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      <title>Meu padlet impressionante by Camila Nascimento</title>
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      <description>Criado com carisma</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-08-31 23:40:04 UTC</pubDate>
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         <title>A LITERATURA DE MASSa Adriano Ramon Lani</title>
         <author>camilamsn2015</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>A literatura de massa nasce com o surgimento do capitalismo e da ascensão da classe burguesa da época, que almejava a uma nova arte, mais popular, por isso, os escritores românticos romperam totalmente com o Classicismo, fazendo surgir então, uma literatura mais acessível, também na forma de publicação. Nessa época, criou-se um gênero literário mais inteligível à burguesia que a poesia épica: o romance. Com a invenção da imprensa por Gutenberg, tornou-se mais fácil produzir e reproduzir um grande volume de obras, porém a distribuição e o preço ainda eram inacessíveis para a maioria pertencente à classe proletária.<br>Pensando nesse impasse, um dono de jornal, com um ótimo senso de mercado lança o Folhetim. A expressão (roman-feuilleton) origina-se do jornal Lê Presse, de Émile di Girardim, por volta de 1836. Trata-se na verdade, de uma literatura não legitimada pela escola ou por instituições acadêmicas, mas pelo próprio jogo de mercado e, Girardim aproveitou um gosto compulsivo por prosa de ficção (atestado pelas circulating libraries na Inglaterra e pelos 300 a 400 gabinetes de leitura existentes em Paris, espécie de lojas de aluguel de livros do mais variado padrão cultural). O Folhetim era publicado em um espaço do jornal destinado à diversão, o rodapé, e publicado aos pedaços. Se a história agradasse ao público ela continuaria, pelo contrário seria substituída por outra.<br>A partir de então se convidam escritores para escrever propositalmente para o jornal. O primeiro romance encomendado para a publicação em fatias é La Vielle Fille (“A solteirona”), de Honoré Balzac. As tiragens do jornal aumentaram consideravelmente durante a publicação da obra. No entanto, as cartas de indignação, denunciando a imoralidade do romance afluíram à redação do jornal e obrigaram Girardin a romper uma colaboração que deveria prosseguir. Ao sacrificar Balzac, o diretor do jornal fornecia um atestado de moralidade, do qual ele próprio reconhecia o poder dos consumidores e garantia a fidelidade desses mesmos consumidores.<br>No Brasil, alguns escritores se inspiravam nas obras dos folhetinistas estrangeiros como: Sue, Alexandre Dumas, Paul de Kock, Charles Dickens, Walter Scott, Ponson du Terrail e outros, tirando a receita deles e adaptando-as para a literatura brasileira.<br>E nesta linha enquadraram-se os romances de Joaquim Manoel de Macedo (A moreninha, que se tornaria uma espécie de fórmula para o autor, O moço loiro, Vicentina, Nina), Bernardo Guimarães (Ermitão de Muquém, O garimpeiro, A escrava Isaura, O seminarista), Visconde de Taunay (O Encilhamento), Franklin Távora (O Cabeleira), José de Alencar (A pata da gazela, Encarnação, Diva e outros).<br>E quem eram os leitores dessas narrativas românticas? Deixemos responder Alfredo Bosi (1983, 141-2): “Moços e moças provindos de classes altas e, excepcionalmente, média; eram os profissionais liberais da Corte ou dispersos pela província. Era o tipo de leitor que busca entretenimento.”. É preciso particularizar que, no Brasil, muitas vezes os romances eram publicados em jornal devido às dificuldades técnicas para a edição de livros. Como não raro o livro era impresso fora do País (Lisboa, Porto ou Paris), o jornal apresentava-se, então, como a solução. Romances que nada tinham de folhetinesco em sua estrutura textual podiam, assim, ser publicados em jornal (por exemplo, Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis) e não ter nenhum sucesso de público.<br>O sucesso do Folhetim foi tão grande que eles passaram a manter a tiragem do jornal, já que as histórias eram publicadas em pedaços e os leitores se viam obrigados a adquirirem o jornal para poder acompanhá-las. As obras que se destacavam nos jornais eram posteriormente publicadas no formato de livro.<br>Através do folhetim originam-se algumas obras de literatura de massa consideradas best-sellers. Os Best-sellers não postulam qualquer reconhecimento artístico, conformando-se a um papel descartável, o que lhes faculta a multiplicação infinita de um único modelo. O Best-seller assimila da literatura os traços estéticos vigentes, e os atenua, para diluir o eventual caráter de contestação a algum sistema de dominação, seja estético, político ou ideológico, mas, para uma obra tornar-se um Best-Seller, ela deve passar pelo jogo do mercado, onde existem dois públicos: o investidor, que analisa a obra e sugere mudanças, visando aceitação do mercado e o público leitor, que opina sobre a obra.<br><br></div>]]></description>
         <pubDate>2020-08-31 23:40:04 UTC</pubDate>
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