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      <title>3º A Regionalização do espaço mundial by Lizandra Pirin</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-10-25 18:50:55 UTC</pubDate>
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         <title> Gabriela n°12 REPORTAGEM a política externa do governo do presidente Jair Bolsonaro é uma sucessão de fracassos e uma coleção infindável de equívocos. A política anterior ao atual governo sempre foi motivo de elogios e, como exemplo, temos os casos da conferência do Rio, de 1992, sobre desenvolvimento e meio ambiente, e a conferência de Paris, que deu origem ao tratado sobre mudança climática. No momento, porém, diz o professor Alberto do Amaral, a política conduzida pelo Itamaraty é obscurantista e tem como uma de suas características a negação da ciência e o fechamento dos canais com a sociedade civil brasileira.</title>
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         <description><![CDATA[<div>Gabriela n°12 REPORTAGEM</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-25 19:33:48 UTC</pubDate>
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         <title>Giovanna Borges, n°15 </title>
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         <description><![CDATA[<div>Brasil assina declaração internacional contra o aborto e a favor do papel da família<br>Os governos do Brasil, dos EUA e de outros quatro países conservadores se opõem às Nações Unidas que, em alguns fóruns, defendem o direito de acesso ao aborto seguro.<br><br>(Análise particular) <br>O posicionamento do Brasil diante de um tema como o aborto é realmente preocupante, tendo em vista que este é tratado no país como uma questão que fere princípios religiosos, ou seja, é regido como uma questão religiosa, o que extremamente ignorante, já que quando falamos de direitos humanos, corpo e integridade física e psicológica estamos automaticamente diante de uma questão de saúde pública e de política, longe de qualquer crença ou modelo social-exemplo, conservadorismo- como os países que assinaram este tratado vêem. Logo, creio que mais uma vez, os representantes dos direitos humanos do Brasil e até mesmo o presidente, se excederam e não analisaram a questão como deveria de ser analisada, pelo lado que deveria ser analisada, falhando mais uma vez na saúde de seu povo. <br> </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-26 12:12:27 UTC</pubDate>
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         <title>Kleberson, N°20</title>
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         <description><![CDATA[<div>O Brasil, antes interessado em uma relação fluida com a comunidade internacional, está "rompendo consensos" e "criando pequenas alianças sectárias", através de uma política externa "lunática" e "injustificável à luz dos nossos interesses e valores", afirmou nesta quinta-feira, 14, o ex-secretário geral do Itamaraty e embaixador Marcos Azambuja.<br><br>Ao lado do escritor e jornalista Fernando Gabeira, Azambuja participou do debate Esperando Godot: A tempestade perfeita, organizado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais e transmitido ao vivo na noite de quinta.<br><br>"Eu vivi uma vida inteira cultivando uma linguagem diplomática, que é suave, é precisa e tende a reduzir os problemas a um nível que permita negociação", disse Azambuja. "Sobre a diplomacia atual brasileira, eu não consigo ter essa sobriedade. Nós estamos tendo uma política externa simplesmente lunática, que causa danos a nós mesmos, que é injustificável à luz dos nossos interesses e valores", afirmou.<br><br>Desde o início da pandemia do novo coronavírus, o Ministério das Relações Exteriores se envolveu em uma série de incidentes diplomáticos, a maioria deles relacionado à China, maior parceiro comercial do País.<br><br>Em meados de março, o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, usou as redes sociais para exigir retratação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que havia postado uma mensagem na qual culpava o país pela crise. Em resposta, o Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, pediu uma retratação do embaixador.<br><br>No fim de abril, Araújo assinou em seu site pessoal um artigo em que denunciava "o jogo comunista-globalista de apropriação da pandemia para subverter completamente a democracia liberal e a economia de mercado", com críticas ao Partido Comunista Chinês e uso do termo "comunavírus".<br><br>"A política brasileira, no momento, está sendo desastrosa para o interesse brasileiro e será,principalmente agora, quando precisaremos de auxílio de todo o tipo - tecnologia, equipamentos - sobretudo da China", afirmou Azambuja.<br><br>Fernando Gabeira levantou outro incidente envolvendo o chanceler brasileiro, também relacionado ao seu site pessoal. Ainda no fim de abril, lideranças judaicas exigiram que Araújo se desculpasse por uma analogia entre o isolamento social e os campos de concentração nazistas. "Cada vez que ele (Araújo) se manifesta, cria um impasse até com aliados", disse.<br><br>Para o escritor, a diplomacia brasileira sempre se pautou pela capacidade de resolver conflitos entre vizinhos. "Nós éramos pacificadores, agora somos os belicosos", afirmou. "Essa questão só será superada quando conseguirmos restituir o tecido democrático brasileiro e restabelecer os elementos do nosso soft power", finalizou.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-26 14:00:11 UTC</pubDate>
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         <title>Caio de M. Borges, nº8</title>
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         <description><![CDATA[<div>Diplomatas da ativa que não podem revelar seus nomes se juntaram a embaixadores que já se aposentaram, e especialistas em política externa, para propor uma diplomacia pós-Bolsonaro. Acham que é preciso começar agora a consertar o estrago. A insatisfação de diplomatas e especialistas em política externa com a forma como o governo Bolsonaro vem tratando a relação do Brasil com outros países é visível desde o início da atual gestão. <br><br>Rubens Ricupero, que foi embaixador brasileiro nos Estados Unidos, também tem criticado o governo e o ministro das Relações Exteriores e disse, em maio, que  a “autoexcludente” política externa brasileira faria do país um epicentro mundial da pandemia do coronavírus. <br><br>Leia mais em: https://veja.abril.com.br/blog/matheus-leitao/diplomatas-se-unem-para-resgatar-politica-externa-no-pos-bolsonaro/<br><br><br><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-28 20:05:55 UTC</pubDate>
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         <title>Julio Cesar N:19</title>
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         <description><![CDATA[<div><br>Mesmo com a eleição ainda indefinida, podendo manter Trump na Presidência ou colocar Biden no comando dos Estados Unidos, Bolsonaro atacou o democrata por ter falado sobre Amazônia.<br><br>"O candidato Democrata em duas oportunidades falou sobre a Amazônia. É isso que vocês querem para o Brasil? Interferência de fora para dentro?", disse em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, na manhã desta quarta.<br><br></div><div><br>Em um dos debates, Biden afirmou que iria reunir recursos --20 bilhões de dólares-- em conjunto com outros países para que o Brasil acabasse com o desmatamento na Amazônia e que o país poderia sofrer sanções se não o fizesse. À época, Bolsonaro mostrou extrema irritação e classificou de desastrosa a fala do democrata.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-07 16:02:08 UTC</pubDate>
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         <title>Beatriz Datcho, Nº04</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong><mark>Bolsonaro acusa "outros países" de quererem enfraquecer agronegócio brasileiro</mark></strong><mark><br></mark><br></div><div>O presidente Jair Bolsonaro acusou nesta sexta-feira (18) os governos que são críticos de sua gestão ambiental de quererem enfraquecer o setor de agronegócio brasileiro, em meio à onda de incêndios que dificultou seu desembarque em uma área de produção rural pela baixa visibilidade.<br><br></div><blockquote>"Nós estamos vendo alguns focos de incêndio em todo o Brasil. Isso acontece ao longo de anos, e temos sofrido uma crítica muito grande, porque, obviamente, quanto mais nos atacarem, melhor interessa para os nossos concorrentes para aquilo que nós temos de melhor, que é o nosso agronegócio", afirmou Bolsonaro depois de pousar em Sinop, a principal área de produção de grãos do país.</blockquote><div><br></div><div>O presidente de extrema-direita deu essas declarações horas depois do governo francês reiterar sua rejeição ao acordo comercial entre UE e Mercosul por não haver garantias de que contribuirá para conter o desmatamento, a principal causa dos incêndios que assolam a Amazônia e que vêm aumentando de forma assustadora no Pantanal, a maior zona úmida do planeta.<br><br></div><div>"Países outros que nos criticam não tem problema de queimada porque já queimaram tudo nos seus países", acrescentou durante encontro com representantes do agronegócio, sem se referir explicitamente à França.<br><br></div><div>Na terça-feira, oito países europeus, entre eles Alemanha, França e Reino Unido, enviaram uma carta aberta ao vice-presidente Hamilton Mourão, chefe do Conselho Nacional da Amazônia Legal, expressando sua "extrema preocupação" com o "aumento alarmante" do desmatamento, e exortando o governo brasileiro a tomar "ações reais imediatas".<br><br></div><div>O avião que levou o presidente a Sinop, na zona de transição entre o cerrado brasileiro e a Amazônia, teve que repensar sua trajetória antes de pousar devido à fumaça dos incêndios.<br><br></div><blockquote>"É a segunda vez que isso acontece na minha vida, uma vez foi no Rio de Janeiro, e, obviamente, sempre é algo anormal. No caso, é que a visibilidade não estava muito boa", afirmou Bolsonaro.</blockquote><div><br></div><div>O presidente, defensor da autorização do garimpo e da agricultura em áreas protegidas e reservas indígenas, voltou a afirmar nesta quinta-feira que o Brasil é o país que mais "preserva o meio ambiente".<br><br></div><div>O desmatamento causado por pecuaristas e invasores de terras na Amazônia caiu apenas 5% entre janeiro e agosto deste ano em relação ao mesmo período de 2019, quando bateu todos os recordes.<br><br></div><div><strong> <br></strong><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2020/09/18/interna_internacional,1186785/bolsonaro-acusa-outros-paises-de-quererem-enfraquecer-agronegocio-br.shtml" />
         <pubDate>2020-11-10 03:03:01 UTC</pubDate>
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         <title>Melissa Moraes de Oliveira, n° 22</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Vitória de Biden é revés para Bolsonaro e exige mudança na política externa brasileira, dizem analistas.</strong><br>O democrata Joe Biden foi eleito presidente dos Estados Unidos, derrotando o republicano Donald Trump, que tentava a reeleição. O resultado, projetado no sábado (07/11), representa um duro revés para o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que adotou como principal pilar da sua política externa o forte alinhamento com o atual presidente americano. Contrariando princípio básico da diplomacia de não interferir em processo eleitoral de outro país, o governo Bolsonaro deixou evidente sua preferência por Trump, o que agora o coloca em situação delicada para negociar com o futuro presidente democrata. <br>Para especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, a derrota da principal referência internacional de Bolsonaro deve exigir uma "reinvenção" de sua política externa, que abandonou a tradição brasileira pelo multilateralismo. Além disso, esses analistas consideram que a vitória de um moderado nos Estados Unidos é um sinal negativo para o plano de reeleição do presidente brasileiro, que, assim como Trump, tem um discurso político agressivo e fortemente conservador. No caso do americano, esse estilo acabou afastando parte do eleitorado que o elegeu em 2016, em especial mulheres. Também pesou para sua derrota a resposta do seu governo à pandemia do coronavírus. Trump optou por minimizar a gravidade da crise e promover medidas sem base científica, como o uso da cloroquina para tratar covid-19? estratégia replicada por Bolsonaro.<br>"A perda do Trump impacta a narrativa de Bolsonaro junto a grupos ultraconservadores, à base evangélica. A ideia de criar uma nova frente conservadora mundial, que colocava Trump como salvador do Ocidente e do cristianismo, vai pro ralo", acredita o cientista político e pesquisador de Harvard Hussein Kalout, ex-secretário de Assuntos Estratégicos durante o governo de Michel Temer. Se Bolsonaro via em Trump um aliado na defesa de pautas conservadoras e se alinhava a ele em temas como o questionamento do aquecimento global e a defesa da família, vai encontrar em Biden uma posição bastante diferente.<br>"Governos democratas, de uma maneira geral, prestam mais atenção na agenda de direitos humanos, incluindo direitos raciais e questão ambiental. Biden não vai ser diferente. Se for, vai ser um pouco mais radical ainda (na defesa dessas pautas), porque a ala que o apóia dentro do partido é um pouco mais à esquerda do que ele seria", afirma a consultora Vera Galante, que atuou por 19 anos como assessora cultural na embaixada dos EUA em Brasília e hoje preside a Empower Consultoria em Análise Estratégica e Risco Político. Biden toma posse como presidente em 20 de janeiro. Ele chega à Casa Branca com a experiência de ter sido vice-presidente de Barack Obama (2009-2016) e senador por décadas.<br><br>https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2020/11/07/vitoria-de-biden-e-reves-para-bolsonaro-e-exige-mudanca-na-politica-externa-brasileira-dizem-analistas.htm</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-16 11:14:27 UTC</pubDate>
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         <title>João Pedro Dos Santos Rossi n17</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/geolizandra/dauzvnww4rd7zo1t/wish/971854108</link>
         <description><![CDATA[<h1><strong>Ação do governo na crise do coronavírus pode afetar relações internacionais</strong></h1><div><strong><br>Ao priorizar a economia e banalizar medidas recomendadas pela OMS contra a Covid-19, governo do presidente Jair Bolsonaro prejudica imagem do Brasil no exterior e cria incertezas a longo prazo<br></strong>As escolhas do governo brasileiro no combate à pandemia do <strong>novo coronavírus</strong> colocam em risco as relações comerciais do país em uma época que qualquer oportunidade econômica não pode ser desperdiçada. Ao demitir o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que estava seguindo orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) em relação à Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro optou pelo risco político para tentar salvar a economia. No entanto, ao mesmo tempo em que se preocupa com as contas do país, o chefe do Executivo pode afundar ainda mais as finanças da nação, pois uma falha na estratégia faria com que outros países reagissem de forma negativa. Por se tratar de uma infecção nova, ainda não é possível prever como será o cenário da pandemia nos próximos meses, mas a experiência da comunidade internacional pode ser aproveitada.</div><div>Em razão da inexistência de vacina ou medicamento eficaz contra o vírus, as medidas de maior sucesso adotadas no exterior são o isolamento social e a testagem em massa.</div><div><br></div><div>Países que resistiram ao fechamento do comércio, como Estados Unidos e Itália, logo tiveram que ceder para evitar um colapso no sistema de saúde e impedir o avanço do número de infectados e de mortos pela doença. Mesmo com disputas políticas internas, como entre governadores e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os poderes Executivo e Legislativo logo perceberam a força mortal do vírus e criaram uma agenda unificada para subsidiar perdas econômicas. A Câmara norte-americana aprovou um pacote de US$ 2 trilhões para garantir renda às famílias e combater o coronavírus.</div><div><br></div><div>Na Itália, o prefeito de Milão reconheceu o erro de convocar a população às ruas no final de fevereiro, alegando que a economia não poderia parar em razão da doença. O discurso para priorizar o funcionamento do comércio foi por água abaixo quando a cidade registrou 4,4 mil mortes por Covid-19, em cerca de um mês. Apesar de conflitos regionais nas demais nações, o Brasil é o único país entre as 10 maiores economias do mundo que enfrenta uma crise de saúde pública e política ao mesmo tempo. O presidente Jair Bolsonaro vem criticando o Congresso, principalmente o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e entrando em choque com os governadores. O novo ministro da Saúde, Nelson Teich, entra no governo com a missão de flexibilizar o isolamento social.</div><div><br></div><div>Em discursos públicos e até oficiais, o presidente tem negado a gravidade da situação e defendido a retomada da atividade econômica. Essa postura pode levar a sanções comerciais de outros países, caso entendam que o Brasil está sendo permissivo com o avanço da doença, como explica o economista William Baghdassarian, professor do Ibmec e PhD em finanças pela Universidade de Reading, na Inglaterra. Para o especialista, o comportamento de Bolsonaro tem gerado problemas diplomáticos importantes, que podem repercutir nas relações de comércio. ;O presidente Bolsonaro não é a pessoa mais feliz do mundo em termos de relações internacionais. Ele e a família parecem ter vocação para briga. O próprio ministro da Educação gerou indisposição com os chineses, o filho fez uma piada que gerou incômodo. O próprio presidente virou as costas para a China;, disse.</div><div><br></div><div>Ainda de acordo com o especialista em finanças, medidas contra isolamento, que provoquem reabertura do comércio, podem gerar perdas na produtividade do país a longo prazo e resultar em restrições a serviços brasileiros no exterior. ;Corre o risco, dependendo da forma como o governo reaja a essa pandemia, de ficar caracterizado que existe essa flexibilização do controle. Pode ocorrer a restrição da entrada de brasileiros no exterior e também bloqueio de exportações em serviços que envolvem pessoas.;</div><div><br></div><div>Outra possibilidade, de acordo com o economista, é resultar em baixas a longo prazo na cadeia produtiva do país. ;Iniciar as atividades comerciais agora pode levar a um aumento de mortes pelo vírus e podemos perder um grupo grande de pessoas produtivas. Nos Estados Unidos, morreram 10 mil pessoas. Se morrer 30 mil aqui, podemos perder muita gente talentosa, qualificada. Desta forma, não só sairemos da crise com os problemas econômicos como com danos na capacidade de produção;, completa.</div><div><br></div><div><strong>Ciência brasileira tem imagem arranhada</strong></div><div><br></div><div>Além dos riscos econômicos ao contrariar as recomendações das autoridades sanitárias, o país está com a imagem desgastada no exterior. A ciência brasileira sempre foi uma das mais respeitadas do mundo, em razão da qualidade das universidades e da quantidade de artigos publicados, além de descobertas abundantes em diversas áreas. No entanto, ao negar a gravidade da pandemia e alardear o uso de remédios que ainda não passaram dos testes clínicos, o governo dá um passo atrás na confiança conquistada no mundo.</div><div><br></div><div>O analista Leopoldo Vieira, CEO da IdealPolitik, lembra que o isolamento tem sido a resposta mais segura até agora, tanto em termos sociais quanto políticos. ;Neste momento, em que predomina, nas sociedades e governos, a sinergia com a OMS, Bolsonaro desgasta o Brasil como um país anticientífico e egoísta ; o perfeito papel de vilão. O desfecho de toda esta situação depende da descoberta de medicamento ou dos resultados, em médio prazo, das restrições sociais mais ou menos duras. É interessante que os novamente rivais Brasil e Argentina estejam em lados opostos. Lá, o governo estabeleceu quarentena total desde 20 de março, com confinamento obrigatório, e registrou apenas 18% dos casos previstos;, diz.</div><div><br></div><div>O especialista destaca que o futuro da imagem brasileira no mundo dependerá dos resultados científicos e da geopolítica que envolve os Estados Unidos. ;A imagem do Brasil no mundo, sobretudo após a saída do ministro Mandetta, dependerá da disputa que os Estados Unidos, com quem o Brasil se alinha, trava com o coronavírus. Trump afirma que a China tem responsabilidade e interesse econômico na pandemia. Cortou o financiamento da Organização Mundial da Saúde acusando-a de agir contra a reabertura das economias em benefício dos chineses. A China, de fato, tende a melhorar a posição sobre os norte-americanos e a Europa, porque está na fase de arrefecimento da doença, não da ascensão. Se os EUA vencerem, Bolsonaro poderá sair bem colocado na geopolítica;, completa.<br>link :https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2020/04/19/interna_politica,846070/acao-do-governo-na-crise-do-coronavirus-pode-afetar-relacoes-internaci.shtml</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-30 15:54:09 UTC</pubDate>
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