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      <title>Poesia de Augusto dos Anjos by Adrielle Soares Cunha</title>
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      <description>3º P EJA
Vamos compartilhar uns com os outros informações e/ou textos sobre o autor em estudo!?</description>
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      <pubDate>2021-05-30 19:42:55 UTC</pubDate>
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         <title>Contexto histórico da produção do autor</title>
         <author>adriellesoarescunha</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp; No final do século XIX e no início do século XX, houve um fato extraordinário no campo das ciências (inclusive no das ciências literárias, que foram reconhecidas enquanto tal com o movimento positivista): cinco tendências literárias coexistiam. Foram elas: Romantismo, Realismo (interior e exterior), Naturalismo, Parnasianismo e Simbolismo. Essa multiplicidade de estilos literários, ao mesmo tempo em que provoca um “boom” cultural, causa também uma dificuldade de enquadramento de alguns escritores da época, já que os mesmos possuem, internalizadas, características inerentes aos movimentos literários citados.<br>&nbsp; &nbsp;Neste contexto do século XIX, híbrido literariamente, nasceu o poeta brasileiro Augusto Carvalho Rodrigues dos Anjos (1884), herdeiro das normas sociais vigentes e presentes. Sendo filho deste período, o chamado poeta do escárnio retrata, em suas poesias, a multiplicidade de tendências: Simbolismo, Realismo, Parnasianismo, Naturalismo e, também, o Romantismo, além do Expressionismo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-30 19:42:55 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>Soneto<br>Canta teu riso esplêndido sonata,e há,no teu riso de anjos encantados como é um doce tilitar de prata e a vibração de mil cristas quebrados.<br>Bendito o riso assim que se desata<br>-Citara suave dos sonhos já passados,cantando sempre em trinula volta!<br>Aurora ideal dos dias meus risonhos,<br>Quando,úmido de beijos em ressabios<br>Teu riso esponta, despertando sonhos...<br>Ah!Num deliquio de Ventura louca,<br>Vai-se minh' alma toda nos teus beijos,<br>Ri-se o meu coração na tua boca!<br>&nbsp; "Edlene"</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-05 00:43:33 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>Obra de Augusto dos Anjos<br><br>Embora sua obra esteja incluída no movimento simbolista é notória a presença de características do parnasianismo e do premodernismo.Sua poesia é carregada de temas sombrios e,por isso ,ficou conhecido com poeta da morte.nota-se, portanto,um forte subjetivismo em seus poemas.<br>"Edlene"</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-05 00:48:26 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>Augusto dos Anjos e seus poemas<br>"EDLENE"</div>]]></description>
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         <description><![CDATA[<div>Poemas de quinta-A esperança<br>Augusto dos anjos<br>Maria José</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-07 19:25:09 UTC</pubDate>
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         <pubDate>2021-06-08 00:12:14 UTC</pubDate>
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         <title>Edneide</title>
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         <pubDate>2021-06-08 00:15:21 UTC</pubDate>
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         <title>Edneide</title>
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         <pubDate>2021-06-08 00:18:23 UTC</pubDate>
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         <title>Edneide</title>
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         <pubDate>2021-06-08 00:20:52 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[Edneide]]></description>
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         <pubDate>2021-06-08 00:24:06 UTC</pubDate>
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         <title>JOSÉ LUIZ</title>
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         <description><![CDATA[<div>Augusto dos Anjos, na sua poética da transgressão, instaura a festa da carne, a subversão, a constatação da miséria da natureza humana: espírito e corpo, da matéria; as virtudes sociais humanas, a moral cristã, a política, a cultura, a economia, a saúde, a sociologia, a antropologia e a ética.<br>Augusto, consegue retratar em sua linguagem poética a decadência da NATUREZA HUMANA, mostrando com palavras duras e abstrata o quanto o ser humano desvia-se das coisas certas e flutua com palavras que parecem frechas certeiras no alvo, sem desvia-se daquilo pra que foi enviada. e isso era algo que incomodava os&nbsp; abastados de uma burguesia que era acostumada a ouvi apenas aquilo que gostavam, de uma burguesia rodeada de babões e bajuladores.<br><br><strong><em>O MORCEGO</em></strong><br><br>Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.<br>Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:<br>Na bruta ardência orgânica da sede,<br>Morde-me a goela igneo e escaldante molho.<br><br>"Vou mandar levantar outra parede..."<br>— Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho<br>E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,<br>Circularmente sobre a minha rede!<br><br>Pego de um pau. Esforços faço. Chego<br>A tocá-lo. Minh'alma se concentra.<br>Que ventre produziu tão feio parto?!<br><br>A Consciência Humana é este morcego!<br>Por mais que a gente faça, à noite, ele entra<br>Imperceptivelmente em nosso quarto!</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-08 00:26:21 UTC</pubDate>
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         <title>JOSÉ LUIZ</title>
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         <description><![CDATA[<div>E então, peguei esse video pois retrata um pouco daquilo que falei em sala de aula. espero que ajude a entender melhor a vida de poeta emblemático.<br>Gostaria de encerrar minha participação, colocando aqui uma parte da música do compositor e cantor CAZUZA que ao meu ver condiz com a realidade tanto de AUGUSTO DOS ANJOS, como também de LIMA BARRETO (IDEOLOGIA)<br><br>"Meu partido<br>É um coração partido<br>E as ilusões<br>Estão todas perdidas<br>Os meus sonhos<br>Foram todos vendidos<br>Tão barato que eu nem acredito<br>Ah! Eu nem acredito"<br><br>Ideologia!<br>Eu quero uma pra viver<br>Ideologia!<br>Eu quero uma pra viver</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-08 00:49:59 UTC</pubDate>
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         <title>ROSEANE</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><em>02/11/2016 às 10h32min - Atualizada em 02/11/2016 às 10h32min</em></div><h1>Augusto dos Anjos e Chico Xavier em Leopoldina</h1><div><a href="https://leopoldinense.com.br/noticia/9442/augusto-dos-anjos-e-chico-xavier-em-leopoldina#box-comentarios">&nbsp;Comentar</a></div><div><br></div><div>O professor federal aposentado, Zanoni Araújo, que ministrou aulas de ‘Técnica em Eletricidade’ na antiga Escola Parque, em Leopoldina, é leitor assíduo do jornal Leopoldinense.<br><br>No domingo, 30 de outubro, ele entrou em contato via telefone com a&nbsp; redação para elogiar a matéria <strong>‘Como e porque os restos mortais do Poeta permanecem em Leopoldina’</strong>, escrita por José Luiz Machado Rodrigues(Luja Machado) e Nilza Cantoni, publicada na página 4, da edição nº 318, de 28 de outubro de 2016, na&nbsp; qual os dois pesquisadores detalham a história em torno do assunto. <a href="http://leopoldinense.com.br/noticia/9392/como-e-porque-os-restos-mortais-do-poeta-permanecem-em-leopoldina"><strong>(Clique aqui para ver)</strong></a><br><br>Encantado com o seu conteúdo, o professor Zanoni ofereceu ao jornal uma cópia da poesia ‘Recordação em Leopoldina’, psicografada pelo médium Chico Xavier na década de 1940, no Centro Espírita Amor ao Próximo, de Leopoldina-MG, ocasião em que o governo da Paraíba queria trasladar os restos mortais do Poeta para a sua terra natal. Segundo o professor Zanoni, a poesia psicografada mereceu elogios inclusive do famoso crítico Agripino Grieco.</div><div><strong><em>Foto de Chico Xavier em Leopoldina-MG - </em></strong><em>Fotografia gentilmente cedida pela família de Oldemar Montenári<br>Uma das visitas Parque de Exposições de Leopoldina do então funcionário do Ministério da Agricultura, lotado na Escola Modelo de Pedro Leopoldo, Francisco de Paula Cândido (Em 1966, mudaria para o nome paterno de Francisco Cândido Xavier). O médium Chico Xavier, (O terceiro da esquerda para a direita) psicografou no Centro Espírita Amor ao Próximo sonetos atribuídos ao espírito de Augusto dos Anjos. Estes foram incluídos no livro "Parnaso de Além Túmulo". Na foto, da esq/dir: Isaltino Silveira, Washington Andries, Chico Xavier, Alcino Guanabara, Oldemar Montenári e Nicota.</em></div><div>Segundo relato manuscrito pelo professor Zanoni Araújo e entregue pessoalmente ao jornalista Luiz Otávio Meneghite, na década de 1940, Chico Xavier frequentava Leopoldina na condição de funcionário do Ministério da Agricultura no período de exposição agropecuária. Após o seu compromisso profissional na exposição, Chico Xavier e seu supervisor, Dr. Rômulo Joviano, se dirigiam ao Centro Espírita Amor ao Próximo, onde todos já o esperavam aguardando as mensagens psicografadas que seriam recebidas até altas horas da noite.<br><br>De acordo com o relato do professor Zanoni, o Dr. Rômulo era seu secretário na mesa de psicografia, fazendo pontas em lápis e trocando as folhas psicografadas. Foi numa dessas ocasiões que surgiu a poesia de Augusto dos Anjos em homenagem a Leopoldina onde ele próprio pediu que deixassem seus ossos em paz.<br><br><strong>Confira publicação no YOUTUBE<br>Alziro Zarur - O Estafeta do Cristo de Deus, interpretando o poema de Augusto dos Anjos, psicografado pelo médio Francisco Cândido Xavier, em homenagem à cidade de Leopoldina, em Minas Gerais. (1945 - Chico Xavier trabalhando nessa cidade)</strong><br><br> <br><strong>Recordações em Leopoldina(*)</strong><br><strong>Augusto dos Anjos</strong><br>A sombra amiga destes montes calmos,<br>Meu pobre coração de anacoreta,<br>Amortalhado em fina roupa preta,<br>Desceu à escuridão dos sete palmos.<br>&nbsp;<br>Viera o fim dos sonhos intranquilos,<br>Entre grandes e estranhos pesadelos,<br>Satisfazendo aos trágicos apelos<br>Da guerra inexorável dos bacilos.<br>&nbsp;<br>A morte terminara o horrendo cerco,<br>Sufocando as moléculas madrastas...<br>Eram milhões de células nefastas,<br>Voltando à paz do túmulo de esterco.<br>&nbsp;<br>Indiferente aos últimos perigos,<br>Meu corpo recebeu o último beijo<br>E comecei o lúgubre cortejo,<br>Sustentado nos braços dos amigos.<br>&nbsp;<br>Em triste solilóquio no trajeto,<br>Espantado, fitando as mãos de cera,<br>Rememorava o tempo que perdera,<br>Desde as primárias convulsões do feto.<br>&nbsp;<br>Porque morrer amando e haver descrido<br>Do Eterno Sol, do qual vivera em fuga?<br>Como é sombrio o pranto que se enxuga<br>Pelo infinito horror de haver nascido!...<br>&nbsp;<br>Depois, vi-me no campo onde a dor medra,<br>Ao contato do chão frio e profundo,<br>Chegara para mim o fim do mundo,<br>Entre as cruzes e os dísticos de pedra.<br>&nbsp;<br>Terrível comoção pintou-me a cara,<br>Na escabrosa cidade dos pés juntos,<br>Tornara-se defunta, entre os defuntos,<br>Toda a ciência de que me orgulhara.<br>&nbsp;<br>Trêmulo e só no leito subterrâneo,<br>Sentia, frente à lógica dos fatos,<br>O pavor dos morcegos e dos ratos,<br>Dominar os abismos de meu crânio.<br>&nbsp;<br>Meus ideais mais puros, meus lamentos,<br>E a minha vocação para a desgraça<br>Reduziam-se a mísera carcaça<br>Para o açougue dos vermes famulentos.<br>&nbsp;<br>Em seguida o abandono, enfim, do plasma,<br>Os micróbios gritando independência...<br>E tomei nova forma de existência<br>Sob a fisiologia do fantasma.<br>&nbsp;<br>Fugindo então ao gelo, à sombra e à ruína.<br>Do caos sinistro em que vivi submerso<br>Revelou-se-me a glória do universo,<br>Santificado pela Luz Divina.<br>&nbsp;<br>Oh! Que ninguém perturbe os meus destroços,<br>Nem arranque meu corpo à última furna,<br>É Leopoldina a generosa urna,<br>Que, acolhedora, me resguarda os ossos.<br>&nbsp;<br>Beije minhalma alegre o pó da rua,<br>Deste painel bucólico e risonho,<br>Onde aprendi, no derradeiro sonho,<br>Que o mistério da vida continua...<br>&nbsp;<br>Bendita seja a Terra, augusta e forte,<br>Onde, através das vascas da agonia,<br>Encontrei em mim mesmo, em novo dia,<br>Pelas revelações de luz da morte.<br>&nbsp;<br>(*) Espírito:&nbsp; Augusto dos Anjos -Psicografia de&nbsp; Francisco Cândido Xavier, do Livro: Poetas Redivivos</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-08 19:21:32 UTC</pubDate>
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         <title>ROSEANE</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>CASA DE AUGUSTO DOS ANJOS<em>24/06/2016 às 19h59min - Atualizada em 24/06/2016 às 19h59min</em></div><h1>Casa de Augusto dos Anjos</h1><div><a href="https://leopoldinense.com.br/noticia/8310/casa-de-augusto-dos-anjos#box-comentarios">&nbsp;Comentar</a></div><div>Luciano Baía Meneghite</div><div><br></div><div><em>Fotografia publicada na revista Acaiaca - Edição do centenário de Leopoldina em 1954</em></div><div>Casa da rua Barão de Cotegipe onde residiu e veio a falecer o poeta Augusto dos Anjos em 1914. Sua viúva e filhos aí continuaram morando por alguns anos.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <description><![CDATA[<div>Diomar pereira</div>]]></description>
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         <description><![CDATA[<div>Diomar Pereira</div>]]></description>
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         <description><![CDATA[<div>José Luís<br>menu<br>VEJA<br><br>Brasil<br>Augusto dos Anjos, um poeta para sempre (Por Ruy Fabiano)<br><br>É o único documento literário de sua passagem por este mundo. E, no entanto, garante-lhe lugar de prestígio no panteão de poetas da língua portuguesa, entronizando-o no cânone da literatura brasileira como um de seus clássicos.<br><br>Figura máxima do que posteriormente passou a se chamar de “poesia científica”, Augusto dos Anjos, no entanto, repele rótulos e, a rigor, não se ajusta a nenhum.<br><br>Paraibano de Sapé – nasceu no Engenho Pau D’Arco, na região da várzea nordestina -, era filho de um senhor de engenho e tinha sete irmãos. Teve, pois, meios de se educar, e formou-se em direito no Recife. Voltou à Paraíba, onde se casou e passou a lecionar no Lyceu Paraibano. Divergências políticas com o governador do estado (dizia-se então presidente da província), acrescidas de debilidade na saúde (padecia de tuberculose, que o levaria à morte precoce), mudou-se para o Rio de Janeiro.<br>lançou seu único livro, custeado por ele e seu irmão Odilon. Foi em 1912. O livro, porém, passou ao largo do interesse da crítica. Nem notoriedade, nem escândalo. Indiferença.<br><br>Ali estavam 58 poemas, explorando temas esquisitíssimos, em que, conforme notaria posteriormente Manuel Bandeira, não se falava do amor carnal, mas apenas do amor metafísico. Augusto dos Anjos considerava o amor carnal “comércio físico nefando”.<br><br>No poema “Queixas Noturnas”, faz esta surpreendente confissão, que deve ter chocado o ambiente literário de então, povoado de parnasianos e simbolistas, que faziam da musa não apenas objeto de admiração, mas também de intensa fruição física:<br><br>“Não sou capaz de amar mulher alguma<br><br>Nem há mulher talvez capaz de amar-me”<br><br>E sustentava seu particularíssimo conceito metafísico de amor:&nbsp; “ (amor) É espírito, é éter, é substância fluida/É assim como o ar que a gente pega e cuida /Cuida, entretanto, não o estar pegando! É a transubstanciação de instintos rudes, Imponderabilíssima e impalpável/Que anda acima da carne miserável / Como anda a garça acima dos açudes<br><br>Não apenas os conceitos que sua poesia emitia eram surpreendentes. Da mesma forma, os vocábulos que empregava para expressá-los. Vejam-se os versos iniciais de “Monólogo de uma Sombra”, poema com que abre o “Eu”, e que vale por um auto-retrato: Sou uma sombra! Venho de outras eras / Do cosmopolitismo das moneras…/ Pólipo de recônditas reentrâncias/ Larva do caos telúrico, procedo/ Da escuridão do cósmico segredo/ Da substância de todas as substâncias!<br><br>E vai por aí. A terminologia “esquisita” (palavras ainda de Manuel Bandeira) provocava escárnio nos meios literários. Os que o levavam a sério viam nele parentesco com Euclides da Cunha, que tinha também se servido de amplo glossário científico para adensar sua literatura. O parentesco, porém, termina aí.<br><br>Continua após a publicidade<br>A dimensão estética de sua obra excede a singularidade de seu vocabulário – e o distancia de Euclides.<br><br>O conteúdo dos poemas, sua atmosfera lúgubre, era – e é – única. O reconhecimento de sua arte dá-se depois de sua morte. Pouco a pouco, a academia começa a vê-lo como o que de fato o é: um artista superior, original, que, não obstante a exigüidade de sua produção, destinava-se à permanência.<br><br>Carlos Drummond de Andrade foi um dos que o estranharam, mas que, depois, o reconheceria na proporção gigante de sua obra e talento. Considerou-o o mais original poeta da literatura brasileira.<br><br>Josué Montello ia ainda mais longe: considerou-o “uma das figuras mais importantes do Brasil”. Nada menos.<br><br>A complexidade de sua linguagem – e esse é um dos seus muitos mistérios – não impediu (e não impede) que se tornasse um poeta popular, citado e recitado pelo leitor não especializado.<br><br>Um de seus versos tornou-se emblema da dualidade humana, repetido como um dito popular, sem dono: “A mão que afaga é a mesma que apedreja” (“Versos Íntimos”), repetido, ao longo de gerações, como axioma da fragilidade moral do ser humano.<br><br>A atualidade de Augusto dos Anjos é incontestável. Teve sua obra completa editada em luxuosa edição em papel bíblia, da editora Nova Aguillar, acompanhada de vasta fortuna crítica, privilégio reservado aos autores canônicos.<br><br>Acima de escolas, modismos, cronologias ou outros condicionamentos, a obra de Augusto dos Anjos está definitivamente inscrita na história das letras da língua lusa. A língua de Camões, Fernando Pessoa e Machado de Assis. A língua de Augusto dos Anjos.<br><br>&nbsp;<br><br><br>&nbsp;<br><br>Ruy Fabiano é jornalista<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-09 18:23:58 UTC</pubDate>
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         <title>Resumão quem foi augusto dos anjos </title>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Aluna valeria do espírito santo Galdino carvalho<br><br>Esse vídeo um resumo da vida de Augusto&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/qswkPuOC5rU" />
         <pubDate>2021-06-10 21:16:36 UTC</pubDate>
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         <title>Poemas de Augusto dos anjos</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Aluna Valeria</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-10 21:18:01 UTC</pubDate>
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         <title>Solitário</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br>Como um fantasma que se refugia<br>Na solidão da natureza morta,<br>Por trás dos ermos túmulos, um dia,<br>Eu fui refugiar-me à tua porta!<br><br>Fazia frio e o frio que fazia<br>Não era esse que a carne nos contorta...<br>Cortava assim como em carniçaria<br>O aço das facas incisivas corta!<br>Mas tu não vieste ver minha Desgraça!<br>E eu saí, como quem tudo repele,<br>- Velho caixão a carregar destroços -<br><br>Levando apenas na tumba carcaça<br>O pergaminho singular da pele<br>E o chocalho fatídico dos ossos!<br><br>Aluno: Emanuel da costa rocha</div>]]></description>
         <pubDate>2021-06-10 23:47:21 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Francisca da silva de Souza &nbsp;<br><br><br><br>Augusto dos Anjos (1884 — 1914) foi um poeta e professor brasileiro extremamente original, que deixou um grande legado na nossa literatura.<br><br></div><div><br>Não tendo pertencido a nenhuma escola literária em concreto, o trabalho poético do autor teve raízes no parnasianismo e no simbolismo da época.<br><br></div><div><br>Contudo, por apresentarem características de vanguarda (por exemplo, os temas), alguns teóricos defendem que os versos podem ser encarados como pré-modernistas.<br><br><em><br>Psicologia de um vencido<br></em><br></div><blockquote><br>Eu, filho do carbono e do amoníaco,<br>Monstro de escuridão e rutilância,<br>Sofro, desde a epigênese da infância,<br>A influência má dos signos do zodíaco.<br><br>Profundissimamente hipocondríaco,<br>Este ambiente me causa repugnância...<br>Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia<br>Que se escapa da boca de um cardíaco.<br><br>Já o verme — este operário das ruínas —<br>Que o sangue podre das carnificinas<br>Come, e à vida em geral declara guerra,<br><br>Anda a espreitar meus olhos para roê-los,<br>E há-de deixar-me apenas os cabelos,<br>Na frialdade inorgânica da terra!</blockquote><div><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-12 18:52:02 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Renata S. N. Meireles&nbsp;<br>Fase final da sua vida<br><br></div><div><br>Mais tarde, ele se mudou para Leopoldina, em Minas Gerais, onde se tornou diretor de um grupo escolar. Esse acabou sendo o último destino do poeta que<strong> morreu com apenas 30 anos</strong>.<br><br></div><div><br>No dia 12 de novembro de 1914, Augusto dos Anjos morreu, na sequência de uma gripe prolongada que virou pneumonia. A casa onde viveu os seus últimos anos foi transformada no Museu Espaço dos Anjos, um local de homenagem ao autor.<br><br></div>]]></description>
         <pubDate>2021-06-13 22:13:33 UTC</pubDate>
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         <title>Renata S . N. Meireles </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>participou do movimento parnasianismo e do simbolismo e foi classificado tambem como poeta <strong>pré</strong>-<strong>modernista</strong> , sempre buscando uma aproximação com a realidade. Sua obra pode ser dividida em três fases: ... -- na segunda os poemas possuem sua visão de mundo com pessimismo e melancolia do parnasianismo</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-13 22:17:39 UTC</pubDate>
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         <title>Renata S . N MEIRELES </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/cx3xtx0ebec2yz07/wish/1603737722</link>
         <description><![CDATA[<div>Versos Íntimos<br><br>Vês! Ninguém assistiu ao formidável<br>Enterro de tua última quimera.<br>Somente a Ingratidão – esta pantera –<br>Foi tua companheira inseparável!<br><br>Acostuma-te à lama que te espera!<br>O Homem, que, nesta terra miserável,<br>Mora entre feras, sente inevitável<br>Necessidade de também ser fera.<br><br>Toma um fósforo. Acende teu cigarro!<br>O beijo, amigo, é a véspera do escarro,<br>A mão que afaga é a mesma que apedreja.<br><br>Se a alguém causa inda pena a tua chaga,<br>Apedreja essa mão vil que te afaga,<br>Escarra nessa boca que te beija!<br><br></div><div><br>Augusto dos Anjos<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-13 22:20:01 UTC</pubDate>
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         <title>AUGUSTO DOS ANJOS: O POETA ESTIMADO PELA MORTE, APADRINHADO PELA MELANCOLIA (Notícia)</title>
         <author>lealsonia</author>
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         <description><![CDATA[<div>O mesmo pessimismo que o fazia detestar a vida e ter pelo amor o mais profundo desprezo, não lhe impediu de lutar pela qualidade de ensino nas escolas públicas</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.google.com/imgres?imgurl=https%3A%2F%2Faventurasnahistoria.uol.com.br%2Fmedia%2F_versions%2Fcapa_augusto_dos_anjos_widexl.jpeg&amp;imgrefurl=https%3A%2F%2Faventurasnahistoria.uol.com.br%2Fnoticias%2Freportagem%2Faugusto-dos-anjos-o-poeta-estimado-pela-morte-apadrinhado-pela-melancolia.phtml&amp;tbnid=m9V4Zw7in1JzAM&amp;vet=12ahUKEwjNjfzS65XxAhUVhZUCHT9aBCQQMygDegUIARC9AQ..i&amp;docid=XGjkYUYTdz2IJM&amp;w=1200&amp;h=675&amp;q=curiosidades%20augusto%20dos%20anjos&amp;ved=2ahUKEwjNjfzS65XxAhUVhZUCHT9aBCQQMygDegUIARC9AQ" />
         <pubDate>2021-06-14 00:13:50 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>goretemaria</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Quem foi<br></strong><br></div><div><strong><br></strong><br></div><div>Augusto dos Anjos foi um poeta brasileiro pré-modernista do começo do século XX.</div><div>&nbsp;</div><div><strong>Biografia resumida</strong></div><div>&nbsp;</div><div>- Augusto dos Anjos nasceu em 20 de abril de 1884 na cidade de Sapé (Paraíba).</div><div>&nbsp;</div><div>- Teve interesse pela literatura já com 7 anos de idade, quando escreveu seu primeiro poema.</div><div>&nbsp;</div><div>- Formou-se em Direito em 1906.</div><div>&nbsp;</div><div>- Casou-se com Ester Fialho no ano de 1910.</div><div>&nbsp;</div><div>- Foi promotor público e professor. Lecionou no Liceu Paraibano.</div><div>&nbsp;</div><div>- Sua obra “Eu e Outras Poesias”, foi publicada dois anos antes de sua morte.</div><div><br><br>- Morreu ainda jovem (com 30 anos) em 12 de novembro de 1914, na cidade de Leopoldina (Minas Gerais). A causa de sua morte foi uma enfermidade pulmonar.</div><div>&nbsp;</div><div><strong>Principais características de suas obras e estilo literário:</strong></div><div>&nbsp;</div><div>- Suas poesias trazem marcantes sentimentos de pessimismo e desânimo, além de inclinação para a morte. Com relação à estrutura, pode-se dizer que suas poesias apresentam rigor na forma e rico conteúdo metafórico.</div><div>&nbsp;</div><div>- Sua obras poéticas apresentam características do Simbolismo e do Parnasianismo.</div><div>&nbsp;</div><div>- Poesias marcadas por fortes críticas à sociedade de sua época.</div><div><br>- Influências do simbolismo e do parnasianismo na forma (estética) das poesias.</div><div><br>- Presença de subjetivismo e pessimismo em suas poesias.</div><div><br>- Presença de maturidade e complexidade na fase final de sua produção literária. Nesse momento aproximou-se do movimento pré-modernista.</div><div>&nbsp;</div><div><br>Augusto dos Anjos: foto de graduação em Direito.</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><strong>Principais obras de Augusto dos Anjos</strong></div><div><strong><br></strong><br></div><div>- <em>Saudade</em> (poema) - 1900</div><div>&nbsp;</div><div>- <em>Eu e Outras Poesias</em> (único livro de poemas) - 1912</div><div>&nbsp;</div><div>- <em>Psicologia de um vencido</em> (soneto)</div><div>&nbsp;</div><div>- <em>Versos íntimos<br><br></em><br></div><div><em><br>- Ao luar<br><br></em><br></div><div><em><br>- Eu - monólogo de uma sombra</em></div><div>&nbsp;</div><div><em>- Agonia de um folósofo</em></div><div>&nbsp;</div><div><em>- O morcego</em></div><div>&nbsp;</div><div><em>- A ideia</em></div><div>&nbsp;</div><div><em>- O lázaro da pátria</em></div><div>&nbsp;</div><div><em>- Versos a um cão</em></div><div><em><br></em><br></div><div>&nbsp;</div><div><strong>Exemplos de frases:</strong></div><div>&nbsp;</div><div><em>- "Que ninguém doma um coração de poeta".<br><br></em><br></div><div><em>- "O beijo, amigo, é a véspera do escarro,<br>A mão que afaga é a mesma que apedreja."</em></div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><strong>Exemplo de um poema de Augusto dos Anjos:</strong></div><div>&nbsp;</div><div><br></div><div>&nbsp;</div><div><strong>Psicologia de um vencido</strong></div><div><strong><br></strong><br></div><div><br>Eu, filho do carbono e do amoníaco,<br>Monstro de escuridão e rutilância,<br>Sofro, desde a epigênese da infância,<br>A influência má dos signos do zodíaco.<br><br><br>Profundissimamente hipocondríaco,<br>Este ambiente me causa repugnância...<br>Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia<br>Que se escapa da boca de um cardíaco.<br><br><br>Já o verme — este operário das ruínas —<br>Que o sangue podre das carnificinas<br>Come, e à vida em geral declara guerra,<br><br><br>Anda a espreitar meus olhos para roê-los,<br>E há-de deixar-me apenas os cabelos,<br>Na frialdade inorgânica da terra!</div><div>&nbsp;</div>]]></description>
         <pubDate>2021-06-14 00:32:16 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/cx3xtx0ebec2yz07/wish/1604105809</link>
         <description><![CDATA[<div>María de Lourdes de Farias Granja<br>Infância e formação<br>Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos, conhecido como Augusto dos Anjos, nasceu no engenho "Pau d'Arco", na Paraíba, no dia 22 de abril de 1884. Era filho de Alexandre Rodrigues dos Anjos e de Córdula de Carvalho Rodrigues dos Anjos.<br><br>Recebeu do pai, formado em Direito, as primeiras instruções. No ano de 1900, ingressou no Liceu Paraibano e nessa época compôs seu primeiro soneto, "Saudade".<br><br>Augusto dos Anjos estudou na Faculdade de Direito do Recife entre 1903 e 1907. Formado em Direito, retornou para João Pessoa, capital da Paraíba, onde passou a lecionar Literatura Brasileira, em aulas particulares.<br><br>Professor e Poeta<br>Em 1908 foi nomeado para o cargo de professor do Liceu Paraibano, mas em 1910, foi afastado da função por se desentender com o governador. Nesse mesmo ano casa-se com Ester Fialho e muda-se para o Rio de Janeiro, depois que sua família vendeu o engenho Pau d'Arco.<br><br>No Rio de Janeiro, Augusto dos Anjos lecionou literatura em diversos cursinhos. Lecionou Geografia na Escola Normal, depois no Instituto de Educação e no Ginásio Nacional. Em 1911 foi nomeado professor de Geografia, no Colégio Pedro II. Durante esse período, publicou vários poemas em jornais e periódicos.<br><br>Sua Única Obra: “Eu”<br>Em 1912, Augusto dos Anjos publicou seu único livro "EU", com 58 poemas, que chocou pela agressividade do vocabulário e por sua obsessão pela morte.<br><br>Integram à sua linguagem termos considerados antipoéticos, como "podridão da carne”, “cadáveres fétidos” e “vermes famintos". Como também por sua retórica delirante, por vezes criativa, por vezes absurda, como no poema:<br><br>Psicologia de um Vencido<br><br>Eu, filho do carbono e do amoníaco,<br>Monstro da escuridão e rutilância,<br>Sofro, desde a epigênese da infância,<br>A influência má dos signos do zodíaco.<br><br>Profundissimamente hipocondríaco,<br>Este ambiente me causa repugnância...<br>Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia<br>Que se escapa da boca de um cardíaco.<br><br>Já o verme – esse operário das ruínas -<br>Que o sangue podre das carnificinas<br>Come, e à vida em geral declara guerra,<br><br>Anda a espreitar meus olhos para roê-los,<br>E há de deixar-me apenas os cabelos,<br>Na frialdade inorgânica da terra!<br><br>Com o tempo, a obra de Augusto dos Anjos passou a ser uma das mais lidas no país e, convertida em um manual de catecismo pessimista para todos os azarados:<br>Versos Íntimos<br><br>Vês?! Ninguém assistiu ao formidável<br>Enterro de tua última quimera.<br>Somente a Ingratidão – esta pantera<br>Foi tua companheira inseparável!<br><br>Acostuma-te à lama que te espera!<br>O Homem, que, nesta terra miserável,<br>Mora, entre feras, sente inevitável<br>Necessidade de também ser fera.<br><br>Toma um fósforo. Acende teu cigarro!<br>O beijo amigo, é a véspera do escarro,<br>A mão que afaga é a mesma que apedreja.<br><br>Se a alguém causa inda pena a tua chaga,<br>Apedreja essa mão vil que te afaga,<br>Escarra nessa boca que te beija!<br><br>Pré-modernista<br>Embora contemporâneo da geração simbolista, Augusto dos Anjos permaneceu à margem da escola. Sua obra apresenta na verdade uma experiência única na literatura universal: a união do Simbolismo com o cientificismo naturalista.<br><br>Por isso, dado o caráter sincrético de sua poesia, está situado entre o grupo Pré-modernista. Sua poesia anti-lírica, abriu a discussão sobre os conceitos de “boa poesia”, mas preparou o terreno para a grande renovação modernista. Em 1919, sua única obra foi reeditada como: “Eu e Outras Poesias”.<br><br>Morte<br>Em 1913, Augusto dos Anjos mudou-se para Leopoldina, Minas Gerais, onde assumiu a direção do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira. Continuou também a dar aulas particulares. Em 1914, depois de uma longa gripe, Augusto dos Anjos foi acometido de uma pneumonia.<br><br>Augusto dos Anjos faleceu em Leopoldina, Minas Gerais, no dia 12 de novembro de 1914.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-14 02:52:30 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/cx3xtx0ebec2yz07/wish/1639369743</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Biografia de Augusto dos Anjos</div><div>Augusto dos Anjos (1884-1914) foi um poeta brasileiro, considerado um dos poetas mais críticos de sua época. Foi identificado como o mais importante poeta do pré-modernismo, embora revele em sua poesia, raízes do simbolismo, retratando o gosto pela morte, a angústia e o uso de metáforas.<br><br></div><div><br>Declarou-se "Cantor da poesia de tudo que é morto". Durante muito tempo foi ignorado pela crítica, que julgou seu vocabulário mórbido e vulgar. Sua obra poética, está resumida em um único livro "EU", publicado em 1912, e reeditado com o nome "Eu e Outros Poemas".<br><br></div><div><br>Infância e formação<br><br></div><div><br>Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos, conhecido como Augusto dos Anjos, nasceu no engenho "Pau d'Arco", na Paraíba, no dia 22 de abril de 1884. Era filho de Alexandre Rodrigues dos Anjos e de Córdula de Carvalho Rodrigues dos Anjos.<br><br></div><div><br>Recebeu do pai, formado em Direito, as primeiras instruções. No ano de 1900, ingressou no Liceu Paraibano e nessa época compôs seu primeiro soneto, "Saudade".<br><br></div><div><br>Augusto dos Anjos estudou na Faculdade de Direito do Recife entre 1903 e 1907. Formado em Direito, retornou para João Pessoa, capital da Paraíba, onde passou a lecionar Literatura Brasileira, em aulas particulares.<br><br></div><div><br>Professor e Poeta<br><br></div><div><br>Em 1908 foi nomeado para o cargo de professor do Liceu Paraibano, mas em 1910, foi afastado da função por se desentender com o governador. Nesse mesmo ano casa-se com Ester Fialho e muda-se para o Rio de Janeiro, depois que sua família vendeu o engenho Pau d'Arco.<br><br></div><div><br>No Rio de Janeiro, Augusto dos Anjos lecionou literatura em diversos cursinhos. Lecionou Geografia na Escola Normal, depois no Instituto de Educação e no Ginásio Nacional. Em 1911 foi nomeado professor de Geografia, no Colégio Pedro II. Durante esse período, publicou vários poemas em jornais e periódicos.<br><br></div><div><br>Sua Única Obra: “Eu”<br><br></div><div><br>Em 1912, Augusto dos Anjos publicou seu único livro "EU", com 58 poemas, que chocou pela agressividade do vocabulário e por sua obsessão pela morte.<br><br></div><div><br>Integram à sua linguagem termos considerados antipoéticos, como "podridão da carne”, “cadáveres fétidos” e “vermes famintos". Como também por sua retórica delirante, por vezes criativa, por vezes absurda, como no poema:<br><br></div><blockquote><strong><br>Psicologia de um Vencido<br></strong><br><br>Eu, filho do carbono e do amoníaco,<br>Monstro da escuridão e rutilância,<br>Sofro, desde a epigênese da infância,<br>A influência má dos signos do zodíaco.<br><br>Profundissimamente hipocondríaco,<br>Este ambiente me causa repugnância...<br>Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia<br>Que se escapa da boca de um cardíaco.<br><br><br>Já o verme – esse operário das ruínas -<br>Que o sangue podre das carnificinas<br>Come, e à vida em geral declara guerra,<br><br><br>Anda a espreitar meus olhos para roê-los,<br>E há de deixar-me apenas os cabelos,<br>Na frialdade inorgânica da terra!<br><br></blockquote><ul><li>Com o tempo, a obra de Augusto dos Anjos passou a ser uma das mais lidas no país e, convertida em um manual de catecismo pessimista para todos os azarados:</li></ul><blockquote><strong><br>Versos Íntimos<br></strong><br><br>Vês?! Ninguém assistiu ao formidável<br>Enterro de tua última quimera.<br>Somente a Ingratidão – esta pantera<br>Foi tua companheira inseparável!<br><br><br>Acostuma-te à lama que te espera!<br>O Homem, que, nesta terra miserável,<br>Mora, entre feras, sente inevitável<br>Necessidade de também ser fera.<br><br><br>Toma um fósforo. Acende teu cigarro!<br>O beijo amigo, é a véspera do escarro,<br>A mão que afaga é a mesma que apedreja.<br><br><br>Se a alguém causa inda pena a tua chaga,<br>Apedreja essa mão vil que te afaga,<br>Escarra nessa boca que te beija!<br><br></blockquote><div><br>Pré-modernista<br><br></div><div><br>Embora contemporâneo da geração simbolista, Augusto dos Anjos permaneceu à margem da escola. Sua obra apresenta na verdade uma experiência única na literatura universal: a união do Simbolismo com o cientificismo naturalista.<br><br></div><div><br>Por isso, dado o caráter sincrético de sua poesia, está situado entre o grupo Pré-modernista. Sua poesia anti-lírica, abriu a discussão sobre os conceitos de “boa poesia”, mas preparou o terreno para a grande renovação modernista. Em 1919, sua única obra foi reeditada como: “Eu e Outras Poesias”.<br><br></div><div><br>Morte<br><br></div><div><br>Em 1913, Augusto dos Anjos mudou-se para Leopoldina, Minas Gerais, onde assumiu a direção do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira. Continuou também a dar aulas particulares. Em 1914, depois de uma longa gripe, Augusto dos Anjos foi acometido de uma pneumonia.<br><br></div><div><br>Augusto dos Anjos faleceu em Leopoldina, Minas Gerais, no dia 12 de novembro de 1914.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-07-06 23:52:33 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>JOSENILDO DO ESPIRITO SANTO<br><br>Biografia de Augusto dos Anjos</div><div>Augusto dos Anjos (1884-1914) foi um poeta brasileiro, considerado um dos poetas mais críticos de sua época. Foi identificado como o mais importante poeta do pré-modernismo, embora revele em sua poesia, raízes do simbolismo, retratando o gosto pela morte, a angústia e o uso de metáforas.<br><br></div><div><br>Declarou-se "Cantor da poesia de tudo que é morto". Durante muito tempo foi ignorado pela crítica, que julgou seu vocabulário mórbido e vulgar. Sua obra poética, está resumida em um único livro "EU", publicado em 1912, e reeditado com o nome "Eu e Outros Poemas".<br><br></div><div><br>Infância e formação<br><br></div><div><br>Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos, conhecido como Augusto dos Anjos, nasceu no engenho "Pau d'Arco", na Paraíba, no dia 22 de abril de 1884. Era filho de Alexandre Rodrigues dos Anjos e de Córdula de Carvalho Rodrigues dos Anjos.<br><br></div><div><br>Recebeu do pai, formado em Direito, as primeiras instruções. No ano de 1900, ingressou no Liceu Paraibano e nessa época compôs seu primeiro soneto, "Saudade".<br><br></div><div><br>Augusto dos Anjos estudou na Faculdade de Direito do Recife entre 1903 e 1907. Formado em Direito, retornou para João Pessoa, capital da Paraíba, onde passou a lecionar Literatura Brasileira, em aulas particulares.<br><br></div><div><br>Professor e Poeta<br><br></div><div><br>Em 1908 foi nomeado para o cargo de professor do Liceu Paraibano, mas em 1910, foi afastado da função por se desentender com o governador. Nesse mesmo ano casa-se com Ester Fialho e muda-se para o Rio de Janeiro, depois que sua família vendeu o engenho Pau d'Arco.<br><br></div><div><br>No Rio de Janeiro, Augusto dos Anjos lecionou literatura em diversos cursinhos. Lecionou Geografia na Escola Normal, depois no Instituto de Educação e no Ginásio Nacional. Em 1911 foi nomeado professor de Geografia, no Colégio Pedro II. Durante esse período, publicou vários poemas em jornais e periódicos.<br><br></div><div><br>Sua Única Obra: “Eu”<br><br></div><div><br>Em 1912, Augusto dos Anjos publicou seu único livro "EU", com 58 poemas, que chocou pela agressividade do vocabulário e por sua obsessão pela morte.<br><br></div><div><br>Integram à sua linguagem termos considerados antipoéticos, como "podridão da carne”, “cadáveres fétidos” e “vermes famintos". Como também por sua retórica delirante, por vezes criativa, por vezes absurda, como no poema:<br><br></div><blockquote><strong><br>Psicologia de um Vencido<br></strong><br><br>Eu, filho do carbono e do amoníaco,<br>Monstro da escuridão e rutilância,<br>Sofro, desde a epigênese da infância,<br>A influência má dos signos do zodíaco.<br><br>Profundissimamente hipocondríaco,<br>Este ambiente me causa repugnância...<br>Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia<br>Que se escapa da boca de um cardíaco.<br><br><br>Já o verme – esse operário das ruínas -<br>Que o sangue podre das carnificinas<br>Come, e à vida em geral declara guerra,<br><br><br>Anda a espreitar meus olhos para roê-los,<br>E há de deixar-me apenas os cabelos,<br>Na frialdade inorgânica da terra!<br><br></blockquote><ul><li>Com o tempo, a obra de Augusto dos Anjos passou a ser uma das mais lidas no país e, convertida em um manual de catecismo pessimista para todos os azarados:</li></ul><blockquote><strong><br>Versos Íntimos<br></strong><br><br>Vês?! Ninguém assistiu ao formidável<br>Enterro de tua última quimera.<br>Somente a Ingratidão – esta pantera<br>Foi tua companheira inseparável!<br><br><br>Acostuma-te à lama que te espera!<br>O Homem, que, nesta terra miserável,<br>Mora, entre feras, sente inevitável<br>Necessidade de também ser fera.<br><br><br>Toma um fósforo. Acende teu cigarro!<br>O beijo amigo, é a véspera do escarro,<br>A mão que afaga é a mesma que apedreja.<br><br><br>Se a alguém causa inda pena a tua chaga,<br>Apedreja essa mão vil que te afaga,<br>Escarra nessa boca que te beija!<br><br></blockquote><div><br>Pré-modernista<br><br></div><div><br>Embora contemporâneo da geração simbolista, Augusto dos Anjos permaneceu à margem da escola. Sua obra apresenta na verdade uma experiência única na literatura universal: a união do Simbolismo com o cientificismo naturalista.<br><br></div><div><br>Por isso, dado o caráter sincrético de sua poesia, está situado entre o grupo Pré-modernista. Sua poesia anti-lírica, abriu a discussão sobre os conceitos de “boa poesia”, mas preparou o terreno para a grande renovação modernista. Em 1919, sua única obra foi reeditada como: “Eu e Outras Poesias”.<br><br></div><div><br>Morte<br><br></div><div><br>Em 1913, Augusto dos Anjos mudou-se para Leopoldina, Minas Gerais, onde assumiu a direção do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira. Continuou também a dar aulas particulares. Em 1914, depois de uma longa gripe, Augusto dos Anjos foi acometido de uma pneumonia.<br><br></div><div><br>Augusto dos Anjos faleceu em Leopoldina, Minas Gerais, no dia 12 de novembro de 1914.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-07-06 23:53:35 UTC</pubDate>
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