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      <title>Meu padlet grandioso by Sara Alves Queiroz</title>
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      <description>Criado com a ajuda de um macaco digitando</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-06-10 12:50:22 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2021-06-10 13:13:38 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Língua Azul -fase 4 </title>
         <author>saraalves2705</author>
         <link>https://padlet.com/saraalves2705/ct65hrxobs8kr3al/wish/1598445836</link>
         <description><![CDATA[<div>Língua azul (LA) é uma doença viral não contagiosa, que afeta ruminantes domésticos e selvagens e é transmitido por vetores hematófagos do gênero <em>Culicoides. </em>A infecção causada pelo vírus da LA apresenta-se, na maioria dos casos clinicamente inaparente. A doença clinica ocorre principalmente em ovinos e, ocasionalmente em ruminantes e caracteriza-se por febre, lesos erosivas e ulcerativas nas mucosas do trato digestivo, hemorragias focais e necrose de musculo liso e estriado esquelético cardíaco, além de alterações reprodutivas como morte embrionária, aborto e malformações fetais.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-10 12:57:42 UTC</pubDate>
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         <title>Etiologia </title>
         <author>saraalves2705</author>
         <link>https://padlet.com/saraalves2705/ct65hrxobs8kr3al/wish/1598460131</link>
         <description><![CDATA[<div>A língua azul <strong>é causada por um vírus (VLA)</strong> pertencente ao <strong>gênero </strong><strong><em>Orbivirus</em></strong><em>, </em>família <strong><em>Reoviridae.</em></strong><em> </em>Mundialmente existem <strong>25 sorotipos</strong> distintos do VLA baseados nos testes de soroneutralização. Não há imunidade cruzada entre os sorotipos e aparentemente nem todos são patogênicos.</div><div>&nbsp;</div><div>Genoma de <strong>10 fitas duplas </strong>de <strong>RNA segmentados</strong>, divididos em três segmentos grandes (L1 a L3), três médios (M4 a M6) e quatro pequenos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-10 13:03:26 UTC</pubDate>
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         <title>Epidemiologia </title>
         <author>saraalves2705</author>
         <link>https://padlet.com/saraalves2705/ct65hrxobs8kr3al/wish/1598463264</link>
         <description><![CDATA[<div>O vírus da língua azul <strong>pode infectar naturalmente uma variedade de ruminantes domésticos e selvagens, incluindo ovinos, caprinos, bovinos, bubalinos, camelos, cervídeos e outros herbívoros como os elefantes</strong>. A doença clinica ocorre principalmente em ovinos e cervídeos. Os ovinos são os mais afetados e é nessa espécie que a doença tem a maior importância econômica. Os bovinos apesar de terem grande importância epidemiológica apresentam somente infecções subclínicas.<br><br><strong>O vírus é transmitido por mosquitos do gênero </strong><strong><em>Culicoides sp</em></strong><em>. </em>No brasil, os mosquitos desse gênero são conhecidos como “maruim”, “mosquitos-polvoras” ou “mosquitos de sangue”.<br><br><strong>Os mosquitos adquirem o vírus quando ingerem sangue de um hospedeiro.</strong> Após a multiplicação viral em tecidos como intestinos e glândulas salivares podem transmitir a um hospedeiro susceptível através de um novo repasto sanguíneo. O pico da atividade desses insetos está relacionado com o seu ciclo reprodutivo, só as fêmeas são hematófagas e precisam de pelo menos um repasto sanguíneo para a conclusão do ciclo ovariano.<br><br><strong>Estações quentes e úmidas favorecem o aparecimento dos </strong><strong><em>culicoides</em></strong>e, consequentemente a <strong>maior transmissão do vírus, no outono e inverno</strong>, quando a temperatura é mais baixa a população desses insetos tende a diminuir. A viremia dos hospedeiros é essencial para a transmissão do vírus. Nos ovinos a viremia dura em torno de 50 dias, em caprinos de 28 a 41 dias e em bovinos em media 100 dias.&nbsp;<br><br><strong>Os bovinos possuem grande importância na epidemiologia da doença devido ao longo período virêmico</strong>. O vírus da LA é encontrado em uma quantidade muito pequena em secreções e excreções de animais infectados sendo muito improvável a transmissão por via oral e aerossóis. <br><br>No brasil, estudos realizados em bovinos, ovinos e caprinos revelaram que o VLA está amplamente difundido, assim como em vários <strong>outros países da</strong> <strong>América o Sul</strong>, <strong>a doença clinica é rara e só foi relatada em 2001 no Estado do Paraná acometendo ovinos e caprinos</strong>. O Estado do Rio Grande do sul apresenta as menores taxas de prevalência, provavelmente devido ao clima inapropriado a sobrevivência dos vetores porem como grande parte dos animais são soronegativos, a área é de risco.&nbsp;<br><br><strong>Nordeste e sudeste</strong>, os fatores necessários para o desenvolvimento do vetor estão presentes e a soro prevalência é alta, como em Minas Gerais onde chega a 45% e 50% em caprinos e ovinos.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-10 13:04:40 UTC</pubDate>
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         <title>Patogenia </title>
         <author>saraalves2705</author>
         <link>https://padlet.com/saraalves2705/ct65hrxobs8kr3al/wish/1598471007</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;A patogenia é semelhante tanto em ovinos quanto em bovinos e provavelmente em todas as espécies de ruminantes. Nas infecções cutâneas por inoculação experimental ou pela picada do inseto vetor, o <strong>VLA chega aos linfonodos regionais ocorrendo a replicação inicial</strong>. Os vírus são disseminados para outros <strong>tecidos corpóreos</strong> se replicando principalmente em <strong>células endoteliais e pericitos de capilares e vasos sanguíneos menores, células fagocíticas e mononucleares e linfócitos.<br></strong><br></div><div>A replicação viral em células endoteliais é a base para a patogenia e sinais clínicos da enfermidade. A ação do vírus ocorre principalmente na microvasculatura, tanto por dano direto ao endotélio vascular, como pela liberação de mediadores vasoativos, é responsável pelo aumento da permeabilidade e trombose microvascular.<br><br></div><div>As lesões observadas são decorrentes destas alterações e correspondem a necrose isquêmica de alguns tecidos, edema devido ao aumento da permeabilidade vascular e hemorragia por dano vascular, agravada em alguns casos por coagulopatia de consumo. Diferença na expressão e atividade de fatores vasoativos e mediadores anticoagulantes podem explicar a maior propensão dos ovinos em apresentar sinais clínicos que os bovinos.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-10 13:07:38 UTC</pubDate>
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         <title>Sinais clínicos </title>
         <author>saraalves2705</author>
         <link>https://padlet.com/saraalves2705/ct65hrxobs8kr3al/wish/1598473650</link>
         <description><![CDATA[<div>Existe uma variação muito grande na manifestação de sinais clínico, não somente entre espécies de ruminantes, mas também entre as diferentes raças de ovinos.&nbsp;<br><br></div><div>Variações individuais e ambientes também influenciam na manifestação dos sinais clínicos.<br><br></div><div>Em casos superagudos a morte ocorre entre 7 a 9 dias devido ao edema pulmonar e consequentemente asfixia.&nbsp;<br><br></div><div>Período de incubação dos casos naturais varia entre 4 a 12 dias e o primeiro sinal clinico observado é: aumento da temperatura chegando ao pico de 41 a 42 graus celsius.&nbsp;<br><br></div><div>A reação febril dura em torno de 6 a 8 dias e está correlacionada com a severidade da doença. Outros sinais que aparecem após o inicio da febre são:&nbsp;<br><br></div><div>-Hiperemia da mucosa oral e nasal, focinho e ao redor de olhos e orelhas;<br><br></div><div>- Aumento da salivação e descarga nasal serosa;<br><br></div><div>-Edema da língua, lábios, face e ao redor dos olhos e orelhas e pode se estender a região submandibular, pescoço e região axilar;<br><br></div><div>-Petéquias no focinho, e mucosa oral e conjuntiva;<br>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Em casos mais severos as lesões progridem e resultam em escoriações e erosões no focinho, narinas e cavidade oral.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Lesões necróticas na cavidade oral resultam em dor e odor fétido, que é muitas vezes o primeiro sinal notado.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A anorexia é comum e pode ser exacerbada devido ao edema da língua que permanece para fora da boca e pode estar cianótico.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Descarga nasal serosa á mucopurulenta pode ocorrer, e a presença desse exsudato pode bloquear a abertura das narinas e forçar a respiração pela boca.<br><br>A morte geralmente ocorre por edema pulmonar e em casos crônicos pode ocorrer por pneumonia bacteriana secundaria. Em casos leves a recuperação ocorre rápido e completa, nos casos crônicos ela pode ocorrer, porem é demorada e o animal apresenta severa perda muscular, prostração e torcicolo.<br><br></div><div><strong>Em bovinos os sinais clínicos são raros e ocorrem aproximadamente em 1% dos animais infectados. Os sinais observados são:<br></strong><br></div><div>-Febre transitória<br><br></div><div>-Aumento da frequência respiratória&nbsp;<br><br></div><div>-Lacrimejamento, salivação e lesões inflamatórias na pele<br><br></div><div>Problemas reprodutivos podem ocorrer tanto em ovinos como em bovinos, e estão relacionados a aborto e alterações teratogênicas, principalmente relacionados a formação cerebral do feto.&nbsp;<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-10 13:08:36 UTC</pubDate>
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         <title>Diagnostico </title>
         <author>saraalves2705</author>
         <link>https://padlet.com/saraalves2705/ct65hrxobs8kr3al/wish/1598480735</link>
         <description><![CDATA[<div>O diagnostico presuntivo pode ser realizado pelos sinais clínicos, achados patológicos e sorológicos apresentados pelos animais afetados, e pode ser confirmado pelo isolamento e identificação do vírus. O diagnostico sorológico é realizado principalmente pelas técnicas de Imunodifusão em Gel de Ágar (IDGA) e Ensaio Imuno Enzimático (ELISA). O teste mais importante para o diagnostico de LA é o isolamento viral.<br><br></div><div>Amostras de sangue e tecidos dos animais acometidos são utilizadas para a inoculação intravenosa em ovos embrionários, seguido do cultivo em células BHK. Uma alternativa para o diagnóstico é a técnica da transição reversa seguida pela reação em cadeias de polimerase (RT-PCR) que detecta a presença do ácido nucleico viral em amostras clinicas e provou ser um teste preciso, especifico e que requer pouco tempo.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-10 13:11:11 UTC</pubDate>
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         <title>Controle e profilaxia </title>
         <author>saraalves2705</author>
         <link>https://padlet.com/saraalves2705/ct65hrxobs8kr3al/wish/1598483067</link>
         <description><![CDATA[<div>Em áreas livres, a prevenção pelo VLA pode ser realizada através do controle do movimento dos animais e por regras rígidas de importação e quarentena, sempre associados a testes sorológicos. Em locais onde a infecção foi detectada, o diagnostico rápido, associado ao sacrifício dos animais, desinfecções rigorosas e controle de vetores devem ser adotados. O VLA pode se disseminar de maneira despercebida, em casos de animais infectados sem evidencias clinicas, principalmente em bovinos.<br><br></div><div>Em áreas endêmicas a possibilidade de erradicação da doença é praticamente nula, sendo necessária medidas que tenham como objetivo minimizar os prejuízos causados pela doença clínica. O controle pode ser baseado na interrupção do ciclo de transmissão através do controle de vetores ou pela vacinação dos animais, reduzindo o número de hospedeiros susceptíveis&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-10 13:11:58 UTC</pubDate>
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