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      <title>Cesário Verde by Vanessa</title>
      <link>https://padlet.com/sednemmendes9/cna50vsvnoh5</link>
      <description>O sentimento dum Ocidental - Horas Mortas</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2016-05-20 07:32:15 UTC</pubDate>
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         <title>A. Etapa final no percurso do sujeito poético</title>
         <author>sednemmendes9</author>
         <link>https://padlet.com/sednemmendes9/cna50vsvnoh5/wish/111809569</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>1.Caraterização final desse percurso de acordo com o tempo presente do sujeito poético:<br><br></strong>Cesário está angustiado e entristecido com os tempos em que vive. Apercebeu-se de que o espírito guerreiro das conquistas ganhas pelos Portugueses, tinha desaparecido.<br>''Ah! Como a raça ruiva do porvir,&nbsp;<br>E as frotas dos avós, e os nómadas ardentes,<br><strong>Nós vamos explorar todos os continentes<br>E pelas vastidões aquáticas seguir!</strong>''<br>Cesário queria voltar ao tempo dos seus avós, para recuperar o povo nobre e ilustre que havia sido reconhecido outrora pelos seus feitos gloriosos, e que agora se tornara num povo pobre em espírito.<br>À medida que a madrugada se aproxima, na capital vai predominar a insegurança, o medo, a angústia e a violência.<br>A vontade do poeta é escapar desta prisão, uma vontade que se adensa cada vez mais ao longo do poema.<br>Cesário conclui então que<strong>&nbsp;</strong>a cidade é, inevitavelmente, o espaço onde "<em>A Dor humana busca os amplos horizontes, / E tem marés, de fel, como um sinistro mar!</em>".&nbsp;<strong><br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2016-05-20 07:48:31 UTC</pubDate>
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         <title>A.2</title>
         <author>sednemmendes9</author>
         <link>https://padlet.com/sednemmendes9/cna50vsvnoh5/wish/111811061</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Jogo de tempos: presente/ passado/ futuro:<br><br></strong> (Primeira estrofe)- Presente<strong><br>''</strong>O teto fundo de oxigénio, de ar,<br>Estende-se ao comprido, ao meio das trapeiras;<br>Vêm lágrimas de luz dos astros com olheiras, <br><strong>Enleva-me a quimera azul de transmigrar.</strong>''<br><strong><br></strong>(Sexta estrofe)<br> Passado<br><strong>''Ah! Como a raça ruiva do porvir, <br>E as frotas dos avós, e os nómadas ardentes,''<br></strong>Futuro<br>''<strong>Nós vamos explorar todos os continentes<br>E pelas vastidões aquáticas seguir!''</strong><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2016-05-20 08:01:43 UTC</pubDate>
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         <title>A.3</title>
         <author>sednemmendes9</author>
         <link>https://padlet.com/sednemmendes9/cna50vsvnoh5/wish/111812715</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Justificação para a utilização dos pronomes 'eu' / 'nós'<br></strong>O poeta deslumbrasse com aquilo que o faz sofrer e revolta-se com a miséria e a degradação social.<br>Numa primeira parte, o sujeito fala do que o desagrada ''E os olhos de um caleche&nbsp;<strong>espantam-me</strong>&nbsp;, sangrentos''. Passa então a falar no ''nós'', referindo-se á preocupação que toda a população devia de ter sobre o estado de miséria, o que devia desagradar a todos.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2016-05-20 08:17:10 UTC</pubDate>
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         <title>A.4</title>
         <author>sednemmendes9</author>
         <link>https://padlet.com/sednemmendes9/cna50vsvnoh5/wish/112092268</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Exploração de sensações ligadas aos cinco sentidos</strong><br><br>Cesário Verde descreve as sensações que a cidade lhe desperta, como o olfato&nbsp;<strong>“E de uma padaria exala-se, inda quente/Um cheiro salutar e honesto a pão no forno.”</strong>, o tato,&nbsp;<strong>“Desdobram-se tecidos estrangeiros”,&nbsp;</strong>a visão,&nbsp;<strong>“Plantas ornamentais secam nos mostradores:”&nbsp;</strong>e a audição<strong>&nbsp;''Um parafuso cai nas lajes, às escuras:''</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2016-05-23 10:10:16 UTC</pubDate>
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         <title>A.5</title>
         <author>sednemmendes9</author>
         <link>https://padlet.com/sednemmendes9/cna50vsvnoh5/wish/112092321</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Termos semânticos negativos relacionados com o real percecionado no presente.<br><br></strong>Em certa parte do poema, o sujeito poético volta-se para a realidade de uma cidade que é ao mesmo tempo prisão, hospital e cemitério, com se verifica na sétima estrofe:</div><div>''Mas se vivemos, os emparedados,</div><div>&nbsp;<strong>&nbsp;Sem árvores, no vale escuro das muralhas!...</strong></div><div><strong>&nbsp; Julgo avistar, na treva, as folhas das navalhas</strong></div><div><strong>&nbsp; E os gritos de socorro ouvir estrangulados.''</strong></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2016-05-23 10:10:53 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>A.6</title>
         <author>sednemmendes9</author>
         <link>https://padlet.com/sednemmendes9/cna50vsvnoh5/wish/112092387</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Maiusculização da ''Dor'' (penúltima estrofe)<br><br></strong>O Sujeito poético quer realçar o sentimento de angústia e a dor que sente com a situação do país. A solidão dói. A frieza das pessoas e a sua crueldade dói!&nbsp;<br>Cesário conclui então que<strong>&nbsp;</strong>a cidade é, inevitavelmente, o espaço onde "<em>A Dor humana busca os amplos horizontes, / E tem marés, de fel, como um sinistro mar!</em>".&nbsp;<strong><br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2016-05-23 10:11:33 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>B.1</title>
         <author>sednemmendes9</author>
         <link>https://padlet.com/sednemmendes9/cna50vsvnoh5/wish/112092456</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Justificação do subtítulo <br><br></strong>O subtítulo ''Horas Mortas'' remete para as percepções e as impressões de um sujeito poético deambulatório pelas ruas nocturnas da cidade. Cesário descreve um passeio solitário que remete para a solidão da cidade noturna, do vazio das ruas, ou seja, são as horas mortas da cidade, a noite na cidade é morta e vazia.<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2016-05-23 10:12:24 UTC</pubDate>
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         <title>B.2</title>
         <author>sednemmendes9</author>
         <link>https://padlet.com/sednemmendes9/cna50vsvnoh5/wish/112092509</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Sentimento(s) evocado(s) pelo sujeito poético nesta composição.<br></strong><br></div><div>O sujeito poético evoca a beleza e a serenidade do campo - "<em>Pois sobem, no silêncio, infaustas e trinadas, / As notas pastoris de uma longínqua flauta</em>".<br>Mais á frente expressa desejos impossíveis - "<em>Se eu não morresse, nunca! E eternamente / Buscasse e conseguisse a perfeição das cousas!</em>"</div>]]></description>
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         <pubDate>2016-05-23 10:12:57 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>sednemmendes9</author>
         <link>https://padlet.com/sednemmendes9/cna50vsvnoh5/wish/112899611</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>IV<br><br>HORAS MORTAS<br></strong><br>O tecto fundo de oxigénio, de ar,<br>Estende-se ao comprido, ao meio das trapeiras;<br>Vêm lágrimas de luz dos astros com olheiras,<br>Enleva-me a quimera azul de transmigrar.<br><br>Por baixo, que portões! Que arruamentos!<br>Um parafuso cai nas lajes, às escuras:<br>Colocam-se taipais, rangem as fechaduras,<br>E os olhos dum caleche espantam-me, sangrentos.<br><br>E eu sigo, como as linhas de uma pauta<br>A dupla correnteza augusta das fachadas;<br>Pois sobem, no silêncio, infaustas e trinadas,<br>As notas pastoris de uma longínqua flauta.<br><br>Se eu não morresse, nunca! E eternamente<br>Buscasse e conseguisse a perfeição das cousas!<br>Esqueço-me a prever castíssimas esposas,<br>Que aninhem em mansões de vidro transparente!<br><br>Ó nossos filhos! Que de sonhos ágeis,<br>Pousando, vos trarão a nitidez às vidas!<br>Eu quero as vossas mães e irmãs estremecidas,<br>Numas habitações translúcidas e frágeis.<br><br>Ah! Como a raça ruiva do porvir,<br>E as frotas dos avós, e os nómadas ardentes,<br>Nós vamos explorar todos os continentes<br>E pelas vastidões aquáticas seguir!<br><br>Mas se vivemos, os emparedados,<br>Sem árvores, no vale escuro das muralhas!...<br>Julgo avistar, na treva, as folhas das navalhas<br>E os gritos de socorro ouvir, estrangulados.<br><br>E nestes nebulosos corredores<br>Nauseiam-me, surgindo, os ventres das tabernas;<br>Na volta, com saudade, e aos bordos sobre as pernas,<br>Cantam, de braço dado, uns tristes bebedores.<br><br>Eu não receio, todavia, os roubos;<br>Afastam-se, a distância, os dúbios caminhantes;<br>E sujos, sem ladrar, ósseos, febris, errantes,<br>Amareladamente, os cães parecem lobos.<br><br>E os guardas que revistam as escadas,<br>Caminham de lanterna e servem de chaveiros;<br>Por cima, as imorais, nos seus roupões ligeiros,<br>Tossem, fumando sobre a pedra das sacadas.<br><br>E, enorme, nesta massa irregular<br>De prédios sepulcrais, com dimensões de montes,<br>A Dor humana busca os amplos horizontes,<br>E tem marés, de fel, como um sinistro mar!</div>]]></description>
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         <pubDate>2016-05-27 22:41:14 UTC</pubDate>
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