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      <title>Contos Medievais by DIRCEU SILVA</title>
      <link>https://padlet.com/dirceusilva1/cxwlkbtb271m5nui</link>
      <description>Inspirados na leitura do livro &quot;Cavaleiro Inexistente&quot; de ítalo Calvino, os alunos foram desafiados a produzir um conto com a temática Idade Média.
Como parte da avaliação da disciplina História, o conto deveria apresentar aspectos sociais do período medieval, trazendo referência aos temas aprendidos nos capítulos indicados. As produções deveriam apresentar ou fazer referência a um personagem ou evento histórico importante.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-10-11 18:24:30 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-05-05 14:13:25 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Davi Elizei- Conto não nomeado</title>
         <author>dirceusilva1</author>
         <link>https://padlet.com/dirceusilva1/cxwlkbtb271m5nui/wish/1808515036</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-10-11 18:42:32 UTC</pubDate>
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         <title>Carlos Martel: As nuances da real história sendo contada - João Gabriel Noronha Ribeiro </title>
         <author>dirceusilva1</author>
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         <description><![CDATA[<div>Nas muralhas do Reino Franco, em 732 d.C., se encontrava Carlos Martel, um mordomo que ajudava no comando da região. Precisou sair para comandar uma batalha, na qual lutaria contra avanços sobre o território dos cristãos. Para ele, aquele era só mais um simples dia, no qual auxiliava o rei comparecendo com suas obrigações completamente realizadas e portando uma simplicidade que espantava a todos. &nbsp;</div><div>&nbsp;- É verdade – disse o rei nervoso – você acha que estou louco? Eu ouvi muitas coisas do céu e da terra. Ouvi muitas coisas do inferno. Tente escutar com atenção, você também poderá ouvir. Aqueles lunáticos só querem nos destruir, eu juro que ouvi.&nbsp;</div><div>&nbsp;- Mas senhor, nós podemos vencê-los, esqueceu que sempre fazemos isso? Eles sempre aparecem e tentam acabar com nossa fé. Justo nós, que possuímos um Deus tão poderoso que nos protege em todos as batalhas. Mesmo eu, um simples guerreiro consigo compreender isso. – Comentava um soldado franco.&nbsp;</div><div>&nbsp;- Vocês não entendem o que estou dizendo! Na minha mente aquele momento pareceu muito real. Tenho certeza que um homem surgirá para roubar meu cargo e será por culpa deles. Aqueles que se dizem fiéis surgiram para destruir nosso reino. Eu ouvi. Todos precisam se preparar e me obedecer, afinal eu sou o rei aqui.&nbsp;</div><div>&nbsp;- Claro, senhor. Eu não quis ofender. Mas é que... Eu...&nbsp;</div><div>&nbsp;- Você não precisa se explicar. Só faça o que mando.&nbsp;</div><div>Após algum tempo, os soldados viram Carlos Martel, o mais importante mordomo, chegando, e foram afobados para contar-lhe sobre o rei.&nbsp;</div><div>- O que está acontecendo? – questionou Martel – O rei está tendo suas visões futuristas outra vez? Ele está sendo corrompido pelo povo com suas crenças mágicas. Logo será expulso desse cargo. Só pode estar louco!&nbsp;</div><div>&nbsp;A verdade é que o rei, mesmo estando realmente tendo sonhos um pouco conturbados e sendo aclamado por todos, sendo creditado como parte de uma lenda, estava sim tendo constantes premonições peculiares. Mas mal sabiam seus soldados o que estava por vir. Quem poderia salvá-los?&nbsp;</div><div>&nbsp;De repente, o imperador apareceu e se mostrou muito frustrado.&nbsp;</div><div>&nbsp;- Você me julga louco. Os loucos não sabem. Mas você precisa ver como realizei tudo com sensatez e prossegui naquele sonho para compreender tudo. Eles querem nos dominar.&nbsp;</div><div>&nbsp;Nesse momento uma flecha partiu a vidraça do local e atingiu em cheio o coração do rei, que, com dificuldades, só conseguiu balbuciar:&nbsp;</div><div>&nbsp;- Em verdade vos digo, eles virão. Ele virá.&nbsp;</div><div>“Eles” poderiam representar qualquer um. Mas não. O rei sabia claramente de quem estava falando. Era daqueles seus inimigos clássicos, os quais estudamos nos livros de história. Porém, a história não mostra que o rei sempre fez seu alerta, e apenas taxa Martel como o grande herói dos francos do período.&nbsp;</div><div>O alerta era sobre os muçulmanos, que sobre o aspecto dos francos cristãos eram os inimigos que queriam avançar sobre seus territórios para dominar tudo o que vissem pela frente. E a história é mais ou menos isso mesmo, mas também apresenta algumas nuances e verdades ocultas por trás.&nbsp;</div><div>Abdal Ramane Ibne Abdalá Algafequi era o líder dos muçulmanos naquele período e temia que fossem novamente derrotados pelos francos, após sucessivas derrotas. Então, ordenou aos seus soldados:&nbsp;</div><div>&nbsp;- Mesmo que não gostemos daqueles cristãos, que pensam que podem nos dominar, acredito que neste momento não devemos iniciar outra batalha contra eles. Nosso povo já está fraco e impaciente por termos provocado tantas guerras. Até as mulheres já começaram suas manifestações. Se o povo continuar assim precisaremos pará-los de outros meios e sofreremos ainda mais baixas em nossa população, o que pode nos atrapalhar.&nbsp;</div><div>&nbsp;- Mas senhor Abdal, e se eles estiverem planejando avançar sobre nós às escondidas? – questionou um homem maltrapilho que ouviu a conversa do rei.&nbsp;</div><div>&nbsp;- Quem é você? Acredito que não tenha permissão de ouvir nossas conversas. O que quer aqui?&nbsp;</div><div>&nbsp;- Senhor, sou só um simples homem que ouviu algumas coisas por detrás daquelas muralhas dos francos. &nbsp;</div><div>&nbsp;- O que exatamente você ouviu? &nbsp;</div><div>&nbsp;- Os francos cristãos estão pensando em tomar todos os territórios ao redor para espalhar o cristianismo e dizimar os muçulmanos em seu caminho. &nbsp;</div><div>Na verdade, aquele homem maltrapilho era Martel, que se disfarçava constantemente para observar o território inimigo. E em sua sétima noite descobriu que o líder dos muçulmanos não queria uma batalha contra os cristãos e, por isso, precisou agir rapidamente. Seu plano era se fingir de bom moço para conquistar seus objetivos, como por exemplo, tomar o trono. Então, aproveitando de seu disfarce, contou algumas mentiras a Abdal, o que ocasionou a famosa Batalha de Poitiers. Logo, a história não é como conhecemos.&nbsp;</div><div>&nbsp;Sinto que a história precisa se desenrolar de uma forma um pouco mais rápida para que ela possa chegar ao fim antes de... antes que eu... Bom, Carlos aproveitou da situação do anúncio da guerra e bolou uma estratégia para que conseguisse acabar com a vida de seu rei e o arco e flecha lhe pareceu uma boa estratégia. Portanto, essa característica foi ocultada da história: “Carlos Martel só foi o líder e vencedor da batalha por supostamente ter me matado, digo, ter matado o rei.”&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; ***&nbsp;</div><div>Depois de algumas semanas do anúncio da batalha, Martel controlava todo o exército franco e conseguiu, por meio de uma flecha envenenada, matar o líder dos muçulmanos e vencer a BATALHA DE POITIERS. Assim, sua dinastia se perpetuou ao longo dos tempos como um herói que venceu a guerra contra os muçulmanos e impediu o avanço sobre os francos cristãos, mas como eu consegui me lembrar, a história foi bem diferente, taxando de herói o real vilão.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; ***&nbsp;</div><div>Parece que consegui contar a história verdadeira e já consigo perceber minha punição por isso. Já percebo os sons e os passos dele. Já ouço as vozes dizendo que ele está me encontrando. Será que ele realmente conseguirá me matar dessa vez? Ou será que novamente o meu medalhão protegerá meu coração?&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-11 18:48:04 UTC</pubDate>
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         <title>Trajetória rumo a conversão -Thyara Rany Vital Almeida</title>
         <author>dirceusilva1</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Eu fui o primeiro rei dos Francos a unir todas as tribos francas, sob um único governante alterando a forma de liderança de um grupo de chefes tribais para um governo de um único e assegurei que o reinado fosse passado para os meus herdeiros. Fui considerado o fundador da França e da Dinastia Merovíngia. Com a morte de meu pai, precisei assumir o trono quando tinha apenas 15 anos de idade. Para a minha sorte fui bem preparado por meu pai e demorei pouco tempo para firmar a maior força da Europa. O meu primeiro grande feito foi quando me juntei com meus primos Ragnachar e Chararic e alguns aliados, entrei em combate contra Syagrius na Batalha de Soissons, porém Syagrius para evitar ser capturado fugiu para Toulouse, cidade localizada no sudoeste da Gália, onde esperava encontrar refúgio com Alarico II, um jovem rei. Peguei meu exército e persegui Syagrius exigindo que ele se entregasse. Alarico foi inteligente já que não tinha coragem de entrar em conflito comigo e acabou entregando Syagrius. Com isso segui para Soissons e lá mesmo decapitei ele. Depois de muitas conquistas comecei a ser instruído na fé pelo eremita São Vasta, depois pelo bispo de Arras. São Remígio, bispo de Reims começou a se aproximar de mim com o objetivo de me levar para a igreja e conseguiu. Nessa altura eu já tinha me tornado um dos mais fortes reis bárbaros e formei uma aliança com os bispos, isso foi fundamental para o meu reinado. Santo Ávito, bispo de Vienne também influenciou bastante na minha conversão. No ano de meu batismo o bispo escreveu-me uma carta profética. Da mesma forma que São Cesário de Arles. Minha esposa, Clotilde também foi muito importante para a minha conversão, ela era uma princesa burgúndia, cuja beleza e sabedoria eram majestosas. Ela era além de católica, um incrível modelo de piedade e virtude. Nos casamos no ano de 493 em Soissons, quando eu tinha 24 anos e ainda era um pagão. Antes de ser influenciado a me converter sofri com a morte de meu primeiro filho, o que me fez desacreditar ainda mais naquele deus de Clotilde. Se ele nos amasse tanto não deveria ter levado o nosso filho. Passei tempos desacreditado e quando Clotilde engravidou novamente, o nosso segundo filho nasceu gravemente enfermo, porém minha esposa rezou tanto que nosso filho se curou. Outro processo importante para que eu entrasse na igreja ocorreu na batalha decisiva contra os alamanos, em 496, onde eu poderia perder tudo e com todo o meu desespero diante da situação em que eu me encontrava, apelei para o Deus de Clotilde e me comprometi a receber o batismo se alcançasse a vitória. E foi o que aconteceu, com a minha vitória e a influencia de minha esposa e figuras importantíssimas da igreja, fui batizado. Após a minha conversão, com o apoio da minha população e da igreja, continuei empenhado na guerra com os visigodos, que ocorreu graças a desavenças que eu sofria desde o inicio de meu reinado. Finalmente na Batalha de Vouille em 507 d.C. próximo a Poitiers, uma cidade na parte oeste da Gália central, os encontrei e matei o rei Alarico II. Depois de derrotar os visigodos, retornei para Tours, onde me encontrei com o imperador do oriente que me presenteou com uma belíssima túnica purpura de um cônsul. Já que os visigodos estavam derrotados e meu reino estava finalmente em segurança, elegi Paris como sede de meu império unificado.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-11 18:50:43 UTC</pubDate>
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         <title>ADRENALINA E FOME DE PODER-Isabelle Silva Ribeiro</title>
         <author>dirceusilva1</author>
         <link>https://padlet.com/dirceusilva1/cxwlkbtb271m5nui/wish/1808539465</link>
         <description><![CDATA[<div>Justiniano queria mais poder, mais terra, mais horizontes. Um pensamento novo percorreu sua cabeça enquanto levava um pedaço de pão á boca, sentindo o cheiro do caldo de batata indo até suas narinas., uma das comidas mais típicas. Seu castelo em pedra estava tão silencioso e frio, mesmo que por apenas míseros minutos, era possível ouvir sua respiração ecoando pelos enormes corredores, muitos contavam com soldados parados diante de portas, especialmente na que levava a seu quarto. &nbsp;<br>&nbsp;<br>- Aceitam fazer isso? Saiba que vou com ou sem vocês – sua voz saiu mais alta que o esperado, os olhares de diversas pessoas ali presentes acertando seu rosto. &nbsp;<br>- Senhor... pode ser arriscado, podemos não voltar para casa – Miguel, um dos inúmeros soldados e amigos de Justiniano, se apressou em responder.&nbsp;<br>- Ainda não perceberam? Nossas vidas não vão melhorar aqui, precisamos expandir nossa cultura, o cristianismo vai ser adorado – a lembrança do processo de construção da catedral Hagia Sophia o deixou confortável para continuar a encorajar todos ali – eu quero Roma.&nbsp;<br>&nbsp;<br>As últimas palavras deixaram um fio de esperança e tensão no ar, fazendo alguns suspirarem. Roma e outras áreas eram habitadas pelos povos germânicos, que pertenciam ao Império Romano. Com mais argumentos e poucos minutos, todos concordaram em conquistar novos territórios, pois o cotidiano estava tedioso e acabando com as esperanças de um futuro melhor. Os filhos precisam de novas oportunidades para ter uma vida rica e feliz, para criar sua própria família era preciso a sensação de ter um lar.&nbsp;<br>&nbsp;<br>- Meu amor, infelizmente, terei que te deixar por algumas semanas – Justiniano acompanha os passos de Teodora pelo quarto, sua esposa sempre o deixava confortável. A saia verde e espalhada entra em contraste com as mangas bege que descem pelos braços curtos, seu espartilho preto a deixava com uma aparência delicada. Sempre a admirou por sua personalidade, mas não esquece da beleza angelical que ela possui. &nbsp;<br>- Não há motivos para preocupação, ficarei aqui, pronta para te ver de novo – o sorriso que ela lhe da ilumina todas as paredes do local, colocando coragem em seu coração. &nbsp;<br>&nbsp;<br>Após uma semana de preparo com os cavalos, as armas e armaduras, todos estavam prontos para uma batalha. Afinal, eles tinham em mente que a conquista não seria dada tão facilmente. Partiram ao amanhecer, com o encorajamento da população pelas ruas. Alguns estavam começando seu dia no comércio e entregaram diversos alimentos para os soldados, como por exemplo aveia, polenta, legumes e macarrão, que eram mais típicos na época. A cada metro percorrido, a fome por mudança era maior e continha mais adrenalina. A viagem foi cansativa e duradoura, chegando a ultrapassar mais de quatro dias andando e parando apenas para dormir e comer. &nbsp;<br>Ao chegarem perto da grande cidade, começaram a se posicionar e a sentir o sangue fluindo em seus corpos, de tanta agitação e ansiedade. Empunharam suas espadas, colocaram os capacetes e partiram rapidamente para a batalha, pois os romanos estranharam tamanha movimentação repentina.&nbsp;<br>&nbsp;<br>- Logo, isso tudo será meu – o único grito que se ouviu nitidamente antes de tudo começar, saindo da boca de Justiniano. &nbsp;<br>&nbsp;<br>A areia subindo por conta dos corpos caindo, pés se esbarrando e uma correria intensa acontecendo ao mesmo tempo, atrapalhava a visão de ambos os grupos. O barulho de metais se chocando aumentava e diminua de acordo com o avanço do grupo coordenado por Justiniano, suas ordens eram lançadas a cada segundo e todos tentavam segui-las. Sangue se espalhava pelas mãos e armaduras de ferro, porem eles não paravam. Até o momento em que chegaram ao centro da cidade, depois de muito suor e força utilizada. &nbsp;<br>&nbsp;<br>- Senhores e senhoras, estou no centro de sua cidade, tomando o poder – Justiniano escalou uma pequena carroça que estava parada, ficando acima de todos os outros – a partir de agora, declaro Roma como posse do império bizantino.&nbsp;<br>Os gritos de alegria e abraços compartilhados por seus soldados eram ensurdecedores, alguns apenas assistiram tudo acontecer tão depressa que sua única reação era aceitar o futuro que teriam. O povo ali presente não poderia revidar, afinal, a batalha já estava no final e a derrota deles seria o resultado.&nbsp;<br>Justiniano, junto com muita ajuda, consertou todo o estrago que havia feito e ainda melhorou a cidade, conquistando outras áreas com o passar do tempo, até que a morte o alcançou, deixando Teodora viúva e desolada. &nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-11 18:53:36 UTC</pubDate>
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         <title>A tragédia de um amor na Idade Média-Nicolli Elise Ribeiro Duque Dias</title>
         <author>dirceusilva1</author>
         <link>https://padlet.com/dirceusilva1/cxwlkbtb271m5nui/wish/1808561427</link>
         <description><![CDATA[<div>Apresentarei a vocês, leitores queridos, uma história de amor entre duas garotas que tinham realidades muito diferentes, e mesmo assim, se amaram incondicionalmente. Quem irá narrar a trajetória das duas sou eu, Teodora, imperatriz do Império Bizantino e esposa de Justiniano. Para aqueles que não sabem, na minha opinião, a prostituição é uma questão de justiça social, em vez de um problema moral pessoal. Lutei pelos direitos das prostitutas, aprovei leis para proibir a prostituição forçada, até aboli uma lei que permitia que as mulheres fossem mortas por cometer adultério e outras coisas mais. E por causa disso, acabei sendo forçada a ir para um mosteiro, e como penitência por defender a prostituição, tenho que copiar documentos antigos enquanto fico confinada aqui. Como não estou com vontade de fazer isso agora, irei contar a vocês sobre o amor, não entre um homem e uma mulher, mas entre duas mulheres (os religiosos do mosteiro vão amar com certeza). &nbsp;</div><div>Essa história se passa em um feudo, na Europa Ocidental, onde Anastácia, filha de um senhor feudal, vivia uma vida de luxos e mordomias por fazer parte da nobreza daquele feudo. A garota nobre tinha longos cabelos castanhos, olhos escuros profundos e uma pele bem branca. Pode-se dizer que ela era um tanto mimada e exigente, talvez por sempre conseguir o que queria. Essa exigência era percebida, principalmente, quando se tratava de suas damas de companhia. Elas tinham que trabalhar perfeitamente, quase como máquinas, do jeito que Anastácia quisesse. Qualquer mínimo deslize e as pobres moças não tinham mais trabalho. Muitas vezes, várias damas de companhia pessoais não foram capazes de satisfazer perfeitamente as vontades da garota, então estava sempre trocando suas damas e à procura de pelo menos uma que fosse boa o suficiente para ela.&nbsp;</div><div>O fato é que, o problema não estava nas moças que a serviam (assim como ela pensava), mas sim, nela mesma. Anastácia perdeu a mãe muito cedo e sentia falta de uma figura feminina ao seu lado, alguém que a entendesse e que conversasse com ela, uma mãe, mas principalmente, uma amiga. Seu pai tentava preencher esse vazio dentro dela fazendo tudo, tudo mesmo, que ela quisesse. Se ele negou algum pedido vindo da filha uma única vez, já pode ser considerado um milagre.&nbsp;</div><div>Porém, as coisas foram diferentes quando Anastácia conheceu sua mais recente dama de companhia. O nome dela era Isabel, era alta e esbelta, tinha uma pele um pouco bronzeada com muitas sardas, grandes olhos verdes e um belíssimo cabelo ruivo cacheado. Ela definitivamente não era como a maioria das mulheres do feudo. &nbsp;</div><div>Guiaram Isabel até o quarto de Anastácia, onde ela tentava arrumar o cabelo sozinha (e falhava miseravelmente) depois de ter mandado embora outras três damas de companhia por não terem feito seu trabalho corretamente. A nobre exigente estava pronta para dar a sua nova empregada o olhar mais fulminante e feroz que ela iria ver em toda sua vida, mas tudo mudou quando Anastácia viu aquela figura belissimamente exótica a sua frente. O seu jeito agressivo e manso e seu olhar penetrante deixaram aquela donzela sem nenhuma reação.&nbsp; 	&nbsp;</div><div>Foi inexplicável o que Anastácia sentiu quando viu Isabel pela primeira vez, isso nunca tinha acontecido antes. Seu coração batia rápido, sentia um frio na barriga e ela suava frio. Ao abrir a boca para falar com a dama, as palavras não saíam. Anastácia precisou de um tempinho para se recompor, e então dirigiu-se para a garota ruiva que estava um pouco constrangida pela situação:&nbsp;</div><div>– Prazer, meu nome é Anastácia. Você pode começar se apresentando, assim podemos nos conhecer melhor – disse ela, depois estranhando seu próprio comportamento, por não costumar ser amigável com as pessoas.&nbsp;</div><div>– Eu me chamo Isabel – disse num tom um pouco sério. &nbsp;</div><div>– Você vem de onde, Isabel? Não me parece que você é nascida aqui. &nbsp;</div><div>– Eu fui acolhida por um casal que mora no feudo quando eu ainda era pequena. Nós achamos que eu fui deixada aqui pelos meus pais verdadeiros.&nbsp;</div><div>– Fico feliz que esse casal tenha te acolhido. Posso saber quem são?&nbsp;</div><div>– Eles cuidam de um pedaço de terra que o seu pai doou a eles e fazem outros serviços também. São simples servos.&nbsp;</div><div>Assim, deu-se início a relação das duas. Naquele dia, elas conversaram tanto que já sabiam de quase tudo sobre a outra. Anastácia até esqueceu-se de explicar a Isabel como ela gostaria que as coisas fossem feitas, mas algo a dizia que ela não seria tão exigente e rígida com a sua nova “amiga”.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>O tempo passou e Anastácia se mostrou uma pessoa completamente diferente, principalmente com Isabel, mas com os outros também. Ela tentava se convencer do contrário, mas queria causar uma boa impressão à bela garota ruiva que havia entrado em sua vida. Anastácia também já havia pensado na possibilidade de ter desenvolvido sentimentos por Isabel, mas como a Igreja pregava que sentimentos assim, e posteriores relacionamentos mais sérios, só poderiam acontecer entre um homem e uma mulher, a garota acabou descartando essa hipótese. Apesar de estar um pouco confusa, ela estava feliz por ter encontrado alguém para conversar e passar boa parte do tempo.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Era um dia ensolarado comum quando o pai de Anastácia entrou em seu quarto enquanto ela e Isabel conversavam e disse:&nbsp;</div><div>– Tenho uma notícia importante para você, Anastácia. Já terminei as negociações e está tudo correndo bem quanto ao seu casamento.&nbsp;</div><div>– Casamento?! Nunca me falaram nada a respeito! – disse Anastácia com espanto.&nbsp;</div><div>– O acordo ocorreu de repente, mas você irá se casar com o filho de um senhor feudal, dono de algumas terras próximas daqui. Esse casamento ajudará no desenvolvimento do nosso feudo. &nbsp;</div><div>– Mas eu não quero me casar agora com alguém que eu nem ao menos conheço!&nbsp;</div><div>– Você irá conhece-lo hoje mesmo. Arrume-se, pois ele já está a caminho – disse o pai, fechando a porta rapidamente.&nbsp;</div><div>Anastácia estava em choque, ela iria se casar com alguém que escolheram para ela e nem poderia dizer que não aceitaria casar-se com ele. Isabel estava pior ainda, pois o que ninguém sabia era que a garota ruiva estava loucamente apaixonada pela nobre mimada, só que ela não tentava negar isso. Aquela notícia deixou as duas meninas extremamente arrasadas, mas não havia nada que pudessem fazer, então Isabel começou a ajudar Anastácia a se aprontar para conhecer seu futuro marido.&nbsp;</div><div>&nbsp; Finalmente anunciaram a chegada de Philip, futuro esposo de Anastácia, e seu pai, outro senhor feudal. Anastácia, seu pai e Isabel, esta um pouco mais atrás, estavam em pé no salão de entrada esperando os convidados e deram as boas-vindas a eles. Depois das saudações, todos foram ao salão de jantar e se sentaram à mesa. Anastácia e Philip acomodaram-se um ao lado do outro e começaram a conversar sobre suas vidas enquanto não eram servidos. Philip tinha a aparência típica dos príncipes dos contos de fadas: loiro com olhos claros. Ele era tímido e galanteador ao mesmo tempo. Qualquer garota adoraria conversar e ter algo a mais com ele. O estranho era que Anastácia não estava gostando do tempo que estava passando com ele. A conversa não era tão prazerosa como as que tinha com sua dama de companhia. A comida finalmente ficou pronta e eles foram servidos (para o agrado de Anastácia que não aguentava mais ouvir sobre as aventuras cavaleirescas de Philip).&nbsp;</div><div>Enquanto isso Isabel esperava por Anastácia em seu quarto enquanto os convidados não iam embora. Ela ainda tentava processar o fato de que a garota de quem gostava iria se casar com outro. O ciúmes que sentia era tanto, mal dava pra guarda-lo dentro de si.&nbsp;</div><div>Ao final da refeição, foi anunciado aos futuros marido e mulher, que os dois morariam juntos em um espaço só deles no feudo do pai de Philip. Ou seja, além de ter que se casar com alguém que ela não queria, Anastácia teria que se mudar em três dias e morar com Philip pelo resto de seus dias. A única coisa boa disso tudo era que Isabel poderia ir junto com ela. Os anfitriões se despediram dos seus convidados e Anastácia foi para o seu quarto, ainda tentando digerir tudo que lhe acontecera.&nbsp;</div><div>Isabel perguntou como foi o jantar e Anastácia contou o que aconteceu, quase chorando, espantada com o fato de sua vida ter mudado tanto em tão pouco tempo. Isabel envolveu Anastácia em seus braços e as duas começaram a chorar, e ficaram ali por um bom tempo, como se não quisessem que aquilo acabasse. E então, Isabel disse:&nbsp;</div><div>– Você é forte, Anastácia. Você vai aguentar. Eu é que não vou suportar ver você com outro e não querer que eu estivesse no lugar dele. – disse ela, tentando não chorar ainda mais.&nbsp;</div><div>– O que você quer dizer com isso? – perguntou Anastácia, confusa.&nbsp;</div><div>– Estou apaixonada por você. – disse, segurando delicadamente o rosto de Anastácia e a puxando para um beijo.&nbsp;</div><div>Os lábios quentes de Isabel tocaram os lábios macios de Anastácia, e as duas se uniram, dançando em sincronia. Seus corações batiam forte, queriam que aquele beijo durasse para sempre.&nbsp;</div><div>– Mas...somos duas mulheres, isso não vai dar certo, é o que os religiosos nos ensinam. – disse Anastácia, depois de seus lábios terem se tocado, ainda um pouco desnorteada.&nbsp;</div><div>– Só porque nos dizem que é a verdade, não quer dizer que realmente seja. Além do mais, você não pode mais negar seus sentimentos. Você apenas não quer aceitar a verdade, mas eu já sei como se sente sobre mim.&nbsp;</div><div>– Eu vou me casar, Isabel. Não importa como eu me sinto em relação a você. Não podemos mudar isso, por mais que eu queira. – disse Anastácia, colocando alguns pertences dentro de uma mala, um tanto constrangida por Isabel saber da verdade.&nbsp;</div><div>Isabel não disse mais nada, pois sabia que, por mais dolorida que fosse, aquela era a verdade. As duas garotas passaram a noite chorando e aprontando tudo para a mudança, pois a última coisa que conseguiriam fazer, era dormir. Quase não se olharam depois de todo o ocorrido, constrangidas (Anastácia mais que Isabel) por terem revelado seus sentimentos. &nbsp;</div><div>E então, chegou o dia da mudança. Anastácia e Isabel se despediram de todos e entraram no transporte que as levaria ao seu novo lar. Elas não haviam conversado direito desde o dia em que se beijaram, o clima entre as duas estava um tanto estranho. Durante a viagem, Isabel finalmente decidiu que já era hora de conversarem sobre o ocorrido e tomou a iniciativa (como sempre fazia):&nbsp;</div><div>– Se soubesse que não íamos mais conseguir conversar como antes, eu não teria te beijado. &nbsp;</div><div>– Do que você está falando, Isabel? – perguntou Anastácia, se fazendo de desentendida.&nbsp;</div><div>– Você mal olha pra mim e quase não fala comigo desde aquilo. &nbsp;</div><div>– Eu falo e olho para você quando é preciso – disse ela, desviando o olhar.&nbsp;</div><div>– Sei que você está envergonhada, mas já está na hora das coisas voltarem ao normal– disse Isabel, movendo delicadamente a cabeça de Anastácia para que pudesse olhá-la nos olhos e lhe dando um leve beijo na testa.&nbsp;</div><div>– Não podemos agir como um casal, Isabel. Estarei casada com Philip em algumas semanas, lembra? – disse, fingindo não ter gostado do ato de carinho que recebera.&nbsp;</div><div>– Estará casada com um homem que não ama. Além disso, não há problema em agir como um casal quando ninguém está olhando, há? – perguntou Isabel.&nbsp;</div><div>– Acho que não, mas...&nbsp;</div><div>– Perfeito. – disse, puxando Anastácia para um beijo.&nbsp;</div><div>– Olhe! Já chegamos. Não podemos mais agir como um casal – disse Anastácia, com um sorriso de canto, parando o beijo.&nbsp;</div><div>Philip e seu pai, as esperavam do lado de fora do novo lar dos futuros casados, e da dama de companhia e amante da esposa daquela relação. Descarregados os pertences das duas, Isabel ficou encarregada de organizar tudo enquanto Philip levava Anastácia para ver os cômodos. Após verem os vários quartos e banheiros existentes, os dois chegaram ao quarto do casal, onde eles se sentaram na beirada da enorme cama que preenchia o quarto, e Philip disse:&nbsp;</div><div>– É aqui onde vamos criar mais intimidade quando você estiver pronta.&nbsp;</div><div>– Sim... – concordou Anastácia, um tanto constrangida, entendendo o que ele queria dizer com aquilo.&nbsp;</div><div>– Não vou te apressar, pode ficar tranquila – disse Philip, passando a mão por entre os cabelos de Anastácia e se inclinando para um beijo.&nbsp;</div><div>A garota recuou, como se recusasse o beijo, sem nem perceber. Deu um beijo rápido e leve em Philip, tentando consertar o que havia feito:&nbsp;</div><div>– Desculpe, estou um pouco nervosa. Vamos ver o jardim? – disse ela, mudando de assunto.&nbsp;</div><div>Depois de muito conversarem enquanto caminhavam por entre as belas flores, Anastácia pôde finalmente ir para seu quarto e contar o que havia acontecido a Isabel.&nbsp;</div><div>– Como assim ele disse isso e depois tentou te beijar?! – disse ela, esquecendo que isso não seria estranho, considerando o fato de que os dois se casariam em pouco tempo.&nbsp;</div><div>– Pois é! Não acho que vou aguentar isso por muito mais tempo. Não vou conseguir enrolar ele pra sempre. &nbsp;</div><div>– Você não pode beijá-lo, nem dormir com ele. – disse Isabel, como se implorasse – Você tem que me beijar e dormir comigo! – e as duas se beijaram, mais uma vez.&nbsp;</div><div>Nessa mesma hora, Philip abriu a porta do quarto de Anastácia à sua procura. As duas se afastaram rapidamente e tentaram disfarçar. Depois de um momento de silêncio, Philip disse:&nbsp;</div><div>– Vim convidá-la para tomar chá comigo esta tarde. Estarei em meu escritório se aceitar meu convite – fingindo que não havia visto nada.&nbsp;</div><div>– Vou me arrumar e te encontro lá – disse Anastácia, arrumando o cabelo e seu vestido, que estavam bagunçados.&nbsp;</div><div>Philip tinha quase certeza que havia visto sua futura esposa o traindo com sua dama de companhia. Queria acreditar que aquilo era coisa de sua cabeça, por estar um pouco inseguro quanto ao casamento. Já estava prestes a esquecer o assunto, quando teve a ideia de pedir a um de seus servos de confiança para que ficasse de olho nas duas, só por precaução, segundo ele. &nbsp;</div><div>Enquanto tomavam chá, Philip agia naturalmente, Anastácia também. Os dois conversaram sobre seus planos para o futuro e o que almejavam para aquele relacionamento, uma conversa normal para eles, que seriam marido e mulher em breve.&nbsp;</div><div>Quando a noite chegou, Anastácia voltou para seu quarto, onde Isabel a esperava. Após contar como tinha sido o chá, Anastácia foi se deitar, mas dessa vez, Isabel não foi para seu próprio quarto, como de costume. &nbsp;</div><div>– Posso? – perguntou Isabel, pedindo permissão para tocar a amada de um jeito “diferente”.&nbsp;</div><div>Enquanto as duas se envolviam como nunca fizeram antes, o fiel servo de Philip presenciava o ato, escondido em um dos armários do quarto. Ele esperou até que elas adormecessem e depois saiu silenciosamente para contar ao seu suserano o que tinha acontecido. A hipótese não era mais uma hipótese, era uma certeza. A ficha finalmente caiu para Philip, não era somente um simples beijo, elas haviam se envolvido mais profundamente. A ira tomou conta de Philip, ele não conseguia acreditar que tinha sido trocado por uma mulher, aquilo era inaceitável para ele. Foi preciso um tempo para que ele conseguisse esfriar a cabeça e pensar com calma.&nbsp;</div><div>De manhã, Anastácia e Isabel decidiram ficar um pouco mais na cama, abraçadas. Elas só não sabiam que Philip descobrira a verdade. No café da manhã, todos agiram como se nada tivesse acontecido. O mesmo aconteceu nas outras refeições e nos momentos em que os futuros casados conversaram naquele dia. &nbsp;</div><div>Quando se deitaram para dormir, Anastácia decidiu que tomaria a iniciativa pela primeira vez:&nbsp;</div><div>– Eu te amo, Isabel – disse, vermelha de vergonha – Eu não consigo me ver sem você do meu lado.&nbsp;</div><div>– Finalmente aceitou a verdade – respondeu Isabel, rindo – Também te amo.&nbsp;</div><div>– Eu quero viver com você, como um casal. Nós temos que fugir daqui, o mais rápido possível. – disse Anastácia.&nbsp;</div><div>– Vamos fugir amanhã mesmo, então. Diga a Philip que irá visitar seu pai, e no meio da viagem, podemos sumir completamente do mapa. &nbsp;</div><div>– Isso! Perfeito. – concordou – Vamos viver juntas pra sempre, promete?&nbsp;</div><div>– Prometo.&nbsp;</div><div>Elas se aconchegaram e caíram no sono, abraçadas. No meio da noite, um barulho estranho vindo de fora do quarto fez com que Isabel despertasse. Ela decidiu ir ver o que era. Saiu do quarto e virou o corredor e então...&nbsp;</div><div>O sol raiou e quando Anastácia acordou, Isabel não estava na cama. Ela não deu muita importância e foi passear pelo jardim, como fazia em boa parte das manhãs, antes de dizer a Philip sobre a viagem. Passou por entre as belas flores e viu algo pendurado na grande e velha árvore que ficava no centro do jardim. Aproximou-se e logo identificou o que estava pendurado. Era o corpo de Isabel, seu pescoço envolvido por uma corda, e esta, amarrada a um galho. Isabel havia se suicidado. Anastácia caiu no chão, sem forças. Ela não conseguia acreditar. Não havia um motivo para que cometesse tal ato drástico. Não dava para entender.&nbsp;</div><div>– Não...ela me prometeu. Nós seríamos felizes, seríamos um casal – dizia, aos prantos.&nbsp;</div><div>Philip e alguns empregados ouviram o choro e vieram ajudá-la, a conduziram para seu quarto e a colocaram na cama. Anastácia não comeu ou se levantou durante vários dias, não encontrava forças para fazer tais coisas. &nbsp;</div><div>Num determinado momento, Philip entrou em seu quarto e disse a ela que havia preparado uma surpresa e que os dois dormiriam no quarto do casal naquela noite. Anastácia não estava escutando, e também não disse nada. Philip tomou o silêncio como um “sim”. &nbsp;</div><div>A noite chegou, alguns empregados levaram Anastácia até o quarto do casal, e lá, a colocaram na cama e a despiram. Arrumaram seus cabelos e perfumaram sua pele. Enquanto isso, Anastácia não se mexia, não falava, não tinha nem percebido que estava nu, era como se estivesse desacordada, em coma. Philip entrou no quarto, também se despiu e começou a tocá-la, sem nem se importar com o estado psicológico em que a garota se encontrava. De repente, no meio do ato, Anastácia começou a se debater, como se tivesse recobrado a consciência, afastando Philip. Ela se levantou, agarrou uma adaga posicionada em um móvel perto da cama, aproximou-se da janela e disse:&nbsp;</div><div>– Não consigo viver em um mundo sem ela, não é possível. Um mundo em que ela não existe, eu também não posso existir.&nbsp;</div><div>Ela não tinha dito nada em dias, e aquelas foram suas últimas palavras antes de cortar sua garganta com a adaga que tinha em mãos e se jogar da janela, tudo isso na frente de Philip. &nbsp;</div><div>Coincidentemente, a adaga utilizada por Anastácia foi a mesma usada para cortar a garganta de Isabel, usada pela mesma pessoa que a atraiu com um barulho estranho, a matou e depois forjou seu suicídio, usada por aquela mesma pessoa que havia sido traída, que havia sido trocada por uma mulher.&nbsp;</div><div>Infelizmente, essa história não acabou bem. As duas não conseguiram viver felizes como um casal em algum lugar distante. Porém, o tempo que passaram juntas foi inesquecível, o amor que sentiram uma pela outra foi genuíno, e por mais que tenham sofrido no final, elas foram felizes e se amaram enquanto estiveram junta</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-11 19:04:39 UTC</pubDate>
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         <title>Relato do filho de um rei-Vinicius Paiva de Andrade silva</title>
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         <pubDate>2021-10-11 19:13:21 UTC</pubDate>
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         <title>A sede de vingança de um guerreiro-Heitor Soares Martins de Oliveira</title>
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         <pubDate>2021-10-11 19:16:33 UTC</pubDate>
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         <title> O camponês e a arqueira-Felipe, Lucas Samuel, Luiz Henrique e Milena (ENCENAÇÃO)</title>
         <author>dirceusilva1</author>
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         <description><![CDATA[<div>Um jovem camponês andava tranquilamente por sua cidade em busca de um ferreiro, mas acaba falhando na tentativa de vasculhar o centro da cidade. Para resolver o seu erro ele decide falar com alguém de olhos informados, e acaba encontrando uma figura de armadura cinzenta.&nbsp;</div><div>- (Camponês) Senhor! Alguém como tu sabes onde posso arranjar um sabre de meu porte?&nbsp;</div><div>- (Figura de armadura) Hmp...&nbsp;</div><div>- (Dalibur) Perdoe-me, onde estão meus modos? Me chamo Dalibur, sou camponês, mas, será que o cavalheiro da vossa majestade poderia guiar-me até um ferreiro par...&nbsp;</div><div>- (Figura de armadura) Tudo bem, tudo bem, não precisa tentar ser formal com minha pessoa, vamos, eu te guio.&nbsp;</div><div>De trás da armadura, Dalibur percebe os olhos azulados que o encaram com um olhar de dúvida, que em seguida se viram. Então o cavalheiro vai seguindo um caminho e que parece ter certeza de onde quer chegar. Depois de uma caminhada seca e pouco diálogo encontram uma ferraria, sem falar mais nada Dalibur, entrou no estabelecimento. O cavalheiro disse;&nbsp;</div><div>- (Figura de armadura) Bom, me despeço por agora.&nbsp;</div><div>- (Dalibur) Francamente será que podes esperar-me, até que meus negócios com o ferreiro se acabem? Tenho de pegar a encomenda que pedi com Vlad o ferreiro.&nbsp;</div><div>- (Figura de armadura) Espere! Quer dizer que já conhecia o ferreiro Vlad? Então por que me pediu para guiá-lo? E como irá pagar se é um simples camponês? &nbsp;</div><div>O jovem devolve a pergunta com um sorriso irônico para o cavalheiro, Vlad o ferreiro pega uma espada longa com detalhes em dourado em seu punhal, coloca sobre um grande balcão e pergunta onde está o pagamento. Dalibur pega a espada e aponta para o cavalheiro e diz;&nbsp;</div><div>- (Dalibur) É por bolso dele.&nbsp;</div><div>- (Figura de armadura) BASTARDO!!!&nbsp;</div><div>- (Dalibur) Até nunca!&nbsp;</div><div>E desliza rapidamente por uma abertura escondida de baixo da janela que fica ao lado da porta de entrada da ferraria. E se encontra na estrada, fora do estabelecimento e foge do cavaleiro que dá um surto e o persegue logo atrás, enquanto uma multidão começa a circular para ver o que está ocorrendo. Dalibur corre com uma velocidade impressionante e o cavalheiro com muita dificuldade para ir atras dele perde o fugitivo de vista pela cidade, já que está com uma armadura muito pesada, Dalibur cansado fica próximo de um beco com a sua espada ao lado, e é surpreendido por dois guardas que caminham em sua direção. Dalibur se assusta e começa a caminhar rapidamente para o beco escuro. Quando de repente é agarrado por um vulto que o leva para um casebre ali por perto. &nbsp;</div><div>O vulto se revela em uma mulher de cabelos longos e castanhos, que estava usando uma capa com capuz e vestimentas que combinavam com seus olhos esverdeados. A figura se aproxima de Dalibur, que está amarrado em um cadeira, e começa a fazer perguntas:&nbsp;</div><div>- (Artemis) Quem és tu, jovem infante que roubas um objeto tão exuberante? Como ousas chegar aqui e importunar os trabalhadores de bem?!&nbsp;</div><div>- (Dalibur) Foi um mal entendido, o cavalheiro é um antigo conhecido meu, e iria arcar com os gastos.&nbsp; &nbsp;</div><div>- (Artemis) Como se eu fosse cair em sua laia.&nbsp; Diga-me agora ou corto-lhe o pescoço!&nbsp;</div><div>- (Dalibur) Tudo bem, tudo bem eu admito. Tenho um sonho desde a infância de me tornar um cavalheiro e servir Carlos Magno. E sem uma espada exuberante, nunca poderia chegar a tão estimada posição. &nbsp;</div><div>- (Artemis) Ah claro, mais um idiota seguidor daquele homem que se diz rei.&nbsp;</div><div>- (Dalibur) Ah claro, mais um camponês ingrato pelos serviços do rei. Mas isso não importa agora, liberte-me e não a importunarei mais. &nbsp;</div><div>- (Artemis) Se acalme, posso melhorar essa situação para nós dois. Façamos um acordo, eu ajudo você a tornar-se um honrado cavalheiro. Enquanto tu me ajudas a aproximar-me da família real. &nbsp;</div><div>Dalibur desconfia dos interesses da mulher, mas reflete sobre seus benefícios nesse acordo e decide aceitar. Mas antes questiona:&nbsp;</div><div>- (Dalibur) Como uma mulher singela poderá me ensinar algo sobre batalhas e armamentos, da qual eu já não domine completamente? Além de tudo, não fizeste uma primeira impressão agradável, amarrando-me nessa cadeira. Desconheço tudo sobre sua pessoa, inclusive seu nome! &nbsp;</div><div>A mulher revela um arco e flecha que estava preso em suas costas, e o aponta para Dalibur. Sem tempo para esquivar-se, Dalibur é mirado pela flecha, que é lançada em sua direção. Mas a mesma não a acerta, passando poucos centímetros acima de sua cabeça, a flecha atinge a viga que estava ali atrás. Dalibur ainda pasmo, não sabe reagir, e então a mulher começa a falar:&nbsp;</div><div>- (Artemis) Sou Artemis Elliot, simples camponesa, mas possuinte de um histórico formidável de vitórias sob aqueles que ousaram roubar e tirar proveito dos mais pobres. Tudo isso com apenas um arco e flecha, sem as bobagens dos exércitos abestalhados com aquelas armaduras. Se a mim confiaste, posso garantir que se torne o mais esplêndido guerreiro. E só para que saiba, se eu quisesse o acertar, eu teria acertado. &nbsp;</div><div>Os dois trocam suas identidades e saem do casebre em direção aos campos mais afastados da cidade para começarem o seu treinamento. Os treinos percorrem por longos 3 anos, o suficiente para que desenvolvessem uma conexão forte de mestre e aprendiz, que confiavam cegamente em seus próximos. Até que um dia Artemis anuncia que Dalibur está pronto para alistar-se como cavalheiro real. Dalibur ingressa no exército e realiza grandes feitos durante algumas batalhas, até alcançar uma patente honrosa onde poderá trabalhar diretamente com Carlos Magno. &nbsp;</div><div>Chega o grande dia, onde os cavalheiros serão apresentados para o rei. Dalibur está muito nervoso porque vai finalmente conhecer seu herói. Artemis o acompanha até o castelo e age de maneira furtiva perto dos demais cavalheiros que também foram convocados. O castelo tinha uma escadaria que levava a sala principal decorada de lustres com milhares de velas e brasões do reino. Era cercado por dezenas de cavalheiros vestidos com armaduras completas, carregando grandes espadas. E o rei anunciava: &nbsp;</div><div>- (Carlos Magno) Apresentem-se cavalheiros! Hoje é um grande dia, se chegaram até aqui, é porque mostraram-se fortes guerreiros. &nbsp;</div><div>É formada uma fila em frente ao trono do rei, onde se apresentam formalmente um a um. Dalibur está no final da fila ainda carregando aquela mesma espada longa com detalhes em dourado, que havia roubado do ferreiro, que marcava o início de sua história com Artemis, até onde ele sabia. Finalmente chega sua vez e o jovem guerreiro posiciona-se em frente ao rei. Todos ali na sala ficam surpresos, as semelhanças entre o rei e Dalibur eram escandalosas. De repente o jovem não consegue acalmar-se e sua história vem à tona. E então começa a discursar: &nbsp;</div><div>- (Dalibur) Quanta honra estar diante do grande rei Carlos Magno. Vossa Majestade não sabes o quanto esperei o dia que serviria a meu próprio pai. &nbsp;</div><div>- (Carlos Magno) Mas o que?! Você? Meu filho? É impossível. Nunca tive um filho fora de meus casamentos. Quem é você impostor, que balbucia tantos absurdos?&nbsp;</div><div>Os cavalheiros ali já estão em pose de ataque, atentos em cada movimento feito por Dalibur. Até que Artemis bruscamente se aproxima do trono do rei, e instantaneamente seus cavalheiros apontam suas espadas para a mesma. Mas Carlos Magno curioso de sua audácia, impede-os de atacar com somente um gesto. Dando a chance para que Artemis comece a falar: &nbsp;</div><div>- (Artemis) NÃO! Você não será a pessoa que contará essa história. Eu sou a única presente que pode contar a verdade sobre o acontecido.&nbsp;</div><div>- (Carlos Magno) E quem é vós, uma plebeia em frente ao rei, que ousa duvidar de sua palavra. &nbsp;</div><div>- (Artemis) Eu sou a camponesa que gerou seu filho bastardo! Vossa Majestade já não me reconheces, mas sou Artemis Elliot, a plebeia da qual você se aproveitou e deixaste desamparada. &nbsp;</div><div>Dalibur já não sabe mais o que está acontecendo. O público presente está agitado com toda a discussão, mas o três envolvidos já não se importam mais. Então Artemis continua:&nbsp;</div><div>- (Artemis) Após aquele importuno acontecimento, tive que esconder minha gestação por 9 meses em minha vila, para não ser exilada. E depois tive que entregar minha criança aos monges, longe dos cuidados de sua própria mãe, por não ter condições de cria-lo. &nbsp;</div><div>- (Dalibur) Eu, eu, não posso crer. Artemis!! Desde que conheci tu, escondes essa verdade de mim, mesmo depois de tanto tempo...&nbsp;</div><div>- (Artemis) Ora, não sejas hipócrita, você já sabia desde o princípio que ele era seu pai. Pois eu deveria ter desconfiado que aquele monge não ficaria calado por todos esses anos. &nbsp;</div><div>- (Dalibur) O que?! Então tu me entregaste para monge Dominique?! Vossa pessoa nunca revelaste quem era minha figura materna. Todos esses anos, conhecia a história de que era fruto de um caso do rei, mas nunca pensei que havia acontecido com uma simples camponesa. &nbsp;</div><div>- (Artemis) Tinha conhecimento que não poderia cria-lo, mas nunca iria abandonar o fruto de meu ventre a maus trapilhos. Monge Dominique jurou cuidar de ti até que atingisse boa idade para viver sozinho. &nbsp;</div><div>O rei encontrava-se desnorteado, o tumulto dos que estavam ali presentes só aumentava. Um filho bastardo do rei, poderia arruinar toda sua reputação, e apoio da igreja. Carlos o Magnífico, deixaria de ser tão adorado assim. Artemis já não agia pela razão, toda sua raiva guardada por aqueles anos estava transbordando. Decide então rapidamente atacar o rei, com sua flecha letal. Com sua habilidade, nenhum dos cavalheiros pôde prever o ataque, todos ali tinham recebido os mesmos tipos de treinamentos e não sabiam o que fazer. Mas não Dalibur, aquele jovem que havia sido treinado por sua própria mãe, que naquele momento atacava seu pai, conhecia as técnicas e movimentos da mestre. Então ele entra na frente da flecha, protegendo o rei, mas sendo atingido no coração. Tudo em volta de Artemis congela. Não poderia estar acontecendo. Agora que finalmente tinha encontrado seu filho, ele teria o mais triste fim, ainda acreditando nas mentiras de seu pai. Ela corre até ele, que está abatido no chão. E o segura em seus braços. &nbsp;</div><div>- (Artemis) Não, Não!! Por que fizeste isso? Como pôde ser tão tolo? &nbsp;</div><div>Dalibur com fraqueza, encara Artemis, e resmunga com dificuldade:&nbsp;</div><div>- (Dalibur) Não poderia deixar-te condenar sua própria vida dessa forma. Sei que ele errou diversas vezes, mas ainda assim ele é sangue do meu sangue. Irei para sempre carregar gratidão por tudo que me ensinaste. Hoje eu parto dessa terra para o encontro com Deus.&nbsp;</div><div>Dalibur fecha seus olhos para a eternidade. Deixando Artemis desolada, aos prantos, ainda com o jovem em seus braços. O rei ordena que seus cavalheiros a levem até o calabouço. &nbsp;</div><div>Naquele dia Carlos Magno obriga a todos presentes a jurarem segredo sobre tudo que havia acontecido. Negou até seu último dia de vida que teria tido um caso com uma camponesa, que gerou um filho bastardo. Além de garantir que todos os registros já feitos pelos copistas sobre os dois, fossem destruídos. Nunca mais se soube do paradeiro de Artemis. Dalibur, jovem fiel ao pai e rei, foi apagado da história. Sua morte foi tão honrada como os demais dias de sua jornada, e tornou-se o guerreiro que tanto almejou ser. Por isso, decido em escrever esta história. Uma forma de manter viva a memória de Dalibur, o bebê que me foi entregue e confiado, ainda em seus primeiros dias de vida, naquele mosteiro. Cria-lo foi com certeza a tarefa mais inesperada que cumpri durante meus anos de religiosidade como monge. E contar sua história e triste fim, torna-se mais uma das honras em tê-lo conhecido.&nbsp; &nbsp;</div>]]></description>
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         <title>A conquista de Roma- Kauani Vitória Moreira dos Santos</title>
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         <title>Conto da &quot;verdade&quot;- Breno Valente Silva</title>
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         <pubDate>2021-10-11 19:31:04 UTC</pubDate>
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         <title>A homofobia no período medieval - Ricardo Saullo Lombardi Dos Santos Nogueira Borges</title>
         <author>dirceusilva1</author>
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         <description><![CDATA[<div>Após a destruição do império romano surgiram diversos reinos bárbaros, o mais conhecido era o reino dos Stanbaly, os quais eram extremamente fortes e conseguiram se estruturar e fincar raízes na Gália. &nbsp;</div><div>Os Stanbaly eram governados pelo rei Stanlord, que era rodeado de muito amor e era considerado magnifico. Stanlord tinha um filho chamado Baly, que nasceu com a obrigação de continuar a linhagem para poder manter o enorme reino nas mãos de sua família.&nbsp;</div><div>O rei tinha problemas cardíacos e morreu aos seus 71 anos, assim Baly foi coroado no auge dos seus 35 anos. porém escondia um segredo de todos: Baly era gay e tinha um romance com o cozinheiro da realeza, Paulão. &nbsp;</div><div>Para ajudar com a economia do reino, Stanlord tinha um fiel escudeiro, conhecido como Sr. Joseph. Antes de morrer, Stanlord pronunciou: &nbsp;</div><div>- Cuide de todos os assuntos inacabados e guie Baly ao caminho certo! Obrigado meu amigo!&nbsp;</div><div>Por ter vivenciado a maior parte da vida de seu rei, Sr. Joseph sabia muito bem de quais ‘’assuntos inacabados’’ ele se referia. Contudo, Joseph sabia que Baly precisava se casar logo para manter as alianças que seu pai havia conquistado. Baly precisava recuperar uma aliança que foi rompida pela morte de seu pai, e para isso teria de se casar com a princesa de Montviçk. &nbsp;</div><div>Porém, Baly se recusava a casar com a princesa, o que levou à desconfiança de Joseph e de todo o reino. Por tal motivo, Joseph e o rei Itoksh (de Montviçk) se propuseram a investigar o tal motivo. Baly foi observado durante alguns dias, e por não saber doque se tratava, ignorou a situação.&nbsp;</div><div>Após esperar por um longo tempo à visita de Paulão no seu quarto sabia que algo estava errado, foi então que no dia seguinte Baly foi comunicado que um de seus servos havia falecido por motivos desconhecidos, e que este era Paulão. Baly tinha certeza de que aquilo não teria acontecido por acaso, foi aí que percebeu que Sr Joseph teria descoberto o romance entre os dois. &nbsp;</div><div>Por tais consequências e imposições da sociedade Baly se casou com a princesa Dalla e como resultado de seu ódio e infelicidade, criou leis que afetaram a população, como o aumento de impostos, que fizeram com que muitas pessoas passassem fome e miséria. &nbsp;</div><div>Contudo a população se revoltou contra o reinado de Baly, com greves e revoluções fazendo com que ele fosse enforcado. Antes de sua morte Baly pronunciou em suas últimas palavras: &nbsp;</div><div>- Talvez vocês nunca vivenciem um reino onde serão livres de problemas e preconceitos.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-11 19:35:02 UTC</pubDate>
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         <title>A Heroína- Gabriel Lombardi Borges Amatucci Magalhães</title>
         <author>dirceusilva1</author>
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         <pubDate>2021-10-11 19:41:10 UTC</pubDate>
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         <title>Livres de pecado- Lilith Sato da Silva</title>
         <author>dirceusilva1</author>
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         <pubDate>2021-10-11 19:42:40 UTC</pubDate>
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         <title>Fugitivos- Beatris de Fátima Martins Monteiro</title>
         <author>dirceusilva1</author>
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         <description><![CDATA[<div>Em um reino não tão distante vivia-se uma linda donzela, chama Felicite Magno, filha do tão temido e grandioso Carlos Magno, Rei franco da época. Um homem de muito poder aquisitivo e de grandes terras, com um império majestoso e muitos empregados ao seu dispor. Ele não era alguém muito fácil de se lidar, poucos o aguentavam, na realidade só o aturavam pois era o rei e imperador daquela sociedade.&nbsp;</div><div>Ao contrário de seu pai, Felicite era uma doce menina, com uma ótima educação, determinação e foco em seus objetivos. Ela foi alguém que todos queriam por perto, o teu carisma e simpatia contagiavam tudo e todos a sua volta. Tinha um grande desejo e ambição de lutar pelo seu povo, fazer justiça por sua nação. No entanto isso era impossível e inaceitável ao olhar de seu pai, ele achava que o lugar dela era dentro do castelo aprendendo a ser uma dama e realizando os seus deveres como uma donzela da corte. Mesmo descontente com o posicionamento e pensamento de seu pai, o que era de palavra final, ela aceitou e lidou com essas obrigações.&nbsp;<br>Andando pelo seu reino como era de costume todas as quartas-feiras, Felicite ouviu brados pedindo por ajuda, vindo um pouco distante de onde estava, primeiramente achou que era apenas gritos aleatórios, mas após chegar mais perto percebeu que era pedidos de ajuda e socorro, a medida que foi se aproximando de uma casa, esses gritos ficavam cada vez mais altos, o que a desesperou e a fez correr e tentar ajudar quem quer seja que pedia socorro. Ao entrar na casa, se é que aquilo poderia ser chamado de casa, estava caindo literalmente aos pedaços, viu um homem com uma adaga alojada em sua costela e corpo totalmente ensanguentado, após observar rapidamente o estado do homem foi ajuda-lo, levantou-o e o pôs sentado em uma cadeira de madeira que tinha na sala em que estavam. O primeiro passo da donzela foi perguntar o que tinha acontecido com ele:&nbsp;</div><div>-O que aconteceu com o senhor? &nbsp;</div><div>- Fui atingido por um soldado.&nbsp; – disse o homem.&nbsp;</div><div>- Oh céus! Como isso aconteceu?&nbsp;</div><div>- Tivemos um desentendimento e ele me atacou... –&nbsp; e é nesse momento que o corte do homem parece crescer e o sangramento aumentar.&nbsp;</div><div>-Preciso fazer um curativo em ti, se não isto não irá melhorar. &nbsp;</div><div>- Não precisa, estou bem, posso cuidar disso.&nbsp;</div><div>-Não seja tolo, irei te ajudar. Esta casa é sua? Tem algo para estancar o sangue? – disse a donzela.&nbsp;</div><div>-É aqui onde vivo e sim, tem alguns tecidos na mesa. - Disse isso indicando a mesa com a cabeça.&nbsp;</div><div>Depois de limpar um pouco a ferida e retirar a adaga, Felicite foi colocar os utensílios usados na mesma mesa em que tinha pego,&nbsp; até que o homem a interrompe com uma pergunta.&nbsp;</div><div>-Qual seu nome minha cara?&nbsp;</div><div>-Felicite Magno, e o seu?&nbsp;</div><div>-Felicite Magno? A filha do Imperador?&nbsp;</div><div>-Sim.&nbsp;</div><div>- O que a senhora está fazendo no meio da vila?&nbsp;</div><div>-Eu estava andando e ouvi seus brados.&nbsp;</div><div>-A senhora não precisava estar aqui e nem me ajudar.&nbsp;</div><div>-Eu sempre vou ajudar quem precisa.&nbsp;</div><div>-Tudo bem... O seu pai não irá perguntar porque você demorou tanto?&nbsp;</div><div>-Na verdade sim, já vou indo? Tudo bem por você?&nbsp;</div><div>-Sim, obrigada pela ajuda. O homem disse e a garota se foi. &nbsp;</div><div>Mais tarde, com o homem em sua mente, Felicite se deu conta que não tinha perguntado seu nome e decidiu que iria novamente a vila para descobrir. &nbsp;</div><div>No outro dia logo cedo, a menina foi a vila para perguntar o nome do homem da tarde anterior. Chegou ao local onde ele estava e entrou, logo o viu levantando de sua cama.&nbsp;</div><div>-Bom dia caro homem, como se sente?&nbsp;</div><div>-Olá bom dia, o que está fazendo aqui senhora?&nbsp;</div><div>-Por favor me chame somente de Felicite, estou aqui para saber como você está, tudo bem? &nbsp;</div><div>-Tudo bem, Felicite. Estou bem, minha costela ainda dói mas pelo menos o sangramento parou. &nbsp;</div><div>-Que bom, aceita um pão de maçã? Fui eu mesma que preparei – disse a menina apontando uma cesta que tinha trazido consigo.&nbsp;</div><div>-Sim por favor, estou com muita fome.&nbsp;</div><div>Assim, a donzela colocou um lindo pão para o homem e o viu devora-lo rapidamente.&nbsp;</div><div>-Você aceita mais um senhor... – disse olhando para homem &nbsp;</div><div>-Luís Antônio.&nbsp;</div><div>-Ah sim Luís, aceita?&nbsp;</div><div>-Sim, obrigada.&nbsp;</div><div>-Então... o que você faz?&nbsp;</div><div>-Cuido dos cavalos dos soldados, sou um servo.&nbsp;</div><div>-Entendi...&nbsp;</div><div>Eles conversaram por mais alguns minutos até que Luís precisou voltar ao trabalho e Felicite foi embora. Esse comportamento da menina se repetiu por toda semana, até o homem estar realmente bem. Conversavam muito, seus assuntos eram dos mais diversos possíveis, se conheciam e ficavam mais próximos a cada dia que passava. Em um determinado encontro, Felicite contou a Luís sua vontade de aprender a lutar, tanto com espadas ou com as próprias mãos, e Luís disse que iria ensinar o que sabia a ela. &nbsp;</div><div>Com as aulas de luta que Luís dava a Felicite, a moça passou a ficar muito mais tempo na aldeia do que no castelo, e seu pai percebeu isso. A primeiro momento ele não ligou muito, mas quando percebeu que as saídas da garota eram todos os dias no mesmo horário, resolveu que queria ver o que tanto ela fazia fora de casa no mesmo horário sempre. &nbsp;</div><div>Ele seguiu a menina até um estabulo e a viu parar lá e entrar, achou estranho, mas foi junto. Quando entrou viu o que a moça estava fazendo, lutando com o homem, ficou horrorizado e extremamente irritado, gritou no mesmo instante e os dois se assustaram, a garota tentou explicar, mas não adiantou Magno não queria saber, simplesmente disse que uma dama como ela não luta e muito menos faz amizade com alguém como aquele jovem. A donzela não pode se explicar e nem se despedir de Luís, foi arrastada a força para o castelo e castigada por seu pai a nunca mais sair de lá. &nbsp;</div><div>Felizmente após alguns anos Felicite conseguiu fugir e encontrou Luís novamente, ambos muito felizes foram viver em outro lugar, conseguiram se estabelecer em outro reino e continuaram lutando, lado a lado.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-11 19:44:52 UTC</pubDate>
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         <title>os cavaleiros da época medieval- Sofia Vilhena de Toledo Cardoso</title>
         <author>dirceusilva1</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-10-11 19:55:10 UTC</pubDate>
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         <title>A profecia do filho prometido- Lavínya vitória caiana Bonifácio</title>
         <author>dirceusilva1</author>
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         <description><![CDATA[<div>Kumalo e lilif eram adolescentes que esperavam a sua vez de subir ao trono, os dois foram criados juntos como irmãos e assim que chegaram a uma certa idade o jovem casal se apaixonou, mas como era algo errado, eles deixaram essa paixão de lado. Kumalo subiu ao trono e logo se casou, tendo assim outros filhos em seu casamento, no dia que kumalo se casou uma senhora na qual não sabem o nome lançou uma profecia na, qual dizia que kumalo iria reencontrar o seu amor verdadeiro e terá o filho prometido, mas por conta de sua infidelidade ele nasceria com problemas em seus membros. Em uma viagem a trabalho para expandir o seu reino, kumalo reencontra lilif e seus sentimentos por ela ainda existe, lilif acaba tendo um filho de kumalo e os dois se casam para criar Jamal que era o herdeiro prometido assim como na profecia. &nbsp;</div><div>Jamal tendo nascido com um problema físico que o impedia de andar, superou a sua deficiência para unificar os reinos fragmentados da região e criou o vasto Império do Mali. Ficou no poder quase 20 anos.&nbsp;</div><div>&nbsp;Quando o rei morre, seu filho mais velho, Dankaran assume o trono, contra a vontade do rei, que queria que jamal cumprisse a profecia. Ao contrário, tanto o novo rei como sua mãe humilharam jamal e sua mãe lilif, que já havia dado à luz a mais duas filhas e adotado outro. Jamal ficou ainda conhecido pelo seu caráter e determinação. Conta a lenda que, após ter observado a sua mãe ser humilhada, o jovem, que nasceu com uma deficiência motora, conseguiu andar para a defender. As diferenças acabam por levar jamal, sua mãe e irmãs ao exílio no reino de Mesma.&nbsp;</div><div>Enquanto isso, wade bhele, rei do povo Sosso, inicia uma expansão, que chega até o reino de Toumani Keita, derrotado e obrigado a fugir. Jamal é chamado a intervir, e consegue, após formar uma coalizão de pequenos reinos, derrotar wade bhele, reorganizar o Império Mali, coroado “Mansa” (rei dos reis) e proclamando a Kourokan Fouga, a constituição do Império Mali, que continuaria a ser um importante estado na África Ocidental até por volta de 1645.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-11 19:58:27 UTC</pubDate>
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         <title>Constantinopla - A guerra (João Paulo)</title>
         <author>dirceusilva1</author>
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         <description><![CDATA[<div>Em uma fazenda ao meio de uma clareira, que era rodeada por árvores e apenas uma única entrada para a fazenda, maravam ali uma família simples porem prospera, sendo formada por Will, sua irmã Shanara e pelo casal Pedro e Eucrís, porém algo separava a família que era a vontade de Will querer se tornar um cavaleiro; Seu pai o apoiava&nbsp; porém sua mãe já não tinha a mesma opinião, todas as noites Will os escutava brigando pro sua culpa, porem Will não ira abrir a mão do seu sonho.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; - Ser um cavaleiro é uma honra nos dias de hoje, e será sempre lembrado pelos seus feitos – Disse Pedro.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; - Pedro podemos perde-lo para sempre, você entende isso ?—Saindo para fora de casa.&nbsp;</div><div>&nbsp;Durante muito tempo essas brigas ainda aconteciam porem seu pai sempre o apoiava, o treinado em lutas de espadas e, em troca ele o ajudaria em sua plantação e cuidar de seus animais, porem um dia enquanto arrumava o curral encontro um pássaro que nunca tinha visto antes; deu de comer ao pássaro logo depois de um tempo se tornaram grandes amigos que ajudara um ao outro.&nbsp;</div><div>&nbsp;Nos últimos 3 anos que Will seguia trenando para assim se tornar um cavaleiro e conquistar os cargos mais altos no exercito, na hora em que seguiria sua jornada, porem sua mãe muito aflita tentou o impedi-lo, mais seu pai veio a intervir com um aceno de cabeças se despediram e foi de ondo começou sua verdadeira jornada!!!&nbsp;</div><div>&nbsp;Ao caminho para Constantinopla encontrou um cavaleiro que vestia uma armadura inteira vermelha com detalhes em branco e juntamente usava um crucifixo em um colar em seu pescoço o homem trazia consigo um aspecto maduro que parecia ter a idade de seu pai.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp;- Cavaleiro posso saber para onde vás?&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp;- Meu jovem, sigo para Constantinopla, porque a pergunta?&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp;- Apenas estava curioso, pois pretendo me alistar ao exercito.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp;- HAHAHA, porque não disse antes estou a caminho de seu destino, na verdade sou um general, acabo de voltar para ajudar Constantino.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp;- Nossa, não sabia sua tamanha importância no reino.&nbsp;</div><div>A noite caiu os dois acamparam embaixo de algumas arvores, em torno de uma fogueira os dois conversaram e o cavaleiro acabava por revelar que seu nome era Julio, ali ele contava sobre suas aventuras, porem nada relacionado a guerra mais sempre calmo quando Will fazia perguntas relacionadas.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;No outro dia quando acordaram o tempo estava aberto o sol e muito forte porem continuaram sua jornada até Constantinopla.&nbsp;</div><div>&nbsp;Chegando à capital vários se curvaram perante ao general que depois de comparar oque precisava nos comércios, foi ao encontro de Constantino que o recebeu de braços aberto.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;-Quanto tempo meu amigo!!!&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;-Como vai meu rei!!, porque me convocar?&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;-Isso é um assunto a ser tratado depois!!!, quem e este que o acompanha?&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;-Esse é Will pretende se alistar ao exército.&nbsp;</div><div>-(Will de joelhos acenou em concordância)&nbsp; &nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;-Pois então, o treine Julio tenho impressões de que precisaremos de mais soldados!!!&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;-Sim senhor.&nbsp;</div><div>&nbsp;Logo depois os dois entraram em uma sala do castelo lá Constantino disse sobre a guerra que estava para acontecer contra os mulçumanos e que devia treinar e recrutar mais soldados, Julio acatou suas ordens e foi treina-los.&nbsp;</div><div>&nbsp;Will viu que algo não estava certo mesmo assim ficou quieto sem dizer uma palavra sequer para Julio, ao chegar no&nbsp; batalhão junto ao general se colocou em seu lugar, assim general subiu em um patamar para dar boas vinda aos novos soldados, e ali Will descobria que iriam entrar em uma guerra porem não se deixo levar pelo desespero ao contrario pediu para o general o treinar e faze-lo dele um bom soldado.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;Todos os dias Will acordava cedo para treinar, assim se tornando um prodígio dentre aqueles do esquadrão.&nbsp;</div><div>&nbsp;Em um dia Will viu o general indo correndo para castelo de Constantino ao chegar lá Julio foi informado que os mulçumanos comandado pelo sultão Mehmed Segundo estavam cercando Constantinopla por mar e terra; eles começaram imediatamente a arrumar suas linhas de defesas; logo depois disso Will foi convocado a ficar na primeira linha de defesa.&nbsp;</div><div>&nbsp;Will com certo receio defendeu por muito e muito tempo sua linha foi ate mesmo capaz de contar mesmo que apenas um pouco a entrada dos mulçumanos, porem ao ser ferido teve que recuar para uma floresta próxima ao campo de batalha, porem seus esforços foram em vão já que depois de cerca de 53 dias Constantinopla caiu; Depois disso Will consegui sair vivo, e foi para fazenda de sua família mais ao chegar lá sua fazenda havia sido destruída, seus pais e irmã mortos.&nbsp;</div><div>&nbsp; Depois desses acontecimentos Will ficou conhecidos em todas tabernas como aquele que sobreviveu a guerra de Constantinopla.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-11 19:59:49 UTC</pubDate>
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         <title>   MITOS MEDIEVAIS- Maria Giulia dos Reis Marins</title>
         <author>dirceusilva1</author>
         <link>https://padlet.com/dirceusilva1/cxwlkbtb271m5nui/wish/1808675218</link>
         <description><![CDATA[<div>Certa vez, um grupo foi enviado para as Cruzadas, o evento mais famoso que havia ali. Porém o que todos tinham medo era dos perigos que havia pelo caminho que os levavam a Terra Santa, muitos não sabiam o que se esperar e outros nem voltavam para contar historia, pois morria no caminho. Um dia o Rei decidiu levar seus guardas para ver o que acontecia e assim se fez o Rei não conseguiu voltar.&nbsp; Então o povo ficou furioso decidindo mandar as crianças por serem puras e não terem pecados, eles achavam que enviando gente com pecado Deus não os ajudariam. &nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; De repente surgindo um novo vírus, que foi se alastrando e matando um terço da população, as pessoas com muito medo não sabiam de onde aquilo surgiu achavam que estavam sendo castigados, mas não entendiam porque se os mulçumanos eram as pessoas ruins aquilo estava acontecendo com eles. Começaram a pensar que o vinagre iria os livrar de seus pecados então resolveram passar nas casas como forma de se livramento e assim aquele peste não os atingia. Dando assim a entender que estavam livres de seus pecados. Outros pararam de tomar banho pois segundo eles a pessoas que não tinha um banho freqüente não pegavam. Acharam ate que a doença era pega pelo ar, ou seja o ar estava contaminado, usavam roupas inteiras fechadas para não conseguirem pegar. E com o passar do tempo eles viram que aquilo não era uma verdade, ate entenderem o que causava tudo, as pulgas que existiam no rato.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-11 20:02:16 UTC</pubDate>
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         <title>Olhos castanhos misturados ao verde mais puro- Ana Beatriz Amaral Silva</title>
         <author>dirceusilva1</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;</div><div>Num dia aparentemente normal na cidade de Roma, apesar da situação que se encontravam, Catarine, esposa de Rômulo Augusto, encontrava-se apressada pelos corredores do grandioso castelo romano. &nbsp;</div><div>-São eles! São eles Rômulo, eles chegaram! - disse Catarine com afobamento estampado em sua voz.&nbsp;</div><div>- Eles quem, Catarine? Do que está falando?&nbsp;</div><div>- Não está escutando essa bagunça pelas ruas?! São os… os bárbaros Rômulo Augusto. &nbsp;</div><div>- Droga… Ei, você mesmo - disse apontando para um dos empregados - Venha rápido, mandem que fechem todas as fronteiras, principalmente na área da Península Itálica, certamente está infestada destes malditos vermes.&nbsp;</div><div>O empregado pensa um pouco, começa a ficar tenso com todo o terror que está passando. Mesmo com medo da reação de seu rei, diz:&nbsp;</div><div>- Soberano, jamais criticaria uma ideia vinda de vós, mas… precisamos sair com as navegações dessa fronteira,&nbsp; além de…&nbsp;</div><div>Já sem paciência, Rômulo fala:&nbsp;</div><div>-É uma ordem. Apresse-se e mande minha cavalaria para cá, vou sair o quanto antes deste lugar. &nbsp;</div><div>A cidade estava o verdadeiro caos. Havia destroços para todo canto, tavernas e bancos saqueados, moradores mortos pela brutalidade que os germânicos avançaram por toda Roma, instalando ali o poder bárbaro.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<em>Olhos Castanhos Misturados Ao Verdes Mais Puro</em>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><ul><li>Tudo bem Oswaldo, já entendi. Um jovem de 23 anos vem aqui para inspecionar a situação religiosa de meu castelo, é isso? &nbsp;</li><li>Sim majestade, exatamente isso. Me disseram que o mesmo viera de um mosteiro da Suécia, não muito conhecido, talvez fizesse parte do Clero regular, não sei. &nbsp;</li></ul><div>Ambos conversavam sobre a notícia que estava rodando toda região. Carlos Magno, o imperador do reinado Carolíngio, iria receber um jovem monge em sua "humilde" residência, pois todos os anos vinha alguém de fora para verificar práticas cristãs-católicas entre os governantes e cidadãos.&nbsp;</div><div>Mas dessa vez era alguém diferente, alguém que Carlos ao menos sabia o nome. Seria alguém novo no mosteiro? Não tinha ideia, apenas escutava as palavras desenfreadas saindo da boca de Oswaldo, um camponês que criara amizade com o tempo.&nbsp;</div><ul><li>Não deram nem o nome desse tal monge? Como vou recebê-lo aqui sem saber de suas informações? Mandarei meus guardas pegarem seus dados quando chegar. - Disse Carlos com um tom de desânimo, certamente pensando no trabalho que daria.&nbsp;</li></ul><div>Com um sorriso meio cafajeste, Oswaldo não sabe mesmo esconder quando sabe de algo.&nbsp;</div><ul><li>O nome dele é Omar Rudberg, dizem que seus pais foram bem conhecidos na sua cidade natal, e tem até mesmo um bom porte, porém entregou-se cedo para a comunidade religiosa.&nbsp;</li></ul><div>Caçoando do amigo, Carlos Magno diz:&nbsp;</div><ul><li>De fato os comentários voam. Mas você não ia ficar fora dessas tais fofocas? Uns dias atrás disse até que ia parar de falar com algumas pessoas por espalharem muitas coisas - um sorriso maroto abre em seu rosto.&nbsp;</li></ul><div>Meio sem jeito, Oswaldo responde: &nbsp;</div><ul><li>Bom… Não somos fofoqueiros, somos historiadores, meu caro amigo.&nbsp;</li></ul><div>Risadas descontraídas preenchem o ambiente rústico e chique, com a presença de vários quadros com detalhes dourados, além de vasos vindos da Grécia. &nbsp;</div><ul><li>Um último detalhe, majestade - Fala Oswaldo após rir descontroladamente de suas piadas - O monge Rudberg pediu a concepção de seu pedido para trazer sua irmã junto de si, creio que ela não faça parte de nenhum grupo religioso igual Omar, mas…&nbsp;</li><li>Então o que vai fazer aqui? - Replica indiferente o rei.&nbsp;</li><li>Bem, a garota cursou boas faculdades de economia, destacou-se nas melhores. Certamente irá verificar a situação econômica daqui, senhor. &nbsp;</li><li>Compreendo. Seria melhor se fosse um homem, preciso casar logo a Wendy, não posso tardar muito.&nbsp;</li></ul><div>Ingênuos diante da situação, os dois conversam novamente sobre as aleatórias novidades do reinado.&nbsp;</div><div>Wendy Cartier, filha do imperador Carolíngio, era uma meiga moça de apenas 17 anos. Possuía delicados e lisos cabelos escuros, como a sombra da noite, porém seus olhos castanhos claros, pele clara feito pétalas de dente-de-leão e uma tímida pinta debaixo de seu queixo destacavam seu angelical rosto. Não gostava de exageros, mas sempre andava bem vestida e com suas jóias, algumas de suas antepassadas. A garota realmente era apaixonante, e seria fácil para seu pai arranjar um noivo para si, pois além de bela, era inteligente e curiosa, e isso era tudo que seu Carlos precisava.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Meses se passaram, ou melhor dizendo, longos e difíceis meses, pois as guerras por extensão territorial eram incessantes. Carlos sempre buscou seguir a linha de seu pai de manter uma forte aliança com a Igreja Católica de Roma, e, por conseguinte, durante essas expansões realizou conversões forçadas por onde passava. &nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Após tudo isso, num tempo de calmaria, o dia de chegada dos irmãos amanhece. O monge Rudberg e sua irmã, até então com sua biografia desconhecida, chegam ao castelo de Carlos Magno. &nbsp;</div><div>Com passos apressados e interessados, comerciantes, artesãos, taberneiros, pregadores e vendedores ambulantes vão se juntando em grupos para desfrutarem de bons boatos.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><em>Olhos Castanhos Misturados Ao Verdes Mais Puro</em>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>No salão principal da residência real, encontrava-se o imperador, Carlos Magno, sua filha Wendy, servos a serviço, guardas da maior confiança de Carlos, amigas próximas da princesa, colegas do rei e Oswaldo. &nbsp;</div><div>&nbsp;</div><ul><li>É uma honra encontrar Vossa Majestade e prestar-lhe serviço de evangelização, que Deus nos ajude neste processo- o jovem monge faz uma reverência em sinal de respeito.&nbsp;</li><li>Prazer em conhecê-lo, senhor. Pouco ouvi falar de vós, porém imagino que seja capacitado para realizar tal trabalho e assim espero. &nbsp;</li></ul><div>Analisando um pouco o rapaz, Carlos começa seu diálogo:&nbsp;</div><ul><li>És jovem, não? O que fazes tão cedo num mosteiro? &nbsp;</li></ul><div>&nbsp;</div><div>Ele hesita um pouco em falar, certamente pelo olhar julgador que o rei joga sobre ele. Não sabia se o mesmo era assim com todos, ou apenas queria intimidá-lo. Seria algum tipo de teste?&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><ul><li>Neste mosteiro, há monges que ajudam os doentes e pobres, outros que disseminam a cultura e a educação. Já eu, majestade, copio a Bíblia e outros textos religiosos. &nbsp;</li></ul><div>&nbsp;</div><div>Não querendo delongar a apresentação, Omar faz questão de apresentar-se para os outros membros ali presentes, incluindo a princesa.&nbsp;</div><div>Chamados pelo cozinheiro para o jantar de boas-vindas, Oswaldo comenta com Carlos sobre a tal irmã do monge, que até agora não aparecera.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Ao decorrer do fabuloso banquete, conversas agradáveis percorrem todo o salão. Wendy jantava e ria com suas amigas, certamente falando sobre qualquer bobeira adolescente.&nbsp;</div><div>Incomodado com a dúvida, Carlos tenta soar o menos inconveniente possível ao perguntar sobre a irmã de Omar.&nbsp;</div><ul><li>Hum… - faz uma onomatopeia para chamar a atenção do monge, que parecia faminto diante de tanta fartura. Deixando seu talher de ouro ao lado direito do prato, comenta:&nbsp;</li><li>Ouvi falar que traria sua irmã consigo, senhor. Será que houve algum equívoco nessa mensagem passada a mim?&nbsp;</li></ul><div>&nbsp;</div><div>Olhando de relance para o rei, Omar percebe que era com ele mesmo que estava falando, e com isso limpa sua boca para continuar a comunicação.&nbsp;</div><ul><li>Equívoco algum, majestade. Trouxe-a comigo para a mesma realizar seus feitos de trabalho por aqui.&nbsp;</li></ul><div>Ela certamente se atrasou num imprevisto que teve na cidade com os comerciantes. Já deve estar a caminho. Peço perdão pelo transtorno.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Depois de um certo tempo, as portas da cozinha se abrem, revelando uma silhueta feminina adentrando naquele ambiente refinado. &nbsp;</div><ul><li>Com licença, Vossa Majestade. Peço a permissão para a apresentação.&nbsp;</li></ul><div>Uma voz suave chega aos ouvidos de todos presentes, chamando a atenção da maioria, incluindo a de Wendy, que desviara o olhar para a moça afobada. &nbsp;</div><div>&nbsp;</div><ul><li>Quem seria a senhorita? E com que permissão entra desta forma?&nbsp;</li><li>Mil perdões alteza, tem toda razão. - Diz a jovem meio envergonhada por ter inúmeros olhares virados para si.&nbsp;</li></ul><div>&nbsp;</div><ul><li>Bom, já que se encontra aqui, diga-me quem é.&nbsp;</li><li>Ah sim, bom, sou Olívia Rudberg, irmã de Omar, o monge - E percebendo o adjetivo que deu a seu irmão, soltou um risinho sem mostrar os dentes, mas rapidamente volta a ficar séria.- Sou formada em Economia, numa ótima e conhecida faculdade que fica na direção do Sul. Vim para averiguar a situação econômica de vosso reinado, majestade. &nbsp;</li></ul><div>Olívia era uma mulher de porte médio, de 19 anos, magra mas não aos extremos, traços delicados mas ao mesmo tempo, marcantes. Possuía pequenos olhos verdes, cabelos longos e lisos, da cor castanho claro, pele clara com uma pequenina marca em sua bochecha esquerda, e um sorriso contagiante, marcado pelo branco de seus dentes.&nbsp;</div><div>Wendy não sabia ao certo o motivo, mas apenas não conseguia desviar o olhar dela, era como se estivesse hipnotizada por algo presente nela. Achava que estava ficando louca.&nbsp;</div><ul><li>Está tudo bem, Wendy? Está igual uma idiota olhando para aquela garota - Fala Irene, uma das amigas da princesa. &nbsp;</li></ul><div>Como se estivesse voltado de um transe, Wendy responde:&nbsp;</div><div>Ah… Está, está sim. Apenas achava que a conhecia de algum lugar, impressão minha.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <em>Olhos Castanhos Misturados Ao Verdes Mais Puro</em>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>O restante do jantar correu tranquilamente. Olívia sentou-se ao lado de seu irmão e percorreu o olhar diante de todo o salão, até encontrar os olhos perdidos da princesa em seus, os quais desviam no mesmo instante.&nbsp;</div><div>A jovem economista não compreende, então apenas aproveita a companhia dos membros reais, que comentavam sobre um evento que irá acontecer na próxima manhã, a vassalagem.&nbsp;</div><div>Esse ritual consiste na oportunidade que algumas pessoas têm de ter acessos às terras, algo bem valioso aos olhos de todos. Por outro lado, os suseranos, os quais são donos das propriedades, concediam porções de terras em troca de fidelidade.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><em>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Olhos Castanhos Misturados Ao Verdes Mais Puro</em>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Ao fim do banquete, todos estavam dirigindo-se aos quartos, que ficavam na parte superior do castelo. O Sarau Real deveria acontecer nesta noite, mas por conta do atraso de Olívia, resolveram jantar apenas. &nbsp;</div><div>Por falar nela, a mesma despediu-se dos convidados e de seu irmão, desejando que Deus o abençoasse e que desse tudo certo em sua missão. &nbsp;</div><div>Pelo tamanho do castelo, da enorme escadaria e corredores à sua frente, encontrava-se totalmente perdida. &nbsp;</div><ul><li>Parece distraída, senhora Rudberg. Precisa de algo? - Como um sopro, Carlos Magno aparece por trás dela.&nbsp;</li><li>Ah, com todo respeito, mas preciso sim. Onde fica minha acomodação? &nbsp;</li><li>Na ala 23, a direita. &nbsp;</li></ul><div>" Ala? Mas como assim ala?" Pensa ao ouvir aquela informação.&nbsp;</div><div>Ao ver a cara de dúvida, Carlos resolve então ajudá-la de vez.&nbsp;</div><ul><li>Não se preocupe, chamarei minha filha para lhe ajudar a achar.&nbsp;</li></ul><div>Então a chamou e pediu para que ajudasse a pobre perdida encontrar seu quarto.&nbsp;</div><ul><li>Sim, papai. Venha comigo, senhora Rudberg. - A princesa se expressa timidamente. &nbsp;</li></ul><div>Sem muito tempo a perder, Olívia se apresenta, de novo.&nbsp;</div><ul><li>Primeiramente, é gratificante ter vossa companhia perto de mim. Aceite minhas referências - Na tentativa de se curvar, Wendy a segura.&nbsp;</li><li>Não precisa fazer isso comigo, não faço questão das pessoas se ajoelharem diante de mim. Por favor, levante-se.&nbsp;</li></ul><div>Confusa, Olívia tenta retrucar:&nbsp;</div><ul><li>Mas alteza…&nbsp;</li><li>Apenas siga-me, te levarei aos seus aposentos. &nbsp;</li></ul><div>&nbsp;</div><div>Chegando nele, ambas seguram o olhar uma na outra, talvez como uma forma de agradecimento? Ou como uma forte conexão. Mas as duas nem mesmo se conheciam direito. &nbsp;</div><ul><li>Obrigada, alteza, tenha uma boa noite.&nbsp;</li><li>Idem, senhora Rudberg.&nbsp;</li><li>Por favor, me chame de Olívia. É muito "Rudberg" a se escutar todos os dias - Ri mais uma vez, fazendo com que seus olhos fiquem delicadamente puxados, o que se torna adorável para Wendy. &nbsp;</li></ul><div>Rindo também, a princesa responde:&nbsp;</div><ul><li>Chame-me de Wendy agora, tudo bem? Sem muitas formalidades, nunca gostei muito… &nbsp;</li><li>Tudo bem alt… Wendy.&nbsp;</li></ul><div>&nbsp;</div><div>Mais uma vez os olhares se encontram, se tocam. Parece que querem dizer algo, mas não sabem o que. Poderiam ficar ali por horas.&nbsp;</div><ul><li>Boa noite Olívia, até amanhã. - E saiu em passos lentos e silenciosos.&nbsp;</li></ul><div>&nbsp;</div><div>As duas realmente estavam loucas.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><em>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Olhos Castanhos Misturados Ao Verdes Mais Puro</em>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Nas famílias camponesas, todos trabalhavam muito. Além de cuidar das terras do senhor do Feudo, homens, mulheres e crianças faziam a colheita, moíam os grãos e construíam pontes, estradas, estábulos e moinhos. Ao mesmo tempo, cultivavam seus lotes e cuidavam dos animais e dos trabalhos artesanais e domésticos. &nbsp;</div><div>&nbsp;</div><ul><li>Muito bem muito bem, senhora. O lucro está correto? Não há nada a ser somado? Ou algum prejuízo por conta de problemas climáticos? - Pergunta Olívia para a&nbsp; simples agricultora da cidade. &nbsp;</li><li>Sim sim, senhorita, já verificamos todos os estoques e armazéns, está certinho. &nbsp;</li><li>Qual seu lucro por isso? &nbsp;</li><li>Geralmente recebo 3 bezerros, quando a quantidade aumenta, ou até sobre, recebemos animais de maior porte e uma certa quantidade de sal.&nbsp;</li></ul><div>Anotando os números em seu papiro, ( a mesma possuía estes materiais e a sabedoria da escrita por conta de seus estudos internacionais) a moça da economia local ficava abismada com a pobreza que aquele lugar se encontrava. Era simplesmente inacreditável que o castelo onde estava era de uma riqueza descomunal, enquanto aqui fora, a população vivia numa situação tão precária. &nbsp;</div><div>&nbsp;</div><ul><li>Obrigada senhora, tenha um bom dia e espero que suas economias melhorem - falou Olívia deixando transparecer seu sorriso caridoso.&nbsp;</li><li>Obrigada pela visita e ajuda, minha jovem. Um bom dia para você. &nbsp;</li></ul><div>&nbsp;</div><div>E assim, a garota deixa o local, ainda chocada com a precariedade. &nbsp;</div><div>&nbsp;</div><ul><li>Chocante, não acha? - Diz Wendy Cartier, aparecendo repentinamente ao lado de Olívia. &nbsp;</li><li>A situação deles? Totalmente. Só de pensar que seu pai possui toda aquela fortuna, é impressionante. Sem querer desrespeitar Vossa Majestade. &nbsp;</li><li>Está tudo bem, não é desrespeito nenhum, é apenas a verdade. Meu bisavô, Carlos Martel, também continha esse desejo ambicioso de conquista. É algo de família.&nbsp;</li></ul><div>&nbsp;</div><div>Antes de falar alguma coisa, Olívia pensa 10 vezes, sabia que paredes tinham ouvidos. &nbsp;</div><ul><li>Você não é assim, não é? Conheço-te há apenas semanas e pelo que estou vendo, isso acaba sendo irrelevante para você, princesa.&nbsp;</li><li>De fato, está me conhecendo bem. - Suas bochechas coram ao terminar a frase - Não dou total importância para os bens materiais que arrecadamos com batalhas e principalmente nos impostos. &nbsp;</li><li>É um ato muito digno aos meus olhos, Wen. - Olivia termina o diálogo a olhando com ternura e orgulho. Havia algo nessa garota que chamava a atenção dela, algo maior que sua perfeita aparência. &nbsp;</li></ul><div>Estava pensando demais. Eram apenas amigas.&nbsp;</div><div>Depois de perder-se em seus pensamentos, convidou-a para dar um passeio pelas redondezas. As duas apreciavam suas companhias, fazendo qualquer momento ser proveitoso. &nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><em>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Olhos Castanhos Misturados Ao Verdes Mais Puro</em>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Carlos Magno encontrava-se reunido num de seus salões, resolvendo questões do império e conversando com o monge Omar. &nbsp;</div><ul><li>Pois então, monge Rudberg, como fora seu dia de feitos por aqui? &nbsp;</li></ul><div>Demonstrando um certo cansaço, aparentemente por consequência do horário que foram repousar na noite anterior e ter que acordar cedo para a oração da madrugada no dia seguinte, Omar exibe certas olheiras.&nbsp;</div><ul><li>Está ocorrendo tudo certo, majestade. Geralmente começamos com as orações. Posteriormente a isso, há uma formação com os padres das paróquias, ensinando valores e deveres a serem cumpridos. &nbsp;</li></ul><div>Desviando o olhar para um ponto do salão, o monge continua:&nbsp;</div><ul><li>Prosseguindo, após isso, saímos em direção às vilas para pregarmos o Evangelho aos mais carentes e tentar passar alguns&nbsp; ensinamentos para eles. Jesus acolhia a todos e nosso dever é seguir este mesmo caminho.&nbsp;</li><li>Mas o senhor não era responsável pelas Escrituras em seu mosteiro?&nbsp;</li><li>Corretíssimo alteza. Porém, como estão em falta nesse aspecto aqui, fui enviado com o intuito de ajudá-lo a evangelizar os mais incrédulos. &nbsp;</li></ul><div>&nbsp;</div><div><em>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Olhos Castanhos Misturados Ao Verdes Mais Puro </em>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Wendy e Olívia andavam por vilarejos afastados, por conta da visita da jovem Rudberg a famílias de minúsculas rendas, mas que Wendy faz o favor de acompanhar. &nbsp;</div><div>Estava quase anoitecendo quando as duas se deram conta que o tempo estava ficando nublado. &nbsp;</div><ul><li>Ótimo, vai chover e eu não faço a mínima ideia de quando vamos chegar, meu pai vai me dar um sermão de horas- Reclama a princesa já cansada.&nbsp;</li><li>Não se preocupe com isso, eu digo que meu horário tardou e que pegamos os caminhos maiores. &nbsp;</li></ul><div>Olívia sempre tentava dar alguma solução para os "problemas" de Wendy, mesmo que pequenos. Poderia até mesmo levar a culpa deles, mas não ligava, gostava de ver sua alteza livre deles. &nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Pingos finos começaram a cair sobre toda região, e de forma célere, aumentaram, fazendo com que as duas se entreolhassem. &nbsp;</div><ul><li>Corremos? &nbsp;</li></ul><div>Revirando os olhos pela pergunta idiota, Wendy fala:&nbsp;</div><ul><li>Claro Olívia!&nbsp; &nbsp;</li></ul><div>&nbsp;</div><div>E assim fizeram. Correram em direção ao castelo o mais rápido possível para que não se molhassem tanto, o que na verdade não adiantou muito. &nbsp;</div><div>Como duas crianças, as duas moças correm desengonçadas pelos campos repletos de árvores frutíferas e rosas. &nbsp;</div><ul><li>Vossa Majestade por acaso podia se molhar deste jeito? - Brinca Olívia olhando para suas roupas totalmente encharcadas.&nbsp;</li><li>Idiota! Olha meu estado! - Alega Cartier achando engraçado a precária situação de ambas. &nbsp;</li><li>Continua encantadora, princesa. &nbsp;</li></ul><div>Abaixando os olhos e a cabeça timidamente, a garota da realeza sorri e pede para continuar a correr. &nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>A chuva só piorava, não diferente do clima no castelo. &nbsp;</div><ul><li>Onde está minha filha?! Onde está Wendy? - Pergunta raivosamente o imperador para os servos responsáveis por sua filha. &nbsp;</li><li>Deixamos-a junto da senhorita Rudberg, majestade. Queríamos levá-la conosco para voltar a seus aposentos, porém a mesma insistiu em permanecer com a garota. - Diz aflito Benjamin, um dos servos da princesa.&nbsp; &nbsp;</li><li>Imbecis! Sabem o quão perigoso é esse território?! E se formos atacados novamente por bárbaros?! &nbsp;</li></ul><div>Oswaldo, mande que a guarda da entrada se atente a qualquer movimento. &nbsp;</div><ul><li>Sim, senhor. - Sem retrucar, Oswaldo se direciona aos enormes portões. &nbsp;</li></ul><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Quase chegando na entrada do castelo, a chuva não cessara, mas elas simplesmente não ligavam mais.&nbsp;</div><ul><li>Perdão por lhe fazer passar por isso, Wen. Acho que me atrasei demais nessas tarefas, me entende?&nbsp;</li></ul><div>Olívia estava nervosa diante desta situação, e estalava os dedos sempre que se sentia assim. &nbsp;</div><ul><li>Está tudo bem, só estou com frio, bobinha.&nbsp;</li><li>Sinto-me mais viva quando estou com você. &nbsp;</li></ul><div>&nbsp;</div><div>Mais uma vez, o olhar escuro se encontra com o mais claro. Isso havia se tornado algo corriqueiro. &nbsp;</div><div>O silêncio se faz presente na hora, porém suas mãos acabam por encostar por breves minutos. &nbsp;</div><ul><li>Wendy, eu…&nbsp;</li><li>Vossa Majestade! Por onde andavas? Seu pai está preocupadíssimo com a vossa ausência. - Praticamente surtando, Oswaldo finalmente a encontra.&nbsp;</li><li>Perdão, Oswaldo. Eu e a senhorita Rudberg acabamos pegando o caminho mais longo e essa tempestade.&nbsp;</li><li>Vamos, entrem imediatamente. Irei chamar seus súditos. Mas antes, princesa, precisa falar com o imperador, está uma pilha de nervos. &nbsp;</li></ul><div>Senhorita Olívia, pode dirigir-se aos seus aposentos, suas novas vestimentas estarão prontas em pouco tempo.&nbsp;</div><ul><li>Muito obrigada senhor- Antes de ir, retira um casaco de sua simples bolsa de couro que sempre leva consigo. Alteza, pegue este casado, não pode ficar indisposta ou se adoentar. &nbsp;</li></ul><div>A mesma aceita de bom grado, até porque realmente reclamou do frio que estava.&nbsp;</div><ul><li>Meus agradecimentos a ti, senhorita. - piscando, caminha até a sala do trono. &nbsp;</li></ul><div>&nbsp;</div><div><em>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Olhos Castanhos Misturados Ao Verdes Mais Puro</em>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Após todos os rituais pré refeição medievais, o banquete é servido.&nbsp; &nbsp;</div><div>A economista procurou sentar-se ao lado da jovem dama, já gostavam de papear sobre qualquer coisa durante o jantar. &nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Conversas iam e vinham, até que um convidado bate com seu talher em sua taça com vinho Rosé.&nbsp;</div><ul><li>Gostaria da atenção de todos para os dizeres de agradecimento pelos contínuos feitos do senhor monge Omar Rudberg e da senhorita estudante de Economia, Olívia Rudberg. &nbsp;</li></ul><div>Os irmãos se entreolham com dúvidas, mas não disseram palavra alguma.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Durante o enorme e entediante discurso, Wendy deposita sua mão com delicadeza sobre a perna de Olívia. &nbsp;</div><div>Com o repentino toque, a outra sente suas bochechas esquentarem e seu coração palpitar com uma animação até então desconhecida.&nbsp;</div><div>Uma paz tomou conta de duas apaixonadas almas. &nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Posteriormente a esse momento de reunião da realeza, os convidados iam despedir-se da princesa e de seu soberano.&nbsp;</div><div>Olívia pensou em subir para seu quarto, iria agradecer, se desculpar por certas coisas e apenas repousar, mas sente o mesmo toque puxando sua cintura para mais perto.&nbsp;</div><ul><li>Vem - Sem dizer mais nada, Wendy puxa pelas mãos a confusa moça para fora do castelo, mais afastado da multidão.&nbsp;</li></ul><div>Vendo o belíssimo lugar para qual fora trazida, Rudberg diz admirada:&nbsp;</div><ul><li>Céus, que lugar perfeito. Nunca havia notado antes. Como sabe que eu gosto de ambientes assim? Todo ao natural, sob o luar. &nbsp;</li><li>Apenas decifrei seus gostos, Olívia. &nbsp;</li></ul><div>&nbsp;</div><div>Sentando ao lado uma da outra, sendo iluminadas pela luz forte vindo da lua e das estrelas (a chuva de fato terminou, como num conto de mágica), Wendy se lembra de algumas horas passadas, quando foram interrompidas pelo camponês. &nbsp;</div><ul><li>Ei…&nbsp;</li><li>Sim?&nbsp;</li><li>Você ia me dizer alguma coisa...? Naquela hora que o Oswaldo acabou nos encontrando? - Diz esperançosa.&nbsp;</li><li>Bom, acho que não é nada demais, deve ser irrelevante para a vós. &nbsp;</li><li>Eu insisto, não me deixe esperando - As duas riem de forma boba, fazendo com que Olívia colocasse sua mão sobre a de Wendy, assustada com que quer falar.&nbsp;</li><li>Se soar inconveniente ou ridículo para você, por favor me avise, tudo bem? - a outra assente - Ok. Desde que cheguei aqui, sinto que algo mudou para mim. Algo maior tomou conta de meu peito, e quando te vi, nunca me senti tão entregue, tão… Enfim, pensei que estivesse me apaixonando, e sim, estou. Aos poucos fui notando esse sentimento intruso. É com você que eu quero compartilhá-los…Sei que é delicado por conta de todos e tudo, vão nos matar se descobrirem, literalmente. &nbsp;</li></ul><div>E também sei que provavelmente você não me vê desta forma, e está tu…&nbsp;</div><div>Não pudera terminar sua declaração mais verdadeira, pois seu queixo fora puxado sutilmente pela dama e seus lábios finalmente se encontraram, quebrando qualquer mínimo espaço restante, fazendo com que nada mais se tornasse importante. &nbsp;</div><ul><li>Isso responde alguma dúvida sua? &nbsp;</li></ul><div>&nbsp;</div><div>Após dizer isso, Wendy deposita sua cabeça no ombro de sua amada, fazendo dela seu mais precioso tesouro.&nbsp;</div><ul><li>O mundo é muito injusto com aqueles que amam mais puramente. Então, faço-te o meu mundo, para depositar o mais puro dos amores, e assim, me entregar inteiramente. &nbsp;</li></ul><div>&nbsp;</div><div>" Vós, que sofreis, porque amais, amai ainda mais. Morrer de amor é viver dele"&nbsp;</div><ul><li>Victor Hugo.&nbsp;</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-11 20:07:09 UTC</pubDate>
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         <title>Juliano o Tolo - Juliano</title>
         <author>dirceusilva1</author>
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         <description><![CDATA[<div>Juliano Milo é um cavaleiro que trabalha por dinheiro se encontrou com o nobre Augusto Leone o que fez uma oferta de três moedas de para que ele dominar Jerusalém e assim começa sua jornada para saquear casas dos hereges em nome de Deus. Isso pode deletar &nbsp;</div><div>Juliano está indo a taverna quando é parado por um rapaz que disse:&nbsp;</div><div>-Perdoe me mas o senhor é juliano Milo?&nbsp;</div><div>-Sim, quem pergunta?&nbsp;</div><div>-Me siga&nbsp;</div><div>E foram indo à direção do castelo.&nbsp;</div><div>Quando chegaram na muralha que divide o castelo e a igreja do resto do reino &nbsp;</div><div>-Eles então esperando lá dentro-diz o jovem.&nbsp;</div><div>Ele só ignora a fala dele e vai abrindo as portas da capela&nbsp;</div><div>Quando entra ele encontra dois caras conversando e outro distante sentado numa das cadeiras.&nbsp;</div><div>Ele chega e pergunta para um cara com roupa de padre:&nbsp;</div><div>-Você que me chamou?&nbsp;</div><div>E o padre diz:&nbsp;</div><div>- Soube que você está procurando por dinheiro -e o padre se aproxima-Eu me chamo Pascuali e tenho uma missão para você resgatar Jerusalém.&nbsp;</div><div>-Quanto você paga? -Pergunta Juliano&nbsp;</div><div>-três moedas de ouro&nbsp;</div><div>-E ainda você tem permissão de saquear- diz o cara á direita do padre ah esse é seu parceiro, o Carlos Augusto&nbsp;</div><div>Carlos Augusto diz:&nbsp;</div><div>-É um prazer em te conhecer &nbsp;</div><div>Amanhã você vai ir junto com ele pegar a estrada, tem um cara com uma carruagem te esperando quando o sol nascer.&nbsp;</div><div>-Espera! -Diz juliano confuso&nbsp;</div><div>-Eu nem aceitei o trato ainda vocês estão com muita pressa!&nbsp;</div><div>Nós não temos muito tempo está é uma das últimas carruagens, se você não aceitar agora teremos que troca-lo-diz Pascuali&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>-Carlos fala:&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Aquele cara vai lhe mostrar seu aposento, caso o senhor aceite.&nbsp;</div><div>-Eu aceito-Diz Juliano&nbsp;</div><div>-Incrível! Diz Pascuali animado-que a graça de Deus te proteja!&nbsp;</div><div>Assim um cara chega perto de Juliano e fala siga-me. Juliano o segue até uma taverna que já tem um aposento alugado.&nbsp;</div><div>Juliano entra no quarto. E começa a retirar sua armadura pensando na sorte grande que ele teve hoje, como ele ser encontrado por jovem e dado essa oferta de ouro. &nbsp;</div><div>&nbsp;Juliano então depois de se despir sua armadura dorme e tem um sono profundo pelo cansaço do dia.&nbsp;</div><div>De repente ele escuta barulhos vindo da sua porta. Ele olha com um olhar confuso, mas estando tão cansado volta a dormir despreocupado.&nbsp;</div><div>Algum tempo depois...&nbsp;</div><div>Juliano sente um toque no seu braço direito e quando abre os olhos descobre que era seu parceiro Carlos Augusto. Quando Juliano olhou pra ele e estava preste a dizer “o que "mas tem sua garganta rasgada por Carlos que sem remorso cospe em seu corpo como um ato de desgosto e saqueia suas coisas como sua armadura e apetrechos.&nbsp;</div><div>Depois Carlos vendeu as coisas de Juliano, procura uma nova vítima de seu golpe...&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-11 20:13:48 UTC</pubDate>
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