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      <title>história by </title>
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      <description>Livro 5 </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-05-19 22:27:46 UTC</pubDate>
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         <title>Grandes Navegações</title>
         <author>menezesdeoliveiraleticia</author>
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         <description><![CDATA[<div>Iniciou em 1445, as grandes navegações, também conhecidas como Expansão Marítima, foram o processo de exploração e navegação do Oceano Atlântico que se iniciou no século XV e estendeu-se até o século XVI. O objetivo dos europeus era descobrir novos caminhos marítimos para alcançar a Ásia. Os dois grandes objetivos que caracterizaram as Grandes Navegações foram: Descobrir novas rotas comerciais para a Índia e extremo oriente; Descobrir outras terras e fontes de riquezas no além-mar.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-19 22:43:23 UTC</pubDate>
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         <title>As primeiras expedições marítimas </title>
         <author>menezesdeoliveiraleticia</author>
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         <description><![CDATA[<div>Expedições marítimas portuguesas rumo ao sul têm a data do ano de 1418 e logo em seguida em 1420 e 1427, portugal conquista as ilhas da madeira e dos Açores.<br>Mesmo que não tenham encontrado monstros do mar, os portugueses têm, a partir de então, que enfrentar os infindáveis e aparentemente intransponíveis arrecifes pontiagudos que compunham a paisagem física do cabo. Os recifes são perigosos para os navegantes, pois se tratam de bancos rochosos formados à superfície dos oceanos e que podem criar uma espécie de muralha, geralmente em áreas costeiras de pouca profundidade.<br>Por isso tudo, quando ali chegavam, as caravelas portuguesas ou eram danificadas ou afun-davam. Sabe-se que, em um período curto de tempo, cerca de vinte embarcações foram a pique.<br>Aliás, muitos portugueses, sobretudo os mais supersticiosos, atribuíam a destruição dos barcos não só aos monstros que circulavam no imaginário, mas também à fúria divina. No entanto, em 1534, o impossível se torna possível. Sob a liderança de Gil Eanes, os portugueses conseguem ultrapassar o temido obstáculo. E com tamanha vitória, os portugueses demonstravam que, além de enfrentar os arrecifes, eram fortes o suficiente para superar seu medo do desconhecido.<br><br><strong>NO EXTREMO SUL DA ÁFRICA:<br></strong>A complexa marcha na costa africana foi realizada paulatinamente, pois a região ainda era desconhecida pelos navegadores. Em determinado momento, quando conseguiam se constituir num lugar, erguiam fortes administrativos denominados feitorias. De tal modo, conseguiram ir se constituindo em diversas paragens, onde sempre ficava um empregado da Coroa para estabelecer relações comerciais. Cabo do Bojador<br>Entre vários locais que, aos poucos, os portugueses foram se estabelecendo, um ainda era desafiador: o Cabo do Bojador, na costa do Saara. Em 1434, o navegador Gil Eanes e sua tropa alcançaram tal feito depois de passarem por diversas adversidades. Com isso, passou a ser conhecida uma parte do Oceano Atlântico nunca antes vista. Antes das tropas de Gil Eanes, várias embarcações tinham afundado e desaparecido. Tal adversidade levou à crença no mito de que naquele local haveria monstros marítimos. Com a passagem ultrapassada e vencida, tais lendas foram desacreditadas.<br><br>Périplo Africano e o monopólio da Coroa<br>Além das mercadorias que Portugal buscava ao tentar atravessar regiões do continente africano para chegar às Índias, desde 1460, também passou a comercializar pessoas que se seriam escravizadas, sobretudo onde hoje são Serra Leoa e Senegal. Outro negócio lucrativo para a Coroa portuguesa eram as pedras preciosas, encontradas pela primeira vez por Pedro Sintra, na região da Guiné, em 1462.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-19 23:20:14 UTC</pubDate>
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         <title>Os espanhóis chegam á America</title>
         <author>menezesdeoliveiraleticia</author>
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         <description><![CDATA[<div>Em 1492, ficou conhecida como chegada dos espanhóis aqui, em 12 de outubro de 1492, em uma ilha que pertence às Bahamas atualmente. A chegada dos europeus nesse contexto aconteceu pela expedição de Cristóvão Colombo, navegante genovês que comandou três embarcações financiadas pela Espanha.<br><br><strong>O tratado de Tordesilha:<br></strong>O Tratado de Tordesilhas foi um documento assinado em junho de 1494, na vila espanhola de Tordesilhas. Os protagonistas foram Portugal e Espanha, que delimitaram, através de uma linha imaginária, as posses portuguesa e espanhola no território da América do Sul, chamado de “Novo Continente”.<br><br><strong>A caminho das Índias:<br></strong>O navegador e explorador português Vasco de Gama tornou-se o primeiro europeu a atingir a Índia atravessando os oceanos Atlântico e Índico, quando chegou a Calicute, em 20 de maio de 1498, abrindo assim o caminho para as Índias.<br>A expansão marítima desenfreada e os interesses mercantilistas dos dois países. Em Portugal, a Escola de Sagres fez com que este objetivo fosse atingido com pioneirismo. Além de Sagres, havia o estímulo do governo português para que toda a atenção dos navegadores se voltasse ao périplo africano, ou seja, a viagem contornando a costa da África que acabaria resultando no caminho para as Índias.<br>Tentando encontrar um caminho que levasse rapidamente às especiarias indianas, as expedições lusas avançaram milhas e milhas na direção sul da costa africana. Pontos cada vez mais distantes foram atingidos como os Açores, Madeira e Cabo Verde.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-19 23:31:42 UTC</pubDate>
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         <title>A revolução comercial</title>
         <author>menezesdeoliveiraleticia</author>
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         <description><![CDATA[<div>Somente esse olhar em direção aos eventos passados nos permite conhecer os elementos que estão na base dos processos de produção, circulação e consumo das riquezas nacionais atuais. De fato, o ideal econômico inaugurado pela revolução comercial contém, ainda que em germe, muitos dos pilares que servem de sustentação para as dinâmicas da vida social contemporânea. A historiografia tende a fazer da chegada dos espanhóis ao continente americano, em 1492, e da descoberta do caminho marítimo para as Índias pelos portugueses, em 1498, os marcos maiores da Expansão Ultramarina, expansão que, de diferentes maneiras, conduziu o mundo a uma tremenda revolução na maneira de encarar e gerir o comércio. Em primeiro lugar, precisamos ter em mente que, com a Expansão Ultramarina, as sociedades européias, que estiveram em um regime de isolamento por quase toda a Idade Média, restringindo seu comércio ao contato com os povos do Mediterrâneo, subitamente ampliaram seus horizontes até o além-mar. Dos mares interiores da Europa (Mediterrâneo, Báltico e Negro), os europeus passaram transitar constantemente pelos oceanos Atlântico, Indico e Pacífico. O Mar Mediterrâneo não é um dado atemporal que sempre existiu tal como o conhecemos. Há 5,33 milhões de anos, o Mar Mediterrâneo, em um período de menos de dois anos, se encheu com um volume de água enorme vindo do oceano Atlântico, volume que se calcula ser mais de mil vezes superior ao atual Amazonas. Ou seja, a cheia do Mediterrâneo deu-se de forma abrupta, algo que certamente instiga a imaginação e o saber dos pesquisadores da atualidade.<br>Se o comércio foi o motor da expansão territorial, a troca de ideias, ainda que colateral, não deve ser menosprezada, haja visto que o fortalecimento do intercâmbio acelerou o avanço tecnológico em diversos âmbitos da vida, contribuindo não só para a ampliação do conhecimento da navegação, da cartografia, da medicina e da construção naval, mas também da astronomia, da geografia, da zoologia e da mineralogia.<br><br><strong>O CONSUMO CONSCIENTE DE ALIMENTO:</strong><br>Se considerarmos que as viagens em caravelas duravam meses, temos uma pista da grande relevância da conservação dos alimentos para o desenvolvimento da cultura. Diante disso, podemos situar melhor a importância da salga e da defumação de carnes, da produção de conservas, da fabricação de queijos e de pães e demais técnicas de aprimoramento da subsistência, técnicas criadas com o fito de preservar e prolongar o consumo de alimentos in natura.<br>Compreendemos, então, as razões pelas quais as especiarias assumiram um papel de destaque na Europa da Idade Moderna. Não apenas pelas navegações, cumpre frisar. Tratava-se de uma época na qual não existiam geladeiras, sem mencionar que o inverno era assaz rigoroso, o que obrigava os europeus a abater as reses no outono, já que no inverno não haveria alimento para estes animais. Foi necessário, então, desenvolver técnicas para preservar a qualidade desses recursos nos meses subsequentes ao abate do animal. Pensando nisso, os europeus lançavam mão de técnicas de conservação baseadas em receitas que incluíam plantas aromáticas e temperos variados. Uma das fórmulas mais populares era feita de uma mistura de sal, vinagre, grãos de cominho, coentro e pimenta.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-20 00:10:27 UTC</pubDate>
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         <title>O consumo consciente de alimentos pt 2</title>
         <author>menezesdeoliveiraleticia</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>MERCANTILISMO:</strong><br>O mercantilismo era um conjunto de práticas econômicas que tinha como objetivo garantir o enriquecimento do Estado por meio do acúmulo de riquezas. No contexto da Idade Moderna, esse acúmulo se daria por meio da arrecadação de metais preciosos, isto é, ouro e prata.<br><strong><br>PACTO COLONIAL:</strong><br>O Pacto Colonial (também conhecido como Exclusivo Metropolitano), como o próprio nome indica, era um acordo de exclusividade comercial, isto é, o que os colonos produziam no Brasil, como o açúcar (nos Engenhos Nordestinos), não poderia ser comercializado com outras nações, mas apenas com Portugal.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-20 00:30:25 UTC</pubDate>
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         <title>O império português </title>
         <author>menezesdeoliveiraleticia</author>
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         <description><![CDATA[<div>Para entender as razões que catapultaram o poder da Coroa portuguesa precisamos levar em conta que, depois da descoberta das terras que ficariam conhecidas como Brasil, Portugal se punha no cenário mundial como o primeiro reino europeu moderno a possuir um império ultramarino.<br>É evidente que nenhum território conquistado estava imune a ser cobiçado por outras potências. Com isso em mente, os portugueses adotaram uma série de medidas para assegurar suas conquistas, construindo fortalezas e feitorias em diversos pontos da América do Sul, da África e da Ásia.<br>Construções que tinham o objetivo de proteger as colônias, mas também que serviam de ponto de apoio para suas embarcações e de local de armazenagem para produtos que seriam posteriormente vendidos em toda a Europa.<br>Para termos uma ideia da centralidade dessas construções para a organização das colônias, é mister registrar que, em meados do século XVI, os portugueses já haviam levantado mais de cinquenta fortes e feitorias na rota entre a África e o Japão (veja o mapa a seguir).<br>E por falar em rotas, é oportuno mencionar que as embarcações portuguesas partiam do rio Tejo, transportando não apenas tripulantes ligados à navegação e ao comércio, mas também padres jesuítas que embarcam rumo às colônias com o objetivo de converter os povos do chamado novo mundo. Invariavelmente, as viagens eram árduas e longas. É de salientar que o número de mortes era alto, fossem elas causadas por doenças ou por naufrágios.<br><br>ESPANHA E A BUSCA PELO EL DOURADO:<br>Para o júbilo dos espanhóis, o início da colonização da América parecia indicar que eles haviam encontrado o ElDorado, sobretudo depois do ano de 1545, quando Potosi foi descoberta, uma montanha de aproximadamente 600 metros de altura na Bolívia atual, no interior da qual se achava a maior jazida de prata conhecida até então. O acontecimento foi de tal modo decisivo que, após a descoberta de Potosí, a Espanha se tornou a nação mais rica da Europa.<br>Veiamos os números. Entre 1500 e 1520, o período imediatamente anterior à descoberta de<br>Potosí, o teto da produção da casa da moeda espanhola era de 45 toneladas de prata. Entre 1580 e 1600, essa cifra subiu para 340 toneladas. Contudo, para utilizar um jargão que nos é conhecido, a Espanha foi com muita sede ao pote. Já por volta de 1600, o sonho de uma suposta inesgotabilidade das jazidas de outro e prata de Potosí começou a ruir. Era cada dia mais claro que as minas estavam em um processo de esgotamento dos seus recursos naturais, recursos que iam diminuindo a olhos vistos. Para piorar a situação espanhola, o inacreditável montante de riqueza extraído das minas desse<br>"ElDorado" foi rapidamente gasto com as despesas das guerras nas quais a Espanha se envolveu.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-20 01:07:12 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>A DERROCADA DO TRATADO DE TORDESILHA</title>
         <author>menezesdeoliveiraleticia</author>
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         <description><![CDATA[<div>Com o fortalecimento de outras potências (frança, Inglaterra e riolanda), o Tratado de Tordesi-lhas, assinado em 1499, tinha seus dias contados, uma vez que, os paises acima indicados se engajavam com cada vez mais intensidade na corrida pelo domínio das riquezas da Africa, da Asia e da América.<br>Nenhuma surpresa se dissermos que, em 1533, os ingleses conseguiram estabelecer postos comerciais em vários pontos da costa ocidental africana e que, em 1593, os holandeses seguiram seus passos.<br>Como vimos, os portugueses e espanhóis povoaram a costa das suas colônias com feitorias e fortes. No entanto, nenhum dos dois era forte o suficiente para conter o avanço do fluxo de navios concorrentes que se aproximavam do continente americano. Assim, o rei da frança, Francisco | (1515-<br>1547), rechaçou o Tratado de Tordesilhas sob a alegação de que desconhecia por completo a "cláusula do testamento de Adão", responsável por afastar a França da divisão do mundo entre Espanha e Por-tugal. Por isso, em meados do século XVI, eram frequentes as expedições francesas desembarcando no atual litoral brasileiro em busca de pau-brasil, um recurso natura largamente utilizado para tingir tecido nas manufaturas texteis europeias.<br>À extração de pau-brasil, vinha somar-se o lucro que os franceses obtinham levando peles e penas de animais, artigos que alcançavam preços elevadíssimos em toda a Europa. Por essas e outras razões, em 1555, alguns expedicionários franceses decidiram fundar uma colonia na baía de Guanabara, no atual Rio de Janeiro, na época conhecida pelo nome de França Antártica, assim chamada porque a expedição francesa acreditava que essa região estava próxima do polo antartico. Ali, os franceses permaneceram até 1567, momento em que, finalmente, foram derrotados e expulsos pelas forças militares portuguesas.<br>Na verdade, trata-se de uma história mais complexa, que merece ser rapidamente destacada.<br>Em 1555, o governo francês, sob o reinado de Henrique II (1547-1559), investiu na criação de uma colônia na América, que deveria ser conquistada pelo almirante Nicolas Durand de Villegaignon<br>(1514-1571). Inicialmente, os 130 colonos francês liderados pelo sobredito almirante se instalaram em uma pequena ilha, chamada de Serijipe pelos nativos (atual ilha de Vilegaignon, no Rio de Janeiro), que pertenciam ao povo lamoio e que se mostravam favoráveis ao comércio com os francesas e refratários ao contato com os portugueses. Na localização hoje conhecida como praia do Flamengo,<br>Villegaignon construiu o povoado de Henriville.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-20 01:17:40 UTC</pubDate>
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         <title>CAMPANHAS DE COMÉRCIO</title>
         <author>menezesdeoliveiraleticia</author>
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         <description><![CDATA[<div>Surfando na onda do declínio do poder de Portugal e da Espanha, a Holanda e a Inglaterra, desde o início do século XVII, investiram em viagens que chegavam às Índias contornando o sul da África. Para tanto, forjaram uma organização conhecida pelo nome de Companhia de Mercadores.<br>Em que consistiam essas companhias? Eram empresas comerciais compostas em regime de sociedades anônimas, que chegavam a reunir mais de 300 associados, também denominados de acionistas. O funcionamento da Companhia de Mercadores se dava da seguinte maneira: os recursos reunidos entre os acionistas eram alocados no financiamento de expedições rumo ao Oriente, à América e à África. Os lucros ali obtidos, por sua vez, eram partilhados entre os acionistas.<br>Os poderes que o governo inglês e o governo holandês delegavam às suas respectivas companhias de comércio impressionavam. Elas eram responsáveis por comercializar, conquistar, colonizar, administrar e defender territórios, todas essas ações faziam parte das atribuições que pertenciam à alçada desses comerciantes. Ora, devido ao grande fluxo de dinheiro no caixa desse núcleo de empresários, as companhias estavam à altura da tarefa, dispondo dos meios necessários para construir navios, cais e armazéns próprios.<br>Essas companhias exerceram um papel absolutamente central na definição da distribuição do poder sobre os mares durante a expansão das potências europeias. Merecem destaque a Companhia Inglesa das Índias Orientais (1600), a Companhia Holandesa das Índias Orientais (1602) e a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais (1621). Graças a elas, a Holanda passou a protagonizar, a partir do século XVII, o comércio transoceânico. O resultado da ação dessas companhias de mercadores holandeses foi a criação de entrepostos e colônias em muitos continentes, como, por exemplo, a Nova Amsterdã (atualmente Nova York) e a Guiana Holandesa (atualmente Suriname), além de terem tomado posse do Nordeste brasileiro por certo período de tempo.<br>O antagonismo entre os países que rivalizavam pelo predomínio sobre os mares nem sempre se resolvia por vias pacíficas. De modo que, em inúmeras ocasiões, Inglaterra e Holanda partiram para o conflito armado no decorrer do século XVIII. Incontroversamente, ambos os países tinham em mira os exorbitantes lucros advindos do comércio marítimo, fossem os lucros do tráfico de africanos escravizados, fossem os lucros da exploração dos territórios descobertos. Não é à toa que muitos banqueiros e mercadores amealharam suas fortunas nesse momento, especialmente nas ocasiões bastante frequentes nas quais os príncipes e os reis recorriam a eles quando necessitavam de recursos para levar a efeito seus empreendimentos de grande porte, à semelhança dos custos envolvidos nas guerras e nas navegações transoceânicas.<br>Por fim, não podemos passar adiante sem chamar a atenção para o fato de que todo esse acúmulo de riqueza, território, tecnologia, entre outros efeitos produzidos pela expansão colonial, foi condição indispensável para a emergência de uma série de transformações econômicas e sociais que, entre o século XVIII e XIX, marcarão o período da chamada Revolução Industrial.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-20 01:27:16 UTC</pubDate>
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         <title>PRIMEIRAS COLÔNIAS NA AMERICA DO NORTE</title>
         <author>menezesdeoliveiraleticia</author>
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         <description><![CDATA[<div>A colonização inglesa na América do Norte data de 1607, momento em que foi fundada a cidade de Jamestown, atual Virgínia. Do ponto de vista econômico, a colônia se desenvolveu a partir de 1612, ano que marca o início da plantação e exportação de tabaco para a Inglaterra.<br>Alguns anos depois, em 1619, as colônias passaram a trabalhar com africanos escravizados pelos traficantes holandeses.<br>Em 1620, 102 ingleses desembarcaram do navio Mayflower a 750 quilômetros ao norte da atual Virgínia, fundando a cidade de Jamestown. Com o passar do tempo, mais colonos vindos da Inglaterra chegariam para fundar colônias nas regiões adjacentes, expandindo o território ocupado, até formarem o que veio a ser conhecido como Nova Inglaterra.<br>O conflito religioso foi a motivação central que impeliu a saída desses colonos da Inglaterra, que, ao recusar a liderança religiosa do rei britânico, o então chefe da Igreja anglicana, sofriam constantes perseguições na Inglaterra. Ou seja, o chamado Novo Mundo representou para esses colonos a possibilidade de exercer livremente o próprio culto.<br>Nesse mesmo período, os franceses, interessados na colonização e exploração das riquezas das terras distantes, fundaram um entreposto comercial às margens do rio São Lourenço, o gesto disparador da construção da cidade de Quebec, que hoje faz parte do Canadá. Como de costume, a religião se faria presente. Em 1626, os jesuítas franceses desembarcavam ali no intuito de converter os nativos aos dogmas do cristianismo. Toda essa região territorial, marcada por um conjunto de pessoas e projetos, ficaria conhecida como Nova França.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-20 01:32:41 UTC</pubDate>
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         <title>GOVERNOS GERAIS</title>
         <author>menezesdeoliveiraleticia</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Povos indígenas:</strong>Não é fácil calcular o número de pessoas que habitavam o território brasileiro no momento da chegada dos portugueses. A falta de dados precisos faz com que possamos apenas estimar que a população de então variava entre 1 milhão e 8,5 milhões de pessoas. Com mais segurança, podemos afirmar que os nativos se dividiam em mais de mil povos e que falavam cerca de 1300 línguas, línguas que se estruturavam em torno de dois troncos linguísticos, o tupi e o macro-jê.<br>O que chama a atenção para a enorme variedade de crenças, hábitos e costumes que se espalhavam pelo território brasileiro.<br>Ora, até hoje não é incomum escutarmos declarações sobre a preguiça dos indígenas. No entanto, tal assertiva não tem fundamento histórico. O que ocorre é que às vezes não somos capazes de notar a radical diferença entre a organização social indígena e a organização social atual, especialmente no que diz respeito à organização da base material das sociedades. Isto é, se os povos indígenas não tinham o mesmo modo de produção que o nosso, isso não significa que eram preguiçosos; significa que, antes da chegada dos portugueses, a economia indígena dependia da apropriação coletiva da natureza, já que os recursos naturais pertenciam a todos. Ou, dito de modo simples, a ausência de propriedade privada, ao introduzir relações sociais mais igualitárias, impunha um outro ritmo ao modo de produção material dessas sociedades.<br>A igualdade material não implica dizer que as sociedades indígenas não adotassem práticas de divisão social. A idade e o sexo - somente para citar dois exemplos - funcionavam como critérios decisivos na distribuição dos trabalhos. Atividades como derrubar árvores, caçar, pescar, preparar a terra, erguer malocas ou fabricar armas e canoas pertenciam à alçada dos homens, ao passo que as mulheres se encarregavam de cozinhar, cuidar das crianças, de colher frutos ou de construir objetos domésticos os mais variados.<br>Os guaranis, os tupinambás, os tabajaras, os carijós, os tamoios, todas essas comunidades tupis ocupavam a atual costa brasileira, desde o Ceará até o Rio Grande do Sul, ao passo que os bororos e os carajás, comunidades que pertenciam ao outro tronco linguístico, situavam-se sobretudo nos cerrados. Ora, se estamos mais familiarizados com as tradições que compunham o modo de vida do povo Tupi, isso se deve ao fato de que os colonizadores, quando desembarcaram no Brasil em 1500, tendiam a fixar-se no litoral, uma vez que o desbravamento do interior era um horizonte quase impossível de ser transposto. De modo que o intercâmbio entre os tupis e os portugueses foram mais frequentes, tendo em vista que o território de Pindorama, que quer dizer "terra das palmeiras" de acordo com o vocabulário tupi, serviu de palco privilegiado para o encontro entre os nativos e os portugueses. E preciso indicar, a partir de generalizações, as características mais marcantes que distinguiam o povo tupi dos demais povos indígenas. Em primeiro lugar, quase todas as tribos reconhecidas como tupis se organizavam em pequenas aldeias feitas de quatro a sete malocas, malocas que se achavam distribuídas em um grande círculo. De madeira e cobertas por folhas de palmeiras, essas malocas, que chegavam a comportar entre trinta e cem pessoas, constituíam habitações sem divisões internas.<br>No centro da aldeia, por sua vez, constava a ocara, o local onde ocorriam as cerimônias religiosas, as festas e os rituais, assim como as reuniões que tratavam dos interesses gerais da comunidade.<br>Na hierarquia social dos tupis, um dos postos mais elevados era ocupado pelo pajé, cuja importância radicava no fato de desempenhar funções de médico e sacerdote. Apesar da sua importância, não era ele o líder da aldeia, também conhecido pelo nome de morubixaba. Ora, ao contrário do que estamos habituados, o líder tupi não impunha ordens e decretos. Antes, ele era incumbido da tarefa de formular conselhos, sobretudo nos momentos de conflitos internos e externos. Se fosse o caso de declarar guerra a uma aldeia vizinha, o líder tinha o poder de influenciar o conselho decisório que se formava em torno dos chefes das grandes famílias, conselho que determinava coletivamente se a tribo se engajaria ou não na luta contra a aldeia inimiga.<br>O contato maior com os povos do litoral não significa que não temos notícia alguma sobre os povos indígenas que habitavam o interior do Brasil. Martinho de Nantes, um padre capuchinho francês, se estabeleceu no atual território paraibano, no decorrer do século XVII, vivendo junto ao povo Cariri. Além dele, temos também à disposição os relatos do viajante holandês Joan Nieuhof<br>(1618-1672) que retratam o período em que se embrenhou no sertão nordestino para conhecer o<br>povo Tarairiú.<br>Não obstante o intenso e prolongado processo de extermínio ao qual foram submetidos, atualmente vivem no Brasil cerca de duzentos povos indígenas, povos portadores de uma quantidade enorme de costumes e tradições.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-20 01:48:02 UTC</pubDate>
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         <title>Cabral chega ao Brasil</title>
         <author>menezesdeoliveiraleticia</author>
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         <description><![CDATA[<div>Como é comum em filmes que contam a história de navegantes, o primeiro sinal da existência de terras no que hoje conhecemos como Brasil foi sugerido por uma ave que pousou no navio de Vasco da Gama. O fato foi registrado por Álvaro Velho, escrivão de Vasco da Cama. A ave foi vista a quilômetros da costa africana, ainda em águas do Atlântico. A partir deste momento o famoso navegante vislumbrou a possibilidade de encontrar terras desconhecidas se continuasse navegando em direção ao Ocidente, ainda que, nesse ano de 1499, tenha continuado seu caminho para as Índias.<br>Quando o rei Dom Manuel, o Venturoso, organizou outra expedição para as Índias, dessa vez sob o comando de Pedro Álvarez Cabral e composta de 10 naus, 3 caravelas e 1500 homens, a história foi diferente. Isso porque, nos meses que antecederam a partida, Vasco da Cama e Cabral já tinham trocado informações a respeito da possibilidade da existência de terras desconhecidas.<br>Vem daí a crença de vários historiadores de que, em 9 de março de 1500, Cabral, antes de zarpar de Lisboa, já havia decidido desviar o caminho e tentar seguir a rota indicada por Vasco da Cama em direção ao oeste do Atlântico Sul. Embora não tenhamos como definir com segurança se o desvio de rota de Cabral foi ou não um plano previamente elaborado, o que sabemos é que, em 22 de abril de 1500, Cabral e suas naus entraram em contato pela primeira vez com a população nativa de<br>Pindorama - a terra das palmeiras.<br>Inicialmente amistoso, o contato entre os portugueses e os tupiniquins, um povo tupi, deu-se na atual baía Cabrália, na região de Porto Seguro, Bahia. O encontro foi intermediado por uma troca de presentes. Contando com a presença de nativos, os portugueses, em seguida, celebraram duas missas, ao fim das quais ergueram uma cruz de madeira de aproximadamente sete metros de altura, com o intuito de marcar simbolicamente a posse daquelas terras. No dia 2 de maio, uma vez finalizado o bem-sucedido primeiro intercâmbio entre os portugueses e os indígenas, as naus de Cabral retomaram o caminho para as Índias, mas não sem antes enviar uma nau com cartas que relatavam ao rei Dom Manuel a recente descoberta.<br>Para nossa surpresa, as cartas enviadas por Cabral não despertaram qualquer interesse no rei português. Provavelmente pelo fato de relatarem que o território recém-descoberto não dava sinais de possuir metais preciosos. De modo que Dom Manuel, preocupado com a manutenção da balança comercial favorável, resolveu apostar na continuidade e fortalecimento do comércio com as Índias, que se mostrava lucrativo.<br>Somente em 1501, Portugal voltou atrás na sua posição de desinteresse pelo Brasil, enviando duas expedições de exploração da costa dos territórios descobertos por Cabral, ambas comandadas por Gonçalo Coelho, largamente amparado por um navegador florentino chamado Américo Vespúcio. No decorrer dessas andanças marítimas, os portugueses navegaram pela costa dos atuais estados do Rio Grande do Norte e São Paulo, nomeando os locais percorridos, sobretudo por meio da identificação de seus acidentes geográficos. Ora, muito mais do que Cabral ou Gonçalo Coelho, o responsável por tornar o Brasil famoso na Europa foi Vespúcio através das cartas que escreveu sobre as experiências pela costa brasileira logo depois de retornar à Europa. Daí o nome do continente ter sido dado em homenagem ao autor desses relatos.<br>Apesar da aparente ausência de ouro e prata, a Coroa portuguesa voltou seus olhos para o novo território por conta do pau-brasil, árvore que povoava o litoral brasileiro e com a qual os indígenas extraíam tinta para colorir as penas brancas que utilizavam como enfeite. Desde a Idade Média, os europeus, de um modo geral, já utilizavam a denominação brasil (ou diversas variações como bresil, brecilis e brazily) para nomear espécies de árvores do mesmo gênero do pau-brasil que cobriam parte de territórios da Ásia e que também eram utilizadas para a produção de corantes vermelhos.<br>A conquista de Constantinopla pelos otomanos, em 1453, bem como o subsequente bloqueio do comércio pelo Mediterrâneo, catapultou o preço da utilização destas madeiras e corantes. Com a descoberta de recurso semelhante nos novos territórios, Portugal foi atraído em direção à colonização. Daí em diante, o apreço pelas riquezas existentes no Brasil seguirá em permanente expansão já que a exploração do pau-brasil se converterá na principal atividade econômica dos portugueses na América até 1530.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-20 01:56:36 UTC</pubDate>
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         <title>Capitanias Hereditárias</title>
         <author>menezesdeoliveiraleticia</author>
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         <description><![CDATA[<div>Os navios franceses não se intimidaram com a presença dos colonizadores portugueses. Diante disso, o rei Dom João III notou que a intensificação da colonização representava a única saída para a defesa das riquezas que se encontravam no Brasil. Assim, muito mais do que vilas espalhadas pelo litoral, tratava-se, a partir de então, de criar as capitanias hereditárias.<br>Esse novo modelo de organização da ocupação do território brasileiro tinha sido empregado pelos portugueses na ilha da Madeira, nos Açores e em Cabo Verde. Tanto lá como aqui, o sobredito modelo baseava-se na divisão do território em grandes lotes de terra, que seriam concedidos aos capitães donatários. Sendo assim, entre 1534 e 1536, o governo português, com o auxílio da iniciativa privada, levou a cabo a divisão do seu território português na América em quinze faixas de terras simultaneamente lineares e paralelas.<br>Na medida em que os nobres portugueses não se manifestaram como agentes interessados na colonização dessas terras, Dom João<br>III doou as capitanias tanto para os militares envolvidos na conquista das Índias quanto para os altos burocratas da Corte que possuíam meios materiais de arcar com as despesas envolvidas na colonização de extensas faixas de terra. No total, doze pessoas foram escolhidas.<br>Entre elas, Martim Afonso de Sousa e seu irmão, Pero Lopes de Sousa.<br>Os capitães donatários<br>A posse da capitania pelos capitães donatários não lhes garangada<br>tia um domínio total sobre as terras, pois eles não podiam explorálas, apenas vendê-las, bem como transmiti-las a seus herdeiros.<br>Além disso, os donatários possuíam um conjunto de encargos, tal como fundar vilas, doar lotes de terra (as sesmarias), nomear ouvidores, tabeliões, escrivães e juízes, sem contar que tinham o direito de cobrar impostos sobre o montante produzido dentro de suas capitanias.<br>Sem vontade ou sem condições financeiras para arcar com as viagens até a terra que recebe-ram, quatro dos donatários permaneceram em Portugal e não deram início ao povoamento de suas capitanias. Ao fator econômico vinha somar-se outros fatores que tornavam o povoamento das capitanias uma tarefa pouco atrativa. A enormidade da extensão das terras fazia com que o desbravamento fosse imensamente custoso, existindo ainda o problema dos ataques indígenas.<br>Mas os obstáculos para a vinda dos donatários não pararam por aí. Dos oito, dois morreram em naufrágios. O donatário da capitania da Baía de Todos os Santos, Francisco Pereira Coutinho foi morto e comido pelos tupinambás. Um quarto donatário, Pero do Campo Tourinho, da capitania de Porto Seguro, foi preso pelos próprios colonos e enviado à Inquisição Portuguesa sob a acusação de heresia. Sabendo que outros três mostraram pouco interesse pelas capitanias, somente Duarte<br>Coelho foi capaz de fazer seus negócios prosperarem.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-20 02:01:37 UTC</pubDate>
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         <title>O governo geral</title>
         <author>menezesdeoliveiraleticia</author>
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         <description><![CDATA[<div>Em 1548, diante do fracasso econômico das capitanias hereditárias, o rei Dom João IIl importou para o Brasil o Governo-Geral, um modelo administrativo que já era praticado pelos portugueses em suas colônias na Ásia e na África. Com essa medida, o rei pretendia acabar com a dispersão e fragmentação do poder. Dali em diante, o governador-geral encarnaria o poder do rei no território brasileiro, superando os donatários das capitanias no que diz respeito à hierarquia dos poderes. A bem dizer, as capitanias hereditárias não apenas perderam o protagonismo no poder, como também deixariam de existir, sendo a última deles extinta em 1759.<br>A centralização do poder em torno da figura do governador-geral fez com que ele acumulasse uma série de funções. A defesa do território, a exploração do Sertão inóspito, a distribuição de ses-marias, visando a construção de engenhos de açúcar, o estabelecimento de alianças com os indígenas ou a punição sobre aqueles que ameaçavam os interesses da metrópole, tudo isso passou a compor o caderno de encargos de Tomé de Sousa, o primeiro governador-geral, cujo desembarque em terras brasileiras ocorreu em 1549.Contando com uma tripulação de mais de mil pessoas, incluindo aí agricultores, funcionários públicos, soldados, degredados e jesuítas (sendo o padre Manuel da Nóbrega o mais conhecido), o governador-geral estabeleceu sua residência na capitania da Baía de Todos os Santos. Ali, construiu centenas de casas, prédios públicos e igrejas, lançando as bases para a criação da cidade de Salvador, a primeira capital da colônia. Os efeitos dessas inovações eram sentidos na nova capital e nos arredores.<br>Em razão do crescimento da cidade, as zonas rurais começaram a criar e vender gado.<br>Tomé de Souza morreu poucos anos depois, em 1553, sendo prontamente substituído por Duarte da Costa, cujo governo foi marcado por dois fatores. O primeiro, a vinda do noviço José de Anchieta, entre outros 15 jesuítas. O fato mais marcante desse período, porém, foi a sucessão de crises, sobretudo decorrentes do acirramento das tensões entre portugueses e indígenas. Impulsio-nados pela crescente necessidade de mão de obra, decorrente do crescimento da lavoura, os colonos intensificaram suas tentativas de escravização dos indígenas, o que deflagrou inúmeros conflitos.<br>Os conflitos externos também não paravam de surgir, concorrendo para agravar uma situação de crise que já se mostrava bastante problemática. Assim, em 1555, os franceses montaram uma colônia no que hoje é o Rio de Janeiro, dando-lhe o nome de França Antártica. Não sendo capaz de expulsá-los, Duarte da Costa foi substituído, em 1558, pelo jurista Mem de Sá. A substituição surtiu efeitos positivos e o governador ficou à frente da colônia pelos próximos catorze anos. Como medidas de fortalecimento do poder centralizador da Coroa portuguesa.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-20 02:06:32 UTC</pubDate>
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         <title>AS MISSÕES</title>
         <author>menezesdeoliveiraleticia</author>
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         <description><![CDATA[<div>Segundo Manoel da Nóbrega, a catequização itinerante feita pelos jesuítas deveria ser substituída pela<br>USP<br>reunião e fixação dos indígenas em um único local.<br>sedentarização do ensino e, em consequência, dos nativos, era feita sob o pretexto de que somente assim eles estariam protegidos dos colonos que insistiam em escravizá-los. Uma vez enraizados em determinado local<br>os indígenas poderiam ser, então, familiarizados com um modo de vida mais produtivo, principalmente por meio da prática da agricultura e do artesanato. À medida que essas ideias tomaram corpo, surgiram os primeiros aldeamentos ou reduções.<br>Não obstante as intenções nobres que Manoel da<br>Nóbrega atribuía ao assentamento e fixação dos indígenas, o crescimento dos aldeamentos teve como efeito a desintegração dos vínculos sociais que orientavam e balizavam o modo de vida daqueles povos. Uma das estratégias consistia em colocar no mesmo aldeamento membros de tribos rivais, impedindo que nascesse entre eles qualquer tipo de união ou solidariedade. Em suma, a fim de não serem mortos, uma parte dos indígenas foi impelida a deixar de seguir suas crenças e tradições, pagando, dessa feita, um preço altíssimo pela própria sobrevivência. Ou, melhor dizendo, pela tentativa de sobrevivência, já que muitos morriam de doenças (varíola, rubéola, tuberculose, etc.) ou ao tentar alguma espécie de fuga ou rebelião.<br>Do nomadismo ao sedentarismo, do paganismo ao cristianismo, da caça e pesca à agricultura e ao artesanato, paulatinamente os indígenas tiveram que abandonar seu estilo de vida, já que os aldeamentos possuiam regras que impunham um modo totalmente diferente de vida em relação ao uso do tempo e do espaço. Isto é, os nativos não apenas abdicaram da poligamia e da antropofagia, mas também de inúmeros outros hábitos que os diferenciava dos europeus e de outros povos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-20 02:13:51 UTC</pubDate>
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         <title>Tráfico Negreiro</title>
         <author>menezesdeoliveiraleticia</author>
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         <description><![CDATA[<div>Desenvolvimento do tráfico negreiro no Brasil está associado com a instalação da produção açucareira que aconteceu no país, em meados do século XV. O tráfico ultramarino de africanos, com o objetivo de escravizá-los, tem relação direta com a necessidade permanente de trabalhadores nos engenhos e também com a diminuição da população de indígenas. Desde o início da colonização do Brasil por Portugal, os indígenas sofriam com a escravização, mas uma série de fatores fez a população de indígenas começar a diminuir. Primeiro, a violência dessa escravização, mas o fator mais relevante na diminuição da população indígena foi a questão biológica, uma vez que os indígenas não possuíam defesa biológica contra doenças, como a varíola.<br><br>Isso, porém, não fez com que a escravização de indígenas acabasse, mas fez com que uma alternativa despontasse. Além disso, havia a questão dos conflitos entre colonos e a Igreja, uma vez que a Igreja, por meio dos jesuítas, eram contrária à escravização de indígenas, pois os consideravam alvos potenciais para a conversão religiosa. Outro fator relevante é o estranhamento cultural que existia nessa relação, pois os indígenas trabalhavam o suficiente para produzir aquilo que fosse necessário para o sustento de sua comunidade.<br>A lógica europeia de trabalho para produzir excedente e riqueza não fazia parte do meio de vida indígena e isso fez os europeus taxarem pejorativamente os indígenas de “inapropriados” para o trabalho. As constantes fugas dos indígenas, que conheciam a terra muito bem, também era outro fator relevante.<br><br>O último fator que explica o início do tráfico negreiro era o funcionamento do próprio sistema econômico mercantilista. Na lógica desse sistema, o tráfico ultramarino de escravos era um negócio relevante tanto para a metrópole quanto para colonos que se lançassem nesse empreendimento.<br>Dentro do funcionamento do sistema colonial escravista, a existência do tráfico negreiro atendia a uma demanda por escravos das colônias e, por ser uma atividade altamente lucrativa, atendia aos interesses da metrópole e da colônia.<br>Isso porque o envolvimento de Portugal com o tráfico de africanos, com o intuito de escravizá-los, era um negócio que existia desde meados do século XV. Os portugueses possuíam uma série de feitorias na costa africana e nela compravam africanos para enviá-los como escravos para trabalharem nos engenhos instalados nas ilhas atlânticas.<br>Concluindo, o entendimento dos historiadores, atualmente, a respeito desse assunto é que a escassez da mão de obra indígena e a instalação de um negócio que tinha alta demanda por escravos – a produção de açúcar – gerou uma demanda por outra mão de obra, e os comerciantes portugueses, identificando essa necessidade, ampliaram o tráfico negreiro a dimensões gigantescas.<br><br>Como funcionava o tráfico negreiro<br>O tráfico negreiro envolvendo os europeus iniciou-se no século XV, quando os portugueses instalaram feitorias pelo litoral do continente africano. Nessas feitorias, os portugueses mantinham contato com os reinos africanos, estabelecendo relações diplomáticas que os possibilitavam manter comércio, ao qual se incluía a venda de seres humanos. Com o tempo, outras nações europeias começaram a envolver-se com essa atividade e não apenas os portugueses.<br>O tráfico de africanos realizado pelos portugueses, a princípio, atendia suas necessidades internas e de suas ilhas atlânticas. No século XV, os africanos escravizados por Portugal eram utilizados em serviços urbanos, sobretudo em Lisboa, e eram utilizados na produção de açúcar nas ilhas atlânticas de Portugal (como Açores e Madeira).<br><br>Com o desenvolvimento da produção açucareira no Brasil, a demanda de Portugal e dos colonos instalados no Brasil aumentou consideravelmente e, já na década de 1580, cerca de três mil africanos desembarcavam no Brasil. Apesar de concentrarem-se majoritariamente no litoral africano, os portugueses conseguiram penetrar na África Central e criar relações importantes com diversos reinos.<br>Entre as principais feitorias portuguesas na costa africana está a construída em Luanda, localizada em Angola. O historiador Roquinaldo Ferreira afirma que Luanda cumpriu “papel fundamental como centro de formulação e execução de operações militares contra reinos africanos, e como base de intensa diplomacia entre europeus e africanos”<br>Os escravos eram conseguidos por traficantes que obtinham os prisioneiros comprando-os, caso fossem prisioneiros de guerra, ou por meio de emboscadas realizadas pelos próprios traficantes. Os africanos, após terem sido feitos prisioneiros, eram levados a pé até os portos onde seriam revendidos para os portugueses (ou outros europeus). Nesses portos, os africanos eram marcados com ferro quente para identificá-los de qual comerciante eram.<br>Nesses portos, os africanos prisioneiros eram trocados por alguma mercadoria valiosa, que poderia ser tabaco, cachaça, pólvora, entre outros. Depois de vendidos para algum comerciante europeu, os africanos embarcavam no navio que os transportaria para a América ou Europa. Esse navio era chamado de tumbeiro, pelo fato de ser um local onde muitos dos escravos embarcados morriam.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-20 02:24:52 UTC</pubDate>
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         <title>AÇÚCAR E ESCRAVIDÃO NA COLÔNIA PORTUGUESA</title>
         <author>menezesdeoliveiraleticia</author>
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         <description><![CDATA[<div>O filme Syriana, de 2016, narra os conflitos pessoais e mundiais que giram em torno do monopólio do petróleo. Indivíduos, famílias, corporações, todos entram em armações escusas para dominar a extração desse recurso natural. Mas, por que razão começar o capítulo falando sobre um filme hollywoodiano feito há alguns anos sobre um tema da atualidade se o capítulo em questão visa aprofundar o conhecimento sobre a economia açucareira que dominou as colônias portuguesas a partir do século XVI?<br>Para compreendermos a contento a centralidade da produção do açúcar na economia das grandes potências europeias temos que ter em mente que se tratava de um produto tão valioso quanto o petróleo é hoje para o mundo contemporâneo. Só para termos uma noção mais clara a respeito do que está em jogo, 15 quilos de açúcar, em 1440, custavam 18,3 gramas de ouro. Isto é, o açúcar possuía um valor tão grande de mercado que um indivíduo considerado muito rico era aquele que deixava em seu testamento uma grande quantidade de açúcar. Além disso, tal como o petróleo, o açúcar era um dos principais motores do mercado global, envolvendo uma série de países impor-tantes: o financiamento e o refino eram feitos pela Holanda, a produção pelo nordeste da Colônia e o consumo em todo o território europeu. Se recuarmos no tempo, veremos que o açúcar, um artigo desconhecido na Europa até o come-co do século XII, chegou ao continente europeu durante a Idade Média, principalmente por intermédio dos mercadores árabes e dos cruzados. Sem demora, o açúcar se tornou um produto bastante requisitado, o que levou a Coroa portuguesa a transformar a América em um território mais lucrativo ao passo que se tornou povoado de grandes fazendas escravocratas produtoras de monocultura, propriedades rurais especializadas no cultivo de um único produto (por exemplo, cana-de-açúcar, café, etc.) destinado à exportação. Portanto, eis os três pilares do sistema açucareiro colonial: latifún-dio, monocultura e escravidão. Sendo assim, quando falamos de engenho, não estaremos falando apenas da estrutura física no interior da qual o açúcar era fabricado, mas sim, do complexo de etapas e de pessoas envolvidas na produção açucareira.<br><strong><em>OS PRIMEIROS ENGENHOS:</em></strong> O ano de 1532 é o ano da instalação do primeiro engenho português na América do Sul, mais precisamente na capitania de São Vicente, administrada por Martim Afonso de Sousa. Apesar de o primeiro engenho ter sido construído no Sudeste, será na região do Nordeste brasileiro que o latifúndio açucareiro obterá maior êxito, sobretudo por se tratar de uma região cujo solo era de massapê - solo argiloso escuro e rico em calcário, ideal para o plantio de cana-de-açúcar. As capitanias da Bahia, de Pernambuco e da Paraíba serão os principais produtores do Nordeste.<br>Assim, o primeiro engenho de açúcar é inaugurado em Pernambuco em 1542. O sucesso do plantio de açúcar foi tamanho que em menos de 4 décadas já tinham sido construídos 66 engenhos nessa região. Contando com o litoral o Brasil, em 1580, possuía 115 engenhos de açúcar. Com tudo isso somado, a produção brasileira de açúcar equivalia a 300 mil arrobas de açúcar (4,5 mil toneladas). Ainda que o açúcar se destacasse como o produto principal, um de seus derivados - a cachaça - foi constantemente utilizado em transações comerciais na colônia, especialmente como moeda de troca para a compra de escravos.<br>Todo esse poder econômico foi concentrado em torno da figura do senhor de engenho. Por tal motivo, essa figura desfrutava de um status social no Brasil equivalente ao de um nobre português. No caso brasileiro, isso significava que o senhor de engenho exercia imensos poderes políticos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-20 02:30:34 UTC</pubDate>
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