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      <title>Diários de Bordo - Educação Popular by Maria Olivia Mendes Rocha</title>
      <link>https://padlet.com/oliviamrocha/diariosdebordo</link>
      <description>Diários de bordo da disciplina de Educação Popular de 2023.2, produzidos no formato de padlet, um mural virtual interativo, por Maria Olívia Mendes Rocha. Para cada diário de bordo, há um pequeno escrito com recortes de anotações e reflexões de aula, junto de uma arte ou colagem digital autoral, e estão anexas também alguns outros materiais: músicas, vídeos, arquivos, textos, trechos de desenho animado e outras referências e inferências que vieram à tona na construção deste diário.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-11-25 19:47:00 UTC</pubDate>
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         <title>16.08 - Um escrito inicial</title>
         <author>oliviamrocha</author>
         <link>https://padlet.com/oliviamrocha/diariosdebordo/wish/2802628557</link>
         <description><![CDATA[<p>No mesmo dia e horário que a primeira aula da cadeira iniciava, ocorreu o velório de um querido ex-professor de biologia do Ensino Médio, que havia se suicidado no dia anterior, terça-feira, logo após o casamento do irmão, que também era professor e da mesma disciplina. A. se dedicou a ensinar sobre a vida em todos os seus níveis, formas, tamanhos, sentidos, corpos, desde os pequenos micro-organismos até os maiores animais, desde os menores pedacinhos de átomos até grandes e complexos ecossistemas. A. me ensinou que gente também é bicho, e que nessa arrogância de se por acima dos outros animais, o bicho humano inventou essa separação e esse afastamento da natureza. A. me ensinou a amplificar meu olhar para o mundo, a enxergar a vida que germinava nas miudezas e nas imensidões dentro, fora e além de mim, a compreender esse corpo e essa existência sobre a Terra de forma mais contextualizada e generosa. A., que tanto me educou sobre a vida e para a vida, se suicidou no dia 15 de setembro de 2023, e sua vida valeu uma nota de pesar nos stories das redes sociais das três grandes escolas em que ele trabalhava, incluindo aquela em que estudei. Nenhum de seus colegas professores foi liberado das obrigações a tarde para comparecer ao velório. Não houve respeito e acolhimento ao luto dos amigos que trabalhavam na escola, e o dia seguiu normalmente. Minha irmã, que estuda nessa mesma escola, conta que alguns professores choraram durante as aulas, e outros passaram a aula inteira sentados, em completo silêncio. Tinha simulado no sábado, e era dia de revisão. Prova, trabalho, tarefa, exercício, correção, vestibular. A escola não pode parar. Não há tempo para o luto, para o sofrimento e para a dor, não há tempo para chorar uma morte tão dolorida, para se despedir. Não há tempo. A escola não pode parar. </p><p><br></p><p>Durante a primeira aula da disciplina, pairou uma grande questão: Educação para que, para quem, por quê? Na perspectiva da educação popular, educa-se para a emancipação, para a transformação da realidade, compreendendo os sujeitos como produtores dessa realidade que podem explicá-la a partir de seus saberes, ideologias, classes, lugares e modos de estar no mundo. A educação popular parte dos sujeitos e se constrói com e para os sujeitos. Frente a um modelo hegemônico de educação bancária e empresarial, aliada ao sistema capitalista neoliberal, que tem, sobretudo, produzido assujeitamento, a educação popular nos coloca no lugar de sujeitos políticos ativos, se construindo como alternativa de enfrentamento e criação de formas de educar que não se baseiem em exploração, opressão e sofrimento. Foi marcante, nessa primeira aula, ouvir sobre a educação popular tratar também da produção de vida, no contexto da morte real e simbólica de um professor e do cruel impedimento da vivência e elaboração de luto pelos amigos, também professores. Essa primeira experiência com a disciplina permaneceu pulsante até o final, e hoje, fazendo o resgate das minhas anotações para a confecção do diário, não consigo fugir de pensar, sentir e escrever sobre esse momento tão determinante. Venho de uma família com muitos professores, por isso, talvez, mantive e mantenho esse pé na educação até hoje, na graduação, pensando e experimentando a construção de uma psicologia no chão da escola. Para mim, a educação tem se tornado cada vez mais cara, um território que me convoca, que me parece cada vez mais inegociável, e cursar essa disciplina foi parte importante no processo de perceber e reconhecer isso. </p><p><br></p><p>Diante de uma educação escolar aliada a um sistema que assujeita, pune, normaliza, abjeta, avalia, mede, estigmatiza, violenta, silencia, traumatiza, adoece e mata, o que fazer? Como criar linhas de fuga e pensar em uma educação que produza e defenda verdadeiramente a vida? São questões que seguem reverberando por aqui, e para as quais não tenho resposta a não ser a aposta na teimosia de acreditar que algo é possível, que outras experiências de educação foram e continuam resistindo a duras custas, que esperançar é um exercício difícil mas também uma importante tarefa que deve persistir para que a gente não se destrua. Acredito que essa disciplina serviu um pouco como um respiro, apesar de tudo, e uma renovação desse esperançar tão exausto pela possibilidade de se abrilhantar com o que pode nascer na encruzilhada, nas frestas, nos buracos do asfalto, debaixo das pedras, no microcosmo dos encontros. Uma educação mais gentil, generosa e alegre, que fale e produza vida, como A. tanto inspirou a fazer.</p><p><br></p><p>In memoriam de A. Obrigado, professor.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-26 00:05:02 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>oliviamrocha</author>
         <link>https://padlet.com/oliviamrocha/diariosdebordo/wish/2805018392</link>
         <description><![CDATA[<blockquote><p>Força<br>Que agora chegamos no Iraque<br>Que a Disney ficou pra trás<br>Um dia vocês me agradecem<br>Com os dois pés juntos<br>A gente prepara pro mundo<br>E o mundo não vai te poupar</p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-28 02:53:44 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>oliviamrocha</author>
         <link>https://padlet.com/oliviamrocha/diariosdebordo/wish/2805042213</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-11-28 03:11:02 UTC</pubDate>
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         <title>Há que se cuidar na vida, há que se cuidar no mundo</title>
         <author>oliviamrocha</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-11-28 03:33:06 UTC</pubDate>
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         <title>23.08</title>
         <author>oliviamrocha</author>
         <link>https://padlet.com/oliviamrocha/diariosdebordo/wish/2805077703</link>
         <description><![CDATA[<blockquote><p>Primeiro, não deixem morrer em vocês os jovens que vocês estão sendo e os meninos e meninas que vocês foram. Segundo, e por isso mesmo, não permitam matar em vocês a curiosidade permanente diante do mundo.</p></blockquote><p><br></p><blockquote><p>Acho que não é possível existir humanamente sem sonhos, sem utopias. Nós viramos seres na história que não prescindem do amanhã. Somos seres em busca sempre de um amanhã que não está ali a espera da gente, mas que é resultado do que a gente faz pela transformação do presente que a gente vive com a iluminação do ontem que a gente viveu. Ora, se nós somos seres incapazes de abandonar a perspectiva de um amanhã que tem que ser feito por nós, como tirar da nossa experiência histórica o sonho? Não é possível viver sem sonhos enquanto projetos, enquanto programas, enquanto curiosidade, enquanto querer ser diferente. Esses discursos que falam na morte dos sonhos são os mesmos que dizem que a história se acabou e as classes sociais sumiram. Eu não acho isso, acho que continuamos com classes sociais, continuamos com luta entre interesses antagônicos, e continuamos a precisar dos sonhos.</p></blockquote><p><br></p><p>Guardei essas duas frases das gravações de Paulo Freire exibidas no comentário que assistimos, e desde então elas não saem da minha cabeça. Infância, sonho e curiosidade são coisas que para mim andam muito ligadas, então manter essa curiosidade permanente em minha juventude, voltar a me abrilhantar com a vida, a ter esperança e a sonhar estão diretamente relacionadas com o processo de relembrar, reviver, reconectar, me intimizar de novo com a criança que eu fui. Não tem um dia que eu não pense sobre isso, desde então.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-28 03:40:46 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>oliviamrocha</author>
         <link>https://padlet.com/oliviamrocha/diariosdebordo/wish/2805081431</link>
         <description><![CDATA[<blockquote><p>Sou hoje um caçador dos achadouros da infância</p><p>Vou meio dementado e enxada às costas</p><p>A cavar no meu quintal</p><p>Vestígios dos meninos que fomos</p></blockquote><p><br></p><p>— Manoel de Barros</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-28 03:44:07 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>oliviamrocha</author>
         <link>https://padlet.com/oliviamrocha/diariosdebordo/wish/2805084797</link>
         <description><![CDATA[<blockquote><p>Há um menino<br>Há um moleque<br>Morando sempre no meu coração<br>Toda vez que o adulto balança<br>Ele vem pra me dar a mão</p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-28 03:47:08 UTC</pubDate>
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         <title>30.08 - Inacabamento</title>
         <author>oliviamrocha</author>
         <link>https://padlet.com/oliviamrocha/diariosdebordo/wish/2805094720</link>
         <description><![CDATA[<p>"Para seguir-me, o fundamental é não seguir-me."</p><p><br></p><p>Diante do inacabamento, do devir do ser, o que fazer? O que e a quem seguir, se todos são inacabados?</p><p>Há de se seguir o caminho da <strong>emancipação humana</strong>, e esse caminho se faz andando. A emancipação é contextualizada, situada no tempo histórico e nas relações interpessoais, nos macro e microcosmos da vida humana. Emancipação é o contrário de subalternização.</p><p><br></p><p>Como é possível a emancipação, se somos todos inacabados?</p><p>Talvez, justamente por não sermos seres prontos, terminados, cristalizados, é que a emancipação se faz possível. Se a única natureza humana é a mudança, pode ser possível, então, transformar a realidade.</p><p><br></p><p>E se somos inacabados, é certo, talvez, pensar que não houve, a priori, um momento em que não fomos humanos. A educação formal não precede a humanização, não há uma folha em branco, não existe ninguém sem saber e sem cultura, sempre existem saberes, mesmo nas crianças.</p><p><br></p><p>Educação popular como território vivo e potente de criação, invenção e transformação.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-28 03:57:28 UTC</pubDate>
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         <title>06.09 - Palavra e saber</title>
         <author>oliviamrocha</author>
         <link>https://padlet.com/oliviamrocha/diariosdebordo/wish/2805096293</link>
         <description><![CDATA[<p>Não existe sujeito sem saber, e portanto não existe sujeito sem palavra</p><p>A nossa sociedade ocidental se funda na produção de um outro que não é sujeito da fala, mas da escuta, do silêncio e da obediência. </p><p>As sociedades indígenas apontam caminhos ancestrais para a construção de outras formas de produzir e reproduzir a vida. Para esses povos, o saber não é hierarquizado, não pertence a alguém, a um líder ou chefe, mas a todos. As palavras são conhecidas por todos, e representam a recusa de um saber-poder separado, monopolizado e segmentado, como é na sociedade capitalista, branca e europeia.</p><p>A construção do saber científico como superior, verdadeiro, puro e único válido em relação ao saber popular é uma invenção da ciência a serviço do capitalismo, que mais parece ser um exercício de silenciamento de saberes não sistematizados e formalizados.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-28 03:59:06 UTC</pubDate>
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         <title>27.09 - Pedagogizar e educar</title>
         <author>oliviamrocha</author>
         <link>https://padlet.com/oliviamrocha/diariosdebordo/wish/2805096956</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Pedagogizar x Educar</strong></p><p><br></p><p>-&gt; Pedagogizar é a formalização os processos de ensino-aprendizagem, que muitas vezes é feita de forma enrijecida, conservadora e até violenta. Nem Paulo Freire foi pedagogo, mas foi educador, como tantos outros, mesmo não munidos do saber científico, são educadores e educam para a vida de forma muito enriquecedora e implicada.</p><p><br></p><p><strong>Populismo x Popular</strong></p><p><br></p><p>-&gt; No sentido da educação popular, uma ação só pode ser popular se ela for <strong>emancipatória, </strong>se ela visar a superação da desigualdade social, e superar a desigualdade é <strong>diferente </strong>de erradicar a diferença</p><p><br></p><blockquote><p>"Educação para e com a ternura"</p></blockquote><p><br></p><blockquote><p>"Se educa também com palavras, com a escrita, com a leitura, com o corpo"</p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-28 03:59:52 UTC</pubDate>
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         <title>04.10 - Educaçõe(s) popular(es), socia(is) e comunitária(s)</title>
         <author>oliviamrocha</author>
         <link>https://padlet.com/oliviamrocha/diariosdebordo/wish/2805097272</link>
         <description><![CDATA[<p>1º Seminário - Educação popular, educação social, educação comunitária: conceitos e práticas diversas, cimentadas por uma causa comum, de Gadotti</p><p><br></p><p>Esse foi o seminário da minha equipe, então meu diário de bordo já está um pouco no slide, mas destaco aqui algumas considerações que ficaram pulsando da leitura do texto,  construção da apresentação e discussão em sala:</p><p><br></p><p>-&gt; Toda educação é (ou deveria ser) social, pois não é possível separar a educação do contexto familiar, social e político</p><p><br></p><p>-&gt; Como fazer da escola também um campo de atuação da educação social? A escola pública como campo de disputa e luta por outras formas de educar para todes!</p><p><br></p><p>-&gt; Três palavras para a educação popular e comunitária: Organização - Produção - Conscientização</p><p><br></p><p>-&gt; Educação popular como um paradigma teórico nascido no calor das lutas populares e que visa não só à construção de saberes, mas também o fortalecimento das organizações populares - Relacionei muito isso com a Psicologia da Libertação de Martin-Baró</p><p><br></p><p>Também me interessei muito pelas contribuições e teses freirianas para a educação popular que o autor lista, achei bem didático e faz muito sentido na perspectiva do texto.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-28 04:00:15 UTC</pubDate>
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         <title>11.10 - Escola a partir da cultura</title>
         <author>oliviamrocha</author>
         <link>https://padlet.com/oliviamrocha/diariosdebordo/wish/2805100167</link>
         <description><![CDATA[<p>2º Seminário - Cap. II do livro Política e Educação Popular, de Beisiegel</p><p><br></p><p>Crítica de Paulo Freire à educação escolar brasileira</p><p><br></p><p>Educação &lt;-&gt; Participação</p><p><br></p><p>Segundo Paulo Freire, a escola brasileira estava situada de forma superposta à realidade, estranha às condições sociais da vida e às próprias necessidades educacionais</p><p>"Escola rígida, estereotipada e decorativa (...) ambiente de controle e domesticação"</p><p> -&gt; Como essa escola poderia atender às novas demandas da economia? Escola e educação serve só a economia? Educação apenas "serve"?</p><p><br></p><p>Reforma da educação brasileira para uma <strong>Educação democratizadora</strong></p><p>-&gt; Acabar com a superposição da escola à vida, eliminar o autoritarismo e assistencialismo, participação ativa do povo no processo educativo, aposta na dinamicidade e no movimento, ampliação para além do espaço escolar formal, aluno como centro do processo educativo, ênfase no diálogo e em metodologias participativas</p><p><br></p><p>A escola não precisa apenas ser democrática e sim <strong>democratizadora</strong>, ou seja, é <strong>agente </strong>do processo de construção de uma outra sociedade coletiva, crítica, inclusiva e verdadeiramente democrática.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-28 04:03:36 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>01.11 - Popular</title>
         <author>oliviamrocha</author>
         <link>https://padlet.com/oliviamrocha/diariosdebordo/wish/2805101285</link>
         <description><![CDATA[<p>5º Seminário - Cap. II do livro Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire</p><p><br></p><p>Nessa aula, em vez de falar do conteúdo, gostaria de destacar o formato da experiência. Foi a última aula teórica da disciplina antes da viagem de campo e da socialização dos trabalhos, e achei muito significativo finalizar em um formato mais circular, com uma roda de conversa sobre o texto que dialoga com tudo que vimos na disciplina e, ao fim, a elaboração de uma construção coletiva de murais com toda a turma.</p><p><br></p><p>Simpatizo muito com esse modelo de apresentação e de aula, mais "circular", parafraseando Mestre Nego Bispo, e gostei de ter sido o formato escolhido pelos colegas para finalizar. A roda horizontaliza, abre espaço para a partilha, para olhar todos nos olhos de todos, ver e escutar o outro, possibilita a troca de uma forma que o modo tradicional de apresentação de seminário não alcança. E o fato de termos produzido algo juntos, ainda que muito simples como cartazes com desenhos e colagens, diz de um fazer junto que acredito ser crucial para qualquer perspectiva de educação que se diga crítica, popular, social, comunitária ou o que quer que seja. A vida é e deve ser coletiva, a gente se cria com o outro, na troca, no encontro, na conversa, na partilha, na mistura, no estar, pensar, fazer e ser junto.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-28 04:04:28 UTC</pubDate>
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         <title>18.11 - Almofala</title>
         <author>oliviamrocha</author>
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         <description><![CDATA[<p>A experiência da viagem para Almofala e a visita na escola Maria Venância e na escola da aldeia da Tapera foi muito enriquecedora e especial para mim. Não cheguei a perguntar nada, porque me concentrei sobretudo em ouvir as vozes dessas pessoas que comumente não tenho oportunidade de escutar, e que sabem tanto e ensinam tanto. Saí explorando a escola junto com o Victor, tocando nas paredes, vendo as salinhas, a biblioteca, lendo cada um dos cartazes, recortes, escritos, pinturas e mapas nas paredes, as marcas das crianças que passam e passaram por ali, que, como ouvimos na Tapera, são mantenedoras e também produtoras da cultura indígena. Me afetei muito pela força das palavras do Cacique João Venâncio e dos professores e lideranças da Escola da Tapera. Também me senti muito bem recebida e acolhida pela gentileza, generosidade e alegria de cada um em partilhar conosco um pedacinho de seus conhecimentos, vivências, crenças e saberes, além da comida, que não estávamos esperando que fosse compartilhada conosco. Gostei muito também de  Conhecer um pouco da territorialidade das aldeias, a divisão entre aldeias do mar e da mata, e de escutar as experiências dos professores e educadores das escolas no MITS e no Cuiambá, cursos que eu não conhecia até entrar na disciplina. Adorei conhecer as disciplinas ministradas na escola, tão importantes para fortalecer a tradição e manter a cultura viva. A praia de Almofala é uma das mais lindas que visitei na vida, e meu único arrependimento sobre a viagem é não ter levado roupa de banho para tomar banho nesse mar, porque não consegui não entrar lá e acabei molhando os shorts que ficaram úmidos até o fim da viagem. Foi também muito especial finalizar a experiência dançando o Torém na Escola da Tapera, que pareceu ser, pelos relatos que ouvimos, um local de muita espiritualidade. Lembro de sentir uma conexão curiosa com o lugar, um pertencimento, de escutar o barulho do vento passando na escola, de me arrepiar durante a roda do Torém e ir sentindo os passos entrando no ritmo da canção. Gostei muito do sabor do Mocororó e da bebida ter seguido de mão em mão na roda.</p><p>Agradeço à disciplina pela possibilidade de acessar a ancestralidade viva dos povos indígenas, conhecer suas histórias, as lutas e a resistência que continua todos os dias diante do aculturamento, como nos disse o Cacique João Venâncio.</p><p><br></p><blockquote><p>O trabalho da escola é esse, fortalecer a aldeia, as origens, as raízes, para que as crianças e os jovens saibam quem são e de onde vêm</p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-28 04:06:55 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>oliviamrocha</author>
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         <description><![CDATA[<p>"Mas vocês (humanos), vocês tem que mudar! Nunca são os mesmos, nem por um momento... Vocês têm o poder e se espera que inventem quem vocês serão. Que poder mais incrível, a habilidade de crescer..."</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-28 04:34:49 UTC</pubDate>
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         <title>Pode um subalterno falar?</title>
         <author>oliviamrocha</author>
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         <pubDate>2023-12-05 20:20:58 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>oliviamrocha</author>
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         <pubDate>2023-12-05 20:21:32 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>oliviamrocha</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><p>Ora direis, ouvir estrelas, certo perdeste o senso<br>Eu vos direi no entanto<br>Enquanto houver espaço, corpo, tempo e algum modo de dizer não<br>Eu canto</p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-05 20:24:32 UTC</pubDate>
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         <title>Documentário - 100 anos de Paulo Freire</title>
         <author>oliviamrocha</author>
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         <pubDate>2023-12-05 21:08:41 UTC</pubDate>
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         <title>18.10 - Educação democratizaDORA</title>
         <author>oliviamrocha</author>
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         <description><![CDATA[<p>3º Seminário - Cap III do livro Política e Educação Popular, de Beisiegel</p><p><br></p><p>Impasse:</p><p>Busca por uma educação não impositiva, não doadora e não domesticadora</p><p>X </p><p>Urgência da formação de indivíduos alfabetizados participantes da democratização da sociedade brasileira</p><p><br></p><p>Ideal dos educadores não alcançava a realidade dos educandos -&gt; Como construir uma conscientização verdadeira partindo da ideia de "iluminar" os analfabetos através dos círculos de cultura? Penso que isso mostra o quanto a metodologia vazia não importa, quando não se tem no projeto de educação um propósito de fazê-lo coletivamente, em conjunto, a partir e com os estudantes, e isso implica em mudar a percepção acerca desses sujeitos para mais do que analfabetos ou pessoas em situação de vulnerabilidade, mas como indivíduos criadores de cultura, promotores de desenvolvimento e agentes da democracia.</p><p><br></p><p><strong>Uma educação para a conscientização não se faz com salvadorismos.</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-06 04:17:46 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>oliviamrocha</author>
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         <pubDate>2023-12-06 06:10:31 UTC</pubDate>
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         <title>Salve, Nego Bispo!</title>
         <author>oliviamrocha</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><p>A universidade é a fábrica de transformar os saberes em mercadoria.</p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-06 15:23:15 UTC</pubDate>
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         <title>Salve, Nego Bispo!</title>
         <author>oliviamrocha</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><p>Aprender, para mim, é pergunta permanente</p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-06 15:26:24 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>oliviamrocha</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-12-08 04:12:29 UTC</pubDate>
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