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      <title>Trabalho de Língua Portuguesa by Ana Clara Gondim Oliveira</title>
      <link>https://padlet.com/anaclara_oliveira/atphy6nrppox</link>
      <description>Grandes autores da Língua Portuguesa</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2017-08-16 11:14:58 UTC</pubDate>
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         <title>JOÃO GUIMARÃES ROSA</title>
         <author>anaclara_oliveira</author>
         <link>https://padlet.com/anaclara_oliveira/atphy6nrppox/wish/181236114</link>
         <description><![CDATA[<div>                O Espelho</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-08-16 11:25:09 UTC</pubDate>
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         <title>Sobre o autor:</title>
         <author>anaclara_oliveira</author>
         <link>https://padlet.com/anaclara_oliveira/atphy6nrppox/wish/181236476</link>
         <description><![CDATA[<div>Guimarães Rosa foi um dos principais representantes do regionalismo brasileiro, característica da terceira fase do modernismo. Com uma linguagem fiel à popular, o escritor conseguiu inovar a literatura. Como atuou como médico e diplomata, Rosa começou a publicar seus textos mais tarde, apenas com 38 anos.  </div><div>Ocupou a cadeira nº 2 na Academia Brasileira de Letras por apenas três dias, já que atrasou a cerimônia de posse por quatro anos, tinha medo de se emocionar demais. Pela importante obra literária, chegou a ser indicado para o prêmio Nobel de Literatura, mas morreu no mesmo ano e a sua indicação foi impedida.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-08-16 11:29:54 UTC</pubDate>
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         <title>Contexto em que a obra foi produzida:</title>
         <author>anaclara_oliveira</author>
         <link>https://padlet.com/anaclara_oliveira/atphy6nrppox/wish/181236535</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Guimarães Rosa fez parte da terceira geração do modernismo, com fortes características regionalistas. João Cabral de Melo Neto e Clarice Lispector podem ser colocados na mesma geração do movimento. O conto O Espelho é o centro da obra Primeiras Estórias, de Guimarães Rosa. Este (o autor) utiliza uma narrativa em primeira pessoa em contato direto com o leitor como um diálogo constante, em que este é chamado a adentrar no mundo paralelo, na viagem extraordinária a qual é chamado pelo viajante. A intenção é simplesmente narrar a experiência que questiona a lógica e o sentido de existir.</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-08-16 11:30:43 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>anaclara_oliveira</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2017-08-17 12:07:50 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>anaclara_oliveira</author>
         <link>https://padlet.com/anaclara_oliveira/atphy6nrppox/wish/181420444</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2017-08-17 12:11:20 UTC</pubDate>
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         <title>Características Literárias</title>
         <author>anaclara_oliveira</author>
         <link>https://padlet.com/anaclara_oliveira/atphy6nrppox/wish/181420687</link>
         <description><![CDATA[<div>Guimarães Rosa é figura de destaque dentro do <a href="http://www.nilc.icmc.usp.br/nilc/literatura/modernismo1.htm">Modernismo</a>. Isso se deve ao fato de ter criado toda uma individualidade quanto ao modo de escrever e criar palavras, transformando e renovando radicalmente o uso da língua.<br><br></div><div>Em suas obras, estão presentes os termos coloquiais típicos do sertão, aliados ao emprego de palavras que já estão praticamente em desuso. Há também a constante criação de neologismos nascidos a partir de formas típicas da língua portuguesa, denotando o uso constante de onomatopéias e aliterações. O resultado disso tudo é a beleza de palavras como "refrio", "retrovão", "levantante", "desfalar", etc., ou frases brilhantes como: "os passarinhos que bem-me-viam", "e aí se deu o que se deu – o isto é".<br><br></div><div>A linguagem toda caracterizada de Guimarães Rosa reencontra e reconstrói o cenário mítico do sertão tão marginalizado, onde a economia agrária já em declínio e a rusticidade ainda predominam. Os costumes sertanejos e a paisagem, enfocada sob todos os seus aspectos, são mostrados como uma unidade, cheia de mistérios e revelações em torno da vida. A imagem do sertão é, na verdade, a imagem do mundo, como se prega em <a href="http://www.nilc.icmc.usp.br/nilc/literatura/grandesert.o.veredas1.htm">Grande Sertão: Veredas</a>. O sertanejo não é simplesmente o ser humano rústico que povoa essa grande região do Brasil. Seu conceito é ampliado: ele é o próprio ser humano, que convive com problemas de ordem universal e eterna. Problemas que qualquer homem, em qualquer região, enfrentaria. É o eterno conflito entre o ser humano e o destino que o espera, a luta sem tréguas entre o bem e o mal dentro de cada um, Deus e o diabo, a morte que nos despedaça, e o amor que nos reconstrói, num clima muitas vezes mítico, mágico e obscuro, porém muitas vezes contrastando com a rusticidade da realidade. Seus contos seguem também, de certa forma, a mesma linha desenvolvida dentro de seu único romance.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-08-17 12:13:12 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>anaclara_oliveira</author>
         <link>https://padlet.com/anaclara_oliveira/atphy6nrppox/wish/181421404</link>
         <description><![CDATA[<div><em>O espelho</em> é o centro da obra <em>Primeiras Estórias</em>, de Guimarães Rosa, onde o narrador, em primeira pessoa, conta de sua luta para provar a falta de lógica e de sentido do mundo. Diante de um espelho, foi descobrindo com o passar dos dias a mentira que é a aparência humana. Num processo de “desimaginar-se”, vai verificando que o homem, como todas as coisas, não passa de uma metáfora. No limite do absurdo, ele chega a ver sua “forma” invisível.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-08-17 12:18:39 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>anaclara_oliveira</author>
         <link>https://padlet.com/anaclara_oliveira/atphy6nrppox/wish/181421502</link>
         <description><![CDATA[<div>De tema metafísico, transcendente, o conto não é uma narrativa com história, intriga, no sentido tradicional. É uma experiência, como o próprio narrador personagem declara.<br><br></div><div>Seguindo um método próprio, o narrador desenvolve a sua busca durante anos, experimentando as diferentes formas que podem brotar de sua própria imagem no espelho e eliminando todas, na tentativa de encontrar a sua verdadeira essência, livre de qualquer ilusão que os seus olhos pudessem criar.<br><br></div><div>Após anos dessa experiência, o personagem chega ao ponto de não conseguir ver nenhuma imagem, quando está diante de um espelho. Então, resolve parar por um bom tempo com as experiências e não dirige mais o olhar a nenhum espelho. Porém, num dia, ele retoma essa experiência e consegue ver apenas um esboço muito mal feito do seu rosto, um quase rosto. Nesse instante, o narrador se sente contente e tranqüilo e convida o leitor a refletir sobre o que é de fato a vida.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-08-17 12:19:17 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>anaclara_oliveira</author>
         <link>https://padlet.com/anaclara_oliveira/atphy6nrppox/wish/181421646</link>
         <description><![CDATA[<div>O conto é como um jogo da verdade. O espelho é o instrumento da análise. O narrador vai descendo em suas experiências até não encontrar mais sua imagem: as máscaras (aparência) vão sendo destruídas. Por fim, começa a emergir no espelho uma outra imagem <em>...um rostinho de menino, de menos-que-menino.<br></em><br></div><div>Este conto apresenta um aspecto que o destaca em relação aos demais de <em>Primeiras Estórias</em>: sua linguagem é erudita, carregada de termos científicos e filosóficos, numa formalidade que se afasta do caráter oral dos outros 20 textos, significando o fascínio exercido pelo espelho sobre cientistas e filósofos de todos os tempos.<br><br></div><div>Seu narrador, que parece conversar com o leitor diz que realizou um enorme esforço, por meio de seu reflexo num espelho, de busca do seu verdadeiro eu, o “eu por trás de mim”.<br><br></div><div>Esse verdadeiro eu precisa ser encontrado por meio de seu reflexo. Estuda-se, pois, sua imagem e semelhança. Assim, a busca do verdadeiro eu está na busca de Deus. Para tanto, o narrador vê-se na necessidade de realizar exercícios que têm a proposta de eliminar as superfícies enganadoras de sua imagem. Com esforço, elimina sucessivamente a imagem do seu sósia animal, dos seus pais, de suas paixões, das idéias que os outros lhe atribuem, dos interesses efêmeros. O resultado de todos esses esforços causa-lhe muito sofrimento, principalmente uma terrível dor de cabeça. Resolve, pois, abandonar a tarefa.<br><br></div><div>Tempos depois, voltou a se olhar no espelho e não viu nada. Aos poucos, uma imagem vai-se formando, de forma luminosa. No final, surge a imagem de algo que é menos que um menino. Eis a idéia de que a criança enxerga melhor a verdade (eis um dos motivos para a predileção para esse tipo de personagem na obra). Tornando-se adulto, a visão é embaçada. No entanto, existe a promessa de que se voltará ao estágio da perfeição. Vai-se estar face a face com Deus, como se diante de um espelho.<br><br></div><div>No conto <em>O Espelho</em>, predominou o aspecto esotérico, quando a obra <em>Primeiras estórias</em> nos apresenta vivamente retratos de pobreza, exclusão e abandono a que são entregues os habitantes do sertão.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-08-17 12:20:21 UTC</pubDate>
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         <title>Considerações finais</title>
         <author>anaclara_oliveira</author>
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         <description><![CDATA[<div>O tema da identidade é tratado através da metáfora do ato de se ver e se reconhecer no reflexo dos espelhos. De tema metafísico, transcendente, o conto não é uma narrativa com história, intriga, no sentido tradicional. É uma experiência, como o próprio narrador personagem declara.</div><div>Seguindo um método próprio, o narrador desenvolve a sua busca durante anos, experimentando as diferentes formas que podem brotar de sua própria imagem no espelho e eliminando todas, na tentativa de encontrar a sua verdadeira essência, livre de qualquer ilusão que os seus olhos pudessem criar. Portanto, não é um tema que prende-se à alunos do terceiro ano, apesar de ser uma temática bastante apropriada para os mesmos. O espelho é o instrumento da análise que leva os indivíduos a refletirem e buscarem seu "verdadeiro eu", o que incita os alunos e demais leitores a refletirem sobre quem são.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-08-21 12:15:25 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>anaclara_oliveira</author>
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         <pubDate>2017-08-21 12:17:59 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>anaclara_oliveira</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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