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      <title>MOOC PAFC_O meu diário de aprendizagem by Conceição Moreira</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-01-30 20:12:09 UTC</pubDate>
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         <title>Conceição Moreira</title>
         <author>mcamoreira66</author>
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         <description><![CDATA[<div>Bom dia!<br><br></div><div>Eu sou a <strong>Conceição Moreira</strong> e pertenço ao quadro da Escola Secundária Filipa de Vilhena, no Porto. Sou professora do grupo 410, Filosofia, e sou a diretora de turma da nossa única turma-piloto do PAFC, do 10º ano. Tenho quase 30 anos de serviço e já vi muitas reformas…<br><br></div><div>A minha experiência com a implementação de projetos inovadores promotores do sucesso escolar:<br><br></div><div>- durante o estágio – criação de um projeto de ensino da Filosofia com recurso ao computador.<br><br></div><div>- coordenação de Comenius entre 2012/13 e 2013/14.<br><br></div><div>- colaboração no grupo que criou e tem vindo a acompanhar, monitorizar e avaliar o Plano Nacional de Promoção do Sucesso Escolar na Escola Secundária Filipa de Vilhena.<br><br></div><div>As minhas expectativas em relação ao presente MOOC são relativas a algumas dúvidas e dificuldades que tenho vindo a sentir ao longo deste ano letivo: gostaria muito de esclarecer as dúvidas e de superar pelo menos algumas dificuldades, além de que considero a partilha de experiências e a troca de materiais uma verdadeira mais-valia deste tipo de formação.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-01-30 21:23:34 UTC</pubDate>
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         <title>Um diálogo sobre dois paradigmas</title>
         <author>mcamoreira66</author>
         <link>https://padlet.com/mcamoreira66/asisbasiccew/wish/227299938</link>
         <description><![CDATA[<div>O diálogo que se segue decorreu na cantina da Escola Secundária Filipa de Vilhena e surgiu a propósito das implicações pedagógicas do <em>Perfil do aluno à saída da escolaridade obrigatória</em>:<br><br></div><div>Eu – O <em>Perfil</em> diz que devemos privilegiar metodologias ativas e colocar o aluno no centro do processo de ensino-aprendizagem.<br><br></div><div>Colega 2 – Pois… seria o ideal mas, com turmas de 28 alunos, não vejo como poderíamos fazer isso.<br><br></div><div>Colega 1 – Qual ideal, qual quê! Não havia de faltar! O estudo é uma atividade séria, exige esforço, treino e concentração. Um professor é sempre o mesmo: tanto dá aulas a 28 como a 14. O que interessa é a sua competência científica, a pedagogia é secundária.<br><br></div><div>Eu – Nos outros países, sei lá, na Finlândia e noutros países nórdicos, as turmas também têm 28 alunos. A questão não está nos alunos, nem sequer no número de alunos por turma. A literatura especializada diz que se trata de uma questão de formação e de mentalidade dos professores. Não podemos continuar a querer que os nossos alunos sejam uma espécie de depósito do saber, que supostamente lhes transmitimos e que, supostamente, eles reproduzem em exames e pela vida fora. Acho que estás enganado: num bom professor competência científica e competência pedagógica andam de mãos dadas.<br><br></div><div>Colega 1 – Para mim, não há nada como uma boa aula expositiva. A memorização não é uma coisa negativa. Sem memorizar ninguém consegue saber nem fazer nada. Em vez de se diabolizar o saber, deveria repensar-se a escola para a redirecionar para a aquisição de conhecimento científico e para a formação profissional. Não percebo estas manias das competências e da construção pelo aluno do seu próprio conhecimento. A ser assim, para que serviriam os professores?<br><br></div><div>Colega 2 – Fazer isso que tu dizes iria aprofundar ainda mais o fosso entre as classes sociais. Continuaríamos a ter salas de aulas feitas à imagem e semelhança de linhas de montagem e os centros de explicações continuariam a expandir o seu negócio. No final, autómatos e reprodutores…<br><br></div><div>Eu – Eu acho que os professores são importantíssimos: somos orientadores do trabalho dos alunos e devemos facilitar as suas aprendizagens. Hoje em dia a escola já não pode ser apenas o lugar da transmissão de conhecimentos. Portanto, reduzir o professor à função de transmissor é menoriza-lo. A nossa principal função não é expor nem transmitir: temos também de educar, de formar para a cidadania e de preparar os jovens para um mundo cada vez mais complexo e competitivo.<br><br></div><div>Colega 1 – Pois… lindas teorias! E, entretanto, as famílias demitem-se das suas obrigações. Depositam na escola todas as responsabilidades e não querem saber do que acontece aos filhos até ao fim de cada período letivo e, principalmente, até aos exames.<br><br></div><div>Colega 2 – Não digas isso. A escola jamais substituirá a família no seu papel, inestimável e único, de amar e transmitir valores. O que se está a dizer é que a família e a escola se deveriam aliar para desenvolver jovens criativos e críticos, autónomos e empáticos, capazes de apreciar uma obra de arte, mas também capazes de trabalhar com as máquinas mais complexas, enfim, pessoas completas e felizes.<br><br></div><div>Eu – É claro que para fazer tudo isso a escola tem que se reconverter e os professores têm que aceitar que o mundo em que cresceram já não existe. Nenhum jovem atual aceita que lhe imponham opiniões só porque são as opiniões dos “stores” ou porque estão escritas nos livros. Daí a indisciplina que grassa pelas escolas pondo tantos e tantos colegas de cabelos em pé.<br><br></div><div>Colega 1 – Então, o que sugeres? Achas mesmo que existe uma forma de repor o silêncio nas salas de aulas?<br><br></div><div>Eu – Antes pelo contrário! Penso que o silêncio é indesejável, o que quero é que os alunos tenham uma palavra a dizer em todas as salas de aulas e em todas as escolas! De que adianta falarmos se não nos ouvem? Não seria melhor fazê-los “falar”? E há tantas maneiras de o conseguir! Bastaria que tratássemos todos as “nossas” matérias como se não fossem apenas nossas, articulando-as com as matérias das outras disciplinas e com problemas do quotidiano, levando os miúdos a fazer escolhas e a justifica-las, propondo-lhes atividades de observação e de experimentação…<br><br></div><div>Colega 1 – Estou a ver… o que tu queres é fazer flores: exposições, saídas, trabalhitos de pesquisa em grupo, apresentações públicas, enfim, transformar toda a escola num espaço lúdico. Já ouvi falar dessa teoria que associa o ensino ao prazer e já vi os resultados que dá: alunos cada vez mais ignorantes!<br><br></div><div>Colega 2 – Não concordo nada contigo. Acho que o resultado é mesmo o oposto: quando os professores dão aos alunos hipótese de exprimirem livremente as suas opiniões, eles tornam-se mais autónomos e críticos. É bom falar com um aluno que não se limita a repetir a “cassette” que ouviu nas aulas, que aplica os conhecimentos adquiridos a novas situações e que consegue perceber as relações entre assuntos muito diferentes.<br><br></div><div>Colega 1 – E o que é que isso interessa para os exames nacionais? Ele chega lá e espalha-se e, ainda por cima, faz-te parecer um idiota que levou a exame um aluno que nada sabe da matéria!<br><br></div><div>Eu – Não penso nada assim! Esse aluno domina os conteúdos, mas domina também um conjunto de competências que exigem conhecimentos e atitudes que estão muito para além dos conteúdos. Neste mundo globalizado, mesmo que ele não tenha boas notas, coisa em que não acredito de todo, vai ser muito mais bem-sucedido, tanto em termos profissionais como em termos sociais e pessoais. Aquilo que ele não sabe vai conseguir pesquisar ou aprender por si próprio e as competências de trabalho colaborativo que adquiriu ao fazer trabalhos de grupo na escola vão ser essenciais para trabalhar em equipa na vida real.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-01 21:47:36 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Como pode/deve a escola organizar-se para garantir que todos os alunos atinjam o Perfil?&quot;</title>
         <author>mcamoreira66</author>
         <link>https://padlet.com/mcamoreira66/asisbasiccew/wish/227306151</link>
         <description><![CDATA[<div>Tarefa 1.3&nbsp;<br><br>A escola deve organizar-se em função as características específicas do meio em que está inserida e, especialmente, da sua comunidade educativa. É importante levar o “mundo” para dentro da escola e levar a escola até ao mundo. Esta interação implica uma postura dinâmica e uma organização resiliente. Alunos, professores e todos os restantes membros da comunidade educativa devem ver a escola como um espaço de formação integral em que a sala de aulas é apenas mais um lugar de aprendizagem. Não faz sentido confinar as aulas às salas das turmas e até pode ser pertinente juntar turmas e/ou professores de diferentes áreas científicas. Livro, caderno, computador, televisão / vídeo, jornal e telemóvel são meios complementares de ensino e de aprendizagem. Professores e alunos são autores e atores dessa atividade. A comunicação é multidirecional, as estratégias são diferenciadas e a avaliação é diversificada e orientada para as aprendizagens. Os projetos extracurriculares são integrados no currículo. Se um aluno “fica para trás” é necessário ir lá buscá-lo, se outro aluno “pode andar mais depressa” é necessário estimulá-lo com desafios interessantes e motivadores.&nbsp;</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-01 22:12:44 UTC</pubDate>
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