<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Português by Eliana Bernardino</title>
      <link>https://padlet.com/elianaeleonor/ayw7utxmxijn</link>
      <description>Feito com ♥</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-03-20 18:36:36 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-12-08 11:56:00 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url>https://padlet.net/icons/png/1f1f5-1f1f9.png</url>
      </image>
      <item>
         <title>Casamento pelos olhos da sociedade</title>
         <author>elianaeleonor</author>
         <link>https://padlet.com/elianaeleonor/ayw7utxmxijn/wish/468344837</link>
         <description><![CDATA[<div>O matrimónio é uma tradição muito antiga, que celebra a união de duas pessoas para o resto das suas vidas. <br>Este tem sofrido diversas alterações ao longo da história da humanidade, evoluindo em alguns aspetos e regredindo em outros. <br>Primeiramente era visto como uma forma de ascender socialmente e tratava-se de uma "espécie" de transação comercial. Esta característica é muito destacada na obra a <em>Farsa da Inês Pereira, </em>de Gil Vicente, onde o objetivo da personagem principal é exatamente esse, a ascensão social através do casamento. Ansiava possuir a vida folgada das outras jovens, construindo uma versão idealizada do marido. <br>Por se tratar de uma obra do século XVI, o modo como está representado o casamento ainda é um pouco rudimentar, falando-se em dote, que era o que o pai da noiva teria de dar ao futuro marido. <br>Hoje em dia ainda existe algumas religiões que usam este dote, como a muçulmana. Contudo, trata-se de algo pouco usual entre a sociedade moderna. Tornou-se mais usual o termo divórcio, chegando-se mesmo a pensar neste antes do casamento, quando ocorrem os acordos pré-nupciais, contrariando completamente a ideia do dote e da suposta ascensão social trazida pelo matrimonio, que eram os objetivos desta tradição. <br>O casamento deixou de ter a importância que tinha, talvez devido ao surgimento do divórcio, pois retirou um pouco a noção de que é uma ligação entre duas pessoas que durará para o resto das suas vidas e que se trata de uma decisão muito importante, que não deve ser tomada de animo leve. Nos dias de hoje, ou os indivíduos escolhem não se casar, ou fazem-no algumas vezes, devido ao fator que mencionei anteriormente. <br>O matrimónio deixou de ser colocado como uma prioridade num mundo onde as pessoas não se suportam e não sabem o que é o amor. Talvez a situação que vivemos agora, a pandemia do covid-19, sirva para isso mesmo, para nos relembrar que precisamos uns dos outros para viver e que o amor é a base de uma sociedade funcional. <br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/484822837/25973f66839f5efe00d111736cf2be76/Casamento.jfif" />
         <pubDate>2020-03-20 18:39:07 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/elianaeleonor/ayw7utxmxijn/wish/468344837</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O ódio esconde-se onde sabe que vai ser encontrado</title>
         <author>elianaeleonor</author>
         <link>https://padlet.com/elianaeleonor/ayw7utxmxijn/wish/514458682</link>
         <description><![CDATA[<div>O ódio, a vingança e o preconceito ligam mais pessoas do que o amor e a amizade. Nos dias que vivemos atualmente, por mais que a sociedade queira “fechar os olhos”, é algo demasiado presente. <br>Com a chegada do <em>Covid-19</em>, o preconceito contra quem tem origem asiática torna-se casa vez mais evidente. No caso de Portugal existem pessoas a lutar a expulsão de quem tenha nascido no continente asiático, pois generalizam o seu povo e afirmam, como se tivessem todas as certezas, que foram eles que infestaram o planeta. Será que podemos culpá-los? </div><div>Mas todos este sentimentos não são recentes. Na verdade, tanto na obra de Camilo Castelo Branco, <em>Amor de Perdição,</em> como na obra de William Shakespeare, <em>Romeu e Julieta</em>, é nos apresentado duas famílias que se odeiam mutuamente e que não permitem que os seus filhos tenham um relacionamento amoroso.</div><div>Na primeira obra mencionada, o ódio e o preconceito que existe ente a família Botelho e a família Albuquerque resulta na morte de Teresa, que foi enclausurada num convento, acabado por falecer nesse mesmo local, devido a uma doença. Culmina também na morte de Simão, dez dias depois de saber da morte da sua amada, já no seu caminho para o degredo, e no suicídio de Mariana, que se atira ao mar juntamente com o corpo sem vida de Simão. Podemos afirmar, perante a morte de Mariana que os sentimentos que uma família tinha em relação á outra, afetavam tanto os membros dessas famílias como quem os rodeava. </div><div>O sentimento de ódio é capaz de sobrepor o amor, uma vez que Simão não descansou enquanto não assassinou Baltasar, o pretendente da sua amada, mesmo sabendo que essa ação traria consequências que o afastariam de Teresa. </div><div>Semelhante acontece na obra <em>Romeu e Julieta</em>, que retrata dois apaixonados que fazem de tudo para ficarem juntos, ignorando os desejos da família para serem felizes. O amor de ambos é condenado devido á rivalidade existente entre as suas famílias, sendo obrigados a casar em segredo. </div><div>Numa luta contra o primo de Julieta, Teobaldo, o príncipe de Veneza decide exilar Romeu, o que deixa Julieta desesperada, levando-a a ingerir uma poção que faz com que ela pareça morta. Ao ouvir uma notícia como esta, Romeu toma também algo, mas para provocar a própria morte, junto da sua amada. </div><div>Ao acordar, Julieta depara-se com o cadáver do seu amado, o que leva a que esta, com um punhal, retire a sua própria vida. A morte de ambos apenas se sucedeu porque as suas famílias não suportavam a ideia de os ver juntos, tal como na obra de Camilo Castelo Branco.</div><div>Mas o ódio não se revela apenas fora dos laços familiares. Recentemente vi um episódio de uma série conhecida como <em>Once Upon A Time</em>, onde uma das irmãs tenta destruir a vida da outra, apenas por ciúmes e por nutrir um sentimento de ódio desmedido pela irmã. Apesar das tentativas, quem acaba por ser destruída é ela. Fica então um ensinamento, nunca devemos invejar o que outros possuem e muito menos nutrir ódio devido a esse motivo. </div><div>Ao refletir acerca deste assunto deparei-me com uma enorme questão. Serei eu capaz de retirar o ódio e o preconceito de dentro de mim? Será que isso é possível quando é algo que esta entranhado na espécie humana desde que o homem se considera um ser pensante?</div><div>É impossível retirar estas emoções pois é o que nos torna humanos, contudo podemos dar o nosso melhor para as tornar insignificantes de modo a que não arruínem, nem as nossas vidas, nem as dos que amamos. Trata-se de um esforço que a humanidade deveria de fazer por conta própria, e, apesar da situação em que nos encontramos, ela continua-se a recusar, usando este vírus para espalhar ainda mais preconceito do que amor. <br>Não entendo como é possível falarmos em direitos humanos quando pessoas são baleadas na rua apenas pelo seu tom de pele  e mulheres são violadas por estarem a usar saias demasiado curtas e blusas demasiado decotadas. </div><div>Será assim tão impensável um mundo onde ninguém nutre ódio e preconceito pelos feitos de outros? Como é que podemos proclamar por uma sociedade construída com base na igualdade quando ninguém tem a decência de colocar o seu orgulho de lado, de colocar o preconceito para "trás das costas"?<br><br> Como é que podemos afirmar que a sociedade justa quando situações como esta: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=WUTApfGLhUU">https://www.youtube.com/watch?v=WUTApfGLhUU</a>, acontecem todos os dias??<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/484822837/261ff679444bfb6f02625f7a3854177f/1_Inveja.jpg" />
         <pubDate>2020-04-18 15:45:30 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/elianaeleonor/ayw7utxmxijn/wish/514458682</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
