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      <title>Ah, as linguagens... (Turmas 02 e 04 / 2025.2 / Professora Janaína Moreira) by Paula Cid</title>
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      <description>Registro dos &quot;abraços&quot; de cada artista:  Clique no botão + para &quot;colar&quot; a sua pergunta e a resposta que recebeu. Escolha também fotografia, vídeo ou link relacionado ao seu artista para anexar. A postagem deve ser feita logo após a apresentação em turma. Lembre-se de informar no título &quot;As linguagens de [nome da/do/dx artista de que te abraçou]&quot; [seu nome e sobrenome].Você poderá selecionar a cor da sua publicação.                                                                                                                              Também faz parte do trabalho conhecer as produções de cada colega. Então, você pode passear pelo Mural e interagir curtindo cada postagem que você leu.                                       </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-10-16 16:02:08 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Carmézia Emiliano - Beatriz Garrão</title>
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         <description><![CDATA[<p>Como você lida com a desvalorização dos povos indígenas?</p><p><br/></p><p>Eu acredito que as pessoas dão o que elas tem, e que isso diz muito mais a respeito do seu povo do que sobre o meu.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 18:05:51 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Maria Firmina dos Reis - Débora Marcelino Constantino </title>
         <author>deboramarcelinoconstantino</author>
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         <description><![CDATA[<p>Quais temas sociais permanecem atuais, mesmo quando tratados em textos do século XIX?</p><p><br></p><p>Na obra Úrsula, de Maria Firmina dos Reis, temas como a opressão racial, a luta pela autonomia feminina, a crítica às desigualdades sociais e ao patriarcado, além da defesa da educação como meio de emancipação, continuam sendo relevantes. Embora escritos no século XIX, esses elementos ainda refletem desafios da sociedade contemporânea, o que torna Úrsula uma obra atemporal e significativa para pensar questões sociais que persistem até hoje, apontando caminhos de transformação e alimentando a esperança de mudança desse cenário desigual.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-31 16:10:36 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Mestre Vitalino - Eduardda de Olveira </title>
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         <description><![CDATA[<p>Mestre Vitalino nasceu em 1909, em Caruaru – PE, e faleceu em 1963. Ele é considerado um dos maiores nomes da arte popular brasileira, conhecido como ceramista que transformou o barro em poesia do cotidiano. Suas esculturas têm estilo único, sem preocupação com o “perfeito” acadêmico, mas cheias de expressão, cultura e identidade nordestina. Suas peças retratam a vida simples no sertãoo vaqueiro, o sanfoneiro, a família, as festas juninas, os animais e o trabalho na roça. Hoje, suas obras estão em museus do Brasil e do mundo, como o Louvre, em Paris. <br><br>Mestre Vitalino, para mim, evoca a memória das raízes culturais do Nordeste, uma ligação com a simplicidade.&nbsp;Como ele moldava barro em arte, percebo uma lição importante: a criatividade emerge de materiais modestos, da vida diária, do que nos rodeia. Eu, igualmente, guardo essa noção de que o pode conter um significado valioso, tal qual suas esculturas de barro carregam narrativas completas do povo nordestino.&nbsp;<br><br><br>“Mestre Vitalino, suas obras nasceram do cotidiano simples do sertão e hoje estão em museus ao redor do mundo. Como o senhor enxerga essa travessia: da feira de Caruaru para os grandes centros da arte internacional?” <br><br>— Vejo esta travessia como um reconhecer ao meu povo. Por um longo período, a vida modesta do sertão foi vista com desdem,&nbsp; que não merecia ser recordada. Quando minhas obras alcançaram museus, eu senti não só a minha valorização, mas a de uma cultura inteira, aquela que sempre resistiu. <br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-31 18:35:33 UTC</pubDate>
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         <title>Dona Ivone Lara - Ana Beatriz Barreto de Souza </title>
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         <description><![CDATA[<p>Dona Ivone Lara foi uma sambista e compositora brasileira conhecida como a "Grande Dama do Samba" Nasceu em 1921 no Rio de Janeiro e faleceu em 2018. Trabalhou como enfermeira e assistente social, mas sua verdadeira paixão era o samba.</p><p> Foi a primeira mulher a fazer parte da ala de compositores de uma escola de samba, a Império Serrano. Suas letras falam de luta, amor, fé e esperança.</p><p> Considerada pioneira que abriu caminhos para outras mulheres no samba. Suas obras são celebradas como um sonho de resistência, talento e força na música popular brasileira.</p><p>Sua história se aproxima da minha pelo fato dela tocar samba, um dos gêneros musicais que eu gosto bastante, geralmente escuto em bares e festas, gosto muito de dançar</p><p> Se ela estivesse aqui entre nós, eu lhe faria a seguinte pergunta: "O samba transforma vidas? O samba transforma sim. Ele dá voz a quem não tinha, consola quem sofre e alegra quem precisa de esperança. Foi o samba que me abriu caminhos, que me fez vencer barreiras como mulher e como compositora. O samba é vida, é resistência, é a força do nosso povo."</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-01 21:38:44 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Patrícia Rehder Galvão - Diana Souza</title>
         <author>dihsouzza2015</author>
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         <description><![CDATA[<p>Como você conseguiu manter sua força criativa e sua voz critica mesmo diante de tantas prisões, censura e violência política? </p><p><br/></p><p><br/></p><p>Eu me alimentei da contradição: a dor me fazia escrever, a injustiça me fazia lutar. A arte e a palavra eram as únicas armas que eu tinha contra o silencio que queriam me impor. Eu não podia parar, porque parar seria aceitar que eles tinham vencido.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-02 01:51:33 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Samuel Lourenço Filho - Rebeca Machado</title>
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         <description><![CDATA[<p>P: Na sua visão, quais são os maiores obstáculos atuais para a ressocialização e como sua literatura pode contribuir para superá-los?</p><p><br/></p><p>E: A sociedade muitas vezes enxerga o egresso apenas como "ex-presidiário", sem reconhecer sua capacidade de mudança. Isso dificulta a construção de uma nova identidade e acaba marginalizando mais ainda esse grupo de pessoas. A escrita na minha vida foi um ato de sobrevivência. A única maneira de processar a dor, a culpa, o medo. Escrever me permitiu construir uma esperança num mundo onde, na maioria da vezes, pessoas que erram são tratadas como seres não passíveis de perdão. A literatura é um caminho para a humanidade, libertando das amarras da prisão.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-02 17:50:48 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Farnese de Andrade Neto - Gabriel Lucas da Silva Terra Ruas</title>
         <author>gabriellucasruas</author>
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         <description><![CDATA[<p>Pergunta: Como você transformou das suas dores&nbsp;um processo de construção de você mesmo?&nbsp;</p><p><br/></p><p>Resposta: Eu juntei restos, memórias quebradas, lixos e brinquedos partidos. Tudo aquilo que doía e que parecia inútil, eu não escondi. Coloquei as dores dentro de caixas, e lá os fragmentos começaram a respirar de novo.&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-02 22:53:17 UTC</pubDate>
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         <title>As Linguagens de Rona Neves - Ana Beatriz Barbosa </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Como a sua realidade e trajetória de vida impactam o público que envolve com a sua arte?</p><p><br/></p><p>"Levar minha arte para as comunidades sempre foi, e sempre será necessário. Faço isso com felicidade, pois é uma das grandes prioridades no meu trabalho como artista. Uso minha arte como uma ferramenta de educação, transformação, questionamento e para acionar o lado lúdico da infância. Contar um pouco dessa história e dividir com essas crianças, somar com elas este universo criativo de possibilidades, me faz um bem enorme, porque hoje me sinto como aquele mais velho que eu ouvia, contando uma história para as crianças."</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 00:11:43 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Chavela Vargas - Laura Feitosa Garcia</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Chavela, ao longo da vida você lutou contra convenções sociais, preconceitos e até contra você mesma. No fim das contas, qual foi a sua maior batalha: contra o mundo que não aceitava quem você era, ou contra a solidão de sustentar essa verdade até o fim?</p><p><br/></p><p><br/></p><p>Depois de uma vida inteira de luta, acho que a minha maior batalha sempre foi comigo. O mundo me rejeitava, sim, mas eu podia enfrentá-lo cantando. Já a solidão de ser eu mesma, essa ninguém podia diminuir. Então resolvi a transformar em música, porque a música é a arte que liberta: nela, a voz e os sons podem carregar tudo o que a vida tenta calar. Foi cantando que encontrei um lugar onde dor e liberdade podiam coexistir.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 00:14:24 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de “OS GÊMEOS” - Isabella Veríssimo</title>
         <author>isavm03</author>
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         <description><![CDATA[<p><em>P: A obra de vocês é marcada por cores vibrantes, personagens oníricos e uma forte ligação com o espaço urbano. De que maneira vocês acreditam que o grafite pode transformar a relação das pessoas com a cidade e com a</em></p><p><em>arte no cotidiano?</em></p><p><br/></p><p><em>R:</em></p><p><em>Acreditamos que o grafite tem o poder de ressignificar a paisagem urbana, tornando a cidade mais humana e acolhedora. Quando alguém se depara com um mural no caminho para o trabalho ou para a escola, é surpreendido por uma narrativa visual que pode provocar emoção, reflexão ou simplesmente um momento de beleza. Nossa intenção é justamente essa: quebrar a monotonia do cinza e aproximar a arte das pessoas, mostrando que ela não precisa estar restrita a museus ou galerias.</em></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 01:37:12 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Mano Brown - Beatriz Rocha Pimenta</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A ideia de “consciência” é passada constantemente nas suas obras, pra ser mais específica o 'caminho da consciência'. Qual seria a base desse caminho a qual se relaciona? O conhecimento acadêmico ou o das ruas?</p><p><br/></p><p>A rua te dá vivência e o estudo visão. Se minhas palavras são um tiro, preciso ter munição. O conhecimento das ruas me ensinou a viver, a me defender, e a entender que a lei nunca foi e nunca será pra todo mundo. Tudo isso de maneira rápida, sem manual. Mas com o tempo eu vi que só isso não era suficiente. O conhecimento acadêmico, com propósito,  nos permite ir mais fundo e não ser enganado. Só que esse conhecimento, do jeito que a escola tradicional entrega, nem sempre alcança a quebrada. Por isso, o mais transformador mesmo é a junção dos dois: sabedoria de rua com base crítica e intelectual. Um fortalecendo o outro.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 01:49:27 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Euler Lopes – Yasmin Campelo</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A linguagem, dentre tantas possibilidades, é um meio de perceber o mundo, lhe atribuir sentidos, de nos expressarmos e nos colocarmos nele. Sendo você uma pessoa não-binária, com uma existência dissidente e que não se enquadra em muitas das narrativas que a literatura LGBTQIAPN+ costuma enfatizar, me diga: </p><p><br></p><p>P: A linguagem, para você, é também uma forma de reivindicar existências ainda pouco contempladas pela literatura brasileira?</p><p><br></p><p>R: Por ser uma linguagem, a literatura é produzida na interação com o outro, bem como com o meio. Nossas vivências são singulares, cercadas por uma diversidade de acontecimentos e contextos, o que torna nossa existência complexa e difícil de ser enquadrada em categorias simplistas e homogêneas.</p><p>Assim, acredito que a literatura é transformadora, não só no sentido de podermos nos conectar, nos reconhecer em sociedade, escutar nossa própria voz, mas pode ser um instrumento para darmos nosso ponto de vista sobre histórias pessoais e tantas outras possíveis de serem contadas. Ela nos revela lugares desconhecidos, nos ajuda a carregar o peso da vida real, permitindo com que os sujeitos simbolicamente inventem outros finais para histórias tristes, a partir de referências diversas. É um modo de criar identidades e também repensar quem somos e o que estamos fazendo aqui.</p><p>Ler e escrever são mais que verbos; mesmo que não mudem o mundo por inteiro, tornam-se ação. Nos tocam para manter vivos os sonhos, os desejos, a esperança que podem vir a ser a realidade. É uma forma de pertencer e modificar fragmentos da vida cotidiana.</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 15:09:17 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Dona Ivone Lara - Maria Luíza Santos Riche</title>
         <author>maluriche</author>
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         <description><![CDATA[<p>Pergunta: Dona Ivone Lara, você foi um grande marco na história do samba. Como você acha que sua imersão ao ser a primeira mulher na ala de compositores em uma escola de samba, influenciou no processo ao progresso das mulheres dentro do samba?</p><p><br/></p><p>Resposta: Eu tenho certeza que ao ser oficialmente uma mulher compositora dentro do samba, que na época era um ambiente majoritariamente ocupado por homens, muitas portas foram abertas. Claro que não foi fácil e também não continua sendo por existir a repressão, mas esse passo foi fundamental para encorajar e fazer com que as mulheres se sentissem pertencentes ao samba. O samba é vida, ele possibilita a quebra barreiras e a resistência.&nbsp;</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 18:54:10 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Julia Lopes de Almeida - Verena Romeo</title>
         <author>verenaromeob</author>
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         <description><![CDATA[<p>P: Como foi para você ser mulher e escritora em uma época tão desafiadora?</p><p><br></p><p>R: Usei a força da literatura para tentar mostrar minha voz, a voz das mulheres, expus em meus livros tudo o que sentia, dei o meu sangue à literatura. Retratei em meus romances e contos desde temas nacionais, como a urbanização, até assuntos voltados para a violência, todos em torno da temática feminina, pois a literatura é um espelho da realidade, denunciei e abordei a luta e a autonomia feminina. Em 1897, idealizei a Academia Brasileira de Letras (ABL) junto a outros escritores, como Machado de Assis. Porém, fui proibida de ingressar apenas por ser mulher, e meu marido, Filinto de Almeida, assumiu o meu lugar, mesmo não tendo a mesma excelência de escrita que eu, ainda assim, não desisti. A supremacia masculina era o que predominava na época. Sinto que ser contrária e expor minha opinião, luta e escrita foi essencial, pois o feminismo não nasceu da vaidade, mas da necessidade que obriga a triunfar.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 19:43:11 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Mestre Vitalino - Vitória Caroline Martins Pereira Alves </title>
         <author>torymalves</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong><em>Pergunta:</em></strong></p><p><br>“Mestre Vitalino, o que o senhor gostaria que nunca se perdesse na memória das pessoas quando olham suas figuras de barro?”</p><p><br/></p><p><strong><em>Resposta:</em></strong></p><p><br>“Eu queria que lembrassem que o sertão não é só fome e seca. No barro eu mostrei que existe vida, riso, trabalho, festa e fé. Queria que nunca esquecessem que cada peça é um pedaço do povo nordestino vivendo com dignidade e beleza. Que as pessoas se lembrem de onde vieram, pra que vejam beleza naquilo que é nosso, na cultura da nossa gente. Quando alguém olha pras minhas figuras, eu quero que sinta o valor do trabalho do sertanejo, a alegria que existe mesmo na vida dura, e a importância de não deixar nossas tradições se perderem.”</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 21:02:30 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens da Mestra Noemisa Batista – Clara Fernandes </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Pergunta:</strong> Mestra Noemisa, sabendo da importância das suas obras e de como, através da cerâmica, deram voz e visibilidade à cultura do sertão mineiro, que preserva e celebra a memória de um lugar e de um povo que muitas vezes passa despercebido, e considerando o reconhecimento e a visibilidade que conquistou, eu gostaria de saber:</p><p><br/></p><p>Mesmo depois de ver suas obras expostas em lugares como Paris e São Paulo, por que a senhora nunca saiu do Vale do Jequitinhonha e escolheu continuar vivendo sua vida simples no lugar onde nasceu?</p><p><br/></p><p><strong>Resposta: </strong>Eu me sinto muito feliz porque cada peça leva um pedaço da nossa vida simples, da nossa fé e das nossas festas. Também sinto gratidão por poder mostrar que o sertão mineiro é cheio de beleza e de histórias que merecem ser lembradas.</p><p><br/></p><p>Foi aqui que aprendi a moldar o barro e foi daqui que tirei minhas histórias. A fama não alimenta a alma, mas o barro da minha terra, sim. É nele que encontro minha memória, minha fé e minha gente. Por isso escolhi continuar vivendo da forma como vivia. A arte, para mim, com as cerâmicas, nunca teve o propósito de trazer fama, mas sim de ser um modo de viver, de contar histórias e de manter viva a memória do meu lugar.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 21:09:02 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Susy Shock - Maria Eduarda Romão da S. Bertão </title>
         <author>dudaromao124</author>
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         <description><![CDATA[<p>P: Susy, como você conseguiu transformar uma realidade tão cheia de preconceitos em uma arte que inspira tantas pessoas?</p><p><br></p><p>R: Porque transformar é minha forma de existir. Eu não posso me permitir ser apenas a vítima das violências que o mundo impõe ao meu corpo. Então, eu faço da dor um território fértil para a poesia. Cada palavra, cada canção, cada gesto no palco é um grito que se veste de beleza, não para esconder a ferida, mas para mostrar que dela também nasce vida. Minha arte é minha trincheira, meu escudo e minha espada, mas também é meu abraço. Eu canto para que todos sintam que é possível resistir sem perder a ternura. Minha força vem do amor: pelo que sou, pelas que vieram antes de mim e pelas que ainda virão. Se eu não transformar a dor em arte, ela me engole. Por isso escolho dançar com ela, rir dela e devolvê-la ao mundo como algo que não destrói, mas que cria. Porque minha alegria, assim como minha existência, é profundamente política.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 21:14:55 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>As linguagens de Lia de Itamaracá - </p><p>Priscila Vitória S. Dos Santos.</p><p><br/></p><p>Pergunta:</p><p> Lia como a gente encontra força para seguir sonhando e criando, mesmo quando o mundo tenta calar a nossa voz?</p><p><br/></p><p>Resposta:</p><p>A minha força vem da nossa raiz, do tambor que bate dentro da gente. Eu nunca deixei de cantar, mesmo quando parecia que ninguém escutava. A gente sonha junto, canta junto, dança junto, porque sozinha a gente cansa, mas de mãos dadas a gente vai longe. O mar me ensinou: a onda vai e volta, mas nunca deixa de existir. Assim somos nós, mulheres negras, sempre resistindo, sempre renascendo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 21:51:46 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Maria Auxiliadora da Silva - Caroline Batista de Oliveira </title>
         <author>carolinebatisto</author>
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         <description><![CDATA[<p><em>Pergunta: Maria Auxiliadora, como foi para você se afirmar como mulher preta e continuar pesquisando sua arte, mesmo quando muitos criticavam ou desacreditavam seu trabalho, e, ao mesmo tempo, retratar corpos negros fora dos estereótipos de escravizados, mostrando-os como protagonistas do dia a dia?</em></p><p><br></p><p><em>Resposta: Minha arte nunca foi uma parte fora do que sou, pois sempre fui artista e sempre me comuniquei através da pintura; nasci artista e me afirmei continuamente por meio dela. Por isso, nunca foi problema retratar meu cotidiano e minhas vivências do meu modo de criar, já que o cotidiano também é arte. Aquilo que muitos chamavam de simples ou sem valor, para mim era riqueza: as festas, as danças, a fé, as ruas cheias de gente.</em></p><p><em>Sendo mulher preta, eu sabia da força que havia em mostrar o meu povo com dignidade, alegria e saber, pois retratar o negro apenas como escravizado nunca me bastou. A vida que eu via e vivia era outra: a do preto feliz, do preto professor, do preto que cria e ensina. Assim, eu não precisava provar se isso era arte ou não, porque o importante era pintar e afirmar cores, festas, beleza e futuro. Esse foi, portanto, sempre o meu jeito de me afirmar e de afirmar o meu povo. </em></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 22:23:25 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Panmela Castro - Fernanda Accioly de Albuquerque Alves</title>
         <author>fernandaa200</author>
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         <description><![CDATA[<p>P: Como você diria que as experiências que você teve ao longo de sua vida moldaram a sua arte?                                       R: Cada momento da minha história exigiu de minha arte uma deslocação diferente. A minha arte mudou de acordo com a minha trajetória, de acordo com os meus interesse e de acordo com as mudanças do mundo em que vivemos. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 22:35:56 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Carmézia Emiliano - Ana Clara Figueiredo Ferreira </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Pergunta: Carmézia, como você enxerga a importância de valorizar o simples e o cotidiano em um mundo que muitas vezes só valoriza o distante?</p><p>Resposta: Penso que é no dia a dia que encontramos sentido, é no cotidiano que a vida acontece, na convivência uns com os outros, na família, no trabalho, na natureza. Para muitos, a beleza está presente apenas naquilo que ainda almejamos, aquilo que ainda está distante, desconsiderando tudo de bom que nos cerca. O que procuro mostrar nas minhas pinturas é que há muita beleza no comum, no dia a dia. Para mim, cada momento, cada gesto, tem seu valor. Devemos valorizar o simples, pois é ele que constitui o que somos e de onde viemos.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 22:39:53 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de &quot; Laura Conceição&quot; - Thamyris Barboza</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>P: &nbsp;</p><p>Laura, ao unir a arte com a educação, você acredita que a poesia falada pode mudar a forma como os jovens se enxergam na escola?</p><p>&nbsp;</p><p>R: Quando um estudante se abre para compartilhar seus sentimentos e histórias em um slam, ele descobre que sua experiência tem valor e merece ser escutada. Muitas vezes, a escola não reconhece essas expressões, mas a poesia cria um espaço de acolhimento, permitindo que cada jovem se veja como protagonista de sua própria trajetória. Por isso, projetos como o <em>Poesia na Escola</em> são tão importantes: porque a palavra pode transformar vidas e fortalecer identidades.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 22:46:30 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Profeta Gentileza - Amanda dos Santos</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>P: O senhor acredita que o mundo pode mudar?</p><p><br/></p><p>R: O mundo só muda se o homem mudar. Se cada um plantar uma semente de gentileza, o deserto vira jardim, o ódio vira abraço, a guerra virá paz. Não é o mundo que é cruel, são os homens que se esqueceram da ternura. Mas ainda há tempo, porque a vida é missão de amor e a gentileza é a chave da transformação</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 23:18:47 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Miró da Muribeca - Daphyne Trindade </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>P: Miró, de onde veio esse tal de alegrismo que você espalhava nas esquinas? Era riso ou era resistência?</p><p><br/></p><p>R: O alegrismo nasceu porque a tristeza já tinha dono demais. Eu precisava arrumar uma brecha de riso dentro do caos, senão o coração não aguentava. Não é rir por bobagem, é rir pra não morrer, é inventar cor no muro cinza, é tirar onda da desgraça e ainda assim chamar de poesia. Alegrismo é isso: rir com dor, mas rir junto, porque a vida sem alegria é cadeia sem janela.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 23:21:08 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>As linguagens de Flávio Cerqueira - Gabrielle Fernandes Pereira

</title>
         <author>gabriellefernandes856</author>
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         <description><![CDATA[<p>P:</p><p>O que você espera que as pessoas</p><p>aprendam ou sintam quando olham pras</p><p>suas esculturas?</p><p><br></p><p>R:</p><p>Eu espero que elas se vejam ali, ou que</p><p>vejam alguém que conhecem. Que sintam</p><p>algo, que parem pra pensar. Minhas</p><p>esculturas falam do dia a dia, de quem</p><p>muitas vezes é <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://esquecido.Se">esquecido. Se</a> a pessoa</p><p>olha e se identifica, ou começa a pensar</p><p>sobre racismo, desigualdade, educação...</p><p>já valeu. Não quero dar respostas prontas</p><p>mas provocar uma reflexão. Isso pra</p><p>mim, também é educar.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 23:22:58 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Pagu (Patrícia Galvão) | Bruna Nascimento</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p><strong>P:</strong> Como você lidava com as críticas e preconceitos contra seu trabalho e sua vida pessoal?</p><p><br/></p><p><strong>R:</strong>  Pagu enfrentava críticas e preconceitos com coragem e determinação, nunca deixando que julgamentos a impedissem de criar ou se posicionar. Para mim, ela é um exemplo de como podemos manter nossa autenticidade e lutar pelo que acreditamos, mesmo diante de obstáculos. Sua arte e sua militância me inspiram a expressar minhas ideias e opiniões com confiança e liberdade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 23:54:00 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Carolina Maria de Jesus - Stefany Santos</title>
         <author>stefanysantosmonique</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Uma pergunta e uma resposta:</strong></p><p>Pergunta: Carolina, o que te motivou a escrever mesmo diante tantas dificuldades?</p><p><br/></p><p>Resposta: Eu escrevia porque era a forma que eu tinha de não enlouquecer. Enquanto o mundo me negava comida, dignidade e respeito, eu colocava no papel minhas dores e meus sonhos. Escrever era meu jeito de resistir e de mostrar que, mesmo esquecida no “quarto de despejo” da sociedade, minha voz também merecia ser ouvida. Essa era minha forma de me mostrar presente e apresentar minha existência, mesmo quando todos os aspectos sociais iam de oposto a ela.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 00:12:19 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Paulo Leminski – Beatriz Baptista de Aguiar</title>
         <author>beatrizbaptistaa</author>
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         <description><![CDATA[<p>P: Como você enxergava a função da poesia em um mundo tão cheio de regras, padrões e repetições? <br><br>R: A poesia é uma forma de desobedecer com beleza. Enquanto o mundo insiste em colocar a gente dentro de caixinhas, a poesia abre frestas, inventa atalhos, muda a direção do olhar. Eu sempre achei que a poesia serve justamente para quebrar padrões. Ela é um jeito de olhar a vida de lado, de rir do sério e de dar sentido ao que parece sem sentido. A poesia não precisa se explicar. Ela acontece, e quando acontece, a gente sente.</p><p><br/></p><p>Paulo Leminski recitando "Coração de poeta" https://youtu.be/Eep6fmt46bY?si=ZWKqDmSdfElpQAb7</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 00:26:13 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>As linguagens de Idea Vilariño -Raquel Oliveira do Nascimento </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/paulacidlopes/d8skfl3bdx9g2vwz/wish/3567796990</link>
         <description><![CDATA[<p><strong><mark>Pergunta:</mark></strong>Idea, se para você a poesia nasce tanto da dor quanto do amor, é do seu entendimento que a ausência, a perda e a dor são motores mais fortes para a criação do que a plenitude e a alegria?</p><p><br></p><p><strong><mark>Resposta: </mark></strong>Claramente, pois a plenitude cala e não tem espaço para dizer nada, assim como a alegria. Quando estamos alegres não pensamos profundamente, só sentimos, comemoramos e aproveitamos aquele momento. Mas a ausência, a perda, a dor… esses sim são os motivos da minha escrita, abismos que exigem linguagem como refúgio. Eu não costumo escrever em momentos de paz, pois a poesia nasce daquilo de que falta para mim e sempre me faltou algo. </p><p> Acredito que minhas decepções amorosas, saudades, problemas de saúde e perdas tenham formado minha escrita na pessoa que eu sou, em algo cada vez mais íntimo, pessoal, verdadeiro e intenso, pois, para mim a escrita é como um bom psicólogo. Deixo aqui um dos meus textos para te mostrar o quão complexo e íntimo é a minha poesia. Tudo é muito simples:</p><p><br></p><p>“Tudo é muito simples muito</p><p>mais simples e ainda </p><p>mesmo assim há momentos </p><p>em que é muito para mim</p><p>em que não entendo</p><p>e não sei se rio às gargalhadas</p><p>ou se choro de medo</p><p>ou fico aqui sem choro</p><p>sem riso</p><p>em silêncio</p><p>assumindo minha vida</p><p>meu trânsito</p><p>meu tempo.”</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://youtu.be/pVVhHc1EV9I?s">https://youtu.be/pVVhHc1EV9I?si=bZHO1saeuuiAEztz</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 00:37:21 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>As linguagens de Rosmery Mamani Ventura | Izabely Lima</title>
         <author>izabelylimauerj</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>P</strong>: Rosmery, como você lida com a responsabilidade de representar, em suas pinturas, a força e a dignidade do seu povo? O quanto de você tem na sua arte?</p><p><br/></p><p><strong>R</strong>: Não enxergo isso como um peso, sinto que nasci com esse propósito. Pintar esses rostos é a minha forma de agradecer à todos que resistiram e mantiveram nossa cultura viva. Minhas obras vão além de rostos, eu penso nas histórias, sentimentos e tenho esperanças de um futuro melhor. Eu vejo o quanto tem de mim nas obras através d realismo, pois é através dele que consigo mostrar a riqueza de detalhes do meu povo, o impacto do olhar observador, provoco reflexão, honro minhas origens e posso transformar toda dor da minha sociedade que é muito marginalizada em forças.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 01:14:14 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Rosmery Mamani Ventura. // Juliana Vieira Ribeiro.</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/paulacidlopes/d8skfl3bdx9g2vwz/wish/3567928644</link>
         <description><![CDATA[<p>“&nbsp;Rosmery, seus retratos são tão realistas que parecem fotografias. Isso demonstra, pelo menos para mim, que há algo em você além da técnica. O que seria esse algo? Para além dessa técnica, o que você acredita que realmente dá vida às suas pinturas? ”</p><p><br/></p><p>“&nbsp;A técnica, sozinha, nunca foi o suficiente para mim. Penso que losso dominar o pastel, o óleo, a aquarela, mas se não coloco sentimento no que faço, o resultado fica vazio. Então, acredito que o que dá vida às minhas obras é a história que existe por trás de cada rosto. Quando eu pinto, eu não penso só em reproduzir traços; eu penso no silêncio, na dor, na força e na esperança que cada pessoa carrega.</p><p><br/></p><p>Para mim, cada retrato é quase uma conversa. Eu olho para o modelo, ou às vezes lembro de alguém que conheci, e tento ouvir o que aquele olhar me diz. Muitas vezes, é nesse diálogo silencioso que a pintura acontece.</p><p><br/></p><p>Então eu acredito que o realismo que pratico não é apenas o de copiar o mundo como ele é, mas de revelar aquilo que muitas vezes passa despercebido. É como se eu dissesse: Olhem de novo, vejam a beleza que talvez vocês tenham deixado escapar. Sabe? E é isso que me move como artista. ”</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 01:43:33 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Edvaldo Carmo dos Santos ( Edinho Santos)</title>
         <author>larissapooker</author>
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         <description><![CDATA[<p><br></p><p>Pergunta: Edinho como você fez e faz para não se perder de si mesmo diante de uma sociedade que está sempre pronta a te rotular e limitar sua participação ao mundo?</p><p><br></p><p>Resposta: Me permitindo ser eu mesmo com tudo que sou toda vez que está sociedade tenta de uma alguma forma me paralisar, dando a este mundo a potencia que carrego de minha própria vida e entendo que também sou a resposta para esse mundo. </p><p><br></p><p><br></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://youtu.be/20dovmD3Y1A?si=Aj7-rik9sGXGDM-2">https://youtu.be/20dovmD3Y1A?si=Aj7-rik9sGXGDM-2</a></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 02:01:25 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Oiti Pataxó // Anna Clara Pontes de Q. do Nascimento </title>
         <author>annaclarapontes8</author>
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         <description><![CDATA[<p>Pergunta: Oiti Pataxó, o que você quer que as pessoas sintam e aprendam ao ver suas obras de arte?</p><p><br/></p><p>Resposta:</p><p>Espero que, ao olhar para minhas obras, as pessoas sintam a presença e a força do povo Pataxó. Minha arte não é só estética, é memória, é resistência e é território. Cada escultura, cada trabalho, carrega nossa história e nossa espiritualidade. Desejo que quem vê aprenda que o povo indígena não está apenas no passado, como muitas vezes os livros de história colocam, mas que estamos aqui, vivos, criando, transformando e ensinando. Minha obra é um convite para enxergar o indígena como sujeito, com voz própria, com identidade e com futuro. Por isso minha dedicação em tantas obras e em comandar a Casa de Memórias que fica na Reserva da Jaqueira - BA, com obras importantíssimas que valorizam o povo indígena.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 02:10:04 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Douglas Diegues - Sara Borges </title>
         <author>saraborges2435</author>
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         <description><![CDATA[<p>P: Douglas, você, que se vê como selvagem e se define como tal. Como se sente vivendo no limite entre um lugar e outro? Quando se está no meio, precisa escolher um lado, como foi para você, crescer no seu desenvolvimento como “selvagem” em um lugar onde a dúvida de saber de onde é prevalece mais do que a liberdade de ser de todos os lugares? </p><p>R: É muito difícil se definir como um só quando se vive no meio de tantos. Acredito que seja justamente isso que me provocou o desejo de me mostrar livre na escrita. O portunhol selvagem se fez como uma necessidade no meu espírito de selvagem, se fez como necessidade na minha escrita e na minha apresentação de ser. Por isso, eu precisava dele, precisava mostrar que eu existo, mesmo que fosse entre um fim e outro.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 02:11:43 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Lia de Itamaracá - Jeane de Moura.</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Pergunta: Quais foram os desafios que você enfrentou até ser reconhecida como rainha da ciranda?</p><p><br/></p><p>Resposta: Bem, aos doze anos de idade me interessei pela ciranda e decidi que queria ser cantora. O inicio de minha trajetória foi bem difícil, pois não tive nenhuma orientação  ou  instrução musical, aprendi tudo sozinha. Quando tinha dezenove anos gravei meu primeiro  disco. Recebi apenas vinte exemplares e não tive nenhum retorno financeiro. Mas isso não me fez desistir, continuei conciliando minhas apresentações com meu trabalho como merendeira de uma escola pública. Depois de mais de vinte anos gravei outro disco, e, com esse trabalho ganhei visibilidade e passei a me apresentar em vários estados do Brasil e até mesmo em outros países. E hoje sou portadora do título de patrimônio vivo da cultura do estado de Pernambuco.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 02:27:05 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Flavio cerqueira  aluna: Isabela Almeida da Silva, turma 4.</title>
         <author>isabelaalmeidasf</author>
         <link>https://padlet.com/paulacidlopes/d8skfl3bdx9g2vwz/wish/3568060712</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Pergunta- “Flavio, nas suas esculturas o cotidiano aparece como poesia: um gesto simples, uma lembrança de infância, um objeto comum que ganha um novo olhar. O que te levou a escolher esse caminho o de transformar aquilo que muitas vezes passa despercebido em tema central da sua arte?”</p><p>    Resposta do Flavio-“Eu sempre acreditei que é nos detalhes mais simples da vida que mora a grandeza. O bronze, que é um material tradicionalmente pesado e monumental, me desafia a mostrar a delicadeza do cotidiano. Quero que quem veja minhas obras se reconheça nelas, lembre de algo vivido, de uma sensação ou de um gesto. Para mim, a arte não está longe da vida: ela nasce justamente do que a gente vive todos os dias, mas quase nunca para para enxergar.”</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 02:47:25 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Rejane Barcelos, a Rainha do Verso - Júlia de Jesus Santana</title>
         <author>julliasantana06</author>
         <link>https://padlet.com/paulacidlopes/d8skfl3bdx9g2vwz/wish/3568141707</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Pergunta: </strong>Rejane, pode me dizer como a poesia mudou a sua vida?</p><p><br/></p><p><strong>Resposta: </strong>A poesia fez a minha voz ecoar e ter visibilidade. A partir do momento em que as pessoas passaram a me ver, a me ouvir, a me enxergar de verdade, eu passei a acreditar em mim mesma e a ver que o meu trabalho e percurso até aqui valeu a pena. Ela dá palavras ao que se é vivido. Ao escrever conquisto visibilidade, passo a me reconhecer como protagonista da minha própria história. Nesse mundo desigual em que vivemos, eu como uma mulher negra, somos silenciadas diariamente e nos tornam invisíveis, e com o tempo passamos a acreditar que realmente somos. Graças a poesia não me sinto mais silenciada, hoje posso dar voz a minha comunidade. A poesia pode mudar vidas sim, palavra é poder, através dela alcançamos novas formas de viver e resistir no mundo.&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 03:26:04 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/paulacidlopes/d8skfl3bdx9g2vwz/wish/3568618914</link>
         <description><![CDATA[<p>pergunta:  “Waly, você sempre transitou entre a poesia, a música, a crítica e a gestão cultural. O que te movia a não escolher apenas um caminho, mas a se lançar em tantos ao mesmo tempo?”</p><p><br></p><p>resposta: “O que me movia era a própria vida. A vida nunca é uma só voz, é um coro dissonante, um batuque misturado com silêncio, um quadro cheio de rabiscos e cores. Eu não conseguia me restringir. Cada linguagem era uma porta, e eu queria atravessar todas. A poesia era minha bússola, mas eu a encontrava em tudo — na canção, na rua, no gesto, na política. Minha arte sempre foi esse trânsito, essa travessia infinita.”</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 08:47:07 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Power Paola - Desiree Thees Felicio.</title>
         <author>DesireeTF</author>
         <link>https://padlet.com/paulacidlopes/d8skfl3bdx9g2vwz/wish/3568649599</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Pergunta: </strong>Power Paola, de que maneira sua arte impacta as mulheres?</p><p><br/></p><p><strong>Resposta: </strong>Minha intenção é que  através da minha arte, as mulheres  possam se enxergar, e se sentir mais livres e leves. Que entendam que somos humanas, que temos sentimentos, que às vezes podemos ser contraditórias, que podemos nos sentir confusas e perdidas, e isso é algo normal e natural. E que também não há um ideal feminino a ser seguido. Espero que ao lerem os meus trabalhos, elas encontrem identificação, inspiração e coragem de serem elas mesmas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 09:10:44 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Aurora Cursino Dos Santos - Emily Cristiny Amaral Freitas.</title>
         <author>aemilycristiny</author>
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         <description><![CDATA[<p>“Aurora, o que é ser livre?”</p><p><br></p><p>“Ser livre não é apenas estar fora das paredes de um hospital ou longe de um casamento imposto. Ser livre é poder escolher quem eu quero ser, sem que o mundo me diga o que devo sentir ou fazer. É transformar minhas dores em cores, meus silêncios em palavras, e olhar para minhas próprias mãos e reconhecer que elas me pertencem. Liberdade, para mim, é existir inteira, mesmo quando tentam me quebrar em pedaços ou me calar, é encontrar a felicidade dentro de si e abraça-la tal qual uma velha amiga.”</p><p><br></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pin.it/3D2yPDqyu">https://pin.it/3D2yPDqyu</a></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 09:27:13 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Minas de Minas - Júlia Couto</title>
         <author>juliacoutocl</author>
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         <description><![CDATA[<p>Se vocês pudessem transformar uma parede comum em uma “câmera de eco” que registra não apenas a imagem, mas também os sons, memórias e histórias da comunidade de Minas de Minas, que elemento gráfico você incluiria para que cada visitante sinta a energia única do lugar ao olhar para a sua obra?</p><p><br></p><p><br></p><p>Criaríamos um mural vivo, com um painel central que as pessoas pudessem tocar. Ao redor, linhas que lembram memórias e o agora da comunidade, com cores quentes para as lembranças e frias para o presente. Pequenos poemas em cartões que as pessoas pudessem deixar, brilhos que aparecem quando alguém se aproxima, e projeções suaves que mudam conforme a visita. Tudo junto para que cada olhar revele a energia de Minas de Minas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 10:10:43 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Hilda Hilst - Myrella de Mello </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Pergunta:</p><p>Hilda, muitos dizem que sua obra é difícil, que exige do leitor quase uma entrega. A senhora se preocupava em ser compreendida?</p><p>resposta de Hilda Hilst:</p><p>“Compreendida? Não, nunca. A literatura não é manual de instrução nem bula de remédio. Eu queria que o leitor se perdesse comigo, que tropeçasse nas palavras, que se espantasse. O que é fácil morre rápido. O que exige, fica. Eu queria ser lida com a mesma intensidade com que escrevi: com carne, com sangue, com desejo. O resto é pouca coisa.”</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 10:14:03 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Gerson Flores - Rebeca dos Santos Santana </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/paulacidlopes/d8skfl3bdx9g2vwz/wish/3568781627</link>
         <description><![CDATA[<p><em>Como a experiência de viver “à margem da sociedade” influenciou a forma como você cria e enxerga a arte?</em></p><p><br>"A vida nas ruas me ensinou a olhar o mundo de um jeito diferente, com mais intensidade e urgência. Cada traço e cada cor carregam marcas de dor, mas também de resistência e de esperança. Estar à margem me deu uma percepção mais sensível das injustiças e, ao mesmo tempo, a força para transformar tudo isso em criação. Minha arte não é apenas estética, é também um grito de existência."</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 11:18:13 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de María Izquierdo - Drielle Sousa </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>- María, a senhora disse em entrevista que "é um crime nascer mulher e ter talento"; considera que tal problemática atuou em sua vida como propulsor para suas obras?</p><p>- Afirmo com certeza que ser mulher não delimita o meu trabalho, porém também não posso dizer que não influenciou, já que os atravessamentos cotidianos são constantemente refletidos em minhas artes. Não diria como propulsor exclusivamentepois pois nem sempre me jogou para cima, mas independente disso, tenho orgulho da minha caminhada e do que vivi.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 12:05:04 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;As linguagens de Samuel Lourenço&quot; Michele Wendy</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Uma pergunta para o Samuel Lourenço <br>Qual seria a importância da segunda chance para os ex presidiários? </p><p> </p><p>Ao sair da prisão é importante ter uma segunda chance pois a pessoa não pode ser vista só com o preconceito de ser ex-presidiário mas sim como alguém que pode se transformar e colaborar para construir uma sociedade melhor.</p><p><br/></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://share.google/images/Tw8tKKy8w0WCwc9al">https://share.google/images/Tw8tKKy8w0WCwc9al</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 12:18:26 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Yacunã Tuxá- Ana Luiza Rodrigues Barros</title>
         <author>analuizarodrigues4098</author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p><br/></p><p>"A arte que expresso pode ser caracterizada como instrumento de luta e resistência, em minhas produções busco expressar a força das mulheres indígenas, centralizadas como a imagem principal de seu povo. Durante o processo de colonização, às mulheres dos povos indígenas foram apagadas e silenciadas, impedidas de contar suas histórias, vivências e percepções do mundo, em algumas poucas artes expressadas por não indígenas, através de suas visões, nota-se a imagem da mulher indígena de uma forma um tanto romantizada, mas a força da mulher indígena vai além desta idealização do romance, portanto, é imperativo que meu trabalho busca dar voz aquelas que foram silenciadas ou que sofreram distorções em seus retratos durante estes anos a qual meu povo tenta se reconstruir do processo da colonização e da catequização a que foram submetidos. </p><p>A caneta é o novo arco e flecha de meu povo, está dentro da sociedade e mostrar para ela que a cultura do meu povo vive, é a minha maneira de lutar e dizer a todos que resistimos a colonização, que somos sujeitos que possuem o direito de participar ativamente de todos os processos sociais, tendo em destaque a presença das mulheres indígenas que foram excluídas e sofrem diariamente para incluir sua presença em espaços sociais."</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 12:35:42 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Cinthia Marcelle - Camila Ferreira de Azevedo</title>
         <author>eucamilaazevedo</author>
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         <description><![CDATA[<p>Pergunta: O que você pretende despertar nas pessoas com suas obras? </p><p><br/></p><p>Resposta: Meu objetivo é pensar em artes que possibilitem diversas leituras e muita reflexão. Procuro trazer materiais simples, de fácil entendimento. Realizo obras que expressam a realidade de muitas pessoas que lutam pelos seus direitos, com questionamentos sobre questões reais que atravessam nosso cotidiano.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 13:53:47 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Edward Hopper - Heloísa Custódio Miranda</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Minha pergunta para o artista é: Como enxergar a beleza no cotidiano e ao mesmo tempo retratar a solidão?</p><p>Nas obras de Hopper ele retratava paisagens e situações que ele observava, percebi que a maioria delas de alguma forma retrata a solidão, e a vida urbana acontecendo. Acredito que a resposta para a minha pergunta, seja possuir um olhar observador e atento ao que está à nossa volta, ser sensível à ponto de enxergar além do horizonte de nossas pŕoprias ações e escolhas. Não consegui relacionar diretamente com a minha vida, mas com uma música que eu gosto bastante, que se chama Tom’s Dinner, da Suzane Vega, na música ela narra as situações que ela vê acontecer enquanto toma seu café sozinha, e isso me fez pensar que ela facilmente poderia ser a moça do chapéu amarelo na obra Automat (1927). </p><p><br/></p><p>link da música com tradução: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://youtu.be/cG3vr3dN9aM?si=m5zVdEGQY1Ry4d_X">https://youtu.be/cG3vr3dN9aM?si=m5zVdEGQY1Ry4d_X</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 15:04:01 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Cinthia Marcelle - Luciana de Rezendes Ferreira da Silva </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Pergunta: Cinthia, na sua obra Educação pela Pedra, o giz é um elemento muito presente. Não há como falarmos em educação sem lembrarmos deste objeto tão pequeno, mas tão necessário para a difusão de informações em sala de aula, mas que, ao mesmo tempo, a transcende. Neste sentido, podemos afirmar que o giz, assim como o tijolo e o cimento, consolida e fortalece as bases das relações que estabelecemos na sociedade?</p><p><br/></p><p>Resposta: Claro! O giz, junto ao tijolo e o cimento, consolida sim as bases das relações. Nesta obra, ele está no lugar do rejunte, como se fosse uma massa que mantém a estrutura firme e em pé. Isso é Educação: um processo, muitas vezes, frágil, mas complexo que expõe as bases das relações, sólidas ou não, da sociedade. Neste processo, sempre existirão lacunas, fissuras e fragilidades, mas sobretudo, existirão espaços para a transformação, pois o giz não apenas consolida, mas também questiona a rigidez das hierarquias e a permanência das estruturas sociais. E é justamente nisso que reside o papel da Educação.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 15:24:45 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Maria D&#39;Apparecida - Gabriella Barbosa </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><strong><em>Minha pergunta para a artista:</em> </strong>Como mulher negra e brasileira em Paris, você se sentiu mais reconhecida fora do Brasil do que sua terra natal?<em> </em></p><p><br><strong><em>Resposta:</em></strong><em> </em>"Infelizmente, sim. No Brasil, por muitos anos, minha trajetória foi ignorada. A sensação era de exclusão silenciosa, como se eu não fosse considerada uma representante legítima da música clássica nacional. Já na França, fui recebida como uma artista internacional, com o respeito e o espaço que busquei desde o início. Isso dói, claro. Queria ter cantado mais no meu país, nas minhas línguas, para o meu povo. Ainda assim, levei o Brasil comigo para cada palco europeu, com orgulho e com força. E, mesmo sem reconhecimento pleno da minha terra, eu sempre soube que minha voz carregava mais do que notas: carregava história, resistência e pertencimento."</p><p><br></p><p><em>Link matéria sobre a artista BBC: </em><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgrpqn3yl07o">https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgrpqn3yl07o</a></p><p><br></p><p><em>Link "Carta de Poeta" LP "Maria d'Apparecida chante Baden Powell" (1977): </em><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=WQgpYRqaLw8&amp;list=PLFJDZAf_dZJYBMm_3mWoySvwG4MlhuJW6&amp;index=3">https://www.youtube.com/watch?v=WQgpYRqaLw8&amp;list=PLFJDZAf_dZJYBMm_3mWoySvwG4MlhuJW6&amp;index=3</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 17:06:55 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Maria Auxiliadora da Silva - Katellyn Gelhardt </title>
         <author>katyllenchristine</author>
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         <description><![CDATA[<p><em>Maria Auxiliadora, suas pinturas revelam um povo marcado pela força, fé e alegria. Como a sua arte se tornou uma forma de resistência e afirmação da identidade negra?</em></p><p><br></p><p>Minha arte nasceu do chão que eu piso e das diversas pessoas que me cercavam. Neta de escravizados e mulher periférica, testemunhei tanto as dificuldades quanto as alegrias de meu povo. Fiz da minha pintura um ato de resistência e afirmação. Pintei para que o povo negro, pobre e periférico não tivesse marcas de dor e que quando lembrados não remetessem somente a escravidão, mas que os reconhecessem como sujeitos belos, repletos de criatividade, cheios de fé e alegria.</p><p>A arte se tornou meu meio de contar com dignidade, alegria, cor e emoção, a história do meu povo. Cada cor escolhida, cada mulher preta retratada, cada festa que foi celebrada nas telas foi um ato de resistência, pois ao colocar o meu povo na tela esbanjando alegria, ali eu estava dizendo que: “Nós existimos, nós criamos, ensinamos e sonhamos”.</p><p>Ali, na arte, em minhas pinturas, afirmei a vida e escrevi, ou melhor, pintei a história de meu povo, com tintas que nunca se apagam e nem se apagarão.</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 18:54:34 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Hilda Hilst - Camila Lins</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Hilda Hilst construiu um universo inteiro através da literatura e gosta da ideia de que todos possam acessar esse universo. A autora toma cuidado quando se trata do ato de escrever, pois é algo muito importante em sua vida e ela espera que o público sinta-se tocado com sentimentos que transbordam no peito na hora da leitura de suas obras. </p><p>Ela diz que não quer ser lida com distrações, existem muitas entrevistas com Hilda que a mesma se diz frustrada por não ser lida adequadamente e que o mercado editorial brasileiro faz descaso com suas obras. Com isso, minha pergunta para a artista é: Hilda, o que dói mais, escrever e não ser lida, ou ser lida e não ser compreendida? </p><p><br/></p><p>A resposta da artista foi: "O que me dói mais é ser lida e não ser compreendida, pois escrever e não ser lida ainda é um pacto comigo mesma, é uma conversa profunda comigo mesma. Quando alguém me lê e não me compreende, é como se não me olhasse de verdade. Escrever é me expor por inteira, ser mal lida é ser despida a força, sem que se fossem percebido a beleza ou a ferida. Prefiro sentir o vazio do não leitor do que sentir a violência da má leitura. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 19:34:28 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As Linguagens de Os Gêmeos - Kaylane Pimentel Santos de Barros Cosmo </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><strong><em>De que maneira a arte de Os Gêmeos transforma os espaços urbanos em que é realizada?</em></strong></p><p><br/></p><p><em>Resposta:</em></p><p><em>A arte dos OS GÊMEOS transforma os espaços urbanos porque não se limita a decorar paredes, ela reinventa o ambiente. Seus murais, repletos de cores vibrantes e personagens oníricos, rompem com a uniformidade do cinza urbano e oferecem ao público uma pausa poética no cotidiano. Ao ocupar fachadas de prédios, viadutos e muros abandonados, eles ressignificam lugares que muitas vezes eram vistos apenas como destruídos ou esquecidos, transformando-os em pontos de encontro e referência cultural.</em></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 20:35:35 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>As linguagens do Profeta Gentileza — Lorenna Almeida de Melo </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Pergunta: </p><p>Gentileza, por que o senhor escolheu espalhar suas mensagens nos muros do Rio de Janeiro, em vez de outro espaço de expressão?</p><p><br/></p><p>Resposta: </p><p>Porque os muros falam com todos. O livro fica fechado na estante, a igreja fala só aos que entram nela, mas a rua, é o coração do povo. Ali passam os pobres, os trabalhadores, os apressados, os que sofrem no ônibus, no trem, na correria da cidade. Foi nesse altar do cotidiano que escolhi escrever a minha mensagem.</p><p>Os muros são páginas abertas do meu evangelho: o evangelho da Gentileza. Quando pintei aquelas letras verdes e amarelas, eu não queria apenas deixar uma marca, mas abrir caminhos para que a palavra circulasse livre, sem dono, sem fronteira. Gentileza gera Gentileza não é só uma frase, é uma semente. E os muros foram o solo onde essas sementes podiam germinar diante dos olhos de todos, para lembrar que o amor é mais forte que a violência, e que a bondade é a única herança que o homem pode deixar no mundo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 21:30:08 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>As linguagens de Edward Hopper-  Kauane Gonçalves Rocha </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Resposta:  De certo modo a solidão sempre nos acompanha.  Mesmo quando  estou só, ela é minha companheira. Não penso que estou pintando a solidão vejo ela como algo presente em mim, em Nova York  ou em qualquer outro lugar.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 21:30:56 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Paulo Leminski - Evelyn Saint-Clair</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Meu artista sorteado foi Paulo Leminski. Tive pouco contato com a obra do artista antes da atividade proposta, conhecia somente suas poesias mais famosas e não saberia dizer que eram de sua autoria se me questionassem. Confesso que poesia é um gênero textual que não tenho o hábito de consumir, por isso, imaginei que teria dificuldades em encontrar similaridades com um poeta. No entanto, foi fácil me identificar com o Leminski, a começar por compartilharmos de uma mesma área de atuação, o jornalismo. Ouvi algumas canções de sua autoria e reconheci minha fé em duas delas, em que os Orixás a quem dedico devoção são tema das composições do artista. Além disso, ao ler suas poesias me identifiquei com o humor que aparece em muitas delas.</p><p>No antigo twitter, rede social que tenho o hábito de usar frequentemente, o hábito de escrever sem pontuações e com letras minúsculas é predominante. Em razão do repertório que carrego por conta dos anos de uso dessa plataforma, li algumas de suas poesias bem-humoradas como “tweets”. Se pudesse fazer uma pergunta a Paulo Leminski, seria: “Você teria uma conta no twitter se vivesse nos dias de hoje?”.</p><p>Acredito que ele me diria que foi o primeiro “tuiteiro” do Brasil.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 21:35:26 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Minas de Minas- Maria Eduarda Frauches da Paixão.</title>
         <author>dudafrauches</author>
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         <description><![CDATA[<p> O que motivou vocês a se unirem como coletivo e qual a importância de serem mulheres ocupando esse espaço no grafite?</p><p> Nos juntamos porque percebemos que, mesmo com muitas mulheres talentosas, a cena do grafite ainda era dominada por homens. Criar o Minas de Minas foi uma forma de ocupar esse espaço com nossas cores e vozes, e também de abrir caminho para que outras mulheres vissem que é possível estar aqui. Nossa arte é sobre resistência, afeto e representatividade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 22:09:05 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Abigail de Andrade - Ana Luiza Sant&#39;ana </title>
         <author>aninhaa</author>
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         <description><![CDATA[<p>Pergunta:</p><p>Abigail, como foi para você ser mulher e tentar ocupar um espaço nas artes em uma época em que quase todas as portas estavam fechadas?</p><p><br/></p><p>Resposta:</p><p>Não foi simples. Muitas vezes me olhavam não pelo que eu pintava, mas pelo fato de eu ser mulher. Diziam que minhas mãos deveriam se ocupar mais da costura que do pincel. Ainda assim, eu acreditava que podia traduzir no quadro aquilo que via e sentia. Quando pintei meu autorretrato, foi quase um gesto de rebeldia: dizer que eu existia, que não era apenas sombra de ninguém. Houve dificuldades, julgamentos, preconceitos, e até o peso de minhas escolhas pessoais. Mas quando eu estava diante da tela, havia liberdade. Talvez não tenha tido tempo de mostrar tudo que poderia, mas cada pincelada foi a afirmação de que uma mulher também pode ser artista.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 22:13:45 UTC</pubDate>
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         <title>As Linguagens de Júlia Lopes de Almeida- Letícia de Sena Gonzo</title>
         <author>leticiagonzos2</author>
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         <description><![CDATA[<p>Nascida em 24 de setembro de 1862, no Rio de Janeiro, Júlia Lopes de Almeida foi uma das grandes vozes femininas da literatura brasileira do final do século XIX e início do XX. Romancista, cronista e contista, ela transitou por diferentes gêneros literários, sempre dando destaque às mulheres, suas vidas e desafios. Em uma época em que o espaço público da escrita era dominado por homens, Júlia ousou se afirmar, sendo considerada uma das primeiras feministas do Brasil. Sua obra foi marcada pela denúncia das desigualdades sociais e pela valorização do olhar feminino, trazendo à tona reflexões sobre amor, família, educação e a posição da mulher na sociedade.</p><p>Pergunta:</p><p>Júlia Lopes de Almeida, como foi para você se afirmar como escritora em um tempo em que as mulheres raramente tinham espaço nas letras brasileiras, e de que forma sua literatura dialoga com a luta feminina por reconhecimento e voz?</p><p>Resposta:</p><p>Quando escolhi escrever, sabia que caminhava contra a corrente, pois esperavam de nós, mulheres, o silêncio e a obediência. Mas, ao dar corpo às minhas personagens e voz às minhas histórias, eu também rompia correntes invisíveis.</p><p>Escrever foi a minha maneira de respirar liberdade. Cada livro que publiquei foi mais do que literatura: foi um gesto de afirmação. Eu queria que as mulheres se vissem não apenas como coadjuvantes, mas como protagonistas de suas próprias vidas.</p><p>Se fui vista com ousada, que assim fosse. Pois a ousadia era necessária para que o futuro pudesse enxergar a mulher como pensadora, criadora e construtora de mundos. Minha literatura é o reflexo de um desejo: o de mostrar que o feminino não é silêncio, mas sim voz que ressoa, transforma e permanece.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 22:43:20 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Maria Carolina de Jesus - Ana Gabriele Vieira</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Minha pergunta: Como você (Carolina), conseguiu continuar escrevendo mesmo depois de ter passado tanta dificuldade, como fome, solidão e preconceito, e ainda ter que sustentar seus filhos sozinha? Oque fazia você acreditar que valia a pena continuar escrevendo?</p><p><br/></p><p>Resposta: O escrita era o meu refúgio, era minha única forma de aguentar, esconder minhas tristezas e encher minha mente com palavras. Quando eu senti fome eu pegava o lápis e o papel que achava no lixo e soltava tudo oque estava dentro de mim. Sabia que algum dia alguém ia ler e entender a realidade sobre a favela, a verdade sobre como ela realmente é. Pensava que se eu me calar, ninguém vai falar sobre nós e sempre digo, mesmo de barriga vazia, eu me alimentava de palavras”</p><p><br/></p><p>link: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.instagram.com/reel/DCkTeJqPvR0/?igsh=MTh5OHR5MG03ejg1NA==">https://www.instagram.com/reel/DCkTeJqPvR0/?igsh=MTh5OHR5MG03ejg1NA==</a></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 22:47:35 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Miró da Muribeca- Anna Clara Ishio</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Pergunta: Considerando que o seu sonho inicial&nbsp; era ser jogador de futebol, de onde recebeu seu apelido, como ocorreu a transição para a poesia e quais foram as influências decisivas que o consolidaram como um "poeta das ruas" logo no começo de sua carreira?&nbsp;</p><p><br/></p><p>Resposta: O início da minha carreira foi marcado por uma transição fundamental do esporte para a arte, impulsionada por um conjunto de influências do meu cotidiano. Embora meu primeiro sonho fosse o futebol ambiente que me rendeu o apelido em homenagem ao jogador Mirobaldo, minha entrada no universo literário aconteceu de forma quase casual, quando um amigo chamado Maurício me apresentou a poesia. A partir desse contato, eu, então com cerca de 23 anos, encontrei minha verdadeira vocação e nunca mais me afastei dela.</p><p>Dois fatores foram decisivos para consolidar meu início de carreira. O primeiro foi o ambiente em que trabalhei na juventude, em uma casa de família de classe média alta onde todos eram artistas. Essa imersão em um meio cultural efervescente me expôs à arte e, crucialmente, à obra de Carlos Drummond de Andrade, poeta que eu cito como minha maior inspiração inicial. O segundo fator foi a minha própria realidade. Como morador da periferia do Recife, eu transformei as ruas, a desigualdade social e as vivências do povo em matéria-prima para meus versos. Eu não esperava por editoras; desde meu primeiro livro, <em>Quem descobriu o azul anil?</em> (1985), eu assumi uma postura independente, vendendo minhas obras diretamente ao público e me tornando minha "própria livraria".&nbsp;</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 23:44:37 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Atahualpa Yupanqui - Joanna Reis Silva </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Eu te conheci na semana passada mas a sua música tocou meu coração. Era como se eu já te conhecesse. Em meio a aproximação que tive com a sua história ponderei muito até chegar em uma só pergunta.</p><p><br></p><p>Minha pergunta:</p><p>Em um mundo que ainda insiste em silenciar o nosso passado cultural e as vozes de nossos ancestrais, o senhor acredita que a música surge como uma denúncia social?</p><p><br></p><p>A resposta que eu recebi:&nbsp;</p><p>Eu não só acredito como tenho certeza que a música tem essa função. Através da arte em geral nos unimos enquanto povo e somos provocados a questionar a realidade em que vivemos; nós problematizamos o que somos, o que fomos e o que seremos. Em minhas músicas não só revisito a ancestralidade do meu país, como principalmente resgato as imagens e artes antes silenciadas e então esquecidas: eu resgato a sabedoria indígena, a beleza das terras e o que foi tirado pelo colonizador. Eu grito por aqueles que não puderam falar, eu canto a realidade como denúncia e acredito que essa forma de cantar – sobre o nosso passado e presente – é a mais linda. Espero que a minha arte – o violão, a voz e o improviso – não apenas exponha a invasão, o descaso e a exploração sofridas, como incite a quem entre em contato a buscar sua liberdade e enaltecer sua cultura.&nbsp;</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 23:45:22 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Euler Lopes- Giovanna Coutinho de Souza</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Minha artista definida no sorteio foi Euler Lopes, uma escritora, dramaturga, diretora e professora de escrita criativa que é doutoranda na UFS (universidade federal de Sergipe). Não conhecia artista antes da atividade proposta e fiquei muito interessada em sua trajetória após ler sobre sua vida em minhas pesquisas.</p><p>Euler é uma artista não binária e seus trabalhos tem em seus temas narrativas LGBTQ+ falando sobre diversidade e desconstrução de categorias de gênero.</p><p>Como suas obras conversam muito sobre essa questão das construções de gênero que também tem ligação com sua experiência de vida, minha pergunta seria: Como sua dramaturgia tem sido marcada por experimentações e pela investigação de afetos e corpos dissentes, como o teatro, para você, pode ser um espaço de resistência?</p><p>Acredito que sua resposta seja descrever o teatro como um espaço multifacetado onde os artistas possam expor suas dores/lutas/histórias para que o mundo inteiro possa conhecer e compreender aquele universo o qual a sociedade insiste em silenciar, mas também pode representar para aqueles mesmo artistas um lugar de acolhimento e pertencimento, grupos que se unem com o mesmo intuito e se expressam e partilham suas experiências juntos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 23:47:49 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Yacunã Tuxá / Ligia Campos Portela </title>
         <author>Ligiacamposportela</author>
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         <description><![CDATA[<p>Pergunta: Como é ser uma mulher indígena no Brasil nos dias atuais?</p><p><br/></p><p>Resposta: Através da arte eu posso mostrar o que é ser uma mulher indígena, assim, eu conto um pouco da história do meu povo e o porquê houve um silenciamento na história das mulheres indígenas. </p><p>Através das minhas obras, posso expressar as lutas e resistência indígena feminina, me inspirando, também, nas experiências de vida que minha mãe e minha avó me passaram.</p><p>Dessa forma, as pessoas vão conhecendo um pouco mais da nossa história e da nossa cultura, das quais merecem ser valorizadas a cada dia.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 23:51:35 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Maria Firmina dos Reis - João Gabriel Martins Cunha</title>
         <author>gabrieljoao142019</author>
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         <description><![CDATA[<p>Maria Firmina dos Reis, nascida em 1822, é filha e neta de ex-escravizadas e viveu a ascensão e queda do período chamado por Clóvis Moura de "Escravismo tardio", onde por pressão dos países recém capitalistas da época (principalmente a Inglaterra) se inicia um movimento abolicionista em amplos setores da sociedade. Nesse contexto, Maria Firmina se posiciona ativamente por meio da cultura.</p><p><br></p><p>Professora, além de lecionar passa a publicar romances, escrever para imprensa e compor. Entre suas produções estão os romances "A escrava" e "Ursula", ambos abolicionistas. Por esse viés, compôs um hino da abolição. Também registrou suas ideias em poemas e constantemente trabalhava para a imprensa da época.</p><p><br></p><p>Ao perguntar a ela o que é ser professora, ela me diz:</p><p>"Ser professora é olhar. Olhar com olhos do acolhimento, olhar que abraça, que acalma, olhar de lar. Olhar que resiste, que existe, que insiste. Olhar que inova, que luta, que chora junto. Ser professora é olhar para o que não é visto"</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-04 23:54:22 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Farnese de Andrade Neto - Letícia Demuner de Campos</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Farnese de Andrade Neto foi um pintor, escultor, desenhista, gravador e ilustrador brasileiro, nascido em 26 de Janeiro de 1926; Minas Gerais. Teve seu falecimento em 18 de Julho de 1996, no Rio de Janeiro.</p><p><br></p><p>Pergunta: De todas as suas obras como artista, as que mais me fascinaram foram as com bonecas em sua criação. O que lhe motivou a criá-las com esses objetos? </p><p>Resposta: Eu sempre fui fascinado pela ideia de transformar objetos descartados e esquecidos em algo novo e cheio de significado. Quando comecei a criar minhas esculturas com bonecas, foi porque encontrei essas bonecas velhas e danificadas nas ruas, praias e nos aterros. Elas me chamaram atenção pela forma como o tempo havia agido sobre elas, corroendo-as e transformando-as em algo quase surreal, único. Eu via nessas bonecas uma espécie de metáfora para a vida e a morte, a forma como as coisas podem ser descartadas e esquecidas, mas ainda assim conservar um valor estético e emocional, reaproveitando-as com um novo significado. Comecei a incorporá-las em minhas obras, misturando-as com outros materiais, como santos de gesso e plásticos, madeiras, entre outras matérias, para criar assemblages que explorassem a relação entre o sagrado e o profano, o belo e o grotesco. As bonecas, com suas formas delicadas e rostos desbotados, se tornaram um elemento importante em meu trabalho, permitindo-me explorar temas como a memória, a identidade e a condição humana.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-05 00:21:37 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>&quot; As linguagens de Frida Kahlo&quot; - Mayara Evellen dos Santos Gonçalves </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Pergunta: </p><p>Frida, você foi uma mulher resiliente, que mesmo após o seu acidente, não se deixou abater pelas adversidades e usou toda sua dor como fonte de inspiração e criatividade. Mesmo sendo uma mulher expressiva e também com ideias e pensamento firme, você não se incomodou de muitas vezes ter uma associação mais direta com o seu marido, Diego Rivera, do que pela própria composição artística? Como você lidou com isso? Você se considera como fonte de inspiração para outras mulheres?</p><p><br/></p><p>Resposta: </p><p>Então, primeiramente, devemos levar em conta todo o período que vivenciei. Ser uma mulher mexicana e bissexual, na minha época não foi fácil. Não  mesmo. Não é fácil uma mulher ter ideias vistas como excêntricas e próprias num mundo predominantemente dominado pelo masculino. É uma afronta e rebeldia. Mas eu sou filha da revolução mexicana e tudo isso são questões ligadas a criar esse abismo desigual entre o masculino e o feminino, que coloca a mulher como menor e a põe escondida na sombra do homem. Mas eu nunca precisei de um homem para me esconder. Porque a mim já me bastava estar e existir. Amei intensamente e loucamente Diego, assim como também sofri intensamente e loucamente por ele. Não vou negar. E  também não apago a sua obra como artista. Era incrível, mas ele é um e eu outra, Frida. </p><p> Desde muito cedo fiz coisas que não eram ditas femininas, como por exemplo jogar futebol, lutar e estudar em um colégio onde a maioria era masculina. Tem um quadro meu que eu pinto isso: trajada em roupas masculinas, com um cigarro nas mãos. Do campo de vista moral da sociedade isso é inadmissível para uma mulher. Mas por que? A mulher, para mim, deve ser como um pássaro livre. Livre para expressar seus desejos, anseios, lutas e também alegrias e infelicidades.</p><p>Eu nunca busquei pelo reconhecimento da vanglória, claro que a maioria quer que os outros valorizem e reconheçam seus trabalhos. Mas a minha busca mesmo não foi pela vaidade, foi uma busca em mim,  colocando através da minha arte tudo aquilo que estava doendo em mim, tanto fisicamente como psicologicamente. Fiz das minhas vivências e fragilidades a minha arte e maneira de não morrer. Ali me fiz viva.Ali lidei com o que doía e sangrava em mim. Nos pincéis pude tentar exprimir, pincelar e jorrar tudo para fora, em cores e também não cores. E nas palavras também: da natureza, amor, tristeza, melancolia, solidão e a partida. Não sei se sou uma inspiração para as mulheres, tem tantas mulheres belas e inteligentes com tanta coisa para dizer e viver. Eu nunca tentei pintar sonhos, sempre pintei minha realidade, por isso digo que não me considero surrealista, mas se alguma mulher pode se identificar e sentir algo com as minhas pinturas ou escritos, entendo que é uma conexão tanto política quanto sentimental e afetiva de compartilhamento de vida</p><p>. </p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-05 00:42:00 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As Linguagens de Power Paola - Thaís Zurmele Castro dos Santos  </title>
         <author>tzurmele</author>
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         <description><![CDATA[<p>Pergunta: Como você se percebe ao ver o impacto e identificação que seus cartuns geraram e geram amplamente sobre os mais diversos público?&nbsp;</p><p>Resposta: Minha vida foi atravessada por diversos conflitos e questões que não esperava que fosse reverberar tanto e se tornar até um filme. Sinto-me realizada ao saber que os assuntos importantes que trouxe à tona contando minha história sejam vistos com verdade e atenção. O tom de questionamento e a forma não linear e perfeita reflete-se nos meus trabalhos e quero dar à luz a essa parte da vida que também existe e está no meio de nós. Ao trazer assuntos pessoais, resignifico-os para mim e para o meu público, que se identifica e percebem-se por outro prisma além do seu próprio, mas também do meu.&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-05 01:29:20 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Rejane Barcelos -Rafaela Tadeu 

</title>
         <author>tadeurafaela4</author>
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         <description><![CDATA[<p>Sempre quis escrever poemas?&nbsp;</p><p>R: A poesia sempre se fez presente, desde criança, mas diferente do teatro que é um projeto de vida desde a infância, tem pouquíssimo tempo que eu realmente me olho no espelho e me vejo como poeta.</p><p>Eu sempre gostei de escrever e sempre gostei de poesia mais como um lugar de desague, de diário, sabe? Mas&nbsp; acho que comecei a escrever desse lugar na passagem para adolescência,quando comecei a ver meus amigos e meus crush crescendo e sendo cooptados pelo crime e indo pra cadeia.</p><p>Eu escrevia cartas para eles lá dentro, na minha cabeça era uma forma de não deixar que os laços de afeto se rompessem. E também como eu venho de uma cidade do interior, a cultura do rádio era muito presente</p><p>Então eu escrevia e ficava no orelhão ligando para rádio e falar meus poemas ao vivo pra eles lá dentro me ouvirem</p><p>Acho que foi aí que comecei a ter a iniciativa de recitar pro outro.</p><p>&nbsp;</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-05 01:36:45 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>As linguagens de Maria D&#39; Apparecida - Rafaelly de Carvalho Dias</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Nascida em 1965, Maria D’Apparecida foi uma das maiores cantoras líricas do Brasil. Viveu grande parte de sua vida na França, onde faleceu com pouquíssimo reconhecimento, apesar de sua imensa contribuição cultural. No Brasil, a história se repetiu: sua morte não foi amplamente noticiada. Apesar de todas as tentativas de apagamento, Maria D’Apparecida nos deixa um legado de força e coragem, sendo a “negroluminosa voz” da ópera.</p><p><br/></p><p>Se eu pudesse fazer uma pergunta a Maria D’Apparecida, seria:</p><p>Maria, como explicar o apagamento de sua história por parte da mídia brasileira?</p><p><br/></p><p>Resposta: O apagamento da minha história tem muito a ver com a forma como as pessoas negras são tratadas pela sociedade. Isso se torna ainda mais grave ao lembrar que, durante a minha juventude, pessoas negras eram ainda mais maltratadas, ridicularizadas e subalternizadas. Mas, apesar de muitos tentarem apagar minha trajetória, sempre abri as portas do sucesso com meu talento, força e coragem: características de uma mulher preta que sabe o que é resistir desde o primeiro segundo de vida.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-05 01:39:21 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>As Linguagens de Aurora Cursino dos Santos - Isadora Bravo Santos Barbosa</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Pergunta: &nbsp;“o que que você queria que as pessoas entendessem sobre você ao verem suas pinturas?”. </p><p><br/></p><p>Reposta: Gostaria que entendessem minha dor, minha trajetória, a luta pelo meu espaço no mundo, desejo des olhos atentos, mas além disso, que enxergassem, por fim, minha liberdade. Através dos meus traços e das cores que escolho cuidadosamente em minhas pinturas, estaria também a&nbsp; liberdade que tanto busco, ainda que negava por meus pais, pelo Estado, pelo homem que me estuprou. Gostaria que as pessoas entendessem sobre mim, ao verem minhas obras, que minha arte não é </p><p> apenas reflexo do sofrimento, mas também a materialização de um grito de resistência, desejo por justiça e liberdade.&nbsp;Minha arte é resistência, apesar de eu estar  em um manicômio. Minha arte é calento para minhas feridas. Minha arte é minha salvação. É através das minhas pinturas que falo de mim, mas falo de inúmeras outras. Outras as quais seus desejos e sonhos não puderam ter vez num mundo patriarcal, assim como meu sonho de ter sido uma artista para além das paredes manicomiais. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-05 01:46:26 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>As Linguagens de Atahualpa Yupanqui | Gabriella Haddad Tavares</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/paulacidlopes/d8skfl3bdx9g2vwz/wish/3569863449</link>
         <description><![CDATA[<p>Pergunta: Depois de tentarem calar sua "voz" quebrando seus dedos na prisão, o que significa tocar? São apenas acordes ou representa algo maior?</p><p><br/></p><p>Resposta: <em>"A música não nasce nas cordas do meu violão, mas de histórias que aos poucos vem sendo esquecidas. Carrego em mim a memória dos que sofrem. Minha voz é para o povo e minha arte nasce diretamente deles." </em></p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?pdlt=1&amp;v=OoaiIgUrOSg" />
         <pubDate>2025-09-05 02:01:33 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>A linguagem de Aurora Venturini/ Marcielle Oda</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>- Venturini, Aurora. Boreal para as Mulheres Latinas. Você começa a entrevista dizendo que é escritora por fatalidade, concordaria que a primeira fatalidade foi nascer mulher e argentina?</p><p>- <em>Nada é por acaso. Aliás, o grande acaso foi regressar viva à Argentina, de resto, nada me convence. Usei o pseudônimo Beatriz Portinari para inscrever As Primas. Felizmente, saí vitoriosa. Aos 85 anos, meu ofício voltou a ser respeitado. Eles podem me exilar, até sentir repulsa devido o que escrevo, entretanto, terão que conviver eternamente com o meu pecado.</em></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-05 02:18:44 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Laris Santos - Nathalia Monteiro</title>
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         <description><![CDATA[<p><br></p><p>Pergunta: Laris, no livro Cambalhotas você descreve o amor como um movimento de encontros e separações, de descobertas e tropeços. Como você acredita que a poesia pode ajudar as pessoas a lidar com essas instabilidades emocionais do amor?</p><p><br></p><p>Resposta:</p><p>Acredito que a poesia funciona como um espelho e também como um abraço. Ao ler, a pessoa se reconhece em palavras que talvez não conseguiria expressar sozinha. Isso traz alívio, acolhimento e até força para atravessar os momentos difíceis. O amor nunca é linear, mas quando transformamos em poesia, conseguimos dar sentido às experiências e aprender com elas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-05 02:23:09 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Aurora Venturini - Ana Carolyna Sousa da Paixão </title>
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         <description><![CDATA[<p>“Aurora, você passou décadas escrevendo sem receber o devido reconhecimento. Como você conseguiu acreditar na sua escrita quando parecia que ninguém te escutava?”</p><p><br/></p><p>“Porque escrever para mim nunca foi sobre esperar por reconhecimento. Foi a minha forma de existir, de me expressar. E isso bastava. A cada frase, eu me garantia contra o esquecimento. Escrever era o meu modo de provar que eu ainda estava aqui, e transformar em palavras aquilo que me atravessava e que, se ficasse guardado, me sufocaria. A verdade crua dos corpos que ninguém queria olhar, das vozes que ninguém queria ouvir. O silêncio não foi derrota, e sim território de liberdade. Então eu continuei, porque viver sem escrever teria sido morrer antes da hora. ”</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-05 03:10:47 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Chavela Vargas(Cantora, Costa Rica)</title>
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         <description><![CDATA[<p>Entrevista com a cantora Chavela Vargas(Costa Rica)</p><p>Entrevistadora: Miriam Ramos de Paula Alves </p><p>​</p><p>Sra. Chavela, a senhora canta "La Llorona" de um jeito que a gente sente a dor da música. A gente percebe que é uma canção sobre um amor que se foi, mas que também fala de uma tristeza tão grande que não dá pra chorar. Como a senhora enxerga essa tristeza na sua vida, especialmente sobre a dificuldade de esquecer alguém?</p><p>​</p><p>Resposta de Chavela Vargas: (Com a voz rouca) "La Llorona"... essa música não é só para cantar, é para sentir. As pessoas acham que a dor é por quem partiu. Mas a verdade é que a maior dor é de quem fica. É não conseguir esquecer, é ter um fantasma que não te larga.</p><p>​Eu tive muitos amores, e eles me deixaram marcas. Mas eu não consigo chorar. Em vez de lágrimas, eu tenho a minha voz. A minha voz é o meu jeito de gritar o que eu não posso chorar, de colocar para fora os fantasmas que me perseguem. É assim que eu sou a "Llorona", a mulher que chora e lamenta, mas não com o que sai dos olhos, mas da alma.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-05 03:49:03 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Quino / Maria Fernanda Palomeque Alvarez</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Joaquin Salvador Lavado Tejón( 1932- 2020) Nascido em Mendoza, Argentina, Quino é um dos cartunistas latino-americanos mais importantes e publicados em todo o mundo. Filho de imigrantes espanhóis de Andaluzia. Perdeu seus pais muito cedo, o que fez dele um jovem solitário e taciturno, o que favoreceu sua dedicação ao desenho, guiado pelo seu tio, também desenhista e quadrinista. Estudou na escola de belas artes de Cuyo, mas abandonou. Aos 18 anos foi para Buenos Aires, mas não achou emprego, em 1951. Voltou em 1954, onde publicou pela primeira vez na revista “Esto es”. Começou a fazer publicidade. Em 1960 casou-se com Alicia Colombo e realizou sua primeira exposição em uma livraria de B. A. Em 1963 publicou seu primeiro livro “Mundo Quino”. Nessa época recebeu pedido de uma marca para desenvolver uma personagem de propaganda. Não concretizou o trabalho, mas inventou a Mafalda. Publicou Mafalda nos jornais da época. Foi publicado em Itália, Espanha, em Portugal e em outros países. Em 1973 deu fim a tirinha. Em 1986 realizou produção audiovisual em Cuba com o produtor e quadrinista Juan Padrón. È muito querido em Cuba. Existe também um longa-metragem argentino “Mafalda la película”. Morreu em 30 de setembro de 2020. Quino viveu tempos de censura e de ditadura militar, me identifico muito com a obra dele porque tive familiares presas e no exílio, nasci em ditadura em tempos difíceis, Mafalda me representa em muitos dos questionamentos, e não somente ela, toda a obra dele é contestatária, representa a infância de muitas crianças que viveram nessa época.&nbsp;</p><p>Poque Mafalda é assim tão questionadora? Ela é uma menina inteligente e contestatária, porque reflete a vos dos anseios do artista, os medos e crítica social. É símbolo dos valores democráticos e um reflexo da sua visão de mundo. Ela é uma observadora incansável da vida cotidiana, que usa o ponto de vista de uma criança para questionar o mundo, uma inconformista, sagaz e sarcástica. &nbsp;“Porque as mulheres são mais expertas” -nas palavras dele.&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-09 20:40:39 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Gerson Flores // Maryna Santos</title>
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         <description><![CDATA[<p>     Gerson Flores é um artista plástico de Belo Horizonte que viveu muitos anos em situação de rua. Mesmo sem ter materiais adequados, ele nunca deixou de criar. Ele desenhava e pintava em papéis encontrados, pedaços de madeira ou qualquer superfície que aparecia.</p><p>     Seu talento foi descoberto por pessoas que passavam, até que suas obras chegaram a galerias de arte.</p><p>A arte de Gerson é marcada por cores fortes, intensidade emocional e reflexões sobre a vida, a dor e a esperança.</p><p><br/></p><p><br/></p><p>     A história dele me lembra que, mesmo quando não temos tudo, sempre há algo dentro de nós que pode florescer. Isso me faz pensar em como cada pessoa carrega uma forma de arte ou talento que merece ser visto.</p><p><br/></p><p><br/></p><p>“O que você gostaria que as pessoas sentissem ao olhar para as suas obras?”</p><p><br/></p><p>“Eu gostaria que elas vissem não apenas a dor de quem viveu nas ruas, mas também a força e a esperança que resistem dentro de mim. Que percebessem que a arte nasce até nos lugares mais improváveis e que todos temos algo a oferecer ao mundo.”</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-11 18:57:17 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Waly Salomão // Marycelia Veríssimo </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Waly Salomão (1943–2003) foi poeta, letrista, ensaísta e figura central da cultura brasileira. Nascido na Bahia, viveu intensamente o cruzamento entre arte, política e experimentação linguística. Misturava erudição e cultura popular, quebrava convenções e desafiava padrões — tanto na poesia quanto nas letras que escreveu para nomes como Gal Costa e Caetano Veloso. Sua obra pulsa com liberdade, multiplicidade e rebeldia estética.</p><p><br/></p><p>Pergunta</p><p>Waly, o que te fazia continuar escrevendo num país tantas vezes surdo e cego para a poesia?</p><p>Resposta (no estilo dele, simples e direta):</p><p>Porque a poesia é o grito que atravessa a mudez. Eu escrevo pra rachar o concreto com som.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-11 19:17:11 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Mano Brown [Williene Rufino]</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>“Nego drama<br>Entre o sucesso e a lama<br>Dinheiro, problemas, invejas, luxo, fama</p><p>Nego drama<br>Cabelo crespo e a pele escura<br>A ferida, a chaga, à procura da cura</p><p>Nego drama<br>Tenta ver e não vê nada<br>A não ser uma estrela<br>Longe, meio ofuscada.”</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-11 19:29:21 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Bárbara Carine Soares Pinheiro - Maria Eduarda de Alcantara </title>
         <author>mealcantara007</author>
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         <description><![CDATA[<p>Bárbara Carine Soares Pinheiros é uma professora, palestrante, ativista, pesquisadora e escritora.</p><p>Ela é reconhecida pelo seu trabalho com a educação antirracista e na valorização da cultura negra na sociedade e dentro das escolas. Bárbara também é autora de livros referenciais em sua área, como "A Matemática das Coisas" e "Como ser um educador antirracista". </p><p>O trabalho de Bárbara me toca porque eu também, fazendo parte desse espaço educacional, sei como a escola pode tanto acolher quanto excluir. Ao conhecer sobre Bárbara e ler seus trabalhos, percebo que ela faz um convite para que eu mesma questione minhas práticas, aprendizados e os silêncios do dia a dia. </p><p><br/></p><p>Pergunta:</p><p>Professora, como lidar como o medo de enfrentar resistências quando tentamos buscar uma prática educativa antirracista dentro das escolas?</p><p><br/></p><p>Resposta: </p><p>O medo é uma interessante parte do processo, pois alterar estruturas implica desafiar privilégios. O fundamental não é eliminar o medo, mas sim não deixar ele inibir nossas ações. Os educadores devem se cercar de redes de apoio emocional, se fundamentar em bases teóricas consistentes e, acima de tudo, crer que a educação representa um campo de conflito. Cada ação, aula e palavra pode constituir um ato de posicionamento político. Portanto, enfrente o medo, lembrando que seu trabalho transcende o individual, ele é uma contribuição para uma luta coletiva por justiça e dignidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-12 02:24:14 UTC</pubDate>
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         <title>Trabalho Turma 04</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Artista escolhida: <strong>Julia Lopes de Almeida</strong></p><p><br/></p><p>Nasceu em 24 de setembro de 1862, no Rio de Janeiro; faleceu em 30 de maio de 1934, também no Rio de Janeiro. Júlia defendia causas consideradas avançadas para sua época: abolição da escravatura, a república, o divórcio, educação formal para mulheres, direitos civis.&nbsp; Também participou das reuniões para fundar a Academia Brasileira de Letras, mas foi impedida de fazer parte porque mulheres não eram admitidas.</p><p>Ela escrevia em jornais, usava a escrita como espaço de atuação intelectual, de denúncia, de visibilidade para questões de gênero e de injustiça social.</p><p><br/></p><p>Pergunta: <em>Júlia, você foi uma das primeiras mulheres a viver da escrita no Brasil, mas mesmo assim não pôde entrar na Academia Brasileira de Letras por ser mulher. Como lidou com essa exclusão?</em></p><p><br/></p><p>Resposta: <em>A exclusão não me surpreendeu, mas me entristeceu. Sempre soube que o espaço da mulher na literatura seria contestado, não pela falta de talento, mas pelo preconceito enraizado. No entanto, não permiti que isso me silenciasse. Continuei escrevendo, publicando, debatendo nos jornais e defendendo a educação feminina, porque acredito que a palavra é uma arma poderosa. Se me fecharam as portas da Academia, abri janelas em cada romance e crônica que escrevi. Minha voz não caberia em um salão restrito; ela pertence às ruas, às escolas, às leitoras que encontraram nas minhas páginas a coragem de se reconhecer.</em></p><p>Aluna: Victoria Nerli Chimer - Turma 04</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-12 17:01:51 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Rachel Smythe // Ana Beatriz Thorpe Martins </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Rachel Smythe é uma quadrinista e ilustradora neozelandesa, criadora do webtoon Lore Olympus (2018–presente), uma releitura moderna do mito de Perséfone e Hades. Antes de alcançar reconhecimento, Smythe trabalhou como designer gráfica, publicando suas histórias de forma independente na plataforma Webtoon. Lore Olympus rapidamente se tornou um fenômeno, conquistando milhões de leitores e recebendo prêmios importantes, como o Eisner Award, ao misturar estética contemporânea, cores vibrantes e uma abordagem sensível para temas como amor, trauma e poder.</p><p><br/></p><p>A obra de Smythe me chama atenção pela a maneira inovadora que ela conta uma história clássica, de forma sensível, atual, abordando temas pesados de maneira leve e com delicadeza e preocupação com o leitor. Assim como ela, também sinto a necessidade de revisitar histórias do passado para dar sentido às minhas próprias experiências, encontrando novas maneiras de falar sobre sentimentos complexos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-13 04:25:49 UTC</pubDate>
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         <title>As Linguagens de Conceição de Evaristo</title>
         <author>vergettijulia</author>
         <link>https://padlet.com/paulacidlopes/d8skfl3bdx9g2vwz/wish/3583337609</link>
         <description><![CDATA[<p>Conceição Evaristo nasceu em 29 de novembro de 1946, em uma favela em Minas Gerais. Belo Horizonte. Uma mulher negra, nascida de uma lavadeira, desde muito jovem sofreu de perto as marcas profundas da desigualdade racial que temos em nosso país, de forma social e econômica que estruturam o Brasil. Mas foi por conta dessas vivências que ela construiu sua força. Ainda em sua juventude, dividia o tempo entre os estudos e o trabalho, atuando como empregada doméstica para ajudar no sustento da família uma realidade dura, mas também cheia de afeto, ancestralidade e resistência. Foi apenas aos 25 anos, depois de se mudar para o Rio de Janeiro, que conseguiu ingressar na universidade, uma conquista que para muitos parece simples, mas que para ela foi resultado de luta e perseverança diária. Se formou em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), concluiu o mestrado em Literatura Brasileira na PUC-Rio e, mais tarde, o doutorado em Literatura pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Conceição transformou suas vivências em palavras, e suas palavras em instrumento de memória, denúncia e esperança.</p><p>Sua obra carrega a força da oralidade, o peso e o valor da ancestralidade, e o compromisso ético com a lembrança dos que vieram antes. Conceição escreve para iluminar, para dar nome ao que foi apagado, para tornar visível o que sempre esteve ali, mas que muitos se recusaram a ver. E, acima de tudo, ela escreve para resistir  com beleza, com firmeza e com uma profunda humanidade.</p><p><br></p><p>"Conheci Conceição de Evaristo através de sua obra, OLHOS D'ÁGUA". </p><p>Publicado em 2014, Olhos d’Água é um livro de contos que reafirma o poder da escrevivência. A coletânea apresenta histórias de personagens negras que enfrentam as mais diversas formas de opressão: a pobreza, o racismo, o abandono, a violência doméstica e o silenciamento histórico.</p><p>Em seu livro <em>Olhos d’Água</em>, Conceição tenta transmitir a dor silenciosa de uma mãe através da metáfora dos seus olhos. As lágrimas não são apenas sinal de tristeza, mas também de história são águas que carregam vidas inteiras de sofrimento, amor e resistência.</p><p><br></p><p>♥ PERGUNTA DE JÚLIA:<br><em>Dona Conceição, sua literatura carrega tanta dor, mas também tanta força. O que a senhora espera que um leitor branco e privilegiado sinta ao ler seus contos?</em></p><p><br></p><p>♥ RESPOSTA IMAGINADA DE CONCEIÇÃO:<br>Espero que ele sinta primeiro o desconforto. Que não se sinta à vontade, porque o que está ali são as feridas abertas de um país que ainda insiste em negar a existência e a humanidade de seu povo negro. Mas, mais do que o desconforto, espero que ele sinta responsabilidade. Que perceba que essas histórias não são apenas literárias, elas são reais. São vividas todos os dias por milhares de mulheres, homens e crianças negras. E que, ao se deparar com essas verdades, ele decida agir, transformar-se e, quem sabe, colaborar para que a próxima geração não precise escrever apenas com a dor, mas também com a liberdade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-13 19:53:30 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de Alcione Dias Nazareth - Nathani Luiza Viana </title>
         <author>nathaniluizaviana</author>
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         <description><![CDATA[<p>Alcione Dias Nazareth, a “Marrom”, nasceu em 1947 em São Luís do Maranhão, filha de um maestro que incentivou sua ligação com a música desde cedo. Em 1970 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde começou a se destacar em casas noturnas e programas de televisão.</p><p>Ao longo da carreira lançou dezenas de álbuns e se tornou referência do samba, mas também interpretou com sucesso boleros, canções românticas e jazz.</p><p>Reconhecida por sua voz grave e inconfundível conquistou inúmeros discos de ouro e platina, além de prêmios nacionais e internacionais, fez turnês pelo mundo levando a música brasileira a diversos países.</p><p>Com mais de 50 anos de carreira, Alcione é considerada uma das maiores cantoras do Brasil, ícone da cultura negra, do samba e inspiração para novas gerações.</p><p><br/></p><p>Pergunta:</p><p>Alcione, o que o samba representa na sua vida?</p><p>Resposta:</p><p>O samba é minha raiz, minha essência e minha forma de existir no mundo. Foi através dele que encontrei minha voz e pude levar a alegria, a dor e a força do povo brasileiro para os palcos. O samba não é só música, é resistência, é identidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-14 00:06:55 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As linguagens de Marina Abramovic - Alice Soares </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Pergunta:</p><p>Marina, suas performances muitas vezes envolvem resistência física e emocional extremas. O que você busca provocar no público ao se colocar em situações tão intensas?</p><p><br/></p><p>Resposta:</p><p>O corpo, para mim, é apenas uma ponte. Quando ultrapasso meus próprios limites, não faço isso apenas por mim, mas para criar um espaço onde o público também confronte seus medos, sua vulnerabilidade e sua própria resistência. Não se trata de dor ou sacrifício, mas de presença. Quero que as pessoas sintam que o momento compartilhado é único, irrepetível e profundamente humano.</p><p><br/></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://youtu.be/5jPzeMoPfiA?si=wFPEv_clFjJIkZ5i">https://youtu.be/5jPzeMoPfiA?si=wFPEv_clFjJIkZ5i</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-14 02:58:19 UTC</pubDate>
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         <title>Minas de Minas</title>
         <author>tamorezsilva22</author>
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         <description><![CDATA[<p>Minas de Minas, que na verdade são crew Minas de Minas é um grupo de quatro mulheres que são grafiteira, de belo Horizonte, e existem desde 2012, o grupo surgiu para incentivar as mulheres a conhecerem o grafite e as artes de rua que envolvem o hip hop, elas no começo foram muito desmotivadas por serem mulheres nesse meio do grafite, porém isso não desanimou elas, uma curiosidade sobre elas é  que ficaram grafitando por 12 horas em prédios enormes sabe? Com uns 30 metros de altura,  tem até uma reportagem no G1 sobre, cada uma delas tem mais ou menos 10 anos de experiência nesse meio artístico, mesmo que cada uma siga um estilo diferente na arte,  mas de uma forma elas se completam. elas fazem bastantes Eventos pela cidade, elas criaram um evento que se chama: Minas de Minas convidam, elas literalmente convidam outros artistas para grafitar junto com elas, elas também reforçam muito essa questão da mulher está nesses espaços ocupados por homens,  não só no grafite mais no hip-hop Também, e hoje o Minas de Minas é dos grupos mais famosos de grafite feminino em atividade no Brasil,  elas já rodaram o país todo com a arte delas, reforçando novamente essa questão do empoderamento feminino em locais ocupados por homens. </p><p><br/></p><p>Como vocês lidaram com essa onda de críticas ao criar o Minas de Minas?</p><p><br/></p><p>Pela forma como criavamos o movimento e mais mulheres se sensibilizaram e deram força a algo que também queria expor em si e sobre</p><p> si.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-23 14:18:48 UTC</pubDate>
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         <title>As linggaigens de Pablinho IDD, Felipe Silva Rocha</title>
         <author>anamedeirs2005</author>
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         <description><![CDATA[<pre><code class="language-{&quot;id&quot;:&quot;45901&quot;,&quot;variant&quot;:&quot;standard&quot;,&quot;title&quot;:&quot;Apresentação">Felipe Silva Rocha, mais conhecido nas redes sociais como Pablinho IDD, é um dançarino e criador de conteúdo que conquistou o público com seu talento e carisma. Ficou conhecido no Instagram por suas performances inspiradas em Michael Jackson, nas quais recria com energia e autenticidade os passos marcantes do rei do pop. Com estilo próprio e muita paixão pela dança, Pablinho IDD vem ganhando cada vez mais admiradores e se destacando como uma das novas vozes da cultura pop nas redes sociais.

PERGUNTA PARA O ARTISTA: "Você dança muito bem, parece ser natural para você. Acredita que nasceu com esse dom de dançar?
RESPOSTA: "A ideia de dom parece bonita e até entendo o elogio mas sempre fico desconfortável quando ouço isso porque dizer que dançar é um dom apaga toda a trajetória que passei. Foram anos estudando, errando, me frustrando, voltando e tentando de novo. O que parece natural hoje é fruto de muito trabalho e aperfeiçoamento. Então se existe um dom, talvez ele esteja em não ter desistido de me lapidar."
</code></pre>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-29 23:15:54 UTC</pubDate>
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         <title>As linguagens de María Izquierdo nome: Ana Carolina Esteves </title>
         <author>anacarolinaesteves507</author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p><strong>Pergunta: </strong>María, como foi para você ser uma mulher artista em um tempo em que quase ninguém acreditava nas mulheres?</p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Resposta: </strong>Acredito que ela responderia que foi difícil, mas também libertador. Que cada pintura era um ato de coragem, uma maneira de mostrar que o talento e a sensibilidade não têm gênero. Mesmo enfrentando preconceitos, María Izquierdo seguiu criando, provando que a voz das mulheres também tem cor, força e beleza.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-06 14:09:17 UTC</pubDate>
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