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      <title>CONTOS DE SABÊDORIA by laryssa Allamarte</title>
      <link>https://padlet.com/selmaallamarte/vendas</link>
      <description>MOTIVAÇÃO </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-10-25 11:54:30 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2024-10-09 13:26:33 UTC</lastBuildDate>
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         <title>A CARROÇA VAZIA</title>
         <author>selmaallamarte</author>
         <link>https://padlet.com/selmaallamarte/vendas/wish/296914853</link>
         <description><![CDATA[<div>Certa manhã,meu pai convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.<br>Ele se deteve numa clareira e , depois de um pequeno silêncio me perguntou:<br>-Além do cantar dos pássaros,vc está ouvindo mais alguma coisa?<br>Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi?<br>-Estou ouvindo um barulho de caroça.<br>-Isso mesmo,disse meu pai.É uma caroça vazia...<br>Perguntei ao meu pai:-Como pode saber que a carroça está vazia,se ainda não vimos?<br>-Ora, respondeu meu pai.É muito fácil saber que  uma caroça está vazia,por causa do barulho.quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.<br>Tornei-me adulto e,até hoje,quando vejo uma pessoa falando demais,inoportuna,interronpendo a conversa de todo mundo ,tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:<br>"QUANTO MAIS VAZIA A CARROÇA,MAIOR É O BARULHO QUE ELA FAZ".</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-25 13:17:11 UTC</pubDate>
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         <title>O VELHO SÁBIO</title>
         <author>selmaallamarte</author>
         <link>https://padlet.com/selmaallamarte/vendas/wish/296980566</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Conta a lenda, que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário. Certa tarde, um homem conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre. <br><br></div><div><br> E o velho não poupou insultos. Chegou até a jogar algumas pedras em direção ao sábio, cuspiu e gritou todos os tipos de ofensas.Durante horas, ele fez tudo para provocá-lo, mas o sábio permaneceu impassível!<br><br></div><div><br>No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o homem <br>se deu por vencido e foi embora.Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade. Aí o mestre perguntou:"Se alguém chega até você com um presente e você não o aceita, a quem pertence o presente?". <br>"A quem tentou entregá-lo", respondeu um dos discípulos. <br>O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não são aceitos,continuam pertencendo a quem os carregava! A sua paz interior depende ,exclusivamente de você. Ninguém pode lhe tirar a calma. Só se você permitir.<br><br></div><div><br></div><div> </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-25 14:48:17 UTC</pubDate>
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         <title>HISTÓRIA DO GRÃO DE MILHO</title>
         <author>selmaallamarte</author>
         <link>https://padlet.com/selmaallamarte/vendas/wish/297332500</link>
         <description><![CDATA[<div><br><br>ERA UMA VEZ uns casados e não tinham filhos. A mulher tanto pediu a Nossa Senhora que lhe desse um filho, ainda que fosse do tamanho de um greiro de milho, que ao fim de nove meses ela pariu um filho, mas tão pequeno, tão pequeno, que era mesmo do tamanho de um greiro de milho. Foi-se passando tempo e o pequeno não crescia nada, de sorte que ficou sempre do mesmo tamanho. <br> O pai era lavrador e, quando andava a trabalhar no campo, era o Grão-de-Milho que lhe ia levar o jantar numa cesta; mas, como era tão pequeno, ninguém o via o que fazia correr aquela cesta pela rua abaixo. O pai recomendava-lhe que não se chegasse para o pé dos bois, mas uma vez que ele tinha ido levar o jantar ao pai, a brincar trepou para cima de uma folha de milho e um dos bois, pensando que era um greiro de milho, lambeu-o com a língua. O pai quando quis voltar para casa, por mais que o procurasse não deu com ele, mas tanto chamou que por fim ouviu responder que o boi o tinha comido e estava dentro da tripa. O pai ficou muito aflito e matou logo ali o boi e começou a procurá-lo nas tripas, mas por mais que procurasse não o encontrou, até que deixou ficar tripas e tudo. De noite um lobo, atraído pelo cheiro da carne, veio e comeu as tripas do boi, e deitou a fugir. O lobo teve umas grandes dores de barriga e o Grão-de-Milho começou a gritar-lhe: "C... aí, c... aí!" Mas o lobo, ouvindo isto teve tanto medo que mais fugia e não podia obrar. O Grão-de-Milho continuava a gritar: "C... aí, c... aí!", até que o lobo tão atrapalhado se viu que fez as suas necessidades. <br> O Grão-de-Milho logo que saiu para fora, lavou-se muito bem lavado numa pocinha que ali estava e foi por ali fora. No meio caminho encontrou uns almocreves que levavam os machos carregados de dinheiro e disse-lhes. <br> De repente, saltam uns ladrões, matam os almocreves e levam os machos com o dinheiro para uma casa que havia nuns pinherais. O Grão-de-Milho, como ia medito numa alforges, foi também sem ser pescado. Os ladrões despejaram o finheiro em cima de uma grande mesa e começaram a contá-lo. O Grão-de-Milho pôs-se debaixo da mesa e começou a gritar: "Quem dá dé-reis, quem dá dé-reis!" Os ladrões, assim que ouviram isto, tiveram tanto medo que deitaram a fugir. Então o Grão-de-Milho ensacou o dinheiro, pô-lo em cima dos machos e foi para casa. <br> Quando lá chegou, era ainda de noite e bateu à porta. O pai perguntou: "Quem está aí?" e ele respondeu: "Sou eu, meu pai; abra depressa." O pai veio logo abrir a porta e o Grão-de-Milho contou-lhe então tudo, entregou-lhe os machos e o dinheiro e o lavrador, que era pobre, ficou muito rico.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-26 11:41:38 UTC</pubDate>
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         <title>A LENDA DO CASTELO DA SERRA DO NÓ</title>
         <author>selmaallamarte</author>
         <link>https://padlet.com/selmaallamarte/vendas/wish/297333925</link>
         <description><![CDATA[<div>A lenda do Castelo da Serra do Nó, perto de Viana de Castelo, é do tempo em que os mouros dominavam aquela região sob o comando de Abakir, que tinha fama de conquistador de terras e de mulheres.á os gritos de vitória dos cristãos, Abakir abraçou a sua amada, pegou no Corão, sussurrou umas palavras misteriosas e fez um sinal mágico</div><div>A lenda do Castelo da Serra do Nó, perto de Viana de Castelo, é do tempo em que os mouros dominavam aquela região sob o comando de Abakir, que tinha fama de conquistador de terras e de mulheres.<br><br>O seu castelo, mesmo no topo da serra do Nó, era dos mais ricos do mundo, dizia-se. Um dia, quando regressava a casa após mais uma batalha bem sucedida, Abakir viu uma linda pastora por quem se apaixonou imediatamente. No dia seguinte, habituado que estava a que nada nem ninguém lhe resistisse, o rei mouro mandou que a trouxessem à sua presença e disse-lhe que queria que ela ficasse ali a viver com ele para sempre.<br><br>Conhecendo a reputação de Abakir, a jovem pastora assumiu o porte altivo de uma princesa e tudo recusou. Abakir enfureceu-se e mandou-a prender na torre do castelo até que a jovem pastora lhe pedisse perdão por ter ousado afrontá-lo com uma recusa. Mas ela nunca o fez e, um dia, Abakir cedeu e ofereceu-lhe o seu amor incondicional. A pastora então disse-lhe que o aceitaria sob a condição de Abakir se afastar de todas as outras mulheres e nunca mais pensasse noutra que não ela.<br><br>Abakir prometeu e a bela pastora entregou-se-lhe naquela noite. Viveram felizes até que um dia a ameaça dos exércitos cristãos se fez sentir. Abakir reuniu os seus súbditos e aconselhou-os a fugir. Informou-os ainda que ficaria sozinho no castelo até ao fim e a única voz que se fez sentir foi a da linda pastora que afirmou que ficaria também. Abakir sorriu. Não esperava outra coisa da sua princesa. Sozinhos no castelo viveram ainda algum tempo felizes, aproveitando os últimos momentos de um grande amor.<br><br>Quando se ouviam j</div><div> com a mão. Quando os cristãos chegaram à Serra do Nó, o castelo tinha desaparecido. A tradição diz que quem conseguir descobrir a entrada do castelo encantado através de uma gruta ficará possuidor de maravilhosas riquezas!<br><br>Abakir e a pastora ainda podem ser vistos em noites de luar, vagueando pela serra, aparecendo àqueles que ousam tentar descobrir o mistério do castelo encantado!</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-26 11:47:09 UTC</pubDate>
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         <title>OS TRÊS CONSELHOS</title>
         <author>selmaallamarte</author>
         <link>https://padlet.com/selmaallamarte/vendas/wish/297398744</link>
         <description><![CDATA[<div>Um pobre rapaz tinha casado, e para arranjar a sua vida, logo ao fim do primeiro ano teve de ir servir uns patrões muito longe. Ele era assim bom homem, e pediu ao amo que lhe fosse guardando na mão o dinheiro das soldadas. Ao fim de uns quatro anos já tinha um par de moedas, que lhe chegava para comprar um eidico, e quis voltar para casa. O patrão disse-lhe:<br><br>– Qual queres, três bons conselhos que te hão-de servir para toda a vida, ou o teu dinheiro?<br><br>– Ele, o dinheiro é sangue, como diz o outro.<br><br>– Mas podem roubar-to pelo caminho e matarem-te.<br><br>– Pois então venham de lá os conselhos.<br><br>Disse-lhe o patrão:<br><br>– O primeiro conselho que te dou é que nunca te metas por atalho, podendo andar pela estrada real.<br><br>– Cá me fica para meu governo.<br><br>– O segundo, é que nunca pernoites em casa de homem velho casado com mulher nova. Agora o terceiro vem a ser: nunca te decidas pelas primeiras aparências.<br><br>O rapaz guardou na memória os três conselhos, que representavam todas as suas soldadas; e quando se ia embora, a dona da casa deu-lhe um bolo para o caminho, se tivesse fome; mas que era melhor comê-lo em casa com a mulher, quando lá chegasse. Partiu o homenzinho do Senhor, e encontrou-se na estrada com uns almocreves que levavam uns machos com fazendas; foram-se acompanhando e contando a sua vida, e chegando lá a um ponto da estrada, disse um almocreve que cortava ali por uns atalhos, porque poupava meia hora de caminho. O rapaz foi batendo pela estrada real, e quando ia chegando a um povoado, viu vir o almocreve todo esbaforido sem os machos; tinham-no roubado e espancado na quelha. Disse o moço:<br><br>– Já me valeu o primeiro conselho.<br><br>Seguiu o seu caminho, e chegou já de noite a uma venda, onde foi beber uma pinga, e onde tencionava pernoitar; mas quando viu o taverneiro já homem entrado, e a mulher ainda frescalhuda, pagou e foi andando sempre, Quando chegou à vila, ia lá um reboliço; era que a Justiça andava em busca de um assassino que tinha fugido com a mulher do taverneiro que fora morto naquela noite. Disse o rapaz lá consigo:<br><br>– Bem empregado dinheiro o que me levou o patrão por este conselho.<br><br>E picou o passo, para ainda naquele dia chegar a casa. E lá chegou; quando se ia aproximando da porta, viu dentro de casa um homem, sentado ao lume com a sua mulher! A sua primeira ideia foi ir matar logo ali a ambos. Lembrou-se do conselho, e curtiu consigo a sua dor, e entrou muito fresco pela poria dentro. A mulher veio abraçá-lo, e disse:<br><br>– Aqui está meu irmão, que chegou hoje mesmo do Brasil. Que dia! E tu também ao fim de quatro anos!<br><br>Abraçaram-se todos muito contentes, e quando foi a ceia para a mesa, o marido vai a partir o bolo, e aparece-lhe dentro todo o dinheiro das suas soldadas. E por isso diz o outro, ainda há quem faça bem.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-26 14:07:35 UTC</pubDate>
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