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      <title>Padlet Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente - uma leitura-10ºC by </title>
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      <description>Criado com ♥</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-03-11 09:11:53 UTC</pubDate>
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         <title>Inês Pereira - caracterização da personagem</title>
         <author>cmariaduarte1968</author>
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         <description><![CDATA[<div>-<strong>Enquanto solteira:</strong> Inês é idealista e ambiciosa, uma vez que, ambiciona casar-se com um homem de modo a ascender socialmente. Este, idealmente teria de acarretar certas características, tais como, ser meigo, saber cantar e tocar viola e saber falar. Para além disso, Inês pode ser considerada uma pessoa divertida, embora a sua mãe contrarie a sua vontade de sair de casa e se divertir. A personagem em estudo, é ociosa (preguiçosa) desprezando a vida rústica do campo achando o seu quotidiano entediante;<br>-<strong> Durante o primeiro casamento/viuvez: </strong>Inês casa com<strong> </strong>Brás da Mata sem saber que ele era pobre e interesseiro o que mostra uma faceta mais ingénua da parte desta, tendo em conta a sua pouca experiência de vida que não lhe permitiu aperceber-se das características falaciosas deste pretendente. Uma vez que o marido a prende em casa e a proíbe de cantar e socializar quer com homem quer com mulher, Inês torna-se infeliz e mostra-se arrependida ao reconhecer que errou em casar com Brás da Mata. Com o desenvolver da história, dá-se a morte do escudeiro em África e Inês sente-se aliviada ao receber esta notícia, embora transmita um falso sentimento de tristeza e chore "lágrimas de crocodilo" mostrado-se assim hipócrita. <br>- <strong>Durante o segundo casamento: </strong>Depois da desilusão experiênciada com Brás da Mata, Inês casa-se com Pero Marques revelando-se materialista, calculista e pragmática. Inês é livre, pois o atual marido dá-lhe liberdade total. Com esta nova liberdade Inês vinga-se do seu primeiro casamento abusando da ingenuidade de Pero Marques e pedindo-lhe para a acompanhar à ermida onde seria o encontro amoroso com o ermitão.&nbsp; &nbsp;<br><br>Helena Martins nº5/Laura Borba nº 11/ Maria Inês nº20/Mariana Carmo nº21</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-11 09:11:53 UTC</pubDate>
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         <title>O que é uma Farsa ? </title>
         <author>cmariaduarte1968</author>
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         <description><![CDATA[<div>-uma intriga/narrativa curta e concentrada;<br>-tem um número reduzido de personagens;<br>-as situações retratadas são verosímeis;&nbsp;<br>-tem uma componente satírica e moralizante.</div>]]></description>
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         <title>A estrutura da Farsa de Inês Pereira</title>
         <author>cmariaduarte1968</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title>A FARSA DE INÊS PEREIRA</title>
         <author>cmariaduarte1968</author>
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         <pubDate>2022-03-11 09:11:53 UTC</pubDate>
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         <title>Temática desenvolvida</title>
         <author>cmariaduarte1968</author>
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         <title>Assunto e argumento</title>
         <author>cmariaduarte1968</author>
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         <pubDate>2022-03-11 09:11:53 UTC</pubDate>
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         <title>Mãe e Lianor Vaz - Caracterização / Relação entre personagens</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><em>MÃE<br></em></strong><br></div><div>Mulher do povo, confidente, conselheira, amiga, compreensiva, sincera, realista, conformista.<br><br></div><div>Pretendia que a filha casasse com um pretendente que lhe garantisse <strong>segurança económica</strong>. Quando Lianor Vaz traz a proposta do lavrador, a Mãe exagera o nível cultural da filha, com a intenção de exaltar as suas qualidades, sublinhando os conhecimentos e a esperteza da jovem. Procura, desta forma, garantir o interesse de Lianor em Inês como futura mulher do pretendente que a alcoviteira apresenta.&nbsp;<br><br></div><div>Antes do encontro com Pêro Marques, aconselha-a a arranjar-se para o receber. Quando percebe que a filha não vai escolhê-lo, tenta mostrar-lhe, usando a voz da experiência, que a opção não deveria recair em alguém que apenas soubesse «cantar» e «tanger», porque isso não dava de comer a ninguém. O seu conselho é, na verdade, <strong>um presságio da má escolha que Inês irá fazer</strong>.<br><br></div><div>Antes do encontro com o Escudeiro, quer que ela se arranje, que fale moderadamente, que ria pouco, que não movimento muito as ancas.<br><br></div><div>Preferia Pêro Marques como pretendente, mas aceita a escolha da filha, organizando até a festa da boda. Contudo, depois do casamento, manifesta de imediato a intenção de se afastar, deixando que a filha resolvesse sozinha os seus problemas.<br><br></div><div>Os interesses e as conceções de vida que opõem Inês à sua mãe representam o <strong>conflito intergeracional </strong>observável em todas as épocas.<br><br></div><div>&nbsp;</div><div><br></div><div><strong><em>LIANOR VAZ<br></em></strong><br></div><div>Alcoviteira (casamenteira), apresenta-se como intermediária entre Pêro Marques e Inês Pereira, sendo a sua função valorizar o pretendente que representa.<br><br></div><div>&nbsp;O objetivo da sua visita é, assim, apresentar à Mãe e a Inês uma proposta de casamento. Em primeiro lugar, assegura-se de que a jovem não está comprometida para, posteriormente, provocar o interesse da mãe e da filha, ao afirmar que lhes traz um casamento abençoado. Para ela, o marido ideal seria um homem «rico, honrado, conhecido» e desinteressado, pois não exige o dote da rapariga. Porém, Inês, revelando ingenuidade, sonha com um marido inteligente, elegante e galanteador, mesmo que sem posses.<br><br></div><div>Lianor apresenta Pêro Marques como o pretendente ideal. Na conversa inicial, Lianor consegue ser discreta e prudente, mas colocando em destaque as vantagens daquele casamento.<br><br></div><div>Num segundo momento, estando já Inês viúva, volta a falar-lhe em Pêro Marques, facilmente a persuadindo, desta vez, de que ele é o pretendente ideal.<br><br></div><div>Representa a <strong>personagem-tipo da alcoviteira</strong>.<br><br></div><div>&nbsp;<strong><em>RELAÇÃO ENTRE PERSONAGENS<br></em></strong><br></div><div>A peça é composta por um único ato, todavia, através da evolução e da entrada e saída das personagens, é possível propor uma divisão da obra em cenas e quadros, obedecendo a uma sequência lógica e cronológica dos acontecimentos.<br><br></div><div>- <strong>Exposição ou Prólogo</strong> (vv.1-68): Resume o assunto da peça e apresenta a protagonista. <em>Quadro 1</em>.<br><br></div><div>-&nbsp; <strong>Conflito</strong> (vv.69-1067): Desde a proposta de casamento trazida por Lianor Vaz até ao segundo casamento de Inês. <em>Quadro 2 a 9</em>.&nbsp;<br><br></div><div>- <strong>Desenlace ou Epílogo</strong> (vv.1068-1115): Cena final. Destaca-se como o momento mais cómico e grotesco da peça. <em>Quadro 10</em>.<br><br></div><div>(o documento com os referidos quadros consta acima)<br><br>Afonso Ribeiro, Nº1<br>Afonso Pinela, Nº2<br>Iara Branco, Nº6<br>Luís Antunes, Nº15<br>10ºC<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-09 10:41:25 UTC</pubDate>
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         <title>Recursos expressivos</title>
         <author>joaopialgatamoura</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Comparação</strong></div><div>Aproximação explícita de duas ideias ou realidades para destacar as suas semelhanças ou diferenças, através da conjunção como ou de verbos e expressões a ela equivalentes parecer, assim como...).</div><div>Ex: Moça de vila será ela/com sinalzinho postiço/esarnosa no toutiço, / como burra de Castela (vv. 11-14)</div><div><strong>Interrogação retórica</strong></div><div>Enunciação de uma pergunta para enfatizar o assunto e não para obter uma resposta. Sugere a reflexão ou a introdução de um novo tópico tematico.</div><div>Ex: ou sam algu, caramujo / que nam sai senam à porta? (vv. 32-33)</div><div><strong>Ironia</strong></div><div>Utilização de determinadas palavras, expressões ou frases com um sentido contrário àquele com que são habitualmente usadas, sugerindo crítica.</div><div>Ex: Logo eu adivinhei / lá na missa onde eu estava, / como a minha Inês lavrava (vv.39-41)</div><div><strong>Metáfora</strong></div><div>Aproximação de dois conceitos ou duas realidades, que partilham entre si uma mesma caracteristica.</div><div>Ex: Deos vos salve, fresca rosa, /&nbsp; e vos dê por minha esposa (vv. 58-59)</div><div><strong>Metonímia</strong></div><div>Referência a uma realidade atraves de uma palavra que remete para uma outra com a qual mantém determinadas relações. Pode assumir diversas modalidades: a causa pelo efeito; o efeito pela causa; o concreto pelo abstrato; o abstrato pelo concreto; o instrumento pela pessoa que o utiliza; o autor pela obra; o lugar de procedencia pelo objeto.</div><div>Ex: Não sei se me vá a el rei, / se me vá ao Cardeal (vv. 10-11)</div><div><br>João Moura nº10. Leonor Gonçalves nº12. Lucas Soares nº14. Margarida Gamito nº18&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-09 10:43:15 UTC</pubDate>
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         <title>Cómicos de carácter</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Ao longo da Farsa de Inês Pereira, Pêro Marques destaca-se como cómico de caráter, como por exemplo:<br><br></div><div>-No excerto 3, verso 273: “E que val aqui uma destas?” Pêro Marques expõe esta questão pois não tem conhecimento para que serve uma cadeira.</div><div>-No excerto 3, versos 298 até 301: “Cuido que lhe trago aqui… Tende ora, Inês per i.” Pêro Marques pede a Inês que segure num saco que supostamente contém peras, no entanto contém tudo menos o conteúdo.</div><div>-No excerto 3, versos 335 e 336: “Pois, senhora, eu quero-me ir / antes que venha o escuro.” Este fica desconfortável quando se encontra sozinho com Inês, pois tem receio de ser visto com a mesma ao anoitecer.<br><br>Beatriz Casadinho, Mariana Rosa, Patrick Dias 10ºC</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-09 10:46:54 UTC</pubDate>
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         <title>Cómicos de linguagem</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Nesta farsa encontram-se vários exemplos de personagens que desenvolvem ações que são designadas cómicos de linguagem, como por exemplo Pêro Marques, os Judeus, Inês Pereira e a Mãe.<br><br></div><div>-Excerto 2, versos 256 e 257: “Ei-lo, se vem penteando: / será com algum ancinho?” Inês mostra ironia, pois como Pêro Marques é do campo, esta faz troça do mesmo ao relacionar o ancinho com um pente.&nbsp;<br><br></div><div>-Excerto 3, versos 283 até 285: “Pêro: Porém, meu é o mor gado. / Mãe: De morgado é vosso estado? / Isso viria dos céus!” Este excerto mostra-nos o trocadilho que ocorre entre a Mãe de Inês e Pêro. Pêro Marques tenta explicar à Mãe de Inês que este tem muito gado com a expressão “mor gado”, e a mesma entende que este é o filho bastardo, pois percebe “morgado”.<br><br></div><div>-Excerto 3, versos 347 até 350: “Estas vos são elas a vós… escarnefucham de vós.” Pêro Marques por si só já é caracterizado por ser um cómico de linguagem, pois a sua forma de falar é considerada um motivo de “chacota”.<br><br></div><div>-Excerto 3, versos 428 até 449: “Vidal: Não queres que diga?... Latão: Não digas que não te falo.” Os Judeus têm um discurso arrastado, com o objetivo de criar suspense perante Inês e a sua Mãe.<br><br>Beatriz Casadinho, Mariana Rosa, Patrick Dias, 10ºC</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-09 10:51:25 UTC</pubDate>
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         <title>Brás da Mata (Escudeiro)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Brás da Mata é um <strong>fidalgo de baixa nobreza</strong> e um <strong>pretendente de Inês</strong>, sendo o homem ideal de Inês e correspondendo às suas expectativas. Ao longo da farsa, revela ser:<br>•um <strong>gabarolas e mentiroso</strong>, pois, para que consiga casar-se com Inês, engana-a dizendo que é rico;<br>•<strong>interesseiro</strong>, devido ao interesse nas posses de Inês;<br>•<strong>autoritário, despótico</strong>, pois humilha e oprime Inês após o casamento;<br>•<strong>cruel</strong> para com o moço que o serve;<br>•<strong>cobarde</strong>, pois é morto por um pastor enquanto fugia da batalha.<br>Inês Fonseca Nº7<br>Inês Mendes Nº8<br>Margarida Henriques Nº17<br>10ºC</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-09 10:59:41 UTC</pubDate>
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         <title>Cómico de situação</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>-No excerto 3, verso 273 e nos versos 428 até 449, são caracterizados como cómico de caráter e de linguagem, respetivamente, no entanto ambos são também caracterizados como cómicos de situação.</div><div><br>-Excerto 6, versos 1099 até 1115: “Inês: Marido cuco me levades / e mais duas lousas… Pêro: Pois assi se fazem as cousas.” Neste excerto Inês e Pêro cantam uma cantiga, que nomeia indiretamente Pêro Marques de burro, pois o mesmo carrega-a ás cavalitas.<br><br>Beatriz Casadinho, Mariana Rosa, Patrick Dias, 10ºC</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-09 11:00:41 UTC</pubDate>
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         <title>Pêro Marques </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>-Pêro Marques é um lavrador abastado pertencente ao povo.</div><div>-É o primeiro pretendente de Inês, rejeitado por ela inicialmente:</div><div>-É rico e trabalhador, tendo herdado a maior parte do gado do pai e uma fazenda de mil</div><div>cruzados.</div><div>-Apresenta-se como um homem de bem, honesto, sincero, leal, respeitador e de boas</div><div>intenções (preocupa-se com a reputação e honra de Inês);</div><div>-Atencioso e delicado em relação a Inês, procura agradar-lhe, penteando-se antes de a ver;</div><div>-É um homem rústico, simples / simplório e desajeitado, pouco inteligente, desconhecedor das</div><div>regras de convivência social e ignorante;</div><div>-Procura a casa de Inês mas não a encontra facilmente;</div><div>-Esqueceu-se da morada da jovem, não obstante se tratar de um encontro muito importante;</div><div>-Só identifica a casa a partir de um elemento pertencente ao seu universo: a "parreira”;</div><div>-Não sabe usar uma cadeira, acabando por se sentar de costas para a&nbsp; Inês e a mãe;</div><div>-Traz pêras como presente para Inês , tendo-as colocado no capelo, por baixo de todos os outros objetos e acabando por não as encontrar;</div><div>-Inseguro e inábil nos assuntos amorosos, cai no ridiculo pela maneira como se veste, fala e age;</div><div>-Quando se vê sozinho com ines, ao invés de procurar seduzi-la, como outros homens fariam,mostra-se incomodado e receoso por colocar em causa a reputação da mesmo;</div><div>-Atrapalha-se quando Lianor lhe pede para abraçar Inês após o casamento e não se recorda das palavras regulamentares do casamento;</div><div>-Pretende que o trigo seja deitado sobre eles antes do casamento;</div><div>-Sofre com a rejeição e promete não se casar até que Inês o aceite;</div><div>-Após a morte do Escudeiro, casa-se com Inês Pereira;</div><div>-Ingénuo e crédulo como sempre e submisso, concede liberdade total a Inês e é traído por ela;</div><div>-Representa o papel de «asno» que leva literalmente a mulher às costas para que ela se</div><div>preserve para («visitar») o Ermitão.</div><div><br></div><div>-É uma personagem cómica da farsa, enamorado de Inês que tudo tenta para casar com a mesma, mas a sua estupidez e ingenuidade são um grande obstáculo . É rico e honesto mas a sua honestidade não lhe deixa ver a maldade humana.<br><br>Inês Fonseca&nbsp;n7<br>Inês  mendes n8<br>Margarida Henriques&nbsp;n17</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-09 11:02:35 UTC</pubDate>
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         <title>Estilo e linguagem</title>
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         <description><![CDATA[<div>Em termos de tipologia textual, temos a fala mais arcaica e aldeã de Pêro Marques (este não respeita estruturas frásicas), as falas dos Judeus (introdução de fórmulas hebraicas), os momentos mais pretensiosos e corteses de Brás da Mata e a linguagem familiar entre a Mãe, Inês e Lianor. Atenção à justeza da oralidade, que atesta a invulgar capacidade dramática de Gil Vicente para pôr em palco cenas tiradas do real da vida.</div><div>A Farsa é bilingue visto que a corte também o era. Isto está presente em várias cantigas, no romance “Mal me quieren en Castilla” e na língua usada pelo Ermitão.</div><div>Temos por isso uma linguagem em transição, com presença de arcaísmos mediavais e inovações renascentistas.</div><div><br>João Moura nº10. Leonor Gonçalves nº12. Lucas Soares nº14. Margarida Gamito nº18&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-09 11:05:29 UTC</pubDate>
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         <title>Provérbios</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Na parte inicial da farsa, mais popular, citam-se provérbios com frequência. Eis alguns:<br><br>"Mais quero asno que me leve que cavalo que me derrube", significa que Inês preferia ter alguém que não correspondesse ás suas especificidades, mas que a sustentasse, em vez de ter alguém, de acordo com todas as suas expectativas, que não a sustente.<br><br>"Ou seja sapo ou sapinho, ou marido ou maridinho, tenha o que houver mister" este foi um conselho dado por Lianor Vaz, onde refere que mais vale ter um marido com alguma condição social e dinheiro.<br><br>"Mata o cavalo de cela, e bom é o asno que me leva", este é o conselho da mãe, que significa que mais vale escolher um homem simples e amigo, do que um homem galante.<br><br>"Mais quero eu quem m`adore que quem faça com que chore", que significa que é preferível ter um amigo marido do que um marido rígido.<br><br><br>"Quem bem tem e mal escolhe por mal que lhe venha não se anoje", significa que Inês apercebe-se que tinha a hipótese de escolher o bem, ou seja, Pêro Marques e acaba por escolher o mal, ou seja, Brás da Mata, não tendo agora moral para reclamar, visto que esta teve total liberdade de escolha.&nbsp;<br><br>O carácter etnográfico da obra é bastante claro, pelo recurso a vários aspetos da tradição cultural popular, nomeadamente aos provérbios agora referidos, ao romance, à festa popular do casamento e ao paralelismo poético antigo.<br><br>João Moura nº10. Leonor Gonçalves nº12. Lucas Soares nº14. Margarida Gamito nº18&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-09 11:05:54 UTC</pubDate>
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         <title>Vê aqui a representação da peça. Diverte-te! </title>
         <author>cmariaduarte1968</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-05-09 11:08:08 UTC</pubDate>
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         <title>Representação do quotidiano e dimensão satírica</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Dimensão satírica:<br>A Farsa de Inês Pereira de Gil Vicente segue a máxima latina "Ridendo Castigat Mores", conferindo, desta forma, dimensão satírica à sua peça.<br>A sátira utilizada cumpre o objetivo de modificar aquilo que estava mal, recorrendo aos tipos de cómico, às personagens-tipo, à ironia e ao sarcasmo&nbsp;<br>A hipocrisia, tirania, adultério, devassidão do clero e o culto da aparência, aliados ao cómico, ao riso e ao caricatural, incidem principalmente sobre as personagens de Inês Pereira, Pêro Marques e Brás da Mata. Desta forma, a revolta de Inês e o desejo de libertação que a levam a um casamento oposto ao desejado e posterior segundo casamento constituem cómicos de situação que ridicularizam esta rapariga casadoura.&nbsp;<br>Também o Escudeiro é alvo de crítica por simbolizar o escudeiro interesseiro, mentiroso e pretensioso que vive das aparências e que revela a sua cobardia na hora da morte. Porém, a personagem mais caricatural é Pêro Marques, lavrador ingénuo e inocente, que anda desajeitadamente em busca de Inês, revela incapacidade de falar e de seduzir e leva presentes inadequados para a sua pretendente. Este cómico de caráter atinge o auge no momento em que expõe a sua rusticidade de campo que desconhece a função da cadeira e ao levar a mulher às costas, com ingenuidade, para se encontrar com um amante.<br>Concluindo, esta Farsa vicentina propõe-se a criticar a sociedade do século XVI através da sátira e da comicidade.<br><br>Representação do quotidiano:<br>A Farsa de Inês Pereira de Gil Vicente retrata o quotidiano da sociedade do século XVI.<br>Na Farsa, existem referências para perceber o universo feminino desta época, uma das mais explicitas era ir à missa (principalmente as mães) e a ocupação das raparigas solteiras era as tarefas domésticas como bordar e coser.<br>As raparigas solteiras sofriam de falta de liberdade, estando obrigadas a viver com a mãe e sob a sua vigilância, por isso, viam o casamento como um meio de sobrevivência e de fuga à dependência da mãe, as mães, por sua vez, consideravam o casamento como sinónimo de segurança. Relativamente a este assunto, era habitual o recurso a casamenteiros (como Lianor Vaz e os Judeus).&nbsp; Ao contrário daquilo que as raparigas pensavam, a mulher casada vivia em submissão ao marido.<br>O modo de vida popular (representado por Pêro Marques) e o modo de vida cortês (representado por Brás da Mata) entram em conflito na peça, sendo exploradas a ignorância&nbsp; da nova burguesia que não fazia nada para adquirir mais cultura, a desmoronamento da nobreza que procurava enriquecer através do casamento e procurava o prestígio perdido na luta contra os mouros e a simplicidade dos lavradores que nem sabiam a funcionalidade de uma cadeira.<br>Por fim, Gil Vicente não esquece a perversão do clero e a corrupção moral das mulheres que se deixavam seduzir por elementos do mesmo, sendo disso exemplo o episódio relatado por Lianor Vaz e o encontro amoroso que Inês irá ter com o Ermitão.<br>Concluindo, esta Farsa vicentina ilustra a sociedade do século XVI nos ambientes familiares, sociais e religiosas.<br><br>Carolina Custódio - n3<br>Camila Vargas - n19<br>Melany Pereira - n 24<br>10ºC</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-09 11:32:22 UTC</pubDate>
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         <title>caracterização das personagens: Ermitão, Moço e Judeus</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/cmariaduarte1968/cnkv2efnx68hkkp4/wish/2187901351</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Ermitão</strong>&nbsp;</div><div>Ermitão é uma personagem tipo que representa um estatuto social, o clero. Este, no enredo da farsa um clérigo dissimulado que possibilita à personagem principal, a concretização do adultério e a transformação de Pero Marques no “Asno” (literal e metafórico) que a carrega.&nbsp;</div><div>uma personagem necessária à concretização da liberdade e vingança de Inês,&nbsp;</div><div>Permite a denuncia da imoralidade do clero.&nbsp;</div><div>Constitui uma caricatura da figura clerical: chegou ao clérigo, não por opção ou vocação, mas por decepção com a vida pessoal, sobretudo no quesito amoroso.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><strong>Moço</strong>&nbsp;</div><div>Pajem de Brás da Mata. Pobre coitado, explorado por um amo infame. Humilde, confidente e fiel deixa-se explorar e acredita ingenuamente nas promessas do Escudeiro, Brás da Mata. Critico do amo (o Escudeiro), expõe as suas contradições e denuncia a sua real condição económica.&nbsp;</div><div>É a voz que critica e denuncia a situação financeira do Escudeiro, a fome que o faz passar, as promessas nunca cumpridas de pagar o que lhe deve... Apesar de ser maltratado, lamenta a morte do escudeiro em contraste com Inês, que com ela rejubila.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><strong>Os judeus</strong>&nbsp;</div><div>Os dois judeus, Latão e Vital, têm um papel de casamenteiros na farsa, estes caricaturam-se de hábeis negociantes que circulavam pelo universo do comércio medieval visando lucros.&nbsp;</div><div>Estes são muito parecidos, possuem as mesmas características psíquicas e físicas, é como se fossem o mesmo ser, mas repartido em dois. Faladores, insinuantes, astutos e maliciosos estabelecem o contato entre Inês e Brás da Mata, que vieram a casar posteriormente. Isto porque o pretendente apresentado, o Escudeiro, agradou fortemente Inês, desde o momento em que se conheceram.&nbsp;</div><div>A preocupação deles, no entanto, era encontrar um pretende para Inês para que os mesmos pudessem receber a sua recompensa, o seu pagamento. Aparentemente bajuladores, criticam com subtileza Inês e o Escudeiro&nbsp;<br><br>Leonor Cepinha nº12<br>Madalena Ribeiro nº16<br>Mariana Pires nº22<br>Rita Sousa nº26&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-17 16:04:02 UTC</pubDate>
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