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      <title>Mosteiro de S. Salvador de Grijó by </title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-07-21 12:56:59 UTC</pubDate>
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         <title>Breve História</title>
         <author>joaodesousa4</author>
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         <description><![CDATA[<div>O&nbsp;primeiro contacto com o Mosteiro de Grijó é através do pórtico de entrada. Na face exterior deste pode verificar que se trata de um mosteiro dedicado ao Divino Salvador. Na parte interior está gravada a data de 1574 que se refere à última grande reconstrução deste monumento.</div><div>A origem do Mosteiro de Grijó remonta aos primeiros anos do séc. X quando dois irmãos Ausindo e Guterres Soares edificaram uma pequena igreja a que o povo chamou eclesiola “igrejinha” evoluindo o topónimo ao longo dos tempos&nbsp; para igrejola, igreijó e grijó.<br>Em 922 os mesmos clérigos fundaram o primitivo mosteiro que foi crescendo ao longo dos tempos com várias doações feitas pela família patronal. Em 1093 foi reedificado novo templo consagrado a S. Salvador. Os monges deste mosteiro adotaram como norma da vida eclesiástica a Regra de Santo Agostinho. No ano de 1112 foi transferido para a localização onde se encontra atualmente, mas a nova igreja só seria sagrada na centúria seguinte, em 1253, pelo bispo do Porto, D. Pedro Salvador.&nbsp;<br>No início do século XVI o convento encontrava-se em ruínas, e em 1536 D. João III autorizou a transferência do mosteiro para a Serra de São Nicolau (Serra do Pilar).&nbsp;<br>O regresso de alguns monges para Grijó obrigou a obras de beneficiação. Em 1572 determina-se que se construísse novo mosteiro contratando para o efeito o arquiteto Francisco Velasquez. Dois anos depois iniciava-se a construção do dormitório e o levantamento da porta nobre.<br>Até 1600 estavam concluídas duas alas do claustro, o refeitório e a sala do capítulo. No entanto a construção da igreja arrastou-se por mais cerca de trinta anos.&nbsp;<br>No ano de 1770, Clemente XIV extingue o mosteiro de Grijó e os seus bens passaram para&nbsp; o Convento de Mafra. Em 1790 os cónegos voltariam para Grijó, mas em 1834, com o decreto da extinção das ordens religiosas em Portugal, o mosteiro termina definitivamente como uma instituição monástica.<br>Durante as invasões francesas o mosteiro de Grijó assumiu a função de hospital. O inventário do mosteiro realizado 1770 revela que os frades possuíam uma farmácia fabulosa.<br>A sua fachada é modesta, constituída por uma galilé com três arcos de volta perfeita assentes em pilastras, encimados por nichos contendo as esculturas de S. Pedro e de S. Paulo.<br>A galilé é decorada por azulejos provenientes da sala do capítulo. No teto podemos observar os símbolos de Santo Agostinho.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-24 18:50:35 UTC</pubDate>
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         <title>Fachada</title>
         <author>joaodesousa4</author>
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         <description><![CDATA[<div>A fachada acusa influências flamengas, provavelmente setecentistas, desenvolve-se em altura. É dividida em três corpos horizontais. O segundo registo da fachada, que apresenta uma profusa decoração geométrica , é composto por um rasgado janelão central ladeado por dois nichos concheados que acolhem as imagens de S. Pedro e S. Paulo. Sobre os nichos abrem-se duas janelas. Em 1998, nestas aberturas, foram colocados vitrais, da autoria do Mestre Júlio Resende, que representam a Trindade e a Criação.</div><div>No séc. XVIII, o seu interior foi renovado. As artes decorativas do azulejo e da talha, características do Barroco, preenchem o seu interior, com destaque para a capela-mor e o maravilhoso órgão de tubos ibérico de finais do século XVIII.</div><div>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-24 18:50:52 UTC</pubDate>
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         <title>Igreja</title>
         <author>joaodesousa4</author>
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         <description><![CDATA[<div>A igreja, concluída e benzida em 1626, ocupa uma área destacada no conjunto. Apresenta planta retangular, de acordo com as necessidades litúrgicas impostas pela reforma saída do Concílio de Trento. Nave única, estreita e comprida, antecedida por galilé profunda, é ladeada por três capelas laterais intercomunicantes, de cada um dos lados. A capela-mor é profunda e compõe um retângulo em articulação estreita com a nave.</div><div><br><strong>Capela de S. Sebastião</strong></div><div>O retábulo desta capela, em que se encontra a imagem de S. Sebastião, é de madeira pintada a fingir pedra de jaspe. No trabalho miúdo, de talha, há uma profusão de pássaros, flores e frutos de grande harmonia cromática. <br><strong>Capela de&nbsp; S. Caetano</strong></div><div>No retábulo desta capela, no nicho central, encontra-se uma imagem do séc. XVII, de S. Caetano, patrono dos Clérigos.</div><div><strong>Capela do Senhor dos Passos</strong></div><div>Aparece completamente decorada, de acordo com o ideal característico do barroco do séc. XVIII, em que se procura forrar todo o espaço. Para além da talha dourada do retábulo, aparece o azulejo policromo, telas e granito pintado. O altar&nbsp; é dedicado ao Mistério da Paixão de Cristo, pelo que a imagem central é do Senhor dos Passos. Ao cimo do retábulo, um quadro que que apresenta Santa Verónica; do lado esquerdo, um outro quadro que representa a flagelação do Senhor preso à coluna; à direita, a representação da agonia de Jesus no Monte das Oliveiras.<br><strong>Capela de&nbsp; Santa Luzia</strong></div><div>Retábulo em talha dourada encimado por uma tela representando S.<sup>ta</sup> Luzia. No nicho central, está uma imagem desta santa. Em pequenas mísulas laterais estão as imagens dos cinco Mártires de Marrocos e de S. Francisco.<br><strong>Capela&nbsp; de Nossa Senhora do Rosário</strong></div><div>O retábulo desta capela é em talha dourada, estilo nacional com acrescentos joaninos, encimado pelas quinas de Portugal. No centro está uma imagem em tamanho natural de N.ª Senhora do Rosário. As paredes laterais estão revestidas de azulejos de cor azul e branco.<br><strong>Capela de&nbsp; Santo António</strong></div><div>Retábulo de talha dourada semelhante ao que lhe fica fronteiro. Nele destaca-se uma imagem em tamanho natural de S.<sup>to</sup> António, envergando o hábito de cónego Regrante de S.<sup>to </sup>&nbsp;Agostinho. Esta forma de o apresentar é peculiar nas igrejas desta Ordem. Este ilustre doutor da Igreja tomou, depois, o hábito de franciscano.</div><div>&nbsp;</div><div>O transepto é coberto por abóbada de nervuras e possui dois equilibrados retábulos de talha maneirista. O arco do cruzeiro possui um nicho abrigando uma estátua de Cristo Salvador e o Pelicano.<br><strong>Altar do Senhor da Agonia</strong></div><div>Este retábulo apresenta as mesmas características do que lhe é colateral.</div><div>Salientam-se as imagens do Senhor da Agonia, ladeado de N.ª senhora e de S. João, que ocupam a parte central. No nicho acima da banqueta aparece a imagem de N.ª senhora do Amparo. São obras de finais do séc. XVII, princípios do séc. XVIII.</div><div>Acima, na parte central , está a estátua de S. Marcos e é encimado por uma pintura em madeira que representa a Adoração dos Magos.<br><strong>Capela&nbsp; de Nossa Senhora&nbsp; das Dores</strong></div><div>Retábulo de finais do séc. XVII e princípios do séc. XVIII, em talha dourada de tipo renascentista. Ao centro uma imagem da Senhora das Dores; No nicho central uma imagem de S. João Baptista; sob a mesa do altar, está uma imagem de tamanho natural de Cristo Morto. Ao cimo, uma imagem de S. Lucas paramentado de bispo. É rematado por uma pintura de madeira que representa S. Pedro e S. Paulo.<br><br><strong>Capela-mor</strong></div><div>Iniciada a sua construção em 1612 e terminada em 1626, apresenta um revestimento de azulejos em tapete de bela policromia. Tem abóbada cilíndrica de granito trabalhada em caixotões ornamentados.</div><div>Na parede do lado esquerdo, aparece um arcossólio onde esteve colocada uma urna de madeira que guardava os restos mortais de D. Rodrigo Sanches, filho bastardo de D. Sancho I.</div><div>Nesta capela salienta-se o retábulo, do séc. XVIII, de talha dourada, em estilo D. João V, de duplo trono, destinado à exposição do Santíssimo. Neste retábulo realçam-se, sobretudo, as colunas torcidas em espiral e as várias figuras de anjos que surgem no meio de folhagem. Destacam-se ainda as imagens, em tamanho natural, de S. Teotónio, do lado direito e de Santo Agostinho do lado esquerdo.</div><div>Encobrindo o trono superior desce um painel que representa a Transfiguração de Jesus no Monte Tabor, com as personagens bíblicas Moisés e Elias, na presença dos Apóstolos S. Pedro. S. João Evangelista e S. Tiago. É da autoria do pintor Pedro Alexandrino e data de 1795.</div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-24 18:51:09 UTC</pubDate>
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         <title>Claustro</title>
         <author>joaodesousa4</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Claustro</strong></div><div>Muito amplo, fazendo um quadrado. Tem duas galerias sobrepostas. A superior tem colunas quase compósitas. O piso inferior apresenta colunas jónicas assentes em base grossa e recortada. Aqui, destacam-se os painéis de azulejo, representando os evangelistas e os doutores da Igreja.<br>No centro&nbsp; está o chafariz da primeira metade do séc. XVII da autoria de Gonçalo Vaz.</div><div>Assume particular relevo o túmulo de D. Rodrigo Sanches uma verdadeira joia da escultura tumular do séc. XIII (trata-se do segundo túmulo com jacente mais antigo do país) classificado em 1910 como monumento nacional. No ano de 2013 foi retirado do arcossólio de uma das paredes deste claustro, onde esteve parcialmente tapado 387 anos, para revelar a sua plenitude decorativa.</div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-24 18:51:21 UTC</pubDate>
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         <title>Coro Alto</title>
         <author>joaodesousa4</author>
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         <description><![CDATA[<div>O coro-alto com os seus cadeirais ostentando as famosas misericórdia é por si só motivo de interesse. É daqui que poderemos observar em todo o seu esplendor e grandeza o corpo da igreja. É também do coro que podemos observar mais de perto o maravilhoso órgão de tubos ibérico de finais do século XVIII.<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-25 17:29:24 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>joaodesousa4</author>
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         <description><![CDATA[<div>Além das muitas peças de arte sacra mais antigas, o mosteiro também é rico em arte contemporânea. Destacam-se os vitrais do mestre Júlio Resende, que representam a Trindade e a Criação. A escultura de Irene Vilar, que representa o Menino Jesus Salvador do Mundo no colo da sua mãe, junto à entrada da igreja para assinalar o Jubileu, no ano 2000.&nbsp;<br>Do ponto de vista histórico, o mosteiro possui um valor assinalável. Os seus vestígios e documentos existentes nos vários arquivos contam mais de mil anos de História.&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-25 17:32:45 UTC</pubDate>
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