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      <title>Favoritos by Fabrício Martins</title>
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      <description>Criado com uma piscada e um sorriso</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-05-07 23:22:27 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;OQUE SIGNFICA CONHECER&quot;</title>
         <author>martinsfabricio364</author>
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         <description><![CDATA[<div>O <strong>conhecimento</strong> é a substantivação do verbo conhecer. Conhecer é o ato de entender, compreender, <strong>apreender algo por meio da experiência ou do raciocínio</strong>. O conhecimento fascina a humanidade desde a <a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/idade-antiga.htm">Antiguidade</a>, quando a <a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/filosofia/o-que-filosofia.htm">Filosofia</a> passou a pensar os modos como o ser humano pode conhecer a verdade.<br><br></div><div><strong>Leia mais: </strong><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/filosofia/mito-caverna.htm">Mito da Caverna: o que diz, interpretações e como se encaixa na atualidade<br></a><br></div><div><strong><br>Significado de conhecimento<br></strong><br></div><div>A <strong>palavra conhecimento tem origem no latim</strong>, da palavra <em>cognoscere</em>, que significa "ato de conhecer". Conhecer, no latim, também advém do mesmo radical "gno", presente na língua latina e no grego antigo, da palavra "gnose", que significa conhecimento, ou "gnóstico", que é aquele que conhece.<br><br></div><div><strong>Conhecer</strong> é o ato de apreender, de ser capaz de <strong>abstrair leis do entendimento</strong> e entender algo. Conhecimento é o atributo de quem conhece, isto é, é aquilo que resulta do ato de conhecer, entender etc.<br><br></div><div><strong>O conhecimento é possível apenas ao ser humano.</strong> Os animais, por outro lado, desenvolvem mecanismos de aprendizagem por meio da experiência prática e da repetição de experiências, porém o conhecimento complexo, efetivo e racional somente é apreendido por nós.<br><br></div><div>Isso ocorre porque <strong>o conhecimento</strong> bem estruturado que desenvolvemos <strong>só pode ser elaborado, organizado, codificado e decodificado pela</strong> <strong>linguagem e por nossos mecanismos racionais</strong> (linguagem e raciocínio são elementos necessariamente interligados, sendo impossível determinar qual tenha surgido primeiro no ser humano, visto que há uma interdependência entre ambos).<br><br></div><div>Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)<br><br></div><div><strong>Saiba mais: </strong><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/linguagem-lingua-fala.htm">Conheça os conceitos de linguagem, língua e fala<br></a><br></div><div><strong><br>Quais os tipos de conhecimento<br></strong><br></div><div>Desde que a linguagem foi desenvolvida, o<strong> ser humano busca mecanismos para conhecer e estabelecer relações</strong> entre o mundo e as suas experiências com ele, tentando desmistificar e entender a complexidade da existência. Por isso, desenvolvemos, ao longo de mais ou menos dez milênios, variadas formas de entender o mundo, o que atesta a existência de diversos tipos diferentes de conhecimento.<br><br></div><ul><li><strong><br>Conhecimento de senso comum<br></strong><br></li></ul><div>É um dos tipos mais abrangentes do conhecimento humano, pois está <strong>baseado nas</strong> <strong>vivências</strong> particulares e sociais, partilhadas por meio de trocas de experiências e das relações hereditárias. O conhecimento de <a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/filosofia/senso-comum.htm">senso comum</a> parte da <strong>sabedoria</strong> <strong>popular</strong> e da manifestação de opiniões, podendo ter um valor e uma importância por estar intimamente ligado à formação cultural.<br><br></div><div>O conhecimento de senso comum também pode manifestar <strong>crenças e opiniões verdadeiras,</strong> porém é necessário ter cuidado com esse tipo de conhecimento quando se quer algo para se embasar e afirmar com certeza, pois o conhecimento de senso comum não requer nenhum tipo de validação ou método que ateste o seu sentido lógico racional ou a sua veracidade.<br><br></div><ul><li><strong><br>Conhecimento teológico<br></strong><br></li></ul><div>Esse tipo de conhecimento também habita a sociedade e os modos particulares da vida humana, visto que <strong>o ser humano busca a </strong><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/sociologia/o-que-religiao.htm"><strong>religião</strong></a><strong> desde o início para explicar aquilo que é, até o momento, inexplicável.</strong> Podemos estabelecer duas marcas dentro do registro acerca do conhecimento teológico.<br><br></div><div>Uma delas é a <strong>religião em si</strong>, que o ser humano busca como forma de conforto e explicação "sobrenatural", e a outra é o <strong>registro da Teologia,</strong> enquanto um ramo do saber científico que tenta criar uma estrutura de fatos e elementos que compõem as religiões. O conhecimento teológico, enquanto religião em si, está baseado na fé pessoal que as pessoas manifestam e em elementos da própria religião, com escrituras, práticas, rituais, dogmas, crenças etc.<br><br></div><ul><li><strong><br>Conhecimento filosófico<br></strong><br></li></ul><div>A Filosofia surgiu como um conjunto de saberes necessários para questionar e, às vezes, complementar o conhecimento fornecido pelo senso comum e pela religião. A Filosofia é uma <strong>forma de estabelecer normas para a obtenção de um tipo de conhecimento mais seguro</strong>, assim como a ciência, mas não podemos dizer que o conhecimento científico acontece da mesma forma que o conhecimento filosófico. A <strong>Filosofia</strong>, nesse sentido, é a <strong>mãe de todas as ciências</strong>, pois ela foi a primeira a buscar uma maneira de conhecer as coisas com mais segurança.<br><br></div><div><strong>Saiba mais: </strong><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/filosofia/tales-mileto.htm">Tales de Mileto: o primeiro filósofo<br></a><br></div><ul><li><strong><br>Conhecimento científico<br></strong><br></li></ul><div>Esse tipo, por sua vez, deve ser<strong> rigorosamente testado e verificado</strong>, o que garante a ele maior veracidade<strong>.</strong> Isso faz com que busquemos a ciência para determinar formas válidas e corretas de pensamento, para que não caiamos no erro com facilidade.<br><br></div><div>É tarefa do cientista, sobretudo dos que trabalham com as ciências naturais, observar fenômenos, identificar problemas, formular hipóteses, testar para verificar as hipóteses formuladas, formular deduções e concluir a sua tarefa por meio da <strong>formulação de teorias</strong>.<br><br></div><div><strong><br>Conhecimento para a Filosofia<br></strong><br></div><div>A <strong>Filosofia</strong> lida, desde o seu surgimento, com a questão do conhecimento, visto que ela surge para apresentar <strong>uma nova forma de conhecer o mundo</strong>. Ao longo de sua história, os filósofos apresentaram diferentes<strong> </strong>teorias sobre o modo como o ser humano conhece e as formas de se conhecer.<br><br></div><div>Se levarmos em consideração o conhecimento na Antiguidade, <a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/filosofia/platao.htm">Platão</a> <strong>admite a existência de apenas dois graus do conhecimento: o sensível e o inteligível</strong>. O sensível, causado por dados oriundos dos sentidos do corpo, era inferior e enganoso, enquanto o inteligível era racional e superior.<br><br></div><div>Já <a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/filosofia/aristoteles.htm">Aristóteles</a> <strong>estabelece uma mistura de vários graus diferentes</strong> <strong>do</strong> <strong>conhecimento</strong> que deve passar, necessariamente, pelo conhecimento sensível para que desperte na pessoa uma informação. As teorias desses dois pensadores influenciaram todo o debate sobre o conhecimento sustentado por filósofos posteriores.<br><br></div><div>As formas de se conhecer deram origem ao campo da Filosofia chamado <strong>Epistemologia,</strong> que formula as bases da teoria do conhecimento. Outra área que surge é a <a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/filosofia/filosofia-ciencia.htm"><strong>Filosofia da Ciência</strong></a>, que busca problematizar a questão do método e do conhecimento científico, proporcionando avanços para utilização da própria ciência.<br><br></div><div>Se considerarmos as questões históricas dentro da Filosofia da Ciência, temos o momento, na Modernidade, em que <a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/fisica/um-fisico-chamado-galileu-galilei.htm"><strong>Galileu Galilei</strong></a>, pela primeira vez, dedicou-se a explicar a necessidade de se atingir um método para alcançar um conhecimento científico.<br><br></div><div>Porém, o embate acerca do conhecimento que mais marcou a <a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/idade-moderna.htm">Modernidade</a> foi a querela entre empiristas e racionalistas. Os <a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/filosofia/empirismo.htm"><strong>empiristas</strong></a> defendiam que o conhecimento é obtido apenas mediante a experiência prática e sensível, que por meio dos dados obtidos pelos órgãos dos sentidos e enviados ao <a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/cerebro.htm">cérebro</a> produzem as ideias. Os principais empiristas que estão defendendo a experiência como modo de acessar o conhecimento verdadeiro são John<strong> </strong>Locke e David<strong> </strong>Hume.<br><br></div><div><br>John Locke é uma importante figura do empirismo moderno.</div><div>Já os <strong>racionalistas</strong> defendiam que a origem do conhecimento é puramente racional e intelectual, não sendo necessariamente afetada pelo meio externo. <strong>René</strong> <strong>Descartes</strong>, por sua vez, é um filósofo racionalista que defende que o conhecimento verdadeiro é única e exclusivamente obra de nossos raciocínios, e que devemos desconfiar de qualquer tipo de conhecimento advindo dos sentidos do corpo, pois estes, segundo Descartes, poderiam nos enganar.<br><br></div><div><strong>Paul Feyerabend</strong>, filósofo da ciência do século XX, ao contrário da tradição anterior, <strong>dedicou-se a defender uma ciência</strong> <a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/anarquismo.htm"><strong>anarquista</strong></a>, livre de métodos e regras fixas, mais aberta para a pluralidade e criatividade. Em seu livro <em>A ciência em uma sociedade livre</em>, o pensador contemporâneo fala da importância de se libertar o trabalho científico de métodos e amarras, o que gerou críticas e um intenso debate no campo da Filosofia da Ciência e da própria ciência.<br><br></div><div>O também filósofo e estudioso de Epistemologia contemporâneo <a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/filosofia/thomas-kuhn-ciencia-historicamente-orientada.htm"><strong>Thomas Kuhn</strong></a> foi um intenso crítico do trabalho de Feyerabend, pois <strong>acreditava que o essencial da ciência era a confiabilidade de seu método</strong>.<br><br></div><div><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/biografias/friedrich-nietzsche.htm"><strong>Friedrich Nietzsche</strong></a> fundou uma nova vertente epistemológica que ele chamou de <strong>perspectivismo</strong>, que defende a não possibilidade da pretensão positivista de basear o conhecimento, sobretudo nas Ciências Sociais e na História, em fatos, pois o que acontece é narrado a partir de perspectivas.<br><br></div><div>O livro publicado em 1874, intitulado da <strong><em>Utilidade e Desvantagem da História para a Vida</em></strong><em> </em>(o segundo livro que o filósofo lançou em uma série de quatro escritos intitulada <em>Considerações extemporâneas</em>) <strong>centraliza a crítica de Nietzsche sobre o conhecimento histórico feito até então</strong>, baseado na busca por fatos, mas sem se dar conta de que um fato pode ter a versão ou a interpretação de uma ou mais pessoas que vivenciaram um acontecimento.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-07 23:28:15 UTC</pubDate>
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