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      <title>Linha do Tempo - Políticas da Educação no Brasil by SILVANA MARIA TRES CICHELERO</title>
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      <description>Vamos construir uma linha de tempo? Cada grupo deverá preencher o quadro da linha de tempo com as principais características da educação e das políticas educacionais respectivas à época. Podem inclusive serem utilizadas imagens.  Bom trabalho!</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-09-13 15:55:09 UTC</pubDate>
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         <title>Brasil Colônia e Monarquia</title>
         <author>silvanatres</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Colonial (1500 - 1808)</strong></div><ul><li>Como o próprio nome diz, o Brasil era uma colônia de Portugal, por isso os portugueses detinham o controle sobre a educação dos povos que encontraram quando chegaram aqui (indígenas)</li><li>O objetivo dessa educação era catequizar (transmitir a doutrina católica)&nbsp;</li><li>O primeiro documento que pode ser considerado como uma Política Pública voltada à educação foi o chamado Regimento das Diretrizes Básicas (1548)</li><li>Esse documento foi escrito pelo rei de Portugal para orientar a forma como os jesuítas (em específico Tomé de Souza que era o governador geral do Brasil na época) deveria aplicar a educação na colônia.</li></ul><div><br><strong>A Educação Jesuítica no Brasil&nbsp;</strong></div><ul><li>Em 1549 os Jesuítas chegaram no Brasil com a tarefa de instruir e catequizar o Índio;</li><li>A ordem foi criada por Inácio de Loyola para reafirmar o medievalismo e perpetuar os dogmas e crenças da Igreja Católica;</li><li>Os jesuítas fundaram as primeiras escolas de ler e escrever a partir de 1549;</li><li>A partir de 1564, o Governo Português, começou a destinar dez por cento da arrecadação dos impostos para a manutenção dos colégios jesuítas;</li><li>Pela ideologia dos Jesuítas estar fundamentada na conquista espiritual, eles utilizavam da educação para converter os índios;&nbsp;</li><li>O conteúdo cultural era europeu;</li><li>Os conteúdos programáticos das disciplinas lecionadas nas escolas&nbsp; dos jesuítas, regulamentados pelo “Ratio Studiorum” (Plano de Estudo), foram aprovados pelo Vaticano em 1599;</li><li>Esse Plano de Ensino sofreu sua primeira modificação em 1832, ou&nbsp; seja, depois de transcorridos 233 anos da sua criação, sendo que as disciplinas dominantes no ensino foram o latim e o grego;</li><li>As escolas caracterizavam-se pelo trabalho com o ensino elementar (ler, escrever e realizar as quatro operações matemáticas) clientela era reduzida, composta por filhos de índios e brancos, com raras exceções havia pobres talentosos;</li><li>As escolas jesuíticas, portanto, não se dedicavam exclusivamente ao ensino e nem se caracterizavam por serem públicas;</li><li>Os colégios jesuítas eram procurados mesmo pelos que não se interessavam pela carreira religiosa, pois constituíam a única via que assegurava a formação das elites. Foi importante o número de intelectuais (escritores, clérigos, magistrados) que passaram pelos colégios religiosos’ (werebe, 1997, p. 23).</li></ul><div><br><strong>As Reformas do Marquês de Pombal</strong></div><ul><li><strong>Déspota Esclarecido</strong> - O Marquês de Pombal governou durante o reinado de D. José I (1750-1777) em Portugal e era um seguidor das ideias do Movimento Iluminista.</li><li><strong>Movimento Iluminista: </strong>O Iluminismo se espalhou na Europa entre 1680 e 1720, enfatizando a razão e o progresso científico. O século XVIII é conhecido como o "século das luzes".</li><li><strong>Tratado de Methuen (1703)</strong>: O tratado entre Portugal e Inglaterra em 1703 teve impacto negativo, sufocando a industrialização de Portugal, que estava limitado a comprar tecidos apenas da Inglaterra em troca da venda de vinhos.</li><li><strong>Decadência de Portugal:</strong> Nos séculos XVII e XVIII, Portugal estava em decadência, dominado pela Santa Inquisição, fechado às novas ideias e distante do renascimento intelectual europeu.</li><li><strong>Plano de Pombal:</strong> O Marquês de Pombal planejava reformas abrangentes nas áreas econômicas e sociais para modernizar Portugal, incluindo a redução da influência da Igreja Católica no Estado.</li><li><strong>Reformas na Educação:</strong> Na área educacional, Pombal buscava criar escolas úteis, ampliar os currículos e introduzir novos cursos, especialmente em Ciências Naturais, como parte do esforço de modernização.</li><li><strong>Expulsão dos Jesuítas (1759): </strong>Os jesuítas foram expulsos de terras portuguesas por Pombal, visto como um obstáculo à modernização do ensino.</li><li><strong>Centralização Administrativa:</strong> Pombal centralizou a administração e transferiu a capital do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro.</li><li><strong>Desafios e Limitações:</strong> As reformas educacionais enfrentaram desafios práticos devido à falta de recursos financeiros e humanos, levando ao abandono do setor educacional brasileiro até 1772.</li><li><strong>“Aulas Régias" (1772):</strong> Por ordem do Rei, foram autorizadas as "aulas régias", que ensinavam diversas matérias, mas enfrentavam problemas de qualidade de ensino.</li><li><strong>Seminário de Olinda (1800):</strong> A criação do Seminário de Olinda em 1800 teve um papel importante na difusão das ideias liberais, influenciando eventos posteriores, como a Revolução Pernambucana e a Confederação do Equador.</li></ul><div><br></div><div><strong>Família Real</strong></div><ul><li>Durante o período colonial do Brasil, a Família Real Portuguesa desempenhou um papel significativo, principalmente quando a corte portuguesa se estabeleceu temporariamente no Brasil.</li><li>Em 1808, a Família Real Portuguesa, liderada por Dom João VI, fugiu de Portugal para o Brasil devido à ameaça das tropas napoleônicas que ocuparam Portugal durante as Guerras Napoleônicas na Europa.</li><li>Com a chegada da Família Real ao Brasil, o Rio de Janeiro se tornou a capital do Império Português por um período de 13 anos, marcando uma mudança significativa no status do Brasil colonial.</li><li>A Família Real incluía Dom João VI, sua esposa Dona Carlota Joaquina e seus filhos, incluindo Dom Pedro, que mais tarde se tornaria Dom Pedro I, o primeiro imperador do Brasil independente.</li><li>Durante sua estadia no Brasil, a Família Real tomou medidas significativas, como a abertura de escolas, a fundação de instituições culturais e científicas, e a promoção do comércio e do desenvolvimento econômico. Essas medidas tiveram um impacto duradouro no Brasil e marcaram o início de mudanças sociais e culturais no país.</li><li>A permanência da Família Real Portuguesa no Brasil desempenhou um papel crucial na história do país, contribuindo para a abertura do Brasil ao mundo e para o processo de independência do Brasil em 1822. A Proclamação da Independência do Brasil ocorreu com Dom Pedro I, membro da Família Real, proclamando a independência do Brasil e se tornando o primeiro imperador do país, inaugurando assim o período do Império Brasileiro.</li></ul><div><br><strong>Monarquia</strong></div><ul><li>Vinda da família real para o Brasil revitalizando o sonho da independência;</li><li>O enfraquecimento econômico e político por conta da vinda da família real para o Brasil;</li><li>A burguesia lusitana assumindo o controle político de Portugal;</li><li>Exigência da volta do&nbsp; D. João VI para Portugal;&nbsp;</li><li>Adoção de medidas repressivas no Brasil para controlar o movimento que era a favor da independência;</li><li>A independência do Brasil em 1822;</li><li>Constituição de 1824 - ART°. 179, n° 32 que estabelecia a "instrução primária gratuita a todos os cidadãos";</li><li>Lei de 15/10/1827;</li><li>Estado assumindo a responsabilidade por todos os níveis de ensino;</li><li>Criação de escolas de primeiras letra;</li><li>Criadas apenas 20 escolas em todo o país;</li><li>Fracasso educacional;</li><li>Decisões educacionais transferidas para as províncias;</li><li>Falta de desenvolvimento do Ensino Técnico Profissionalizante;</li><li>Evolução das Escolas "Normais" - ainda com formação fraca;</li><li>Ensino secundário em Liceus, Ateneus e aulas avulsas;</li><li>Criação dos Cursos Superiores;</li><li>Escolas secundárias dominadas pelo setor privado;</li><li>Analfabetismo e contexto socioeconômico;</li><li>Reforma de Leôncio de Carvalho em 1879</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-13 16:19:07 UTC</pubDate>
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         <title>Brasil Império</title>
         <author>silvanatres</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Políticas Públicas Educacionais no Brasil Império</strong></div><div><br></div><div><strong>Primeiro Reinado (1822-1831)&nbsp;</strong></div><div><br></div><ul><li>Independência do Brasil (1821-1825)&nbsp;</li><li>Proclamação da república (1889)</li><li>Educação gratuita para todos cidadãos do país (1824)</li><li>Método Lancaster (método do ensino mútuo - 1823 )</li><li>Organização educacional por criação de uma&nbsp; lei dividida em quatros graus para instrução: pedagogias, Liceus, Ginásios e Academias.</li></ul><div><br><br></div><div><strong>Período Regencial (1831-1840)&nbsp;</strong></div><div>Momento marcado por instabilidade política, distintos governos, disputas e revoltas. Isso tudo quase levou a divisão do país.&nbsp;</div><div>Podemos dizer que nesse período os grupos políticos eram 3:&nbsp;</div><div><br></div><ul><li>Liberais Moderados&nbsp;</li><li>Liberais Exaltados&nbsp;</li><li>Restauradores&nbsp;</li><li>Ato adicional à constituição do Império, em 1834, onde o estado deixava de ser responsável pela educação primária e a mesma ficava sob jurisdição das províncias, resultado do documento legal de 15 de outubro de 1827 que faltou com a estrutura para garantir o subsídio literário da então prática “aulas régias”&nbsp;</li></ul><div><br><br></div><div><strong>Segundo Reinado (1840-1889)</strong></div><div><br></div><ul><li>Segundo reinado Dom Pedro II&nbsp;</li><li>Diversas foram as tentativas para instaurar um sistema educacional em nosso país, no entanto a média de investimentos para a educação básica nesse período teve a taxa de apenas 1,80%.</li><li>&nbsp;Proposta de reestruturação Tavares Bastos em 1870, criação de dois impostos, um local e um provincial, onde colocava a educação como importante interesse social, retomada novamente em 1882,&nbsp; não revigorou devido os dados alarmantes sobre a educação</li><li>No ano de 1882 apenas 1,99% do orçamento geral foi destinado para a Educação, enquanto as despesas militares foram por volta de 20,86%, o que revelava a falta de preocupação do Estado para com a educação como serviço social.</li></ul><div><br><br><br><br></div><div><strong>Brasil Império (entre a independência 1822 até a proclamação da república 1889)&nbsp;</strong></div><div><br></div><ul><li>modelo educacional empregado para tirar o poder dos jesuítas&nbsp;</li><li>aulas régias (qualquer pessoa autorizada com acesso aos livros de ciências naturais e linguagens podia ministrar)&nbsp;</li><li>aulas régias não tiveram tanto efeito visto que não haviam recursos financeiros e humanos suficiente</li><li>não havia ensino superior no Brasil, eram enviados para Portugal&nbsp;</li><li>Escolas normais iniciam na metade do século XIX</li><li>modelo econômico não favorece a educação, a maior parte da população é rural, analfabetos, escravos etc</li><li>Ensino superior elitista</li><li>desarticulação entre o ensino primário e secundário- ensino secundário acaba nas mãos da iniciativa privada- ensino primário abandonado&nbsp;</li><li>mulheres que viviam em inferioridade e com pequena possibilidade de instrução agora ocupam escolas sem salário digno- homens nas fábricas e mulheres na docência&nbsp;</li><li>monarquia= centralização do poder</li><li>professores somente “alfabetizados” (era necessário saber ler e escrever o seu nome)&nbsp;</li><li>somente 10% das pessoas estavam matriculadas nas escolas primárias&nbsp;</li><li>1823 a 1838 método de ensino mútuo- método Lancaster: alunos monitores dirigiam o trabalho em sala de aula&nbsp;</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-13 16:20:05 UTC</pubDate>
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         <title>Brasil República</title>
         <author>silvanatres</author>
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         <description><![CDATA[<div>1. Panorama geral - Fatos que marcaram a educação na 1ª República:&nbsp;<br>- Sociedade brasileira ligada ao capitalismo com influências europeias e norte-americanas.<br><br>“A sociedade que vai sendo construída em nosso país desde seu início tem seus alicerces determinados pelo capitalismo, enquanto um sistema sócioeconômico-político-cultural que vai se desenvolvendo a partir de centros a princípios europeus e, mais adiante, norte-americanos.”. (XAVIER, 1994, p. 127)&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<br>-Proclamação da República baseada no modelo norte-americano, com mudanças limitadas nas estruturas.<br><br>&nbsp;“A implantação da República no Brasil foi baseada no modelo político norte-americano. A Proclamação da República não rompe completamente as estruturas econômicas, culturais e educacionais. Isso ocorre apenas parcialmente na área social, em razão da introdução do trabalho livre regulamentado, inicialmente, pela Lei de Locação de Serviços, reformulada em 1872, vigente no antigo modelo imperial e generalizado com a Lei Áurea e a chegada dos contingentes de imigrantes.’’. (DUTRA, 2017, p.23)<br>&nbsp;<br>-Educação influenciada por ideais positivistas e criação do Ministério da Instrução Pública.<br><br>"A organização escolar ficava sob a orientação dos ideais positivistas, que tinham como pilares a família, a pátria, a humanidade e o liberalismo. Foi criado, em 5 de maio de 1890, o Ministério da Instrução Pública, Correios e Telégrafos. Foi designado para o cargo de Ministro o Coronel Benjamin Constant Botelho de Magalhães, que acumulava, também, o cargo de Ministro da Guerra. Esse Ministério teve uma existência efêmera, sendo extinto em 23 de outubro de 1891 (veiga, 2007). "<br><br>-Período da Primeira República (1889-1930) marcado por eventos sociais, políticos, culturais e econômicos.<br><br>&nbsp;“O período republicano está marcado por acontecimentos de cunho social e econômico, a saber: os Movimentos Messiânicos (Canudos, ba – 1893/97 e Contestado, sc – 1912/15), Revolta do Acre Fonte: “Proclamação da República” por Benedito Calixto (1889). 24 (1902/03), Greve Operária em São Paulo (1917); de aspecto político: Revolução Federalista (rs – 1893/95), Movimento Tenentista (Revolta do Forte de Copacabana – 1922; Revolta Paulista – 1924; Coluna Prestes – 1924/27), criação do Partido Comunista do Brasil (1922) e a Revisão Constitucional de 1926; de características culturais e educacionais: Movimento da Escola Nova (1920), Semana da Arte Moderna (sp 1922), como também a Primeira Guerra Mundial (1914/18)’’ (DUTRA, 2017, p.24).<br><br>- A crescente participação de empresas estrangeiras foi acompanhada por desafios no crescimento industrial, como a de qualidade de produto e a dependência de importação.<br><br>"Entretanto, o caráter familiar da indústria brasileira, sua pequena produção (embora o mercado estivesse aumentando), sua qualidade comprometida, porque não tinha de competir diante da pequena oferta e grande procura, as dificuldades em importar maquinarias e a melhor aceitação dos artigos importados: contraditoriamente tudo isso desestimulava o crescimento industrial"(FREIRE, 1993. p:93).<br><br>-Sistema político com falta de representação democrática e poder nas mãos de "coronéis" e oligarquias.<br><br>“ Outro acontecimento que merece destaque era o sistema político. Os partidos não tinham características de representação democrática. Os colégios eleitorais eram comandados pelos “coronéis” e as oligarquias. O voto era aberto, com a participação predominante do sexo masculino, tendo em vista que a legislação dificultava, em muito, o envolvimento das mulheres na vida política do país.’’ (DUTRA, 2017, p.25)<br><br>-Constituição de 1891 atribuiu responsabilidades educacionais à União e Estados, com centralização posterior.&nbsp;<br><br>“A Constituição Federal de 1891 determinava que a União fosse responsável pelo Ensino Superior e Secundário, enquanto os Estados ficavam encarregados pelo Ensino Primário e Profissionalizante Também apontava para a descentralização do sistema educacional. Mas a legislação subsequente, que procura regulamentar o funcionamento do ensino, indicava a centralização, o liberalismo e o elitismo como fatores determinantes nas decisões governamentais na área educacional” (DUTRA, 2017, p.25)<br><br>2. Lei Benjamin Constant (1890):<br>- Vigorou até 23/10/1891:&nbsp;<br><br>"Foi uma visão transitória, porque em 23 de outubro de 1891, nove meses após a morte de Benjamin Constant, as oligarquias rurais dissidentes conseguiram abafar as ideias do primeiro reformador educacional da era republicana, com a extinção do Ministério responsável pela educação. Os assuntos relacionados com a área educacional passaram a ser administrados por uma Diretoria subordinada ao Ministério da Justiça e Negócios Interiores, até 1930." (Dutra, 2017, p.26)<br>&nbsp;<br>- Além de consolidar a liberdade, a gratuidade e laicidade do ensino primário, a Lei Benjamin Constant estabeleceu a obrigatoriedade do ensino primário.<br><br>"A Reforma de Benjamin Constant tinha como princípios norteadores a liberdade e a laicidade do ensino. Enfatizava também que o ensino primário deveria ser gratuito e defendia a descentralização administrativa da educação." (Dutra, 2017, p.26)<br><br>- Ainda, as propostas pedagógicas de Benjamin previam modificações curriculares:<br><br>"Um dos objetivos da Reforma era modificar o ensino, tendo um caráter formador de alunos para o ingresso no Ensino Superior, em substituição à preparação para o trabalho. Quanto aos aspectos curriculares, tinha a intenção&nbsp;<br>de reduzir a predominância literária, um dos pilares do pensamento de August Comte, com o acréscimo de matérias de cunho científico, tornando o ensino enciclopédico." (Dutra, 2017, p.26)<br><br>- Um período marcado por fracassos educacionais e o início do dualismo do sistema educacional brasileiro (ensino de pobres x ensino de ricos):<br><br>"As causas do fracasso educacional são muitas e entre elas destacam-se: a vitória do federalismo, que contribuiu para aumentar as diferenças regionais; o liberalismo econômico e político; a concentração de renda; a precária situação da rede de ensino, que apresentava problemas de estrutura e conjuntura; os conteúdos programáticos, que não tratavam de estudar a realidade nacional; bem como a ausência de uma política eficaz de combate ao analfabetismo." (Dutra, 2017, p.27)<br><br>3. Os movimentos educacionais:&nbsp;<br>- Na Primeira República, o ensino é marcado por dois movimentos, denominados o “entusiasmo pela educação” e o “otimismo pedagógico".<br>– A escolarização era vista como o único caminho para a ascensão social do povo e que o processo de alfabetização era de cunho político – conquista da cidadania.<br>– A “Escola Nova”: uma maneira de reorganizar a escola e redirecionar os padrões didáticos e pedagógicos<br>– Processo de Democratização da educação<br>– Reformas gerais na educação: Associação Brasileira de Educação (ABE) e Conferência Brasileira da Educação.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-13 16:22:40 UTC</pubDate>
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         <title> Brasil  na primeira metade do século XX</title>
         <author>silvanatres</author>
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         <description><![CDATA[<div>Na primeira metade do século XX, a educação no Brasil passou por diversos desafios e transformações significativas, refletindo as mudanças políticas, econômicas e sociais.</div><div>No início do século, a educação no Brasil era predominantemente elitista e restrita a poucos. Em 1930 ocorreu algumas reformas educacionais importantes, como a Reforma Francisco Campos em 1931, na qual visava modernizar o sistema educacional e ampliar o acesso à educação básica. Durante esse período também foram criadas as Escolas Normais, que eram instituições de formação de professores.<br>A partir da década de 1930, com o incremento da industrialização e urbanização, começa a haver, também, um incremento correspondente nos índices de escolarização, sempre, porém, em ritmo aquém do necessário à vista dos escassos investimentos. Assim, os investimentos federais em ensino passam de 2,1%, em 1932, para 2,5 em 1936; os estaduais se reduzem de 15,0% para 13,4% e os municipais se ampliam de 8,1% para 8,3% no mesmo período (RIBEIRO, 2003, p.117).<br>O governo de Getúlio Vargas promoveu a expansão do ensino técnico e profissionalizante, visando atender às necessidades da crescente industrialização do país. A primeira metade do século XX viu a fundação de várias universidades importantes no Brasil, como a Universidade de São Paulo (USP) em 1934 e a Universidade do Brasil (atual UFRJ) em 1937. Isso representou um avanço significativo no ensino superior, apesar da criação de novas universidades, o acesso ao ensino superior ainda era altamente elitizado, com poucas oportunidades para a população em geral.<br>O Modernismo teve impacto na educação, com ideias pedagógicas progressistas ganhando destaques, como Anísio Teixeira, que promoveu reformas educacionais e defendeu uma abordagem mais democrática para a educação. Em 1937, foi criado o INEP, que se tornou responsável pela avaliação e pesquisa educacional no país, desempenhando um papel fundamental na formulação de políticas educacionais.&nbsp;<br>As desigualdades regionais em termos de acesso à educação ainda eram marcantes, com as áreas urbanas tendo melhor acesso em comparação com as áreas rurais. Apesar das reformas e avanços, a primeira metade do século XX deixou desafios educacionais persistentes, incluindo a falta de universalização do ensino, desigualdades socioeconômicas e a necessidade de melhorar a qualidade do sistema educacional.&nbsp;</div><div>Portanto, a primeira metade do século XX no Brasil contribuiu para democratizar e modernizar a educação, mesmo que ela ainda fosse altamente elitizada e marcada por desigualdades regionais e socioeconômicas. As bases para reformas mais abrangentes e a expansão da educação formal foram estabelecidas nesse período, mas muitos desafios educacionais persistiram.</div><div>No entanto, as políticas públicas nem sempre foram suficientes para abordar desigualdades sociais e regionais significativas que persistiram no país. Ademais, o período também foi marcado por autoritarismo, censura e restrições às liberdades civis. As políticas públicas na primeira metade do século XX desempenharam um papel fundamental na formação do Brasil moderno, moldando a economia, a sociedade e a política do país. Elas refletiram as diferentes visões sobre o desenvolvimento e a governança que prevaleciam ao longo desse período histórico.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-13 16:24:00 UTC</pubDate>
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         <title>Brasil  no Período Ditatorial (1964)</title>
         <author>silvanatres</author>
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         <description><![CDATA[<div><mark><sup>GOLPE MILITAR</sup></mark><sup> </sup><em><sup>e adequação nacional à internacionalização capitalista (1964-1985)</sup></em><sup> &nbsp;</sup></div><blockquote>Por entre fotos e nomes<br>Sem livros e sem fuzil<br>Sem fome, sem telefone<br>No coração do Brasil &nbsp;<br>(Veloso, Caetano)</blockquote><div><br>A música <strong>"Apesar de você"</strong> do Chico Buarque retrata exatamente o que o Brasil estava vivendo naquela época: <br><br><a href="https://youtu.be/33-bMTOlvx0?si=mS03L0lmi6_P0oS9">https://youtu.be/33-bMTOlvx0?si=mS03L0lmi6_P0oS9</a>&nbsp;<br><br></div><ul><li><strong>Contexto da ditadura e suas consequências:&nbsp;</strong></li></ul><div><br></div><ul><li>A ditadura militar no Brasil deu-se nos anos 1964 a 1985, caracterizada para o alinhamento do plano capitalista do governo, que esteve em vigor nos anos 1960 a 1970. Esse processo ditatorial trouxe consigo consequências negativas para o país, tornando-se altamente autoritário, revelando a censura, repressão, tortura, perseguição a quem se opunha e doutrinação. A ditadura girava em torno do capital e concentrava-se na renda, rompendo com o modelo econômico que visava a expansão das indústrias com o modelo político com a tendência populista. Segundo o livro "Políticas Públicas e gestão da educação básica A" (DUTRA, 2017, p.56) O novo modelo constitui-se como um conjunto de reformas políticas e institucionais que visavam a “reconstrução da nação” e a “restauração da ordem”. Sendo assim, o modelo endureceu cada vez mais o regime e tornou-se como "necessário" para o desenvolvimento do país (segundo os autoritários e pensadores a favor do regime da época). Logo, a frase <strong>"ordem e progresso"</strong> que levamos em nossa bandeira e que tanto nos orgulhamos, o modelo imperialista, as força armadas, a doutrinação, a discriminação e o fim do modelo nacionalista tornou-se o progresso, já o militarismo, o regime autoritário, a tortura e a falta de educação ética e moral tornou-se a ordem.</li><li>Durante o governo de Juscelino Kubitschek, houve um aprofundamento na contradição entre o modelo político populista e a expansão econômica. O governo procurou manter políticas populistas enquanto comprometia-se cada vez mais com o capital, incluindo a captação de capital estrangeiro. O golpe militar de 1964 representou a <strong>vitória da burguesia nacional</strong> que buscava internacionalizar a economia, estabelecendo um modelo de desenvolvimento associado ao capital estrangeiro. A ditadura enfrentou resistências, tanto econômicas quanto de movimentos sociais, políticos e culturais. No campo cultural, isso se manifestou como um "modernismo temporão",&nbsp; sobre situações semelhantes vividas no Brasil nos anos 1960. Apesar do golpe de 1964, a resistência contra a ditadura continuou intensa, levando os militares a implementarem o AI-5 em dezembro de 1968. Com o AI-5, os movimentos de resistência, em grande parte liderados pelas esquerdas armadas, como as guerrilhas urbanas e rurais, persistiram até a década de 1970, mas acabaram sendo reprimidos pelas Forças Armadas. O combate armado contra a ditadura não era apenas uma forma de resistência, mas também uma expressão das lutas de classes no Brasil.</li><li>No campo da <strong>educação</strong> as ações e projetos governamentais apontam para um alinhamento ao capital internacional. Foram realizadas reformas educacionais sob a ditadura, sendo a primeira destinada ao ensino superior e a segunda ao ensino fundamental e médio. E essas reformas acabaram com os movimentos de alfabetização, baseados no método crítico de Paulo Freire, no qual a educação era vista como prática de liberdade. O método de Freire seria dotado em todo pais mas foi extinto por um decreto, e para substituí-lo a ditadura implantou a Cruzada ABC (Cruzada da Ação Básica Cristã).</li><li>A Lei 5.540/68 (da Reforma Universitária) estabeleceu o fim da<br>cátedra e a departamentalização, ou seja, o parcelamento do trabalho na universidade. Ademais, o acesso a faculdade - que já era difícil - acabou se tornando mais ainda, com o vestibular a alta concorrência. Com isso, a Lei acabando direcionando o ensino educacional para o ensino profissionalizante. Fazendo assim, com que todo o o trajeto acadêmico se torne “frágil" e o ensino superior (uma fonte critica para a atual situação) algo difícil de ser alcançado e muito mais nas mãos de iniciativas privadas.</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-13 16:26:18 UTC</pubDate>
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         <title>Brasil  - Décadas de 1980 e 1990</title>
         <author>silvanatres</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;DÉCADA DE 80<br>O direito a educação&nbsp; foi reconhecido na Constituição Federal de 1988, antes disso o Estado não tinha a obrigação de garantir a educação de qualidade a todos, o ensino público era tratado como uma assistência oferecida&nbsp; àqueles que não podiam pagar. Com o fim da Ditadura, reacenderam as discussões com o objetivo de promover a gratuidade e melhoria na qualidade da educação básica.<br><br>1983<br>- Alterada a denominação da Fundação Nacional de Material Escolar (Fename) para Fundação de Assistência ao Estudante (FAE), ampliando as suas finalidades (Lei nº 7.091, de 18 de abril de 1983) com vistas a assegurar os instrumentos e condições de assistência educacional nos níveis de formação pré-escolar e de 1º e 2º graus.<br><br>1985.<br>- Criado o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) que tem por objetivos a socialização e universalização do ensino por meio da seleção, aquisição e distribuição gratuita de livros didáticos para todos os alunos matriculados nas escolas das redes públicas do ensino fundamental de todo o pais (Decreto nº 91.542, em 19 de agosto de 1985).<br>- Programa Nacional de Alfabetização e Cidadania (PNAC): Implementado na década de 1980, tinha como objetivo combater o analfabetismo e promover a educação básica, especialmente em áreas rurais e desfavorecidas.<br>-Movimento pela Escola Cidadã: Um movimento de educadores e ativistas que buscavam promover uma educação mais democrática e participativa, influenciando as políticas educacionais.<br>MOBRAL – Oportunidade de retorno ao sistema educacional. Decreto 91.980 em 25 de novembro de 1985 que passou a ser denominado Fundação Nacional para Educação de Jovens e Adultos (Educar).<br><br>1986<br>- É realizada a IV Conferência Brasileira de Educação com o objetivo de aprovar propostas sobre educação a serem levadas à Assembleia Nacional Constituinte. <strong>Associação Nacional de Educação (ANDE)</strong>,<strong> Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) </strong>e do<strong> Centro de Estudos Educação e Sociedade (CEDES)</strong>. A mobilização dos educadores ocorre em oposição à ditadura militar e ao modelo de ensino instalado nesse período, visto como contrário à autonomia universitária e à “gestão democrática” das escolas, sendo mais favorável à educação privada. A quarta edição aprova a <strong>“Carta de Goiânia”</strong>, com as principais reivindicações dos seis mil educadores presentes.<br><br>1988<br>Constituição Federal - garantia de princípios básicos na área da educação como igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; e o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas.<br>- Com a promulgação da Constituição Federal, iniciou-se um grande e demorado debate, que durou aproximadamente oito anos, enfocando as prioridades educacionais que constariam na nova lei educacional&nbsp; (Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 – LDB/96).<br>- UNE volta à legalidade: A União Nacional dos Estudantes (UNE) é recebida no MEC depois de 21 anos. A entidade havia sido colocada na ilegalidade durante a ditadura militar.<br><br>DECADA DE 90:&nbsp;<br>Início da universalização do ensino fundamental: Durante os anos 90, houve esforços para garantir o acesso de todas as crianças ao ensino fundamental, com a implementação de políticas para combater a evasão escolar.<br>Estado começa a exercer de forma mais abrangente a sua função fiscalizadora e controladora das políticas educacionais no Brasil.<br><br>1990<br>- Declaração Mundial de Educação para Todos- Jomtien, Tailândia;<br>- Estatuto da Criança e o Adolescente;&nbsp; &nbsp; &nbsp; -Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb);<br><br>1991&nbsp;<br>Programa Salto para o Futuro- tem como proposta a formação continuada de professores de Ensino Fundamental e Médio, veiculando também séries de interesse para a Educação Infantil.<br><br>1992&nbsp;<br>Programa de Crédito Educativo<br><br></div><div>1994<br>-Política Nacional de Educação Especial -O Ministério da Educação cria a Política Nacional de Educação Especial, traduzindo em ação de governo o dispositivo da Constituição de 1988 que assegura o direito à educação a pessoas com necessidades especiais.&nbsp;<br><br>1995<br>TV Escola- promover a melhoria do ensino, utilizando a educação aberta, continuada e a distância, através&nbsp; das emissoras de rádio e televisão.<br><br>1996<br>Plano Nacional de Educação (PNE): Este plano estabeleceu metas e diretrizes para a educação no Brasil, visando melhorar a qualidade do ensino, expandir o acesso à educação básica e reduzir as desigualdades educacionais.<br>-Programa de Desenvolvimento da Educação (PRODESE): Este programa visava a melhoria da qualidade da educação básica, incentivando a formação de professores e investimentos em infraestrutura escolar.<br><br>1998&nbsp;<br>ENEM Exame Nacional do Ensino Médio- instrumento de avaliação do desempenho de estudantes e das escolas.<br><br>1999<br>Educação Escolar Indígena- aprovadas as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Escolar Indígena (Parecer nº 14/99, de 14 de setembro de 1999 da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação).<br><br></div><div><br><br></div><div><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-13 16:28:05 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Brasil Primeira Década do Séc. XXI</title>
         <author>silvanatres</author>
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         <description><![CDATA[<div>2001:</div><div>Plano Nacional de Educação : O PNE foi criado com o objetivo de estabelecer diretrizes e metas para a educação no país, com o objetivo de aumentar o acesso à educação, melhorar sua qualidade e alocar recursos de maneira eficiente. Assim, tem um ciclo decenal, implementou a obrigatoriedade do ensino fundamental, visa o combate ao analfabetismo e promover o EJA, ampliação do atendimento dos níveis educacionais, a valorização do magistério e a participação da sociedade.&nbsp;</div><div><br></div><div>Programa Bolsa Escola:</div><div>Foi criado pelo Ministério da Educação com o objetivo de atingir três metas principais: garantir a permanência das crianças na escola, combater o trabalho infantil e reduzir a pobreza extrema.</div><div>&nbsp;</div><div>2003:</div><div>Programa Bolsa Família:</div><div>É uma iniciativa de transferência de renda condicionada que visa combater a pobreza e a pobreza extrema, incentivando a educação e a saúde das crianças e jovens beneficiários, com o objetivo de proporcionar melhores oportunidades no futuro e romper o ciclo da pobreza .</div><div><br></div><div>2004:</div><div>Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes:</div><div>É destacada a criação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), com ênfase na substituição do "Provão" pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e na importância das notas obtidas no Enade como parte da avaliação de cursos e instituições de ensino superior, evoluindo para avaliar a qualidade da educação superior no Brasil.</div><div><br></div><div>Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar:</div><div>A criação do&nbsp; PNATE, tem como objetivo principal viabilizar o acesso e a permanência de crianças que residem em áreas rurais às escolas por meio da transferência de recursos para os estados e municípios. Também menciona o histórico anterior de programas relacionados ao transporte escolar e destaca a simplificação dos repasses de recursos que o PNATE trouxe em 2004.</div><div><br></div><div>PROUNI:</div><div>Foi criado o Programa de Acesso à Universidade para os jovens com renda menor que um salário mínimo per capita e sem nenhum outro curso superior, onde era reservado 10% das vagas das universidades particulares para esses estudantes.</div><div><br></div><div>2006:</div><div>Compromisso Todos Pela Educação:</div><div>Várias instituições particulares e públicas, tais como os bancos Itaú, Bradesco, o Pão de Açúcar, Ministério Público, firmaram este compromisso estabelecendo algumas metas:</div><div>1°- Estudantes de 4 à 17 todos na escola.</div><div>2°- Crianças alfabetizadas até os oito anos.</div><div>3°- Aprendizagem adequada ao ano frequentado.</div><div>4°- Conclusão do ensino médio até os 19 anos de idade.&nbsp;</div><div>5°- Investimento gerido e ampliado na educação.</div><div><br></div><div>FUNDEB: Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais</div><div><br></div><div>2007:</div><div>IDEB: Índice de Desenvolvimento da Educação Básica&nbsp;</div><div>Foi criado para avaliar a educação no âmbito municipal, estadual e nacional, através da prova Brasil&nbsp; que avaliava o desempenho em português e matemática e através do SAEB, sistema de avaliação do ensino básico, ocorrendo através do fluxo escolar obtido através do censo escolar e as escolas deveriam obter nota seis para recebimento de recursos.&nbsp;</div><div><br></div><div>PDE: Plano de Desenvolvimento da Educação&nbsp;</div><div>Tinha foco no desenvolvimento da alfabetização da educação básica, do ensino superior, do ensino profissional e da diversidade, além do piso salarial dos professores,&nbsp; o FUNDEB, PROUNI, FIES, IDEB, e também descentralizava as políticas de educação, através de convênios diretos do município com a união, onde o município atinge a meta do PDE para receber recursos.</div><div>REUNI : Reestruturação e Expansão das Universidades Federais com a ampliação de vagas, garantindo o acesso a 30% dos jovens entre 18 e 24 anos ao ensino superior (2010, e a ampliação da relação aluno por professor de 12 para 18.</div><div><br></div><div>2008:</div><div>Piso Nacional dos professores da Educação Básica&nbsp;</div><div>Estabelecendo um valor mínimo de salário para os professores de educação básica da rede pública.</div><div><br></div><div>2009:</div><div>NOVO ENEM:&nbsp;</div><div>A prova do ENEM garante acesso à universidade através do SISU e PROUNI.</div><div><br></div><div>EMENDA CONSTITUCIONAL: Criada pela senadora Ideli Salvatti, onde desvincula as receitas da união criada em 1994, para estabilizar a economia pós plano real, onde o governo poderia utilizar 20% dos recursos destinados à educação para pagamento de dívidas, devolvendo este percentual a educação.</div><div><br></div><div>2010:</div><div>PRIMEIRA CONFERÊNCIA NACIONAL DA EDUCAÇÃO</div><div>Construindo um sistema nacional articulado de educação: um plano nacional da educação, suas diretrizes e estratégias de educação. Teve ampla participação da sociedade, agentes públicos, entidades de classe e profissionais da educação. Sendo que 10% do PIB vai para a educação, o aumento do financiamento em educação pela união, os estados e os municípios, criação das cotas para o ensino público, eleições de diretores e autonomia dos gestores na administração dos recursos educacionais.&nbsp;</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-13 16:30:34 UTC</pubDate>
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         <title>Brasil - Segunda Década do séc. XXI</title>
         <author>silvanatres</author>
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         <description><![CDATA[<div>2010&nbsp;<br>●Criado pela Portaria Normativa nº 2, de 26 de janeiro de 2010, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), sistema informatizado e online gerenciado pelo MEC e que permite às instituições públicas e privadas ofertar vagas para seus cursos de graduação aos candidatos que participaram da edição anterior do Enem.<br><br>2011<br>●Criado o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), com a finalidade de ampliar a oferta de cursos de Educação Profissional e Tecnológica, por meio de programas, projetos e ações de assistência técnica e financeira (Lei nº 12.513, de 26 de outubro de 2011).<br>&nbsp;Instituído o Programa Ciência sem Fronteiras (CsF), com o objetivo de propiciar a formação e a capacitação de pessoas com elevada qualificação em universidades, instituições de educação profissional e tecnológica, e centros de pesquisa estrangeiros de excelência, além de atrair para o Brasil jovens talentos e pesquisadores estrangeiros de elevada qualificação, em áreas de conhecimento definidas como prioritárias (Decreto nº 7.642, 13 de dezembro de 2011).<br><br>2012<br>●Instituída pela Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012 (Lei de Cotas) a reserva de 50% das vagas nos cursos de graduação nas instituições federais de educação superior a estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. Dentro desse percentual, serão priorizam os alunos de menor renda e os autodeclarados pretos, pardos e indígenas, bem como pessoas com deficiência.<br><br>2014<br>●Instituído o Programa Idiomas sem Fronteiras (IsF), com o objetivo de propiciar a formação e a capacitação em idiomas de estudantes, professores e corpo-técnico administrativo das Instituições de Educação Superior Públicas e Privadas (IES) e de professores de idiomas da rede pública de educação básica, bem como a formação e a capacitação de estrangeiros em língua portuguesa (Portaria nº 973, de 14 de novembro de 2014).<br>Aprovado o Plano Nacional de Educação (Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014), com diretrizes, metas e estratégicas para a educação para o prazo de 10 anos.<br><br>2015<br>●Lançada a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que define o conjunto de aprendizagens essenciais no percurso da educação básica.<br><br>2016<br>●Criado o Programa de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI) (Portaria 1.145, de 10 de outubro de 2016), que visa apoiar a implementação da proposta pedagógica de escolas de ensino médio em tempo integral das redes públicas dos Estados e do Distrito Federal.<br>Instituído o MedioTec, uma ação do Programa Pronatec, que passa a ofertar vagas em cursos de educação profissional técnica de nível médio, de forma concomitante, para os estudantes matriculados no ensino médio regular em escolas públicas, permitindo obter duas certificações.<br><br>2017<br>●Instituída a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. A Lei nº 13.415, de 16 de fevereiro de 2017, a chamada Lei da Reforma do Ensino Médio, estabeleceu uma série de mudanças na estrutura do ensino médio: ampliou o tempo mínimo do estudante na escola, definiu uma organização curricular mais flexível, com a oferta de diferentes itinerários formativos.<br>&nbsp;Lançado o Programa Educação Conectada, com o objetivo de apoiar a universalização do acesso à internet de alta velocidade e fomentar o uso pedagógico de tecnologias digitais na educação básica (Decreto nº 9.204, de 23 de novembro de 2017).<br>&nbsp;Homologada a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) pela Portaria 1.570, de 20 de dezembro de 2017.<br><br>2018<br>●Instituído o Programa de Apoio à Implementação da Base Nacional Comum Curricular (ProBNCC), com a finalidade de apoiar Estados e Municípios no processo de revisão ou elaboração e implementação dos currículos alinhados a BNCC (Portaria nº 331, de 5 de abril de 2018). A base estabelece conhecimentos, competências e habilidades que se espera que todos os estudantes desenvolvam ao longo da escolaridade básica. Em 14 de dezembro de 2018, é homologado o documento da BNCC para a etapa do ensino médio.<br>&nbsp;Instituído o Programa Mais Alfabetização (PMALFA), que visa fortalecer e apoiar as unidades escolares no processo de alfabetização dos estudantes regularmente matriculados no 1º e 2º ano do ensino fundamental (Portaria MEC nº 142, de 22 de fevereiro de 2018).<br><br>Criação do Programa de Residência Pedagógica (Portaria Capes nº 38, de 28 de fevereiro de 2018), com o objetivo de aperfeiçoar a formação dos estudantes dos cursos de licenciatura, por meio de estágios supervisionados em escolas públicas de educação básica.<br><br>2019<br>●O Ministério da Educação anunciou, em 11 de julho, um compromisso nacional pela educação básica em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). O objetivo é impulsionar a educação infantil, o ensino fundamental, o ensino médio e a educação para jovens e adultos e tornar o Brasil referência na América Latina até 2030.<br>&nbsp;Lançado em 17 de julho o Programa Institutos e Universidades Empreendedoras e Inovadoras – Future-se, que tem por finalidade o fortalecimento da autonomia administrativa e financeira das Instituições Federais de Ensino Superior – IFES, por meio de parceria com organizações sociais e do fomento à captação de recursos próprios.<br>Instituída a Política Nacional de Alfabetização (PNA), que busca amparo em estudos científicos para avançar e melhorar o processo de alfabetização infantil (Decreto nº 9.765, de 11 de abril de 2019. A nova forma de ensino enfatiza seis componentes: consciência fonêmica, instrução fônica sistemática, fluência em leitura oral, desenvolvimento vocabulário, compreensão de textos e produção escrita.<br>&nbsp;Lançado em 5 de setembro de 2019 o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, que prevê a implementação de 216 colégios até 2023. O objetivo é promover a melhoria na qualidade da educação básica.<br>Criação da ID Estudantil (Medida Provisória nº 895, de 6 de setembro de 2019). A carteirinha que dá direito à meia-entrada para estudantes em espetáculos artístico-culturais e esportivos.&nbsp;<br>&nbsp;Lançamento, em 5 de dezembro, do Programa Conta Pra Mim, que faz parte da Política Nacional de Alfabetização, visa estimular o desenvolvimento intelectual na primeira infância, por meio da leitura. O programa reúne uma série de materiais para orientar e estimular os pais a incorporar as práticas de literacia familiar, uma técnica aplicada no dia a dia, na convivência entre pais e filhos.<br>Cinco dias após o lançamento do Conta pra Mim, veio o do Diploma Digital. A certificação digital traz mais agilidade ao processo ao eliminar etapas que demandam tempo e dinheiro, como a coleta de dados e de assinatura, a impressão e o deslocamento do aluno até a instituição para ter o documento. A redução estimada de tempo até chegar na mão do aluno é de 90 para 15 dias. No novo sistema, as assinaturas serão digitais e em lote. As instituições de ensino superior públicas e privadas devem se adaptar até o fim de 2021<br><br>2020<br>●Lançado, em 18 de fevereiro, o programa Tempo de Aprender (Portaria Nº 280) visa o aperfeiçoamento, o apoio e a valorização a professores e gestores escolares do último ano da pré-escola e do 1º e 2º ano do ensino fundamental. Com base na Política Nacional de Alfabetização (PNA) e direcionado para a aplicação de práticas baseadas em evidências científicas nacionais e internacionais que deram certo, o programa traça um plano estratégico para corrigir a rota das políticas públicas de alfabetização no país. A implementação é realizada por meio da adesão de estados, municípios e Distrito Federal.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-13 20:48:25 UTC</pubDate>
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         <title>Resumo</title>
         <author>maissacap</author>
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         <description><![CDATA[<div>BRASIL COLÔNIA<br>-Início da educação formal com as primeiras escolas jesuítas.&nbsp;<br>-Jesuítas foram expulsos em 1759, afetando a educação.&nbsp;<br>-Ensino restrito, voltado principalmente para a elite.&nbsp;<br><br>BRASIL MONARQUIA<br>-Criação de instituições de ensino superior, como a Escola de Medicina no Rio de Janeiro em 1808.&nbsp;<br>-Lei de 1827 (Lei Geral de Instrução) estabeleceu o ensino elementar obrigatório.&nbsp;<br>-Dom Pedro II promoveu avanços na educação, incluindo a Lei do Ventre Livre (1871) e a Lei Saraiva (1882) que expandiram o acesso à educação primária.&nbsp;<br><br>BRASIL IMPÉRIO<br>-Abertura de instituições de ensino superior em 1808.&nbsp;<br>-Lei de 1827 estabeleceu o ensino elementar obrigatório.&nbsp;<br>-Avanços na educação primária durante o reinado de Dom Pedro II.&nbsp;<br>-Criação de escolas técnicas para formação profissional.&nbsp;<br><br>BRASIL REPÚBLICA<br>-Constituição de 1891: Separou Igreja e Estado na educação.&nbsp;<br>-Reforma Francisco Campos (1930): Centralizou e padronizou o ensino.&nbsp;<br>-Fundação da UnB (1960): Priorizou pesquisa e inovação no ensino superior.&nbsp;<br>-Lei de Diretrizes e Bases (1996): Estabeleceu diretrizes para a educação, incluindo a universalização do ensino fundamental.&nbsp;<br><br>BRASIL NA 1° METADE DO SÉC. XX<br>-Reformas de Rivadávia Corrêa (1920) modernizaram a educação.&nbsp;<br>-Constituição de 1934 estabeleceu a gratuidade do ensino primário.&nbsp;<br>-Fundação da Universidade de São Paulo (USP) em 1934 promoveu pesquisa acadêmica.&nbsp;<br>-Era Vargas (1930-1945) trouxe reformas educacionais e criação do Ministério da Educação.&nbsp;<br><br>BRASIL NO PERÍODO DITATORIAL (1946)<br>-Reforma Universitária de 1968: Centralização e controle das universidades.<br>-Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1971: Reforço do controle estatal na educação.&nbsp;<br>-Censura e repressão: Restrição à liberdade acadêmica e de expressão.&nbsp;<br>-Educação técnica: Ênfase na formação voltada para o mercado de trabalho.&nbsp;<br><br>BRASIL NAS DÉCADAS DE 1980 E 1990<br>Década de 1980:<br>-Constituição de 1988 garantiu a educação como direito fundamental.&nbsp;<br>-Movimento pela redemocratização permitiu maior liberdade acadêmica.&nbsp;<br>-Reformas educacionais descentralizadoras.<br>Década de 1990:<br>-Plano Real (1994) estabilizou a economia, beneficiando o financiamento educacional. -FUNDEF (1996) visou melhorar a qualidade do ensino fundamental.&nbsp;<br>-Meta de universalização do ensino fundamental.&nbsp;<br><br>BRASIL NA 1° DÉCADA DO SÉCULO XXI<br>-Implementação do FUNDEB em 2007 para melhorar o financiamento da educação básica.&nbsp;<br>-Criação do ProUni e FIES para ampliar o acesso ao ensino superior.&nbsp;<br>-Elaboração e revisão do Plano Nacional de Educação (PNE) para estabelecer metas educacionais.&nbsp;<br>-Expansão do ENEM como ferramenta de seleção e avaliação da educação básica.&nbsp;<br><br>BRASIL NA 2° DÉCADA DO SÉCULO XXI<br>-Implementação permanente do FUNDEB em 2020.&nbsp;<br>-Elaboração e implementação do Plano Nacional de Educação (PNE) em 2014.&nbsp;<br>-Crescimento do programa Bolsa Família e sua ligação com a frequência escolar.&nbsp;<br>-Expansão do acesso ao ensino superior por meio do SISU e ProUni.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-11 19:08:45 UTC</pubDate>
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