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      <title>Prateleira by Denise De Lima Santiago Figueiredo</title>
      <link>https://padlet.com/deniselsantiago/atizfy8lepjpk7du</link>
      <description>Uma parede com secções</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-06-29 21:52:37 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>deniselsantiago</author>
         <link>https://padlet.com/deniselsantiago/atizfy8lepjpk7du/wish/3505232299</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>O texto "O Índio na Música Brasileira: Recordando Quinhentos Anos de Esquecimento", de Rafael José de Menezes Bastos, discute a marginalização da contribuição indígena na formação da música brasileira, contrastando com a narrativa dominante que enfatiza apenas as influências europeia e africana. O autor problematiza o apagamento histórico do indígena na música, questionando por que, em um país onde a influência indígena é evidente em diversos aspectos culturais (como língua, alimentação e religião), sua presença na música é negligenciada.</p><p>O artigo analisa obras de pensadores como Luciano Gallet e Mário de Andrade, que atribuíram a origem da música brasileira principalmente aos elementos melódicos e harmônicos portugueses e aos ritmos africanos, excluindo os indígenas. Bastos critica essa visão, apontando que ela reflete uma ideologia colonial e nacionalista que via os indígenas como incompatíveis com a modernidade ou como figuras do passado, sem relevância para a identidade nacional contemporânea.</p><p>Além disso, o texto explora a contradição entre o pensamento social brasileiro, que reconhece a tríade racial (indígena, negro e branco), e o pensamento musical, que reduz essa tríade a uma dualidade (negro e branco). O autor sugere que essa exclusão do indígena serve a interesses políticos e territoriais, legitimando a desapropriação de terras indígenas.</p><p>Por fim, Bastos propõe que a influência indígena na música brasileira pode ser mais significativa do que se assume, citando exemplos como o toré no Nordeste, e desafia a visão convencional ao sugerir que muitos brasileiros podem ter raízes indígenas não reconhecidas. O texto conclui com uma reflexão sobre a necessidade de revisar a história da música brasileira para incluir a contribuição indígena e repensar a identidade nacional.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-29 22:18:33 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>deniselsantiago</author>
         <link>https://padlet.com/deniselsantiago/atizfy8lepjpk7du/wish/3505271277</link>
         <description><![CDATA[<p>O texto de Anthony Seeger explora a importância da música indígena, especialmente entre os Suyá, um grupo Jê do Brasil Central, destacando como a música é central para sua organização social e cosmologia. Apesar do descaso histórico pela música indígena — vista como "primitiva" ou irrelevante por estudiosos —, Seeger demonstra que ela é uma atividade fundamental, consumindo tempo e recursos significativos nas sociedades indígenas.  </p><p>A música Suyá divide-se em dois gêneros principais: a <strong>akia</strong> e o <strong>ngere</strong>. A <strong>akia</strong> é cantada individualmente por homens, com vozes estridentes e agudas, destinada a ser ouvida pelas mulheres, especialmente mães e irmãs. Esse gênero expressa individualidade e autoafirmação, refletindo a relação do cantor com sua família e seu status social. Já o <strong>ngere</strong> é cantado em uníssono por grupos cerimoniais, com vozes graves e harmonizadas, simbolizando a coesão e a identidade coletiva.  </p><p>Seeger destaca que a música Suyá não é apenas estética, mas um ato comunicativo complexo, integrando som, movimento e contexto social. Por exemplo:  </p><p>- A <strong>akia</strong> permite que os homens se comuniquem com parentes distantes (como irmãs) sem violar normas de proximidade física.  </p><p>- O <strong>ngere</strong> reforça laços cerimoniais e a estrutura dualista da sociedade Suyá, como metades e grupos de nomes.  </p><p>Além disso, a estrutura das canções (divididas em metades com partes como "dizer o nome" e "coda") reflete a cosmologia dualista Suyá, ligada a direções espaciais (leste/oeste) e organização social.  </p><p>O autor critica a visão ocidental que reduz a música indígena a um "reflexo" da sociedade, argumentando que, para os Suyá, a música <strong>cria</strong> e mantém relações sociais. Por fim, ele enfatiza a necessidade de estudar a música indígena em seu contexto, valorizando-a como um sistema ativo de significado — não como arte marginal, mas como eixo da vida social.  </p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-29 23:58:41 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>deniselsantiago</author>
         <link>https://padlet.com/deniselsantiago/atizfy8lepjpk7du/wish/3505284856</link>
         <description><![CDATA[<p>O artigo "Instrumentos Musicais dos Índios Aikewára", de Gilmar Matta da Silva, investiga os instrumentos musicais utilizados pelos Aikewára, um grupo indígena Tupi-Guarani que habita a Área Indígena Sororó, no sudeste do Pará. O estudo baseia-se em pesquisa bibliográfica, observação participante e entrevistas qualitativas com especialistas Aikewára, destacando a importância dos instrumentos musicais como elementos de socialização intergeracional e de preservação cultural.</p><p>Os Aikewára utilizam recursos naturais da flora e fauna para confeccionar instrumentos como o <em>wapusá</em> (maracá), o <em>sykā</em> (chocalho em cacho) e as <em>symyá</em> (flautas), que desempenham funções além do auxílio ao canto, integrando-se a uma ordem simbólica e ritualística. O artigo explora o processo de aprendizagem desses instrumentos, que ocorre principalmente através da interação com os mais velhos, especialmente o antigo cacique Musenái, cujos ensinamentos são repassados às novas gerações como forma de manter viva a cultura Aikewára.</p><p>A pesquisa também aborda a relação entre os instrumentos musicais e a memória coletiva, destacando como as lembranças do passado são acionadas para reforçar a identidade étnica e as práticas tradicionais. Dois instrumentos são destacados: o <em>wapusá</em>, associado a rituais sagrados como o <em>sapurahái de karuára</em>, e a <em>symyápytáwa</em> (trompete), usado em atividades agrícolas e celebrações comunitárias.</p><p>Aa importância dos conhecimentos tradicionais e da cultura material como expressões da identidade Aikewára, ressaltando o papel dos instrumentos musicais na transmissão de saberes e na manutenção das tradições frente às influências externas. A pesquisa contribui para a compreensão da música indígena como um sistema simbólico e culturalmente significativo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-30 00:13:36 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>deniselsantiago</author>
         <link>https://padlet.com/deniselsantiago/atizfy8lepjpk7du/wish/3505301443</link>
         <description><![CDATA[<p>O artigo <em>"Uma antropologia da música Guarani"</em>, de Deise Lucy Oliveira Montardo, explora a música como um elemento central para a compreensão da cultura e do xamanismo Guarani. A autora baseia-se em pesquisa de campo realizada entre os subgrupos Kaiová, Nhandeva, Mbyá e Chiripá, destacando o papel dos rituais cotidianos, como o <em>jeroky</em> e o <em>purahéi</em>, na manutenção da vida social e espiritual desse povo.  </p><p>A música Guarani é entendida como um caminho para o encontro com os deuses, desempenhando funções rituais, terapêuticas e cosmológicas. Os instrumentos musicais, como o <em>mbaraka</em> (chocalho) e o <em>takuapu</em> (bastão de ritmo), são considerados sagrados e estão associados a mitos de origem, como a escolha entre a música (pelos indígenas) e a escrita (pelos brancos). A performance musical envolve não apenas a execução de cantos e danças, mas também uma comunicação direta com o cosmos, onde os sons graves e agudos são relacionados a conceitos de verticalidade e proximidade com a terra.  </p><p>O xamanismo Guarani é coletivo e cotidiano, diferindo do modelo siberiano centrado na cura individual. Os xamãs, incluindo mulheres, atuam como mediadores entre os humanos e os deuses, utilizando a música para invocar divindades e fortalecer a comunidade. A afinação e a harmonia do coro feminino, por exemplo, são vistas como essenciais para a eficácia ritual, refletindo a coesão social e a conexão com o sagrado.  </p><p>A autora também discute a relação entre música, território e resistência, destacando como os Guarani usam seus rituais para reivindicar terras e afirmar sua identidade. A música é vista como uma força vital que mantém o equilíbrio do mundo, sendo responsabilidade dos Guarani cantar e dançar para evitar o colapso cósmico.  </p><p>Por fim, o artigo ressalta a importância de estudar a música como uma expressão cultural dinâmica, que revela não apenas aspectos estéticos, mas também políticos, religiosos e sociais da vida Guarani. A abordagem interdisciplinar, combinando etnografia, etnomusicologia e análise simbólica, permite uma compreensão mais profunda do papel da música na cosmovisão e na resistência desse povo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-30 00:26:40 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>deniselsantiago</author>
         <link>https://padlet.com/deniselsantiago/atizfy8lepjpk7du/wish/3505311361</link>
         <description><![CDATA[<p>O artigo "Rap indígena – uma nova forma de visibilidade e denúncia do indígena no século XXI", de Edmar Fonseca das Neves, publicado na revista e-cadernos CES em 2021, explora o surgimento e o impacto do rap indígena como ferramenta de resistência e denúncia das lutas dos povos indígenas no Brasil. O texto destaca o grupo Brô MC's, pioneiro no gênero, formado por jovens Kaiowá-Guarani, que utiliza uma narrativa híbrida em guarani e português para abordar temas como demarcação de terras, racismo e preconceito.</p><p>O hip-hop, originado nos Estados Unidos na década de 1970 como movimento contracultural, chegou ao Brasil nos anos 1980 e foi adotado por comunidades periféricas como forma de expressão política. O rap indígena, por sua vez, adaptou esse estilo para denunciar a invisibilidade e a hostilidade enfrentadas pelos indígenas, especialmente em contextos urbanos. O artigo analisa como o Brô MC's e outros artistas indígenas utilizam a música para combater estereótipos, promover a cultura tradicional e mobilizar novas gerações.</p><p>A pesquisa baseia-se em teorias sociológicas, como as de Adorno e Horkheimer sobre produção cultural, Simmel sobre conflito e sociação, e Bourdieu sobre capital cultural. Além disso, o trabalho aborda a importância da narrativa híbrida, que resgata a língua guarani enquanto alcança um público mais amplo, incluindo não indígenas. O rap indígena também é visto como uma forma de descolonização, desafiando visões estereotipadas e reivindicando direitos territoriais e culturais.</p><p>O artigo conclui destacando o sucesso do rap indígena em ganhar visibilidade nacional e internacional, com artistas participando de eventos como o Lollapalooza e colaborando com músicos renomados. Apesar dos avanços, as lutas por demarcação de terras e contra o preconceito continuam, especialmente em um contexto político marcado por retrocessos. O rap indígena emerge, assim, como uma potente ferramenta de resistência e afirmação identitária no século XXI.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-30 00:32:46 UTC</pubDate>
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