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      <title>A Quarta República no Brasil: Populismo, Modernidade e Desenvolvimento (1946-1964) by Bolinha</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-09-28 12:08:39 UTC</pubDate>
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         <title>1. O &quot;Líder do Povo&quot;.</title>
         <author>caioca2702</author>
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         <description><![CDATA[<div>A figura política é indissociável de sua percepção popular, principalmente quando se trata dum líder populista. O carisma, os gestos, as estranhezas... tudo concorre para gestar uma relação entre o povo e o presidente que ultrapasse a noção legalista da democracia, mas permeie a identidade,&nbsp; o reconhecimento e a representação da base da sociedade no topo do poder. O vínculo é tamanho e tão livre de burocracias, que o poder do populista ultrapassa as instituições e os partidos que fazem parte, mas permeia a noção profunda de representação do eleitor.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-03 19:21:41 UTC</pubDate>
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         <title>A Celebridade</title>
         <author>caioca2702</author>
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         <description><![CDATA[<div>Por volta de 1958, durante a construção de Brasília, Juscelino conhece Maria Lúcio Pedroso, que viria a se tornar sua amante. Citada num misterioso diário de Juscelino, o caso todo se tornou uma marca para JK, marca que ia muito além da moralidade de seus feitos, mas que contribuiu e contribui até hoje para a construção de sua imagem carismática e sedutora. Em maior ou menor grau, aliás, o líder populista é uma celebridade.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-03 19:35:39 UTC</pubDate>
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         <title>2. O Brasileiro-Mor</title>
         <author>caioca2702</author>
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         <description><![CDATA[<div>Em consequência do apelo aos desejos do povo, o populista está intimamente relacionado com a noção de nacionalismo. Ele está equipado dum discurso muito potente, mas que tem a responsabilidade de abordar diversos contextos, todos os contextos. Por esse motivo, a identificação com uma nação concorre por homogeneizar as diferenças nas demandas e permitir com que o discurso seja ainda mais acessível aos milhões de afetos que há na sociedade. O nacionalismo terá protagonismo sempre no setor econômico, por onde ficará claro ao povo que seu pertencimento nacional mora no suor do seu trabalho.&nbsp;Em casos mais extremos, quando é necessário maior coesão popular, é comum que surjam discursos maniqueístas que identificam um inimigo comum da pátria.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-03 19:53:07 UTC</pubDate>
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         <title>Fontes da Seção:</title>
         <author>caioca2702</author>
         <link>https://padlet.com/caioca2702/cxps24yj7fyky7ab/wish/2730878930</link>
         <description><![CDATA[<div>https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/populismo.htm<br>https://jk.cpdoc.fgv.br/imagem-som/trajetoria-de-vida/campanha-presidencial-de-1955<br>https://brasilescola.uol.com.br/historiab/republica-populista-1945-1964.htm</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-03 20:02:20 UTC</pubDate>
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         <title>A Presidência do Desenvolvimento</title>
         <author>caioca2702</author>
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         <description><![CDATA[<div>Eurico Dutra teve grande vínculo com a ideia de desenvolvimento, principalmente aquele que visa a industrialização e integração do território. Ajudado por políticas de crédito liberais e uma situação de desestímulo às exportações em razão da supervalorização cambial, o investimento e a produção foi escoada para o mercado interno, promovendo grande industrialização. Associado a isso, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), inaugurada nessa época e fruto duma aproximação com os estados unidos, fez com que a produção de aço aumentasse muito e com isso a capacidade de ofertar o produto para dentro e fora do Brasil. O crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) chegou a 8%.&nbsp; O crescimento econômico veio em conjunto com a política de integração infraestrutural desenvolvimentista, e houve a construção de 500 km de estradas, que interligaram, por exemplo, São Paulo ao Rio de Janeiro. &nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-03 20:42:07 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Plano SALTE, o Verdadeiro Desenvolvimento.</title>
         <author>caioca2702</author>
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         <description><![CDATA[<div>O plano SALTE (Saúde, Alimentação, Transporte e Energia), era o plano econômico de desenvolvimento de Dutra para o Brasil. Era visado a melhoria da qualidade de vida, e estava em questão prover os meios necessários para que fosse possível assistir a população nesse sentido; esses meios são o transporte e a energia, e os serviços públicos seriam expandidos. O projeto, porém, não saiu do papel, visto que envolveria gastos que as parcelas mais conservadores e economicamente ortodoxas não estavam dispostas a autorizar sem resistência política, ainda porque confiavam que seu governo pudesse combater a inflação que marca o Brasil que Dutra recebe de Vargas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-03 20:50:13 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>A Presidência do Desenvolvimento (100% Nacional, desta vez).</title>
         <author>caioca2702</author>
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         <description><![CDATA[<div>Getúlio retorna ao poder depois de alguns poucos anos fora dele, após vencer as eleições de 1950. Aqui manteve sua ortodoxia ao projeto nacionalista e estatizante, que pode ser consolidado na fundação mesma da Petrobrás e do lançamento da campanha "O Petróleo é Nosso", que defendia a exploração estatal do recurso. A decisão pelo centralismo na exploração de recursos naturais irritou grupos relacionados aos interesses estrangeiros no Brasil. O apoio ao sindicalismo (herança dos seus últimos governos), adicionado ao intervencionismo e dirigismo na economia, engendrou o antigetulismo, que passa a escalar conforme a inflação aumenta. Getúlio quis aprimorar a vida do brasileiro dando direitos trabalhistas e registros, e, para que suportassem a inflação, decidiu aumentar em 100% o salário mínimo. A base monetária expandiu, e contou com apoio dos financiamentos do BNDE, fundado na época também por Getúlio, propiciando maior controle dos investimentos públicos e da máquina monetária brasileira. Por um lado, as pressões aumentaram muito, visto que tinham medo da crise aumentar mais ainda, o que parecia acontecer de modo irrefreável, aliás, acelerado por Vargas, como viam os opositores; por outro lado, o líder era ainda muito popular, e contava com a identificação da população, principalmente com aquela mais afetada pelos projetos que Getúlio desenvolveu em todos os seus governos: os direitos do trabalhador. Em sua lógica, o desenvolvimento é nacional e a nação faz-se pelo trabalho, mas o modelo agora reduzido pela expressão de grupos sindicais organizados que em quase nada divergiam duma base política partidária do getulismo não era mais moderno o suficiente. A antiga base trabalhista que o fez líder populista e popular, agora nada mais é que extensão sua, já incapaz de fornecer o apelo necessário para conduzir toda uma nação, como outrora foi possível a ele.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-03 21:40:41 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Cinquenta Anos em Cinco&quot;</title>
         <author>caioca2702</author>
         <link>https://padlet.com/caioca2702/cxps24yj7fyky7ab/wish/2732802062</link>
         <description><![CDATA[<div>"Cinquenta Anos em Cinco". O lema trazia de tudo: o desenvolvimento do Brasil, a retomada do moderno que parecia ter fugido, e o apelo ao sonho do povo em tirar o Brasil da instabilidade que o atrasava. Juscelino foi erguido pelo povo após a novembrada e toda confusão anterior, e com pouco tempo, o homem já era muito estimado pela população. Seu jeito carismático e confiante, com sonhos longínquos que justificariam qualquer atualidade, fez com que a esperança do brasileiro se depositasse sobre sua persona. Juscelino, sob a política desenvolvimentista, promoveu a abertura do Brasil ao capital estrangeiro, além de isentar de impostos as importações de equipamentos industriais e oferecer créditos a baixos juros artificiais aos consumidores, impulsionando a demanda e incentivando a produção. Kubitschek tinha tudo isso planejado segundo seu "plano de metas", que visava diversificar a produção brasileira, principalmente por meio da industrialização, e combater, no geral, os entraves econômicos brasileiros em suas supostas raízes, procurando, para tanto, garantir a integração nacional logística e energética. A principal meta do plano era a construção de Brasília, uma capital que pudesse apresentar um Brasil sólido para os estrangeiros e aprofundar o corpo burocrático brasileiro no interior do Brasil, permitindo a integração da região do planalto central brasileiro. O investimento na indústria automobilística e a intensa construção de infraestrutura de integração rodoviária também competem no sentido dos "cinquenta anos em cinco", e que se comprometia por substituir importações, tornando mais viável a produção industrial interna que a importação de fora, o que era muitíssimo estratégico tendo em vista a falta de dólares do Brasil à época.&nbsp;<br>Fonte da Seção: https://www.blogs.unicamp.br/sobreeconomia/2021/10/01/dimensoes-do-progresso-em-juscelino-<br>https://jk.cpdoc.fgv.br<br>https://www.google.com/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=2ahUKEwih0uejjeyBAxVPppUCHfLiAuMQFnoECBoQAQ&amp;url=https%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FJuscelino_Kubitschek&amp;usg=AOvVaw1vCAT4Vt8_Q3l8z0vI0EU3&amp;opi=89978449</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-04 21:47:50 UTC</pubDate>
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         <title>Brasília: A estética do Moderno</title>
         <author>caioca2702</author>
         <link>https://padlet.com/caioca2702/cxps24yj7fyky7ab/wish/2740466229</link>
         <description><![CDATA[<div>Desde o século XIX, já estava posto na constituição federal a promessa de se construir uma cidade para que fosse a sede administrativa do governo nacional, e que se situasse no interior do Brasil. A máquina burocrática seria, nesse movimento de interiorização, a protagonista da mudança de realidade dessa parcela desocupada. No governo JK, sob a ideia do desenvolvimento interiorano do país e da melhoria da imagem do Brasil no exterior, o projeto tomou forma na ocasião em que o plano de Lúcio Costa, arquiteto, vence um concurso de projetos e tem seu desenho aplicado. A teoria que Lúcio Costa carregava era de renovação do Brasil, simbolizada por meio da construção de Brasília. A ideia era um retrato ideal de um país, onde igualdade de classes fosse, por exemplo, um dos sustentáculos dos símbolos da capital, junto com a democracia e o acesso aos espaços. No geral, a realidade da capital revelou o valor das cidades mais orgânicas, visto que o urbanismo aplicado em Brasília não teve êxito pleno naquilo que pretendia, Lúcio Costa e os arquitetos, atingir. No entanto, enquanto projeto político interno e externo, obteve sucesso, interiorizando a administração e ocupando a região central do Brasil.<br>Fonte da Seção:<br>https://www.youtube.com/watch?v=EMDyYoVBcs8</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=EMDyYoVBcs8" />
         <pubDate>2023-10-10 18:22:05 UTC</pubDate>
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         <title>O Centro e a Periferia</title>
         <author>caioca2702</author>
         <link>https://padlet.com/caioca2702/cxps24yj7fyky7ab/wish/2740542231</link>
         <description><![CDATA[<div>A Comissão Econômica para a América Latina e Caribe, fundada em 1948, baseou-se em diversas discussões e propostas no campo da teoria econômica que pudesse corroborar com a superação da situação econômica ruim dos países latino-americanos. A questão toda estava centrada sobre a leitura do panorama econômico enquanto produto da circunstância desses países como "periferia" do mercado, onde o produzido tem seu valor reduzido e os recursos vão de pouco a pouco para o setor produtivo do "centro", isto é, a Europa e os Estados Unidos. Em virtude dessa realidade, foram propostas medidas que mitigavam esse processo e, por isso, aceleravam o desenvolvimento econômico dos países latino americanos; é exemplo a maior retenção da produção no país, evitando a evasão da renda para o exterior. Nesse sentido, o desenvolvimento industrial seria importantíssimo, visto que movimentava a hegemônica distribuição da cadeia produtiva global, e com isso as desigualdades entre os países. O desenvolvimento, afinal, significava, segundo estes, libertação. É importante destacar, também, o que significam em termos práticos as propostas: em suma, o estado assumiria as rédeas do impulso econômico, aumentando seu protecionismo para reter mais o produto e incentivando fiscalmente e até diretamente abrindo infraestruturas industriais. A influência do pensamento econômico "cepalino" se deu principalmente no governo de JK no "plano de metas" e mais adiante com as polêmicas reformas propostas por João Goulart e, já posterior à quarta república, outras lideranças formadas a partir de 1964, quando passou a se lecionar oficial e extensamente acerca dessas teorias na academia brasileira. Fonte da Seção: https://revistapesquisa.fapesp.br/teorias-para-o-desenvolvimento/</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-10 19:16:52 UTC</pubDate>
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         <title>Café Filho (1954-1955)</title>
         <author>caioca2702</author>
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         <description><![CDATA[<div>Depois do suicídio de Vargas, Café Filho assumiu em virtude de estar na vice-presidência de Vargas. O provisório presidente, anunciadamente sem pretensões políticas, combateu a inflação e o déficit do governo por meio de ações ortodoxas defendidas por seu ministro da fazenda Eugênio Gudin. As ações foram a diminuição dos gastos estatais, a retenção de créditos e, também com isso, a desaceleração da expansão de crédito. As medidas emplacaram o crescimento industrial, baseado em créditos artificiais do passado governo de Vargas. Em 1955, sai do cargo em função de problemas cardíacos, mas inegavelmente pressionado por questões políticas, visto que o governo de Café Filho era todo sobre conciliações e apaziguamento de crises.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-10 19:30:17 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Carlos Luz, Nereu Ramos e General Lott</title>
         <author>caioca2702</author>
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         <description><![CDATA[<div>Carlos Luz teve o governo mais rápido da história do Brasil, de apenas 3 dias, verdadeira velocidade da luz. Acontece que ocupava o cargo de presidência no Senado, o que lhe conferia posse caso houvesse renúncia do vice-presidente. Na ocasião da renúncia de café Filho, foi empossado e indicou ao ministério militares alinhados com a ideia de que seria necessário dar um golpe para romper de&nbsp; vez com os resquícios do varguismo no poder, o que era apoiado também pela UDN, partido de grande apoio popular à época. O general Lott, ministro da guerra de Café Filho, destituiu o cargo de Carlos Luz e impediu a posse de Café Filho, que dizia estar apto para reassumir o cargo. O general Lott, ainda, garantiu a posse de Nereu Ramos, vice-presidente do senado, e com esse golpe preventivo, conhecido como novembrada, pretendeu e alcançou proteger a posse de Juscelino Kubitschek e João Goulart a partir da decretação de estado de sítio tramitado pelo congresso. </div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-10 19:42:36 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Galos, China, Renúncia, Estados Unidos e Biquínis. </title>
         <author>caioca2702</author>
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         <description><![CDATA[<div>Jânio Quadros tem como principal feito propor independência brasileira na política externa num mundo bipolarizado. O intuito era de que se negociasse tanto com os EUA como com a China, não tão antiga em sua revolução, e que à época passava por reformas ainda mais profundas em sua sociedade em direção ao comunismo. Na verdade, Jânio trouxe independência de tudo, e perdeu logo apoio do congresso em suas medidas. Carlos Lacerda ameaça denunciar a intenção de ultrapassar as vontades do congresso forçadamente por parte de Jânio Quadros, e ele renuncia. Seu vice-presidente, João Goulart, estava em visita oficial à China, e tomado de sobressalto com a notícia, volta ao Brasil. Em função da ausência de uma presidência no território brasileiro, Ranieri Mazzilli, presidente da câmara à época, assume a presidência até que fosse possível empossar Goulart.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-10 19:52:12 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>A Posse</title>
         <author>caioca2702</author>
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         <description><![CDATA[<div>Em virtude da estadia do então vice-presidente na China, numa missão diplomática, muitas foram as movimentações de generais que se posicionavam contrários à posse. Por outro lado, o general Lott, liderando os legalistas, aqueles que estavam pela posse segundo a lei propõe, se coloca contra essa tendência e visa por garantir que aposse o governo de Goulart. Outro protagonista, nessa época, foi Leonel Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, que fez de seu estado uma sede para o movimento legalista. Houveram aviões sabotados, disputas internas fervorosas e muitos indícios de uma iminente guerra civil. As forças legalistas assumiram a frente e conseguiram regredir os esforços contrários à posse.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-10 20:15:45 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>O Governo e as Reformas</title>
         <author>caioca2702</author>
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         <description><![CDATA[<div>Tendo assumido nos meandros de uma gravíssima crise militar, Jango desde o início esteve atado em todas as direções, inclusive pela situação econômica do país, chafurdado em dívidas internas e externas. O grande apoio no congresso deu margem à governabilidade. Desde o início do governo, pautou-se fortemente pela ideia das reformas de base, de caráter nacional desenvolvimentista. Para conseguir conciliar o projeto custoso com a péssima situação econômica, lançou o plano trienal, onde espaçava as reformas e seguia com a contração dívida externa para bancar o desenvolvimento subsidiado da indústria e do setor produtivo como um todo no Brasil. Jango passou medidas como o estatuto do produtor rural, prevendo a desapropriação de posses rurais em razão de sua função social, o controle de remessa de lucro para o estrangeiro e o aumento da carga tributária. Com o tempo, houve maior desgaste do seu governo, tendo em vista o aprofundamento da crise causada pelas medidas econômicas heterodoxas e do isolamento que causava ter como única fonte de apoio os partidários das reformas de base. Carlos Lacerda, Otto Maria Carpeaux e outros jornalistas eram contrários ao seu governo, que cada vez mais se isolava em campos de esquerda e concorria, com isso, à narrativa da iminência de um golpe de esquerda no país. Adicionalmente, os setores militares estavam agitados, haja vista outras revoltas internas do exército que, segundo denúncias da época, eram vinculadas à associação das mais baixas patentes com grupos organizados de esquerda. Dessa forma, a sociedade civil e o exército estavam agitados com o governo de Jango, ainda mais com os seus últimos discursos, como o da Central do Brasil, que anunciavam o fim da conciliação com as parcelas conservadoras e o mergulho nas propostas reformistas, acusando o movimento contrário de estarem associados aos interesses internacionais de grandes companhias e governos contrários aos interesses brasileiros. O discurso foi a gota d'água e engendrou a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, mostra de força suficiente para que os militares, agitados, também, com o governo de Goulart, dessem um golpe de estado e retirassem Jango do poder. João Goulart deixa o Brasil com destino ao Uruguai, e, tendo em vista a vacância do cargo de presidência, Ranieri Mazzilli, com apoio expressivo dos militares e da população, é empossado como presidente da república. Os militares fariam a administração até que ocorressem as próximas eleições diretas organizadas, agora sem Jango, e esse era o intuito daqueles que apoiaram. Contudo, nomeado presidente pelo congresso, Castelo Branco passa seu ato institucional nº1, fazendo com que um golpe "preventivo" ou precisamente desenhado para retirar Goulart, se tornasse o fim da quarta república brasileira.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-10 20:19:30 UTC</pubDate>
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