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      <title>Erasmus + SCH Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro | Martinho Pinho by EBS Ferreira de Castro</title>
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      <description>Projeto - 2024-1-PT01-KA121-SCH-000230125</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-01-17 16:15:05 UTC</pubDate>
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         <title>Expectativas para o Erasmus</title>
         <author>martinhopinho19933</author>
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         <description><![CDATA[<p>Olá a todos sou o Martinho, mais conhecido como Tinho. Tenho 17 anos frequento a Escola Básica e Secundária Ferreira de Castro. Sou uma pessoa bastante extrovertida, gosto bastante de falar e de rir, sou atencioso e bastante interessado em um pouco de tudo. Um dos pontos menos bons é que sou teimoso, mas pronto, ninguém é perfeito :   ) Nos meus passatempos gosto de jogar basket na Sanjoanense (clube de basquetebol), gosto também de andar de mota, procuro sempre que posso sair com os meus amigos para me divertir, e também conviver com os meus avós. </p><p>Voltando atrás ao tema do desporto, pratico basquetebol desde os 6 anos (há 11 anos). Este desporto trouxe me alegrias e tristezas, mas acima de tudo memórias que certamente irei levar para o futuro e amizades que espero também levar para sempre! Além disso, desde pequeno sempre gostei muito de carros e motas, tendo o meu pai sido piloto, então pratico motocross desde os 5 anos (não profissionalmente). É um desporto que também admiro bastante, especialmente porque partilho este desporto com o meu pai, o que nos une muito, e também é um desporto que dá muita adrenalina!</p><p> Sou uma pessoa que considero ter o futuro bem traçado e pensado…se se puder realizar o que pretendo e tenho delineado, gostaria de poder tirar o curso de Engenharia Mecânica Automóvel no ISEP (situado no Porto), e depois tirar uma pós graduação em Motorsport, podendo assim estar ligado ao mundo das corridas que eu tanto gosto.</p><p>Esta é a minha autobiografia o mais original possível! </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-26 22:43:54 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>martinhopinho19933</author>
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         <description><![CDATA[<p>Estou muito entusiasmado por fazer parte do programa Erasmus, de 10 a 16 de Fevereiro em Portugal, e na Letónia de 31 de março a 4 de abril. Acho que vai ser uma oportunidade incrível para não só conhecer uma nova cultura, como experienciá-la ao máximo (sendo que vou viver em casa dele uma semana), aprender mais sobre o país e fazer amizades com jovens de outro país. Espero poder melhorar as minhas competências em comunicação, especialmente o inglês, e ganhar uma nova perspetiva sobre o mundo.</p><p>Além disso, acho que esta experiência vai ajudar-me a crescer como pessoa, tornando-me mais independente e aberto a diferentes maneiras de pensar. Quero aproveitar ao máximo cada momento, desde explorar o dia a dia na Letónia até partilhar a nossa cultura com os outros. Vai ser uma experiência certamente inesquecível!</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-09 22:21:05 UTC</pubDate>
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         <title>Sessão de encerramento </title>
         <author>martinhopinho19933</author>
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         <description><![CDATA[<p>1 week. 1 week was the only time that we had to know each other, to get to know Portugal, our culture, our gastronomy and our school. </p><p> Firstly we are extremely grateful for having the opportunity to participate in this project, and for that we want to thank the teachers, the school, the parents and everyone that made it possible!         </p><p> Before you came we were a little bit nervous and anxious, but that quickly passed after you arrived and we met you .</p><p>During the week, we visited many places, we tried to show you the “Portuguese core”, the super sweet desserts and the beauty of Portugal. </p><p>Although it was an exhausting week with countless hours of no sleep (except Damãrs that always had his 10 hours of sleep), we had a lot of fun, bonded with each other and made wonderful memories as you'll see in the video.</p><p>Thank you for being so nice with us, thank you for embracing the Portuguese culture so well, thank you for being our siblings for a week, and thank you for making memories that we certainly won't forget.</p><p> We can't wait to visit Latvia and your hometown, so its not a goodbye, but a see you soon!</p><p>So last but not the least, tiekamies L</p><p>atvijã</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-14 11:39:02 UTC</pubDate>
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         <title>Dia 1 Erasmus+</title>
         <author>martinhopinho19933</author>
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         <description><![CDATA[<p><br></p><p> Há experiências que ficam para sempre gravadas na nossa memória, e a viagem que fiz até à Letónia, no âmbito do Erasmus, é, sem dúvida, uma delas. Esta aventura inesquecível teve início no dia 30 de março, por volta das 6:40 da manhã, quando, já com o meu pai, me dirigi para ir buscar o autocarro da DANYBUS(o meu pai seria o motorista), que nos levaria de Oliveira de Azeméis até ao Porto.</p><p>Desde o início que a viagem foi bastante animada e, ao chegarmos ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, senti que começava uma verdadeira saga, que parecia interminável até finalmente chegarmos à Letónia. A primeira etapa da viagem foi um voo com a companhia Norwegian Air até Copenhaga, na Dinamarca. Logo aí, comecei a notar uma diferença cultural bastante significativa. A mais marcante, na minha opinião, foi o facto de haver casas de banho conjuntas, algo que me surpreendeu e demonstrou como as normas sociais podem variar de país para país.</p><p>Durante a escala em Copenhaga, enquanto fazíamos tempo até ao voo para Riga, tivemos um "almoço à portuguesa", onde comi a típica marmita feita pela mãe. Após isso, decidimos gastar algum dinheiro apenas para podermos trazer connosco os DKK, a moeda dinamarquesa e também aproveitámos essas horas para conhecer um pouco do ambiente à nossa volta.</p><p>Mais tarde, partimos para Riga, onde fomos calorosamente recebidos por alguns colegas do Erasmus e, em especial, pelo meu “irmão emprestado” durante duas semanas, Elans, e pelo seu avô. Esta receção fez-me sentir imediatamente bem-vindo, como se já pertencesse àquele lugar.</p><p>Há momentos que, por mais simples que sejam, se tornam memoráveis. Ainda antes de sairmos de Riga, tive uma experiência que certamente nunca esquecerei. Quando estávamos a sair do aeroporto, o avô do Elans chegou à cancela para pagar o estacionamento, mas, para nossa surpresa, não se pagava ali, mas sim num local específico. A reação dele foi de uma calma impressionante: ligou os quatro piscas do carro e deixou-o ali mesmo, no meio da estrada, enquanto se formava uma longa fila de carros atrás de nós. Para mim, foi hilariante assistir à tranquilidade com que ele lidava com uma situação que, para muitos, seria extremamente stressante.</p><p>Após esta chegada tão inesperada e divertida, seguimos para casa, onde fui recebido por uma família que me acolheu como se fosse verdadeiramente um filho deles. Foi um gesto que me marcou profundamente e me deixou bastante relaxado para o resto da semana, pois sabia que não iria ter qualquer tipo de problemas com eles.</p><p>Por fim, tive finalmente o descanso merecido numa cama enorme, pois fiquei hospedado no quarto do meu colega, que media 2 metros!</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-17 19:04:25 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Dia 2</title>
         <author>martinhopinho19933</author>
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         <description><![CDATA[<p>Comecei o dia com um pequeno-almoço bem completo logo às 7 da manhã, o que, para mim, foi logo mais um sinal das diferenças culturais. Depois de sairmos cedo de casa, levámos a irmã do Elans à sua escola e seguimos para a nossa. Ao chegarmos, fomos encaminhados para uma sala onde havia um “super-cabide” onde todos os alunos deixavam os casacos. Um pormenor curioso foi ver que alguns até trocam de sapatilhas antes de entrar na escola, algo certamente impensável na realidade portuguesa.</p><p>De seguida, tivemos uma apresentação conduzida pelas alunas Alise e Darta, que nos falaram sobre a história da escola e do país. Achei essa introdução muito útil, pois ajudou-nos a contextualizar o que estávamos a viver. Depois, jogámos alguns jogos para “quebrar o gelo” com os nossos novos colegas.</p><p>Após as atividades, tivemos uma visita guiada à escola, e algo que me chamou bastante a atenção foi o número reduzido de alunos por sala. São normalmente cerca de 10 por turma, o que, para mim, foi bastante surpreendente. Em Portugal, estamos habituados a salas bem mais cheias, o que mostra como o ambiente de ensino pode variar bastante de país para país.</p><p>Na hora do almoço, fomos surpreendidos com uma refeição que, sinceramente, duvido que algum português tenha apreciado verdadeiramente. Ainda assim, faz parte da experiência: conhecer novos sabores, mesmo que não sejam do nosso agrado.</p><p>Depois do almoço, explorámos um pouco o centro da cidade e conhecer o centro juvenil de Saldus, onde grande parte das crianças passam lá o tempo até irem para casa.(Lá também fizemos mais atividades entre colegas sobre o tema de bullying, no  qual obtivemos diversas respostas sobre o mesmo tema). Mais tarde, tive a oportunidade de participar num treino de judo com o Francisco, o Rubén e o Tomás. O Sandis  (o rapaz com quem o Tomás ficou hospedado) explicou-nos as regras básicas da modalidade e ainda nos deixou "lutar" uns contra os outros. Foi um momento divertido e diferente.</p><p>De volta a casa, jantámos com a família e, logo de seguida, pegamos nas bicicletas para assistir a um jogo de basquetebol no centro da cidade. Esta parte do dia foi particularmente interessante para mim, porque pratico basquetebol e adorei ver como, mesmo num desporto aparentemente universal, há pequenas diferenças. A mais evidente foi a estatura dos jogadores: comparados com os portugueses, pareciam verdadeiros “postes”!</p><p>Para finalizar o dia, voltámos para casa (a minha casa por uma semana), e tivemos uma sessão de sauna com vários amigos letões, assim como o Francisco, o Tomás e o Rubén. Foi uma forma diferente e relaxante de acabar um dia cheio de aprendizagens culturais e experiências novas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-17 19:43:49 UTC</pubDate>
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         <title>Dia 3</title>
         <author>martinhopinho19933</author>
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         <description><![CDATA[<p>Começámos com uma visita ao "The Oskars Kalpaks Museum", um espaço que, à primeira vista, pode parecer apenas mais um museu de história, mas que me surpreendeu logo à chegada. No exterior, havia uma exposição bastante interessante com carros de guerra e algumas armas, o que captou imediatamente a minha atenção. Não só pela imponência dos veículos em si, mas também pelo contraste com o ambiente calmo que nos rodeava. Foi uma daquelas experiências que nos fazem parar e pensar na história que cada objeto ali carrega.</p><p>Mais tarde, seguimos viagem até à estação ferroviária de Airīte, mas o percurso foi tudo menos comum. Tivemos de percorrer cerca de 5 quilómetros por estradas de terra, o que me deu quase a sensação de estar a atravessar um deserto completo. À nossa volta, quase nada – apenas terra batida, árvores dispersas e muito silêncio.</p><p>Ao chegarmos, realizámos uma atividade que achei deveras interessante, que consistia na utilização de uma<strong> </strong>máquina antiga de costura. Tínhamos de “dar ao pé” para gerar energia e fazer com que um mini comboio se movesse. (Para mais desta atividade, não havia muito mais a explorar, apenas uns posters a explicar as linhas rodóviarias e as vidas das pessoas que moram lá. Revelo que fiquei um pouco desiludido pois este museu não foi muito captativo.)</p><p>Para o almoço, parámos no Scrunda Café. Foi uma refeição simples, nada de extraordinário, mas serviu bem o seu propósito: matar a fome e recuperar energias para a parte da tarde.</p><p>Depois do almoço, visitámos uma quinta onde fomos surpreendidos por uma grande variedade de coisas. Começámos por alimentar avestruzes, que ali eram criadas tanto para vender ovos como para gerar novas crias. Nunca pensei estar tão perto de uma avestruz, muito menos dar-lhe de comer! E a verdade é que a experiência foi mais intensa do que esperava! Ao tentar alimentá-la, por pouco não fiquei sem um dedo, já que, ao agarrar a erva que tinha na mão, a avestruz acabou por me morder também o dedo! Foi um daqueles momentos que metem piada… mas só depois de passar o susto. Para além das avestruzes, havia também muitas vacas e produção de maçãs. Ainda visitámos um museu de máquinas fotográficas e de filmar, com modelos desde os mais antigos até aos mais recentes. Apesar de interessante, confesso que me senti mais entusiasmado com os animais do que com a parte tecnológica.</p><p>Ao fim da tarde, fomos até Kuldīga com o pai da Lote, que, durante o caminho, nos revelou a sua enorme paixão por hard rock e heavy metal. Confesso que fiquei um bocadinho assustado na altura — não estava nada à espera! Mas acabou por ser engraçado ver como ele vivia a música com tanta energia. Já em Kuldīga, visitámos a cachoeira mais larga da Europa, situada no rio Venta, uma paisagem mesmo bonita e relaxante. Também tivemos tempo para ver um pouco da cidade, que me pareceu bastante acolhedora. Acabámos por jantar num restaurante onde comi, honestamente, das melhores pizzas da minha vida  (e não estou a exagerar).</p><p>Para terminar o dia, fomos até casa da Alise, onde tivemos um convívio com grande parte dos colegas do Erasmus e até alguns amigos de fora. Foi um momento descontraído e muito divertido, com direito a descanso no jacuzzi e até a cozinhar na sauna!</p><p>Por fim, voltei exausto para casa e cheio de ansiedade para o próximo dia!</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-21 16:08:22 UTC</pubDate>
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         <title>Dia 4</title>
         <author>martinhopinho19933</author>
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         <description><![CDATA[<p>O quarto dia na Letónia começou com algo completamente novo para mim: aulas! Tivemos uma aula de Medicina (basicamente, Biologia) onde a professora foi extremamente atenciosa e teve o cuidado de adaptar toda a aula para inglês, para que conseguíssemos acompanhar. Um gesto simples, mas que me marcou pela sensibilidade e preocupação em integrar os alunos estrangeiros.</p><p>Logo a seguir, tive uma aula de Russo… e confesso, foi como estar num planeta completamente diferente. Não percebi praticamente nada, o que até gerou alguns momentos engraçados por me estar a sentir tão "atoa". Por fim, tive Educação Física e, para meu contentamento, jogámos basquetebol com os colegas de turma do Elans, e para mim foi daqueles momentos em que me senti mesmo em casa, a fazer o que gosto, e ainda por cima com uma turma super acolhedora.</p><p><br></p><p>O almoço foi na cantina da escola, e desta vez tenho de dar os parabéns: foi bastante melhor do que o do primeiro dia. Depois do almoço, assistimos a uma apresentação sobre as medidas que a escola tinha adotado para combater o uso excessivo de telemóveis<strong>.</strong> Curiosamente, muitas das ideias eram semelhantes às nossas, o que me fez sentir que, apesar das diferenças culturais, há problemas comuns e formas parecidas de os resolver. (Como a maioria das medidas implementadas por eles eram iguais às nossas, e como eles já tinham alguns meses de experiência com os alunos, serviu para nos guiar no que implementar na nossa escola.)</p><p>Mais tarde, tivemos uma espécie de “sessão de entrevista” com os colegas do Erasmus, onde fizemos perguntas sobre a Rússia, a relação deles com o país e, claro, a guerra com a Ucrânia. Foi um momento mais sério e reflexivo, que me fez perceber a importância de ouvir diferentes perspetivas, especialmente vindas de quem vive mais próximo do conflito.</p><p>Finalizada esta atividade, dirigimo-nos para a "KOPTELPA". Lá, conseguimos compreender a importância do panorama empresarial de Saldus. Esta empresa ajuda jovens empresários locais, a ser os melhores empreendedores possíveis. Após uma breve apresentação, realizámos um kahoot onde eu, o Tomás e a Leonor obtivemos o primeiro lugar! Em recompensa, recebemos um suporte para o telemóvel, e alguns caramelos deliciosos, produzidos em Saldus por um dos empreendedores que frequenta aquela empresa.</p><p>Depois da sessão, voltei a casa para algum tempo livre. Lanchei uma sopa com almôndegas (uma combinação duvidosa, mas bastante saborosa!) e seguimos de bicicleta para casa da Lote. Lá, fizemos alguns jogos para nos entreter, mas o que mais eu, o Tomáse o Rúben fizemos foi mesmo ajudar na pintura de acessórios para a atuação da turma da Lote na Popiela, e entre tintas e gargalhadas, passámos um bom bocado.</p><p>Mais tarde, fui até casa da Alise porque tinha feito uma promessa ao irmão dela: dar uma volta de mota com ele. E assim foi. Ele adorou a minha condução e até disse que eu conduzia bastante rápido! (o que não sei se foi elogio ou aviso) Pelo caminho, cruzámo-nos com um grupo de motards de Saldus, a "Saldus Stunt Team", que estavam a praticar manobras completamente “malucas” como cavalinhos a velocidades impressionantes. Foi sem dúvida uma das experiências mais marcantes da semana. Caso para dizer, pura adrenalina!</p><p>Ainda assim, tivemos de acelerar de volta para a escola porque estávamos atrasados para a próxima atividade: uma sessão de cinema, onde vimos o filme "<em>Flow"</em>, o primeiro e único filme de produção letã a receber um Óscar. Vê-lo enquanto comíamos pizzas com o grupo foi um momento especial, que nos uniu ainda mais aos nossos novos (já não tão novos) amigos.</p><p>Para terminar o dia, ainda houve tempo para mais uma aventura. Eu, O Elans, a Lote, o Rúben e alguns colegas dirigimo-nos até ao skatepark, onde passámos um bom bocado a divertir-nos. E assim foi o quarto dia na Letónia, com o Projeto Erasmus +</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-21 17:31:42 UTC</pubDate>
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         <title>Dia 5</title>
         <author>martinhopinho19933</author>
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         <description><![CDATA[<p>O quinto dia começou ainda mais cedo do que o habitual. Tivemos de ir para a escola mais cedo para ensaiar a nossa coreografia para a tão aguardada atuação na “Popiela”. Para quem não sabe, a Popiela é uma espécie de versão letã de “A Tua Cara Não Me É Estranha”, em que temos de nos vestir como os cantores de uma música e imitar a coreografia o mais idêntico possível. </p><p>Terminados os ensaios, seguimos para a “Schwenk”, uma fábrica de cimento situada em Brocēni, uma cidade vizinha de Saldus. Confesso que estava curioso para ver como funcionava por dentro, mas infelizmente não tivemos essa oportunidade. A fábrica encontrava-se em processo de renovação e não reunia as condições de segurança necessárias para uma visita guiada. No entanto, tivemos uma apresentação bastante detalhada sobre o funcionamento da fábrica e os seus objetivos. Um dos pontos que mais me marcou foi o esforço "declarado" (nunca sabemos se realmente é mesmo assim) da empresa para ser amiga do ambiente: usam 98% de combustíveis alternativos e estão fortemente empenhados em reduzir as emissões de CO₂. Foi interessante ver como até uma indústria pesada como esta pode ter preocupações ambientais sérias. Visitámos também uma sala de controlo, onde monitorizam o funcionamento das máquinas (uma parte mais técnica, mas que também deu para perceber a complexidade da operação).</p><p>Depois disso, o dia deu uma volta de 180 graus com uma atividade completamente diferente do planeado: Como os professores da Letónia sabiam o nosso desejo em praticar patinagem no gelo (pois já tinhamos pedido para o fazer), decidiram cancelar a visita à cidade e levaram-nos a fazer patinagem no gelo! Fomos até um ringue de hóquei no gelo e, para alguém que não pratica esta atividade com regularidade  (como é o caso em Portugal) foi uma experiência atribulada inicialmente, mas super divertida. Admito que a parte mais engraçada foi ver os outros a caírem (menos quando era eu, aí já não era assim tão divertido…). No fim, quando já estávamos de saída, vimos que tinham retirado a neve acumulada do gelo e, como bons miúdos que somos no fundo, começámos uma guerra de bolas de neve. Rimo-nos como se fôssemos amigos de infância ( De facto, são estes momentos simples que ficam mais marcados na nossa memória).</p><p>Voltámos à escola para almoçar e depois foi hora de nos prepararmos para a atuação na Popiela. À medida que a nossa vez se aproximava, o nervosismo aumentava. A escola inteira estava a assistir, incluindo alguns encarregados de educação, o que só tornava tudo ainda mais intimidante. Mas houve uma frase que me ajudou imenso e que acabou por ser o meu lema no momento: <em>“Ninguém me conhece, e daqui a uns dias nunca mais me vão ver na vida.”</em> E foi com esse espírito que subi ao palco ... e demos tudo! Mostrámos aos letões como é que os “tugas” fazem. E a verdade é que resultou: ganhámos! Foi incrível. Para celebrar, recebemos uma caixa cheia de gelados, que decidimos comer e os que sobraram optamos por oferecer aos mais novos.</p><p>A seguir à Popiela, tivemos de correr para casa porque havia mais um plano em cima da mesa: uma festa preparada pelos nossos amigos letões, numa casa alugada. E que casa! De madeira, com um lago mesmo em frente — simplesmente linda. Ninguém resistiu a tirar uma foto no paredão com o pôr do sol ao fundo.</p><p>A festa foi mesmo muito divertida e prolongou-se noite dentro. Dançámos, brincámos, comemos e celebrámos. Mas, acima de tudo, divertimo-nos e criámos memórias que, sinceramente, acredito que nunca vamos esquecer. Acabámos por regressar a casa já com as pernas a pedir descanso, mas de coração cheio. E fomos dormir com a certeza de que o dia seguinte traria ainda mais para viver.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-21 23:03:37 UTC</pubDate>
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         <title>Dia 6</title>
         <author>martinhopinho19933</author>
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         <description><![CDATA[<p>O dia 6 foi, de longe, o mais difícil de toda a experiência. Apesar de ter acordado um pouco mais tarde, a manhã foi tudo menos calma. Tive de fazer a mala à pressa, tomar o pequeno-almoço pela última vez naquela casa que, em poucos dias, se tinha tornado um lar, e dirigir-me para a escola. Lá, despedi-me da minha “mãe letã”, num momento que me marcou bastante mais do que esperava. Perceber que estava realmente a dizer adeus a tudo aquilo custou muito.</p><p>Na escola, tivemos então a cerimónia de entrega dos diplomas, por termos participado no projeto Erasmus. Por fora, tudo eram sorrisos e fotografias, mas por dentro, começava a instalar-se aquele nó na garganta.</p><p> Logo de seguida, seguimos para a capital, Riga. A viagem foi um verdadeiro misto de emoções: por um lado, a alegria por ainda estarmos todos juntos e irmos rindo e contando piadas, mas pelo outro, a tristeza silenciosa que nos ia batendo à medida que a ficha começava a cair que tudo estava a chegar a um fim.</p><p>Chegados a Riga, visitámos o Museu da Ocupação da Letónia, onde pudemos aprofundar bastante o nosso conhecimento sobre a história do país, especialmente em relação ao comunismo, ao nazismo e ao sofrimento que o povo letão viveu nesses períodos. Foi uma visita pesada, mas extremamente importante para compreendermos melhor a identidade do povo que tão bem nos recebeu. Uma coisa que me espantou particularmente foi o facto de alguns dos nossos colegas letões se recusarem a entrar no museu. Já o tinham visitado anteriormente e afirmaram não gostar de relembrar a história passada, pois liga-os à Rússia e a todos os sofrimentos que o seu povo teve de enfrentar.</p><p>Depois da visita, seguimos para almoçar ao restaurante LIDO, e que experiência deliciosa! O espaço tinha imensa variedade e comida mesmo muito boa. (Gostámos tanto que, ainda durante o almoço, combinámos que voltaríamos lá para jantar no dia seguinte)Foi, sem dúvida, um dos nossos sítios preferidos.</p><p>Com o estômago reconfortado, tivemos então algum tempo livre para passear pela cidade de Riga. Uma das visitas que mais gostei foi à catedral luterana de Riga, onde tivemos a oportunidade de subir à torre. Lá de cima, a vista era simplesmente deslumbrante. Ver a cidade toda, com o rio ao fundo e toda aquela urbanização deixou me refletivo, pois apercebi-me o quão estava agradecido por ter esta incrível oportunidade, participar no projeto Erasmus+.</p><p>Depois disso, demos uma volta pelas lojas de lembranças e aproveitámos para comprar alguns "souvenirs" para levar para casa. </p><p>Mas nem tudo foram passeios e gargalhadas. Chegou então o momento que mais temíamos: despedirmo-nos dos nossos amigos letões que regressavam a Saldus. Foi mesmo muito duro. Ver os colegas, com quem tínhamos partilhado tudo naquela semana, entrarem no autocarro e acenarem pela última vez, foi um verdadeiro murro no estômago. A emoção foi tanta que penso que não houve ninguém que conseguisse conter as lágrimas. Foram dias tão intensos e marcantes, que era impossível não nos sentirmos completamente ligados a eles.</p><p>No entanto, houve um gesto que me tocou profundamente. O Elans, a Lote e o Sandis  (três das pessoas com quem mais me liguei) decidiram ficar connosco mais algumas horas, e só apanhar o transporte público às 21h30. Sem dúvida que esse tempo extra foi crucial. Ficámos no hotel a conversar, a recordar momentos, e até fomos dar uma volta ao shopping para comprar mais umas coisinhas.</p><p>À hora do jantar, fomos ao McDonalds, pois era mesmo pertinho do hotel. Trouxemos o comer para a sala, e tivemos um jantar repleto de alegrias e emoções. Depois, seguimos com os nossos amigos até à paragem do autocarro. E aí sim, foi o verdadeiro adeus. Um momento cheio de abraços fortes, lágrimas e promessas de que voltaríamos a encontrar-nos. Dizer adeus nunca é fácil, mas sabíamos que o que tínhamos vivido juntos era real e marcante, e isso ninguém nos podia tirar. (Confesso que não consegui mesmo conter as minhas emoções, e chorei até não ter mais água).</p><p>Já de regresso ao hotel, passámos o resto da noite no quarto, entre risos nostálgicos e silêncios cheios de significado. Estávamos cansados, sim, mas também preenchidos. Porque sabíamos que aquela semana não foi só uma viagem. Foi uma experiência transformadora, que ficou para sempre gravada em cada um de nós.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-22 18:31:35 UTC</pubDate>
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         <title>Dia 7</title>
         <author>martinhopinho19933</author>
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         <description><![CDATA[<p>O último dia na Letónia foi, sem dúvida, o mais "chato" de todos. Acordámos com uma surpresa incrível: estava a nevar! É verdade que era uma neve muito leve, quase pareciam gotas de água brancas, mas para nós, portugueses pouco habituados a este fenómeno, foi algo mesmo divertido de ver!</p><p>Depois de nos prepararmos e tomarmos o pequeno-almoço em conjunto, saímos para explorar um pouco mais da cidade. A primeira paragem foi o mercado, onde aproveitámos para comprar mais alguns souvenirs (a preços bem mais simpáticos do que no centro da cidade!). A seguir, tínhamos planeado visitar um gueto judeu, mas infelizmente estava fechado ao fim de semana, o que nos deixou com algum desapontamento.</p><p>Como a fome já apertava, decidimos almoçar numa pizzaria. Depois de recuperar energias, visitámos alguns dos pontos mais conhecidos da cidade, como a Casa do Gato e a Casa dos Três Irmãos. No entanto, tenho de ser sincero: Riga acabou por me surpreender pela negativa. Achei que havia poucos locais de real interesse turístico e, os que visitámos, não apresentavam uma história envolvente ou cativante, tornando a experiência algo desinteressante.</p><p>Ao final do dia, cumprimos a promessa de voltar a jantar no LIDO, um sítio de que tínhamos gostado tanto que se tornou paragem obrigatória. Depois do jantar, regressámos ao hotel para ir buscar as malas e seguimos para a paragem de autocarros, rumo ao aeroporto.</p><p>Despachámos as malas e iniciámos uma longa espera pelo voo (por volta de 3 horas). A viagem até Estocolmo durou cerca de uma hora e quinze minutos, mas confesso que pareceram só quinze, pois dormi praticamente o voo todo. Já em Estocolmo, esperavam-nos cerca de cinco horas de espera, duras, muito duras. A parte mais difícil? Dormir no chão frio do aeroporto, à espera do próximo voo. Ainda assim, tentámos compensar o cansaço e "esticar o descanso" dentro do avião.</p><p>As quatro horas e meia de regresso a Portugal passaram-se entre cabeçadas (sim, mandei mesmo uma cabeçada enquanto adormecia à pessoa do meu lado) e tentativas de dormir confortavelmente, sendo que mais de metade foi “a bater pedra”, como se costuma dizer.</p><p>Finalmente, quando aterrámos em solo português, senti um verdadeiro alívio e gratidão por viver num país com um clima tão agradável. Mas a aventura ainda não tinha terminado. Grande parte das malas chegou danificada, o que nos levou até ao centro de reclamações da Ryanair para tentar resolver a situação.</p><p>Por fim, fomos recebidos calorosamente pela Danybus e pelo nosso motorista e acompanhante (que eram o meu pai e a minha mãe) com direito a regueifa para matar a fome.</p><p>E assim terminou a minha semana na Letónia, em Saldus, uma experiência inesquecível proporcionada pelo projeto Erasmus+. Foram dias intensos, cheios de aprendizagem, amizades, aventuras e muitas memórias que, sem dúvida, levarei comigo para sempre.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-22 18:34:59 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>martinhopinho19933</author>
         <link>https://padlet.com/aefcastrooaz/b1pcrc00tqkqio0c/wish/3420298717</link>
         <description><![CDATA[<p>Participar neste projeto Erasmus em Saldus, na Letónia, foi sem dúvida uma das experiências mais marcantes da minha vida. Ao longo desta semana, vivi momentos únicos, descobri novas culturas e, acima de tudo, cresci enquanto pessoa.</p><p>Este projeto ajudou-me imenso no meu desenvolvimento pessoal. Estar fora do meu país, longe da família e em contacto com hábitos e rotinas tão diferentes dos meus, obrigou-me a adaptar-me e a sair completamente da minha zona de conforto. Desde os horários madrugadores dos letões à barreira linguística, tudo contribuiu para uma maior abertura de espírito e para perceber que o "nosso normal" não é o único caminho.</p><p>Em termos de conhecimentos e competências, aprendi muito sobre a cultura letã, a sua história (especialmente no Museu da Ocupação e no The Oskars Kalpaks Museum), e até tive contacto com aulas diferentes das nossas, como russo (em que, confesso, não percebi grande coisa). Desenvolvi também competências sociais e de comunicação, especialmente ao conviver com os colegas locais, que apesar de não ter falado muito sobre eles, estiveram bastante presentes na maior parte das atividades fora da escola, e também se tornaram nossos amigos. Até na atuação “Popiela” ganhei novas skills, enfrentei os receios que tinha em representar a todo aquele público, que nos ajudou a vencer, e tenho a dizer que foi simplesmente inesquecível.</p><p>Claro que nem tudo foi fácil. Um dos maiores desafios foi mesmo lidar com o cansaço. Os dias eram super preenchidos, com atividades intensas desde cedo até tarde. Houve também momentos em que a diferença cultural ou o choque de realidades (como a comida da escola nos primeiros dias) nos fez sentir alguma estranheza. Mas com espírito de grupo, apoio dos colegas e vontade de aproveitar cada segundo, consegui superar tudo e transformar cada obstáculo em mais uma história para contar.</p><p>A verdade é que esta experiência superou largamente as minhas expectativas. Sabia que ia aprender e divertir-me, mas não imaginava que me fosse apegar tanto às pessoas, aos momentos e até às pequenas rotinas do dia a dia. Desde o convívio nas casas dos colegas letões, às idas de bicicleta pela cidade, ás noites na sauna, ou aos momentos em que parecia que já éramos todos amigos de infância, tudo isso criou uma ligação muito mais forte do que eu antecipava.</p><p>No futuro, sei que esta experiência vai deixar marca. Aprendi a ser mais independente, mais flexível e a valorizar o que tenho cá, ao mesmo tempo que passo a respeitar e entender melhor o que é diferente. Também ganhei uma nova motivação para continuar a explorar o mundo e, quem sabe, participar noutros projetos internacionais.</p><p>O meu conselho para quem estiver a pensar participar num projeto Erasmus é simples: vai sem medo! Mesmo que tenhas dúvidas ou receios, acredita que vale a pena. Entrega-te de corpo e alma, participa em tudo, mesmo que aches estranho no início — e vais ver que vais voltar com mil histórias para contar, novas amizades e uma bagagem cheia de aprendizagens que não se aprendem em lado nenhum a não ser vivendo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-22 21:36:44 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>martinhopinho19933</author>
         <link>https://padlet.com/aefcastrooaz/b1pcrc00tqkqio0c/wish/3420325027</link>
         <description><![CDATA[<p>Ao longo da minha semana de Erasmus+ na Letónia, fui percebendo que a cidadania europeia vai muito além de termos um passaporte com o símbolo da União Europeia. Ser cidadão europeu é fazer parte de um projeto comum com valores bem definidos — e vivê-los no dia a dia.</p><p>Os valores europeus são os pilares da nossa identidade coletiva:</p><p>Respeito pela dignidade humana; Liberdade; Democracia; Igualdade; Estado de direito; Respeito pelos direitos humanos, incluindo os direitos das minorias.</p><p>Estes valores são partilhados por todos os Estados-Membros e não são só ideias no papel: são compromissos que influenciam a forma como vivemos, estudamos, nos relacionamos e até como lidamos com os outros países e culturas. Um exemplo que me marcou foi a visita ao Museu da Ocupação em Riga. Lá percebi a importância da memória histórica para que nunca se repitam os erros do passado. Ao ver os efeitos da ocupação soviética e nazi na<mark> Letónia</mark>, ficou claro para mim que a defesa da liberdade, da democracia e da dignidade humana não é algo garantido é algo que se protege, dia após dia.</p><p>O programa Erasmus+ tem um papel fundamental na educação para a cidadania europeia. Ao pôr-nos em contacto com outras culturas, realidades e formas de pensar, ensina-nos a respeitar a diversidade e a valorizar o que temos em comum. É também uma ferramenta poderosa para combater alguns dos maiores desafios da Europa atual.</p><p>Por exemplo, o combate à desinformação: ao estarmos no terreno, a falar diretamente com pessoas de outros países, deixamos de depender só do que vemos nas redes sociais ou nas notícias. A nossa conversa com os colegas Erasmus sobre a guerra na Ucrânia foi um bom exemplo, onde ouvimos opiniões diferentes, baseadas na experiência de cada um, e pudemos formar a nossa própria visão crítica.</p><p>Outro desafio é a inclusão de minorias e migrantes. Ao participar em atividades em grupo com pessoas de diferentes origens e culturas, percebemos como é importante garantir que todos se sentem bem-vindos, ouvidos e respeitados. Não é só uma questão de simpatia , é um valor europeu: igualdade e respeito pelos direitos humanos, para todos!</p><p>Finalmente, o incentivo à participação democrática também se nota nestas experiências. No Erasmus+, somos constantemente desafiados a dar a nossa opinião, a colaborar, a decidir em conjunto. Pode parecer uma coisa pequena, mas aprender a participar e a ser ativo nas decisões  (mesmo que seja só sobre o que fazer numa tarde livre) é a base para uma cidadania democrática mais forte.</p><p>Em resumo, o Erasmus+ não é só uma viagem ou uma semana diferente: é um espaço onde a identidade europeia se vive e se constrói. Através da partilha, da convivência e da abertura ao outro, percebemos o que realmente significa ser cidadão europeu, e isso sim é uma aprendizagem para a vida.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-22 22:22:06 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>martinhopinho19933</author>
         <link>https://padlet.com/aefcastrooaz/b1pcrc00tqkqio0c/wish/3420341061</link>
         <description><![CDATA[<p>Durante a minha semana na Letónia, no âmbito do programa Erasmus+, tive a oportunidade de observar e perceber melhor como vivem, pensam e sentem os jovens letões. Estas experiências permitiram-me comparar realidades e refletir sobre várias questões sociais, culturais e económicas que afetam os jovens por lá. Aqui ficam algumas ideias que fui recolhendo ao longo da viagem – algumas baseadas em conversas com os locais, outras naquilo que vi e vivi diretamente.</p><p>Uma das primeiras coisas que percebi foi a distância, tanto emocional como cultural, que muitos jovens letões sentem em relação à Rússia. Por causa do passado soviético e também da atual guerra na Ucrânia, há uma clara tensão. Falou-se, por exemplo, de como os russos desejam controlar udo o que lhes rodeia, e que quando surgiu a guerra na Ucrânia, todos na Letónia temiam que os próximos a ser invadidos seriam eles. Falamos também da abundância de cidadãos russos imigrados na Letónia, e que se quiserem ser bem vistos lá, têm de falar letão e integrar-se na cultura local caso contrário, são vistos com desconfiança. A ligação com a Rússia está muito marcada por dor e resistência.</p><p><br></p><p>A identidade letã é vivida com intensidade. Os jovens orgulham-se da sua língua, das suas tradições e do seu país. Era bem percetível isto, bastava percorrer as ruas para ver casas com bandeiras, ou mesmo na escola: hinos e símbolos nacionais por todo o lado. Esta forte identidade serve de base para resistirem a influências externas e afirmarem quem são. Apesar de um quarto da população letã ser russa, a juventude parece focada em proteger e celebrar o que é verdadeiramente letão.</p><p><br></p><p>Falando com os nossos colegas, deu para perceber que a educação na Letónia é bastante exigente. No entanto, existe um problema real: os salários baixos e a falta de oportunidades empurram muitos jovens licenciados (sobretudo em áreas como medicina ou engenharia) a emigrar. O governo até tenta atrair estudantes para cursos menos procurados com benefícios, mas isso nem sempre chega. A educação prepara bem, tendo até vários estudantes estrangeiros só para estudar nas universidades letãs, mas o mercado de trabalho nem sempre recompensa.(um bocado idêntico à situação de Portugal)</p><p><br></p><p>É claro que muitos jovens veem a saída do país como uma forma de “subir na vida”. Falam com naturalidade da ideia de ir trabalhar para países como a Alemanha ou a Suécia. A emigração é uma realidade constante. A mobilidade social dentro do próprio país é mais limitada, especialmente fora da capital, Riga, onde se sente mais a falta de oportunidades.</p><p><br></p><p>Se há algo em que os jovens letões acreditam, é na importância da UE e da NATO. A maioria sente-se mais segura com a presença destas organizações. A União Europeia é vista como um apoio essencial, tanto ao nível económico, como em questões de segurança e liberdade. Muitos jovens sentem-se parte desta comunidade europeia e valorizam bastante as oportunidades que ela traz, como o próprio Erasmus+.</p><p><br></p><p>Como em quase todo o lado, as redes sociais e a cultura pop ocidental (especialmente americana) têm grande influência entre os jovens letões. Mas o que me surpreendeu foi que, apesar disso, há uma forte ligação à cultura local. Muitos jovens ouvem música letã, participam em tradições e eventos culturais. É como se mantessem um meio termo, admirando as influências estrangeiras, mas respeitando muito a sua própria cultura.</p><p><br></p><p>Durante a visita à fábrica de cimento Schwenk, fiquei impressionado com a preocupação ecológica. Usam 98% de combustíveis alternativos e têm metas reais de redução de emissões CO2. Este foco ambiental também se nota entre os jovens. Muitos demonstram interesse em causas climáticas e sabem bem que a sustentabilidade é uma responsabilidade de todos. É um tema levado a sério e debatido de forma aberta.</p><p><br></p><p>No pouco tempo que tivemos, foi possível perceber que, apesar de existirem ainda desafios, a Letónia já percorreu um bom caminho em direção à igualdade de género. As mulheres têm uma presença forte em todos os setores, incluindo liderança e educação. No entanto, o facto de muitas jovens procurarem oportunidades no estrangeiro também mostra que ainda há trabalho a fazer ao nível da valorização interna.</p><p><br></p><p>Em resumo, esta experiência na Letónia fez-me perceber que, apesar das diferenças culturais e sociais, os jovens europeus partilham muitos dos mesmos desafios e sonhos. Ver de perto a realidade letã ajudou-me a valorizar mais o que temos em comum na Europa e a entender melhor o papel que todos temos na construção de uma cidadania europeia mais forte, inclusiva e consciente. Foi uma semana cheia de aprendizagens que, sem dúvida, levo comigo para o futuro.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-22 22:50:05 UTC</pubDate>
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