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      <title>Meu PORTFOLIO no Internato II PED - Turma 2016.1 (25/04 a 19/06 de 2022) by Internato em Pediatria</title>
      <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs</link>
      <description>Meus registros acadêmicos diários</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-04-18 18:01:33 UTC</pubDate>
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         <title>Foto</title>
         <author>lucaslsandrade7</author>
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         <pubDate>2022-04-26 14:59:16 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <pubDate>2022-04-26 18:08:44 UTC</pubDate>
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         <title>Caso Unidade Metabólica:  Sangue Vivo nas Fezes em Paciente na Puberdade Fisiológica</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2159419103</link>
         <description><![CDATA[<div>Primeiro dia do estágio de Pediatria II da FAMEB, na Unidade metabólica, chegei um às 6:45 horas para já ir me ambientando. O curso é organizado e foi feito uma apresentação, pela Profa. Suzy, na sexta-feira dia 22/4/2022 sobre o curso e, também, foi enviado material via e-mail com informações pertinentes, localização das enfermarias/ambulatório, preceptores, taxímetro etc.<br><br></div><div>Este grupo tem 5 alunos, e neste primeiro dia, escolhi uma paciente para acompanhar o caso. Fiquei, também de plantão na enfermaria. Isso me permitiu conhecer mais um pouco da dinâmica da Unidade metabólica e de outros pacientes. Interessante foi acompanhar uma paciente ao <em>Centro</em> de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE/<em>UFBA</em>), para que ela tivesse alta com o cartão vacinal atualizado, e conhecer mais sobre vacinação infantil na prática, conhecimento que o Médico tem que manter sempre atualizado.<br><br></div><div>A seguir o caso da paciente que estou acompanhando&nbsp;<br><br></div><div><br>Resumo do Caso.&nbsp;<br><br></div><div>Paciente, feminina, 10 anos, hígida, cursou há 4 meses com emagrecimento, inapetência, adinamia.&nbsp; A mãe refere que passado 2 meses, evoluiu com sangramento gengival espontâneo, sem associação, enterorragia com 2 episódios de fezes com sangue vivo por semana, em grande volume, sem coágulo, diarreia, ou alteração da consistência. Durante este período, a menor foi examinada por alguns médicos, sem um diagnostico conclusivo, incluindo consulta com coloproctologista que afastou a possibilidade de hemorroidas ou fissura anal, recomendando a realização de uma colonoscopia. Também foram realizados exames de USG e Hemograma (apenas um indicava plaqueta baixa, mas sem anemia), todos os demais normais. No de 4/4/2022, em novo episódio foi internada no Hospital Municipal de Canarana, sendo medicada com Cefetrixona por 5 dias (di 8/4/2022), com melhora do quadro cendro regulada para o HUPES, para melhor avaliação.<br><br></div><div>Na Unidade Metabólica, a paciente não apresentou quadro de sangramento, dor, inapetência, houve ganho de peso e a USG de abdome total e pélvica não evidenciarão anormalidades. Sendo prevista, alta, realização de uma colonoscopia e acompanhamento ambulatorial.<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><strong>Sangramento gastrointestinal inferior.<br></strong><br></div><div><strong>Sangramento gastrointestinal inferior</strong> (intestino delgado, intestino grosso, reto ou ânus), refere-se ao sangramento distal ao ligamento de Treitz, onde as causas de hemorragia digestiva baixa, costumam cursar com sangramento vivo nas fezes.<br><br></div><div>Pela anamnese podemos pensar em hematoquezia (cólon, reto ou ânus), que se apresenta com sangue vivo em pequena ou moderada quantidade e aparece quando o paciente defeca. As causas mais comuns de sangramento retal de pequeno volume são: hemorroidas, fissura anal (90% dos casos), pólipos intestinais, proctites, câncer retal ou anal e endometriose intestinal.<br><br></div><div>Mas, a paciente refere dor, o que faz pensar em enterorragia, que cursa com sangue vivo em grande volume e habitualmente associado a dor abdominal. A origem do sangramento costuma ser mais interna, geralmente cólon, duodeno, sendo que as principais causas de sangramento de grande volume são: doença diverticular do cólon, câncer do intestino, infecção intestinal (disenteria), doença inflamatória intestinal, angiodisplasia. Pode-se evacuar somente sangue, sem a presença de fezes. Sendo um sinal de hemorragia digestiva grave, que pode ter origem em qualquer ponto do trato gastrointestinal.<br><br></div><div>Dessas causas, considerando a faixa etária (10 anos), as bactérias <em>Salmonella</em>, <em>Campylobacter</em>, <em>Shigella</em> ou<em> E.coli,</em> podem provocar quadros de infecção intestinal grave, com febre, prostração e&nbsp; diarreia sanguinolenta. As infecções por amebas e vermes também podem causar quadro semelhante. A paciente, foi tratada com Ceftriaxona por cinco dias com melhora do quadro. Também a doença de Crohn passa ser uma possibilidade, assim como a retocolite ulcerativa, que são doenças inflamatórias intestinais de origem imunológica que também se manifestam com sangramentos nas fezes. O quadro costuma ser de cólicas e diarreia sanguinolenta que surge periodicamente.&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;</div><div>Outro problema avaliado foi a dismenorreia, uma vez que a paciente tem 10 anos, e o quadro ocorreu de forma cíclica.&nbsp;<br><br></div><div>No exame físico foi encontrado broto mamário no estágio M2 de Tanner. Este, o primeiro sinal de puberdade fisiológica nas meninas, a telarca, que geralmente ocorre entre 8 e 12 anos e é dependente principalmente da secreção de estrógenos. A pubarca foi avaliada no estágio P3 de Tanner, dependente dos andrógenos adrenais. A menarca acontece nas fases mais avançadas da maturação sexual (M3 e M4 de Tanner), cerca de 2-2 anos e meio após a telarca.<br>&nbsp;Foi então solicitado FSH, LH, PROLACTINA, ESTRADIOL, USG pélvica.&nbsp;<br><br>Referências:<br>&nbsp;Abordagem da hemorragia digestiva em crianças e adolescentes - https://www.medicina.ufmg.br/gastroped/wp-content/uploads/sites/58/2017/01/Hemorragia-digestiva-2016-24-01-2017.pdf<br><br>Etiology of lower gastrointestinal bleeding in adults – UpToDate.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-27 00:13:30 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>Olá </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-27 16:54:30 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>Ontem tivemos aula de IVAS e hoje discussões sobre ITU, tuberculose, meningite e colestase.<br>Estou acompanhando dois pacientes com síndrome nefrótica.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-27 16:56:32 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-04-27 22:54:30 UTC</pubDate>
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         <title>Portifolio Internato II em Pediatria</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br>Meu estágio no Internato II de Pediatria está sendo na UDAP, onde as atividades tiveram início na segunda-feira. Estamos eu e mais 4 colegas escalados para essa enfermaria. Ao chegar a enfermaria, tivemos contato com uma residente, a qual nos mostrou os pacientes que estavam internados e ajudou a nos dividir entre eles. Nesses primeiros dias fiquei com 3 pacientes: a primeira tinha 1 ano e 1 mês, foi internada com um diagnóstico de Mastoidite Bilateral, feito no Hospital do Subúrbio diante de um quadro clínico de Otorreia, e dor retroauricular, além dos achados na TC que sugeriram comprometimento de mastoide, e regulada para ser avaliada pela equipe de Otorrinolaringologia. A mesma que deu entrada no hospital em 22/04, foi vista pela equipe de Otorrino na terça-feira onde foi descartado mastoidite bilateral e considerado uma Otite Média Aguda com efusão, pois a mesma em momento algum, segundo relato da genitora, teve desvio de Pavilhao Auricular, já está sem otorreia, apenas com uma opacidade leve de membrana timpanica a esquerda. A mesma chegou a unidade em uso de Antibioticoterapia com Ceftriaxona IV, no entanto devido a perda de acesso central, e pela dificuldade de pegar novo acesso, e da genitora não permitir mais que tentassem furar a paciente, otorrino orientou trocar por Clavilin com dose dobrada de Amoxicilina e estender uso por mais 2 dias, completando o tempo de tratamento de 14 dias, com alta hospitalar e reavaliação em 30 dias ambulatorialmente.<br>Nesse caso pude aprender que a Otite Média Aguda normalmente responde bem a Clavilin por 14 dias, no entanto alguns casos podem se complicar e ter que se estender o uso por mais tempo. Orientação aos pais enquanto sinais de piora e retorno para reavaliação caso isso aconteça.<br>O outro paciente de 12 anos, foi regulado do Hospital de Euclides da Cunha, com diagnóstico de Síndrome Nefrótica corticodependente, apresentando há um mês ascite associada há dor abdominal. O mesmo teve diagnóstivo de Síndrome Nefrótica aos 3 anos, vinha em acompanhamento com Pediatria, em tratamento regular com imunossupressor, e teve descompensação desse quadro de base. Ao chegar notas um volume abdominal aumentado, piparote positivo, solicitamos exames laboratoriais, USG de abdome total, exames e interconsulta com equipe de nefropediatria e endocrinopediatria. Solicitamos uma proteinuria de 24h, que veio superior a 50mg/kg/dia, além dos exames mostrarem uma hipoalbuminemia, hipercolesterolemia, com um LDL impossivel de ser medido, e níveis pressóricos elevados para idade, sexo e estatura. Então, foi otimizado dose de furosemida e captopril, mantida as doses dos demais medicamentos antihipertensivos e imunossupressores que estava em uso, devido a dose máxima. O paciente já não apresentava mais diarreia, estava em perda de peso, consequentimente, de líquido, diminuição da circunferência abdominal, e edema palpebral. E no momento, aguardamos o resultado do USG e como ele vai responder nos próximos dias.&nbsp;<br><br>Como ferramenta para estudar esse caso, utilizei o UPTODATE, além do Robbins e Cotran, pois o paciente apresentava Sindrome Nefrótica corticodepenente, e diante disso, e da recaídas mesmo utilizando altas doses de corticoterapia e imunossupressor há um longo prazo, foi solicitado biopsia renal, que normalmente não é feito na maioria dos casos, devido a cerca de 80% deles ser Doença de Lesão Mínima e ter uma boa&nbsp; resposta ao uso de corticoides. Então, foi constatado que o paciente tinha Glomeruloesclerose segmentar e&nbsp; focal no ano passado. Li que esse diagnóstico costuma ter um prognóstico ruim, principalmente quando o paciente tem muitas descompensações do quadro de base com frequência, e já está em uso de corticoides em dose máximo e imunossupressor em dose máxima também.<br><br>Agora, falando um pouco sobre o ambiente da UDAP, gostei muito das residentes, me recebeu muito bem, disponíveis a tirarem as dúvidas, ensinar e avaliar os pacientes conosco. As preceptoras e plantonistas muito solicitas, discutem todos os casos, estando sempre juntas a gente. Inclusive na segunda-feira irei apresentar uma aula sobre Síndrome Nefrótica, para explanar o aprendizado sobre o tema e tirar quaisquer possíveis dúvidas de diagnóstico e manejo.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-27 22:55:29 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2161206304</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-04-27 23:28:09 UTC</pubDate>
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         <title>Portifólio Internato II em pediatria</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2161209086</link>
         <description><![CDATA[<div>Estou&nbsp;neste estágio na UPL, oa primeiros dias não foram típicos para mim, pois em ausentei devido a um processo pelo qual estou passando, tendo tido o primeiro dia hoje. Foi bem bacana encontrar professora Pry, ela já me conhecia como professora em ped I e agora é minha preceptora em PedII e uma das q mais gostei quando conheci. Muito feliz de estar novamente com ela. Fiquei bem agradecida pelo entendimento e ajuda dos colegas quanto as minhas ausências, até pensando em como seria minha reposição que já está toda planejada e dentro do próprio rodízio. Ainda n tinha paciente, mas estava apara chegar uma admissão hoje que seria minha. Ansiosa para conhecer meu companheirinho ou companheirinha de aprendizado pelo tempo que for necessário.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-27 23:32:12 UTC</pubDate>
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         <title>Eletrocardiograma Pediátrico na Unidade Metabólica</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2161244851</link>
         <description><![CDATA[<div>Hoje me deparei com a necessidade de uma paciente de 10 anos, que estou acompanhado, na Unidade Metabólica, realizar eletrocardiograma para fazer uma colonoscopia. Atualmente no HUPES o ECG é feito na enfermaria pelo Médico assistente ou pela enfermagem. O resultado impresso é enviado a enfermaria 1 D para ser laudado.<br><br></div><div>No ECG pediátrico, normalmente pesquisamos cardiopatias congênitas, que podem ser a causa de sinais e sintomas bem precoce, e quadros infecciosos como: febre reumática, endocardite e pericardite, além das queixas de palpitações que podem indicar arritmias. Também o ECG é usado quando se suspeita da ingestão de drogas, hipotermia, quadros convulsivos, episódios de apneia, e histórico familiar de morte súbita.&nbsp;<br><br></div><div>Nos eletrocardiogramas pediátricos, existem peculiaridades que devem ser observadas. A idade do paciente, por exemplo, é necessário registra quantos anos, mas também, dias de vida, pois, os valores de referência são diferentes para avaliação da frequência cardíaca, duração de intervalos do traçado e cálculo do eixo cardíaco, etc.&nbsp;<br><br></div><div>Outro aspecto, é o preparo para a realização do exame. Um bebê ou criança pequena, não ficam parados, dificultando a captura de um bom traçado. A participação de pais para manter o paciente pediátrico mais calmo é fundamental. Deve-se ficar atento para o uso correto de eletrodos de acordo com a caixa torácica do paciente, possibilitando um posicionamento correto, nos espaços intercostais, da mesma forma que são posicionados nos adultos.&nbsp;<br><br>A paciente estava tranquila e o exame foi realizado satisfatoriamente, pela equipa médica e de enfermagem da Unidade Metabólica.&nbsp; Participei ativamente da colocação dos eletrodos e operação do equipamento. Na minha avaliação, o ECG é normal. Vou conferir com a impressão diagnóstica da equipe de cardiologia. &nbsp;<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-28 00:12:33 UTC</pubDate>
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         <title>Os primeiros dias...</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2162021086</link>
         <description><![CDATA[<div>Meu primeiro mês de estágio na pediatria está senda na Unidade Metabólica no HUPES. É muito bom que meu último rodízio seja no Hospital que é a nossa casa. Estou bastante animada com o rodízio. Nessa primeira semana entendi como ocorre a rotina na UM. Todos residentes me receberam muito bem. Os casos são muito interessantes. Alguns bastante raros e outros mais comuns. Atualmente na unidade estamos com casos bem variados. Nós temos:<br>- Paciente feminino, 10 anos, com sangramento intestinal baixo a/e.<br>- Paciente, masculino 3 anos, com TEA e restrição alimentar impotente com DEP grave, em uso de sonda.<br>- Paciente, masculino, 3 meses, com plaquetose e diarreia a/e.<br>- Paciente, feminino, 3 anos com deficiência de lipoproteína lipase sem controle dos níveis de triglicérides.<br>- Paciente, feminino, 4 anos, com síndrome do intestino curto, devido ressecção intestinal por isquemia.<br>- Paciente, masculino, 1 ano, em processo de decanulação.<br>Além disso, é possível também acompanhar um pouco os pacientes da UDAP, o que torna o estágio mais rico.&nbsp;<br>As visitas são bastante acadêmicas, estou aproveitando.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-28 11:56:55 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2163422175</link>
         <description><![CDATA[<div>Hoje tivemos aula de intoxicação aguda. Adorei rever os antídotos, inclusive dose, dos principais venenos ingerido acidentalmente ou como tentativa de suicídio de crianças e adolescentes. Não sei se posso publicar as fotos dos slides do prof. Dilton, mas são excelentes e super didáticas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-28 22:56:58 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2163423145</link>
         <description><![CDATA[<div>Hoje a discussão dos meus pacientes com síndrome nefrótica foi muito rica.<br>Principal causa de sd. Nefrotica em criança: lesão minima, segunda: GESF (cortico resistente).<br>Diagnóstico: hipoalbulinemia, proteinúria e edema.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-28 22:58:32 UTC</pubDate>
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         <title>Deficiência de LPL</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2164372131</link>
         <description><![CDATA[<div>Bom dia!!! Hoje a visita foi com as preceptoras da UDAP. Também gostei bastante da discussão.&nbsp;<br>Também vim compartilhar a revisão que fiz sobre deficiência de LPL. Segue resumo:<br>Deficiência de lipoproteína lipase (LPLD)<br>&gt; O que é: Distúrbio monogênico (cromossomo 8) raro (1-2: 1.000.000), do metabolismo dos triglicerídeos.<br>&gt; Fisiopatologia: Acúmulo prolongado de triglicerídeos no plasma devido a desregulação da depuração de quilomícrons.<br>&gt; Causa: Herança autossômica ressesiva.<br>&gt; Sintomas e sinais: dor abdominal intensa, epsódios recorrentes de pancreatite, hepatoesplenomegalia, lipemia retinalis, xantomas, distúrbios neuropsiquiátricos. A maioria dessas condições são controladas de acordo com níveis de triglicérides.<br>&gt; Diagnóstico: hipertrigliceridemia &gt; 2000 mg/dl, hipertrigliceridemia persistente &gt; 100mg/dl, presença de quilomícrons no plasma, achados característicos no exame físico, ensaio imunoenzimático. Confirmado: testes genéticos (no entanto, não são necessários para diagnóstico).&nbsp;<br>&gt; Tratamento: Restrição da ingestão de gorduras alimentares. Utilizar TCM (Triglicerídeos de cadeia média). Óleo de peixe e fibratos não tem benefício. Meta: &lt; 1000 mg/dl.<br><br>Beijooos!!!<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-29 14:13:43 UTC</pubDate>
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         <title>Novidades da enfermaria</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Hoje, foi optado para minha paciente, (feminino, 3 anos, com deficiência de LPL, que apresentava quadro de IVAS arrastado, com febre persistente), a introdução de ATB pensando em rinossinusite bacteriana.  </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-29 14:22:17 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-04-29 15:22:40 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-04-29 21:28:26 UTC</pubDate>
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         <title>Primeira semana Internato II em Pediatria</title>
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         <description><![CDATA[<div>Iniciei o rodízio de pediatria na emergência do Hospital Roberto Santos. Essa primeira semana foi de adaptação: ao serviço, ao sistema, ao ambiente, aos novos preceptores, residentes e internos de outras faculdades. É sempre um desafio estar longe do nosso hospital universitário, mas tem sido uma experiência bem rica! Minhas expectativas para as próximas semanas são altas!<br>Eu e minha dupla Carolina aproveitamos o início do estágio para entrar no clima da pediatria e já adquirimos acessórios clássicos (vide foto).<br>O ambulatório que irei acompanhar neste primeiro mês é o de nefrologia, às segundas-feiras.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-29 21:37:29 UTC</pubDate>
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         <title>Sessões teóricas - Semana 01</title>
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         <description><![CDATA[<div>As sessões téoricas para internos acontecem pelo menos duas vezes por semana no HGRS, geralmente coordenadas pelo Prof. Dilton. Nesta semana os temas foram:&nbsp;<br>- IVAS: diagnóstico diferencial e abordagem dos quadros de infecções de vias aéreas superiores, com foco nas condutas que não estão recomendadas na pediatria;<br>- Intoxicações agudas: abordagem inicial, reconhecimento das principais síndromes e prescrições na emergência pediátrica.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-29 21:43:53 UTC</pubDate>
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         <title>Caso 01 - ITR</title>
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         <description><![CDATA[<div>Durante as duas primeiras semanas tive a oportunidade de acompanhar, desde o início, o caso de LABM, sexo feminino, dois anos, portadora de cisto em traqueia, em uso de traqueostomia há cerca de 1 mês, acompanhada pela cirurgia de cabeça e pescoço do H. Martagão Gesteira; foi internada na emergência pediátrica devido a um quadro de ITR. À admissão apresentava-se com desconforto respiratório significativo e dessaturação, sendo optado por sedação e ventilação mecânica. No primeiro dia de internamento apresentou melhora do quadro, foi retirada da VM e vinha com saturimetria satisfatória em uso de O2 suplementar por tubo T a 1 L/min. Apresentou melhora progressiva do padrão respiratório, da tosse e da expectoração nos dias subsequentes, em uso de Ceftriaxone, Tamiflu, Salbutamol e Metilprednisolona. Como mantinha-se taquipneica, foi avaliada pela fonoaudiologia e, inicialmente, iniciada dieta via SNE. Manteve-se em melhora do estado geral, foi evoluída a dieta para via oral, com boa aceitação e realizado desmame da oxigenoterapia e Salbutamol. Recebeu alta após 8 dias de internamento, em bom estado geral, hemodinamicamente estável, alerta, respirando confortavelmente em ar ambiente, com boa saturimetria.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-30 18:27:01 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>Hoje foi meu primeiro dia de PE em um Final de semana na UDAP<br>Acabou que nosso grupo é o único que está exigindo dois internos no PE, acaba sendo um pouco ruim pois temos apenas sete pacientes, mas estamos seguindo. De toda forma, a troca com os pacientes tá fazendo valer a pena as vezes o desgaste que pode vir a acontecer</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-30 22:37:47 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>A preceptora da UDAP passou os casos hoje. Devido a questão de tempo, foi priorizado os casos mais importantes, por sinal bem interessantes, de uma paciente com um caso raro de deficiência de LPL, outro com um caso de uma anemia crônica e por último, um paciente com problemas neurológicos, anemia grave e refluxo.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-30 23:03:56 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-04-30 23:52:51 UTC</pubDate>
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         <title>Balanço da primeira semana</title>
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         <description><![CDATA[<div>Nesta primeira semana, eu acompanhei 3 pacientes, onde todos tiveram alta com seus respectivos tratamentos para casa. Pude ver o quão é o manejo na Síndrome Nefrótica de um paciente com GESF, corticodependente. Imaginei como era o dia a dia daquela criança do interior, com vários episódios por ano de descompensações, que não conseguia jogar bola com as outras crianças e que vivia sempre afastado da escola, vendo sua infância passar.&nbsp;<br>Concomitante a isso, boa parte dessas crianças tem uma vulnerabilidade social muito importante, que interfere fortemente com a evolução do seu adoecer e processo de cura.<br>Mas, apesar de tudo, as discussões com a preceptoria, residentes e plantonistas foram muito enriquecedoras. Cada um, muitas vezes, tem uma visão diferente sobre o quadro clínico e manejo do paciente, no entanto, ao ser compartilhado isso, podemos ver o quão tudo se torna mais claro e benéfico para o paciente, pelo menos boa parte das vezes.<br>Ansiosa pela nova semana que se inicia. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-01 20:01:02 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-05-01 20:51:48 UTC</pubDate>
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         <author></author>
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         <pubDate>2022-05-01 21:03:29 UTC</pubDate>
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         <title>UPL - Primeira semana</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Unidade de Pequenos Lactentes, 10 leitos de enfermaria.<br>Primeiro dia, primeiro paciente, primeiro plantão de enfermaria e primeira admissão.<br><br>Paciente internado com desconforto respiratório (franca melhora quando conheci) e escabiose, com lesões pruriginosas em todo o corpo. Ambos os pais de 16 anos, não conheci o pai e o paciente teve alta, felizmente.<br><br>Admissão de uma paciente com desconforto respiratório, evoluindo com melhora também quando conheci. Genitora com 26 anos e 04 filhos, o mais velho com 10 anos.<br><br>Há 02 padrões aqui:&nbsp;<br>1) Desconforto respiratório em lactentes. Bronqueolite. Há apenas que se oferecer tratamento de suporte. Todo mundo oferece antibiótico em primeiro atendimento porque ninguém quer se arriscar.<br><br>2) Gestação na adolescência. Falta de planejamento familiar. Todas as consequências disso. O último problema da lista - risco social.<br>Enquanto discutimos os pormenores do dia-a-dia ou como resolver os problemas do país, esquecemos que a maioria das pessoas que atendemos vivem essa realidade. A realidade se impõe.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-01 21:24:00 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2166026520</link>
         <description><![CDATA[<div>No rodízio de Pediatria II fiquei alocado na Unidade de Pequenos Lactentes - UPL.<br>Fomos muito bem recepcionados pelas residentes Débora e Aléxia que nos apresentam a unidade e nos explicaram o funcionamento. Estamos com sete pacientes internados, dentre eles se encontra DLSA, admitido com 10 dias de vida, que deu entrada na unidade após teste VDRL positivo. A família é proveniente da zona rural de Queimados-Ba, com maior parte da renda oriunda de benefício governamental, sendo um grupo familiar com risco social. A genitora descobriu e iniciou o pré-natal no segundo trimestre da gestação e durante as investigações apresentou VDRL positivo, após o nascimento, tanto genitora quanto recém nascido manifestaram VDRL positivos.<br>Sabemos da importância das triagens nos periodos pré e pós natal e o quanto elas são fundamentais para evitarmos as infecções congênitas e, caso se concretize a contaminação, como foi o caso, que se evite as consequências de uma infecção por síflis, principalmente se não bem conduzida.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-01 21:50:40 UTC</pubDate>
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         <title>UPL</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Iniciei na segunda-feira o primeiro mês no rodízio de pediatria, na Unidade de Pequenos Lactentes do HUPES. Fomos recepcionados pelas residentes Débora e Aléxia, que logo nos apresentaram a unidade e os pacientes. A enfermaria é voltada ao atendimento de lactentes de 0 a 3 meses e conta, no total, com 10 leitos. Em seguida, conhecemos Dra. Maria Cláudia, uma das diaristas da unidade, que também é infectologista pediátrica e responde por um dos ambulatórios que frequentamos. Nos dias que se seguiram, nos ambientamos à unidade e distribuímos os pacientes, sendo uma semana bastante produtiva. Conhecemos também o restante do corpo docente, Dras. Priscila, Lorena, Sandra, Morgana e Leandra. Pude perceber o quanto a equipe é unida e sempre preocupada em incluir o interno na rotina da enfermaria e a propiciar discussões acadêmicas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-02 00:48:30 UTC</pubDate>
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         <title>Meus pacientes</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Essa semana, acompanhei 2 pacientes.<br>A primeira delas é uma bebê de 4 meses de vida, com uma longa história de internação. Portadora de uma cardiopatia congênita complexa, Clara foi submetida a 4 cirurgias no HAN, sendo 2 dessas para correção cirúrgica. Foi encaminhada ao Ana Nery, onde um ECOTT identificou severa hipoplasia de tronco pulmonar e arco aórtico, além de coarctação aórtica torácica e abdominal. A 1ª abordagem cirúrgica acabou sendo abortada após abertura do tórax, pois a cardiopatia era mais complexa do que o que se esperava. Com isso, seu caso foi reestudado, novos exames foram realizados (como a reconstrução da imagem de angiotomografia) e a discussão de melhor abordagem foi realizada com um grupo de cirurgiões, sendo optado por uma correção em 2 tempos, realizada ainda em fevereiro de 2022 (com cerca de 45 dias de vida). no entanto, no pós operatório, evoluiu com piora clinica, infecção de ferida operatória e deiscência de sutura, necessitando de uma nova abordagem cirúrgica.<br>Passada a fase crítica, foi admitida na UPL para treinamento de sucção, pois não aceitava estímulo oral e tinha atraso no DNPM. Além disso, apresenta várias outras comorbidades em decorrência dessa malformação congênita e do longo período internada. No entanto, ao longo dessa semana, todos estamos muito felizes com a evolução de Clara, que a cada dia se mostra mais desenvolvida do ponto de vista de interação, movimentação, além da aceitação do estímulo via oral. Além de ser um caso muito rico e interessante de se estudar, acompanhá-la me fez admirar quantas coisas essa pequena já superou em tão pouco tempo de vida!! Agora, ela está aguardando por uma gastrostomia, para que possa ter alta hospitalar com uma via de alimentação complementar (pois o aporte calórico por via oral ainda é bastante baixo), mas estamos esperançosos que com o tempo e com o estímulo constante, ela consiga realizar uma transição completa no futuro.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-02 01:02:28 UTC</pubDate>
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         <title>HGRS - Primeira Semana</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>No dia 25/04 iniciei meu estágio de pediatria no Hospital Geral Roberto Santos, um dos estágios que mais estava ansiosa parar vier durante o sexto ano. Os primeiros dias foram de adaptação, um ambiente novo, sistemas novos, protocolos novos, residentes novos. Como toda adaptação, foi um desafio, mas bastante enriquecedor, já que sair da nossa zona de conforto nos fornece um crescimento enorme.&nbsp;</div><div>Iniciei meu rodízio pela emergência, onde cada interno fica responsável por cerca de 3-4 pacientes e onde podemos vivenciar casos mais agudos e sua condução. Relembrar detalhes do exame físico pediátrico e suas particularidades foi muito bom e de muito aprendizado, assim como me adequar ao lidar com crianças, que por si só é um mundo a parte e particularmente encantador. Estou com ótimas expectativas para este rodízio!&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-02 14:25:03 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2167582272</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 00:56:44 UTC</pubDate>
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         <title>Primeira semana na UTIPed...</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2167612963</link>
         <description><![CDATA[<div>O rodízio da Pediatria para mim é um desafio, e iniciar o primeiro mês na UTI foi mais ainda. Os primeiros dias foram mais de adaptação e conhecimento dos casos, do local, da equipe e do formato das evoluções. Puder contar com o apoio de uma Residente da Pediatria (que infelizmente só passou 1 semana com a gente), 2 diaristas (Dra Keli e Dra Carolina &lt;3) + plantonistas muito solícitos e pacientes em ajudar a mim e ao meu colega do 5° ano.&nbsp;<br><br>Dividimos os pacientes entre nós três (eu, interno do 5° e a residente), sendo que fiquei responsável por acompanhar e passar os casos de 2 pacientes. Pra mim foi ótimo ter ficado nesse período de adaptação com 2 pacientes de 11 anos, o que me deu conforto por serem mais crescidos.&nbsp;<br><br>Algo que acontece lá e que pra mim faz bastante diferença, é que nós, internos, ficamos realmente responsável pelo paciente, somos nós que vamos resolvendo as pendências, solicitação de algum exame, prescrição, entre outros. Isso me fez ficar mais participante, ter uma noção de responsabilidade com o paciente e claro, um maior aprendizado.&nbsp;<br><br>O paciente 1 tem uma doença renal crônica dialítica, que realizou uma cirurgia urológica, estava na UTI pelo pós-operatório. É uma criança de difícil comunicação, muito evasiva, com respostas curtas e as vezes até ignoradas, muito demandante da mãe, bastante choroso a qualquer manipulação. O paciente 2 tem paralisia cerebral secundária à asfixia neonatal e crises convulsivas de difícil controle. Evoluiu com IRA em uma consulta, necessitando de intubação e encaminhado para UTI. Foi extubado recentemente, o que me deixou bastante otimista sobre seu quadro, e hoje (02/05) estava com previsão de alta.&nbsp;<br><br>Apesar de ter pacientes muito graves e de serem crianças, senti segurança com a companhia da equipe, e tenho me sentindo cada dia mais a vontade para passar os casos, tirar dúvidas!<br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 01:27:05 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Sinusite bacteriana (resumo breve)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>- Sinusite bacteriana, assim como a otite média aguda, podem ser uma complicação do resfriado comum.<br>- Agentes etiológicos: Pneumococo, H. influenzae e M. catarrhalis<br>- Quadro clínico: quadro que se prolonga por mais de 10 dias, de característica bifásica. Presença de febre.<br>- Tratamento: Amoxicilina, via oral, por 10 dias (ou 7 dias após melhora).&nbsp;<br>- Complicações: celulite orbitária (diagnóstico por TC de crânio e tratamento com Ceftriaxone IV)</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 11:45:39 UTC</pubDate>
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         <title>#pedlover</title>
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         <description><![CDATA[<div>Feliz que o último rodízio da faculdade seja pediatria!&nbsp;<br>Uma foto sem máscara para que me conheçam melhor! </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 11:57:00 UTC</pubDate>
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         <title></title>
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         <pubDate>2022-05-03 19:09:30 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 20:38:44 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Iniciei o rodízio de Pediatria pela Unidade Metabólica.            Comecei a primeira semana acompanhando o caso de um paciente masculino de 3 anos com quadro de desnutrição energético-proteica grave associado a seletividade alimentar importante, com suspeita diagnóstica de TEA. O paciente tem história de prematuridade extrema (IG29s1d), início precoce de fórmula infantil (1 mês), com desenvolvimento de quadros adversos (vômitos e diarreia) que levaram a trocas das fórmulas e à suspeita de APLV, tendo apresentado boa resposta ao neocate e ao aptamil fórmula de soja. Iniciou introdução alimentar aos 6 meses e observou-se aí rejeição de quase todos os tipos de alimento (cereais, carnes, frutas), aceitando apenas a fórmula aptamil batida com banana, único componente de sua dieta.  Evoluiu com ganho pondero-estatural inadequado e DEP grave, sendo admitido para elucidação do quadro e tratamento. Apresenta também atraso global do desenvolvimento, com interação social quase nula, pouco contato visual, não verbaliza. Vem em protocolo DEP, já em fase de reabilitação, em uso de sonda nasoenteral( pela pouca aceitação oral) com oferta de 156% da necessidade calórica estimada para a idade. Porém, o paciente evolui com episódios diários de êmese volumosa, o que dificulta o ganho de peso (possivelmente aumento do reflexo de vômito provocado pela SNE? Paciente já possui sensibilidade aumentada e apresenta náuseas quando ofertados alimentos novos). Ajustes vêm sendo realizados, como o reposicionamento da sonda para sítio pós-pilórico e o uso de antieméticos de horário, porém os episódios de vômitos, embora em menor frequência, persistem. Discutimos a possibilidade da gastrostomia como alternativa que evite a reação de êmese e permita o estímulo oral sem grandes dificuldades (já que a presença da SNE por vezes dificulta esse estímulo num paciente já com dificuldades). Entretanto, pelo maior grau de invasão dessa via, usualmente espera-se um período de cerca de 6 semanas de SNE para pensar nesta mudança. Como existiu algum ganho ponderal, especialmente nos últimos dias após tais ajustes (embora ainda inferior ao preconizado, de 10g/kg/dia em quadros de DEP) manteremos por enquanto a conduta presente.        Aproveitando o caso em questão, foi solicitado que trouxéssemos uma apresentação sobre o manejo da desnutrição grave, que foi para nós uma boa oportunidade para revisão, discussão do tema e também solução de dúvidas práticas.  Trouxemos as indicações do manual do MS, de 2005, baseado nas recomendações da OMS, que se direciona principalmente à desnutrição primária (secundária à privação de nutrientes). E discutimos sobre o fato de o caso de nosso paciente ser extremamente mais complexo, pelo transtorno do desenvolvimento associado e pelas intercorrências (êmeses, quadros respiratórios adquiridos durante a internação), que fazem com que a (teoricamente simples) re-introdução do aporte nutricional necessário, que sanaria o quadro, não ocorra de forma eficaz. As discussões sobre o meu paciente, bem como as dos demais, durante as visitas da enfermaria, têm sido bastante enriquecedoras e têm sido uma oportunidade interessante de revisar temas importantes da pediatria.     </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 22:13:33 UTC</pubDate>
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         <title>Caso 02 - ITR</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2170402915</link>
         <description><![CDATA[<div>Paciente SOP, sexo masculino, 2 meses, previamente hígido, há uma semana da admissão passou a cursar com quadro de coriza, obstrução nasal e tosse, que se manifestava em acessos, seguida de regurgitação e hiperemia facial. Nega febre no período. Há 3 dias da admissão, evoluiu com desconforto respiratório, foi trazido pelo SAMU à emergência pediátrica e admitido em REG, taquipneico em AA, com leve tiragem subdiafragmática e boa aceitação do aleitamento materno, com dificuldade de manter sucção devido a obstrução nasal. Ao exame, apresentava roncos difusos. Exames admissionais evidenciaram leuco 11990 e PCR 8,2. Rx de tórax sem achados significativos - vide imagem. Genitora refere episódio de conjutivite neonatal, que descreveu como secreção purulenta e edema em OD, com cerca de 1 semana de vida, não tratada, com resolução espontânea em menos de 1 semana.<br>Esse caso foi bem interessantes para discutirmos os seguintes diagnósticos diferenciais: Bronquiolite Viral Aguda, Coqueluche e Pneumonia Afebril do Lactente.<br>Inicialmente, foram instituídas medidas de suporte, Azitromicina e sonda nasoenteral devido a desconforto respiratório. O paciente evoluiu bem nos dias subsequentes, com melhora do desconforto respiratório, eupneico, ativo, com apetite preservado e dieta via oral. Recebeu alta assintomático, após completar 5 dias de Azitromicina.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-04 18:24:35 UTC</pubDate>
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         <title>Meu Paciente maravilhoso:</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Paciente, 14 anos, do sexo masculina, com história de rim único à esquerda, com USG (01/04) evidenciando hidronefrose acentuada e afilamento de parênquima (exame externo). A acompanhante informa que o paciente tinha acompanhamento prévio com nefrologista até os 05 anos de idade e já fez uso de Captopril e cefalexina. Porém, está sem acompanhamento com nefrologia desde então. Não faz uso regular de medicação e nega passado de infecção urinária. Relata que perdeu todos os exames que o paciente já fez em uma enchente.&nbsp;</div><div>Relata que apresentou quadro de dor abdominal em Hipocôndrio esquerdo em cólica, associada a tontura há 01 mês. Buscou atendimento médico na UPA e não ficou internado, segundo a acompanhante foi evidenciado que era um episódio de hipotensão (sic). Há 03 dias da admissão hospitalar, apresentou novamente quadro de dor abdominal em hipocôndrio esquerdo, de forte intensidade, em cólica, que iniciou de forma súbita, além de 01 episódio de síncope, na escola. Procurou atendimento em UPA de são cristovão, onde os exames evidenciaram alteração de escórias nitrogenadas (31/03 - Ur 75, Cr 4,3, sem DHE); Com isso, foi encaminhado para avaliação nesta unidade. Nega edema, febre, vômitos, oligúria, disúria, ou qualquer alteração urinária no período.&nbsp;</div><div><br><strong>Lista de Problemas</strong></div><div><strong>Ativos</strong></div><div>P1. Hidronefrose bilateral, dilatação de ureteres, e bexiga espessada, além de rim direito atrofiado.&nbsp;</div><div>&gt; UCM 19/04 com refluxo vesicoureteral</div><div>&gt; Sec a VUP? DTUI? (História prévia de fulguração de VUP??)</div><div>P2. Doença renal cronica estágio IV/V – sec P1</div><div>&gt; TFGe 16,9 ml/min/1,73m²</div><div>P3. Acidose metabolica sec P2</div><div>P4. DMO (Hiperfosfatemia, sem HPT)</div><div>P5. Anemia normo normo</div><div>&gt; (08/04/22): Capacidade total de fixação do ferro: 309, Fe 67, Saturação de transferrina: 22% Ferritina 155.</div><div><br></div><div><strong>Resolvidos</strong></div><div>P1. Dor abdominal a/e - RESOLVIDA</div><div>» Sec. Parasitose intestinal - Albendazol (Di 02/04 – 07/04)</div><div>» Cálculo renal? - TC de abdome não sugestiva</div><div><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-04 20:04:32 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><br>MEDICAÇÕES EM USO:&nbsp;</strong></div><div>Bicarbonato de Sodio 8,4%&nbsp; &gt; 0,5meq/Kg/Dia</div><div>Carbonato De Calcio 1mg, 3x dia, nas refeições</div><div>Vitamina Complexo B 1g/Diamon</div><div>Ácido fólico – 5 mg/dia</div><div>Paracetamol 500 Mg Se Necessário</div><div>Sulfato Ferroso 80mg/dia (Di 28/04)</div><div>Eritropoetina 4000 unidades 1x/semana (Di 28/04)</div><div>Sondagem vesical de alívio de 6/6 horas</div><div><br></div><div><strong>MEDICAÇÕES QUE JÁ FEZ USO:</strong></div><div>Dexclorfeniramina 6mg/dia (26/04 - 28/04)&nbsp;</div><div>Loratadina (26/04)</div><div>Albendazol (Di 02/04 – 07/04)</div><div>Cefalexina (DI 18/04 - 23/04)</div><div><br></div><div><strong>ALERGIAS:</strong></div><div>- Dipirona</div><div>- Tramal</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-04 20:05:36 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Minha Paciente Maravilhosa</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2170536625</link>
         <description><![CDATA[<div>Paciente, 3 anos e 8 meses, sexo feminino com diagnóstico DRC estágio terminal, acompanhada inicialmente no Serviço de Nefrologia Pediátrica do HUPES onde realizava Dialise Peritoneal, transferida para serviço de nefrologia do HGRS em fevereiro de 2021 para mudança da modalidade – hemodiálise devido a Peritonite. Vinha em regime de TSR através de Hemodiálise 3x por semana (segundas, quartas e sextas).&nbsp;</div><div><br></div><div>Internada em 30/01/22, devido a quadro de febre (Temp. máxima 38,4°C) iniciado em 29/01/22, associada à dor em local de inserção de permcath localizado em VJIE e irritabilidade. Internada para antibioticoterapia e investigação. Fez uso de Cefazolina e ceftazidima, depois modificado para cefepime e Polimixina B devido a crescimento de Pseudomonas.</div><div><br></div><div>Em 11/02/22 foi retirado o permcath em veia jugular interna direita e encaminhado ponta para cultura, sem intercorrências. Reimplantado novo acesso (sorensen) em veia femuralesquerda em 14/02/2022, sem intercorrências. Ainda durante internamento realizou angio TC.</div><div><br></div><div>Já vinha em programação de retorno para DP, quando cursou com disfunção do CDL em femural. Em 11/03/22 só realizou 2 horas de hemodialise, manipulado CDL, sem exito. Vinha realizando lavagem em Tenckhoff com sucesso sendo optado por internar e iniciar DP.<br><br><strong>LISTA DE PROBLEMAS:</strong></div><div><strong>Ativos:</strong></div><div><strong>P1) DRC estágio 5 sec glomerulopatia cronica (Diag em jan/20, com Síndrome Nefrótica cortico-resistente - Sec GESF colapsante – Biópsia renal cirurgica 16/04/20 – GESF colapsante, com NTA. Pouca fibrose intersticial)</strong></div><div>Histórico de acessos:</div><div>* Implante Tenckhoff e inicio DP em 19/03/20 (HUPES)</div><div>* Retirada de Tenckhoff. 01/02/21 (peritonite) - Implante CDL em 01 a 05/02/21 → Admitida HGRS em 10/02/21 para inicio HD&nbsp;</div><div>* Implante de Permcath em VJIE em 04/03/21 – Retirada de PMK em 11/02/22 (infecção)</div><div>* Implante de CDL em 14/02/22 – mau funcionamento – Retirado CDL</div><div>* Implante Tenckhoff 02/03/22 – Obstrução do Tenckhoff 01/04 – Trocado em 06/04/22</div><div><strong>P2) Anemia Normocítica e Normocrômica</strong></div><div>* Sec à P1 + Ferropriva + Anemia de doença cronica</div><div>* Concentrado de Hemácias (05/02/22)</div><div><strong>P3) DMO</strong></div><div><strong>P4) HAS</strong></div><div><br></div><div><strong>De base/ resolvidos:</strong></div><div>P1) Dificuldade alimentar- afastada disfunção sensorial - etiologia comportamental provável</div><div>P2) Antecedentes de Peritonites bacterianas</div><div>-1ª: 16/04/20 - Acinetobacter&nbsp;</div><div>-2ª: 10/06/20 - Kebsiela pneumoniae&nbsp;</div><div>-3ª: 29/06/20 - Kebsiela pneumoniae&nbsp;</div><div>-4ª: 23/01/21 - Pseudomonas aeruginosa</div><div>-5ª: 08/04/22 – E. Coli</div><div>P3) Febre associado a dor e edema em local de inserção de Permcath (implantado em março/2021)&nbsp;</div><div>- Sec infecção relacionada a Permcath (HEC refluxo de cateter 31/01: P. aeruginosa multirresistente)&nbsp;</div><div><br></div><div><br></div><div><strong>MEDICAMENTOS EM USO:</strong></div><div>- Bicarbonato de sódio 10ml 1x dia (1meq/kg/dia (DI 23/02)</div><div>- Carbonato de cálcio 1000 mg 3x/dia junto refeições</div><div>- Atorvastatina 20 mg/dia</div><div>- Complexo B- 1comp/dia</div><div>- Ácido Fólico- 5,0 mg/dia</div><div>- Eritropoetina 3000UI 2 x na semana</div><div>- Sulfato ferroso 18gts 2x dia (2mg/kg/dia)</div><div>- Macrogol</div><div><br></div><div>MEDICAÇÕES QUE FEZ USO:</div><div>- Anlodipino 5mg 24/24h</div><div>- Lactulona 7,5ml 12/12h</div><div>- Mupirocina</div><div>- Lavagem retal ACM</div><div>- Sorcal ACM</div><div>- Furosemida ACM</div><div>- Cefepime (09/04-28/04)</div><div>- Ciprofloxacino (DI 19/04 - 29/04)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-04 20:07:43 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Minhas impressões</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2170546063</link>
         <description><![CDATA[<div>Continuo amando meu internato no Roberto Santos. Estou aprendendo demais com Dr. Dilton, as preceptoras e as residentes. Estou sendo muito bem tratada e me sentindo útil.<br>Ontem teve um episódio de choque anafilático em paciente de 10 meses durante PE da tarde. Embora não fosse paciente da nefro, ajudei e aprendi bastante sobre como proceder de modo rápido e eficaz.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-04 20:14:42 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2170601671</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-05-04 21:14:42 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Toda jornada começa com o primeiro passo...</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2170700233</link>
         <description><![CDATA[<div>Inicia uma jornada de estágio enriquecedor no HGRS, o qual já conheci há alguns anos, ao acompanhar visita na enfermaria e um curso de emergências. A expectativa é de que seja um ambiente de muito aprendizado. Comecei o estágio pela Nefrologia, que é uma área muito desafiadora da Clínica Médica, e neste caso, da Pediatria tive meu primeiro contato.&nbsp;<br><br>Gostei muito de estar num novo ambiente, conhecer e conviver com pessoas de outras faculdades. Encontrar conhecidos e ter acesso ao refeitório: me senti acolhido pelas pessoas e pela instituição. Gostei muito da organização pedagógica do professor Dilton e dos níveis de discussão das preceptorias.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-04 23:38:27 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Meus primeiros pacientes da Nefrologia (introdução da semana 1)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2170701263</link>
         <description><![CDATA[<div>Neste primeiro momento estou acompanhando dois pacientes do sexo masculino: J. de 10 a e 10m e M. de 11 a. Discutiu-se sobre DRC, síndrome nefrótica e tirei algumas dúvidas sobre terapia de substituição renal, em especial o transplante renal pediátrico.&nbsp;<br><br></div><div>Resumo sobre os casos:<br><br></div><div>M. C. S. é um paciente de 11 anos, portador de DRC estágio V, faz hemodiálise por cateter Permcath e no momento segue em internamento devido ao crescimento de hemocultura por <em>Burkholderia</em> sp.&nbsp;<br><br></div><div>J.B.S. É um paciente portador de síndrome nefrótica descompensada, devido a um quadro de diarreia. Apresentou congestão com derrame pleural à direita e anasarca. Evolui com melhora importante da volemia e segue em radiografia de controle, aguardando a alta.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-04 23:40:00 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Temas de discussão clínica, semana 1:</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2170702032</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><div>Tema 1- IVAS: Diagnóstico, tratamento e considerações em pediatria. Nesta sessão aprendi sobre o uso preferencial dos antitérmicos em pediatria, Dipirona ou Paracetamol. Em etiologia bacteriana, o uso da amoxicilina 10 dias ou penicilina benzatina dose única, são de primeira escolha. Em raros casos, utilizar a amoxicilina + ácido clavulânico – 10dias Cefalosporina de 1ªgeração 10dias; Nos alérgicos utilizar claritromicina (10 dias) e azitromicina 5 dias.<br><br>Tema 2- Intoxicações exógenas: Abordagem inicial, estabilização e suporte clínico (utilizar os conhecimentos de PALS), reconhecer a toxíndrome, medidas para evitar absorção e aumentar a excreção (lavagem gástrica, hidratação), administração de antídotos específicos. Como prevenir as intoxicações: medidas domésticas, medidas governamentais e dos fabricantes de produtos tóxicos.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-04 23:41:12 UTC</pubDate>
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         <title>Ambulatório de Hepato-Pediatria Semana 1:</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2170702425</link>
         <description><![CDATA[<div>Foi discutido um caso clínico sobre doença policísticas hepatorrenais, que constituem um espectro de doenças hereditárias e genéticas caracterizadas pelo desenvolvimento progressivo de múltiplos cistos sintomáticos nos rins e/ou no fígado que podem causar alterações no funcionamento destes órgãos e/ou complicações associadas ao seu crescimento. Essas doenças podem ter acometimento renal, hepático ou de ambos os órgãos, eu pude fazer uma boa associação com a Nefrologia, já que havia estudado doença policística renal nesta mesma semana. A professora nos explicou que devido ao tamanho relativo do órgão, o acometimento renal pode gerar mais complicações que o acometimento hepático (que possui maior massa e reserva funcional). A complicação esperada em sua evolução pode ser a insuficiência renal, devido à substituição do parênquima.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-04 23:41:44 UTC</pubDate>
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         <title>Enfermaria de Nefrologia, semana 2: </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2170703636</link>
         <description><![CDATA[<div>Continuo acompanhando os pacientes da semana 1, J. e M. Nesta semana, discutimos novamente sobre síndrome Nefrótica e doença renal crônica.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-05-04 23:43:39 UTC</pubDate>
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         <title>Ambulatório de Hepato-Pediatria Semana 2</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2170704216</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Acompanhei um caso de fibrose hepática em um adolescente que teve infecção congênita e icterícia neonatal secundária ao CMV. Neste caso, foi feita uma biópsia, e houve necessidade de revisão da lâmina, encontrando a fibrose, que teria a etiologia secundária ao CMV. Foi discutido também sobre a trombose de veia porta, que pode estar iatrogenicamente secundária ao cateterismo de veia umbilical. Neste caso, as manifestações da hipertensão portal vão se instalando silenciosamente, até atingirem repercussões clínicas importantes. Foi discutido sobre a abordagem cirúrgica das varizes esofágicas e o uso do propranolol profilático.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-04 23:44:39 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 2/ Tema 3 de discussão clínica: Desnutrição.</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2170704542</link>
         <description><![CDATA[<div>Semana 2/ Tema 3 de discussão clínica: Desnutrição. Foi abordado caso clínico, a respeito da desnutrição em suas diferentes apresentações, Marasmo e Kwashiorkor.&nbsp;<br><br>Discussão de casos: tema- Esquistossomose <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-04 23:45:07 UTC</pubDate>
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         <title>Colonoscopia Paciente de 10 anos</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2172045393</link>
         <description><![CDATA[<div>Minha paciente de 10 anos, realizou a colonoscopia no dia 4/5/2022, aproveitaram também, devido a eosinofilia para fazer uma EDA. Os dois exames não encontraram nenhuma patologia. Falta o resultado da biópsia. A mãe ficou bastante aliviada.&nbsp;<br><br></div><div>Para fazer a colonoscopia foi necessário hemograma completo, TP, uréia, creatinina, K, Na , Plaquetas, RX de tórax e ECG.<br><br></div><div>Solicitar consulta pré-anestésica, e termo de consentimento.<br><br></div><div>Também foi realizado um preparo na véspera. ( a colonoscopia foi marcada para o horário da manhã)<br><br></div><div>1&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;– Dieta líquida (sem leite)<br><br></div><div>2&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;– Dulcolax ( Bisacodil 5 mg) 4 comprimidos via oral à tarde&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>No dia do exame&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>1&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;– Hidratação vigorosa (a depender do quadro clínico, em média 2000 ml de Sf 0,9% ou ringer lactato no período de 6 horas.)<br><br></div><div>2&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;– Plasil 01 amp. EV às 6 horas)<br><br></div><div>3&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;– Manitol 750 ml+250 ml de suco de limão sem açúcar ou refrigerante diet: oferecer 1 copo via oral em 10 min a partir da 6:30 horas<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>Obs. Se o paciente não estiver preparado (eliminação de líquido amarelado semelhante a urina) até às 12 horas prescrever lavagem intestinal com 100 ml de SF 0,9%<br><br></div><div>Encaminhar paciente com acesso venoso<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-05 20:35:27 UTC</pubDate>
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         <title>Homenzinho de 4 anos e 8 meses</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2172065213</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><div>Paciente, com <strong>esofagite eosinofílica</strong> (EoE), doença crônica imunomediada, diagnosticada através da endoscopia com <strong>biópsia</strong>, em 3 áreas do esôfago (proximal, medial e distal). Deve existir uma&nbsp; infiltração de <strong>eosinófilos</strong> na mucosa do esôfago com&nbsp; presença de 15 ou mais <strong>eosinófilos</strong> por campo de grande aumento. É associada a sintomas semelhantes à doença do refluxo gastroesofágico, refratários às medidas antirrefluxo.<br><br>Garoto ativo, reativo, inteligente, cooperativo, fala sobre a doença e os medicamentos, um " homenzinho" . Fez a EDA com impressão&nbsp; diagnóstica normal. também aguarda o resultado da biopsia.<br>Tem uma aula na nossa sala VIPE de Pediatria. O link é esse https://youtu.be/EMPukgRPzxI&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-05 20:57:12 UTC</pubDate>
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         <title>Sessões Teóricas - Semana 02</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2173258813</link>
         <description><![CDATA[<div>Na segunda semana tivemos uma aula sobre Desnutrição enérgico-proteica e uma sessão de casos clínicos que abordou diarreia aguda e tosse crônica. Coincidentemente, atualmente temos um caso na emergência de uma paciente de 14 anos com tosse crônica e hemoptise volumosa, com achados radiológicos compatíveis com TB pulmonar, o que tornou a discussão ainda mais proveitosa.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-06 17:49:23 UTC</pubDate>
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         <title>Emergência Pediátrica do HGRS</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2173268789</link>
         <description><![CDATA[<div>Finalizamos a segunda semana de estágio na Emergência Pediátrica do H. Roberto Santos e já estamos muito mais adaptadas à rotina da unidade! A dinâmica é semelhante a de uma enfermaria, temos cerca de 3-4 pacientes para admitir/evoluir todas as manhãs e ao final da manhã participamos das visitas com os diaristas.<br>Essa semana tive a oportunidade de discutir de um caso que acompanhei da emergência com Dra. Roberta no ambulatório de Nefropediatria. Coincidentemente, ela é a nefropediatra assistente no HGRS da paciente que acompanhei e pôde esclarecer algumas dúvidas sobre o caso.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-06 17:57:16 UTC</pubDate>
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         <title>Primeiras impressões</title>
         <author>lucaslsandrade7</author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2173485514</link>
         <description><![CDATA[<div>A primeira semana na UDAP revelou as potencialidades do campo de prática. A presença de preceptoria (professores e plantonistas) é constante (mesmo em turnos vespertinos e finais de semana) e isso tem favorecido o aprendizado através da discussão de casos.<br><br></div><div>Até fiquei surpreso com os plantões de finais de semana na UDAP. Em outras enfermarias do HUPES esses plantões eram tidos como verdadeiras “tocação de serviço”, já que costumávamos apenas registrar os controles de enfermagem e exames laboratoriais na evolução, muitas vezes sem sequer examinar os pacientes, já que, não raro, costumavam ser mais de 20 pacientes e não havia sequer tempo para tal. Na UDAP a lógica foi diferente e, pela primeira vez num plantão de final de semana me senti útil: evolui 3 pacientes e passamos os casos diretamente para a preceptoria, aumentando os ganhos em aprendizado.<br><br></div><div>Outros pontos positivos do serviço: diversidade de casos (de várias patologias clínicas e cirúrgicas) e alta rotatividade de leitos. Durante a primeira semana pude acompanhar casos de pacientes com Impetigo, Linfadenite, Osteogênese Imperfeita e Pediculose/Miíase.<br><br></div><div>Como deficiências notadas desde a primeira semana: estruturais (espaço pequeno para muitos internos), com restrito número de computadores (4 para residentes da UDAP e UM), de modo que evoluímos os pacientes na antiga biblioteca (espaço compartilhado com todos os serviços do hospital e com frequentes problemas nos computadores); e outras limitações internas que já estamos habituados, do tipo, um Hospital Universitário referência em reumatologia no estado não fazer exame de FAN para pacientes externos à Salvador, fato que limita/atrasa diagnósticos.<br><br></div><div>Quanto a experiência ambulatorial. Fiquei alocado no ambulatório de Nutrologia Pediátrica. Confesso que não tinha noção do objetivo do ambulatório e associei a obesidade infantil. Na primeira ida percebi que era um ambulatório de alergia alimentar, queixa bastante frequente na atualidade. Tivemos a oportunidade de conhecer melhor as principais patologias: APLV e diferenciá-la da intolerância à lactose, além das demais alergias alimentares e testes para diagnóstico. Tem sido uma boa experiência.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-06 21:59:28 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Casos 1ª semana</title>
         <author>lucaslsandrade7</author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2173486973</link>
         <description><![CDATA[<div>Casos: 1ª Semana.&nbsp;<br><br></div><div>Caso 1. Paciente 12 anos, com relato de prurido em couro cabeludo e surgimento de lesões. Procurou serviço médico que identificaram pediculose e lesões bolhosas e crostosas em couro cabeludo e orifícios com saída de miíase a expressão manual. Paciente tratado com oxacilina (posteriormente descalonado para Clavulin) e ivermectina. O caso ilustra a precariedade da higiene e até suscitou o acionamento do conselho tutelar pela assistência social do serviço de origem.<br><br></div><div>Caso 2. Paciente 1 ano e 6 meses, com relato de surgimento de tuoração em região de ângulo de mandíbula há cerca de um mês (com quadro prévio de discreta ferida em região retroauricular ipsilateral no mês anterior). Fez uso de Ceftriaxone + Clinda em serviço externo e na admissão, escalonado para oxacilina. Realizou USG e lesão compatível com linfoadenite. Paciente vinha em programação de realização de exérese do gânglio para biópsia, mas devido a redução progressiva do tamanho e ausência de sinais flogísticos e melhora dos parâmetros laboratoriais, optado por suspender procedimento, considerado a hipótese de linfadenite reacional e acompanhamento ambulatorial.&nbsp;<br><br></div><div>Caso 3. Paciente 7 anos, com diagnóstico de Osteogênese Imperfeita tipo III (grave), com relato de que ao nascimento apresentava deformidade em membros inferiores e apresentou múltiplas fraturas desde os 3 meses de idade. Apresenta esclera azulada e dentinogênese imperfeita, dados que possibilitam o diagnóstico de OI clinicamente. Interna regularmente desde 2017 para infusão do pamidronato IV. Apesar da relação com história familiar, paciente apresenta irmã gêmea sem diagnóstico da doença. Tive a oportunidade de acompanhar, por cerca de 1 ano, os 17 grupos de crianças com OI no HUPES em 2019, pesquisando dados clínicos do grupo, de forma que a osteogênese já era familiar para mim. Revê-los no momento pós-COVID, quando as internações foram suspensas pelo risco de infecção respiratória (principal causa de óbito nesses pacientes), foi uma boa experiência.<br><br></div><div>Caso 4. Paciente, 9 anos, com história de surgimento de equimose, epistaxe, perda ponderal e plaquetopenia, sugerindo diagnóstico de PTI. Plaquetas chegaram a 17mil. Afastado neoplasias hematológicas. No laboratório, observado apenas plaquetopenia (compatível com PTI). Realizou pulsoterapia com metilpred, evoluindo com ascensão do número de plaquetas (meta &gt;30mil sem sangramentos). PTI é um diagnóstico de exclusão, após afastar causas infecciosas, medicamentosas e outras doenças. Paciente recebeu alta em uso de prednisona, com programação de desmame ambulatorial.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-06 22:02:30 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>A segunda semana</title>
         <author>lucaslsandrade7</author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2173489658</link>
         <description><![CDATA[<div>Na segunda semana realizamos 2 apresentações durante as passagens de visita em enfermaria: uma sobre diagnóstico e manejo da Síndrome Nefrótica e outra sobre Artrite Idiopática Juvenil. A escolha dos temas é baseada em casos da enfermaria, o que facilita o aprendizado, pois elaboramos o trabalho com uma abordagem mais direcionada (o que é a doença, quais exames solicitar, como fazer o diagnóstico e como tratar).<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-06 22:07:55 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Casos 2ª semana</title>
         <author>lucaslsandrade7</author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2173491863</link>
         <description><![CDATA[<div>Casos da 2ª semana.&nbsp;<br><br></div><div>Os casos da segunda semana foram tristes, mas interessantes, na medida em que possibilitaram exercer a prática da notícias difíceis, aplicando elementos do protocolo SPIKES.<br><br></div><div>Caso 1. Paciente masculino, 2 anos e 11 meses, com história de queda da própria altura e trauma ocular há cerca de 2 meses, evoluindo com edema, distopia e massa palpável em região infraorbitária de OE. Após diversas idas a serviços de saúde, compareceu ao AMN para avaliação da oftalmologia que suspeitou de tumoração. Internado e submetido a biópsia no dia seguinte, seguido de Tomografia de corpo inteiro. Evidenciado lesão em adrenal compatível com neuroblastoma, com lesão em pâncreas e em pleura sugestivas de implante secundário, além de múltiplas lesões heterogêneas em face interna da calota craniana, a maior se projetando para órbita esquerda, provocando compressão do globo ocular. Avaliado pela oncologia pediátrica e transferido para serviço especializado. Neuroblastoma é o terceiro tumor mais comum da infância (atrás apenas da leucemia e tumor cerebral) e o câncer mais comum nos pacientes &lt;1 ano. Prognóstico variável, mas costuma ser reservado para pacientes com &gt;18 meses, com quadros de doença avançada. Participar da notícia difícil para a avó foi uma experiência triste, mas interessante. Demos a notícia da existência do tumor aos poucos, mas reservando a notícia da gravidade (e possibilidades terapêuticas) para a equipe da oncologia.<br><br></div><div>Caso 2. Paciente masculino, 6 anos, com diagnóstico de AIJ forma sistêmica em 2019. Perdeu acompanhamento ambulatorial e genitora suspendeu, por conta própria, Naproxeno (AINE) e MTX (MMCD) em 2021. Em abril, paciente apresentou descompensação do quadro, apresentando instabilidade hemodinâmica na admissão do HUPES, sendo transferido para UTI. Apresentou febre refratária, artralgia, hipofonese de bulhas e hipotensão (sem relato de turgência de jugular, que completaria a tríade de Back), realizado TC e ECO que evidenciaram derrame pericárdico, derrame pleural bilateral. Paciente submetido a drenagem pericárdica no dia seguinte (100ml). Apesar de não preencher critérios para Síndrome de Ativação Macrofágica (SAM, cuja letalidade pode chegar a 10%), a gravidade do caso e a apresentação sistêmica indicariam a pulsoterapia com metilpred por 3 dias. Apresentou melhora clínica considerável do quadro clínico (assintomático), mas sem melhora importante das provas inflamatórias. Discutido com equipe da reumatologia pediátrica e indicado imunobiológico (tocilizumabe, um anti-IL6 que age em manifestações articulares e sistêmicas). O problema do imunobiológico é a necessidade de internação quinzenal para administração da medicação, sendo que pode haver necessidade de uso por muitos anos e que há um alto grau de recidiva quando o tratamento é descontinuado. Foi a segunda notícia difícil a ser dada (coincidentemente no mesmo dia do caso 1).<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-06 22:12:40 UTC</pubDate>
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         <title>Ambulatório Infecções Congênitas</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2174123362</link>
         <description><![CDATA[<div>Nessas 2 primeiras semanas estive acompanhando o ambulatório de infecções congênitas que ocorrem nas Quartas-feiras à tarde.&nbsp;<br>Essa é a segunda vez que rodo nesse ambulatório, já que no 5º ano eu rodei uma vez nele. Pra mim, foi surpreendente ver que conseguir relembrar de vários assuntos que são abordados no ambulatório e que foram bem trabalhados no 5º ano em Neonatologia &gt; Alojamento Conjunto.&nbsp;<br>Na primeira semana tive a oportunidade de acompanhar o atendimento de uma bebê de 2 mês que estava sendo acompanhada para sífilis congênita. A mãe foi tratada inadequadamente, e VDRL deu 1/16. Ainda bem que pelos exames solicitados, a menor não apresentava nenhuma alteração.&nbsp;<br>Na segunda semana acompanhei o atendimento de um bebê de 3 meses, que também estava sendo acompanhado para Hepatite C que a genitora tinha adquirido na juventude após transfusão sanguínea, e precisou realizar transplante hepático. Ainda bem, exames estavam negativos. Todos os atendimento foram 1ª consulta e em todos, fiz exame físico nos bebês. Sempre fico insegura, mas é muito gostosinho fazer exame físico nos pequenos. Esse último, colaborou muito e ficou o tempo todo olhando pra gente e dando sorrisinhos. Um fofo &lt;3<br>Tem-se ainda mais 2 ambulatórios, e espero ter a oportunidade de ver casos diferentes para consolidar meus conhecimentos, e relembrar assuntos antes abordados. <br>&nbsp;&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-08 00:04:23 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Primeira semana - PE e ambulatório</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2174755759</link>
         <description><![CDATA[<div>A minha primeira semana no rodízio de pediatria foi muito rica, como a emergência do Hospital Roberto Santos é muito diversa, abarcando desde casos mais crônicos, como uma enfermaria, até casos agudos, já que é uma emergência porta aberta, pude ter contato com patologias tais quais epilepsia, bronquiolite, ITU complicada, pneumonia bacteriana, dentre outras tantas. No meu primeiro PE, pude auxiliar a residente a coletar a prova cruzada para um lactente que necessitava receber 1 concentrado de hemácias, assim como coletar sua gasometria arterial, já que o mesmo se encontrava toxemia e com estado geral deteriorado. Ao pegar o resultado da gasometria, a residente se dispôs a repassar comigo os parâmetros da mesma e as diferenças da gasometria de um adulto, assim como evidenciar o distúrbio presente no paciente.</div><div>Na quarta feira 27/04, acompanhei o ambulatório de Infecções Congênitas no AMN. Atendi a paciente JMS, lactente de 1 ano e 1 mês cuja mãe, no terceiro semestre de gestação apresentou reativação do CMV, com IgM positivo. Ao nascer, a lactente apresentou ambos IgM, quanto IgG positivo, sendo suspeitado CMV congênito e solicitado PCR urinário. Não foi instituído o protocolo de tratamento para essa patologia, pois a paciente não se encaixava nos critérios, já não são tratados todos os casos. A indicação atual do tratamento com ganciclovir em crianças com infecção congênita por CMV está restrita a casos selecionados, ou seja, RN com infecção confirmada, sintomáticos e com evidências de envolvimento do SNC (calcificações intracranianas, microcefalia, atrofia cortical, LCR anormal), alteração auditiva e/ou coriorretinite, devendo o tratamento ser iniciado no período neonatal. Vale ressaltar que, mesmo os RNs com infeção assintomática à nascença podem desenvolver surdez de forma tardia, tipicamente, até aos 6 anos de idade.</div><div>A paciente em questão faz acompanhamento no ambulatório para identificar precocemente possíveis sequelas do CMV, realizando o BERA a cada 06 meses. No último exame, foi identificada perda auditiva significativa unilateral (lado direito), assim, com tal achado precoce, a professora nos ensinou que podemos estabelecer a melhor conduta na adaptação de aparelho de amplificação sonora individual para a paciente, dando melhores resultados.</div><div>Como dito acima, havia sido solicitado, ainda na maternidade, o PCR urinário para CMV a fim de confirmar a infecção congênita e excluir a possibilidade de ser apenas uma transferência de anticorpos maternos para a lactente. No entanto, durante a discussão de caso, a preceptora ressaltou&nbsp; apesar do protocolo ser confirmar a suspeita de infecção congênita com esse exame, a maior probabilidade é de que fosse realmente uma infecção congênita, uma vez que&nbsp; IgM não atravessa a barreira placentária. Uma vez que já havia um ano da coleta do exame e não havia resultado ainda, a preceptora disse que poderíamos fechar o diagnóstico apenas com IgM positivo dos primeiros dias de vida, pois seria uma evidência que o RN produziu anticorpos, já que não houve tempo hábil para ser infectado e seu sistema imune reagir.&nbsp;</div><div>De acordo com a literatura, o CMV congênito é diagnosticado a partir da identificação do vírus na urina, saliva ou outros líquidos corporais coletados nas primeiras 2 a 3 semanas de vida, tendo urina e saliva as melhores sensibilidades. Após 3 semanas, a detecção viral pode indicar infecção perinatal ou congênita. Por outro lado, a detecção de IgM anti-CMV sérica no RN é sugestiva de infecção congênita por esse vírus, mas deve ser sempre confirmada por meio de sua detecção na urina e/ou saliva.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-08 23:21:22 UTC</pubDate>
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         <title>Segunda semana</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Na segunda semana de estágio na UDAP, podemos discutir uma paciente com Síndrome Nefrótica corticodependente, 6 anos, que foi internada para fazer pulsos com Ciclofosfamida, pela reumatologia, no entanto, diante de sibilos, paciente foi suspeitada com Pneumonia causada por germes atípicos e teve alta com prescrição de antibioticoterapia e retorno marcado para começar os pulsos com o imunossupressor. Além disso, discutimos sobre os critérios para indicação de biópsia renal, e como paciente se enquadra, seria indicado. Porém, Dra. Roberta, explicou que como a maioria dos casos de Síndrome Nefrótica é causada por Doença de Lesão mínima, e esses são responsivos a corticoide, a paciente teria fortes chances de ter GESF, pois não respondia bem a corticoterapia e tinha diversas recidivas. Logo, seguir para a próxima etapa de tratamento, que é o imunossupressor, seria o mais indicado.&nbsp;<br>Além disso, temos na enfermaria muitas internações semanais de pacientes para fazer infusões, devido a doenças genéticas, como a Síndrome de Pompe, Deficiência de Mucossacaridases, Osteopatias, entre outras.&nbsp;<br>Nessa semana, também acompanhei um paciente que chegou com um quadro de hipoglicemia a esclarecer, no entanto o paciente não chegou a fazer hipoglicemia no hospital, chegamos aguardar mais de 48h de internação para avaliar isso,&nbsp; entretanto a endócrino não achou necessário fazer o teste provocativo a hipoglicemia, e então solicitou alguns exames que não tem disponível no hospital. O paciente teve alta, com solicitação de exames e retorno para endocrinopediatria, para continuar investigação.<br>Foi uma semana de muitas discussões, casos clínicos novos, pacientes complexos, e muito aprendizado.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-09 18:32:25 UTC</pubDate>
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         <title>O melhor dia de todos!!!</title>
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         <description><![CDATA[<div>Todos nós na UPL vibramos com a chegada da tão esperada sonda de gastrostomia!!!<br>Agora a cirurgia de Clara já está agendada para a próxima quinta-feira e todos esperamos que ela se recupere muito rápido e possa logo logo estar em casa! Estou muito animada e feliz por ela e por sua mãe!!<br>Vai ser muito legal poder acompanhar a cirurgia junto com Dr. Aécio e aprender um pouco sobre cirurgia pediátrica!</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-10 11:05:24 UTC</pubDate>
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         <title>Dia das mamães da UPL</title>
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         <description><![CDATA[<div>No último domingo, dia das mães, eu e meu colega Moisés estávamos na enfermaria. Para tentar fazer o dia das mamães um pouco mais feliz, trouxemos chocolates para todas elas, como uma lembrancinha de dia das mães.<br>Foi muito bom ver a felicidade delas com esse pequeno gesto </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-10 11:07:25 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 3 - Sessão clínica e discussão de casos</title>
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         <description><![CDATA[<div>Nesta semana o tema da sessão clínica foi sobre hidratação parenteral basal. Este é um tema que não tivemos aula em nenhum outro momento da faculdade. Achei pertinente, pois nunca encontrava uma bibliografia mais prática. Nesta aula fomos expostos ao conteúdo, porém reforçados de que teríamos de complementar os estudos em casa ainda, algo que estou buscando. O estágio está sendo bastante produtivo, porém um pouco cansativo, mas estou fazendo o meu melhor para cumprir todas as atividades. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-10 22:09:22 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 3: Avaliação sobre anemias</title>
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         <description><![CDATA[<div>Nesta semana fizemos a avaliação sobre anemias no moodle. Embora tenha estudado bastante, fiquei com dúvida em 2 questões... Acho que o material do moodle poderia contemplar melhor o conteúdo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-10 22:10:59 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 3: Ambulatório</title>
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         <description><![CDATA[<div>Esta semana foi feita a discussão clínica sobre infecção por CMV e suas manifestações hepáticas. Na próxima semana serei o responsável pela aula de síndrome de PFAPA.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-10 22:14:05 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 3: Enfermaria de Nefrologia</title>
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         <description><![CDATA[<div>Nesta semana meus pacientes tiveram alta, com melhora clínica importante. Assim, assumi uma paciente que era da minha colega. Ela tem 3 anos e 8 meses, e às vezes se recusa a ser examinada, com o gestão de negação, falando e balançando o dedinho. Ao chegar no segundo dia, a encontrei chorando, pois havia acabado de coletar o exame, após bastante conversa e negociação consegui com que ela me ajudasse a examiná-la, obtendo êxito pela segunda vez também. Ela é uma criança com DRC, estágio 5, corticoresistente.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-10 22:18:09 UTC</pubDate>
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         <title>Caso 03 - Icterícia</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Hoje no meu PE na emergência admiti uma paciente interessante; havia estudado recentemente o tema, então foi bastante proveitoso.<br>Paciente ERS, sexo feminino, 55 dias de vida, regulada do interior para investigação de quadro de icterícia progressiva desde os 15 dias de vida + acolia fecal + colúria. Seus exames laboratoriais evidenciavam hiperbilirrubinemia direta, elevação de enzimas hepáticas e canaliculares e RNI alargado. Ao exame, BEG, ictérica ++++/IV, fígado palpável a 3 cm do rebordo costal. O USG de abdome da admissão evidenciou apenas discreta esplenomegalia, sem outros achados.&nbsp;<br>Lactente com icterícia tardia e persistente imediatamente nos deixa alerta para a possibilidade de atresia de vias biliares, ainda mais confirmada a icterícia as custas de bilirrubina direta. A atresia de vias biliares corresponde a cerca de 80% das causas de transplante hepático em crianças menores de 2 anos. Segue uma breve revisão desse tema tão importante:<br>- Fisiopatogenia: fibrose e obliteração progressiva das vias biliares extra-hepáticas, com interrupção da drenagem biliar;<br>- Quadro clínico: RN nasce bem e entre a 2a e 3a semana de vida desenvolve icterícia + sinais de colestase + hepatomegalia;<br>- Investigação: BT e frações, função hepática, USG de abdome (vesícula não identificada ou pequena, sinal do "cordão triangular", que corresponde à vesícula contraída com ducto biliar comum fibroso);<br>- Diagnóstico definitivo: biópsia hepática, colangiografia intraoperatória;<br>- Diagnósticos diferenciais: hepatite neonatal (HBV, HSV, CMV, EBV), erros inatos do metabolismo (Rotor, Dubin-Johnson), cisto de colédoco, fibrose cística;<br>- Tratamento: cirurgia de Kasai, idealmente até 60 dias de vida, para reestabelecimento da drenagem biliar, através de anastomose de ductos biliares no hilo hepático com alça intestinal. Caso postergado o tratamento cirúrgico, o único tratamento curativo torna-se o transplante hepático. Logo, faz-se necessário o diagnóstico precoce e a condução adequada desses pacientes.<br><br>Concluindo o caso clínico da paciente... As sorologias solicitadas na admissão evidenciaram IgM positivo para CMV e toxoplasmose! Ela foi transferida à enfermaria 4C e tem abordagem cirúrgica para biópsia hepática + colangiografia intraoperatória + exploração de vias biliares programada para semana que vem.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-10 22:30:15 UTC</pubDate>
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         <title>Novo paciente</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2179273003</link>
         <description><![CDATA[<div>Estou muito mobilizada com o caso que estou acompanhando.&nbsp;<br><br>Segue resumo:<br><br>Paciente, 06 anos, com história de 04 PCRs aos 05 meses de vida, devido taquisupra, além de hepatopatia a/e. Em abril/22 abriu quadro com hematêmese e melena, icterícia e ascite volumosa. Regulado para este hospital com diagnóstico de varizes gastroesofágicas em uso de ceftriaxone.&nbsp;<br>No nosso serviço, fechamos que a causa da hipertensão portal seria DCPF (CHILD C11 e PELD5) de etiologia a/e.<br>Paciente mantém febre, escalonado ATB para Cefepime, introduzido Claritromicina (pensando em Mycoplasma) e Micafungina (isolada Candida albicans em hemocultura).<br>Ainda não conseguimos realizar paracentese diagnóstica e hoje ele irá realizar EDA.<br><br>A família do paciente possui questões sociais importantes as quais ajudei a resolver junto ao serviço social.&nbsp;<br><br>Além disso, durante internação, genitora cursou com descarga papilar serosanguinolenta, e, juntos aos meus colegas que estão rodando em ginecologia, marquei consulta para ela com a mastologia para esta sexta-feira.<br><br>Estou no aguardo da paracentese do paciente desde a sua admissão.&nbsp;Ontem não foi realizada devido greve de maqueiros.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-11 11:51:45 UTC</pubDate>
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         <title>Segunda semana UPL</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2180165307</link>
         <description><![CDATA[<div>Acabei não vindo aqui na última semana compartilhar como ela foi...<br>Acabei me passando por estar um pouco cansada e envolvida com os casos dos pacientes. Estou fazendo o possível na jornada para cumprir as faltas que terei, és endo assim por passar mais tempo no Hupes acabei conhecendo mais os pacientes da unidade.<br>A genitora do meu paciente em especial foi um caso a parte. A mesma era extremamente difícil de lidar, sendo que acabamos tendo uma boa relação. O filho dela estava com bronquiolite, que inclusive foi o tema do meu seminário apresentado para Dra Priscila. No entanto, com melhora do quadro dela, no dia que não estava no hospital, que foi no final de semana, a mesma teve a alta solicitada em uma situação complicada e foi embora com a criança.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-11 22:12:20 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Terceira semana</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2180166836</link>
         <description><![CDATA[<div>Esses&nbsp;últimos dias fiquei o dia todo na UPL, foi uma semana de ter um novo paciente, Bruno que tem uma mãe adolescente e hoje admiti Sophia, vinda de um interior que nem sabia que existia. O caso dela é bem interessante por ter hipocolia nas fezes, a qual nunca tinha visto, o que inclusive será foco do meu estudo, as causas em pacientes pediátricos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-11 22:14:33 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Aulas teóricas semanais</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2180218186</link>
         <description><![CDATA[<div>Nessas duas primeiras semanas, pudemos aprofundar ainda mais nosso conhecimento com aulas teóricas e discussões de caso com Dr. Dilton. Na terça-feira da semana 1, tivemos uma aula sobre IVAS, tema muito importante e prevalente na prática clínica, ainda mais em pediatria, abordando os seguintes subtemas: resfriado comum e suas complicações (OMA e rinossinusite bacteriana), nasofaringite e gripe, abarcando os principais sinais e sintomas, diagnóstico e tratamento. Na quinta-feira, tivemos uma discussão de 2 casos muito interessantes, o primeiro foi sobre parasitoses e o segundo foi de neoplasia de mediastino com síndrome de veia cava superior; em ambos os seus diagnósticos diferenciais, exames a serem solicitados e prescrição inicial foram discutidos, sendo de muito aprendizado.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-11 23:25:05 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Semana 2 - Caso 1</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2180225715</link>
         <description><![CDATA[<div>Paciente KSJL, 1 mês e 8 dias, comparece à emergência do HGRS acompanhada de genitora, que relata quadro de tosse seca associada a rinorreia e obstrução nasal há 10 dias. Genitora levou a paciente à UPA no dia 25/04, onde foi auscultada sibilância e crepitações, sendo internada por bronquiolite e iniciado aerolin de 1/1h, permanecendo com boa saturimetria em AA. À admissão no HGRS, no dia 29/04, foi observado piora do quadro clínico com dispneia e esforço respiratório, sendo instituída ventilação por MNR, retirada algumas horas depois.&nbsp;</div><div>Devido à suspeita diagnóstica de Bronquiolite por ser o primeiro episódio de sibilância em uma criança com menos de 2 anos, em uma paciente com menos de 3 meses, a paciente foi mantida internada em observação até o 7 dia de evolução da bronquiolite, por ser o período mais crítico. Como nessa patologia não há componente de broncoespasmo, não foi prescrito beta-2-agonista nem instituido uso de corticoides, sendo a paciente mantida apenas com lavagem nasal e fisioterapia respiratória. A paciente evoluiu com melhora do quadro, ficando internada um pouco mais do que o previsto também por ter sido um RN PIG e manter baixo peso e estatura para a idade, o que preocupou os preceptores quando a uma evolução mais desfavorável. Dessa forma, a paciente recebeu alta no 5 dia de internação com melhora clínica.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-11 23:34:45 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>No meu PE de terça-feira, 10/05/22, fiz a admissão de uma paciente de 14 anos, conforme abaixo:</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2181239793</link>
         <description><![CDATA[<div>Paciente, portadora de DRC sec GNC – GNRP, em TSR desde MAIO/2015, foi submetida a Tx renal em 2018; evoluiu com RAC sec complicações clínicas e infecciosas (pancreatite, mal convulsivo, DEP, colonização KPC) que impossibilitaram adequado tratamento da rejeição, perdendo o enxerto. Submetida a enxertectomia em novembro de 2018. Retornou para serviço de hemodiálise em ago/2018. Paciente com falência de peritônio sec peritonite fúngica, e falência de acesso vascular. Atualmente tem PMK implantado via hemodinâmica em VJID em 23/05/2019. Seguia realizando hemodiálise 3 vezes/semana.</div><div>Vem apresentando febre intermitente desde 05/03/22, algumas vezes com calafrios durante hemodiálise. Fez uso de Vancomicina (10 dias), Levofloxacina EV (22/03 a 09/04), tem HMC negativas. Após cerca de 10 dias assintomática e sem ATB, em 22/04/22 compareceu para sessão de HD com relato de sintomas gripais e secreção purulenta em ouvido. Evoluiu com bacteremia durante a HD. Colheu exames e foi iniciada Vancomicina (22/04 a 03/05), com melhora dos sintomas. Porém, HMC em 30/04/22 – positiva para Candida parapsilosis. Solicitado internamento para tratamento, e programação de retirada/troca de PMK. Ainda mantendo HAS, em uso de alta dose de Minoxidil, chegando às sessões de HD ainda bastante hipertensa. Mantém deformidades MMII, com Hiperparatireoidismo severo, tem indicação de PTX, com consulta agendada no ambulatório de osso no HAN.</div><div><strong>INTERROGATÓRIO SISTEMÁTICO:<br></strong><br></div><div>1. Cabeça: náuseas quase diariamente (seguidas ou não de vômito), desde 7 anos de idade, sonolência nos dias de diálise. Cefaleia na região frontal, cerca de 1x/semana, mãe atribui à alteração pressórica (Hiper e hipo)</div><div>2. Olhos: Sem queixas</div><div>3. Ouvidos: perda auditiva total diagnosticada em 2019/2020, após audiometria, sendo informada a necessidade de implante coclear;</div><div>4. Nariz: Sem queixas</div><div>5. Cavidade oral e dentes: Alteração progressiva na gengiva há cerca de 6 meses;</div><div>6. Sistema cardiocirculatório: cardiopatia sec. à HAS, diagnosticado após ECO;</div><div>7. Sistema respiratório: Bronquiectasia e asma diagnosticada em 2015, sendo última crise em mar/2022, quando usou Aerolin;</div><div>8. Sistema gastrointestinal: vômito após náuseas e depois da alimentação nos dias de diálise, com melhora com Dramin. Dor epigástrica há cerca de 2 anos, com frequência aproximadamente de 1x/mês. Nega alteração nas dejeções, freq: 1x/dia.&nbsp;</div><div>9. Sistema genitourinário: Anúria. Nega queixas genitais.</div><div>10. Sistema locomotor: Deformidades em Genu-valgum severo.</div><div>11. Sistema neurológico: após transplante, em 2018, iniciou quadro de convulsões nos dias de diálise, com melhora ao iniciar fentoína. Informa ter sido afastada epilepsia após ECG.</div><div>12. Pele: equimose no braço esquerdo, atribuído à heparina, sendo comum após quedas/pancadas.</div><div><br><br></div><div><strong>ANTECEDENTES:</strong></div><div><strong>1. OBSTÉTRICOS:</strong></div><div>Gravidez com diagnóstico de pré-eclâmpsia e uso de captopril desde meados até final da gestação, refere pré-natal com cerca de 6 consultas, vacinação completa e sorologias negativas e uso de ácido fólico e sulfato ferroso. Tipo de parto normal, após crise hipertensiva, aos 9 meses de gestação (Data provável do parto 15/12, data do parto 03/12). Nega outras intercorrências. Mãe com 20 anos e pai com 30 anos, aproximadamente, na data da gestação.</div><div><strong>2. NEONATAIS:</strong></div><div>Nascimento: peso 2355g e estatura 47cm; índice de Apgar não lembra; idade gestacional: 9 meses (sic). Polidactilia. Nega icterícia, uso de fototerapia, cianose, alterações respiratórias,</div><div>uso de oxigênio e doenças neonatais.</div><div><strong>3. ALIMENTARES:</strong></div><div>Aleitamento materno até quase 4 anos de vida. Introdução de outros alimentos (frutas, sucos, sopas, carne) aos 6 meses. Alimentação atual: café da manhã: café com pão puro ou com queijo; almoço: feijão + carne moída/peixe/ovo/frango + arroz + batata/beterraba; lanche: mingau de milho/mungunzá/mucilon; jantar: café com pão puro ou com queijo.</div><div><strong>4. IMUNOLÓGICOS:</strong></div><div>Vacinação: não trouxe cartão vacinal. Informa faltarem 2ª dose covid-19, 2ª dose meningite, HPV.&nbsp;</div><div><strong>5. ALÉRGICOS:</strong></div><div>Nega Alergia alimentar e medicamentosa.</div><div><strong>6. DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR:</strong></div><div>Não recorda: Idade em que surgiu o sorriso social, sustentou a cabeça, Aparecimento dos primeiros dentes.</div><div>Sentou sem apoio: mais de 1 ano de idade. Andou: cerca de 2 anos de idade. Pronunciou a primeira palavra (água): aos 1 ano de idade. Nega formação de frases. Controle esfincteriano aos 7 anos de idade. Vida escolar: nega por conta da dificuldade auditiva, sem estrutura escolar.</div><div><strong>7. PATOLÓGICOS:</strong></div><div>Doenças anteriores e idade de aparecimento: IVAS nos primeiros meses de vida (sem internamento), Pneumonia com uso de antibiótico e 10 dias de internamento aos 2 anos de vida, catapora aos 4/5 anos de idade. Intervenção da Polidactilia aos 12 meses de idade, aproximadamente. Início de quadro de Cefaleia em 2014, sem diagnóstico. Doença renal desde março de 2015, com primeira HD em 11/04/2015. Transplante renal em doador falecido em maio/2018 – perda por rejeição (Bx 08/06/18 - sinais de rejeição). Transfusões de sangue que não consegue mensurar.</div><div>8. <strong>FAMILIARES:</strong></div><div>Nega doenças hereditárias na família. Ca cerebral avó paterna. Nega outros casos de câncer. Nega IAM, AVC. Avó materna faleceu aos 51 anos por causa desconhecida (foi interrogado pneumonia, sic).</div><div>Mãe informa não manter contato com pai da paciente, com quem conviveu por 7 anos, tendo dois filhos (irmão mais velho e a paciente). Refere morar com atual companheiro e pai da sua filha caçula há 5 anos. Nega doenças nos irmãos, nela e no genitor da paciente. Genitora informa não trabalhar, ser dona de casa, e seu companheiro assalariado (1 salário mínimo/mês). Não sabe renda do genitor da paciente.&nbsp;</div><div><br><br></div><div><strong>9. SÓCIO-ECONÔMICOS:</strong></div><div>Informa residirem (paciente, dois irmãos, mãe e padrasto) em Fazenda Grande do Retiro, SSA/BA, em casa com saneamento básico, luz elétrica e forno à gás.</div><div>Informa que a paciente não tem relação afetiva com o pai há cerca de 5 anos. Acrescenta não ter boa relação com o padrasto e irmão mais velho com quem reside. Refere boa relação apenas com ela, a mãe, irmã caçula e dois irmãos paternos.</div><div><br></div><div><strong>INFORMANTE:</strong></div><div>Mãe, bom grau de informação.</div><div><br></div><div><strong>EXAME FÍSICO:</strong></div><div>Paciente em bom estado geral, fácies com alterações, idade aparente inferior à referida, acianótica, anictérica, emagrecida, mucosas hipocrômicas (+/4+).</div><div>Peso seco: 24,1 kg (Peso seco 23kg) Estatura: 1,34 m SC: 0,9 m2</div><div>&nbsp;P50: 105 X63 | P90: 118 X 76 | P95: 123X80 | P95+12: 135X92&nbsp;</div><div>CP: Presença de cateter de Permcath em VJID.&nbsp;</div><div>Sem linfonodos palpáveis.</div><div>AR: MVBD sem RA. Sem desconforto respiratório.&nbsp;</div><div>ACV: BRNF, em 2T, sem sopros.&nbsp;</div><div>ABD: semi-globoso, flácido, RHA+. Sem VMG.</div><div>EXT: bem perfundidas e sem edemas. Pulsos pedioso e tibial posterior palpáveis.</div><div>Sistema Osteomioarticular: Deformidades em Genu-valgum severo.</div><div><br></div><div><strong>CONDUTAS:</strong></div><ol><li>- Internamento em enfermaria para tratamento de infecção fúngica e programação de retirada/troca de Permcath;</li><li>- Iniciado Micafungina (3 mg/kg/dia), conforme conversa telefônica com Dra. Maria Cláudia Luz (infecto);</li><li>- Já Colhidos exame pré-HD hoje ;</li><li>- Solicito ecocardio, USG abdômen, fundoscopia;</li><li>- Solicitada AngioTC sistema venoso e arterial MMSS e MMII;</li><li>- Programar retirada PMK e implante CDL com cirurgia vascular após angioTC.</li></ol>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-12 13:20:43 UTC</pubDate>
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         <title>Continuação do paciente do sexo masc. de 14 anos </title>
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         <description><![CDATA[<div>Meu paciente com uropatia genética está evoluindo bem, em hemodiálise, programada Fístula artério venosa para amanhã.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-12 13:22:25 UTC</pubDate>
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         <title>Continuação do paciente do sexo fem. de 3 anos </title>
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         <description><![CDATA[<div>Minha paciente com glomerulonefrite cortico-resistente que evoluiu com DRC estágio 5 continua bem, internada apenas porque aguarda a mãe curso para hemodiálise peritonial em casa, a ser realizado no HUPES.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-12 13:24:42 UTC</pubDate>
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         <title>Sessões Teóricas - Semana 03</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Essa semana tivemos duas sessões de casos clínicos com Dr. Dilton. A primeira sobre raciocínio clínico, com um caso de bicitopenia + febre + linfonodomegalia generalizada, e a segunda sobre condutas na sala de emergência, com casos de febre + prostração + rash petequial, de farmacodermia e outro de lactente sibilante.&nbsp;<br>Fomos dividimos em 3 grupos e a dinâmica era apresentar suspeitas diagnósticas, defender nossas suspeitas, pedir exames e definir condutas. Foi ótimo!</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-12 18:39:08 UTC</pubDate>
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         <title>Despedida da EmePed</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Chega ao fim nosso rodízio de emergência no HGRS. Mais uma vez, o sentimento de que é logo quando começamos a nos habituar e nos apegar a um serviço e a uma equipe que precisamos deixá-los. Infelizmente, a despedida da emergência foi dura... Hoje recebemos um RN em PCR, já em óbito. As plantonistas e diaristas prestaram assistência e as manobras de ressuscitação foram interrompidas com cerca de 30 minutos. Foi certamente um dia muito triste. Tivemos a oportunidade de discutir sobre a condução do caso, sobre aspectos legais de preenchimento de declaração de óbito/necessidade de acionar o IML e sobre como foi dada a notícia à família.<br>Analisando as três últimas semanas na emergência, posso dizer que foi uma experiência que agregou à minha formação. Conduto, sinto que as discussões de caso e visitas acadêmicas ficaram aquém das minhas expectativas. Esperava maior enfoque na discussão de investigação diagnóstica, manejo, condutas... Enfim, na discussão clínica em si. Inicio a próxima etapa do rodízio, na enfermaria, com altas expectativas para as discussões de caso com Dr. Dilton e demais preceptores.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-12 18:55:21 UTC</pubDate>
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         <title>Facilis descensus averni ?</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A Divina Comédia, obra de Dante Alighieri  começa mal, mas termina bem. No meu caso, começo a 2ª semana bem, pois estou indo 13 dias consecutivos para a Enfermaria da Unidade Metabólica. De segunda-feira (2/5/2022), até sábado (14-2-2022) &nbsp; Excelente oportunidade para praticar os conhecimentos adquiridos sobre Tratamento da Criança com Desnutrição Grave em Nível Hospitalar (Tema apresentado pelos internos da Unidade Metabólica)&nbsp;<br><br></div><div>Utilizamos como referência para apresentação o manual do Ministério da Saúde.&nbsp;<br><br></div><div>Aqui um resumo!<br><br></div><div><strong>Definição </strong>de Criança com Desnutrição Grave <strong>OMS:</strong> Desbalanço celular entre o suprimento de nutrientes/energia e a demanda do organismo para assegurar sua manutenção, crescimento e funções metabólicas. É MULTIFATORIAL<br><br></div><div><strong>Diagnóstico de Desnutrição aguda grave para crianças 6 a 59 meses  &nbsp;<br></strong><br></div><div>Circunferência do braço médio&nbsp; &lt;115 mm, <strong>ou </strong>Z-score de peso para comprimento &lt;-3, <strong>ou<br></strong><br></div><div>Edema depressível bilateral<br><br></div><div><strong>10 Passos que reduzem as taxas de mortalidade hospitalar por conta dos seguintes fatores:<br></strong><br></div><ol><li>Tratar e prevenir&nbsp; hipoglicemia</li><li>Tratar e prevenir&nbsp; hipotermia</li><li>Tratar a desidratação e o choque séptico</li><li>Correção de distúrbios hidroeletrolíticos</li><li>Trata infecção</li><li>Corrigir deficiência de micronutrientes</li><li>Reiniciar a alimentação cautelosamente</li><li>Reconstruir os tecidos perdidos</li><li>Afetividade, recreação, estimulação e cuidado</li><li>Preparar para a alta e o acompanhamento após a alta.</li></ol><div>&nbsp;<br><br></div><div>Mas isso é acadêmico. Na enfermaria da UM, nos deparamos com crianças ( como algumas&nbsp; que estão internadas) que tem outras patologias, a exemplo do Transtorno do espectro autista - TEA, que aumenta a complexidade do tratamento, e torna mais interessante vê como as Preceptoras tratam esses casos.&nbsp;<br><br></div><div>O portador de TEA, tem problemas com sensações auditivas, visual, olfativa, de paladar e tato, contribuindo para a Seletividade Alimentar,&nbsp; com aversão a algumas texturas, cor, sabor, forma, temperatura e cheiro do alimento, além de&nbsp; interesses restritos, relutância em experimentar novos alimentos. Muitos&nbsp; aceitam apenas alguns alimentos, além de realizar as refeições em horários e locais diferentes, e não usar&nbsp; pratos e utensílios novos.<br><br>Ou seja, o manejo para&nbsp; torná-los eutróficos é especifico para cada criança, e depende de muitas variáveis. Mesmo assim, bons resultados são alcançados na enfermaria da UM<br><br><br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-12 23:59:29 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 2 - Caso 2</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Paciente FSS, sexo feminino, 14 anos, comparece à UPA de Cabeceiras do Paraguaçu com quadro de episódio de tosse seguida hematêmese volumosa iniciado no dia do atendimento. Mãe da paciente refere que paciente vem cursando com tosse/pigarro intermitente há 3 meses, apresentando quadro semelhante com episódio único de tosse seguida de hematêmese há 4 meses. Antecedentes e interrogatório sistemático sem dados relevantes. Após admissão no HGRS no dia 03/05, foi realizada EDA, que afastou lesões gástricas e evidenciou como origem do sangramento as vias aéreas, sendo realizada então uma TC com o seguinte laudo:</div><ul><li>TC de tórax (06/05/2022): Extensas opacidades irregulares em vidro fosco no pulmão direito. Consolidação de contoros espiculados, com calcificações grosseiras e áreas laminares lucentes em permeio, localizada no lobo inferior direito, medindo 2,7 x 2,10cm. Associam-se opacidades ramificadas com aspecto de árvore em brotamento do parênquima adjacente, além de espessamento das paredes brônquicas neste lobo. Traqueia e bronquios principais permeaveis e de calibre conservado. Estruturas vasculares do mediastino sem alterações significativas. Não se observam linfonodomegalias mediastinais e hilares ou sinais de derrame pleural. Estruturas osseas sem alterações fotais detectáveis ao método. Impressão Diagnostica: Alterações parenquimatosas pulmonares inespecificas, podendo estar relacionadas a etiologia inflamatória/infecciosa, na dependência de correlação clínica.</li></ul><div>Paciente evolui sem novas queixas durante a internação, com apenas um novo quadro de hemoptise desde a admissão. Tendo em vista a TC descrita acima, foram levantadas como hipóteses diagnósticas: Tuberculose pulmonar (solicitado PPD, com resultado: 0mm), Histosplasmose, Paraccoccidiomicose e infeções fúngicas em cavidade passada (solicitado anti-HIV, resultado NR). Paciente atualmente segue em investigação diagnóstica, em vigilância clinica e hemodinâmica, aguardando definição de tratamento.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-13 15:43:37 UTC</pubDate>
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         <title>Discussões teóricas na UTI</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Rodar na UTIPed tem muitas vantagens, mas uma daos tópicos que tenho gostado são as discussões teóricas que tem ocorrido. Não são muitas, mas são bastante proveitosas e ajudam bastante no entedimento dos casos que estamos acompanhando.&nbsp;<br>No dia 11/05 foi admitida uma paciente de 7 meses, com diagnóstico de Hiperplasia Adrenal Congênita, com genitália ambígua (genitália externa masculina e interna feminina) descoberto recentemente pela família. O motivo do internamento foi uma insuficiência respiratória aguda secundária a uma infecção viral, vindo já intubada pelo serviço de onde foi regulada. Durante as discussões da semana, Dra carolina solicitou que eu e meu colega trouxessemos uma apresentação rápida sobre Bronquiolite e Hiperplasia Adrenal Congênita. Fiquei responsável por apresentar sobre Bronquiolite, um assunto que já tinha sido discutido na Ped do 5º ano. Acabei me preparando para apresentar com ajuda de slides e usei como referência o Tratado de Pediatria, 4ª edição e o Consenso de 2017 da SBP. Porém, na hora tudo foi tão corrido, que apresentamos bem rápido sobre os assuntos e nem usei meu slide. Fico satisfeita comigo mesma de ter relembrado e entendido o assunto a ponto de falar sobre ele, na frente de vários profissionais experientes. A troca que esses profissionais nos dão, pra mim é de grande valia, pois eles veem na prática como as coisas realmente funcionam.&nbsp;<br>Temos tido também algumas discussões de temas predominantes em UTI com Dra Renata, que tem também ajudado bastante na prática. Ela traz assuntos dos casos que realmente estamos vendo no dia a dia. Hoje mesmo, discutimos sobre ventilação mecânica e ficou combinado de no próximo encontro, se essa mesma paciente ainda estiver intubada, nos ser ensinado sobre VM a beira leito. Sigo ansiosa pois ventilação mecânica é um tema bastante predominante em UTIs e sinto certa dificuldade. <br>oje (13/05)</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-13 23:51:18 UTC</pubDate>
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         <title>Experiência na CIPE</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Essa semana, na quinta-feira, aconteceu finalmente a gastrostomia da minha paciente e pude acompanhar a cirurgia com Dr. Aécio.<br>Ele confeccionou a GTT com a técnica de Stamn e explicou a mim e à residente que estava acompanhando seu serviço cada passo do procedimento!<br>A técnica consiste na confecção de uma bolsa de sutura, com inserção da sonda, seguida de uma nova bolsa de sutura invaginante. O procedimento foi bastante rápido, sem intercorrências e logo Clara despertou da anestesia.<br>Ela foi encaminhada para a UTIP e fui acompanhá-la para dar notícias a sua mãe, que ficou bastante aliviada com a realização do procedimento. A previsão é de que ela volte para a UPL ainda no sábado, pois a infusão da dieta via sonda começaria na sexta à tarde. Toda a equipe vibrou com o sucesso da cirurgia e torcemos muito para que ela tenha uma alta breve!<br>Quando fui visitá-la na UTIP, percebi que até a postura de sua mãe já havia mudado, ela parecia menos defensiva em relação à equipe, mais aberta e comunicativa. Estou ansiosa para vê-la novamente na segunda!</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-14 09:56:58 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 3 - Caso 1</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2184041284</link>
         <description><![CDATA[<div>Paciente PHJT, 7 anos, portador de fibrose hepática diagnosticada por biópsia hepática aos 3 meses, diagnosticado previamente com varizes esofágicas (já realizadas ligaduras elásticas, última em novembro/21), acompanhado no Hospital Martagão Gesteira, comparece à emergência do HGRS acompanhado de genitora, que relata quadro de náuseas iniciado no sábado (07/05), evoluindo com febre e 3 episódios de vômitos, sem sangue, no dia seguinte. Ela refere que na segunda feira, paciente apresentou distensão abdominal associada a episódio de melena e 4 episódios de hematêmese. Genitora relata que o paciente apresentou quadros semelhantes anteriormente devido a varizes esofágicas, sendo os 2 últimos em outubro e novembro de 2021, com realização de EDA com ligadura e erradicação das varizes evidenciada em EDA de janeiro/2021.&nbsp;<br>Em uso prévio de: Propranolol 40mg/dia (1-0-1) e Ursacol 300mg/dia (1-0-1).&nbsp;<br>Ao exame:&nbsp;<strong>Geral</strong>: BEG, fácies atípica, idade aparente compatível com referida.</div><div><strong>SSVV</strong>: FC 123 bpm FR 17 irpm Sat 94% em AA | Peso: 4,360 Kg</div><div><strong>Pele</strong>: corada, hidratada, anictérica, acianótica.</div><div><strong>Mucosas</strong>: normocrômicas, úmidas, acianoticas, anictéricas.</div><div><strong>AR</strong>: Expansibilidade preservada, MV presentes e bem distribuídos, não ausculto RA</div><div><strong>ACV</strong>: BRNF em 2T, não ausculto sopros</div><div><strong>ABD</strong>: Plano, RHA+, presença de macicez móvel, flácido, indolor a palpação superficial e profunda, não palpo massas ou visceromegalias</div><div><strong>EXT</strong>: Bem perfundidas, sem edemas, TEC &lt; 3s</div><div>Realizada EDA em 12/05/22, que não viu varizes esofágicas e evidenciou em segunda porção duodenal, quatro lesões vasculares planas, arborifores, hiperemiadas, não pulsáteis, sem sangramento ativo, medindo de 2-3mm. CONCLUSÃO: Angietasias duodenais (YANO 1b), realizado eletrocoagulação com plasma de argônio, sem intercorrências.<br><br>Após o tratamento endoscópico, paciente evoluiu sem intercorrências e com boa aceitação de dieta VO, sendo transferido para a enfermaria para finalizar tratamento com ATB, sendo suspenso o octreotide visto que o paciente não apresentou novos sangramentos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-14 19:00:32 UTC</pubDate>
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         <title>Fazer ou não fazer, PARACENTESE, eis a questão! A paracentese deve ser realizada em todos os pacientes com ascite, independentemente da suspeita clínica.</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2184164592</link>
         <description><![CDATA[<div>Temos na Unidade Metabólica, um paciente de cinco anos que foi admitido com um quadro clínico de cirrose hepática, entre outras morbidades. Ao exame, o abdome era globoso, sugestivo de ascite.<br><br></div><div>A epidemiologia mostra, que a ascite é a principal causa de internação hospitalar em cirróticos, em torno de 85 %.<br><br></div><div>A abordagem nestes casos é a paracentese (diagnóstica ou de alívio). Na paracentese diagnóstica, avaliamos a celularidade, a proteína e a albumina (GASA= ALBUMINA SÉRICA – ALBUMINA DO LÍQUIDO ASCÍTICO)<br><br></div><div>GASA&nbsp; 1,1 TRANSUDATO = hipertensão porta (Cirrose, IC direita, Budd Chiari) / Proteína &lt; 2,5 g/dl<br><br></div><div>&nbsp;GASA &lt; 1,1 EXSUDATO = Doença peritoneal (carcinomatose, tuberculose, nefrótica* (Obs. a nefrótica é transudação pela perda de albumina)) / Proteina &gt; 2,5 g/dl<br><br></div><div>O tratamento é feito com restrição de sódio ( 2g/dia ou 88 mEq/dia); diuréticos poupador de potássio e de alça (espironolactona 100 mg/dia + furosemida 40 mg/dia ) diminuindo 0,5 a 1 Kg/dia (pesar antes do café)<br><br></div><div>Caso seja feita a paracentese de alívio e for retirado mais de 5 litros de líquido ascético deve-se repor albumina (6 a 8 g de albumina por 1 litro retirado)<br><br></div><div>O material utilizado:&nbsp; Cateter intravenoso nº 14. Seringa nº 20 ou 10. Campo fenestrado estéril. Luvas estéreis. Pinças para pequenas cirurgias. Frascos de vidro estéril. Coletor de vidro ou plástico. Equipo de soro. Cloridrato de lidocaína a 2% sem vasoconstritor. Substâncias para assepsia e anti-sepsia.<br><br></div><div>A punção deve ser feita preferencialmente no quadrante inferior esquerdo. Localizar as referências anatômicas e o sítio de punção (traçar uma linha imaginária da cicatriz umbilical à espinha ilíaca anterossuperior esquerda e dividi-la em três partes; a inserção da agulha deve ocorrer na junção entre o terço médio e o inferior);<br><br></div><div>A paracentese estava marcada para este sábado (14/05/2022), que eu estava de PE, todavia foi realizado uma USG que não viu líquido livre na cavidade abdominal.<br><br></div><div>O paciente vem sendo tratado empiricamente com cefalosporinas de 3ª geração.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-15 00:53:51 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 3 - Caso 2</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Paciente DGMS, 10 anos, sexo masculino, portador de rinite alégica, comparece à emergência do HGRS acompanhado da mãe, que relata que o paciente tem apresentado desconforto respiratório intermitente há mais de 2 meses, fez uso ATB oral há cerca de 30 dias. Evolui com dispneia associada a tosse e abdominal no dia 10/05, com piora nas últimas horas (dia 11/05). Nega febre e vômitos ou outros sintomas. À admissão: hipoativo, pálido, com sobrepeso, apresentando SpO2 82%, com esforço respiratório moderado (FR: 56 ipm), sem outras alterações ao exame físico ou outras queixas.</div><div><br></div><div>Paciente foi conduzido à sala vermelha, onde foi instalado suporte de O2 com CN 4L/min, porém mantendo saturimetria baixa (90%), evoluindo para máscara de venturi (35%) de tamanho inadequado devido a falta de máscaras para a idade da criança. Aumentado oxigenoterapia para 50% em máscara de venturi, com boa resposta. Iniciada terapia com salbutamol 1/1h, predinisolona VO e realizada ciclo de CPAP flash devido a suspeita de atelectasia, com boa resposta. Paciente retornou para CN baixo fluxo e foi desmamado do suporte de O2 no dia 12/05 pela manhã, mantendo saturimetrias &gt; 95%. Após melhora do quadro clínico, paciente recebe alta no dia 14/05 com encaminhamento para consulta com pnuemologista pediatra e com orientação para utilizar salbutamol 3 jatos/kg de 6/6h por 3 dias (após isso apenas se necessário), e predinisolona por mais 01 dia, finalizando os 05 dias de corticoide VO.&nbsp;</div><div><br></div><div><br></div><div>Breve revisão sobre Asma:</div><div><strong>Diagnóstico</strong><br>1. <em>Espirometria</em> (2 fases): Obstrução reversível&nbsp;</div><div>&gt;&gt; Espirometria inicial:</div><ul><li>VEF1/CVF &lt; 0,7 = obstrução;</li></ul><div>Espirometria pós-broncodilatador (beta-2-agonista de curta ação) para caracterizar asma:</div><ul><li>Aumento &gt; 12% e aumento &gt; 200 mL VEF1 = Reversão</li><li>Aumento &gt; 12% em <strong>crianças</strong> = Reversão;</li></ul><div>2. Se espirometria inicial for normal:</div><ul><li>Prova bronco-provocadora (todos tem osbtrução, mas em asmáticos ela é mais exacerbada)<br>&nbsp;<ul><li>Teste provocativo (metacolina):<ul><li>Queda de &gt; 20% no VEF1&nbsp;</li><li>Se outros (manitol ou solução hipertônica) pode ser queda &gt; 15%</li></ul></li></ul></li></ul><div><br></div><div><em>Espirometria normal inicial NÃO descarta o diagnóstico de asma</em></div><div><br><strong>Tratamento&nbsp;</strong></div><div>Que passo iniciar?</div><div>- Passo 1 se ≤ 2 crises por mês</div><div>- Passo 2 se ≥ 2 crises por mês, mas não diário</div><div>- Passo 3 se quase diário **ou** acordou com asma ≥ 1x/semana</div><div>- Passo 4 se quase diário + ou - acordou com asma ≥ 1x/semana + peak flow diminuído</div><div>- Passo 5: se CRISE inicia esse passo pós o alívio com passo 1 (5-7 dias de corticoide oral na asma descontrolada)</div><div><br></div><div>≥ 12 anos:</div><div>Passo 1 (uso apenas se necessário) ou alívio: Corticoide inalatório (Budesonida) + Beta-2-agonista de LONGA (Formoterol)&nbsp;</div><div>Passo 2: Corticoide inalatório dose baixa (Budesonida 200-400 μg/dia)</div><div>Passo 3: Corticoide inalatório dose baixa (Budesonida 200-400 μg/dia) + beta-2-agonista de LONGA</div><div>Passo 4: Corticoide inalatório dose média (Budesonida 400-800 μg/dia) + beta-2-agonista de LONGA</div><div>&nbsp;Passo 5: Corticoide inalatório dose alta (Budesonida &gt; 800 μg/dia) + beta-2-agonista de LONGA + Encaminhar para o especialista</div><div><br></div><div>6-11 anos</div><div>Passo 1 ou alívio: Corticoide em dose baixa + beta-2-agonista de CURTA</div><div>Passo 2: Corticoide inalatório dose baixa (Budesonida: 100-200 μg/dia);</div><div>Passo 3: Corticoide inalatório dose média (Budesonida: 200-400 μg/dia) <strong>Ou</strong> Corticoide inalatório dose baixa + beta-2 de LONGA</div><div>Passo 4: Corticoide inalatório dose média (Budesonida: 200-400 μg/dia) + Beta-2 de LONGA + Encaminhar para o especialista</div><div>Passo 5: Corticoide inalatório dose média (Budesonida: 200-400 μg/dia) + Beta-2 de LONGA + Encaminhar para o especialista</div><div><br></div><div>≤5anos</div><div>Passo 1 ou alívio: Beta-2 de CURTA</div><div>Passo 2: Corticoide inalatório dose baixa</div><div>Passo 3: Corticoide inalatório dose baixa “dobrada”</div><div>Passo 4: Corticoide inalatório dose baixa “dobrada” + Especialista</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-15 20:30:58 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2184778741</link>
         <description><![CDATA[<div>Durante a primeira semana foi possível relembrar os passos do exame físico do recém nascido, recolocar em prática toda a técnica que nos foi ensinado, possibilitando ainda mais uma aproximação com a genitora e com o paciente. Após 10 dias de tratamento, exames realizados e retorno no ambulatório de infecções congênitas marcado,&nbsp; DLSA teve alta.<br>Após dois dias da alta foi admitida na unidade uma paciente com quadro bastante semelhante. Procedente de um povoado na zona de Piatã-Ba, deu entrada na unidade uma paciente com quatro dias de vida, veio regulada após resultado de VDRL (1/8 mãe e 1/2 filha), essa família também apresenta um risco social, a genitora reside em uma casa (que era da mãe, já falecida) com uma outra filha de dois anos. A residência não possui abastecimento de água e também não possui banheiro.<br>Os casos apresentam diversas semelhanças entre si, contudo é importante notar que a infecção pelo <em>Treponema pallidum</em> é algo que pode ser previnido, essas infecções poderiam ser evitadas se houvesse um maior interesse para desenvolver ações que visassem melhores condiçoes de educação e saúde para toda a população, seriam medidas que, a longo prazo, poderiam proporcionar redução significativa de situações como essas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-15 21:29:55 UTC</pubDate>
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         <title>Terceira Semana na UDAP</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A UDAP é uma unidade onde temos muita rotatividade de paciente, a maioria chegam com problemas que são compensados em pouco tempo, e logo tem alta. Poucos são os que ficam um tempo mais prolongado. Nessa terceira semana eu acompanhei os pacientes da osteogênese, da admissão até a alta, e pude ver melhor o quão são diversos e frágeis. Ao estudar mais sobre a doença, pude entender que essa&nbsp; é uma condição rara do tecido conjuntivo, de caráter genético e hereditário, que afeta aproximadamente uma em cada 20 mil pessoas. Nessa semana, acompanhei 2 irmãos, um de 11 anos e o outro de 4 anos. Ao questionar a mãe sobre o aconselhamento genético, a mesma relatou que foi informado as chances de que em outra gestação, o filho poderia nascer com essa mesma patologia, no entanto ela queria tentar, pois também existiam chances de nascer normal. Concomitante, percebi também que o tempo entre as infusões com são variados, uns respondendo bem com infusões semestrais, outros mensais. No hospital usa-se o Pamidronato dissódico, no entanto, ao pesquisar mais sobre a doença, vi que também poderia ser usado o ácido zoledrônico, que são medicamentos biofosfanatos, os quais têm mostrado bons resultados para inibir a reabsorção óssea, reduzir o número de fraturas e aliviar a dor.<br>Ainda nessa terceira semana, acompanhei outro paciente de 2 anos e 7 meses, que chegou com uma hiperglicemia isolada a esclarecer, no entanto o paciente ao internamento manteve níveis glicêmicos dentro da normalidade dentro de 48h de internamento, no entanto tinha uma anemia ferropriva, que poderia ser tanto por baixa ingesta, como por parasitose, uma vez que o paciente morava na zona rural e nunca tinha sido vermifugado. Então foi para casa, com prescrição de Sulfato Ferroso, 3mg/kg/dia, para fazer uso de 3 a 6 meses, e encaminhamento para Pediatra em sua cidade, além do retorno para o ambulatório de Endocrinologia Pediátrica, com solicitação de hemograma e do perfil férrico.<br>Para fechar, gostaria de dizer que estou muito satisfeita com as discussões e diversidade de casos para estudar, o que relatei acima foi apenas uma pequena parte&nbsp; da gama de patologias que tem chegado para nós. Temos tido aulas semanais, elaboradas por nós, com patologias que estamos acompanhando, além de uma boa interação com as residentes e preceptoria. Hoje estou iniciando a última semana nessa enfermaria, com a certeza que valeu muito a pena ter passado por ela.&nbsp;<br>Até o próximo relato!<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-16 21:39:05 UTC</pubDate>
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         <title>Início do rodízio em emergência </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2187253365</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>Ontem iniciei o rodízio em emergência: muita correria. Fiz duas admissões, uma de manhã e uma de tarde. A primeira foi uma RN de 17 dias com suspeita de bronquiolite viral aguda e o outro foi um menino de 3anos e 3 meses com diagnóstico de colestase congênita, que foi encaminhado para internamento, diante de aumento do prurido e da Bilirrubina Direta, AST, ALT, FA, GGT. Espero que eles fiquem bem!</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-17 08:47:11 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Segunda e terceira semana na UTIPed</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2188273300</link>
         <description><![CDATA[<div>A segunda e terceira semana do rodízio na UTI da Ped não teve tantas novidades em relação a variedade de casos. A UTI tem 8 leitos, sendo que 5 pacientes já estavam internados desde antes a minha chegada. Foi possível perceber a dificuldade em relação à alta desses pacientes, pois são pacientes crônicos, que necessitam de materiais para cuidado domiciliar. Como é o caso de 2 pacientes que tem gastrostomia e fazem uso de dieta específica, além de todo um material para limpeza do circuito. Além disso, um desses pacientes também precisará de oxigênio domiciliar por não estar tolerando ficar sem suporte de O2.&nbsp;<br>Uma das pacientes que acompanhei de apenas 2 meses de idade, com um quadro muito ruim de colestase, insuficiência hepática com indicação de transplante hepático foi melhorando gradativamente durante essas semanas, com resolução da sepse e da insuficiência respiratória. Paciente foi extubada, suspensos antibióticos de amplo espectro e mostrando melhora clínica importantíssima. Fiquei muito feliz em ter acompanhado essa evolução, em ter feito a alta e ter visto ela na UPL com genitora sem todo aquele suporte que na UTI ela precisou.&nbsp;<br>Infelizmente, todos esses quadros tem dificultado na rotatividade do serviço, e no meu caso, estou com o mesmo paciente, o da DRC dialítica desde a 1ª semana, e na passagem de plantão não tem muito o que falar. O paciente está com alta para enfermaria, mas sem vaga. &nbsp;<br>Agora estou na última semana na UTI, e chegou 2 novos pacientes e os casos que ainda seguem aqui tem mostrando avanço, porém, sem previsão de alta.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-17 20:09:55 UTC</pubDate>
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         <title>Um péssimo dia</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2188324538</link>
         <description><![CDATA[<div>Hoje eu tive uma péssima interação com o professor Dilton. Ele não gostou que eu perguntei sobre a hora de saída, se eu podia sair meio-dia, porque eu trabalho etc. Ele interpretou como eu sendo uma má estudante e que sairia ainda q tivesse alguma urgência, quando eu apenas queria sair meio-dia, exceto em caso de urgência OBVIAMENTE! Mas ele não me deixou explicar e disse que eu não participaria das sessões dele e com isso eu teria uma hora a mais para ficar na emergência.&nbsp;</div><div>Tudo começou, pois as residentes de emergência estavam mandando nós internos fazermos um monte de coisas. Eu não tinha mais condições físicas e mentais (ontem saí do Roberto às 18:30, para pegar minha filha e organizar as coisas dela, e a hora de chegada no Roberto é antes das 7 da manhã, com turnos de tarde e nos fins de semana) de assumir mais nada do que já estava. Eu&nbsp; tinha uma admissão para fazer hoje de manhã&nbsp; e 3 evoluções, tendo chegado 6h50 no HGRS , mas que, com a sessão, só cheguei na emergência às 8:15. Eu não podia realmente ficar de tarde, pois tenho de trabalhar e tinha trabalho de tarde, já que eu não estaria de PE hoje.</div><div>Eu abordei mal, diante do estresse em que me encontro, mas isso não é desculpa e por isso pedi desculpa assim que&nbsp; vi como ele interpretou e tentei explicar, mas ele não deixou.</div><div>Cumpre reiterar que estava em uma situação complicada, porquanto foram chegando admissões e as residentes mandando redistribuir entre a gente, até que eu disse q não aguentava mais, que minha carga-horária é de 40 h e minha programação é ter o restante do horário semanal para meu trabalho, dormir e minha filha . Dai uma residente mandou mensagem para o prof. Dilton, que disse que não existia isso de internato ser 40h e que era no mínimo 40h. Infelizmente, Eu não me aguentei e respondi que, na Ufba, o colegiado já decidiu não dever ultrapassar 40h semanais. Por conta disso, ele informou que eu não poderia assistir as sessões dele. Eu novamente me desculpei, por estar adorando as sessões dele (onde eu mais sinto que aprendo) e não ter sido minha intenção nunca deixar transparecer que eu sairia se houvesse alguma urgência ou que eu prejudicaria algum paciente, mas ele não me deixou explicar.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-17 21:02:29 UTC</pubDate>
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         <title>A terceira semana</title>
         <author>lucaslsandrade7</author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2188415997</link>
         <description><![CDATA[<div>Na terceira semana não tivemos uma rotatividade de casos tão alta na enfermaria. Continuei com um caso da semana anterior (caso 2 - AIJ) e um novo caso sobre PAC, patologia bastante frequente na emergência pediátrica e na APS. Aprendemos sobre as indicações de toracocentese e esquemas de antibióticos. No ambulatório de alergia alimentar atendemos uma genitora que compareceu com 2 filhas (de 6 e 9 anos). A genitora referiu uma história confusa (descreve reação IgE mediada grave com certos alimentos, ao mesmo tempo em que refere que crianças não apresentam sintomas após consumo de pequenas quantidades dos supostos alimentos alergênicos) e notado problemas sociais e familiares (de que as crianças só apresentam sintomas após retorno da casa dos pais). Realizado o acolhimento, criado vínculos e solicitado exames (testes de alergia) para avaliar objetivamente o caso no retorno ambulatorial.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-17 22:59:04 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Casos 3ª semana</title>
         <author>lucaslsandrade7</author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2188417893</link>
         <description><![CDATA[<div>Casos da 3ª semana.<br><br>Caso 1. Paciente 3 anos e 6 meses, com quadro de Pneumonia Adquirida na Comunidade iniciado em 30/04. Internação em 02/05 em hospital do interior onde realizou exame radiográfico que identificou derrame pleural. Regulado para o HUPES em 06/04 para realização de toracocentese pela equipe da CIPE. Fez uso de Oxacilina (125mg/kg/dia – subdose) e Ceftriaxona na unidade de origem (sem informações quanto ao dia de início – optado por iniciar contagem de antibioticoterapia no dia da admissão no HUPES). Mantido esquema antibiótico após ajuste de doses. Paciente evoluiu afebril, sem taquipneia, em curva de melhora clínica, laboratorial e de imagem. Não houve necessidade de abordagem cirúrgica. Optado por descalonar antibioticoterapia para Clavulin 50mg/kg/dia e intensificada fisioterapia respiratória.<br><br></div><div>Caso 2. Continuação do caso de AIJ. Paciente evoluiu com persistência da melhora clínica, mas mantendo provas inflamatórias elevadas. Solicitamos exames obrigatórios (sorologias e PPD) e preenchemos toda a documentação para solicitação do imunobiológico (Tocilizumabe). Paciente recebeu a primeira dose em 12/05, sem intercorrências. Recebeu alta hospitalar em 13/05. Manterá acompanhamento com a Reumatologia pediátrica, com indicação de repetir o esquema de infusão quinzenalmente, por tempo indeterminado. Mãe orientada quanto a importância de fazer uso da medicação e orientado acompanhamento psicológico para a genitora e paciente, dada a condição crônica da doença e necessidade de comparecer ao hospital quinzenalmente.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-17 23:01:59 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A quarta semana</title>
         <author>lucaslsandrade7</author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2188451178</link>
         <description><![CDATA[<div>A quarta semana tem sido produtiva. Última semana do subrodízio (UDAP e ambulatório de alergia alimentar).<br><br></div><div>No ambulatório de alergia alimentar participamos de discussões com a equipe da nutrição. Reforçou a importância da ação multidisciplinar nos cuidados do paciente com demanda metabólica. Exemplo: paciente com sepse na UTI, fazendo restrição de ferro via oral, mas recebendo altas taxas de ferro na dieta, por falta de diálogo entre as equipes. A nutrição também apresentou parte da história da unidade metabólica, demandas e potencialidades, bem como a existência de equipamentos danificados, sem uso (triste realidade do HUPES). Espero que a unidade metabólica (re)conquiste sua autonomia após a reforma do CPPHO, dada as particularidades (e demandas) do serviço.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-17 23:45:13 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Casos da 4ª semana</title>
         <author>lucaslsandrade7</author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2188459287</link>
         <description><![CDATA[<div>Casos da 4ª semana.<br><br>Caso 1: Paciente masculino, 3 anos, admitido para investigação diagnóstica de hipoglicemia. Apresentou primeiro episódio de hipoglicemia nas primeiras 24hs de vida, associado a crise convulsiva. Relato de outros dois outros episódios convulsivos (aos 9 e 1 ano e 9 meses), descritos como hipotonia e versão ocular, sem abalos motores. Avó refere possível associação com hipoglicemia (com melhora do quadro após ingesta alimentar). A despeito disso, vem em uso de Carbamazepina desde 1 ano e 9 meses, e segue em acompanhamento com neurologia pediátrica do município de origem. Solicitada avaliação da especialidade no HUPES para averiguar necessidade de continuar com medicação. Paciente com história de aleitamento materno exclusivo até os 4 meses de vida, quando recusou o peito (sic). Introduzido outros alimentos, quando, aos 7 meses, abriu quadro de seletividade alimentar importante, de evolução progressiva, de modo que atualmente aceita apenas suco de caju com açúcar no café da manhã e lanches, e mamadeira de mucilon com Fortini no almoço e jantar, sendo que se alimenta apenas dormindo. Mostra-se choroso e irritado com a aproximação de qualquer pessoa da equipe (mesmo que seja apenas para conversar com genitora). Suspeitado de TEA (aguarda avaliação da neurologia). Apresenta atraso geral do desenvolvimento neuropsicomotor (referido pela mãe e observado no exame físico). Avaliado as curvas da caderneta da criança. Paciente com 8,6Kg e 81cm (peso e alturas compatíveis com criança de cerca de 1 ano de idade). Fato notado (e registrado) por serviço de saúde, inclusive a queda de duas linhas e registro de duas medidas abaixo da linha preta (fatos que não foram motivos de internação...). Apesar da relação P/E entre -2 e -3, optado por iniciar protocolo de desnutrição (DEP) grave, devido ao quadro crônico do paciente. Introduzido polivitamínico, ácido fólico, vitamina A, zinco e antibioticoterapia. Devido a rejeição/seletividade alimentar, optado por inserir SNE (ainda não inserida). Paciente apresentou um pico febril de 39,9 em 17/05, sem foco definido. Colhido exames e aguarda resultados. Apesar do caso ser de DEP grave, a unidade metabólica está com muitos pacientes e apenas uma residente, de forma que o paciente seguirá acompanhado na UDAP, ainda sem previsão de alta hospitalar.<br><br></div><div>Caso 2: Paciente masculino, 10 anos, com diagnóstico de osteocondroma em tíbia e fêmur esquerdo. Admitido para realização de osteotomia pela equipe da ortopedia, procedimento realizado sem intercorrências. Em programação de alta hospitalar no 2º dia pós-operatório, em queixas. O caso permitiu conhecer mais sobre a patologia e investigação de protuberâncias ósseas na infância.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-17 23:53:29 UTC</pubDate>
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         <title>Último dia antes de me afastar</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Acabei nem falando de como foi meu último dia antes de estar afastada na UPL. Foi bem atípico na verdade hahahh pois estava de jejum e com muita fome e nervosa devido a cirurgia pela tarde. Acabei vendo todos os pacientes, acho q para me despedir mesmo, já que fiquei quase todas as tarde com todos. Foi o dia da apresentação dele sobre fibrose cística, pois Sophia, a paciente dele, tem. Além de ser o dia que chegaria um bebê novo, mas não o conheci.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-18 14:18:53 UTC</pubDate>
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         <title>Licença da UPL</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2189588995</link>
         <description><![CDATA[<div>Apesar&nbsp;de não estar presente, tenho acompanhado minimamente que seja como os bebês estão se desenvolvendo, principalmente Bruno, meu pacientezinho! Tenho torcido para que ele tenha alta logo. Ele apesar da gastoesquise, de 40 cm de intestino, se comporta na evolução como um bebê que está sem todas essas intercorrências. Está bem na adaptação oral e principalmente GANHANDO PESO. A mãe dele, Elloiza, apesar de ser mãe adolescente, é muito esforçada. Fico orgulhosa da evolução de ambos</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-18 14:21:30 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 4 Início de emergência 17/05 </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2190010910</link>
         <description><![CDATA[<div>Nesta semana iniciamos o subrodízio de emergência pediátrica no HGRS. No primeiro dia foi de adaptação, senti que fomos prejudicados com a falta de computadores suficientes para a carga de trabalho que estavam exigindo para a gente, logo pela manhã. Tive que sair do computador 2 vezes, para ceder a outras pessoas, o que prejudicou o término do meu trabalho a tempo. Ficou com uma evolução pendente de ser passada para o computador, pois ele estava ocupado. Uma das residentes permitiu que eu fosse almoçar e concluísse o trabalho à tarde. Ao chegar à tarde, a residente que estava questionou de que eu adiantasse as tarefas pois ainda havia uma evolução pendente pela manhã, sendo que eu não terminei porque tive que ceder o computador para ela. É provável que a mesma residente foi quem comunicou a dr. Dilton sobre o horário de almoço dos internos ser até as 13h, pois chegamos depois disso e ela questionou. Eu cheguei de manhã, depois das 13h pois fui liberado depois de 12h. No dia seguinte, tivemos uma situação muito chata, que irei relatar.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-18 18:39:14 UTC</pubDate>
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         <title>17/05/22 - Fomos proibidos de assistir as aulas</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2190043901</link>
         <description><![CDATA[<div>No segundo dia de emergência, cheguei às 6:45 para assistir a aula de Dr. Dilton, e após o término desta fui para a emergência pediátrica. Quando chegamos, alguns internos receberam 4 pacientes, outros 5, sendo que todos estavam com pelo menos 1 admissão, após as 8h, para evoluirmos, admitirmos, passarmos para o sistema e apresentarmos na sessão. Todos se queixaram que o tempo seria corrido e não conseguiríamos terminar a tempo. Fizemos tudo muito rápido, para conseguir dar conta, faltou ver um paciente. A residente falou que deveríamos participar da sessão, mas não seria possível com a quantidade imensa de trabalho e o número de computadores limitados. Revezamos o uso dos computadores, enquanto a sessão da visita ocorria. Por fim, chega Dr. Dilton e transmite o recado de que o horário do almoço era 13h. Uma colega argumentou sobre o cumprimento de horários ser determinados, conforme passado no início do rodízio 7-12h e 13-18h e conforme regulamentação da UFBA, 40h. Ele disse que não havia horário de limite para a saída do almoço, nem para encerrar o expediente, pois no internato temos que cumprir as atividades e essa carga horária é a mínima.&nbsp; Eu perguntei para ele se no dia que saíssemos depois das 12h, teria que voltar 13. Ele apenas respondeu que poderia durar 1h de almoço, a partir da nossa saída. Dr. Dilton não gostou de ser abordado sobre essas questões, poderia ter havido uma negociação mais amistosa ou uma exposição mais criteriosa dos pontos de vista, acredito. Mas ele foi intransigente e proibiu a mim e a colega de assistirmos as suas aulas. Eu achei essa situação muito chata, não quero que isso afete minha saúde mental. Ele disse que "bons estudantes não questionam horário". Nem tive a chance de explicar que passar do horário prejudica minha chegada no ambulatório, pois ele sentenciou e foi embora. Eu fiquei neste dia até 12:55 e cheguei atrasado no ambulatório da UFBA. Essa parte ele não me ouviu, só teve a deliberação punitiva.<br><br>OUTRA SITUAÇÃO: Cheguei com alguns colegas, na semana passada, Às 7:09. Ele deu falta para todos e disse que não há tolerância e devemos chegar 7:00 ou antes, além de sermos obrigados a repor a "falta", o que fiz no fim de semana, fui sábado e domingo. Ontem em 17/05/22 durante sua sessão clínica ele comunicou que há sim tolerância de 10 minutos no horário de chegada, falou em claro e bom tom para todos presentes.&nbsp;<br><br>Minha reflexão: Estava e estou me esforçando muito neste estágio. Infelizmente sofri uma retaliação, por algo que não disse que faria, jamais abandonaria o estágio para ir embora e deixar o trabalho por fazer. Não é do meu perfil, nunca fiz isso em todo o meu curso, nem em todos os meus estágios, sendo de Medicina ou não. Sou responsável e cumpro com minhas atividades. Nunca abandonei cirurgia, PCR, enfermaria, ambulatório sem permissão porque havia dado o horário de ir embora. Acho que houve um equívoco. Escolhi esse estágio para aprender mais, pois ouvi falar bem dele. Mas é difícil aprender em situações que são desafios para nossa própria saúde mental.&nbsp; Espero não sofrer (ainda mais) retaliação por algo que eu não faço, nem eu disse que faria. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-18 19:03:35 UTC</pubDate>
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         <title>Ambulatório Semana 4</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Hoje encerramos o ambulatório atendendo um caso de Doença de Wilson. As professoras estavam doentes e não compareceram... não apresentei a aula. Levarei a avaliação na próxima semana para ser preenchida. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-18 19:11:43 UTC</pubDate>
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         <title>Um pouco sobre o Ambulatório de Genética Médica</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2190244195</link>
         <description><![CDATA[<div>Estou alocada para atendimentos no ambulatório de Genética Médica na sexta-feira a tarde, comandado por Dra. Angelina. Esse é um ambulatório de triagem genética, onde atendemos pacientes que foram encaminhados devido à alguma suspeita diagnóstica e avaliamos se eles tem perfil ou não para acompanhamento na genética.&nbsp;<br>Na minha primeira semana, eu e o meu colega, Jorge Henrique, atendemos um paciente que foi remarcado como triagem incorretamente, haja visto aquela ser a 3 consulta com a genética, no entanto, por ter faltado a última consulta, acabou remarcando incorretamente, sem antes tentar falar com a genética, para ver se os encaixavam no dia do ambulatório corretamente.&nbsp;<br>Esse paciente tinha um atraso global do desenvolvimento neuropsicomotor, onde a mãe dizia que ele não estava acompanhando os colegas na escola, nem conseguia se concentrar em casa, além de outros atrasos do neurodesenvolvimento. Na genética foram solicitados os exames inicias para pesquisa de anomalias congênitas ocultas, que são, Ecocardiograma, Usg de abdome e vias urinárias, exames laboratoriais com hemograma, perfil lipídico, função hepática e renal, além de consulta com oftalmologista, e o exame auditivo BAERA, onde apenas o Usg de abdome veio mostrando uma esteatose hepática grau leve, e então sendo encaminhado para o gastrohepatologista, e solicitado uma RNM para o retorno. Nesse momento, ele veio acompanhado pelos genitores, os quais relatavam a manutenção do atraso do DNPN do paciente, além de trazerem também a RNM de crânio sem alterações.&nbsp; Então, devido há uma suspeita de um TEA leve, solicitamos uma avaliação de uma neuropediatra e uma avaliação neuropsicológica, para o retorno.&nbsp;<br>Na segunda semana, acompanhei os residentes, que atenderam pacientes com diversos casos, como TEA, Síndrome da Cornélia de Lange, Suspeita de Moisaicismo, Hipopituitarismo, entre outros. Pacientes que tiveram de maneira mais fácil o acesso ao genoma, cariótipo e a um exame ainda mais específico, que é para quando o cariótipo vem normal, no entanto as suspeitas para outras doenças genéticas são fortes, e ele consegue ver aquelas pequenas mutações, chamado MicroArray.&nbsp;<br>Hoje exames que eram absurdamente difíceis de serem realizados, temos um acesso menos limitado, e consequentemente, podemos diagnosticar síndromes genéticas raras no nosso SUS.&nbsp;<br>Na terceira semana, atendi com meu colega novamente, um paciente com diagnóstico de TEA, em investigação para doenças genéticas. podemos ver que ele realmente tinha um dismorfismo facial e um telecanto, no entanto, demais exame normal, além disso quando ele se irritava batia constantemente sua cabeça sobre alguma superfície dura. Já tinha sido avaliado pela TO, psicóloga, neuropediatra e psiquiatra, em uso de Risperidona 1mg/ml, de 12 em 12h, para tentar controlar a irritabilidade e agressividade que o mesmo tinha. Então solicitamos os exames inicias para rastreio de doenças genéticas ocultas e matriculamos ele no serviço, além de já solicitarmos o teste genético MicroArray, devido a cota de exames que ainda tínhamos.&nbsp;<br>Logo, a vivência ambulatorial de genética médica foi indispensável, para eu saber quando suspeitar de uma doença genética, e já encaminhar os pacientes com os exames iniciais realizados, desse modo, diminuindo o tempo de diagnóstico e tratamento. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-18 22:40:36 UTC</pubDate>
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         <title>Genética não é só ervilha.</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2190313146</link>
         <description><![CDATA[<div>Venho observando, que muitos dos pacientes da Unidade Metabólica podem ter Deficiência Intelectual. A incerteza da afirmação, reside no fato da DI ter causas heterogenias e variabilidade clínica, o que torna um desafio seu diagnóstico.&nbsp;<br><br></div><div>No meu Plantão de enfermaria, na segunda-feira (16/05/2022), foi admitido um paciente, por DEP grave, que nasceu prematuro. Hoje com 1 ano e 3 meses e idade corrigida de 1 ano e 1 mês, talvez tenha DI, o que me motivou a pesquisar o assunto.<br><br></div><div><strong>Aqui um resumo sobre DI.<br></strong><br></div><div>Investigação diagnóstica da deficiência intelectual<br><br></div><div><strong>Avaliação clínica geral</strong> – Normalmente realizada na atenção básica, deve constatar o atraso global do desenvolvimento, hipotonia, déficit cognitivo, distúrbio do comportamento, atraso na fala.&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;Veja a Tabela - Manifestações por faixa etária acima.<br><br></div><div><strong>B – Avaliação da clínica genética<br></strong><br></div><div>A avaliação inclui anamnese, com detalhamento dos antecedentes pré, peri e pós-natais com ênfase nos antecedentes familiares, que devem ser representados em heredogramas de no mínimo três gerações&nbsp;<br><br></div><div>O exame físico deve ser realizado com detalhamento da antropometria, que inclui diversas medidas :peso, comprimento e perímetro cefálico, envergadura, distância intercantal externa e interna, comprimento de fenda palpebral, orelha (largura e comprimento), comprimento de mão e dedo médio, comprimento dos pés, volume testicular, etc.<br><br></div><div>Dentre os exame podemos solicitar : cariótipo convencional, Microarray cromossômico, hibridização in situ por fluorescência (FISH) e MLPA específicos, pesquisa da mutação do X frágil, estudos metabólicos, testes moleculares, Sequenciamento genômico, neuroimagem, Avaliações complementares (avaliação auditiva e visual, avaliação neurológica, avaliação neuropsicológica, etc.)<br><br></div><div>A percepção precoce e o encaminhamento adequado são pontos importantes para o diagnóstico de DI. No caso do meu paciente foram solicitados exames para anomalias ocultas (avaliação com fonoaudiólogo/otorrinolaringologista, USG de abdome e Eco cardiograma), que deve ser feita antes do encaminhamento para a Clínica Genética&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-19 00:08:07 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Sessões Teóricas - Semana 04</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Mais sessões de prescrição e raciocínio clínico!<br><br>Nesta semana as sessões clínicas foram sobre Anafilaxia e Estado de Mal Convulsivo, com foco na prescrição na sala de emergência. Destaco alguns pontos importantes do manejo do paciente com anafilaxia: oxigenoterapia, reposição volêmica com ringer ou SF e epinefrina como droga de escolha, anti-histamínico e corticoide como drogas de segunda linha. Já no Estado de Mal, destaco: diazepam 0,2-0,3 mg/kg/dose EV a cada 5 minutos (até no máximo 40 mg) como droga de primeira linha, diazepam retal e midazolam IM como alternativas, na dificuldade de um acesso venoso; para pacientes refratários, estão indicados fenitoína EV, em casos de convulsão focal e trauma, fenobarbital EV, se convulsão generalizada, lactente ou convulsão febril complexa, ou ainda ácido valproico EV (pouco disponível no SUS).<br><br>Também discutimos um caso de febre + dor abdominal + hepatomegalia: seus principais diagnósticos diferenciais e investigação etiológica. O diagnóstico final do paciente em questão foi abscesso hepático, condição que tem como principais agentes<em> S. aureus</em> e <em>Entamoeba hystolitica. O</em>s diagnósticos diferenciais que não podemos deixar de pensar são hepatites virais e salmonelose aguda e, dentre os exames complementares a serem solicitados, temos: hemograma, PCR, transaminases, enzimas canaliculares, função hepática, USG de abdome, parasitológico de fezes, hemocultura e coprocultura, sorologias de hepatites virais.<br><br>Por fim, nos encontramos com Dra. Esther para revisar a prescrição da vanóclise na pediatria.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-19 00:14:53 UTC</pubDate>
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         <title>Primeira semana na Enfermaria</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Começamos mais uma etapa do rodízio, agora na enfermaria pediátrica 4C do HGRS. O ritmo da enfermaria certamente é mais tranquilo do que estávamos habituadas na emergência.<br>Por sorte pude acompanhar a evolução de dois pacientes que havia admitido na emergência nas semanas anteriores. Um deles recebeu alta hoje e a outra paciente é o caso que compartilhei aqui da lactente com icterícia persistente e suspeita de atresia de vias biliares. Atualizações sobre sua evolução: foi submetida a biópsia hepática e colangiografia intraoperatória, que evidenciou vias biliares pérvias, afastando o diagnóstico de atresia. A principal suspeita etiológica agora é infecção congênita por CMV, a qual vem tratando com Ganciclovir.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-19 00:20:27 UTC</pubDate>
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         <title>Caso 04 - DEP grave</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2191848801</link>
         <description><![CDATA[<div>Hoje admitimos uma paciente de 2 anos com diagnóstico de desnutrição energético-proteica grave, um tema de grande importância na pediatria e nas provas de residência médica, que vou aproveitar para revisar aqui!<br><br>Sobre o caso: YBOS, sexo feminino, 2 anos e 1 mês, apresenta DEP grave - Z-escore P/I = -3,76; A/I = -2,75 e A/E = &lt; -3 - além de dentes em péssimo estado de conservação, erro alimentar e atraso do DNPM. Foram iniciadas medidas para DEP grave, incluindo polivitamínico, zinco, ácido fólico e bactrim. Suas medidas antropométricas deverão ser registradas diariamente e a assistente social e psicóloga nos ajudarão no caso para avaliar a possibilidade de negligência e risco social.<br><br>A desnutrição grave corresponde a um balanço nutricional negativo, por falta de nutrientes ou de mecanismos para a utilização adequada desses nutrientes (desnutrição primária e secundária, respectivamente). Exemplos de causas de desnutrição secundária são síndromes disabsortivas, doença celíaca, fibrose cística e doenças crônicas com aumento da demanda metabólica basal.&nbsp;<br>Suas formas clínicas clássicas são o Marasmo e o Kwashiorkor. A primeira é mais prevalente, decorre de uma privação nutricional crônica (ou doença de base com perda nutricional) e se manifesta com consumo de todo o tecido adiposo, hipotrofia muscular, hipotonia e irritabilidade. O Kwashiorkor, apesar de menos frequente, é uma condição mais grave e decorre da deficiência&nbsp; proteica associada a uma reação inflamatória sistêmica, que, juntamente com a hipoalbuminemia, favorecerá o surgimento de edema, principal manifestação do seu quadro clínico. Além do edema, o paciente apresenta gordura subcutânea preservada, hepatomegalia por esteatose hepática e alterações típicas de pele e cabelos, como o sinal da bandeira.&nbsp;<br>O diagnóstico da DEP é feito através das curvas de classificação nutricional: DEP grave = P/E Z escore &lt; -3 ou presença de edema, enquanto que desnutrição moderada = P/E Z escore &lt; -2.&nbsp;<br>O tratamento da DEP grave consiste em duas etapas:<br>- Etapa de Estabilização (primeira semana de internação): objetiva evitar hipotermia, hipoglicemia, distúrbios hidroeletrolíticos e infecções, através da suplementação de micronutrientes e alguns elementos, como zinco, vitamina A e ácido fólico; hidratação preferencialmente via oral; e antibioticoprofilaxia/terapia, geralmente com amoxicilina ou ampicilina com aminoglicosídeo. Nesta fase, é importante oferecer dieta normocalórica e normoproteica à criança, evitando a síndrome de realimentação - grande liberação de insulina que provoca estímulo anabólico, com captação excessiva de diversos elementos, podendo causar hipofosfatemia, hipocalemia e hipomagnesemia.<br>- Etapa de Reabilitação (2-6 semanas): consiste no aumento da ingesta calórica e proteica, para um catch-up do crescimento, além da suplementação de ferro.<br>Na alta, deve-se garantir o retorno para acompanhamento ambulatorial dessas crianças.<br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-19 18:53:43 UTC</pubDate>
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         <title>Sonda Nasogástrica</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Na enfermaria da unidade metabólica existem alguns pacientes, em uso de sonda nasogástrica, também é comum na passagem de casos, discutir se mantem ou retira a sonda nasogástrica desse ou daquele paciente.<br><br></div><div>A sondagem nasogástrica consiste na inserção de um cateter até o estômago, através das vias aéreas superiores e esôfago. É um procedimento bastante comum nas unidades hospitalares.<br><br></div><div>Sua indicação mais comum é para administração líquidos e dieta ou medicamentos em pacientes que não toleram recebê-los via oral, como nos casos dos pacientes da Unidade Metabólica. Descompressão do trato gastrointestinal em pacientes com obstrução ou com pancreatite.<br>&nbsp;Hemorragia digestiva alta.<br>&nbsp;Lavagem gástrica devido a intoxicações.<br><br></div><div>Alguns passos para colocar a sonda nasogástrica que é um procedimento não estéril.<br><br></div><div>&nbsp;Após informarmos o procedimento ao paciente, obter seu consentimento e realizarmos a higienização das mãos, devemos:<br><br></div><div><br></div><div>Elevar a cabeceira da cama a 45°, limpar as narinas e a testa do paciente com gaze.<br><br></div><div>Medir o comprimento a ser inserido da distância da ponta do nariz até o ângulo da mandíbula e daí até a base do apêndice xifoide, marcar o comprimento a ser inserido com esparadrapo ou fita adesiva.<br><br></div><div><br></div><div>Aplicar anestésico tópico em gel (ex.: lidocaína) na narina do paciente usando uma seringa e na extremidade do cateter a ser inserida, tornando-o lubrificado. Ele também pode ser umedecido.<br><br></div><div>Inserir o cateter em uma das narinas, lentamente, enquanto o paciente mantém flexão cervical, permitindo que a glote se feche e proteja as vias aéreas. Deve-se solicitar a deglutição durante sua passagem pela faringe, a fim de fechar a epiglote e reduzir o risco de introdução traqueal. Continue inserindo até que a marcação feita atinja a narina do paciente.<br>&nbsp;Recuar em caso de tosse intensa, dispneia ou cianose desencadeadas pela passagem do cateter nasogástrico.<br><br></div><div>A fim de confirmar se o procedimento está correto, o melhor exame é o RX de tórax, que deverá mostrar a extremidade do cateter abaixo do diafragma.<br><br><br></div><div>É contraindicado o uso da sonda nasogástrica em casos de trauma maxilofacial extenso, em especial com fratura de base do crânio, coagulopatia grave, anormalidades&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-20 00:18:12 UTC</pubDate>
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         <title>Escabiose</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2192152890</link>
         <description><![CDATA[<div>Sou o interno da escabiose. O primeiro paciente que acompanhei, além do quadro primário de bronquiolite, estava com escabiose. O segundo paciente que acompanhei estava com escabiose e infecção cutânea secundária. O último paciente que vi no ambulatório de gastroenterologia e hepatologia pediátrica (falarei dele em outro post) estava saudável, à exceção de... escabiose.&nbsp;<br><br>Escabiose, antigamente conhecido como sarna humana, é uma doença causada por um parasita - o ácaro Sarcoptes scabiei&nbsp; -que se alimenta da pele, escavando túneis sob a mesma. Esses percursos provocam uma reação imunoinflamatória local que leva ao principal sintoma: prurido intenso. O ato de coçar intensamente leva a irritação do local, podendo causar feridas e abrir caminho para infecções secundárias.<br>O tratamento é tópico, única possibilidade nos lactentes, e com antiparasitário oral para crianças maiores e adultos.&nbsp;<br><br>O que mais dificulta o controle da escabiose e facilita o contágio é que o ácaro pode ser passado pelo contato de pele e pelos tecidos. É necessário ferver todos os tecidos que o paciente tem contato e tratar todos os contactantes.&nbsp;<br><br>Entra aí o chamado "risco social" porque o gás de cozinha custa 10% de um salário mínimo (e boa parte das famílias dos pacientes da UPL não tem nem um salário mínimo de renda mensal). Ferver pode não ser uma opção. Nesse caso, deve se isolar os tecidos por algumas semanas para eliminar os ácaros por inanição. E se não houver roupas para substituir as que estão de quarentena?? Risco social...<br><br>Particularmente, um binômio na UPL foi de difícil controle pois estavam se reinfectando continuamente. Quando um melhorava com o tratamento, o contato com o outro levava ao surgimento de novas lesões. Isso reforça o conceito de tratar rapidamente todos do convívio.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-20 00:41:43 UTC</pubDate>
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         <title>Ambulatório de Gastroenterologia e Hepatologia Pediátrica</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2192179697</link>
         <description><![CDATA[<div>No primeiro mês de Pediatria, estive alocado no AMN, ambulatório de Gastroenterologia e Hepatologia Pediátrica, também conhecido&nbsp; carinhosamente como Gastroped, sob a preceptoria das Professoras Tainara e Cibele, excelentes.&nbsp;<br><br>A rotina ambulatorial é agradável, pois toda a equipe de preceptoras e residentes é muito boa tecnicamente e muito gentil e acolhedora. A jornada não é excessiva e se consegue discutir os casos, entender os processos e aplicar o raciocínio acadêmico e científico sobre a experiência do atendimento.<br><br>O ponto negativo é de infraestrutura do AMN, onde falta ar condicionado na maioria dos consultórios e as consultas são feitas à mão. São pequenas coisas que poderiam melhorar para conforto dos próprios pacientes, além do da equipe.<br>A riqueza do C-HUPES é humana, não material.&nbsp;<br><br>Os casos acompanhados na Gastroped são, na maioria, de doenças congênitas que afetam o sistema gastrohepático. Doença de Wilson, doença de Niemann-Pick, fibrose cística, etc, são alguns exemplos. Os pacientes são acompanhados durante muitos anos.<br><br>Por um lado, parece bastante específico o raciocínio sobre esses pacientes, distante da vida do médico generalista, mas por outro lado, é importante conhecer esse raciocínio para poder direcionar e acompanhar os pacientes que podem aparecer ao longo da vida médica.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-20 01:04:29 UTC</pubDate>
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         <title>Água contaminada</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2192215401</link>
         <description><![CDATA[<div>Uma das coisas mais fáceis de se descuidar ao se trabalhar num hospital - e que a pandemia piorou muito ao obrigar todos a usarem máscaras o tempo todo - é beber água. Não bebemos nem vamos ao banheiro na frequência que deveríamos, por exemplo.&nbsp;<br><br>Em alguns locais do C-HUPES, até mesmo o banheiro e um bebedouro ou filtro de água podem não ser tão disponíveis. Não é o caso da UPL, com uma copa bacana e banheiros também. Entretanto, este não é um post para elogiar.<br><br>Apresentei uma gastroenterite agressiva durante o fim da terceira e início da quarta semanas na UPL. Uma outra pessoa que trabalha lá também, alguns dias antes. Em comum apenas o local de trabalho e o fato de termos bebido água do filtro de água da copa. No último fim de semana, ao ir encher minha garrafa de água no mesmo filtro, fui informado ao acaso que há mais de uma semana, já havia sido solicitada manutenção e nada fora feito; que um certo dia a água estava turva. Em nenhum momento, vi a água diferente ou o filtro desligado, e muito menos um aviso.<br><br>Não é possível atestar ao certo que minha enfermidade foi causada pela água do filtro da UPL. Pode ter sido uma infecção pelo norovírus, em surto em Salvador, por exemplo, através de outra pessoa. No entanto, questiono:<br>CUSTAVA COLOCAR UM AVISO OU DESLIGAR O FILTRO?<br><br>E se uma genitora acessa essa água e fica doente, ou fornece a um lactente e este fica doente?? Uma diarreia pode por a perder rapidamente o ganho de peso de semanas. O risco ao paciente não é aceitável (para não entrar na seara do risco a equipe, já absurdo).&nbsp;<br><br>Se a manutenção não fez o seu trabalho em tempo ou com eficiência, é lamentável. Mas, o que não podemos deixar acontecer é que colegas e pacientes sejam expostos a risco por falta de um simples aviso. Essa é uma falha de todos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-20 01:32:13 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2194015968</link>
         <description><![CDATA[<div>Durante os estudos sobre o tema o qual tive mais contato durante as semanas iniciais o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) foi extremamente útil, esse manual é um produto do Ministério da Saúde e é amplamente acessível e muito prático. A leitura é recomendada pois aborda temas recorrentes na prática clínica.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-05-21 16:20:48 UTC</pubDate>
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         <title>Últimos registros da UDAP</title>
         <author>lucaslsandrade7</author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2194038581</link>
         <description><![CDATA[<div>Evolução do paciente 1 (paciente admitido para investigação de hipoglicemia): evoluiu sem novos episódios após introdução da dieta via SNE. Acreditamos que o diagnóstico de erro inato do metabolismo é cada vez mais IMprovável. Evoluiu com ganho ponderal após 3 dias da dieta. A causa mais provável é um TEA que pode ter contribuído para um quadro de seletividade alimentar importante, fazendo com que o paciente cursasse com desnutrição nos últimos anos. Ficará internado no HUPES por longo período, até melhora do quadro de desnutrição.<br><br></div><div>Outro caso interessante da última semana:<br><br></div><div>Paciente 3. Paciente 4 meses de idade. Registrada como menino. Nas primeiras semanas de vida abriu quadro de desidratação grave, necessitando de 2 internações hospitalares, até sair o resultado do pezinho, que evidenciou o diagnóstico de Hiperplasia Adrenal Congênita, forma perdedora de sal. A deficiência da enzima 21-hidroxilase (que transforma colesterol e aldosterona e cortisol) faz com que o colesterol seja desviado para a síntese de androgênios (única via íntegra), fazendo com que o paciente desenvolva quadro de Hiperandrogenismo (virilização), Hipoaldosteronismo e Hipocortisolismo. Vinha acompanhada na APAE para manejo da doença de base. Aos 3 meses de vida abriu quadro de infecção respiratória grave, necessitando de ventilação mecânica e foi transferida para UTIP do HUPES. Painel viral positivo para VSR. Admitida na UDAP para desmame de O2 (cursa com taquipneia após desligar O2 a 0,5L). Caso interessante que evidencia a necessidade de cuidado ao preencher a DNV na maternidade. A orientação é só preencher a declaração após palpar os testículos, para evitar problemas como esse. E, apesar de possuir um clitóris bem desenvolvido (Prader 5), foi optado por não realizar cirurgia no momento, já que, no futuro, existe a possibilidade da criança (cariótipo XX) se reconhecer como menino. É uma questão complexa. Afora a necessidade de refazer o registro civil, a criança (e a família) necessitará de todo apoio psicológico para lidar com a questão.<br><br></div><div>Segue foto do caso (não encontrei outra similar no google), para que os colegas vejam que é plenamente possível haver uma confusão diagnóstica entre sexos no momento do nascimento (e até mesmo tempos depois).<br><br>Segue, também, escala de Prader.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-21 17:00:41 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>lucaslsandrade7</author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2194038826</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-05-21 17:01:13 UTC</pubDate>
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         <title>Estudo dirigido - Alergia à proteína do leite de vaca</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2194104282</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; A APLV consiste numa reação imunológica exacerbada após exposição à proteína do leite( alérgeno). É uma condição de prevalencia crescente, principalmente em países desenvolvidos. Ela envolve uma ampla gama de síndromes clínicas diferentes. Tais síndromes podem ser resultantes de resposta imunologica mediada por IgE, nao mediada por IgE( resposta imunológica celular) e mista ( que envolve ambos os mecanismos).<br><br>Mecanismos da APLV:&nbsp;<br>1. IgE mediada:<br>-Alergia oral<br>-Resposta gastrointestinal imediata<br>-Rinossinusite ou rinoconjuntivite aguda<br>- Urticária ou Angioedema<br><br>2. Mista:<br>- Esofagite eosinofilica<br>- Gasteoenterite eosinofilica<br><br>3. Não IgE mediada:<br>- Proctocolite alérgica<br>-Enterocolite induzida por proteínas<br>- Enteropatia induzida por proteínas<br><br>&nbsp; &nbsp;Nas síndromes associadas a IgE, observa-se uma resposta mais imediata( de minutos a 2h, geralmente), e mais rica, podendo envolver os tratos respiratório,&nbsp; cutâneo, digestorio e resposta sistêmica( anafilaxia). &nbsp;<br>&nbsp; Nas síndromes IgE mistas e nas IgE não mediadas, a resposta alérgica se inicia mais tardiamente ( &gt;2h após exposiçao) e geralmente está mais restrita à pele e ao TGI.&nbsp;<br>&nbsp; O diagnóstico do quadro envolve a clínica e exames complementares a depender do mecanismo envolvido. O padrao ouro para diagnostico das APLV é a retirada do alérgeno da dieta e observação da remissão dos sintomas. Em cerca de 6 a 8 semanas, fazemos o teste de provocação oral( re introdução do alimento) para confirmação diagnostica.<br>&nbsp; &nbsp;Nas sindromes IgE mediadas, podemos fazer tambem a dosagem de IgE específica para o leite( pelo fato de envolverem essa resposta), alem dos testes de contato cutâneo.<br>&nbsp; Nas síndromes mistas, utilizamos também a biópsia do trato gastrointestinal para contagem dos eosinófilos e fechamento do diagnóstico ( eosinofilos&gt; 15/ campo fecham o diagnostico de esofagite e gastroenterite eosinofilica).<br>&nbsp; O tratamento da APLV envolve a retirada do leite da dieta. Se o paciente estiver em amamentação exclusiva e a decisão for mante-la, o tratamento será a retirada do leite de vaca da dieta da mãe. Se o paciente já iniciou introdução alimentar, faz-se a introdução de formula infantil hidrolisada, isto é, em que o TGI não receba a proteína do leite completa. Ha duas possibilidades de formula infantil: extensamente utilizada( mais utilizada para tratamento inicial, em nosso meio) e a formula de aminoacidos livres( utilizada em caso de não resposta à hidrolisada, ou mesmo, segundo algumas escolas, de inicio, para reduzir o tempo total de&nbsp; tratamento, ja que 10% só responderá com a formula de amionoacidos.<br>&nbsp; De forma geral, a APLV tem bom prognostico, uma vez que na grande maioria dos casos existe resolução da resposta alergica em torno de 1 ano, sendo rara a progressao para alergia persistente.<br>&nbsp;&nbsp;<br>&nbsp; Referências:<br>&nbsp; - Tratado de pediatria : Sociedade Brasileira de Pediatria / [organizadores Dennis Alexander Rabelo Burns... [et al.]]. -- 4. ed. -- Barueri, SP : Manole, 2017.<br>&nbsp; - Jarvinen-Seppo, M; Sicherer, H. (2017). Milk allergy: Clinical features and diagnosis. In TePas E.( Ed.), Uptodate.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-21 19:14:31 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Já na metade...</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2194181361</link>
         <description><![CDATA[<div>Na última semana, o ritmo ficou mais acelerado na UPL, trabalhamos com todos os leitos (ou quase todos) ocupados a semana toda! Acabei devendo algumas postagens aqui.<br>Segunda foi meu último dai no ambulatório da Nefropediatria.<br>Essas 4 semanas foram de crescimento gigantesco na área! Ver na prática o manejo das condições que já havia estudado, sejam raras ou frequentes, foi muito enriquecedor. Dra. Roberta e Dra. Claudia, nossas preceptoras, discutem muito os casos e sempre nos estimulam a estudar mais fazendo perguntas e nos dando autonomia nos atendimentos.<br>No 1º dia, atendi 2 casos seguidos de síndrome nefrótica, ambos os pacientes tinham um quadro clínico parecido (o clássico: anasarca, hipoalbuminemia e proteinúria maciça), mas as nuances de cada um implicavam em manejos bem diferentes.<br>o 1º paciente tinha uma síndrome nefrótica corticorresponsiva recidivante infrequente, ou seja, respondia a corticoterapia em altas doses, chegando a ficar em remissão após o desmame de corticoide e com recidivas infrequentes (2 ou menos em 6 meses). Isso indicava para ele um melhor prognóstico, não havendo, nem mesmo, indicação de biópsia renal, já que na faixa etária pediátrica em quadros com essa apresentação presume-se uma doença por lesão mínima.<br>Já o 2º paciente apresentava uma doença corticodependente, ou seja, toda vez que era tentado desmame, havia nova recidiva. Por isso, estava em tratamento com poupador de corticoide (azatioprina) por um longo período, o que tornava o manejo do caso mais delicado.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-21 22:41:44 UTC</pubDate>
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         <title>Ambulatório de nefropediatria</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2194185203</link>
         <description><![CDATA[<div>Ainda sobre o ambulatório: atendemos também crianças com doença renal crônica por diversas etiologias, retornos ambulatoriais de crianças internadas na UDAP (para onde vou agora!) por ITUs, síndrome nefrítica e nefrótica, além de algumas outras condições raras. Chamou atenção o atendimento de 2 irmãos, de uma prole de 5 no total na qual todos são portadores de uma mutação que ocasiona uma tubulopatia com hipercalciúria e hipomagnesenemia, mais especificamente: Hipomagnesemia familiar com hipercalciúria e nefrocalcinose (FHHNC).<br>O paciente que atendi, de 14 anos, tinha um quadro secundário de nefrolitíase, devido à alta concentração de cálcio na urina, favorecendo a precipitação de cálculos. A doença se manifestava com crises recorrentes de dor lombar e hematúria. Ele havia acabado de receber alta da UDAP, onde tinha sido internado para realização de uma nefrolitotripsia percutânea pela equipe da urologia.<br>Já seu irmão (o mais novo, com apenas 3 anos), era portador também de síndrome de Down e já apresentava, nessa idade, uma DRC com reduzida TFG (23 mL/min!!).<br>A família era do interior e tinha condições socioeconômicas bem desfavoráveis, mas apesar disso os genitores eram muito envolvidos no tratamento e cuidado à saúde de seus filhos. Algo que foi bastante impactante no meu ponto de vista foi ter que abordar com uma família a perspectiva de diálise para uma criança tão pequena em um futuro não muito distante.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-21 22:56:15 UTC</pubDate>
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         <title>Clima de despedida na UPL</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2194188528</link>
         <description><![CDATA[<div>Chegamos na metade do rodízio e na última sexta-feira, já estávamos saudosos das manhãs na UPL (e da fofura dos bebês!)<br>Logo na segunda semana, recebemos as 2 novas residentes: Anna (R2) e Laíla (R1). As duas são pessoas fantásticas e médicas maravilhosas, extremamente competentes e dedicadas a seus pacientes. Nos encaixamos como uma equipe e tudo fluiu muito bem durante o mês. Vou ficar com saudade dos meus colegas que amei ter como companhia e das residentes também!<br>Foi muito gratificante o contato com absolutamente todas as professoras, sempre extremamente educadas, solícitas e gentis. As sessões de aulas com dra. Priscila também acrescentaram bastante ao rodízio, pois procuramos selecionar temas vistos na enfermaria durante o período ou temas frequentes e importantes na prática (o meu, por exemplo, foi sepse neonatal).<br>Ainda não me despedi completamente, amanhã (domingo) é meu último dia de verdade. Não poderia esquecer de dar notícias sobre Clara, paciente que acompanhei desde o primeiro dia!<br>Ela está evoluindo muito bem após a gastrostomia, sem regurgitações e na sexta já iniciamos a dieta em gavagem! A previsão é de que tenha alta na segunda. mesmo não estando mais lá, farei questão de me despedir dela e de sua mãe e desejar tudo de bom!</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-21 23:06:48 UTC</pubDate>
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         <title>Ambulatório de Nutrologia pediátrica</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2194208713</link>
         <description><![CDATA[<div>As tardes das terças-feiras das quatro semanas iniciais fiquei alocado no ambulatório de nutrologia pediátrica com as professoras Dra. Ângela e Dra. Sandra.<br>A maioria dos casos são relacionados à alergia alimentar, principalmente a alergia à proteína do leite de vaca ou relacionados ao teste de provocação oral (TPO).<br>As discussões são sempre muito boas e um ponto fundamental é a interdisciplinaridade que lá ocorre, pois o ambulatório foi pensado para ser um campo de prática que juntasse conhecimentos médicos e nutricionais e as professoras conseguem nos passar mostrar essa interação.<br>Como não há superlotação de pacientes a dinâmica é muito boa, pois podemos atender os pacientes de forma muito tranquila como também acompanhar todas as discussões que são extremamente didáticas e participativas.</div><div>O ponto negativo é estrutural, uma vez que ainda mantemos consultórios sem ar condicionado e sem computadores.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-22 00:23:38 UTC</pubDate>
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         <title>Seminário</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2194215297</link>
         <description><![CDATA[<div>Cada interno ficou responsável pela realização de um seminário sobre algum tema de livre escolha, de preferência algo vivenciado na enfermaria.<br>Como o tema “Sífilis” já havia sido apresentado, optei por falar um pouco sobre pneumonia adquirida na comunidade na infância, onde falamos sobre a importância da história clínica, dos possíveis achados do exame físico, indicações de internamento e tratamento ambulatorial e hospitalar. Optei por esse tema por essa condição ser bastante comum em unidades de saúde, sendo&nbsp; o conhecimento do diagnóstico e do manejo essencial para o profissional médico, além de ser um tema muito cobrado em provas de residência de todo o país.&nbsp;<br>Os seminários sempre são realizados na presença da professora Dra. Priscila que sempre enriquece os seminários trazendo muitas informações importantes, especialmente sobre atualizações e vivências práticas sobre o tema. Um outro ponto positivo dessas apresentações é que Dra. Priscila nos orientou que trouxéssemos questões de provas de residência sobre os temas apresentados, tornando mais dinâmicas e completas as aulas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-22 00:49:27 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Na terceira semana o caso que mais me chamou atenção foi uma admissão regulada da MPJMMN, uma paciente portadora de mutação no gene OTC (deficiência da ornitina transcarbamílase) que leva a um distúrbio mitocondrial do ciclo da ureia, esse ciclo é a principal via de eliminação da amônia do organismo e essa mutação pode levar a casos de hiperamonemia, é também a doença mais comum do ciclo da ureia e sua transmissão é ligada ao cromossomo X.<br>A genitora relata que possui um filho de 10 anos, sem sintomas, ela também nos contou que teve dois filhos antes do nascimento da paciente, um faleceu com nove dias de vida e outro com sete dias, ambos do sexo masculino (a doença geralmente se apresenta de forma mais agressiva no sexo masculino). A genitora (assintomática) descobriu que também apresentava essa mutação após a perda do seu terceiro filho, quando começou a fazer investigação na APAE onde mantém acompanhamento.</div><div>O quadro clínico da doença varia com a progressão da idade, no período neonatal é geralmente aguda e rapidamente evolutiva, ao longo dos primeiros dias de vida o paciente pode apresentar sucção débil, hipotonia, letargia, convulsões, com possível progressão para coma e morte, podendo ser confundida com sepse neonatal.</div><div>No período da infância, a deficiência de OTC pode manifestar-se de forma aguda, com episódios de irritabilidade, encefalopatia, convulsões ou até mesmo através de má evolução estaturo-ponderal ou atraso de desenvolvimento psicomotor. Já as crianças mais velhas podem exibir episódios recorrentes de encefalopatia, que mimetizam encefalites e intoxicações, ou, de modo mais silencioso, com dificuldades de aprendizagem, sintomas psiquiátricos, enxaqueca ou letargia.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-22 01:04:23 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Na quarta semana foi admitida uma paciente com 79 dias de vida, com história de múltiplas lesões durante o parto e diagnóstico de osteogênese imperfeita, uma doença hereditária do tecido conjuntivo com muitas apresentações fenotípicas. É conhecida como "doença dos ossos frágeis" ou também como “doença dos ossos de vidro” que em pacientes gravemente afetados podem sofrer múltiplas fraturas com trauma mínimo ou nenhum e, em alguns casos, os bebês morrem no período perinatal.&nbsp;</div><div>Com menos de um mês de vida ela deu entrada no HUPES, foi realizada a primeira infusão de pamidronato (bifosfonado) e nesse atendimento ela apresentou jarras de sangue nas fezes e foi feita a suspeita de APLV, sendo orientada a retirada de produtos derivados do leite de vaca da dieta da mãe, contudo não houve melhora e se levantou a suspeita de transgressão da dieta sendo introduzido Pregomin, uma fórmula láctea extensamente hidrolisada que reduz significativamente o risco de manifestações clínicas da APLV.&nbsp;<br>Foi admitida nessa semana para a realização de segundo ciclo. A genitora, uma estudante de 20 anos, referiu que desde a alta não houve novas fraturas e que a paciente foi mantida em dieta com fórmula láctea, sem queixas. Foi realizada a infusão em três dias consecutivos, sem intercorrências, tendo alta na sexta feira.<br>Esse caso me chamou atenção pois nunca havia visto na prática uma situação de osteogênese imperfeita e sem dúvidas não irei esquecer de manifestações clínicas que a paciente com esse acometimento pode apresentar, como membros encurtados, déficit pôndero-estatural, alteração da coloração das escleras entre outras.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-22 23:40:22 UTC</pubDate>
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         <title>Fibrose Cística</title>
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         <description><![CDATA[<div>Uma das doenças congênitas que mais pude ver na UPL é a fibrose cística. Alteração no gene que codifica as proteínas transportadoras de cloreto, causa uma série de acometimentos sistêmicos.<br><br>Os lactentes chegam, em sua maioria, com dois achados: teste do pezinho alterado - felizmente temos rastreamento - e baixo ganho de peso, geralmente associado a fezes hipocólicas (sinal da insuficiência pancreática).&nbsp;<br><br>O teste do suor confirma o diagnóstico. Doença pra vida toda. Cuidados para a vida toda. Felizmente, a estimativa de vida tem crescido ao longo dos últimos anos.<br><br>Sem os devidos cuidados, a vida do paciente com fibrose cística se torna muito difícil, com múltiplos internamentos por ano devido a infecções respiratórias, progredindo irremediavelmente para a redução da funcionalidade respiratória e a deterioração da saúde.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-23 02:33:59 UTC</pubDate>
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         <title>Fim do período na UPL</title>
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         <description><![CDATA[<div>Chegou ao final o período na UPL. Muito proveitoso. Como falei uma vez com uma preceptora, é uma rotina parecida com o alojamento da maternidade, em termos de exame físico, atenção ao binômio mãe e filho, etc. No entanto, é fundamentalmente diferente no que diz respeito à condição clínica, pois na UPL lidamos com as patologias nos lactentes.<br><br>A equipe toda da UPL é muito boa, tenho só a agradecer, especialmente às residentes: Alexia, Débora, Anna e Laíla; e às preceptoras: Priscila, Morgana, Leandra, Lorena, Cláudia e Sandra. Mais do que ter conhecimento técnico, todas são Doutoras que se preocupam com seus pacientes e, na minha visão, esse cuidado supera o próprio saber dos livros.<br><br>Há uma chance enorme de Pediatria ser o rodízio do internato em que mais notei a diferença do tipo "antes e depois".</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-23 02:44:17 UTC</pubDate>
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         <title>Despedida da UTIPed</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Finalizamos as 4 semanas na UTI da Pediatria no HUPES, e com muito carinho, digo que gostei da experiência. Tanto os plantonistas, diaristas e a equipe do serviço (enfermagem, nutrição, fisioterapia, farmácia) foram muito atenciosos e solícitos em me ensinar e ajudar no que precisasse. A equipe multidisciplinar da UTIPed é muito ativa e participante das discussões. Fiquei satisfeita em ter tido um feedback positivo por parte dos profissionais, e de ter sido útil no meu momento de aprendizado.&nbsp;<br>No último dia, tive a ótima notícia de que o paciente que estive acompanhando desde o meu 1º dia na UTI tinha recebido alta para enfermaria. Fiquei muito feliz e torço muito pela sua saúde.&nbsp;<br>Eu e meu colega levamos alguns lanches como despedida e agradecimento por todo carinho da equipe, e segue uma foto com alguns deles.&nbsp;<br>*No próximo post, coloco a outra foto*<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-24 00:01:11 UTC</pubDate>
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         <title>Despedida da UTIPed </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-05-24 00:02:09 UTC</pubDate>
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         <title>Segunda semana em emergência</title>
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         <description><![CDATA[<div>A emergência do HGRS continua a maior correria, a ponto de, nos dias de ambulatório, ser inviável chegar no Hupes 13h30 se eu pensasse em almoçar. O lado bom é que estou fazendo literalmente, pelo menos, uma admissão por dia, de maneira que eu acredito estar super natural agora. O lado ruim é que é difícil concentrar em algo, com toda hora aparecendo alguma coisa e com tanto paciente e tarefas para realizar.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-24 22:20:53 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O estágio na UDAP foi, sem sombras de dúvida, incrível. Nesse mês tivemos uma riqueza de casos clínicos, discussões extremamente interessantes, com diversas especialidades (urologia, Reumatologia, Cirurgia, Infectologia pediátricas), intervenções que realmente modificaram a vida do paciente. A interação com a equipe foi muito satisfatória, me senti acolhida pelos residentes, colegas e preceptores. Se eu pudesse modificar algo, seria só a interação com a equipe de enfermagem, pois às vezes, parece que eles veem os médicos como seus oponentes. No demais, tanto a enfermaria, quanto ambulatório de genética foram de grande importância para minha formação médica. Agradeço a Dra. Luiza pelo carinho e aprendizado compartilhado conosco, e a todos os preceptores que também tiveram sua contribuição na minha formação. <br>Comecei ontem na UPL, ansiosa pelo aprendizado, e com a certeza que será um estágio muito gratificante.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-24 23:10:58 UTC</pubDate>
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         <title>UM vai deixar saudades - 25/05/2022</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Semana passada encerrei minhas atividades na Unidade Metabólica. Foi muito interessante minha passagem por lá. Aprendi bastante, desde casos mais complexos a casos mais rotineiros. Ganhei experiência em algumas especialidades pediátricas, principalmente gastroenterologia, hepatologia, nutrologia e imunologia. &nbsp;Os temas mais vistos foram anemias, cirrose hepática, hipertensão porta, sangramento digestivo, alergia alimentar, TEA e desnutrição.<br><br>Tenho algumas ressalvas sobre o rodízio. Como havia apenas 01 residente, algumas tardes ficavam descobertas pelo residente e nós internos ficávamos lá sozinhos, o que não é bom para assistência e também não contribui com o aprendizado. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-25 17:45:05 UTC</pubDate>
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         <title>Tratamento da criança com desnutrição grave</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Para deixar registrado os 10 passos do tratamento do paciente desnutrido grave. Seguir esses passos, reduz as taxas de mortalidade hospitalar. São eles:<br><br>1. Tratar e prevenir hipoglicemia<br>2. Tratar e prevenir hipotermia<br>3. Tratar a desidratação e o choque séptico (hidratação por VO sempre que possível)<br>4. Correção de distúrbios hidroeletrolíticos (hiponatremia, hipopotassemia e hipomagnesemia são os principais)<br>5. Tratar infecção (ATB empírico para todos os pacientes)<br>6. Corrigir deficiência de micronutrientes (zinco, ferro e vitaminas lipossolúveis - após estabilização do quadro)<br>7. Reiniciar a alimentação cautelosamente&nbsp;<br>8. Reconstruir os tecidos perdidos (10g/kg/dia é o ganho de peso esperado)<br>9. Afetividade, estimulação, recreação e cuidado<br>10. Preparar para a alta e o acompanhamento após alta</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-25 17:53:24 UTC</pubDate>
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         <title>De volta as atividades 🤗</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2200034150</link>
         <description><![CDATA[<div>Olá!! De volta devagarinho, mas de volta<br>Retornei na sexta aos poucos, fui para o amb, Dra Ana foi bem gentil em entender minhas limitações no momento.<br>No domingo me despedir da UPL e essa semana começamos um novo e último ciclo na UM<br>Casos bem diferentes e desafiadores. No entanto nós deparamos com alguns problemas...<br>Estamos com um interno a menos no nosso grupo, o que nos sobrecarregou ainda mais, mas estamos fazendo o possível p dar conta e só há uma residente.<br>Ontem inclusive foi o meu PE, acabei tendo que ficar sozinha com várias demandas para resolver o q foi bem difícil, consegui, no entanto haviam coisas que fugiam ao que podia resolver, além de que não consegui sair às 17h como planejava devido a prova. Acabei saindo as 18:15, tendo que realizar a prova no Uber. Percebo também que minha residente está bastante sobrecarregada. Estamos fazendo o possível para ajudá-la a dar conta das demandas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-25 23:59:28 UTC</pubDate>
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         <title>A primeira semana de UTI e o TESTE DO CORAÇÃOZINHO</title>
         <author>lucaslsandrade7</author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2201392319</link>
         <description><![CDATA[<div>A primeira semana na UTI tem sido produtiva. Apesar de alguns pacientes estarem internados há algum tempo, são novos para nós. Além disso, há a programação de alternarmos os pacientes a cada semana. Notamos que há muitos pacientes com possibilidade de alta da UTI, mas devido à falta de leitos em enfermaria, acabam postergando sua permanência no leito de UTI. Nas visitas há a participação de boa parte da equipe multiprofissional, o que favorece as discussões.<br><br></div><div>Nesse semana, acompanhamos 2 pacientes. Me ocuparei mais atentamente a um caso, dado a possibilidade de estudo sobre as patologia de base. O segundo caso é típico do paciente crítico, crônico na UTI, internado há 70 dias, de forma que até a passagem de plantão é mais rápida e, dessa forma, mais sujeito a deixar passar alguma coisa. Um paciente de 7 meses, com quadro de epilepsia sec a canaliculopatia (confirmado em exoma), em uso de 4 anticonvulsivantes (mas ainda mantendo crises) pouco contactante, em uso de gastrostomia e em dependência de O2, com previsão de Home-care (em organização do domicílio) e, provavelmente, paliação (família ciente). Observamos os níveis pressóricos para idade (34 semanas) e constatamos que todos estavam no percentil &gt;p99 (até 120x70!) e optado por iniciar captopril para melhor controle pressórico. A elevação pressórica não mudaria o desfecho do caso (já que provavelmente o paciente não viverá o bastante para a hipertensão causar lesão em órgão alvo), mas poderia ter algum benefício de conforto. Isso ilustra algo aprendido por nós nas aulas de emergência (o paciente mais conhecido é o que acaba mais esquecido). E, mais: estamos aplicando algo aprendido na UDAP: colocar na evolução todos os percentis de PA do paciente (calculado com base na idade e/ou estatura), para facilitar avaliação diária dos parâmetros das últimas 24 horas.<br><br></div><div>Mas vamos ao caso 1:<br><br></div><div>Caso 1. Paciente feminina, 2 anos e 3 meses, com quadro de PAC complicada com derrame pleural e insuficiência respiratória (mantendo saturação em torno de 70% sem melhora importante após O2, mas – curiosamente – sem repercussão clínica significativa). Na admissão solicitado RX e realizado toracocentese. Após 2 dias, USG de tórax evidenciou persistência de loculações grosseiras, optado por nova toracocentese, com desfazimento das septações. Chegou em uso de ampicilina e gentamicina, substituído por oxacilina e ceftriaxone na admissão. Evoluiu em curva de melhora clínica e laboratorial. Permitiu revisar (mais uma vez) quadro de pneumonia complicada, queixa frequente na APS e serviços de emergência pediátrica. Na investigação diagnóstica do quadro, observado cianose labial e de extremidades, com unhas em vidro de relógio (sinais sugestivos de hipoxemia crônica). Solicitado ECO e, posteriormente, Angio-TC que evidenciou cardiopatia complexa: <em>situs inversus totalis</em>, transposição de grandes artérias, CIA, CIV, estenose de tronco pulmonar, PCA, imagem sugestiva de coronária única, além de outros achados cardíacos. A genitora refere que sempre notou a criança um pouco mais “roxinha” que o normal e que chegou a buscar avaliação médica e orientado apenas observação. Também apresentava sopro sistólico +4/+4, fazendo com que houvesse alguma ausculta cardíaca (do sopro) à esquerda.<br><br></div><div>O achado permitiu revisar alguns conteúdos: importância do teste do coraçãozinho ainda na maternidade e investigação das cardiopatias cianogênicas.<br><br></div><div>A importância do teste do coraçãozinho (teste da oximetria) foi exaustivamente explicada na Maternidade Climério de Oliveira.&nbsp;<br><br></div><div>O teste da oximetria é OBRIGATÓRIO em qualquer maternidade e serve para avaliar cardiopatia congênita crítica (canal ou ducto dependente, ou seja, que dependem do canal arterial, como é o caso da transposição de grandes artérias, coarctação de aorta crítica, atresia pulmonar/atresia aórtica...). Visa identificar as cardiopatias em que o RN pode evoluir para óbito após o fechamento do canal arterial (shunt canal arterial → da artéria pulmonar para a aorta). Esse teste DEVE ser realizado entre 24-48s de vida (ou seja, após fechamento do canal arterial). Até o final da 1ª semana, espera-se que esteja completamente fechado. Essas crianças podem “enganar” o médico, pois se desenvolvem bem intraútero e nascem bem. Com o tempo, quando o canal fecha, podem evoluir para choque e óbito. A aferição da saturação de O2 deve ser realizada em MSD e MI (pré e pós-ductal, pra verificar se existe shunt). O objetivo é evidenciar alterações entre os membros. Os membros devem ser aquecidos previamente.<br><br></div><div>O esperado é que a saturação de O2 esteja <strong>≥95% E ≠ &lt;3</strong> entre as medidas. Ou seja, resultado 100 e 97 está alterado! Essa avaliação não afasta cardiopatia em geral, mas afasta cardiopatia canal-dependente. Se o resultado vier alterado: aquece RN e repete em 1 hora. Se mantém alteração (saturação &lt;95 OU diferença ≥3) é mandatório realizar ECO em até 24hs. Se ECO alterado, interna em UTI e administra prostaglandinas IV para tentar manter o canal aberto até cirurgia.<br><br></div><div>E aqui a lição da Climério de Oliveira: Se RN nasceu no interior, resultado do teste da oximetria alterado (após 2 aferições) e não tem ECO disponível = REGULAÇÃO. É PROIBIDO dar alta do RN com teste alterado, sem realizar ECO! No pedido de regulação, não devemos colocar “teste do coraçãozinho alterado” nem “necessidade de ECO”. A orientação é colocar “suspeita de cardiopatia congênita crítica”, para viabilizar regulação mais rápida, devido a potencial gravidade do caso. Foi a lição mais marcante que tive na Climério e agora, um ano após, vejo uma consequência prática da falta disso.<br><br></div><div>Nas cardiopatias cianogênicas, o achado clínico é de CIANOSE devido a dessaturação do sangue arterial (a criança vive em criança vive em hipóxia). Pode haver lesão que cursa com hiperfluxo pulmonar (transposição de grandes vasos é o exemplo clássico) ou hipofluxo pulmonar (obstrução do trato de saída do VD). No caso da paciente, não apresentava hiperfluxo pulmonar importante devido a estenose em vasos pulmonares.<br><br></div><div>A transposição de grandes artérias é caracterizada por uma relação anormal entre as grandes artérias e os ventrículos (é um erro do septo gonal, que desce de forma reta). Assim, a aorta sai do VD e o tronco pulmonar sai do VE. Essa&nbsp; circulação por si só é incompatível com a vida, de forma que deve haver uma comunicação entre as circulações para garantir a vida. Na vida fetal e logo após o nascimento, o canal arterial e o forame oval são os responsáveis por manter o RN vivo (permite uma mistura parcial do sangue oxigenado). E foram essas persistências que mantiveram a nossa paciente viva (CIA, com achado sugestivo de átrio único), CIV e PCA. Se houvesse o fechamento dessas comunicações, a criança iniciaria um quadro de hipóxia progressiva, cianose, acidose metabólica, disfunção miocárdica, ICC, choque e PCR.<br><br></div><div>A clínica desses pacientes é de sopro sistólico com B2 única e hiperfonética (aorta anterior). O RX costuma evidenciar mediastino anterior estreito (em formato de ovo deitado). Pode haver aumento da trama vascular devido ao hiperfluxo pulmonar. O teste da hiperoxia é útil no diagnóstico, pois não há melhora da cianose mesmo após O2 a 100%.<br><br></div><div>Após a identificação da cardiopatia, deveria ter sido prescrito PGE1 (útil para manter o canal arterial patente, visando manter a criança viva) e considerado a oferta de O2. Deveria ser regulada imediatamente para serviço com cirurgia cardíaca com proposta de realização de correção cirúrgica (Cirurgia de Jattene), idealmente até o 25º dia de vida (para preservar a massa do VE). É uma cirurgia delicada, sobretudo pela saída das coronárias (se interromper o fluxo por muito tempo, a criança pode evoluir com IAM no pós-operatório).<br><br></div><div>Mas a criança sobreviveu apesar de tudo. Hoje encontra-se em melhora do ponto de vista infeccioso (já sem drenos e afebril na última semana). Em programação de ser transferida para enfermaria de cirurgia cardíaca pediátrica (Ana Nery ou Martagão Gesteira) para que seja realizada nova Angio-TC (já que a do HUPES não é melhor para avaliar o caso) e decidir a viabilidade de realizar procedimento cirúrgico ou realizar apenas acompanhamento clínico, devido a complexidade e riscos do procedimento cirúrgico.<br><br></div><div>E, novamente: a história de vida da paciente (e da família) poderia ser diferente com a realização de um teste do coraçãozinho.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-26 22:11:26 UTC</pubDate>
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         <title>Coração Normal e TGA</title>
         <author>lucaslsandrade7</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-05-26 22:12:30 UTC</pubDate>
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         <title>Sessões Teóricas - Semana 05</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Essa semana tivemos mais uma sessão de condutas, na qual discutimos a prescrição do paciente grande queimado na emergência pediátrica e os principais exames a serem solicitados no atendimento inicial. Também discutimos sobre investigação e condutas em caso de febre no paciente internado, já em uso de antibioticoterapia.&nbsp;<br>Além disso, finalmente tivemos a oportunidade de participar da famosa roda de conversa de Dr. Dilton. Revisamos conceitos importantes sobre causas e investigação de icterícia no lactente, critérios de tratamento da citomegalovirose no RN, diagnóstico e tratamento da endocardite infecciosa, diagnósticoa diferenciais de massas cervicais, diagnóstico se tuberculose pulmonar na criança, apresentação clínica e diagnóstico de leucemia na infância e, por fim, critérios de alta do paciente com pneumonia grave não complicada e complicada.&nbsp;<br>Espero&nbsp;que possamos participar todas as semanas!</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-27 12:41:43 UTC</pubDate>
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         <title>Troca de Ambulatórios</title>
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         <description><![CDATA[<div>Passamos da metade do rodízio e nesta semana trocamos o ambulatório de nefrologia às segundas-feiras pelo ambulatório de gastroenterologia às quintas.&nbsp;<br>Certamente sentirei falta do ambulatório de nefro, éramos poucos internos, apenas uma residente, com um bom fluxo de pacientes, que atendíamos sozinhos, além de boas discussões e preceptoras bastante atenciosas.&nbsp;<br>No primeiro dia no ambulatório da gastro já pude perceber que somos mais internos e residentes, com menos oportunidades de atendermos sozinhos, contudo, as discussões de caso foram muito ricas.&nbsp;<br>Pude acompanhar o atendimento de um paciente com suspeita de Doença de Hirschsprung (Megacólon congênito), que se caracteriza pela ausência de plexos nervosos parassimpáticos em segmento de cólon, geralmente distal (reto ou sigmoide). A consequência disso é redução de peristaltismo e obstrução intestinal. O quadro clínico clássico corresponde à distensão abdominal logo após o nascimento, com vômitos e retardo na eliminação do mecônio (&gt; 48h), além de constipação. A doença pode ser classificada em segmento ultracurto (reto distal), curto, longo e aganglianose total do cólon. O diagnóstico é feito através da biópsia retal por sucção e o tratamento desta condição consiste na ressecação cirúrgica do segmento afetado e anastomose da região saudável à região anal.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-27 14:37:26 UTC</pubDate>
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         <title>Oficina de Comunicação</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Hoje na enfermaria participamos da oficina de comunicação promovida pela fisioterapeuta Andressa. Além de didática, a atividade foi muito lúdica. Acabou sendo uma boa quebra para a rotina da enfermaria. É sempre bom relembrar a importância e os elementos da comunicação assertiva e não violenta.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-27 15:01:13 UTC</pubDate>
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         <title>As tristes consequências de Toxo gestacional</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Hoje fiz a admissão de Hayley, neuropata, atribuído à toxoplasmose gestacional]<br>Segue minha anamnese (exceto a parte da identificação):<br>&nbsp;#&nbsp; LISTA DE PROBLEMAS:<br>P1. IVAS?<br>P2. Hidrocefalia<br>&gt; DVP em abril/2021;<br>P3. Mãe com Toxoplasmose gestacional.<br><br>#&nbsp; MOTIVO DO INTERNAMENTO:&nbsp; tosse há uma semana + inapetência, hiporexia e tremor há 3 dias + vômito nas últimas 24h<br><br>#&nbsp; HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL:<br>Genitora refere que paciente, com hidrocefalia, iniciou quadro de tosse seca há uma semana que evoluiu rapidamente para produtiva e , no dia 23/05/22, foi associado a hipoatividade, tremor e hiporexia, acompanhado de vômito nas últimas 24 h. Nega febre, coriza, diarreia e alteração do padrão das fezes e urina. Não obstante, na admissão, avó relata que a criança apresenta febre há alguns dias (grau de informação ruim), inapetência e vômitos recorrentes há meses e refere tosse, coriza, obstrução nasal associadas ao quadro.&nbsp;<br>Mãe informa que a tosse começou pouco depois da vacina de gripe (sic) e outra que não sabe especificar. Acrescenta que, no dia 25/5/2022, deu cálcio kids (não sabe mais especificações), VO 5 ml, para a paciente.<br>Paciente sem acompanhamento com neuropediatra. Nega medicamentos de uso contínuo. Administra simeticona, quando a paciente está irritada, chorosa, em torno de 2x/semana, 7 gotas. Refere também uso de supositório, quando a paciente fica constipada por 5-6 dias.<br>Nega episódio convulsivo. Nega outras queixas.<br><br><br># EVOLUÇÃO:<br>Criança encontrada no leito da sala de observação, sonolenta, hipoativa, reativa aos estímulos,&nbsp; no colo da genitora, idade aparente inferior à biológica, regular estado geral e nutricional, normocorada, normocárdica, normopneica, anictérica, acianótica. Genitora refere melhora da tosse desde o amanhecer, tendo a paciente defecado ontem, depois de muito esforço, fezes endurecidas em caroços (Bristol 1), embora seja o padrão habitual da paciente.<br><br><br># ANTECEDENTES OBSTÉTRICOS E NEONATAIS:&nbsp;<br>Genitora G1A0P1C. Durante a gestação, mãe referiu ter-se infectado com toxoplasmose, depois de cuidar de um gato de rua, com o 1º USG obstétrico no 6mês de gestação (aprox), mostrando hidrocefalia fetal. A partir de então, iniciou o pré-natal (já com IG 7 meses), totalizando 4-5 consultas. Referiu ainda prurido e hiperêmese, fez uso de ác. Fólico, sulfato ferroso. Parto neste HGRS com IG 40 sem. cesáreo, sem complicações e sem necessidade de reanimação em sala de parto e sem O2, tendo sido a paciente encaminhada para a Ucin por conta da hidrocefalia, e depois para a Semi- Intensiva, onde ficou por cerca de 1 mês. Nesse internamento, fez inserção de DVP, recebendo alta com tal dispositivo. Nega fototerapia. Peso ao nascer informado pela mãe: entre 3 e 5kg (sic). Não sabe estatura e PC. A partir da alta, informa não ter conseguido consulta com neuro pediatra, tendo realizado a revisão da válvula, após 6 meses, mediante emergência deste HGRS, em outubro de 2021.<br>&nbsp;<br>#ANTECEDENTES IMUNOLÓGICOS:<br>Cartão de vacinação desatualizado (não trouxe caderneta): faltam Rotavírus e outras 5 que não sabe o nome.&nbsp;<br><br>#ANTECEDENTES FAMILIARES:<br>Informa avô materno com atrofia cerebral, diagnosticado aos 66 anos de idade, bisavô paterno, vivo, com história de AVC. Nega comorbidades na mãe e no pai. Nega CA, cardiopatia, doenças hereditárias.<br>&nbsp;<br>#DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR:<br>Atraso no desenvolvimento: não sustenta o pescoço, não senta sem apoio, não fala.<br><br># ANTECEDENTES MÉDICOS PATOLÓGICOS E NUTRICIONAIS:&nbsp;<br>Vide antecedentes neonatais.&nbsp;<br>Realiza dieta oral sem sustentação cervical (risco de pnm aspirativa).<br>Geralmente a alimentação consiste em mingau com cerca de 2 colheres de Mucilon e 150 ml de leite ninho em que a paciente toma aprox. 2/3 por ocasião, em cerca de 4x/dia, lanches manhã e tarde: danone e almoço: verduras (abóbora, batata, cenoura, chuchu, quiabo, beterraba) + carne/ovo/frango. Às vezes, substitui o almoço por caldo de feijão. Jantar: mingau.<br>Desde 23/05/22, refere que a paciente toma apenas cerca de 20 ml de mingau 4x/dia e metade de um danone 2x/dia.<br>Refere ciclo sono-vigília alterado: no total 7-8h/dia, sendo a maior parte depois de 4 da manhã até 9-10h.<br>Nega alergias.&nbsp;<br><br># HPS:&nbsp;<br>Situação social de risco: baixo grau de informação dos familiares, genitora com 18 anos, cursando o ensino médio, paciente sem acompanhamento médico/multidisciplinar regular.&nbsp;<br>Casa com eletricidade, saneamento básico, fogão à gás. Atualmente, residem paciente, mãe, pai e bisavós paternos. Casa com cachorro de estimação.&nbsp;<br>Genitores do paciente estão desempregados, mãe com 18 anos terminando o ensino médio e o pai faz “bicos”, com ensino médio incompleto. Nega auxílios governamentais. Moram de favor na casa dos avós do pai da paciente, que o criaram.<br><br># CONTROLES DA ENFERMAGEM NAS 24h:<br>T 37,3ºC / FR sem registro / FC 150 bpm / SPO2 98% /&nbsp;<br><br># EXAME FÍSICO:<br>Estado geral: sonolenta, hipoativa, em regular estado geral e nutricional, idade aparente inferior à biológica,&nbsp; eupneica, anictérica, acianótica, desidratada. FC 97 bpm. FR 21 ipm (dormindo).<br>AR: MVBD, roncos de transmissão<br>ACV: BRNF em 2T, sem sopros<br>ABD: RHA+, indolor a palpação, sem VCM, sem IP<br>Ext: Bem perfundidas e sem edemas. TEC &lt; 3seg.<br>Neurológico: Hipoativa, reativa ao estímulo. Nistagmo. Pupilas isocóricas e fotorreagentes. ADNP.<br><br><br># EXAMES COMPLEMENTARES:<br>Lab (26/05/22): Hb 11,9, Ht 36,4, VCM 72,8, HCM 23,8, CHCM 32,7, RDW 15,3, Leuco&nbsp; 14400 (Seg 35,8, Linfo 56,7, Mono 6,6, Eosi 0,7, Baso 0,2%), Plaq 336mil, K 4,6, PCR 0,09, Na 145.<br><br><br><br><br><br># CONDUTA:&nbsp;<br>1. Vigilância clínica e infecciosos, com monitorização multiparamétrica contínua;<br>2.&nbsp; Transferência para sala amarela em ocasião oportuna;<br>3. Recebo exames laboratoriais;<br>4. Aguardo TC crânio;<br>5. Aguardo interconsulta com neurocirurgia;<br>6. Libero dieta via SNG e, após confirmação com fono, via oral;<br>7. Familiar ciente do quadro clínico e propostas terapêuticas.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-27 19:49:39 UTC</pubDate>
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         <title>Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo -  TARE. </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2202639132</link>
         <description><![CDATA[<div>Nesta segunda-feira, comecei a segunda etapa do Internato de Pediatria II na UDAP, que fica no mesmo local da UM no HUPES.&nbsp;<br><br></div><div>Meu paciente tem 2 anos e 11 meses e foi admitido com um quadro de hipoglicemia a esclarecer.&nbsp;<br><br></div><div>Na HMA, percebemos que a hipoglicemia foi causada por recusa alimentar, sua condição é de DEP moderada (Z escore entre -3 e -2).&nbsp;<br><br></div><div>O paciente só consome, quando está acordado, suco de caju e uma mamadeira com leite e multicereais quando está dormindo.<br><br></div><div>Dentre as hipóteses diagnósticas foi aventado o transtorno alimentar restritivo evitativo -&nbsp; TARE.&nbsp;<br><br></div><div>Mas o que é TARE?&nbsp;<br><br></div><div>O TARE é classificado como um transtorno psiquiátrico e foi incluído na 5ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria (DSM-5) em 2013, há 9 anos. O TARE não tem relação com a escassez de alimentos&nbsp;<br><br></div><div>Emoções negativas associadas a comida, é uma característica do transtorno restritivo evitativo, sendo apontada como decorrente de problemas familiares, afetando mais as crianças.<br><br></div><div>&nbsp;O transtorno também pode ter relação com o aspecto do alimento e a percepção sensorial que a comida causa em cada pessoa, levando a emoções negativas, desencadeando repulsa, enjoo e náuseas, o que impede a pessoa de ingerir tal alimento.&nbsp;<br><br></div><div>Isso causa perda de peso significativa, insucesso em obter ganho de peso, atraso do crescimento em crianças, deficiência nutricional significativa, dependência de alimentação enteral ou suplementos nutricionais, interferência marcante no funcionamento psicossocial.<br><br></div><div>Pacientes com TARE cursam com uma duração mais longa da doença, maior tempo de hospitalização e, necessitam mais frequentemente de alimentação por sonda nasogástrica, dependendo do grau de desnutrição<br><br></div><div>Não existe um protocolo para o tratamento da TARE, mesmos assim, sua abordagem é multidisciplinar com objetivo de tratar os aspectos emocionais, nutricionais, comportamentais e de saúde. &nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-28 00:02:07 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 4 - Troca de rodízio</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2203014708</link>
         <description><![CDATA[<div>Aqui no HGRS, passamos por 3 rodízio diferentes durante o internato II de Pediatria. Para mim serão: 3 semanas na emergência, 3 semanas na enfermaria geral (4C) e 2 semanas na enfermaria de Nefrologia. Eu e minha dupla, Lais, começamos pela emergência, que possui porta aberta, porém, além das salas vermelha e amarela, possui a sala verde, que tem em torno de 20 leitos, que funcionam como uma enfermaria para casos que não necessitam de investigação diagnóstica e já tem previsão de alta, ou casos que aguardam vaga, sejam eles casos complicados que aguardam vaga em enfermaria para elucidação diagnóstica, ou casos que necessitam de maior vigilância enquanto esperam vaga na UTI. Essas 3 semanas na emergência foram muito proveitosas, pude entrar em contato com doenças muito prevalentes em emergências pediátricas, como Bronquiolite, Asma, HDA, crise convulsiva, sepse, infecções do trato respiratório (pneumonia, crupe viral), dentre tantas outras. Todo dia tínhamos visita, em que eram discutidas as medidas diagnósticas e terapêuticas a serem tomadas, apesar da riqueza de casos, senti que as discussões deixaram a desejar e foram pouco acadêmicas, focando mais em resolver as pendências que em discutir os temas para que entendêssemos as condutas e tivéssemos um aprendizado satisfatório. &nbsp;<br><br>Como sempre, fica o sentimento de que quando estamos pegando o ritmo do rodízio e nos adaptando à rotina, mudamos de estágio. Foi isso que senti ao iniciar meu estágio na 4C nessa quarta semana, novos casos, novos residentes, novos pacientes e nova logística. Na enfermaria pegamos menos pacientes, já que em torno de 4 internos acompanham cada residente, que fica responsável por 6 pacientes. No primeiro dia, a residente e os internos que já estavam na enfermaria nos explicaram como funcionava e como dividiríamos os pacientes, dessa forma eu e ela juntas ficamos responsáveis por 3 pacientes, o que foi um número aceitável para nossa adaptação. Ainda estamos aprendendo os protocolos e pegando as coisas, mas foi um começo de semana bom na 4C.<br><br>Por fim, a emergência deixou saudades, mas estou ansiosa por viver os dois próximos estágios e novas experiências.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-28 16:15:43 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 4 - Caso</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2203109454</link>
         <description><![CDATA[<div>Paciente, GAVJ, 8 anos, proveniente do Hospital Couto Maia, internado desde 02/04, com quadro de tosse produtiva há 6 semanas, associado a rinorreia e febre diária. Procurou atendimento emergencial na UPA de Itinga, após 1 semana de sintomas, sendo tratado em domicílio com sintomáticos, sem resolução. Na unidade foi constatada leucocitose (leuco 16.400), associada a hipotransparência extensa em terço médio e base de hemitórax direito em radiografia de tórax, sendo diagnosticado com pneumonia bacteriana complicada com derrame pleural à direita. Encaminhado ao ICOM, onde foi iniciado Meropenem (Di 14/04) e Vancomicina (Di 16/04), e realizada drenagem torácica (dreno retirado em 20/04). Transferido para o HGRS para realização de decorticação pulmonar. Admitido na UTI no dia 25/04 devido a instabilidade hemodinâmica, em VM, taquicárdico e pálido. Realizou decorticação pulmonar à direita em 28/04, sendo encaminhado para a enfermaria pediátrica em 01/05. Retirado dreno de tórax em 02/05, porém paciente passou a cursar com episódios febris, elevação de PCR e radiografia de tórax com piora radiológica. Foi reabordado em 05/05, realizando toracotomia com rafia de fístula pleuropulmonar e drenagem da cavidade. Retornou para a enfermaria em 08/05 , sendo dreno de tórax retirado dia 15/05; posteriormente evoluiu com dor ventilatório dependente e aumento do derrame pleural com nível hidroaéreo evidenciando em tomografia. Realizada toracocentese (18/05), com colocação de dreno torácico, com saída de 120mL de secreção citrina, mantido dreno e programação de manter ATB até D42. Paciente hoje em bom estado geral, drenando cerca de 50mL/dia de líquido citrino, cursando apenas com dor de leve intensidade em local de inserção do dreno.</div><div><br><br></div><div>Deste caso podemos discutir um pouco sobre Pneumonias complicadas, seu tratamento e condições de alta hospitalar</div><div>- Tratamento: Ambulatorial – Amoxacilina VO 5-10 dias; Hospitalar (interna se: &lt; 2 meses, comprometimento respiratório ou do estado geral, doença de base ou complicações radiológicas) - &lt; 2 meses Ampicilina + Gentamicina, &gt; 2 meses Penicilina IV cristalina, se muito grave faz Oxacilina + Ceftriaxona</div><div>- Em caso de falha terapêutica após 48-72h em uso do esquema ATB (manter febre, taquipneia, etc), deve-se investigar complicações, já que o empiema pode ser uma causa de falha terapêutica. Se no Rx de Tx for evidenciado derrame, devemos prosseguir com uma toracocentese, caso a mesma seja positiva (pH &lt; 7,2, líquido purulento, glicose&lt;40, bactérias/gram positivo), devemos prosseguir para a drenagem do empiema e manter o esquema terapêutico prévio. Caso não haja derrame na radiografia ou a toracocentese seja negativa, devemos suspeitar de resistência aos antimicrobianos e mudar o esquema terapêutico.</div><div>- Critérios de alta hospitalar em pneumonia grave complicada: melhora do estado geral + melhora laboratorial (não aguardar melhora radiológica, pois em complicadas pode demorar até 6 meses para resolver), sem dreno há pelo menos 48h, sem febre há 5-7 dias, sem desconforto respiratório</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-28 19:54:54 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2203802138</link>
         <description><![CDATA[<div>Na quinta semana deu entrada na unidade MSG, um paciente de 81 dias de vida, que veio regulado da UPA com história de diarreia e febre há oito dias. Na admissão foram solicitados exames laboratoriais e screening fecal, além de ser optado pela manutenção da ceftriaxona iniciada na UPA. No decorres dos dois dias seguintes as fezes tornaram-se pastosas e tendendo à coloração normal.&nbsp;</div><div>Devido histórico de pré natal não realizado de forma adequada e a não apresentação do cartão da gestante optamos por solicitar sorologias maternas.</div><div>Por ser gemelar e por apresentar assimetria de pregas anteriores ao exame físico, foi solicitado USG de quadris e devido uso de álcool pela genitora no início da gestação e pela presença de sopro em região paraesternal esquerda foram solicitados USG de abdome e ECOTT.&nbsp;</div><div>A USG de abdome evidenciou possível agenesia renal à direita que foi confirmada por USG de rins e vias urinárias realizada posteriormente e o ECOTT demostrou forame oval patente e possível hipoplasia de arco aórtico (o arco aórtico é considerado hipoplásico quando seu diâmetro atinge 50% do diâmetro da aorta ascendente), sendo indicada, pela cardiopediatria, a complementação com angiotomografia cardíaca e de grandes vasos que confirmou a suspeita inicial além de demonstrar hipertrofia ventricular e congestão sistêmica e no momento estamos aguardando a nova conduta da cardiopediatria.</div><div>Esse caso me chamou atenção pelo direcionamento que tomou, ele apresentou uma resolução rápida da queixa principal e de como a anamnese e o exame físico são fundamentais para uma investigação completa.&nbsp;</div><div>O artigo de Jose Alberto Caliani, intitulado “Modificação técnica para correção de coarctação aórtica com hipoplasia do arco aórtico”, apesar de específico nos mostra uma apresentação doença e também nos apresenta um panorama sobre uma possível técnica de correção.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-29 23:53:50 UTC</pubDate>
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         <title>Início UDAP- primeiro caso</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2203819058</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;(29/05/2022)<br>Nesta semana eu iniciei a segunda etapa do rodízio de Pediatria II, na UDAP.&nbsp;<br>&nbsp; Meu primeiro paciente da unidade é um garoto de 1 ano e 3 meses que apresenta há 7 meses história de diarreia pastosa, com sague vivo e muco.&nbsp; Trata-se de uma criança nascida a termo (IG 39s2d), sem intercorrências pré-natais, com história de icterícia neonatal tratada com fototerapia e alta em 72h, que foi mantida em aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, quando se iniciou introdução alimentar com papinhas de frutas e verduras, cereais e biscoitos.&nbsp; Aos 7 m, a mãe optou por introduzir Aptamil por conta própria, tendo o menor evoluído cerca de 2 semanas depois com o quadro de diarreia sannguinolenta, com cerca de 5-6 dejeções/dia.&nbsp; Recebeu aos 11 meses o diagnóstico de APLV, sendo iniciada fórmula de aminoácidos( neocate) e retirado leite da dieta, porém paciente apresentou melhora do sintoma apenas por algumas semanas, e quadro retornou.&nbsp;<br>Evoluiu com anemia grave, ganho pondero- estatural insuficiente&nbsp; e duas internações por conta do quadro em cidade de origem. Na segunda internação, em que apresentava também febre e lesões ulceradas em boca, veio regulado para HGRS, onde colonoscopia identificou diversas úlceras, algumas mais profundas, entremeadas com mucosa normal em cólon, e intensa friabilidade ( aspecto fortemente sugestivo de doença de chron).<br>Realizou biópsia da lesão (em aguardo) e painel para imunodeficiências (DII de início muito precoce pode estar relacionada a doenças monogenéticas e imunodeficiências primárias). Veio regulado para HUPES para conclusão de diagnóstico e tratamento.&nbsp;<br>Como o paciente apresenta IgG CMV &gt;500 e portanto risco de infecção, discutimos que nesse momento o mais adequado seria a terapia de indução com nutrição enteral exclusiva (tão eficaz quanto corticoterapia em induzir remissão) enquanto investigamos infecção e realizamos profilaxias necessárias para uso do Infliximabe (terapia de escolha para quadros muito precoces como o dele). O paciente vem evoluindo bem, com aceitação da nutrição e ganho de peso, porém ainda mantendo padrão prévio de diarreia. O caso foi uma excelente oportunidade de revisar doença inflamatória intestinal e diagnósticos diferenciais, além de termos refletido em visita sobre o que poderia ter tornado o diagnóstico mais precoce ( ter prestado atenção à não resposta ao tratamento inicial e à gravidade do quadro, não comum à APLV, e assim ter encaminhado mais precocemente o menor a centro de referência para maior investigação).&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-30 00:18:50 UTC</pubDate>
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         <title>Primeira semana na UDAP - 29/05/22</title>
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         <description><![CDATA[<div>O perfil de pacientes na UDAP é bastante interessante. Temos a oportunidade de acompanhar pacientes com diversas comorbidades, incluindo comorbidades cirúrgicas. Atualmente estou acompanhando esse caso, segue resumo:<br><br>Paciente, 14 anos, com relato de cirurgia para herniorrafia inguinal (sic) com 1 mês de vida, vem ao ambulatório de gastropediatria referindo que desde o nascimento cursa com dor abdominal difusa de característica em aperto e migratória, de intensidade 10/10 que não cessa com o uso de analgésicos simples, com frequência de 2 a 3 vezes no mês. Dor é&nbsp; associada à inapetência, vômitos e distensão abdominal. Refere ritmo intestinal habitual, 1 vez ao dia, nega sangramento, alteração da consistência ou forma das fezes. Buscou unidades de atendimento diversas vezes, sem resolução do quadro.&nbsp;<br>Ao exame físico: Paciente emagrecido, hidratado, anictérico, normocorado, acianótico, hemodinamicamente estável, respirando confortavelmente em AA. Abdome globoso, distendido, RHA aumentados, hipertimpânico, indolor a plapação superficial e profunda.&nbsp;<br>RAIO-X DE ABDOME (19/05/22): Alças intestinais dilatadas com níveis hidroaéreos e pobreza de gás na topografia do retopodendo corresponder a abdome obstrutivo.<br>TC DE ABDOME TOTAL (20/05/22):&nbsp; Destaca-se acentuada dilatação de alças jejunais e ileais proximais, com nÍvel hidroaéreo no seu interior, co mmaior calibre medindo 8,0 cm no ileo, notando-se redução abrupta de calibre na fossa iliaca / flanco direito, onde notam-se múltiplos linfonodos, configurando conglomerados. Alças delgadas distais e cólon pouco distendidos. O conjunto destes achados é compatível com quadro de obstrução intestinal ao nível de delgado, com acentuada distensão segmentar de alças jejunoileais.Outros linfonodos aumentados no mesentério medindo até 2,8 x 1,6 cm.<br>CD:<br>Paciente foi encaminhado à cirurgia eletiva no dia 26/05&nbsp;<br>Evolução: Paciente segue bem, clinica e hemodinamicamente estável, diurese e dejeções presentes. Está realizando pós operatório em UTI.&nbsp;<br><br>Continuo acompanhando o caso e aguardando a alta da UTI para UDAP.&nbsp;<br>Participei da cirurgia como instrumentadora, junto ao professor Aécio e a residente de cirurgia geral Mariana.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-30 11:26:03 UTC</pubDate>
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         <title>Centro cirúrgico</title>
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         <description><![CDATA[<div>Muito feliz que a causa da obstrução parcial foi resolvida! :)</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-30 11:32:32 UTC</pubDate>
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         <title>Primeira Semana na UPL</title>
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         <description><![CDATA[<div>Boa noite!<br>Semana passada comecei meu rodízio na UPL, junto com outros 4 colegas. Nessa semana pude sentir a diferença da rotina com a UDAP. Incrivelmente para mim está muito mais puxado, do que antes, não sei se foi porquê eu fiquei o fim de semana de plantão, onde tivemos muitas admissões e pendências para resolver. Nessa primeira semana tive acompanhei uma paciente de 3 meses e 13 dias de vida, que está internada conosco devido à uma Atresia de vias biliares, que foi abordada, feito a Cirurgia de Kasai, no entanto, a paciente evoluiu com complicações e Insuficiência Hepática, passado 1 mês e 2 dias na UTI, e estando conosco desde o dia 16/05. Hoje a paciente encontra-se bem, ainda ictérica, mas com sinais vitais estáveis, sem outras repercussões clínicas nova. Está indo nesta semana para São Paulo, para consulta com equipe de transplante hepático pediátrico, e posteriormente, realização do mesmo. O doador será o pai, e estão todos muito apreensivos com o procedimento. A equipe toda está torcendo muito pelo sucesso do procedimento e que nossa paciente retorne bem, com saúde, para&nbsp; experimentar tudo que o mundo tem a mostrar para ela.<br>No final de semana foram muitas admissões, onde duas foram devido há uma icterícia neonatal tardia, uma com 27 horas de vida e a outra com 2 semanas. A primeira fez fototerapia dupla durante o sábado, aos exames admissionais a bilirrubina já estava bem reduzida a mais da metade do exame externo, sem outras repercussões e no exame de controle, possuía valores em queda. Então marcamos o retorno dela para próxima semana no ambulatório de Egressos, onde eu estarei, e poderei fazer a reavaliação da mesma.<br>Por hoje é isso, iniciando a segunda semana, bem corrida, fiquei de PE hoje, após ter ficado o final de semana também, e amanhã terei o ambulatório pela tarde, e na quarta apresento seminário de Icterícia Neonatal para Professora Patrícia, turma e demais plantonista.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-30 21:48:58 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2205918188</link>
         <description><![CDATA[<div>Ontem foi meu PE, continuamos e continuaremos no mês com apenas uma residente e ontem mais uma vez fiquei sozinha. Acabei saindo as 19:30 do hospital, além das demandas, tive que levar uma das crianças p a USG, se n ia acabar ficando sem fazer, e ela já havia ficado um dia todo sem comer, seria ruim permitir isso. Minha paciente está na UTI. Ela tem uma insuficiência cardíaca, com hipofluxo. E eu acredito que haja alguma síndrome genética. Tenho pesquisado sintomas associados ao que ela tem e síndromes, mas ainda não cheguei a uma conclusão que se adequar. Estou na genética agora e pedirei ajuda aos residentes para nortear minha busca. Temos uma apresentação na quarta de avaliação nutricional. Estamos vendo o material da sociedade brasileira de pediatria. Porém esta sendo difícil acompanhar, estudar e montar a apresentação no ritmo que estamos</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-31 11:16:33 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 5 e 6</title>
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         <description><![CDATA[<div>Nestas semanas concentrei os estudos e esforços no atendimento à emergência. Tenho me sentido um pouco cansado, há bastante trabalho... espero conseguir organizar a rotina para fazer novas atividades propostas pela profª Ester. Na sexta-feira 27/05 fizemos atividade sobre hidratação parenteral basal, feita no meu dia de folga. Sinto que essas semans estão cansativas, pois foram "emendadas" sem folga. Gostaria de mais algum turno livre para poder estudar mais. O próximo encontro com profª Ester será sobre distúrbios do Na, em 03/05/22</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-31 18:15:31 UTC</pubDate>
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         <title>Avaliação Nutricional na Infância</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Hoje, durante a Vista, as professoras resolveram da ênfase ao caso do meu paciente, masculino, 3 anos, admitido pelo estado de hipoglicemia a esclarecer. &nbsp;<br><br></div><div>A HMA, nos faz suspeitar de TARE, tema já abordado, por mim (vê publicação acima).&nbsp;<br><br></div><div>As perguntas foram basicamente como avaliar o estado nutricional da criança. Como, tive várias dúvidas, resolvi estudar o tema e compartilhar aqui.<br><br></div><div>O objetivo da avaliação nutricional na infância e avaliar o rico do quadro de desnutrição ou obesidade e diminuir a morbimortalidade.<br><br></div><div>Para realizar a avaliação nutricional devemos conhecer:<br><br></div><div>História médica e dietética, se usa medicações.<br><br></div><div>Realizar exame físico, realizar medidas antropométricas, avaliar as curvas de crescimento.<br><br></div><div>Solicitar testes laboratoriais&nbsp;<br><br></div><div>Realizar monitorização e intervenção adequada com base no diagnóstico<br><br></div><div>A história dietética deve ser bem detalhada, determinando a quantidade e a qualidade do alimento que o paciente consome. (uso de dieta ou fórmula especial, tipo de comida, quantidade de refeições, lanches, alergias ou intolerância a alimentos, uso suplementos alternativos, se é oferecido vitaminas e minerais, dificuldade na mastigação ou deglutição, comportamento em relação a alimentação)<br><br></div><div>Na história médica perguntar se tem alguma doença de base, ou neoplasia cuja massa interfere no peso, se tem edema, se há má-absorção, se a criança utiliza medicamentos que diminui o apetite ou a absorção de nutrientes.<br><br></div><div>A avaliação subjetiva global é basicamente realizar uma inspeção visual, onde percebemos a aparência (letargia, edema), abdome globoso (ascite), pernas e braços finos, aspecto dos cabelos, pele, lesões, arcos costais, ausência de gordura nas nádegas.<br><br></div><div>O método mais utilizado na avaliação nutricional é a antropometria por ter técnicas padronizadas e estuda populações. Temos de quantificar, no mínimo, o peso, a altura, peso/altura, perímetro cefálico (até 2 anos). Em recém-nascidos, lactantes, crianças de 2 a 6 anos, também devemos medir o perímetro torácico e abdominal, circunferência do braço e coxa, pregas cutâneas tricipital e subescapular. Maiores de 6 a 11 anos o peso a altura, a circunferência do braço e prega cutânea tricipital.<br><br></div><div>Na avaliação laboratorial e bioquímica a albumina é um bom marcador prognóstico, com uma meia vida longa, abundante, mas pode ter o valor afetado por patologias.&nbsp; A transferrina é um bom marcador para acompanhamento, tem meia vida menor que a albumina e seu valor também é afetado por patologias, hidratação e o estoque de ferro.<br><br></div><div>Os marcadores imunológicos como os linfócitos são afetados por agentes imunossupressores e doenças críticas.<br><br></div><div>Marcos de Crescimento fazem parte da avaliação do estado nutricional. Peso ao nascer, comprimento ao nascer, PC ao nascer, dobrar e triplicar o peso do nascimento, comprimento ao final do primeiro ano, peso e altura aos 4 anos, crescimento e ganho de peso entre 2 e 10 anos.<br><br></div><div>Em geral, é dito que a criança dobra o peso de nascimento aos 4-5 meses, triplica aos 12 meses e quadruplica com 2-2 anos e seis meses.<br><br></div><div>A média do peso ao nascimento é de 3,4 kg. Existe uma perda de 10% do peso de nascimento nos primeiros dias de vida. Em média 10 dias.<br><br></div><div>O comprimento médio das crianças ao nascimento é de 50 cm. No primeiro semestre de vida cresce 15 cm e no segundo semestre 10 cm; ao final do primeiro ano a criança cresce 25 cm, ou seja, cerca de 50% do seu comprimento ao nascimento<br><br></div><div>A média do PC ao nascimento é de 35 cm.<br><br></div><div>ALVO GENÉTICO&nbsp;<br><br></div><div>Meninas = (estatura do pai – 13)+ estatura da mãe / 2<br><br><br></div><div>Meninos = estatura do pai +(estatura da mãe + 13)/ 2<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>Curvas de Crescimento OMS.<br><br></div><div>O padrão da OMS serve para avaliar crianças de qualquer pais independente da etnia, condição socioeconômica e tipo de alimentação.<br><br></div><div>Escore Z = Medida obtida – mediana de referência / Desvio padrão para idade<br><br></div><div>Os valores de normalidade definidos entre -2 escore-z e +2 escore-z (95,44% das crianças)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-01 00:35:21 UTC</pubDate>
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         <title>Da responsabilidade que temos em mãos</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>01/06/2022<br>&nbsp;Temos na enfermaria um paciente que ilustra, infelizmente, que a não suspeição de quadros graves, ou a perda de uma janela terapeutica, pode trazer consequências desastrosas. Isso inevitavelmente me fez refletir sobre a nossa responsabilidade médica.<br>&nbsp;Trata- se de um paciente de 6 anos que em 2021 apresentou ganho ponderal importante( cerca de 20 kg) além de sintomas depressivos. No inicio de abril/2022 cursou com hiperglicemia+ giba+ acne+ HAS+ edema facial + depressão. Buscou endocrino em cidade de origem que observou acantose nigricans e prescreveu vit D, reeducaçao alimentar, metformina e fluoxetina, pensando em obesidade e um quadro depressivo associado.&nbsp;<br>&nbsp; Em 29/04, paciente apresentou crise convulsiva tonico clinica generalizada, dando entrada em hospital da cidade de origem hipertenso grave(200x140mmhg), desconfortável, afasico e com tremores generalizados. Durante internação fez uso de hidantal e hidralazina, tendo apresentado porém 47 crises convulsivas no período, sendo cinco com grande manifestação tonico clonica. Foi regulado para o ICOM, e durante transporte apresentou ainda 3 crises convulsivas, recebendo diazepam para cessacão. Paciente evoluiu com alteração neurológica ao longo do quadro, e atualmente nao contacta, permanece alheio ao meio, não se alimenta por via oral e apresenta episódios constantes de agitação psicomotora e tremores.<br>Veio regulado para o HUPES para prosseguir investigação do quadro.<br>&nbsp; É uma criança que iniciou quadro de Sd de Cushing há um ano, que infelizmente não foi diagnosticado em tempo oportuno, sendo&nbsp; tratado como obesidade e depressão. Isso atrasou o diagnóstico e manejo do quadro, de modo que o paciente ficou exposto à hipertensão e às alteraçoes neurologicas causadas pelo hipercortisolismo por muito tempo. A encefalopatia hipertensiva levou a inumeras crises convulsivas, que provavelmente trouxeram dano e agravaram ainda mais o quadro neurológico do paciente, que hoje se encontra em mutismo e sem interaçao, com prognostico sombrio.&nbsp;<br>&nbsp;O quadro já não parece totalmente reversível, uma vez que as repercussões neurológicas parecem grandes. Paciente já se encontra com normalizaçao do cortisol há alguns dias( apos uso de inibidor da esteroidogênese) porem seu quadro clinico, infelizmente, permanece.<br>&nbsp; É preciso estarmos atentos aos diagnósticos diferenciais dos pacientes que abordamos, sempre atentos a descartar situações potencialmente mais graves. É preciso tambem reconhecer nossas limitações diante de determinados casos e se possivel contar com o suporte de outros especialistas, visando a melhor decisão.&nbsp;<br>Somos todos passíveis de erros e a analise posterior por outra pessoa é sempre fácil...o que vale a pena fazer não é julgar posturas previas,  mas lidar com o máximo de cuidado com os nossos casos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-01 08:13:56 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 5 - Caso 1</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Paciente, MCSP, 6 anos,&nbsp; previamente hígida,&nbsp; acompanhada de genitora que relata história de cefaleia associada a dor em MMII, tontura e náuseas há um mês, apresentou episódio isolado de febre há 15 dias, associado a sintomas gripais (tosse seca, obstrução nasal). Refere que paciente evoluiu, desde então, com quadro de dor abdominal, sonolência, poliúria, polidipsia e perda de peso (não mensurado). Relata quadro de vômitos e perda de consciência iniciado dia 17/05/22, sendo levada para UPA de São Cristovão, onde foi prescrito Ceftriaxone (di 17/05/22) e Insulina regular em BIC (não há registros de gasometria ou expansão volêmica realizados no local) .Admitida no HGRS em 21/05/22 na enfermaria 4C, estável clínica e hemodinamicamente. Sem queixas no momento. Genitora referiu que paciente em jejum desde ontem à noite. À admissão, apresentou os seguintes exames:<br>- HGT 247 (após dieta 503); <br>- Gasometria arterial: pH 7,614 | pCO2 23 | pO2 206.7 | HCO3 26.9 | Lac 0,71 | SO2 98.7 | Na 128.2 | K4.60 | Ca 1.12 | Cl 98. <br><br>A paciente evoluiu, durante o internamento, clínica e hemodinamicamente estável e sem queixas. Ficou internada durante 7 dias para ajuste das doses de Insulina, sendo também solicitados exames para investigação diagnóstica (HbA1c, TSH, T4L, anti-Gad, anti-IA2, igA total, Iga Antitransglutaminase, anti-TPO, anti- AAT) e instalado o medidor cutâneo de glicemia (libre).<br><br>Revisão sobre cetoacidose diabética: <br>- <strong>Clínica</strong>: Dor abdominal, Náuseas , Vômitos, Hiperventilação (Kussmaul), Leucocitose, Aumento da creatinina (pode fazer IRA pré-renal) e da amilase (sofrimento pancreático por desidratação), Taquicardia, mucosas secas (desidratação)<br>- <strong>Diagnóstico</strong>: Glicose &gt; 250; Cetonemia/Cetonúria (3+/4+); Ph &lt; 7,30 e HCO3 &lt; 15</div><div>- <strong>Tratamento</strong>: <br>1. Volume: sempre iniciar pela expansão volêmica ( SF 0,9% na dose de 20ml/kg em 1h, se o paciente não estiver em choque) e depois instalar soro de manutenção de acordo com a taxa hídrica do paciente<br>2. Verificar nível de potássio sérico e iniciar insulina <br><br><strong><em>Solução de Insulina (de acordo com glicemia capilar): </em></strong><br>GC &gt; 250 mg/dL = 0,1-0,2 unidades/Kg/hora<br>GC 180-250 mg/dL = 0,05-0,1 unidades/Kg/hora<br>GC 80-180 mg/dL = 0,025-0,05 unidades/Kg/hora<br>GC &lt; 80 mg/dL = suspender infusão de insulina<br>&gt;&gt; Ajustar as doses medindo a glicemia capilar a cada 1-2 horas;<br>&gt;&gt; Evitar quedas bruscas ou redução da glicemia &gt; 50-100 mg/dL/hora, nas primeiras horas de<br>terapia. Se a glicemia cair mais rápido que o previsto, modificar o SG5% da venóclise para SG10%<br>&gt;&gt; A insulina só não será iniciado nesse eságio se o paciente possuir K+ &lt; 3,3, pois com a administração da insulina, a glicose será carreada para dentro da célula junto com o potássio, piorando a hipocalemia. Dessa forma devemos repor potássio antes de começar a Insulina<br><br><strong><em>Reposição de Potássio:</em></strong><br>K&lt; 2,5 mEq/L = Repor 0,5 mEq/100Kcal/hora, EV, por 4h;<br>K 2,6-3,5 mEq/L = Repor 40 mEq/litro, EV;<br>K 3,6-5,9 mEq/L = Repor 30 mEq/litro, EV;<br>K &gt; 6 mEq/L = Não administrar potássio</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-01 17:31:38 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 5 - Caso 2</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2207951691</link>
         <description><![CDATA[<div>Paciente YBOS, sexo feminino, 2 anos e 1 mês, foi internada no HGRS devido a quadro de mancha hiperemiada em região zigomática à esquerda de início há 01 semana da admissão, evoluindo com edema, dor e surgimento de massa palpável local, que foi diagnosticada como erupção dentária de terceiro molar direito, com conduta expectante. No internamento, a paciente foi diagnosticada com desnutrição energético proteica grave, apresentando, na internação: Peso 7,53; Estatura 78cm; P/A: z score de -2,97, P/I: z score de -3,76 (z score &lt;3 -&gt; desnutrição grave), A/I z score de -2,75. A paciente apresentava, ao exame físico, magreza acentuada, ausência de tecido subcutâeno, pele enrrugada, hipotonia e hipotrofia musculares, não tendo atingido os marcos do DNPM para a idade (paciente não fica em pé sem apoio, não deambula e nem fala palavras completas) e ausência de edema.<br>Deste modo, foi iniciado o protocolo de DEP da unidade:<br>- Reposição de zinco e cobre<br>- Correção de DHE (paciente não apresentava)<br>- Bactrim por 7 dias (tratar infecção presumida, já que a desnutrição pode deprimir o sistema&nbsp;<br>- Introduzida dieta habitual para a idade, como a paciente apenas ingeria leite materno em casa, foi inciada dieta pastosa.<br>- Reposição de vitaminas: vitamina A e ácido fólico</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-01 19:26:47 UTC</pubDate>
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         <title>Nossa Super Heroína</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Vidro é um super-herói das histórias em quadrinho que nasceu com doença devastadora: seus ossos são frágeis como vidro. No entanto, ele compensa qualquer fraqueza com uma mente extremamente brilhante.<br><br></div><div>Infelizmente existem pessoas que nascem com os ossos bem frágeis, mas especificamente com Osteogênese Imperfeita.<br><br></div><div><br>Ontem, 31/05/2022, foi admitida uma paciente, feminina de 10 anos, com Osteogênese Imperfeita e hoje comecei a acompanhá-la.&nbsp;<br><br></div><div>A Osteogênese Imperfeita é uma doença genética sistêmica do tecido conjuntivo com prevalência de 7/100 mil nascimentos. Afeta todos os tecidos que contêm colágeno, mas principalmente o tecido ósseo. Os ossos se tornam frágeis e fraturam facilmente. Existem cinco tipos principais de osteogênese imperfeita. Entre 50% e 65% dos pacientes afetados, sofrem perda da audição. A criança pode ter dentes manchados e mal desenvolvidos a dentinogênese imperfeita. Também, a esclera pode se apresentar com coloração azulada, devido as veias sob a esclera anormalmente fina poder ser vistas através dela. As escleras são mais finas que o normal porque o colágeno não se formou corretamente.&nbsp;<br><br></div><div>A Osteogênese Imperfeita 1 é uma forma leve, caracterizada por nenhuma ou poucas fraturas e deformidades ósseas discretas.&nbsp;<br><br></div><div>A Osteogênese Imperfeita 2 é o mais grave, caracterizado por fragilidade óssea extrema, levando à morte no período neonatal, devido a várias fraturas.&nbsp;<br><br></div><div>A Osteogênese Imperfeita tipo 3 é grave, mas não causa a morte. Os pacientes apresentam múltiplas fraturas, com lesões mínimas quando começam a andar, deformidades ósseas significativas como o crânio grande e a face com formato triangular e baixa estatura. Deformidades do tórax são comuns. A cor da esclera varia.<br><br></div><div>A Osteogênese Imperfeita tipo 4 é uma forma moderada, com alta variabilidade clínica, em que os pacientes podem evoluir com poucas ou muitas fraturas associadas às deformidades ósseas.<br><br></div><div>A Osteogênese Imperfeita 5 apresentam uma forma moderada da doença com algumas características clínicas e radiológicas distintas, como calcificação da membrana interóssea entre rádio e ulna e ausência de dentinogênese imperfeita.<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>O diagnóstico pode ser feito antes do nascimento através da USG.&nbsp;<br>Após o nascimento o diagnóstico de osteogênese imperfeita é feito com base nos sintomas, exame físico, RX, biópsia do tecido conjuntivo ou exames genéticos. A audiometria é realizada para avaliar a audição da criança.<br><br></div><div>O tratamento é feito através de injeções de hormônio do crescimento pra crianças com ortogênese imperfeita tipos 1 e 4<br><br></div><div><br></div><div>Minha paciente que tem Osteogênese Imperfeita tipo 3 &nbsp; está em uso de Pamidronato (bifosfonato) intravenoso por 3 dias, que que ajuda a fortalecer os ossos e diminuir a dor das fraturas.&nbsp;<br><br></div><div>É comum nessas crianças cirurgias ortopédicas para colocação de hastes metálicas.&nbsp;<br><br>Ela não deambula, mas é alegre, uma verdadeira heroína.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-02 01:17:37 UTC</pubDate>
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         <title>Os ambulatórios</title>
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         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2209419272</link>
         <description><![CDATA[<div>Participei dos ambulatórios de gastro e de hepato. Adorei o primeiro e estou amando o segundo. Sinceramente, eu nunca tinha feito um exame físico de paciente sem o traube livre. Nesta semana, contudo a minha paciente com trombose na veia porta idiopática, com 12 anos de idade, compareceu com esplenomegalia que me proporcionou palpar o baço em exame físico e de modo que eu nunca me vou esquecer da experiência. Pode aparecer algo pequeno, mas fiquei muito feliz de poder sair da faculdade tendo palpado os diferentes órgãos abdominais possíveis em exame físico. Ela segue bem, em uso de propanolol (passado de sangramento), o baço dela não aumentou desde a última consulta, continua o acompanhamento no ambulatório de hepatoped e encaminhamos para o ambulatório de endócrino por conta da baixa estatura a esclarecer.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-02 20:43:36 UTC</pubDate>
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         <title>Exercícios sobre Hidratação EV</title>
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         <description><![CDATA[<div>Hoje a maravilhosa profa. Esther corrigiu os exercícios que ela havia enviado sobre Hidratação EV. Mas sinceramente, eu só consegui aprender mesmo ao fazer esses exercícios (embora com ajuda dos slides que tinha fotografado na referida aula). </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-03 21:55:56 UTC</pubDate>
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         <title>Mudança de ambiente - 1ª semana</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Saindo da UTIPed, começo agora a rodar na enfermaria da Cardiopediatria do serviço do Hospital Ana Nery. Um ambiente diferente da UTI, e mais familiar em relação aos outros rodízios. Nos primeiros dias foi mais de ambientação com o local, com os casos, com os residentes e preceptoria.&nbsp;<br>Todos os pacientes internados tem alguma cardiopatia congênita e foi ou será submetido a alguma cirurgia ou procedimento percutâneo terapêutico. A minha impressão é que é um serviço resolutivo com os problemas dos pacientes e o nível de burocracias e demora em relação à resolutividade do caso é muito menor. Isso me deixou impressionada.<br><br>Fiquei responsável por acompanhar e passar o caso de&nbsp; 2 a 3 pacientes nessa primeira semana&nbsp;<br>Paciente 1, é uma criança de 4 anos com diagnóstico de Atresia pulmonar com septo interventricular íntegro, um ventrículo direito hipoplásico e uma comunicação interatrial. Ele já tinha sido submetido a vários procedimentos (Cirurgia de Blalock-Taussig modificado + atriosseptectomia + ligadura de CIA; Cirurgia de Glenn) e estava internado nesse momento para realização da cirurgia de Fontan. Quando comecei a acompanhar ele, a cirurgia já tinha sido realizada e o paciente já tinha passado por várias intercorrências (derrame pleural bilateral, quilotórax), e no momento em que comecei a acompanhá-lo, ele já estava em melhora improtante do quadro.&nbsp;<br><br>O paciente 2 é uma RN, com 25 dias de vida, veio regulada para o Ana Nery devido ao diagnóstico neonatal de Transposição de Grandes Artérias com uma comunicação interatrial pequena e um canal arterial amplo. Foi submetida cirurgia de correção de Jatene + uma atrisseptoplastia e ligadura do canal arterial. Estava na UTI, porém evoluiu com deiscência e infecção da ferida operatória, foi reabordada, e veio para enfermaria.&nbsp;<br><br>Além desses pacientes, tem alguns que são admitidos, porém não ficam tanto tempo por passarem por procedimentos menos invasivos e que demandam pouco tempo de internamento. Os casos tem sido bem interessantes, muito complexos e tem demando de mim uma memória visual que me ajude a lembrar e entender a complexidade dos casos e como são as cirurgias de correção. As preceptoras tem ajudado muito nesse quesito, principalmente Dra Carla que literalmente desenha pra gente na hora da visita, o que tem facilitado muito. Tenho usado também o Tratado de Pediatria e os documentos da SBP durante os estudos.&nbsp;<br><br>Tenho gostado muito de rodar no serviço, me sinto acolhida e bem recebida, alémde estar treinado muito semiologia cardiovascular. Pra mim isso é importantíssimo. &nbsp;&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-03 22:26:25 UTC</pubDate>
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         <title>2ª semana na Cardiopediatria</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Um pouco mais habituada com o serviço e as patologias, tenho sentido mais facilidade na passagem dos casos e no conhecimento dos casos. A enfermaria tem sido uma surpresa muito boa, as discussões me trazem muita reflexão e percepção do que tem faltado em mim e no meu raciocínio. Tenho percebido também que tenho ainda dificuldades em várias aréas e estou basicamente usando os pacientes pra ficar fazendo ausculta cardiovascular para aprender a detectar um sopro. Isso porque...&nbsp;<br><br>Fique responsável por fazer a admissão de um paciente de 5 anos, previamente hígido que, há 02 meses foi em uma consulta de rotina no PSF e foi auscultado um sopro cardíaco ao exame. Essa criança foi encaminhada para fazer um ecocardiograma e foi confirmado a persistência do canal arterial. Paciente foi regulado ao Ana Nery para realização de fechamento desse canal por via percutânea. Quando fui fazer o exame físico nesse paciente, eu não auscultei sopro, e mesmo depois de conversado com os residentes, eu não consegui dizer que o que eu estava auscultando era um sopro ou não. Me senti bastante insegura em relação a isso, e me vi sendo uma médica no PSF que poderia ter atendido essa criança e não ter feito o diagnóstico por não ter auscultado o sopro. De qualquer forma, venho fazendo ausculta nos pequenos na enfermaria, para me ajudar nessa questão. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-03 22:44:32 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2211492618</link>
         <description><![CDATA[<div>A sexta semana iniciou com a alta de MSG, após análise do quadro clínico, da angio TC e dos níveis pressóricos a cardiologia pediátrica optou por seguimento ambulatorial.</div><div>Nessa mesma semana foi admitido WVRS, um paciente de 40 dias de vida que foi admitido para investigação de colestase e anemia.<br>A família é composta pela genitora, o esposo e três filhos, porém o filho mais velho reside com a avó materna do paciente.</div><div>A genitora relatou que a gestação foi indesejada e que realizou diversas tentativas de abortamento. Disse que iniciou o pré-natal somente no sexto mês de gestação e que durante o pré-natal foi visto em USG alterações renais, sendo encaminhado para o HGRS. Após o nascimento evolui com icterícia neonatal com elevação de bilirrubinas, inclusive de bilirrubina direta sendo lá mesmo afastado atresia de vias biliares. Em USG de rins e vias urinárias foi visto achados sugestivos de displasia multicística em rim esquerdo, sendo orientado acompanhamento ambulatorial e tendo alta.<br>Em atendimento com pediatra foi evidenciando anemia (HB 6,4) e enzimas canaliculares elevadas, sendo orientado buscar uma UPA para possível regulação.<br>Na UPL o admitimos em estado de desnutrição moderada e com colestase e anemia a esclarecer. Solicitamos exames laboratoriais e de imagem. Uma vez que o pré natal não foi realizado de forma adequada, pareamos as sorologias do binômio em busca de possíveis infecções que pudessem justificar o quadro clínico, contudo foi afastado.</div><div>Foi solicitado interconsulta com a gastroenterologia pediátrica que, devido o acometimento renal, levantou a suspeita de Doenças fibropolicisticas do fígado- rim, informaram que não tinha critérios para biópsia e sugeriram a realização de uma colangiorressonância para possível diagnóstico.</div><div>Esse paciente está em programação de alta, apresenta resolução da colestase, melhora dos padrões antropométricos e provável melhora da anemia. Iremos acompanha-lo no Ambulatório Magalhães Neto.</div><div>A icterícia é um tema muito importante na pediatria, pois pode ser auto limitado , como na icterícia fisiológica, porém quadros colestáticos com aumento de bilirrubina direta são sempre patológicos e podem ser secundários a quadros graves e que demandam ação imediata como no caso da atresia de vias biliares.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-05 19:12:43 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2211493149</link>
         <description><![CDATA[<div>Com relação a esse tema, a Sociedade Brasileira de Pediatria elaborou guia intitulado “Colestase em lactentes: um tema do pediatra”, que aborda de forma bem clara e objetiva o tema colestase, sendo um excelente material para estudo do tema.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-05 19:13:44 UTC</pubDate>
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         <title>Lei dos pares (de Velpeau) e a segunda semana na UTIP</title>
         <author>lucaslsandrade7</author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2211582450</link>
         <description><![CDATA[<div>Raridades costumam aparecer aos pares, conforme preceituado pelo anatomista francês Alfred Velpeau. Nessa segunda semana foi possível acompanhar um segundo caso de cardiopatia congênita (PCA) em uma paciente de 8 anos, com quadro clínico ainda mais grave que o primeiro caso narrado acima. Tal fato possibilitou rever a matéria e permitiu ainda uma melhor compreensão do assunto. Não bastasse isso, também acompanhamos um segundo caso de Hiperplasia Adrenal Congênita na forma clássica (perdedora de sal), o qual descreverei com mais detalhes.<br><br></div><div>Caso 1. RN de 15 dias de vida, sexo masculino (testículos palpáveis), AIG, com diagnóstico de HAC diagnosticada na triagem metabólica (teste do pezinho). Assim que o resultado foi encaminhado para a cidade de origem (Monte Santo), foi realizada busca ativa para localizar o menor, que já deu entrada no hospital de origem com sinais de desidratação e toxemia. Realizado expansão volêmica e iniciado hidrocortisona em dose de ataque, conforme contato realizado com o serviço de endocrinologia do HUPES. Paciente admitido no HUPES já em bom estado geral, hemodinamicamente estável, em programação de reduzir dose da hidrocortisona e iniciar fludrocortisona. Mantido NaCl entre as mamadas. E após 4 dias, transferido para a UPL.<br><br></div><div>A HAC é uma doença da pediatria (autossômica recessiva). Possui frequência igual entre os sexos, mas o diagnóstico dos meninos costuma ser tardio (na ausência de triagem - pezinho). Se não tratada, leva a óbito nas primeiras semanas de vida.<br><br></div><div>Ocorre devido a uma deficiência enzimática da enzima 21-hidroxilase (95% dos casos). Essa enzima faz parte da cascata que, através do estímulo hipofisário (ACTH) transforma a matéria prima (COLESTEROL) nos hormônios da adrenal (ALDOSTERONA e CORTISOL). Como essa enzima não participa da síntese de ANDROGÊNIOS, todo colesterol será deslocado para a única via íntegra (síntese de androgênio). Logo, a clínica desses pacientes será de HIPERandrogenismo (Virilização, sobretudo em meninas - adquirem características masculinas) associado a HIPOaldosteronismo (desregulação dos eletrólitos Na e K) e HIPOcortisolismo (Insuficiência adrenal - caracteriza o quadro mais grave). O ACTH aqui estará elevado devido à ausência de feedback negativo, que continua enviando estímulos para a glândula, que aumenta de tamanho (daí o termo hiperplasia). Segue, abaixo, esquema da fisiologia envolvida, que elaboramos para apresentação em sessão clínica na UTIP.<br><br></div><div>A doença pode ter penetrância leve (quase imperceptível, que ocorre pela redução da atividade da enzima e a frequência em algumas populações pode chegar a 1:100 nascidos vivos), moderada (só virilização) e grave (insuficiência adrenal e suas consequências e virilização – nossos 2 casos do HUPES, que correspondem a 1 caso entre 15.000 nascidos vivos).<br><br></div><div>O tratamento envolve estabilização hemodinâmica e hidrocortisona (glicocorticoide) durante toda a vida (a dose pode ser ajustada em períodos de estresse. Também, associa-se fludrocortisona (necessidade é maior nos primeiros anos de vida, podendo ser suspensa em algum momento) e NaCl enquanto o RN estiver em aleitamento materno exclusivo.<br><br></div><div>Atualização dos casos: Paciente portador de epilepsia recebeu alta para domicílio via <em>Home-care</em>. E as pacientes cardiopatas foram reguladas para serviços de cirurgia cardíaca pediátrica (HAN e HMG). Também acompanhamos um paciente de 6 anos em pós-operatório imediato de biópsia hepática para investigação de DCPF, permanecendo apenas 24hs na UTI, sem intercorrências.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-05 23:14:43 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Via de Síntese dos esteroides adrenocorticais</title>
         <author>lucaslsandrade7</author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2211582805</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-06-05 23:15:42 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>HAC: Via de Síntese dos esteroides adrenocorticais - Deficiência enzimática da 21-OH</title>
         <author>lucaslsandrade7</author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2211583081</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-06-05 23:16:33 UTC</pubDate>
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         <title>O Ambulatório de Genética</title>
         <author>lucaslsandrade7</author>
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         <description><![CDATA[<div>A experiência no ambulatório de genética foi agradável e proveitosa. É um ambulatório de triagem, em que podemos acompanhar pacientes em primeira consulta e avaliar a necessidade de manter acompanhamento no serviço. Mas apesar de muitos pacientes agendados, o número de ausências é elevado, infelizmente, o que acaba limitando nossa atuação.<br><br></div><div>Nesta semana atendemos um paciente masculino, 12 anos, encaminhado pela ortopedia com suspeita de síndrome de Marfan. Possuía alta estatura, envergadura maior que altura (em mais de 10cm), acromegalia e ritmo cardíaco irregular. Solicitado ECO e avaliação com oftalmologia para investigação do quadro. Entretanto, paciente apresentava também atraso do DNPM global, além de dificuldade de aprendizagem e de fala, vindo em acompanhamento com fonoaudiologia, psicologia e pedagogia desde os 4 anos de vida. Uma vez que Marfan não costuma apresentar esse quadro de atraso de deficiência intelectual, foi realizada a suspeita diagnóstica de homocistinúria (erro inato do metabolismo - distúrbio de aminoácidos), e encaminhado paciente para dosagem sérica de homocisteína e avaliação da neuropsicologia. A diferença é que a homocistinúria possui um prognóstico melhor (em relação a Síndrome de Marfan) após tratamento e acompanhamento especializado.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-05 23:32:51 UTC</pubDate>
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         <title>Venóclise em pediatria- exercício</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2211734585</link>
         <description><![CDATA[<div>03/06/2022<br>Manejar hidratação venosa em crianças é algo muito importante e que com certeza será bastante presente em nossa prática médica.&nbsp;<br>Pensando no exemplo simples de um paciente hígido que fará exame&nbsp; e necessitará de jejum:<br>João tem 1 ano e 6 meses, peso=10kg e está em programação de uma colonoscopia diagnóstica para o dia de amanhã, para investigação de um sangramento digestivo persistente. Ele realizou o preparo e&nbsp; ficará em jejum para o procedimento. Como manter sua hidratação e aporte energético nesse período? Pelo cálculo adequado da venólise.<br>--&gt;Primeiro, calculamos a taxa hídrica pela fórmula de Holliday- Segar:<br>TH diária ( até 10 kg): 100x peso= 100x10= 1000ml<br>- Portanto, fornecerei 1000 ml de soro em 24h. Utilizamos o soro glicosado, com o qual fornecemos também o aporte de glicose diário necessário. E qual é esse aporte?<br>--&gt;Cálculo dos gramas de glicose: PesoxTIGx 1,44<br>- (A taxa de infusão de glicose (TIG) nessas condições de reposição em criança maior hígida varia de 3-4 mg/kg/min)<br>CG: PesoxTIGx1,44= CG: 10x3x1,44= CG:43,2.<br>- Pronto, forneceremos a João 43,2 gramas de glicose em 24h.<br>E do que mais precisamos?<br>---&gt; Os principais eletrólitos a ser repostos pensando num jejum mais curto como este, são sódio e potássio.&nbsp;<br>Como repor?<br>--Na: A necessidade calculada para crianças é de 2-3 mEq/kg/dia, sendo mais utilizado 3mEq. E na solução de NaCl 20%, 1ml= 3,4mEq de Na.<br>Para João:<br>Na diário: 3×10= 30mEq. Se em 1ml NaCl 20% há 3,4mEq, ele precisará de 8,82 ml.<br><br>--K: A necessidade calculada para crianças é de 2-3 mEq/kg/dia, sendo mais utilizado 2mEq. E na solução de KCl 19,1%, 1ml contém 2,6 mEq de potássio.<br>Para João:<br>K diário: 2×10=20 mEq. Se em 1 ml KCl 19,1% há 2,6 mEq, ele precisará de 7,7ml.<br><br>Subtraindo essas soluçoes da taxa hidrica total : 1000-8,8-7,7= 983,5.<br><br>---&gt;Entao, preciso fornecer 983,5 de soro e 43,2 gramas de glicose.<br>Se eu usasse SG a 10%, teria 43,2g em 432 ml de soro. O volume está pouco.<br>Se eu usar SG a 5%, tenho 43,2g em 864 ml de soro. Pronto, mais próximo do que preciso.<br>983-864= 119ml. Essa quantidade faltante eu posso completar com agua destilada, o que completa o volume necessário e não altera a quantidade de eletrólitos.<br><br>---&gt; A prescrição final:<br>Hidratação venosa de manutenção<br>Joao, 1 ano e 6m, 10 kg<br>Taxa hídrica =100%; TIG: 3 mg/kg/dia; K 2mEq/kg/dia; Na 3mEq/kg/dia<br><br>Volume total: 983ml<br>Soro glicosado a 5%---------------864ml<br>NaCl 20% -------------------------8,8ml<br>KCl 19,1%--------------------------7,7 ml<br>Agua destilada---------------------119 ml<br><br>Correr EV 41ml/h por 12h. Repetir após término.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-06 03:35:20 UTC</pubDate>
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         <title>Pediatria: Lidando com o sofrimento/ finitude</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2211741923</link>
         <description><![CDATA[<div>05/06/2022<br>Na enfermaria temos, atualmente, vários pacientes com doenças crônicas graves ou em quadros mais críticos. Apesar da minha afinidade com o tema de cuidados paliativos, confesso que pra mim tem sido desafiador ver esse cenário relacionado a crianças.<br>&nbsp;Temos dois pacientes adolescentes em cuidados paliativos, sendo um com DRC estagio 5, dialítico, e o outro com encefalopatia epileptica de dificil controle, com crises convulsivas diárias ; um paciente de 6 anos com Síndrome de Cushing de longo prazo a esclarecer com sequelas neurologicas graves; uma criança de 1 ano e 3 meses com DII muito precoce e manifestação clinica abundante; uma adolescente de 11 anos com diagnóstico de LES e nefrite lúpica, uma paciente de 6 meses com paralisia bilateral de cordas vocais, traqueo e gastrostomia; e por fim um paciente com quadro de papulas escoriadas e ulceraçoes a esclarecer cujos banhos tem sido momentos especialmente sofridos para a criança. Quadros extremamente delicados e de difícil condução.<br>&nbsp;Conversamos um pouco, durante a semana, em visita, sobre a comunicação de más noticias aos pequenos pacientes e seus responsáveis. Sobre a importância da escolha do local reservado, de iniciar perguntando o quanto ja se sabe, para então comunicar o fato ( conforme preconizado pelo protocolo SPIKES). E falamos sobretudo sobre a importância de introduzir o assunto( obviamente, respeitando o limite de aceitação dos responsáveis, o quanto já 'conseguem' saber), de mantê-los a par dos fatos conforme acontecem, visando compreensão e aceitação graduais. Nao há como essa comunicação não ser dificil e dolorosa, mas seguir tais passos a torna mais empática e ao mesmo tempo assertiva.<br>E quanto à minha experiência pessoal: acompanhar tais crianças em quadros críticos ou em sofrimento tem me sensibilizado bastante e me feito redimensionar aspectos de minha propria vida- além de obviamente, me fazer querer entender mais como oferecer mais qualidade de vida nesses casos. As genitoras também têm me mobilizado- acompanhantes incansáveis, esperançosas de melhora, deixando de lado quase tudo para ser cuidadoras do filho em tempo integral.<br>&nbsp;Cicely Saunders disse que o sofrimento só é intolerável quando ninguém cuida, e eu acredito. Acredito que o caminho é um cuidado com o melhor que pudermos oferecer, com manejo de sintomas, suporte psicologico, abordagem multidisciplinar, espaço para vivência da espiritualidade. Com isso é possivel dar conta do processo de sofrimento e finitude. É possível!</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-06 03:45:39 UTC</pubDate>
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         <title>Sessões Teóricas - Semana 06</title>
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         <description><![CDATA[<div>Essa semana na sessão de condutas discutimos um caso de Púrpura de Henoch-Scholein, a vasculite mais comum em crianças. Além das principais manifestações clínicas (púpura palpável + dor abdominal + artrite + IRA), pudemos revisar a invstigação inicial do paciente com febre e rash purpúrico. A prescrição médica na emergência incluiu: analgésico simples e AINE, sendo o corticoide sistêmico indicado em caso de dor abdominal importante, nefrite grave, hemorragia gastrointestinal, pulmonar ou de SNC.&nbsp;<br>Outro caso discutido foi um paciente de 8 anos com febre alta, dor abdominal intensa, vômitos, mialgia, hiporexia e cefaleia, com hepatomegalia ao exame físico. Seu hemograma da admissão evidenciou elevação de Ht e plaquetopenia, o que nos indicou dengue com principal suspeite diagnóstica. Assim, discutimos os sinais de alarme e de gravidade da dengue e a conduta na sala de emergência, incluindo a prescrição adequada da hidratação.<br><br>Além disso, a professora Esther marcou um segundo encontro conosco para discutirmos a prescrição de venóclise. Infelizmente, dessa vez não pude comparecer, pois foi no dia da minha folga semanal.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-06 12:10:45 UTC</pubDate>
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         <title>Caso 05 - Obstrução intestinal</title>
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         <description><![CDATA[<div>Admitimos essa semana um lactente do sexo masculino, de 4 meses, com diagnóstico ao nascimento de atresia de jejuno, sendo submetido a duas abordagens cirúrgicas no primeiro mês de vida. Compareceu, há uma semana da sua admissão na enfermaria, à emergência do HGRS apresentando vômitos recorrentes e desidratação grave. À admissão, apresentava distensão abdominal importante e Rx de abdome que sugeria obstrução intestinal. Respondeu bem às medidas iniciais, hidratação venosa e a CIPE optou por tratamento conservador, após suspeita diagnóstica de semi-obstrução por bridas. Foi transferido para a enfermaria para acompanhamento conjunto com a CIPE, devido à DEP grave. No momento, encontra-se em NPP + dieta via oral com fórmula sem lactose, com boa aceitação. Mantém distensão abdominal importante e dejeções no padrão habitual. A CIPE tem programação de abordagem cirúrgica.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-06 12:20:46 UTC</pubDate>
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         <title>Despedida da Enfermaria</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2212161295</link>
         <description><![CDATA[<div>Essa foi minha última semana na Enfermaria 4C! As últimas 3 semanas passaram voando! Até o final do rodízio continuaremos na enfermaria, mas só acompanharemos os pacientes da nefrologia. Nessa última semana me despedi das minhas duas pacientes: Yasmin e Esther.&nbsp;<br><br>Já comentei sobre o caso de Yasmin aqui (Caso 04 - DEP grave), a paciente foi transferida essa semana para a Unidade Metabólica no HUPES, para melhor vigilância da alimentação, pois tinha péssima aceitação da dieta e não ganhou peso nas duas semanas que esteve conosco.&nbsp;<br>Esther é uma paciente de 5 meses que está internada no HGRS desde que nasceu e esteve comigo durante as minhas 3 semanas na enfermaria. Apresenta suspeita de síndrome genética (aguarda resultado de cariótipo), cardiopatia congênita, hipoplasia renal, ventriculomegalia e DEP. Tem passado de enterocolite necrosante aos 2 meses de vida, com estenose intestinal e necessidade de ressecção de segmento colônico. Durante os últimos meses, no pós-operatorio, esteve tentando progredir dieta e ganhar peso para receber alta. No período que a acompanhei, conseguiu deixar a SNE de lado e recebe alta com ótima aceitação da dieta, 100% via oral, e curva de ganho de peso consistente! Estamos muito felizes por ela e sua mãe.<br><br>Essa semana, também readmiti na enfermaria Elloa (Caso 03 - Icterícia), que segue em investigação para TORCHS e em uso de Ganciclovir, mas apresentou sepse por infecção sanguínea relacionada ao cateter venoso central (MSSA), sendo encaminhada à UTIPed por alguns dias e readmitida essa semana na enfermaria, em bom estado geral, em uso de Oxacilina.<br><br>Também reencontrei outro paciente já mencionado aqui, Samuel (Caso 02 - ITR), que acompanhei na emergência e que foi reinternado por um novo quadro de infecção respiratória baixa. Fiz sua admissão na enfermaria essa semana, após alguns dias de internamento na UTIPed. Apresentou quadro semelhante ao anterior, com suspeita de bronquiolite viral.&nbsp;<br><br>Por fim, vale comentar de um caso que acompanhamos na enfermaria esta semana, de um paciente que foi internado para tratar uma infecção de trato respiratório. Ao exame físico, notou-se uma deficiência funcional de cotovelos, bilateralmente. Foram realizadas radiografias e consultada a ortopedista, que chegou ao diagnóstico de sinostose radioulnar, uma anomalia rara, caracterizada pela fusão proximal congênita do rádio com a ulna. No início da infância, essa alteração não limita tanto os movimentos da articulação do cotovelo devido à predominância de tecido cartilaginoso, mas a expectativa é que aos 8 anos esses pacientes passem a apresentar limitação grave dos movimentos de prona e supinação dos antebraços.<br><br>Me despeço da enfermaria com muita satisfação! Vou sentir saudade dos meus pacientinhos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-06 12:44:41 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 6 - Caso Clínico</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2212499927</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Paciente HCLG, sexo masculino, 4 meses e 4 dias, porta dor de atresia jejunal por malformação do tipo Apple Peel, em POT de laparotomia exploradora para resolução do quadro realizado no segundo dia de vida, reabordado 16 dias depois devido a obstrução intestinal sec a bridas. É admitido no HGRS em 25/05 devido a quadro de desidratação grave; em laboratório da admissão apresentou leucocitose sem desvio e acidose metabólica importante (pH 7,1, Bic 10, lactato normal) em gasometria admissional. Foi encaminhado para UTI para estabilização do quadro, recebendo alta para a enfermaria pediátriaca no dia 01/06. Em Raio X de abdome foi evidenciada distensão importante de delgado com nível hidroáereo e ausência de ar em reto (semiobstrução intestinal), sendo optado por tratamento conservador, devido à estabilidade clínica. Evolui com dejeções presentes, eliminação de flatos e sem episódios de regurgitação, porém com importante distensão abdominal e choro constante, sendo reavaliado por equipe da CIPE, que cogita nova abordagem cirúrgica. Porém, devido à alta probabilidade de bridas secundária a tal conduta, foi solicitada a realização de enema baritado prévio para melhor estudo do trato intestinal e definição de conduta.</div><div><br><br></div><div>Vamos então a uma breve revisão sobre alguns dos temas presentes no caso:</div><div>1.<strong> Desidratação</strong>: A desidratação deve ser classificada com A, B ou C de acordo com a tabela acima, podendo-se guiar então o tratamento a partir desses grupos:</div><div><em>Plano A: Tratamento em domicílio</em>, aumentar a oferta de líquidos, incluindo o soro de reidratação oral e manutenção da alimentação com alimento que não agravem a diarreia (são considerados líquidos adequados: sopa de frango com hortaliças e verduras, água de coco, água). Deve-se ainda iniciar a suplementação com <em>zinco </em>uma vez ao dia por 10-14 dias (&lt; 6 meses 10mg/dia, &gt; 6 meses 20g/dia). Enfatizar sinais de alarme para serem identificados prontamente na evolução se ocorrerem (aumento da frequência das dejeções líquidas, vômitos frequentes, sangue nas fezes, recusa para ingestão de líquidos, febre, diminuição da atividade, presença de sinais de desidratação, piora do estado geral); se presença de sinais de alarme ou ausência de melhora em dois dias, levar o paciente imediatamente ao serviço de saúde.</div><div><em>Plano B: Realizado na unidade de saúde</em>, devendo o paciente permanecer internado até reidratação completa e reinício da alimentação. 1) Administrar solução de reidratação oral (<em>SRO</em>): a quantidade dependerá da sede do paciente. A SRO deverá ser administrada continuamente, até que desapareçam os sinais de desidratação. Orientação inicial: 50 - 100mL/kg em 4-6 horas. 2) Reavaliar continuamente o paciente,se desaparecerem os sinais de desidratação, utilizar o PLANO A; se continuar desidratado, indicar a sonda nasogástrica (gastróclise); se o paciente evoluir para desidratação grave, seguir o PLANO C. 3) Orientar a reconhecer os sinais de desidratação, ensinar a preparar e administrar a SRO.</div><div><em>Plano C: Composto de 2 fases: rápida (expansão) e manutenção e reposição</em></div><div>Fase Rápida: SF a 0,9% 20ml/kg (10ml/g se RN ou cardiopatas) em 30 min, repetir até que a criança esteja hidratada, reavaliar continuamente, se não houver melhora aumentar a velocidade de infusão.&nbsp;</div><div>Fase de Manutenção e Reposição: Kcl a 10% 2mL para cada 100mL de solução da fase de manutenção.</div><div>- Solução de Manutenção: SG a 5% + SF a 0,9% na proporção de 4:1 (usar regra de holliday-segar: 100mL/kg até 10kg; &gt; 10kg: 1000mL + 50mL/kg a cada kg acima de 10kg; &gt;20kg 1500mL + 20mL/kg a cada kg acima de 20kg)</div><div>- Solução de Reposição: SG a 5% + SF a 0,9% na proporção de 1:1 (iniciar com 50mL/kg, reavaliar quantidade de acordo com perdas do paciente.</div><div>Seguimento: Quando o paciente puder beber, geralmente 2 a 3 horas após o início da reidratação venosa, iniciar a reidratação por via oral com SRO, mantendo a reidratação venosa. Interromper a reidratação por via endovenosa somente quando o paciente puder ingerir SRO em quantidade suficiente para se manter hidratado. A quantidade de SRO necessária varia de um paciente para outro, dependendo do volume das evacuações. A quantidade de SRO a ser ingerida deve ser maior nas primeiras 24 horas de tratamento. Observar o paciente por pelo menos 6 horas.&nbsp;</div><div><br><br></div><div>2.<strong> Abdome Agudo Obstrutivo</strong>: Ocorre um quadro de obstrução intestinal, os sintomas são dor abdominal em cólica geralmente periumbilical, seguido por distensão abdominal com náuseas, vômitos e parada do trânsito intestinal (ausência de eliminação de flatos e fezes); a peristalse pode estar visível. Os ruídos hidroaéreos podem variar entre ausentes ou com aumento do timbre e frequência. Não há irritação peritoneal em geral e febre, em geral, só está presente nos casos complicados e pode ser acompanhada de hipotensão e aumento da frequência cardíaca e respiratória. Local de obstrução: alta - intestino delgado (vômitos precoces, biliosos) ou baixa - colon (vômitos tardios e de aspecto fecaloide). Causas: Intussuscepção intestinal, volvo intestinal, brida, aderência, hérnia interna, neoplasia, estenose.</div><div>&nbsp;<br><br></div><div>3.<strong> Atresia Jejunal:</strong>&nbsp; formação incompleta de parte do intestino delgado. As condições associadas mais comuns são fibrose cística, má rotação e gastrosquise. Há 5 tipos principais de atresia jejunoileal:</div><div>&nbsp;- Tipo I: membrana oclusiva completa da luz, com intestino intacto.<br><br></div><div>- Tipo II: divisão do intestino com um cordão fibroso entre os segmentos proximal e distal do intestino.<br><br></div><div>&nbsp;- Tipo III: divisão mesentérica sem qualquer conexão entre os segmentos.<br><br></div><div>&nbsp;- Tipo IIIB é atresia de jejuno com ausência da artéria mesentérica superior distal; o intestino delgado distal é enrolado como casca de maçã e o intestino é curto (Apple Peel)&nbsp;<br><br></div><div>- Tipo IV: múltiplos segmentos atrésicos (que lembram enchidos de linguiça).<br><br></div><div>Diagnóstico: Radiografia abdominal pode evidenciar alças dilatadas, com nível hidroaéreo e pouco ar no cólon e reto. Enema baritado revela microcólon (devido ao desuso)</div><div>Tratamento: abordagem cirúrgica</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-06 17:35:28 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 6 - Últimos dias na pediatria geral</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Finalizando a minha sexta semana no HGRS, acaba também o meu estágio na enfermaria 4C. Foi um período de muito crescimento e aprendizado, e pudemos conviver mais de perto com casos variados, dentre os quais tivemos LES, DM tipo 1 com primo diagnóstico devido a Cetoacidose diabética, Hipospádia, DEP, CIV com suspeita de síndrome genética a esclarecer e atresia jejunal, fora os pacientes mais crônicos que o hospital tem, em geral neuropatas, que demandam cuidado mais próximo e intenso. Tivemos aulas e discussões de caso com Dr. Dilton sobre os mais diversos assuntos nesse período, alguns deles foram: venóclise, linfoma, alta de paciente internado por pneumonia grave complicada ou não, púrpura de henoch-schönlein e nutrição parenteral.&nbsp;</div><div><br></div><div>Os pacientinhos vão deixar saudade, mas saio com a sensação de dever cumprido e feliz e grata por ver meus pacientes em curva de melhora! Não há sensação melhor!</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-06 19:34:45 UTC</pubDate>
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         <title>Início na Unidade Metabólica</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2212996263</link>
         <description><![CDATA[<div>Nesse segundo mês na Pediatria II, estou na Unidade Metabólica (UM), que está temporariamente junto com a UDAP no térreo do Hospital, em frente ao Centro Cirúrgico do Hospital Dia. A UM originalmente fica no prédio anexo ao hospital, mas este está em reforma, sem previsão concreta de finalização.&nbsp;<br>A UM foca em pacientes pediátricos com patologias ligadas a processos metabólicos e/ou nutricionais. A maioria dos pacientes apresenta, como quadro principal ou associado, desnutrição energética protéica - DEP. Os pacientes são acompanhados de perto pela equipe multidisciplinar, com médicas - excelentes, nutricionistas, fonoaudiólogas, terapeutas ocupacionais, dentre outros profissionais.<br>Inicialmente, a UM estava com apenas uma residente, Caroline, que mesmo sendo muito competente e dedicada, estava sobrecarregada. Felizmente, chegou outro residente, Cássio, para a UM e o fluxo de trabalho ficou mais tranquilo. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-07 03:22:36 UTC</pubDate>
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         <title>Seminário de avaliação nutricional</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2213014302</link>
         <description><![CDATA[<div>Na segunda semana na UM, os 4 internos apresentaram um seminário sobre a avaliação nutricional do paciente pediátrico e as apresentações mais comuns da DEP grave. Foi um seminário bastante objetivo na prática do médico que precisa avaliar de forma efetiva o paciente pediátrico em relação ao seu estado nutricional.&nbsp;<br>Eu comentei um pouco de tudo, mas foquei na correlação estatística entre os gráficos de acompanhamento da evolução nutricional do paciente e as fórmulas e o escore Z, muito usado. Pude aproveitar um pouco da experiência que tenho como professor de física experimental e mostrar a distribuição dos casos numa população na curva de Gauss, usada para distribuições estatísticas normais.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-07 03:40:30 UTC</pubDate>
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         <title>Ressonância num bebê no Hupes</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2213036254</link>
         <description><![CDATA[<div>Uma paciente que estou acompanhando, de 07 meses, internada para investigação de erro inato de metabolismo, com DEP, baixo peso e altura para idade e em uso de Ganciclovir por infeção por CMV, infelizmente, apresentou crises convulsivas e foi para a UTIP. Dois dias depois, compensada, retornou para a UM, porém não mais contacta visualmente nem responde a estímulo luminoso. Os reflexos oculares estão presentes e a equipe de oftalmologia a avaliou como sem alterações oftalmológicas. Era preciso uma ressonância nuclear magnética para avaliar alterações em sistema nervoso central, que pudessem ou não estar correlacionadas com o quadro de base e/ou com a aparente deficiência visual da paciente.<br>O Hupes tem um serviço de RNM, inaugurado recentemente, porém pacientes que necessitam de sedação não podem fazer o exame porque não há ainda no Hupes o equipamento de monitorização compatível com a máquina de RNM, devido ao forte campo magnético.<br>Dessa forma, bebês não faziam RNM no Hupes e precisavam ser transportados para outros hospitais, principalmente o Roberto Santos, para fazer o exame, num processo burocrático excessivamente demorado, confuso e por vezes não eficiente, pois várias vezes já vi paciente não fazer a ressonância porque não estava explícita a necessidade de sedação, ou a ambulância não era a específica, ou esta atrasou, dentre outras dificuldades.<br>Dra Alfa Barata, Dra Caroline e eu conversamos com a equipe da RNM sobre a possibilidade de fazer a RNM dessa paciente da UM fazendo uso de 02 recursos: uma administração de dimenidrinato, que induz sonolência como efeito secundário, e a contenção da paciente em uma amarração de tecidos muito conhecida como "charutinho". A equipe da RNM, muito solícita, topou tentar fazer o exame e deu tudo certo!<br>O exame foi realizado, a paciente respondeu muito bem ao dimenidrinato e ao charutinho e ficou quieta o exame todo, permitindo que as imagens ficassem ótimas. Aguardamos o laudo do especialista, que deve sair nos próximos dias.<br>É preciso observar que essa estratégia pode não funcionar todas as vezes, pois algum paciente pode acabar se mexendo e prejudicando o exame, no entanto, é uma opção simples e eficiente para realizar o exame em bebês estáveis, algo que o Hupes não fazia. Do simples muitas vezes sai o maior resultado.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-07 04:07:27 UTC</pubDate>
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         <title>A pequena clínica médica</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2213955559</link>
         <description><![CDATA[<div>Na 2ª metade do rodízio, fui alocada para a UDAP, a enfermaria geral de pediatria. Já no 1º dia, tendo o primeiro contato com os pacientes, gostei bastante do perfil dos casos, pois sendo uma enfermaria geral, traziam uma ampla discussão de clínica médica.<br>Um dos meus pacientes já na 1ª semana era Davi, um garoto internado para tratamento de osteomielite em tornozelo esquerdo. Quando o conheci, ele já apresentava regressão total dos sintomas e estava quase completando o curso de 14 dias de antibioticoterapia venosa para completar o tratamento ambulatorialmente. Por volta do 10º dia, Davi voltou a apresentar febre sem nenhum sinal localizatório além de um rash maculopapular em tronco e abdome.<br>Durante a discussão de diagnóstico diferencial para o quadro dele, aventamos várias possibilidades e dentre elas, foi levantada a suspeita de síndrome DRESS.<br>Solicitamos hemograma e enzimas hepáticas, que evidenciaram eosinofilia importante e elevação das transaminases!!<br>Excluídas outras possibilidades, ficamos com a suspeita de síndrome DRESS, mas não foi necessária nenhuma conduta adicional além da troca do antibiótico usado, já que o quadro se apresentava de forma benigna.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-07 18:15:29 UTC</pubDate>
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         <title>Uropatia obstrutiva</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2213969821</link>
         <description><![CDATA[<div>Meu paciente "fixo" desse rodízio está sendo Lauan: um paciente que foi admitido pouco antes da minha entrada na UPL, regulado do Hospital do Subúrbio, com um internamento prolongado devido a uma insuficiência renal a esclarecer.<br>Ele é portador de Síndrome de Down e Transtorno do Espectro Autista e passou a apresentar desde março desse ano um quadro de oligúria e edema em face, além de febre persistente. Apresentou piora importante e progressiva de função renal, necessitando de hemodiálise intermitente desde abril. Durante a investigação etiológica para a doença renal, foram detectadas alterações compatíveis com DRC e foi aventada a suspeita de uma uropatia obstutiva, já que apresentava uma bexiga de esforço e hidronefrose bilateral.<br>Lauan veio para o HUPES para avaliação com a urologia pediátrica e Dr. Ubirajara indicou sondagem vesical de demora como tentativa de melhorar a função renal pela desobstrução e realização de uretrocistografia miccional.<br>Diferente do que todos esperávamos, ele teve uma melhora expressiva da função renal, conseguindo inclusive ficar sem hemodiálise desde o fim de maio!!<br>A investigação diagnóstica foi atrasada por conta de uma ITU com um enterococo multirresistente, que impediu a realização do exame.<br>Ontem, depois e muitas tentativas e amolações e pedidos de por favor, eu e a residente Thaila conseguimos acompanhar Dra. Sandra, que realizou o exame mesmo na ausência de condições ideais.<br>Essa é a imagem do trato urinário com contraste, que evidencia uma bexiga pequena, de paredes espessadas (bexiga de esforço) e uma dilatação importante da uretra posterior, compatível com válvula de uretra posterior.<br>Ficamos muito felizes em finalmente ter um diagnóstico e uma perspectiva de intervenção que resolva a obstrução definitivamente! Esperamos que ele possa ser operado logo (e eu, particularmente, espero conseguir acompanhar essa cirurgia no tempinho que ainda tenho aqui)!</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-07 18:30:49 UTC</pubDate>
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         <title>Segunda semana na UPL</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2214179035</link>
         <description><![CDATA[<div>Na segunda semana na UPL chegaram para nós diversos pacientes com icterícia neonatal precoce e tardia. O paciente que eu acompanhei na primeira semana era uma RN com 4 dias de vida que passou a apresentar icterícia neonatal 27 horas após o nascimento, ou seja, tardiamente. RN termo, PSNV, com 40semanas, sem intercorrências no primeiro momento. Após 27 horas de vida, passou a apresentar icterícia, ao dosar bilirrubina total e frações, veio uma BT de 18,3 e BI 17,4, com nível de fototerapia. No entanto, como eles são de Catu, e no Hospital Municipal não realiza fototerapia. Isso me causou uma certa tristeza em relação ao nosso sistema de saúde no interior na Bahia. Muitas pacientes tem chegado para nós, com icterícia com nível de foto, e infelizmente, não tiveram como&nbsp; iniciar o tratamento no interior. Seguindo o caso da minha paciente, colocamos ela na fototerapia dupla, assim que chegou, e solicitamos os exames laboratoriais, que só foram coletados no outro dia. Quando recebemos, a BT já estava de 8,74 (BI 8), e então a paciente foi retirada da fototerapia. Pedimos exames de controle, solicitamos novas tipagens sanguíneas e coombs direto para afastarmos Incompatibilidade ABO ou fator Rh. Após isso, paciente vinha evoluindo bem, com melhora da icterícia, boa sucção, em aleitamento materno exclusivo, afastado risco TORCHS, com sorologias do binômio, demos alta para retorno no ambulatório de Egressos. Como eu estou nesse ambulatório, tive&nbsp; a oportunidade de ver a paciente retornando, bem , ictérica, com BT de dois dias após a alta hospitalar de 4,7 (BI 4), no entanto, como já se passou 6 dias, após a realização do exame, acreditamos que tenha se mantido em queda, uma vez que a paciente estava anictérica. Então pedimos novos exames de controle. Concluímos que realmente foi uma icterícia fisiológica, e pedimos retorno com controles para 1 mês, além de acompanhamento com puericultura.&nbsp;<br>Acompanhei também uma paciente que chegou para nós com Epidermólise Bolhosa, bem grave, com lesões em ambos os MMSS e MMII, além de face, dorso, lábios, mucosa jugal. Pude ver o quão difícil é manejar esses paciente, muito frágeis, lesões bolhosas que formam com frequências, que precisam ser rompidas, risco infecioso, além da dor. Infelizmente essa paciente acabou evoluindo no fim de semana bem taquicardia, taquipneica, hipoativa, com um leucograma de 39.800, com desvio até metamielócitos, que só conseguimos coletar no sábado à troca de curativos, pois a mãe teve uma dor pélvica e sangramento no dia anterior pela manhã, tendo de ser levada para o PA, e o laboratório havia dito que não iria coletar sangue de uma paciente menor sem a responsável presente. Então escalonamos o antibiótico para Vancomicina&nbsp; e Cefepime, pedimos 55ml de hemácias, e transferência para UTI.&nbsp;<br>Estamos todos torcendo para que essa paciente consiga se recuperar, pois nesse momento o estado de saúde dela é delicado, como em boa parte desses pacientes, que acabam evoluindo com tantas lesões assim.<br>Esses são relatos de alguns dos pacientes, como diz Dra. Luiza, todos os pacientes são de todos nós, e estou aprendendo muito com todas as preceptoras e residentes da UPL. Uma ótima discussão em visita, à beira leito, de interconsultas e boa relação com a enfermagem.&nbsp;<br>Nesse momento após prova, apenas cansada, pois desde que comecei na UPL tenho estado lá todos os dias, mas como está acabando o internato, estou dando o gás final, para agregar mais conhecimento.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-07 23:43:18 UTC</pubDate>
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         <title>Nefrite Lúpica</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2215569076</link>
         <description><![CDATA[<div>Tive a oportunidade essa semana de pegar mais um caso interessante, mas extremamente delicado. Uma paciente feminina, 12 com diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistémico Juvenil desde 2016 e com Nefrite Lúpica desde 2017. Foi internada para realizar uma biópsia renal<br><br></div><div>Vamos por partes.&nbsp;<br><br></div><div>O Lúpus é uma Colagenose Multissistêmica Crônica, ou seja, tem capacidade de provocar inflamação no tecido conjuntivo de vários órgãos. Tem etiologia desconhecida e a fisiopatologia é centrada na autoimunidade. Evolui com períodos de exacerbação e remissão, comprometendo principalmente a pele as articulações, as serosas o SNC e os glomérulos.<br><br></div><div>No caso da minha paciente, ela tem comprometimento renal, que evidenciado pelo achado de proteinúria superior a 500mg/24h ou maior que 3 cruzes no sumário de urina e/ou identificação de cilindros celulares no sedimento urinário, com incidência de 50%.&nbsp;<br><br></div><div>A deposição dos imunocomplexos DNA/anti-DNA é a base fisiopatológica para a nefrite lúpica. A ativação do complemento é outo achado (C3, C4, C1q mais encontrados). Para o monitoramento da resposta terapêutica da nefrite lúpica devemos quantificar os níveis séricos do complemento e o anti-DNAds (DNA fita dupla).<br><br></div><div>Ou seja, o diagnóstico é feito pelo aumento do anti-DNAds, pelo consumo de complemento e pelo sedimento ativo no sumário de urina.<br><br></div><div>E a biópsia ?<br><br></div><div>É utilizada para definir melhor o nível de acometimento do glomérulo, para definir o tratamento e o prognóstico do paciente.&nbsp;<br><br></div><div>Se o paciente com Lúpus tem os seguintes critérios: proteinúria maior que&nbsp; 1g/dia ou proteinúria maior que 0,5 g/dia e sumario de urina com sedimento ativo ou elevação da creatinina sem outra causa aparente devemos fazer a biópsia&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>A classificação histopatológica da glomerulopatia&nbsp; lúpica pela Sociedade Internacional de Nefrologia.<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;| <strong>CLASSE</strong> | <strong>DESCRIÇÃO</strong><br> | I | MESANGIAL MÍNIMA – somente imunodepositos, sem proliferação celular Assintomáticos&nbsp;<br> | II | MESANGIAL PROLIFERATIVA – Assintomáticos com proteinúria e hematúria leves, 10 a 20 % dos casos<br> | III | FOCAL - acomete menos de 50% dos glomérulos Gravidade intermediária,&nbsp; 10 a 20 % dos casos A – Lesão ativa: proliferativa focal A/C – Lesão ativa e crônica: proliferativa e esclerosante focal C – Lesão inativas crônicas com cicatrizes: esclerosante focal&nbsp;<br> | IV | DIFUSA - acomete mais de 50% dos glomérulos – mais comum e mais gravida, 40 a 60 % dos casos – tem proteinúria que leva a uma síndrome nefrótica, tem hematúria, hipertensão, disfunção renal A – Lesão ativa: proliferativa difusa A/C – Lesão ativa e crônica: proliferativa e esclerosante focal C – Lesão inativas crônicas com cicatrizes: esclerosante focal Obs – podem ainda ser subdivididas em segmentres ou globais<br> | V | MENBRANOSA 10 a 20 % dos casos e cursa com&nbsp; síndrome nefrótica Obs. O Anti-DNAds e o complemento podem ser normais.<br> | VI | ESCLEROSANTE AVANÇADA 5 % dos casos – Rins em estado terminal</div><div>&nbsp;<br><br></div><div>O tratamento pode ser feito antes da biópsia renal<br><br></div><div>Hidroxcloroquina<br><br></div><div>IECA – proteinúria &gt; 500 mg<br><br></div><div>Controle de comorbidades (HAS, diabetes, etc.)<br><br></div><div>Nos casos das classes I e II se proteinúria &gt; 1 g/dia considerar o uso de Azatioprina ou Micofenolato de Mofetila - imunossupressores<br><br></div><div>Nas classes III/IV/V&nbsp; se faz uma indução com pulso terapia com 1g de metilprednisolona por 3 dias associado ao Micofenolato de Mofetila 3 g via oral /dia ou a ciclofosfamida por 6 meses.&nbsp;<br><br></div><div>Manutenção com Azatioprina ou Micofenolato de Mofetila por pelo menos 36 meses.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-09 00:21:06 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Semana 7 - Sessões Clínicas</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2216278693</link>
         <description><![CDATA[<div>Nessa semana tivemos duas atividades teóricas conduzidas por Dr. Dilton. Na quarta-feira, ele realizou uma roda de conversa com os internos da UFBA e da Bahiana sobre Anemia falciforme, abordando as principais complicações dessa doença, como STA, sequestro esplênico e AVC e sua abordagem terapêutica e indicações de uso de Hidroxiureia e transfusões sanguíneas. Na quinta-feira foi realizada uma sessão no auditório sobre intoxicações exógenas, um tema muito importante e recorrente. Foram atividades muito enriquecedoras, e eu diria que são a parte mais didática do rodízio, acrescentando em muito na minha formação.&nbsp;</div><div><br><br></div><div>Dessa forma, resolvi trazer um pequeno resumo sobre o assunto:</div><div>Principais Síndromes:</div><div>1. Anticolinérgica: taquicardia, hipertensão, midríase, alucinações, agitação</div><div>&gt;&gt; Causadores: anti-histamínicos, anti-depressivos</div><div>2. Colinérgica: bradicardia, hipotensão, miose, hipersecreção (salivação)</div><div>&gt;&gt; Causadores: Carbamato e Organofosforatos</div><div>&gt;&gt; Antídoto: Atropina</div><div>3. Extrapiramidal</div><div>&gt;&gt; Causadores: Metoclopromida, Haldol, Domperidona</div><div>&gt;&gt; Antídoto:</div><div>4. Simpaticomimética</div><div>&gt;&gt; Causadores: descongestionantes, drogas de abuso&nbsp;</div><div>&gt;&gt; Antídoto:</div><div>&nbsp;5. Sedativo-Hipnótica: hipotermia, arreflexia, sedação</div><div>&gt;&gt; Causadores: Barbitúricos, etanol, Benzodiazepínicos</div><div>&gt;&gt; Antídoto do Benzodiazepínico: Flumazenil</div><div>6. Intoxicação por Hidrocarbonetos</div><div>&gt;&gt; Causadores: Naftalina</div><div>&gt;&gt; Antídoto:</div><div>7. Opióide: sedação, bradipneia, miose</div><div>&gt;&gt; Antídoto: Naloxone</div><div>8. Serotoninérgica: estado mental alterado, hipertermia e agitação, bem como hiper-reflexia, clônus e diaforese</div><div>&gt;&gt; Causadores: ISRS</div><div><br></div><div>Outras intoxicações:</div><div>1. Paracetamol: gastroesterite, hepatotoxidade</div><div>&gt;&gt; Antídoto: N-acetilcisteína</div><div><br></div><div>Condutas:</div><div>1) Avaliação inicial – ABCDE (escala de REED para o neurológico)</div><div>2) Descontaminação</div><div>&gt;&gt; Cutânea: tirar roupa e lavar</div><div>&gt;&gt; Ocular: lavar, não usar anestésico</div><div>&gt;&gt; Digestiva: Carvão ativado (diluido em SF 0,9% e administrar 1g/kg – máx 50g) ou Lavagem Gástrica (10mL/Kg, máx de 300mL/vez). Deve ser feita preferencialmente na primeira hora após a ingestão e é recomendado até 2h após.</div><div>&gt;&gt;&gt;&gt; Não devem ser realizados se: rabaixamento do nível de consciência, ingestão de substância corrosiva (risco de perfuração ao passar a SNG) ou derivados de petróleo (risco de broncoaspiração)</div><div>3) Antídoto</div><div>4) Exames</div><div>&gt;&gt; Casos graves: hemograma, Ur, Cr, eletrólitos, AST, ALT, TP, TTPa, albumina, gasometria, sumário de urina, glicemia</div><div>&gt;&gt; Intoxicação por chumbinho: dosar colinestrase sérica</div><div>&gt;&gt; Adolescentes, agitado, festa: realizar pesquisa toxicológica na urina</div><div>5) Notificar – todo acidente de risco em criança deve ser notificado</div><div>Em caso de ingestão de ácido/álcali: analgesia (analgésico simples e opioide), IBP, dieta zero,m hidratação basal e realizar EDA em menos de 24h (visualiza lesão e passa SNG)</div><div>&gt;&gt; Se lesão classifcada como Zargar 2A faz corticoide, se 2B ou mais usa ATB e não usa mais corticoide.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-09 12:55:13 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Epidermólise Bolhosa</title>
         <author>lucaslsandrade7</author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2217725836</link>
         <description><![CDATA[<div>Caso 1. Paciente de 15 dias de vida, com história de lesões bolhosas observadas no segundo dia de vida, sendo orientada a buscar atendimento ambulatorial no AMN com suspeita de EPIDERMÓLISE BOLHOSA, quando foi avaliada pela dermatologia e optado pela internação imediata da paciente na UPL. Evoluiu cm surgimento de novas lesões e em 05/06 foi transferida para a UTIP na vigência de quadro de sepse (neonatal tardia). Iniciado Vancomicina + Cefepime (em uso). Segue hemodinamicamente estável, sem DVA, com taquicardia leve, respirando em AA, sem desconforto. Evolui afebril na última semana, mas vem evoluindo com surgimento de novas lesões a cada dia (inicialmente em extremidades e boca, mas com novas lesões em face, pescoço, dorso, axila e genitália). Hb em queda, tendo recebido 2CH (Hb atual em 10,2). Leuco com desvio até meta. Instalada NPP devido à baixa aceitação da dieta VO em virtude de lesões orais. Em programação de realizar gastrostomia para melhor aporte nutricional. A Epidermólise bolhosa é uma doença genética causada por alteração proteínas estruturais da pele (epiderme - derme), que comprometem a resistência da pele para estresse mecânico e levam à formação de bolhas após mínimos traumas. O prognóstico da doença é variável de acordo com a gravidade (localizada x generalizada, leve x grave x letal). O diagnóstico é clínico (Acometimento cutâneo e mucosas; e acometimento extracutâneo (anemia, osteoporose, contraturas, cardiomiopatia, constipação, estenoses à DEP, amiloidose renal...), fazendo diagnóstico diferencial com pênfigo e Lúpus. O manejo da doença envolve Cuidados com as feridas (Infecção, umidade, dor, odor), além de evitar até os mínimos traumas; dieta adequada inclusive com indicação de gastrostomia precoce se VO insuficiente ou prejuízo de crescimento, ANTES de instalar um processo de DEP); manejo da anemia (com transfusão se Hb &lt;8-10); sintomáticos (anti-histamínicos e analgesia); e antibioticoterapia se SEPSE (principal causa de morte nesses pacientes. O prognóstico é variável, mas costuma ser ruim em pacientes com quadro generalizado, como é o caso.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-10 17:46:44 UTC</pubDate>
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         <title>Nefrologia!</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2218219048</link>
         <description><![CDATA[<div>Essa semana começamos a última etapa do estágio no HGRS: a nefrologia. Estou adorando! Temos menos pacientes, mas as discussões são muito ricas e os temas bem interessantes.<br><br>Durante a semana acompanhamos 2 pacientes com síndrome nefrótica:<br>- YPFR, 5 anos e meio, com diagnóstico de síndrome nefrótica em setembro de 2021, com internamento prévio com boa resposta à corticoterapia. Apresenta descompensação do quadro (anasarca + oligúria) há 2 meses após interrupção, por conta própria, da prednisolona. Durante o internamento, optado pela realização de biópsia renal, devido a resposta insatisfatória à corticoterapia por 8 semanas, apesar de boa resposta à pulsoterapia (proteinúria negativa em EAS). Realizada biópsia, sem intercorrências, paciente recebeu alta em bom estado geral, com melhora clínica e com retorno marcado para avaliação laboratorial e resultado da biópsia.<br>- RJSA, 4 anos, com diagnóstico de síndrome nefrótica em janeiro desse ano, em uso de prednisona 2 mg/kg/dia desde então e acompanhado pela nefropediatria desde fevereiro. Também não apresentou resposta ao tratamento, sendo internado na vigência de descompensação clínica (anasarca, oligúria, hipertrigliceridemia e proteinúria) e diarreia com dir abdominal. Iniciada antibioticoterapia, inicialmente Ceftriaxona, escalonada para Tazocin, guiado por urocultura, que isolou Klebsiella. No momento, vem em melhora progressiva do quadro, com programação de biópsia renal após compensação.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-11 16:40:11 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Sessões Teóricas: Semana 07</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2218224574</link>
         <description><![CDATA[<div>Tivemos uma sessão teórica sobre antibioticoterapia com Dr. Dilton, que foi muito proveitosa. Uma boa oportunidade para revisar a prescrição de antibióticos empíricos para as principais infecções na pediatria.&nbsp;<br><br>Também participamos da roda de conversa sobre doença falciforme, na qual discutimos: diagnóstico, principais manifestações clínicas ao longo da vida da criança, causas de internação, fisiopatologia e tratamento do sequestro esplênico e o tratamento com hidroxiureia. Falamos, ainda, sobre derrame pleural, como estudá-lo e seus principais diagnósticos diferenciais, e sobre neoplasia do SNC, como suspeitar e quais características da cefaleia em crianças devem nos deixar alertas.&nbsp;<br><br>Por fim, nos reunimos com Dra. Esther na sexta-feira para discutir e treinar a correção dos distúrbios da água/sódio.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-11 16:55:31 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Hemodiálise</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2218227232</link>
         <description><![CDATA[<div>Essa semana visitamos o serviço de hemodiálise, onde, às vezes, vamos evoluir alguns pacientes internados. Na terça-feira o ambiente foi invadido pela magia do São João: alguns colegas&nbsp;do serviço tocaram músicas clássicas do período junino e também algumas músicas infantis para animar e distrair pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde. Pelas fotos dá para ver que foi bem animado!</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-11 17:02:57 UTC</pubDate>
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         <title>De volta à Enfermaria</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2218322793</link>
         <description><![CDATA[<div>Esta semana voltei à Enfermaria 4C do HGRS: ohhhh q felicidade! Sinceramente, eu já sabia que emergência nem nenhum trabalho muito estressante é algo compatível com minha personalidade, mas depois de 3 semanas na emergência, tive ainda mais certeza.&nbsp;<br>Na Enfermaria, eu consigo participar das discussões tranquilamente, conversar com os pacientes e seus acompanhantes, interagir com os outros internos e profissionais da saúde, e assistir às aulas de Dra. Esther sem prejuízo do meu serviço de interno. Ohhhh que alegria! </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-11 22:33:40 UTC</pubDate>
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         <title>Meus pacientes da Enfermaria </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2218323410</link>
         <description><![CDATA[<div>Esta semana acompanhei um paciente neuropata, hidrocefalia e paralisia cerebral, em PO de fundoplicatura e um paciente de 4 meses com desconforto respiratório, febre, rinorreia crônica, com história de recorrência do quadro desde o primeiro mês de vida. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-11 22:36:46 UTC</pubDate>
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         <title>Fundoplicatura</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2218326378</link>
         <description><![CDATA[<div><a href="https://www.scielo.br/j/abcd/a/F9GSmMBnTts88j3MgnHwtws/?format=pdf&amp;lang=pt">https://www.scielo.br/j/abcd/a/F9GSmMBnTts88j3MgnHwtws/?format=pdf&amp;lang=pt</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-11 22:51:48 UTC</pubDate>
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         <title>Metabolismo no Jejum</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2218800911</link>
         <description><![CDATA[<div>Meu paciente, 3 anos, masculino, com Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo, com um histórico de hipoglicemia e convulsões, continua só se alimentado pela sonda nasoenteral. O que é grave.&nbsp;<br><br></div><div>O que acontece com o metabolismo quando paramos de comer?<br><br></div><div>Uma dieta balanceada envolve o consume de carboidratos, proteína, lipídios. Existem tecidos que utilizam glicose como fonte preferencial de energia como os neurônios, hemácias, leucócitos, medula suprarrenal.&nbsp;<br><br></div><div>Quando o paciente, não se alimenta, o corpo começa a lançar mão dos seus estoques, o que é chamado de catabolismo, com objetivo de obter glicose, oxigênio e água.<br><br></div><div>O corpo tem basicamente dois estoques de glicose. Um de metabolização rápida e outro de mobilização mais lenta.&nbsp;<br><br></div><div>O glicogênio é o estoque de mobilização mais rápida e fica armazenado no fígado e nos músculos. O outro é o tecido adiposo, de mobilização mais lenta.<br><br></div><div>O consumo do estoque de glicogênio leva em média de 12 a 24 horas através da glicogenólise, induzida pelo glucagon, as catecolaminas o ADH e a angiotensina II. A glicemia cai e os níveis de insulina são suprimidos. O cortisol e glucagon promovem a gliconeogênese que é a obtenção de glicose a partir da proteína e gordura, e inicia-se na primeira hora. Ou seja, os contra insulínicos aumentam e a insulina diminui.<br><br></div><div>Na gliconeogênese temos a quebra das proteínas (proteólise) gerando alanina e glutamina derivados do músculo, o glicerol e ácidos graxos derivado do tecido adiposo (lipólise) e o lactato produzido no músculo esquelético, hemácias e leucócitos. O lactato é convertido a glicose pelo fígado através do ciclo de Cori.<br><br></div><div>Os ácidos graxos não geram glicose e sim corpos cetônicos que são utilizados como fonte de energia pelo músculo cardíaco, músculo esquelético, córtex renal e o cérebro. Todavia os corpos cetônicos podem provocar uma cetose de jejum. A produção em excesso de corpos cetônicos leva à diminuição do pH sanguíneo (acidose), podendo levar ao coma e a morte.&nbsp;<br><br></div><div>O cortisol também aumenta e induz as células a expressarem receptores de catecolaminas que com já dito induz a glicogenólise.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-12 22:46:42 UTC</pubDate>
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         <title>LES pediátrico- abertura do quadro </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2219305766</link>
         <description><![CDATA[<div>12/06/2022<br> Estou tendo a oportunidade de ver o 'primo&nbsp; diagnóstico' de várias condições na UDAP. É interessante para o aprendizado ver a abertura do quadro, o início, em um paciente que ainda não foi submetido a tratamento.&nbsp;<br> L. M. S., paciente de 11 anos, apresentou ha 2 meses( inicio de março)  edema em face, de início insidioso e pior pela manhã, evoluindo com edema em pés , oliguria e e urina espumosa. Buscou então emergencia, sendo internada por 6 dias, sendo prescrito anlodipino 10mg/dia e indicado buscar consulta com nefrologista. Um mes antes desse quadro, refere que havia apresentado quadro de faringite, sendo prescrita amoxicilina por 7 dias.&nbsp;<br>&nbsp;Apos alta, enquando aguardava consulta com o nefro, evoluiu novamente com edema em face, oliguria e urina espumosa, dor e distensão abdominal e um episodio de síncope. Buscou outra emergência onde foi constatada serosite( derrame pleural e pericárdio), alem da sindrome nefrítica persistente.<br>&nbsp;O que até então sugeria uma glomerulonefrite pos estreptococica classica, inclusive com marco temporal de infecção prévia compatível, passou a ter como importante diagnostico diferencial o LES, dadas as serosites e a não- resolução do quadro renal.<br>&nbsp;Foram dosados FAN e Anti- DNA, que vieram respectivamente, 1:640 e 1:40, e com base nos criterios diagnosticos existentes( 19 pontos no Eular 19), foi fechado para a paciente o diagnostico de LES, tendo sido iniciada Corticoterapia com prednisolona.<br>&nbsp;No HUPES, foi realizada Biópsia renal, que apontou nefrite lupica classe IV, e foram introduzidos hidroxicloroquina e pulsoterapia com ciclofosfamida.&nbsp;<br>&nbsp;Trata- se de uma pré adolescente com um diagnóstico grave recente, ainda elaborando a situaçao, já apresentando fácieis cushingoide pelo tratamento, com um comportamento mais isolado e hipoativo, por isso também está sendo acompanhada pela psicologia e pedimos avaliação da psiquiatria. Aos poucos estamos a percebendo um pouco mais ativa, andando na enfermaria. E precisamos ainda distinguir tal quadro como episodio depressivo associado ao diagnostico, efeito do uso de corticoide ou ainda acometimento neurologico/psiquiátrico do LES.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-13 08:54:18 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 7 - Caso clínico Nefro</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Paciente YPFR, sexo masculino 5 anos, com diagnóstico prévio de síndrome nefrótica em set/2021, foi inicialmente tratado com prednisolona (2mg/kg/dia), tendo alta hospitalar 4 dias depois com boa resposta (verificado sumário de urina sem proteinúria do dia 23/09/21 – pós-corticoterapia intra-hospitalar). Porém, não realizou o tratamento de forma adequada em domicílio,interrompido por genitora por conta própria, passando 6 meses sem uso do corticoide.&nbsp;</div><div>Apresentou descompensação da síndrome nefrótica há 2 meses, após quadro febril, sendo tratado com ceftriaxone e metronidazol, evoluindo com anasarca e oligúria. Teve melhora do quadro após tratamento com albumina e ajuste de dose de diuréticos (furosemida e hidroclorotiazida). Em 19/05/22relata início do quadro de dor abdominal, hipoatividade, disúria, tosse e edema em pés e abdome, com progressão para anasarca. Procurou assistência em hospital de sua região, onde foi tratado com Ceftriaxone (19/05/22-25/05/22), com melhora da dor abdominal. Evoluiu com oligúria de 100ml/dia. (genitora relata inclusive período de 24h sem diurese). Teve melhora da diurese para 300ml/dia com uso de furosemida, com melhora do edema.&nbsp;</div><div>Paciente admitido em enfermaria pediátrica do HGRS no dia 27/05/22 em bom estado geral, estável clínica e hemodiamicamente, com diurese espontânea (em média 300 ml/dia), ainda com edema de parede abdominal e MMII. Decidido por não realizar reposição de albumina devido a boa diurese apresentada pelo paciente e a melhora parcial do edema, com perda de peso gradual. Em 30/05 foi decidido por realizar biópsia renal ainda durante o internamento, visto que paciente fez 8 semanas de corticoterapia em dose plena sem resposta, havendo a possibilidade do paciente ser corticoresistente. Realizada pulsoterapia como último recurso em 01-03/06, apresentando melhora em exames posteriores (proteinúria negativa em sumário de urina). Realizada biópsia em 08/06, procedimento dito como sem intercorrências; paciente encaminhado à UTI, retorna à enfermaria no dia 09/06 clÍnica e hemodinamicamente estável, evolui sem intercorrências.</div><div><br><br></div><div>Revisão sobre<strong> Síndrome Nefrótica</strong></div><div>É&nbsp;caracterizada por:</div><div>- <strong>Proteinúria</strong> (&gt; 3,5g/dia em adultos ou &gt; 50mg/kg/dia em crianças), sendo o padrão ouro o sumário de urina de 24h, podendo, no entanto, ser feita a relação Proteína/Creatinina de uma amostra urinária, já que excretamos em torno de 1g de Cr/dia na urina.</div><div>&gt;&gt; Pode ser seletiva (apenas albumina) ou não seletiva → identificável pela eletroforese de hemoglobina</div><div>&gt;&gt; Causa diminuição da pressão oncótica e consequente <strong>edema</strong></div><div>- <strong>Hipoproteinemia</strong></div><div>&gt;&gt; Hipoalbuminemia (edema)</div><div>&gt;&gt; Antittrombina III (fator anticoagulante → baixa predispõe a TVP)</div><div>&gt;&gt; Imunoglobulinas e complemento (imunodeficiência → predispõe à infecção por encapsulados)</div><div>&gt;&gt; Transferrina (anemia ferropriva resistente à reposição de ferro)</div><div>&gt;&gt; Proteína fixadora de Colecalciferol (Hipoparatireoidismo secundário)</div><div>&gt;&gt; TGB (altera função tireoideana)</div><div>&gt;&gt; AUMENTA alfa-2-globulina</div><div>- <strong>Hipercolesterolemia + lipidúria</strong></div><div>&gt;&gt; Fígado tenta compensar produzindo mais proteínas e acaba sintetizando tudo que produz em excesso</div><div><br><br></div><div>A etiologia mais comum em crianças é a Doença de Lesão Mínima, que é mais comum em crianças de 1 a 8 anos, tendo aspecto normal à microscopia óptica e presença de fusão e retração dos podócitos à microscopia eletrônica, o que inativa a membrana basal. Apresenta clínica clássica de síndrome nefrótica, sem alteração da função renal; em gelra os pacientes apresentam surtos de proteinúria, quando há alguma agressão ao organismo, como picado de inseto ou IVAS, evoluindo com melhora ao uso de corticoide, passando longos períodos assintomáticos. Pacientes com risco aumentado de lesão mínima são aqueles com linfoma de Hodgkin e os que usam AINEs. O tratamento é feito com Corticoide, podendo ser associado um imunossupressor caso o paciente tenho 4 ou mais recidivas por ano. A biópsia é indicada caso não haja resposta à corticoterapia ou caso seja um paciente com menos de 1 ano ou mais de 8 anos.</div><div>No caso de uma síndrome nefrótica corticorresistente em criança segunda suspeita diagnóstica seria GESF, em que há uma lesão da barreira de tamanho devido ao depósito de material homogêneo não fibrilar, colapsando capilares e causando uma proteinúria não seletiva com ou sem hematúria. O tratamento é feito com IECA/BRA para nefroproteção, estatina e corticoide, apesar de ter baixa resposta a este último, podendo-se associar ciclosporina.</div><div>A reposição de albumina com 1g/kg é indicada em caso de: derrame cavitário, disfunção renal, sinal de hemoconcentração ou oligúria (&lt;1mL/kg/hr).</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-13 17:21:06 UTC</pubDate>
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         <title>Suporte Nutricional Enteral Via Sonda Nasogástrica.</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2220023741</link>
         <description><![CDATA[<div>Como o meu paciente de 3 anos tem Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo, e não come nada, foi necessário, realizar um suporte nutricional via sonda nasoenteral para alimentá-lo . Assim, buscou-se diminuir os riscos de infecção, alterações morfológicas intestinais, etc. &nbsp;<br><br></div><div>A via enteral, quando possível deve ser preferida pois, é a mais fisiológica, evita translocação bacteriana, não requer acesso venoso, tem menores complicações, tem efeito trófico intestinal.<br><br></div><div>Passos para Nutrição enteral via sonda nasogástrica.<br><br></div><div>1 Avaliação nutricional e avaliação de risco (determinar a quantidade e a qualidade do alimento)<br><br></div><div>2 Calcular líquidos e calorias&nbsp;<br><br></div><div>3 Via de administração&nbsp;<br><br></div><div>4 Escolha da fórmula&nbsp;<br><br></div><div>Dieta polimérica, oligomérica monométrica ou elementar&nbsp;<br><br></div><div>Obs. Osmolaridade se refere à concentração de partículas osmoticamente ativas por litro da fórmula, expressa em mOsm/L A osmolalidade é afetada pela concentração de todos os constituintes como aminoácidos, carboidratos, lipídios e eletrólitos) &nbsp;<br><br></div><div>Forma isotônica =&lt; 300 mOsm/L; hipertônica &gt;= 550 mOsm/L.<br><br></div><div>Em geral não tem glútem, nem lactose e são iso-osmolares (300 -350 mOsm/L)<br><br></div><div>&nbsp;5 Infusão contínua X bolus (melhor)&nbsp;<br><br></div><div>6 Posição da sonda depende da integridade do trato gastrointestinal, da duração do suporte nutricional, do risco de aspiração, sendo a posição gástrica a mais utilizada. A pós pilórica é utilizada nas condições que requerem aspiração, gastroparesia, após grandes cirurgias abdominal, obstrução a saída gástrica.<br><br></div><div>6 Monitorizar, administrar e avaliar a eficiência – aferir o peso da criança diariamente se possível<br><br></div><div>7 Determinar Valor Calórico Total e necessidades hídricas<br><br></div><div>8 Calcular carboidratos, aminoácidos e lipídios&nbsp;<br><br></div><div>9 Necessidade de vitaminas e elementos traço<br><br></div><div>Abaixo Tabela de Necessidade de Líquidos<br><br></div><div>Peso(kg)&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Líquidos<br><br></div><div>1-10&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;100 ml/kg/dia<br><br></div><div>10-20&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;1000+50 ml/kg/dia acima de 10<br><br></div><div>20-30&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;1500+20 ml/kg/dia acima de 20<br><br></div><div>10 Peso calórico para cálculo de eletrólito<br><br></div><div>Ex.: 18 kg = 1000 + 8x50 = 1400/100 = 14 kg&nbsp;<br><br></div><div>Obs A taxa metabólica basal é definida como a quantidade de energia para manter os processos vitais não incluindo atividade física e digestão de alimentos.<br><br></div><div>Tabela - OMS<br><br></div><div>Idade&nbsp; &nbsp; Sexo&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Cálculo<br><br></div><div>0-3&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Masculino&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; TMB = 60,9 x peso - 54<br><br></div><div>0-3&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Feminino&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; TMB = 61 x peso - 51<br><br></div><div>3-10&nbsp; &nbsp; &nbsp; Masculino&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; TMB = 22,7 x peso + 495<br><br></div><div>3-10&nbsp; &nbsp; &nbsp; Feminino&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; TMB = 22,4 x peso +4 99<br><br></div><div><br></div><div>10 Necessidades calóricas.<br><br></div><div>Como o paciente tem 3 anos pela equação de Schofield para sexo masculino temos:&nbsp;<br><br></div><div>TMB- 19,59 P+1,303 A+ 414,9<br><br></div><div>Pacientes desnutridos podem necessitar de 130 a 150% da TMB<br><br></div><div>Na maioria usamos 100 a 120% da TBM<br><br></div><div>Ou seja, são uma série de detalhes técnico/cientifico que devem ser utilizados para um suporte nutricional adequado.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-13 22:57:42 UTC</pubDate>
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         <title>Última semana na UPL</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Boa noite!<br>Inicio a última semana na UPL, unidade muito boa para se trabalhar e um local com uma riqueza de diversidade de casos. Nessa&nbsp; enfermaria pude ter novamente o contato com menores de 2 meses de vida, ver o manejo de diversas patologias bem frequentes no dia do PSF como bronquiolite, diarreia aguda, ITU, icterícia, desnutrição, entre outras. Tivemos muitos pacientes com cardiopatias diversas, além de erro inato do metabolismo, patologia onde tive o primeiro contato.<br>Ambiente muito rico nas discussões com os especialista. Equipe muito boa, que estão trabalhando em uma verdadeira parceria conosco.&nbsp;<br>Estou muito contente por poder finalizar o meu curso nessa enfermaria, e de poder contribuir para elucidação diagnóstica e tratamento desses pequeninos.&nbsp;<br>Como também, estou muito contente com meus colegas. Essa turma é incrível, pessoas que eu não conhecia, mas que eu adorei compartilhar meu estágio.&nbsp;<br>As preceptoras são maravilhosas, um carinho especial por Dra. Sandra, me identifiquei muito com ela, gosto da simplicidade dela em explicar e da acessibilidade e boa vontade em estar conosco nas avaliações dos pacientes. No entanto, todas as preceptoras são incríveis. As aulas com Professora Priscila são muito enriquecedoras, excelentes discussões.&nbsp;<br>Só tenho gratidão por tudo aqui. Espero ter marcado também de uma maneira positiva as vidas que eu passei. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-13 23:21:16 UTC</pubDate>
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         <title>Penúltima e última semana do internato e na PEd</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2221261004</link>
         <description><![CDATA[<div>As últimas semanas foram intensas, quase de brigas....<br>Explicando melhor, foram semanas exaustivas até p vermos como o sistema de saúde as vezes nos desgasta quando nos importamos com o bem do paciente.<br>Temos Jean, um menino de 14 anos com&nbsp; caso raro, ele tem 5 hemangiomas no trato gastro intestinal. Para entendermos o caso dele foi uma construção conjunta inclusive com as preceptoras, de buscar quem auxiliaria, quais métodos seriam aplicados, tratamentos e o que precisaríamos para chegar na definição. Conseguimos realizar a ressonância dele lá no próprio hospital, mas aí vimos que precisávamos de uma cintilografia de hemácias marcadas para ver se existiam outros sítios e hoje conseguimos. Infelizmente pelo particular, mas felizmente nossas preceptoras articularam e o hospital arcou. Tivemos que buscar em artigos e revisões científicas o caso dele e conseguimos pelo menos entender um pouco mais do que o acomete. Jean nós marcou com certeza...</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-14 23:34:50 UTC</pubDate>
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         <title>....continuando</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2221263118</link>
         <description><![CDATA[<div>Outra luta para nós está sendo MaLU. E<br>É uma paciente que não sabemos ainda o que tem, mas ainda assim estamos tambem tentando entender juntos. Aguardando a neuro para ver se nossa suposição está de acordo. Que além do problema de base, tem um acometimento neurológico. Acaba que sei e falo de pacientes que não são necessariamente meus pois são nosso cotidiano e por todos estamos juntos discutindo e resolvendo as condutas. Discutimos tbm sobre o grande problema que esta sendo a enfermaria, na sua estrutura e com seus componentes. Falta um trabalho conjunto da equipe de enfermagem que é tão fundamental p o funcionamento no local. Algo que é salientado e levado por nós para as preceptoras, pois queremos que seja um benefício conjunto para o paciente.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-14 23:38:31 UTC</pubDate>
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         <title>Ambulatório GastroPed</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2221266006</link>
         <description><![CDATA[<div>Durante esse segundo mês do rodízio, tive a oportunidade de rodar no ambulatório da Gastropediatria do HUPES. É um ambulatório bastante cheio tanto de pacientes quanto de residentes. Achei um ambulatório mais tranquilo em relação aos casos, com assuntos mais conhecidos e "fáceis" de serem lembrados. Infelizmente, em nenhum vez tive a oportunidade de fazer a anamnese, geralmente estive acompanhando uma residente. Mas tentei ser o mais participativa e cooperativa no momento. Em todos, fiz exame físico e participei da discussão.&nbsp;<br><br>Durante essas 3 semanas, tive a oportunidade de acompanhar pacientes em que, na maior parte dos casos, estavam em investigação do quadro de diarreia ou obstipação crônica. Muitos tinham sido afastados doença celíaca, alergia à proteína do leite ou outras causas. Alguns estavam no processo de retirada de alimentos para melhor avaliação e outros já estavam numa etapa mais avançada do diagnóstico.&nbsp;<br><br>Grande parte dos pacientes vem do interior da Bahia, e foi comum ver que muitos pacientes ou não fizeram uso de determinada medicação ou não conseguiram realizar algum exame, o que só atrasava a investigação. Infelizmente, muitos tinham a questão financeira e problemas com deslocamento para o local de realização do exame ou até mesmo da indisponibilidade do remédio/exame.&nbsp;<br><br>Felizmente, a grande parte dos pacientes estão estáveis, levam uma vida com raoável qualidade de vida, sendo suportável os sintomas.&nbsp;<br><br>Senti um pouco de dificuldade de aproximação tanto com os preceptores como com os residentes por conta do número de profissionais. É um ambulatório bastante cheio de residentes, tanto da pediatria quanto da gastro. Mas as discussões dos casos foram bastantes proveitosas e de grande aprendizado. Fico feliz de ter tido a oportunidade de rodar em mais um ambulatório que contribuiu com minha formação acadêmica. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-14 23:42:38 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Por fim...</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2221268403</link>
         <description><![CDATA[<div>Meus&nbsp;pacientes próprios que tem DEP E DEP grave que inclusive foi a aula que nós internos demos. Um deles vai de alta já amanhã, conseguimos corrigir a perda ponderal, inclusive ele teve dejeços com Ascaris após nossa conduta o que o ajudou bastante, o fluxo de evacuações  melhorou muito. A minha outra paciente está em um lento processo, tem muitas questões envolvidas, social, psicológica e física. Estamos tentando fazer o melhor, tenho monitorado sempre que consigo suas refeições, como é a injesta, o que aceita, o que não aceitam  e tentando adaptar. Tem sido lento... E pro último minha paciente que muito provavelmente tem um componente genetico ainda em processo de diagnóstico, que tem DEP grave também, além de uma cardiopatia que foi há cerca de uma semana corrigida no Ana Nery e voltou para nós para corrigir o peso. Está evoluindo super bem e se mantiver desta forma, logo terá alta também! Confesso que me apeguei a todos. Inclusive a uma paciente nossa que acompanhamos desde a UPL e soubemos hoje cedo que acabou falecendo em seu retorno para casa. Foi triste para todos, UDAP e metabólica quando soubemos da notícia, infelizmente eu fui portadora dela. Mas me sinto grata por ter em mim a certeza que contribuí nem que seja minimamente com a evolução de cada criança que acompanhei.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-14 23:46:18 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Biópsia Renal Guida por Ressonância Magnética</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2221279847</link>
         <description><![CDATA[<div>Minha paciente, de 12 anos, com diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico e Nefrite Lúpica realizou hoje, pela manhã, uma biópsia renal guiada por ressonância magnética.&nbsp;<br><br></div><div>A biópsia renal serve para definir melhor o nível de acometimento do glomérulo e definir o tratamento e o prognóstico do paciente. O exame retira fragmentos com aproximadamente 1 ou 2 cm de comprimento.<br>&nbsp;<br>&nbsp;<br><br></div><div>Participei do procedimento e conto aqui como ele foi realizado.&nbsp;<br><br></div><div>O grupo da anestesia veio conversar com a paciente e a mãe que estavam muito apreensivas, explicando as etapas de forma clara e tirando dúvidas.&nbsp;<br><br></div><div>Foi um sucesso. A paciente ficou calma e colaborativa, permanecendo acordada na primeira etapa do procedimento, que consiste em marcar o ponto onde será introduzida a agulha até os glomérulos. &nbsp;<br><br></div><div>Para determinar este ponto colocamos a paciente em decúbito ventral e procedemos a varredura com o equipamento de ressonância que mostra, com precisão, o melhor local para acessar o rim.&nbsp;<br><br></div><div>O médico que realizou a biópsia escolheu a melhor imagem. O equipamento foi ajustado para a posição determinada pela imagem selecionada. Com uma caneta apropriada ele marcou a pele da paciente no local indicado por feixes luminosos gerados pelo equipamento.&nbsp; Nesta marcação, situada nas costas da paciente, a agulha percutânea seria introduzida.&nbsp; &nbsp;<br><br></div><div>Feita a etapa de marcação, a paciente foi sedada com Propofol, foi realizada a limpeza da pele, foi feita a anestesia local e foi aplicado o contraste no ponto já definido. O contraste mostrou que a punção estava no local adequado para a retirada do tecido.<br><br></div><div>A agulha utilizada para a biopsia tem um mecanismo automático que, ao ser acionado pelo médico, retira um pequeno fragmento do tecido renal. O processo foi feito 3 vezes para a obtenção de 3 amostras que foram enviadas para a FIOCRUZ.<br><br></div><div>Não houve intercorrências e como foi usado o Propofol (anestésico de curta duração) a paciente ficou em observação e monitorada por 20 min e voltou para a enfermaria já acordada e com desconforto no local da punção apenas quando se mexia muito.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-15 00:03:18 UTC</pubDate>
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         <title>Último PE!</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2221923028</link>
         <description><![CDATA[<div>Registro de segunda, no último PE da vida como interna! Foi muito bom poder passar essas 4 semanas com residentes tão legais e dedicadas a seus pacientes!<br>Na foto, Débora e Thaila, faltando Laíla e Laura! Sentirei saudade das meninas e do nosso grupinho!</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-15 12:35:25 UTC</pubDate>
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         <title>Paciente com infecção de trato urinário (?)- abordagem</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2222309910</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;14/06/2022<br>Esta semana admitimos A. F.S, um paciente de 2 anos e 9 meses portador de doença de Pompe (uma glicogenose caracterizada pela deficiência da enzima alfa-glicosidase ácida (GAA), levando a acúmulo progressivo de glicogênio dentro dos lisossomos, que pode evoluir com fraqueza muscular progressiva) que quinzenalmente faz infusão enzimatica de&nbsp;<br>Miozyme para controle de evolução da doença.	<br>&nbsp;O fato adicional é que o menor trouxe exames solicitados por pediatra externo, e por solicitação da genitora, foram realizados durante internamento.&nbsp;<br>&nbsp;Um dos exames realizado foi o sumário de urina, que apresentou alterações (presença de 12 piócitos/campo e nitrito positivo).&nbsp;<br>Paciente estava assintomático.&nbsp; Solicitamos urocultura com antibiograma que apresentou Klebisiela pneumoniae (&gt;100.000 UFC)&nbsp; sensível a ceftriaxone (válido salientar&nbsp; que coleta não foi realizada com sonda vesical, que seria o mais asséptico no contexto).<br>Diante de tal resultado, (URC positiva &gt;50.000 UFC com alterações de SU sugestivas de ITU), foi iniciado o tratamento com ceftriaxone.&nbsp;<br>Entretanto, no mesmo dia, foram solicitados ainda novos SU e URC de controle, que vieram sem qualquer alteração.&nbsp;<br>Nisso, iniciou-se a discussão<br>sobre a solicitação de SU em paciente assintomático&nbsp; e sobre a possibilidade de simplesmente ter havido contaminação na amostra, ou de tratar-se de bacteriúria assintomática, e sobre a problemática de ter iniciado ATB baseado apenas<br>&nbsp;em exame complementar, sem repetição do mesmo. Por outro lado, a presença de piúria no primeiro SU associada à identificação de bactéria em cultura pareciam falar mais a favor de infecção do que bacteúria ou contaminação, e isso, somado ao fato de não se tratar de criança hígida, justificaram, na visão da equipe, a antibioticoterapia precoce.<br>O paciente segue assintomático, seguirá com o ceftriaxone por 7 dias,&nbsp;<br>e repetirá SU e URC 48h após término.&nbsp;<br>&nbsp;Foi um caso interessante para entender que, apesar das diretrizes que facilitam a tomada de decisão, os casos variam entre si em algumas situações e a conduta pode não ser tão clara. Não tratamos o exame complementar isoladamente, mas sim o caso, o que envolve uma análise conjunta de quadro clínico, idade do paciente, comorbidades e exames complementares.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-15 20:11:57 UTC</pubDate>
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         <title>Finalizando o rodízio na UDAP</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2223347824</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;16/06/2022<br>A UDAP foi uma enfermaria desafiadora e de muito aprendizado. Uma verdadeira revisão da pediatria. Pudemos ver casos diversos, tanto afecções mais prevalentes, como doenças mais raras e quadros a esclarecer.<br>&nbsp;Bronquiolite, pneumonia bacteriana, DM1 e cetoacidose, síndrome de cushing a esclarecer, doença inflamatória intestinal, LES pediátrico, anorexia nervosa, celulite orbitária...e por aí vai. E justamente pelo grande volume de casos, a exigência é também grande. Mas o ganho foi muito significativo, e sinto que saio com uma boa bagagem.<br>&nbsp;Agradeço a todos os colegas, aos residentes e preceptores, por termos juntos crescido e construído conhecimento durante esse mês.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-16 19:36:11 UTC</pubDate>
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         <title>Sessões Teóricas: Semana 08</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2223353974</link>
         <description><![CDATA[<div>Nesta última semana de estágio tivemos sessão de condutas sobre alguns casinhos:&nbsp; ingestão de corpo estranho, trauma cranioencefálico, síndrome exantemática febril e laringotraqueíte viral. Também pudemos discutir um caso de acidente ofídico que recebemos na enfermaria.&nbsp;<br><br>O acidente ofídico mais comum no nosso meio é o botrópico (jararaca), que corresponde a cerca de 80% dos casos. Seu veneno tem ação proteolítica necrosante e hemorrágica, podendo causar sangramentos, hipotensão, síndrome compartimental e alterações no local da picada (dor, edema, equimose, sangramento). Os exames que não podem deixar de ser pedidos na avaliação inicial de um paciente com picada de cobra são: tempo de coagulação, TP, TTPA, hemograma, ureia, creatinina, Na, K, Mg, CK, CKMB, TGO e EAS. As condutas incluem hidratação venosa basal, anti-histamínico e metilprednisolona 1h antes do soro antiofídico.&nbsp;<br>Soro antiofídico: botrópico para cobra jararaca, crotálico para cascavel e elapídico para coral.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-16 19:45:09 UTC</pubDate>
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         <title>Mais Nefro!</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2223362882</link>
         <description><![CDATA[<div>Essa é a segunda e última semana na enfermaria de Nefrologia do HGRS. Infelizmente, meu paciente RJSA, cujo caso comentei no post da semana passada, não respondeu ao tratamento com corticoide. Apresentou piora clínica e azotemia, sendo optado pelo início da hemodiálise. No momento, aguarda colocação do cateter duplo lúmen no centro cirúrgico.<br><br>Conhecemos também o caso de KPS, 6 anos, que apresentou um quadro clássico de síndrome nefrítica por GNPE (etiologia mais comum na infância). Refere história de faringoamigdalite 15 dias antes do início do quadro de anasarca, urina acastanhada e hipertensão arterial. Recebeu tratamento de suporte com restrição hídrica, furosemida e anlodipino. Apresentou melhora do quadro dentro de uma semana se internamento e recebeu alta assintomático.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-06-16 20:02:45 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Fim do internato!</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2223367691</link>
         <description><![CDATA[<div>Chegamos ao fim, não somente do rodízio, como ao fim do internato! Estou muito contente com o estágio de pediatria e acredito que foi uma ótima forma de fechar essa etapa. O HGRS, com certeza, tem muito a oferecer! Contudo, também sinto um pouco por não ter conhecido melhor as enfermarias de pediatria do HUPES. Os ambulatórios também foram ótimos, muito feliz pelo aprendizado construído.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-16 20:07:02 UTC</pubDate>
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         <title>Última semana</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2223373403</link>
         <description><![CDATA[<div>Nesta última semana, fiz várias altas. Então, vou postar algumas:<br><strong>LISTA DE PROBLEMAS:</strong></div><div>P1. 12º dia POI de fundoplicatura (02/06/22)</div><div>P2. Pneumonias aspirativas de recorrência</div><div>SD1. Sec DRGE grave</div><div>P3. DRGE</div><div>P4. Episódios de broncoespasmo recorrentes</div><div>SD1. Asma</div><div>SD2. Sec broncoaspiração, hiperreatividade</div><div>SD3. Broncodisplasia pulmonar</div><div>P5. Microcefalia secundária a Zika congênita</div><div>P6. Neuropatia fixa</div><div>P7. Epilepsia</div><div><br><br></div><div><strong>MEDICAÇÕES EM USO:&nbsp;</strong></div><div>Baclofeno: 10 mg – 4x/dia;</div><div>Depakene: 06 mL – 3x/dia;</div><div>Atropina sol oftalmológica: 04 gotas – 6x/dia;</div><div>Clobazam: 10 mg - 3 x/dia;</div><div>Risperidona: 1 mg/noite;</div><div>Beclometasona: 200 mcg – 12/12h.</div><div><br><br></div><div><strong>MEDICAÇÕES QUE FEZ USO:</strong></div><div>Cefazolina (02/06 - 03/06)</div><div>Metilprednisolona 2mg/kg/dia - Di 14/05 - 16/06</div><div>Prednisolona Di 16/05 - 18/05</div><div>Ceftriaxona Di 14/05 - 23/05</div><div>Clindamicina Di 14/05 - 23/05</div><div>Salbutamol 6/6h Di 14/05 - 24/05</div><div><br><br></div><div>*ALERGIAS: carbamazepina + rivotril + esparadrapo</div><div><br><br></div><div><strong>DISPOSITIVOS:</strong></div><div>- AVC VFE (04/06-6/6/22)</div><div>- GTM (02/06/22)</div><div><br><br></div><div><strong>HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL:</strong></div><div>Paciente portador de microcefalia secundária a Zika congênita, paralisia cerebral secundária a hipóxia neonatal - sic e epilepsia, em uso de GTM (realizada em 21/01/21), com passado de múltiplos internamentos neste hospital por pneumonia aspirativa e broncoespasmo, admitido em sala vermelha no dia 14/05, com história de tosse e febre (máximo de 38 graus) há 48 horas, evoluindo com dispnéia e dessaturação (SpO2: 88 %) na noite do dia 13/05. Nega vômitos, alteração urinária e outras queixas. Último internamento em 25/03/22, com alta em 07/04/22, da qual fez uso de cefepime 25 a 28/03 e Tazocin 28 a 07/04.&nbsp;</div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><strong>RESUMO DO INTERNAMENTO:</strong></div><div>Paciente admitido na Emergência deste HGRS em 14/05/22. Na admissão, apresentava sinais de esforço respiratório, colocado em suplementação de O2, já retirado, feito salbutamol e hidratação. Apresentou melhora do quadro descrito, respira sem esforço, sendo recebido na coorte. Foram administrados metilprednisona 2mg/kg/dia, Ceftriaxona, Clindamicina e salbutamol. No dia 02.06.22, foi realizada a fundoplicatura descrito como sem intercorrência. Admitido, então, na UTI, ainda sob narcose anestésica, em ventilação espontânea em uso de cateter nasal com 2l/min, com gastrostomia aberta. Recebeu 300 ml de cristaloide na admissão por acidose metabólica e sinais de desidratação. Estável em toda internação da UTI, sem necessidade de DVA. Mantido em dieta zero até 04/06, quando foi iniciada dieta enteral, com boa tolerância, possibilitando progressão. Dejeções ainda ausentes, diurese presente. Diurese adequada, sem necessidade de estímulo. Função renal preservada, sem DHE. Manteve padrão neurológico basal. Enquanto via enteral suspensa, fez uso de diazepam sistemáticos. Não apresentou escapes convulsivos. Recebeu analgesia sistemática com dipirona de 02-06/06. Fez uso de Cefazolina profilática por 24h no pós-operatório. Afebril em todo período. Leucograma normal e PCR ainda elevado.&nbsp;</div><div>Em 06/06/2022, foi admito na enfermaria 4C acompanhado do irmão, Romiro, sem saber muitas informações. Clínica e hemodinamicamente estável. Respira sem sinais de esforço respiratório, mantendo boa saturimetria, sem necessidade de O2 suplementar. Apresentou um episódio de tosse produtiva e congestão nasal, contudo irmão não sabe referir quando começou e se está em curva de melhora. Paciente com quadro de tosse desde o dia 14/05 (admissão).&nbsp;</div><div>Evoluiu sem dispneia e sem febre. Diurese e dejeções presentes, sem alterações.&nbsp;</div><div>Em 09/06/22, Genitora relatou vazamento na Ferida Operatória, distensão abdominal e náuseas, evoluindo com sialorreia e cianose central, necessitando de aspiração, seguidas de 4-5 escapes convulsivos (crises tônico clônica generalizadas com duração, cada uma, inferior a 1 min.). Em 10/06, Mãe referiu vazamento de sangue na FO no dia anterior à noite.&nbsp;</div><div>Avaliado por CIPE em 10/06/22 que refere presença de seroma, abdomen flácido, sem extravasamento de GTM, orienta manter curativo e reduzir um pouco do volume da dieta.&nbsp;</div><div>No dia 11/06/22, pela manhã, mãe referiu um episódio de febre (Tax 37,9ºC) e à tarde, apresentou crise convulsiva com duração de 10-15 minutos com necessidade de diazepam.&nbsp;</div><div>Seguidas as recomendações da CIPE, realizado rastreio infeccioso negativo e mantidas as medicações de uso contínuo, paciente evoluiu, a partir do dia 12/06/22, com FO seca e limpa, sem sinais de secreção local e sem febre, crises convulsivas, distensão abdominal, dor e outras queixas. Apresentou ainda melhora da tosse produtiva. Manteve a sialorreia habitual do paciente.</div><div><br><br></div><div><strong>EVOLUÇÃO NA ÚLTIMAS 24 HORAS:</strong></div><div>Encontro paciente em leito de enfermaria acompanhado da genitora, ativo e reativo, conforme o padrão habitual do paciente, segue estável clínica e hemodinamicamente, sem sinal de desconforto respiratório, afebril. Dejeção e diurese presentes, sem alterações. Nega esforço respiratório e novo episódio convulsivo. Nega episódio de broncoespasmo, vômitos e outras queixas no momento.&nbsp;</div><div><br><br></div><div><strong>CONTROLES DA ENFERMAGEM (últimas 24h):</strong></div><div>Tax 36,5-37°C / FR 20-34 ipm / FC 117-142 bpm / SpO2 96%</div><div><br><br></div><div><strong>EXAME FÍSICO:</strong></div><div><strong>Geral</strong>: Bom estado geral, hipoativo, mas reativo ao exame (dentro dos limites da neuropatia de base), SpO2 96%, Tax 36,7ºC. Peso: 19 Kg;&nbsp;</div><div><strong>Mucosas</strong>: Hipocrômicas (1/4+) e úmidas, anictérica, acianótica e afebril;</div><div><strong>AR</strong>: Múrmurio vesicular presente em ambos hemitórax, com roncos difusos. FR 20 ipm;</div><div><strong>ACV</strong>: Precórdio calmo, bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros. FC 117 bpm;</div><div><strong>ABD</strong>: Semigloboso, flácido, distendido, indolor, RHA+, timpânico. Sem visceromegalias, com presença de GTM com bom aspecto, ferida operatória limpa e seca, sem secreção serosanguinolenta.</div><div><strong>Extremidades</strong>: Pulsos periféricos simétricos, boa amplitude, tempo de enchimento capilar &lt; 3 segundos. Sem edemas;&nbsp;</div><div><strong>SNC</strong>: Pupilas isocóricas e fotorreagentes.</div><div><br><br></div><div><strong>EXAMES COMPLEMENTARES</strong></div><div><strong>Lab (11/06/22):</strong> Hb 13,1Ht 40,8% Leuco 9230 (Bastão 5,0% 462 Seg 69% 6369 Linfo 22% 2031 Mono 5,0% 462 Eos 2,0% 185) Plaquetas 351 mil Cloro 104 Ur 35 Cr 0,4 K 4,3 P 4,7 PCR 5,86 Na 143 Ca 9,6</div><div><strong>Lab (05/06): </strong>Hb 11,2; Ht 34,4%; VCM: 90,5; HCM:29,5; RDW:15%; Leuco 12190 (Seg 93%; linf 2,0%; Mono 3,0%; Eo 0%; Bast 2%) Plaq 118 mil; Ur: 13; Cr: 0,4| K: 3,6; Na: 145; TGO: 54; TGP: 19; FA: 281 TP:20,4 (RNI 1,71); PCR: 137,8&nbsp;</div><div><strong>Lab (02/06): </strong>Hb 15,7; Ht 48,0%; Leuco 16990 (Seg 85%; linf 7,0%; Mono 7,3%; Eo 0,7%; Baso 0%) Plaq 129 mil; Ur: 29; Cr: 0,6| K: 3,8; Ca: 9,2; Na: 142; TGO: 653; TGP: 377; PT: 6,3 | Alb:3,7&nbsp;</div><div><strong>Lab (30/05)</strong> Hb 14,6; Ht 44,7%; Leuco 6650 (Seg 43,8; linf 43,5%; Mono 8%; Eo 4,3%; Baso 0,4%) Plaq 166 mil; PCR 0,38; TP 103%; RNI 0,98; TTPA 30,2</div><div><strong>SUMARIO DE URINA (29/05/2022): </strong>cor amarelada, aspecto límpido, pH 7,0, Dens: 1005. Algumas células epiteliais, raros leucócitos, raras hemácias e algumas bactérias</div><div><strong>HEC (14/05) </strong>Negativa</div><div><strong>Lab (22/05)</strong> Hb 14,9; Ht 45,1%; Leuco 8.200; 3% de bastões; 69% de segmentados; linf 12%; Mono 9%; Eo 7%; Plaq 191 mil; TP 98%; RNI 1,01; TTPA 33,5 seg; Cl 108; K 4,4; Mg 1,8; PCR 0,19; Na 142; Ca 9,8;&nbsp;</div><div>EAS (22/05) Amarelo claro, pH 6,5; Glicose ausente; Prot Ausente; Nitrito negativo; Leuco 03 por campo; Raras bactérias</div><div><strong>Lab (18/05):</strong> Hb: 14,6| Ht: 44,5| Leuco: 7700 (Seg 43; Linfo: 43,7; Mo: 11; Eos: 1,6; Baso: 0,7)| Plaq: 226 mil| PCR: 2,65</div><div><strong>Lab (14/05):</strong> Hb: 15,4| Ht: 46,1| Leuco: 10.720 (NS: 61,6; L: 23,6; M: 11,4; E: 2,9; B: 0,5)| Plaq: 242 mil| Cl: 105| Ur: 14| Cr: 0,5| K: 4,5| Mg: 1,9| PCR: 18,58| Na: 141| Ca: 10,1| TGO: 32| TGP: 14|&nbsp;</div><div><strong>CovAg (14/05):</strong> Não detectável.</div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><strong>INTERCONSULTAS:</strong></div><div><strong>#CIRURGIA PEDIÁTRICA (18/05):</strong></div><div>CD discutida com DR marcos em 17/05/22</div><div>Indicada fundoplicatura após melhora infecciosa</div><div>Oriento Pré operatório com coagulograma</div><div>Avaliação pre anestésica</div><div>Converso com genitora sobre riscos e benefícios do procedimento e necessidade de realizar procedimento em momento oportuno</div><div>Reavaliaremos após D7 ATB e novo rastreio infeccioso</div><div><br><br></div><div><strong>#CIPE (23/05):</strong></div><div>CONDUTA SUGERIDA</div><div>DISCUTO CASO COM DR AÉCIO</div><div>ORIENTO SOLICITAR AV. PRÉ ANESTÉSICA</div><div>RESERVA DE SANGUE E UTI PARA PROCEDIMENTO DIA 25/05/22</div><div>GENITORA CIENTE DA NECESSIDADE DO PROCEDIMENTO E CONCORDANTE</div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><strong>ORIENTAÇÕES:</strong></div><ol><li>Manter em acompanhamento com neuropediatra;</li><li>Em caso de dificuldade respiratória, vômitos, convulsões, retornar a emergência deste hospital;</li><li>Fazer a limpeza do local da fundoplicatura conforme orientações passadas durante internamento;</li><li>Manter medicações de uso contínuo, salvo nova orientação;</li><li>Acompanhar programação do novo internamento para colocaro Bottom;</li><li>Manter acompanhamento multidisplinar.</li></ol>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-16 20:19:50 UTC</pubDate>
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         <title>ALTA HOSPITALAR</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2223374837</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>LISTA DE PROBLEMAS:</strong></div><div>1. Otite média aguda supurada&nbsp;</div><div>- Mastoidite sec a P1? – Afastada em TC de cranio com janela para mastoide</div><div>- Resolvida após uso de antibioticoterapia</div><div>2. Hipertensão intracraniana por disfunção de DVP - Resolvida</div><div>»DVP em 08/06&nbsp;</div><div>3. Hidrocefalia congênita&nbsp;</div><div><br><br></div><div><strong>DISPOSITIVO QUE FEZ USO:</strong></div><div>- AVC VSCE 10/06-14/06/22</div><div><br><br></div><div><strong>MEDICAÇÕES QUE FEZUSO:&nbsp;</strong></div><div>-Cefepime (09/06-14/06)</div><div>-Clindamicina (10/06- 14/06)</div><div><br><br></div><div><strong>QUEIXA PRINCIPAL:</strong></div><div>Hipertensão Intracraniana</div><div><br><br></div><div><strong>HMA:</strong></div><div>Trata-se de uma paciente portadora de hidrocefalia congênita em uso de DVP, com última abordagem há 10 anos realizada nesse serviço. Apresentou cefaleia de forte intensidade dia 03/06 associada a vômitos e dor abdominal em flanco esquerdo e evoluiu com crise convulsiva no dia seguinte, que durou cerca de 30min, sendo atendida no interior, sem registros de medicações usadas. Genitora refere persistência do quadro, que a levou novamente a procurar unidade de pronto atendimento, sendo internada em Ipirá. Nesta unidade, evoluiu com crise convulsiva caracterizada como hipertonia de membros superiores e eversão ocular (05/06), segundo genitora episódio teve duração de 30 minutos, sem relato do uso de medicação.&nbsp;</div><div><br><br></div><div>EVOLUÇÃO NO INTERNAMENTO:</div><div>Paciente foi admitida na Emergência do HGRS em 06/06, por demanda espontânea, sonolenta, respondendo a estímulo verbal, bradicárdica, bradipneica e hipertensa. Genitora refere que paciente já apresentou crise convulsiva anteriormente associada à disfunção da DVP. Além disso, foi aventada na emergência suspeita diagnóstica de pielonefrite, tendo sido introduzido antibioticoterapia com Ceftriaxone (DI 04/06). Foi encaminhada para a sala vermelha, monitorizada, mantida com cabeceira elevada e em dieta zero. Foram coletados exames laboratoriais e iniciado antibioticoterapia com Cefepime e Vancomicina (DI 06/06) devido suspeita diagnóstica de infecção de sistema nervoso central. Além disso, foi avaliada na mesma data pela equipe de Neurocirurgia que não indicou conduta cirúrgica. Diurese presente e sem alterações. Dejeções ausentes há 6 dias no momento da admissão hospitalar. Realizou TC de crânio dia 06/06 que revelou disfunção da derivação, sendo indicado revisão da DVP pela neurocirurgia. Manteve sinais de hipertensão intracraniana, sendo encaminhada para UTI para vigilância em 08/06/22. Realizou procedimento em 08/06, ficando em observação na UTI.&nbsp;</div><div>Em UTI evoluiuhemodinamicamente estável, sem DVA, boa perfusão periférica. Normocárdica, em ventilação espontânea, sem suporte de O2, com padrão confortável e mantendo saturações adequadas. Dieta para idade, com boa aceitação. Sem vômitos. Diurese aqueda, sem estímulos. Função renal preservada, sem DHE. sem sangramentos. Afebril.Em 09/06 evolui com drenagem de secreção purulenta em ouvido direito. Não visualizada membrana timpânica. Iniciado Cefepime (Di: 09/06) e clindamicina (Di 10/06). Fez uso de cefazolina profilática durante 24 horas. Ativa, comunicativa, sem crises convulsivas. Paciente encaminhada à enfermaria 4C dia 10/06, D2 de PO. Foram mantidas cefepime (Di 09/06) e clindamicina (Di 10/06) e solicitada tomografia de crânio com contraste para avaliação da DVP e suspeita de mastoidite. Paciente evoluiu sem outras queixas, com último episódio de otorreia em 11/06/22, sem otorragia, cefaleia, febre, vômito, escapes convulsivos e dor. Relata diurese e dejeções presentes e sem alterações. Rastreio infeccioso negativo: hemoculturas de 06 e 10/06/22 negativas.A TC foi realizada em 13/06/22, avaliada por equipe de radiologia e descartado suspeita de mastoidite. Recebeu alta da neurocirurgia em 13/06 após avaliação de TC, que orienta manter acompanhamento ambulatorial. Recebe alta hospitalar em 14/06 em bom estado geral, estavel clínico e hemodinamicamente, sem queixas, orientado manter uso de amoxacilina + clavulanato por 10 dias para tratamento de mastoidite supurativa. Orientado sinais de alarme a genitora, em casos presentes procurar o serviço de emergência mais próximo com este relatório médico em mãos.</div><div><br><br></div><div><strong>CONDIÇÕES NA ALTA:</strong></div><div>Paciente em leito de enfermaria acompanhado da genitora, em bom estado geral, estável clínico e hemodinamicamente, respirando confortavelmente em ar ambiente sem sinais de desconforto respiratório. Apresentando boa aceitação da dieta por via oral, diurese e dejeções presentes e sem alterações. Nega queixa de cefaleia, náuseas e vômitos e escapes convulsivos.&nbsp;</div><div><br><br></div><div><strong>CONTROLE DA ENFERMAGEM (ÚLTIMAS 24 HORAS):</strong></div><div>TAX 36,0-36,9°C / FR 20 ipm / FC 85-100 bpm / PA 66x58 mmHg/ SatO2 98-99%</div><div><br><br></div><div><strong>EXAME FÍSICO</strong></div><div><strong>Geral: </strong>bom estado geral e nutricional, afebril, eupneica, idade aparente compatível com a biológica, ativa e reativa aos estímulos.&nbsp;</div><div><strong>SSVV:</strong> FR: 20 irpm / FC: 85 bpm / Sat O2 98% em ar ambiente</div><div><strong>Pele:</strong> normocorada, hidratada, anictérica, acianótica.</div><div><strong>Seg. Cefálico:</strong> Macrocefalia. Desproporção craniofacial. Equimose em região temporal e frontal direita.</div><div><strong>AR:</strong> Murmúrios vesiculares presentes, sem ruídos adventícios. Não observo sinais de desconforto respiratório.</div><div><strong>ACV:</strong> Precórdio calmo, BRNF em 2T, não ausculto sopros.</div><div><strong>ABD: </strong>Globoso, RHA presentes, indolor dor à palpação superficial e profunda, não palpo massas ou visceromegalias, sem sinais de irritação peritoneal.</div><div><strong>Extremidades:</strong> Bem perfundidas e sem edemas. Pulsos periféricos palpáveis e simétricos. TEC de 3s.</div><div><br><br></div><div><strong>EXAMES COMPLEMENTARES:</strong></div><div>#INTERNOS:</div><div>&gt; LABORATORIAIS:</div><div>- Lab (10/06) Hb 12,7 |Ht 38,7 | plq 301000|Leuco 9130 (seg46,6 linf 39,3)| PCR 1,64. | Ur 16 | Cr 0,6 | K 3,5 | Mg 2,2 | Na 141 | Ca 9,8</div><div>- Hemocultura (10/06/22):&nbsp;</div><div>- Lab (06/06/22): Hb 13,9, Plaq 311.000. 13,9/ HT 42/L 11280 (seg 68,9/ Linf 23,2/ Mono 7,2) Plaq 311 mil/ TA 95%/ RNI 1,03/ TTPA 25,4/ Lipase 28/ Ur 16/ Cr 0,6/ Mg 2,2/ GGT 44/ PCR 0,64/ Ca 9,8/ TGO 15/ TGP 20/ FA 527</div><div>- Hemocultura (06/06/22): sem crescimento de bactérias aeróbias e fungos leveduriformes.</div><div><br><br></div><div>&gt; IMAGEM:</div><div>- TC DE CRÂNIO (13/6/22): Controle evolutivo quando comparado com estudo de 06/06/2022 evidencia: Cateter de DVP reposicionado, agora com extremidade distal no corpo do ventrículo lateral direito. Surgimento de discreta hemorragia intraparenquimatosa no parênquima parietal direito, junto ao sítio de implantação do cateter. Desproporção craniofacial. Hematoma subdural crônico calcificado parietotemporal à direita, com espessura de 0,5cm. Permanece alteração morfológica do sistema ventricular supratentorial, com maior dilatação nos cornos frontais dos ventrículos laterais, determinando apagamento dos sulcos corticais e redução da substância branca periventricular. Os ventrículos laterais exibem certo grau de paralelismo, não sendo possível descartar disgenesia do corpo caloso. Correlacionar com RM do crânio. Tênues calcificações corticais no lobo frontal esquerdo. Não há evidência de processos expansivos intracranianos infra ou supratentoriais. Não há desvio das estruturas da linha média.</div><div><br><br></div><div>- TC de Crânio (06/06/22): Desproporção craniofacial. Cateter de DVP com entrada por orifício no osso parietal direito e extremidade distal na superfície do ventrículo lateral direito. Hematoma subdural crônico calcificado parietotemporal à direita, com espessura de 0,5cm. Alteração morfológica do sistema ventricular supratentorial, com maior dilatação, notadamente dos cornos frontais dos ventrículos laterais, determinando apagamento dos sulcos corticais e redução da substância branca periventricular. Os ventrículos laterais exibem certo grau de paralelismo, não sendo possível descartar disgenesia do corpo caloso. Correlacionar com RM do crânio.&nbsp;</div><div>Tênues calcificações corticais no lobo frontal esquerdo. Não há sinais de hemorragia intraparenquimatosa aguda. Não há evidência de processos expansivos intracranianos infra ou supratentoriais. Não há desvio das estruturas da linha média.</div><div><br><br></div><div>- TC de Abdômen (06/06/22): Extremidade do cateter de DVP na região supravesical. Pequena quantidade de líquido livre na pelve.</div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><strong>INTERCONSULTA:</strong></div><div># NEUROCIRURGIA (13/06/22): “Cd</div><div>Alta da neurocirurgia;</div><div>Após paciente receber alta hospitalar, recomendamos:</div><div>1. Acompanhamento com Neuropediatra</div><div>2. Os fios de sutura devem ser retirados em qualquer unidade de saúde 15 dias após a cirurgia. Levar este Relatório.</div><div>3. Caso sonolência excessiva, náuseas, vômitos, aumento significativo do perímetro cefálico ou febre persistente, procurar serviço de Urgência e Emergência</div><div>4. Marcar acompanhamento ambulatorial em Serviço de Neurocirurgia para primeira data disponível julho de 2022. Levar este relatório e os exames (ressonâncias, tomografias, anátomo-patológico, etc.) para as consultas. Devido a pandemia de COVID19, as marcações de retorno devem ser através do e-mail revisao.hgrs@gmail.com ou do telefone (71)31038888 / 0800-071-3535 (mandar foto do Relatório de Alta, RG e cartão do SUS).”</div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><strong>ORIENTAÇÕES:</strong></div><ol><li>Alta Hospitalar</li><li>Manter em acompanhamento com neuropediatra, pediatra e neurocirurgia;</li><li>Manter uso de medicações conforme em receita médica em anexo</li><li>&gt;&gt; Manter uso de amoxacilina com clavulanato durante 10 dias para tratamento de otite média aguda.</li><li>Os fios de sutura devem ser retirados em qualquer unidade de saúde 15 dias após a cirurgia. Levar este Relatório;</li><li>Manter em acompanhamento com neuropediatra, pediatra e neurocirurgia;</li><li>&gt;&gt; Marcar acompanhamento ambulatorial em Serviço de Neurocirurgia para primeira data disponível julho de 2022. Levar este relatório e os exames (ressonâncias, tomografias, anátomo-patológico, etc.) para as consultas. Devido a pandemia de COVID19, as marcações de retorno devem ser através do e-mail revisao.hgrs@gmail.com ou do telefone (71)31038888 / 0800-071-3535 (mandar foto do Relatório de Alta, RG e cartão do SUS);</li><li>Manter acompanhamento multidisciplinar.</li><li>Em caso de sonolência excessiva, náuseas, vômitos, aumento significativo do perímetro cefálico ou febre persistente, procurar serviço de Urgência e Emergência;</li></ol><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-16 20:23:15 UTC</pubDate>
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         <title>Boas pessoas fazem bons momentos - É São João!</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Dia de sexta discutimos os pacientes na sala de Gastrohepatologia pediátrica, no anexo ao Hupes, com Dra. Cibele. Confeiteira de mão cheia, não deixou de nos organizar para uma pequena confraternização de São João.<br>Associada com Laíze, todos os marcos foram comemorados: São João, aniversário de Dra. Caroline e nossa despedida da Unidade Metabólica. A dieta do dia-a-dia foi pro espaço!<br><br>A rotina do médico é intensa e desgastante. O aumento do número de casos de esgotamento e outras doenças psiquiátricas com forte correlação com o ambiente de trabalho entre os profissionais de saúde é estrondoso. Por isso mesmo, os momentos de descontração, de aconchego e de relaxamento são ainda mais importantes. Nestes anos de curso de medicina, vi alguns desses pequenos momentos no Hupes e fiquei com a sensação que são esses momentos de alegria com os bons colegas que tornam suportáveis os estresses e a rotina pesada.<br><br>São esses os momentos que constroem as lembranças que fazem a nostalgia vindoura.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-16 21:21:58 UTC</pubDate>
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         <title>Ambulatório de Nefropediatria</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>No segundo mês desse internato de Pediatria II, fui designado ao ambulatório de nefropediatria, às segundas, pela tarde. Coordenado pelas Dras. Roberta e Cláudia, é um ambulatório bem organizado que recebe desde bebês a adolescentes e os acompanha durante muitos anos, em média.<br><br>Posso me considerar um privilegiado em ter participado deste ambulatório, pois pude ver vários casos em nefrologia pediátrica, diversas patologias, diversos raciocínios e estratégias e bastante discussão. Por vezes, atendi pacientes com plena estabilidade clínica, sem queixas, com os mesmos exames, mas com patologias de base completamente diferentes, com o olhar do médico para os mesmos exames completamente diferente. Isso é o raciocínio clínico na sua acepção.<br><br>Os pontos negativos deste ambulatório são exatamente os mesmos do ambulatório de gastrohepatologia - infraestrutura. Não poderia ser diferente, pois ambos ambulatórios estão no mesmo espaço, o 3º andar do AMN. Como já dito também, a riqueza do Hupes é humana, não material.<br><br>O médico generalista deve possuir os conhecimentos vistos aqui para oferecer o primeiro manejo e encaminhar para a nefropediatria quando um paciente abre quadro de uma doença nefrológica. Mesmo com esse acompanhamento especializado, este ambulatório me pareceu estar mais próximo da prática do generalista, uma vez que é possível  acompanhar, até certo ponto, o paciente numa unidade básica a partir do momento em que ele está estável.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-16 21:37:31 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2223442870</link>
         <description><![CDATA[<div>O caso da sétima semana que eu gostaria de compartilhar é do paciente JPO, um paciente que foi admitido com 41 dias de vida, com história de pré-natal com 15 consultas e parto sem intercorrências, que com 15 horas de vida evoluiu com desconforto respiratório e evoluindo para intubação orotraqueal com 26 horas de vida. Em ecocardiograma transtorácico foi evidenciado coarctação de aorta crítica, sendo regulado para o HAN onde foi realizada correção cirúrgica em 17/05, ficando 48 horas em jejum no período pós cirúrgico. Evoluiu com icterícia e quadro de colestase, sendo encaminhado para UPL para investigação desse quadro.</div><div>Na UPL foram solicitados exames laboratoriais e de imagem, sendo evidenciada a manutenção dos níveis elevados de bilirrubina, às custas de bilirrubina direta, além de hipocolia e urina levemente amarelada. Foi também colhidas culturas às quais foram isoladas <em>Klebsiella pneumoniae </em>multissensível e realizado antibioticoterapia. Foi afastado risco para TORCHS, uma dos principais diagnósticos diferenciais. A gastro pediatria foi solicitada e após realização de exames sugeriram que a provável causa da icterícia seria o jejum do pós cirúrgico.</div><div>A colestase é um estado patológico que cursa com redução da excreção biliar por alterações anatômicas ou funcionais do sistema biliar, ela é definida pela presença de bilirrubina direta aumentada associada à acolia e colúria. É considerada uma emergência pediátrica e quando o recém-nascido ou lactente apresenta BD &gt; 1 mg/dL merece investigação diagnóstica.<br><br></div><div>O material indicado na semana anterior, “Colestase em lactentes: um tema do pediatra” elaborado pela Sociedade Brasileira de Pediatria aborda de forma bastante clara e objetiva o tema, sendo uma boa opção de leitura complementar. No UpToDate também podemos encontrar o artigo “Approach to evaluation of cholestasis in neonates and young infants” o qual também é recomendada a leitura.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-16 23:07:18 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Os pacientes da UM - Parte 1/2</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2223445129</link>
         <description><![CDATA[<div>Acompanhei basicamente 02 pacientes na UM (apesar de ver um pouco de todos e ajudar a todos dentro do possível):<br><br>1) Um menino de 6 anos, acompanhado o tempo todo dos genitores, com um quadro hepático crônico - icterícia gritante, atraso de desenvolvimento neuropsicológico e um histórico de arritmia cardíaca, no momento compensada.&nbsp;<br>Fora internado descompensado, com ascite volumosa, e estava estável quando o conheci, em melhora lenta da icterícia, progressão de dieta e ganho de peso. Necessitava de uma biópsia hepática para diagnóstico.&nbsp;<br><br>O processo para realizar essa biópsia foi atribulado; inicialmente marcada para ser realizada num turno extra no centro cirúrgico, não pôde ser feita pois não houve liberação do turno extra no centro cirúrgico. Pensou-se em fazer pela radiointervensão; um profissional aceitou fazer e outro, que iria de fato realizar o procedimento, disse que não foi avisado adequadamente a tempo e não pediu reserva de sangue a tempo, se negando a fazer a biópsia na hora. Nesse meio tempo, o paciente foi acometido de infecção e, já tendo usado vários esquemas antimicrobianos, teve que usar um antibiótico mais reservado, o Tazocin. Isolado alguns dias antes pelo quadro e o próprio isolamento trouxe dificuldades para realizar exames, como ultrassom, desgastando o paciente, os genitores e a equipe médica.<br><br>Para a alegria da nação, Dr. Aécio conseguiu um turno cirúrgico e arrumou tudo de última hora para realizar a biópsia. Quase que esta não foi realizada ainda assim, devido a desencontro da equipe de enfermagem (que merece um capítulo a parte...). A biópsia foi um sucesso, a recuperação do paciente também e ele teve alta alguns dias depois com o acompanhamento já encaminhado.<br><br>Lembra que eu citei que ele tinha um histórico de arritmia cardíaca, no momento compensada? Pois, a suspeita diagnóstica principal da hepatopatia deste paciente é colangite esclerosante do paciente crítico. Uma colangite secundária a grandes estresses metabólicos - recentemente com alguns casos vistos em pós Covid-19. Este paciente teve arritmias graves com poucos dias de vida, chegando a ter paradas cardiorrespiratórias e taquicardias supraventriculares. Acredita-se que esses processos causaram a doença hepática e também o atraso do desenvolvimento neuropsicológico.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-16 23:12:31 UTC</pubDate>
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         <title>Os pacientes da UM - Parte 2/2</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2223568947</link>
         <description><![CDATA[<div>Acompanhei basicamente 02 pacientes na UM (apesar de ver um pouco de todos e ajudar a todos dentro do possível):<br><br>2) Uma paciente de 07 meses, acompanhada pela avó e pela mãe, alternadamente. Viera do Hospital Martagão Gesteira, onde foi admitida com quadro de colestase e exames apontaram IgM e IgG reagentes para CMV, iniciando Ganciclovir em cateter venoso central , além de muito baixo peso e estatura para idade, cerca de 3,600 kg, o peso de um recém nascido.<br><br>Suspeitou-se que a paciente tenha um Erro Inato de Metabolismo, que não só a compromete no ganho de peso e altura, como pode afetar as próprias funções vitais. Os exames que podem fazer esse diagnóstico são caros e demorados. Alguns deles foram coletados no Martagão e outros no Hupes. Há algumas características que parecem apontar para uma apresentação sindrômica, como a fontanela anterior ainda bastante aberta, a orelha implantada ligeiramente abaixo da média, mas nada conclusivo.<br><br>A paciente chegou ao Hupes em melhora da colestase, ativa, reativa e contactante. Sorria para quem examinava.&nbsp;<br><br>Até que, com alguns dias de internamento, ela apresentou hipotonia, fasciculação de língua, movimento errático dos olhos - uma convulsão. Foi encaminhada a UTI, apresentando outra convulsão na transferência.&nbsp;<br>Passou 02 dias na UTI, sem intercorrências, iniciado fenobarbital e feito EEG, com sinais de desorganização generalizada. Voltou a enfermaria, porém não contactava mais nem respondia ao estímulo luminoso. Está cega.<br><br>Continuou sem ganhar peso. Com disfagia, não aceitava a dieta oral adequadamente e, com refluxo, vomitava várias vezes o que aceitava, mesmo em sonda nasoenteral. Passou a apresentar agitação noturna, inconsolável, e estava quase sempre dormindo quando eu chegava para examinar, por exaustão.&nbsp;<br><br>Cultura positiva pra fungos levou a paciente a usar Micafungina. Os cateteres foram trocados várias vezes, inclusive o central que contaminou por BGN, foi trocado e depois o novo foi perdido, bem como todos os cateteres passados. É uma paciente bem difícil de punção. <br><br>A dieta passou a ser exclusivamente via sonda, utilizando o Neocate, fórmula oligomérica para necessidade de nutrição de alérgicos a protéina do leite - uma possibilidade que pode estar associada. Fezes hipocólicas e GGT maior que 1000 completam o quadro.<br><br>A oftalmologia foi chamada, examinou apenas a morfologia ocular e deu parecer que estava tudo normal. Decidimos tentar uma RNM para investigar causas centrais da falta de resposta à luz - o exame também veio normal para idade. Falei sobre essa RNM em post anterior. Outro EEG foi feito, dessa vez veio normal também. A oftalmologia foi reconvocada e novamente disse que estava tudo normal do ponto de vista deles.&nbsp;<br><br>Depois de duas semanas de solicitada, a neuropediatra foi avaliar a paciente, fora do horário que combinou para falar com a mãe e avó. A hipótese de erro inato ganhou força em detrimento da hipótese de doença neurodegenerativa, com alguns exames vindos do Martagão e com os exames neurológicos normais, mas ainda não se tem diagnóstico, nem mesmo para uma previsão de tratamento ou paliação.<br><br>A avó da paciente tem maior capacidade de entender e processar o quadro e as necessidades da paciente do que a mãe, que acabou de completar 18 anos e apresenta uma atitude pueril, até além do que eu julgaria como apenas imaturidade. Essa falta de compreensão dificulta a comunicação entre equipe e ela, mesmo quando tentou-se informar sobre a gravidade e que as possibilidades para a paciente poderiam ser muito restritas.<br><br>Nas últimas 48h, a paciente agitou menos e iniciou-se o desmame do fenobarbital. Todavia, infelizmente, a paciente parece ter involuído desde a admissão, não tem diagnóstico ou maiores planejamentos.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 01:54:37 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Fim da UM, fim da Pediatria II, fim da Medicina</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2223678320</link>
         <description><![CDATA[<div>Último dia na Unidade Metabólica, último dia do internato em Pediatria II e último dia do curso de Medicina da FMB.<br><br>Há muito o que agradecer.<br><br>Muitas responsabilidades de agora em diante. Não que não as tivesse antes, ainda mais por já ser Professor - ser aluno de dia e professor de noite é uma perspectiva única. As responsabilidades só são diferentes agora, além de sempre maiores.<br><br>Mas, como dito antes, há muito o que agradecer.&nbsp;<br><br>Às Professoras, pelo conhecimento, desde a Pediatria I. Eu não sabia o que fazer com um bebê, não pegava porque podia quebrar... hoje eu sei examinar um bebê! É só um dos exemplos, mas isso é uma mudança maior que posso descrever, é a transformação do conhecimento.&nbsp;<br>Aos residentes, pela experiência do dia-a-dia. É onde se aprende a prática, o saber que não se fala, se faz.<br>Aos colegas, por dividir os momentos e pela compreensão quando precisei deles, retribuí sempre com prazer.<br>À equipe multidisciplinar pela entrega ao trabalho em equipe - só dessa forma as coisas vão para frente.<br><br>Eu não acredito que seguirei na Pediatria como carreira. Mas, com certeza, o internato em Pediatria foi um dos, senão o mais marcante da minha formação.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 03:48:16 UTC</pubDate>
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         <title>Semanas 7 e 8</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Estas semanas foram de finalizações. Tive o ambulatório de infecções congênitas, onde discutiu-se bastante sobre a sífilis e o CMV.&nbsp;<br><br>Na enfermaria, tive uma paciente com lúpus, outra com meningite (a qual não se soube diferenciar se era bacteriana ou viral).&nbsp;<br>Ainda tivemos encontros com a professora Esther, para treinamento de venóclise, distúrbios do sódio e do potássio.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 15:31:27 UTC</pubDate>
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         <title>Semana 8 - Caso Clínico</title>
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         <description><![CDATA[<div>Paciente KPS, sexo masculino, previamente hígido, com quadro de faringite,&nbsp; diagnosticada como “amigadalite”, há cerca de 15 dias da admissão,&nbsp; fez uso de amoxicilina por 5 dias, interrompido pois recebeu uma dose de Benzetacil. Evoluiu, há 1 semana, com quadro de edema de piora progressiva, MMSS, MMII, abdome e face, associado a hematúria. Relata também episódio de desconforto abdominal no período. Genitora procurou assistência em UBS, onde foi evidenciada elevação da PA (160x110 mmHg), sendo encaminhado ao Hospital regional em 07/06. Durante o internamento, o paciente foi submetido a restrição hídrica, furosemida 15mg de 12/12h, com manutenção da PA em torno de 130x110. Nega uso de anti-hipertensivos. Foi regulado para o HGRS em 08/06. Durante o internamento, evoluiu&nbsp; com melhora substancial da anasarca, hematúria e dos níveis pressóricos, em uso de furosemida e anlodipino.</div><div><br></div><div>Síndrome Nefrítica</div><div>O que é? Inflamação mediada por linfócitos B</div><div>Clínica: Oligúria (leva à congestão volêmica -&gt; <strong>HAS</strong> + <strong>edema</strong>) + <strong>Hematúria</strong>&nbsp;</div><div>Laboratório: <strong>Hematúria dismórfica/cilindros hemáticos</strong>, pode ter proteinúria subnefrótica (150mg-3g/dia), retenção azotemia</div><div>Causas:<br>1. <strong>GNPE</strong>: principal causa em crianças (2-15 anos), sendo sequela de infecção pelo Streptococco pyogenes</div><div>	- Critérios Diagnósticos: Faringite há mais de 1 semana (7-21 dias) ou piodermite há mais de 14 dias (14-28 dias), confirmar que foi estreptocócica (ASLO é mais sensível para faringite e Anti-DNAse B para pele), documentar queda transitória (&lt; 8 semanas) de C3.</div><div>	- Tratamento: Restrição hidrossalina + sintomáticos (Furosemida, vasodilatadores/anti-hipertensivos) + ATB</div><div>	- Biopsiar se: não responder ao corticoide, tiver evidências de GNRP (anúria ou aumento acelerado de escórias), oligúria &gt; 7 dias, hipocomplementemia &gt; 8 semanas ou complemento normal, proteinúria nefrótica, sinais e sintomas sistêmicos, hematúria macroscópica &gt; 4 semanas, ausência de evidência de infecção estreptocócica ou fora da faixa etária<br>2. <strong>Doença de Berger</strong>: hematúria macroscópica recorrente, em geral após fator precipitaste (infecção, febre, exercício físico extenuante), possui complemento normal, IgA sérico aumentado.</div><div>	- Diagnóstico: biópsia renal (realizada se proteinúria significativa, sinais de IR ou síndrome nefrótica)</div><div>	- Tratamento: Acompanhamento + IECA/BRA + Corticoide se fatores de gravidade, como idade avançada, HAS, masculino, crescentes e estática se hiperlipidemia.<br>3. <strong>GNRP</strong>: perda completa da função renal em semanas a meses, pode ser uma consequência de doença sistêmica ou complicação/evolução de glomerulopatia primária.&nbsp;</div><div>	- Depósitos de: anti-MBG, imunocomplexos ou pode ser pasci-imune.</div><div>	- Tem que biópsia e tratar logo, não esperar o resultado</div><div>	- Tratamento depende da etiologia</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-18 00:07:29 UTC</pubDate>
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         <title>Fechando o rodízio </title>
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         <description><![CDATA[<div>Última semana do internato de Pediatria, última semana no Hospital Ana Nery, última semana como interna. Tem sido um misto de alegria e muita ansiedade.&nbsp;<br><br>Fiquei muito satisfeita em ter tido minhas expectativas supridas e até superadas ao rodar no Ana Nery. Foi bem perceptível que é um serviço resolutivo e bastante acolhedor. Fói uma experiência muito boa ter passado por esse serviço e por ter tido a oportunidade de ter aprendido com profissionais comprometidos e tão humanos!<br><br>Meu coração se encheu de alegria em ter visto que a paciente que acompanhei desde o primeiro dia, recebeu alta e estava bem pra ir pra casa. Criei um apego pela paciente e torço muito que ela cresça com muita saúde e que a estenose nas novas valvas que ela tem agora não evoluam para um grau grave.&nbsp;<br><br>Deixo aqui registrado a fotinha que tiramos! ❤</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-19 00:57:25 UTC</pubDate>
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         <title></title>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-06-19 00:58:38 UTC</pubDate>
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         <title>Fechando com chave de ouro</title>
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         <description><![CDATA[<div>Hoje foi meu último dia no HGRS. Apesar do problema na emergência com Dr. Dilton e o extremo cansaço que eu passei nas respectivas três semanas, o restante foi muito bom e proveitoso.&nbsp;<br>O mais importante: acho que contribuí com o bem estar dos pacientes que eu admiti, evoluí e fiz a alta.&nbsp;<br>Hoje um paciente, 4 anos, que retornou à Enfermaria 4C no dia 17/6, fez a TC crânio hoje, após minha contribuição. Eles está em PO de disrafismo medular (14/6/22), sendo que, desde então, a neurocirurgia informa na conduta a necessidade de solicitar TC de crânio para o dar alta, mas não faz a solicitação. Ontem eu fiz, a residente assinou e eu entreguei à enfermeira responsável. Hoje, quando cheguei, nem data para a realização havia. Daí, perguntei à residente se eu mesma poderia ir atrás de ele fazer a TC o quanto antes. Ela não respondeu, mas levou à discussão essa minha possibilidade. Assim, com a aprovação da preceptoria, eu fui pessoalmente ao setor de bioimagem e por sorte estava vazia. Então, pedi ao enfermeiro que disse que eu poderia descer imediatamente com o paciente. Desse modo, eu subi, falei com o maqueiro, desci com este, o paciente e&nbsp; pai e fomos ao local, onde foi realizada a TC de crânio. Fiquei muito feliz com isso, pois sei que contribuí com a alta do paciente o mais breve possível.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-19 17:30:03 UTC</pubDate>
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         <title>Fim do Rodízio e do Internato</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Essa foi nossa última semana do rodízio de pediatria, rodízio que me fez crescer tanto e ver a medicina com outros olhos. Sentirei saudade dos pacientes, da rotina e do HGRS, foi indescritível a oportunidade de finalizar o ciclo da graduação nesse rodízio tão especial pra mim. Apenas felicidade e gratidão por tudo que vivi nas últimas 8 semanas!</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-19 17:31:34 UTC</pubDate>
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         <title>EVOLUÇÃO DO PACIENTE</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/internato2ped/ay007c0q6h6cngjs/wish/2225023530</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>LISTA DE PROBLEMAS:</strong></div><div><strong>ATIVOS:</strong></div><div>P1.Sd. da Medula Ancorada – PO de disrafismo medular (14/06)&nbsp;</div><div>&gt;&gt; Sec à Lipoma espinhal&nbsp;</div><div>P2. Incontinência urinária&nbsp;</div><div>&gt;&gt; Sec à P1</div><div>P3. Afastar infecção &gt; febre em 15/06</div><div><strong>BASE:</strong></div><ul><li>Lipoma espinhal + espinha bífida oculta em S1</li><li>Vacinação incompleta (Influenza)</li><li>Erro alimentar (rica em carboidratos)&nbsp;</li><li>Rinite alérgica intermitente leve&nbsp;</li></ul><div><br><br></div><div><strong>MEDICAÇÕES EM USO&nbsp;</strong></div><div>-Dipirona sistemática</div><div><br><br></div><div><strong>MEDICAÇÕES QUE FEZ USO&nbsp;</strong></div><div>-Cefazolina profilática;</div><div>- Cetoprofeno &gt; se necessário desde 16/06, suspenso em 19/06/22.</div><div><br><br></div><div><strong>QUEIXA PRINCIPAL:</strong>Incontinência urinária há 2 meses.</div><div><br><br></div><div><strong>HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL:</strong></div><div>Menor, 4 anos, procedente de Luiz Eduardo Magalhães, admitido nesta unidade acompanhado de genitora,que relata dor intensa em região suprapúbica, associada a poliuria há aproximadamente 3 meses e febre, no início do quadro,o que levou à procura por atendimento médico. Relata que evolui com escape miccional nas últimas duas semanas, sendo necessário uso de fralda. Nega incontinência fecal, náuseas, vômitos ou diarreia.</div><div>Genitora refere que o paciente apresentava controle miccional até o início do quadro, teve desfralde aos 2 anos de idade, sem dificuldades.&nbsp;</div><div>Refere que aos 6 meses paciente apresentou dificuldade em sentar e engatinhar, foi avaliado por neurologista (SIC), sendo solicitado RNM. Genitora refere que só conseguiu realizar exame em 05/08/2020, paciente já com 2 anos de idade e sem atraso no desenvolvimento, por esse motivo acabou não retornando em consulta com neurologista para mostrar resultado de exame. Genitora relata não ter mostrado exame para nenhum outro médico antes da complicação atual.&nbsp;</div><div>Além disso,genitora refere que percebeu presença de orifício em região lombossacra ao nascimento, mas sem demais sintomas, não tendo feito acompanhamento pediátrico e não notado por nenhum profissional em maternidade.</div><div>Menor foi internado na UPA do dia 13/05 ao dia 25/05, onde foram realizados exames laboratoriais e encaminhamento para este serviço por suspeita de espinha bífida oculta associada ao lipoma e por necessidade de abordagem neurocirúrgica de urgência, devido ao risco de complicação.</div><div><br><br></div><div><strong>EVOLUÇÃO NO INTERNAMENTO:</strong></div><div>Paciente admitido em 26/5/22 procedente de Luiz Eduardo Magalhães, relata dor intensa em região suprapúbica, associada a poliuria há aproximadamente 3 meses e febre, no início do quadro. Regulado para este HGRS devido suspeita diagnóstica de lipoma espinhal cone medular. Em 27/05/22, Neurocirurgia diagnosticou Sd. de Medula Presa<br>Lipoma espinhal - cone medular - S3, espessura de 0,7 x 0,6 cm, extensão de 9,3 cm.</div><div>Paciente manteve poliúria, sendo realizada contagem no dia 30/05, por um período de 55 minutos, no qual o filho urinou 8 vezes, com intervalo miccional mínimo de 1min e máximo de 17 minutos, urinando na roupa por não conseguir segurar para ir ao banheiro após esse intervalo máximo. Durante o teste, o menor não utilizou fraldas e nos outros períodos, conseguiu ir ao banheiro.&nbsp;</div><div>Evoluiu sem intercorrências, aguardando cirurgia.</div><div>Cirurgia de disrafismo medular realizada em 14/06, remoção de Lipoma espinhal e<br>correção de espinha bífida oculta em S1, dito como sem intercorrências.</div><div>Admitido na UTI pediátrica em 15/06/22. Evoluiu com diurese presente, com bom débito urinário, claudicou no último período, mas já normalizada pela manhã. Sem necessidade de diuréticos. Sem distúrbios hidroeletrolíticos. Hemodinâmica: estável, sem uso de DVAs. Normocárdico na maior parte do tempo e normotenso por medidas não invasivas. Pulsos presentes e simétricos. Neurológico: sem intercorrênciasneurológicas, sem eventos convulsivos.Cetoprofeno alterado para se necessário em 16/06 e mantida dipirona sistemática. Sem queixas de dor. Deambulou em 15/06 com dificuldade. Transferido para a enfermaria em 17/06/22</div><div>Admitido nesta enfermaria em 17/06/22, acompanhado de genitor, em bom estado geral no 3º DPO de Disrafismo Medular (14/06), clínica e hemodinamicamente estável, eupneico em ar ambiente e em uso de fralda. Apresentando 01 pico subfebril no dia 15/06, enquanto em uso de dipirona sistemática. Nega febre. Genitor relata boa aceitação de alimentação via oral. Sono preservado. Paciente com incontinência urinária, sem alterações no volume urinário, cor ou odor. Nega demais queixas.&nbsp;</div><div><br><br></div><div><strong>EVOLUÇÃO NAS ÚLTIMAS 24H:</strong></div><div>Encontro paciente em leito de enfermaria, ativo, mantendo-se em bom estado hemodinâmico, respirando confortavelmente em ar ambiente, sem necessidade de oxigenioterapia suplementar.Refere manutenção da dor lombar, com piora ao movimento. Genitor informa estar a dor lombar melhor do que no dia anterior. Diurese presente, genitor informa urina concentrada, para o que orientamos maior ingesta hídrica.Informa ter deambulado da maca para o banheiro, para defecar hoje (19/6), com fezes normais, exceto na parte final: esverdeada. Ciclo sono-vigilia sem alterações.Nega ter feito uso de cetoprofeno, tendo a dor sido controlada com dipirona. Nega febre, tosse, hipoatividade, mal estar, sudorese ou outras queixas.&nbsp;</div><div><br><br></div><div><strong>CONTROLE DA ENFERMAGEM (ÚLTIMAS 24H):</strong></div><div><strong>Tax</strong>35,6-36,7ºC | <strong>FR:</strong>22-23ipm|<strong>FC:</strong>89-121bpm| <strong>SPO2</strong>: 97-99%</div><div><br><br></div><div><strong>EXAME FÍSICO:</strong></div><div><strong>Dados vitais:</strong> FC: 89 bpm| FR:21ipm |TEC &lt; 2 seg |TAX 36,5 ºC</div><div><strong>Dados antropométricos:</strong>Peso: 19kg (z +0,77); Altura: 109 cm (z +0,74); IMC: 16 (z +0,49)</div><div><strong>Inspeção geral: </strong>Bom estado geral, ativo, reativo,acianótico, anictérico, afebril, mucosas úmidas e normocoradas;</div><div><strong>Pele: </strong>Presença de espessamento da pele em região de bolsa escrotal a esquerda – tecido cicatricial. Manchas hipercrômicas em punho&nbsp;</div><div><strong>Cabeça e pescoço:</strong> Não apresenta linfonodomegalias em cabeça, pescoço e região supraclavicular. Boa amplitude de abertura da boca. Faringe e tonsilas sem alterações;&nbsp;</div><div><strong>AR: </strong>Tórax simétrico, com expansibilidade preservada, sem tiragem subcostal, murmúrio vesicular bem distribuído e sem ruídos adventícios.&nbsp;</div><div><strong>ACV: </strong>Ritmo cardíaco regular, bulhas normofonéticas em 2 tempos, não ausculto sopros.</div><div><strong>ABD: </strong>Plano, RHA+, timpânico, flácido, indolor a palpação superficial e profunda. Não palpo massas ou visceromegalias.&nbsp;</div><div><strong>EXT:</strong> Bem perfundidas,sem edemas, pulsos periféricos palpáveis e simétricos.</div><div><strong>NEU: </strong>Ativo, lúcido, força, sensibilidade e mobilidade preservadas em todos os membros.&nbsp;</div><div><br><br></div><div><strong>EXAMES COMPLEMENTARES:</strong></div><div><strong>» Laboratório</strong></div><div><strong>Lab (16/06) - </strong>Hb: 8,9 / Ht: 26,8% / Leuco: 10370 (B: 1% / Seg: 63,8% / Linf 23,6%) / Plaq: 288 mil / PCR 88,03 /</div><div><strong>Lab (14/06) -</strong>Hb 10,3 / Ht 31,8% / Leuco 15.610 (B1; SEG84,9; L10,3; M3,6; E0,2; B0) / Plaq 337.000 / Ur: 37 / Crea: 0,4 / K: 4,3 / Mg: 2,1 / Na: 139 / Ca: 9,7&nbsp;</div><div><strong>Lab (10/06):</strong> Hb 12,2 / Ht 36,8% / Leuco 9.150 (S24,7; L60,5; M7,6; E6,8; B0,4) / Plaq 376.000 / TP 120% / TTPA 31,2s / Cl 98 / Ur 28 / Cr 0,7 / K 4,0 / Mg 2,4 / P 5,1 / PCR 0,28 / Na 132 / Ca 10,9&nbsp;</div><div><strong>Lab (07/06):</strong> Hb 12,6 / Ht 38,6% / Leuco 8480 (S25,3; L60,3; M6,9; E7,2; B0,3) / Plaq 373.000 / Cl 99 / Ur 33 / Cr 0,4 / K 4,7 / Mg 2,0 / P 6,0 / BT 0,3 (BD 0; BI 0,3) / GGT 20 / PCR 0,77 / Na 139 / Ca 10,3 / TGO 39 / TGP 19 / FA 229</div><div><strong>Lab (25/05/22): </strong>Hb 12.3 / Ht 37.2 / VCM 85.12 / HCM 28.14 CHCM 33.6/ RDW 12.8 Leuco 8200 /Bast 1% / Seg 19% / Neut 20% / Eos 7% / Lin 69% Mon 4% / Plaq 375000/ PCR NR / Glic 64 / Ur 26,1 / Cr 0.4 / TTPA 27,4 / TP 13,7 / RNI 1,18&nbsp;</div><div><strong>Sumário de urina (25/05/22): </strong>Nitrito negativo, proteínas ausentes, raras células epiteliais, bacteriuria +/3, raras bactérias&nbsp;</div><div><strong>COVID (25/05/22): </strong>Não detectável&nbsp;</div><div><br><br></div><div><strong>» Exames de imagem</strong></div><div>Tc de coluna lombar e torácica (15/06): Laminectomia de D12 e L1. Presença de gás no aspecto posterior do corpo vertebral de D10. Aparente lipoma de filum terminale. Enfisema subcutâneo na região lombar.</div><div><br><br></div><div>EXAMES EXTERNOS:</div><div>RM de coluna lombar com contraste (18/05/22): Lipoma do filo terminal se estendendo por 9,1 cm desde o nível L1 até S1, com diâmetros máximos de 0,7 x 0,5 cm, determinando medula ancorada. Não foi caracterizada área de realce nodular após a infusão do meio de contraste. Sem outras alterações.&nbsp;</div><div>RM de coluna lombossacra (05/08/20): Lipoma espinhal estendendo-se do cone medular até nível de S3, com espessura de 0,7 x 0,6 cm, com extensão estimada de 9,3 cm, determinando medula ancorada, a custa de fino e alongado lipoma espinhal . Moderada escoliose lombar para a esquerda.&nbsp;</div><div><br><br></div><div>INTERCONSULTAS</div><div>### NEUROCIRURGIA ### 18/06/22</div><div>Cd</div><div>- Programo Alta da especialidade para amanhã</div><div>- Solicitar TC de crânio&nbsp;</div><div>- Vigilância neurológica</div><div><br><br></div><div>### NEUROCIRURGIA ### 16/06/22</div><div>“Sd. da Medula Ancorada</div><div>Lipoma espinhal - cone medular - S3, espessura de 0,7 x 0,6 cm, extensão de 9</div><div>PO laminectomia D12-L1(15/06/22)</div><div>Cd</div><div>- A Febre no pós operatório pode corresponder à evolução habitual da doença pós-operatória (REMIT) ou indício precoce de uma infecção aguda. Até 48 a 72 horas pode ser consequente apenas à reação à agressão cirúrgica.</div><div>- Vigilância infecciosa</div><div>- Deambulação liberada</div><div>- Profilaxia química para TEV liberada, se necessário&nbsp;</div><div>- Alta para enfermaria conforme condições clínicas</div><div>- Solicitar TC de crânio sem contraste”</div><div><br><br></div><div><strong>CONDUTAS</strong>:</div><div>1. Vigilância álgica: Paciente em uso de dipirona sistemática. Suspendo cetoprofeno;</div><div>2. Vigilância infecciosa: Apresentou um pico febril, observar;</div><div>3. Vigilância neurológica;</div><div>4.Realizada TC de crânio hoje (19/6), aguardo laudo;</div><div>5. Estimulo deambulação;</div><div>6. Oriento aumento da ingesta hídrica.</div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div><div>EXCESSO:</div><div><strong>ANTECEDENTES:</strong></div><div><strong>1. OBSTÉTRICOS:</strong>G6P4A2, 2 abortos espontâneos no 1º trimestre de gestação. 6 consultas de pré-natal, em maternidade de alto risco,gestação aos 38 anos. Genitora relata que fez uso de ácido fólico e sulfato ferroso. Refere pré-eclampsia na gestação, não tendo feito uso de medicamento. Nega demais intercorrências. Não traz caderneta da gestante, não sabe informar quais sorologias foram realizadas. Nega infecções durante a gestação, mas sem relatório ou exames da época.&nbsp;</div><div><br><br></div><div><strong>2. NEONATAIS:</strong>Genitor refere parto cesárea, não soube referir idade gestacional, porém refere que foi prematuro (32 semanas?). Alta hospitalar com 3 dias pós-parto. Ao nascimento: 2320g, 42 cm, APGAR 8/9, teste do pezinho normal, triagem auditiva normal. Relata episódio de febre com 4 dias de vida, tendo sido necessário ficar em observação.&nbsp;</div><div><br></div><div><strong>3. ALIMENTARES:</strong></div><div>Café da manhã: Pão, ovo, café com leite, suco com açúcar, frutas.</div><div>Lanche da manhã: Biscoito, frutas.</div><div>Almoço: Arroz, feijão, frango, carne, verduras</div><div>Lanche da tarde: Biscoito, pão com ovo.&nbsp;</div><div>Jantar: Leite, cuscuz&nbsp;</div><div><br><br></div><div><strong>4. IMUNOLÓGICOS:</strong>Cartão vacinal atualizado</div><div><br><br></div><div><strong>5. ALÉRGICOS:</strong>Nega alergias.</div><div><br><br></div><div><strong>6. DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR:</strong>Adequado para a idade (veste se sozinho, desenha cruz, compreende 4 posições, equilibra-se em um pé).</div><div><br><br></div><div><strong>7. PATOLÓGICOS:</strong></div><div><strong>Cirurgias:</strong> disrafismo medular.</div><div><strong>Internamentos: </strong>nega.</div><div><strong>Transfusões:</strong> nega.&nbsp;</div><div><br><br></div><div><strong>8. FAMILIARES:</strong>Mãe refere diagnóstico de CA de mama.&nbsp;</div><div><br><br></div><div><strong>9. SOCIOECONÔMICOS:</strong>Genitor refere que menor reside com mãe, pai e irmãos. Moradia com saneamento básico, coleta de lixo e água encanada. Relata boa convivência familiar e boa relação com os irmãos. Genitora desempregada, genitor motoboy com salário de aproximadamente 1500 reais. Não recebe auxílios do governo.</div><div><br><br></div><div><strong>IMPRESSÃO DIAGNÓSTICA:</strong></div><ul><li>Crescimento adequado para idade</li><li>Eutrófico</li><li>Vacinação completa&nbsp;</li><li>Erro alimentar (rica em carboidratos)&nbsp;</li><li>Desenvolvimento adequado para idade&nbsp;</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-19 17:34:20 UTC</pubDate>
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