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      <title>Movimento Combahee River by Everaldo Siqueira</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-06-23 14:21:26 UTC</pubDate>
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         <title>Inspiração do nome</title>
         <author>lemossiqueira</author>
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         <description><![CDATA[<p>Harriet Tubman</p><p>Harriet Tubman foi uma escrava, mas que fugiu dessa condição na sua juventude e dedicou a sua vida a combater a escravidão nos Estados Unidos, palestrando em associações abolicionistas e ajudando escravizados a fugirem do sul dos Estados Unidos por meio de rotas de fuga (Underground Railroad, uma rede secreta de pessoas que forneciam ajuda a escravizados que fugiam). Ela também teve papel de destaque na Guerra Civil Americana alistando-se no exército da União, Trabalhando como batedora e como espiã, angariando informações sobre tropas e instalações dos confederados no sul.</p><p>Em julho de 1863, ela liderou as tropas de James Montgomery em uma expedição no <strong>rio Combahee</strong>. Nessa expedição, as tropas da União destruíram importantes linhas de suprimento dos confederados, além de terem conseguido libertar cerca de 750 escravizados. Essa ação militar foi a primeira liderada por uma mulher na história norte-americana.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-23 14:23:33 UTC</pubDate>
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         <title>O movimento</title>
         <author>lemossiqueira</author>
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         <description><![CDATA[<p>O Combahee River foi um movimento de feministas negras e lésbicas que surgiu em 1974 em Boston, nos EUA, para lutar contra a opressão racial, sexual, heterossexual e de classe.</p><p>Apesar de atuar em parceria com outras organizações e movimentos progressistas, sua particularidade de análise era a argumentação de que os principais sistemas de opressão estão interligados: como negras, sofrem opressão racial; como lésbicas, a opressão sexual; como mulheres, a opressão heterossexual e como pobres, a opressão da classe dominante.</p><p>As origens do movimento estão na realidade histórica da luta contínua de vida e morte das mulheres afro-americanas, luta pela sobrevivência e pela liberação. A relação danosa entre mulheres negras e o sistema político americano (um sistema de governo de homens brancos) sempre foi determinada pela</p><p>sua participação em duas castas oprimidas, a racial e a sexual.</p><p>Através de um grupo de estudos, o grupo lançou uma publicação feminista negra (Manifesto) em abril de 1974. Mas foi com os “retiros de feministas negras” que o Combahee logrou se dotar de um mecanismo de organização e de discussão original, que deu uma nova dimensão ao seu trabalho.</p><p>Em 1976 as participantes decidiram escrever no número especial do jornal Conditions, editado por Lorraine Bethel e Barbara Smith (que se tornaria o Conditions: Five). Elas evocam também a possibilidade de contribuir para os números especiais de Heresies e Frontiers, sobre a história lésbica. Enfim, Beverly e Barbara Smith foram instadas a realizar uma antologia sobre o feminismo negro: o grupo se consagra de maneira preponderante à produção teórica e à edição, desafiando assim “a interdição que pesava sobre a escrita para as mulheres negras”.</p><p>O engajamento agora era público, concreto e arriscado, mas lhes permitiu enfim pôr em prática sua reflexão, a luta contra a violência praticada contra as mulheres negras. Com efeito, em quatro meses, entre 28 de janeiro e 30 de maio de 1979, doze mulheres negras foram assassinadas em Boston. Encontraram seus cadáveres nos bairros negros, a maioria violentada e estrangulada. A imprensa branca da cidade, conhecida por seu racismo, quase fez silêncio sobre a situação, mas o semanário negro local, o Bay State Banner, cobriu amplamente a reação da comunidade negra, agitada, muitas mulheres temendo diretamente por suas vidas. Em 7 de fevereiro, um encontro reuniu 700 pessoas. Em 1º de abril, após o assassinato de mais 6 mulheres, 500 pessoas enlutadas marcharam pelas ruas. Mas o(a)s oradore(a)s, quase só homens negros, se contentaram em denunciar o caráter racista dos homicídios e recomendar que as mulheres permanecessem em casa, sob a proteção dos homens.</p><p>Revoltadas com esta visão reducionista e inoperante (muitas mulheres não tendo homem sob cuja proteção se colocar, outras não querendo tê-la), Lorraine Bethel e Barbara Smith, que participaram da manifestação com várias feministas lésbicas, redigiram então um texto intitulado Seis mulheres negras: por que foram mortas? Nele denunciaram o duplo caráter desses crimes, ao mesmo tempo racista e sexista, e sublinharam a urgência de abordar a questão da violência contra as mulheres na comunidade negra. O documento foi distribuído amplamente sob a forma de panfleto.</p><p>Assumir abertamente a frente de tal luta representava um perigo muito concreto para as participantes do Movimento Combahee River, que temiam tornarem-se alvos de uma violência ainda maior. Entretanto, o Combahee achou necessário fazer um trabalho de conscientização para dar esperança às mulheres: seu documento incluía conselhos práticos de autodefesa, redigido em parceria com as organizações das mulheres em luta contra a violência, cuja lista foi fornecida pelo documento. Para sua grande surpresa, o Coletivo obteve um grande apoio das igrejas negras, assim como da comunidade feminista branca. Formou-se o Collectif Crisis, dando ao Combahee a oportunidade de pôr em prática a política de coalizão que sempre preconizara, que mobilizou algumas centenas de pessoas, sem jamais perder de vista que as mulheres assassinadas eram negras.</p><p>Para atingir a libertação negra e a das mulheres, o Coletivo Combahee River elaborou uma proposição política própria, autônoma, distante de todo essencialismo e para todo mundo, de maneira concreta, em torno de questões da vida cotidiana, que são também questões “de vida ou de morte”. Assim, o Coletivo respondeu na prática à questão da articulação, propondo um projeto político que oferece um tipo de síntese que se poderia qualificar como “universalista”, já que se trata da recusa de sacrificar alguma luta em benefício de outra.</p><p>É inegável a contribuição do movimento na história do feminismo negro contemporâneo e dos conceitos de identidade, usado entre os organizadores políticos e teóricos sociais até hoje nas discussões e novas postulações.</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;al.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-23 16:22:52 UTC</pubDate>
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         <title>Orçanizações Locais</title>
         <author>lemossiqueira</author>
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         <description><![CDATA[<p>Em Passo Fundo, RS, estão ativos o Movimento de Mulheres Olga Benário, a Secretaria de Mulheres do PT, o Comitê Popular de Luta das Mulheres, o Movimento Mulheres em Luta e CPERS, o Emancipa Mulher e o Coletivo Juntas. Estes movimentos tem atuação ativa nas discussões, debates e defesa das mulheres para o cumprimento e ampliação de seus direitos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-07-17 16:33:12 UTC</pubDate>
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