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      <title>Learning to recognize and resolve cultural dilemmas: Cultural representation in discursive practices by Ana Carbonieri</title>
      <link>https://padlet.com/anacarboniericontato/ascoisascomoeuvejo</link>
      <description>Prof. Dr. Orlando Kelm</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-04-15 01:47:05 UTC</pubDate>
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         <title>“Nós vamos sorrir. Sorriam!” </title>
         <author>anacarboniericontato</author>
         <link>https://padlet.com/anacarboniericontato/ascoisascomoeuvejo/wish/3409919465</link>
         <description><![CDATA[<p>O que me faz brasileira é saber que nasci em um país que, sim, tem muitos problemas estruturais, mas que também é bonito e gigante por natureza.&nbsp;</p><p>É saber que o nosso povo não desiste e acredita até o último segundo.&nbsp;</p><p>É saber que a noite sempre tem alguém se emocionando com alguma novela.</p><p><br></p><p>Ser brasileira não é questão de só saber a história do país, isso é primordial, mas é questão de sentir e ter um imaginário íntimo formado pela cultura brasileira.</p><p><br></p><p>O que me faz brasileira é sentir a música de Milton Nascimento.</p><p>É lembrar de como foi a primeira vez que li Capitães de areia, de Jorge Amado.&nbsp;</p><p>É me emocionar com a atuação da Fernanda Montenegro em Central do Brasil.&nbsp;</p><p>É me divertir em um samba qualquer, no fim da tarde de domingo, bebendo cerveja e cantando alto.&nbsp;</p><p><br></p><p>É lembrar de quando a gente saía mais cedo da escola para assistir ao jogo do Brasil na copa do mundo. É lembrar dos banhos de rio, das brincadeiras na rua, dos causos de terror que alguém começava a contar quando ficava tarde.&nbsp;</p><p>É botar o bloco na rua no carnaval, mesmo sabendo que todo carnaval tem seu fim.&nbsp;</p><p><br></p><p>É saber que sempre há um cantinho para onde voltar, geralmente é na casa da avó.</p><p>É saber que a gente passa raiva, sufoco e aperto, mas que no fim tudo vale a pena.&nbsp;</p><p><br></p><p>Uma coisa é certa: nunca me senti tão brasileira como no dia em que o Brasil venceu o Oscar de melhor filme internacional, em março desse ano. O clima de copa se espalhou pelo pelourinho, uma alegria sem fim. A ministra da cultura, Margareth Menezes, começou o show logo depois da gente descobrir que não havíamos vencido nas outras categorias. Eu, que estava esperando um comentário, logo entendi que aquele show nos mostrou que somos muito maiores do que isso.&nbsp;</p><p><br></p><p>Como disse Eunice Paiva: “Nós vamos sorrir. Sorriam!”&nbsp;</p><p>(Ainda estou aqui, 2024)&nbsp;</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-15 02:04:20 UTC</pubDate>
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         <title>Language</title>
         <author>anacarboniericontato</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Saudade </strong></p><p>(<em>substantivo feminino</em>) </p><p><br></p><ol><li><p>Sentimento melancólico devido ao afastamento de uma pessoa, uma coisa ou um lugar, ou à ausência de experiências prazerosas já vividas;</p><p>(Oxford Languages) </p></li></ol><p><br></p><p>A palavra se espalhou pela cidade. A saudade, aqui, é um sentimento de não ter ido embora ainda, mas já sentir saudade de tudo. Dos amigos, da faculdade, das festas, de todas as experiências vividas coletivamente. Todas elas nos transformaram para sempre. Com um jeitinho especial, São João deixa saudade em todos os que passam por aqui.</p><p><br></p><p>Esse sentimento foi explorado na canção <em>São João da Saudade: </em><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://encurtador.com.br/39zBh">https://encurtador.com.br/39zBh</a></p><p><br></p><p>Composição: Arcanjos </p><p>Direção e edição: Lucas Martins</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-15 02:59:29 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Language </title>
         <author>anacarboniericontato</author>
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         <description><![CDATA[<p>Quem nunca recebeu uma visita indesejada? </p><p>Quanto mais o tempo passa, mais ela faz morada.</p><p><br></p><p>Há uma receita bem mineira pra mandar a visita embora: oferecer comida com bastante pimenta, daquelas de “<em>ardêoôi</em>”. </p><p><br></p><p>Esse 'causo' eu nunca vi acontecer, só ouvi falar. </p><p>De todo modo, não custa nada ter uma pimentinha dessa em casa, né? </p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-15 03:16:04 UTC</pubDate>
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         <title>Environment </title>
         <author>anacarboniericontato</author>
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         <description><![CDATA[<p>Antes da neblina, essa é a vista da minha janela ao amanhecer.</p><p><br></p><p>A serra parece pequena vista assim no horizonte, mas, na verdade, ela é bem grande. Tenho memórias muito bonitas de lá, muitos dias ensolarados na cachoeira. </p><p><br></p><p>Já me perdi, também, tentando voltar para casa, mas essa é outra história. </p><p><br></p><p>(<em>Vamos imaginar que não há esses fios de eletricidade na frente da paisagem</em>) </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-15 03:29:02 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Environment </title>
         <author>anacarboniericontato</author>
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         <description><![CDATA[<p>No último sábado (12/04), conheci um lugar novo: Pesqueiro Recanto da serra. </p><p><br></p><p>Era o aniversário da minha tia, e ela escolheu esse lugar para comemorar. É um lugar extremamente silencioso, onde as pessoas sentam e ficam esperando o peixe morder a isca. O verdadeiro exercício da paciência humana. </p><p><br></p><p>Aqui esfria bastante nessa época do ano. Por isso, nós voltamos cedo de lá. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-15 03:37:51 UTC</pubDate>
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         <title>Social Organization </title>
         <author>anacarboniericontato</author>
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         <description><![CDATA[<p>Essa roda de capoeira aconteceu no Campus Dom Bosco, como parte da programação do Congresso Vertentes da Psicologia.</p><p><br/></p><p>Acho bonito ver as crianças participando desse grupo, podendo aprender mais sobre a cultura brasileira. </p><p><br/></p><p>Pratiquei capoeira, também, quando era criança, e confesso que sinto saudade. Ir para aula era uma felicidade imensa. (Quem sabe um dia volto, né?) </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-15 03:45:56 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Social Organization </title>
         <author>anacarboniericontato</author>
         <link>https://padlet.com/anacarboniericontato/ascoisascomoeuvejo/wish/3410121029</link>
         <description><![CDATA[<p>O <strong>Afronte </strong>é uma organização política formada, principalmente, por jovens universitários. Há outros grupos como esse na UFSJ, como o Levante Popular da Juventude, que possui diversos projetos na universidade, dentre eles, o Cursinho Popular Edson Luís. Esse projeto visa atender alunos que desejam acessar o ensino superior por meio do Exame Nacional do Ensino Médio. </p><p><br></p><p>RAP RESISTÊNCIA: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://encurtador.com.br/3fY1h">https://encurtador.com.br/3fY1h</a> </p><p><br></p><p>A movimentação política desses grupos é fundamental, sendo um espaço de engajamento e luta por uma sociedade mais justa e democrática.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-15 04:01:24 UTC</pubDate>
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         <title>Context </title>
         <author>anacarboniericontato</author>
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         <description><![CDATA[<p>Nessa foto, é possível perceber que há bastante contexto, essencialmente, pela presença da fotografia da fazenda fixada na parede, de onde vieram as frutas. </p><p><br></p><p>Gosto muito da simplicidade presente na escrita do cartaz. Está escrito, também, de maneira bem próxima da oralidade: “Favor não aperta as frutas!”, sem o R do verbo apertar. </p><p><br></p><p>Mais mineiro que isso só se fosse: “Aperta as fruta não sô!” </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-15 04:18:35 UTC</pubDate>
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         <title>Context </title>
         <author>anacarboniericontato</author>
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         <description><![CDATA[<p>Os cartazes acima estão fixados em um bar de São João del-Rei: o Void Rock Bar. </p><p><br></p><p>O bar é bem movimentado, com eventos semanais, não só de rock, mas também de outros estilos musicais.</p><p><br></p><p>Nessa foto, é possível perceber que as mensagens são construídas de forma bem descritiva. Há o emprego de humor e a utilização de linguagem figurada. </p><p><br></p><p>“Sujeito a paulada” é só o modo de dizer, OK? Ninguém vai se machucar. </p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-15 04:44:46 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Authority </title>
         <author>anacarboniericontato</author>
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         <description><![CDATA[<p>A placa acima está fixada na entrada da biblioteca, como forma de reconhecimento das autoridades em exercício no momento de inauguração. </p><p><br></p><p>Esse tipo de reconhecimento está presente em vários prédios e em vários campus da UFSJ, sendo um marco da expansão da universidade pública. </p><p><br></p><p>A expansão das universidades e dos institutos federais é uma preocupação do governo Lula, empenhado em proporcionar o acesso ao ensino técnico e ao ensino superior de qualidade. </p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-15 05:11:35 UTC</pubDate>
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         <title>Authority </title>
         <author>anacarboniericontato</author>
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         <description><![CDATA[<p>A minha avó é uma das pessoas por quem mais tenho admiração no mundo.</p><p><br></p><p>Lembrei dessa foto porque aqui, em Minas Gerais, é muito comum cumprimentar as pessoas mais velhas como avós e tios com a palavra “bença”, em sinal de respeito. </p><p><br></p><p>O rapper Djonga escreveu uma canção que exemplifica bem essa relação com os ancestrais, que estão sempre zelando pela família. </p><p><br></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://encurtador.com.br/oL2VL">https://encurtador.com.br/oL2VL</a> </p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-15 05:15:50 UTC</pubDate>
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         <title>Non-verbal </title>
         <author>anacarboniericontato</author>
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         <description><![CDATA[<p>Tirei essa foto do professor Kleber quando ele participou da <strong>VI Jornada de Estudos do Discurso: Um olhar para os sentidos decoloniais</strong>, evento promovido pelo promel e realizado na UFSJ em novembro de 2024. </p><p><br></p><p>Na apresentação, o professor fez questão de inserir elementos não-verbais, como a fotografia dos seus pais, para contar um pouco da história de vida dele. </p><p><br></p><p>Ao citar algum teórico ou escritor, ele também mostrava a fotografia da pessoa sobre a qual estava falando, como o geógrafo brasileiro Milton Santos. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-15 05:16:32 UTC</pubDate>
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         <title>Non-verbal </title>
         <author>anacarboniericontato</author>
         <link>https://padlet.com/anacarboniericontato/ascoisascomoeuvejo/wish/3410228241</link>
         <description><![CDATA[<p>Tirei essa foto durante a festa junina realizada pelo congado da Maria, na comunidade São Dimas. </p><p><br/></p><p>Gosto dessa foto porque ela representa bem esse período do ano, quando todos se reúnem em volta de uma fogueira para se proteger do friozinho. </p><p><br/></p><p>As vestimentas também são típicas do período: o chapéu e o casaco xadrez, representando o sujeito simples, do interior, o sertanejo.</p><p><br/></p><p>Ideia eternizada por Gilberto Gil na canção <em>Lamento sertanejo</em>: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://encurtador.com.br/DbOga">https://encurtador.com.br/DbOga</a> </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-15 05:16:54 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Time </title>
         <author>anacarboniericontato</author>
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         <description><![CDATA[<p>Aqui em Minas Gerais, quando as pessoas se reúnem para tomar café, o pão de queijo não pode faltar, melhor ainda quando ele está q-u-e-n-t-i-n-h-o! (chega a manteiga derrete)</p><p><br/></p><p>Para que ninguém chegue atrasado e perca a oportunidade de levar um pouquinho para casa, o supermercado Esquinão instalou uma sirene que toca assim que ele fica pronto. </p><p><br/></p><p>Assim, todo mundo já fica avisado que é hora de degustar essa delícia! </p><p>(fazendo publi pro esquinão haha me patrocinem)</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-15 05:17:26 UTC</pubDate>
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         <title>Time </title>
         <author>anacarboniericontato</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Programa de Alfabetização e Letramento com Pessoas Idosas </strong></p><p><br/></p><p>No Brasil, diversas pessoas precisaram parar de estudar, ainda na infância, para trabalhar e auxiliar a família. </p><p><br/></p><p>Com a minha avó também foi assim, ela precisou parar no 4º ano do ensino fundamental.</p><p><br/></p><p>Ver as pessoas retomando os estudos, mesmo depois de tanto tempo, em projetos como esse, é muito gratificante e nos leva a pensar que nunca é tarde para aprender. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-15 05:17:40 UTC</pubDate>
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         <title>Individualism</title>
         <author>anacarboniericontato</author>
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         <description><![CDATA[<p>No filme <em>Joker</em> (2019), Joaquin Phoenix interpreta um personagem que vive em uma sociedade totalmente centrada na individualidade, onde o dinheiro e o poder ditam as regras. Para alguns, como ele, resta somente a exclusão em um mundo sem empatia. </p><p><br/></p><p>Uma das cenas mais intrigantes do filme é o diálogo com a psicóloga, a partir do qual é possível observar que não há tanto foco nas questões subjetivas, do indivíduo, mas fala-se bastante das medicações que ele usa. De certo modo, essa cena representa a vivência de muitos sujeitos que convivem diariamente com traumas, e, na falta de compreensão e apoio, encontram na medicação a anestesia para as dores. </p><p><br/></p><p>É interessante refletir, ainda, que as ações do personagem inspiram a ação de outras pessoas, que assim como ele também estão exaustas de viver como vivem. Por isso vemos, ao final, uma comunidade de coringas, focada em um único objetivo: a revolta contra o sistema.&nbsp;</p><p><br></p>]]></description>
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         <title> Communitarianism</title>
         <author>anacarboniericontato</author>
         <link>https://padlet.com/anacarboniericontato/ascoisascomoeuvejo/wish/3420422140</link>
         <description><![CDATA[<p>No filme Bacurau (2019), é possível notar que há um forte senso de comunidade entre os personagens, o que é evidente, principalmente, por meio da fala de Lunga: “A gente ta sendo atacado”.&nbsp;</p><p><br></p><p>A luta contra os invasores só foi vencida graças à coletividade e à união dos moradores daquele local, que se organizaram e venceram os inimigos.&nbsp;Dado o abandono e o desejo do prefeito de destruir o povoado, a luta do povo é a única alternativa plausível. </p><p><br></p><p>Além disso, em diversas cenas é possível perceber que as pessoas daquela comunidade estão sempre juntas, elas se conhecem e partilham não só do mesmo espaço, mas também das mesmas histórias e tradições.&nbsp;</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-23 00:17:44 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Vendo, lendo e experimentando </title>
         <author>anacarboniericontato</author>
         <link>https://padlet.com/anacarboniericontato/ascoisascomoeuvejo/wish/3431790357</link>
         <description><![CDATA[<p>Escrevo a partir da perspectiva de alguém que nunca esteve fora do país. No entanto, quantos países existem dentro do mesmo país, não é mesmo? </p><p><br/></p><p>Pensei sobre isso na minha última viagem a Salvador, uma cidade que está localizada em um estado vizinho, mas que tem uma cultura totalmente diferente da cultura mineira, a começar pelo tempero. Eu, que sou uma grande fã da culinária, experimentei vários pratos típicos daquela região, e alguns me causaram ‘estranhamento’, o que também foi interessante.</p><p><br/></p><p>Gosto muito de uma série chamada <em>Somebody Feed Phil </em>(2018). Nessa série, Phil viaja para vários países, experimentando diferentes comidas, conhecendo pessoas e regiões. O episódio sobre Kyoto é um dos meus preferidos, pela atmosfera de beleza e delicadeza. Em algum momento, já pensei “nossa, gostaria de ter o emprego do Phil”, mas imagina só quantos pratos diferentes eu teria que experimentar? Será que eu conseguiria experimentar todos eles? </p><p><br/></p><p>Pensando a partir do IDI Continuum, de Mitchell R. Hammer, acredito que eu esteja transitando entre a aceitação e a adaptação, visto que consigo admirar as outras culturas e buscar aprender mais sobre elas, até experimentar pratos e procurar por experiências em outros lugares. No entanto, ainda fico um pouco apavorada, confesso, quando penso que em alguns lugares do mundo é cotidiano se alimentar de insetos, roedores e outras iguarias. Nesse sentido, acho que o Phil, da série citada acima, é bem mais aberto ao novo do que eu. </p><p><br/></p><p>Cresci em uma casa cheia de livros, eu lia bastante quando era criança, o que me fez crescer bem curiosa em relação ao mundo. Quando eu estava no ensino médio, gostava de ler livros que estavam fora do cronograma. Foi assim que acabei conhecendo <em>Bom dia, camaradas </em>(2001), do escritor angolano Ondjaki. Essa leitura foi intrigante porque eu não conhecia nada sobre a história daquele lugar, nada sobre os costumes ou a política. Foi assim que percebi que havia mais lugares para onde eu poderia ir, por meio da literatura.</p><p><br/></p><p>Vejo que várias experiências que tive contribuíram para o meu processo de aceitação da casa, da cidade, do estado, do país e do mundo como espaços heterogêneos. Morei em repúblicas durante muitos anos, convivendo com pessoas diferentes, com gostos e costumes diferentes, compartilhando e aprendendo, então a casa, para mim, sempre foi múltipla. No espaço urbano da cidade há bastante diversidade, disputas silenciosas nas pichações, pessoas correndo de um lado para o outro, com objetivos diferentes. O estado de Minas, com mais de 800 cidades, também é diverso, de modo que as expressões utilizadas em outras regiões nem são conhecidas aqui, por exemplo. O país… nossa, o Brasil é muito diverso e mesmo tendo viajado bastante por aqui, ainda sinto que conheço pouco.</p><p><br/></p><p>Por fim, o mundo e toda a sua imensidão. Tenho verdadeiro apreço pelas culturas, e sei que sentirei certo estranhamento quando estiver em alguns lugares, mas, de forma alguma, isso é um impeditivo para explorar tudo aquilo que difere do espaço onde vivo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-30 14:40:40 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>&lt;3 </title>
         <author>anacarboniericontato</author>
         <link>https://padlet.com/anacarboniericontato/ascoisascomoeuvejo/wish/3440903979</link>
         <description><![CDATA[<p>Quando recebi o e-mail que anunciava a disciplina, fiquei muito animada, principalmente por encontrar na ementa as informações metodológicas que envolviam fotografia e cinema. Há bastante tempo fotografo, na tentativa de capturar o momento e revisitá-lo depois, mesmo que seja na galeria do celular. Gosto de fotografar as “coisas desimportantes”, como disse Manoel de Barros, dou respeito a elas. Conhecer o modelo LESCANT, de David A. Victor, foi incrível, eu amei conhecer esse modelo e utilizá-lo para observar o cotidiano, percebendo como a cultura se manifesta nos detalhes.&nbsp;</p><p><br></p><p>O contato com a Teoria dos Dilemas Culturais, de Trompenaars e Hampden-Turner, possibilitou que eu pudesse pensar na complexidade que está por trás dos sistemas de valores nas mais diversas culturas. Sempre que eu for assistir a um filme, vou lembrar dessa teoria, pensando em orientação interna ou externa, ou ainda em universalismo e particularismo. Acho que esse movimento de pensar em como as culturas se constituem é um exercício muito interessante, e o cinema, de fato, tem muito a contribuir por meio da representação audiovisual.</p><p><br></p><p>Além disso, o contato com o Inventário de Desenvolvimento Intercultural (IDI), de Mitchell R. Hammer, também possibilitou que eu pensasse na minha trajetória, nas minhas viagens e no quanto ainda tenho para aprender sobre o meu próprio país e sobre o mundo. Tenho consciência de como estou, ainda, entre a aceitação e a adaptação, e também do que poderia me causar estranhamento em outros lugares, como a comida, por exemplo, mas não quero deixar de vivenciar outras culturas por medo desse contato. As Dimensões Culturais, de Hofstede, também borbulharam ideias na minha cabeça sobre a influência de determinados padrões culturais em diferentes localidades, e como esses padrões também são passíveis de análise.&nbsp;</p><p><br></p><p>Por fim, penso que essa disciplina foi um sucesso não só pelo planejamento teórico apresentado pelo professor Orlando Kelm, que, sem dúvidas, contribuiu bastante para a minha formação acadêmica, mas também pela experiência fantástica que o professor dividiu conosco. Se para estar em contato com outra cultura é preciso sensibilidade para ouvir o outro, o professor Kelm deu uma aula, literalmente, sobre compartilhamento e escuta, tornando as nossas aulas mais que especiais. Volte sempre, professor. Sentiremos saudades!&nbsp;</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-08 02:07:41 UTC</pubDate>
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