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      <title>Diálogo com a literatura: A cultura em contexto. by Lorrany Gonzaga</title>
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      <description>Atividade Prof. Magna, itinerário Cultura em movimento 2°B.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-03-12 23:53:32 UTC</pubDate>
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         <title>O conto do guerreiro - Gonçalves Dias</title>
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         <description><![CDATA[<div>Aqui na floresta<br>Dos ventos batida,<br>Façanhas de bravos<br>Não geram escravos,<br>Que estimem a vida<br>Sem guerra e lidar.<br>— Ouvi-me, Guerreiros,<br>— Ouvi meu cantar.<br><br><br>Valente na guerra,<br>Quem há, como eu sou?<br>Quem vibra o tacape<br>Com mais valentia?<br>Quem golpes daria<br>Fatais, como eu dou?<br>— Guerreiros, ouvi-me;<br>— Quem há, como eu sou?<br><br>Quem guia nos ares<br>A flecha emplumada,<br>Ferindo uma presa,<br>Com tanta certeza,<br>Na altura arrojada<br>onde eu a mandar?<br>— Guerreiros, ouvi-me,<br>— Ouvi meu cantar.<br><br>Nessa obra de Gonçalves Dias, ele retrata claramente como era a vida indígena antes da colonização, ele não quis enfatizar agressividade nem brutalidade, mas sim a simplicidade de viver em sua terra. Os indígenas ,se sentissem fome, poderiam caçar, tinham suas ocas como moradia, sua crença e um convívio bom entre si, desentendimentos existiam, mas eles viveram em paz, por um bom tempo, pelo menos.<br><br><br><strong><em>Gonçalves Dias<br></em></strong><em><sub>poeta romantico brasileiro</sub></em><br><br>Gonçalves Dias (1823-1864) foi um poeta, professor, jornalista e teatrólogo brasileiro. É lembrado como o grande poeta indianista da Primeira Geração Romântica. Deu romantismo ao tema índio e uma feição nacional à sua literatura. É considerado um dos melhores poetas líricos da literatura brasileira. É Patrono da cadeira n.º15 da Academia Brasileira de Letras.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-17 10:46:35 UTC</pubDate>
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         <title>Cruz e Souza por Lorrany Gonzaga Paulo, Ana Beatriz Zonato e Victoria Morais da Silva.</title>
         <author>lorranygonzaga58</author>
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         <description><![CDATA[<div>João da Cruz e Sousa foi um poeta brasileiro. Com a alcunha de Dante Negro ou Cisne Negro, foi um dos principais representantes do simbolismo no Brasil. Segundo Antonio Candido, Cruz e Sousa foi o "único escritor eminente de pura raça negra na literatura brasileira, onde são numerosos os mestiços".<br><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Asco e dor<br><br>Últimos risos palermas, últimos escancaramentos de bocas parvas nos fins destroçados de um carnaval, por tarde ardente e nevoenta. Massas de nuvens turvas tumultuam no firmamento, sob múltiplas conformações fabulosas. Raios derradeiros de sol em poente languescem do alto, mornamente crepusculares.<br><br></div><div>Um tédio enorme espreguiça, estremunha no ar, lânguido, letárgico, invencível, indefinível...<br><br></div><div>Por uma rua estreita, sombria e lôbrega como um prolongado corredor de convento ou uma infecta galeria subterrânea, vem desfilando, aos pinchos, saracoteando toda, desconjuntando-se toda, uma turba miserável de carnavalescos, impondo aos últimos raios tristes do sol as suas carantonhas mais horrivelmente tristes ainda, as suas vestimentas funambulescas, fazendo lembrar diferentes aspectos de loucura, grãos de imbecil demência, angulosidades de crime, estados primitivos de ignorância amassados numa embriaguez mórbida, selvagem e sinistra.<br><br></div><div>Os pinchos, os saracoteios, os ziguezagues dos quadris elásticos das mulheres, com os moles seios bambos e as nádegas proeminentes, num deboche nu de Inferno relaxado onde vinhos alucinantes entrassem como oceano canalizado para bocas; os perfis ósseos, anfractuosos, dos homens, mascarados de sapo, de gorila, de serpente, de crocodilo, de dragão de cornos, de morcego, de monstro bifronte, de urso, de elefante e de mentecapto, dão à turba carnavalesca a sensação formidável do descaro final, do pandemônio derradeiro, da nudez lúbrica, desbragada, bestial, da cega hediondez dos instintos soltos na hora eclíptica do aniquilamento do mundo!<br><br></div><div>Mas, eis que do centro do desprezível bando, vestida em farrapos, boçal, congestionada de bestialidade, urrante de chascos, destaca-se uma terrível figura mais grotesca do que as outras, trazendo na cabeça, em forma de troféu, uma trufa alta, feita de cobras emaranhadas, com as caudas em pé, semelhando uma coroa de vícios em convulsão. E no meio do círculo que as outras formam e ao som de palmas cadenciadas e batuques selvagens, através de risadas aparvalhadas do público, fica então a dançar alucinadamente. Nas suas pernas magras, espectrais, de esqueleto ironicamente esquecido pela cova, dir-se-á que lhe puseram azougue e lhe puseram também rodízios nos pés.<br><br></div><div>E ela fica então a rodar, a rodar, macabra, doida; numa febre, num delírio, como se fosse esse todo o extremo esforço das suas faculdades de dançarina. E ela roda, roda, vai rodando, em vertigens e vertigens, em giros esquisitos, fazendo flutuar os dourados farrapos da veste, dentre uma saraivada grossa de risos e aclamações, gozando triunfos na miséria daquilo tudo, como a rainha da lama humana. E a grotesca figura roda, mascarada de múmia verde — alucinação que ondula, desvairamento que serpenteia — a exemplo de uma coisa amorfa, de um bicho inconcebivelmente estranho que se tivesse ao mesmo tempo absurdamente tomado de uma epilepsia nervosa e da dança de S. Guido...<br><br></div><div>De vez em quando piparoteiam-lhe a pança, as nádegas moles e ela então, ignóbil animal aguilhoado por essa baixa carícia, saracoteia mais, espaneja-se toda no seu lodo como num leito de volúpia.<br><br></div><div>Ah! Daquela momice cínica, daquela desordenada bebedeira de instintos erguiam-se, hórridos fantasmas de sangue, de lama e lágrimas, o Asco e a Dor!<br><br></div><div>Eu para ali me arrastara, no amargo tédio da tarde, na ânsia crepuscular do sol, que lembrava um palhaço senil e lúgubre, sem mais alegria, vestido de ouro e morrendo, só, desamparado até mesmo das ovações ou dos apupos da rota garotagem, no fundo de um beco imundo...<br><br></div><div>Levaram-me para ali não sei que desencontrados sentimentos, que emoções opostas, que vagos pressentimentos... a verdade é que eu para ali fora, talvez fascinado por certo encanto misterioso dessa miséria cega: para embriagar-me de asco e tédio e desse tédio e desse asco talvez arrancar os astros e ferir as harpas de alguma curiosa sensação. A verdade é que eu para ali fora, quase hipnotizado, de certo modo mesmo impelido pela extravagante turba carnavalesca, pela sua monstruosa miséria.<br><br></div><div>Mas, agora, todo esse misto de animalidade, de suinice, esse hibridismo mascarado, de paixões rastejantes, vermiculares, essas formas humanas que atrozmente se convulsionavam como feras devorando, todo esse ambulante <em>sabat</em> foi então desfilando por outras ruas, seguindo o seu rumo de calcetas do ridículo, bambamente, aos boleios sob o fim turvo da tarde que parecia, também mascarada de feiticeira, rindo uma risada de augúrio feral aos últimos bamboleios carnavalescos que afastavam, finalizando como a tarde finalizava, dispersando-se, desaparecendo pelos oblíquos becos tortos num tropel de manadas de gado estropiado que uma peste assolou...<br><br></div><div>E enquanto a multidão, vesga, atordoada, tonta, azoinada de calor, de rumor, de carnaval e de poeira, aplaudia com gritos e zumbaias delirantes, ensurdecedoras, aquela turba vil, incaracterística, a minha alma sentia-se como que pendida de um cadafalso que a estrangulava, acorrentada a um asco mortal, a uma dor tremenda que não tinha linhas de unidade, de conjunto e de entendimento com as outras dores; dor ingenitamente virginal, que não participava, em nenhuma das suas fibras, em nenhuma das suas interpretações sensacionais, das outras dores do mundo! Dor legitimamente outra, que não tinha limites no limite da dor comum, dor que me parecia cobrir o céu de luto, enegrecer tudo, aumentando-me o asco de tal sorte que o ar, os horizontes nublados, as árvores, as pedras da rua, as paredes dos edifícios, a multidão que burburinhava, tudo parecia estar possuído do mesmo asco e da mesma dor. Dor sem raízes conhecidas, sem ritmos definidos, sem origens encontradas nem na vida, nem na morte, fora das correntes eternas, das correlações do pensamento! Dor inaudita, cujas partículas sagradas, eram formadas da flamejante constelação de um anseio transcendental, da luz misteriosa das espiritualizações supremas, de sentimentos fugidios, subtis, de sensações que volteavam e ondulavam em torno da minha cabeça, como aureolas psíquico-estesíacas, por paragens ultraterrestres.<br><br></div><div>Asco que era para mim como se eu me sentisse coberto de lesmas, lesmas fazendo pasto no meu corpo, lesmas entrando-me pelos ouvidos, lesmas entrando-me pelos olhos, lesmas entrando-me pelas narinas, pela boca asquerosamente entrando-me lesmas. Um asco feito de sangue, lama e lágrimas, composto horrível de um sentimento inexplicável, hediondo, d’onde brotava a flor de fogo e veneno de uma dor sem termo.<br><br></div><div>Asco daquelas postas de carne que além obscenamente se rebolavam numa mascarada infernal, bêbadas, bambas, fora da razão humana, à toda a brida no Infinito do deboche, sem fé e sem freios, na confusão dos instintos como na confusão do caos.<br><br></div><div>Dor e asco dessa salsugem de raça entre as salsugens das outras raças. Dor e asco dessa raça da noite, noturnamente amortalhada, donde eu vim através do mistério da célula, longinquamente, jogado para a vida na inconsciência geradora do óvulo, como um segredo ou uma relíquia de bárbaros escondida numa furna ou num subterrâneo, entre florestas virgens, nas margens de um rio funesto...<br><br></div><div>Dor e asco desse apodrecido e letal paul da raça que deu-me este luxurioso órgão nasal que respira com ansiedade todos os aromas profundos e secretos para perpetua-los através da mucosa; estes olhos penetradores e lânguidos que com tanta volúpia e magoa olham e assinalam as amarguras do mundo; estas mãos longas que mourejam tanto e tão rudemente; este órgão vocal através do qual sonâmbula e nebulosamente gemem e tremem veladas saudades e aspirações já mortas, soluçantes emoções e reminiscências maternas; este coração e este cérebro, duas serpentes convulsas e insaciáveis que me mordem, que me devoram com seus tantalismos.<br><br></div><div>Dor e asco dessa esdrúxula, absurda turba bruta que além, sob a tarde, uivava, desprezivelmente ridícula, na infrene mascarada, com os seus ínfimos e sinistros transfigurados em crocodilos, em serpentes, em sapos, em morcegos, em monstros bifrontes, todos, todos da mesma origem tenebrosa de onde eu vim, negros, sob a lua selvagem e sonolenta dos desertos, no seio torcido das areias desoladas...<br><br></div><div>Asco e dor dessa ironia que para mim vinha, que para mim era, que só eu estava compreendendo e sentindo assim particular e exótica — ironia gerada nos lagos langues do Letes, fundida nas perpétuas chamas do Abstrato das Esferas, ironia para mim só, só para mim descoberta nas camadas infinitas da Vida; ironia só para o meu Orgulho mortal, só para minha Ilusão humana, só para o meu insatisfeito Ideal, ironia! Ironia! Ironia rindo às gargalhadas no fim da tarde pelas máscaras obtusas e pela boca parva da multidão que aplaudia truanescamente como o supremo truão eterno.<br><br></div><div>E, ó Dor maior! Asco mais estranho ainda!<br><br></div><div>Daqueles círculos mômicos, daqueles círculos de chacota e de zumbaias, daqueles requebros de quadris obscenos, daquelas vertigens mórbidas e redemoinhos de corpos lassos, entorpecidos, suarentos, empoeirados, esfalfados; daquelas caras bestialmente cínicas, ignaras e negras, sem máscaras algumas, pintalgadas a cores vivas, <em>a tatouages </em>grosseiras; daqueles langores mornos e doentios de olhos suínos, de todos esses grilhões medonhos, de todo esse lodoso cárcere fatal eu ficava como uma sombra irremediavelmente presa dentro de outra sombra, querendo fugir dali por esforços inauditos e vãos, debatendo-me no vácuo contra esse golfo sem fundo, contra esses vórtices tremendos da matéria, de onde, no entanto, a minha alma viera, cristalizada em essência, requintada numa imaculabilidade de estrelas purificadas nos cainhos celestes.<br><br></div><div>E a minha alma circunvagava, ia e vinha alucinada, através de adormecidas zonas de sonho, oscilante como um pêndulo de pesadelos, numa aflita ondulação de nevroses, meio dividida entre a bárbara e a turba mascarada e meio dividida entre a natureza, circundante, cá e lá guilhotinada misteriosamente pela mesma dor e pelo mesmo asco, cá e lá misturada, amalgamada e perdida em iguais misérias de sangue, lama e lágrimas, ainda e para sempre com o mesmo asco e com a mesma dor...<br><br></div><div>(In: <em>Evocações</em>, 1996, p. 145-153)<br><br><br>Asco e dor, nosso comentário:<br><br>Fala sobre a dor que o autor sente sobre a história triste que a sua cultura sofreu e sofre até hoje e sobre a sua raiva pelo mesmo.<br> Também cita sobre a tortura que o povo negro tinha que suportar nos anos antigos. É um texto que fala sobre a cultura afro-brasileira.&nbsp;<br>Sua tristeza e aversão ao racismo é transmitida desde o título "Asco e dor".<br><br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-17 11:14:49 UTC</pubDate>
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         <title>Gabrieli Moraes, Yasmin, Raul, Francielly, Yuri (2b)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Juca Pirama- Antonio Gonçalves Dias<br><br></div><blockquote><br>"Meu canto de morte,<br>Guerreiros ouvi:<br>Sou filho das selvas,<br>Nas selvas cresci;<br>Guerreiros, descendo<br>Da tribo tupi.</blockquote><div><br></div><blockquote><em>Da tribo pujante,<br>Que agora anda errante<br>por fado inconstante,<br>Guerreiros, nasci;<br>Sou bravo, sou forte,<br>Sou filho do Norte;<br>Meu canto de morte,<br>Guerreiros ouvi</em><br><br><strong>Gonçalves Dias</strong> (Antônio <strong>Gonçalves Dias</strong>), poeta, professor, crítico de história, etnólogo, nasceu em Caxias, MA, em 10 de agosto de 1823, e faleceu em naufrágio, no Maixio dos Atins, MA, em 3 de novembro de 1864.</blockquote><div><br>Como eram as obras de Gonçalves Dias?</div><div><strong>Obras</strong> lírico-amorosas<br><br>Muito influenciado por Almeida Garret, <strong>Gonçalves Dias</strong> escreveu também poemas movidos por um lirismo apaixonado e ardente, unindo individualismo psicológico e musicalidade. Em sua lírica amorosa, são constantes os temas do amor impossível, do exílio e também a presença dos elementos da natureza.</div><div>Algumas obras de Gonçalves Dias :<br>Canção do Exilio, Juca Pirama e Brasil e Oceania<br><br>Reflexão:<br><br>&nbsp;Já no titulo do poema temos uma grande referencia à língua&nbsp;<br>tupi e significa, conforme explica o próprio autor, “o que há de ser morto, e que é digno de ser morto" e também fala sobre o sofrimento dos indígenas e o quanto eles são guerreiros.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-17 11:16:41 UTC</pubDate>
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         <title>Gonçalves de Magalhães - Feito por: Felipe Gabriel, Fábio Rhauan, Mirelle Kyvia (2 ano B) </title>
         <author>Felipe_G</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><br>Gonçalves de Magalhães</strong> (1811-1882) foi um escritor brasileiro pertencente à primeira geração romântica, fase marcada pelo binômio nacionalismo-indianismo.<br><br></div><div>Ele foi considerado um dos precursores do romantismo no Brasil.<br><br></div><div>Patrono da Cadeira n.º 9 na Academia Brasileira de Letras (ABL), exerceu também a profissão de jornalista, médico, professor e diplomata.<br>Domingos José Gonçalves de Magalhães, o Visconde do Araguaia, nasceu no Rio de Janeiro dia 13 de agosto de 1811. Desde cedo desenvolveu o gosto pelas artes, sobretudo, pintura e literatura.<br><br></div><div>Ingressou no curso de Medicina, no Colégio Médico-Cirúrgico da Santa Casa de Misericórdia, em 1828, graduando-se em 1832, ano que publicou seu primeiro livro “<em>Poesias</em>”.<br><br></div><div>Estudou também Filosofia de Monte Alverne, no Seminário Episcopal de São José. Em 1833, resolve aperfeiçoar seus conhecimentos na área médica e viaja para a Europa.<br><br></div><div>Envolvido no meio literário parisiense, o escritor publicou, em 1836, o Manifesto Romântico intitulado “<em>Discurso sobre a Literatura no Brasil</em>”.<br><br></div><div>Junto aos escritores brasileiros Manuel de Araújo Porto-Alegre (1806-1879) e Francisco de Sales Torres Homem (1812-1876) fundaram a <strong>Revista Niterói</strong> (<em>Nitheroy, revista brasiliense</em>), focada na divulgação de textos nas áreas das ciências, letras e artes, com o intuito de divulgar a cultura brasileira.<br><br></div><div>Entretanto, foi com sua obra “<em>Suspiros Poéticos e Saudades</em>” (1836) que Gonçalves de Magalhães se destacou, sendo considerada a primeira obra do romantismo no Brasil.<br><br></div><div>Em 1837, retorna ao Brasil e começa a escrever obras de dramaturgia, inaugurando, também, o teatro romântico no Brasil. No ano seguinte, foi nomeado professor de Filosofia do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.<br><br></div><div>Além disso, foi secretário do coronel Luís Alves de Lima e Silva, futuro Duque de Caxias, no Maranhão. Permaneceu no cargo de 1837 a 1841. Mais tarde, viaja para o Rio Grande do Sul sendo eleito Deputado.<br><br></div><div><br>Em 1847, ingressou na profissão de Diplomacia exercendo a função de Ministro de Negócios em diversos países: Paraguai, Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Itália, Vaticano, Áustria, Rússia e Espanha.<br><br></div><div>Nesse mesmo, ele ano casou-se com Ana Amélia, com quem teve dois filhos: Domingos e Luís. Em 1876, recebe o título de <strong>Visconde do Araguaia</strong>.<br><br></div><div>Gonçalves de Magalhães falece em Roma, Itália, dia 10 de julho de 1882.<br><br></div><div><strong>Principais obras de Gonçalves de Magalhães</strong></div><div>Suas obras estão repletas de características românticas de amplo valor histórico. Alguns temas recorrentes são o nacionalismo, a morte, a infância, Deus, a natureza, dentre outros.<br><br></div><div>Gonçalves de Magalhães escreveu poesias (indianistas, amorosas e religiosas), teatro, ensaios e textos filosóficos.<br><br></div><div>Sua obra que mais se destacou foi “<em>Suspiros Poéticos e Saudades</em>”, publicada em Paris, em 1836. Outras obras são:<br><br></div><ul><li>Poesias (1832)</li><li>Antônio José ou o Poeta e a Inquisição (1838)</li><li>Olgiato (1839)</li><li>Os Mistérios (1857)</li><li>Urânia (1862)</li><li>Cânticos Fúnebres (1864)</li><li>Opúsculos Históricos e Literários (1865)</li><li>Fatos do Espírito Humano (1865)</li><li>Confederação dos Tamoios (1856)</li><li>A Alma e o Cérebro (1876)</li><li>Comentários e Pensamentos (1880)</li></ul><div><strong>Suspiros Poéticos e Saudades</strong></div><div>Obra poética antilusitana, visto que o Brasil passava pelo processo de emancipação política, marcada pela Independência do país, proclamada em 1822.<br><br></div><div><br>Nessa obra, o autor foca em temas como o patriotismo, o nacionalismo, o individualismo e o sentimentalismo, a idealização da natureza e da infância, sendo assinalada pelos sentimentos de saudade e nostalgia de seu país de origem.<br><br>Poema sobre a cultura INDIANISTA<br><sub><br></sub>Adeus, oh terras da Europa!<br>Adeus, França, adeus, Paris!<br>Volto a ver terras da Pátria,<br>Vou morrer no meu país.<br><br></div><div>Qual ave errante, sem ninho,<br>Oculto peregrinando,<br>Visitei vossas cidades,<br>Sempre na Pátria pensando.<br><br></div><div>De saudade consumido,<br>Dos velhos pais tão distante,<br>Gotas de fel azedavam<br>O meu mais suave instante.<br><br></div><div>As cordas de minha lira<br>Longo tempo suspiraram,<br>Mas alfim frouxas, cansadas<br>De suspirar, se quebraram.<br><br></div><div>Oh lira do meu exílio,<br>Da Europa as plagas deixemos;<br>Eu te darei novas cordas,<br>Novos hinos cantaremos.<br><br></div><div>Adeus, oh terras da Europa!<br>Adeus, França, adeus, Paris!<br>Volto a ver terras da Pátria,<br>Vou morrer no meu país.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-20 00:22:33 UTC</pubDate>
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         <title>1-Que relações podemos fazer entre literatura e cultura?</title>
         <author>magnalima_mag</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-03-21 23:18:41 UTC</pubDate>
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         <title>José de Alencar (Feito por: Evellyn Nobre, Rikelmy Santos, João pedro e Victoria Jesus)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>José de Alencar (1829-1877) nasceu no Ceará, veio com sua família para o Rio de Janeiro em 1830 e com 14 anos mudou-se para São Paulo. É considerado um dos maiores expoentes do romantismo no Brasil. Atuou como Jornalista, Critico, Advogado, Dramaturgo e Politico. Além disso, foi Patrono da cadeira n°23 da Academia Brasileira de Letras (ABL) pelo seu grande amigo Machado de Assis.</div><div><br>Casou-se com Ana Cochrane e, em 1872, teve seu primeiro filho, Mário Cochrane de Alencar (membro da Academia Brasileira de Letras). Faleceu no Rio de Janeiro dia 12 de dezembro de 1877, com 48 anos, vítima de tuberculose.<br><br>Na primeira geração romântica, com teor nacionalista e Indianista, Alencar exaltou diversos aspectos nacionais e a figura do índio como herói brasileiro.&nbsp;</div><div><br>Suas principaiso obras de Romance foram:&nbsp;<br><br>•Cinco Minutos(1856);<br>•O Guarani (1857);<br>•A viuvinha(1857);<br>•Lucíola(1862);<br>•Iracema (1865);<br>•O gaúcho(1870);<br>•O Tronco do Ipê(1871);<br>•Sonhos D'ouro(1872);<br>•Alfarrábios(1873);<br>•Ubirajara (1874);<br>•Senhora(1875).<br>•Encarnação(1977).</div><div><br>Em suas obras podemos notar traços da realidade da sociedade brasileira daquela época, e oposições como o branco e o índio, as cidades e o sertão.<br><br>Sua obra mais famosa "Iracema" se narra a história de um amor improvável entre uma índia e um colonizador português, no início do processo de colonização efetiva da costa brasileiro, no século XVII. Desse amor nasceria o primeiro mestiço, símbolo de uma nova raça que seria o povo brasileiro.<br><br>Publicado em 1865, Iracema, obra de José de Alencar, faz parte da tríade dos romances indianistas (juntamente com <em>O Guarani</em> e <em>Ubirajara</em>), sendo considerado o mais maduro deles, pois admite várias interpretações, com uma excelente estrutura narrativa. É considerado um poema em forma de prosa, com características épicas, em que tanto Martim como Iracema são heróis. Iracema é uma típica heroína que representa o romantismo: espera o amado, se entrega a ele, fica com saudades, e morre por essa saudade.<br><br></div><div><em>Iracema</em> possui personagens históricos, ou seja, que realmente existiram e fizeram parte da História do Brasil. Martim e Poti são um exemplo. Além disso, o livro é escrito após a regularização da colonização do Ceará. Todo esse cenário de lendas, de amor proibido, serve para acontecer o nascimento do primeiro filho da miscigenação entre o branco e o índio. Assim, o índio é visto com bons olhos ufanistas e representantes da cultura brasileira.</div><div><br>"Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo. Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema."<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-23 21:51:02 UTC</pubDate>
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         <title>Mia Couto (Por: Evellyn Fernanda, Gabriely Rodrigues, Maria Eduarda e Tainá Almeida) </title>
         <author>rodriguesgabriely8</author>
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         <description><![CDATA[<div>Mia Couto, pseudónimo de António Emílio Leite Couto, é um escritor e biólogo moçambicano. Dentre os muitos prêmios literários com os quais foi galardoado está o Prêmio Neustadt, tido como o Nobel Americano. Couto e João Cabral de Melo Neto são os únicos escritores de língua portuguesa que receberam esta honraria. <br><br>Com 14 anos, Mia Couto publicou seus primeiros poemas no jornal Notícias da Beira. Em 1971 deixou sua cidade e foi para a capital Lourenço Marques, hoje Maputo. Ingressou no curso de Medicina, mas depois de três anos abandonou a faculdade.<br><br>A partir de 1974 dedicou-se ao jornalismo. Trabalhou na Tribuna, foi diretor da revista semanal Tempo, entre 1979 e 1981, e trabalhou no jornal Notícias, até 1985.<br><br>Mia Couto publicou seu primeiro livro de poesias 1993 “Raízes de Orvalho”. Em 1985, abandonou a carreira de jornalista e ingressou no curso de Biologia, da Universidade de Eduardo Mondlane, com especialidade em Ecologia.<br><br>Em 1992, Mia Couto publicou “Terra Sonâmbula”, seu primeiro romance, escrito em prosa poética, onde compõe uma bela fábula passada no Moçambique pós-independência, uma vez que esteve mergulhado na devastadora guerra civil que se estendeu por dez anos.<br><br>Em 1995, a obra ganhou o Prêmio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos. O livro foi considerado, por um júri especial da Feira do Livro de Zimbabwe, um dos dez melhores livros africanos do século XX.<br><br>Como Biólogo, especializado em Ecologia, Mia Couto foi o responsável pela preservação da reserva natural da Ilha de Inhaca, em 1992.<br><br>Realizou trabalhos de pesquisa em diversas áreas, especialmente em áreas costeiras. É diretor da empresa Impacto, que realiza avaliações de impacto ambiental. É professor da cadeira de Ecologia em diversas faculdades da Universidade Eduardo Mondlane.<br><br>Mia Couto além de escrever poesias, escreve contos, romances e crônicas. O escritor e biólogo vive em Moçambique, é casado com Patrícia Couto e tem três filhos. <br><br>Em, <strong><em>Sotaque da Terra </em></strong><em>ele cita: </em><strong><em>&nbsp;<br></em></strong><br></div><div>"<em>Estas pedras<br>sonham ser casa<br><br>sei<br>porque falo<br>a língua do chão</em></div><div><em><br>nascida<br>na véspera de mim<br>minha voz<br>ficou cativa no mundo,<br>pegada nas areias do Índico<br></em><br></div><div><em>agora<br>ouço em mim<br>o sotaque da terra<br></em><br></div><div><em>e choro<br>como as pedras <br>a demora de subirem ao sol"<br><br></em>Ao dizer, " Sei  porque falo a língua do chão, nascida na véspera de minha voz ficou cativa no mundo, apegada nas areias do índico, agora ouço em mim o sotaque da terra" acredito que se refira a vida dele em Moçambique e como aquilo o afetou.<em><br><br></em><strong><em>Obras de Mia Couto:</em></strong><em><br></em><br></div><ul><li><em>Vozes Anoitecidas (1986)</em></li><li><em>Cada Homem é Uma Raça (1990)</em></li><li><em>Cronicando (1991)</em></li><li><em>Raízes de Orvalho (1993)</em></li><li><em>Mar Me Quer (2000)</em></li><li><em>Um Rio Chamado Tempo (2002)</em></li><li><em>O Fio das Miçangas (2003)</em></li><li><em>Mar Me Quer (2004)</em></li><li><em>O Gato e o Escuro (2008)</em></li><li><em>Venenos de Deus, Remédios do Diabo (2008)</em></li><li><em>Tradutor de Chuvas (2011)</em></li><li><em>A Confissão da Leoa (2012)</em></li><li><em>Mulheres de Cinza (2015)</em></li><li><em>Poemas Escolhidos (2016)</em></li><li><em>O Bebedor de Horizontes (2017)</em></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-24 01:09:58 UTC</pubDate>
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         <title>2-Você se reconhece nas obras literárias que pesquisou?</title>
         <author>magnalima_mag</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-03-24 10:39:28 UTC</pubDate>
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         <title>Sarah e Natália Vitória </title>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Joaquim Maria Machado de Assis</strong><br>No livro "Brás Cubas" retrata a vida do jovem de classe alta e que comenta sua relação com o seu escravo e suas brincadeiras e caprichos.<br>Nessa relação, podemos notar a superioridade de Brás que montava no negrinho. Além disso, ele escreve sobre um amigo da escola Quincas Borba que, por fim, torna-se um filósofo e desenvolve a teoria do <em>humanismo</em>.<br>Trecho da obra:<br><strong>Capítulo 1 – Óbito do Autor</strong></div><blockquote>"<em>Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no introito, mas no cabo; diferença radical entre este livro e o Pentateuco</em>."</blockquote><div><strong>Historia do Machado de Assis<br></strong>Machado de Assis foi um jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. É o fundador da cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras.<br>O seu primeiro livro publicado foi a tradução de <em>Queda que as mulheres têm para os tolos</em> (1861), impresso na tipografia de Paula Brito.<br>As obras de Machado de Assis abrange, todos os gêneros literários. Na poesia, inicia com o romantismo de <em>Crisálidas</em> (1864) e <em>Falenas</em> (1870), passando pelo Indianismo em <em>Americanas</em> (1875), e o parnasianismo em <em>Ocidentais</em> (1901). Paralelamente, apareciam as coletâneas de <em>Contos fluminenses</em> (1870) e <em>Histórias da meia-noite</em> (1873); os romances <em>Ressurreição</em> (1872), <em>A mão e a luva</em> (1874), <em>Helena</em> (1876) e <em>Iaiá Garcia</em> (1878), considerados como pertencentes ao seu período romântico.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-24 10:41:12 UTC</pubDate>
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         <title>3-As culturas às quais você faz parte estão apresentadas nessas obras pesquisadas? Quais manifestações culturais refletem você hoje? </title>
         <author>magnalima_mag</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-03-24 10:43:26 UTC</pubDate>
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         <title>4-Comente seus conhecimentos  adquiridos nessa pesquisa e suas percepções.</title>
         <author>magnalima_mag</author>
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         <pubDate>2022-03-24 10:45:32 UTC</pubDate>
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         <title>5-Como foi sua participação  e colaboração junto ao seu grupo na  elaboração desse trabalho? </title>
         <author>magnalima_mag</author>
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         <pubDate>2022-03-24 10:48:29 UTC</pubDate>
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         <title>IAN FELIPE; GABRIEL FRANÇA; KAYC DO NASCIMENTO</title>
         <author>00001087392950sp</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Carolina Maria de Jesus</strong> nasceu em <strong>1914</strong>, na cidade de <strong>Sacramento</strong>, em <strong>Minas Gerais</strong>. Mudou-se para São Paulo, onde trabalhou como empregada e <strong>catadora de papel </strong>para se sustentar e sustentar seus <strong>três filhos,</strong> que criava sozinha. Carolina escrevia sobre seu dia a dia na favela do <strong>Canindé</strong>, Zona Norte de São Paulo, até que, em 1958, conheceu o jornalista <strong>Audálio Dantas</strong>, que a auxiliou na publicação de seus diários.<br>Carolina, assim, escreveu todos os dias sobre sua <strong>realidade </strong>na favela, até que, um dia, o jornalista Audálio Dantas foi à favela do Canindé para fazer uma matéria. Nesse momento, Carolina e Audálio encontraram-se. O jornalista, que buscava falar sobre a favela, quando teve acesso aos papéis de diário de Carolina, percebeu que já tinha tudo e muito mais o que falar sobre a localidade.<br>Admirado com a capacidade de expressão de Carolina, resolveu ajudá-la a publicar seu primeiro e mais famoso livro. Apesar de Carolina não ter frequentado muito a escola, o conhecimento que adquiriu no pouco que a frequentou foi o que lhe possibilitou expressar-se enquanto <strong>mulher</strong>, <strong>negra</strong>, <strong>mãe</strong>, <strong>solteira </strong>e <strong>moradora da favela</strong>, gerando um livro que foi a alavanca de sua vida.<br><br>"Escrevo a miséria e a vida infausta dos favelados. Eu era revoltada, não acreditava em ninguém. Odiava os políticos e os patrões, porque o meu sonho era escrever e o pobre não pode ter ideal nobre. Eu sabia que ia angariar inimigos, porque ninguém está habituado a esse tipo de literatura. Seja o que Deus quiser. Eu escrevi a realidade." (Trecho de Quarto de Desejo )<br><strong>Carolina Maria de Jesus</strong><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-24 11:04:49 UTC</pubDate>
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         <title>Kaká Werá Jecupé - A terra dos mil povos: História indígena do Brasil contada por um índio (Maria Luiza, João Victor, Vitoria de Oliveira e Isac)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Kaká Werá Jecupé, é um índio de origem tapuia que nasceu em São Paulo, para onde seus pais migraram, vindos do interior de Minas Gerais. Escritor, ambientalista e conferencista, há 20 anos Kaká dirige o Instituto Arapoty, organização que difunde os valores da cultura indígena. Com o apoio do Ministério da Cultura, transforma jovens de Itapecerica da Serra (Grande São Paulo) em agentes culturais. Kaká leva a sabedoria dos povos ancestrais aos mais diversos lugares, de aldeias nos confins da Amazônia a auditórios ao norte do Equador.&nbsp;<br><br>É empreendedor social da rede Ashoka de Empreendedores Sociais e conselheiro da Bovespa Social&amp;Ambiental. Desde 1998, leciona na Fundação Peirópolis e na UNIPAZ (Universidade da Paz). Tem como missão ajudar na construção e no desenvolvimento de uma cultura de paz pela promoção do respeito, diversidade cultural e ecológica. Já viajou e palestrou em diversos países, entre eles: Inglaterra, Estados Unidos, Israel, Índia, Escócia, México e França, sempre procurando levar mensagens da sabedoria dos povos ancestrais do Brasil.&nbsp;<br><br>"Ter nascido fora da aldeia me ajudou a promover o intercâmbio entre brancos e índios", diz Kaká, autor dos livros&nbsp;A Terra dos Mil Povos - História Indígena do Brasil Contada por um Índio&nbsp;e&nbsp;As Fabulosas Fábulas de Iauaretê.&nbsp;<br><br>A terra dos Mil Povos - História Indígena contada por um índio&nbsp;<br><br>O texto mostra o poder da palavra na tradição ancestral indígena, aponta a pluralidade de etnias, conta como os povos nativos leem o mundo, constroem suas identidades e suas relações com os não índios, revelam respeito pelo poder criador e pela terra.&nbsp;<br><br>O livro é um relato individual e ancestral, mas, além disso: ele trata-se de um convite para conhecermos a história tribal brasileira, a contribuição e presença dos povos indígenas no Brasil de hoje.<br><br>“O Brasil é a terra dos mil povos, o seio que abrigou os filhos de muitas terras estrangeiras e que alimentou, com amor de mãe genuína, os milhares de povos indígenas que aqui habitavam há cerca de 15 mil anos.”<br><br>Quem eram e o que pensavam os primeiros habitantes desta terra?<br><br></div><div>Antropólogos se debruçaram sobre essa questão e deixaram contribuições definitivas para a compreensão desse capítulo da nossa história.<br><br></div><div>A maioria das nações indígenas, no entanto, permaneceu calada, sofrendo passivamente as influências da civilização do homem branco, que chegou tão perto e, no entanto, optou por manter-se distante, atirando no esquecimento toda a riqueza da tradição, do pensamento e da espiritualidade indígenas.<br><br></div><div>Um novo olhar foi inaugurado às vésperas do aniversário de quinhentos anos do descobrimento do Brasil, e este livro, que nos revela o caráter absolutamente universal dessas tradições, foi um de seus precursores.<br><br>Partiu-se da análise do livro para a literatura, sendo desenvolvidos os aspectos do estranhamento, da alteridade e da identidade, causados na fronteira cultural indígena, e o espaço cultural da sociedade dominante. O povo da terra sofreu a dominação européia sobre sua cultura. Foi considerado o, atrasado, diferente, desconhecido e por isso considerado bárbaro. A obra leva a uma reflexão sobre os primeiros habitantes de nossas terras, pois, ainda hoje, se teima em conservar a mesma visão ultrapassada dos primeiros colonizadores.<br><br></div><div><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-24 11:10:10 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>MÁRCIA ABREU:</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;- por; Nathalia santos, Alana Dias, Adrielly ,Giovanna 2B.<br><br><br><strong>MÁRCIA&nbsp; ABREU:<br><br></strong>É professora de literatura no departamento de teoria literária do instituto de estudos de linguagem da unicamp,ela escreveu vários livros e dezenas de artigos mas o que ela gosta mesmo, é de contar historias.<br><br></div><div><strong>ALGUMAS OBRAS POR MARCIA:</strong><br><br></div><ul><li>Cultura letrada: literatura e leitura.</li><li>Leitura, historia e historia da leitura.</li><li>Os caminhos dos livros.</li><li>Trajetória do romance: circulação leitura escritas nos séculos XVIII e XIX.</li><li>Papi Gama .</li></ul><div><br></div><div><strong>DA COR DA ESPERANÇA: a libertação dos escravos .<br><br></strong>&nbsp;<strong>Resumo de Da Cor da Esperança:<br><br></strong>Que cor deve ter alguém para ser gente? De que cor deve ser para ter esperança? Até o século XIX, muitos negros foram escravizados e tratados como animais ou coisas. Eram comprados e vendidos, trabalhavam à força, eram castigados duramente. Gente não se submete a este tipo de tratamento sem revolta, por isso eles organizaram rebeliões e fugas, resistiram aos desmandos e lutaram para se tornar livres. Da cor da esperança conta a história de um grupo de negros – escravos, livres e libertos , desde a captura na África até os movimentos abolicionistas. Gente que tinha dor e queria ser livre, gente que sofria e fazia festa, gente que amava e sentia medo.<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-24 11:23:41 UTC</pubDate>
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