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      <title>Feed de crônicas by </title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-03-29 18:37:54 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>allinekriiger2</author>
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         <description><![CDATA[<div>📌Para percebermos o quanto a crônica pode divertir, sensibilizar, humanizar e permitir uma convivência íntima com a palavra, precisamos&nbsp; ter um maior contato com tal gênero. <strong>Para isso, você deverá pesquisar e colar no mural uma crônica com a qual tenha se identificado. </strong><br><br>Para ajudá-los indico alguns sites, mas vocês também podem realizar a pesquisas em livros, jornais, revistas e sites.<br><br>https://www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/9765/textos-finalistas-2019-completo.pdf<br>https://cronicabrasileira.org.br/<strong><br></strong>https://www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/9766/textos-finalistas-2016-completo.pdf<strong><br><br>📌📌 Após postar sua crônica preferida no mural, escolha uma ou mais crônicas postadas por seus colegas e faça comentário(s) apresentando sua opinião.&nbsp;<br></strong><br></div><div><br><br></div>]]></description>
         <pubDate>2021-03-29 18:42:17 UTC</pubDate>
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         <title>Exemplo:</title>
         <author>allinekriiger2</author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá! Meu nome é _________________. Sou aluna do 9°____ e escolhi a crônica:&nbsp;<br><br>Metamorfose - Luis Fernando Veríssimo<br>&nbsp;<br>Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ella quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…”<br>Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?… Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira.<br>Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecem-se, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar ? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões ! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica.<br>Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi : “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois , mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida.<br>Kafka não significa nada para as baratas…<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-30 14:36:43 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Ola!Meu nome é&nbsp; Gabrielly da Silva Santos, sou aluna do 9° B e escolhi&nbsp; a crônica:<br><br>Tempo<br>Filtrava-se como se pudesse se esquivar da fúria do Tempo. A fúria das horas. A fúria que aflora nas horas de solidão. Era inócua aos <a href="http://corrosiva.com.br/cronicas-engracadas/teus-medos-meus-medos/">seus medos</a>. Mas determinada diante dos seus objetivos.<br><br></div><div><br></div><div>Costumava caminhar, e às vezes, percebendo ou não, deixava restos do que ficou e do que sonhava para trás. Pensava, inerte: e se eu voltar? Voltaria, se pudesse? Voltaria, se quisesse? Podia e, vez ou outra, queria. Mas o que ganharia? Não se constroem castelos com pedaços do que ficou. Do que se jogou, justamente por julgar, num momento de inspiração, um peso morto.<br><br></div><div>Mas o medo do fim teve fim. Findou-se numa tarde em que o sol se apagou. Num lapso, faltou-lhe ar. Estranhamente, não um sorriso. O mundo veio abaixo. Mas ela não. Nem ela, nem sua pele, nem seus objetivos. O mundo em pó. E ela, só. Mas não tão só. Olhou ao redor. Figuras emergindo das cinzas escuras. Viu-se naqueles rostos. Naqueles olhos confiantes. Naqueles sorrisos de alívio. Pela primeira vez, não se sentiu ameaçada. A ameaça e o Tempo não mais andavam de mãos dadas. Desatada, ela conseguiu enfim encarar o futuro.<br><br></div><div>Naquele dia, fez as pazes com o Tempo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-30 15:17:07 UTC</pubDate>
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         <title>ola! meu nome é Pedro Santana, sou aluno do 9°B e escolhi a crônica </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><br>Incidente na casa do Ferreiro<br></strong><br>Pela janela vê-se uma floresta com macacos. Cada um no seu galho. Dois ou três olham o rabo do vizinho, mas a maioria cuida do seu. Há também um estranho moinho, movido por águas passadas. Pelo mato, aparentemente perdido – não tem cachorro – passa Maomé a caminho da montanha, para evitar um terremoto. Dentro da casa, o filho do enforcado e o ferreiro tomam chá.<br><br></div><div><br>Ferreiro – Nem só de pão vive o homem.<br>Filho do enforcado – Comigo é pão, pão, queijo, queijo.<br>Ferreiro – Um sanduíche! Você está com a faca e o queijo na mão. Cuidado.<br>Filho do enforcado – Por quê?<br>Ferreiro – É uma faca de dois gumes.<br>(Entra o cego).<br>Cego – Eu não quero ver! Eu não quero ver!<br>Ferreiro – Tirem esse cego daqui!<br>(Entra o guarda com o mentiroso).<br>Guarda (ofegante) – Peguei o mentiroso, mas o coxo fugiu.<br>Cego – Eu não quero ver!<br>(Entra o vendedor de pombas com uma pomba na mão e duas voando).<br>Filho do enforcado (interessado) – Quanto cada pomba?<br>Vendedor de pombas – Esta na mão é 50. As duas voando eu faço por 60 o par.<br>Cego (caminhando na direção do vendedor de pombas) – Não me mostra que eu não quero ver.<br>(O cego se choca com o vendedor de pombas, que larga a pomba que tinha na mão. Agora são três pombas voando sob o telhado de vidro da casa).<br>Ferreiro – Esse cego está cada vez pior!<br>Guarda – Eu vou atrás do coxo. Cuidem do mentiroso por mim. Amarrem com uma corda.<br>Filho do enforcado (com raiva) – Na minha casa você não diria isso!<br>(O guarda 🤬 confuso, mas resolve não responder. Sai pela porta e volta em seguida).<br>Guarda (para o ferreiro) – Tem um pobre aí fora que quer falar com você. Algo sobre uma esmola muito grande. Parece desconfiado.<br>Ferreiro – É a história. Quem dá aos pobres empresta a Deus, mas acho que exagerei.<br>(Entra o pobre).<br>Pobre (para o ferreiro) – Olha aqui, doutor. Essa esmola que o senhor me deu. O que é que o senhor está querendo? Não sei não. Dá para desconfiar…<br>Ferreiro – Está bem. Deixa a esmola e pega uma pomba.<br>Cego – Essa eu nem quero ver…<br>(Entra o mercador).<br>Ferreiro (para o mercador) – Foi bom você chegar. Me ajuda a amarrar o mentiroso com uma… (Olha para o filho do enforcado). A amarrar o mentiroso.<br>Mercador (com a mão atrás da orelha) – Hein?<br>Cego – Eu não quero ver!<br>Mercador – O quê?<br>Pobre – Consegui! Peguei uma pomba!<br>Cego – Não me mostra.<br>Mercador – Como?<br>Pobre – Agora é só arranjar um espeto de ferro que eu faço um galeto.<br>Mercador – Hein?<br>Ferreiro (perdendo a paciência) – Me dêem uma corda. (O filho do enforcado vai embora, furioso).<br>Pobre (para o ferreiro) – Me arranja um espeto de ferro?<br>Ferreiro – Nesta casa só tem espeto de pau.<br>(Uma pedra fura o telhado de vidro, obviamente atirada pelo filho do enforcado, e pega na perna do mentiroso. O mentiroso sai mancando pela porta enquanto as duas pombas voam pelo buraco no telhado).<br>Mentiroso (antes de sair) – Agora quero ver aquele guarda me pegar!<br>(Entra o último, de tapa-olho, pela porta de trás).<br>Ferreiro – Como é que você entrou aqui?<br>Último – Arrombei a porta.<br>Ferreiro – Vou ter que arranjar uma 🤬. De pau, claro.<br>Último – Vim avisar que já é verão. Vi não uma mas duas andorinhas voando aí fora.<br>Mercador – Hein?<br>Ferreiro – Não era andorinha, era pomba. E das baratas.<br>Pobre (para o último) – Ei, você aí de um olho só…<br>Cego (prostrando-se ao chão por engano na frente do mercador) – Meu rei.<br>Mercador – O quê?<br>Ferreiro – Chega! Chega! Todos para fora! A porta da rua é serventia da casa!<br><br></div><div><br>(Todos se precipitam para a porta, menos o cego, que vai de encontro à parede. Mas o último protesta).<br>Último – Parem! Eu serei o primeiro.<br>(Todos saem com o último na frente. O cego vai atrás).<br>Cego – Meu rei! Meu rei!<br><br>gostei!!<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-30 15:23:41 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá! Meu nome é Carol Harumi Lopes Conde Fushiki,sou aluno do 9° B e escolhi a crônica<br><br>A Foto<br><br></div><div>Foi numa festa de família, dessas de fim de ano. Já que o bisavô estava morre não morre, decidiram tirar uma fotografia de toda a família reunida, talvez pela última vez. A bisa e o bisa sentados, filhos, filhas, noras, genros e netos em volta, bisnetos na frente, esparramados pelo chão. Castelo, o dono da câmara, comandou a pose, depois tirou o olho do visor e ofereceu a câmara a quem ia tirar a fotografia. Mas quem ia tirar a fotografia?<br><br><br>– Tira você mesmo, ué.<br>– Ah, é? E eu não saiu na foto?<br><br>O Castelo era o genro mais velho. O primeiro genro. O que sustentava os velhos. Tinha que estar na fotografia.<br><br>– Tiro eu – disse o marido da Bitinha.<br>– Você 🤬 aqui – comandou a Bitinha.<br><br>Havia uma certa resistência ao marido da Bitinha na família. A Bitinha, orgulhosa, insistia para que o marido reagisse. “Não deixa eles te humilharem, Mário Cesar”, dizia sempre. O Mário Cesar ficou firme onde estava, do lado da mulher. A própria Bitinha fez a sugestão maldosa:<br><br>– Acho que quem deve tirar é o Dudu…<br><br>O Dudu era o filho mais novo de Andradina, uma das noras, casada com o Luiz Olavo. Havia a suspeita, nunca claramente anunciada, de que não fosse o filho do Luiz Olavo. O Dudu se prontificou a tirar a fotografia, mas Andradina segurou o filho.<br><br><br>– Só faltava essa, o Dudu não sair.<br><br>E agora?<br><br>– Pô, Castelo. Você disse que essa câmara só faltava falar. E não tem nem timer!<br><br>O Castelo impávido. Tinham ciúmes dele. Porque ele tinha um Santana do ano. Porque comprara a câmara num duty free da Europa. Aliás, o apelido dele entre os outros era “Dutifri”, mas ele não sabia.<br><br>– Revezamento – sugeriu alguém – Cada genro bate uma foto em que ele não aparece, e…<br><br>A idéia foi sepultada em protestos. Tinha que ser toda a família reunida em volta da bisa. Foi quando o próprio bisa se ergueu, caminhou decididamente até o Castelo e arrancou a câmara da sua mão.<br><br>– Dá aqui.<br>– Mas seu Domício…<br>– Vai pra lá e 🤬 quieto.<br>– Papai, o senhor tem que sair na foto. Senão não tem sentido!<br>– Eu fico implícito – disse o velho, já com o olho no visor.<br><br>E antes que houvesse mais protestos, acionou a câmara, tirou a foto e foi dormir.</div>]]></description>
         <pubDate>2021-03-30 15:58:04 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>renata579377</author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá ! Meu nome e Renata Leão . Sou aluna do 9°B e escolhi a crônica :<br><br>Dois mais dois&nbsp;<br><br>O Rodrigo não entendia por que precisava aprender matemática, já que a sua minicalculadora faria todas as contas por ele, pelo resto da vida, e então a professora resolveu contar uma história.<br><br>Contou a história do Supercomputador. Um dia disse a professora, todos os computadores do mundo serão unificados num único sistema, e o centro do sistema será em alguma cidade do Japão. Todas as casas do mundo, todos os lugares do mundo terão terminais do Supercomputador. As pessoas usarão o Supercomputador para compras, para recados, para reservas de avião, para consultas sentimentais. Para tudo. Ninguém mais precisará de relógios individuais, de livros ou de calculadoras portáteis. Não precisará mais nem estudar. Tudo que alguém quiser saber sobre qualquer coisa estará na memória do Supercomputador, ao alcance de qualquer um. Em milésimos de segundo a resposta à consulta estará na tela mais próxima. E haverá bilhões de telas espalhadas por onde o homem estiver, desde lavatórios públicos até estações espaciais. Bastará ao homem apertar um botão para ter a informação que quiser.<br><br>Um dia, um garoto perguntará ao pai:<br><br>– Pai, quanto é dois mais dois?<br>– Não pergunte a mim – dirá o pai -, pergunte a Ele.<br><br>E o garoto digitará os botões apropriados e num milésimo de segundo a resposta aparecerá na tela. E então o garoto dirá:<br><br>– Como é que sei que a resposta é certa?<br>– Porque Ele disse que é certa – responderá o pai.<br>– E se Ele estiver errado?<br>– Ele nunca erra.<br>– Mas se estiver?<br>– Sempre podemos contar nos dedos.<br>– O quê?<br>– Contar nos dedos, como faziam os antigos. Levante dois dedos. Agora mais dois. Viu? Um, dois, três, quatro. O computador está certo.<br>– Mas, pai, e 362 vezes 17? Não dá para contar nos dedos. A não ser reunindo muita gente e usando os dedos das mãos e dos pés. Como saber se a resposta d’Ele está certa? Aí o pai suspirou e disse:<br>– Jamais saberemos...<br><br>O Rodrigo gostou da história, mas disse que, quando ninguém mais soubesse matemática e não pudesse pôr o Computador à prova, então não faria diferença se o Computador estava certo ou não, já que a sua resposta seria a única disponível e, portanto, a certa, mesmo que estivesse errada, e... Aí foi a vez da professora suspirar.</div>]]></description>
         <pubDate>2021-03-30 16:27:31 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá sou a Tainara da Silva Mendes do 9 ano D, é escolhi essa crônica...<br><strong>A ÁGUIA E A GALINHA&nbsp;<br>Certa vez, um camponês andando pela floresta, encontra caído ao chão um ninho de águia, com um filhote bastante machucado, que havia caído junto com o ninho do galho mais alto, de uma das árvores mais altas do local.&nbsp;<br>Com pena da ave, levou-a para sua casa e tratou-a dia a dia. Aos poucos foi se recuperando, e o nosso camponês, sem ter onde deixá-la, acabou colocou-a no galinheiro, junto com as suas galinhas.&nbsp;<br>E, assim, a aguiazinha foi crescendo e aprendeu a se comportar exatamente como as galinhas.&nbsp;<br>Os anos se passaram. Certo dia, o camponês recebeu a visita de um naturalista que, ao ver a águia no galinheiro, afirmou:&nbsp;<br>"Este pássaro não é uma galinha, é uma águia, a rainha das aves, aquela que voa mais alto e que mais perto chega do céu e do sol. A maior de todas as aves".&nbsp;<br>O camponês confirmou o que ouviu, mas retrucou:&nbsp;<br>"Não. Ela já foi uma águia. Ela foi águia quando nasceu, mas hoje é uma galinha. Veja, ela se comporta exatamente igual às galinhas".&nbsp;<br>O naturalista não se conformou e pediu ao camponês para deixá-lo libertar a águia. O camponês não tinha nada a opor, mas advertiu:&nbsp;<br>"Não adianta. Você verá que ela não é mais uma águia, pois eu não sei há quanto tempo ela já está aqui e durante todos esses anos ela sempre se comportou como uma galinha".&nbsp;<br>O naturalista pegou a águia e disse:&nbsp;<br>"Você sempre foi, é e sempre será uma águia. Você nasceu para voar muito alto, para ser a maior de todas as aves, a mais poderosa.&nbsp;<br>Você não é uma simples galinha. Vamos, voe em direção ao céu e ao sol, pois é o seu destino".&nbsp;<br>A águia olhou para baixo, viu as galinhas e pulou para o chão, ficando entre elas. O camponês comentou:&nbsp;<br>"Não lhe disse? Ela perdeu o espírito de águia e agora é uma simples galinha".&nbsp;<br>O naturalista não se conformou e retrucou:&nbsp;<br>"Não. A natureza dela não é essa. Amanhã vamos levá-la para o alto da montanha mais alta, lá ela verá o sol e voará como uma águia que é".&nbsp;<br>E assim fizeram. No dia seguinte levaram a águia até o alto da montanha mais alta e o naturalista repetiu:&nbsp;<br>"Vamos! Você é uma águia, uma das mais belas criações de Deus. Você foi feita para vencer, não pode continuar agindo como uma simples galinha. Voe. Observe o céu e o sol, eles são os seus objetivos, e não a terra, o chão de um galinheiro".&nbsp;<br>A princípio a águia, de forma muito medrosa, procurou as galinhas, mas como não as encontrou por perto, passou nervosamente a bater as suas enormes asas, com quase 3 metros de envergadura; aos poucos foi criando coragem e depois de algumas tentativas frustradas e de muito medo conseguiu alçar pequenos voos. Mais um pouco e ela se sentiu com a coragem necessária para voar em direção ao sol e ao céu; e lá foi ela, galhardamente, realizar o seu projeto de vida, para o qual havia sido criada.&nbsp;<br>Nós, seres humanos, também viemos ao mundo para realizar todos os nossos projetos e sonhos...&nbsp;<br>Ao longo da vida, entretanto, alguns perdem essa coragem e desistem de buscar a sua própria realização, desfigurando-se completamente.&nbsp;<br>Acomodam-se e se deixam levar pelos obstáculos e dificuldades que a vida apresenta. Não conseguem reter o espírito de luta que faz de alguns os grandes vencedores, mas que nasceu com todos nós.&nbsp;<br>A águia é uma ave de rapina e nisto ela é exatamente o oposto do que temos de ser ao longo da nossa vida e da nossa profissão, porque não nascemos para viver de "expedientes de rapina", mas sim da nossa maravilhosa capacidade de construir sempre um mundo melhor para todos, sejam eles nossos familiares, clientes ou empresas, pois ao produzir, seja o que for, estamos melhorando a vida de todas as pessoas.&nbsp;<br>Mas, assim como a águia, viemos ao mundo para realizar grandes e bonitos "voos ao longo da vida", transformar os nossos sonhos em realidade e . . . vencer.&nbsp;<br>Às vezes, a vida nos apresenta situações em que é difícil ser águia e sairmos "voando" em direção ao céu dos nossos sonhos e ao sol das nossas realizações, mas temos de ACREDITAR SEMPRE que isto é uma situação passageira e que logo voltaremos a ter o espírito de vitória com que nascemos, lutando para buscar sempre a plena realização de todos os nossos sonhos.&nbsp;<br>Assim como a águia, viemos ao mundo com a missão de superar todos os obstáculos que se apresentarem, pois temos de, todos os dias, começar sempre tudo de novo -- não adiantará absolutamente nada o sucesso ou o fracasso...de ontem -- e não importa o que já aconteceu, tenha sito ótimo ou péssimo, pois o que importa mesmo é ... o que você fará acontecer hoje !!!&nbsp;<br>Semelhante à águia, busque ser a realização da obra maior de Deus e lute sempre, pois é isso que diferencia os que vencem... dos que se lamentam..&nbsp;<br>(Do livro A AGUIA E A GALINHA, de Leonardo Boff)&nbsp;<br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-30 17:03:09 UTC</pubDate>
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         <title>Olá! Meu nome e Gabrielle pereira da costa. Sou aluna do 9 D e escolhi a crônica</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong>O amor e a morte (Carlos Heitor Cony)</strong></div><div>Foi em dezembro, dez anos atrás. Mila teve nove filhotes, impossível ficar com a ninhada inteira, fiquei com aquela que me parecia a mais próxima da mãe.<br><br></div><div>Nasceu em minha casa, foi gerada em minha casa, nela viveu esses dez anos, participando de tudo, recebendo meus amigos na sala, cheirando-os e ficando ao lado deles - sabendo que, de alguma forma, devia homenageá-los por mim e por ela.<br><br></div><div><br>Ao contrário da mãe, que tinha alguma autonomia existencial, aquilo que eu chamava de “fumos fidalgos”, como o Dom Casmurro, Títi era um prolongamento, o dia e a noite, o sol e todas as estrelas, o universo dela centrava-se em acompanhar, resumia-se em estar perto.<br><br></div><div>Quando Mila foi embora, há dois anos, ela compreendeu que ficara mais importante -e, se isso fosse possível, mais amada. Escoou com sabedoria a dor e o pranto, a ausência e a tristeza, e se já era atenta aos movimentos mais insignificantes da casa, com o tempo tornou-se um pedaço significante da vida em geral e do meu mundo particular.<br><br></div><div>Vida e mundo que deverão, agora, continuar sem ela -se é que posso chamar de continuação o que tenho pela frente. Perdi alguns amigos, recentemente, mas foram perdas coletivas que doeram, mas, de certa forma, são compensadas pela repartição do prejuízo.<br><br></div><div>Perder Títi é um “resto de terra arrancado” de mim mesmo -e estou citando pela segunda vez Machado de Assis, que criou um cão com o nome do dono (Quincas Borba) e sabia como ninguém que dono e cão são uma coisa só.<br><br></div><div>Essa “coisa só” 🤬 mais só, nem por isso 🤬 mais forte, como queria Ibsen. 🤬 apenas mais sozinho mesmo, sem ter aquele olhar que vai fundo da gente e adivinha até a alegria e a tristeza que sentimos sem compreender. Sem Títi, é mais fácil aceitar que a morte seja tão poderosa, desde que seja bem menos poderosa do que o amor.<br><br></div><div><br><br></div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-30 17:08:37 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá! Meu nome é Yasmin Haiane, sou aluna do 9°B e escolhi a crônica&nbsp;<br><br>Frases de Dezembro&nbsp;<br><br>Dezembro é o mês de uma infinidade de frases, que se repetem em todos os anos, sempre as mesmas. Vamos lembrar algumas, que estão sendo ditas, desde o dia lº: "O ano passou num abrir e fechar de olhos" — "Você reparou quanta gente conhecida morreu este ano?" — "E todas quando a gente menos esperava" — "Eu espero que o ano que vem seja um pouquinho melhor" — "Pois eu, minha filha, não tenho nada que me queixar. Luís Mário passou de ano" — "Nunca houve um ano tão ruim para negócios" — "Vocês já viram quanto está custando um quilo de castanhas?" — "Minha filha, com a vida pelo preço que está, nós não vamos fazer nada. Mas, se você quiser aparecer lá em casa, com as crianças, só nos dará prazer" — "Eu tenho horror a datas... se não fossem as crianças..." — "Natal de pobre é no dia 26" — "Se Dagoberto não estivesse tão atropelado, eu ia pedir para ir, com as crianças, passar o Natal nos Estados Unidos" — "Olhe, Daniel, como eu sei que os seus negócios não vão bem, vou deixar os brincos de esmeraldas para o ano que vem" — "Mamãe, o Luís Otávio falou que Papai Noel é o pai da gente" — "Olhe, se você não comer o ovinho todo, Papai Noel vai ficar tão triste que é capaz de não vir" — "Deixa passar esse negócio de Natal e Ano-Bom, que eu vou estudar uma maneira de ir pagando devagarinho" — "Bom, o regime eu só vou começar depois do ano" — "Você não vai encontrar banco nenhum que desconte este título, a não ser depois do dia lº" — "Eu quero ver se, de janeiro em diante, paro de fumar e de beber" — "Este ano só quem mandou presente foi o armazém e, assim mesmo, uma garrafinha de vinho do Porto" — "Eu já avisei a todo mundo, que não quero nada, porque não tenho para dar a ninguém" — "Logo que as crianças terminarem os exames, eu boto tudo num automóvel e levo lá para um sitiozinho que eu tenho em Thiago de Melo" — "Vocês sabiam que, no Norte, eles chamam rabanadas de fatias paridas?" — "O que é que você mais desejaria que o Ano-Novo lhe trouxesse?" — "Minha filha, eu e as crianças estando com saúde, não preciso de mais nada" — "Minha mulher é uma santa. Ela falou que tudo o que eu tivesse de lhe dar de Natal, desse às crianças" — "Falaram tanto dessas cestas! Você viu o que veio dentro?" — "Pois olhe, lá em Portugal, um quilo de castanhas custa três escudos" — "Mas, hoje em dia, qual é a diferença que existe entre o champanhe nacional e o francês?" — "Com este, faz não sei quantos natais que eu não como uma fatia de peru" — "Você acha que, com as coisas como estão, este Governo aguenta até o fim do ano?".</div>]]></description>
         <pubDate>2021-03-30 17:49:13 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá gente! Meu nome e Tainá ketlen jesus silva, sou aluna do 9E e eu escolhi a crônica:&nbsp; &nbsp;&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Pandemia e o corona vírus :&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Bom nós passamos por um ano muito difícil que foi 2020, ano passado muitas pessoas morreram por causa de vírus, esse vírus e muito ruim os sintomas e febre, tosse , falta de ar , dor de cabeça, gripe forte, perder o paladar e perder o olfato. Então se cuide e se previna&nbsp; porque as pessoas estão morrendo muito rápido e também eles não tão tendo leito nos hospitais e nem nas UTI e as pessoas ficam desesperadas querendo leito mas não tem e tem gente que até morrer na espera , então fiquem em casa, de quarentena , evitar contato com outras pessoas que não seja da sua família, fique um metro de distância se tiver contato , use máscara e álcool em gel, e se precisar sair de casa&nbsp; previna - se , faça o teste se tiver com sintomas, e se tiver separe seu copo, seu prato,colher,sua toalha , se isolar né&nbsp; um quarto evita ter contato com sua família fique um metro de distância, por que o negócio não é brincadeira, então se cuidar não pegue corona vírus,&nbsp; e respeitar o Lock Down, não sair de casa e não se envolva em festa clandestina por que corre o risco de vc pegar o vírus e também ser preso ou pagar uma multa alta, então tenha consciência e empatia. Previna-se!&nbsp;&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-30 18:13:55 UTC</pubDate>
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         <title>Olá! Meu nome é Sara Vilar, sou aluna do 9°C</title>
         <author>sara12059</author>
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         <description><![CDATA[<div><a href="https://mscamp.wordpress.com/2009/05/19/recomecar-carlos-drummond-de-andrade/"><br>RECOMEÇAR – Carlos Drummond de Andrade</a></div><div>&nbsp;Não importa onde você parou,<br>em que momento da vida você cansou,<br>o que importa é que sempre é possível e<br>necessário “Recomeçar”.<br>Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo,<br>é renovar as esperanças na vida, e o mais importante:<br>acreditar em você de novo.<br>Sofreu muito nesse período?<br>foi aprendizado.<br>Chorou muito?<br>foi limpeza da alma.<br>Ficou com raiva das pessoas?<br>foi para perdoá-las um dia.<br>Sentiu-se só por diversas vezes?<br>é porque fechaste a porta até para os anjos.<br>Acreditou que tudo estava perdido?<br>era o início da tua melhora.<br>Pois é, agora é hora de reiniciar,de pensar na luz,<br>de encontrar prazer nas coisas simples de novo.<br>Que tal um corte de cabelo arrojado, diferente?<br>Um novo curso, ou aquele velho desejo de aprender a<br>pintar, desenhar, dominar o computador,<br>ou qualquer outra coisa…<br>Olha quanto desafio, quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te<br>esperando.<br>Tá se sentindo sozinho?<br>Besteira…tem tanta gente que você afastou com o<br>seu “período de isolamento”…<br>tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu<br>para “chegar” perto de você.<br>Quando nos trancamos na tristeza<br>nem nós mesmos nos suportamos,<br>ficamos horríveis…<br>O mau humor vai comendo nosso fígado,<br>até a boca 🤬 amarga.<br>Recomeçar…hoje é um bom dia para começar novos<br>desafios.<br>Onde você quer chegar?Ir alto? Sonhe alto. Queira o<br>melhor do melhor, queira coisas boas para a vida,&nbsp; pensando assim<br>trazemos prá nós aquilo que desejamos. Se pensamos pequeno,<br>coisas pequenas teremos…<br>já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente<br>lutarmos pelo melhor,<br>o melhor vai se instalar na nossa vida.<br>E é hoje o dia da faxina mental…<br>Joga fora tudo que te prende ao passado,&nbsp; ao mundinho<br>de coisas tristes: fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de<br>cinema, bilhetes de viagens, e toda aquela tranqueira que guardamos<br>quando nos julgamos apaixonados…<br>Jogue tudo fora! Mas principalmente, esvazie seu coração. Fique pronto para a vida, para um novo amor. Lembre-se: “somos apaixonáveis”. Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes, afinal de contas – Nós somos o “Amor”.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-30 19:51:38 UTC</pubDate>
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         <title>Olá, eu sou o Ruan da Silva Carvalho, sou aluno do 9 Ano B </title>
         <author>ruan488900</author>
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         <description><![CDATA[<div>A crônica que eu escolhi foi:&nbsp;<br><br>FUTURO IMPROVÁVEL, Clarice Lispector.<br><br></div><div>Uma vez eu irei. Uma vez irei sozinha, sem minha alma dessa vez. O espírito, eu o terei entregue à família e aos amigos com recomendações. Não será difícil cuidar dele, exige pouco, às vezes se alimenta com jornais mesmo. Não será difícil levá-lo ao cinema, quando se vai. Minha alma eu a deixarei, qualquer animal a abrigará: serão férias em outra paisagem, olhando através de qualquer janela dita da alma, qualquer janela de olhos de gato ou de cão. De tigre, eu preferiria. Meu corpo, esse serei obrigada a levar. Mas dir-lhe-ei antes: vem comigo, como única valise, segue-me como um cão. E irei à frente, sozinha, finalmente cega para os erros do mundo, até que talvez encontre no ar algum bólide que me rebente. Não é a violência que eu procuro, mas uma força ainda não classificada, mas que por isso deixará de existir no mínimo silêncio que se locomove. Nesse instante há muito que o sangue já terá desaparecido. Não sei como explicar que, sem alma, sem espírito, e um corpo morto – serei ainda eu, horrivelmente esperta. Mas dois e dois são quatro e isso é o contrário de uma solução, é beco sem saída, puro problema enrodilhado em si. Para voltar de “dois e dois são quatro” é preciso voltar, fingir saudade, encontrar o espírito entregue aos amigos, e dizer: como você engordou! Satisfeita até o gargalo pelos seres que mais amo. Estou morrendo meu espírito, sinto isso, sinto.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-30 20:34:45 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>hyan1004999</author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá meu nome é Hyan Victor e sou da turma do 9°A<br>Nome da crônica: A Dúvida<br><br>Enquanto o avião perdia altitude, o cenário era de pânico absoluto.<br>Ele ouvia gritos e preces ao seu redor. Alguns tentavam ligar o celular desesperadamente, provavelmente uma tentativa de enviar uma última mensagem para familiares e amigos. Eu te amo, adeus, eu não deveria ter dito aquilo. Todas aquelas frases que passam pela cabeça quando se sabe que serão as últimas.<br>Da mesma forma, ele estava angustiado. A mesma angústia que o acompanhara desde o momento em que pegara o metrô, 3 horas atrás, rumo ao aeroporto.<br>Antes que o avião se partisse em milhares de pedaços, sua angústia se resumia em uma única e persistente pergunta:<br><br>— Será que eu desliguei o ferro de passar?</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-30 21:48:43 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Ola meu nome é&nbsp; Leonardo augusto do 9 B e a minha crônica&nbsp; é&nbsp; :<br><br>Cuia<br><br>Lindaura, a recepcionista do analista de Bagé ― segundo ele, “mais prestimosa que mãe de noiva” ―, tem sempre uma chaleira com água quente pronta para o mate. O analista gosta de oferecer chimarrão a seus pacientes e, como ele diz, “charlar passando a cuia, que loucura não tem micróbio”. Um dia entrou um paciente novo no consultório.<br><br></div><div><br>― Buenas, tchê ― saudou o analista. ― Se abanque no más.<br>O moço deitou no divã coberto com um pelego e o analista foi logo lhe alcançando a cuia com erva nova. O moço observou:<br>― Cuia mais linda.<br>― Cosa mui especial. Me deu meu primeiro paciente. O coronel Macedônio, lá pras banda de Lavras.<br>― A troco de quê? ― quis saber o moço, chupando a bomba.<br>― Pues tava variando, pensando que era metade homem e metade cavalo. Curei o animal.<br>― Oigalê.<br>― Ele até que não se importava, pues poupava montaria. A família é que encrencou com a bosta dentro de casa.<br>― A la putcha.<br>O moço deu outra chupada, depois examinou a cuia com mais cuidado.<br>― Curtida barbaridade. ― Também. Mais usada que pronome oblíquo em conversa de professor.<br>― Oigatê.<br>E a todas estas o moço não devolvia a cuia. O analista perguntou:<br>― Mas o que é que lhe traz aqui, índio velho?<br>― É esta mania que eu tenho, doutor.<br>― Pos desembuche.<br>― Gosto de roubar as coisas.<br>― Sim.<br>Era cleptomania. O paciente continuou a falar, mas o analista não ouvia mais.<br>Estava de olho na sua cuia.<br>― Passa ― disse o analista.<br>― Não passa, doutor. Tenho esta mania desde piá.<br>― Passa a cuia.<br>― O senhor pode me curar, doutor?<br>― Primeiro devolve a cuia.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-30 23:05:23 UTC</pubDate>
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         <title>Gabriel de Alcântara Coronel 9E.</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>BRINCADEIRA</strong><br>Começou como uma brincadeira. Telefonou para um conhecido e disse:<br>– Eu sei de tudo.<br><br>Depois de um silêncio, o outro disse:<br><br>– Como é que você soube?<br><br>– Não interessa. Sei de tudo.<br><br>– Me faz um favor. Não espalha.<br><br>– Vou pensar.<br><br>– Por amor de Deus.<br><br>– Está bem. Mas olhe lá, hein?<br><br>Descobriu que tinha poder sobre as pessoas.<br><br>– Sei de tudo.<br><br>– Co- como?<br><br>– Sei de tudo.<br><br>– Tudo o quê?<br><br>– Você sabe.<br><br>– Mas é impossível. Como é que você descobriu?<br><br>A reação das pessoas variava. Algumas perguntavam em seguida:<br><br>– Alguém mais sabe?<br><br>Outras se tornavam agressivas:<br><br>– Está bem, você sabe. E daí?<br><br>– Daí nada. Só queria que você soubesse que eu sei.<br><br>– Se você contar para alguém, eu…<br><br>– Depende de você.<br><br>– De mim, como?<br><br>– Se você andar na linha, eu não conto.<br><br>– Certo.<br><br>Uma vez, parecia ter encontrado um inocente.<br><br>– Eu sei de tudo.<br><br>– Tudo o quê?<br><br>– Você sabe.<br><br>– Não sei. O que é que você sabe?<br><br>– Não se faz de inocente.<br><br>– Mas eu realmente não sei.<br><br>– Vem com essa.<br><br>– Você não sabe de nada.<br><br>– Ah, quer dizer que existe alguma coisa pra saber, mas eu é que não sei o que é?<br><br>– Não existe nada.<br><br>– Olha que eu vou espalhar…<br><br>– Pode espalhar que é mentira.<br><br>– Como é que você sabe o que eu vou espalhar?<br><br>– Qualquer coisa que você espalhar será mentira.<br><br>– Está bem. Vou espalhar.<br><br>Mas dali a pouco veio um telefonema.<br><br>– Escute. Estive pensando melhor. Não espalha nada sobre nada daquilo.<br><br>– Aquilo o quê?<br><br>– Você sabe.<br><br>Passou a ser temido e respeitado. Volta e meia alguém se aproximava dele e sussurrava:<br><br>– Você contou para alguém?<br><br>– Ainda não.<br><br>– Puxa. Obrigado.<br><br>Com o tempo, ganhou uma reputação. Era de confiança. Um dia, foi procurado por um amigo com uma oferta de emprego. O salário era enorme.<br><br>– Por que eu? – quis saber.<br><br>– A posição é de muita responsabilidade – disse o amigo. – Recomendei você.<br><br>– Por quê?<br><br>– Pela sua descrição.<br><br>Subiu na vida. Dele se dizia que sabia tudo sobre todos, mas nunca abria a boca para falar de ninguém. Além de bem-informado, um gentleman. Até que recebeu um telefonema. Uma voz misteriosa que disse:<br><br>– Sei de tudo.<br><br>– Co- como?<br><br>– Sei de tudo.<br><br>– Tudo o quê?<br><br>– Você sabe.<br><br>Resolveu desaparecer. Mudou-se de cidade. Os amigos estranharam o seu desaparecimento repentino. Investigara. O que ele estaria tramando? Finalmente foi descoberto numa praia remota. Os vizinhos contam que a voz que uma noite vieram muitos carros e cercaram a casa. Várias pessoas entraram na casa. Ouviram-se gritos. Os vizinhos contam que mais se ouvia era a dele, gritando:<br><br>– Era brincadeira! Era brincadeira!<br><br>Foi descoberto de manhã, assassinado. O crime nunca foi desvendado. Mas as pessoas que o conheciam não têm dúvidas sobre o motivo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-31 13:10:01 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>giulia752168</author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá meu nome é Giulia Sousa Pereira sou do 9ano A e eu escolhi essa crônica<br><br>AS CORES DE MINHA VIDA<br>Carolina Sachet<br><br>É hora de mudar. É hora de dar novas&nbsp;<br>cores às paredes que me cercam. É hora&nbsp;<br>de modernizar os móveis. É hora de abrir&nbsp;<br>mão do aconchego de minha infância, tri-<br>lhar novos caminhos para que outras histó-<br>rias possam ser contadas e, posteriormen-<br>te, relembradas.<br>Nasci em uma data pela qual as crian-<br>ças esperam muito, marcando o vermelho&nbsp;<br>do sangue e as lágrimas de emoção. Doze&nbsp;<br>de outubro, meu aniversário, dia de Nossa&nbsp;<br>Senhora Aparecida, por quem tenho uma&nbsp;<br>grande devoção. A vila de Nova Milano,&nbsp;<br>considerada o “Berço da Imigração Italia-<br>na”, localizada na cidade de Farroupilha,&nbsp;<br>município situado ao Sul do país, foi o des-<br>tino escolhido pelo meu bisavô, um imi-<br>grante italiano que, em busca de uma vida&nbsp;<br>melhor, aconchegou-se aqui, fazendo des-<br>se lugar o nosso lar.<br>Esse é o lugar onde nasci, cresci e tor-<br>nei-me a mulher que hoje sou. Nele, sem-<br>pre fui acolhida pelo calmo barulho dos&nbsp;<br>ventos. Todos os dias, o amarelo do sol&nbsp;<br>me convidava a brincar próximo ao ipê&nbsp;<br>que enfeitava nosso jardim. Em Nova Mi-<br>lano, consegui ver o mundo se transformar&nbsp;<br>de lagarta a borboleta, uma simples carta&nbsp;<br>em um telefone, uma notícia de jornal em&nbsp;<br>um televisor com canais assistidos por to-<br>da minha família reunida.<br>Nessa terra, acompanhei os passos de&nbsp;<br>minha família, que me trazia o branco da&nbsp;<br>paz em seus ensinamentos e o vermelho&nbsp;<br>do amor em seus calorosos braços. Pos-<br>so ainda sentir o cheirinho do sfregolà fei-<br>to por minha mãe, cujo gosto nunca aban-<br>donou minhas memórias.<br>Nessa mesma comunidade havia uma&nbsp;<br>escola. Afinal, como minha mãe dizia, “é&nbsp;<br>preciso ter estudo nesta vida”. Como eu ad-<br>mirava as professoras, na época freiras, que&nbsp;<br>ensinavam ali! Estudar sempre fora algo&nbsp;<br>agradável para mim. Ler e desenhar eram&nbsp;<br>minhas especialidades. Lembro-me da pai-<br>xão que sentia pelo verde do quadro que&nbsp;<br>nunca mais larguei, pois professora de Ar-<br>tes me tornei. As cores sempre chamaram&nbsp;<br>a minha atenção. Das mais claras às mais&nbsp;<br>escuras, todas me ensinavam alguma lição.<br>Amando minha família, um dia formei&nbsp;<br>a minha. E desse lugar que parecia mágico,</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-31 17:57:37 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>olá sou a Wendy Moreira do 9ºC<br><br>A dúvida&nbsp;<br>Enquanto o avião perdia altitude, o cenário era de pânico absoluto.</div><div><br></div><div>Ele ouvia gritos e preces ao seu redor. Alguns tentavam ligar o celular desesperadamente, provavelmente uma tentativa de enviar uma última mensagem para familiares e amigos. Eu te amo, adeus, eu não deveria ter dito aquilo. Todas aquelas frases que passam pela cabeça quando se sabe que serão as últimas.</div><div><br></div><div>Da mesma forma, ele estava angustiado. A mesma angústia que o acompanhara desde o momento em que pegara o metrô, 3 horas atrás, rumo ao aeroporto.</div><div><br></div><div>Antes que o avião se partisse em milhares de pedaços, sua angústia se resumia em uma única e persistente pergunta:</div><div><br></div><div>— Será que eu desliguei o ferro de passar?</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-31 18:17:18 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>esther953253</author>
         <link>https://padlet.com/allinekriiger2/b0i4mdf733l6w8q8/wish/1373002773</link>
         <description><![CDATA[<div>Meu nome é Esther Azevedo Martins, sou do 9°A e escolhi essa crônica<br><br><strong>A sensível (Clarice Lispector)</strong></div><div>Foi então que ela atravessou uma crise que nada parecia ter a ver com sua vida: uma crise de profunda piedade. A cabeça tão limitada, tão bem penteada, mal podia suportar perdoar tanto. Não podia olhar o rosto de um tenor enquanto este cantava alegre – virava para o lado o rosto magoado, insuportável, por piedade, não suportando a glória do cantor. Na rua de repente comprimia o peito com as mãos enluvadas – assaltada de perdão. Sofria sem recompensa, sem mesmo a simpatia por si própria.<br><br>Essa mesma senhora, que sofreu de sensibilidade como de doença, escolheu um domingo em que o marido viajava para procurar a bordadeira. Era mais um passeio que uma necessidade. Isso ela sempre soubera: passear. Como se ainda fosse a menina que passeia na calçada. Sobretudo passeava muito quando “sentia” que o marido a enganava. Assim foi procurar a bordadeira, no domingo de manhã. Desceu uma rua cheia de lama, de galinhas e de crianças nuas – aonde fora se meter! A bordadeira, na casa cheia de filhos com cara de fome, o marido tuberculoso – a bordadeira recusou-se a bordar a toalha porque não gostava de fazer ponto de cruz! Saiu afrontada e perplexa. “Sentia-se” tão suja pelo calor da manhã, e um de seus prazeres era pensar que sempre, desde pequena, fora muito limpa. Em casa almoçou sozinha, deitou-se no quarto meio escurecido, cheia de sentimentos maduros e sem amargura. Oh pelo menos uma vez não “sentia” nada. Senão talvez a perplexidade diante da liberdade da bordadeira pobre. Senão talvez um sentimento de espera. A liberdade.<br><br>Até que, dias depois, a sensibilidade se curou assim como uma ferida seca. Aliás, um mês depois, teve seu primeiro amante, o primeiro de uma alegre série.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-31 18:43:11 UTC</pubDate>
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         <title>O momento vazio. </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Meu nome é Gustavo Vasques, sou do 9ª A e escolhi essa.<br><br>Então tudo ficou vazio. Não, não é isto, era mesmo muito mais grave ainda: tudo era vazio; apenas o que aconteceu foi que a dolorosa, a insuportável&nbsp; consciência disso ficou tão nítida que paralisou o homem. Nenhum sentindo em seu trabalho nem em sua vida; nenhum sentidos nos louvores nem nas censuras. A máscara que os outros lhe haviam posto, ou que lentamente , ao sabor da circunstâncias, ele se tinha composto para os outros, lhe pareceu de repente uma coisa tão falsa, tão vã; mas quando quis saber qual era sua verdadeira face, qual era sua própria verdade, não encontrou mais nada.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-31 18:43:24 UTC</pubDate>
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         <title>MARIA EDUARDA ALVES DE OLIVEIRA 9C                                                   O palhaço e o menino Aluna: Ana Heloisa Milani Coelho                        Os semáforos ficam verdes e, em uma sincronia lenta e ordinária, os carros seguem seu caminho.Aqui de longe posso ver a indiferença com que pessoas se esbarram. A banalidade com que mundos secruzam e deixam de fazer parte um do outro.As flores caem. Primeiro as roxas, depois as rosas, as amarelas e por último as brancas, colorindo o asfalto e deixando um ipê seco para trás.Quando o semáforo deixa de ser verde para ficar finalmente vermelho, pessoas atravessam as ruas alheias ao espetáculo. Vendedores tentam convencer seus clientes, velhinhos sentam-se na varanda.Dois namorados estão no banco da praça com a companhia não desejada de antigos jogadores de truco.Pombas caminham lado a lado com pessoas, senhoras se preparam para o início da missa e uma moça continua presa à tela de um aparelho. Todos alheios ao espetáculo.Um homem, ou talvez um menino, não se sabe ao certo, seu rosto estava todo pintado, equilibrava-seem uma corda bamba enquanto fazia uma apresentação de malabarismo. Um pequeno espetáculo em meio ao caos organizado.O sinal abre novamente, nenhum motorista reconhece ou recompensa o responsável pelo show. De repente, em um ato puro e instintivo, uma criança, que apenas agora posso notá-la, entrega ao palhaço uma flor, mira-o nos olhos e, por alguns instantes, o olhar medroso do menino encontra o olhar cansado do artista de rua. Com a mesma pressa que veio, a criança se foi.Era uma flor murcha, que carregava em si as marcas do fim.Tive o privilégio de contemplar esse episódio. Raros são os que já viram um olhar de ternura em um rosto de palhaço.O sino da igreja bate seis vezes, é hora da Ave-Maria. Amarelo e depois vermelho, o sinal fecha novamente.  </title>
         <author>maria792206</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; Eu gostei desse texto porque gosto de pensar que o mundo ainda tem salvação, e que com pequenos gestos, podemos fazer um grande diferença, por mas que a flor não seja dinheiro pode ter ajudado o palhaço a tentar mas um dia nas ruas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-31 19:20:33 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Bom dia, meu nome é Kamilla de Oliveira Lima, sou do 9° B e escolhi essa crônica:<br><br>&nbsp;A metamorfose<br>Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…”<br><br>Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?… Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira.<br><br>Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecem-se, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar ? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões ! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica.<br><br>Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi : “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois , mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida.<br><br>Kafka não significa nada para as baratas…</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-31 21:10:12 UTC</pubDate>
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         <title>Boa tarde, meu nome e Clara Letícia Sampaio Vieira sou do 9- ano &quot;B&quot; e eu escolhi a crônica:</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>'DEDICADO CORAÇÃO'&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Quando forte a amizade resiste,<br>Tudo enfrenta e pode superar,<br>Sei que razão não me assiste<br>Se pretender algo mais alcançar.<br><br>Se o meu coração ainda insiste<br>E muito carinho deseja te dar,<br>É para que jamais fiques triste,<br>Sabendo poder comigo contar.<br><br>Quem te quer bem não desiste,<br>Não reclama nem vai lamentar,<br>A felicidade também existe<br>Ao dar amor sem nada esperar.&nbsp;                                                                                                                                               &nbsp; &nbsp;                                                                                                                                                                   DENNYS TÁVORA &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-31 21:17:43 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Maria Eduarda Miranda de Alencar 9D<br><br>O tempo passa depressa demais e a vida é tão curta. Então - para que eu não seja engolido pela voracidade das horas e pelas novidades que fazem o tempo passar depressa - eu cultivo um certo tédio. Degusto assim cada detestável minuto. E cultivo também o vazio silêncio da eternidade da espécie. Quero viver muitos minutos num só minuto.<br><br>Em Um Sopro de Vida<br><br>-Clarice Lispector.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-01 11:27:06 UTC</pubDate>
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         <title>Olá meu nome é Mariana sou da turma 9B</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O PASTEL DA FEIRA</div><div><br></div><div>A ciência conseguiu. Com suas pesquisas proibiu a fritura. Descobriu que o colesterol mata e, mais que depressa, todos os jornais, revistas e TVs despejaram sobre nós toneladas de advertências.</div><div><br></div><div>Quem lê sabe. Quem sabe tem culpa e assim estragaram mais um dos meus prazeres – o pastel da feira, sempre tão bem acompanhado pelo caldo de cana – este também, coitado, proibido.</div><div><br></div><div>Açúcar, gordura, glúten, ovo, farinha branca, óleo de soja, leite. A lista de proibições não para de crescer e de aborrecer aqueles que, como eu, adoram comer livremente tudo que é gostoso, como o pastel da feira: recheado, fumegante, que queima a boca dos afoitos.</div><div><br></div><div>Este pastel abençoado, feito com paciência oriental, frito em tachos de óleo usado e reusado. O pastel grande, dourado, que iluminava minhas manhãs de sábado, que tornava suportável as andanças pela feira, de barraca em barraca, carregando sacolas pesadas, ao lado de minha mãe.</div><div><br></div><div>Há anos não provo esta iguaria. Eu, que a tudo obedeço em nome da saúde, deveria ser fiel ao meu desejo, saciar minha vontade e mandar às favas a ciência e a sabedoria.</div><div><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-01 12:50:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Viva     CaioC Gomes</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Sinta,<br>Pense,<br>Seja,<br>Divirta-se,<br>Curta,<br>Sorria,<br>Chore,<br>Grite,<br>Fale,<br>Corra,<br>Acredite,<br>Emocione,<br>E, principalmente,<br>Viva,<br>Viva intensamente cada momento, cada segundo.<br>Um segundo perdido podia ter sido o segundo MAIS importante de sua vida.<br>Não tenha medo de se arriscar, peça, fale, conquiste, se destaque, se mostre e terá a sua tão esperada gratificação.<br>Não tenha medo, seja você e, simplesmente seja FELIZ!</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-01 12:59:03 UTC</pubDate>
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         <title>Viva    CaioC Gomes</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Lucas 9ºA<br><br>Sinta,<br>Pense,<br>Seja,<br>Divirta-se,<br>Curta,<br>Sorria,<br>Chore,<br>Grite,<br>Fale,<br>Corra,<br>Acredite,<br>Emocione,<br>E, principalmente,<br>Viva,<br>Viva intensamente cada momento, cada segundo.<br>Um segundo perdido podia ter sido o segundo MAIS importante de sua vida.<br>Não tenha medo de se arriscar, peça, fale, conquiste, se destaque, se mostre e terá a sua tão esperada gratificação.<br>Não tenha medo, seja você e, simplesmente seja FELIZ!</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-01 13:01:18 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>julia94783</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Opiniões<br>Rubens Braga&nbsp;<br></strong>Diziam que Maria do Carmo era muito escura; eu dizia que ela era bem morena...&nbsp;<br>Diziam que era muito desleixada; eu dizia que era displicente. Que era sem modos; eu dizia que era muito viva.&nbsp;<br>Também disseram que ela quando cantava desafinava; e eu dizia que ela tinha a voz muito bonita.&nbsp;<br>Pescoço de girafa! — diziam; e eu murmurava: de cisne. Muito sem educação!; mas eu achava que era espontânea. Desfrutável! e eu dizia que era muito engraçada.<br>Então as amigas bondosas e os amigos compassivos ficavam irritados, me encaravam e faziam perguntas com ar de desafio: será que você tinha coragem... E eu suspirava: quem me dera.<br>Então o último argumento, o terrível, foi dizer que ela dava confiança a todo mundo. E eu baixei a cabeça e fiquei triste. Fiquei triste porque não era verdade. Ela nunca me deu confiança.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-01 13:26:31 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá! Meu nome é Camila Stephanie Vieira dos Santos. Sou aluna do 9°A e escolhi essa crônica:<br><br>O colorido no céu de Taguatinga- Rayana Ferreira Aguiar&nbsp;<br><br>Todo ano, melhor época, férias, o melhor mês, a mais bela diversão! A alegria em cada sorriso ao&nbsp;<br>ignorar os pingos de suor em seus rostos que o sol provoca com a leve brincadeira de soltar pipas.<br>Tão fácil diversão, apenas um campo aberto entre os prédios, com várias pessoas do bairro reunidas,&nbsp;<br>formando um aglomerado no descampado. Têm crianças de todas as idades e até alguns adultos que&nbsp;<br>não resistiram a todo o entusiasmo da brincadeira. Nesse jogo não tem regras, o importante é se divertir&nbsp;<br>com a pipa a voar.<br>Logo a partir do meio-dia, já começa a correria, que aos poucos vai aumentando de forma inimagi-<br>nável, até o espaçoso quadradão se preencher totalmente.<br>Naquele dia, parei para observar todo aquele movimento. O quadradão fi ca em frente ao meu pré-<br>dio e a janela do meu quarto, de frente para ele. No céu azul limpinho, havia uma diversidade de cores,&nbsp;<br>pipas de vários modelos e tamanhos. Foquei em uma linda pipa roxa! Observava suas manobras sem&nbsp;<br>desviar o olhar, quando se aproximou outra pipa de cor preta, cortando o céu em direção à pipa roxa.&nbsp;<br>Logo começou a gritaria dos meninos, formou-se um duelo e cada um escolheu para qual iria torcer.<br>As pipas se curvam, desviam-se, reclinam-se até que se embolam. Começou então a disputa para&nbsp;<br>quem conseguiria pegar a pipa que caísse. Em meio a várias manobras e vários gritos, minha linda pipa&nbsp;<br>roxa foi cortada, logo desviei o olhar para os meninos, estavam com enormes cipós e pedaços de madeira,&nbsp;<br>corriam atrás da pipa para derrubá-la e ganhar o seu troféu.<br>Empurrões, gritos, correrias, suor, tumulto e muita adrenalina corriam entre os carros com várias&nbsp;<br>tentativas de pegar a pipa em vão. O vento vagamente, levou-a em direção a minha janela, com um&nbsp;<br>simples esticar de braços consegui pegá-la. Os meninos, decepcionados, voltaram ao jogo em busca de&nbsp;<br>capturar uma nova pipa.<br>Uma alegria! A pipa que eu tanto admirava, estava agora em minhas mãos. Vejam só, mesmo com&nbsp;<br>todos os problemas de cidade grande da minha Taguatinga, que envolvem violência, insegurança, grandes&nbsp;<br>engarrafamentos e a correria do cotidiano, podemos sentir a felicidade em coisas simples.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-01 14:53:58 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Opa,sou o Richard Fellype do 9°C<br><br>Um dia uma menina tinha assistido um filme horrível de terror sozinha em casa,ela ficou com a consciência super pesada,o dia inteiro pensando nos piores horrores do filme.<br><br>Quando estava chegando a hora de ela dormir ela fechou a porta com 🤬,apagou a luz e deitou na cama com o lençou branco em sua cabeça.<br><br>Ela tava com muito medo...,ela pegou no sono e no meio da nois as 3:00 AM acordou com um barulho na porta dos fundos da casa e entrou em desespero pegou uma faca e foi indo devagar no rumo da o na porta ela colocou as orelhas na porta pra escutar o barulho,eram muitas unhadas,ela contou até 3...1,2,3 abriu de uma vez...Era uns gatos querendo entrar...<br><br>Feita por mim...</div>]]></description>
         <pubDate>2021-04-03 02:27:46 UTC</pubDate>
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         <title>Olá! Meu nome é Letícia Graziele de Azevêdo Lustosa. Sou aluna do    9 C e escolhi a crônica:</title>
         <author>leticia931568</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;O APANHADOR DE ACALANTOS - Beatriz Pereira Rodrigues<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp;O sol estava dando um bom dia tímido nas primeiras horas daquela manhã de terça. Estávamos a caminho da feira da cidade. Meus colegas e minha professora já discutiam os assuntos, sabores e cores que encontraríamos lá. O ônibus mal parou e eles já estavam na porta esperando ansiosamente para sair. A feira é pequena, típica do tamanho da cidade, situada abaixo da prefeitura. Ao seu lado, a linha do trem, margeada por quaresmeiras, uma ao lado da outra, num abraço roxo e rosa sem fim, cismando em querer dar boas-vindas ao trem que passa carregando nossas riquezas minerais, entre elas, o famoso nióbio. A manhã estava fria. Via-se o vaivém das pessoas. A feira estava lotada e era difícil caminhar pelos estreitos corredores formados pelas barracas e pelo congestionamento dos passantes, cada qual com suas sacolas. Alguns colegas estavam tirando fotos, outros degustando e descobrindo sabores e eu, observando as pessoas. Ao longe, a igrejinha branca em cima do Morrinho do São João, nosso cartão-postal parecia abençoar o nosso dia. Entre todas as pessoas, comecei a observar um senhorzinho, bem mais velho, daqueles que usam o chapéu para sair de casa, que ia de barraca em barraca, parava em todos os grupos de conversa para puxar assunto, observava as frutas, mas nada comprava. Eu, ali, fisgada por algum encantamento vindo daquela figura magra e simpática, passei a observá-lo mais de perto, chegando a ouvir suas risadas e conversas. Às vezes, pegava uma laranja e cheirava: — As de hoje não têm mais aquele perfume… “Sassinhora”! Que saudade! Parecia querer encontrar ali um cheiro que o transportasse à infância, à mocidade, à felicidade! Dali a pouco, ajudava algum feirante a colocar frutas na sacola de um cliente; ora entrava em grupo de conversas e falava sobre a política da cidade, sobre suas dores, sobre os netos que já estavam grandes e não o visitavam mais; ora falava sobre o tempo… ah, o tempo… o que ele fez àquele senhor? Percebi que ali na feira, ele estava em busca de algo, não para saciar sua fome, mas para acalentar seu coração solitário: atenção, carinho, risos, sentimento de ainda pertencer ao lugar e de ter com quem conversar. Fiquei imaginando o quanto as pessoas mais velhas podem se sentir sozinhas no vazio de suas casas. Em muitas famílias, os adultos saem para trabalhar, os jovens para estudar e os idosos ficam à mercê de ver o tempo passar. Solitários, muitos já perderam seus contemporâneos e não reconhecem mais o mundo vazio em que vivem. Talvez por isso, aquele senhorzinho, tão velhinho, parecia tão feliz e tão acolhido quando encontrava alguém para conversar. Reparei que não era só ele. Ali, havia muitos outros, também mais velhos, sem sacolas nas mãos. Na hora de ir embora, de longe, fiz um tchau para ele, que me respondeu abanando o chapéu, com um largo sorriso que me fez mais feliz. Ao chegar em casa, fui para o meu quarto e, como de costume, acessei a internet para entrar em minhas redes sociais. Ali, fiquei horas, postei fotos, comentei com minha professora as impressões do passeio, ouvi minhas músicas… tudo na solidão do meu quarto. Já era noite e, por mais que eu tentasse, não tirava o velhinho da minha cabeça. Fiquei imaginando ele levantando cedo, tomando seu café, arrumando-se e escolhendo seu chapéu de passeio para ir ao encontro do carinho das pessoas e, talvez, compensar a ausência dos filhos e netos. Então percebi que, assim como ele, também me encontro numa grande solidão. Estamos o tempo todo conectados, sabemos tudo uns dos outros, em tempo real (mesmo no isolamento de nossos quartos), mas perdemos muito do “olho no olho”, do abraço, do toque, do sorriso verdadeiro que emana felicidade. Aquele velhinho, perdido num mundo tão diferente, e eu, perdida num mundo de indiferenças! Éramos cúmplices! De uma certa forma, seu exemplo me move a mudanças. Onde será que encontro um chapéu?&nbsp;</div>]]></description>
         <pubDate>2021-04-04 11:29:14 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Oi!! Me chamo Clara de Jesus Procopio 9°B<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Trilhos e Trem<br>&nbsp; &nbsp;<br>Este chão altaneiro<br>Que tão bem eu quero<br>Teve seu passado marcado<br>Pela estrada de ferro.<br>Estrada de ferro tão comprida<br>Por aqui o trem passou<br>Trouxe muitas histórias<br>E várias vidas marcou.<br>O trem trouxe o trabalho<br>Para o pobre operário...<br>O trem trouxe a devastação<br>Para a rica vegetação...<br>O trem trouxe o soldado<br>Para lutar no Contestado...<br>O trem trouxe o Capitão destemido<br>Que por um jagunço foi atingido<br>E aqui então morreu...<br>Em sua homenagem<br>Seu nome a cidade recebeu.<br>O trem trouxe agitação<br>Para a pequena estação!</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-05 11:17:39 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>sabrina94597</author>
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         <description><![CDATA[<div><em>Oi!<br>&nbsp;Eu sou a Sabrina Maria Moreira de Souza Pereira do 9° C<br>(</em>Cuia)</div><div><br></div><div>Lindaura, a recepcionista do analista de Bagé ― segundo ele, “mais prestimosa que mãe de noiva” ―, tem sempre uma chaleira com água quente pronta para o mate. O analista gosta de oferecer chimarrão a seus pacientes e, como ele diz, “charlar passando a cuia, que loucura não tem micróbio”. Um dia entrou um paciente novo no consultório.</div><div><br></div><div>― Buenas, tchê ― saudou o analista. ― Se abanque no más.</div><div>O moço deitou no divã coberto com um pelego e o analista foi logo lhe alcançando a cuia com erva nova. O moço observou:</div><div>― Cuia mais linda.</div><div>― Cosa mui especial. Me deu meu primeiro paciente. O coronel Macedônio, lá pras banda de Lavras.</div><div>― A troco de quê? ― quis saber o moço, chupando a bomba.</div><div>― Pues tava variando, pensando que era metade homem e metade cavalo. Curei o animal.</div><div>― Oigalê.</div><div>― Ele até que não se importava, pues poupava montaria. A família é que encrencou com a bosta dentro de casa.</div><div>― A la putcha.</div><div>O moço deu outra chupada, depois examinou a cuia com mais cuidado.</div><div>― Curtida barbaridade. ― Também. Mais usada que pronome oblíquo em conversa de professor.</div><div>― Oigatê.</div><div>E a todas estas o moço não devolvia a cuia. O analista perguntou:</div><div>― Mas o que é que lhe traz aqui, índio velho?</div><div>― É esta mania que eu tenho, doutor.</div><div>― Pos desembuche.</div><div>― Gosto de roubar as coisas.</div><div>― Sim.</div><div>Era cleptomania. O paciente continuou a falar, mas o analista não ouvia mais.</div><div>Estava de olho na sua cuia.</div><div>― Passa ― disse o analista.</div><div>― Não passa, doutor. Tenho esta mania desde piá.</div><div>― Passa a cuia.</div><div>― O senhor pode me curar, doutor?</div><div>― Primeiro devolve a cuia.</div><div><br></div><div>O moço devolveu. Daí para diante, só o analista tomou chimarrão. E cada vez que o paciente estendia o braço para receber a cuia de volta, ganhava um tapa na mão.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-05 12:21:17 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Sou emylli do 9E°&nbsp;<br><br>O que está sentindo?<br>Perguntou o doutor. Ele aparentava ser quase da minha idade, e tinha os olhos cansados. Uma ruga se formava em sua testa.<br>- Sabe o que é? Eu estou cansada de algumas pessoas. Me sinto sobrecarregada, parece que alguém está sugando minhas energias. É sufocante.<br>Me espantei com as verdades de minhas palavras. O doutor me encarou, como que meditando minhas palavras.<br>- Veio ao lugar errado, estou na mesma situação."</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-05 13:12:03 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá! Meu nome é Josué,sou do 9 b e esse é o texto q eu escolhi:&nbsp;<strong><br>INSTRUÇÕES PARA RIR<br></strong><br></div><div><br>Primeiro, deixe-se ficar, sem ansiedade ou expectativa, diante da tela da TV. Apague da mente as preocupações do dia: o carro quebrado, a chegada da sogra em horário impróprio, o salto quebrado na escada rolante, o ralo entupido do banheiro.<br><br></div><div><br>Lembre-se de ligar o ar-condicionado antes de entrar no banho, vista um roupão folgado, pegue o sorvete de macadâmia no freezer, sente-se no sofá, puxe a almofada de girafas vermelhas e procure o canal Comedy Central no dial.<br><br></div><div><br>Depois, relaxe completamente. Deixe de lado seus pudores, a mania de ser politicamente correta, e embarque na apresentação, em inglês, daquele comediante negro e desbocado, e durma finalmente refestelada no sofá, depois de ficar com a barriga doendo de tanto rir!<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-05 13:18:16 UTC</pubDate>
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         <title>Olá! meu nome é Maria Eduarda, sou aluna do 9ºA e escolhi a crônica  </title>
         <author>maria94789</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Mãos dadas</strong><br>(Carlos Drummond De Andrade)<br><br>Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro.<br>Estou preso à vida e olho meus companheiros. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. Entre eles, considero a enorme realidade.<br><br>O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas. Não serei o cantor de uma mulher, de uma história, não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela, não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida, não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.&nbsp;<br><br>O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.</div>]]></description>
         <pubDate>2021-04-05 14:28:10 UTC</pubDate>
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         <title>A espera</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O homem pediu um bife de grelha é salada. depois, disse , ao garçom:&nbsp;<br><br>--Eu me chamo afonso. uma pessoa vai me chamar ao telefone. mulher. Avisa ao rapaz da caixa.<br><br>sento-me á mesa próxima, de frente para ele. Deve estar Feliz (penso), porque pediu salada . As pessoas, quando se sentem felizes, podem comer tomates, alfaces é até aipos os infelizes necessitam de proteinas é comem, vorazmente , feijao,arroz,batatas fritas, farofas carne é toucinho&nbsp;<br>&nbsp;<br>_Tudo misturado A felicidade emagrece.<br><br>bom, é isso...&nbsp;<br>christian victor</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-05 15:09:33 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Gustavo Machado 9-E<br>A LÁGRIMA<br><br>Tão bom chorar! Lava a alma!<br><br>Choro quando vejo publicidade de fralda de nenê. Em quase todos os filmes dramáticos, quando vejo notícia triste na internet, no jornal, na TV.<br><br>Choro se me contam algum drama. Choro de pensar na fome e na injustiça do mundo, na fome, no drama dos refugiados.<br><br>Choro pelos mortos na nossa guerra civil velada. Choro pelas mães que perderam seus filhos e pelos filhos sem mãe. Choro pela derrubada das árvores, pela matança das baleias, dos golfinhos.<br><br>Choro pelos efeitos do gás estufa, pelo derretimento das geleiras, pelos animais aprisionados e seres humanos traficados. Choro por todas as guerras, justas ou não. Pela destruição da natureza em nome da ganância. Pelo trabalho indigno dos mineiros, pelos explorados no campo e na cidade. Por quem precisa vender o próprio corpo pra sustentar a família.<br><br>Derramo lágrimas pelos doentes incuráveis, pelos aflitos, pelos solitários, pelos prisioneiros. Choro de raiva diante de qualquer injustiça. E de emoção ao presenciar cenas de amor verdadeiro ou gratuito. O pôr do sol me comove, é a hora mais linda e triste do dia.<br><br>Fora isso, e apesar de tanta choradeira, gosto mesmo é de rir. Levo a vida sorrindo, gargalhando sempre que possível. A saúde agradece.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-05 18:58:13 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Clara Souza 9⁰D<br>SAUDADE.<br><br>Por que sinto falta de você? Por que esta&nbsp;<br>saudade?<br>Eu não te vejo, mas imagino suas expressões, sua voz, seu cheiro.<br>Sua amizade me faz sonhar com um<br>carinho,<br>Um caminhar à luz da lua, à beira-mar.<br>Saudade: este sentimento de vazio que<br>me tira o sono,<br>me fazendo sentir num triste abandono,<br>é amizade, eu sei, será amor, talvez... Só não quero perder sua amizade, esta amizade...<br>Que me fortalece, me enobrece por ter você.<br><br>Machado de Assis</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-05 19:30:28 UTC</pubDate>
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         <title>Boa Tarde meu nome e Hyrun Rosa Barbosa Parente sou do 9 ano E  </title>
         <author>hyrun94574</author>
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         <description><![CDATA[<div>E escolhi essa crônica<br>O mistério da morte de Marilyn<br>De Ivan Lessa<br>&nbsp;&nbsp;<br><br>Segundo o jornalista Anthony Scaduto, Marilyn Monroe foi assassinada. John e Robert Kennedy, também já assassinados, poderiam estar envolvidos no crime, uma vez que o então Ministro da Justiça, Robert Kennedy, gozava dos favores de Marylin, que ameaçava revelar publicamente a relação. A coisa é mais complicada do que parece. Uma das hipóteses mais prováveis, levantada por Joseph Fontaine, natural da Califórnia, levantador de hipóteses por profissão, é a seguinte: Marilyn foi assassinada a golpes de soníferos por Lee Harvey Oswald, agente da CIA, a mando de J. Edgar Hoover, que também mantinha relações ilícitas com a cintilante estrela. Para que Oswald não desse com a língua nos dentes, foi assassinado em Dallas, no Texas, por Jack Ruby, que, por sua vez, também molhava o biscoito na loira alucinante. John Kennedy, dois dias antes, também em Dallas, fora morto a facadas por sua senhora, Jacqueline, numa crise de ciúme ao saber, através de Aristóteles Onassis, que seu marido privava da intimidade da Primeira Dama de Hollywood. Para que o escândalo fosse abafado, a equipe médica do hospital de Dallas – toda ela ligeiramente “chegada” a Marilyn – botou no laudo médico que JFK morrera vítima de azeitonas em várias partes do corpo. Em 1968, Sirhan Bechara Sirhan, conhecedor no sentido bíblico, ou alcoranês, da falecida estrela, mandou, numa cozinha, Robert Kennedy para os Campos Elíseos, pago por Lyndon Baines Johnson, amigo íntimo da Monroe nos idos de 1960. Sirhan, até hoje, mantém um discreto silêncio a respeito do assunto, graças a um fundo de garantia deixado por Malcolm X, frequentador assíduo da residência da sempre pranteada estrela. Richard Nixon, após sua derrota nas eleições de 1960, chorou suas mágoas, segundo a revista Photoplay, na residência da então esposa de Arthur Miller, dramaturgo até hoje curiosamente vivo. As queixas de Nixon foram, na época, gravadas em tape, pelo falecido cantor Jimi Hendrix, habitué da casa dos Miller. Estas fitas foram então deixadas aos cuidados de Martin Luther King, ora em estado de falecimento, e, depois, guardadas num prédio de apartamentos chamado Watergate. No final da década de 60 e início da de 70, morrem, em circunstâncias misteriosas, Sharon Tate e amigos, numa festinha íntima em sua residência, e cerca de 50 mil soldados norte-americanos em missão até hoje inexplicável no Sudoeste Asiático, também conhecido como Vietnã. Todos privavam da intimidade de Marilyn Monroe. Falecem Johnson, Kruschev, Nasser, Pablo Picasso, De Gaulle, Carson MaCullers, Oscarito, Churchill, Pompidou e o Duque de Windsor. Todos haviam visto filmes de Marilyn. Muitos possuíam fotos autografadas de Norma Jean (nome real de MM). Em Londres, Judy Garland abotoa a blusa. Laurence Harvey veste o paletó de madeira. Na semana passada, o Presidente Gerald Ford sofre um atentado. A criminosa em potencial é loura, pertencente à “família” Manson, mora na Califórnia. Na Turquia, morrem 4 mil após um suposto terremoto. O Presidente Sadat, do Egito, também é vítima de atentado. O contraventor Jorge José da Silva Vieira, conhecido como “Cabeção”, mata três, inclusive o próprio filho. No Líbano, o pau come. O mistério da morte de Marilyn, interligando todos estes eventos, continua. Uma Comissão de Inquérito do Senado Americano recusa-se, por motivos dúbios, a investigar todos estes estranhos acontecimentos.<br><br><br></div><h1><br></h1><h1><br></h1><div><br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-05 19:41:01 UTC</pubDate>
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         <title>Oi meu nome e Bruno Diniz Rabelo do 9 ano C e escolhi a crônica </title>
         <author>bruno11823</author>
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         <description><![CDATA[<h1>A metamorfose, de Luis Fernando Veríssimo</h1><div><br>Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ella quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…”</div><div><br></div><div><br></div><div>Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?… Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira.</div><div><br></div><div>Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecem-se, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar ? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões ! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica.</div><div><br></div><div>Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi : “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois , mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida</div><div><br></div><div>Kafka não significa nada para as baratas…</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-06 10:18:33 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>julia752621</author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá meu nome é Júlia Iára santos silva. Sou aluna do 9 A e escolhi a crônica <br>&nbsp; &nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>&nbsp;A sensível (Clarice Lispector)</strong></div><div>Foi então que ela atravessou uma crise que nada parecia ter a ver com sua vida: uma crise de profunda piedade. A cabeça tão limitada, tão bem penteada, mal podia suportar perdoar tanto. Não podia olhar o rosto de um tenor enquanto este cantava alegre – virava para o lado o rosto magoado, insuportável, por piedade, não suportando a glória do cantor. Na rua de repente comprimia o peito com as mãos enluvadas – assaltada de perdão. Sofria sem recompensa, sem mesmo a simpatia por si própria.<br>Essa mesma senhora, que sofreu de sensibilidade como de doença, escolheu um domingo em que o marido viajava para procurar a bordadeira. Era mais um passeio que uma necessidade. Isso ela sempre soubera: passear. Como se ainda fosse a menina que passeia na calçada. Sobretudo passeava muito quando “sentia” que o marido a enganava. Assim foi procurar a bordadeira, no domingo de manhã. Desceu uma rua cheia de lama, de galinhas e de crianças nuas – aonde fora se meter! A bordadeira, na casa cheia de filhos com cara de fome, o marido tuberculoso – a bordadeira recusou-se a bordar a toalha porque não gostava de fazer ponto de cruz! Saiu afrontada e perplexa. “Sentia-se” tão suja pelo calor da manhã, e um de seus prazeres era pensar que sempre, desde pequena, fora muito limpa. Em casa almoçou sozinha, deitou-se no quarto meio escurecido, cheia de sentimentos maduros e sem amargura. Oh pelo menos uma vez não “sentia” nada. Senão talvez a perplexidade diante da liberdade da bordadeira pobre. Senão talvez um sentimento de espera. A liberdade.<br>Até que, dias depois, a sensibilidade se curou assim como uma ferida seca. Aliás, um mês depois, teve seu primeiro amante, o primeiro de uma alegre série.<br><br></div>]]></description>
         <pubDate>2021-04-06 11:36:43 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá sou Maria Luiza Rodrigues Pereira. Sou aluna do 9 A e escolhi a crônica<br><br>O amor e a morte (Carlos Heitor Cony)<br><br>Foi em dezembro, dez anos atrás. Mila teve nove filhotes, impossível ficar com a ninhada inteira, fiquei com aquela que me parecia a mais próxima da mãe.<br><br>Nasceu em minha casa, foi gerada em minha casa, nela viveu esses dez anos, participando de tudo, recebendo meus amigos na sala, cheirando-os e ficando ao lado deles - sabendo que, de alguma forma, devia homenageá-los por mim e por ela.<br>Ao contrário da mãe, que tinha alguma autonomia existencial, aquilo que eu chamava de “fumos fidalgos”, como o Dom Casmurro, Títi era um prolongamento, o dia e a noite, o sol e todas as estrelas, o universo dela centrava-se em acompanhar, resumia-se em estar perto.<br>Quando Mila foi embora, há dois anos, ela compreendeu que ficara mais importante -e, se isso fosse possível, mais amada. Escoou com sabedoria a dor e o pranto, a ausência e a tristeza, e se já era atenta aos movimentos mais insignificantes da casa, com o tempo tornou-se um pedaço significante da vida em geral e do meu mundo particular.<br>Vida e mundo que deverão, agora, continuar sem ela -se é que posso chamar de continuação o que tenho pela frente. Perdi alguns amigos, recentemente, mas foram perdas coletivas que doeram, mas, de certa forma, são compensadas pela repartição do prejuízo.<br>Perder Títi é um “resto de terra arrancado” de mim mesmo -e estou citando pela segunda vez Machado de Assis, que criou um cão com o nome do dono (Quincas Borba) e sabia como ninguém que dono e cão são uma coisa só.<br>Essa “coisa só” 🤬 mais só, nem por isso 🤬 mais forte, como queria Ibsen. 🤬 apenas mais sozinho mesmo, sem ter aquele olhar que vai fundo da gente e adivinha até a alegria e a tristeza que sentimos sem compreender. Sem Títi, é mais fácil aceitar que a morte seja tão poderosa, desde que seja bem menos poderosa do que o amor.</div>]]></description>
         <pubDate>2021-04-06 11:57:01 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá meu nome é camylla Fernandes leite. Sou aluna do 9 A e escolhi a crônica&nbsp;<br><br>Crônica de Machado de Assis (Gazeta de Notícias, 1889)<br><br>Quem nunca invejou, não sabe o que é padecer. Eu sou uma lástima. Não posso ver uma roupinha melhor em outra pessoa, que não sinta o dente da inveja morder-me as entranhas. É uma comoção tão ruim, tão triste, tão profunda, que dá vontade de matar. Não há remédio para esta doença. Eu procuro distrair-me nas ocasiões; como não posso falar, entro a contar os pingos de chuva, se chove, ou os basbaques que andam pela rua, se faz sol; mas não passo de algumas dezenas. O pensamento não me deixa ir avante. A roupinha melhor faz-me foscas, a cara do dono faz-me caretas...<br>Foi o que me aconteceu, depois da última vez que estive aqui. Há dias, pegando numa folha da manhã, li uma lista de candidaturas para deputados por Minas, com seus comentos e prognósticos. Chego a um dos distritos, não me lembra qual, nem o nome da pessoa, e que hei de ler? Que o candidato era apresentado pelos três partidos, liberal, conservador e republicano.<br><br>A primeira coisa que senti, foi uma vertigem. Depois, vi amarelo. Depois, não vi mais nada. As entranhas doíam-me, como se um facão as rasgasse, a boca tinha um sabor de fel, e nunca mais pude encarar as linhas da notícia. Rasguei afinal a folha, e perdi os dois vinténs; mas eu estava pronto a perder dois milhões, contando que aquilo fosse comigo.<br>Upa! que caso único. Todos os partidos armados uns contra os outros no resto do Império, naquele ponto uniam-se e depositavam sobre a cabeça de um homem os seus princípios. Não faltará quem ache tremenda a responsabilidade do eleito, — porque a eleição, em tais circunstâncias, é certa; cá para mim é exatamente o contrário. Dêem-me dessas responsabilidades, e verão se me saio delas sem demora, logo na discussão do voto de graças.<br>— Trazido a esta Câmara (diria eu) nos paveses de gregos e troianos, e não só dos gregos que amam o colérico Aquiles, filho de Peleu, como dos que estão com Agamenon, chefe dos chefes, posso exultar mais que nenhum outro, porque nenhum outro é, como eu, a unidade nacional. Vós representais os vários membros do corpo; eu sou o corpo inteiro, completo. Disforme, não; não monstro de Horácio, por quê? Vou dizê-lo.<br>E diria então que ser conservador era ser essencialmente liberal, e que no uso da liberdade, no seu desenvolvimento, nas suas mais amplas reformas, estava a melhor conservação. Vede uma floresta! (exclamaria, levantando os braços). Que potente liberdade! e que ordem segura! A natureza, liberal e pródiga na produção, é conservadora por excelência na harmonia em que aquela vertigem de troncos, folhas e cipós, em que aquela passarada estrídula, se unem para formar a floresta. Que exemplo às sociedades! Que lição aos partidos!<br>O mais difícil parece que era a união dos princípios monárquicos e dos princípios republicanos; puro engano. Eu diria: 1°, que jamais consentiria que nenhuma das duas formas de governo se sacrificasse por mim; eu é que era por ambas; 2°, que considerava tão necessária uma como outra, não dependendo tudo senão dos termos; assim podíamos ter na monarquia a república coroada, enquanto que a república podia ser a liberdade no trono, etc., etc.<br>Nem todos concordariam comigo; creio até que ninguém, ou concordariam todos, mas cada um com uma parte. Sim, o acordo pleno das opiniões só uma vez se deu abaixo do sol, há muitos anos, e foi na assembléia provincial do Rio de Janeiro. Orava um deputado, cujo nome absolutamente me esqueceu, como o de dois, um liberal, outro conservador, que virgulavam o discurso com apartes, — os mesmos apartes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-06 12:25:37 UTC</pubDate>
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         <title>Olá! meu nome é Julia Rodrigues, sou aluna do 9ºC </title>
         <author>julia95145</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>APRENDA A CHAMAR A POLÍCIA</div><div>Luís Fernando Veríssimo<br><br></div><div>Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa. Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro. Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranqüilamente.</div><div><br></div><div>Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço.</div><div><br></div><div>Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa.</div><div>Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.</div><div><br></div><div>Um minuto depois, liguei de novo e disse com a voz calma:</div><div><br></div><div>— Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!</div><div><br></div><div>Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate , uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.</div><div><br></div><div>Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.</div><div><br></div><div>No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:</div><div><br></div><div>— Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.</div><div><br></div><div>Eu respondi:</div><div><br></div><div>— Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-06 15:09:41 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Meu nome e Pedro Miguel Pinto da silva 9 ano C&nbsp;</div><div><br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A VELHA CONTRABANDISTA</div><div><br></div><div>&nbsp;Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira&nbsp;</div><div>montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha. Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal perguntou assim para ela: Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco ai atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco ? A velhinha sorriu como os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que adquirira no odontólogo, e respondeu: É areia !!! Ai quem sorriu foi o fiscal. Achou que era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás. Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele 🤬 saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai !! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um me seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia. Diz que foi ai que o fiscal se chateou: - Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com quarenta anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tia da cabeça que a senhora é contrabandista. Mas no saco só tem areia ! - insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs: - Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias ? O senhor promete que não "espåia" ? - quis saber a velhinha.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;PROF. ERIKA VECO</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-06 16:17:47 UTC</pubDate>
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         <title>olá! meu nome é Pedro Arthur de Lima Alexandre, sou do 9 E </title>
         <author>pedro861131</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-04-06 16:47:44 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>nycolle94484</author>
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         <description><![CDATA[<div><a href="http://phaleixo.blogspot.com/2017/11/o-solitario.html">O Solitário</a></div><div><br></div><div>No solitário, a reclusão, ainda que absoluta e até ao fim da vida, tem muitas vezes por princípio um amor desregrado da multidão e tanto mais forte do que qualquer outro sentimento, que ele, não podendo obter, quando sai, a admiração da porteira, dos transeuntes, do cocheiro ali estacionado, prefere jamais ser visto e renunciar por isso a toda e qualquer actividade que o obrigue a sair para a rua. <br>&nbsp;<br>&nbsp;<em>Marcel Proust, in 'À Sombra das Raparigas em Flor'<br><br></em>&nbsp;O Homem Trocado<br><br></div><blockquote>O homem acorda da anestesia e olha em volta. Ainda está na sala de recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.– Tudo perfeito - diz a enfermeira, sorrindo.<br>&nbsp;– Eu estava com medo desta operação...<br>&nbsp;– Por quê? Não havia risco nenhum.<br>&nbsp;– Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos... E conta que os enganos começaram com seu nascimento.Houve uma troca de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de orientais, que nunca entenderam o fato de terem um filho claro com olhos redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou com sua verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.– E o meu nome? Outro engano.<br>&nbsp;– Seu nome não é Lírio?<br>&nbsp;– Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e... Os enganos se sucediam.Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.– Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês passado tive que pagar mais de R$ 3 mil.<br>&nbsp;– O senhor não faz chamadas interurbanas?<br>&nbsp;– Eu não tenho telefone!Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram felizes.– Por quê?<br>&nbsp;– Ela me enganava.Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer: - O senhor está desenganado. Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.– Se você diz que a operação foi bem...<br>&nbsp;A enfermeira parou de sorrir.<br>&nbsp;– Apendicite? - perguntou, hesitante.<br>&nbsp;– É. A operação era para tirar o apêndice.<br>&nbsp;– Não era para trocar de sexo?</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-06 18:00:23 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Sara dos santos soares 9 ano "E"<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp;O bêbado<br>Um bêbado entrou num ônibus,<br>Sentou ao lado de uma&nbsp;<br>Moça e disse:<br>- mas como tu é feia ,<br>Tu é a coisa mais horrível que eu já vi!!<br>- A moça olha para ele&nbsp;<br>E responde:<br>- E tu seu bêbado nojento !!!<br>E o bêbado<br>Imediatamente responde :<br>- E, mais amanhã eu estou , curado !!!</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-06 18:03:24 UTC</pubDate>
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         <title>D&#39;ARTAGNAN, O FILÓSOFO</title>
         <author>amanda94607</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Não era o que poderia se chamar de uma figura popular, mas estava um pouco além do anonimato. Seu nome era João D’Artagnan, mas era mais conhecido como D’Artagnan, o Filósofo. O típico personagem de crônicas engraçadas.&nbsp; Rapaz universitário, cursando Letras, magro, óculos de grau, e tênis All Star azul rasgado. Era consumidor inveterado de livros e gibis, indo dos mangás a <a href="http://corrosiva.com.br/biografias-de-escritores/william-shakespeare/">Shakespeare</a>, das antigas fotonovelas em papel jornal colecionadas pela avó Beneditina, com quem morava, até os desmedidos contratos de licenças de software pago (coisa que, convenhamos, ninguém nunca leu). Já tinha lido o Houaiss de capa a capa (o Aurélio, três vezes) e todas as bulas de remédio da supracitada avó Beneditina, o que era quase uma farmácia inteira.<br><br></div><div><br></div><div>Era um jovem metódico, às vezes, com uma exagerada prudência que o levava a ter certos temores descomedidos. Mas era mais conhecido por ser um rapaz comunicativo. D’Artagnan procurava transmitir suas ideias com o máximo de emoção. E para isso não economizava recursos. Usava gestos esdrúxulos, emitia grunhidos, saltitava e chegava a soltar arrotos retumbantes – tudo para atingir o zênite da expressividade. Definitivamente, não era um rapaz comum. Era muito mais do que isso.<br><br></div><div>Era D’Artagnan, o Filósofo.<br><br></div><div>Estava almoçando no restaurante universitário com Filomeno, seu melhor amigo. “<em>Melhor amigo, não</em>“, diria. “<em>Grande parceiro de porre</em>“.<br><br></div><div>– Mas a mina nem olha para mim, D’Artagnan.<br><br></div><div>– Sua neutralidade vive te descoroando. Por que não chega junto?<br><br></div><div>– Estou planejando isso.<br><br></div><div>– E vai falar o quê?<br><br></div><div>– Bom, pensei em chamar ela para tomar um chopinho e…<br><br></div><div>– Quê??? Quê??? – D’Artagnan o interrompeu, arreganhando as pernas e socando o ar, indignado. – Tá maluco, mano? Quer conquistar a guria com… <em>chopinho</em>? – Ele falou “chopinho” fazendo cara de quem ia vomitar.<br><br></div><div>Filomeno deu de ombros.<br><br></div><div>– O que me sugere?<br><br></div><div>– Filo – D’Artagnan gostava de chamá-lo assim, uma discreta homenagem ao filósofo Filo, de Alexandria –, você precisa entender e contemplar a alma feminina. – D’Artagnan abriu os braços em concha e ficou com as mãos parecendo segurar duas bolas de cristal, frágeis e escorregadias, movimentando os ombros para frente e para trás. – Não a alma feminina como um todo, mas a alma da sua pretendente. Muitas mulheres fingem ser românticas, mas isso é só fachada. Mas eu conheço essa menina. Você se apaixonou pela garota certa. Ela é romântica. Suave. Pura. A musa perfeita para qualquer poeta. E uma garota como a Amanda não vai se apaixonar por um cara que a chama para <em>tomar um chopinho</em>. – Voltou a fazer a cara de prenúncio de vômito.<br><br></div><div>– Amanda? Que Amanda???<br><br></div><div>– Como “que Amanda”? A Amanda do terceiro ano.<br><br></div><div>– Tá maluco, D´Artagnan ? Eu tô falando da Grazi Bico de Urubu.<br><br></div><div>– A Grazi? A do piercing na goela, que usa minissaia de meio palmo e que tem tatuagem até na sola do pé?<br><br></div><div>– Essa mesma, oras.<br><br></div><div>D’Artagnan pensou um pouco, assoviou, deu um tapa na coxa e arrematou:<br><br></div><div>– Chama a guria para tomar um chopinho.<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-06 18:19:11 UTC</pubDate>
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         <title>Olá! meu nome é Fernanda Urani Cardoso. Sou aluna do 9º ano &quot;C&quot; e escolhi a crônica                                                                                </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Os antissociais<br><br>– Alô?<br><br></div><div>– E aí?<br><br></div><div>– Fala, grande.<br><br></div><div>– Que tá fazendo?<br><br></div><div>– Nada. Debaixo das cobertas.<br><br></div><div>– Hum. Sei.<br><br></div><div>– E você?<br><br></div><div>– Na mesma.<br><br></div><div>– Um saco, hein!<br><br></div><div>– Pois é. Liguei pra isso.<br><br></div><div>– Isso o que?<br><br></div><div>– Ah, sei lá. Tédio dos infernos.<br><br></div><div>– Pra variar né?<br><br></div><div>– Vontade acabar com isso tudo.<br><br></div><div>– Vai se matar?<br><br></div><div>– Não, anta. Vontade acabar com esse tédio.<br><br></div><div>– Vá ler um livro.<br><br></div><div>– Outro?<br><br></div><div>– É, um saco!<br><br></div><div>– E como! Já foram três essa semana!<br><br></div><div>– Putz.<br><br></div><div>– Tá afim de sair?<br><br></div><div>– Nem. Pra onde?<br><br></div><div>– A festa da facul.<br><br></div><div>– Ah, nem vou. Tô debaixo das cobertas.<br><br></div><div>– Só sair daí.<br><br></div><div>– Nem… Só saio daqui amanhã cedo.<br><br></div><div>– Eu tô afim de ir.<br><br></div><div>– Você vai?<br><br></div><div>– Não disse que vou. Disse que estou afim.<br><br></div><div>– Mas você vai?<br><br></div><div>– Ah, sei lá.<br><br></div><div>– Fazer o que lá, cara?<br><br></div><div>– Fazer o que aqui?<br><br></div><div>– Vá ler um livro.<br><br></div><div>– Putz… Você não se incomoda com isso, cara?<br><br></div><div>– Isso o quê?<br><br></div><div>– Ficar dias e dias enfiado nesse quarto. Você é um ser humano ou uma ameba?<br><br></div><div>– Ó quem fala.<br><br></div><div>– É disso que estou falando.<br><br></div><div>– Eu não sou uma ameba.<br><br></div><div>– Amebas são mais sociáveis, isso sim.<br><br></div><div>– São?<br><br></div><div>– Devem ser. São mais populares que nós, pelo menos.<br><br></div><div>– Se são. Você vai?<br><br></div><div>– Pensando. Dá medo.<br><br></div><div>– E eu não sei?<br><br></div><div>– Vai ter gente estranha pra cacete lá.<br><br></div><div>– Muita gente, isso sim.<br><br></div><div>– E estranha.<br><br></div><div>– E como! Você vai?<br><br></div><div>– Se você for, eu vou.<br><br></div><div>– Eu não vou.<br><br></div><div>– Por que não?<br><br></div><div>– Nem a pau. Muita gente. Gente estranha.<br><br></div><div>– A gente se enturma.<br><br></div><div>– Certeza?<br><br></div><div>– Bom, acho que não. Mas a gente tenta, pelo menos.<br><br></div><div>– A gente tentou ano passado, lembra?<br><br></div><div>– É.<br><br></div><div>– No que deu?<br><br></div><div>– Sujeira.<br><br></div><div>– Nem isso. Não deu foi em nada, isso sim.<br><br></div><div>– É.<br><br></div><div>– Os dois largadões lá no meio sem saber o que fazer.<br><br></div><div>– É.<br><br></div><div>– Olhando um para a cara do outro. No mesmo lugar durante duas horas.<br><br></div><div>– Se ao menos a gente soubesse dançar.<br><br></div><div>– E quem ia querer dançar com a gente?<br><br></div><div>– Pior. Fiascaço.<br><br></div><div>– E como!<br><br></div><div>– Melhor deixar essa ideia pra lá, né?<br><br></div><div>– Melhor mesmo.<br><br></div><div>– Mas, o que eu faço nessa porcaria de sábado?<br><br></div><div>– Ah, sei lá. Faça o mesmo que eu.<br><br></div><div>– OK.<br><br></div><div>Desligou, e foi ler um livro.<br><br></div><div>Um saco!</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-06 19:54:28 UTC</pubDate>
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         <title>olá meu nome e Pedro Arthur de lima Alexandre sou do 9 E</title>
         <author>pedro861131</author>
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         <description><![CDATA[<div>A Felicidade<br><br>Tristeza não tem fim<br>Felicidade sim<br><br>A felicidade é como a pluma<br>Que o vento vai levando pelo ar<br>Voa tão leve<br>Mas tem a vida breve<br>Precisa que haja vento sem parar<br><br>A felicidade do pobre parece<br>A grande ilusão do carnaval<br>A gente trabalha o ano inteiro<br>Por um momento de sonho<br>Pra fazer a fantasia<br>De rei ou de pirata ou jardineira<br>Pra tudo se acabar na quarta-feira<br><br>Tristeza não tem fim<br>Felicidade sim<br><br>A felicidade é como a gota<br>De orvalho numa pétala de flor<br>Brilha tranqüila<br>Depois de leve oscila<br>E cai como uma lágrima de amor<br><br>A felicidade é uma coisa boa<br>E tão delicada também<br>Tem flores e amores<br>De todas as cores<br>Tem ninhos de passarinhos<br>Tudo de bom ela tem<br>E é por ela ser assim tão delicada<br>Que eu trato dela sempre muito bem<br><br>Tristeza não tem fim<br>Felicidade sim<br><br>A minha felicidade está sonhando<br>Nos olhos da minha namorada<br>É como esta noite, passando, passando<br>Em busca da madrugada<br>Falem baixo, por favor<br>Pra que ela acorde alegre com o dia<br>Oferecendo beijos de amor</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-06 20:17:30 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>ana881439</author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá! Meu nome é Ana Karolina, sou aluno do 9°C e escolhi a crônica"<br>&nbsp; Crônicas da verdade M.K Miller&nbsp;<br>&nbsp;O que está sentindo?<br>&nbsp; Perguntou o doutor.Ele aparentava ser quase da minha idade ,e tinha os olhos cansados. Uma ruga se formava em sua testa.<br>&nbsp;-Sabe o que é?Eu estou cansada de algumas pessoas.Me sinto sobrecarregada,parece que alguém está sugando minhas energias.É sufocante.<br>&nbsp;Me espantei com as verdades de minhas palavras.O doutor me encarou,como que meditando minhas palavras.<br>&nbsp;-Veio ao lugar errado,estou na mesma situação."<br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-06 20:31:53 UTC</pubDate>
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         <title>Olá, meu nome é José Victor! Sou do 9° C e escolhi a crônica
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         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br><em>Dois mais dois<br><br><br>O Rodrigo não entendia por que precisava aprender matemática, já que a sua minicalculadora faria todas as contas por ele, pelo resto da vida, e então a professora resolveu contar uma história.<br><br>Contou a história do Supercomputador. Um dia disse a professora, todos os computadores do mundo serão unificados num único sistema, e o centro do sistema será em alguma cidade do Japão. Todas as casas do mundo, todos os lugares do mundo terão terminais do Supercomputador. As pessoas usarão o Supercomputador para compras, para recados, para reservas de avião, para consultas sentimentais. Para tudo. Ninguém mais precisará de relógios individuais, de livros ou de calculadoras portáteis. Não precisará mais nem estudar. Tudo que alguém quiser saber sobre qualquer coisa estará na memória do Supercomputador, ao alcance de qualquer um. Em milésimos de segundo a resposta à consulta estará na tela mais próxima. E haverá bilhões de telas espalhadas por onde o homem estiver, desde lavatórios públicos até estações espaciais. Bastará ao homem apertar um botão para ter a informação que quiser.<br><br>Um dia, um garoto perguntará ao pai:<br><br>– Pai, quanto é dois mais dois?<br>– Não pergunte a mim – dirá o pai -, pergunte a Ele.<br><br>E o garoto digitará os botões apropriados e num milésimo de segundo a resposta aparecerá na tela. E então o garoto dirá:<br><br>– Como é que sei que a resposta é certa?<br>– Porque Ele disse que é certa – responderá o pai.<br>– E se Ele estiver errado?<br>– Ele nunca erra.<br>– Mas se estiver?<br>– Sempre podemos contar nos dedos.<br>– O quê?<br>– Contar nos dedos, como faziam os antigos. Levante dois dedos. Agora mais dois. Viu? Um, dois, três, quatro. O computador está certo.<br>– Mas, pai, e 362 vezes 17? Não dá para contar nos dedos. A não ser reunindo muita gente e usando os dedos das mãos e dos pés. Como saber se a resposta d’Ele está certa? Aí o pai suspirou e disse:<br>– Jamais saberemos...<br><br>O Rodrigo gostou da história, mas disse que, quando ninguém mais soubesse matemática e não pudesse pôr o Computador à prova, então não faria diferença se o Computador estava certo ou não, já que a sua resposta seria a única disponível e, portanto, a certa, mesmo que estivesse errada, e... Aí foi a vez da professora suspirar.</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-06 21:29:23 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá meu nome é Letícia sales,eu sou do 9 ano D<br>Eu escolhi a crônica!<br>(MÃO DADAS)<br>As mãos dadas são dadas a cada um que se proponha a conduzir alguém. De mãos dadas, um homem e uma mulher saem do altar, uma mãe conduz, emocionada, um filho no primeiro dia de aula, ou pode, bastante irritada, trazer de volta o filho que fez uma travessura na mesma escola onde estava.&nbsp;</div><div><br><br></div><div>De mãos dadas um jovem casal, ou mesmo outro já na idade mais madura, se vão entre as vitrines, as cadeiras do cinema, pelas calçadas, alguns trazendo o segredo do corpo que já viram desnudo, como se fossem os únicos no mundo portadores dos percorridos caminhos que as mãos descobriram.&nbsp;</div><div><br><br></div><div>E quando um deles, afastado, sorri para uma vitrine e para o ser amado, tentando descobrir o que o outro pensa, talvez não imagine que aquele olhar intenso é apenas o relembrar o corpo conhecido. E insistem em continuar olhando apenas para que o sorriso do outro se prolongue, até que uma interrogação se forma sobre o olhar iluminado, como se perguntasse o que o outro estará pensando ou sentindo.&nbsp;</div><div><br><br></div><div>De mãos dadas duas crianças saem para brincar, outros para apertar as mãos e finalmente se prepararem para conhecer o que cada um pode dizer.&nbsp;</div><div><br><br></div><div>De mãos dadas dois seres podem conversar em surdina, podem se entregar dormindo, imaginando que seguirão em seus sonhos como continuação da vida que o sono interrompeu brevemente.&nbsp;</div><div><br><br></div><div>De mãos dadas podem se interessar por um objeto em comum, podem apontar em uma direção, e as mãos vão se procurando, são ímãs que se atraem e com o passar do tempo não se podem imaginar, se conduzindo por qualquer lugar, e as mãos vazias já não se contentam em ficar sozinhas, querem e sentem a falta do calor do outro nos dedos, no leve contato do corpo. As mãos se embalançam no andar, porque é uma dança que somente seus ouvidos podem ouvir, de uma música sem som.&nbsp;</div><div><br><br></div><div>As mãos dadas são segurança, são apoios, são um abraço que espera complemento, são resquícios do que está por vir, ou a satisfação do que se fez, pouco tempo atrás.&nbsp;</div><div><br><br></div><div>As mãos que se tocam são escritas, são cartas que não se precisa escrever, são códigos, pequenos apertos, pedindo atenção, ou dão ênfase no dizer. Podem estar bravas, separadas significam distância, e juntas são relações de confiança, são selos que não podem se romper.&nbsp;</div><div><br><br></div><div>A primeira mão dada, para uma mãe e um pai é a realização de um compromisso de responsabilidade com o futuro. Para os primeiros enamorados é o sinal de que um beijo está vindo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-06 22:11:06 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá o meu nome e Juan Carlos sou do 9°E<br><br>Uma partida de futebol<br><br>Pelas ondas da rádio OM de uma pequena cidade interiorana, mais um jogo seria transmitido para todo o país em uma partida importante pela rodada da oitava divisão do campeonato de veteranos. O jogo entre o escrete Local contra Quebra Nozes era um clássico regional.<br><br>O jogo começa e o narrador que por sinal era fanhoso narra o jogo assim:<br><br>- Alô oufintes, estamos aqui ao fifo, direto do estádio municipal para mais uma rodada da Copa Sênior, fálida pela oitafa difisão. Que prifilégio para nossa cidade conseguir entrar nesse grupo da elite dessa tão aclamada difisão... Bola rolando... O atacante ataca, passa a bola de um lado, recebe de folta, ele domina passa por um, passa por outro, chuta... pra fora!!!<br><br>A bola voa para fora do estádio (o muro é muito baixo), o gandula vai buscar a bola, mas foge com ela! A polícia é acionada, mas o meliante ladrão de gorduchinhas some no meio do mato.<br><br>Não tem outra bola reserva, o juiz decide fazer uma vaquinha entre os jogadores para comprar outra bola na loja de 1,99. Passaram-se trinta minutos e o jogo recomeça.<br><br>Algumas nuvens negras encobrem o estádio e logo uma forte chuva cai. O público desesperado se aglomeram um em cima do outro no pouco espaço coberto por telhas Brasilit que existia na arquibancada.<br><br>O narrador fanho berra no radinho:<br><br>- O jogo continua numa partida enfolfente e o placar continua zero a zero para o time da casa.<br><br>Porém, a chuva aperta e o jogo é novamente interrompido porque muitos raios estavam caindo e o estádio não tinha para-raios. Os jogadores correram para o banco de reserva e ficaram jogando pife-pafe até a chuva passar.<br><br>Quando a chuva finalmente amenizou já era noite e a espera pelos refletores deixaram o juiz impaciente.<br><br>Logo chega um aviso:<br><br>O estádio não tem refletor. Não tem nem mesmo lâmpadas comuns de cem velas.<br><br>O jogo toma um novo rumo e para terminar logo a partida o juiz arruma um pênalti a favor do time da casa (é claro).<br><br>Mas ninguém enxergava nada, alguns jogadores que eram fumantes ascendem seus isqueiros para clarear o gol. Nesse momento não tinha mais torcida no estádio (foram todos assistir à novela das oito).<br><br>- E lá fai ele. Olho no lance... bateu o pênalti... pra fora!<br><br>Mas ninguém viu nada, o juiz dá o gol, aponta para o centro do campo e termina o jogo.<br><br>&nbsp;Os atletas locais alegres pela vitória comemoram a grande conquista, mesmo sem saber como foi. Dizem que a bola furou a rede.<br><br>Entretanto, no outro dia encontraram a bola no meio da arquibancada, distante mais ou menos uns oitenta metros do gol.</div>]]></description>
         <pubDate>2021-04-07 00:06:19 UTC</pubDate>
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         <title>Olá meu nome é iarley denes do 9°c, e escolhei essa crônica principalmente pelo fim humorístico que ela leva</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Lindaura, a recepcionista do analista de Bagé ― segundo ele, “mais prestimosa que mãe de noiva” ―, tem sempre uma chaleira com água quente pronta para o mate. O analista gosta de oferecer chimarrão a seus pacientes e, como ele diz, “charlar passando a cuia, que loucura não tem micróbio”. Um dia entrou um paciente novo no consultório.<br><br>― Buenas, tchê ― saudou o analista. ― Se abanque no más.<br>O moço deitou no divã coberto com um pelego e o analista foi logo lhe alcançando a cuia com erva nova. O moço observou:<br>― Cuia mais linda.<br>― Cosa mui especial. Me deu meu primeiro paciente. O coronel Macedônio, lá pras banda de Lavras.<br>― A troco de quê? ― quis saber o moço, chupando a bomba.<br>― Pues tava variando, pensando que era metade homem e metade cavalo. Curei o animal.<br>― Oigalê.<br>― Ele até que não se importava, pues poupava montaria. A família é que encrencou com a bosta dentro de casa.<br>― A la putcha.<br>O moço deu outra chupada, depois examinou a cuia com mais cuidado.<br>― Curtida barbaridade. ― Também. Mais usada que pronome oblíquo em conversa de professor.<br>― Oigatê.<br>E a todas estas o moço não devolvia a cuia. O analista perguntou:<br>― Mas o que é que lhe traz aqui, índio velho?<br>― É esta mania que eu tenho, doutor.<br>― Pos desembuche.<br>― Gosto de roubar as coisas.<br>― Sim.<br>Era cleptomania. O paciente continuou a falar, mas o analista não ouvia mais.<br>Estava de olho na sua cuia.<br>― Passa ― disse o analista.<br>― Não passa, doutor. Tenho esta mania desde piá.<br>― Passa a cuia.<br>― O senhor pode me curar, doutor?<br>― Primeiro devolve a cuia.<br><br>O moço devolveu. Daí para diante, só o analista tomou chimarrão. E cada vez que o paciente estendia o braço para receber a cuia de volta, ganhava um tapa na mão.<br><br>-Luis Fernando Veríssimo</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-07 02:04:59 UTC</pubDate>
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         <title>Olá meu nome é Clara Sumire, sou do 9D</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Recado de Primavera&nbsp;<br>(Rubem Braga)<br><br>Meu caro Vinicius de Moraes:<br><br>Escrevo-lhe aqui de Ipanema para lhe dar uma notícia grave: A Primavera chegou. Você partiu antes. É a primavera Primavera, de 1913 para cá, sem a sua participação. Seu nome virou placa de rua; e nessa rua, que tem seu nome na placa, vi ontem três garotas de Ipanema que usavam minissaias. Parece que a moda voltou nesta Primavera - acho que você aprovaria. O mar anda virado; houve uma Iestada muito forte, depois veio um sudoeste com chuva e frio. E daqui de minha casa vejo uma vaga de espuma galgar o costão sul da ilha das Palmas. São violências primaveris.<br><br>O sinal mais humilde da chegada da Primavera, vi aqui junto de minha varanda. Um tico-tico com uma folhinha seca de capim no bico. Ele está ninho numa touceira de samambaia, debaixo da pitangueira. Pouco depois vi que se aproximava, muito matreiro, um pássaro-preto, desses que chamam de chopim. Não trazia nada no bico; vinha apenas fiscalizar, saber se o outro já havia arrumado o ninho para ele pôr seus ovos.<br><br>Isto é uma história tão antiga que parece que só podia acontecer lá no fundo da roça, talvez no tempo do Império. Pois está acontecendo aqui em Ipanema, em minha casa, poeta.&nbsp;<br>Acontecendo como a Primavera. Estive em Blumenau, onde há moitas de azaleias e manacás em flor; e em cada mocinha loira, uma esperança de Vera Fisher. Agora vou ao Maranhão, reino de Ferreira Gullar, cuja poesia você tanto amava, e que fez 50 anos. O tempo vai passando, poeta. Chega a Primavera nesta Ipanema, toda cheia de sua música e de seus versos. Eu ainda vou ficando um pouco por aqui - a vigiar, em seu nome, as ondas, os tico-ticos e as moças em flor. Adeus.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-07 02:28:02 UTC</pubDate>
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         <title>Olá sou a Gabriele Ribeiro Do 9°C e escolhi essa crônica.</title>
         <author>gabriele94425</author>
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         <description><![CDATA[<div>O primeiro beijo<br><br>“Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.<br>– Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples:<br>– Sim, já beijei antes uma mulher.<br>– Quem era ela? perguntou com dor.<br>Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.<br>O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir – era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.<br>E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-07 14:00:21 UTC</pubDate>
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         <title>Olá, sou kamily Cibelli de almeida Xavier &#39;&#39;9°c&#39;&#39; e escolhi esta crônica</title>
         <author>kamily21778</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><br>A SINETA<br></strong><br></div><div><br>Gostaria de lembrar daqueles tempos. Dos dias muito frios de inverno, da garoa fina que caía e gelava minha alma de criança, minhas pernas finas e brancas que tremiam no rigor do inverno sem calças compridas, proibidas pelas rígidas regras da escola ainda fascista.<br><br></div><div>Estas reflexões me chegam trazidas pela visão da sineta depositada sobre a mesa do antiquário que eu bisbilhotava para matar o tempo que agora tenho de sobra.<br><br></div><div>O sino que chama os empregados, um símbolo esquecido da rígida divisão de classes que persiste no país, embora a sineta tenha caído em desuso.<br><br></div><div>Ao vê-lo me lembrei daquela tarde, na casa de Lívia, uma colega de curso primário. Sua família tinha vindo da Itália. Aristocratas falidos, mas isso eu não sabia naquela época.<br><br></div><div>Fora convidada para um chá da tarde. A velha casa, com seus móveis de época, estava na penumbra. A mãe, cheia de joias, me recebeu num tubinho preto. Tinha mãos de fada, sem sinal de terem passado pela cozinha.<br><br></div><div>Ela usava colar de pérolas, perfume forte e falava com sotaque que hoje sei ser o italiano de Milão.<br><br></div><div>Tudo ali era formalidade, tão diferente da minha casa também italiana, mas de gente do sul, simples, honesta, barulhenta, intensa.<br><br></div><div>Nos sentamos na sala de estar. Falamos da escola, das professoras. Mãe e filha contaram dos planos de viajar para a Itália de navio, nas férias.<br><br></div><div>Meu coração invejava aquela cena, aquela mãe e principalmente aquela viagem distante.<br><br></div><div>Foi quando a mãe fez soar a tal sineta de prata, até então repousada, inerte, na bandeja igualmente de prata, que brilhava como um espelho.<br><br></div><div>Em resposta imediata ao tilintar da sineta, surgiu uma empregada toda engomada, traje preto completo, com avental e casquete de renda branca prendendo os cabelos.<br><br></div><div>Serviu-nos o chá com mãos cobertas por imaculadas luvas brancas. O som da sineta, a visão das luvas, a formalidade da cena, o ridículo daquela farsa extemporânea apagou de um só golpe o meu fascínio.<br><br>E me deu a certeza sobre de que lado eu estava na História.<br><br></div>]]></description>
         <pubDate>2021-04-07 14:18:56 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá meu nome é Fábio Carneiro, sou aluno do 9°D e escolhi a crônica<br><br>A Espada<br>Uma família de classe média alta. Pai, mulher, um filho de sete anos. É a noite do dia em que o filho fez sete anos. A mãe recolhe os detritos da festa. O pai ajuda o filho a guardar os presentes que ganhou dos amigos. Nota que o filho está quieto e sério, mas pensa: “É o cansaço.”Afinal ele passou o dia correndo de um lado para o outro, comendo cachorro-quente e sorvete, brincando com os convidados por dentro e por fora da casa. Tem que estar cansado.<br><br>&nbsp;– Quanto presente, hein, filho?<br>– É.<br>– E esta espada. Mas que beleza. Esta eu não tinha visto.<br>– Pai…<br>– E como pesa! Parece uma espada de verdade. É de metal mesmo. Quem foi que deu?<br>– Era sobre isso que eu queria falar com você.<br><br>O pai estranha a seriedade do filho. Nunca o viu assim. Nunca viu nenhum garoto de sete anos sério assim. Solene assim. Coisa estranha… O filho tira a espada da mão do pai. Diz:<br><br>– Pai, eu sou Thunder Boy.<br>– Thunder Boy?<br>– Garoto Trovão.<br>– Muito bem, meu filho. Agora vamos pra cama.<br>– Espere. Esta espada. Estava escrito. Eu a receberia quando fizesse sete anos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-07 14:40:23 UTC</pubDate>
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         <title>Oi meu nome e Vitória Lorrane Fernandes Silva do 9°C</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A princesa e o pirata<br>(Rachel de Queiroz)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-07 15:16:14 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>arthur94764</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>A MULHER DO VIZINHO<br>Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército morava (ou mora) também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.<br>O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.<br>O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fabrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo a ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer-lhe o seguinte:<br>— O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.<br>Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:<br>— Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?<br>O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.<br>— Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não e gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou?<br>Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:<br>— Da ativa, minha senhora?<br>E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:<br>— Da ativa, Motinha! Sai dessa...<br>(Fernando Sabino)<br><br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-07 22:46:21 UTC</pubDate>
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         <title>Revolução</title>
         <author>caio783169</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Era um país<br>Muito engraçado,<br>Faltava escola,<br>Sobrava estádio!<br>Governo vinha<br>Com enrolação<br>Quem discordava<br>"Ó o camburão!"<br>Cada pessoa<br>Tinha que ser burra,<br>Pois do contrário<br>Levava surra!<br>Ninguém podia<br>Protestar não,<br>Porque a PM<br>Sentava a mão!<br>Um belo dia<br>Tudo mudou,<br>Esse país<br>Enfim acordou!<br>O povo disse:<br>"Chega, não mais!"<br>Enfrentou balas<br>Suportou gás!<br>Não é apenas<br>Por vinte centavos,`<br>Pois do sistema<br>Somos escravos!<br>Lutemos pois,<br>Pela verdade<br>E conquistemos<br>A liberdade!<br>Seguindo vamos,<br>Todos unidos,<br>Sem depender<br>De podres partidos!<br>E o resultado<br>É que essa união<br>Pode acabar<br>Em REVOLUÇÃO!<br><br>Autor:Desconhecido</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-08 00:39:21 UTC</pubDate>
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         <title>Olá! Meu nome é Lorrane, sou do 9B e escolhi essa crônica:</title>
         <author>lorrane492917</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A Dúvida - Juliano Martinz<br>Enquanto o avião perdia altitude, o cenário era de pânico absoluto.<br><br></div><div>Ele ouvia gritos e preces ao seu redor. Alguns tentavam ligar o celular desesperadamente, provavelmente uma tentativa de enviar uma última mensagem para familiares e amigos. Eu te amo, adeus, eu não deveria ter dito aquilo. Todas aquelas frases que passam pela cabeça quando se sabe que serão as últimas.<br><br></div><div>Da mesma forma, ele estava angustiado. A mesma angústia que o acompanhara desde o momento em que pegara o metrô, 3 horas atrás, rumo ao aeroporto.<br><br></div><div>Antes que o avião se partisse em milhares de pedaços, sua angústia se resumia em uma única e persistente pergunta:<br><br></div><div>— Será que eu desliguei o ferro de passar?<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-08 00:53:30 UTC</pubDate>
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         <title>nome Maria Gabriela Rodrigues Gomes  9C escolhi essa crônica </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Minha doce insônia<br><br>Minha doce inimiga<br>Minha amarga companheira<br>Minha odiada amiga<br>Como sempre uma fiel escudeira<br><br>Quisera eu amarrar-te<br>Trancar-te num porão<br>Amordaçar-te por lá<br>Para você jamais voltar<br><br>Você está me envelhecendo<br>Tirando-me meu sossego<br>Por meio de ti ouço<br>Ouço um estrondoso desassossego<br><br>Já tentei acalmar-te<br>Dando-te um cala-boca<br>Mas para você não tem jeito<br>Você volta e tira minhas forças</strong></div><div><a href="https://www.pensador.com/autor/antonio_ferreira_livro_cronicas_e_poemas_reflexivos/"><br></a><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-09 13:36:35 UTC</pubDate>
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