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      <title>História das Artes - Curadoria Brasileira by Isabella Maricatto</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-08-11 16:59:11 UTC</pubDate>
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         <title>CAMINHANDO</title>
         <author>isamaricatto</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-08-11 17:58:13 UTC</pubDate>
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         <title>O colecionador (2003) - Adriana Varejão</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A obra “O Colecionador” (2003), de Adriana Varejão, retrata um gabinete de curiosidades repleto de azulejos portugueses, artefatos indígenas e africanos, imagens religiosas, mapas e animais empalhados, compondo um inventário visual da herança colonial brasileira. Inspirada nos espaços usados por colecionadores europeus entre os séculos XVI e XVIII, a artista expõe a fusão — muitas vezes forçada — de culturas resultante da colonização. As fissuras nas paredes, que revelam carne e sangue, simbolizam a violência, o saque e as cicatrizes deixadas pela história, questionando a ideia romântica da troca cultural. Ao reunir elementos de diferentes origens, Varejão critica o eurocentrismo, o poder de quem decide o que é arte e denuncia a exploração que permeia a formação da identidade brasileira, transformando a pintura em um comentário contundente sobre memória, dominação&nbsp;e&nbsp;resistência.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-12 20:57:13 UTC</pubDate>
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         <title>Roube esta obra (2011) - Clara Ianni</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A obra <em>Roube esta obra</em> (2011), da artista Clara Ianni, é uma escultura feita em mármore com a frase “roube esta obra” inscrita. O mármore é um material tradicionalmente usado em obras importantes, monumentos e peças de alto valor, e justamente por isso o contraste com a frase chama atenção. Ao usar esse material nobre para escrever uma provocação tão direta, a artista questiona a ideia de que a arte é intocável, sagrada ou acessível apenas para poucos.</p><p>Essa provocação pode ser entendida tanto como uma crítica ao mercado da arte e à transformação das obras em produtos caros, como em um questionamento sobre quem tem direito de acessar e possuir a arte. Com ironia e simplicidade, a obra faz o público sair do papel de observador e assumir uma postura mais ativa, refletindo sobre o que significa valorizar, proteger ou até “roubar” a arte. Por fim, ela nos obriga a pensar não só no objeto em si, mas nas relações de poder, dinheiro e acesso que envolvem o mundo da arte.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-12 22:15:23 UTC</pubDate>
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         <title>CAFAJESTES (2015) Por Camila Soato</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A obra Cafajestes de Camila Soato é uma releitura satírica da pintura The Balcony de Édouard Manet, na qual a artista insere elementos humorísticos e disruptivos como um macaco e um cachorro em ato sexual e uma mulher seminu segurando uma cerveja. A artista trabalha com pintura figurativa em óleo e valoriza o gesto pictórico imperfeito, usando borrões e manchas como parte da expressão, suas obras misturam humor, grotesco e crítica social, questionando a tradição artística e os códigos de decoro. Cafajestes faz parte de uma série de releituras que dialogam com mestres clássicos e inserem elementos contemporâneos, mostrando o caráter irreverente, crítico e iconoclasta da artista, e é um exemplo claro de como ela subverte cenas clássicas com humor e provocação.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-13 20:04:16 UTC</pubDate>
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         <title>O Conversador (2005)- Cinthia Marcelle </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Em “O Conversador” (2005), Cinthia Marcelle captura um momento simples, mas carregado de camadas simbólicas: um cavalo parado diante de um paredão de terra vermelha, com uma sacola da mesma cor cobrindo sua cabeça. À primeira vista, a semelhança cromática entre a sacola e o solo cria uma ilusão perturbadora, parece que o cavalo não tem cabeça. Apenas num segundo olhar, o espectador percebe a presença da sacola, que não só impede que vejamos o rosto do animal, mas também sugere que algo está impedindo o próprio animal de ver. Essa escolha visual dialoga diretamente com a investigação de Cinthia sobre regimes de visibilidade e invisibilidade: o que é ocultado e o que é revelado, e como isso molda a forma como percebemos a realidade. Ao mascarar a cabeça do cavalo, a obra se transforma numa metáfora sobre comunicação e percepção: existem mensagens que não chegam, olhares que não se completam e verdades que permanecem encobertas. É uma “máquina de desconversa” visual, que obriga o observador a enfrentar a lacuna entre o que vê e o que entende.                </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-13 21:58:14 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>r2kvz4x9p5</author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3542772119</link>
         <description><![CDATA[<p>Lenora de Barros nasceu em 1953, em São Paulo, Brasil. Artista visual e poeta, formou-se em Linguística pela Universidade de São Paulo (USP) e iniciou sua trajetória artística na década de 1970, influenciada pela poesia concreta e pela experimentação visual. Sua produção transita entre fotografia, performance, instalação, vídeo e obras textuais, sempre explorando a fusão entre palavra e imagem. Reconhecida por trabalhos que provocam reflexões sobre identidade, linguagem e percepção, Lenora já participou de importantes exposições nacionais e internacionais e tem obras em acervos de museus como o MAM-SP e a Pinacoteca de São Paulo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-13 22:53:36 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>lauralaurars36</author>
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         <description><![CDATA[<p>Informações e imagens retiradas do Instagram pessoal da artista e de seu portifólio pessoal:</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.instagram.com/amori.nha?igsh=N3I4c2FlN29wNHh1">https://www.instagram.com/amori.nha?igsh=N3I4c2FlN29wNHh1</a></p><p><br></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://drive.google.com/file/d/14ARYYWKly8yjhc-h5HuqsF4t8Zow0XB3/view?fbclid=PAQ0xDSwMJ_ydleHRuA2FlbQIxMAABp1cyYIAQbboOjI1-eojtcquYPfNdyYSNdoeSXzrAcdRnyNFiTAh0Hn9CpEAW_aem_JqAQJ4vI9hO7H9bgZrYwHg">https://drive.google.com/file/d/14ARYYWKly8yjhc-h5HuqsF4t8Zow0XB3/view?fbclid=PAQ0xDSwMJ_ydleHRuA2FlbQIxMAABp1cyYIAQbboOjI1-eojtcquYPfNdyYSNdoeSXzrAcdRnyNFiTAh0Hn9CpEAW_aem_JqAQJ4vI9hO7H9bgZrYwHg</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-13 23:30:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>lauralaurars36</author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3542786907</link>
         <description><![CDATA[<p>A artista escolhida é <strong>Amora Moreira</strong>, conhecida como <em>Amorinha</em>. Nascida em 22 de abril de 1997, no Rio de Janeiro, foi criada no bairro de Cascadura, Zona Norte da cidade. É artista visual, grafiteira, ilustradora e quadrinista, e se autodefine como “sampleadora visual”, pois sua obra mistura memórias pessoais, referências culturais e elementos urbanos. Sua trajetória no graffiti começou em 2016, integrando o coletivo feminino PPKREW. Desde então, participou de importantes projetos, como os murais “Boombap Fresh" e “Ponto de Referência”. Atuou em eventos como Rua Walls, Bienal Internacional de Graffiti e Fine Arts, Meeting of Styles e realizou colaboração com Os Gêmeos em 2023. Além disso, tem trabalhos como ilustradora, com destaque para o livro <em>“Tayó em Quadrinhos”</em>, publicado pela Companhia das Letras. Em 2022, foi selecionada para o programa Black Creator Program, da Google, e, em 2024, indicada ao Prêmio PIPA.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-13 23:30:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>lauralaurars36</author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3542786908</link>
         <description><![CDATA[<p>A obra selecionada é o mural <strong>“Sankofa”</strong>, criado em 2022. A pintura, com cerca de 20 metros de largura por 5 metros de altura, está localizada na região da Pequena África, no Rio de Janeiro. A palavra “Sankofa”, de origem Akan (Gana), significa “voltar e apanhar” e remete à valorização da ancestralidade como caminho para o futuro. O mural integra símbolos afro-brasileiros, referências ao hip-hop, à negritude urbana e à memória da cultura negra no Brasil, conectando-se a questões sociais de identidade, representatividade e resistência cultural.</p><p><br></p><p>Esta escolha também tem um valor pessoal: já acompanho o trabalho de Amorinha nas redes sociais e admiro profundamente o graffiti, especialmente o produzido por mulheres. Além disso, tenho grande interesse por quadrinhos, linguagem que a artista também explora em alguns de seus projetos. Quero, neste trabalho, não apenas destacar o mural, mas também a própria Amorinha como obra de arte viva. Sendo uma mulher negra que construiu um caminho sólido e de grande visibilidade no cenário artístico. Para mim, ela é um símbolo poderoso do que nós, enquanto mulheres, somos capazes de conquistar, mesmo em espaços que historicamente não nos foram dados.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-13 23:30:22 UTC</pubDate>
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         <title>Onde tudo é divino como convém ao real (2023) - Sophia Pinheiro</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Em “Onde tudo é divino como convém ao real”, Sophia Pinheiro cria uma obra que não é apenas para ser vista, é para ser vivida. São sete metros de altura por cinquenta e sete centímetros de largura, realizados em pastel oleoso e grafite sobre papel kraft. O papel, com sua cor terrosa e textura crua, conversa com o gesto da artista, quase como se fosse pele.</p><p><br/></p><p>O pastel traz suavidade e cor; o grafite, densidade e estrutura. Juntos, constroem uma narrativa silenciosa que convida o olhar a percorrer o trabalho de cima a baixo, como quem segue um caminho sagrado. O formato vertical e a escala monumental fazem o espectador mover o corpo, participando fisicamente dessa experiência.</p><p><br/></p><p>O título poético “Onde tudo é divino como convém ao real” lembra que o sagrado não está distante, mas presente no que é palpável e cotidiano. Exposta na mostra Ritos e Alegorias sobre Natureza (Zipper Galeria, São Paulo, 2023), a obra dialogou com temas de espiritualidade, ancestralidade e conexão com a natureza, alinhando poesia e presença física.</p><p><br/></p><p><strong>Sophia Pinheiro</strong></p><p><br/></p><p>Sophia Pinheiro nasceu no início dos anos 1990, em Goiânia (GO). Artista visual, pesquisadora e educadora, formou-se em Artes Visuais (Design Gráfico) pela Universidade Federal de Goiás, é mestre em Antropologia Social e doutoranda em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal Fluminense.</p><p><br/></p><p>Sua produção é ampla e transita entre desenho, pintura, cerâmica, vídeo, instalação e cinema, sempre colocando corpo, identidade e ancestralidade no centro das criações. Inspirada por saberes ameríndios, feminismos e narrativas não hegemônicas, Sophia constrói trabalhos que unem poética visual e compromisso político.</p><p><br/></p><p>Já expôs em diferentes estados brasileiros e em países como Espanha, Alemanha, Argentina e Portugal, além de participar de eventos como a Berlinale. É professora na Academia Internacional de Cinema do Rio de Janeiro e atua como curadora, criando espaços para que outras vozes, especialmente femininas e indígenas, possam emergir. Sua trajetória é marcada por obras que são, ao mesmo tempo, encontros, resistências e celebrações.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-14 00:10:31 UTC</pubDate>
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         <title>O Bicho SusPenso na PaisaGem (2011) - Ernesto Neto
</title>
         <author>juazevedo0003</author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3544302002</link>
         <description><![CDATA[<p>A obra <em>“O Bicho SusPenso na PaisaGem”</em> é uma instalação imersiva composta por estruturas têxteis e orgânicas suspensas, que convidam o público a se movimentar pelo espaço e interagir com a obra. A experiência desperta múltiplos sentidos, combinando percepção tátil, visual e olfativa, criando um ambiente quase vivo, em que a arte deixa de ser apenas observada para ser efetivamente experienciada. Neto utiliza materiais leves e flexíveis, transformando o espaço em um lugar sensorial, envolvente e característico de seu estilo, que busca aproximar o espectador do próprio corpo, da natureza e do entorno. A obra reflete seu interesse em criar experiências artísticas que promovam conexão, imersão e percepção ampliada do espaço.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-15 13:49:12 UTC</pubDate>
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         <title>Mapa-mole (Atlântico Sul) (2020) - Marina Camargo</title>
         <author>karinakunrathdasilva2016</author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3544847117</link>
         <description><![CDATA[<p>A obra <em>Mapa-mole (Atlântico Sul)</em>, de Marina Camargo, convida a uma reflexão crítica sobre mapas como construções simbólicas e instrumentos políticos, ao representar o oceano que conecta América do Sul e África. Confeccionada em látex, material flexível e maleável, a peça subverte a rigidez tradicional das representações cartográficas, evidenciando a instabilidade inerente às fronteiras e territórios. A obra evoca tanto a memória geológica da Pangeia – formação que antecedeu a separação dos continentes e deu origem ao Oceano Atlântico – quanto a memória histórica das rotas marítimas do comércio e tráfico escravagista que atravessaram essas águas. Dessa forma, o trabalho questiona as narrativas dominantes da geografia ao desestruturar a grade que orienta a representação cartográfica, transformando o mapa em território de crítica, memória e ressignificação poética do espaço geográfico.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-16 01:26:54 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Mapa Mundi (2022) - Leda Catunda</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Uma das obras da Leda Catunda que mais me chamou atenção foi o “Mapa Mundi” (2022). Nessa peça, ela utiliza diferentes materiais, como tecidos, objetos do dia a dia, veludo, bandeiras, tapetes, espuma e madeira, pintados com tinta acrílica e esmalte, todos organizados dentro de uma moldura oval que lembra um mapa do mundo visto de cima. Cada pedaço parece representar um território diferente, cheio de cores, texturas e relevos.</p><p>O que mais me chamou atenção nessa obra é que ela não se parece com um mapa literal, mas sim com um mapa sensorial. Alguns espaços apresentam imagens figurativas, como casas, rochas ou pequenas paisagens, enquanto outros são mais abstratos, com estampas xadrez, faixas coloridas e formas que lembram rios ou fogo. Os tecidos e materiais não ficam totalmente presos, criando volumes e ondulações que dão a sensação de relevo. Isso convida o espectador a se aproximar e explorar cada detalhe.</p><p>Além disso, a obra mistura materiais mais nobres, como veludo, com elementos mais cotidianos, como bandeiras velhas e tecidos simples. Esse contraste chama atenção e mostra como Leda transforma elementos do dia a dia em algo poético e artístico. As cores vibrantes e os volumes inesperados tornam a obra visualmente interessante, mas também provocam reflexões sobre o que é arte e de onde ela pode surgir.</p><p>Por fim, o “Mapa Mundi” representa bem a linguagem da artista, que combina pintura, escultura e colagem. A obra não é apenas para ser observada, mas também para ser sentida, oferecendo uma visão afetiva e sensorial do mundo, transformando objetos simples em experiências visuais e emocionais. É um trabalho que une criatividade, beleza e reflexão, mostrando como a arte pode reinventar o cotidiano.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-18 13:44:19 UTC</pubDate>
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         <title>Sem título (Série Orgânicos), 2014 - Luciana Magno</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3547019277</link>
         <description><![CDATA[<p>Pigmento sobre papel de algodão</p><p>80 x 120 cm</p><p><br/></p><p> Na imagem, vemos o corpo nu em posição curvada sobre o chão de terra avermelhada, fundindo-se à paisagem. O gesto performático apaga a distinção entre sujeito e ambiente, transformando o corpo em extensão do solo. Essa integração não é apenas formal ou estética, mas simbólica: evidencia a vulnerabilidade do corpo humano diante das forças do desenvolvimento e da exploração territorial, ao mesmo tempo em que afirma uma conexão visceral com a terra.</p><p>A estrada de terra, possivelmente ligada a processos de abertura e avanço de fronteiras na Amazônia, remete diretamente ao impacto do progresso sobre a região. A presença do corpo, frágil e exposto, se contrapõe à brutalidade do maquinário invisível que molda essa paisagem. Há uma denúncia silenciosa sobre a violência ecológica e social que atravessa o território amazônico, marcada pelo desmatamento, pela ocupação forçada e pela exploração dos recursos naturais.</p><p>Assim, a fotografia articula performance, política e poética visual: um corpo que se oferece como resistência e testemunho, um gesto que revela a tensão entre pertencimento e violência, natureza e artifício, humano e paisagem.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-19 02:45:15 UTC</pubDate>
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         <title>Excedente Monumental - Talles Lopes</title>
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         <description><![CDATA[<p>A obra "Excedente Monumental" reflete sobre a relação entre a arquitetura, a paisagem e as estruturas sociais que moldam os espaços urbanos e rurais. Talles Lopes utiliza referências arquitetônicas e formas construídas para evidenciar o que é frequentemente negligenciado ou considerado periférico na paisagem contemporânea. Também, problematiza a noção de monumentalidade, mostrando que o monumental não se restringe a grandes edifícios ou centros urbanos, mas também se encontra em estruturas marginalizadas ou “sobrantes” na cidade e no campo.</p><p>Por meio de um olhar crítico e poético, Excedente Monumental questiona como o planejamento e o design refletem desigualdades históricas e hierarquias sociais, destacando os resquícios de heranças coloniais e a memória material invisibilizada. A obra convida o espectador a reconsiderar o que é digno de atenção e preservação, transformando o que poderia ser apenas “excedente” em um elemento central para a reflexão sobre arquitetura, espaço e sociedade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-19 21:30:07 UTC</pubDate>
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         <title>Denilson Baniwa</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Denilson Baniwa é um artista indígena contemporâneo brasileiro, nascido em 1984 em Barcelos, no Amazonas, pertencente ao povo Baniwa. Atualmente vive e trabalha no Rio de Janeiro. Considerado um dos primeiros artistas indígenas a ganhar destaque no cenário da arte contemporânea no Brasil, ele atua como artista multimídia, trabalhando com pintura, desenho, instalação, performances, vídeos e arte digital. Suas obras unem referências da cultura tradicional indígena com elementos da cultura pop, abordando temas como colonialismo, racismo, invisibilidade dos povos originários e a relação entre ancestralidade e tecnologia. Ao longo da sua trajetória, o artista busca mostrar que o indígena não pertence apenas ao passado, mas também ao presente e ao futuro, ocupando espaços e narrando sua própria história.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Além da atuação artística, Denilson também promove palestras, oficinas, ações de cultura digital e ativismo indígena desde 2015. Ele foi vencedor do Prêmio PIPA Online 2019 (iniciativa do Instituto PIPA que visa promover e valorizar a arte contemporânea brasileira) e selecionado para o Prêmio PIPA 2021. Sua arte é reconhecida por descolonizar imagens, dando voz à perspectiva indígena no espaço contemporâneo, transformando o artista indígena em um agente que desafia o status e propõe novos olhares.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-20 05:40:23 UTC</pubDate>
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         <title>Awá uyuká kisé, tá uyuká kurí aé kisé irü” (Quem com ferro fere, com ferro será ferido)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3548586814</link>
         <description><![CDATA[<p>A obra “Awá uyuká kisé, tá uyuká kurí aé kisé irü<em>” (Quem com ferro fere, com ferro será ferido)</em>, de 2018, do artista Denilson Baniwa, é um exemplo claro do seu pensamento artístico. Nela, aparecem dois jovens indígenas, um segurando uma câmera e outro um celular. A cena representa a inversão do olhar colonial: se antes os indígenas eram apenas observados e registrados por outros, agora são eles que também documentam, narram e se colocam como sujeitos da própria história. Denilson Baniwa busca mostrar que o uso de tecnologias não apaga a identidade indígena, pelo contrário, pode ser uma ferramenta de resistência e afirmação cultural.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, a obra transmite de forma simples e direta que ser indígena não significa estar preso ao passado, mas também se relacionar ativamente com o presente e com o futuro. Ela reflete a ideia de que os povos originários não estão presos a um “passado”, mas participam ativamente da atualidade, adotando linguagens modernas – assim como qualquer outra face da população brasileira - como estratégia de expressão e luta.</p><p><br></p><p>Referências: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://opencitylondon.com/non-fiction/issue-3-space/at-least-23-worlds/?utm_source">https://opencitylondon.com/non-fiction/issue-3-space/at-least-23-worlds/?utm_source</a></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://portal.sescsp.org.br/files/artigo/2c35247f/7242/48a8/8527/e4ac7a5f203b.pdf?utm_source">https://portal.sescsp.org.br/files/artigo/2c35247f/7242/48a8/8527/e4ac7a5f203b.pdf?utm_source</a></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.digitalbrazilproject.com/denilson-baniwa?utm_source">https://www.digitalbrazilproject.com/denilson-baniwa?utm_source</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-20 05:45:35 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia da artista Panmela Castro</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-08-20 13:46:03 UTC</pubDate>
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         <title>Revoada - 2023 (Antônio Obá)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3549225223</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p><strong>Artista:</strong> Antonio Obá</p></li><li><p><strong>Ano:</strong> 2023</p></li><li><p><strong>Especificação da obra:</strong> Instalação composta por aproximadamente 200 pares de mãos de crianças moldadas em resina, suspensas no alto da Galeria Praça da Pinacoteca de São Paulo. As mãos foram feitas a partir de oficinas realizadas pelo artista em escolas e ateliês, formando uma composição que remete aos ex-votos e à memória educativa do espaço. A obra reflete temas como coletividade, infância, educação e espiritualidade.</p></li></ul><p><br/></p><p><strong>Biografia de Antônio Obá</strong></p><ul><li><p><strong>Data de nascimento:</strong> 1968</p></li><li><p><strong>Local de nascimento:</strong> Brasília, Distrito Federal, Brasil</p></li></ul><p>Antônio Obá é um artista contemporâneo brasileiro, conhecido por sua produção que aborda identidade racial, memória histórica, ancestralidade e resistência cultural. Além de artista, Obá atuou como professor da rede pública do Distrito Federal por cerca de vinte anos, o que influencia sua prática artística educativa e comunitária. Ele trabalha com pintura, escultura, instalação e performance, conectando suas obras a símbolos da cultura afro-brasileira e à reflexão sobre a história e a sociedade brasileira.</p><p><br/></p><p><strong>Sobre a obra “Revoada”</strong></p><p>“Revoada” é uma instalação que simboliza a força coletiva e a importância da educação e da infância como ferramentas de transformação social. As mãos suspensas, moldadas a partir das mãos reais de crianças, remetem a ex-votos e à espiritualidade, dialogando com a história do edifício da Pinacoteca, que abrigava anteriormente o Liceu de Artes e Ofícios. A obra evidencia a conexão de Antônio Obá com a educação e a memória, reforçando a ideia de que arte e comunidade podem transformar e engajar socialmente.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-20 17:03:06 UTC</pubDate>
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         <title>Brumadinho número IV (2023) -   Júlio Vieira</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3549459635</link>
         <description><![CDATA[<p><em>Brumadinho number IV</em> integra a série de obras que o artista Júlio Vieira criou em resposta ao trágico rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, ocorrido em 2019. A série busca representar o impacto humano e ambiental daquele desastre, evocando memórias afetivas, símbolos de desequilíbrio natural e a fragilidade da vida, por meio de suas paisagens urbanas sensíveis e carregadas de emoção. O estilo pictórico delicado e as texturas orgânicas de Vieira sugerem a tensão entre a construção humana e a instabilidade da natureza.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-20 23:02:54 UTC</pubDate>
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         <title>Mahá - Arara Vermelha (2021) por Daiara Tukano</title>
         <author>allandelimaaraujo</author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3549462202</link>
         <description><![CDATA[<p>A obra escolhida foi <strong><em>“Mahá – Arara Vermelha”</em></strong> (2021), de <strong>Daiara Tukano</strong>, que integra a série <strong><em>Festa no Céu</em></strong>, a qual retrata aves sagradas da cosmologia do povo <strong>Tukano</strong>. A arara-vermelha, pintada em tinta acrílica e pasta metálica sobre uma grande tela suspensa, aparece como <strong>guardiã da terra</strong>, numa dimensão simbólica ligada às cerimônias em que as <strong>aves sustentam o céu</strong> para proteger a fertilidade do solo. Nesse sentido, a disposição das telas na exposição transmite a sensação de voo e cria uma <strong>atmosfera imersiva</strong>, em que a frente e o verso revelam tanto a magnitude da figura, assim como <strong>padrões geométricos</strong> inspirados nos <strong>mantos plumários tradicionais</strong>. Ainda, ao mesmo tempo em que celebra o <strong>sagrado </strong>e a <strong>ancestralidade</strong>, a obra também demonstra <strong>luto </strong>e <strong>resistência </strong>perante a perda cultural e ambiental causada pela <strong>colonização</strong>. Para além do impacto visual, sua potência está em articular <strong>espiritualidade</strong>, <strong>memória </strong>e <strong>crítica política</strong>, oferecendo uma experiência que dialoga com o <strong>espaço arquitetônico</strong> e convida à reflexão sobre <strong>identidade</strong>, <strong>pertencimento</strong> e <strong>proteção da natureza</strong>.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-20 23:07:58 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author>emilyxaviercampos</author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3550799424</link>
         <description><![CDATA[<p>Beatriz Ferreira Milhazes, nascida em 1960 no Rio de Janeiro, é hoje uma das artistas brasileiras mais reconhecidas no cenário internacional da arte contemporânea. Inicialmente formada em Comunicação Social, em 1981, ela acabou descobrindo sua verdadeira vocação ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde não apenas estudou, mas também atuou como professora e coordenadora de projetos culturais.<br>Sua carreira deu um salto em 1984, quando participou da famosa exposição “Como Vai Você, Geração 80?”. Esse evento marcou um novo momento na arte brasileira, depois do período da ditadura, trazendo de volta a energia da pintura com cores vibrantes e novas formas de experimentação. Foi nesse contexto que ela começou a se destacar, desenvolvendo uma linguagem muito própria. Suas obras misturam símbolos da cultura popular do Brasil (como o carnaval, o artesanato e até referências ao barroco) com influências do modernismo europeu.<br>Uma das marcas de sua técnica é o processo de pintar sobre plástico transparente e, depois, transferir essas formas para a tela. Esse método cria camadas sobrepostas, ricas em detalhes e cores, mas sem deixar espaço para pinceladas improvisadas. Suas obras fazem parte de grandes coleções internacionais, como as do MoMA em Nova York, da Tate Modern em Londres e do Guggenheim.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-21 21:06:34 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Ana Ruas - Série &quot;Floresta Encantada&quot;</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3550854870</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Ana Ruas</strong> nasceu em 1966, em Machadinho, no Rio Grande do Sul, onde viveu sua infância em São João da Urtiga e a juventude em Lagoa Vermelha. Formou-se em Artes Plásticas pela Universidade de Passo Fundo em 1988 e, após morar em Campinas e São Paulo, fixou residência em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, em 1996, onde vive e trabalha até hoje. Sua trajetória é marcada pelo diálogo entre pintura e espaço arquitetônico, explorando questões como luz, cor, gestualidade e relação com o entorno. Transita entre telas de grandes dimensões e intervenções em muros, viadutos e galerias, criando arquiteturas efêmeras que despertam encantamento no espectador. Ao longo de sua carreira, conquistou reconhecimento nacional, como o Prêmio PIPA Online em 2015, a indicação ao Prêmio PIPA em 2018 e o Prêmio FUNARTE Mulheres nas Artes Visuais em 2013.</p><p>A artista não se prende a estilos definidos, mas a conceitos e pesquisas visuais que partem da observação do ambiente. Sua produção revela forte influência da infância, da memória e do olhar lúdico, aliados a uma investigação contínua sobre os limites e possibilidades da pintura.</p><p>Entre suas criações mais conhecidas está a série <strong>“Floresta Encantada”</strong>, iniciada em 2016. Nesse projeto, Ana Ruas transforma seu ateliê em um laboratório pictórico, convidando crianças para interagirem diretamente com as telas. As crianças iniciam a pintura na parte inferior das obras, enquanto a artista conclui o trabalho de cima para baixo, a partir de andaimes, sem apagar as marcas infantis, mas estabelecendo um diálogo entre pinceladas, escorridos e gestos. Esse processo resulta em telas monumentais que evocam uma floresta mágica, densa e vibrante. Em algumas exposições, como no MACS (Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba) e no MARCO (Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul), dezenas de crianças participaram da construção das obras, reforçando o caráter coletivo e experimental da série.</p><p>A crítica reconhece em <em>Floresta Encantada</em> uma manifestação de vida e encantamento: formas lembram troncos, cipós, folhas e seres imaginários, criando atmosferas de memória, magia e preservação ambiental. Para Humberto Espíndola, trata-se de uma “mágica iniciação” que alia exuberância visual a um apelo poético e ecológico. Já Raquel Naveira destaca o caráter lúdico e onírico dessas pinturas, que convidam o público a adentrar em um universo simbólico e afetivo.</p><p>Assim, a série representa não apenas um exercício estético, mas também um manifesto sobre a importância da natureza, do imaginário e da participação coletiva na arte. Com ela, Ana Ruas reafirma sua pesquisa pictórica como um espaço de liberdade, memória e invenção, onde a floresta torna-se, nas palavras da própria artista, “a desculpa para pintar”.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-21 23:11:03 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>ANDRIW P NOUALS</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3550896015</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>O Cajueiro Atoa – Navegante Tremembé</strong></p><p>A obra <strong>“O Cajueiro Atoa”</strong> é uma das pinturas mais emblemáticas de <strong>Navegante Tremembé</strong>, pois representa, por meio do <strong>Toá</strong> (pigmento natural retirado do solo do mangue), a forte ligação espiritual e material do povo Tremembé com o <strong>cajueiro</strong>, árvore símbolo da vida, da abundância e da ancestralidade.</p><p>Na cosmologia Tremembé, o cajueiro é mais do que uma árvore frutífera: ele é um <strong>marco territorial, sagrado e comunitário</strong>, onde histórias, memórias e encontros acontecem. Ao pintá-lo, Navegante não apenas registra a imagem de um cajueiro, mas constrói um <strong>arquivo da Terra e da coletividade Tremembé</strong>, reforçando a noção de que natureza e humanidade são inseparáveis.</p><p>O título <strong>“Atoa”</strong> remete a uma ideia de liberdade, de não ter amarras — o cajueiro que cresce de forma orgânica, espalhando-se em várias direções, sem obediência a um padrão rígido. Essa imagem dialoga diretamente com a própria <strong>cosmovisão indígena</strong>, que compreende a vida como movimento, fluxo e diversidade.</p><p>Visualmente, a pintura traz as cores terrosas, ocres e avermelhadas do <strong>Toá</strong>, evocando a profundidade do solo e a memória geológica do território. O cajueiro aparece em estado de comunhão com outros seres vivos — aves, animais, águas e vento —, representando o equilíbrio da existência.</p><p>Assim, “O Cajueiro Atoa” não é apenas uma obra artística, mas também uma <strong>narrativa visual de resistência e preservação cultural</strong>, que reafirma a identidade Tremembé e o direito à terra, ao território e à memória coletiva.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p> <strong>Navegante Tremembé</strong></p><p>Navegante é uma mulher indígena Tremembé, com mais de 60 anos, pertencente à aldeia Varjota, em Itarema (CE). Há quase quatro décadas, dedica-se a retratar a cultura e o modo de vida de seu povo por meio de pinturas realizadas com o <strong>Toá</strong>, pigmento natural retirado do solo do mangue. Esses pigmentos, formados por camadas geológicas milenares, carregam em si não apenas a materialidade da terra, mas também a <strong>força espiritual do território</strong>, traduzindo uma conexão ancestral com a memória e a identidade Tremembé.</p><p>Em suas obras, Navegante apresenta <strong>paisagens ancestrais</strong> onde seres humanos, animais, plantas, águas e ventos coabitam em estado de equilíbrio e harmonia. Seus trabalhos são mais do que expressões artísticas: são <strong>arquivos vivos e patrimônios da Terra</strong>, guardando narrativas, cosmologias e a história de resistência de seu povo.</p><p>Reconhecida como uma <strong>guardiã dos saberes ancestrais</strong>, Navegante transmite seus conhecimentos às novas gerações, especialmente às crianças e jovens das escolas indígenas. Seu compromisso vai além da pintura: é também uma ação educativa e de resistência cultural, garantindo que a tradição do uso do Toá e as histórias do povo Tremembé continuem vivas.</p><p>A artista se afirma como <strong>ponte entre passado, presente e futuro</strong>, transformando a terra em cor, a memória em imagem e o território em testemunho. Seu trabalho é uma celebração da <strong>espiritualidade indígena, da preservação ambiental e da continuidade cultural Tremembé</strong>, fazendo dela uma das grandes referências da arte indígena contemporânea no Brasil.</p><p><br/></p><p>POR: ANDRIW P NOUALS</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-22 00:06:42 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>“Poema” por Leonora de Barros</title>
         <author>irruanunes2024</author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3550897226</link>
         <description><![CDATA[<p>Leonora de Barros nasceu em 1953, em São Paulo, cidade onde ainda vive e trabalha. Filha do artista e poeta concreto Geraldo de Barros, cresceu em contato direto com o universo da palavra e da imagem, algo que influenciou fortemente sua carreira. Formou-se em Linguística na Universidade de São Paulo (USP) e, a partir dos anos 1970, iniciou uma produção artística que mistura diferentes linguagens, como poesia visual, performance, fotografia e instalações.</p><p>O foco de sua obra está na exploração dos limites da linguagem, mostrando como a palavra pode deixar de ser apenas meio de comunicação e se tornar também imagem, corpo e som. Dessa forma, sua produção dialoga tanto com a tradição da Poesia Concreta brasileira quanto com pesquisas visuais contemporâneas, trazendo sempre um olhar pessoal em que o corpo assume papel central.</p><p>Um dos exemplos mais importantes desse percurso é a obra “Poema” (1979/1981). Trata-se de uma sequência de fotografias em que a artista registra a própria boca pronunciando a palavra “POEMA”. À medida que a palavra é fragmentada em partes, “P”, “O”, “E”, “M”, “A”, ela deixa de ser apenas um termo com significado e passa a existir como imagem. O gesto de falar, ampliado pela fotografia, transforma-se em poesia visual e performance, mostrando que a linguagem pode ser experimentada de diferentes maneiras.</p><p>“Poema” é considerado um marco na carreira de Leonora de Barros, pois sintetiza muitas de suas principais preocupações artísticas, a fusão entre artes visuais e literatura, a valorização do corpo como veículo de expressão e a transformação da palavra em objeto estético. Essa obra tem sido exibida em diversas exposições no Brasil e no exterior e continua sendo estudada como uma referência importante da arte experimental brasileira.</p><p>Com esse trabalho, Leonora de Barros mostra que a palavra pode ir além da escrita ou da fala, ela pode ser vista, sentida e performada. Assim, a artista questiona os limites entre dizer, mostrar e significar, transformando o simples ato de falar em uma experiência poética e sensorial.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-22 00:08:01 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>raianalemke195</author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3550993540</link>
         <description><![CDATA[<p>O artista escolhido foi Santidío Pereira , o artista nasceu em 23 de outubro de 1996 em um povoado chamado Curral Comprido localizado no Piauí. Com 6 anos foi morar em São Paulo onde ingressou no Instituto Acaia, com 8 anos deu seus primeiros passos artísticos, em suas obras ele usa a técnica de xilogravura que se  inspiram em memórias de paisagens do nordeste e também se destacam pelo uso de uma técnica desenvolvida por ele, em vez de trabalhar apenas com uma matriz de madeira, desenvolveu a técnica de “incisão, recorte e encaixe”, onde combina vários blocos como se fossem peças de um quebra-cabeça. Isso permite criar composições com sobreposição de cores, volumes e texturas, resultando em obras vibrantes e cheias de movimento.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-22 01:19:23 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>raianalemke195</author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3551025205</link>
         <description><![CDATA[<p>OS PÁSSAROS (2018) por SANTIDÍO PEREIRA </p><p>A obra escolhida faz parte da  série “Os Pássaros” criada a partir de 2018, é uma das obras mais marcantes de Santídio Pereira,que é composta por xilogravuras que representam aves da Caatinga brasileira de forma simbólica e estilizada. As obras não buscam o realismo, mas sim uma aproximação poética das formas das aves, que aparecem integradas ao ambiente, muitas vezes sobrepostas a elementos naturais como folhas e galhos.</p><p>Visualmente, a série destaca-se pela maneira como ele rompe com a tradição da xilogravura em preto e branco ao invés disso ele usa cores translúcidas e vibrantes, aplicadas em camadas sobrepostas, criando profundidade e leveza. As formas são simplificadas, mas cuidadosamente compostas, resultando em imagens que sugerem movimento e fluidez.</p><p>A técnica utilizada chamada de “incisão, recorte e encaixe” </p><p>permite criar composições complexas e dinâmicas a partir de múltiplos blocos de cor e forma.</p><p>Ao analisar, a obra nos convida a refletir na nossa relação com a natureza e também em como as memórias podem moldar as nossas vidas e possuem um grande impacto. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-22 01:37:48 UTC</pubDate>
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         <title>Wazacá, 2011 - por Jaider Esbell</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A obra “<strong>Wazacá, a Árvore da Vida</strong>”, de Jaider Esbell, carrega um profundo sentido espiritual enraizado na cosmovisão Makuxi. Para esse povo, a árvore não é apenas um elemento natural, mas um <strong>ser sagrado que sustenta e conecta todos os planos da existência</strong>. Suas raízes mergulham no mundo subterrâneo, onde habitam os ancestrais e os espíritos da terra; seu tronco ergue-se no plano físico, sustentando a vida humana, animal e vegetal; e sua copa se abre para o mundo espiritual, onde residem as forças divinas e cósmicas. O termo <strong>"Wazacá"</strong> refere-se à árvore sagrada que conecta diferentes planos da existência: o mundo subterrâneo (raízes), o mundo terreno (tronco) e o mundo espiritual (copa). Essa simbologia é central na tradição indígena, representando a interligação entre natureza, humanidade e espiritualidade.</p><p>Na obra, Esbell utiliza cores vibrantes e traços orgânicos para transmitir movimento e vitalidade, reforçando a ideia de que a vida é um ciclo contínuo. Sua abordagem mistura elementos da arte contemporânea com referências cosmológicas indígenas, desafiando fronteiras entre “arte erudita” e “arte ancestral”.</p><p> <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://youtu.be/FsMblgKOzRA">https://youtu.be/FsMblgKOzRA</a></p><p>Nesse vídeo, trago o autor explicando mais sobre a obra, na qual e impressionante entender sobre a interligação comentada. Como na pintura aparece, os frutos, os animais, as coisas boas e ruins, tudo isso diz muito sobre a cultura do artista e o que ela representa.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-22 01:40:39 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Retorno à maloca (2024) Gustavo Caboco</title>
         <author>brunamrosa24</author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3551082530</link>
         <description><![CDATA[<p>Gustavo Caboco, artista do povo Wapichana, nasceu em 1989, em Curitiba,Roraima. O frequente destaque da sua presença artística se dá a partir desse local de nascimento, trabalho, existência e território para expressar a sua identidade wapichana e para refletir sobre os deslocamentos históricos e forçados das populações indígenas.  Atualmente, o artista vive e trabalha em Cuiabá.</p><p>A formação de Caboco e a fundação de sua pesquisa artística estão profundamente ligadas à história de sua mãe, Lucilene Wapichana. Lucilene foi sequestrada de seu território, a maloca do Canauanim, em Roraima, aos dez anos de idade, em 1968, e levada para trabalhar em cidades como Boa Vista, Manaus e, posteriormente, Curitiba, sob o pretexto de "adoção". Em 2001, Gustavo, com 12 anos, acompanhou sua mãe em seu primeiro retorno à terra natal. Essa viagem foi um momento marcante que o ajudou a compreender as histórias que sua mãe narrava desde cedo. Gustavo percebeu a costura de sua mçe como uma ferramenta de resistência, algo que a manteve conectada às suas origens e ao território Wapichana. Essa de ligação de pontos e extensão da costura tornou-se uma metáfora central na obra de Caboco para pensar a memória Wapichana e a conectividade ancestral com a terra. Para o artista, as lições aprendidas com os fios e as histórias de sua mãe são a base da sua pesquisa, cuja força motriz são os caminhos que levam de volta ao território de origem.</p><p>A produção artística de Caboco abrange desenhos, pinturas, textos, bordados, animações, performances, instalações, fotografia, vídeo e som. Essas mídias diversas atuam como objetos de reflexão sobre os deslocamentos dos corpos indígenas, os processos de (re)territorialização e a produção e as retomadas da memória. Seu trabalho busca "costurar o pessoal ao político" e cultivar a memória e a ancestralidade para construir possibilidades de futuro. Ele desenvolve uma pedagogia anticolonial em espaços educativos, como escolas, universidades, centros culturais, e comunidades indígenas e quilombolas. Além disso, sua pesquisa em acervos e arquivos museológicos é uma forma de contrapor as narrativas hegemônicas da colonialidade. </p><p>Em 2024, Gustavo criou a obra "Retorno à maloca". Esta é uma acrílica sobre tela, com dimensões de 155 x 328 cm. O título da obra ressoa fortemente com os temas centrais da pesquisa e da trajetória artística de Caboco, que são os "caminhos de retorno à terra" e o fortalecimento da memória ancestral. Para ele, o "retorno à terra" significa além de uma volta física, mas sim uma série de "caminhos de ida", um processo contínuo de atualizações e de reafirmação da existência e da cultura Wapichana, insistindo que "não apagarão nossa memória". A "maloca" no título da obra representa um espaço arquitetônico primordial e simbólico de origem e resistência para os povos indígenas. O trabalho celebra os ciclos de fiar, plantar, rezar, semear, tecer e bordar, aqui, reforçados como atos de construção e fortalecimento cultural e da memória do seu povo. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-22 02:13:40 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Proteção Extrema Contra a Dor e o Sofrimento, 2011 - 
Rosana Paulino

</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Em sua investigação, Rosana Paulino realiza um intenso mergulho na história das afrodescendentes no Brasil, trazendo à tona a memória sensorial de um passado doloroso. Na série <em>Proteção extrema contra a dor e o sofrimento</em>, figuras femininas nuas e acuadas, sexualizadas e objetificadas, encontram no pranto uma manta protetora. Em <em>Tecido social</em>, Paulino confronta aspectos metafóricos e materiais do tecido por meio de suturas malfeitas e forçadas, instalando uma incomunicabilidade entre os elementos pictóricos das gravuras, que desmancham ideias de sociabilidade como convivência pacífica e de nação como unidade homogênea.</p><p><br/></p><p>Biografia: </p><p>Nascida em 1967 em São Paulo, cidade onde vive e trabalha, Rosana é bacharel e doutora em Artes Plásticas pela ECA / USP, além de ter especialização em gravura pelo London Print Studio, de Londres. Representada pela<a rel="noreferrer noopener" href="https://mendeswooddm.com/pt"> Galeria Mendes Wood DM</a>, a obra de Paulino está presente em importantes coleções institucionais brasileiras como Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu de Arte de São Paulo, Museu de Arte Moderna de São Paulo e Museu AfroBrasil, além das internacionais University of New Mexico Art Museum, Museu de Artes de Buenos Aires, The Frank Museum of Art e Otterbein University.</p><p><br/></p><p>Rosana Paulino apresenta um trabalho centrado em torno de questões sociais, étnicas e de gênero, concentrando-se em particular nas mulheres negras da sociedade brasileira e nos vários tipos de violência sofridos por esta população devido ao racismo e ao legado duradouro da escravatura. Paulino explora o impacto da memória nas construções psicossociais, introduzindo diferentes referências que intersectam a história pessoal da artista com a história fenomenológica do Brasil, tal como foi construída no passado e ainda persiste até hoje.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-22 08:32:44 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Mural: Ponto de Referência de Amora Moreira (2022)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Sua trajetória artística é marcada pela forte presença nas ruas. Em 2016, envolveu-se com o <strong>graffiti</strong> e integrou a <strong>PPKREW</strong>, um coletivo exclusivamente feminino focado em ampliar a ocupação de mulheres nesse cenário. Um de seus trabalhos de maior destaque nas ruas é o mural "Sankofa", uma obra de 20x5 metros localizada na Pequena África, que utiliza símbolos afro-brasileiros e referências da cultura black.</p><p>Academicamente, Amora frequentou a Escola de Belas Artes da <strong>UFRJ</strong> por quatro anos, estudando História da Arte e Escultura, mas sua paixão pelas técnicas digitais — impulsionada por sua passagem pelo Estúdio Escola de Animação — a levou a recomeçar sua graduação em Design na <strong>ESDI-UERJ</strong>. Essa versatilidade técnica permitiu que ela realizasse trabalhos para grandes marcas como <strong>Google, Cartoon Network, Sony Music e Spotify</strong>.</p><p>No campo literário, Amora ganhou visibilidade ao ilustrar <strong>"Tayó em Quadrinhos"</strong>, de Kiusam de Oliveira, obra que se tornou um sucesso de vendas na Bienal do Livro de São Paulo em 2022. Além disso, ilustrou "Crianças nas Sombras" pela editora Kitembo e participou de residências artísticas e projetos sociais, como o Street River Amazônia e a Residência Masculinidades NoBela.</p><p>Atualmente moradora de Vila Isabel, Amora consolidou sua trajetória institucional com sua primeira mostra individual, <strong>"A Casa Carioca é Suburbana"</strong> (2024), no Centro Cultural Correios. A exposição, que coincidiu com sua nova fase pessoal como mãe da pequena Aurora, reuniu memórias íntimas e coletivas para celebrar o subúrbio não apenas como estética, mas como um modo de vida</p>]]></description>
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         <pubDate>2026-05-31 00:03:43 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Algumas feridas que me protegem (2024) - Iyá Boaventura</title>
         <author>luizacoitinhovaz2007</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Obra: “Algumas feridas que me protegem” (2024), de Lyá Boaventura</strong></p><p>Em suas produções artísticas, Lyá Boaventura busca representar emoções intensas e profundas, como o amor, a dor amorosa, a religiosidade, a identidade e a nostalgia. A artista transforma esses sentimentos em arte, criando obras que promovem identificação e acolhimento para o público.</p><p>Sua técnica consiste na utilização de tintas PVA ou acrílicas aplicadas sobre tecido, resultando em composições delicadas que estabelecem um equilíbrio entre a suavidade visual e a profundidade dos temas abordados.</p><p>Na obra <em>Algumas feridas que me protegem</em>, o título sugere que determinadas dores e cicatrizes, embora sejam consequências de experiências traumáticas, também podem se tornar formas de resistência e preservação da memória. Assim, as feridas não simbolizam apenas sofrimento, mas também a capacidade de lembrar, aprender e compreender a própria história.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-03 03:15:31 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Auto Retrato Prestando Homenagem</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2026-06-03 16:21:39 UTC</pubDate>
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         <title>Marat (Sebastião)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Essa obra reconecta a história da arte ocidental (releitura do clássico quadro <em>A Morte de Marat</em>, de Jacques-Louis David) com a realidade urbana e social da periferia carioca. Vik desenhou a imagem em uma escala arquitetônica gigantesca no chão do Jardim Gramacho (então o maior aterro sanitário da América Latina), utilizando o próprio lixo da metrópole coletado por catadores locais. A experiência espacial aqui se dá na transformação do resíduo urbano em escala monumental, resgatando a memória e a ancestralidade oculta daqueles que vivem à margem da cidade.</p><p><br/></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.artsy.net/artwork/vik-muniz-marat-sebastiao-from-pictures-of-garbage">https://www.artsy.net/artwork/vik-muniz-marat-sebastiao-from-pictures-of-garbage</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-04 20:27:12 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Manto Tupinambá </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2026-06-07 18:11:12 UTC</pubDate>
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         <title>Jane Batista - “Quem te devora”</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Jane Batista, nasceu em 1975 em Piripiri, no Piauí. De origem afro-indígena, a artista é uma fotógrafa performática, artista visual e poeta que começou a dedicar-se na fotografia em 2020, utilizando apenas o telefone celular para realizar a captura e edição das imagens. Marcada pelo autorretrato, suas produções performam o uso cotidiano e explorando da memória, identidade, ancestralidade, representatividade e território. Ademais, destaca-se no cenário contemporâneo da fotografia brasileira por sua linguagem poética, sensibilidade e forma que constrói narrativas visuais que conectam com experiências de uma mulher negra e periférica. Em 2026, Jane apresentou a exposição “Quem te Devora?” na Embaixada do Brasil em Buenos Aires, sendo uma reflexão sobre a representação, poder e o olhar, convidando o público a refletir sobre como as imagens são transformadas e nos transformam </p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-08 22:47:50 UTC</pubDate>
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         <title>Isadora Jochims</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Data de Nascimento: 04/10/1985</p><p><em>Origem: Goiânia, GO, Brasil</em></p><p><em>Cidade Atual: Brasília, DF, Brasil</em></p><p><br/></p><p>Isadora Jochims é artista visual autodidata e transdisciplinar, além de médica reumatologista. Vive e trabalha em Brasília, onde desenvolve projetos que articulam arte e saúde. Sua produção investiga o corpo feminino como território de disputas entre vida e morte, cuidado e violência institucional, aproximando temas como memória, luto, adoecimento e relações de poder.</p><p><br/></p><p>Sua prática artística combina diferentes linguagens, como cerâmica, aquarela, instalação, performance, bordado e crochê, valorizando a manualidade e as experiências coletivas. Também atua no Hospital Universitário de Brasília, promovendo intervenções artísticas e projetos de humanização, e é cofundadora do Grupo Analgesia, coletivo voltado à experiência da dor crônica entre mulheres. Por meio de sua obra, Isadora Jochims propõe reflexões críticas sobre ciência, saúde, gênero e formas de cuidado.</p><p><br/></p><p><strong>“Segredo”, 2022, escultura, crochê livre e madeira ipê, 1,3 x 2,4 x 3 m</strong></p><p><br/></p><p>Na obra “A cada mil anos, uma Cuca morre, vira um pássaro triste e outra nasce”, Isadora Jochims revisita a figura folclórica da Cuca para refletir sobre morte, luto, transformação e criação da vida. A artista parte da lenda de origem ibérica e imagina a morte da personagem, realizando uma investigação simbólica de seu coração, representado por uma escultura em crochê.</p><p><br/></p><p>O coração, preservado como uma peça anatômica, remete tanto ao universo da medicina quanto às memórias, afetos e mistérios que permanecem após a morte. O uso do crochê, técnica tradicionalmente associada ao trabalho feminino, reforça temas presentes na pesquisa da artista, como o corpo, o cuidado e a transmissão de experiências entre gerações.</p><p><br/></p><p>A obra estabelece um diálogo entre ciência, mito e manualidade, explorando a continuidade entre vida e morte. A partir de materiais têxteis e elementos simbólicos da cultura brasileira, Isadora cria uma narrativa em que o fim não representa um encerramento, mas uma transformação capaz de gerar novas formas de existência.</p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-09 12:37:37 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Terra de ninguém  </title>
         <author>raquellampe115</author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3947007194</link>
         <description><![CDATA[<p>Terra de ninguém de Laryssa Machada, é uma obra que questiona as noções de vazio e ausência atribuídas aos territórios. A obra propõe uma reflexão sobre as histórias apagadas pelos processos coloniais e sobre a necessidade de construir novas formas de representação e pertencimento.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-09 17:51:40 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Desvio para o vermelho - Cildo Meireles</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>A obra "Desvio para o Vermelho" (1967–1984), de Cildo Meireles, é uma das instalações mais conhecidas da arte contemporânea brasileira e faz parte do acervo de Inhotim. </p><p>A instalação é composta por três ambientes, sendo o primeiro uma sala repleta de objetos vermelhos, como móveis, quadros, tapetes e utensílios. À primeira vista, o espaço parece comum, mas o excesso da cor cria uma sensação de estranhamento e intensidade.</p><p>A obra propõe uma reflexão sobre a forma como percebemos a realidade e como uma única cor pode alterar completamente nossa experiência do espaço. O vermelho pode ser associado a diversas ideias, como paixão, violência, sangue, poder ou alerta, deixando a interpretação aberta ao observador.</p><p>O objetivo não é apenas contemplar a obra, mas vivenciá-la, fazendo com que o visitante se sinta imerso em um ambiente que desafia seus sentidos e sua percepção visual. Por isso, ela é considerada um marco da arte conceitual e sensorial brasileira.</p><p><br/></p><p><br/></p><p>Cildo Meireles é um artista plástico e escultor brasileiro, nascido em 1948, no Rio de Janeiro. Considerado um dos maiores nomes da arte contemporânea brasileira, destacou-se a partir da década de 1960 por criar obras conceituais e instalações que estimulam a participação do público.</p><p>Seu trabalho aborda temas como percepção, política, sociedade e comunicação, frequentemente utilizando objetos do cotidiano de maneiras inesperadas. Durante o período da ditadura militar no Brasil, produziu obras com forte teor crítico e reflexivo.</p><p>Entre suas criações mais famosas estão Desvio para o Vermelho, Babel e Inserções em Circuitos Ideológicos. Suas obras são reconhecidas internacionalmente e já foram exibidas em importantes museus e exposições ao redor do mundo.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-09 20:47:59 UTC</pubDate>
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         <title>Aline Motta - Esravos de Jó</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3947299927</link>
         <description><![CDATA[<p>Aline Motta (Niterói, 1974) é uma artista visual brasileira que trabalha com fotografia, vídeo, instalação, performance, colagem e publicações. Sua produção investiga temas como memória, ancestralidade, identidade negra e as relações afro-atlânticas, buscando reconstruir histórias apagadas pela escravidão e pelo colonialismo. Por meio de pesquisas em arquivos, relatos familiares e documentos históricos, a artista cria novas narrativas sobre o passado e suas permanências no presente.  </p><p>Entre suas obras destaca-se Escravos de Jó (2016), um livro de artista posteriormente transformado em instalação. Inspirada na tradicional cantiga infantil brasileira, a obra propõe uma reflexão crítica sobre a escravidão no Brasil, investigando possíveis significados ocultos presentes na canção. Utilizando páginas de papel vegetal e papel-jornal sobrepostas, Aline Motta cria uma narrativa visual que aborda memória, resistência, ancestralidade e apagamento histórico, convidando o público a questionar a origem e os significados de elementos culturais que permanecem presentes na sociedade brasileira.</p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-10 00:48:16 UTC</pubDate>
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         <title>Projects: Tadáskía</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Sobre a obra: Na exposição <strong>Projects: Tadáskía</strong>, realizada no MoMA em 2024, a artista apresenta uma instalação que tem como núcleo a obra <em>ave preta mística mystical black bird</em> (2022), um grande conjunto de desenhos acompanhado por textos poéticos produzidos pela própria artista. A narrativa acompanha uma ave negra mística que atravessa paisagens imaginárias em uma jornada de transformação e liberdade. Além dos desenhos, a exposição inclui esculturas e intervenções espaciais que ampliam a experiência do visitante.</p><p>Ao observar a obra, percebo uma forte relação entre imaginação, memória e ancestralidade. As formas fluidas, as cores vibrantes e a ausência de limites rígidos criam uma atmosfera de constante mudança, como se tudo estivesse em processo de transformação. A figura da ave funciona como um símbolo de deslocamento, liberdade e autoconhecimento, conduzindo o observador por diferentes camadas de significados. A instalação não apresenta uma narrativa linear; ao contrário, convida cada pessoa a construir sua própria interpretação a partir das imagens, dos textos e das sensações produzidas pelo espaço.</p><p><br/></p><p>Biografia: Tadáskía nasceu em 1993, no bairro de Santíssimo, na periferia do Rio de Janeiro. É uma artista visual, escritora e educadora brasileira que desenvolve trabalhos em desenho, escultura, instalação, fotografia e performance. Sua produção artística é marcada por temas como transformação, ancestralidade, espiritualidade, imaginação e liberdade, frequentemente relacionados às suas vivências como mulher trans negra. Em 2024, ganhou projeção internacional ao realizar sua primeira exposição individual nos Estados Unidos, no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), consolidando-se como uma das vozes mais relevantes da arte contemporânea brasileira.</p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-10 01:56:09 UTC</pubDate>
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         <title>Requiem para um nome (2024) - Thix </title>
         <author>eduardogoesporto</author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3948694031</link>
         <description><![CDATA[<p>Na obra "Requiem para um nome" Thix realiza um autorretrato simbólico que aborda questões de identidade, memória e transformação. A artista aparece segurando a própria cabeça, representada com características masculinas, enquanto seu corpo atual é retratado com traços femininos. A imagem faz referência às pinturas clássicas europeias, especialmente aos retratos e cenas dramáticas do período barroco, utilizando iluminação intensa e composição solene.</p><p>A obra faz parte da exposição <em>Réquiem para um Nome</em> (2024), na qual Thix retrata pessoas LGBTQIAPN+ como figuras dignas de reconhecimento histórico, ocupando espaços tradicionalmente reservados às elites e personagens considerados importantes pela história da arte. O trabalho também possui um caráter autobiográfico, relacionando-se ao processo de transição de gênero da artista. A cabeça representada simboliza uma identidade passada, enquanto a figura principal representa sua reconstrução e afirmação no presente. </p><p><br/></p><p>Nascida em Porto Alegre em 1982, Tina Thix é uma artista visual brasileira que vive atualmete no Rio de Janeiro. Formada em desenho e pintura pela Florence Academy of Art, na Itália, e pela Barcelona Academy of Art, na Espanha, desenvolveu uma produção artística que combina técnicas do realismo clássico com discussões contemporâneas sobre identidade, memória e representatividade.</p><p>Seu trabalho investiga principalmente as experiências das comunidades queer e trans, utilizando retratos e elementos da pintura figurativa para questionar padrões sociais e ampliar formas de representação. Por meio de uma abordagem conceitual e documental, Thix explora temas relacionados ao gênero, ao corpo e à construção da identidade.</p><p>A artista participou de diversas exposições no Brasil e no exterior, recebeu o Prêmio Garimpo das Artes em 2024 e foi indicada ao Prêmio PIPA em 2025. Suas obras integram coleções particulares e instituições como o Museu de Arte do Rio (MAR) e o Museu Nacional de Belas Artes.</p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-10 22:37:16 UTC</pubDate>
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         <title>Queimada (2018) - Pedro Varela</title>
         <author>isafaxr</author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3948809244</link>
         <description><![CDATA[<p>A obra "Queimada" (2018), de Pedro Varela, retrata uma paisagem tomada pelo fogo, utilizando cores quentes e contrastantes para destacar a intensidade das chamas. A predominância dos tons vermelhos, alaranjados e amarelos cria uma atmosfera impactante, transmitindo a sensação de calor, destruição e transformação. A vegetação aparece envolvida pelo incêndio, chamando a atenção para os efeitos das queimadas sobre a natureza.</p><p>Mais do que representar um acontecimento específico, a pintura pode ser entendida como uma reflexão sobre a relação entre o ser humano e o meio ambiente. A imagem evidencia a fragilidade dos ecossistemas diante das ações humanas e convida o observador a pensar sobre questões ambientais que têm ganhado cada vez mais destaque na atualidade. </p><p>Pedro Varela é um artista visual carioca cuja produção inclui pintura, desenho, fotografia, escultura e instalação. Seu trabalho frequentemente explora a paisagem como tema central, investigando as mudanças provocadas pelo tempo, pela memória e pela intervenção humana. Ao longo de sua trajetória, participou de diversas exposições no Brasil e no exterior, consolidando-se como um dos nomes relevantes da arte contemporânea brasileira.</p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-11 00:39:08 UTC</pubDate>
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         <title>The Invisible Telescope - Sandra Cinto</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3948928517</link>
         <description><![CDATA[<p>The Invisible Telescope é uma instalação artística criada pela artista brasileira Sandra Cinto em 2018 para a University of South Florida, no campus de St. Petersburg, Estados Unidos. A obra foi desenvolvida especialmente para o local e instalada na área externa do edifício Lynn Pippenger Hall.</p><p><br/></p><p>A instalação é composta por dois grandes painéis de azulejos posicionados em paredes voltadas uma para a outra, criando um diálogo visual entre os dois lados do espaço. Os desenhos foram criados por Sandra Cinto e posteriormente reproduzidos em azulejos cerâmicos, formando uma obra permanente integrada à arquitetura do campus.</p><p><br/></p><p>Utilizando diferentes tons de azul e um grande círculo que lembra um telescópio ou um portal para o universo, a artista cria uma atmosfera que remete ao céu, ao mar e ao infinito. A obra convida os visitantes a refletirem sobre a imaginação, o conhecimento, os sonhos e as inúmeras possibilidades que se abrem quando ampliamos nossa forma de enxergar o mundo. Ao ocupar duas paredes opostas, a instalação também proporciona uma experiência mais imersiva, envolvendo o observador no espaço criado pela artista.</p><p><br/></p><p>Sandra Cinto nasceu em 1968, na cidade de Santo André, em São Paulo. É uma artista visual brasileira que trabalha com desenho, pintura, gravura, escultura e instalações artísticas. Formou-se em Educação Artística pela Faculdade Teresa D'Ávila (FATEA), em 1990. Suas obras costumam retratar elementos da natureza, como o mar, o céu e as estrelas, além de explorar temas ligados à imaginação, à memória e aos sonhos. Ao longo de sua carreira, participou de diversas exposições no Brasil e em outros países, tornando-se uma importante representante da arte contemporânea brasileira. Atualmente, vive e trabalha na cidade de São Paulo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-11 01:42:42 UTC</pubDate>
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         <title>Jujutsu Kaisen Vol. 14 - The Shibuya Incident: Right and Wrong  -  Gege Akutami</title>
         <author>lumengmv</author>
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         <description><![CDATA[<p>Gege Akutami (1992, Prefeitura de Iwate, Japão) é um mangaká japonês nascido em 26 de fevereiro de 1992 (embora algumas fontes apontem incertezas sobre a data exata devido ao caráter reservado do artista) conhecido por criar e ilustrar Jujutsu Kaisen, uma das séries de mangá mais populares da atualidade. Influenciado por autores como Tite Kubo e Yoshihiro Togashi, Akutami desenvolveu um estilo gráfico marcado por linhas expressivas, composições dinâmicas e forte carga emocional. Na capa do Volume 14 de Jujutsu Kaisen, que apresenta o personagem Ryomen Sukuna, o artista utiliza uma composição centralizada, cores frias contrastantes e texturas digitais para transmitir uma atmosfera de tensão, poder e ameaça. A expressão do personagem e o tratamento visual da imagem reforçam conceitos como caos, domínio e dualidade, resultando em uma capa de grande impacto visual que sintetiza a presença intimidadora de Sukuna na narrativa.</p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-11 01:56:14 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Deserto Verde e Macaco (2022) – Alice Lara</title>
         <author>anajuliasilveirar</author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3949032982</link>
         <description><![CDATA[<p>A obra <em>Deserto Verde e Macaco</em>, integrante da série <em>O Fastio da Terra</em> (2022), apresenta uma paisagem dominada por extensas áreas de vegetação, na qual um macaco aparece isolado em primeiro plano. Embora a cena seja marcada por tons vibrantes de verde e pela aparente abundância natural, o título sugere uma leitura crítica da paisagem. A expressão “deserto verde” é frequentemente utilizada para descrever territórios visualmente exuberantes, mas empobrecidos em biodiversidade devido à ação humana, especialmente em contextos de monocultura, desmatamento e expansão agropecuária. A presença solitária do animal reforça a reflexão sobre os impactos dessas transformações sobre a fauna e os ecossistemas.</p><p>A autora da obra, Alice Lara, nasceu em Brasília em 1987 e se autodenomina uma “pintora-bicheira”. Sua pesquisa artística é centrada na representação dos animais e nas relações estabelecidas entre seres humanos e outras espécies, utilizando a pintura como ferramenta para discutir questões ambientais, sociais e éticas. Formada em Artes Visuais pela Universidade de Brasília (UnB) e mestre em Poéticas Visuais pela USP, a artista desenvolve uma produção marcada pela observação da natureza e pela investigação das consequências da ação humana sobre ela.</p><p>A série <em>O Fastio da Terra</em> surgiu após a participação de Alice Lara em um projeto socioeducativo e ambientalista realizado no Pantanal em 2020, período em que a região enfrentava graves incêndios ambientais. A experiência motivou a criação de pinturas que abordam a fauna pantaneira e os impactos do agronegócio e do desmatamento sobre esse bioma. Assim, a paisagem retratada em <em>Deserto Verde e Macaco</em> ultrapassa a simples representação da natureza, tornando-se uma crítica às transformações ambientais contemporâneas.</p><p>Executada em acrílico, óleo e encáustica sobre tela, a obra explora diferentes texturas e camadas pictóricas, conferindo profundidade e riqueza visual à composição. A combinação entre a vastidão da paisagem e a vulnerabilidade do animal cria uma atmosfera de tensão silenciosa, característica da produção de Alice Lara, que frequentemente utiliza a figura dos animais para refletir sobre a forma como a sociedade se relaciona com o meio ambiente e com os seres vivos que compartilham esse espaço.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-11 02:35:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>N° 2 – Origem da Vida (série Filhos d&#39;Água, 2022)
</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3949066994</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Sobre a obra <em>N° 2 – Origem da Vida</em> (série <em>Filhos d'Água</em>, 2022)</strong></p><p>A obra <em>N° 2 – Origem da Vida</em>, integrante da série <em>Filhos d'Água</em>, foi produzida por Kika Carvalho em 2022 utilizando a técnica de óleo sobre tela. A pintura apresenta uma atmosfera poética e contemplativa, característica da produção da artista, marcada pelo predomínio dos tons de azul e pela forte presença de elementos ligados à água.</p><p>O título da obra sugere uma reflexão sobre a água como fonte primordial da existência. Mais do que representar um elemento natural, a artista utiliza a água como símbolo de nascimento, renovação, memória e ancestralidade. Dentro da série <em>Filhos d'Água</em>, o mar também assume um significado histórico e cultural, remetendo às travessias atlânticas e às experiências da diáspora africana.</p><p>A composição cria uma sensação de união entre corpo, natureza e memória, reforçando a ideia de que a origem da vida está conectada tanto aos processos naturais quanto às heranças culturais e ancestrais. A obra convida o observador a refletir sobre pertencimento, identidade e as relações profundas entre passado, presente e futuro.</p><p><br></p><p><br/></p><p><br/></p><p>Kika Carvalho é uma artista visual brasileira nascida em Vitória, Espírito Santo, em 1992. Formou-se em Licenciatura em Artes Visuais pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) em 2018 e atualmente vive e trabalha no Rio de Janeiro. Sua produção artística envolve principalmente a pintura, mas também incorpora desenho, colagem e fotografia.</p><p>A artista desenvolve pesquisas relacionadas à memória, ancestralidade, identidade negra e às conexões históricas entre Brasil e África. Um dos elementos mais marcantes de suas obras é o uso recorrente da cor azul, inspirada pelas paisagens marítimas de sua cidade natal e pelo simbolismo da água como espaço de memória, transformação e pertencimento. Ao longo de sua trajetória, participou de exposições, residências artísticas e projetos que fortaleceram sua investigação sobre as experiências da diáspora africana e as relações culturais estabelecidas através do Oceano Atlântico.</p><p>Desde 2017, a artista tem concentrado sua pesquisa na representação de pessoas negras em espaços historicamente associados ao privilégio e à exclusão social, buscando construir novas narrativas de visibilidade e pertencimento. Seu trabalho já foi exibido em importantes instituições e galerias no Brasil e no exterior, incluindo exposições na Pinacoteca de São Paulo, além de mostras em Portugal, Itália, Estados Unidos e Espanha. Também foi indicada ao Prêmio PIPA em 2021 e 2023.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-11 02:52:04 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Desvio para o Branco - Helô Sanvoy</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3949084028</link>
         <description><![CDATA[<p>Helô Sanvoy, nascido no ano de 1985 em Goiânia - GO, é mestre em Poéticas Visuais pela ECA/USP e licenciado em Artes Visuais pela FAV/UFG. Faz parte do coletivo de performance Grupo EmpreZa desde 2011, no qual desenvolve pesquisa acentuada sobre a poética do corpo e seus derivados. Como artista individual, busca a experimentação e a junção de materiais diversos, como também o estudo de processos, linguagens e suportes. Em 2023, foi indicado para o prêmio PIPA e foi um dos artistas premiados.</p><p>A obra Desvio para o Branco, é uma videoinstalação e intervenção artística feita em 2013, que critica a relação entre poder político, criminalidade, narcotráfico e mídia no Brasil.</p><p>O trabalho surgiu após casos reais de apreensão de cocaína ligados a figuras políticas. Para a ação, o artista produziu falsos tabletes de droga feitos de gesso e gravatas e os abandonou em frente à Assembleia Legislativa de Goiás. A polícia recolheu os objetos e a imprensa divulgou o caso como se fosse uma apreensão real, sem saber que se tratava de uma obra de arte. A imprensa noticiou a estranha intervenção sem nada explicar sobre a autoria da ação e a origem da suposta droga. </p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-11 03:00:44 UTC</pubDate>
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         <title>Boiúna (2019) - Uýra </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3949319866</link>
         <description><![CDATA[<p>Na obra a artista se transmuta na serpente mítica amazônica Boiúna que é uma entidade ancestral das lendas amazônicas, conhecida como a cobra-grande que protege as águas. Com uma cauda longa que se mistura ao lixo acumulado nas águas, a obra simboliza o espírito da floresta que emerge do meio da destruição para cobrar visibilidade, respeito e também denunciar a poluição e descaso. </p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-11 05:32:06 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Série “Restauros Pretos”, “Sobá/Iemanjá”</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/isamaricatto/d1m9qtdd64tlb8fd/wish/3954064660</link>
         <description><![CDATA[<p>A obra apresentada pertence à artista visual, historiadora da arte e educadora paulista May Agontinmé. O trabalho integra a sua aclamada série intitulada <em>Restauros Pretos</em>, na qual a artista se apropria de iconografias religiosas populares, majoritariamente santas católicas e divindades de matriz afro-brasileira, para realizar intervenções diretas por meio de técnicas têxteis mistas. O objetivo central desse conjunto de obras é reconfigurar imagens que passaram por processos históricos de embranquecimento, devolvendo-lhes traços e identidades fisionômicas que dialoguem com a sua verdadeira raiz e ancestralidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-15 22:25:26 UTC</pubDate>
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