<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Movimentos e Histórias. by movimentos sociais</title>
      <link>https://padlet.com/Movimentossociaises/b9jlzfpgcvo9gn99</link>
      <description></description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-02-01 13:18:41 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2024-02-19 23:01:19 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title></title>
         <author>Movimentossociaises</author>
         <link>https://padlet.com/Movimentossociaises/b9jlzfpgcvo9gn99/wish/2869875356</link>
         <description><![CDATA[<p>O movimento estudantil teve início em 1901, com a criação da Federação dos Estudantes Brasileiros. Em 1910, ocorreu o I Congresso Nacional de Estudantes em São Paulo. A politização após a Revolução de 1930 levou os estudantes a participarem ativamente em organizações como a Juventude Comunista e a Juventude Integralista. A diversidade de opiniões motivou a busca por uma entidade única para representar os estudantes e defender a qualidade de ensino, o patrimônio nacional e a justiça social.</p><p><br></p><p>Em 11 de agosto de 1937, na Casa do Estudante do Brasil, no Rio de Janeiro, o Conselho Nacional de Estudantes concretizou o projeto de criar a União Nacional dos Estudantes (UNE). A UNE passou a realizar congressos anuais e buscar articulações com forças progressistas. Seu primeiro presidente foi Valdir Borges, eleito em 1939.</p><p><br></p><p>Durante os primeiros anos, a UNE enfrentou a Segunda Guerra Mundial, opondo-se ao nazi-fascismo e confrontando os integralistas no Brasil. Em 1942, os estudantes ocuparam a sede do Clube Germânia, reduto fascista, e, no mesmo ano, o presidente Vargas oficializou a UNE como representante dos universitários brasileiros, concedendo-lhes a sede ocupada do clube.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/2041923518/5540f54c2e27ed97fca6edc596e5d681/Uniao_nacional_dos_estudantes.png" />
         <pubDate>2024-02-01 13:31:14 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/Movimentossociaises/b9jlzfpgcvo9gn99/wish/2869875356</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>Movimentossociaises</author>
         <link>https://padlet.com/Movimentossociaises/b9jlzfpgcvo9gn99/wish/2869891421</link>
         <description><![CDATA[<p>A UNE ampliou suas atividades, promovendo Bienais, destacando cultura, ciência, tecnologia e esporte. A entidade também se engaja em movimentos que representam estudantes negros, mulheres, LGBTQ+ e outros grupos. Em 2008, a UNE realizou uma caravana nacional abordando temas como saúde e qualidade de vida da juventude brasileira. Internacionalmente, desempenha um papel central na Organização Continental Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (Oclae), unindo-se às lutas dos jovens em outros países do continente.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/2041923518/f5638e95578bf89ac3cbb80cf10b4eb8/image.png" />
         <pubDate>2024-02-01 13:42:37 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/Movimentossociaises/b9jlzfpgcvo9gn99/wish/2869891421</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>Movimentossociaises</author>
         <link>https://padlet.com/Movimentossociaises/b9jlzfpgcvo9gn99/wish/2870561868</link>
         <description><![CDATA[<p>O movimento indígena nas Américas encontra seu marco no I Congresso Indigenista Americano, realizado no México em 1940, onde nasceu a Convenção de Patzcuáro. No Brasil, o movimento ganhou força nos anos 70, diante da expansão durante a ditadura militar. Logo após esse período, em 1983, o primeiro deputado federal indígena é eleito no país, reforçando a ideia de que, para evoluir em sua luta, os povos indígenas precisariam ser representados por quem a conhecia e vivenciava de fato. E então, nos anos seguintes, os indígenas fizeram-se presentes no Congresso Nacional e na política de forma geral. <br>A principal meta do movimento político indígena é preservar e demarcar suas áreas, ou seja, territórios. Contudo, o conceito de "terra" abrange demandas mais amplas, englobando educação, saúde diferenciada, respeito cultural, reconhecimento étnico, projetos socioeconômicos específicos, preservação ambiental e vigilância para assegurar o cumprimento de leis e demarcações.</p><p>Em 1973, foi promulgada a Lei 6.001, conhecida como "Estatuto do Índio". Na época, a cultura indígena era percebida como "transitória" e os indígenas eram considerados "relativamente incapazes". Nessa perspectiva, os povos indígenas eram colocados sob tutela do Estado até que sua integração à sociedade brasileira fosse alcançada. Essa responsabilidade inicialmente incumbia ao Serviço de Proteção ao Índio, mais tarde substituído pela Fundação Nacional do Índio – FUNAI.</p><p>Após a Constituição de 1988, na qual os indígenas desempenharam um papel ativo, passou a ser garantido o direito à sua cultura, a autonomia processual e o direito às terras tradicionalmente ocupadas, impondo à União a obrigação de proteger esses direitos, conforme estabelecido no Art. 231 da Constituição Federal. Em 2002, o Novo Código Civil revogou a classificação de "relativamente incapaz" atribuída aos indígenas, passando a regular a capacidade por meio de legislação especial: Art. 232. “Os índios, suas comunidades e organizações são partes legítimas para ingressar em juízo em defesa de seus direitos e interesses, com a intervenção obrigatória do Ministério Público em todos os atos do processo.”</p><p>Em 2004, ocorreu uma significativa articulação entre as principais organizações indígenas e indigenistas do país, resultando na criação do Fórum em Defesa dos Direitos Indígenas. Este fórum passou a fornecer suporte às mobilizações do Abril Indígena, com destaque para o Acampamento Terra Livre (ATL) na Esplanada dos Ministérios. Na segunda edição do ATL, em 2005, surgiu a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), consolidando as estruturas para uma mobilização nacional contínua, unindo as organizações regionais indígenas.</p><p>Em 2018, 35 anos após a eleição de Juruna, Joenia Wapichana, a primeira advogada indígena do país, foi eleita deputada federal no Brasil. Desde então, observamos um significativo levante indígena em curso no país.</p><p>Atualmente, várias associações representam distintos povos, tradições, narrativas e biomas, desbravando e delimitando novos territórios nesse vasto território indígena denominado Brasil. A APIB, principal organização indígena de alcance nacional, integra instâncias regionais que operam localmente, unindo esforços para uma representação que abrange as diversas lutas que permeiam a realidade de todos.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/2041923518/6e2edc9b4562557e0cea6d71fc3e35ec/movimage.jpg" />
         <pubDate>2024-02-01 23:34:36 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/Movimentossociaises/b9jlzfpgcvo9gn99/wish/2870561868</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>Movimentossociaises</author>
         <link>https://padlet.com/Movimentossociaises/b9jlzfpgcvo9gn99/wish/2872451324</link>
         <description><![CDATA[<p>"O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer, isto é, meu e encontrou pessoas suficientemente ingênuas para acreditá-lo. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não poupariam à espécie humana, aquele que arrancando as estacas (....) tivesse gritado a seus semelhantes: defendei-vos de ouvir esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence a ninguém." (ROUSSEAU, <strong>Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens,</strong> 1958, pg. 266)&nbsp;</p><p>A história da luta pela terra no Brasil é marcada pela concentração fundiária desde a ocupação portuguesa no século 16, combinada com monocultura, escravidão e a Lei de Terras de 1850, que consolidou a concentração. Dessa forma, a prática da grilagem de terras, apropriação por meio de documentação forjada, formalizou o modelo de grande propriedade rural, contribuindo para a desigualdade social e territorial persistente no país. Apesar das transformações políticas e econômicas ao longo dos séculos, a concentração de terras persistiu. A resistência camponesa contra a exploração, expropriação e exclusão marcou a história dos trabalhadores. Assim, a partir da segunda metade do século 20, novas formas de organização surgiram na luta pela terra e reforma agrária. Vale ressaltar que, a ditadura militar, além de restringir direitos civis, implantou um modelo agrário concentrador, excludente e modernização seletiva, prejudicando a pequena agricultura, promovendo êxodo rural e intensificando o uso de venenos.&nbsp;</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/2041923518/be9ea332c962869f8beb3f753d0c6b32/ctsmvfaj.png" />
         <pubDate>2024-02-04 12:29:15 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/Movimentossociaises/b9jlzfpgcvo9gn99/wish/2872451324</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>Movimentossociaises</author>
         <link>https://padlet.com/Movimentossociaises/b9jlzfpgcvo9gn99/wish/2872452566</link>
         <description><![CDATA[<p>O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) representa uma resposta contundente às questões agrárias históricas e estruturais do Brasil, tendo suas raízes na intensificação das lutas pela terra a partir da década de 70. Sua formalização ocorreu em 1984, durante o Primeiro Encontro Nacional de Trabalhadores Sem Terra, realizado em Cascavel, Paraná. Desde então, o MST expandiu sua atuação por todo o país, firmando-se como um dos movimentos sociais mais marcantes da história contemporânea brasileira. Nesse sentido, ao longo de sua trajetória, o MST consolidou conquistas expressivas, incluindo assentamentos para aproximadamente 450 mil famílias e acampamentos para outras 70 mil em todo o Brasil. Embora esses números pareçam modestos diante das mais de 4,5 milhões de famílias sem-terra no país, eles simbolizam avanços significativos, especialmente dada a complexidade histórica da questão agrária brasileira. O MST não apenas reivindica a distribuição equitativa de terras, mas também assume uma postura multifacetada, articulando a luta pela terra com objetivos mais amplos, como a Reforma Agrária e a construção de uma sociedade justa, livre de exploração. Além disso, de maneira crucial, também contribui para erradicar a fome e promover uma notável diminuição na taxa de mortalidade infantil nos assentamentos por todo o país.&nbsp;</p><p>No entanto, as vitórias do MST não são isentas de perdas humanas, destacando-se tragédias como o massacre de Eldorado dos Carajás em 1996, onde foram assassinados 19 Sem-terra decorrente de uma ação policial. Outrossim, a luta pela Reforma Agrária tem posicionado o MST no centro da agenda política, desafiando as estruturas dominantes e propondo novas relações sociais e modelos de desenvolvimento para o campo e para o Brasil como um todo. Soma-se a isso que, sua atuação vai além da luta pela terra, abraçando uma variedade de dimensões sociais, como produção, educação, saúde, cultura e direitos humanos. </p><p>O MST é considerado não apenas como um movimento político, mas como uma matriz pedagógica fundamental, uma fonte de educação que vai além do conhecimento técnico, abraçando a formação humana em sua totalidade.&nbsp;</p><p>Além de ser visto como um agente político, o MST é reconhecido como um protagonista na formação de sujeitos políticos conscientes, capazes de compreender e atuar nas complexas dinâmicas da luta de classes e na transformação social. O movimento, ao enfatizar a participação direta e a construção coletiva da história, emerge como uma fonte crucial de educação que ultrapassa os limites territoriais, tornando-se uma força transformadora na busca por uma sociedade mais justa.&nbsp;</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/2041923518/8f3c2d2e84258852bb515d1234226c3a/WhatsApp_Image_2024_02_04_at_08_21_41.jpeg" />
         <pubDate>2024-02-04 12:32:20 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/Movimentossociaises/b9jlzfpgcvo9gn99/wish/2872452566</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>Movimentossociaises</author>
         <link>https://padlet.com/Movimentossociaises/b9jlzfpgcvo9gn99/wish/2888331682</link>
         <description><![CDATA[<p>A história da AIDS no Brasil é marcada por uma série de desafios, lutas e conquistas significativas. Os primeiros casos de AIDS foram registrados no início da década de 1980, principalmente entre homens homossexuais e usuários de drogas injetáveis, refletindo o padrão global da doença. A falta de conhecimento sobre a doença e a ausência de tratamentos eficazes contribuíram para o rápido avanço da epidemia, causando medo e estigma em toda a sociedade.</p><p>Diante da emergência da epidemia, o governo brasileiro começou a implementar políticas de saúde pública para lidar com a disseminação do HIV/AIDS. Paralelamente a isso, o movimento de luta contra a AIDS no Brasil ganhou força, com organizações não governamentais, ativistas das causas feministas e raciais e grupos comunitários pressionando por ações mais efetivas do governo e trabalhando para aumentar a conscientização sobre a doença.</p><p>A partir da criação de um setor exclusivo para Aids, foi possível estruturar um programa nacional. Após o Congresso de Canela, nasceu a Comissão Nacional de DST/Aids e Hepatites Virais. Essa comissão era integrada pelo movimento social homossexual e e de Aids, universidades, membros das secretarias estaduais de saúde, membros das Igrejas presbiteriana e católica e pessoas de diversos ministérios.</p><p>Ao longo dos anos, devido a fortes campanhas e resistências públicas, o Brasil implementou políticas de acesso universal ao tratamento antirretroviral, tornando os medicamentos disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Isso contribuiu significativamente para a redução da mortalidade relacionada ao HIV/AIDS e para a melhoria da qualidade de vida das pessoas vivendo com o vírus.</p><p>Todo dia 1º de dezembro, o mundo celebra o Dia Mundial da Luta Contra a AIDS. Nesta data, pessoas ao redor do globo se unem para demonstrar apoio àqueles que vivem com HIV e para honrar aqueles que foram perdidos devido a doenças relacionadas à AIDS. Fundado em 1988, este foi o primeiro dia internacional dedicado à saúde global. Anualmente, agências da ONU, governos e a sociedade civil se unem para realizar campanhas em torno de temas específicos relacionados ao HIV, promovendo conscientização e mobilização para arrecadar fundos em todo o mundo.</p><p>A fita vermelha tornou-se um símbolo universal de conscientização, apoio e solidariedade às pessoas que vivem com HIV. Este ícone carrega uma forte simbologia, incentivando esse grupo de pessoas a serem ouvidas em questões importantes sobre suas vidas. Os eventos organizados nesse dia destacam a situação atual da epidemia. O Dia Mundial da Luta Contra a AIDS continua sendo tão relevante hoje quanto sempre foi, lembrando tanto às pessoas quanto aos governos que o HIV não desapareceu</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/2041923518/8d3d68ee3cdef332cc85e420c9e0a5c0/WhatsApp_Image_2024_02_19_at_12_21_11.jpeg" />
         <pubDate>2024-02-19 16:21:36 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/Movimentossociaises/b9jlzfpgcvo9gn99/wish/2888331682</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>Movimentossociaises</author>
         <link>https://padlet.com/Movimentossociaises/b9jlzfpgcvo9gn99/wish/2888506710</link>
         <description><![CDATA[<p>No Brasil, o movimento LGBTQIA+ enfrentou obstáculos desde sua gênese durante a ditadura militar, onde a repressão do regime dificultava sua organização. Contudo, com a redemocratização nas décadas de 80 e 90, o ativismo ganhou impulso, expandindo suas demandas além das questões de costumes para incluir saúde, educação e combate à violência.</p><p>A década de 80 trouxe consigo a devastadora epidemia de AIDS, um ponto de inflexão que deslocou o foco da luta pela liberdade para a defesa da vida. Em face dessa crise, o movimento LGBTQIA+ mostrou resiliência, adaptando suas prioridades para lidar com a emergência de saúde pública.</p><p>Ao longo dos anos, a busca por direitos igualitários persistiu, e conquistas notáveis foram alcançadas. O reconhecimento de uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, a equiparação da LGBTfobia ao crime de racismo e o desenvolvimento de políticas de saúde específicas foram passos importantes.</p><p>A luta para incluir a proibição da discriminação por orientação afetivo-sexual na Constituição de 1988 foi seguida por avanços marcantes, incluindo a retirada da homossexualidade da lista de doenças em 1985. A promulgação da Lei de n° 122/06 em 2019 representou um marco significativo, criminalizando a discriminação motivada pela orientação sexual ou identidade de gênero.</p><p>A Parada do Orgulho Gay, iniciada em 1997 em São Paulo, transcendeu suas raízes para se tornar uma manifestação anual reconhecida como patrimônio cultural em 2019. Essa celebração não apenas reflete a resistência do movimento, mas também destaca as conquistas alcançadas ao longo das décadas, ressaltando o papel crucial do ativismo na transformação da sociedade brasileira em relação à diversidade sexual.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/2041923518/a2aa70887626e6c9fef968e798fa8ff3/eloisa.png" />
         <pubDate>2024-02-19 20:10:50 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/Movimentossociaises/b9jlzfpgcvo9gn99/wish/2888506710</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
