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      <title>Argumentação e Lógica Formal 1 by Marcelo Miranda</title>
      <link>https://padlet.com/marcelogerapt/czyzikhxt8e6</link>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-11-10 16:49:23 UTC</pubDate>
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         <title>1.1) Distinção, Validade, Verdade</title>
         <author>marcelogerapt</author>
         <link>https://padlet.com/marcelogerapt/czyzikhxt8e6/wish/302887360</link>
         <description><![CDATA[<div><br> A lógica é a disciplina ou área do saber que estuda a validade das inferências ou a estrutura dos raciocínios.<br> A estrutura, ou forma de raciocínio, é o tipo de relações que se estabelecem entre as premissas e a conclusão de um argumento. A lógica tem como principais tarefas:</div><ul><li>Propor modelos ou formas de raciocínio válido;</li><li>Estabelecer as regras que nos permitem raciocinar corretamente;</li><li>Identificar algumas das razões pelas quais erramos.</li></ul><div><br><strong>a) Argumentos</strong> <br> <br>Um argumento é uma sequência de enunciados constituída por: </div><ul><li>Uma ou mais premissas - ou seja, as razões que justificam a conclusão;</li><li>Uma conclusão - ou seja, a ideia que se pretende defender.</li></ul><div> Os argumentos deixam-se representar por uma forma-padrão, ou forma canónica.<br> Exemplo:<br>Premissas:<br>1) Todos os homens são mortais.<br>2) Sócrates é Homem.<br><br>Conclusão:<br>3) Logo Sócrates é mortal.<br><br><strong>b) Proposições<br><br> A proposição é o conteúdo expresso numa frase declarativa com valor de verdade.</strong> Só as frases declarativas, por puderem ser verdadeiras ou falsas, expressam proposições.<br> Premissas e conclusão expressam proposições.<br><br>Exemplos de proposições<br>1) A poesia é uma arte.<br>2) A poesia não é uma arte.<br>3) Alguma poesia é uma arte.<br><br><strong>c) Termos<br><br></strong>O termo é a expressão verbal de um conceito. O conceito é a ideia, ou seja, o pensamento que refere objetos ou algo.<br> Existem termos que expressem mais do que um conceito, são termos ambíguos, por exemplo "canto" e podem gerar equívocos na comunicação.<br><strong><br>1.2) Validade, Verdade<br><br>A validade é uma propriedade dos argumentos. </strong>A validade deriva da<strong> forma </strong>do argumento. Um argumento diz-se válido quando a sua estrutura lógica se apresenta de tal modo que não infringe qualquer regra lógica.<br> A lógica formal dedica-se aos critérios de validade das inferências, não ao conteúdo dos argumentos. <br> <strong>A verdade é uma propriedade das proposições. </strong>As proposições são verdadeiras se dizem aquilo que é. Se eu disser " a capital de Portugal é Hong-Kong", digo uma falsidade, se disser "a capital de Portugal é Lisboa", a proposição será verdadeira.<br><br>Argumento: Todas as crianças são curiosas.<br>Alice é uma criança.<br>Logo Alice é curiosa.<br><br> O argumento é dedutivamente válido uma vez que a conclusão é uma consequência necessária das premissas.<br> Um <strong>argumento dedutivamente válido </strong>é aquele em que, se as premissas forem verdadeiras, é impossível que a conclusão seja falsa. <strong>Nos argumentos dedutivos, a conclusão é uma consequência necessária das premissas.<br><br> </strong>Um argumento válido<strong> pode conter:<br><br></strong>1) Premissas;<br>   Conclusões falsas.<br>2) Premissas Falsas;<br>    Conclusões Verdadeiras.<br> <br> Um argumento válido apenas <strong>não admite:<br><br></strong>1) Premissas Verdadeiras;<br>   Conclusões Falsas.<br><br> Os argumentos dedutivos são válidos ou inválidos apenas em virtude da sua forma lógica, não do seu conteúdo.<br> Para avaliarmos um argumento dedutivo, basta termos em conta a sua estrutura, de acordo com certas regras.<br><br><strong>1.3) Solidez dos Argumentos<br><br> Um argumento sólido é um argumento válido e com premissas verdadeiras.<br><br></strong>Exemplo: <br> Todos os homens são mortais.<br> Sócrates é homem.<br> Logo Sócrates é mortal.<br><br> A estrutura do argumento é válido e todas as premissas são verdadeiras. Logo o argumento é válido.<br> Todos os argumentos sólidos são válidos, mas nem todos os argumentos válidos são sólidos.<br><br><strong>1.4) Validade dedutiva e validade indutiva<br><br></strong> Enquanto que nos <strong>argumentos dedutivos válidos </strong>há uma relação de necessidades que torna impossível aceitar as premissas e recusar a conclusão, nos <strong>argumentos indutivos válidos</strong> (fortes ou bons) não é impossível as premissas serem verdadeiras e a conclusão falsa.<br> Num <strong>argumento indutivo forte</strong> ou <strong>bom</strong>, dada a verdade das premissas é pouco provável que a conclusão seja falsa. <br> Os argumentos indutivos são objetos de estudo da lógica informal, que se dedica a processos não dedutivos de inferência. <br> Na lógica informal, a validade de um argumento é determinada não apenas pela forma, mas também pelo conteúdo. </div><div><br></div><div>  <br> </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-10 17:30:44 UTC</pubDate>
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         <title>1.2) Formas de Inferência Válidas</title>
         <author>marcelogerapt</author>
         <link>https://padlet.com/marcelogerapt/czyzikhxt8e6/wish/302896180</link>
         <description><![CDATA[<div><br><strong>Noções Básicas de Lógica Aristotélica<br><br></strong>Segundo Aristóteles a lógica é a disciplina que investiga o modo como raciocinamos corretamente. A Lógica Aristotélica lida com um tipo especial de argumento dedutivo - o silogismo.<br> O silogismo é um argumento com apenas duas premissas e uma conclusão. Por ser um argumento dedutivo, o silogismo válido é aquele em que, se as premissas forem verdadeiras, a conclusão não pode ser falsa.<br><br><strong>a) A estrutura do silogismo categórico<br><br> </strong>Os silogismos categóricos são constituídos por proposições declarativas categóricas: proposições do tipo - <br>S é P;<br>S não é P.<br>Sendo S o sujeito e P o predicado.<br> A relação entre S e P estabelece-se através da união, que afirma (é) ou nega (não é), a atribuição de um predicado a um sujeito.<br> As proposições podem assumir quatro tipos diferentes, segundo a sua qualidade e quantidade.<br><br>Tipo A)<br>- Proposição Universal Afirmativa: Todo o S é P<br><br>Tipo E)<br>- Proposição Universal Negativa: Nenhum S é P.<br><br>Tipo I)<br>- Proposição Particular Afirmativa: Algum S é P.<br><br>Tipo O)<br>-Proposição Particular Negativa: Algum S não é P.<br><br><strong>b) Extensão e compreensão de um Termo<br><br> </strong>A compreensão é a propriedade de objetos referida por um termo.<br>Exemplo: A compreensão do termo "réptil" é a propriedade ou o conjunto de propriedades que definem os répteis: "Animal vertebrado, tetrápode e ectotérmico, etc, ou seja, as características comuns a todos os répteis.<br> A extensão é a totalidade dos objetos que possuem uma certa propriedade.<br> Assim, a extensão do termo réptil é todos os objetos "seres" que possuem a propriedade de serem répteis, tais como: serpentes, lagartos, crocodilos, etc.<br><br><strong>c) Distribuição dos Termos nas Proposições<br><br> </strong>Um termo diz-se distribuído numa proposição se, e somente se, é tomado em toda a sua extensão.<br> A quantidade está correlacionada com a distribuição do sujeito de uma proposição, enquanto a qualidade está correlacionada com a distribuição do predicado.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-10 18:43:16 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>1.2) Formas de Inferência Válidas (continuação)</title>
         <author>marcelogerapt</author>
         <link>https://padlet.com/marcelogerapt/czyzikhxt8e6/wish/302901704</link>
         <description><![CDATA[<div><br><strong>d) O quadrado da oposição ou o quadrado lógico<br><br> </strong>Segundo a Lógica Aristotélica, a partir de uma proposição com um determinado valor de verdade podemos inferir o valor de verdade pelo menos numa proposição de outro tipo, desde que as proposições tenham o mesmo sujeito e predicado.<br><br><strong>e) Relações Lógicas entre Proposições<br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-10 19:29:58 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>1.2) Formas de Inferência Válidas (continuação)</title>
         <author>marcelogerapt</author>
         <link>https://padlet.com/marcelogerapt/czyzikhxt8e6/wish/302905442</link>
         <description><![CDATA[<div><br> O quadrado da oposição é um diagrama que nos permite visualizar as relações lógicas entre os valores de verdade dos quatro tipos de proposições com o mesmo sujeito e predicado.<br><br></div><ul><li><strong>Contraditoriedade</strong> - Relação entre as proposições A-O e E-I. </li></ul><div> <strong>Proposições Contraditórias:</strong> Se uma é verdadeira a outra é falsa. Se uma é falsa a outra é verdadeira.                                    </div><div><br></div><ul><li><strong>Contrariedade</strong> - Relação entre as proposições A-E.</li></ul><div> <strong>Proposições Contrárias:</strong> Não podem ser ambas verdadeiras mas podem ser ambas falsas.<br><br></div><ul><li><strong>Subcontrariedade</strong> - Relação entre a proposições E-O.</li></ul><div> <strong>Proposições Subcontrárias:</strong> Podem ser ambas verdadeiras mas não podem ser ambas falsas.<br><br></div><ul><li><strong>Subalternidade </strong>- Relação entre as proposições A-I e    E-O.</li></ul><div> <strong>Proposições Subalternas: </strong>Se a universal é verdadeira, a particular é verdadeira. Se a universal é falsa, a particular pode ser verdadeira ou falsa. Se a particular é verdadeira, a universal pode ser verdadeira ou falsa. Se a particular é falsa a universal é falsa.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-10 20:03:56 UTC</pubDate>
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