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      <title>ALÉM DO LITERAL by MARIA ELIS SANTANA REIS DIAS</title>
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      <description>Ap2 gramática- Figuras de linguagens 3*B</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-08-11 00:46:31 UTC</pubDate>
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         <title>METONÍMIA 1</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>O que é metonímia?</strong></p><p>Metonímia é uma figura de linguagem que consiste em substituir uma palavra por outra com a qual mantém uma relação de proximidade ou causa. Essa subsituição pode ocorrer por diferentes relações, como autor pela obra, parte pelo todo, conteúdo pelo continente, materia pelo objeto entre outros. No caso da matéria par o objeto, substituímos um material ou substância é usado para se referir ao objeto feito com essa matéria, coisa ou elemento concreto que simbolize essa ideia. Como exemplo temos a obra :</p><p>A Cadeira de Van Gogh com o Cachimbo (Vincent’s Chair with Pipe, 1888) – Vincent van Gogh.</p><p><br></p><p>A pintura mostra uma cadeira de madeira simples, sobre a qual estão apoiados um cachimbo e um maço de fumo, dispostos de forma cuidadosa. Não há presença física de Van Gogh na cena.</p><p>A obra utiliza objetos pessoais do artista (a cadeira, o cachimbo, o fumo) para representá-lo indiretamente. Aqui, a metonímia ocorre na relação objeto pela pessoa — ou seja, os itens íntimos do pintor funcionam como uma “presença substituta” dele no quadro. Ao ver esses objetos, o observador associa  a imagem à figura de Van Gogh, mesmo sem que sua figura apareça, como se ele sua representação fosse constituída de tais objetos.</p><p>Essa estratégia produz um efeito poético e simbólico, além de reforçar o vínculo afetivo entre o pintor e seus objetos.</p><p>Na literatura e nas artes visuais, a metonímia não ocorre apenas na linguagem verbal, mas também em construções imagéticas, quando um elemento concreto evoca outro pela proximidade simbólica.</p><p><br></p><p>Referência (Norma ABNT NBR 6023:2018)</p><p>VAN GOGH, Vincent. Vincent’s Chair with Pipe. 1888. Óleo sobre tela, 93 cm × 73 cm. Londres: National Gallery. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.nationalgallery.org.uk/paintings/vincent-van-gogh-vincents-chair">https://www.nationalgallery.org.uk/paintings/vincent-van-gogh-vincents-chair</a>. Acesso em: 10 ago. 2025.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-11 00:49:48 UTC</pubDate>
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         <title>ASSÍNDETO</title>
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         <description><![CDATA[<p><strong>O que é assíndeto ?</strong></p><p>Assíndeto é uma figura de linguagem que consiste em omitir conjunções (geralmente “e”) entre termos ou orações, deixando-os separados apenas por vírgulas ou pausas.</p><p>Isso cria ritmo rápido e dá sensação de aceleração ou intensidade, cria um efeito de simplicidade e imediatismo apresentando uma sequência de frases ou palavras que são apresentadas de forma direta e concisa.</p><p>Exemplo simples:</p><p>O poema futurista<em> “Boom Boom Boom” de F.T. Marinetti</em>:</p><p><br></p><p>Boom boom boom, boom boom boom, boom boom boom!</p><p>Explosões de cor e som,</p><p>Em um frenesi de luz e sombra, Manifestação da energia do universo.</p><p>“Pum Pum Pum” de Filippo Tommaso Marinetti</p><p>Pum pum pum, pum pum pum, pum pum pum!</p><p>Tiros que ecoam no ar,</p><p>Em uma sinfonia de guerra e destruição,</p><p>Retrato da brutalidade do mundo.</p><p><br></p><p>O Futurismo foi um movimento que destacava o desejo da sociedade por um futuro que mudava muito rapidamente. O estilo retratava as máquinas, os novos meios de transporte e novas maneiras de encarar a vida.&nbsp;</p><p>Nesse sentido o culto à velocidade evidenciava como alguém poderia sair rapidamente da razão para ser influenciado pelas novidades de um período e  essa figura de linguagem por não apresentar conjunções que ligam as frases ou ideias contribui para a vanguarda. Essa figura de linguagem ajuda a enfatizar a imagem e a emoção e criticas evocadas pelo poema.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-11 00:50:58 UTC</pubDate>
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         <title>ANTONOMÁSIA </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>O que é antonomásia ?</strong></p><p><br/></p><p>A antonomásia é uma figura de linguagem que consiste na substituição do nome próprio pelo apelido, característica, título ou expressão que o identifique de forma destacada, ou vice-versa — a substituição do apelido pelo nome próprio.</p><p>Exemplo clássico é usar expressões como “O Rei do Pop” para se referir a Michael Jackson, ou “O Poeta dos Escravos” para se referir a Castro Alves. outro exemplo:</p><p><br/></p><p>O trecho do poema “Navio Negreiro” (Castro Alves):</p><p>“Auriverde pendão de minha terra,</p><p>Que a brisa do Brasil beija e balança…”</p><p>Neste trecho, o “Auriverde pendão” (estandarte dourado e verde) representa a bandeira do Brasil. É uma forma de antonomásia que substitui o nome próprio (“bandeira do Brasil”) por uma expressão que destaca suas características. Assim, ao usar esse recurso confere-se uma carga simbólica e poética maior ao texto.</p><p>Assim, a antonomásia enriquece o discurso, conferindo prestígio, expressividade e um efeito literário especial sendo  muito usada na literatura, na música e em contextos culturais para dar um tom mais elaborado e expressivo à comunicação.</p><p> Referência (Norma ABNT NBR 6023:2018)</p><p>ALVES, Castro. Navio Negreiro. In: Espumas Flutuantes. Rio de Janeiro: Typographia Leuzinger, 1873.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-11 00:51:36 UTC</pubDate>
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         <title>HIPÉRBATO</title>
         <author>58003859</author>
         <link>https://padlet.com/58003859/bjuakv4w741utrhq/wish/3539529962</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>O hipérbato é uma figura de sintaxe que consiste na inversão da ordem natural dos termos na oração, geralmente para dar ênfase, criar efeito estilístico ou adaptar-se à métrica e ao ritmo do texto.</p><p>Na ordem direta do português, a sequência mais comum é: sujeito + verbo + complementos. Tal figura de linguagem altera essa sequência, deslocando elementos para posições incomuns, mas mantendo o sentido.</p><p>Exemplo de ordem direta: “Eu comprei um vestido vermelho ontem.”</p><p>Com hipérbato: “Um vestido vermelho eu comprei ontem.”</p><p>Nesse sentido o trecho do filme Star Wars é uma explicação do recurso linguístico: </p><p>“Muito para aprender ainda você tem.”</p><p>(Mestre Yoda – Star Wars: Episódio II – O Ataque dos Clones, 2002)</p><p><br/></p><p>Na ordem direta do português, a frase seria: “Você ainda tem muito para aprender”.</p><p>O personagem Mestre Yoda inverte propositalmente a ordem dos elementos, criando um estilo de fala característico. Essa inversão reforça o tom de sabedoria e mistério, tornando a fala mais marcante e memorável.</p><p><br/></p><p>O exemplo é classificado como hipérbato porque altera a disposição direta da frase. Essa inversão não compromete a clareza, mas chama a atenção do ouvinte, dando ênfase a “muito para aprender”. No caso de Yoda, o recurso também funciona como um traço estilístico, diferenciando-o dos demais personagens.</p><p><br/></p><p> Referência (ABNT NBR 6023:2018)</p><p>STAR WARS: Episódio II – O ataque dos clones. Direção: George Lucas. Produção: Rick McCallum. Los Angeles: Lucasfilm Ltd., 2002. 1 DVD (142 min), son., color.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-11 00:56:50 UTC</pubDate>
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         <title>ZEUGMA</title>
         <author>58003859</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>O que é a Zeugma?</strong></p><p>A zeugma é uma figura de linguagem que consiste na omissão de um termo que é subentendido, mas que se aplica a mais de uma palavra na frase, ou seja, ela faz com que um elemento (geralmente um verbo ou adjetivo) tenha o poder de se referir a dois ou mais elementos de uma frase, mesmo que só seja expresso uma vez. A chave para a zeugma é o uso de uma ideia ou palavra implícita, eliminando a necessidade de repeti-la.</p><p>Essa omissão cria uma relação entre os elementos, deixando claro que, mesmo com a ausência do termo, ele ainda está presente na interpretação da frase.A exemplo dessa figura: </p><p><br></p><p>A zeugma é utilizada na segunda e terceira parte dos quadrinhos: "(você é) um descongestionante nasal para o meu nariz"; (você é) um antiácido para meu estômago!".</p><p><br></p><p>Aqui, a zeugma se manifesta na forma de um termo ( você é) que, sem ser repetido em cada novo contexto, se aplica a várias situações, como se fosse um comando ou uma ideia que se pode estender a diversos aspectos da vida das personagens.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-11 02:31:04 UTC</pubDate>
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         <title>ANÁFORA </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>O que é a Anáfora?</p><p>A anáfora é uma figura de linguagem que consiste na repetição de uma ou mais palavras no início de frases, orações ou versos consecutivos. Essa repetição tem o objetivo de dar ênfase a uma ideia ou de criar um ritmo poético, aumentando o impacto emocional ou estético da mensagem. Essa figura é muito utilizada na poesia, na retórica e também em discursos, sendo uma ferramenta poderosa para reforçar um tema ou sentimento.</p><p><br></p><p>Exemplo de anáfora:</p><p><br></p><p>FROZEN (2013) — “Let It Go” / versão em português “Livre Estou”<br>Trecho (inglês): o refrão repete “Let it go, let it go” no início das linhas do verso/refrão — essa repetição da mesma expressão no início de segmentos sucessivos é anáfora. No filme, a música sai logo depois que a Elsa foge do reino e constrói o palácio de gelo; a repetição reforça a libertação e a decisão de largar o medo.</p><p>Essa repetição cumpre a função de intensificar a declaração de liberdade da personagem Elsa, reforçando, por meio da musicalidade e da iteração, a transformação emocional vivenciada na cena. O recurso contribui para a construção da atmosfera de empoderamento e autonomia, visto que cada repetição atua como uma afirmação enfática de sua nova condição.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-12 01:35:51 UTC</pubDate>
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         <title>ANTÍTESE</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A antítese é uma figura de linguagem que consiste em aproximar, numa mesma frase ou contexto, palavras ou ideias opostas para criar contraste e dar mais ênfase à mensagem.</p><p>exemplo: </p><p>Segundo Lulu Santos na música "Certas Coisas" “Não existiria som se não houvesse silêncio/ não haveria luz se não fosse a escuridão..."</p><p>Essa passagem apresenta a figura de linguagem antítese, pois contrapõe os adjetivos silêncio/som e luz/escuridão, criando contraste entre a existência de um por consequência do outro.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-12 01:57:55 UTC</pubDate>
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         <title>METONÍMIA- abstrato pelo concreto </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>  O abstrato pelo concreto é um dos tipos da figura de linguagem metonímia, que consiste em usar um elemento físico e palpável (concreto) para representar uma ideia, emoção ou conceito imaterial (abstrato), tornando-o mais vívido e compreensível.</p><p><br/></p><p>Exemplo:</p><p>Segundo Vinícius de Moraes, no poema Soneto de Fidelidade (1946), “Eu possa me dizer do amor (que tive)</p><p>Que não seja imortal, posto que é chama”</p><p><br/></p><p> A passagem apresenta a figura de linguagem abstrato pelo concreto, pois a palavra “chama”, elemento perceptível fisicamente, é utilizada para representar o amor, que é algo abstrato. Essa escolha confere maior intensidade e proximidade à expressão do sentimento, permitindo ao leitor visualizar e sentir a emoção. Além disso, suscita sensações como a fugacidade e a efemeridade, associadas à interpretação do amor, caracterizando-o como singular e repleto de nuances, assim como cada chama do fogo.</p><p><br/></p><p>Referência:</p><p>MORAES, Vinícius de. Soneto de Fidelidade. In: MORAES, Vinícius de. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1960. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.citador.pt/poemas/soneto-de-fidelidade-vinicius-de-moraes">https://www.citador.pt/poemas/soneto-de-fidelidade-vinicius-de-moraes</a>. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-12 02:23:44 UTC</pubDate>
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         <title>COMPONENTES </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Ana Clara </p><p>Caio Ramos </p><p>Emilly Albuquerque </p><p>Larissa Vitória </p><p>Luma Aboim </p><p>Maria Elis </p><p>Maria Luísa Fernandes</p><p>Mariana Jaffar</p><p>Maria Eduarda Freitas</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-12 10:14:25 UTC</pubDate>
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         <title>Metonímia- materia pelo objeto</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Na metonímia, a relação “matéria pelo objeto” acontece quando se usa o material de que algo é feito para se referir ao próprio objeto.</p><p>Ou seja, em vez de dizer o nome do objeto, menciona-se o material que o compõe.</p><p>Um bom exemplo é o filme “O Regresso” (The Revenant, 2015).</p><p>Em várias falas e descrições, aparecem expressões do tipo:</p><p>	•	“O aço falou mais alto” (aço representando facas ou armas de metal).</p><p>	•	“O chumbo o derrubou” (chumbo representando as balas).</p><p>Essas expressões são casos de matéria pelo objeto: o material (“aço”, “chumbo”) é usado para se referir ao objeto feito dele (arma, bala).</p><p>Esse filme tem a ver com a metonímia matéria pelo objeto porque, em O Regresso, a narrativa e o contexto histórico envolvem um ambiente de caça, guerra e sobrevivência, onde os objetos mais citados — armas, balas, facas — muitas vezes são mencionados pelo material de que são feitos, e não pelo nome do objeto.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-12 10:21:23 UTC</pubDate>
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