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      <title>Trabalho de Hermenêutica by Letícia Mendes</title>
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Trabalho sobre o livro Torto Arado
Puc Minas São Gabriel - Direito
4° período; turno da noite
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-05-26 23:14:31 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><em>CÍRCULO DE LEITURA TORTO ARADO&nbsp;</em></div><div><br>Integrantes do grupo:</div><div><br>Alethea Mendonça&nbsp;<br>Pamela Siqueira<br>Victor Soares<br>Vitor Kennedy&nbsp;</div><div><br>Opinião dos entrevistados após a discussão:<br><br>L.A<br>Após leitura do texto lembrou da época do feudalismo e comparou com a narrativa. Também citou que os patrões sabiam dos seus direitos, enquanto os moradores(escravos), não sabiam de nenhum.<br><br><br>I.L.S<br>Cita que em Carajás os fazendeiros tomam conta das fazendas hoje em dia da mesma forma tratada no livro, com seus funcionários sendo tratados de forma desumana e praticamente sem direitos.<br><br><br>C.M.V<br>A lei Áurea aboliu a escravidão, mas ainda existe no nordeste do Brasil situações análogas à escravidão.<br><br><br>G.M.R<br>Fala da ignorância dos patrões e cita que na China os trabalhadores são muito explorados,trabalhando muito e ganhando pouco, rompendo dos seus direitos.<br><br><br>M.M.V<br>O entrevistado diz que as pessoas com mais poder intimida seus funcionários com violências e censura a o outros conhecimentos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-29 20:24:03 UTC</pubDate>
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         <title>CÍRCULO DE LEITURA TORTO ARADO:</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Integrantes:&nbsp;</div><div>Mariana Ribeiro Dias&nbsp;</div><div>Thyrson Oliveira Morais&nbsp;</div><div>Gabriel Gonçalves Araujo Campos</div><div>Sarah Souza Leite Dias</div><div>Virgínia Pimenta da Fonseca&nbsp;</div><div>Fellipe Henrique Andrade Figueiredo&nbsp;</div><div><br></div><div>Música: Freedom de Anthony Hamilton, Elayna Boynton.</div><div><br></div><div>Trecho do livro escolhido:“Meu irmão insistiu no assunto, apesar de evitar falar na frente de nosso</div><div>pai. Vivia com Severo para cima e para baixo, entre um trabalho e outro,</div><div>para ganhar a atenção dos moradores. “Não podemos mais viver assim.</div><div>Temos direito à terra. Somos quilombolas.” Era um desejo de liberdade que</div><div>crescia e ocupava quase tudo o que fazíamos. Com o passar dos anos esse</div><div>desejo começou a colocar em oposição pais e filhos numa mesma casa”.</div><div><br></div><div>Opinião dos entrevistados:</div><div><br></div><div>Maria:</div><div>“Independente de todas as consequências que eles poderiam ter ao buscar a liberdade nesse período de escravidão, ainda assim valeria a pena resultado. Sabiam que muita gente poderia morrer, que poderiam perder o pouco que detinham, mas ainda assim eles almejavam aquilo, como é dito na música e relacionado ao trecho, era um desejo que ocupava tudo que faziam”</div><div><br></div><div>Brenno:&nbsp;</div><div>A música toda fala sobre a luta pela liberdade que contrasta muito bem com o trecho do livro. O desejo de liberdade que se desperta no personagem vem junto com o entendimento de qual lugar social ele está inserido e que essa mentalidade, em embate com seus familiares, que ainda não tiveram essa nova perspectiva, é a grande causadora dos confrontos entre pais e filhos. Em relação às mortes, ela é entendida como o preço a se pegar para obtenção da liberdade, seja essa morte de pessoas relacionadas ao personagem ou até mesmo a morte dele.</div><div><br></div><div>Vitória:&nbsp;</div><div>A música e a passagem do livro representam uma vontade de se libertar, em que é expresso como o cansaço é intenso, como na própria música diz "descansou como se fosse um príncipe", é possível fazer a relação com o fato de a luta ser diária para esse povo. O atrito entre pais e filhos por terem perspectivas diferentes que não colaboravam para a situação complicada que estavam, sendo ainda maior a dificuldade de pensar diferente para chegar na condição de poder possuir a terra e assim conquistar a liberdade.</div><div><br>Caio:&nbsp;<br>Toda opressão que eles passavam, ocorria por medo de perder o pouco que tinham e que lhes era garantido. Desta forma, o pai não aceitava que falassem sobre suas ideias de revolução, visto que acreditava ser melhor aceitar a condição em que viviam, sem gerar atrito com seus “benfeitores”.&nbsp; No entanto, seus filhos pensavam diferente, e foram em busca de seus direitos fundamentais, pois ainda que a escravidão houvesse “acabado”, não foram inseridos na sociedade afim de viverem plenamente e com dignidade</div><div>Assim como na música é retratado: “não desistir sempre foi difícil, tão difícil. Mas se eu fizer as coisas da maneira mais fácil, eu não irei longe”. Sendo assim, eles lutaram para chegar mais longe e conquistarem sua verdadeira liberdade.</div><div><br></div><div>Conclusão do grupo:</div><div><br></div><div>Dado o exposto, concluímos que ao apresentar passagens do livro para pessoas diferentes, tivemos como resultado opiniões divergentes. Porém seguindo a mesma linha de raciocínio: opiniões voltadas para a escravidão e a falta de direitos fundamentais de cada cidadão. A trama que as irmãs narram, chama muita atenção por deixar visíveis os problemas enfrentados e o fato de buscarem meios que mudem, para melhor, a vida de todos de Água Negra.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-29 23:57:29 UTC</pubDate>
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         <title>CÍRCULO DE LEITURA TORTO ARADO</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Integrantes: </strong><br><br></div><ul><li>Daniela Sales Portela</li><li>Elaine Cristina Carneiro da Silva</li><li>Letícia Rafaella Mendes</li><li>Núbia Romualdo dos Santos</li><li>Paola Cristina Carvalho da Silva</li></ul><div><br><strong>Música:<br><br></strong>A Carne, de Elza Soares.<br><br><strong>Relatório do Grupo:&nbsp;<br><br></strong>Para participar do círculo de leitura convidamos Toninho, Renato, Vinícius e Sr. Moacir. Iniciamos o momento com a canção <em>A Carne</em>, de Elza Soares, que faz uma crítica ao racismo, à situação social da população negra do país e ao etiquetamento criminal. Os convidados tiveram uma ótima receptividade em relação à música e, alguns, de forma tímida, acompanharam a batida da canção. Após a escuta da música, fizemos a leitura da página 216 de <em>Torto Arado</em> e realizamos uma breve reflexão acerca da violência nas abordagens policiais contra as pessoas negras. Nesse momento, nossos convidados relataram algumas situações de discriminação e racismo que vivenciaram. Após esse bate-papo, encerramos o nosso momento de leitura e agradecemos aos convidados a disponibilidade e a partilha das experiências vividas.<br><br>O trecho escolhido e lido no círculo de leitura retrata a barbárie dos dias atuais, de chacinas policiais ditas “guerra contra o tráfico”, mas que na verdade é uma guerra contra a população negra, ao mesmo tempo que traduz uma realidade atual, nos remete a um Brasil ancestral, que ainda mantém as marcas da violência contra as minorias, além de mostrar a omissão do poder público diante de casos de mortes de pessoas negras:&nbsp;<br><br></div><blockquote>Pareceu durante um breve período, que as coisas haviam mudado, talvez houvesse justiça para o que tinha ocorrido. Iriam investigar a morte de um homem simples como investigariam a morte de um fazendeiro ou de qualquer homem poderoso da cidade. Mas algumas semanas depois, surgiu a notícia de que o inquérito havia sido concluído. Que haviam descoberto um plantio de maconha numa área próxima aos marimbus. Que Severo havia sido morto numa disputa do tráfico de drogas na região. (VIEIRA, 2019. p. 216)</blockquote><div><br>Logo, a canção de Elza Soares, dialoga com o romance de Itamar Vieira Júnior na medida em que denuncia uma dívida de séculos que o Brasil tem com o povo preto. Nesse sentido, a música é um verdadeiro grito social. Sobreviver, para esse povo, é um ato político, um ato de resistência: “a carne mais barata do mercado<strong> FOI </strong>a carne negra”.&nbsp; A "carne mais barata" é esta que sofre todas as consequências do racismo em todas as suas formas. No romance, as personagens, homens e mulheres de Água Negra, resistem e entendem sua importância e seu valor, assim como a necessidade de lutar por seus direitos.<br><br>Destarte, para nós, ler <em>Torto Arado</em> foi uma experiência histórica e existencial extremamente gratificante e interessante, pois o livro nos remete ao Brasil escravocrata e colonial, mas também ao Brasil atual, marcado pelo racismo estrutural. E também porque encontramos em Torto Arado cultura, ancestralidade, amor, respeito, trabalho, relações e crenças de um povo, do nosso povo. Enfim, de nós.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-30 01:01:36 UTC</pubDate>
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         <title>CÍRCULO DE LEITURA TORTO ARADO</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Integrantes:&nbsp;</strong></div><div><br></div><ul><li>Leonardo André Carvalho da Silva</li><li>Luan Rocha Rossi</li><li>Luiz Sérgio Vasconcelos do Carmo Júnior</li></ul><div><br><strong>Música:<br><br></strong>Brasil, de Gal Costa.<br><br><strong>Relatório do Grupo:<br><br></strong>Diante o apresentado para nosso projeto “Ler no Direito”, livro “Torto Arado”, fizemos a leitura para pessoas em um local público, onde pudemos ter a felicidade de encontrar em um dos ouvintes que já havia lido o livro e absorvido de seu contexto de forma prazerosa, como um livro de grande magnitude, porém de partes muito fortes. Também pudemos ter a felicidade de dividir um trecho do livro onde a narrativa é de contexto da nossa história brasileira, não apenas do passado, porém ainda escondida na atualidade.<br><br>Perante o trecho descrito entre as páginas 206-207, os ouvintes nos relataram ser uma crueldade, uma forma implícita, uma vez que embora fossem trechos de um livro, suas intenções eram implícitas. O trecho demonstra muita crueldade e até mesmo, em parte mutilações por comportamentos psicológicos impostos a mulheres escravizadas.</div><div>&nbsp;<br>Para nossa felicidade, uma de nossas ouvintes já havia pactuado da mesma leitura, e nos narrou da seguinte forma: “Infelizmente o livro é tratado como uma história, porém ele não foge de nossa realidade. Ainda estamos às cegas para poder corrigir os erros do passado escravocrata, que ainda existe em um país que se diz não existir mais. Não podemos fechar os olhos para isso, pois, ainda encontramos com certa frequência esse tipo de situação nos norte do país, onde a fiscalização governamental é falha, deixando que famílias passem por dificuldades, se submetendo por trabalho análogo escravo e mulheres tendo que submeter a prostituição.” “O Itamar Vieira Júnior foi muito feliz nesse livro e gostaria que muitos pudessem ler, não por ser um livro literário, mas por se tratar um livro real. Sei que ele (Itamar) não escreveu esse livro diante de fatos reais, mas ele descreveu a realidade existente, que poucos conhecem ou preocupam. A não muitos anos atrás, a empresa MRV foi multada por trabalho análogo a escravo, e ainda mesmo assim, várias outras companhias submetem a isso, por falta de fiscalização, por falta de interesse público. Se a população preocupasse um pouco mais com essas coisas, talvez teríamos um país melhor dividido e não nos sujeitaríamos a passar por muitas situações do passado.” (Mariana Andrade, advogada, 32 anos).<br><br>Depois desses relatos, tiramos como conclusão a falta de interesse de todos, não pensando no próximo ou também pela falta de procurar um pouco mais de conhecimento.&nbsp;</div><div>Vivemos em um mundo globalizado e com uma velocidade digital impressionante, porém, sem que nos interessar por tal conteúdo, não poderemos combater algo que já é intolerável.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-30 01:45:51 UTC</pubDate>
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         <title>Círculo de Leitura - Torto Arado</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Integrantes do grupo:<br></strong><br></div><div>Gessica Vitoria Pereira&nbsp;<br><br></div><div>Hellen Ferreira Batista<br><br></div><div>Luiz Henrique Soares Silva<br><br></div><div>Maisa Natália Januário Oliveira<br><br></div><div>Marcella Nóbrega Pimenta de Deus<br><br></div><div>Marcus Túlio<br>&nbsp;Rosana de Araújo Alves<br><br></div><div>Thainá Felipe Linhares Costa<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>Escolhemos o <strong>capítulo 7 do livro Torto Arado</strong> e escolhemos também a música <strong>Canto das Três Raças de Clara Nunes.&nbsp;<br></strong><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>Opinião dos entrevistados <strong>não alunos</strong> após a discussão do capítulo 7 e sobre a música:<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><strong>Guilherme Henrique de Deus (Pós-graduando em Tecnologia da Informação)<br></strong><br></div><div>Este capítulo retrata uma comunidade que vive análoga à escravidão, em uma zona rural, longe da tecnologia e de escolas, longe da dignidade humana e dos direitos humanos. Temos diversos pontos importantes durante o capítulo e cito alguns aqui:<br><br></div><div>O capítulo começa citando um acidente que emudeceu uma das personagens, em outra parte, um relato de uma linguagem criada entre os personagens para comunicação, mesmo longe da escola. Aqui temos traços de analfabetização, de falta de conhecimento e oportunidade para aprender e entender sobre direItos e deveres.<br><br></div><div>Em um dos relatos do capítulo, encontramos traços sobre a precariedade do lugarejo e o cabresto do Dono, “Podia construir casa de barro, nada de alvenaria”, para não marcar a relação da família com a terra, para ser mais fácil apagar os rastros, como um recado de que era somente emprestado e que, a qualquer momento, poderiam ser retirados, e ainda um lembrete do passado, de que agora era melhor que antes, pois ficavam amontoados em um barracão, neste momento tive uma sensação de senzala.<br><br></div><div>Seguindo, encontramos traços da não urbanização, relatos de ninhos de diversos tipos de passarinhos, plantações e a frase “plantaram arroz no meio do sertão de água”, fala de pântanos e do sequeiro do Rio Santo Antônio. Ainda encontramos estes traços nos relatos das viagens longas no lombo de um burro, e de que famílias não se encontravam há anos e nem tinham notícias e informações sobre os parentes.<br><br></div><div>Também encontramos traços de uma religiosidade fervorosa, festas e homenagens a santos, uma quantidade enorme de pessoas que se reuniam nestes momentos, mesmo com grandes distâncias.<br><br></div><div>Acordar cedo, trabalhar na plantação do patrão, depois trabalhar na própria plantação para ter o que comer, e ainda correndo o risco de o patrão aparecer e querer levar o que teoricamente seria seu, assombrados diariamente pelo sentimento de que viviam pela benção do patrão, que nada era deles, era emprestado, que graças ao patrão, tinham casa e o que comer, a escravidão não era oficial, mas era clara.<br><br></div><div>Depois de ler a ficção e perceber que se mistura à realidade já evidenciada em outros momentos, fica a pergunta:&nbsp;<br><br></div><div>Ainda temos comunidades isoladas do mundo atual, sem oportunidades, sem aprender sobre os seus direitos, de tal forma, que são tratados como substituíveis e aceitam a condição imposta como normal?<br><br></div><div>Por fim, o questionamento fica inicialmente no “quando”, a sensação é que se trata de décadas atrás, devido aos relatos de viagens longas no lombo de burros, da forma como cuidam das plantações e de em nenhum momento relatar nada do mundo atual.<br><br></div><div><strong>Sobre a música da Clara Nunes (Canto das Três Raças)<br></strong><br></div><div>A composição foi feita para o livro? O livro foi inspirado na composição? A certeza é que a cada verso traz lembranças de momentos do capítulo 7 do Torto Arado. Se no livro trazemos o termo “Análogo a escravidão”, na música, fica clara a escravidão, o sofrimento do povo, aprisionado por correntes muito além das de ferro. Ficando a última estrofe como a frase perfeita de ligação: “O canto do trabalhador, esse canto, que devia ser um canto de alegria, soa apenas como um soluçar de dor.” Para refletir, o pensamento: “O trabalhador nasceu escravo e morrerá escravo?” Entendo que é o grande debate com base nestas linhas que tivemos o prazer de ler e ouvir.<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><strong>Iuri Vieira Mendes Luz (Graduando em Engenharia Eletrônica e de Telecomunicações)<br></strong><br></div><div>Este capítulo consegue dar vislumbre à realidade daquelas pessoas que viviam naquele tempo. Não fica claro em qual época se passa a história, porque temos um comentário de que os avós viviam em uma situação análoga ao trabalho escravo e que os pais podem passar a possuir um pedação de terra daquela fazenda, mesmo assim nada é efetivamente deles.<br><br></div><div>Temos a percepção de que são pessoas negras e que estão trabalhando de uma forma análoga ao trabalho escravo, levando em consideração que eles não recebiam em dinheiro por aquilo que produziam. Outro ponto interessante que acho válido citar é que tem uma passagem que cita que as crianças estão envolvidas nesse trabalho e parece que não estudavam, deixando claro o trabalho infantil.<br><br></div><div>O aquilombamento foi algo que achei interessante também, pois são as festas que eles fazem, e com isso trocam vivências e culturas, relatando marcas daquele tempo e que os poucos se fortaleciam.<br><br></div><div>Para finalizar, temos uma passagem bem triste do livro em que senhoras estão discutindo uma situação típica que acontece, em que os senhores da terra, além de explorá-los no trabalho,&nbsp; roubam suas plantações, que seriam para o consumo da família, isso relata um tempo difícil em nosso país que foi a época da escravidão.<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><strong>Sobre a música da Clara Nunes (Canto das Três Raças)<br></strong><br></div><div>A música e o livro trazem uma análise de mesma narrativa de perspectivas diferentes. A Clara Nunes aponta e critica o movimento de escravidão dos índios no período de colonização e a utilização da mão de obra escrava para a construção do nosso país.<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><strong>Gean Lucas de Araújo Alves (Farmacêutico e Mestrando em Estado, Governo e Políticas Públicas)<br></strong><br></div><div>Já tinha lido esse livro, e o que mais me marcou foi a sensibilidade do autor em construir os personagens. Ele conta a história de pessoas que tiveram suas vidas marcadas pela colonização e pela escravidão, e, ao longo de todo o livro, ele não se detém em só evidenciar essas dificuldades, pelo contrário, ele vai falar um pouco mais da vida dessas pessoas e de uma forma mais sensível e de como elas viviam, e o que elas faziam, como elas trabalhavam, onde viviam, como eram as relações familiares, e, em alguns momentos, ele vai deixando algumas marcas para entendermos o contexto da história.<br><br></div><div>É um livro que nos marca de diferentes formas e que reflete a escravidão, como o racismo estrutural nos afeta, e, principalmente para vocês, que estão estudando o Direito,&nbsp; pensarem como isso está inserido no mundo jurídico e como essa questão do racismo vai interferir na vida das pessoas.<br><br></div><div><strong>Sobre a música da Clara Nunes (Canto das Três Raças)<br></strong><br></div><div>A música de Clara Nunes se conecta com a história de Torto Arado por ser uma forma diferente de expressar as dores do povo brasileiro. Quando Clara diz que “um lamento triste sempre ecoou”, ela aponta que as mazelas da nossa sociedade não se constituíram recentemente. Pelo contrário, desde a invasão e colonização pelos portugueses, com os ataques aos povos originários e ainda sob as marcas do racismo, o Brasil e o povo brasileiro tiveram sua identidade construída a base de dor, não pertencimento e apagamento histórico.<br><br></div><div>Essas dores continuam latentes e na memória do nosso povo. Entortados pelo que vivemos, mas ainda cantando esperançosos.<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><strong>Camila Fernandes&nbsp;<br></strong><br></div><div>A narrativa do livro retrata a realidade sofrida pelos trabalhadores rurais no sertão do Brasil (realidade essa que vem desde a época da escravidão e que, infelizmente, vemos acontecer&nbsp; atualmente).<br><br></div><div>Violência, medo, fome, seca, agressão familiar, são algumas passagens que retratam a realidade.<br><br></div><div>Observamos também que os trabalhadores têm vários deveres (de cuidar da terra, prepará-la, entendê-la), mas nunca de fato ter a posse da mesma. “Podia construir casa de barro, não de alvenaria, nada que demarcasse o tempo de presença das famílias na terra”.<br><br></div><div>A falta de direitos dignos, como a falta de um salário para se sustentarem, acabava por levá-los de volta ao ciclo vivido por eles há gerações, já que o “pagamento” dos trabalhadores seria colocar uma pequena roça para plantação e pequenos animais para se manterem. Trabalha-se na terra, planta-se, colhe-se, para se manterem vivos, mas nunca com dignidade, nunca com posse de terra. Isso se é passado de pai para filho nesse ciclo.<br><br></div><div>A morada nessas terras só era permitida de acordo com a necessidade do dono da fazenda, e, quando ele precisava de outros alimentos, tirava da terra da plantação dos trabalhadores, que não poderiam falar nada, pois não eram donos de fato.<br><br></div><div>Apesar de todo o sofrimento, também percebi como as pessoas conseguiam se adaptar e encontrar uma vida para ser vivida, levando em consideração a parte do texto que cita que tinham festas, crenças e o respeito aos mais velhos, a necessidade de mudança, uma luta a ser travada.<br><br></div><div><strong>Sobre a música da Clara Nunes (Canto das Três Raças)<br></strong><br></div><div>A música relata, com muita perfeição, o sofrimento da época da escravidão de pessoas de cores e raças, época difícil e que se projeta em nosso meio até hoje com pessoas que ainda pactuam com o preconceito e crueldade com o outro, que é ser humano e igual a todos nós.<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><strong>Conclusão&nbsp;<br></strong><br></div><div>Como vislumbrado por nossos convidados e pelo grupo, a leitura realizada demonstra aspectos sociais, no que tange à herança colonial escravocrata do nosso país. De certa forma, atualmente, perpetuamos comportamentos que remetem a esse passado.<br><br></div><div>A narrativa de Torto Arado, assim como a música de Clara Nunes, aborda aspectos de uma sociedade, que mesmo após abolição da escravatura, mantêm trabalhos análogos à escravidão. De fato, há uma falsa liberdade de pessoas negras e indígenas, que nunca existiu de forma plena.<br><br></div><div>Logo, Torto Arado simboliza a permanência do passado colonial e as marcas indelegáveis e deletérias da escravidão, fundante da formação da sociedade e do estado brasileiro, de suas mazelas e desigualdades. Nesse sentido, a crítica realizada pela artista Clara Nunes evidência o quão silencioso e devastador é a marca desse passado.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-30 20:03:44 UTC</pubDate>
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         <title>Círculo de Leitura - Torto Arado (Vídeo de um dos nossos convidados)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Integrantes do grupo:<br></strong><br></div><div>Gessica Vitoria Pereira&nbsp;<br><br></div><div>Hellen Ferreira Batista<br><br></div><div>Luiz Henrique Soares Silva<br><br></div><div>Maisa Natália Januário Oliveira<br><br></div><div>Marcella Nóbrega Pimenta de Deus<br><br></div><div>Marcus Túlio<br>&nbsp;Rosana de Araújo Alves<br><br></div><div>Thainá Felipe Linhares Costa<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-30 20:43:58 UTC</pubDate>
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         <title>Círculo de Leitura - Torto Arado (Vídeo de um dos nossos convidados)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Integrantes do grupo:<br></strong><br></div><div>Gessica Vitoria Pereira&nbsp;<br><br></div><div>Hellen Ferreira Batista<br><br></div><div>Luiz Henrique Soares Silva<br><br></div><div>Maisa Natália Januário Oliveira<br><br></div><div>Marcella Nóbrega Pimenta de Deus<br><br></div><div>Marcus Túlio<br>&nbsp;Rosana de Araújo Alves<br><br></div><div>Thainá Felipe Linhares Costa</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-30 20:45:02 UTC</pubDate>
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