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      <title>Narrativas da EJA - Letícia Barros by Letícia Antunes</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-12-15 14:59:51 UTC</pubDate>
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         <title>Primeiras Impressões: Superando estereótipos na sala de aula da EJA</title>
         <author>leticiaantunes3</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>A escola escolhida para a realização do estágio foi a Escola Municipal Antônio Carlos Fagundes, por ser ao lado da minha casa e, assim, facilitar a minha experiência. Fui à escola no turno da noite e encontrei a vice-diretora, que me recebeu e, na semana seguinte, autorizou o estágio, após ter conversado com os professores da turma em que o estágio ocorreria. Nos primeiros dias de estágio, pude conversar com a diretora apenas por <em>whatsapp</em>, pois não íamos à escola nos mesmos dias. O professor de referência 1 da turma multisseriada em que eu faço o estágio me recebeu muito bem, e nós já nos conhecíamos de outra escola onde estagiei pela SAEDI (Supervisão de Atenção à Educação na Diversidade), da PJF (Prefeitura de Juiz de Fora).&nbsp;<br><br></div><div><br>Ao iniciar o estágio na sala de aula, eu já estava tomada por imaginações de como seria essa experiência, havia criado estereótipos e pré noções sobre o que encontraria, mesmo tendo tido prévias discussões a respeito da EJA que deveriam ter desmistificado tais concepções precipitadas. Ao longo dos primeiros dias, todas as minhas concepções foram caindo por terra. A EJA, como racionalmente eu já sabia, é muito diversificada. Na turma em que estagio, há pessoas idosas, jovens adultos, adultos de meia idade e adolescentes – todos trazem experiências muito diferentes entre si.<br><br></div><div><br>Meu comportamento inicial foi de observação apenas, eu queria entender melhor a turma para poder interagir com ela da melhor forma possível. Depois dos dois primeiros dias, reforcei para o professor que eu estava ali também para auxiliá-lo no que fosse necessário e ele quisesse. Assim, ele me permitiu ajudá-lo a corrigir tarefas e me senti mais à vontade para contribuir com falas durante as aulas. Aos poucos fui ficando mais à vontade com os alunos e eles comigo.<br><br></div><div><br>Em suma, minhas primeiras experiências já puderam me mostrar como o estágio seria importante e proveitoso para a minha formação. Apesar da minha dificuldade com a graduação nesse ano, ao adentrar a sala de aula da EJA, percebi que me identificava muito mais com o curso de Pedagogia e, agora, estou mais animada com as possibilidades da educação.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-15 15:53:33 UTC</pubDate>
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         <title>Narrativas sobre as educadoras da EJA na minha escola de estágio: Sente-se bem que cada um traz a sua alma</title>
         <author>leticiaantunes3</author>
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         <description><![CDATA[<p>Inicialmente, irei me referir à coordenação da escola, que me parece positiva e preocupada com o bem-estar dos alunos. A vice-diretora, que foi quem conheci primeiro, estava na porta recebendo os alunos quando cheguei para solicitar o estágio – o que já achei atencioso de sua parte. Me recebeu de prontidão e demonstrou respeito aos professores ao me dizer que iria conversar com os mesmos antes de autorizar o meu estágio. A diretora, demorei para conseguir encontrar, mas por <em>whatsapp </em>já demonstrou interesse em saber sobre o estágio e disse se preocupar com tudo que se passa na escola. Quando finalmente a conheci pessoalmente, ela estava junto com uma das secretárias, fui pedir a ela que assinasse a documentação no SEI. As duas, a diretora e a secretária, foram muito gentis, comentaram sobre eu parecer nova e me desejaram sorte no estágio e na minha formação, disseram-me que é difícil, mas vale a pena.&nbsp;</p><p>O professor L., de referência I, o qual eu já conhecia de outro estágio, não me surpreendeu em ser ótimo e sensível no que faz. L. escuta atentamente todos os alunos, sabendo interrompê-los com gentileza quando necessário, sem ignorar suas demandas pessoais. É possível notar que o professor conhece bem cada aluno ali presente, suas histórias e angústias, e se coloca à disposição para acolhê-los. L. consegue levar os interesses e falas dos alunos para o contexto das aulas com maestria, ele traz suas experiências pessoais também, de forma a fazer com que os alunos se identifiquem com ele. Pelo que soube, o professor leva doces caseiros, feitos em sua “roça”, por sua mãe, para os alunos. É visível a conexão positiva entre o professor e os alunos. Numa das aulas, ele levou o texto “A Estrada”, de Manuel Bandeira, e é por isso e pela sua forma de lecionar, que intitulei este texto “Sente-se bem que cada um traz a sua alma”. L. leva a sua alma para a sala de aula.</p><p>A professora de referência II aparenta não estar muito animada com a turma, mas faz o que pode. Mesmo em meio ao evidente cansaço da jornada diária de trabalho na escola, escuta os alunos com atenção e trabalha os conteúdos com paciência. A professora também sabe bem relacionar os assuntos trazidos pelos alunos com os conteúdos trabalhados. Apesar de ter pontuado seu aparente desânimo, vejo profissionalismo e beleza também em seu empenho ao lecionar, mesmo em meio ao cansaço.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-15 15:57:54 UTC</pubDate>
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         <title>Narrativas sobre os educandos na EJA na minha escola de estágio </title>
         <author>leticiaantunes3</author>
         <link>https://padlet.com/leticiaantunes3/cm3vpeij6o9u2i5o/wish/2826559552</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p><em>“Basta-me um pequeno gesto,</em></p><p><em>feito de longe e de leve,</em></p><p><em>para que venhas comigo</em></p><p><em>e eu para sempre te leve…”</em></p><p><em>(Cecília Meireles)</em></p><p><br></p><p>Inicio esta narrativa com um trecho do poema “Timidez”, de Cecília Meireles, para simbolizar que levarei para sempre alguns dos educandos que tive contato no estágio em EJA (Educação de Jovens e Adultos). Confesso que a citação foi inspirada, principalmente, por uma aluna chamada O., dona O., que durante a janta, no intervalo, me disse: “eu me apego muito às pessoas, sabe? Me apego rápido e fácil e depois eu sofro…”, depois que ficamos um tempo conversando sobre a vida. Tive medo de como seria recebida por alguns alunos, e dona O. foi, talvez, a que me causou mais medo, por ser uma senhora de idade, evangélica de usar saião. Por não seguir estritamente as normas de feminilidade, com tatuagens e outros aspectos, temi pelo preconceito que poderia vir de pessoas mais velhas e religiosas. Meu medo, no entanto, foi deliciosamente desarmado. Todos me receberam muito bem, principalmente dona O., que em uma aula, disse sobre mim:</p><p>– Ela é perita, né?</p><p>Não entendi. Outro aluno também não entendeu, e perguntou:</p><p>– Como assim, perita?</p><p>Ao que ela respondeu:</p><p>– Ela fala de um jeito firme e que a gente entende. Vai ser ótima professora!</p><p>Nesse dia tive certeza de estar no caminho certo, graças à dona O.</p><p>Cada aluno me mostra uma diferente forma de me aproximar. De R., me aproximei pelo futebol. Eu flamenguista, ele gremista. Mesmo assim, unidos contra outros times. R. não pode acompanhar os jogos do Brasileirão ao vivo, já que acontecem, normalmente, no horário da aula. Quando posso, atualizo os placares dos jogos no celular para atualizá-lo – e vibramos juntos.&nbsp;</p><p>Os alunos mais jovens são mais difíceis de acessar, vão à aula somente por obrigação, sinto. São mais quietos e menos participativos. Esses alunos são os mais avançados, estão na fase 4, são alfabetizados. A maior dificuldade deles, aparentemente, é a matemática. Esses alunos são mais unidos, se ajudam nas atividades e discutem os assuntos, além de interagirem mais entre eles.</p><p>Os alunos mais velhos levam para a sala de aula suas questões pessoais com muito mais frequência do que os mais jovens. É perceptível a falta que alguns sentem de conversar, principalmente os idosos – alguns moram sozinhos e longe dos familiares. Tendo isso em vista, é muito importante ser um bom ouvinte e ter uma postura empática ao atuar na EJA.&nbsp;</p><p>Em suma, os sujeitos da EJA apresentam uma riqueza de experiências e histórias singulares, as quais devem ser valorizadas e respeitadas. Essas trajetórias revelam a resiliência e a determinação desses indivíduos, que dedicam uma parte de seus dias em busca pela educação que lhes foi, em algum momento, negada, por diferentes circunstâncias. Nesse contexto, é importante adotar uma abordagem de apreço e respeito, valorizando não apenas as conquistas acadêmicas, mas também celebrando a coragem e a persistência de cada educando. Ao encararmos esses sujeitos com um olhar empático e orgulhoso, reconhecemos não apenas a importância do acesso à educação, mas também a capacidade transformadora que ela exerce nas vidas e na construção de um futuro mais promissor para todos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-15 16:01:25 UTC</pubDate>
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         <title>Narrativas sobre as aulas de EJA na minha escola de estágio: Nenhum tempo é tempo bastante para a ciência de ver e rever</title>
         <author>leticiaantunes3</author>
         <link>https://padlet.com/leticiaantunes3/cm3vpeij6o9u2i5o/wish/2826561713</link>
         <description><![CDATA[<p><em>“Qualquer tempo é tempo.<br>A hora mesma da morte<br>é hora de nascer.</em></p><p><em>Nenhum tempo é tempo<br>bastante para a ciência<br>de ver, rever.</em></p><p><em>Tempo, contratempo<br>anulam-se, mas o sonho<br>resta, de viver.”</em></p><p><em>(Carlos Drummond de Andrade)</em></p><p><br></p><p>As aulas que acompanhei no estágio em EJA quebraram algumas de minhas expectativas. Os temas abordados se relacionam, quase sempre, com questões da vida do trabalhador – o que eu considero, realmente, muito pertinente para a vida dos educandos da EJA. Alguns conteúdos são tratados de forma muito rasa, e percebo que nem todos os professores se dedicam ao estudo prévio dos temas que serão abordados no dia. Em uma aula de história, foi passado um breve parágrafo sobre a história da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e da criação da carteira de trabalho e, em seguida, os alunos fizeram uma atividade de perguntas e respostas sobre direitos e deveres do trabalhador. Na correção dessa atividade, a professora poderia, ao meu ver, ter aprofundado a discussão, pois as contribuições dos alunos foram muito propícias. No entanto, o conteúdo foi trabalhado de forma mais técnica e resumida.</p><p>O professor de referência I, como já relatado anteriormente na narrativa sobre os educadores, consegue relacionar os contextos dos alunos com os conteúdos das aulas, com muita facilidade. É nítido como as aulas se tornam mais ricas e proveitosas dessa maneira. Quando o professor levou o texto “A estrada”, de Manuel Bandeira, alguns alunos se identificaram com a narrativa sobre vida no campo, e assim tiveram maior facilidade para interpretar o texto, e mais anseio por conseguir lê-lo, no caso dos alfabetizandos.</p><p>Na semana do dia 27/11, houve na escola a Semana da Diversidade. Participei hoje, dia 30/11, das programações, que foram sobre racismo religioso e violência doméstica. A primeira palestra foi dada por uma doutoranda em Ciência da Religião pela UFJF, a segunda por uma militante do PSTU e participante do Quilombo Raça e Classe, ambas mulheres negras. As discussões foram muito ricas, contando com intervenções dos professores da escola e com o visível envolvimento dos alunos, apesar da timidez para falar. Senti falta de saber o que os alunos estavam pensando sobre os temas, mas a maioria não se sente confiante para falar nesses espaços, apenas ouvem.</p><p>No tocante aos conteúdos escolhidos para trabalhar em sala, o professor de referência I separa o plano de aula por fases de aprendizado. Uma parte da turma está na fase 1, outras na 2, 3, 4 e 5. Cada uma dessas fases recebe atividades diferentes, condizentes com o seu processo de aprendizagem. O professor vai ainda além e, quando necessário, elabora atividades individuais, percebendo as necessidades e processos individuais de cada aluno.</p><p>Em síntese, há um esforço da escola e de um dos professores para que o currículo avance e seja aplicado da melhor forma possível. Contudo, é visível que a EJA, em todos as escolas, enfrenta grandes desafios em relação ao currículo, visto que os conteúdos são abordados de forma mais rasa e básica, como se os sujeitos da EJA não tivessem o direito de ter acesso a uma educação de qualidade, como as crianças do ensino dito regular. É oferecido aos alunos da EJA um grande resumo dos conteúdos didáticos, para que eles se formem sabendo somente o básico do processo escolar. Há muita luta pela frente para que os currículos da EJA sejam verdadeiramente qualificados.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-15 16:04:09 UTC</pubDate>
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         <title>Caminhos na EJA: Vínculos afetivos, Educadores que Inspiram e os Desafios do Saber</title>
         <author>leticiaantunes3</author>
         <link>https://padlet.com/leticiaantunes3/cm3vpeij6o9u2i5o/wish/2827124121</link>
         <description><![CDATA[<p>Minha experiência na Escola Municipal Antônio Carlos Fagundes, mergulhando na Educação de Jovens e Adultos (EJA), foi uma jornada repleta de emoções, entrelaçando momentos marcantes, a presença de educadores inspiradores e reflexões sobre os desafios que acompanham o aprendizado.</p><p>Desde o início, as primeiras impressões foram moldadas por experiências que desafiam estereótipos. A diversidade na sala de aula não só quebrou minhas pré concepções, mas ressaltou a importância de entender cada aluno individualmente. A ideia de conscientização e diálogo, inspirada nos princípios de Paulo Freire, ganhou vida na sala, onde a conexão humana se mostrou fundamental.</p><p>Na narrativa sobre os educadores, destaco o professor L. e a professora J. A habilidade do professor L. em compartilhar suas experiências pessoais na sala de aula e a determinação da professora J. apesar dos desafios, trouxeram à tona a diversidade de abordagens e a importância de cada educador deixar sua marca única na jornada educacional. Pessoalmente, ainda, destaco minha enorme admiração pelo professor L., que possui uma notável relação de carinho, respeito e parceria com os alunos, tendo ouvidos atentos a toda e qualquer questão que permeia a vida desses alunos, sem deixar de lado os conteúdos previstos e a organização em suas aulas.</p><p>Os educandos revelaram-se como capítulos únicos nessa jornada. Cada aluno, com sua história e singularidade, contribuiu para a riqueza dessa experiência. O acolhimento individual, indo além de julgamentos prévios, ressoou com os princípios vygotskianos de aprendizado social e interativo, transformando a sala de aula em um espaço de trocas e crescimento mútuo. São muito ricas as relações construídas entre os próprios alunos, que têm idades, contextos e histórias completamente diferentes uns dos outros. Relações essas que dificilmente, ao meu ver, seriam construídas em outros espaços que não a EJA. Como exemplo dessas relações, trago minha própria experiência ao conhecer uma senhora que mora sozinha no mesmo condomínio que eu, onde moro há 6 anos e não havia feito, até então, amizade com nenhum vizinho. Dona O. cozinha e costura, é muito sensível e adora um bom papo, ficará não só na minha memória, mas na minha vida como uma amiga e felizmente vizinha.</p><p>Quanto às aulas na EJA, a dualidade entre a relevância dos temas e os desafios curriculares emergiu como um tema central. A complexidade do tempo na educação, como expresso por Drummond no poema “Qualquer Tempo”, permeou minhas reflexões sobre a necessidade de criar espaços inclusivos, como na Semana da Diversidade. A tentativa de personalizar o ensino, ajustando o plano de aula conforme as fases de aprendizado, ilustrou a busca por uma abordagem mais adaptativa e significativa.</p><p>Entrelaçando as narrativas anteriores e fazendo uma análise final, percebo a urgência de uma análise crítica dos desafios estruturais enfrentados pela EJA. A busca por um currículo mais qualificado ganha destaque. A EJA, muito além de uma simples etapa educacional, é um terreno fértil para a transformação, onde a valorização das experiências individuais e o respeito mútuo abrem caminhos para um ambiente educacional mais inclusivo e verdadeiramente enriquecedor.</p><p>Para finalizar esta narrativa, gostaria de pontuar alguns incômodos. A experiência de estágio foi muito rica, porém curta. Sei que enquanto educadoras em formação, temos o dever e o compromisso de estudar e nos aprofundar nos conteúdos também fora do currículo da graduação, porém, acredito que a EJA deveria ser mais trabalhada durante o curso. Nesse sentido, as críticas e provocação em relação à EJA não se limitam ao espaço escolar onde a mesma é aplicada, mas também nos espaços onde os educadores que atuarão na área são formados.</p><p><br></p><p><em>“Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.</em></p><p><em>Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.</em></p><p><em>Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.”</em></p><p><em>(Rubem Alves)</em></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-16 17:54:26 UTC</pubDate>
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