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      <title>Cartografia existencial Manhã by Lorena Bandeira</title>
      <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8</link>
      <description>Nesta atividade, os estudantes são convidados a mapear expressões artísticas (filmes, músicas, livros, obras visuais, etc.) que, de algum modo, traduzem, tensionam ou iluminam conceitos centrais da Fenomenologia e do Existencialismo. Cada indicação se torna um ponto em uma cartografia simbólica da existência, ampliando o olhar filosófico para o cotidiano e para a arte.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-08-06 18:11:57 UTC</pubDate>
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         <title>Instruções</title>
         <author>proflorenabandeira</author>
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         <description><![CDATA[<p>Sugestão de estrutura mínima para cada contribuição:</p><ul><li><p>🎬 <strong>Título da obra ou artista</strong></p></li><li><p>🧠 <strong>Conceito filosófico relacionado</strong> (ex: liberdade, angústia, tempo, autenticidade)</p></li><li><p>✍️ <strong>Breve explicação</strong> (3 a 5 linhas: por que essa obra expressa esse conceito?)</p></li><li><p>🔗 <strong>Link</strong> (se aplicável: trailer, música, site, etc.)</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-06 18:11:57 UTC</pubDate>
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         <title>A Morte de Ivan Ilitch - Lev Tolstói </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A Morte de Ivan Ilitch é repleta de reflexões profundas sobre a vida, a morte e o sentido da existência: "Ele tentava viver como os outros esperavam, mas no fundo sabia que estava traindo a si mesmo." </p><p>   A corrente filosófica associada a esse pensamento é o existencialismo. Essa corrente filosófica enfatiza a liberdade individual, a escolha e a responsabilidade pessoal no contexto da busca por significado em um mundo que muitas vezes parece desprovido de propósito. O existencialismo confronta a alienação e a autenticidade, refletindo sobre a experiência individual e a busca por uma vida que ressoe com a essência do ser. </p><p>    Toda a reflexão sobre se estamos "vivendo de verdade" ou apenas "existindo" remete, portanto, à luta existencial de encontrar um propósito autêntico e significativo em meio às pressões sociais e às expectativas externas. Essa busca é intrínseca ao ser humano e relevante no contexto da obra de Tolstói, que provoca uma profunda análise sobre a autenticidade e o sentido da existência diante da morte. A Morte de Ivan Ilitch é uma obra curta, intensa e profundamente humana sobre a autenticidade, o medo da morte e a chance de encontrar sentido antes do fim; Sua vida foi marcada pela conformidade, um viver que se restringe ao que a sociedade espera dele, refletindo a alienação de sua verdadeira essência. A consciência dele sobre essa traição interna culmina em uma insatisfação profunda que só se torna evidente à medida que se aproxima da morte. Esse reconhecimento pode ser correlacionado à noção fenomenológica de "ser-no-mundo", onde a autenticidade é alcançada somente quando se vive de acordo com a própria essência, em vez de se submeter a convenções e expectativas externas.</p><p>Tolstói, ao nos confrontar com a inevitabilidade da morte, desafia o leitor a refletir sobre como cada um vive sua vida. A pergunta "Você está vivendo de verdade… ou só existindo?" ressoa com a ideia fenomenológica de que a verdadeira realização está naêntiquidade da experiência, na aceitação de nossa mortalidade e na busca do sentido numa vida consciente e genuína. </p><p>Dessa maneira, a obra de Tolstói se torna um convite à introspecção e à autenticidade. Ela nos instiga a investigar como nossas próprias vidas se alinham com nossas verdades internas, nos desafiando a não apenas existir, mas a viver com propósito e intenção.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-17 00:06:06 UTC</pubDate>
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         <title>📚Título da Obra: O Cavaleiro Preso na Armadura: Uma fábula para quem busca o caminho da verdade.  (🪶Autor: Robert Fisher)</title>
         <author>ferreiraisabelle</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3545431158</link>
         <description><![CDATA[<p>🧠 <strong>Conceito filosófico relacionado: </strong>O esforço humano em "voltar às coisas mesmas".</p><p>✍️ <strong>Breve explicação:</strong> Consigo vislumbrar, apesar do ainda pouco contato com a fenomenologia, o Caminho da Verdade trilhado pelo cavaleiro como a Redução Fenomenológica de Husserl. Cada etapa, ou momento básico de redução, é representada por um castelo, nos quais só se encontra a saída depois de ter aprendido. </p><p>Da seguinte maneira: </p><ol><li><p>O Castelo do Silêncio pode ser visto como a Redução Psicológica, o momento inicial da adesão ao método fenomenológico ("Tenho estado por perto há anos - replicou a voz -, mas esta é a primeira vez que você fica quieto o bastante para me escutar");</p></li><li><p>O Castelo do Conhecimento pode ser visto como a Redução Eidética, reduzimos os objetos do mundo a suas essências ("O verdadeiro conhecimento não é dividido em compartimentos, pois todo ele emana de uma verdade");</p></li><li><p>O Castelo da Vontade e da Ousadia como Redução Transcendental, com o tribunal da evidenciação e a reflexão em torno das evidências extraídas do mundo da vida ("Mas agora era um cavaleiro diferente que marchava em direção ao dragão - um que recitava, sem parar, 'Medo e Dúvida são Ilusões'").</p></li><li><p>Posso ainda considerar uma última fase: o Vértice da Verdade como o entendimento da interação entre consciência-mundo que, ao proporcionar a "visada intuitiva" dos objetos do mundo da vida leva à essência. ("Ele podia ser todas essas coisas de uma vez agora, e muito mais, porque ele era um com o universo.")</p></li></ol><p><br/></p><p>🔗<strong>Link:</strong> <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://a.co/d/6Ns4Von">https://a.co/d/6Ns4Von</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-17 15:03:31 UTC</pubDate>
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         <title>Medo da Chuva - Raul Seixas</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A música "Medo da Chuva", de Raul Seixas, foi composta em 1974, e faz parte do álbum "Gita". A canção é uma parceria do artista com o escritor Paulo Coelho.</p><p>Como em tantas outras obras musicais, Raul usa do liberdade poética para descrever as inquietações existenciais e de pertencimento social.</p><p>Analisando a letra da música, a princípio podemos pensar que se trata de uma conflito amoroso, mas para além dessa visão, está o ser, ser este que aprende ao contemplar para além do dito.</p><p>Na estrofe "aprendi o segredo, o segredo, o segredo da vida, vendo as pedras que choram sozinhas no mesmo lugar"; o artista usando a figura de linguagem da prosopopeia, possibilita-nos fazer uma análise fenomenológica partindo do conceitos primacial da consciência, que é para este campo filosófico um fluxo contínuo de experiências, onde o sujeito intencionalmente se relaciona com o mundo, ampliando-se o seu olhar para além dos ditos e vistos.</p><p>A canção é um caminho de reflexão fascinante e que a cada vez que nos debruçamos sobre ela, percebemos algo a mais. Segue nas linhas abaixo a letra da canção para reflexão de todos.</p><p><br/></p><p><strong>Medo da Chuva</strong></p><p><br/></p><p>É pena que você pense<br>Que eu sou seu escravo<br>Dizendo que eu sou seu marido<br>E não posso partir</p><p>Como as pedras imóveis na praia<br>Eu fico ao teu lado sem saber<br>Dos amores que a vida me trouxe<br>E eu não pude viver</p><p>Eu perdi o meu medo, o meu medo<br>O meu medo da chuva<br>Pois a chuva voltando pra terra<br>Traz coisas do ar</p><p>Aprendi o segredo, o segredo<br>O segredo da vida<br>Vendo as pedras que choram<br>Sozinhas no mesmo lugar</p><p>Eu não posso entender tanta gente<br>Aceitando a mentira<br>De que os sonhos desfazem<br>Aquilo que o padre falou</p><p>Porque quando eu jurei meu amor<br>Eu traí a mim mesmo<br>Hoje eu sei que ninguém nesse mundo<br>É feliz tendo amado uma vez, uma vez</p><p>Eu perdi o meu medo, o meu medo<br>O meu medo da chuva<br>Pois a chuva voltando pra terra<br>Traz coisas do ar</p><p>Aprendi o segredo, o segredo<br>O segredo da vida<br>Vendo as pedras que choram<br>Sozinhas no mesmo lugar</p><p>Vendo as pedras que choram<br>Sozinhas no mesmo lugar<br>Vendo as pedras que sonham<br>Sozinhas no mesmo lugar</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-18 19:22:35 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>🎥Título da Obra: O Show de Truman (🎬 Dirigido pro Peter Weir - 1998)</title>
         <author>ferreiraisabelle</author>
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         <description><![CDATA[<p><em>🧠 </em><strong>Conceito filosófico relacionado: </strong>A angústia e a luta pela autenticidade em Heidegger.</p><p>✍️ <strong>Breve explicação: </strong>Truman Burbank vive em um enorme estúdio desde bebê, sem saber que fizeram de sua vida um reality show transmitido 24 horas por dia para o mundo todo. </p><ul><li><p>Cenários, animais, objetos, amigos, familiares e todas as pessoas são parte do projeto para mantê-lo ali, em uma vida roteirizada e sem maiores expectativas. Sua própria esposa e melhor amigo são atores pagos pelo programa.</p></li></ul><ul><li><p>A angústia de Truman em perceber que vive uma mentira e sua luta pela liberdade, para "tomar posse de sua existência"/autenticidade me levou a refletir sobre o quanto somos fiéis a nós mesmos ou se apenas repetimos roteiros prontos e padrões que já não nos cabem (como quando calçamos um sapato apertado).</p></li></ul><p>🔗<strong> Link:</strong> <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=dlnmQbPGuls&amp;t=3s">https://www.youtube.com/watch?v=dlnmQbPGuls&amp;t=3s</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-20 15:15:27 UTC</pubDate>
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         <title>Magreza na TV: A Verdade de The Biggest Loser
</title>
         <author>carmelitacesario</author>
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         <description><![CDATA[<p>O The Biggest Loser foi um programa altamente rentável, que explodiu de sucesso entre os anos 2004 a 2016. O foco eram participantes de diferentes faixas etárias com obesidade, que competiam por uma grande quantia em dinheiro: vencia quem alcançasse o menor peso ao final. Os escolhidos eram divididos em grupos e guiados por treinadores</p><p>Dividido em três episódios, o projeto se propõe em sua narrativa explorar a curiosidade, e revelar detalhes nunca mostrados, trazendo relatos de ex-participantes, de um dos treinadores, ex-produtores, e do médico responsável </p><p>Pos trás de toda a glória e aparência do programa, os participantes adquiriram severos problemas físicos (desde fortes dores nas costas, por exemplo), emocionais e psicológicos (desde de transtornos alimentares graves até disfunção familiar). Outro ponto muito interessante, é analisar como a maioria dos participantes tenderam a ganhar todo o peso (até mais) do que perderam no programa. Por esse motivo, lidam constantemente com a sensação de fracasso, culpa e autodepreciação.</p><p>Por último, ainda podemos interligar todo esse processo com os conceitos da Logoterapia. Já que, ao tomarem consciência de determinado objeto (a comida, a glória advinda de ser visto em rede nacional ou até a perca brusca de peso para ganhar um prêmio em dinheiro) de forma intencional, acabam por passar por um processo de busca pela essência desse compartamento. Ou seja, eles têm em comum o fato de olharem para si e para o fênomeno que constantemente presenciam (uma redução fenomenológica para buscar as raízes do problema) e cair em um longo caminho de desbravamento do sentido por trás desses comportamentos disfuncionais (ao ponto de se rebelarem ao documentário e deixar a mostra suas mais  intensas emoções). </p><p>Ainda assim, não podemos deixar de lado a PERCEPÇÃO E EVIDÊNCIA desses indivíduos de lado. Já que, cada um tem uma visão diferente acerca do mundo (cada um atríbui um diferente significado ao que buscam conquistar no programa) e levam em consideração suas diferentes opiniões (suas crenças, valores) para lidar com os conflitos que passam constantemente. Por outro viés, ainda podemos abordar isso na perspectiva dos produtores, que EM SUAS PERCEPÇÕES, não conseguem enxergar as consequências severas que acometeram no programa.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-24 16:07:34 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Filme - Como Seria se... (Look Both Ways - Netflix, 2022)</title>
         <author>vitoriarosado</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3554088229</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Conceito filosófico relacionado</strong>: Sartre em <strong>Liberdade</strong>, onde o ser humano está condenado a ser livre; Sartre em <strong>Projeto</strong>, o homem é aquilo que faz de si mesmo; Sartre em <strong>Angústia</strong>, sentimento que surge ao percebermos nossa total liberdade e responsabilidade.</p><p><br/></p><p><strong>Breve explicação</strong>: Comédia romântica leve, mas que podemos analisar a partir do pressuposto que <strong>O homem é o que ele faz de si mesmo</strong>. Somos as nossas escolhas. </p><p><br/></p><p>No filme, Natalie (Lili Reinhart) vive dois possíveis futuros a partir do resultado de um teste de gravidez: teste positivo, Natalie se torna mãe e permanece em sua cidade natal; teste negativo: Natalie muda-se para Los Angeles e corre atrás da sua tão sonhada carreira.</p><p><br/></p><p>Ambas vivências de Natalie são possíveis existencialmente falando, o caminho não importa. Mas como ela assume sua liberdade de escolha e responsabilidade pelo caminho preferido. Em ambas realidades Natalie cresce, erra, ama, sofre, nos mostrando que a angústia é natural, sabendo que ela precede e sucede qualquer escolha que decidamos tomar, afinal, a nossa vida é permeada por escolhas. Até o <em>não escolher</em> é uma escolha. A angústia existe já que não há garantias de um futuro e viver é entender a possibilidade de se frustrar com expectativas não cumpridas e/ou mudanças de rumo.  De acordo com Sartre, nossa existência precede a nossa essência, portanto, o nosso propósito é definido pelo nosso caminhar. E esse propósito pode mudar ao longo de nossas vidas.</p><p><br/></p><p>Não há uma Natalie ideal, mas uma Natalie autêntica quando há plena liberdade de escolha e responsabilidade pelas decisões tomadas. Somos inevitavelmente livres, mesmo que essa liberdade venha acompanhada da tão pesada angústia.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?pdlt=1&amp;v=8LOx5sD1okU" />
         <pubDate>2025-08-25 16:00:50 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author>erikarafaelle</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3557484264</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>🖼️Título da obra:</strong> Abaporu - Tarsila do Amaral (1928)</p><p><strong>🧠Conceito filosófico relacionado:</strong> Essência, Liberdade</p><p><strong>🗣️Breve explicação:</strong> A obra é uma das referências do Modernismo nacional e símbolo do movimento Antropofágico. Contemplando as linhas e cores da obra, e concomitantemente, correlacionando-o com o Existencialismo, podemos refletir sobre a postura do "Abaporu"; que ao estar sentado, medita sobre sua existência no mundo em busca de sua <em>essência</em>; ou mesmo, vive sua <em>liberdade</em>, e o peso de suas escolhas (tronco, mãos e pés maiores que a cabeça).</p><p>Sem dúvidas, a obra é um convite à análise filosófica existencial.</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-27 19:06:42 UTC</pubDate>
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         <title>Música: Vive - Djavan (2012)</title>
         <author>teixeirabrenda2024</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3559232352</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Conceito filosófico relacionado:</strong> <strong>Liberdade e respondabilidade (Sartre)</strong>, Djavan lembra que a vida é breve e passageira, sugerindo que adiar a existência é desperdiçá-la. Isso dialoga com Heidegger: só ao reconhecer a morte como certa, o ser humano desperta para viver de forma autêntica. <strong>Sentido da vida (Frankl/Logoterapia), </strong>ao valorizar a vida em meio as dores, Djavan se aproxima da visão de Frankl: a vida tem sentido mesmo diante do sofrimento. O viver não depende de ausência de dificuldades, mas da postura diante delas.</p><p><br></p><p><strong>Uma breve explicação: </strong>A canção <em>“Vive”</em>, de Djavan, pode ser compreendida à luz da fenomenologia e do existencialismo por trazer um convite à experiência plena da vida. O refrão funciona como um chamado a estar presente no agora, acolhendo a existência em suas dores e alegrias, como propõe a fenomenologia ao valorizar a vivência imediata. Ao mesmo tempo, reflete o pensamento existencialista ao lembrar a brevidade da vida (Heidegger), a liberdade e responsabilidade diante das escolhas (Sartre), a possibilidade de encontrar sentido mesmo no sofrimento (Frankl). Assim, Djavan transforma poesia em filosofia, convidando o ouvinte a viver de modo autêntico e significativo.&nbsp;</p><p><br></p>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/4NrFiP6Fwbg?si=nNJ1V5CBuUQT1B0w" />
         <pubDate>2025-08-28 21:43:50 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>O doador de memórias - filme </title>
         <author>hevelyncosta656</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3559732134</link>
         <description><![CDATA[<p>O doador de memórias é um filme que se passa em uma sociedade visivelmente perfeita, sem desigualdade porém essas perfeições só são possíveis porque não existem emoções verdadeiras, as pessoas que vivem nessa sociedade não têm escolhas, porém, Jonas que é o protagonista ele acaba sendo escolhido para ser o recebedor de memórias e quando ele vai receber essas memórias ele sente, uma coisa muito importante ele sente as emoções o amor, a dor, a tristeza e é nesse momento que ele se toca que ele vive numa falsa liberdade e ele começa a se questionar sobre tudo. </p><p>Alguns conceitos filosóficos que eu acho que podem ser abordados, é a liberdade de escolha, já que ele não pode realmente escolher de verdade, o controle social, a identidade da pessoa que aí já pode entrar  na parte fenomenológica que Husserl fala sobre a experiência vivida que é uma parte muito importante pra você se construir como sujeito isso só mostra que a nossa consciência ela é realmente construída voltada para o mundo, ela só é construída através da experiência. </p><p>E na visão existencialista o filme revela que para a gente ser livre, doe, mas só assim conseguimos viver. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 02:53:16 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>karlacruzt</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3561179488</link>
         <description><![CDATA[<p>🖼️Duas Fridas (1939)- Frida Kahlo</p><p>"As Duas Fridas" é considerada um manifesto visual da identidade feminina, explorando o corpo, o trauma, as dores, e a dualidade interna que ressoam fortemente com o movimento feminista.  </p><p>🧠Conceito filosófico: Existencialismo, exaltando a liberdade, a autenticidade, as angústias, e a finitude. O auto-retrato mostra claramente o dualismo entre o realismo expressivo e realismo mágico.</p><p>Frida Kahlo retratou a realidade de forma intensa e visceral, misturando elementos de fantasia com o mundo real. Expressando sua dor através da arte.</p><p>✍🏻 A obra utiliza símbolos profundamente pessoais, como os corações expostos e o laço sanguíneo, para expressar emoções e sofrimentos da artista, em vez de se afastar da realidade.</p><p>* As duas Fridas representam a dualidade de sua identidade, o íntimo e o selvagem, a cultura europeia e mexicana, o amor e o desgosto, a força e autenticidade unidas por um laço físico e mental.</p><p>* A obra utiliza símbolos profundamente pessoais, como os corações expostos e laço sanguíneo, para expressar emoções, finitude e sofrimentos específicos, em vez de se afastar da realidade.</p><p>* Autoexpressão e Empoderamento:</p><p>* O autorretrato serve como uma forma de autoexpressão e empoderamento, onde Frida desafia normas de gênero e usa a arte para lidar com seus traumas e sua luta interna.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 22:03:59 UTC</pubDate>
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         <title>Música de Elis Regina                                &quot; Águas de Março &quot;</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Conceito filosófico relacionado</strong> : "Essência"  A ideia de essência se refere à busca pela natureza fundamental das coisas, ou seja, o que uma coisa realmente é em sua essência. (Husserl).</p><p><br/></p><p><br/></p><p>"Águas de Março" é uma música que explora a fluidez e a efemeridade da vida. As palavras são como fragmentos de uma experiência cotidiana, onde o que importa não é o significado claro, mas a experiência sensorial<strong> </strong>de estar imerso no mundo. A letra reflete a sensação de que a vida é feita de pequenos momentos, que se apresentam à nossa percepção de maneira fragmentada e imprevisível, como águas que vão e vêm. Essa canção é uma celebração da vivência do presente<strong>,</strong> capturando o fluxo contínuo da vida, algo que dialoga diretamente com a Fenomenologia de Husserl.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-30 18:43:31 UTC</pubDate>
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         <title>🎥A ARTE DE CORRER NA CHUVA (Netflix, 2019)</title>
         <author>carmelitacesario</author>
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         <description><![CDATA[<p>O “Enzo” (cachorrinho) tem consciência própria e acaba direcionando ela a um objeto (seu dono - Dani). Além de buscar um sentido pra sua existência e entender o lado humano, sua essência. Ao desenrolar do filme, ele inicialmente tem isso baseado nas corridas de Fórmula I e coincidentemente isso perdura até o final (trazendo uma reflexão sobre RENASCENÇA E TRANSCÊNDENCIA).</p><p><br></p><p>Enquanto isso, seu dono (Dani) além da Fórmula I e do próprio Enzo, também direciona sua tomada de consciência para sua esposa Evie (seu eterno amor e a construção de uma aparência forte para lidar com a doença cancerígena da mesma. No entanto, a essência é de completa dor e sofrimento) e a construção de sua família (sua filha zoe e a luta por sua guarda).</p><p><br></p><p>Ainda pela perspectiva de Sartre : Explora a relação do Enzo (e do Dani) com o mundo a sua volta, e suas escolhas (através de suas emoções, gestos e ações) determinam quem eles realmente são e que ser humano (Enzo se considera humano e ao final renasce como um projeto de ser) querem ser em sua totalidade.</p><p>O que define o indivíduo em sua totalidade é seu poder livre de escolha (onde a cada perdura, uma parte daquele indivíduo se manifesta). E ao se manifestar, ele tende a buscar pela sua essência, pelo seu projeto de ser.</p><p>O homem ao mesmo tempo que é atravessado e construído pela história, também a constroe. Ou seja, a história é um conjunto de relações concretas (do indivíduo com o ser humano) que a constituem e influenciam-se entre si. (A história do Enzo influencia a do Dani e vice-versa).</p><p><br></p><p>Já sob o viés de Kierkgaard : Ao longo do filme, o Dani precisa tomar várias decisões. E como dito pelo pensador, toda decisão é acompanhada de angústia (por talvez se manter no mesmo lugar ou pelo medo de vivenciar algo novo / diferente) e desespero, algo que vai muito além da simples racionalidade humana (algo que transcende).</p><p><br></p><p><strong><em><mark>FRASES QUE MARCARAM :</mark></em></strong></p><p><br></p><p>“Desonra não é correr e perder</p><p>Desonra é não correr por ter medo de perder”.</p><p><br></p><p>“Os melhores pilotos não focam no passado ou no futuro, mas sim nas corridas&nbsp;do&nbsp;presente”.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-31 21:20:47 UTC</pubDate>
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         <title>Filme: Projeto Adam (2022)</title>
         <author>teixeirabrenda2024</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Conceito filosófico relacionado: </strong>O existencialismo, por sua vez, enfatiza que a existência humana é marcada pela liberdade e pela responsabilidade de criar sentido em um mundo incerto. Parte da ideia de que “a existência precede a essência”: não nascemos com um destino fixo, mas vamos nos constituindo a partir de nossas escolhas. Essa liberdade, no entanto, traz angústia, já que o ser humano se vê diante da finitude, da possibilidade de erro e da ausência de garantias. Ainda assim, é justamente essa condição que permite viver de maneira autêntica e significativa.</p><p><br></p><p><strong>Uma breve explicação: </strong>No filme, Adam vive o dilema existencial de como lidar com a perda e com sua própria identidade fragmentada entre o passado e o presente. Ele precisa decidir se continuará preso ao ressentimento ou se enfrentará a dor para se reconciliar consigo mesmo e com sua história. O encontro com o pai é simbólico nesse sentido, pois coloca Adam diante da finitude da vida e da necessidade de assumir suas escolhas. Essa experiência reflete a essência do existencialismo: aceitar a liberdade, reconhecer a inevitabilidade da morte e, mesmo assim, viver de forma autêntica, construindo significado a partir da própria vulnerabilidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-02 21:01:13 UTC</pubDate>
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         <title>Máscara (Pitty)</title>
         <author>erikarafaelle</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>🎸Título da obra: Máscara</strong> (Composição de Pitty e música lançada em 2003 no seu álbum Admirável Chip Novo).</p><p>🧠 <strong>Conceitos filosóficos relacionados:</strong> essência, liberdade, medo de Jean-Paul Sartre.</p><p>✍🏽 <strong>Breve explicação:</strong></p><p><br></p><p><em>“Diga quem você é, me diga</em></p><p><em>Me fale sobre sua estrada</em></p><p><em>Me conte sobre sua vida</em></p><p><em>[…]</em></p><p><em>Mesmo que seja estranho, seja você</em></p><p><em>Mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarro</em></p><p><em>Mesmo que seja estranho, seja você</em></p><p><em>Mesmo que seja”</em></p><p><br></p><p>Os versos acima são um convite para refletirmos ,a partir da fenomenologia e do existencialismo, o ser. Retirar as máscaras que escondem nossa <strong>essência</strong>, permitindo experienciar a <strong>liberdade</strong> de poder mostrar suas verdades escondidas. Uma atividade muitas vezes vista como impossível, dado as regras/normas sociais ou pelo próprio <strong>medo</strong>/receio de se “desvelar” e “pagar o preço” por suas escolhas.</p><p><br/></p><p>SEJA VOCÊ! 🎸❤️</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 13:22:44 UTC</pubDate>
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         <title>Cartunista Plantu</title>
         <author>erikarafaelle</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3567437339</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>✏️Título da Obra: </strong>Charge da cartunista francesa Plantu disponível no site ONU Mulheres Brasil.</p><ul><li><p>Link para consulta: [<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.onumulheres.org.br/noticias/onu-mulheres-e-cartunistas-divulgam-charges-para-criticar-desigualdades-de-genero/">https://www.onumulheres.org.br/noticias/onu-mulheres-e-cartunistas-divulgam-charges-para-criticar-desigualdades-de-genero/</a>]</p></li></ul><p><br></p><p><strong>🧠Conceito filosófico relacionado: </strong>gênero e liberdade - reflexões a partir do pensamento filosófico de Simone de Beauvior.</p><p><br></p><p><strong>✍🏽Breve explicação: </strong>A Charge é uma convite para refletirmos sobre <strong>liberdade</strong> a partir da da compreensão e crítica de Beauvoir sobre o que os pensadores até então defendiam sobre existencialismo.</p><p>Conceitos como gênero, patriarcado e como elas reverberam no campo dos corpos femininos, leva-nos a questionar se a liberdade (visto até então como escolha) é experienciada por todos independentemente do lugar social em que encontra-se. Mais ainda, induz a pensarmos se todos os seres humanos - homens e mulheres - tem as mesmas oportunidades de serem quem gostariam de ser?</p><p>A liberdade é uma realidade ou uma perspectiva idealista?</p><p>Pensemos sobre!</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 18:13:47 UTC</pubDate>
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         <title>🎬 A Substância </title>
         <author>karlacruzt</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3567729692</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>🎬 Filme : A substância</p><p><br></p><p>🧠 Existencialismo em Simone Beauvoir</p><p>A Substância em conexão com Simone de Beauvoir foca na crítica da autora à condição da mulher como "Outro" na sociedade patriarcal e como o filme demonstra essa ideia ao expor o terror corporal e a objetificação do corpo feminino para atender ao desejo masculino de juventude eterna e beleza imposta. Beauvoir criticou ao descrever a mulher aprisionada em um papel social que a priva da transcendência e da autossuficiência.&nbsp;</p><p>A angústia e ansiedade da mulher como o “outro” remete à filosofia de Beauvoir sobre a alienação do ser no contexto da opressão de gênero.</p><p><strong>✍🏻A Mulher como "Outro"</strong>: <br>Beauvoir argumentou que a mulher é definida socialmente a partir do modelo masculino, sendo assim o "Outro" para o homem, que é o "Sujeito" humano.<br>📺A Substância" é uma crítica à cultura que coloca o valor humano nas mãos do capital e do mercado, tratando o corpo, especialmente o feminino, como um objeto de consumo e produção de beleza. Essa obsessão por um padrão irreal de beleza e aceitação leva a uma busca desenfreada por uma versão "perfeita", resultando em adoecimento físico e mental.&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-03 23:56:16 UTC</pubDate>
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         <title>📚Senhora, de José de Alencar.</title>
         <author>mariaeduardamarese</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3571833834</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>📚Título da Obra:</p><p>Senhora, de José de Alencar.</p><p><br/></p><p>Conceito Filosófico Relacionado:</p><p>Autenticidade e Liberdade.</p><p><br/></p><p>Breve Explicação:</p><p>A obra Senhora, de José de Alencar, expressa os conceitos de autenticidade e liberdade através da trajetória da protagonista Aurélia Camargo. Após ser abandonada pelo namorado Fernando Seixas devido ao seu status social e financeiro inferior, Aurélia herda uma grande fortuna e decide se vingar comprando o casamento com Fernando. Ao longo da história, ambos os personagens passam por transformações significativas. Aurélia, inicialmente fria e calculista, revela seu verdadeiro eu e amor por Fernando, enquanto ele, inicialmente interesseiro, torna-se um homem trabalhador e digno. Essa mudança ilustra a busca por autenticidade e liberdade em relação às expectativas sociais e financeiras.</p><p><br/></p><p>A narrativa critica a sociedade burguesa da época, que valorizava excessivamente o dinheiro e as aparências, limitando a liberdade individual. Através da redenção dos personagens, a obra destaca a importância de seguir os apelos do coração e superar o egoísmo, alcançando assim a verdadeira liberdade e autenticidade.</p><p><br/></p><p><br/></p><p>Análise Adicional:</p><p>Outros conceitos existencialistas presentes na obra incluem :</p><p>- Angústia: A relação tumultuada entre Aurélia e Fernando, marcada por acusações e ressentimentos, reflete a angústia e o desconforto causados pela falta de autenticidade em suas vidas.</p><p>- Identidade: A transformação dos personagens ao longo da história ilustra a busca por identidade e autoafirmação em um mundo dominado por expectativas sociais.</p><p>- Amor e redenção: A obra destaca o poder redentor do amor verdadeiro, que permite aos personagens superar suas falhas e encontrar um sentido mais profundo em suas vidas.</p><p><br/></p><p>Link:</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000139.pdf">http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000139.pdf</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-06 19:14:09 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Psicopata Americano (2000) </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3574272027</link>
         <description><![CDATA[<p>&nbsp;O filme Psicopata Americano (2000), dirigido por Mary Harron retrata a história de Patrick Bateman, um jovem que vive sob uma fachada de sucesso e uma vida de aparências a fim de esconder uma personalidade sombria e violenta. Embora seja uma obra inspirada em um livro fictício, pode-se relacionar com a perspectiva fenomenológica ao investigar a natureza do protagonista. Um dos pontos mais importantes da fenomenologia é a intencionalidade da consciência, que permite que o ser humano se torne autêntico e alcance sua essência. Tendo em vista essa definição, a trama retrata um protagonista imerso em uma vida vazia, na qual apenas a aparência (roupas de grife, restaurantes, status, cartões de visita) interessa. Sob a ótica de Heidegger, o personagem encarna o “inautêntico”, vive preso às normas e ao olhar dos outros. No seu caso a essência é vazia, o que acarreta uma angústia semelhante à descrita por Heiddeger e Sartre: um sentimento que revela o vazio de sua existência, escondido por trás de sua máscara de executivo rico, equilibrado, elegante e poderoso. O próprio personagem confessa sua ausência de sentido no discurso:</p><p>“…há uma ideia de um Patrick Bateman, algum tipo de abstração, mas não existe um eu real, apenas uma entidade, algo ilusório, e embora eu possa esconder meu olhar frio e você possa apertar minha mão e sentir a carne agarrando a sua e talvez você possa até sentir que nossos estilos de vida são provavelmente comparáveis: eu simplesmente não estou lá. É difícil para mim fazer sentido em qualquer nível. Eu sou fabricado, uma aberração. Sou um ser humano não contingente. Minha personalidade é superficial e informe, minha crueldade é profunda e persistente. Minha consciência, minha piedade, minhas esperanças desapareceram há muito tempo (provavelmente em Harvard), se é que algum dia existiram. Não há mais barreiras para cruzar. Tudo o que tenho em comum com o incontrolável e o insano, o vicioso e o maligno, todo o caos que causei e minha total indiferença em relação a ele, eu agora superei. Ainda assim, ainda me apego a uma única verdade sombria: ninguém está seguro, nada é redimido. No entanto, sou inocente. Cada modelo de comportamento humano deve ser assumido como tendo alguma validade. O mal é algo que você é? Ou é algo que você faz? Minha dor é constante e aguda e não espero um mundo melhor para ninguém. Na verdade, quero que minha dor seja infligida aos outros. Não quero que ninguém escape. Mas mesmo depois de admitir isso — e já admiti inúmeras vezes, em praticamente todos os atos que cometi — e de me deparar com essas verdades, não há catarse. Não ganho nenhum conhecimento mais profundo sobre mim mesmo, nenhuma nova compreensão pode ser extraída do que eu digo. Não houve razão para eu lhe contar nada disso. Esta confissão não significou nada...”</p><p><br/></p>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/SK0LERsUYEw?si=N7jFosZYMQWvLMgs" />
         <pubDate>2025-09-08 16:49:11 UTC</pubDate>
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         <title>A Canção do Senhor da Guerra </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>O Existencialismo surgiu como uma resposta ao século XIX, marcado pelo cientificismo, pelas ciências práticas, por uma crise na Filosofia e pela devastação causada na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). &nbsp;A música Senhor da Guerra, da banda Legião Urbana se conecta &nbsp;com o tema, visto que crítica o poder e a violência, além de expor o cientificismo presente no período da guerra, no qual a Ciência, influenciada pelo positivismo de Auguste Comte, era excessivamente objetiva e não humanizada. A canção é uma denúncia à manipulação feita pelas figuras de poder sobre a sociedade, que lucram com a destruição humana, o que dialoga com a experiência do absurdo proposta por Camus. O Existencialismo, portanto, ganhou força &nbsp;no século XX, como uma necessidade de refletir sobre o sentido da vida e sobre a condição humana, diante do cenário vivido anteriormente.</p><p>“Existe alguém esperando por você<br>Que vai comprar a sua juventude<br>E convencê-lo a vencer</p><p>Mais uma guerra sem razão<br>Já são tantas as crianças com armas na mão<br>Mas explicam novamente que a guerra gera empregos<br>Aumenta a produção</p><p>Uma guerra sempre avança a tecnologia<br>Mesmo sendo guerra santa<br>Quente, morna ou fria<br>Pra que exportar comida?<br>Se as armas dão mais lucros na exportação</p><p>Existe alguém que está contando com você<br>Pra lutar em seu lugar já que nessa guerra<br>Não é ele quem vai morrer</p><p>E quando longe de casa<br>Ferido e com frio o inimigo você espera<br>Ele estará com outros velhos<br>Inventando novos jogos de guerra</p><p>Que belíssimas cenas de destruição<br>Não teremos mais problemas<br>Com a superpopulação<br>Veja que uniforme lindo fizemos pra você<br>E lembre-se sempre que Deus está<br>Do lado de quem vai vencer</p><p>O senhor da guerra<br>Não gosta de crianças.”</p>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/xcvc3_ahkyI?si=Q78eOhhEDccUZFiA" />
         <pubDate>2025-09-08 21:41:15 UTC</pubDate>
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         <title>A Biblioteca da Meia Noite </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>O livro A Biblioteca da Meia-Noite, de Matt Haig, pode ser compreendido como uma narrativa que dialoga tanto com o existencialismo quanto com a fenomenologia. A história de Nora Seed,uma jovem que, após uma série de tragédias consecutivas em sua vida, decide cometer suicídio. Porém, Nora se depara com uma espécie de purgatório, e transita por diferentes versões de sua vida em busca de sentido, reflete diretamente as questões existencialistas da liberdade, da angústia e da responsabilidade. Assim como aponta Sartre, o ser humano é condenado à liberdade, ou seja, não pode escapar da necessidade de escolher. Nora enfrenta exatamente esse dilema: cada livro da biblioteca representa uma escolha que poderia ter levado sua vida para outro rumo. Cada possibilidade acarreta uma angústia por não ser a vida perfeita, fazendo com que ela compreenda a necessidade de viver de forma autêntica e de arcar com as consequências das suas escolhas.</p><p>Por outro lado, a obra também pode ser lida pela ótica da fenomenologia, sobretudo quando pensamos na experiência subjetiva de Nora ao vivenciar cada uma das vidas alternativas. A biblioteca funciona como uma metáfora da epoché husserliana: ela suspende o juízo sobre sua vida original para observar, sem pré-concepções, o que cada possibilidade lhe revela. Esse exercício permite a Nora acessar as essências de suas experiências, descobrindo aspectos de si mesma que antes estavam encobertos pelo peso do arrependimento.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.amazon.com.br/Biblioteca-Meia-Noite-Matt-Haig/dp/6558380544" />
         <pubDate>2025-09-09 10:37:46 UTC</pubDate>
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         <title>Albert Nobbs </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3578895918</link>
         <description><![CDATA[<p>“Albert Nobbs trabalha como mordomo e esconde um segredo: é, na verdade, uma mulher. Durante 30 anos ela vestiu roupas masculinas e se fez passar por um homem, para poder se manter e concretizar o sonho de ser a dona de uma tabacaria.”</p><p>O filme se conecta com o Existencialismo de Simone de Beauvoir ao abordar questões como a construção social de gênero, a opressão e a falta de escolhas, já que se passa no século XIX, na qual mulheres tinham poucas opções e consequentemente viviam em constantes tensões tanto interna quanto externamente. A obra também retrata a busca por liberdade e autenticidade de Albert, que, ao sonhar em ter sua própria tabacaria, tenta ser independente financeiramente, mesmo que para isso precisasse renunciar sua identidade feminina, tendo em vista o contexto da época e a opressão histórica que a influenciam. </p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-10 23:01:45 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>O Conto da Aia</title>
         <author>erikarafaelle</author>
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         <description><![CDATA[<p>📖 Título da Obra: O Conto da Aia (The Handmaid's Tale), romance escrito em 1985 pela escritora canadense Margaret Afwood.</p><p>🧠Conceito filósofo: O Outro no pensamento da filósofa Simone de Beauvoir.</p><p>✍️ Breve explicação: Retrando uma sociedade teocrática e totalitária os corpos femininos tornam-se bens do regime, dividindo-as entre as aptas a procriar, as chamadas de aias, e as que não podem ter filhos (estéreis, homossexuais, viúvas) que são condenadas a trabalhos forçados. O Conto de Aia é um convite a análise ao conceito de Simone de Beauvoir sobre o "Outro", este relativo ao feminino, construído a partir da sua relação com o sujeito universal, neste caso o homem. Controladas, vigiadas e com espaços e funções determinadas pelo masculino, são alguns pontos a serem refletidos na construção da imagem sócio-historico do feminino. A obra literária somado as reflexões existencialista beauvoriana são um deleite para a problematização da relação patriarcal sobre o feminino e a sua formação enquanto sujeito, mas neste caso, não o sujeito central mas o OUTRO!</p><p>Fica a reflexão: O Conto é uma ficção ou, mesmo nos dias atuais com os direitos das mulheres, minimamente garantidos, há AIAS entre nós? Será mesmo que somos donas do nosso existir?</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-14 01:35:40 UTC</pubDate>
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         <title>Música: Na Sua Estante (Pitty)</title>
         <author>mayaramelosampaio</author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p><strong>Conceito filosófico relacionado</strong>: A angústia, existencialismo de Kierkeggard.</p><p><br/></p><p>A música de Pitty “Na sua estante” trás algumas reflexões relacionas ao conceito do existencialismo de Kierkeggard, sobre angústia. &nbsp;Para o autor o termo angústia não remete apenas ao medo, para ele a angústia é o “vertigem da liberdade” onde o ser humano percebe que pode escolher, mas ao mesmo tempo sente o peso de ser livre, e a partir desse entendimento é percebido na letra uma semelhança. &nbsp;</p><p>Observando a música a autora demonstra-se como parte disposta em uma relação, estando sempre aguardando ser escolhido de alguma forma, está à disposição, e essa posição de aguardar ser “a escolha do outro” implica num sentimento de angústia. Mas quando o sujeito compreende que ele mesmo pode escolher entre ficar ou partir, ela entende que é responsável pelo sentimento (Angústia). A partir desta compreensão ela aceita as consequências da sua escolha (sair da relação) e reflete sobre a o ocorrido, e mesmo surgindo uma frustração esse sentimento não precisa ser ignorado, deve ser vivido. O ato de viver essa angústia e o abandono trás a clareza sobre a situação e ajuda a compreender que a posição que o sujeito “ocupava” anteriormente não lhe cai bem, como na frase: <strong>“Mas eu não ficaria bem na sua estante”</strong>. A partir de agora o sujeito é capaz de lidar com as consequências da sua escolha, mesmo que seja dolorosa, sabe que será capaz de seguir em frente. Como podemos ver na última estrofe:</p><p><strong>“Só por hoje não quero mais te ver </strong></p><p><strong>Só por hoje não vou tomar minha dose de você</strong></p><p><strong>&nbsp;Cansei de chorar feridas que não se fecham</strong></p><p><strong>Não se curam (não)</strong></p><p><strong>E essa abstinência uma hora vai passar”</strong></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-15 22:33:44 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Quem é Hungria?</strong></p><p>Gustavo da Hungria Neves é um renomado rapper, compositor e empreendedor brasileiro. Sua origem remonta a Ceilândia, no Distrito Federal, sendo filho de uma dedicada empregada doméstica e de um respeitável funcionário público. Através de suas composições musicais, Hungria narra sua inspiradora trajetória de superação, expõe a vulnerabilidade social vivenciada e exalta sua fé.</p><p><br/></p><p><strong>A música:</strong></p><p> </p><p>" Já pensou se eu tivesse parado<br>Desistido no meio do caminho<br>Quando a chuva escorria na telha<br>E a mesa mais farta era a do vizinho?<br>Quantas vezes me senti sozinho<br>Incapaz de olhar pro espelho<br>Mas capaz de exercer minha fé<br>E expressar minha dor chorando de joelho</p><p>Lembro do sonho das Audi, da fumacera no breu<br>Da playboyzada e dos Opalas, as queima de pneu<br>Vi quatro amigo meu ir pro crime de otário<br>Vi cinco preto na favela virar empresário</p><p>Tanto faz se minha mãe já chorou<br>Se o sorriso dela tá tão lindo<br>É que hoje eu posso te dar<br>Um abraço mais puro, um carro, um vestido<br>E se fosse por quem já falou<br>Que o moleque não ia durar<br>Que trocou o revólver no amor<br>Quis cantar rap, não quis estudar</p><p>Agora é champ e nave rebaixada<br>O jet no engate da danada<br>Daqui pra Riviera é quase nada<br>Descendo a Baixada, sente a acelerada</p><p>Um dia eu vi uma estrela cadente e fiz um pedido<br>Creio, fui atendido<br>Era só um menino brincando com os amigo<br>Fiz essa aqui pra relembrar daqueles que estavam comigo<br>Dividindo o sorriso<br>Tudo que eu acredito, não demora, eu conquisto</p><p>Na sacada, as modelo tomando Sol<br>Copo de 43 junto com Aperol<br>As corrente brilhando tipo farol<br>Tipo jogador caro de futebol<br>Quanto vale o poder do Migué<br>No ouvido de uma mulher?<br>Eu falei bem no cantinho dela<br>Fala baixinho, que nóis é favela</p><p>Agora é champ e nave rebaixada<br>O jet no engate da danada<br>Daqui pra Riviera é quase nada<br>Descendo a Baixada, sente a acelerada</p><p>Um dia eu vi uma estrela cadente e fiz um pedido<br>Creio, fui atendido<br>Era só um menino brincando com os amigo<br>Fiz essa aqui pra relembrar daqueles que estavam comigo<br>Dividindo o sorriso<br>Tudo que eu acredito, não demora, eu conquisto"&nbsp;</p><p>Fazendo uma relação com o Filósofo  Sartre e sua assertiva de que "o homem está condenado a ser livre", ressalta-se a responsabilidade que recai sobre aquele que faz a opção pela liberdade - cada ação terá suas devidas consequências.</p><p><br/></p><p><strong>Relação da Música com o conceito de Liberdade de Sartre:</strong></p><p><br/></p><p>Ao estabelecer um paralelo entre a música intitulada "Um Pedido" e os preceitos existencialistas do filósofo Sartre, destacam-se as múltiplas escolhas que o autor da obra teve que enfrentar em meio a uma vida desprovida de privilégios.</p><p>É possível vislumbrar a angústia resultante de uma infância menos favorecida, bem como o peso da responsabilidade de não cometer equívocos em suas decisões, delineando assim um caminho distinto do trilhado por muitos amigos. Na obra musical também se observa a representação de um indivíduo lançado ao mundo sem garantias tangíveis.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-15 23:37:52 UTC</pubDate>
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         <title>A Carne- Elza Soares 🎵</title>
         <author>karlacruzt</author>
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         <description><![CDATA[<p>🎵Título da obra: A Carne- Elza Soares</p><p><br></p><p>🧠Conceito filosófico:</p><p>"A Carne" é uma música que fala sobre a dor e a resistência de um grupo marginalizado, associando à ideia de Fanon de que a violência (ou resistência ativa) pode ser uma resposta à opressão colonial. A música pode ser vista como uma forma de expressão dessa resistência e ao mesmo tempo uma busca por identidade e reconhecimento.</p><p>Frantz Fanon disseca em suas principais obras o projeto racista e colonizador da cultura branca européia, isto é, a visão de mundo totalizante e hierárquica que precisa estabelecer o ser humano negro como "negro" para que ele tenha um "outro" contra o qual se definir.</p><p>✍🏻“Pele Negra, Máscaras Brancas"</p><p>Fanon explora como os negros são alienados de sua identidade devido ao colonialismo e ao racismo. Ele discute como a internalização da cultura dominante leva o indivíduo preto a uma crise de identidade.</p><p>No verso "A carne mais barata do mercado é a carne negra", o negro é comparado a um produto (carne). Esse verso confirma o que os dados sobre a violência contra os negros no Brasil e nos leva a seguinte reflexão: Os negros são mesmo tratados como um "produto" sem valor?</p><p>O verso que diz: “ Segurando esse país pelo braço”, se refere ao trabalho braçal no Brasil onde a grande maioria são trabalhadores negros e estão em situação de subempregos e ilegalidade.</p><p>A canção composta por Seu Jorge e Marcelo Yuka expressa um chamado à resistência e consciência racial, exaltando a força do povo negro e a busca por justiça e reconhecimento.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-15 23:45:17 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Pele Negra, máscaras brancas - Frantz Fanon</title>
         <author>erikarafaelle</author>
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         <description><![CDATA[<p>“A Sociedade, ao contrário dos processos bioquímicos, não escapa à influência humana” ( Frantz Fanon, 2008, P.28).</p><p><br/></p><p>📌<strong>Campo de reflexão</strong>: Figurinhas Caricatas do povo negro em mensagens de WhatsApp.</p><p><br></p><p>🧠 <strong>Conceito filosófico</strong>: Racismo cultural e as suas influências sociais - Frantz Fanon</p><p><br></p><p>✍🏽<strong>Breve comentários</strong>: A primeira vista, uma simples e inofensiva figurinha, mas se nos debruçarmos com mais atenção, podemos notar o velamento, as máscaras do racismo em torno da população negra. A piada camufla o discurso de inferiorização da população negra e, por conseguinte, legitima o de poder de dominação da população branca, que, usando o pensador Fanon, é uma consequência da colonização e seus impactos psicológicos sobre os agentes sociais envoltos.</p><p>Este “Racismo Recreativo”, conceito o qual, Adilson Moreira (2019) faz um impactante análise, escancara que este campo de “brincadeiras” são um projeto de dominação racial. Se unirmos esta compreensão ao pensamento de Fanon veremos que questões como estas, figuras, piadas, ou “brincadeiras”, geram impactos profundos, especialmente psicológicos sobre quem é ridicularizado por suas feições raciais. O racismo estrutural é um ponto que merece estar cotidianamente nos debates acadêmicos, desconstruindo os discursos que dominam e diminuem homens e mulheres negras.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-16 10:01:34 UTC</pubDate>
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         <title>Música: Ninguém me ensinou - Lagum</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Na canção, expressa-se a sensação de incerteza e a busca por identidade, temas que refletem a angústia existencial. Sartre argumenta que, em um mundo sem um propósito intrínseco, a liberdade é tanto uma bênção quanto uma maldição. Essa ideia de liberdade como um fardo é evidente na música, onde o eu-lírico se sente perdido e sem diretrizes de forma que trás isso de maneira engraçada, simbolizando a luta interna de escolher seu próprio caminho sem ter sido ensinado como fazê-lo.</p><p>Tanto na música quanto nos escritos de Sartre, a liberdade traz consigo um peso, pois implica a responsabilidade de tomar decisões significativas em um mundo que pode parecer caótico e sem sentido. </p><p>Assim, "Ninguém Me Ensinou" ressoa com a filosofia de Sartre ao manifestar a luta entre o desejo de liberdade e o medo da responsabilidade que essa liberdade acarreta.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-16 16:30:09 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Música Até o fim - Engenheiros do Hawaii </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A música “Até o Fim” (Engenheiros do Hawaii) dialoga com a noção existencialista de que somos radicalmente livres, mas essa liberdade nunca é neutra pois ela acaba implicando em responsabilidade. A letra sugere um caminhar contínuo, sem garantias, que reflete a condição humana de projetar-se no tempo. </p><p>Utilizando de Sartre para referência, pode-se dizer que estamos “condenados a ser livres”, ou seja, cada escolha define quem somos, ainda que dentro de circunstâncias limitantes. Seguir “até o fim” como diz boa parte da música, simboliza assumir essa liberdade com coragem, reconhecendo que evitar escolhas também é escolher. A música traz, portanto, a responsabilidade de responder pela própria existência, mostrando que liberdade não é ausência de limites, mas a possibilidade de dar sentido a eles a sua maneira. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-17 20:59:59 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Rayssa Gomes da Silva </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Música:  " Triste, louca ou má", de Francisco, el Hombre (2016)</p><p>Link: https://www.youtube.com/watch?v=lKmYTHgBNoE</p><p>Conceito filosófico: O existencialismo feminino</p><p><br/></p><p>Breve explicação:</p><p>Na letra da canção, "Triste, louca ou má", é abordado perspectivas e críticas que contornam o existir feminino.  Simone de Beauvoir contribuiu, significativamente, para a corrente filosófica do existencialismo, abordando sobre o existência e liberdade feminina.</p><p><br/></p><p><em>"Triste, louca ou má</em></p><p><em>Será qualificada</em></p><p><em>Ela quem recusar</em></p><p><em>Seguir receita tal</em></p><p><em>A receita cultural</em></p><p><em>Do marido, da família</em></p><p><em>Cuida, cuida da rotina"</em></p><p><br/></p><p>Na introdução da letra, é escancarada uma crítica sobre o lugar imposto, socialmente e culturalmente, para a mulher, relacionado comportamentos e papéis esperados da mesma, considerando o estereótipo da mulher omissa e cuidadora do lar, reflexo evidente do patriarcado estrutural. Além disso, também aborda os termos usados para descredibilizar a figura feminina, quando a mesma ultrapassa os limites impostos socialmente, rebaixando-a a um lugar de inferioridade e impotência. </p><p><br/></p><p><em>"Eu não me vejo na palavra</em></p><p><em>Fêmea, alvo de caça</em></p><p><em>Conformada vítima"</em></p><p><br/></p><p>O trecho demonstra a recusa de se encaixar em um espaço de inferioridade pré-determinado socialmente para a mulher, evidenciando a liberdade para contestação, imposição de limites e realização de escolhas para além do que fora imposto.</p><p><br/></p><p><em>"Prefiro queimar o mapa</em></p><p><em>Traçar de novo a estrada</em></p><p><em>Ver cores nas cinzas</em></p><p><em>E a vida reinventar"</em></p><p><br/></p><p>Tal fragmento da letra acentua a liberdade feminina de poder realizar as próprias escolhas, lidando diretamente com as consequências das mesmas, seguindo o viés do existencialismo. Ademais, destaca a imposição da voz que grita a construção do próprio caminho, regido por constante transformação e autonomia.</p><p><br/></p><p><em>"E um homem não me define</em></p><p><em>Minha casa não me define</em></p><p><em>Minha carne não me define</em></p><p><em>Eu sou meu próprio lar "</em></p><p><br/></p><p>O refrão da canção frisa a construção e estruturação da identidade feminina, baseando-se na  valorização da vivência singular e subjetiva, conceitos fundamentais da corrente existencialista, desatando-se de amarras de esteriótipos e difusão do patriarcado. Sendo assim, Simone de Beauvoir afirma: " não se nasce mulher, torna-se mulher".</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-19 22:54:51 UTC</pubDate>
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         <title>Quarto de Despejo (1960) - Carolina Maria de Jesus </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A obra se trata do diário da autora, mulher negra, favelada, catadora de papel em São Paulo. Em sua escrita ela relata fome, miséria, racismo, exclusão assim como também, sua forma de resistência diante a toda a situação vivida. </p><p><br/></p><p>Fazendo a correlação com o existencialismo de Jean Paul Sartre, que afirma que mesmo em condições de opressão, o ser humano é condenado à liberdade. Todavia, sempre resta a possibilidade de uma atitude diante o mundo. </p><p><br/></p><p>Podemos observar no livro que como forma de refúgio, Carolina busca em meio à fome, no ato de escrever a afirmação de sua existência através da liberdade e resistência, sua escrita em forma de denúncia, e no ato de existir. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-22 21:16:53 UTC</pubDate>
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         <title>Sobrevivendo ao inferno (1997)</title>
         <author>tc4jmqbhrj</author>
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         <description><![CDATA[<p>A música dos Racionais MC’s, apresenta um retrato cru da vida nas periferias brasileiras, marcada por violência, racismo estrutural, encarceramento e desigualdade social. </p><p><br/></p><p>Acerca disso, podemos relacionar a realidade apresentada na música com o existencialismo de Kierkegaard, dando enfoque principalmente nos conceitos de angústia, desespero e escolha. Para Kiekegaard, a angústia é parte da condição humana, pois diante da liberdade, o indivíduo é obrigado a escolher. </p><p><br/></p><p>Na música de racionais, essa angústia se manifesta na tensão entre a sobrevivência e a marginalização. A constante referência bíblica no álbum (como em Capítulo 4, versículo 3) se correlaciona com a ideia de Kierkegaard de que a fé pode ser um salto existencial, oferecendo esperança em meio ao caos. Desta forma, o álbum de racionais Sobrevivendo ao inferno pode ser visto como uma expressão artística da condição existencial periférica, onde a liberdade, mesmo limitada, exige escolhas responsáveis e aponta para a busca de sentido diante o sofrimento. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-22 22:09:37 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Geni E O Zepelim - Chico Buarque</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Geni E O Zepelim é uma canção composta por Chico Buarque que pode ser interpretada como uma crítica à hipocrisia social. Geni é descrita como uma mulher imoral (uma prostituta, um travesti ou simplesmente o “Outro”). O ápice da letra se dá quando Geni, mesmo sendo diariamente criticada, pode ser a única a salvar a cidade contra um atentado, pois o proprietário do zepelim deseja uma noite com ela, e então todos passam a “adorá-la” em um ato de desespero e angústia causadas pela possibilidade da morte. Porém, quando Geni cede, inclusive sendo violentamente usada, todos voltam a lhe julgar. A música apresenta atemporalidade se analisada pela perspectiva de Simone de Beavouir e o existencialismo femininista estudado em sala, principalmente em relação à liberdade sexual da mulher que ela defendia.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/OLLB88MWhOs?si=IoDsInP5nPCbBBWI" />
         <pubDate>2025-09-23 14:29:04 UTC</pubDate>
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         <title>Livro - O Admirável Mundo </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3603756594</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Em <em>Admirável Mundo Novo</em>, Huxley apresenta uma sociedade onde a liberdade é ilusória, com indivíduos condicionados e sem escolhas autênticas. O uso do "soma" elimina o sofrimento, mas também suprime qualquer reflexão profunda sobre a vida, resultando em alienação.</p><p><br/></p><p>Gabriel Marcel, no existencialismo, vê a alienação como a perda da autenticidade, em que o ser humano se torna um objeto, sem a capacidade de viver uma liberdade verdadeira. Para ele, a liberdade genuína surge ao enfrentar a angústia e ao estabelecer relações autênticas.</p><p><br/></p><p>Assim, Huxley e Marcel mostram que a falta de liberdade e reflexão autêntica pode desumanizar o indivíduo, criando uma existência superficial e sem propósito.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-25 10:43:57 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>clistenesholanda</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3608011305</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>A VIDA É BELA (1997 ‧ Comédia/Guerra ‧ 1h 56m)</strong></p><p><strong>Conceito filosófico relacionado: </strong>Retorno à experiência vivida, liberdade, responsabilidade, autenticidade e sentido frente ao absurdo.</p><p><strong>Breve explicação: </strong>Sob a ótica da Fenomenologia, observa-se que o protagonista, Guido, busca ressignificar a realidade vivenciada&nbsp; junto com um filho (criança) em um campo de concentração, transformando aquela experiência trágica em uma narrativa lúdica. O que seria pura dor e horror é interpretado fenomenologicamente através de um “<em>jogo</em>”, ou seja, a realidade ganha um novo sentido pela consciência que a constitui. Essa construção de sentido subjetivo sugere que não é a realidade bruta que determina o sentido, mas a maneira como ela é vivida e compreendida. Do ponto de vista do Existencialismo, o<strong> </strong>absurdo da existência aparece no contexto do holocausto, que é uma realidade irracional, mas Guido escolhe sua atitude diante do absurdo: decide preservar a esperança e proteger emocionalmente o filho. Isso nos remete à Sartre: “o homem está condenado a ser livre” — mesmo em circunstâncias extremas, há a possibilidade de escolher como responder.</p><p><strong>Link: </strong><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.primevideo.com/region/na/detail/0TISNNI0GKIMGMNULCV8HHE9C6/ref=atv_sr_fle_c_srce7a38_1_1_1?sr=1-1&amp;pageTypeIdSource=ASIN&amp;pageTypeId=B0CNV2ZWL3&amp;qid=1759095228251">https://www.primevideo.com/region/na/detail/0TISNNI0GKIMGMNULCV8HHE9C6/ref=atv_sr_fle_c_srce7a38_1_1_1?sr=1-1&amp;pageTypeIdSource=ASIN&amp;pageTypeId=B0CNV2ZWL3&amp;qid=1759095228251</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-28 21:39:56 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>clistenesholanda</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>A ÁRVORE DA VIDA (2011 - Drama/Fantasia/Psicológico – 2h13m)</strong></p><p><br/></p><p><strong>Conceito filosófico relacionado: </strong>Tempo e mundo como se manifestam na consciência. Dor, perda, finitude e transcendência.</p><p><br/></p><p><strong>Breve explicação: </strong>O filme narra a experiência cotidiana de uma família dos anos 1950, mostrando detalhes da percepção, da memória e da corporeidade. O olhar infantil de Jack retrata o modo como o mundo é constituído na consciência antes de qualquer interpretação conceitual. O filme não segue uma narrativa linear, mas trabalha a experiência do tempo tal como se manifesta na consciência — fragmentado, misturando lembrança, presente e antecipação. A morte do irmão desencadeia no protagonista a experiência do limite e da busca de sentido. A tensão entre o pai (rigidez, domínio, tradição) e a mãe (graça, abertura, cuidado) reflete caminhos distintos do existir e do se relacionar com a vida. A dor e a injustiça (por que um jovem morre?) não têm resposta racional. O filme apresenta o homem diante de um mundo que não oferece garantias de sentido, exigindo uma posição existencial.</p><p><br/></p><p><strong>Link:</strong> <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.primevideo.com/region/na/detail/0PHYSSBHIBDG82JYSTAHZ1KLIX/ref=atv_sr_fle_c_srce7a38_1_1_1?sr=1-1&amp;pageTypeIdSource=ASIN&amp;pageTypeId=B07TF1G6P8&amp;qid=1759096212657">https://www.primevideo.com/region/na/detail/0PHYSSBHIBDG82JYSTAHZ1KLIX/ref=atv_sr_fle_c_srce7a38_1_1_1?sr=1-1&amp;pageTypeIdSource=ASIN&amp;pageTypeId=B07TF1G6P8&amp;qid=1759096212657</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-28 22:04:57 UTC</pubDate>
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         <title>Click (2006)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>O filme "Click" fala sobre escolhas. Quando Michael escolhe avançar o tempo usando seu controle remoto, ele automaticamente assume, ainda que não intencionalmente, a responsabilidade pelos seus atos. </p><p><br/></p><p>O filme me fez refletir sobre a posição existencialista de Sartre, onde a liberdade está como uma sentença. A liberdade é inevitável, e somos forçados à nos responsabilizar por nossas ações (e inações). Uma vez que não escolhemos nascer, somos responsáveis por tudo que fazemos com a nossa liberdade. Michael percebe isso ao lidar com a falta de agência que ele teve na vida, após colocar o controle no piloto automático. </p><p><br/></p><p>Link: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://youtu.be/VED9wfIPSAw?si=aloAmduv46XZWl31">https://youtu.be/VED9wfIPSAw?si=aloAmduv46XZWl31</a>A</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-28 22:18:42 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>clistenesholanda</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>A ORIGEM (2010 ‧ Ficção científica/Ação ‧ 2h 28m)</strong></p><p><br/></p><p><strong>Conceito filosófico relacionado: </strong>Consciência, realidade, angústia, liberdade e sentido da existência.</p><p><br/></p><p><strong>Breve explicação: </strong>Dom Cobb é um ladrão com a rara habilidade de roubar segredos do inconsciente, obtidos durante o estado de sono. Impedido de retornar para sua família, ele recebe a oportunidade de se redimir ao realizar uma tarefa aparentemente impossível: plantar uma ideia na mente do herdeiro de um império. Para a fenomenologia, toda consciência é consciência de algo. Em A Origem, os sonhos funcionam como exemplos radicais disso: o sujeito sempre constitui um “mundo” significativo, ainda que seja um mundo onírico. O filme mostra como o vivido nunca é dado totalmente, mas se revela em fragmentos, perspectivas, interpretações. Cada nível de sonho é uma camada de constituição de mundo. Dom Cobb vive a tensão entre o mundo da vida “real” e o mundo da vida “onírico”, revelando que, fenomenologicamente, não existe uma cisão absoluta — o que vale é o sentido que emerge da experiência vivida. Do ponto de vista do Existencialismo, vê-se no filme que mesmo nos sonhos, os personagens escolhem, projetam e assumem consequências. A liberdade existe, mas sempre acompanhada de peso existencial. A angústia de Cobb é a percepção de que nada garante o sentido do real. Essa incerteza sobre estar acordado ou sonhando ecoa a angústia existencial diante do nada. A própria ideia de viver em um mundo que pode ser apenas sonho é uma metáfora do absurdo. Ainda assim, o homem precisa agir, amar e construir sentido.</p><p><strong>Link:</strong> <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.primevideo.com/-/pt/detail/A-Origem/0OY5MW9WUP61HENZJ0E9ONAFGV">https://www.primevideo.com/-/pt/detail/A-Origem/0OY5MW9WUP61HENZJ0E9ONAFGV</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-28 22:20:33 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>clistenesholanda</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3608049992</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>FORREST GUMP: O CONTADOR DE HISTÓRIAS (1994 – Drama/Romance/Emotivo – 2h16m)</strong></p><p><br/></p><p><strong>Conceito filosófico relacionado: </strong>Sentido da vida, liberdade e experiência vivida.</p><p><br/></p><p><strong>Breve explicação: </strong>Forrest vive a realidade de forma direta, imediata, sem teorizações abstratas. Ele está sempre no “<em>mundo vivido”</em>, respondendo ao que aparece na experiência. Age de modo corporal e intuitivo, mostrando que o sentido surge antes da racionalização. Mesmo com limitações cognitivas, ele direciona sua consciência ao mundo, constituindo sentido no que faz: correr, amar Jenny, cuidar da mãe, servir ao Exército. A famosa frase “<em>A vida é como uma caixa de chocolates, você nunca sabe o que vai encontrar</em>” denota o aspecto existencial: o mundo não oferece garantias, apenas possibilidades, que exigem escolhas. Sem grandes elaborações, ele vive de forma autêntica, não tenta se esconder em máscaras sociais; simplesmente <em>é</em>, em contraste com outros personagens que vivem em conflito ou fogem de si durante grande parte da vida. Forrest vive eventos históricos aleatórios e absurdos, mas nunca se paralisa. Ele encontra sentido no amor, na amizade e na ação. A morte da mãe, de Bubba e de Jenny confrontam Forrest com a finitude. Ainda assim, ele segue correndo, criando novas possibilidades, aceitando a finitude sem negar a vida e embora as pessoas o julguem limitado, ele constrói seu caminho singular. Ele não se reduz a rótulos e sua existência demonstra que o sentido não é dado, mas criado.</p><p><br/></p><p><strong>Link:</strong> <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.primevideo.com/-/pt/detail/Forrest-Gump-O-Contador-de-Hist%C3%B3rias/0RMLEUTKD0LKNDHSS10OQNYHF0">https://www.primevideo.com/-/pt/detail/Forrest-Gump-O-Contador-de-Hist%C3%B3rias/0RMLEUTKD0LKNDHSS10OQNYHF0</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-28 23:09:57 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>clistenesholanda</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3608058165</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>CLUBE DA LUTA (1999 ‧ Ação/Crime ‧ 2h 19m)</strong></p><p><br/></p><p><strong>Conceito filosófico relacionado: </strong>Identidade, alienação, liberdade, autenticidade e busca de sentido.</p><p><br/></p><p><strong>Breve explicação: </strong>Um homem deprimido que sofre de insônia conhece um estranho vendedor chamado Tyler Durden e se vê morando em uma casa suja depois que seu perfeito apartamento é destruído. A dupla forma um clube com regras rígidas onde homens lutam.<strong> </strong>O protagonista vive mergulhado em um cotidiano burocrático, consumista e sem sentido. A fenomenologia nos lembra que o sujeito constitui o mundo a partir da experiência vivida. Aqui, o mundo está esvaziado de significado e reduzido a objetos de consumo. A dor física das lutas traz o protagonista de volta ao corpo vivido, ao contato imediato com a facticidade da existência, como se o corpo fosse a única via de acesso autêntico ao real. A criação de Tyler Durden é também uma forma distorcida de relação com o “<em>outro</em>”, revelando que o eu só se constitui no encontro, mesmo que aqui seja um encontro patológico. Do ponto de vista do Existencialismo, observa-se que o protagonista enfrenta a angústia existencial de perceber que sua vida, pautada pelo consumo, não tem sentido. Ele vive de forma inautêntica, escondendo-se atrás de objetos, status e rotina. Tyler surge como a negação desse modo de ser, uma tentativa de ruptura. Ele encarna a busca por autenticidade, pela experiência crua do viver. Mas &nbsp;sua radicalidade leva a um niilismo destrutivo. A violência, o caos e o “projeto” de Tyler podem ser vistos como uma forma de revolta contra o absurdo de sua vida. Ele insiste que é preciso se livrar de tudo para ser livre, dos bens, das convenções, do ego. Essa liberdade absoluta, porém, é ambígua: libertadora, mas também perigosa e autodestrutiva.</p><p><br/></p><p><strong>Link:</strong> <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.primevideo.com/-/pt/detail/Clube-da-Luta/0N0CS0LQQGWVRXWT1EI6LATOWB">https://www.primevideo.com/-/pt/detail/Clube-da-Luta/0N0CS0LQQGWVRXWT1EI6LATOWB</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-28 23:25:43 UTC</pubDate>
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         <title>A morte é um dia que vale a pena viver - livro</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Conceito filosófico relacionado</strong>: O existencialismo, especialmente em pensadores como Sartre e Heidegger, traz a ideia de que a existência humana é marcada pela liberdade, responsabilidade e pela inevitabilidade da morte. A morte não é apenas o fim biológico, mas uma condição fundamental que estrutura a maneira como vivemos.</p><p><br/></p><p><strong>Uma breve explicação:  </strong>"A morte é um dia que vale a pena viver" da médica Ana Claudia Quintana Arantes, fala sobre a importância de enxergar a morte não como um tabu, mas como parte natural da vida. A autora, especialista em cuidados paliativos, compartilha história de pacientes em fase terminal e mostra como, ao aceitar a finitude, é possível viver de forma mais plena, consciente e significativa.</p><p>É uma obra que une ciência, sensibilidade e reflexão filosófica, convidando o leitor a repensar o modo de viver- entendendo que só ao encarar a morte podemos aprender, de fato, a viver.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-29 18:24:25 UTC</pubDate>
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         <title>Livro: A Metamorfose </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Livro: A Metamorfose, de Franz Kafka (1915)</p><p><br>Link: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://a.co/d/6y1o48S">https://a.co/d/6y1o48S</a></p><p><br>Conceito filosófico: Existencialismo (conceitos de Camus, Heidegger, Kierkegaard e Sartre) </p><p><br/></p><p><br/></p><p>A obra A Metamorfose, de Franz Kafka, aborda diversos conceitos ligados à corrente filosófica existencialista, presentes na história do personagem Gregor Samsa, um caixeiro-viajante.</p><p><br>Certa manhã, Gregor acorda metamorfoseado no corpo de um inseto monstruoso, explorando a ausência de sentido do cenário, relacionado ao conceito de absurdo. Mesmo diante de tal cenário, o protagonista não demonstra estranheza, apenas se preocupa, de forma excessiva, com um possível atraso para o trabalho. Sua ocupação não lhe traz satisfação, mas se fazia necessária para o sustento de sua família. Nesse momento, por meio de reflexões acerca de suas escolhas e, consequentemente, do peso de suas responsabilidades, Samsa percebe a inautenticidade que regia sua vida ao priorizar a existência dos membros de sua família antes da sua própria, a fim de valorizar os laços familiares.</p><p><br>Na narrativa, o protagonista encontra-se diante da angústia existencial e da busca por sentido na vida, ao perceber as limitações impostas pelo seu novo corpo. Ademais, a nova circunstância o colocava em um estado de impotência e improdutividade, o que afetava diretamente o tratamento recebido de sua família, que passou a enxergá-lo como um fardo.<br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-30 01:37:29 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A música "Bring Me to Life", da banda Evanescence, lançada em 2003, explora conceitos centrais da fenomenologia e do existencialismo, como o isolamento, a experiência de um "vazio interior", a busca por sentido e a importância da experiência autêntica.</p><p>Fenomenologia e sua interpretação: exploração da subjetividade e da experiência de se sentir "adormecido" ou desconectado da própria vida.</p><ul><li><p><strong>A suspensão do julgamento ("epoché") - (Husserl):</strong> O começo da canção, com a voz solitária e a melodia lenta, representa a suspensão do envolvimento com o mundo exterior. A personagem se encontra em um estado de introspecção, quase como se observasse a própria vida de fora, sem participar plenamente dela.</p></li><li><p><strong>O "nada" interior (Sartre) :</strong> O verso <em>"There's nothing inside"</em> ("Não há nada dentro") ecoa a experiência do vazio interior, uma condição na qual a pessoa sente que sua vivência não tem conteúdo significativo.</p></li><li><p><strong>O encontro com o outro (Husserl, Maurice e Sartre):</strong> O encontro com a outra pessoa, que a questiona de forma direta ao adentrar, rompendo essa passividade. A pergunta <em>"How can you see into my eyes like open doors?"</em> ("Como você pode ver nos meus olhos como portas abertas?") ilustra a experiência fenomenológica do encontro com a consciência do outro, que não apenas a vê, mas percebe o seu ser interior.</p></li><li><p><strong>O despertar da consciência (Husserl):</strong> O refrão <em>"Wake me up inside"</em> ("Me acorde por dentro") é o clamor pelo despertar da própria consciência. É o desejo de voltar a sentir e a se conectar com a realidade de forma significativa, superando a alienação emocional.&nbsp;</p><p><strong>Perspectiva existencialista: </strong>"Bring Me to Life" traduz a angústia existencial e a busca pela autenticidade e sentido em um mundo que não os oferece previamente.</p></li><li><p><strong>O isolamento e a inautenticidade (Sartre):</strong> A letra descreve um estado de inautenticidade existencial. A personagem está em um relacionamento abusivo e infeliz, vivendo uma vida que não sente como sua, o que a deixa isolada e entorpecida. Ela se percebe como uma espectadora da própria vida.</p></li><li><p><strong>A liberdade e a escolha (Sartre):</strong> O diálogo que a desperta, apesar de vir de um terceiro, é o catalisador para que a personagem exerça sua própria liberdade. A canção é o grito de quem percebe a possibilidade de escolher uma vida diferente. É a tomada de consciência de sua liberdade de agir e de deixar de ser uma "autômata".</p></li><li><p><strong>"náusea" e o despertar (Sartre):</strong> A percepção de que a vida está vazia, o <em>"nothing inside"</em>, é análoga ao conceito sartriano da "náusea", o sentimento de que a existência não tem um sentido intrínseco. A música ilustra o momento de superação dessa "náusea" ao buscar um novo sentido para a vida.</p></li><li><p><strong>O resgate do ser (Kierkegaard e Sartre):</strong> O desejo de ser "trazida de volta à vida" é a busca por um estado de autenticidade, por se tornar quem realmente é, ao invés de viver uma vida baseada nas expectativas dos outros ou nas circunstâncias de um relacionamento infeliz. O encontro com o outro é o ponto de partida, mas a jornada é individual.</p><p>Em resumo, essa música pode ser vista como uma jornada psicológica de uma pessoa que, após um período de entorpecimento emocional (relacionamento abusivo), é confrontada com a possibilidade de recuperar sua vitalidade e sentido.</p></li></ul>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?pdlt=1&amp;v=3YxaaGgTQYM" />
         <pubDate>2025-10-01 00:19:05 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A música "Not Gonna Die" da banda Skillet, foi lançada em 2013 no álbum <em>Rise, ela apresenta </em>conceitos existencialistas e fenomenológicos ao abordar a resistência diante da opressão e a afirmação da própria vontade de viver. A música descreve uma luta desesperadora contra adversidades que tentam "roubar a dignidade" e "dobrar o espírito", ou seja, impacto de uma ação, que no qual, humilha e oprime uma pessoa, minando seu senso de valor próprio e sua força interior.</p><p><strong>Perspectiva existencialista</strong></p><ol><li><p><strong>Agressão e liberdade (Sartre)</strong>: A letra expressa a ideia de que o eu lírico se recusa a ser subjugado pelas circunstâncias. Frases como <em>"I won't take this world's abuse"</em> e <em>"Break their hold 'cause I won't be controlled"</em> são gritos de liberdade e autodeterminação.</p></li><li><p><strong>Autenticidade e luta (Sartre e Simone de Beauvoir)</strong>: O existencialismo valoriza a autenticidade, que se manifesta na luta contra a opressão para ser quem realmente se é. A música descreve essa luta como uma forma de "tomar a vida de volta" e lutar por aquilo em que se acredita, uma ação que dá sentido à existência em um mundo caótico.</p></li><li><p><strong>Angústia e superação (Sartre e Soren Kierkegaard)</strong>: A sensação de estar "dobrado e quebrado" e com o "coração desacelerando" representa a angústia existencial diante das dificuldades. No entanto, o refrão repetido, <em>"No, not gonna die tonight"</em>, não é apenas um desejo, mas uma escolha ativa de resistir e superar, mesmo com a presença do medo.</p></li></ol><p><strong>Perspectiva fenomenológica</strong></p><ol><li><p><strong>A percepção da experiência (Husserl):</strong> A música explora a experiência interna da pessoa que se sente sobrecarregada pelo mundo. Ao descrever como se sente quando a dignidade é roubada, a letra busca transmitir a experiência vivida, a "fenômeno" do abuso e da resistência.</p></li><li><p><strong>Mundo da vida (Lebenswelt):</strong> A canção pode ser vista como uma resposta ao mundo hostil em que vivemos. O eu lírico se recusa a aceitar o mundo como uma realidade dada e opressora, e decide intervir, lutando e transformando sua relação com ele.</p><p>De maneira geral, "Not Gonna Die" é uma música que pode-se ser considerada como um hino sobre resistência e autodeterminação que encapsula a luta do ser humano contra a opressão externa e interna, ecoando a busca por sentido, autenticidade e liberdade diante das adversidades da vida.</p></li></ol>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-01 00:46:07 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>clistenesholanda</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3618862548</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>MÚSICA: TOCANDO EM FRENTE</strong></p><p><strong>Compositores: Almir Sater e Renato Teixeira</strong></p><p><strong>Ano de lançamento: 1990</strong></p><p>&nbsp;</p><p>A letra da música é uma meditação poética sobre a sabedoria adquirida com a maturidade, a aceitação das dualidades da vida e a importância de se viver o presente com leveza. Embora não haja qualquer evidência de que os compositores se inspiraram conscientemente no pensamento existencialista de Sartre, o trecho final (em negrito) em especial, reflete o princípio central de suas ideias, especialmente no tocante às noções de liberdade radical e responsabilidade pela própria existência.</p><p>&nbsp;</p><p>Ando devagar</p><p>Porque já tive pressa</p><p>E levo esse sorriso</p><p>Porque já chorei demais</p><p>&nbsp;</p><p>Hoje me sinto mais forte</p><p>Mais feliz, quem sabe</p><p>Só levo a certeza</p><p>De que muito pouco eu sei</p><p>Ou nada sei</p><p>&nbsp;</p><p>Conhecer as manhas</p><p>E as manhãs</p><p>O sabor das massas</p><p>E das maçãs</p><p>&nbsp;</p><p>É preciso amor</p><p>Pra poder pulsar</p><p>É preciso paz pra poder sorrir</p><p>É preciso a chuva para florir</p><p>&nbsp;</p><p>Penso que cumprir a vida</p><p>Seja simplesmente</p><p>Compreender a marcha</p><p>E ir tocando em frente</p><p>&nbsp;</p><p>Como um velho boiadeiro</p><p>Levando a boiada</p><p>Eu vou tocando os dias</p><p>Pela longa estrada, eu vou</p><p>Estrada eu sou</p><p>&nbsp;</p><p>Todo mundo ama um dia</p><p>Todo mundo chora</p><p>Um dia a gente chega</p><p>E no outro vai embora</p><p>&nbsp;</p><p><strong>Cada um de nós compõe a sua história</strong></p><p><strong>E cada ser em si carrega o dom de ser capaz</strong></p><p><strong>De ser feliz</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-05 18:27:57 UTC</pubDate>
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         <title>Música: O tempo não para - Cazuza</title>
         <author>beatrizmoreiracrocke</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Conceito filosófico relacionado:</strong> O ser condenado a ser livre de Sartre. De acordo com o pensamento, livres para se tornar quem ele deseja, acompanhada de angústia e responsabilidade. </p><p><br></p><p><strong>Breve explicação:</strong> Com o pensamento que é inevitável fugir das escolhas que acarretam nas consequências, Cazuza expõe a necessidade de manter a autenticidade em meio aos padrões imposto pela própria vida. Na música, o cantor escolhe a autenticidade mesmo que isso venha acompanhada com a angústia e assumir esse tipo de liberdade e responsabilidade. Trazendo uma perspectiva da importância de vivermos uma vida sem máscara, mesmo que isso nos custe algo. Com esse pensamento retratado na música é visto a autenticidade que se nega em viver conforme as expectativas sociais.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?pdlt=1&amp;v=_Jcn10Iiuu4" />
         <pubDate>2025-10-06 14:00:26 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Música: Cálice - Gilberto Gil e Chico Buarque</title>
         <author>beatrizmoreiracrocke</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3620074306</link>
         <description><![CDATA[<p>Conceito filosófico relacionado: De acordo com o pensamento de Sartre, que ser livre é uma condição inevitável, pode-se pensar que a maneira como posicionamos sobre um pensamento está vinculado a esse pensamento de atuar em liberdade, mesmo que a expressão desse pensamento venha acompanhado de alguma consequência, sendo ela a angústia. </p><p><br/></p><p>Breve explicação: Ao criar essa música, o autor cria como maneira de expressar seu pensamento crítico a ditadura militar que estava acontecendo no Brasil, inclusive o nome cálice, é referente a expressão ´´cale-se``. Adentrando nesse pensamento, vemos que o cantor, mesmo sofrendo as consequências de viver a sua liberdade, escolheu sua maneira de reagir. A autenticidade representada nessa música está vinculada a resistência, ou seja, agiram conforme a sua consciência mesmo sabendo o risco</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-06 14:17:46 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Filme: Um Lugar Bem Longe Daqui ( Where the Crawdads Sing - 2022) </title>
         <author>therrilahbeatriz</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3662421915</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Conceito relacionado: </strong></p><p>A fenomenologia é uma corrente filosófica que surgiu com Edmund Husserl no início do século XX.<br>Ela busca compreender a experiência humana  sem julgamentos prévios ou teorias externas. Podemos afirmar que a fenomenologia se contrapõe aos estereótipos e estigmas, uma vez que estes representam visões reducionistas do ser humano. Enquanto os estereótipos e estigmas limitam a compreensão da experiência individual ao impor generalizações e rótulos sociais, a fenomenologia busca compreender cada sujeito em sua singularidade, suspendendo julgamentos prévios e valorizando a experiência vivida em sua totalidade.</p><p><strong>Explicação: </strong></p><p>No filme citado, acompanhamos a excludente trajetória de Kya Clark, vivendo no pântano, e sem luxo algum, seus bens mais preciosos são uma velha cabana rodeada por natureza e um barco para locomoção. </p><p>Kya veste roupas de doação, e só possui o que a natureza pode lhe dar, sendo assim rotulada de '' a menina do brejo '', onde não somente é julgada - suja, inculta, selvagem - mas também  estigmatizada e logo, excluída da sociedade. </p><p>O estigma se apresenta claramente na obra, quando surge morto o jovem e bem sucedido Chase Andrews. A polícia não tinha indícios de que se tratava de assassinato, mas antecipadamente a jovem Kya foi presa e acusada, não por provas concretas, mas pelo descrédito que sempre carregou.  </p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-03 00:31:46 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Filme: Histórias Cruzadas ( The Help, 2021 )</title>
         <author>therrilahbeatriz</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3678373468</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Conceito filosófico relacionado:</strong></p><p><br></p><p>O psiquiatra Frantz Fanon foi um dos pensadores mais importantes a refletir  sobre o racismo e suas consequências. Em suas análises mostra que o racismo não é natural, mas uma construção histórica bem fundamentada pelo colonialismo europeu. </p><p><br></p><p><strong>Breve explicação:</strong></p><p><br></p><p>filme <em>Histórias Cruzadas</em> conta a história de Eugenia “Skeeter”, uma jovem branca que sonha em ser escritora e começa a se incomodar com o sofrimento, o desprezo e as injustiças que as empregadas domésticas negras enfrentam no dia a dia.</p><p>Decidida a mudar essa realidade, Skeeter resolve escrever um livro mostrando toda a dor que o racismo causa na vida dessas mulheres. No começo, apenas duas empregadas aceitam contar suas histórias, mas, aos poucos, outras também criam coragem e compartilham suas experiências. Mesmo correndo riscos, elas quebram o silêncio com muita força e coragem.</p><p>No fim, o livro é publicado anonimamente, causa um grande escândalo na sociedade e abre caminho para mais empatia e justiça social.</p><p><br></p><p>Skeeter Phelan: '' Algumas pessoas estão com medo de dizer a verdade, mas as coisas só mudam quando álguem fala. ''</p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?pdlt=1&amp;v=Cqn4XN21O1g" />
         <pubDate>2025-11-12 02:14:43 UTC</pubDate>
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         <title>As Flores e o Louco - (Fabio Brazza)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p> Através da música as "Flores e o Louco" entramos em contato com alguns conceitos aprendidos na FENOMENOLOGIA : </p><p><br></p><p>- CONSCIÊNCIA : Em “As Flores”</p><p>A música mostra uma consciência voltada para o presente e para o sentir.</p><p>O eu lírico percebe o tempo, a natureza e as lembranças de modo sensível, ele dá sentido à vida por meio da experiência.</p><p><br></p><p>Em “O Louco” Já aqui, a consciência fenomenológica aparece de outro modo: como autenticidade e liberdade de perceber o mundo de forma própria, diferente do olhar comum.</p><p><br></p><p>- NOEMA : Em “As Flores”</p><p>A música fala da passagem do tempo e da transitoriedade da vida, mas sempre com um olhar afetivo e sensível.</p><p>Quando o eu lírico canta:</p><p><br></p><p>“As flores murcham, o tempo passa, mas o perfume fica na lembrança.”</p><p><br></p><p>Ele não está descrevendo só o fato físico de uma flor murchar o que seria um objeto empírico.</p><p>O que ele expressa é o sentido que essa experiência tem para ele, o modo como ela é vivida na consciência.</p><p><br></p><p>Já em “O Louco”, o noema aparece na forma como o “louco” percebe o mundo, um mundo que, para os outros, parece absurdo, mas que para ele tem um sentido profundo e legítimo. Enquanto a sociedade vê apenas a aparência (a “parede”), o “louco” vê além — ou seja, atribui um sentido diferente às mesmas coisas.</p><p><br></p><p>- NOESIS : Em “As Flores”</p><p>A noesis aparece no ato de contemplar e perceber o mundo com sensibilidade.</p><p>O eu lírico volta sua consciência para o tempo, para a natureza e para a lembrança.</p><p><br></p><p>“As flores murcham, o tempo passa, mas o perfume fica na lembrança.”</p><p><br></p><p>Nesse verso, a noesis é o próprio ato de perceber e sentir o passar do tempo.</p><p>É o movimento da consciência que acolhe a experiência e a transforma em reflexão sobre a vida e a memória</p><p><br></p><p>Em “O Louco”</p><p>Aqui, a noese aparece como o ato de ver o mundo de modo singular.</p><p>O “louco” é aquele cuja consciência se dirige à realidade de maneira diferente, livre das imposições sociais.</p><p><br></p><p>“Chamam de louco quem vê além da parede, quem vive de sonho, quem sente o que não se mede.”</p><p><br></p><p>A noese, nesse caso, é o modo particular de perceber uma consciência que escolhe olhar além do visível, enxergando o que os outros não veem.</p><p>É um ato intencional e criativo da consciência, que dá novos significados às experiências.</p><p><br></p><p>- Já no ponto de vista do existencialismo, que busca compreender o "que" e "como" da existência humana (a existência precede a essência) podemos relacionar com a teoria de Kierkegaard. O mesmo aborda os conceitos de fé (a maneira de como o louco precisa ter fé na humanidade, mas acima de tudo em sí mesmo e em seus valores acerca da efemeridade da vida e dos trejeitos misteriosos da morte através da figura das flores. Dessa forma, a cada situação que o colocava em um lugar de inferioridade, o mesmo tinha esta "fé" manifestada) e autenticidade (onde o louco apesar de toda a descrença imposta pela sociedade sobre ele, ainda se desprendia dessas amarras sociais para viver seus valores plenamente e continuar indo ao cemitério para deixar as flores a os que se foram).</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-12 18:41:00 UTC</pubDate>
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         <title>FRANKENSTEIN - Por Guilherme Del Toro</title>
         <author>carmelitacesario</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3679814342</link>
         <description><![CDATA[<p>De início, é possível relacionar certos conceitos da fenomenologia : </p><p><br/></p><p>- CONSCIÊNCIA : Para VICTOR, sua missão de vida e para onde sua consciência é direcionada seria descobrir a forma "Perfeitamente científica" de criar "Vida" após vivenciar seus traumas na infância (como a perda do pai e da mãe). Mas, junto a isso, também a direciona para o seu "verdadeiro amor", a esposa de seu irmão : Elizabeth (que compreende sua estranheza e sua visão transcendente). Porém, algo muda quando ele consegue cumprir essa missão e criar a :</p><p><br/></p><p>. CRIATURA -&gt; Após ser moldada, reinventada e transformada, a criatura ressurge através dos cuidados de VICTOR. No entanto, a mesma vive em busca da maneira correta de direcionar sua consciência e transformar-se em "pessoa" (de início, o seu objeto de intencionalidade é seu criador - Victor - , mas depois a criatura passa a ver o mundo com seus próprios olhos e a entender as injúrias do mundo, do amor e do sofrimento da existência eterna).</p><p><br/></p><p>NOEMA e REDUÇÃO : Ambos os protagonistas vão em busca de tentar compreender a verdadeira essência da raça humana. Mas, apenas um deles consegue experimentá-la de forma plena ao exercer a REDUÇÃO FENOMENOLÓGICA E EPOCHÉ (ao deixar os pressupostos de lado e retornar para a origem) : A CRIATURA.</p><p><br/></p><p>Porém, cabe trazer outra reflexão : Ao vivenciar a essência da vida de maneira pura, a criatura também é tomada pelo ódio em cima de seu criador por ele não conseguir lhe proporcionar a maior virtude humanística conhecida : A FINITUDE DA VIDA.</p><p><br/></p><p>No entanto, através do filme também é possível ter uma relação direta com o existencialismo. Porque, traz uma forte reflexão sobre como podemos compreender a existência humana e do que significa ser "Pessoa". Sobre os teóricos : </p><p><br/></p><p>- KIERKEGAARD : Victor ( o criador) tem tanta fé em si próprio, em seus valores e autenticidades (sua estranheza) que consegue criar VIDA do zero. No entanto, isso também o faz ter uma visão violenta a cerca do mundo, devido a maneira como era tratado na infância, que repercute na sua CRIAÇÃO : A Criatura. Enquanto a mesma, ainda tenta buscar seus valores, buscar apreender o que significa PERDOAR SEU CRIADOR por não lhe proporcionar a FINITUDE.</p><p><br/></p><p>- SARTRE : Em relação ao conceito de LIBERDADE, ambos tem a liberdade de livre escolha. No entanto, isto acaba sendo um fardo, pois demonstra sua verdadeira personalidade, sua busca pelo PROJETO DE SER a cada decisão tomada. </p><p><br/></p><p>Para VICTOR, ele constantemente se arrepende de ter trazido a CRIATURA para este mundo e se sente indigno, seu PROJETO DE SER (até a sua morte), sendo perseguido por essa figura e pela repulsa de si mesmo.</p><p><br/></p><p>Já para A CRIATURA, ela aproveita sua liberdade para descobrir, aprender e experimentar os valores puros do que significa " ser humano" e em sua busca contínua pelo o que significa "existir" e do que significa "perdoar", que o faz antes da morte de seu criador. </p><p><br/></p><p>Por último, pelo <strong><mark>ser-no-mundo</mark></strong>, no sentido heideggeriano, vemos que a Criatura não simplesmente “aparece” no mundo, mas é literalmente lançada nele, sem escolha, sem história e sem orientação. Assim, esse lançamento abrupto faz com que ela experimente o mundo não como cenário neutro, mas como algo que a afeta, limita e revela possibilidades ou ameaças. Por isso, a cada ambiente que encontra  é carregado de significados que determinam sua experiência vivida e moldam sua própria compreensão de si. Assim, sua existência é uma constante tentativa de compreender o mundo e compreender-se nele, numa relação sempre situada e encarnada.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-12 19:08:03 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Esquinas - Djavan</title>
         <author>teixeirabrenda2024</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3679904250</link>
         <description><![CDATA[<p>Só eu sei<br><strong><em>As esquinas por que passei - "<mark>Espacialidade"</mark></em></strong><br>Só eu sei só eu sei<br>Sabe lá <strong><em>o que é não ter e ter que ter pra dar - <mark>"Ser-com-os outros", ex: Como posso dar amor quando nunca recebi?</mark></em></strong><br>Sabe lá<br>Sabe lá</p><p>E <strong><em>quem será - <mark>"Ser-com-os outros"</mark></em></strong><br>Nos arredores do amor<br>Que vai saber reparar<br>Que o dia nasceu<br>Só eu sei<br><strong><em>Os desertos que atravessei - <mark>"Espacialidade e corporalidade"</mark></em></strong><br>Só eu sei<br>Só eu sei</p><p><strong><em>Sabe lá<br>O que é morrer de sede em frente ao mar - <mark>"Diposição"</mark></em></strong><br>Sabe lá<br>Sabe lá<br><strong><em>E quem será<br>Na correnteza do amor que vai saber se</em></strong> - <strong><em><mark>"Ser-com-os outros"</mark></em></strong> </p><p>guiar<br>A nave em breve ao vento vaga de leve e traz<br>Toda a paz que um dia o desejo levou</p><p>Só eu sei<br>As esquinas por que passei<br>Só eu sei<br>Só eu sei<br>E quem será<br>Na correnteza do amor</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-12 20:22:13 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Tempo perdido - Legião Urbana  </title>
         <author>teixeirabrenda2024</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3679934792</link>
         <description><![CDATA[<p>Todos os dias quando acordo<br><strong><em>Não tenho mais o tempo que passou - <mark>"Temporalidade"</mark></em></strong><br>Mas tenho muito tempo<br>Temos todo o tempo do mundo</p><p>Todos os dias<br>Antes de dormir<br>Lembro e esqueço como foi o dia<br>Sempre em frente<br>Não temos tempo a perder</p><p><strong><em>Nosso suor sagrado<br>É bem mais belo que esse sangue amargo - <mark>"Corporalidade"</mark></em></strong><br>E tão sério<br><strong><em>E selvagem - <mark>"Disposição"</mark></em></strong><br>Selvagem<br>Selvagem</p><p>Veja o sol dessa manhã tão cinza<br>A tempestade que chega é da cor dos teus olhos<br>Castanhos</p><p><strong><em>Então me abraça forte - <mark>"Ser-com-os outros"</mark></em></strong><br><strong><em>Me diz mais uma vez que já estamos<br>Distantes de tudo -<mark> "Temporalidade"</mark></em></strong><br>Temos nosso próprio tempo<br>Temos nosso próprio tempo<br><strong><em>Temos nosso próprio tempo</em></strong></p><p><strong><em>Não tenho medo do escuro -<mark> "Ser-para-a-morte"<br></mark></em></strong>Mas deixe as luzes<br>Acesas<br>Agora<br>O que foi escondido é o que se escondeu<br><strong><em>E o que foi prometido, ninguém prometeu<br>Nem foi tempo perdido<br>Somos tão jovens - <mark>"Ser-com-os-outros"</mark></em></strong><mark><br></mark>Tão jovens<br>Tão jovens</p>]]></description>
         <enclosure url="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7MnT7msJZg3XBAS0OTfGrB?si=6213245f0ffc44ce" />
         <pubDate>2025-11-12 20:49:17 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Um Amor Puro - Djavan</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Um Amor Puro</p><p>Canção de Djavan (1999)</p><p><strong>Conceito filosófico: Existenciais (Heidegger)</strong></p><p><br></p><p>O que há dentro do meu coração</p><p>Eu tenho guardado pra te dar<br></p><p>(Ser-com-os-outros)</p><p><br/></p><p>E todas as horas que o tempo</p><p>Tem pra me conceder</p><p>São tuas até morrer</p><p><br/></p><p>(Temporalidade; Ser-para-a-morte)</p><p><br/></p><p>E a tua história, eu não sei</p><p>Mas me diga só o que for bom</p><p>Um amor tão puro que ainda nem sabe</p><p>A força que tem</p><p>É teu e de mais ninguém</p><p><br/></p><p>(Disposição; Ser-com-os-outros)</p><p><br/></p><p>Te adoro em tudo, tudo, tudo</p><p>Quero mais que tudo, tudo, tudo</p><p>Te amar sem limites</p><p>Viver uma grande história</p><p>Te adoro em tudo, tudo, tudo</p><p>Quero mais que tudo, tudo, tudo</p><p>Te amar sem limites</p><p>Viver uma grande história</p><p><br/></p><p>(Disposição)</p><p><br/></p><p>Aqui ou noutro lugar</p><p>Que pode ser feio ou bonito</p><p>Se nós estivermos juntos</p><p>Haverá um céu azul</p><p><br/></p><p>(Espacialidade)&nbsp;</p><p><br/></p><p>Um amor puro</p><p>Não sabe a força que tem</p><p>Meu amor, eu juro</p><p>Ser teu e de mais ninguém</p><p>Um amor puro</p><p><br/></p><p>(Ser-com-os-outros)</p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=AmJ_CznESMU" />
         <pubDate>2025-11-20 13:40:33 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Ser no mundo </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3695019269</link>
         <description><![CDATA[<p>Análise de discurso + música de Tom Zé - Senhor Cidadão</p><p>Na cena retirada da novela Velho Chico, Afrânio, um coronel corrupto coloca em julgamento o seu modo de ser durante toda a vida. A música, que se encaixa perfeitamente com a cena, demonstra um eu lírico que reconhece o seu modo impróprio de ser, quando, na angústia existencial que se encontra, ele afirma a briga interna do mundo, que alterna entre “ferir ou ser ferido”, uma luta constante que representa uma enfermidade fenomenológica, na qual o sujeito sofre por seguir tradições. No discurso da novela somado à música, pode ser uma ótima representação de como ocorre o entendimento daseinsanalítico. </p><p>“Senhor cidadão</p><p>Senhor cidadão</p><p>Me diga, por quê</p><p>Me diga por quê</p><p>Você anda tão triste?</p><p>Tão triste</p><p>Não pode ter nenhum amigo</p><p>Senhor cidadão</p><p>Na briga eterna do teu mundo</p><p>Senhor cidadão</p><p>Tem que ferir ou ser ferido</p><p>Senhor cidadão</p><p>O cidadão, que vida amarga</p><p>Que vida amarga.</p><p>Oh senhor cidadão,</p><p>Eu quero saber, eu quero saber</p><p>Com quantos quilos de medo,</p><p>Com quantos quilos de medo</p><p>Se faz uma tradição?</p><p>Oh senhor cidadão,</p><p>Eu quero saber, eu quero saber</p><p>Com quantas mortes no peito,</p><p>Com quantas mortes no peito</p><p>Se faz a seriedade?</p><p>Senhor cidadão</p><p>Senhor cidadão</p><p>Eu e você</p><p>Eu e você</p><p>Temos coisas até parecidas</p><p>Por exemplo, nossos dentes</p><p>Senhor cidadão</p><p>Da mesma cor, do mesmo barro</p><p>Senhor cidadão</p><p>Enquanto os meus guardam sorrisos</p><p>Senhor cidadão</p><p>Os teus não sabem senão morder</p><p>Que vida amarga</p><p>Oh senhor cidadão,</p><p>Eu quero saber, eu quero saber</p><p>Com quantos quilos de medo,</p><p>Com quantos quilos de medo</p><p>Se faz uma tradição?</p><p>Oh senhor cidadão,</p><p>Eu quero saber, eu quero saber</p><p>Se a tesoura do cabelo</p><p>Se a tesoura do cabelo</p><p>Também corta a crueldade.”</p>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/fPj8HG-iJIg?si=CeKFOIBF5LHUz2Gc" />
         <pubDate>2025-11-23 14:26:47 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A Via Láctea - Legião Urbana (Heidegger)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3695034222</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>A música dialoga quase diretamente com a lógica existencial heideggeriana, já que o eu lírico descreve seu estado de humor (Disposição). Ele admite estar sensível, desligado e/ou mal-humorado, e alega que a tristeza não seja passageira. O sujeito também busca reconhecer seu ser no mundo (Dasein), ao reconhecer suas limitações (“eu não sei por que me sinto assim”).</p><p>“Quando tudo está perdido<br>Sempre existe um caminho<br>Quando tudo está perdido<br>Sempre existe uma luz<br>Mas não me diga isso</p><p>Hoje a tristeza não é passageira<br>Hoje fiquei com febre a tarde inteira<br>E quando chegar a noite<br>Cada estrela parecerá uma lágrima</p><p>Queria ser como os outros<br>E rir das desgraças da vida<br>Ou fingir estar sempre bem<br>Ver a leveza das coisas com humor</p><p>Mas não me diga isso<br>É só hoje e isso passa<br>Só me deixe aqui quieto<br>Isso passa<br>Amanhã é um outro dia</p><p>Não é?<br>Eu nem sei porque me sinto assim<br>Vem de repente um anjo triste perto de mim</p><p>E essa febre que não passa<br>E meu sorriso sem graça<br>Não me dê atenção<br>Mas obrigado por pensar em mim.”</p>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/rvL05KRFEbA?si=Z-5Uy4tfUOkhqrTd" />
         <pubDate>2025-11-23 14:49:43 UTC</pubDate>
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         <title>Fragmentado (Heidegger)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Fragmentado - temporalidade</p><p>No conceito heideggeriano, trauma advém da temporalidade, que, pro Existencialismo, não é a mesma do relógio, mas uma experiência vivida. No filme, embora de forma fictícia, ambos os protagonistas experienciam o tempo de forma traumática, sempre se recordando, cada qual da sua maneira, de lembranças da infância que perpassam os limites analógicos e impactam diretamente o presente, ou seja, existencialmente falando, o filme é um encontro entre dois traumatizados. Há presença de corporalidade, pois ambos são marcados por consequências da temporalidade. Os traumas foram além de abusos psicológicos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-23 14:53:33 UTC</pubDate>
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         <title>Cartas de Amor - Maria Bethânia (Existencialismo Decolonial)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3695050581</link>
         <description><![CDATA[<p>“Cartas de Amor”, quando lida pelo sincretismo religioso, revela um sujeito que afirma sua existência por meio da força espiritual afro-brasileira — orixás, santos e ancestralidade que foram historicamente preservados através do sincretismo criado entre os séculos XVI e XIX, quando negros escravizados eram obrigados a ocultar seus orixás sob a forma de santos católicos para sobreviver à repressão colonial.</p><p>Ao declarar “não mexe comigo”, o eu lírico não expressa apenas autodefesa individual: ele convoca esse legado espiritual que resistiu à escravidão e à tentativa de apagamento. Assim, a música transforma a espiritualidade ancestral — antes perseguida — em força de identidade, proteção e dignidade, realizando o movimento central do existencialismo decolonial: reconstruir o ser a partir das raízes que a colonialidade tentou destruir.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-23 15:14:56 UTC</pubDate>
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         <title>Título da obra: Taxi Driver: Motorista de Táxi (Dirigido por Martin Scorsese - 1976) </title>
         <author>tavaresp613</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3695132347</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Conceito filosófico relacionado: angústia e liberdade, especialmente sob a perspectiva de Jean-Paul Sartre e Søren Kierkegaard e o absurdo de Albert Camus</p><p><br/></p><p> </p><p>O filme Taxi Driver aborda a vida de Travis Bickle, um veterano da Guerra do Vietnã. Solitário e perdido, Travis decide se tornar motorista de táxi em Nova York para preencher seus dias, obcecado com a ideia de limpar a cidade de todos aqueles que ele considera “sujos”, enquanto tenta se aproximar de Betsy, uma mulher que trabalha na campanha eleitoral de um candidato a senador chamado Charles Palantine. Travis acaba se envolvendo com uma prostituta menor de idade, conhecida como Iris, a quem ele decide salvar a qualquer custo.O filme retrata muito da angústia de Travis em relação à sua liberdade. Travis é retratado como um homem sem pertencimento; sua obsessão com o trabalho como taxista revela sua situação mental: alguém que vaga por todos os cantos da cidade, mas sem nenhum rumo.</p><p>Para Sartre, a angústia surge quando o indivíduo percebe que não há nenhuma essência anterior que determine quem ele deve ser, e, nesse momento, Travis, cara a cara com a imensidão da liberdade, entra em profundo conflito com seu propósito. Toda essa angústia culmina em seu declínio mental. Ao se confrontar com essa liberdade angustiante, Travis entra em uma missão quase messiânica, na qual decide que a cidade deve ser “purificada” de todos aqueles que ele considera “sujos”. Kierkegaard, por sua vez, define a angústia como a vertigem da liberdade: o momento em que o indivíduo percebe que pode escolher qualquer caminho, entra em conflito profundo e acaba se sentindo paralisado. Travis, ao entrar nessa vertigem, não realiza uma reflexão, mas reage de maneira extrema. A violência se torna sua válvula de escape diante do confronto entre a liberdade e o absurdo, uma tentativa desesperada de fugir de si mesmo. Para Camus, o confronto com o absurdo revela o choque entre o desejo humano de sentido e a total indiferença do mundo. Travis, incapaz de aceitar essa indiferença, explode em violência na tentativa de impor um significado onde não existe nenhum. Em uma das cenas mais icônicas do filme, Travis confronta a si mesmo no espelho com a frase “You talkin’ to me?”, mostrando seu estado de consciência dividida. A cena remete a um momento do início do filme, quando Betsy, em um encontro com Travis, afirma que ele é um homem cheio de contradições e o compara com um personagem da música “The Pilgrim, Chapter 33”, do cantor Kris Kristofferson, onde se diz: “Ele é um profeta e um traficante, metade verdade, metade ficção”. Seu ato final não nasce de um desejo moral, mas sim de uma reação ao seu desespero existencial — uma grande fuga da liberdade, de seu próprio eu e da realidade que o atormenta.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/T5IligQP7Fo?si=E7iM1RPKYJcMuGjL" />
         <pubDate>2025-11-23 17:40:51 UTC</pubDate>
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         <title>Chão de Giz - Zé Ramalho </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3696266360</link>
         <description><![CDATA[<p>A música Chão de Giz representa um eu lírico angustiado existencialmente. Ao compor a canção,  Zé Ramalho admitiu estar apaixonado por uma mulher da alta sociedade, casada e mais velha, que só o queria como “passatempo”. Os versos demostram um sujeito doente, aprisionado por uma paixão mal sucedida, que tenta ir embora, mas é nocauteado por lembranças. A Psicopatologia Geral, escrita por Karl Jaspers (aplicada pela primeira vez por Ludwig Binswanger) afirma que a enfermidade fenomenológica é uma privação, uma vivência de sofrimento na qual a pessoa se sente presa a um destino sombrio, como o relatado pelo eu lírico. A última estrofe, porém, mostra a decisão dele ao abandonar o modo impróprio do ser e pode ser analisada como uma tentativa de reatamento do Dasein. </p><p>(Embora a música tenha sido escrita e maravilhosamente interpretada por Zé Ramalho, no link está o cover por Zeca Baleiro, porque também é belíssimo.)</p><p>“Eu desço dessa solidão<br>Espalho coisas<br>Sobre um chão de giz</p><p>Há meros devaneios tolos<br>A me torturar<br>Fotografias recortadas<br>Em jornais de folhas<br>Amiúde</p><p>Eu vou te jogar<br>Num pano de guardar confetes</p><p>Eu vou te jogar<br>Num pano de guardar confetes</p><p>Disparo balas de canhão<br>É inútil, pois existe um grão-vizir</p><p>Há tantas violetas velhas<br>Sem um colibri<br>Queria usar, quem sabe<br>Uma camisa de força<br>Ou de Vênus</p><p>Mas não vou gozar de nós<br>Apenas um cigarro</p><p>Nem vou lhe beijar<br>Gastando assim o meu batom</p><p>Agora pego um caminhão<br>Na lona, vou a nocaute outra vez<br>Pra sempre fui acorrentado<br>No seu calcanhar<br>Meus vinte anos de boy<br>That's over, baby<br>Freud explica</p><p>Não vou me sujar<br>Fumando apenas um cigarro<br>Nem vou lhe beijar<br>Gastando assim o meu batom</p><p>Quanto ao pano dos confetes<br>Já passou meu carnaval<br>E isso explica porque o sexo<br>É assunto popular</p><p>No mais, estou indo embora<br>No mais, estou indo embora<br>No mais, estou indo embora<br>No mais.”</p>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/DYTGhk1bIJw?si=pRwtetaRyeQrwTdl" />
         <pubDate>2025-11-24 13:06:20 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>O Pior Vizinho do mundo</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Filme na minha percepção é uma análise um convite sobre os sentimentos em meio ao luto, escolhas, entraves e sentido. </p><p>.</p><p>O enrredo apresenta conceitos importantes do existencialismo como:</p><p><strong>liberdade, sentido, absurdo, solidão, responsabilidade e autenticidade.</strong></p><p>.</p><p>O filme gira em torno de uma crise existencial de Otto (Tom Hanks) que perde a sua esposa e vive um luto profundo a partir desse momento se entrega à uma solidão:</p><p>Evita relações,</p><p>Rejeita ajuda, </p><p>Vive fechado em si mesmo,</p><p>Trata vizinhos como intrusos.</p><p>.</p><p>Contudo essa solidão não é apenas escolha é uma defesa existencial, uma tentativa de evitar o sofrimento humano.</p><p>Otto confronta diretamente a ideia do nada, do fim da existência.</p><p>Isso ecoa tanto Sartre como um encontro com o nada que o ser humano entende a fragilidade da vida e a liberdade radical que possui.</p><p>Otto se vê diante da pergunta fundamental:</p><p>“Para que continuar existindo?” </p><p>Em Sartre, a liberdade implica responsabilidade:</p><p>não podemos não escolher.</p><p>E, conforme pessoas passam a invadir (literalmente) o mundo fechado de Otto, ele se vê forçado a assumir responsabilidades que tinha decidido negar:</p><p>Ajudar a vizinha grávida,</p><p>lidar com crianças,</p><p>lidar com necessidades do bairro,</p><p>reconhecer que sua existência afeta outras vidas</p><p>O existencialismo mostra que o outro é espelho e limite da nossa própria liberdade.</p><p>Esse filme é uma obra de arte sobre a psiqué humana e de profundas reflexões o existencialismo.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Eloiza Lima</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-24 22:13:42 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>🎥 Título da Obra: Wicked (🎬️ Dirigido por Jon M. Chu - 2024)</title>
         <author>ferreiraisabelle</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3696900290</link>
         <description><![CDATA[<p>🧠 <strong>Conceito filosófico relacionado: </strong>Existência Negada.</p><p>✍️ <strong>Breve explicação:</strong> A trajetória de Elphaba - de cor verde - em Oz ilustra esse conceito, desde o seu nascimento, deixando claro ao longo do filme que "há existências que nasceram negadas, mas que insistem em criar mundo".</p><ul><li><p>o Mágico de Oz, um grande charlatão, funciona como a figura de poder central que manipula a verdade para manter o domínio, criando a narrativa de que Elphaba (que ousou desafiar o sistema) é má.</p></li><li><p>o Mágico torna-se um agente de colonialidade, marginalizando Elphaba, reprimindo-a, e justificando a opressão sobre os animais falantes.</p></li><li><p>Glinda, por sua vez, torna-se uma assimilada do sistema, sendo a ela concedidos todos os privilégios para manter a narrativa.</p></li><li><p>O ponto de rompimento de Elphaba com o sistema de poder em Oz e demonstração da força de sua existência, no filme, é a música "Defying Gravity".</p><p>🔗 <strong>Link:</strong> <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=6COmYeLsz4c">https://www.youtube.com/watch?v=6COmYeLsz4c</a></p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-25 00:04:53 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title> Vinicius de Moraes - A Tonga Da Mironga Do Kabuletê</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3696997596</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Eu caio de bossa<em> -</em>  <em><mark>"Corporalidade''</mark></em></strong></p><p><strong>Eu sou quem eu sou - <em><mark>''Corporalidade''</mark></em></strong></p><p>Eu saio da fossa</p><p>Xingando em nagô</p><p><br/></p><p><strong>Você que ouve e não fala - <em><mark>''Ser-com-os-outros''</mark></em></strong></p><p><strong>Você que olha e não vê - <em><mark>''Ser-com-os-outros''</mark></em></strong></p><p><strong>Eu vou lhe dar uma pala - <em><mark>"Espacialidade"</mark></em></strong></p><p><strong>Você vai ter que aprender - <em><mark>''Espacialidade''</mark></em></strong></p><p><br/></p><p>A tonga da mironga do kabuletê (5x)</p><p><br/></p><p>Eu caio de bossa</p><p>Eu sou quem eu sou</p><p>Eu saio da fossa</p><p>Xingando em nagô</p><p><br/></p><p><strong>Você que lê e não sabe - <em><mark>''Temporalidade''</mark></em></strong></p><p><strong>Você que reza e não crê - <em><mark>''Temporalidade''</mark></em></strong></p><p>Você que entra e não cabe</p><p>Você vai ter que viver</p><p><br/></p><p><strong>Na tonga da mironga do kabuletê (5x) - <em><mark>''Disposição''</mark></em></strong></p><p><br/></p><p>Lá, lá, lá, iá...</p><p><br/></p><p>Você que fuma e não traga</p><p>E que não paga pra ver</p><p><strong>Vou lhe rogar uma praga - <em><mark>''Ser-para-a-morte''</mark></em></strong></p><p><strong>Eu vou é mandar você - <em><mark>''Ser-para-a-morte''</mark></em></strong></p><p><br/></p><p>Pra tonga da mironga do kabuletê...</p><p><br/></p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?pdlt=1&amp;v=iiW2ImJLW0c" />
         <pubDate>2025-11-25 01:08:24 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>📚 Título da Obra: O Pequeno Príncipe (🪶Autor: Antoine de Saint-Exupéry)</title>
         <author>ferreiraisabelle</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3697015237</link>
         <description><![CDATA[<p>🧠 <strong>Conceito filosófico relacionado:</strong> responsabilidade perante suas escolhas na construção do conceito de ser humano na abordagem fenomenológico-existencial.</p><p>✍️ <strong>Breve explicação: </strong>Ao longo do livro, o pequeno Príncipe toma consciência de que sua responsabilidade está ligada ao seu cuidado para com sua rosa. </p><ul><li><p>A raposa ensina-o sobre cativar, que "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" e que "Foi o tempo dedicado à tua rosa que a fez tão importante". De maneira oposta, percebe a existência inautêntica e vazia dos homens grandes em outros planetas.</p></li><li><p>Assim, o pequeno Príncipe vive a angústia na sua escolha por deixá-la, compreendendo sua responsabilidade, fazendo do cuidado contínuo/dedicação seu sentido particular.</p></li><li><p>No final, portanto, decide retornar a ela.</p><p>🔗<strong>Link:</strong> <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.amazon.com.br/Pequeno-Pr%C3%ADncipe-Vers%C3%A3o-Luxo/dp/655870255X/ref=pd_lpo_d_sccl_1/136-9235566-1441216?pd_rd_w=cGNMr&amp;content-id=amzn1.sym.a2197dac-0fbe-4cc8-beca-b52f96ea33d5&amp;pf_rd_p=a2197dac-0fbe-4cc8-beca-b52f96ea33d5&amp;pf_rd_r=H58FPTJCCQB01FCCVDVW&amp;pd_rd_wg=BWI1P&amp;pd_rd_r=277e2319-1936-47ce-a83e-6cd6186a329c&amp;pd_rd_i=655870255X&amp;psc=1">https://www.amazon.com.br/Pequeno-Pr%C3%ADncipe-Vers%C3%A3o-Luxo/dp/655870255X/ref=pd_lpo_d_sccl_1/136-9235566-1441216?pd_rd_w=cGNMr&amp;content-id=amzn1.sym.a2197dac-0fbe-4cc8-beca-b52f96ea33d5&amp;pf_rd_p=a2197dac-0fbe-4cc8-beca-b52f96ea33d5&amp;pf_rd_r=H58FPTJCCQB01FCCVDVW&amp;pd_rd_wg=BWI1P&amp;pd_rd_r=277e2319-1936-47ce-a83e-6cd6186a329c&amp;pd_rd_i=655870255X&amp;psc=1</a></p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-25 01:17:32 UTC</pubDate>
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         <title>Metamorfose Ambulante – Raul Seixas</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3697081926</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Conceito filosófico relacionado: </strong></p><p><strong>Autenticidade e Liberdade Existencial</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>A música expressa a ideia existencialista de que o ser humano está sempre em movimento, construindo-se e reinventando-se a cada escolha. Raul rejeita verdades prontas e prefere a liberdade de mudar, o que dialoga diretamente com a autenticidade proposta por Sartre e Heidegger: viver de acordo com a própria experiência, assumindo a responsabilidade de existir. A letra ilumina a coragem de ser quem se é no presente, mesmo que isso incomode ou não se encaixe nas expectativas externas.</p><p><br/></p><p><br/></p><p>COMENTÁRIO: </p><p> <em>Metamorfose Ambulante</em> me faz pensar em como muita gente vive presa em ideias rígidas, como se mudar fosse um defeito. A música lembra que ser flexível é um sinal de maturidade, não de fraqueza. Ela mostra que podemos existir com mais leveza quando deixamos de provar algo para os outros. Raul transforma a mudança em liberdade, não em culpa. No fim, sinto que a vida fica mais verdadeira quando permitimos que nossos pensamentos respirem e se renovem.</p><p><br/></p><p><br/></p><p>LINK:</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://youtu.be/CmB4sfoZkwo?si=_9Wc3x5svOd2Cz-8">https://youtu.be/CmB4sfoZkwo?si=_9Wc3x5svOd2Cz-8</a></p>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/EXXv-cneQF0" />
         <pubDate>2025-11-25 01:55:05 UTC</pubDate>
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         <title>Beleza Verdadeira (True Beauty) – Dorama</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3697128411</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p><strong>Conceito filosófico relacionado:</strong><br><strong>Vergonha existencial</strong>, <strong>autenticidade</strong>, <strong>identidade fragmentada</strong>, <strong>olhar do outro</strong>, <strong>reconhecimento</strong>.</p><p><br/></p><p><br>Lim Ju-kyung cresce ouvindo que seu rosto é motivo de riso. O bullying constante, as comparações dentro da própria casa e a rejeição dos colegas criam nela uma ferida profunda: a convicção de que ela não é digna de amor. Ela aprende a se esconder  não só do mundo, mas de si mesma. A maquiagem surge como proteção, quase um “corpo alternativo” que impede o olhar cruel do outro de alcançá-la. Ao mudar de escola, ela reconstrói sua identidade para sobreviver, mas vive sob um medo paralisante de ser descoberta.</p><p>É ao se aproximar de Su-ho e Seo-jun que o conflito existencial dela se intensifica: ambos enxergam nela algo além da aparência, e isso desmonta sua crença de que só pode ser querida se estiver “corrigida”. Su-ho a acolhe com calma e cuidado, enquanto Seo-jun reconhece suas fragilidades com honestidade. Ele mostra a Ju-kyung que ela é vista e valorizada justamente quando está mais vulnerável.</p><p>Sua jornada ilumina a luta entre o eu mascarado, criado para sobreviver, e o eu real, que só quer existir sem medo. A história revela o momento em que ela percebe que o amor verdadeiro não nasce da perfeição, mas da coragem de aparecer com o rosto que sempre tentou esconder e isso rompe a lógica da vergonha que guiou sua vida inteira. Assim, Ju-kyung descobre que seu valor não depende do olhar que antes a machucou, mas da maneira como finalmente aprende a se reconhecer.</p><p><br/></p><p><br/></p><p>COMENTÁRIO: </p><p><em>Beleza Verdadeira</em> me marcou porque mostra a dor de crescer acreditando que não se é digna de amor. A forma como Ju-kyung se esconde por medo do olhar do outro é algo que muita gente sente e não admite. O mais bonito é ver que ela encontra pessoas que enxergam seu valor real, sem máscaras. Isso me fez pensar sobre como a autenticidade assusta, mas também cura. No fim, a série lembra que ninguém precisa mudar o próprio rosto para existir com dignidade.</p><p><br/></p><p><br/></p><p>Disponível também na NETFLIX</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://youtu.be/Rq3Afp1XGm0?si=oXo2wLVkS_9u2fDJ">https://youtu.be/Rq3Afp1XGm0?si=oXo2wLVkS_9u2fDJ</a></p>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/Rq3Afp1XGm0?si=oXo2wLVkS_9u2fDJ" />
         <pubDate>2025-11-25 02:20:54 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>https://www.youtube.com/watch?v=awKa7CXtuKY</title>
         <author>rodrigueeesj</author>
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         <description><![CDATA[<p>       Evil - Raízes do Mal ( Ondskan<strong>, 2003).</strong></p><p><br/></p><p>Conceito Filosófico Relacionado: Liberdade e Responsabilidade</p><p><br/></p><p>      O filme se concentra na jornada de <strong>Erik Ponti</strong>, um jovem que sofre e pratica violência. Ao ser transferido para um internato, ele se depara com um sistema de opressão institucionalizado, sendo forçado a fazer uma <strong>escolha radical</strong>: sucumbir à violência do sistema, revidar e ser expulso, ou manter-se firme em sua decisão de não usar mais a violência, enfrentando as consequências.</p><p>      Essa situação ilustra o conceito de <strong>Liberdade e Responsabilidade</strong> existencialista, onde o indivíduo é "condenado a ser livre" (Sartre). Erik é confrontado com a necessidade de <strong>autenticidade</strong>, de escolher quem ele será, definindo seu <strong>ser</strong> através de suas <strong>ações</strong>, mesmo diante de pressões externas esmagadoras. Ele precisa construir seu caráter e dar sentido à sua vida, assumindo total responsabilidade por essa escolha e pelas consequências.</p><p>      A relação de Erik com seu amigo <strong>Pierre</strong> e com a cozinheira <strong>Marja</strong> é fundamental para sua libertação. O existencialismo reconhece que o "Eu" se define na relação com o "Outro". <strong>Pierre</strong> representa a <strong>liberdade intelectual</strong> e a resistência pela não-violência, tornando-se o espelho das escolhas morais de Erik. <strong>Marja</strong> é o apoio afetivo, um respiro de humanidade. Através desses relacionamentos, Erik reconhece sua própria humanidade e a do outro, o que o fortalece em sua decisão de romper com o ciclo da violência.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p>Comentário:</p><p>      O que me toca profundamente é a decisão radical de Erik de não retaliar. Em um mundo que exige vingança e retribuição, ele escolhe a resistência moral. Isso é a essência da liberdade segundo Sartre: a capacidade de escolher quem você é apesar das circunstâncias. O filme demonstra que a maior força de um indivíduo não está em sua capacidade de bater, mas em sua inabalável recusa em se rebaixar ao nível da opressão, transformando uma proibição (de não brigar) em um ato de autenticidade.</p><p>      A cena final, com Erik se afastando com seu diploma, não é apenas uma vitória escolar, mas a prova de que ele <strong>criou seu próprio caráter</strong> em um ambiente que queria destruí-lo. É um filme poderoso sobre a <strong>dignidade humana</strong> e o poder transformador de uma única escolha moral.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-25 12:39:54 UTC</pubDate>
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         <title>Conheço o meu lugar (BELCHIOR)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>O que é que pode fazer o homem comum<br>Neste presente instante senão sangrar? -  <mark>disposição</mark></strong><br>Tentar inaugurar<br>A vida comovida<br>Inteiramente livre e triunfante?</p><p><br/></p><p>O que é que eu posso fazer<br>Com a minha juventude<br>Quando a máxima saúde hoje<br>É pretender usar a voz?</p><p><br/></p><p>O que é que eu posso fazer<br>Um simples cantador das coisas do porão?<br><strong>Deus fez os cães da rua pra morder vocês</strong></p><p><strong>Que sob a luz da lua<br>Os tratam como gente - é claro! - aos pontapés - <mark>Ser-com-os-outros</mark></strong></p><p><br/></p><p><strong>Era uma vez um homem e o seu tempo<br>Botas de sangue nas roupas de Lorca - <mark>Temporalidade</mark></strong><br>Olho de frente a cara do presente e sei<br>Que vou ouvir a mesma história porca</p><p><br>Não há motivo para festa: Ora esta!</p><p>Eu não sei rir à toa!</p><p><strong>Fique você com a mente positiva<br>Que eu quero é a voz ativa (ela é que é uma boa!) - <mark>disposição</mark></strong></p><p><br><strong>Pois sou uma pessoa<br>Esta é minha canoa: Eu nela embarco<br>Eu sou pessoa! - <mark>Corporalidade</mark></strong><br>A palavra pessoa hoje não soa bem<br>Pouco me importa!</p><p><br/></p><p>Não! Você não me impediu de ser feliz!<br>Nunca jamais bateu a porta em meu nariz!</p><p><strong>Ninguém é gente!<br>Nordeste é uma ficção! Nordeste nunca houve! - <mark>Ser-com-os-outros</mark></strong></p><p><br/></p><p><strong>Não! Eu não sou do lugar dos esquecidos!<br>Não sou da nação dos condenados!<br>Não sou do sertão dos ofendidos!<br>Você sabe bem: Conheço o meu lugar! - <mark>Espacialidade</mark></strong></p><p><br/></p><p><strong><mark>Conclusão: </mark></strong>A música reúne quase todos os existenciais heideggerianos ao retratar a existência humana como uma experiência real e sofrida, marcada por resistência, busca de reconhecimento e afirmação de lugar no mundo. O corpo, o tempo, as relações com os outros e os afetos revelam um sujeito que encara a realidade sem ilusões e transforma sua própria vida em ato de autenticidade e enfrentamento contra o apagamento. </p><p><br/></p><p>Amanda Barbosa da Silva - 04184950</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-25 14:07:20 UTC</pubDate>
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         <title>Música Pais e Filhos</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><strong><mark>" Ser- com-os-outros</mark></strong><mark>"</mark></p><p><br/></p><p><mark>“Pais e Filhos</mark><strong><mark>”</mark></strong> dialoga diretamente com essa ideia ao tratar da convivência inevitável. A música mostra que a vida humana se dá <em>em</em> relações: mãe e filho, pai e filho, família, gerações.<br>O existir é sempre um <strong>com-os-outros</strong> que nos constitui desde o início, dos conflitos que fazem parte da coexistência, Heidegger não idealiza o “ser-com”; às vezes ele é harmônico, às vezes é tenso.<br>A música retrata justamente como a convivência pode ser difícil, cheia de falhas de comunicação, expectativas não atendidas e dores compartilhadas.  Bem como da responsabilidade que temos uns pelos outros às vezes cuidado <strong>autêntico</strong>, que liberta o outro; às vezes <strong>inautêntico</strong>, que tenta controlar, substituir ou sufocar.</p><p>A música aborda esse peso afetivo: o quanto nossas ações e palavras impactam quem convive conosco.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-25 21:28:53 UTC</pubDate>
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         <title>Filme: A Árvore da vida </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><strong><mark>A Árvore da Vida </mark></strong> mostra a vida como vivência, como afeto, como memória<strong> </strong>exatamente como Heidegger entende a existência humana.</p><p>No filme mostra a <strong><mark>TEMPORALIDADE EXISTENCIAL</mark></strong>- O tempo é memória, O protagonista, Jack, vive o passado como algo que <em>ainda age</em> nele, já adulto, Jack enfrenta um forte sentimento de culpa devido à morte de seu irmão, ele vive o passado como algo que ainda age nele, dividido entre a educação rígida e autoritária do pai e a doçura e o amor da mãe. Exatamente a temporalidade heideggeriana: o passado não é algo que passa, mas que continua projetando o nosso ser.</p><p><mark>O futuro é projeto</mark></p><p>Heidegger diz que o Dasein sempre se projeta em possibilidades.<br>Jack adulto mostra a dificuldade de projetar-se, preso a afetos não resolvidos da infância. Isso retrata o bloqueio existencial de quem vive “sem horizonte”.</p><p><strong><mark>DISPOSIÇÃO AFETIVA</mark></strong></p><p>Para Heidegger, antes de pensar, já estamos afetivamente sintonizados com o mundo, a  disposição revela o mundo e nós mesmos. A infância é mostrada como um “humor”: alegria, estranhamento, medo</p><p>A câmera baixa, os sons ampliados, a luz intensa… tudo transmite a disposição emocional da criança. Isso ilustra como o mundo é sempre dado dentro de um estado afetivo. A dor e a perda criam um novo modo de ser-no-mundo. A morte do irmão muda completamente a forma como Jack vê o mundo — nada mais aparece da mesma maneira. Heidegger diz que a disposição transforma o modo como o mundo se revela. O filme incorpora isso visual e emocionalmente.</p><p><strong><mark>SER-COM</mark></strong></p><p>A família como centro da existência, Jack não existe isolado.<br>Ele é filho, irmão, parte de uma casa, de um contexto emocional, cada gesto, carinho, rigidez, conflito, forma seu modo de ser-no-mundo. O pai e a mãe como modos distintos de estar-com, Heidegger diz que os outros não são objetos, mas modos de convivência que nos constituem, o pai molda Jack pela autoridade, disciplina, dureza, a mãe molda pela sensibilidade, liberdade e acolhimento. Esses dois modos estruturam as possibilidades de Jack como adulto. A perda do outro como mudança ontológica, a morte do irmão mostra como o outro é parte inseparável do nosso mundo.<br>Quando o outro se vai, nosso mundo também desmorona — exatamente como Heidegger descreve a perda como uma ruptura no ser-com.</p><p>O filme encarna a ideia de que existimos sempre em coabitação, e que os outros constituem nossa própria possibilidade de ser.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-25 22:11:03 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3698524597</link>
         <description><![CDATA[<p>Gostaria de destacar e explanar a respeito do filme que foi comentado hoje na sala de aula chamado A Vida é Bela.</p><p>Se trata de um momento de muita angústia,  incertezas, e dor. </p><p>Onde um pai no meio de um caos, luta desesperadamente com um sorriso nos lábios, e manobras de tranquilidade e paz para preservar a memória do seu filho e proteger aquela criança do terror contra a humanidade, naquele período.</p><p>A existência é algo realmente mistérioso, não sabemos o porquê das provas.</p><p>Nunca saberemos qual o sentido da vida  mais podemos sentir o sentido da nossa vida.</p><p>Somos um projeto inacabado, estamos sempre em movimento da realidade que nos bate a porta, seja de qualquer natureza for, conseguimos de alguma forma nos adaptarmos a ela.</p><p>A angústia, como também as certezas nos tira desse lugar de comodidade.</p><p>Não saber o amanhã , de onde viemos e pra onde iremos é sem dúvida a mola mestra que nos impulsiona e  que nos move a continuar descobrindo novo sentido a cada dia, e esse filme vem nos trazer um exemplo de superação e fé. </p><p>Dizendo que até em meio ao caos existe esperança, podemos sentir felicidade.</p><p>Tirar as melhores lições do que nos faz sofrer , porque dor curada é força somada ao que construímos dentro de cada situação vivida.</p><p>Existir vale a pena.</p><p>E viver a nossa existência é de fato a essência fundamental dos mistérios ao qual não temos acesso.</p><p>Mais sabemos que estão lá.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-25 22:36:33 UTC</pubDate>
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         <title>Se a vida te der tangerinas (When life gives you tangerines) k-drama</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Um drama que marca a trajetória de Ae-sun e Gwan-sik desde a juventude ao longo da velhice, que juntos amadurecem e enfrentam as transformações do tempo junto à sua família. Diante de perdas, dificuldades econômicas, mas também compartilham as pequenas alegrias e sonhos. A narrativa é lenta e contemplativa. Que busca compreender os vínculos familiares, a maneira de como lidar com o luto e a ressignificar suas dores. Ainda assim, a série nos recorda a encontrar significado no cotidiano. </p><p>Essa ideia se aplica ao pensamento do existencialista Albert Camus, quando se refere que a vida não faz sentido por si só, é imprevisível e muitas vezes frustante. </p><p>Pois então, viver, significa ser capaz de não desviar o olhar do absurdo, mas ao mesmo tempo inverter o seu sentido, construindo através da revolta, <em>um sentido para existir.</em> Da mesma forma, as situações que atravessam a série simbolizam o inesperado da vida e a resposta das nossas escolhas em vista disso.</p><p>Se a vida te der tangerinas não tem nada de extraordinário em sua construção, e isso é o mais especial da série. Apenas um reflexo de uma vida normal, difícil, amarga e doce.</p><p><br/></p><p>🔗 Link: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://youtu.be/OMYFIh4-tZQ?si=Jg1rVADV3RrIDXHd">https://youtu.be/OMYFIh4-tZQ?si=Jg1rVADV3RrIDXHd - trailer</a></p><p><br/></p><p>Ana Isabel Maciel - 04160470</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-25 23:26:55 UTC</pubDate>
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         <title>Titanic</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Conceito: Autenticidade</p><p><br/></p><p>Rose vive inicialmente mergulhada no absurdo camusiano: uma vida luxuosa, mas sem sentido próprio, inautêntica, onde cada gesto é determinado por convenções sociais que ela não escolheu. Ela percebe a discrepância entre suas emoções e o papel que desempenha, sentindo que tudo ao seu redor — etiqueta, riqueza, casamento arranjado — funciona como uma engrenagem sem propósito real. A angústia que a leva à beira do suicídio é justamente a percepção radical desse desalinhamento entre o mundo e o sentido, núcleo do absurdo. O encontro com Jack funciona como catalisador para a assunção da própria liberdade, revelando que suas escolhas lhe pertencem. A recusa de seguir o casamento arranjado expressa a responsabilidade angustiante pela própria vida. Ao escolher sobreviver e reconstruir-se sem voltar ao papel que lhe era imposto, Rose afirma uma existência autêntica, baseada não na tradição, mas na decisão própria. </p><p><br/></p><p>https://youtu.be/IH6_CA_ocqY?si=fW_pXZl-zYk7mMQi</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-26 00:25:37 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>O Tempo Não Para-Cazuza </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3699745542</link>
         <description><![CDATA[<p>A música <em>O tempo não para, </em>foi lançada no ano de 1988, a mesma foi composta por Cazuza, Arnaldo Brandão e Dé Palmeira. Canta por Cazuza, a música logo se tornou um marco por expressar de modo poético e intenso, a consciência da finitude humana. A mesma nos faz refletir sobre o tempo que passa sem interrupção nos levando a uma compreensão fenomenológica da existência: somos seres que se percebem no mundo enquanto o tempo avança, logo, essa percepção nos recai um peso, urgências e buscas de significados em nossas escolhas.</p><p>Na estrofe “eu não tenho data para comemorar, às vezes os meus dias são de par em par” essa estrofe reforça uma relação existencial com o tempo. Ao dizer que “não tem uma data para comemorar” ele expressa uma percepção da vida como algo incerto, algo que não tem garantia. E a frase “dias de par em par” dá a ideia de algo que tem muita repetição e estagnação-ora correndo, ora parado-o que releva a finitude o próprio sujeito.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-26 15:22:11 UTC</pubDate>
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         <title>Título da obra: Alien Stage</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>👽ALIEN STAGE👽</p><p><br/></p><p>Tópicos abordados: </p><p><br/></p><p>Sentido da vida de Vitor Frankl 🧬</p><p><br/></p><p>Liberdade de Sartre ⛓️‍💥</p><p><br/></p><p>"Ser" feminino de Simone Beauvoir 👩🏻</p><p><br/></p><p>Enfrentamento das condições ambientais de Kierkegaard 🌆🧠</p><p><br/></p><p><br/></p><p>A websérie musical Alien Stage se passa em um futuro distópico onde raça humana foi subjugada por extraterrestres e são tratados como animais de estimação</p><p>Com o fascínio dos alienígenas sobre a habilidade unicamente humana de cantar, algumas crianças humanas são criadas desde a infância num campo de treinamento chamado de Jardim Anakt onde são isoladas e treinadas da infância até se tornarem adultos com o objetivo de se tornarem cantores e performadores profissionais</p><p>Até estarem prontos para participar em uma competição para o entretenimento sádico dos expectadores, o temido Alien Stage, onde esses humanos encarcerados a vida toda disputam um contra o outro e que os perdedores são mortos no final de cada rodada, e apenas um vencedor emergerá com a vida no final.</p><p><br/></p><p>➡️Nessa situação, acompanhamos 6 personagens que lidam com a vida como bois para o abate de diferentes maneiras, assim como na teoria de Kierkegaard em que a existência humana não é definida pelos princípios ambientais, mas da maneira como é enfrentado diretamente as condições da vida.</p><p><br/></p><p>➡️A protagonista Mizi que se encontra desiludida e esmagada com os maus-tratos que recebe de sua "dona' alienígena, decide participar por sua própria ideia, diferente de seus colegas, do programa Alien Stage mesmo sabendo do risco que ela poderia morrer nessa competição, ela decide enfrentar esse risco na tentativa de encontrar algo além da repetição do seu sofrimento</p><p>Exercendo o conceito de liberdade de Sartre, de escolher em cima de como ela atribui significado a sua realidade e emoções.</p><p><br/></p><p><br/></p><p>➡️Ao passar a infância no Jardim Anakt, apesar do duro treinamento, Mizi conhece seus amigos Till, Ivan e em foco Sua, por quem ela se apaixona. Apesar de ter boas experiências com seus novos amigos, as criança ainda não consegue se livrar da opressão que permeia os humanos deste mundo, em especial as mulheres.</p><p>Já que as meninas são encorajadas apenas a reproduzirem para perpetuar a espécie que serve como entretenimento para os aliens, mostrando como mesmo nessa sociedade fictícia, a teoria de Simone de Beauvoir de que a mulher é o Outro, ao invés de sujeito, ainda entra em rigor.</p><p><br/></p><p>➡️Ao saberem que vão competir na primeira rodada da cruel competição de canto, Mizi e Sua entram em conflito com o conhecimento de que uma das duas terá que morrer. Sua secretamente começa a planejar falhar para a sua morte, porém Mizi percebe e apesar de querer, não consegue a impedir após ter tentado suicídio e visto como Sua ficou devastada.</p><p>Em sua mente, talvez morrer seja liberdade daquele inferno para Sua.</p><p>Porém, ao fingir ignorância e deixar Sua morrer, Mizi tem que assumir a responsabilidade de sua escolha.</p><p>Como na teoria de Sartre, em que o homem ao ser livre, também é responsável por suas escolhas de agir ou não agir.</p><p><br/></p><p>➡️Mizi lida com o luto durante a série, e ao escapar do confinamento na competição, ela se junta a um grupo de insurgentes rebeldes e enfrenta os alienígenas para libertar os humanos cativos, apesar de seu ato final ter sido de vingança contra os aliens ao se martirizar e destruir o palco de competição onde ela antes viu tantos morrerem</p><p>Ela ainda consegue salvar seu último amigo, deixando um legado em que ele conseguirá salvar outras crianças humanas desse destino cruel</p><p>Mizi, no fim, encontra um sentido mesmo no sofrimento, como na fenômenologia de Viktor Frankl.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-26 16:34:56 UTC</pubDate>
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         <title>Up - Altas Aventuras </title>
         <author>saraacastrobarbosa</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3699904114</link>
         <description><![CDATA[<p>Filme: Up - Altas Aventuras</p><p><br/></p><p>Conceito: Temporalidade em Heidegger</p><p><br/></p><p>No filme Up – Altas Aventuras, acompanhamos Carl Fredricksen, um idoso viúvo que, após a morte de sua esposa, passa a viver de forma isolada. Ele é profundamente marcado pela temporalidade: mesmo após muitos anos desde o falecimento de Ellie, as experiências vividas e as lembranças compartilhadas continuam presentes em seu modo de ser.</p><p>Ao longo da narrativa, Carl embarca na aventura que sempre sonhou viver ao lado da esposa. Esse movimento representa uma ressignificação de sua própria história, permitindo que ele se abra novamente ao mundo, retomando possibilidades de existir que antes estavam fechadas pelo luto e pela solidão.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-26 18:13:32 UTC</pubDate>
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         <title>Filme: Soul</title>
         <author>saraacastrobarbosa</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3699906113</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Conceito: Autenticidade x Inautenticidade; Ser-para-morte</p><p><br/></p><p>No filme Soul da Pixar, o personagem principal, Joe Gardner, é professor de música, mas sonha em se tornar um pianista profissional. No entanto, por não receber apoio de sua mãe e por viver sob as expectativas externas, Joe acaba levando uma vida marcada pela inautenticidade, afastando-se daquilo que realmente deseja ser.</p><p>Quando finalmente surge a oportunidade de apresentar-se em um grande concerto, Joe sofre um acidente e entra em coma. A partir disso, o filme mostra sua alma lutando para retornar ao corpo, revelando o quanto ele deseja viver plenamente aquilo que sempre sonhou. Com base na teoria de Heidegger, percebe-se que Joe entra em crise ao se deparar com a possibilidade real da morte. Essa experiência evidencia que ele poderia morrer sem ter vivido de forma autêntica, isto é, sem ter assumido sua existência e suas escolhas de maneira verdadeira diante de si mesmo. Assim, Soul ilustra o movimento heideggeriano do ser-para-a-morte como um chamado para a autenticidade: ao confrontar o fim, Joe reconhece que vinha apenas “passando pela vida”, e não, de fato, vivendo-a conforme seu próprio modo de ser.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-26 18:16:19 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>UM SONHO DE LIBERDADE (1994 - Thriller/Ficção policial - 2h 22m)</title>
         <author>clistenesholanda</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3700017171</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Conceito filosófico relacionado</strong>: O filme dialoga fortemente com conceitos centrais tanto da Fenomenologia quanto do Existencialismo, porque coloca em foco a condição humana diante do limite, da liberdade, do tempo e da esperança.</p><p><strong>Breve explicação:</strong> Em 1947, o jovem banqueiro Andy Dufresne é condenado à prisão perpétua pelo assassinato de sua esposa e do amante dela. No entanto, apenas Andy sabe que não cometeu os crimes. Encarcerado em Shawshank, a penitenciária mais rigorosa do estado do Maine, ele faz amizade com Ellis Boyd "Red" Redding, um homem desiludido que está preso há 20 anos.</p><p>Ainda que fisicamente preso, Andy exerce sua liberdade interior ao escolher sua atitude — cultivar esperança, ajudar outros presos e planejar sua fuga. Andy não se deixa definir pelo rótulo de “presidiário” ou “assassino” — ele cria sua própria essência pela maneira como vive e pelas escolhas que faz <strong>(Sartre)</strong>. Enquanto muitos presos vivem de modo inautêntico, presos a um sistema que anula suas subjetividades, Andy, ao contrário, busca um modo de existir autêntico, mantendo viva sua possibilidade de transcendência. &nbsp;A prisão coloca a morte simbólica (a perda da liberdade) como uma ameaça constante. Andy e Red precisam se posicionar diante dessa finitude — seja pela esperança, seja pelo desespero <strong>(Heidegger)</strong>. A vida na prisão pode parecer absurda, sem sentido. Andy se revolta contra esse absurdo não pela violência, mas pela astúcia, pelo trabalho paciente e pela construção de um projeto (a fuga). Sua esperança é sua forma de “revolta” contra o absurdo <strong>(Camus).</strong></p><p><br/></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.primevideo.com/detail/0H3BD1NXV10WDK34UPWWVK4NNS/ref=atv_dp_share_cu_r">https://www.primevideo.com/detail/0H3BD1NXV10WDK34UPWWVK4NNS/ref=atv_dp_share_cu_r</a></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-26 21:03:17 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A LISTA DE SCHINDLER (1993 - Guerra/Drama - 3h 15m)</title>
         <author>clistenesholanda</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3700018039</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Conceito filosófico relacionado</strong>: O espectador se vê diante de questões fundamentais da experiência humana em situações-limite: o mal, a liberdade, a responsabilidade e o sentido da vida.</p><p>&nbsp;</p><p><strong>Breve explicação:</strong> O alemão Oskar Schindler viu na mão de obra judia uma solução barata e viável para lucrar com negócios durante a guerra. Com sua forte influência dentro do partido nazista, foi fácil conseguir as autorizações e abrir uma fábrica. O que poderia parecer uma atitude de um homem não muito bondoso, transformou-se em um dos maiores casos de amor à vida da história, pois este alemão abdicou de toda sua fortuna para salvar a vida de mais de mil judeus em plena luta contra o extermínio alemão.</p><p>Schindler é confrontado com a necessidade de escolher. Ele poderia continuar lucrando com a guerra, mas decide assumir a responsabilidade de salvar vidas. Sua escolha mostra que o homem se define por seus atos <strong>(Sartre)</strong>. No início, Schindler vive de forma inautêntica, preocupado com status, prazer e poder. Ao confrontar-se com a realidade do extermínio, busca uma existência mais autêntica, guiada pela responsabilidade ética <strong>(Heidegger / Sartre). </strong>A presença constante da morte (campos, execuções, listas) confronta os personagens com sua finitude. Essa consciência da morte leva alguns à desesperança, mas em Schindler desperta ação e sentido <strong>(Heidegger). </strong>O Holocausto é o exemplo extremo do absurdo — a violência irracional que destrói qualquer expectativa de ordem ou justiça no mundo. A ação de Schindler pode ser vista como uma “revolta” camusiana: não elimina o absurdo, mas responde a ele com solidariedade <strong>(Camus). </strong>Schindler passa de um estágio estético (prazer, riqueza) para um estágio ético, arriscando tudo por uma causa maior, quase como um salto para além de sua própria existência imediata <strong>(Kierkegaard).</strong></p><p><br/></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.primevideo.com/detail/0SS4EP344EZESJRYDOYYJDQ59G/ref=atv_dp_share_cu_r">https://www.primevideo.com/detail/0SS4EP344EZESJRYDOYYJDQ59G/ref=atv_dp_share_cu_r</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-26 21:05:14 UTC</pubDate>
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         <title>NA NATUREZA SELVAGEM (2007 - Aventura/Drama - 2h 28m)</title>
         <author>clistenesholanda</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3700018694</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Conceito filosófico relacionado</strong>: Trata-se de um estudo de caso existencialista clássico, baseado em uma história real. Envolve conceitos como liberdade, autenticidade, angústia e responsabilidade.</p><p><strong>&nbsp;</strong></p><p><strong>Breve explicação:</strong> Christopher McCandless, filho de pais ricos, se forma na universidade de Emory como um dos melhores estudantes e atletas. Porém, em vez de embarcar em uma carreira prestigiosa e lucrativa, ele escolhe doar suas economias para caridade, livrar-se de seus pertences e viajar rumo ao Alasca.</p><p>O protagonista, Christopher McCandless, rejeita a riqueza, as expectativas sociais e as convenções da vida moderna em busca de uma existência autêntica e livre nos ermos do Alasca. Ele se recusa a ser definido pelo dinheiro ou pela carreira, escolhendo definir-se inteiramente por suas ações e experiências. Pura manifestação da ideia existencialista de que "a existência precede a essência". Sua jornada é impulsionada pela angústia de viver uma vida "falsa". Ele se sente responsável por criar seu próprio valor em um mundo que ele vê como moralmente vazio. Em uma de suas últimas anotações, Christopher percebe que "felicidade só é real quando compartilhada". Esta conclusão final resgata um elemento humanista, sugerindo que, embora a liberdade seja vital, o verdadeiro florescimento humano está na conexão e no amor.</p><p>&nbsp;</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.primevideo.com/detail/0KEKSSJPFKMT43ZDZ6WWNFMCYK/ref=atv_dp_share_cu_r">https://www.primevideo.com/detail/0KEKSSJPFKMT43ZDZ6WWNFMCYK/ref=atv_dp_share_cu_r</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-26 21:06:51 UTC</pubDate>
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         <title>BIRDMAN OU (A INESPERADA VIRTUDE DA IGNORÂNCIA) (2014 - Comédia/Drama - 2 horas)</title>
         <author>clistenesholanda</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3700020227</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Conceito filosófico relacionado</strong>: Filme profundamente existencialista-humanista que explora a crise de identidade na era da performance e das mídias sociais. Relaciona-se com conceitos como identidade, sentido e arte como redenção.</p><p><strong>&nbsp;</strong></p><p><strong>Breve explicação:</strong> Por mais de 20 anos, o ator Riggan Thomson foi conhecido por interpretar Birdman, um super-herói que se tornou um ícone cultural. Entretanto, ao recusar-se a gravar o quarto filme com o mesmo personagem, sua carreira começa a decair.</p><p>Riggan Thomson (o Birdman) está angustiado por não ser reconhecido como um "verdadeiro artista" depois de sua fama em filmes de super-heróis. Sua luta desesperada para montar uma peça de teatro séria é uma tentativa de dar sentido à sua vida e reafirmar sua identidade em um universo que ele percebe como indiferente. Constantemente preocupado com a crítica e o julgamento (o "olhar" dos outros, especialmente de sua filha e da crítica de teatro). Para os existencialistas, o "eu" é em parte construído em relação ao que os outros pensam (o olhar do outro de Sartre) e Riggan está preso nessa armadilha, buscando validação externa para seu valor interno. O ato de criar arte (a peça) é a ferramenta que ele usa para tentar se redimir. A busca pela verdade emocional e pela beleza através da criação é um esforço profundamente humano para transcender o trivial.</p><p>&nbsp;</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.primevideo.com/detail/0JKSVBD51Y4V0F99543PJ7K9D8/ref=atv_dp_share_cu_r">https://www.primevideo.com/detail/0JKSVBD51Y4V0F99543PJ7K9D8/ref=atv_dp_share_cu_r</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-26 21:09:39 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>AS AVENTURAS DE PI (2012 - Aventura/Fantasia - 2h 7m)</title>
         <author>clistenesholanda</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3700020990</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Conceito filosófico relacionado</strong>: Embora superficialmente seja sobre sobrevivência, o filme é fundamentalmente uma parábola sobre a escolha existencial e o humanismo inerente à necessidade humana de narrativa. Versa sobre conceitos existencialistas como escolha e criação de sentido e humanistas como fé e narrativa.</p><p><strong>&nbsp;</strong></p><p><strong>Breve explicação:</strong> Pi e sua família decidem ir para o Canadá depois de fechar o zoológico da família. A embarcação deles naufraga e o jovem sobrevive junto com alguns animais, incluindo um temível tigre de Bengala, com o qual desenvolve uma ligação.</p><p>O clímax do filme apresenta duas histórias: uma fantástica (com o tigre, Richard Parker) e uma terrivelmente realista (com humanos). Pi pergunta ao jornalista qual história ele prefere. O mundo pode ser absurdo e a realidade objetiva pode ser brutal, mas o ser humano tem a liberdade de escolher a narrativa que lhe permite viver e onde ele encontra significado (essência do existencialismo). O filme argumenta que a fé, seja ela religiosa ou em uma boa história, é uma criação humana que torna a vida tolerável e significativa. É um hino ao poder da imaginação e da escolha para enfrentar o vazio e o trauma, valorizando a capacidade humana de criar significado.</p><p>&nbsp;</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.primevideo.com/detail/0MJAY4DQO3K8B63FQXKNBE17C5/ref=atv_dp_share_cu_r">https://www.primevideo.com/detail/0MJAY4DQO3K8B63FQXKNBE17C5/ref=atv_dp_share_cu_r</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-26 21:11:10 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3700052472</link>
         <description><![CDATA[<p>A obra Canteiros- Fagner  </p><p>conceito filosófico tempo, angústia, liberdade, autenticidade: a canção, costurada com fios de saudades ecos do poema Marcha de Cecilia Meireles , se desenrola como quem abre uma janela, deixando o vento do passado bater no rosto . Canteiros fala da vida que floresce e fenece, quase pedindo licença ao coração para tocar no que ainda dói, nos mostra o inevitável movimento do tempo o desabrochar e o murchar da vida e a experiência humana diante dessas mudanças.</p><p>Explicação - trecho relacionado "Quando penso em você/ fecho os olhos de saudade...''</p><p> Tempo aqui não aparece só como calendário virando, ele vem nas lembranças e autêntico como um rio que não volta atrás . As memórias as vezes é mais viva que o próprio agora . A música mostra que o tempo da suas voltas e no meio delas nos vira do avesso .</p><p>Heidegger chamaria isso de nossa temporalidade existencial ele afirma que o ser humano só pode ser compreendido a partir da sua temporalidade.</p><p>A música mostra que existimos sempre atravessados pelo tempo . Ele molda os afetos redesenhar as paisagens .</p><p>A liberdade (Sartre )se insinua entre um verso e outro, a música reconhece que amar é de certa forma,abrir a mão deixar o outro ir e deixar se ir também.</p><p>A angústia  "sinto falta de você " é a consciência de que nada dura pra sempre,  uma verdade que pesa mais do que gostariamos . Kierkegaard diria que a angústia revela quem realmente somos , na música ela aparece como um eco que teima em voltar , mesmo quando o eu lírico tenta seguir em frente . A música personifica o passado como companheiro de jornada, mostrando que ser autêntico (Heidegger)é assumir o que se viveu, com erros ,flores e espinhos.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?pdlt=1&amp;v=DOgQOQCaDS0" />
         <pubDate>2025-11-26 22:29:55 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>NÃO APRENDI DIZER ADEUS - Leandro e Leonardo</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3700462998</link>
         <description><![CDATA[<p>Conceito Fenomenológico: Despedida</p><p>Conceito Existencial: Ser-para-a-morte (Heidegger)</p><p><br/></p><p>Analisando a música "<strong>Não Aprendi dizer Adeus</strong>", imortalizada pela dupla Leandro e Leonardo (composta por Joel Marques), sob a ótica da fenomenologia e do existencialismo de Martin Heidegger, revela profundas conexões com os conceitos de <strong>ser-para-a-morte</strong>, junto ao fenômeno despedida.</p><p><br/></p><p>Apesar da musica se tratar de uma despedida, rompimento de um relacionamento, ela pode nos levar também a um lugar de reflexão sobre a despedida para sempre de alguém, valendo-se da ressalta onde a mesma ganhou ainda mais notoriedade quando infelizmente um dos componentes da dupla veio a falecer, ficando registrado na memória daquela geração verdadeiramente como um marco da despedida, do findar repentino da vida.</p><p><br/></p><p>Destaco os trechos: " não aprendi dizer adeus, não sei se vou me acostumar" e "não tenho nada pra dizer, só o silêncio vai falar por mim", trazem o momento em que todo ser humano em algum dado momento irá e poderá se deparar a não ter mais o controle de alguém que já não está mais aqui.  Quando nos deparamos com o ser-para-morte, o que comumente chamamos de (luto), nos transita ao lugar de que o que sabíamos, já não sabemos mais, que fugimos de despedidas ou sempre pensamos que nunca chegará, por isso fugimos de pensar, de sentir e não aprendemos dizer "adeus".</p><p> </p><p>"Eu sei guardar a minha dor e apesar de tanto amor, vai ser melhor assim" - expõe o fenômeno da despedida em sua crueza emocional.</p><p><br/></p><p>A canção  pode ser lida como um retrato poético do <strong>Dasein inautêntico</strong> que, imerso nas trivialidades e no conforto do cotidiano, não se preparou para o confronto inevitável com o fim. A dificuldade em "dizer adeus" é, fundamentalmente, a dificuldade em aceitar a <strong>finitude</strong> que define a condição humana.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/HcHLhlQNa6A?list=RDHcHLhlQNa6A" />
         <pubDate>2025-11-27 03:39:55 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>RINDO À TOA - Falamansa</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3700496115</link>
         <description><![CDATA[<p>Conceitos: Disposição e Autenticidade</p><p><br/></p><p>Com uma mensagem de resiliência e a escolha pela alegria consciente, a música pode ser interpretada como um chamado à existência autêntica, entrelaçada a disposição humana.</p><p>É certo que esta música é digna de uma análise muito minuciosa e aprofundada, onde se pode perceber muitos aspectos filosóficos do ponto de vista heidiggeriano. Contudo, damos destaque ao trecho célebre nesta rápida reflexão, o que talvéz venha a dar o título da mesma, trazendo como mensagem principal da canção, " Ha, ha, ha, ha, ha, mas eu tô rindo à toa, não que a vida esteja assim tão boa, mas um sorriso ajuda a melhorar", nos trás a visão do que Heidegger chama de "disposição", estado de humor, que influencia naquilo que se percebe e como se percebe.</p><p>Podemos dizer que também aponta para a "<strong>autenticidade"</strong> para a escolha de uma atitude: "Não que a vida esteja assim tão boa, mas um sorriso ajuda a melhorar". </p><p>A alegria é um ato de apropriação da existência, não apenas uma reação passiva.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/U2WtrCaE7Rk?list=RDU2WtrCaE7Rk&amp;t=5" />
         <pubDate>2025-11-27 04:08:32 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>DE REPENTE 30</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3700533880</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Conceitos: Angústia, Inautenticidade, Liberdade e Reponsabilidade, Autenticidade e Busca de Sentido.</strong></p><p><br/></p><p>O referido filme é trazido como uma comédia romântica, onde Jenna, a protagonista, com seus 13 anos, deseja ser adulta para escapar da insegurança e das dificuldades sociais enfrentadas na adolescência, buscando aceitação e popularidade a todo custo, o que a leva a "inautenticidade" e ações de "má-fé" (no sentido sartriano de enganar a si mesma). De repente, ela acorda aos 30, ela se vê em uma vida que não reconhece, cercada por superficialidade e decisões egoístas que a fizeram uma pessoa que ela agora despreza,  gerando uma profunda angústia existencial, o reconhecimento de que a vida "dos sonhos" que ela buscou é, na verdade, vazia de sentido. </p><p>O filme ilustra a ideia central do existencialismo de que os indivíduos são livres e, portanto, responsáveis por suas escolhas. Jenna percebe que a pessoa que ela se tornou é o resultado direto das escolhas feitas por sua versão adolescente, mesmo que ela não se lembre conscientemente delas. Ela é forçada a assumir a responsabilidade por essa vida e decidir se continuará nesse caminho ou fará novas escolhas.</p><p>A crise de Jenna aos 30 anos é um chamado à autenticidade. Ela precisa revisitar o passado e entender o que realmente tinha valor para a "verdadeira" Jenna (a dos 13 anos).</p><p>A mensagem do filme é sobre rejeitar a vida inautêntica e superficial que ela construiu e buscar um sentido que venha de dentro.</p><p>Sobre os aspectos da <strong>"temporalidade", </strong> a viagem no tempo força Jenna a confrontar o presente (seu eu de 30 anos) com o passado (seu eu de 13 anos), destacando a importância do <strong>"agora"</strong> e de viver de forma consciente cada momento, em vez de desejar pular etapas ou viver em função de um futuro idealizado.&nbsp;</p><p><br/></p><p>"De Repente 30", nos leva a refletir sobre a importância da autenticidade e a coragem de fazer escolhas que nos levem a uma vida com verdadeiro significado.&nbsp;</p>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/_pmFp2W65Fs" />
         <pubDate>2025-11-27 04:41:49 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Música: Resposta - Skank</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3702668201</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Conceito filósófico relacionado:</strong> A música pode ser relacionada ao conceito de Heidegger ao abordar tanto sobre temporalidade e espacialidade, quando ambos pensamentos se tratam a respeito do ser muito mais do que o mundo físico.</p><p><br/></p><p><strong>Breve explicação:</strong> Com esse tipo de pensamento e racícionio é observado algumas analogias, como por exemplo ao citar: ´´sem mais, eu fico onde estou, prefiro continuar distante...`` pode ser remetido ao conceito de espacialidade, e a citação ´´o antigo que vai adiante...``, que pode remeter a temporalidade. Sendo assim, é visto a similiaridade na música aos conceitos sobre ser retratado por Heigedder, mostrando mesmo que nos dias atuais vivemos no cotidiano essa ideia de viver fora do conceito natural e temporal físico, mas quando abrange no aspecto emocional e existencial observamos que podemos ir muito além do que conhecemos.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?pdlt=1&amp;v=81Szobx5SLM" />
         <pubDate>2025-11-28 18:38:07 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Filme: Fratura</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3702673989</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Conceito filosófico:</strong> De acordo do que é retratado no filme Fratura, mostra um relapso entre viver nas experiências ou traumas que ocorreram no passado, mas que perpetuam como se estivessem no presente. Pensando nisso, esse filme pode ser relacionado a explicação que Heidegger trás para temporalidade, que existem coisas no passado que podem estar presente no nosso dia a dia</p><p><br/></p><p><strong>Breve explicação: </strong>Como humanos, temos histórias com experiências boas e ruins, sendo assim, ao passar por essas experiências não anula o fato de que elas podem nos acompanhar por um bom tempo independente do tempo físico e biológico. Essa ideia é retratada no filme, quando o ator principal não sabe diferenciar a realidade do tempo físico entre o presente e o passado. Talvez, não seja literalmente assim que aconteça conosco, mas isso pode servir de exemplo que ninguém está imune a viver experiências que no tempo natural não compete com o tempo que realmente aconteceu a experiência. Dependendo do marco dessa experiência na nossa vida, ela pode nos acompanhar por um bom tempo, essa ideia é abordada por Heidegger ao dizer que a temporilade não é somente sobr eo o tempo físico mas sobre as experiências, histórias ou traumas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-28 18:51:54 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Meu querido, meu velho, meu amigo-Roberto Carlos</strong></p><p>Ao homenagear o pai, a música fala sem rodeios sobre viver, envelhecer e reconhecer a beleza e a dor moram nisso.</p><p>Breve explicação:</p><p>O tempo aqui aparece como um companheiro inevitável, a figura do pai revela o passar dos anos como aprendizado.</p><p>A angústia ecoa naquele no na garganta de quem um dia percebe, que  o pai envelhece, que a vida não volta atrás esse incomodo profundo de ver o tempo levar o que é preciso.</p><p>A liberdade aparece como possibilidade de expressar o que antes talvez não coubesse nas  palavras,a autenticidade nasce quando o eu lírico olha o pai tal como ele é real, humano, imperfeito, belo , o pai não é idealizado  é lembrado em sua forma genuína .</p><p><br/></p><p>Letra da música: </p><p><br/></p><p>Esses seus cabelos brancos bonitos<br>Esse olhar cansado profundo<br>Me dizendo coisas num grito<br>Me ensinando tanto do mundo<br>E esses passos lentos de agora<br>Caminhando sempre comigo<br>Já correram tanto na vida<br>Meu querido meu velho meu amigo</p><p>Sua vida cheia de histórias<br>E essas rugas marcadas pelo tempo<br>Lembranças de antigas vitórias<br>Ou lágrimas choradas ao vento<br>Sua voz macia me acalma<br>E me diz muito mais do que eu digo<br>Me calando fundo na alma<br>Meu querido meu velho meu amigo</p><p>Seu passado vive presente<br>Nas experiências contidas<br>Nesse coração consciente<br>Da beleza das coisas da vida<br>Seu sorriso franco me anima<br>Seu conselho certo me ensina<br>Beijo suas mãos e lhe digo<br>Meu querido meu velho meu amigo</p><p>Eu já lhe falei de tudo<br>Mas tudo isso é pouco<br>Diante do que sinto<br>Olhando seus cabelos tão bonitos<br>Beijo suas mãos e digo<br>Meu querido meu velho meu amigo</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-29 19:17:03 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Sonhos -Peninha </strong></p><p><br/></p><p>Sonhos é um desabafo que chega a aperta o peito a canção conversa com a vida como ela é cheia de idas e vindas e daqueles silêncios que dizem mais do que meio dúzia de palavras.</p><p>O tempo é simbolizado como fio que costura sonhos, perdas e o que ainda resta no peito. A canção mostra como o tempo reorganiza afetos, ora suave, ora cruel moldando os sentidos das relações. A angústia surge com o aperto de perceber que o amor ficou grande demais, no peito e pequeno demais no mundo real , é a dor de quem revisita o próprio passado. A liberdade aparece quando reconhecemos, que ninguém segura o que não quer ficar e que todo amor  por maior que seja caminha com as próprias pernas. A autenticidade aparece, na coragem de dizer a verdade nua e crua , sem rodeios . Ele reconhece seus erros, admite o que sente e encara sua própria história de frente.</p><p><br/></p><p>Letra da música:</p><p><br/></p><p>Tudo era apenas uma brincadeira<br>E foi crescendo, crescendo<br>Me absorvendo<br>E de repente eu me vi assim<br>Completamente seu</p><p>Vi a minha força amarrada no seu passo<br>Vi que sem você não tem caminho<br>Eu não me acho<br>Vi um grande amor gritar dentro de mim<br>Como eu sonhei um dia</p><p>Quando o meu mundo era mais mundo<br>E todo mundo admitia<br>Uma mudança muito estranha<br>Mais pureza, mais carinho<br>Mais calma, mais alegria<br>No meu jeito de me dar</p><p>Quando a canção se fez mais forte<br>Mais sentida<br>Quando a poesia fez folia em minha vida<br>Você veio me contar<br>Dessa paixão inesperada<br>Por outra pessoa</p><p>Mas não tem revolta, não<br>Eu só quero que você se encontre<br>Ter saudade até que é bom<br>É melhor que caminhar vazio<br>A esperança é um dom<br>Que eu tenho em mim<br>(Eu tenho sim)</p><p>Não tem desespero, não<br>Você me ensinou milhões de coisas<br>Tem um sonho em minhas mãos<br>Amanhã será um novo dia<br>Certamente eu vou ser mais feliz</p><p>Quando o meu mundo era mais mundo<br>E todo mundo admitia<br>Uma mudança muito estranha<br>Mais pureza, mais carinho<br>Mais calma, mais alegria<br>No meu jeito de me dar</p><p>Quando a canção se fez mais forte<br>Mais sentida<br>Quando a poesia realmente fez folia em minha vida<br>Você veio me contar<br>Dessa paixão inesperada<br>Por outra pessoa</p><p>Mas não tem revolta, não<br>Eu só quero que você se encontre<br>Ter saudade até que é bom<br>É melhor que caminhar vazio<br>A esperança é um dom<br>Que eu tenho em mim<br>(Eu tenho sim)</p><p>Não tem desespero, não<br>Você me ensinou milhões de coisas<br>Tem um sonho em minhas mãos<br>Amanhã será um novo dia<br>Certamente eu vou ser mais feliz</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-29 19:56:57 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Livro &quot;A invenção do Nordeste e outras Artes&quot; </title>
         <author>erikarafaelle</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3703893279</link>
         <description><![CDATA[<p>Link para baixar: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://konektacommerce.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/TEXT_SAMPLE_CONTENT/invencao-do-nordeste-a-89251-1.pdf">https://konektacommerce.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/TEXT_SAMPLE_CONTENT/invencao-do-nordeste-a-89251-1.pdf</a></p><p><br></p><p><strong>📕Título da obra:</strong> A invenção do Nordeste e outras artes - Prof. Dr. Durval Muniz Albuquerque Júnior.</p><p><br></p><p><strong>🧠Conceito filosófico:</strong> Pensamento Decolonial de Dussel.</p><p><br></p><p><strong>✍🏽Breve explicação: </strong>O livro é fruto da tese de doutoramento do Historiador e é uma das referências quando se pensa na construção da identidade do Nordeste brasileiro.</p><p>Sua tese parte da ideia de que a região nordestina é uma construção discursiva (neste caso sulista) e não natural.</p><p>Inegável que essa obra é uma chamado ao pensamento decolonial, neste caso, incluindo o "Outro negado" (povo nordestino) na narrativa analítica e existencial e, por conseguinte, afastando-se do pensamento hegemônico do sul do país, que o coloca como sinônimo de atraso, fome, seca e miséria.</p><p>Partindo do pensamento do filósofo Dussel, podemos afirmar que o nordeste e seu povo são "sujeitos de conhecimentos" e sua existência é fruto histórico e político, devendo desconstruímos esse ideário colonizador e valorizar o produzido por nosso povo.</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-30 19:56:17 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;A cidade&quot;  - Uma análise Decolonial </title>
         <author>erikarafaelle</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>🥁Título da obra:</strong> A música "A cidade" faz parte do álbum "Da Lama ao Caos" (1994) de Chico Science &amp; Nação Zumbi, grupo pernambucano referência do Movimento Manguebeat.</p><p><br></p><p><strong>🧠Conceito filosófico:</strong> Decolonial de Enrique Dussel e Rodolfo Kusch.</p><p>Movimento Armorial.</p><p><br></p><p><strong>✍🏽Breve explicação: </strong>Partindo da letra da canção pode-se afirmar que ela é um manifesto decolonial, que não critica apenas o capitalismo, mas propõe um novo centro do pensamento, neste caso a periferia, o Mangue.</p><p>"A cidade não para, a cidade só cresce/ O de cima sobe e o de baixo desce", pode ser vista como uma representação da crítica de Dussel ao sistema colonial e econômico capitalista, onde o crescimento é desigual e excludente.</p><p>Também podemos verificar o "estar sendo" de Rodolfo Rusch, onde a dimensão cultural e das tradições são destacadas na letra e em especial, no ritmo.</p><p>O trecho "Eu vou fazer uma embolada, um samba, um maracatu/Tudo bem envenenado, bom pra mim e bom pra tu<br>Pra gente sair da lama e enfrentar os urubus"; aponta para a realidade vivida pelas vítimas de opressão e exclusão social, e sendo a musicalidade com seus instrumentos um meio eficaz de mostrar a realidade das minorias e, de enfrentar o sistema, aqui representado como urubu.</p><p><br>🗣️O Movimento Manguebeat em si, pode ser visto como uma releitura do Movimento Armorial que têm como um dos principais fundadores Ariano Suassuna. A união dos símbolos populares, como na música o Maracatu, são um modo de dar voz aos que por décadas foram retratados a partir da ideia colonialista do Sul e Sudeste.</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-30 22:05:16 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Livro: Torto Arado - Itamar Vieira Junior</title>
         <author>vitoriarosado</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3704941626</link>
         <description><![CDATA[<p>🧠 <strong>Conceito filosófico relacionado</strong>: <em>Pensamento Decolonial</em></p><p><br></p><p><em>✍️ </em><strong>Breve explicação: </strong></p><ul><li><p>Conseguimos enxergar o conceito de<strong> Colonialidade do Poder </strong>do sociólogo peruano Anibal Quijano, persistindo após o fim formal do colonialismo, através da estrutura fundiária que mantém trabalhadores rurais descendentes de escravos em situações de dependência e subordinação, como se na verdade, a escravidão nunca tivesse acabado. Moram nas terras, trabalham nas terras, produzem nas terras, mas <strong>não têm posse</strong> delas. Ainda, se encontram sujeitos aos mais variados tipos de violência e exploração.</p><p>(<strong>Trecho do livro</strong>: "Os donos já não podiam ter mais escravos, por causa da lei, mas precisavam deles. Então, foi assim que passaram a chamar os escravos de trabalhadores e moradores.");</p></li><li><p><strong>O Outro</strong> (Enrique Dussel): o Outro é uma exterioridade ao universo, é aquilo que fica fora das estruturas hegemônicas do poder, da cultura e da racionalidade moderna. O Outro (pobre, indígena, negro, mulher, migrante) está fora do sistema dominante, habita o lugar de exterioridade. Na obra, percebemos que o Outro (trabalhadores negros), são constantemente silenciados, violados, submetidos às decisões dos outros. O acidente de Bibiana e Belonísia pode ser entendido como uma metáfora à "silenciar" a voz ou identidade desses povos. Segundo a <strong>Filosofia da Libertação</strong>, é necessário pensar desde a perspectiva do oprimido e lhe dar voz, lhe ESCUTANDO, é uma maneira de fazê-lo e libertá-lo;</p></li><li><p><strong>Crítica ao eurocentrismo e à superioridade epistêmica ocidental</strong>: na obra, conseguimos enxergar a valorização de práticas de cura tradicionais daqueles povos, o seu conhecimento ancestral africano, sua espiritualidade (ex.: jare) e narrativas orais transmitidas entre as gerações. Conseguimos portanto perceber a valorização de saberes que existem fora da racionalidade ocidental hegemônica;</p></li><li><p><strong>O Estar latino-americano</strong> (Rodolfo Kusch): é uma categoria que expressa situação, enraizamento, presença; implica acolher a incerteza, o precário e o cotidiano; é flexível, relacional e comunitário. Na obra, percebemos que há uma relação de identidade com a terra, e mais ainda, uma relação espiritual e coletiva. O território não é posse, tampouco mercadoria. É condição de existência e continuidade da comunidade.</p></li><li><p>Por fim, o protagonismo feminino negro nas figuras de Bibiana e Belonísia, cuja obra dá voz à sua história e é narrada por elas. Além da presença da matriarca Donana e das lideranças femininas do jarê.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-01 11:59:49 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3704996861</link>
         <description><![CDATA[<p>Texto antigo alertando sobre ansiedade.</p><p><br/></p><p>O texto bíblico do Evangelho segundo Mateus capítulo 6 dos versos 25 ao 34 é um dos textos históricos mais antigos acerca deste mal que acomete uma parte significativa da sociedade. Neste fragmento do texto bíblico, um dos maiores líderes da história, Jesus, já falava a pelo menos dois mil anos sobre ansiedade, e espessava palavras para incitar e esperança e fé que é possível ter uma vida equilibrada e não dominada pela ansiedade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-01 12:47:47 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>filme: Scarface (1983)🎬</title>
         <author>mariaeduardamarese</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Conceito filosófico relacionado:</strong> <strong>Liberdade e Má-fé (Sartre)</strong></p><p><br/></p><p><strong>Breve explicação:</strong><br><em>Scarface</em> mostra Tony Montana perseguindo uma liberdade absoluta — viver sem regras, sem limites e sem moral externa. Para a fenomenologia existencial, essa busca revela tanto o desejo humano de autodeterminação quanto a <strong>ilusão da liberdade total</strong>, que vira <strong>má-fé</strong>: Tony acredita que controla tudo, quando na verdade é prisioneiro de suas ambições, impulsos e medos. O filme ilumina a tensão entre o indivíduo e o mundo concreto, mostrando como escolhas radicais moldam (e destroem) uma existência.</p><p><br/></p><p><strong>Link:</strong> trailer — <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://youtu.be/7pqqAJ1z7cE">https://youtu.be/7pqqAJ1z7cE</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-01 14:02:27 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Filme: Ilha do Medo (2010)🎬</title>
         <author>mariaeduardamarese</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3705108047</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Conceito filosófico relacionado:</strong> <strong>Angústia, Verdade e Autenticidade (Heidegger &amp; Sartre)</strong></p><p><br/></p><p><strong>Breve explicação:</strong><br><em>Ilha do Medo</em> mergulha o espectador na experiência da <strong>angústia</strong>, não apenas como medo, mas como confronto direto com a própria verdade e com a condição humana. A jornada de Teddy Daniels expõe o choque entre realidade e autoengano, revelando a luta fenomenológica pela <strong>autenticidade</strong>: encarar aquilo que somos sem máscaras. O filme dramatiza a ideia existencialista de que a verdade sobre si mesmo nem sempre é suportável — e que fugir dela é uma escolha tão humana quanto dolorosa.</p><p><br/></p><p><strong>Link:</strong> trailer — <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://youtu.be/v8yrZSkKxTA">https://youtu.be/v8yrZSkKxTA</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-01 14:03:53 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Série: You (2018-) 🎬🎞️</title>
         <author>mariaeduardamarese</author>
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         <description><![CDATA[<p><br></p><p><strong>Conceito filosófico relacionado:</strong> <strong>Autenticidade, Alteridade e As Máscaras do Eu (Sartre &amp; Fenomenologia social)</strong></p><p><br></p><p><strong>Breve explicação:</strong><br>Em <em>You</em>, Joe Goldberg vive uma existência permeada por máscaras e justificações, revelando o conflito entre o “eu para mim” e o “eu para o outro”. A série explora a forma como construímos versões de nós mesmos para sermos aceitos, amados ou admirados — e como isso entra em choque com nossa verdadeira identidade. Joe encarna a tensão existencial entre <strong>autenticidade e autoengano</strong>, além da dificuldade de reconhecer o outro como sujeito, não como objeto de desejo ou controle.</p><p><br></p><p><strong>Link:</strong> trailer — <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://youtu.be/srx7fSBwvF4">https://youtu.be/srx7fSBwvF4</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-01 14:05:28 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Série: Rick and Morty (2013-)</title>
         <author>mariaeduardamarese</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3705120645</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Personagem</strong><br>Rick Sanchez (da série <em>Rick and Morty</em>)</p><p><strong>Conceitos filosóficos relacionados</strong></p><ul><li><p>Niilismo e absurdo</p></li><li><p>Angústia existencial</p></li><li><p>Liberdade e responsabilidade (mau-gênio / má-fé)</p></li><li><p>Autenticidade e inautenticidade</p></li><li><p>Intencionalidade e mundo vivido (ligação com a fenomenologia)</p></li><li><p>Relação eu/outro e cuidado (ou sua negação)</p></li></ul><p><strong>Explanação detalhada (por que Rick expressa esses conceitos)</strong><br>Rick é um personagem perfeito para pensar tensões centrais do existencialismo e da fenomenologia porque encarna, de forma caricatural e trágica, a experiência de um sujeito que <em>vê</em> a ausência de sentido objetivo do universo (niilismo) e reage a isso com uma mistura de liberdade radical e autodestruição. Do ponto de vista existencialista, Rick reconhece que não há valores pré-dados que o orientem; ele responde exer­cendo uma liberdade incontida — fazendo escolhas que não são justificadas por normas transcendentes — e, ao mesmo tempo, evita assumir a responsabilidade moral por essas escolhas através do sarcasmo, do cinismo e de justificativas científicas. Essa evasão guarda relação com a noção sartreana de <strong>má-fé</strong>: agir como se não fôssemos livres para escapar da angústia que a liberdade traz.</p><p>A angústia em Rick não é apenas uma emoção ocasional: é estruturante. Ela aparece quando confrontado com laços afetivos (família, parentes) ou quando o vazio cósmico se mostra demais — aí sua autonomia técnica (o controle sobre tecnologia e viagens) se revela insuficiente para dar sentido à sua vida. O gesto de “dominar o mundo” cientificamente é, em larga medida, um modo de encobrir a fragilidade existencial: tecnologia como soteria improvisada.</p><p>Da perspectiva fenomenológica, Rick oferece um caso para discutir <em>intencionalidade</em> e <em>mundo vivido</em>. Ele constantemente altera mundos objetivos (universos, realidades), mas raramente consegue alterar o modo como ele <em>experiencia</em> a vida — seu horizonte de sentido permanece marcado por desinteresse e repulsão. A fenomenologia ajuda a mostrar que, para Rick, o mundo não está ausente (ele tem acesso fenomenal pleno), mas o <em>sentido</em> que nele poderia emergir é bloqueado por sua atitude de tomada de distância, ironia e objetificação do outro (incluindo a própria família). Em muitos momentos Rick trata outros como “coisas” ou variáveis experimentais — uma redução fenomenológica do outro que contra­dita a ética do cuidado.</p><p><br/></p><p><strong>Sugestões de leituras de apoio (curtas, para relacionar ao conteúdo)</strong></p><ul><li><p>Jean-Paul Sartre — <em>O Ser e o Nada</em> (noções de liberdade, má-fé e responsabilidade)</p></li><li><p>Albert Camus — <em>O Mito de Sísifo</em> (absurdo e resposta humana ao vazio de sentido)</p></li><li><p>Martin Heidegger — <em>Ser e Tempo</em> (noções de mundo vivido, ansiedade/angústia como desocultadora do ser)</p></li><li><p>Maurice Merleau-Ponty — escritos sobre percepção e intencionalidade (para ligar a atitude de Rick ao modo como o mundo se mostra)</p></li></ul><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-01 14:11:47 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Música &quot;Tempo Vai Devagar&quot; </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Pode-se observar na música o conceito filosófico de <strong>Temporalidade de Heidegger.</strong></p><p><br/></p><p>A temporalidade não está ligada ao tempo cronológico mas como esse tempo tem sido vivido. Na temporalidade o ser humano vive no hoje mas vivencia eventos passados e futuros, um através das recordações e o outro através das antecipações. </p><p>Necessitamos vivenciar o agora da melhor forma a fim de não nos angustiarmos com o que já se foi e com o que há de vir, a música traz um reflexão sobre nossas escolhas e obre esse "viver" no mundo. </p><p><br/></p><p>"Quem espera que a vida<br>Seja feita de ilusão<br>Pode até ficar maluco<br>Ou morrer na solidão<br>É preciso ter cuidado<br>Pra mais tarde não sofrer<br>É preciso saber viver</p><p><br/></p><p>Toda pedra do caminho<br>Você pode retirar<br>Numa flor que tem espinho<br>Você pode se arranhar<br>Se o bem e o bem existem<br>Você pode escolher<br>É preciso saber viver</p><p><br/></p><p>É preciso saber viver<br>É preciso saber viver<br>É preciso saber viver<br>Saber viver<br>Saber viver"</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-01 19:23:41 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Temporalidade de Heidegger e o Ser-para-a -morte.</strong></p><p><br/></p><p><strong>"</strong>Devia ter amado mais<br>Ter chorado mais<br>Ter visto o sol nascer<br>Devia ter arriscado mais<br>E até errado mais<br>Ter feito o que eu queria fazer</p><p><br/></p><p>Queria ter aceitado<br>As pessoas como elas são<br>Cada um sabe a alegria<br>E a dor que traz no coração</p><p><br/></p><p>O acaso vai me proteger<br>Enquanto eu andar distraído<br>O acaso vai me proteger<br>Enquanto eu andar</p><p><br/></p><p>Devia ter complicado menos<br>Trabalhado menos<br>Ter visto o sol se pôr<br>Devia ter me importado menos<br>Com problemas pequenos<br>Ter morrido de amor</p><p><br/></p><p>Queria ter aceitado<br>A vida como ela é<br>A cada um cabe alegrias<br>E a tristeza que vier</p><p><br/></p><p>O acaso vai me proteger<br>Enquanto eu andar distraído<br>O acaso vai me proteger<br>Enquanto eu andar</p><p>O acaso vai me proteger<br>Enquanto eu andar distraído<br>O acaso vai me proteger<br>Enquanto eu andar</p><p><br/></p><p>Devia ter complicado menos<br>Trabalhado menos<br>Ter visto o sol se pôr"</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-01 19:34:33 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Temos nosso próprio tempo&quot; e a temporalidade em Heidegger.</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A música “Tempo Perdido”, da Legião Urbana, dialoga muito bem com a ideia de temporalidade autêntica, um conceito central na filosofia de Martin Heidegger, especialmente na obra <em>Ser e Tempo</em>.</p><p>Heidegger diferencia o tempo como medida cronológica (“o tempo do relógio”) do tempo como experiência existencial — o modo como o ser humano vive e se relaciona com sua própria existência.</p><p>Na música, quando Renato Russo diz:</p><blockquote><p><strong>“Temos nosso próprio tempo”</strong></p></blockquote><p>ele não está falando do tempo do relógio, mas justamente desse tempo vivido, pessoal, interno.<br>Isso se aproxima da ideia heideggeriana de que cada indivíduo vive o tempo de maneira própria, conforme suas possibilidades e projetos</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-02 00:21:02 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;João e Maria&quot; - Chico Buarque e Heidegger. </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>“João e Maria” é uma música que usa o universo infantil, contos de fadas, fantasia, brincadeiras  para falar de afetos, crescimento e da passagem do tempo.<br>Ela narra duas crianças que criam um mundo imaginário e, conforme crescem, percebem que a vida exige escolhas, renúncias e responsabilidades.</p><p>Um dos conceitos centrais de Heidegger é que o ser humano só se apropria de sua existência quando reconhece sua <strong>finitude</strong>.<br>Isso não significa morte física apenas, mas o reconhecimento de que certos modos de ser precisam morrer para que outros possam nascer.</p><p>Na música, isso é expresso como o fim do mundo infantil:</p><p>o fim da brincadeira; o fim do faz-de-conta;</p><p>o fim da inocência</p><p>Esses “pequenos fins” são maneiras de vivenciar a<strong> </strong>finitude existencial.</p><p>O verso:</p><blockquote><p>“Agora eu era herói<br>E o meu cavalo só falava inglês”</p></blockquote><p>mostra um projeto infantil pleno de fantasia.<br>Mas mais adiante, a consciência da realidade é inevitável — uma metáfora clara para o que Heidegger chama de assumir a própria existência de forma autêntica, saindo da superficialidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-02 00:32:25 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Baseado nos entendimentos e conceitos de Ludwig Binswanger "os existeciais" principalmente o sexto(SER-PARA-A-MORTE), segue uma reflexão utilizando um fragmento de texto antigo escrito por uma dos homens sábios da antiguidade.  </p><p><br/></p><p>"Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração."</p><p>Eclesiastes 7:2</p><p>(Rei Salomão)</p><p><br/></p><p>Quem em sã consciência escolheria ir a um velório em vez de ir a uma festa? O texto do livro de Eclesiastes no capítulo sete e verso dois traz essa afirmação que quando lido de maneira superficial parece completamente sem sentido. No entanto quando observado de maneira mais minuciosa e atenta observamos uma intensão de alerta e desejo de reflexão por parte do autor.</p><p>   Na festa se vive o momento que, claro é de alegria e bem estar, contudo não há de ser tão proveitoso do ponto de vista de aprendizado e crescimento emocional e psicossocial. Já no velório profundas reflexões são trazidas a tona na mente das pessoas presentes ainda que não tenham grande proximidade com a pessoa a ser sepultada. </p><p>   Todo ser humano ao se deparar com um morto em um caixão se vê no futuro ainda que o queira pra bem distante e isso por si só já o faz repensar atitudes, intenções, projetos entre outros.  </p><p>   Pelo menos três coisas são de se pensar profundamente estando na "casa onde há luto", são elas:</p><p>Primeiro, somos limitados, seres humanos com início e fim, ninguém pode escapar dessa realidade; </p><p>Segundo, que legado estamos deixando para as próximas gerações, tanto de nossos filhos quanto das pessoas ao nosso redor, vivemos uma vida a ponto de ser inspiração para as pessoas com quem convivemos? </p><p>Terceiro, quando chegar a hora de nossa partida, e por mais que não queiramos que essa hora chegue ela chegará, as pessoas que estarão diante de nosso corpo no caixão e as demais que receberem a impactante notícia de nossa partida, chorarão por não nos terem mais por perto ou estarão com sensação de alívio por se ver livre de alguém que só lhes causou desconforto.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-02 00:50:57 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Que horas ela volta? Filme - 2015. (dir. Anna Muylaert)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>O filme Que Horas Ela Volta? se correlaciona de maneira muito intensa com o pensamento de Enrique Dussel porque expõe, de forma sensível e direta, as estruturas de desigualdade e exclusão que moldam a vida cotidiana, justamente oque Dussel denuncia como a permanência da colonialidade dentro da modernidade latino-americana. A relação entre Val, a empregada, e a família para quem trabalha evidencia como certos corpos e subjetividades são considerados “menores”, “periféricos” ou “servis”, refletindo o que Dussel chama de “negação do Outro”. A chegada de Jéssica rompe essa lógica ao reivindicar dignidade, voz e presença, num movimento que dialoga com a ética da libertação defendida por Dussel, que afirma que a transformação social começa quando o Outro deixa de ser silenciado e passa a ser reconhecido como sujeito pleno. Assim, Que Horas Ela Volta? não é apenas um retrato de desigualdade social, é uma narrativa que revela como essas desigualdades estruturam a própria subjetividade, mostrando, na prática, o que a psicologia existencial decolonial busca evidenciar: que a existência humana, em contextos marcados por colonialidade e hierarquias históricas, só pode ser compreendida quando se escuta quem está à margem. Nesse sentido, o filme manifesta a crítica de Dussel e se torna um espelho cinematográfico de sua filosofia.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-02 00:57:53 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Que horas ela volta? Filme - 2015. (dir. Anna Muylaert)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><br></p><p>O filme Que Horas Ela Volta? se correlaciona de maneira muito intensa com o pensamento de Enrique Dussel porque expõe, de forma sensível e direta, as estruturas de desigualdade e exclusão que moldam a vida cotidiana, justamente oque Dussel denuncia como a permanência da colonialidade dentro da modernidade latino-americana. A relação entre Val, a empregada, e a família para quem trabalha evidencia como certos corpos e subjetividades são considerados “menores”, “periféricos” ou “servis”, refletindo o que Dussel chama de “negação do Outro”. A chegada de Jéssica rompe essa lógica ao reivindicar dignidade, voz e presença, num movimento que dialoga com a ética da libertação defendida por Dussel, que afirma que a transformação social começa quando o Outro deixa de ser silenciado e passa a ser reconhecido como sujeito pleno. Assim, Que Horas Ela Volta? não é apenas um retrato de desigualdade social, é uma narrativa que revela como essas desigualdades estruturam a própria subjetividade, mostrando, na prática, o que a psicologia existencial decolonial busca evidenciar: que a existência humana, em contextos marcados por colonialidade e hierarquias históricas, só pode ser compreendida quando se escuta quem está à margem. Nesse sentido, o filme manifesta a crítica de Dussel e se torna um espelho cinematográfico de sua filosofia.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-02 00:58:55 UTC</pubDate>
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         <title>Filme: O Cisne Negro </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><br></p><p>O filme <em>Cisne Negro</em> oferece uma poderosa correlação com a psicopatologia e o psicodiagnóstico fenomenológico-existencial ao retratar a experiência subjetiva intensa de Nina, cuja busca pela perfeição e aceitação no mundo da dança revela como o sofrimento psíquico emerge da relação entre o sujeito e seu mundo vivido. Fazendo uma correlação com o pensamento de Ludwig Binswanger, o filme mostra que os sintomas, alucinações, dissociações e ansiedade extrema, não podem ser compreendidos isoladamente, como meros fenômenos clínicos, mas devem ser interpretados dentro do contexto existencial de Nina, de suas relações interpessoais, pressões externas e conflitos internos. O filme ilustra a tensão entre autenticidade e expectativas sociais, mostrando como a impossibilidade de integrar experiências internas e externas leva ao sofrimento psíquico. </p><p><br></p><p>Nesse sentido, Cisne Negro mostra a visão de Binswanger de que o psicodiagnóstico não deve ficar preso a categorias prontas. A ideia é entender cada pessoa do seu jeito: como ela vive, o que sente, suas intenções, suas ansiedades e a forma como ela vai construindo a própria existência.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-02 01:11:10 UTC</pubDate>
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         <title>Livro: Os Sertões de Euclides Cunha</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>O livro Os Sertões, de Euclides da Cunha, estabelece uma correlação muito forte com o pensamento de Rodolfo Kusch porque revela, tal como ele propõe, a tensão entre o Brasil “oficial”, de matriz europeia, e o Brasil profundo, enraizado no território, no corpo e nos modos de existir do povo. Assim como Kusch fala da “América profunda” negada pelas elites, Euclides expõe no sertanejo uma forma de vida resistente, situada e marcada por uma cosmologia própria, que rompe com o ideal europeu de sujeito racional e urbano. A descrição da cultura sertaneja em Os Sertões mostra um povo que não cabe nos modelos importados e que, mesmo invisibilizado, guarda um modo de ser que nasce da relação com o chão, com a aridez, com o cotidiano e com sua organização simbólica, exatamente como Kusch descreve quando valoriza saberes populares e indígenas como fundamentos autênticos de subjetividade. Por isso, Os Sertões funciona como uma espécie de espelho literário da crítica decolonial de Kusch: ambos denunciam a violência epistemológica da modernidade eurocentrada e reivindicam o reconhecimento das formas de existência que brotam da terra e da história latino-americana.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-02 01:29:29 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Livro: O Pequeno Príncipe </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>O Pequeno Príncipe mostra de forma muito bonita como cada pessoa tem seu próprio jeito de viver e perceber o mundo. No livro, o príncipe passa por vários planetas, e em cada um deles encontra alguém que enxerga a vida de uma maneira totalmente diferente. O rei quer mandar em tudo, o vaidoso precisa de elogios, o empresário soma estrelas sem nem saber por quê. Cada personagem vive num “mundo” próprio, criado por suas crenças, seus medos e seu jeito de interpretar a realidade.</p><p><br/></p><p>Essa ideia combina muito com o que Binswanger chamava de modo singular de ser-no-mundo. Ele dizia que ninguém vive a vida igual ao outro, cada pessoa constrói seu sentido, seu olhar, sua forma de estar presente. O Pequeno Príncipe, por exemplo, vê beleza onde muitos não veem: numa flor, numa raposa, numa paisagem simples. O livro lembra que, para entender alguém, não basta olhar para fatos, é preciso olhar para o significado que aquela pessoa dá às coisas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-02 01:38:02 UTC</pubDate>
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         <title>Filme: Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo.</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><br></p><p>Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo dialoga com Heidegger ao mostrar Evelyn vivendo presa a obrigações e expectativas, sem perceber que perdeu a própria autonomia. O multiverso simboliza os muitos caminhos que ela poderia ter seguido, mas que foram evitados por medo e falta de consciência sobre sua liberdade. A virada acontece quando Evelyn aceita sua vida real e assume responsabilidade por suas escolhas. Esse gesto reflete a noção de ser-para-a-morte: reconhecer a finitude para viver de forma mais autêntica. O filme mostra, de forma criativa, que a autenticidade surge quando encaramos quem somos e decidimos agir por conta própria.</p><p><br></p><p>Heidegger afirma que o ser humano frequentemente vive de modo inautêntico, apenas repetindo padrões impostos. Evelyn representa exatamente esse estado: alguém ocupada demais para perceber que deixou de escolher a própria vida. O caos multiversal funciona como um “abre-olhos”, revelando tudo aquilo que ela poderia ter sido e mostrando o peso das escolhas que nunca enfrentou.</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-02 01:47:47 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Filme: Divertidamente 2 </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Divertidamente 2 dialoga diretamente com a ideia heideggeriana de angústia. A chegada da ansiedade mostra a tentativa da protagonista de controlar tudo para evitar o desconhecido, o que representa a fuga típica diante da incerteza. Para Heidegger, porém, a angústia revela nossa finitude e nos lembra que não há como garantir total segurança.</p><p><br/></p><p>No filme, o desequilíbrio surge justamente quando a personagem tenta eliminar qualquer risco. A mudança acontece quando ela entende que viver implica lidar com o imprevisível. Ao aceitar a incerteza, ela se aproxima da autenticidade heideggeriana, reconhecendo que a liberdade nasce quando deixamos de tentar dominar tudo e passamos a agir com consciência do que não podemos controlar.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-02 01:54:06 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Filme: Panteras Negras </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3706014561</link>
         <description><![CDATA[<p>O filme Pantera Negra dialoga diretamente com a crítica de Enrique Dussel ao eurocentrismo. Ao retratar Wakanda como uma potência tecnológica que nunca sofreu colonização, o filme rompe com a visão ocidental que historicamente associa a África ao atraso. Essa inversão é profundamente dusseliana: desloca o centro da narrativa e afirma que conhecimento, progresso e humanidade plena não pertencem apenas ao Ocidente.</p><p><br/></p><p>A tensão entre T’Challa e Killmonger evidencia diferentes respostas à opressão histórica: enquanto T’Challa busca preservar a cultura e proteger seu povo, Killmonger expressa a revolta de quem viveu as consequências diretas da colonialidade e do racismo. Esse conflito representa, de forma simbólica, o debate ético proposto por Dussel sobre libertação, reconhecimento do outro e superação das estruturas que desumanizam.</p><p><br/></p><p>No fim, Pantera Negra acaba mostrando na prática o que Dussel critica: como histórias apagadas e identidades feridas ainda moldam a luta por liberdade e dignidade. O filme deixa claro que buscar reconhecimento e justiça não é algo distante, é algo vivo, real e que ainda precisa ser enfrentado todos os dias.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-02 02:08:28 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Conceito de liberdade e inautenticidade de Heidegger na música “Não devo nada a ninguém.”</title>
         <author>erikarafaelle</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3706041896</link>
         <description><![CDATA[<p>📻<strong>Título</strong> <strong>da canção:</strong>  “Não devo nada a ninguém” de Conde Só Brega (2000)</p><p><strong>🧠Pensamento filosófico:</strong> Liberdade e inautenticidade de Heidegger.</p><p>✍🏽<strong>Breve comentário:</strong> A canção do gênero musical Brega, fala em sua letra sobre a liberdade, mas esta focada no imediatismo e sem responsabilidade, diferentemente do entendimento da filosofia existencial de Heidegger. </p><p>Quando a canção fala: Se quiser fumar eu fumo / Se quiser beber eu bebo". Este verso pode ser vista como uma negação a angústia. O Ser -aí, nega sua finitude, ou seja que ele é um Ser-para-a- morte e permanence numa existence inautêntica.</p><p>A música é um convite a uma reflexão existencial. </p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-02 02:22:07 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O filho de mil homens</title>
         <author>sergiosilvacris</author>
         <link>https://padlet.com/proflorenabandeira/ccyyn1j40bjzskw8/wish/3706228513</link>
         <description><![CDATA[<p>A força desta obra reside na sua capacidade de expor a <strong>experiência vivida</strong> e descrever a realidade tal como ela se apresenta diretamente à <strong>consciência</strong>. O romance de Valter Hugo Mãe (2011) promove uma imersão profunda na <strong>intersubjetividade</strong>, forçando o espectador a suspender seus julgamentos prévios para apreender a essência da condição humana. Crisóstomo, em sua busca por ser autêntico, ilustra a angústia da existência e a luta por se libertar das estruturas de opressão social. Os personagens, como Camilo e Isaura, revelam como a violência social e o preconceito se tornam violências internalizadas, afetando a própria constituição do indivíduo. A narrativa é, em essência, um convite à <strong>reflexão radical</strong> sobre o modo de ser no mundo.</p><p><strong>Nota:</strong> O filme "O Filho de Mil Homens" é dirigido por <strong>Daniel Rezende</strong> e está disponível para <em>streaming</em> na <strong>Netflix</strong>.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-02 04:27:28 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As quatro estações da alma</title>
         <author>sergiosilvacris</author>
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         <description><![CDATA[<p>O livro <em>As Quatro Estações da Alma</em> se estabelece como uma obra de <strong>pertinência sem fronteiras</strong>, crucial em um mundo marcado pela dor, solidão e pela "exponenciação do raso". Vivenciar o luto é a mais intensa e inevitável das experiências humanas, e a única forma de evitá-la é não ter "tempo suficiente", deixando que alguém vivencie o vazio em nosso lugar. Neste cenário, a obra atua como um bálsamo necessário. Os autores, <strong>Rossandro Klinjey e Mário Sérgio Cortella</strong>, demonstram maestria ao "costurar de uma forma indolor e imperceptível" as feridas da alma, oferecendo um refúgio da "busca do perfeito virtual". Ao trazer à tona a seriedade do sofrimento e a inevitabilidade da perda, o livro oferece um guia para navegar pela complexidade do <strong>soletude</strong>, validando a dor sem se render ao desespero. É um convite à profundidade em uma era de superficialidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-02 04:43:29 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>sergiosilvacris</author>
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         <description><![CDATA[<p>O livro <em>O Palhaço e o Psicanalista</em>, apesar de seu título sugestivo, oferece lições urgentes sobre o cerne da prática clínica, transcendendo abordagens específicas. É uma leitura essencial para qualquer profissional da área, pois enfatiza a <strong>escuta preciosa</strong> como ferramenta central para o estabelecimento de um <em>rapport</em> verdadeiro. Os autores, o psicanalista <strong>Christian Dunker</strong> e o palhaço profissional <strong>Cláudio Thebas</strong>, nos conduzem em um diálogo profundo sobre a nossa responsabilidade. Eles mostram que cada indivíduo que nos procura traz consigo um emaranhado de "peças de um quebra-cabeças". Nossa tarefa não é montá-lo por completo, mas sim fornecer a escuta e o preparo necessários para devolver ao outro a motivação e as condições para que ele, com autonomia, realize a própria montagem. A obra é um convite imperativo ao compromisso com essa responsabilidade humana.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-02 05:02:47 UTC</pubDate>
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         <title>Pobres criaturas </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<pre><code>Povos criaturas um filme que se baseia um pouco no clássico de Frankenstein onde acompanharmos a história de uma humana com o cérebro de uma neném recém-nascida no corpo de uma adulta já formada, criada por um maluco,ao longo do filme acompanhando a ideia clássica de liberdade e angústia onde no mesmo filme quando a Bela Baxter ela é privada de liberdade tanto pelo seu pai Godwin,tanto pelo seu companheiro de prazer sexual o Duncan a mesma se vê muito angustiada pois ela quer viver o mundo, e sentir todas as experiências e descobrir tudo que esse universo tem para oferecer, mas ao mesmo tempo quando ela tem muita liberdade para tomar suas próprias decisões e fazer aquilo que ela quer e bem entende e acha interessante ela sente liberta livre e feliz,tanto é que no começo do filme história se passa em preto e branco como a vinheta muito forte, mas quando a mesma sai da casa para explorar o mundo tudo fica colorido com cores vibrantes e chamativas e vivas, e como a Bela foi criada é sem vergonha ou pudor ou medo sobre seu corpo ou ética da sociedade para ela uma ação sexual é a mesma coisa que tocar um piano, e quando Duncan priva ela de se expressar e viver usando medo vergonha e normas éticas não lógicas da sociedade, Bela se agustia</code></pre>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-02 10:37:25 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Título da obra: Wicked </strong></p><p><br/></p><p>Wicked reconta O Mágico de Oz pela perspectiva de Elphaba, uma jovem de pele verde que enfrenta preconceito e é transformada pela política de Oz na “Bruxa Má”. Sua relação com Glinda, que inicialmente reproduz padrões de privilégio e depois questiona o sistema, revela como narrativas oficiais constroem “bondade” e “maldade” e como o poder molda quem é visto como vilão.</p><p>Em análise, decidi que gostaria de me aprofundar um pouco mais a respeito das músicas "Defying Gravity" e "For Good" relacionando-as aos conceitos vistos em Fanon.</p><p><br/></p><p>Frantz Fanon, aborda em "<em>Pele Negra, Máscaras Brancas</em>" um momento em que o sujeito negro percebe que é visto como categoria e não como pessoa, onde sua experiência subjetiva é substituída por rótulos.</p><p><br/></p><p>"Look at her, she's wicked, get her!"</p><p>"Olhem pra ela, ela é má, peguem ela!"</p><p><br/></p><p>É importante analisar as condições em que Elphaba se encontrava ao decorrer da história, pois nesse momento ( "Defying Gravity" )  ela se dá conta que não importava quão boas fossem suas intenções, as pessoas já haviam decidido quem ela era. Não “Elphaba”, e sim a  "Bruxa Má”.</p><p><br/></p><p><strong>Tá, mas quem foi Elphaba no contexto social de Wicked?</strong></p><p>Antes mesmo de nascer, Elphaba já havia sido marcada, definida. Nasceu com a pele verde, onde nunca foi vista como pessoa primeiro, mas como cor.</p><p><br/></p><p>Sua infância foi emocionalmente distante dos pais, pois era motivo de medo e vergonha. Temendo que a próxima filha nascesse “verde”, a mãe de Elphaba tentou intervir, mas sua irmã Nessarose acabou nascendo com uma deficiência, gerando culpa e angústia para Elphaba.</p><p><br/></p><p>Ao ser "aceita" em Shiz, uma Universidade mágica de prestígio, por seus dons. Acontecimentos opressores acerca dos Animais falantes despertam em Elphaba justiça, onde a mesma se identificava com a causa e buscava respostas pelo silenciamento e desaparecimento dos Animais.</p><p><br/></p><p>Seguindo seus instintos em busca de resoluções com o Mágico, junto à Glinda, sua amiga mais próxima, descobre que ele, na verdade, era o culpado por trás da problemática.</p><p><br/></p><p>E então: </p><p>1. Ela discorda do Mágico. </p><p>2. O Mágico vilaniza sua "atipicidade". </p><p>3. O povo concorda<strong>.</strong></p><p><br/></p><p>Acompanhando o ponto de vista de Fanon, percebemos que o racismo não é só discriminação, mas também ser visto como problema.</p><p><br/></p><p>Como menciona Glinda, que inicialmente "sente muito" que a Elphaba tenha que conviver com "isso" (sua cor) e que ajudaria a resolver esse "problema" (sua cor...)</p><p><br/></p><p><strong>Ah, e o que a Glinda tem haver com a Elphaba ?</strong></p><p><br/></p><p>Tudo, a Glinda simboliza aqueles que são valorizados pelas normas sociais e tratados como referência de virtude, não por mérito próprio, mas porque o sistema já os reconhece como legítimo.</p><p>Ela não sofre pela aparência, não é "outra", sua cor é "normal". </p><p><br/></p><p>A Glinda é um personagem que teve uma vida "perfeita", pais "perfeitos", um corpo "perfeito". Carregando um discurso legalista, ela se mantém entre a linha, normaliza o poder e acima de tudo, confia na autoridade.</p><p><br/></p><p>Glinda, como amiga da Elphaba, não tem consciência que também participa na violência à mesma. Ela não passa a perseguir, mas é ela quem permite, assim como também passa a ser ela quem se beneficia do sistema que persegue. O que não faz ela uma vilã, mas uma cúmplice.</p><p>"Mas ela não fez nada de errado!!!" Exato.</p><p><br/></p><p>Ao decorrer da canção "Defying Gravity"("Desafiando a Gravidade"), Elphaba se dá conta que está fadada.</p><p>E é aí que esse músical e filme abordam uma experiência que se torna extremamente interessante e emocionante de se acompanhar e de se dar a chance de analisar.</p><p><br/></p><p>Glinda inicia uma discussão com a Elphaba, onde gostaria que ela tivesse parado pra pensar melhor por um momento. </p><p>Pois a Elphaba havia conquistado um lugar em Shiz, conquistado amigos e um futuro em sociedade onde ela poderia ser aceita. Mas em termos "Fanonmenológicos", onde ela poderia viver "feliz" sendo "branca".</p><p><br/></p><p>Já Elphaba, por outro lado, aponta como Glinda faria de tudo para conquistar seus sonhos, até mesmo se juntar ao Mágico.</p><p><br/></p><p>Glinda mais uma vez representado a submissão ao discurso dominante: "<em>Só peça desculpas/Você ainda pode estar com o Mágico</em>" Suplicando que Elphaba repense.</p><p><br/></p><p>Elphaba percebe que isso não é mais aceitável: "<em>Alguma coisa mudou dentro de mim / Algo não é mais o mesmo</em>"  Elphaba cogita a possibilidade de se opor ao Mágico.</p><p><br/></p><p>"É hora de tentar desafiar a gravidade/Acho que vou tentar desafiar a gravidade" A "gravidade" é simbólica, Elphaba está prestes a ultrapassar os "limites"</p><p><br/></p><p>No momento em que o sujeito negro tenta ultrapassar os limites que lhe foram colocados , o sistema o responde como “louco”, "fora da realidade": “<em>Será que não posso fazer você entender que está tendo delírios de grandeza?</em>”</p><p><br/></p><p>“<em>Estou cansada de aceitar limites porque alguém diz que eles existem</em>” Há quem diga que essa história não se trata de cor. Se o limite existe só porque foi dito, então ele também não é real.</p><p><br/></p><p>No trecho “<em>Por muito tempo tive medo de perder o amor, acho que perdi / Bem, se isso é amor o custo é muito alto</em>”, o tal “amor” que o sistema oferece é condicionado: pra ser aceita, ela teria que ficar calada. Então Elphaba escolhe a autonomia, mesmo que isso signifique ser “má”.</p><p>Antes era: “preciso ser amada pra existir.” Agora é: “se isso é existir, eu não quero.”</p><p><br/></p><p>“<em>Prefiro comprar e desafiar a gravidade</em>.” Elphaba escolhe, assume o custo, e rompe. Ela larga a mentira confortável e escolhe a liberdade radical, por mais dolorosa que seja.</p><p><br/></p><p>“<em>Sem limites, juntas, não temos limites</em>" Elphaba ainda acredita que poderia cooperar junto à Glinda, pois juntas se tornaria menos "ameaçadora". Onde Glinda se tornaria uma "ponte".</p><p>“<em>Não há luta que não possamos ganhar</em>” O "nós" apenas existe enquanto não há conflito com o sistema. Quando esse conflito aparece, Glinda escolhe a ordem.</p><p><br/></p><p>"<em>Bem, você vem? / Espero que esteja feliz, agora que está escolhendo isso</em>” Elphaba faz seu último convite à Glinda, que de maneira cínica e ingênua recusa. <em>"Você também / Espero que isso lhe traga felicidade”</em> Elphaba se despede, dando início ao sujeito "má" que lhe foi imposto. Sem a preocupação da necessidade de se explicar.</p><p><br/></p><p>“<em>Espero que você seja feliz no final / Espero que você esteja feliz, minha amiga</em>” Elphaba e Glinda se despedem. Glinda não consegue abandonar o lugar de conforto, e Elphaba não consegue permanecer.</p><p><br/></p><p><em>"Sem limites"</em> Elphaba assume a "Bruxa Má do Oeste".</p><p><br/></p><p>A passagem que eu gostaria de fazer é justamente entre “Defying Gravity” para “For Good” que são a duas últimas músicas de cada ato.</p><p>Em “Defying Gravity” Elphaba rompe a submissão, em busca de criar sua própria identidade,  e o sistema ao perceber, cria um sentido em torno dela,  onde então "For Good" entra.</p><p><br/></p><p>De antagonista construída passa a antagonista assumida. </p><p>Primeiramente o "não" em "Defying Gravity" e então o "sim" em "For Good".</p><p>Elphaba não é ou se torna "má", ela apenas reivindica o que lhe sobrou para existir sem se apagar.</p><p>"For Good" funciona como um Luto, a aceitação de um dano permanente.</p><p>Elphaba passa a entender que se existe "Glinda, a boa" precisa existir "Elphaba, a má" porque o "bem" só parece o "bem" em contraste com o "mal". </p><p><br/></p><p><em>[Elphaba</em>]</p><p><em>"Olhe para mim, não com seus olhos, com os deles."</em></p><p>A identidade não é apenas uma escolha interna, mas também externa, então Elphaba se vê como sujeito, ainda que "má", mas sujeito.</p><p><em>"Eu sou limitada"</em></p><p><br/></p><p>"Wicked" é uma obra densa, com tantas sequências de detalhes que seria impossível apontar todos eles.</p><p>Elphaba em "Wicked" trás abordagens simbólicas à desigualdade racial, e apesar de ser uma obra extremamente política, social, feminista e ética, (Musical e Filme) ainda assim, é introduzido de maneira singela, divertida e tocante de se experienciar.</p><p>Existem pessoas antes, e depois de "Wicked", e por mais que eu quisesse, não consigo expor em palavras o quão é "Wicked"</p><p>Finalizo com a reflexão simbólica que nós leva de volta ao início:  As pessoas nascem "más"? Ou a "maldade" lhes é imposta?"</p><p><br/></p><p>"Defying Gravity"</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://youtu.be/5znZFJWSZ7o?si=2jWs88ry629euv_c">https://youtu.be/5znZFJWSZ7o?si=2jWs88ry629euv_c</a> </p><p>"For Good" </p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://youtu.be/NLJ3jwuMY2k?si=tKn23GR7qoGPYM0d">https://youtu.be/NLJ3jwuMY2k?si=tKn23GR7qoGPYM0d</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-02 19:40:05 UTC</pubDate>
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         <title>Fenomenologia e existencialismo. </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A música Nunca interpretada por Zizi Possi, o fenômeno é a angústia  a tristeza de ter sido enganada , depois de se entregar cegamente a um amor sem verdade.</p><p>Ela duvida é desafia a Deus sobre a sua volta para uma desilusão que arrumou a sua existência. </p><p> Música. Nunca.</p><p>Nunca, nem que o mundo caia sobre mi.  Nem se Deus mandar nem mesmo assim, as pazes contigo eu farei.</p><p>Nunca </p><p>Quando a gente perde a ilusão,  deve sepultar o coração,  como eu sepultei.</p><p>Saudade, diga a esse moço por favor, como foi sincero o meu amor, quanto eu o adorei tempos atrás. </p><p>Saudade, não esqueça também de dizer, que é você quem me faz adormecer,  pra que eu viva em paz.</p><p>Rusilane Bety Morais Portugal </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-12-02 22:22:15 UTC</pubDate>
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