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      <title>Acidose ruminal  by Melrian Menezes Teixeira</title>
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         <description><![CDATA[<div>https://www.milkpoint.com.br/artigos/producao-de-leite/acidose-ruminal-causas-e-solucoes-31530n.aspx#<br><br>https://www.vetprofissional.com.br/artigos/acidose-ruminal-em-bovinos-leiteiros-como-essa-doenca-reflete-em-outros-orgaos<br><br>MANUAL MERCK DE VETERINÁRIA. Um manual para o diagnóstico, tratamento, prevenção e controle de doenças para o veterinário. São Paulo : Roca, 1991. 1803p.<br><br>Ondarza, M. B. Rumen acidosis....causes and remedies. Hoard's Dairyman, v. 151, n. 09, 2006.<br><br>BLOOD, D.C.; HENDERSON, J.A.; RADOSTITS, O.M. Doenças do trato alimentar. In: Clínica Veterinária. 5ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 1979, p.95-149.<br><br>DIAZ GONZALEZ, F. H; CORRÊA, M. N; DA SILVA, S. C. Transtornos metabólicos nos&nbsp;<br>animais domésticos. UFRGS – Porto Alegre, 2014.<br><br>MARUTA, C. A. e ORTOLANI, E. L. Susceptibilidade de bovinos das raças Jersey e Gir à acidose láctica ruminal: I – Variáveis ruminais e fecais. Ciência Rural, Santa Maria, v.32, n.1, p.55-59, 2002.<br><br>VECHIATO, T. A. F. et al. Estudo retrospectivo de abscessos hepáticos em bovinos abatidos em um frigorífico paulista.2009. Braz. J. Vet. Res. Anim. Sci., São Paulo, v. 48, n. 5, p. 384-391, 2011.<br><br>VECHIATO, T.A.F.; SUCUPIRA, M.C.A.; ORTOLANI, E.L. Acidose Láctica Ruminal nos bovinos.Revista Ruminantes Revista de Medicina Veterinária, v.3, p.6–8.<br><br>Plaizier et al. 2008, Khafipour et al. 2009</div>]]></description>
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         <author>melmirna54</author>
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         <description><![CDATA[<div>A acidose ruminal se apresenta de forma crescente na maioria dos rebanhos, por ser uma doença que possui relação entre nutrição e o seu desenvolvimento.<br>A acidose ruminal é uma doença metabólica comum em vacas leiteiras, causada pela&nbsp;<br>diminuição do pH do rúmen, geralmente devido ao excesso de ácidos graxos voláteis&nbsp;<br>produzidos pela fermentação.<br>Mesmo em condições consideradas normais, vacas que consomem quantidades elevadas de carboidratos não fibrosos (CNF), especialmente grãos de cereais, enfrentam períodos de elevada acidez ruminal, especialmente imediatamente após o fornecimento do concentrado ou ração completa. Com isso, mesmo sem nenhuma indicação ou sintoma, o desempenho&nbsp;<br>dessas vacas pode ser prejudicado.<br>O rúmen bovino possui microflora em equilíbrio e bactérias e fungos que&nbsp;ajudam em seu funcionamento. Quando o animal se alimenta de uma dieta rica&nbsp;<br>em fibra, há maior produção de ácido acético, responsável pela produção de<br>ácidos graxos. Já numa dieta rica em concentrado há maior produção de ácido&nbsp;<br>propiônico, o qual é responsável pela produção de glicose. Quanto maior a&nbsp;<br>concentração de ácido propiônico no rúmen, mais baixo fica o pH ruminal, além de haver predominância das bactérias gram-positivas (Streptococcus bovis) que são produtoras de ácido lático.<br>A forma aguda ocorre em animais que não foram adaptados ao alimento fornecido, geralmente quando há troca da&nbsp;<br>dieta, ou animais que já estão adaptados, mas que ingerem muito carboidrato de forma abrupta. A rápida fermentação modifica a microbiota e provoca aumento das concentrações de ácido orgânico, com&nbsp;<br>diminuição do pH do rumem em níveis abaixo de 6,0. O pH ruminal pode cair para 5,0 - 3,8, se os carboidratos forem rapidamente fermentados. Quando os níveis&nbsp;<br>de pH estão entre 5,9 - 5,1 ocorre acidose subaguda (SARA) que geralmente provoca alterações como diminuição na produção de leite, episódios de laminite, e frequentemente acomete bovinos de leite&nbsp;<br>logo pós o parto ou no início da lactação. O acido lático é absorvido parte na corrente circulatória e parte dissociada em lactato e íons hidrogênio, os quais são tamponados pelo bicarbonato sanguíneo. Com a&nbsp;<br>evolução do quadro há redução do bicarbonato e redução do pH sanguineo, caracterizando acidose sistêmica.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-18 08:29:33 UTC</pubDate>
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         <author>melmirna54</author>
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         <description><![CDATA[<div>A acidose subclínica ocorre quando o pH do rúmen cai abaixo de 5,8. Com isso o crescimento&nbsp;bacteriano é reduzido, principalmente das espécies responsáveis pela degradação da fibra, de&nbsp;forma que a digestibilidade total da dieta fica comprometida.<br>Os sinais mais comuns da acidose subclínica são hábito de consumo errático, alta variabilidade&nbsp;na produção de leite, fezes inconsistentes, pouca ruminação e uma depressão geral na&nbsp;aparência da vaca.&nbsp;<br>O pH cai devido ao acúmulo de ácidos no rúmen, principalmente o ácido propiônico, que&nbsp;deriva da fermentação de carboidratos não fibrosos, especialmente do amido, principal&nbsp;constituinte dos grãos de cereais.<br>À medida que o pH cai, as condições tornam-se propícias para o crescimento de&nbsp;<br>microrganismos que produzem ácido lático, que é cerca de 10 vezes mais forte do que a&nbsp;<br>maioria dos ácidos graxos voláteis (AGV) produzidos no rúmen, o que contribui ainda mais&nbsp;para a redução no pH do meio. Felizmente, em termos comparativos, as concentrações de&nbsp;ácido lático são bem menores que as de ácido acético e propiônico, os principais AGV&nbsp;produzidos pela fermentação ruminal.</div>]]></description>
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         <author>melmirna54</author>
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         <description><![CDATA[<div>O tratamento consiste na reposição da microbiota ruminal associado a uma intensa fluidoterapia, que muitas vezes é extremamente difícil de ser realizado nas fazendas uma vez que a doença geralmente acomete muitos animais simultaneamente.<br><br>A forma mais eficiente de controle é por meio da prevenção. O uso de probióticos a base de cepasEnterococcus faecium e Saccharomyces cerevisiae são uma boa opção por terem ação direta no rúmen. Os mesmos permitem a formação de uma “barreira de proteção” nas paredes, agindo por competição com bactérias lactilíticas, consumindo grande proporção de ácido lático, reduzindo assim quadros de acidose e contribuindo para o consequente aumento do desempenho e produção dos animais. Tais cepas e benefícios são encontrados no produto Probios Precise, por exemplo. Com fornecimento diário de 2 gramas/animal/dia, o ambiente ruminal torna-se saudável contra casos de acidose que possam surgir, e os benefícios podem ser vistos com apenas sete dias de uso contínuo. Os reflexos são vistos no tanque, pois ocorre um aumento da produção e melhora da qualidade de sólidos no leite, ou seja, tais vantagens são correlacionadas com o melhor custo/benefício e lucratividade.<br><br>A doença digestiva existe, o tratamento é complicado, mas a prevenção é certa. Desde que a prevenção seja feita também com uso de bons probióticos.</div>]]></description>
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         <author>melmirna54</author>
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         <description><![CDATA[<div>A acidose ruminal é identificada muitas vezes por perda do apetite, desidratação, diarreia, depressão e, quando não é efetuado o tratamento curativo, pode levar à morte.<br>Os sinais mais comuns da acidose subclínica são hábito de consumo errático, alta variabilidade na produção de leite, fezes inconsistentes, pouca ruminação e uma depressão geral na aparência da vaca.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-18 14:17:33 UTC</pubDate>
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         <author>melmirna54</author>
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         <pubDate>2022-10-18 14:25:41 UTC</pubDate>
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         <pubDate>2022-10-18 14:28:08 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>Locais acometidos:</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-18 14:29:24 UTC</pubDate>
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         <author>melmirna54</author>
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         <description><![CDATA[<div>A acidose ruminal está restrita ao rúmen, porém em casos mais graves e em que se torna prolongada, outros órgãos e tecidos são acometidos. Isso fará com que a atividade desses órgãos fique diminuída juntamente com a redução da produção e do consumo.<br>Por isso é tão importante a avaliação do consumo individual, pois dessa forma será possível verificar os animais que passam algum dia com uma redução intensa de consumo.<br>Em se tratando de bovino leiteiro, destacam-se as seguintes mudanças:<br>Queda no pH → seleção de microrganismos → produção de toxinas → levando a:<br>• Rúmen: lesão na mucosa; ruminite química (necrótica).<br>• Fígado: abscesso; redução na atividade; rompimentos.<br>• Abomaso: úlcera, decorrente da chegada de substância muito ácida.<br>• Rim: aumento da excreção de H+ para compensar a acidose metabólica.<br>• Respiratório: aumento da frequência (CO2), para compensar a acidose metabólica.<br>• Casco: laminite; estrias horizontais no casco.<br>• Glândula mamária: alteração na composição do leite, com redução na produção de gordura principalmente pela morte de algumas bactérias no rúmen. Ocorre a inversão entre gordura e proteína do leite.<br>A associação entre todos esses sintomas auxilia no diagnóstico da ocorrência da acidose&nbsp;<br>ruminal.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-18 14:30:26 UTC</pubDate>
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         <author>melmirna54</author>
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         <description><![CDATA[<div>Uma possibilidade que pode ajudar é o uso de alguns aditivos. Vou citar aqui alguns tipos bastante pesquisados, e sobre os quais há evidências suficientes para afirmar que podem ser úteis na prevenção da ocorrência de acidose subclínica.<br>Uma primeira possibilidade são as Leveduras. Diversos trabalhos de pesquisa mostram que produtos à base de leveduras vivas estimulam o crescimento de microrganismos utilizadores de ácido lático, o que contribui para a estabilização do pH ruminal. Além disso as leveduras também proveem alguns cofatores enzimáticos importantes, como vitaminas do complexo B e isoácidos que podem estimular o crescimento microbiano no rúmen.<br>Outra possibilidade de uso fácil são os tampões, como bicarbonato de sódio ou calcário calcítico. Esses produtos impedem a queda drástica do pH, contribuindo para a melhoria do ambiente ruminal.<br>Outro grupo de aditivos que têm se mostrado bastante efetivos no controle de pH é o dos ionóforos. Sua adição às dietas inibe o crescimento de espécies produtoras de ácido lático, favorecendo as que produzem ácido propiônico, o que além de ajudar no controle do pH, resulta em maior produção de precursores de energia para a vaca.<br>Além disso os ionóforos também ajudam no controle do crescimento de espécies que&nbsp;<br>produzem metano, que constitui-se numa importante fonte de perda energética no rúmen.<br>Como mensagem final, enfatizo que para vacas que consomem quantidades elevadas de CNF, principalmente grãos de cereais, o risco de acidose existe, e isso não deve ser ignorado. Com boas práticas de manejo, essas ocorrências podem ser facilmente reduzidas nas fazendas produtoras de leite.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-18 14:34:29 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>melmirna54</author>
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         <description><![CDATA[<div>Principal condição para ocorrência da doença:</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 01:52:26 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>melmirna54</author>
         <link>https://padlet.com/melmirna54/be25nzvwqxqoqspr/wish/2346185247</link>
         <description><![CDATA[<div>A sobrecarga na ingestão de grãos é, portanto, a principal condição para que ocorra a doença. A fergmentação dos carboidratos por bactérias ruminais&nbsp;<br>produz grandes quantidades de ácido lático, fator que desencadeia distúrbio metabólico inicialmente com acidose ruminal e atonia, que progride para a&nbsp;acidose sistêmica e desidratação,prostração, coma&nbsp;<br>e morte. O acúmulo de ácido e o aumento da pressão osmótica provocam alterações inflamatórias e&nbsp;ulcerações do epitélio do rumem, seguidos de infecção bacteriana e ou fúngica, podendo haver septicemia e endotoxemia (Owens et al. 1998, Plaizier et al. 2008).<br>Casos da doença são raramente descritos em animais criados a campo ou de forma semiextensiva</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 01:54:31 UTC</pubDate>
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         <author>melmirna54</author>
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         <description><![CDATA[<div>Formas de diagnosticar:</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 12:32:08 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>melmirna54</author>
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         <description><![CDATA[<div>O diagnóstico de acidose lática ruminal (ALR)&nbsp;foi baseado nos achados epidemiológicos, clínicos&nbsp;e patológicos característicos desse distúrbio metabólico.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 12:33:04 UTC</pubDate>
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         <author>melmirna54</author>
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         <description><![CDATA[<div>apatia, anorexia, dificuldade para permanecer em estação, mucosas congestas, desidratação grave, taquicardia,dispnéia mista, movimentos ruminais ausentes (borborigmos), distensão abdominal, fezes escuras, liquefeitas e com odor fétido.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 12:59:38 UTC</pubDate>
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         <author>melmirna54</author>
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         <description><![CDATA[<div>Análise de suco ruminal e análise de fluído ruminal, medida de ph das amostras colhidas, avaliação dos aspectos físicos do líquido ruminal como: cor, odor, consistência, aspectos químicos e&nbsp;avaliação microbiológica.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 13:04:40 UTC</pubDate>
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