<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>LITERATURA E DITADURA by Luiza Rodrigues</title>
      <link>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6</link>
      <description></description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-01-04 19:45:08 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2023-02-26 20:38:00 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title>NA TELEVISÃO</title>
         <author>lr086812</author>
         <link>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053537221</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><br>Entre 1989 e 1990, a transmissão do Jornal Nacional na TV Globo foi invadida diversas vezes pela transmissão de um grupo de resistência de esquerda, cujos nomes ainda estão em segredo até hoje. A chamada “TV Pirata” protestava contra o poder da empresa de Roberto Marinho. Eram mostradas imagens do empresário, e no off, uma voz falava sobre resistência. Em um dos programas, eles ensinavam os procedimentos para montar uma rádio livre. As ações tinham 15 minutos, o tempo necessário para o sinal não ser rastreado.<br></strong><br></div>]]></description>
         <pubDate>2021-01-04 19:48:40 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053537221</guid>
      </item>
      <item>
         <title>CONTEXTO HISTÓRICO</title>
         <author>lr086812</author>
         <link>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053539922</link>
         <description><![CDATA[<h1><strong>ORIGENS DO GOLPE</strong></h1><div><strong>Quando o presidente </strong><a href="http://memoriasdaditadura.org.br/biografias-da-resistencia/joao-goulart/"><strong>João Goulart</strong></a><strong> anunciou que iria colocar em prática as Reformas de Base, com objetivo de reduzir a concentração da renda e da terra no país, milhares de pessoas saíram às ruas para defende-las e aprofundá-las. Contudo, apesar do forte apoio popular às mudanças anunciadas, os setores da sociedade ligados ao pensamento conservador protestaram contra o governo, considerado por eles uma porta de entrada para o comunismo no Brasil. Isso animou os golpistas, que perceberam uma importante disposição de setores das classes médias para sustentar a derrubada do presidente por quaisquer meios.<br></strong><br></div><h1><strong>PERÍODOS DA DITADURA</strong></h1><div><strong>A ditadura militar no Brasil passou por três fases diferentes ao longo de seus 21 anos de duração. A primeira foi de legalização do regime autoritário, por meio de </strong><a href="http://www4.planalto.gov.br/legislacao/legislacao-1/decretos-leis#content"><strong>decretos-lei</strong></a><strong> e de uma nova </strong><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao67.htm"><strong>constituição</strong></a><strong>. A segunda, de recrudescimento da repressão e da violência estatal contra os opositores da ditadura. E a terceira, de reabertura política, com a </strong><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6683.htm"><strong>Lei da Anistia</strong></a><strong> e o movimento pelas eleições diretas para presidente.<br></strong><br></div><div><strong><br></strong><br></div><div><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-01-04 19:49:31 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053539922</guid>
      </item>
      <item>
         <title>RESISTENCIA E LITERATURA</title>
         <author>lr086812</author>
         <link>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053540392</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>A trajetória de Aurora do Nascimento Furtado e seu sofrimento na tortura foram narrados no romance “Em Câmara Lenta” (1977), escrito pelo ex-preso político e cineasta Renato Tapajós.</strong></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/934434743/780426b9e382e0da110b8972fd3a7369/images.jpg" />
         <pubDate>2021-01-04 19:49:39 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053540392</guid>
      </item>
      <item>
         <title>BIOGRAFIAS DA RESISTENCIA</title>
         <author>lr086812</author>
         <link>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053541076</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), Ana Rosa Kucinski é uma desaparecida política. Professora no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), Ana Rosa desapareceu junto com seu marido, físico e também militante da ALN, </strong><a href="http://www.desaparecidospoliticos.org.br/pessoa.php?id=389&amp;m=3"><strong>Wilson Silva</strong></a><strong>, em 1974. No ano seguinte a seu sequestro e desaparecimento, Ana Rosa foi absurdamente demitida da USP por “abandono de função”, quando todos sabiam que isso não tinha acontecido. Seus familiares procuraram em todos os locais de prisão na esperança de alguma notícia ou informação, mas nada conseguiram.<br>http://memoriasdaditadura.org.br/biografias-da-resistencia/ana-rosa-kucinski/<br><br>Alexandre Vannucchi Leme era estudante de Geologia da Universidade de São Paulo (USP), primeiro colocado no vestibular, e militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), quando foi assassinado. Conhecido pelos amigos pelo apelido de “Minhoca”, o jovem estava tentando reorganizar o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP, o que era ilegal na época. Tinha apenas 22 anos quando foi preso pelo DOI-Codi, em São Paulo, em 1973.<br>http://memoriasdaditadura.org.br/biografias-da-resistencia/alexandre-vannucchi-leme/<br><br>Militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), Aurora foi assassinada pela ditadura militar aos 26 anos. Estudante de Psicologia na Universidade de São Paulo, teve militância ativa no movimento estudantil nos anos de 1967 e 1968. Conhecida como Lola, foi militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) até o Ato Institucional Nº 5 (AI-5), quando passou para a clandestinidade ao entrar para a ALN.<br></strong><br></div><h1><strong>AURORA DO NASCIMENTO FURTADO</strong></h1><div><strong>Em 1972, foi presa, sofrendo torturas desde o momento de sua detenção. Foi encaminhada à “Invernada de Olaria”, uma grande delegacia da polícia civil no subúrbio carioca, ligada ao Esquadrão da Morte (hoje sede de um batalhão da PM). Lá, sofreu torturas no pau de arara, sessão de choques elétricos, espancamentos, afogamentos e queimaduras. Aurora foi submetida ao suplício da “coroa de Cristo”, uma tira de aço com parafusos colocada em volta da cabeça que gradativamente apertada leva ao esmagamento do crânio, fazendo os olhos saltarem para fora das órbitas.</strong></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-01-04 19:49:52 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053541076</guid>
      </item>
      <item>
         <title>RESISTENCIA E LITERATURA</title>
         <author>lr086812</author>
         <link>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053627195</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Incidente em Antares escrito em 1971 por Erico Verissimo, faz uso do fantástico e do sobrenatural para abordar temas reais. As principais temáticas sobre as quais Veríssimo escreve nessa obra são a violência do regime militar e a chegada de indústrias estrangeiras ao Brasil</strong></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/934434743/d96ed802ec6d83d990e77cacc33d777a/515g78EgfxL.jpg" />
         <pubDate>2021-01-04 20:19:05 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053627195</guid>
      </item>
      <item>
         <title>SUGESTÕES</title>
         <author>lr086812</author>
         <link>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053678031</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>FILMES SOBRE DITADURA:</strong><br><a href="http://memoriasdaditadura.org.br/filmografia/lamarca/"><strong>Lamarca</strong></a><strong> Sérgio Rezende, 1989<br></strong><a href="http://memoriasdaditadura.org.br/filmografia/patriamada/"><strong>Patriamada</strong></a><strong> Tizuka Yamazaki,<br>1985<br></strong><a href="http://memoriasdaditadura.org.br/filmografia/kuarup/"><strong>Kuarup</strong></a><strong> Ruy Guerra, 1968<br></strong><a href="http://memoriasdaditadura.org.br/filmografia/acao-entre-amigos/"><strong>Ação entre amigos</strong></a><strong> Beto Brant, 1998<br></strong><a href="http://memoriasdaditadura.org.br/filmografia/a-terceira-morte-de-joaquim-bolivar/"><strong>A terceira morte de Joaquim Bolívar</strong></a><strong> Flávio Cândido, 1999<br></strong><a href="http://memoriasdaditadura.org.br/filmografia/marighella-retrato-falado-de-um-guerrilheiro/"><strong>Marighella: retrato falado de um guerrilheiro</strong></a><strong> Silvio Tendler, 2001<br><br>Mais sugestões disponiveis em:<br>http://memoriasdaditadura.org.br/filmografia/</strong></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-01-04 20:39:19 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053678031</guid>
      </item>
      <item>
         <title>RESISTENCIA NA MUSICA</title>
         <author>lr086812</author>
         <link>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053688123</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Compositores como Chico Buarque, Caetano Veloso e Geraldo Vandré atacavam de maneira mais ou menos velada a tortura, o autoritarismo, a censura. No </strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FOsXaaW4Pkk"><strong>Festival de Música Popular</strong></a><strong>, promovido pela TV Record, em 1967, Edu Lobo e Capinam levaram o primeiro prêmio, com “</strong><a href="https://letras.mus.br/edu-lobo/45628/"><strong>Ponteio</strong></a><strong>”. A música tem batida sertaneja e alusão à violência dos militares na letra. Nas entrelinhas, eles pediam o fim da ditadura<br>Música e letra:<br>https://www.letras.mus.br/edu-lobo/45628/</strong></div><div><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-01-04 20:43:31 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053688123</guid>
      </item>
      <item>
         <title>RESISTENCIA ATRAVES DA ARTES PLASTICAS             Sem se preocupar em transmitir mensagens fáceis e diretas através das obras, os artistas plásticos brasileiros reinventaram a vanguarda e o próprio sentido do engajamento político contra o regime militar. A única regra era a experimentação e a liberdade. Mesmo nos anos 1970, quando esse ímpeto de transgressão começou a refluir, as artes plásticas continuaram desafiando o conservadorismo do regime e a caretice dos olhares convencionais sobre as representações do mundo. A resistência à ditadura, nesse campo, começava pela reeducação do olhar.  </title>
         <author>lr086812</author>
         <link>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053703472</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-01-04 20:49:50 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053703472</guid>
      </item>
      <item>
         <title>TROUXAS ENSANGUENTADAS (1970), DE ARTUR BARRIO</title>
         <author>lr086812</author>
         <link>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053744790</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>A obra “Trouxas Ensanguentadas” do artista plástico luso-brasileiro se tornou um símbolo da mostra </strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Do_Corpo_%C3%A0_Terra"><strong>Do Corpo à Terra</strong></a><strong>. Eram trouxas de pano, preenchidas com material orgânico e dejetos, cortadas a golpes de faca. O artista inseriu ainda um pedaço de carne de onde saía sangue, dando a impressão de que se tratavam de corpos ensanguentados. A intervenção, que chocou o público, aconteceu em terrenos baldios do Rio de Janeiro e no principal rio que corta Belo Horizonte, o Ribeirão das Arrudas. A polícia era constantemente chamada. O objetivo de Barrio era denunciar o “desovamento” de corpos de pessoas assassinadas pelo esquadrão da morte, em muitos casos a serviço do regime</strong></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/934434743/2e0b4bc19b960436e0b2dfd997563176/LL.jpg" />
         <pubDate>2021-01-04 21:09:21 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053744790</guid>
      </item>
      <item>
         <title>EIS O SALDO (1968), DE ANTONIO MANUEL              Esta obra traz capas de jornal modificadas pelo artista, com manchetes fortes e imagens da repressão policial. As telas foram impressas em preto e vermelho e são apresentadas cobertas com panos pretos, que se levantam a partir da ação do público, que pode puxar uma corda para vê-la.</title>
         <author>lr086812</author>
         <link>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053760623</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/934434743/280d8d8fcc0a932a1b477eb774d1df43/asas.jpg" />
         <pubDate>2021-01-04 21:17:44 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053760623</guid>
      </item>
      <item>
         <title>ALEGRIA, ALEGRIA                   A revolucionária letra de Caetano Veloso se inicia com versos que sugerem liberdade, apesar do duro contexto político do país.     Ao cantar &quot;Caminhando contra o vento&quot;, o eu-lírico faz do vento uma metáfora para a ditadura militar, que havia instaurado a censura e a repressão no país. O gerúndio do verbo caminhar imprime uma noção de movimento contínuo, apesar de todas as adversidades.</title>
         <author>lr086812</author>
         <link>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053773624</link>
         <description><![CDATA[<div>Música disponível em :<br>https://www.youtube.com/watch?v=he_ghOAXbSM</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-01-04 21:24:16 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053773624</guid>
      </item>
      <item>
         <title>MUSICA DE PROTESTO E RESISTENCIA:</title>
         <author>lr086812</author>
         <link>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053822384</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><br>Musicalmente, conciliava-se com ritmos já constituídos, localizados em diferentes bases, como o samba, a toada ou a marchinha. O fundamental era transmitir o recado. A música de protesto constituiu o primeiro movimento musical mais facilmente identificável pelas letras do que pelas harmonias. O que servia de espinha dorsal do movimento, ao redor da qual se acomodavam os artistas, era a oposição ao regime militar e aos seus desmandos.<br>Contribuíram para esse florescer de canções engajadas os sucessivos festivais da música popular promovidos primeiramente pela TV Excelsior e, em seguida, pela Record, em São Paulo, e pela Globo, no Rio.<br><br>Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores (Geraldo Vandré)<br>https://youtu.be/wkEGNgib2Yw<br><br>Proibido Proibir (Caetano Veloso)<br>https://youtu.be/EeBa5AGBCkc<br><br>Cálice (Gilberto Gil e Chico Buarque)<br>https://www.youtube.com/watch?v=26g1jQG-n4Y<br><br>Acorda Amor<br>(Leonel Paiva e Chico Buarque)<br>https://youtu.be/kMmlXCcRjJc</strong></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-01-04 21:52:29 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/lr086812/bghwmg5z251eo2y6/wish/1053822384</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
