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      <title>Um Livro Fora do Ponto by Lisbela Cardoso (CPE)</title>
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      <description>Meu padlet elegante-Criado com muita confiança -2C</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-09-21 12:24:17 UTC</pubDate>
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         <title>Memórias Póstumas de Dona Glória. </title>
         <author>208137</author>
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         <description><![CDATA[<div>    Sempre fui resignada, acreditava que se vestir de preto era sinônimo de elegância, por isso sempre me vestia assim, até o dia da minha morte. Tive uma ótima vida, a princípio morava em minha fazenda e era focada em meus deveres familiares sem ter nenhum contato com amor, porém conheci Pedro de Albuquerque, o responsável por mudar minha vida e por me conceder o maior presente de todos, um filho.  Nos mudamos para a rua Matacavalos, onde era perto da Igreja e foi o principal fator de termos criado uma família tão unida e abençoada por Deus. <br>	Como todos que passam por essa vida injusta, tive meus momentos de fraqueza como a perda de meu primeiro filho, contudo pelo poder do Espírito Santo engravidei novamente e tive Bento Santigo, a partir da minha promessa que esse entraria para o seminário quando fosse o tempo e se tornaria padre. Após a trágica morte de meu marido, que Deus o tenha, tive que administrar os bens herdados e cuidar dos trabalhos domésticos, mesmo sendo muito jovem na época. Apesar disso, a casa não ficou vazia, morava conosco, Cosme, sua filha Justina e o José Dias. <br>	Ao ver Bentinho crescer me orgulhava, entretanto não me sentia tão segura quando ele  se relacionava com uma amiga, Capitu, que não frequentava tanto a igreja, o que estranhava tanto à mim quanto a José. O tempo se passou,  meu querido filho completou 15 anos e como prometido foi para o seminário,  sabia que não era de sua vontade, já que gostava tanto de direito, mas é necessário honrar a Deus acima de tudo.  Com a minha desconfiança de Capitu e Bento serem mais do que amigos, resolvi aproximar dela e garantir que não era uma má pessoa. <br>	A cada sábado que Bentinho ia me visitar voltava com novidades, e um dia desses voltou com um desconhecido, Escobar, que no início achei que fosse um grande amigo para meu filho. Como morria de saudade dele e o via infeliz, resolvi mandar um escravo em seu lugar para se tornar padre e cumprir minha  promessa com o Cristo  Senhor Nosso. Depois disso, meu filho pediu minha benção para casar com Capitu, mesmo concedendo essa me sentia insegura, já que ele sempre contava de olhares suspeitos de sua futura esposa para outros homens, principalmente para Escobar. <br>	A favor de verdade do casamento nunca fui, orava horas para que Maria descesse o seu véu em meu filho e lhe presenteasse com o dom da sabedoria, mesmo assim não aconteceu. Nasceu meu neto, Ezequiel, feliz fiquei, todavia quanto mais passava o tempo mais ele se parecia com Escobar, isso me intrigava muito e Bentinho se sentia incomodado com essa semelhança. Se ele desconfiava de uma infidelidade, eu também desconfiava a tempos, nunca me entendi verdadeiramente com Capitu. Certeza é uma virtude que me faltava, até a morte de Escobar, quando a vi chorando pelo falecimento do amigo de Bentinho, questionamentos vieram a minha cabeça. Por que a garota chora? Por acaso eram próximos? De onde surgiu tanta proximidade? Será que estava certa esse tempo todo? Infiel? Um caso existia entre eles? <br>	Hoje, depois de deixar a vida terrena e conectar minha alma ao Santo Deus pude perceber que as desconfianças de Bentinho sempre estiveram certas, uma vez que o nome de sua amada, Capitu, lembrava o ser das trevas. Descanso em paz sabendo que meu filho conseguiu afastar a maldade e os pecados trazidos pela esposa, mas infelizmente meu neto não obteve sucesso nisso. Acredito sim que Ezequiel fora fruto de um adultério de sua mãe com Escobar, por isso nunca teve meu amor sincero. E encerro minha vida assim, feliz até o ponto em que tinha controle da vida de Bento Santigo, e extremamente decepcionada diante da parte em que dividi meu espaço em sua vida com uma seguidora do Capeta.<br><br> Integrantes: Ana Caroline Capel, Arthur Montalvão, Carlos Vitor Braga, Giullia De Carvalho, Rafaella Freitas, Sofia Soares. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-28 12:36:07 UTC</pubDate>
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         <title>Memórias Crentes de Dona Glória</title>
         <author>vanessapaivacosta2016</author>
         <link>https://padlet.com/lisbela/cx1jizr4ovl29kwy/wish/784146221</link>
         <description><![CDATA[<div>Rio de Janeiro, 13 de julho de 2020<br><br></div><div>Querido Ezequiel,<br><br></div><div>Por meio dessa carta venho contar um pouco sobre a história da minha vida e dos erros que cometi. Sempre fui uma mulher regida pela fé e todas as minhas decisões giravam entorno dela. Morei em uma fazenda por muitos anos e me foquei nos meus deveres familiares, para que não falhasse quando fosse casar.<br><br></div><div>Nunca fui de paquerar, até que um dia eu o avistei na rua: um homem alto, de cabelos pretos e um sorriso cativante. Quando olhei em seus olhos, vi que era o amor da minha vida. Algumas semanas depois, ele veio até mim e se apresentou. Seu nome era Pedro de Albuquerque e ele me contou dos seus planos de vida e do seu sonho de formar uma família. Após 5 meses juntos ele veio a me pedir em casamento. Nos casamos 2 semanas depois e mudamos para a rua Matacavalos, que ficava perto de uma igreja. Isso fez com que Deus tornasse nossa família muito unida e abençoada. <br><br></div><div>Após algum tempo, tive minha primeira gestação, porém acabei perdendo o bebê. Felizmente, pela graça do Divino Espírito Santo, engravidei novamente e fiz uma promessa de que se meu filho viesse ao mundo e fosse menino ele iria para o seminário aos 15 anos e eu faria dele um homem santo. Pela glória Deus, meu filho nasceu em 17 de março de 1839 e decidi que seu nome seria Bento Santiago. <br><br></div><div>Quando Bentinho ainda era muito pequeno, meu marido veio a falecer. Após sua morte, tive que administrar todos os bens da família, mesmo sendo jovem e inexperiente no assunto. Apesar de tal fato, a casa não ficou vazia, pois conosco morava Cosme, sua filha Justina e o José Dias.<br><br></div><div>Os anos foram se passando e Bentinho se tornou um belo rapaz. Porém, algo começou a me preocupar. Bentinho se tornou amigo de uma menina chamada Capitu, uma garota encapetada e muito livre. Para sanar minhas dúvidas, decidi me aproximar da garota para saber quais eram seus verdadeiros interesses com meu filho. Apesar dessa amizade, consegui pagar minha promessa e, quando Bentinho completou 15 anos, ele foi para o seminário, apesar do seu sonho de se tronar advogado.<br><br></div><div>A cada semana que Bentinho vinha me visitar, ele trazia novidades e histórias sobre o semanário. Até que um dia ele chegou com um homem chamado Escobar, que parecia ser uma boa pessoa e um grande amigo para o meu filho. Sentia muita saudade dele e o via muito infeliz, por isso resolvi mandar um escravo para cumprir minha promessa para com Deus. <br><br></div><div>Após sua saída do seminário, meu filho voltou a ser aquele menino feliz. Porém, voltou disposto a se casar com Capitu e veio pedir minha benção. Apesar de não gostar muito da garota e de seus olhares indevidos para outros homens, principalmente Escobar, acabei lhe dando a benção, para que ele pudesse se tronar ainda mais contente.  <br><br></div><div>Apesar de ter lhe dado a bênção, a ideia de ver meu filho casado com aquela menina do diabo me atormentava todas as noites e, por isso, passei a rezar por Bentinho e pedir para que Deus botasse juízo na cabeça dele. Mesmo com minhas preces, o casamento aconteceu e, um tempo depois, veio o meu neto, Ezequiel. Fiquei muito feliz, mas quanto mais ele crescia mais parecido com Escobar ele ficava e isso passou a intrigar a todos, principalmente Bentinho.  Um tempo depois, Escobar veio a falecer e me deparei com Capitu aos prantos. Isso só fortaleceu minhas dúvidas e a ideia de que o filho não fosse de Betinho.<br><br></div><div>Hoje depois de muitos anos, venho contar uma breve história de tudo que aconteceu em minha vida e de meu filho. Se eu pudesse ter voltado no tempo teria mudado minha promessa, não dependendo apenas do meu filho mas também de minha vontade, além de ter aberto mais os olhos do meu filho diante de sua esposa infiel e mal caráter. Mas hoje me encontro nos braços de Deus e pude reencontrar meu amado marido, que sempre amei e sempre vou amar, e meu filho que apesar de ter feito escolhas erradas como eu estamos muito mais unidos no céu.                                                                       Com amor,  <br>                                                          Glória.<br><br>Integrantes do grupo: Anna Luiza, Gabriel Arthur, Samuel Máximo, Vanessa Paiva, Yasmin Barreto  <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-28 12:37:03 UTC</pubDate>
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         <title>A visão de Capitu</title>
         <author>2062423</author>
         <link>https://padlet.com/lisbela/cx1jizr4ovl29kwy/wish/784148383</link>
         <description><![CDATA[<div>Acordei e o dia estava lindo, porém olhei para o lado da cama e não vi Bentinho. Escutei vozes na varanda e parecia a de Escobar, que estava sussurrando com meu marido. Levantei-me e fui cumprimentá-los, logo mudaram de assunto. O clima estava estranho, mas resolvi ignorar e ir para a cozinha, quando me deparei com minha melhor amiga Sancha, escrevendo em seu diário. O que estavam fazendo aqui tão cedo? <br><br>Dias depois, fui fazer uma visita surpresa para Sancha, que não estava em casa. Pensei em ir embora, mas no caminho até a porta avistei um belo livro. Era o mesmo em que ela escrevia dias atrás. Minha curiosidade foi maior que a razão e acabei lendo algumas páginas. Estava quase parando de ler, até que vi uma foto de Bentinho entre as folhas. Serão aqueles absurdos realmente verdade? <br><br>Cheguei em casa transtornada, procurei Bentinho por toda parte e não o encontrei; os fatos começaram a se conectar na minha cabeça e tudo fazia sentido. Senti-me como Vilela, no conto “A Cartomante”. Quando finalmente encontrei meu marido, o interroguei a respeito do que encontrei no diário de Sancha. Ele rapidamente negou e foi logo me acusando, como se a culpada de tudo fosse eu. Bentinho estava louco, já não reconhecia o meu marido naquele homem; parecia que estava lutando contra seu verdadeiro “eu”. Por que ele estava tão incomodado com isto se me afirmou que tudo não passava de um mal entendido? <br><br>A traição de Bentinho com Escobar me chocou de diversas maneiras. Primeiramente, não acreditei que ele se relacionava com homens, ainda mais que era com um de meus grandes amigos. Chegou ao ponto dele enxergar Escobar em tudo, inclusive em nosso filho, que não tinha culpa de nada. Após a morte de Escobar, a situação se agravou, me fazendo ir para a Europa com Ezequiel. Bom, esta é a minha visão e a real história do que aconteceu.<br> –Capitu. <br><br>Grupo: Sarah Amaral, Maria Eduarda Borges, Nicolle Luciele e Luiza Mandacaru. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-28 12:37:56 UTC</pubDate>
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         <title>Desenterrando o Passado, Descobrindo o Futuro</title>
         <author>renata_de_britto</author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá, meu nome é Ezequiel e hoje eu vim contar a minha história, já que o foco sempre foi na minha mãe Capitu e no meu pai Bentinho. Desde sempre eu sentia que tinha algo estranho entre eles, principalmente com meu pai. Suas rejeições, o jeito que me tratava sempre denotava que algo estava errado, só que eu era muito jovem para entender.<br><br>À medida que minha idade ia aumentando, eu fui percebendo o que estava acontecendo, meu pai desconfiava que minha mãe tinha o traído com um amigos deles, Escobar. Ele até desconfiava que eu não era filho dele, como pode? <br><br>Quando ele me mandou para Suíça com a minha mãe, usando a desculpa que era para nos dar uma vida melhor, eu percebi que ele não nos queria por perto. Então eu comecei a estudar arqueologia, quando me perguntavam o motivo eu alegava ser pelo do gosto passado, mas na verdade eu gostaria de entender minha vida, minha família, me entender. Pouco após a morte de minha mãe eu me formei em arqueologia e decidi  ir para o Brasil, procurar pelo meu pai para contar as novidades, eu acreditava que esse tempo fora iria fazer com que ele mudasse, mas não. Chegando lá, seu olhar de desgosto já mostrava tudo, ele não mudou, não conseguia me encarar, falando que eu estava cada vez mais parecido com Escobar, que ele estava certo e não se arrependia de nada. Antes de partir de vez, peguei alguns fios de cabelo de Bentinho e levei para o Egito comigo. <br><br>Já no Egito, antes de viver minha vida, peguei os fios coletados e uns meus e fui fazer um teste de DNA para ver se Bentinho era mesmo meu pai. Mesmo sabendo ser demorado, eu precisava descobrir a verdade para poder ter paz. Durante um ano fui exercendo minha profissão com maestria, ganhei prêmios e reconhecimento, me apaixonei e infelizmente adoeci, nunca descobri o que era, mas por fim não importava, havia chegado o resultado do teste. Em uma noite fria e sozinho em casa, sentado em minha poltrona favorita, resolvi ler a carta com o resultado. Positivo, era o que dizia e foi tudo que eu precisei, pois ao ler aquela palavra de afirmação, senti uma paz se instaurar no meu peito, queria contar para meu pai, talvez agora eu teria sua afirmação. Porém, já era tarde, eu estava muito doente e eu não aguentaria a tempo com meu pai, então eu me encostei por completo na cadeira, relaxei o corpo e com a carta em mãos, dormi, mas nunca mais acordei.<br><br>grupo: Maria Eduarda Sporch, Renata de Britto, Anne Caroline, Leonardo.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-28 12:37:59 UTC</pubDate>
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         <title>Capitulando</title>
         <author>2153692</author>
         <link>https://padlet.com/lisbela/cx1jizr4ovl29kwy/wish/784149128</link>
         <description><![CDATA[<div>“Digamos os motivos que me põem a pena na mão...”<br><br></div><div>Fui casada com um homem que não batia bem da cabeça. Pensava que eu tinha me relacionado com outro rapaz e sequer me permitia contar a minha versão, por isso venho agora discorrer sobre o que realmente aconteceu. <br><br></div><div>Bentinho e eu sempre fomos muito próximos, vivíamos juntos. Nunca deu indícios de uma personalidade ciumenta, contudo, após voltar do seminário, nossa relação mudou. Ele se mostrou mais preocupado com minha vida enquanto estava longe e começou a desconfiar das minhas intenções e vontades. <br><br></div><div>Enquanto Bentinho estava longe, ansiava pela sua volta. Até mesmo ficava com sua mãe como uma forma de me sentir mais próxima a ele. Quando voltou para casa com seu amigo Escobar desconfiava que havíamos nos relacionado, sendo que de pés juntos eu jurava que não, mas nada adiantava. Fazia perguntas sem base, começou a controlar meus passos e não acreditava em minhas palavras. <br><br></div><div>Apesar de tudo nós nos casamos. Sobretudo, a pressão de meu pai devido ao dinheiro que Bentinho possuia e isso influenciou em nossas vidas, e assim passamos a conviver juntos. Contudo, um trágico dia chegou, Escobar faleceu. Foi um momento muito delicado tanto para mim quanto para Bentinho, pois convivíamos sempre com ele e éramos muito amigos. Em seu funeral meu pesar foi grande, tínhamos uma boa amizade, porém Bentinho não o viu com bons olhos. Meu choro foi apenas mais um gatilho para sua fúria aumentar, mesmo em meio ao velório. <br><br></div><div>Diante de tanta desconfiança, mandou-me a Suíça com nosso filho, Ezequiel. Suas loucuras foram tantas que nem ao seu lado nos queria mais, chegando a desconfiar que Ezequiel não era seu filho de verdade. Quando chegamos no exterior, ficava ponderando se podia ter feito algo para mudar os pensamentos do meu marido, mas nada me veio a cabeça. <br><br></div><div>Após uns anos me conformei que nada o faria mudar. Suas desconfianças eram pessoais, afinal, nunca dei motivo para tanto. Ele apenas imaginava e tirava suas conclusões, e quem consegue mudar os pensamentos de uma pessoa que cria sua própria verdade? Quando morri, fui conformada com toda essa situação, pois tive a consciência limpa de minha inocência.<br><br>Grupo: Ana Rosa, Bruna, Caio, Jean, Luiza e Tiago.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-28 12:38:11 UTC</pubDate>
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