<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Padliteracena by Pedro Assis</title>
      <link>https://padlet.com/amaralpedro52/bzisotxzxumol0xt</link>
      <description>Análise da obra O Processo de Franz Kafka 
Alunos: Beatriz Almeida e Pedro Assis 
Colégio Dimensão </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-04-27 13:10:17 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2021-05-25 17:14:11 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url>https://padlet.net/icons/png/1f4d7.png</url>
      </image>
      <item>
         <title></title>
         <author>amaralpedro52</author>
         <link>https://padlet.com/amaralpedro52/bzisotxzxumol0xt/wish/1464160772</link>
         <description><![CDATA[<div>*Beatriz Macedo de Almeida Silva e Pedro Amaral Assis<br><br></div><div>O livro “O processo”, do escritor tcheco Franz Kafka relata a história de uma acusação feita a Josef K., funcionário de um famoso banco, que ocupava um cargo de grande responsabilidade. Tudo começara na manhã do aniversário de 30 anos do mesmo, em que ele foi detido no seu próprio quarto por dois guardas, os quais tomaram o seu café da manhã.<br><br></div><div>A princípio, K. acreditava que tudo não passava de um mal entendido (ou até mesmo um tipo de brincadeira por parte dos amigos, por ser seu aniversário) e que logo resolveria o desentendimento. Porém, com o passar do tempo, viu que não seria algo fácil de lidar. Fora chamado para um interrogatório, no qual se deparou com um inspetor grosseiro e chantagista. K questionava a todo o momento, mas ninguém possuía as respostas para suas perguntas.&nbsp;<br><br></div><div>Ao longo da narrativa, é mostrada a rotina de K. em busca de esclarecimentos para aquele acontecimento, buscando ajuda de diversas pessoas que possuíam ligação ao sistema judiciário. Contratou um advogado para ajudá-lo no caso, mas não sentiu que esse estava dando a atenção necessária ao seu processo e resolveu dispensá-lo. Tentou a todo o momento obter informações sobre o andamento do seu processo, mas isso não foi possível, obtendo um final trágico: a morte de Josef K.<br><br></div><div>Ao decorrer da trama, é notável que o psicológico de K, gradativamente, vai sendo abalado ao notar que não há subterfúgios para seu problema. Angústia por não saber por qual motivo está sendo acusado e desespero ao não obter respostas para o andamento do processo. Como ele não foi proibido de realizar suas atividades cotidianas, podia ser que, a qualquer momento do dia, o mesmo fosse pego de surpresa e preso, fazendo-o conviver com esse medo.<br><br></div><div>A narrativa compara-se a um labirinto que não tem fim e que não é possível achar uma saída para a situação. Cada novo encontro com diferentes pessoas ao longo da história resulta em novas revelações, o que deixa K. com um posicionamento diferente acerca da realidade.&nbsp;<br><br></div><div>*Alunos do terceiro ano do Ensino Médio no Colégio Dimensão.<br><br></div><div>Apesar de todos esses encontros e revelações, K. não consegue obter uma visão concreta sobre seu processo, o que contribui para deixá-lo ainda mais angustiado e frustrado, pensando não haver nenhuma saída e gerando desgaste emocional.&nbsp;<br><br></div><div>Há também um aspecto sombrio nos locais que se passam a narrativa, dotados de corredores apertados, escuros e vazios, construções mal acabadas, dando uma sensação de claustrofobia. Esse fator serve para dar a história um teor ainda mais angustiante, vivenciada pelo protagonista ao ter que percorrer determinadas localidades.<br><br></div><div>Visto que o Processo imposto ao Josef K. é totalmente imparcial e infundado, uma análise jurídica torna-se um grande imbróglio, pois não há motivos expostos da detenção. O âmbito do poder judiciário evidencia sua total arbitrariedade, na obra, expressada pelo autor com sua crítica aos acontecimentos de sua época que, para a população, se revelam de modo pueril, uma vez que o sistema é totalmente injusto e caviloso. K. fora condenado por um tribunal misterioso e um final jurídico “claro” pode ser percebido desde o início.<br><br></div><div>Kafka, como um dos grandes escritores do século XX, deixa sua grande marca, solenemente, na literatura e no direito (profissão da qual era formado) ao demonstrar conhecimento em inúmeras áreas e ao criticar, diretamente, a justiça. A obsolescência da defesa do personagem durante todo o romance é capaz de causar insegurança ao leitor, já que toda ação tomada por K. é ineficaz diante do autoritarismo e da ilegalidade exacerbada, não há provas aplicadas ao seu processo, criando uma situação sempre terminante que, aparentemente, a saída seria a morte.<br><br></div><div>A corrupção clarividente do sistema jurídico suscita inúmeros questionamentos, principalmente, o porquê da detenção e qual o motivo de existir tantos trabalhadores para um tribunal falho, como são alienados de maneira célere, porém é possível identificar alguns motivos expostos na obra, além de ser possível criar uma ponte com o fato social, definição de um dos fundadores da sociologia, o francês Émile Durkheim, pois é um instrumento social que determina a maneira de agir e pensar de uma pessoa; “as ações do indivíduo não moldam a sociedade, mas a sociedade molda as ações do indivíduo”.<br><br></div><div>É notável a incapacidade de fuga por parte de alguns trabalhadores desse “jogo” corrupto porque estão presos ao fundamento de que devem sustentar algo ou alguém como esclarece o guarda Willem na página 88 da obra:<br><br></div><div><br></div><div>“– Senhor – disse Willem [..] se soubesse a que ponto somos mal pagos, teria melhor opinião a nosso respeito. Tenho uma família a sustentar, e o Franz aqui queria casar...”<br><br></div><div><br></div><div>Em termos comparativos, uma obra que pode ser abordada é Dias na Birmânia; publicado em 1934, o primeiro romance de George Orwell baseia-se em suas experiências como funcionário do império britânico na Birmânia, onde a vida do personagem John Flory é retratada junto com seus questionamentos e julgamentos do momento vivido, pois como o próprio personagem diz: “Expressar-se livremente é impensável”.<br><br></div><div>A similaridade das obras é apreendida na descrição, com agudo senso crítico, da hipocrisia, crueldade e corrupção vivida por inúmeras pessoas, seja na obra ou na realidade. O livro de Orwell, traz em suas paginas a realidade triste vivida pela minoria, economicamente, como são desprivilegiadas, sofrem com injustiças, são vítimas da ilegalidade e abuso de autoridade por parte dos que estão no suprassumo do poder, sendo diversas vezes postergados e condenados sem nenhum motivo legal.<br><br></div><div>São duas grandes obras que podem se relacionar muito bem diante da corrupção e das ações de determinadas pessoas, além de ressaltar como muitos são afetados, horrivelmente, por motivos desconhecidos, porem imiscuídos na sociedade e que são capazes de gerar inúmeras interpretações por parte dos leitores. Livros de leitura comovente, surpreendente e empática. Sem contar que o final de ambas as obras é de grande surpresa e aflição com sensações indescritíveis, mesmo que para diversos sensos de justiça não haja um fim muito agradável, porem o fato de que a razão pode pouco contra a banalidade da violência irracional está sempre evidente.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-04-27 13:14:14 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/amaralpedro52/bzisotxzxumol0xt/wish/1464160772</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
