em crianças, sendo uma das opções mais empregadas.</p><p>A terlipressina, um análogo sintético da vasopressina, também reduz o fluxo esplâncnico e a pressão portal. No entanto, seu uso em pediatria ainda é menos estabelecido em comparação ao octreotide, devido à menor quantidade de estudos específicos na população infantil. Além disso, a terlipressina exerce um efeito vasoconstritor que pode causar uma diminuição na perfusão renal e aumentar o risco de retenção de água, o que pode levar a hiponatremia. Esta condição pode, por sua vez, desencadear convulsões que são uma das manifestações graves da hiponatremia severa.</p><p>O principal tratamento "definitivo" da hemorragia inclui a ligadura elástica das varizes e, em casos refratários, procedimentos mais invasivos, como a derivação portossistêmica intra-hepática (TIPS) ou transplante hepático. As ligaduras elásticas são usadas como primeira opção, haja vista que cessam o sangramento e são realizados via endoscópica. O TIPS não é a melhor opção para pacientes que não tem previsão imediata de transplante hepático pois geram um bypass na circulação hepática, gerando hipofluxo para o órgão. Em anexo, sege esquema demonstrando como o TIPS funciona.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-07 15:10:05 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3250684956</link>
         <description><![CDATA[<p>Em minha última semana na Unidade Metabólica, tivemos a oportunidade de realizar um Teste de Provocação Oral para uma paciente com suspeita de Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV). Ela foi admitida no ambulatório de alergias alimentares ao ser identificada uma DEP grave. Esta paciente nasceu prematura, com extremo baixo peso e PIG. Além disso, foi desencadeada uma suspeita de APLV em serviço externo por um IgE positivo, sendo que a paciente não apresentava sintomatologia de reação IgE mediada, apenas não ganho ponderal. Nesse contexto, foi retirada fórmula com proteína do elite de vaca e iniciada fórmula de soja.  Apenas o fato de ser prematura e PIG por si só já dificulta o ganho ponderal da paciente, mas, além disso, ela passou por inúmeras intervenções nutricionais e já utilizou diferentes fórmulas e suplementos (incluindo Infatrini e TCM), sem melhora do ganho ponderal, sendo posteriormente feito esse diagnóstico de APLV e iniciado soja. </p><p>Ao chegar em nosso serviço, foi continuada dieta com leite de soja, instituído protocolo para DEP grave com progressão do VET, e a paciente respondeu com bom ganho ponderal, saindo do DEP grave. Nossa suspeita é de que a mudança das intervenções em curto intervalo de tempo e talvez com um VET inadequado não permitiu ganho ponderal adequado, visto que ela respondeu bem a intervenções simples e não apresenta indicativos de outras causas de desnutrição como síndromes diasbsortivas, por exemplo. </p><p>Como questionamos a maneira como o diagnóstico de APLV foi dado, iniciamos TPO para leite de vaca. Não foram observadas reações IgE mediadas, agora estamos monitorando o ganho ponderal para descobrir se se trata de uma reação não IgE mediada. </p><p>A APLV é uma das alergias alimentares mais comuns em crianças pequenas, com um impacto significativo na saúde e no desenvolvimento. Trata-se de uma reação imunológica adversa às proteínas presentes no leite de vaca, podendo ser mediada por IgE ou não-IgE. A forma IgE mediada apresenta sintomas imediatos, como urticária, vômitos e até anafilaxia, enquanto a forma não-IgE pode causar sintomas tardios, como gastroenterite eosinofílica ou proctocolite.</p><p>O diagnóstico da APLV deve começar com uma história clínica detalhada para identificar a relação entre a exposição ao leite e os sintomas apresentados. Testes laboratoriais, como IgE específica e testes cutâneos, são úteis para a forma IgE mediada, enquanto a avaliação de dieta de exclusão seguida de teste de provocação oral é considerada o padrão ouro para confirmação em ambos os tipos. Em casos de suspeita de reação gastrointestinal não mediada por IgE, a exclusão do leite por duas a quatro semanas e posterior reintrodução são fundamentais para a confirmação diagnóstica.</p><p>Em anexo, compartilho o Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar elaborado pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-07 15:27:03 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3250694999</link>
         <description><![CDATA[<p>Ainda em minha última semana, admitimos uma paciente com fibrose cística encaminhada do ambulatório da Pneumologia devido a DEP grave. Não foi a primeira paciente com fibrose cística que tivemos na metabólica, na semana anterior demos alta a um paciente também fibrocístico e com um quadro muito semelhante.</p><p>A fibrose cística é uma doença genética grave que afeta as glândulas exócrinas, levando à produção de secreções espessas que comprometem o funcionamento de vários órgãos, como os pulmões, pâncreas, fígado e intestinos. Causada por mutações no gene CFTR, a doença é caracterizada por dificuldades respiratórias crônicas, como tosse, infecções pulmonares recorrentes e dispneia. Além disso, afeta o trato gastrointestinal, causando má absorção de nutrientes devido à insuficiência pancreática exócrina.</p><p>Sendo assim, a desnutrição é comum em pacientes com fibrose cística , que ocorre devido a uma combinação de fatores. A má absorção de nutrientes é o principal, já que a insuficiência pancreática impede a digestão completa dos alimentos. Além disso, esses pacientes têm necessidades energéticas aumentadas para manter a função pulmonar e lidar com infecções frequentes. A diarreia crônica e a secreção de muco espesso contribuem para a perda de nutrientes, agravando o quadro nutricional. </p><p>O tratamento nutricional é fundamental para pacientes com fibrose cística, com uma ênfase em dietas ricas em calorias e gorduras, suplementadas com enzimas pancreáticas e vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K). </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-07 15:42:59 UTC</pubDate>
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         <title>Hospital Ana Nery e encerramento do internato em Pediatria</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3250951102</link>
         <description><![CDATA[<p>     Apesar de ter considerado bastante desafiadora toda a minha experiência na UDAP, sinto que os conteúdos que fui estimulado a aprender ou revisar durante esse primeiro mês permitiram que a minha experiência no setor de cardiologia pediátrica do Hospital Ana Nery fosse proveitosa. Acredito que me adaptei bem a realidade do Hospital Ana Nery, que envolvia uma alta rotatividade de pacientes (tendo em vista os fluxos cirúrgicos e a resolutividade das cirurgias cardíacas realizadas) com uma menor diversidade de doenças em comparação a UDAP por se tratar de uma enfermaria voltada para uma área mais específica. Ainda assim, conhecimentos básicos de pediatria foram necessários para o acompanhamento dos casos (como, por exemplo, calendário vacinal, antropometria, alimentação, semiologia, desenvolvimento neuropsicomotor e venóclise). No Ana Nery fui extremamente estimulado a me aprofundar no manejo e diagnóstico de cardiopatias congênitas e outras doenças do sistema cardiovascular prevalentes na população pediátrica, tanto na passagem dos casos de enfermaria, quanto em questionários sobre casos clínicos selecionados pela preceptoria. Por esse motivo, estou finalizando esse estágio confiante de que serei capaz de detectar e tomar condutas adequadas caso encontre pacientes com sintomas, sinais ou diagnósticos prévios semelhantes no futuro.&nbsp;</p><p><br></p><p>     Tive também a oportunidade de conhecer o ambulatório de neurodesenvolvimento. Aprendi bastante sobre os desafios, orientações e condutas no manejo de pacientes com transtornos de desenvolvimento (incluindo pacientes com suspeita ou diagnóstico de transtorno do espectro autista). Escolhi este ambulatório por considerar insuficiente minha familiaridade com esses pacientes até então, apesar da alta prevalência dessas condições. Acredito que foi uma experiência extremamente enriquecedora e importante para minha formação.</p><p><br/></p><p>     Acredito que estarei finalizando o internato em Pediatria bastante mais capacitado do que entrei, tendo ampliado, revisado, aprimorado as minhas ferramentas para manejo de pacientes na população pediátrica. O estágio permitiu, principalmente, que eu conhecesse melhor os pacientes pediátricos que necessitam de internação hospitalar ou cirurgia, uma população que eu tive menos contato nas disciplinas anteriores de Pediatria.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-08 02:35:48 UTC</pubDate>
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         <title>Diário do Rodízio de Pediatria 2</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/dwzobi22xipkzw6e/wish/3250951358</link>
         <description><![CDATA[<p>Olá, sou Robson Avelino, abaixo segue o resumo de como foi o meu rodízio na pediatria 2:</p><p><br/></p><p>Semana 01 (14/10 - 20/10):&nbsp;</p><p>Nesta semana iniciamos o rodízio de pediatria na UDAP, somos três internos. Logo nos chama a atenção que a UDAP é uma enfermaria que recebe crianças um pouco maiores e adolescentes. É uma unidade que guarda certa semelhança com uma enfermaria de clínica médica, onde temos pacientes com uma variedade de doenças crônicas e complexas, porém com certas especificidades de uma unidade pediátrica. Já nesta semana tivemos contato com crianças com síndrome nefrótica, com hepatite B de transmissão vertical, com mal epilético de difícil controle, síndromes genéticas, erros inatos do metabolismo e imunodeficiências primárias, dentre outras condições.</p><p><br></p><p>Semana 02 (21/10 - 27/10):&nbsp;</p><p>Na segunda semana do rodízio de pediatria na UDAP segui acompanhando três crianças com condições distintas que já tinha começado a acompanhar na 1ª semana. Uma das pacientes já se encontrava internada na enfermaria quando comecei o rodízio, trata-se de uma criança de 6 anos que abriu um quadro de síndrome nefrótica há aproximadamente 6 meses, corticorresistente e com múltiplas internações por descompensação desde a abertura do quadro. Uma segunda criança é um adolescente de 15 anos com diagnóstico de uma síndrome genética que cursa com mal epilético de difícil controle, internado por piora no padrão de crises após modificação do esquema terapêutico, passando a apresentar várias crises diariamente. Uma terceira criança foi admitida após consulta no ambulatório de Hepato, uma menina de 9 anos com diagnóstico de hepatite B transmitido verticalmente. A genitora compareceu ao serviço após o conselho tutelar da cidade de origem ser acionado pelo serviço de saúde local para que os genitores fizessem o acompanhamento médico necessário da menor. No ambulatório após verificar que a criança possuía níveis elevadíssimos de contagem viral, e já com indícios de comprometimento renal, associado à condição de vulnerabilidade social e perda de seguimento, optou-se por internar a menor para melhor avaliação diagnóstica, organização do plano de cuidado e vinculação ao serviço. Nesta semana, as visitas foram marcadas pela discussão sobre o impacto das condições sociais dos pacientes no cuidado à saúde. Os três pacientes que acompanhei nesta semana apresentavam algum nível de vulnerabilidade social que impactava no cuidado com os mesmos.</p><p><br></p><p>Semana 03 (28/10 - 03/11):&nbsp;</p><p>Está foi uma semana curta na enfermaria devido ao feriado, e por ter ficado doente e me ausentado por alguns dias. Porém nesta semana continuei a paciente com síndrome nefrótica, e iniciei o acompanhamento de uma criança de 11 meses que apresentava ITU de repetição, com vários internamentos anteriores na UDAP. Também iniciei o acompanhamento de uma criança de 9 anos com dermato polimiosite ativa. Nesta semana a questão do cuidado com os cuidadores (nas maioria esmagadora mães, muitas vezes mães solo) foi uma questão chamou atenção. Também foi assunto frequente nas discussões casos suspeitos de Transtorno Factício, tivemos um caso suspeito na enfermarias, e a preceptoria destacou o qual importante é a documentação dos fatos em prontuário das inúmeras internações e o registro cuidadoso das discrepâncias entre as queixas apresentadas e as evidências clínica da história para viabilizar possível diagnóstico do transtorno.</p><p><br></p><p>Semana 04 (04/11 - 10/11): Esta é a última semana na UDAP, e felizmente pude ver a alta da criança com síndrome nefrótica que acompanhei durante todo período na enfermaria. Também continuei acompanhando a criança com dermatopolimiosite. Fiz a admissão e acompanhamento de uma criança de 10 anos que foi encaminhado para avaliação de perda progressiva da visão após episódios de lesão com mato que foi atirado contra seu rosto ao brincar com irmão. Porém ao ser avaliado pela oftalmologia, foi constatado que o menor não possuía perda visual significativa, e a queixa era incongruente com o exame oftalmológico. Está semana também foi interessante porque em um dos PEs, à tarde, Dr. Reinan fez uma revisão sobre IVAS partindo de casos clínicos nos quais fomos convidados a fazer uma espécie de role play. Dentre as condições discutidas, teve um caso de estridor laríngeo que necessitava de rápida intervenção. Aconteceu que logo após a discussão um paciente na enfermaria cursou com estridor laríngeo e pudemos acompanhar na prática o que tinha acabado de ser discutido. Vale ressaltar que as atividades formativas propostas por Dr. Reinan foram muito boas, e poderiam render ótimas atividades se incorporada formalmente como atividades de futuros rodízios como acontece com a oficina de notícias difíceis de Dra. Lara. Fica a sugestão.</p><p><br></p><p>Semana 05 (11/11 - 17/11): Nesta semana iniciamos no HAN, fomos muito bem recebidos pelas residentes e por Dra. Isabel. Inicialmente tivemos como desafio a adaptação em um novo serviço, com rotinas um pouco diferentes e outro sistema de registro médico. Também tivemos como desafio às especificidades de cardiopediatria, onde a semiologia é um pouco diferente, e se faz necessário um repertório teórico específico para entender a complexidade dos casos que chegam naquela enfermaria. Todos esses desafio puderam ser superados com o apoio das residentes e demais membros da equipe assistencial, em especial o desafio teórico, que com a paciência e generosidade Dra. Isabel conseguiu nos passar com muita facilidade. Esta semana também ficou marcada pela perda de dois pacientes que infelizmente não evoluíram como o esperado após a cirurgia. Uma destas pacientes eu acompanhei na enfermaria antes da cirurgia, e foi muito triste o desfecho.</p><p><br></p><p>Semana 06 (18/11 - 24/11): Nesta semana já estava um pouco mais ambientado e seguro na enfermaria. Admiti no PE desta semana um adolescente de 12 anos com hipoplasia ventricular e já tinha sido submetido à cirurgia de Glenn e estava sendo admitido para nova abordagem para cirurgia de Fontana. Também acompanhei um outro adolescente de 12 anos que tinha aberto um quadro de endocardite e foi encontrada uma CIV pequena, estava em fluxo cirúrgico. Também acompanhei outra paciente que abriu um quadro neurológico súbito, com fraqueza global, disartria, diplopia, vômitos e febre. Na investigação foi achado sinais sugestivo de endocardite e lesão de valva mitral sugestivo de febre reumática. A paciente ainda tinha RNM de crânio com formações modulares me parênquima cerebral. Nesta semana também discutimos um caso clínico de uma lactente com CIV, e com ICC.</p><p><br></p><p>Semana 07 (25/11 - 01/12): Nesta semana eu segui acompanhando o adolescente de 12 anos com endocardite e CIV que estava no fluxo cirúrgico, até que o mesmo foi encaminhado para cirurgia. Também segui acompanhando a paciente de de 16 com sintomas neurológicos, e com achados sugestivos de endocardite e de febre reumática, mas como a condição cardíaca não justificava abordagem imediata, diferente dos achados neurológicos, a paciente foi contra-regulada para unidade de origem para acompanhamento neurológico. Também admiti e acompanhei um lactente de 1 ano com síndrome de down com CIA + PCA, estava em fluxo cirúrgico. Nesta semana também participei da oficina de notícias difíceis da Dra. Lara.</p><p><br></p><p>Semana 08 (02/12 - 08/12): Esta é a última semana no HAN e do rodízio de pediatria. A sensação é de ter aprendido muito, e percebido a complexidade da pediatria, uma fala de um colega traduz muito um sentimento sobre o rodízio, o de superar a visão de que “a pediatria é uma infinita puericultura”. Foi uma experiência muito rica tanto na UDAP quanto na enfermaria de cardioped do HAN. Sobre a semana, eu segui acompanhando e admitindo (essa semana eu fiz muitas admissões) muitas criança para fluxo cirúrgico e tantas outras em cuidados na enfermaria pós PO. Também discutimos um caso clínico com Dra. Isabel de uma criança com Febre Reumática e ICC.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-08 02:36:42 UTC</pubDate>
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         <title>Enfermaria 4C</title>
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         <description><![CDATA[<p>Passei as 3 semanas posteriores da emergência na enfermaria 4C. Nesta enfermaria estive em contato com as diversas patologias da pediatria. Em todas as 3 semanas estive com 2-3 crianças para evoluir e tive aulas semanais com o Dr. Dilton e encontros com o Dr. Vinícius.</p><p>Na semana 1 estive com 2 casos de DEP grave e 1 caso de APLV, os casos de DEP me sensibilizaram bastante para a situação de vulnerabilidade das crianças atendidas, pude estudar sobre o protocolo DEP do Ministério da Saúde e tive aula com o Dr. Dilton sobre esse tema. A cerca do APLV eu aproveitei para estudar sobre diarreias e os tipos de fórmulas lácteas e também tive aula do Dr. Dilton sobre esse tema. </p><p>Na semana 2 acompanhei uma adolescente com suspeita de DIP no contexto de início da vida sexual de forma precoce (14 anos), diante desse tema eu li e tive aula sobre violência sexual e junto com a residente conversamos com a paciente sobre formas seguras de contracepção, além de encaminharmos para a ginecologista após a alta. Durante a semana 2 acompanhei o caso de uma criança que foi internada por abdome agudo obstrutivo e após abordagem cirúrgica desenvolveu quadro de dor neuropática no pé evoluindo com parestesia e dificuldade de caminhar, após extensa investigação encontramos que a causa do sintomas decorreu por acidente de punção lombar no momento da anestesia, sobre esse caso pude aprender sobre os fármacos utilizados na dor neuropática mas sobretudo aprendi ainda mais sobre relação médico/ paciente e o poder de uma comunicação clara, aberta e atenciosa. A médica responsável pela anestesia passou semanas sem atender ao chamado de interconsulta e após aparecer encontrou uma mãe raivosa e com ameaça de processos jurídicos.</p><p>Na semana 3 acompanhei um bebe de 2 meses com bronquiolite, a criança estava estável clínica e hemodinamicamente mas apresentava períodos de desconforto respiratório, durante o internamento evoluiu bem, em uso de sintomáticos e após 3-4 dias teve alta, com esse caso além de bronquiolite eu estudei sobre IVAS na pediatria. Nesta semana também acompanhei uma criança com microcefalia que foi encaminhada para enfermaria após 15 dias internada na UTI por pneumonia, na enfermaria ela foi admitida por Crise de Abstinência dos sedativos utilizados na UTI, com esse caso aprendi sobre o desmame de sedativos e como avaliar o WAT diariamente. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-08 19:43:11 UTC</pubDate>
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         <title>Nefropediatria</title>
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         <description><![CDATA[<p>As duas últimas semanas foram dedicadas a enfermaria de Nefropediatria. Foi um período muito enriquecedor no qual pude ter contato pela primeira vez com crianças descompensadas da síndrome nefrótica e tive a oportunidade de estudar mais sobre glomerulopatias, tubulopatias, DRC e IRA. </p><p>Na semana 1 e 2 acompanhei o caso de uma criança com síndrome nefrótica descompensada cursando com extensas tromboses arteriais em MMII. A criança não estava em acompanhamento regular na nefrologia, previamente apresentou um quadro de TVP há 8 meses sendo prescrito rivaroxabana mas interrompeu por conta própria e deu entrada neste internamento com trombose que se iniciava da região distal da aorta e acometia artérias ilíacas externas, artérias femorais bilaterias assim como tibiais e poplíteas. Apresentava cianose em MIE, parestesia e fraqueza muscular, após a introdução de anticoagulante a paciente melhorou ao longo dos dias, diante do quadro de trombose arterial extensa também iniciamos investigação etiológica junto a equipes de hematologia, endocrinologia e vascular. Nas semanas 1 e 2 também estive com uma criança com DRC dialítica, com isso tive a oportunidade de estudar sobre indicações de diálise e transplante renal além de aprender sobre a prescrição do paciente com DRC e principais complicações associadas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-08 19:53:08 UTC</pubDate>
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         <title>Ambulatórios</title>
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         <description><![CDATA[<p>Passei as primeiras 4 semanas acompanhando o ambulatório de infectologia e as 4 semanas posteriores no ambulatório de gastroenterologia. No ambulatório de infecto tive a oportunidade de acompanhar casos principalmente de  infecções congênitas e direcionei meus estudos para as TORCHS do período neonatal. No ambulatório de gastroenterologia todos os casos que atendi foram de diarreia crônica, assim aproveitei mais uma vez para revisar sobre diarreias crônicas e agudas na infância. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-08 19:57:14 UTC</pubDate>
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         <title>Despedida</title>
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         <description><![CDATA[<p>Sou extremamente grata ao acolhimento e todo o aprendizado que tive no HGRS, foi uma verdadeira escola, pude aprender muito mais do que eu esperava e tive contato com temas que serão de grande importância para a minha prática médica. Destaco sobretudo a passagem por emergência uma vez que temos um contato muito limitado de emergência de forma geral na faculdade e toda a oportunidade que temos de aprender sobre essa grande área é sempre muito bem-vinda e nos ajuda a suprir um déficit importantíssimo de nossa formação. Me sinto muito mais segura para agir em uma eventual situação de emergÊncia e agradeço muito ao estágio por isso. Tivemos um acolhimento sensacional do Dr. Dilton e suas aulas deixam uma marca grande de aprendizado em nós, Dr. Dilton tem uma didática fantástica e faz simulações muito pertinentes sobre temas que encontramos no dia-a-dia da pediatria, além de nos ensinar a prescrever em todas as aulas, durante toda a faculdade de medicina esse estágio me proporcionou uma das poucas vezes que tive um professor para me ensinar como prescrever, de como receitar dipirona e soro basal até como prescrever em situações de crise asmática grave, passo-a-passo. O Dr. Vinícius também foi sensacional e esteve 100% disponível em todo o rodízio. Agradeço imensamente ao rodízio de pediatria por me proporcionar essa oportunidade inestimável para minha formação como médica.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-08 20:07:29 UTC</pubDate>
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