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      <title>Da criatividade à escrita: caminhos para produção by Lais Cristina</title>
      <link>https://padlet.com/LaiCristina/aqqvaukxzbys3t8k</link>
      <description>Produções textuais dos alunos da 1ª série TERRA do colégio Cometa.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-03-29 17:55:47 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2023-06-16 13:48:38 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Caminhos </title>
         <author>LaiCristina</author>
         <link>https://padlet.com/LaiCristina/aqqvaukxzbys3t8k/wish/2537168432</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Era uma terça-feira a tarde, e eu estava indo passar as férias na fazenda do meu avô José. No caminho até lá, passei pela Universidade Federal Científica, que foi onde meu avô de formou em ciências da natureza em 1985. Sempre senti uma admiração por ele e o vejo como meu espelho. Mas diferente dele, fui um desastre no vestibular duas vezes, e me sinto sem forças e vontade de tentar novamente.&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Ao chegar lá, vejo que a fazenda continua a mesma desde a minha infância, assim trazendo boas memórias daquele lugar. Um barulho do cortado de grama ecoava no espaço, mas de repente o som desaparece. Meu avó deixa o aparelho de lado quando me viu e veio me receber calorosamente.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;- Como você cresceu! – Disse ele colocando a mão sobre meu ombro. – Fico feliz que veio passar um tempo comigo.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;- Senti sua falta vô! – Falei com um sorriso sincero e o abraçando.&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Após conversamos um pouco, ele me leva ao seu laboratório, onde passou grande parte da sua vida fazendo experimentos. Era um lugar aconchegante, mas muito bagunçado. Ele me mostra alguns de seus experimentos, e acabo esbarrando em um dos tubos de análise. Inconsequentemente uma mistura caiu um outro experimento e&nbsp; de repente...BOOOMM!!<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Restos daquele desastre se espalhou por toda parte. Quando percebi o eu havia feito perguntei a meu avô se ele estava bem, e foi assim que notei que ele estava quase morrendo, seu rosto ficava cada vez mais vermelho e não conseguia espirar. Mas lembrei de uma experiência q fiz para curar efeitos alérgicos enquanto estudava para o vestibular. Então fiz o mais rápido possível, e quando finalmente ficou pronta, apliquei no meu avô. E funcionou perfeitamente, aos poucos ele foi voltando ao seu estado normal. Então foi ai que percebi a minha grande capacidade, que uma nota ruim não define ninguém.&nbsp;<br><br>Alunos: Amanda, Alice e Victor&nbsp;<br><br></div><div>Turma: 1° série terra&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-29 18:27:35 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>LaiCristina</author>
         <link>https://padlet.com/LaiCristina/aqqvaukxzbys3t8k/wish/2537169403</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-03-29 18:28:18 UTC</pubDate>
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         <title>All for a Revenge </title>
         <author>LaiCristina</author>
         <link>https://padlet.com/LaiCristina/aqqvaukxzbys3t8k/wish/2537171350</link>
         <description><![CDATA[<div>Havia quase duas semanas que as férias tinham começado e a vida de Lisa tinha se tornado muito monótona.</div><div>&nbsp; &nbsp;Lisa Sinclair, uma das garotas destaque da sua faculdade de direito, adentrava no seu penúltimo semestre. Com planos de se tornar perita criminal, ela dedicava boa parte do seu tempo aos estudos.</div><div>&nbsp; &nbsp;A garota teve uma infância turbulenta. Por morar em uma cidade pequena muitos dos moradores sabiam detalhes de sua juventude e a admiravam pela sua dedicação em meio a tantos tantos problemas. Apesar de sempre ter se virado muito bem sozinha, contava e confiava cegamente em suas amigas.</div><div>&nbsp; &nbsp;Durante um tempo de sua vida, Lisa passou por um momento sombrio de depressão. Foi indo pra terapia que ela conheceu o amor da sua vida, Caleb, o filho da psicóloga. Lisa e&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</div><div>&nbsp;Caleb namoravam desde o segundo ano da faculdade, onde ele a ajudou a sair da depressão. Por esse e outros motivos ela desenvolveu uma grande dependência emocional em Caleb.</div><div>&nbsp; &nbsp;Há um tempo Lisa vem sentindo seu relacionamento distante, isso a deixa insegura e desconfiada.</div><div>&nbsp; &nbsp;Durante as férias sua solidão aumenta, havia dias que seu namorado não ia vê-la e suas amigas sequer a chamavam para sair, incluindo Maria Clara, que era sua melhor amiga há anos.Lisa começou a achar que tinha feito alguma coisa, e isso a corrompia.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp;Em uma sexta-feira à tarde ela recebe uma mensagem de texto de Caleb chamando-a para ir ao cinema: “Oi amor, como vc ta? Quer sair hoje? Soube q avatar 2 tá em cartaz, lembrei q vc gosta”. Ao ver a notificação do<em> date</em>, Lisa fica em êxtase e corre para se arrumar.</div><div>&nbsp; &nbsp;Caleb fica muito quieto durante todo o encontro, o que faz Lisa sentir um grande desconforto e perguntar:</div><div>&nbsp; &nbsp;— Amor, por que você tá tão quieto…estranho? Eu fiz alguma coisa?</div><div>&nbsp; &nbsp;— Não, não! Eu só estou cansado, sabe? A faculdade tá me estressando muito.</div><div>&nbsp; &nbsp;—&nbsp; Se você diz né, então tá bom. – Lisa finaliza.</div><div>&nbsp; &nbsp;Ela percebeu que Caleb tinha ficado nervoso com a pergunta e começou a desconfiar de algo, até porque em anos de relacionamento ele nunca havia a tratado dessa maneira.&nbsp; &nbsp; Apesar de no momento ela ter demonstrado aceitar a resposta dele, Lisa passou um bom tempo remoendo as informações e decidiu ir atrás de uma explicação.</div><div>&nbsp; &nbsp;Lisa não sabia como conseguiria resolver suas dúvidas, mas tinha certeza que daria um jeito. Seu pensamento a princípio foi que havia uma traição, mas com quem? Desde quando? Era isso que ela iria descobrir.</div><div>&nbsp; &nbsp;Alguns dias se passaram, e Lisa, enquanto dormia na casa de Caleb resolveu rastreá-lo pelo seu celular com planos para segui-lo. Não se passou muito tempo para ela decidir colocar seu plano em ação. Durante alguns dias ela não viu nada demais no dia a dia do namorado, estava pensando em deixar pra lá, mas percebeu que ainda não tinha pedido a opinião das suas amigas, foi aí que as chamou para comer alguma coisa e contar suas suspeitas.</div><div>&nbsp; &nbsp;Lisa marcou o encontro numa cafeteria à tarde. As meninas chegaram juntas e encontraram Sinclair esperando sentada numa mesa afastada:</div><div>&nbsp; &nbsp;— Oi Lisa, quanto tempo, como você tá? – disse Larissa, a famosa loira odonto.</div><div>&nbsp; &nbsp;— Que saudade cara, em que caverna você tava, hein? – Camila, a mais divertida do grupo.</div><div>&nbsp; &nbsp;— Lisa, meu Deus, parece que faz meses que a gente não se vê, tava com tanta saudade de você e das nossas conversas – falou Maria Clara, a melhor amiga de infância.</div><div>&nbsp; &nbsp;— Sim, faz bastante tempo que eu saí com vocês, mas pelo visto vocês três andaram saindo juntas sempre que possível, né?</div><div>&nbsp; &nbsp;— Amiga não pensa assim, você sabe que a gente jamais te excluiria. A gente achou que você estava querendo tirar um tempo pra você, quase não mandava mensagem para a gente, nem no grupo – explicaram-se.</div><div>&nbsp; &nbsp;— Tá, tá, tudo bem, não foi pra isso que eu chamei vocês, preciso das suas opiniões.</div><div>&nbsp; &nbsp;— Claro, pode falar – Maria encorajou.</div><div>&nbsp; &nbsp;— Olha só, de uns dias pra cá eu venho percebendo o Caleb meio estranho, diferente sabe? Acho que ele tá me traindo.</div><div>&nbsp; &nbsp;— T-traição? Claro que não, L-Lisa, ele te ama tanto – defendeu Camila.</div><div>Maria tinha se engasgado como cappuccino.</div><div>&nbsp; &nbsp;— Ai amiga, acho que você tá viajando, eu acho que é tudo paranoia sua, provavelmente é só cansaço e você tá criando alvoroço, a vida dele não é só você, sabe – Larissa.</div><div>&nbsp; &nbsp;— E-eu concordo, Lisa relacionamentos passam por isso, é normal – Maria.</div><div>&nbsp; &nbsp;— Vocês acham mesmo? É que sei lá, sinto que tem alguma coisa.</div><div>&nbsp; &nbsp;— Sim, Lisa desencana, vamos mudar de assunto pra tirar essa negatividade e paranoia da sua cabeça – disse Larissa.</div><div>&nbsp; &nbsp;Elas passaram o resto da tarde conversando sobre coisas aleatórias, mas Lisa não deixou passar a forma como as meninas reagiram à pergunta, por que ficaram tão assustadas com a suspeita dela? Por que gaguejaram e até se engasgaram para responder? Por que agiram de forma tão estranha e mudaram de assunto tão rápido? Será que sabiam de algo? Ou fizeram algo? A dúvida, a ansiedade estava matando Lisa, ela resolveu ir mais afundo na investigação, não tinha porque desconfiar das suas amigas, o que elas teriam para esconder e, afinal, não trairiam a amiga, ou trairiam?</div><div>&nbsp; &nbsp;Lisa deduziu que não, as suas melhores amigas não seriam capazes de deixá-la enganada, as reações estranhas talvez tenham sido pelo peso da informação. Mas Lisa não parou por aí, continuou seguindo o namorado, agia normalmente quando tava com ele, mas sempre procurava uma oportunidade de olhar o celular dele, nunca conseguia, ela estava ficando obcecada.</div><div>&nbsp; &nbsp;Lisa Sinclair, a garota destaque e forte da faculdade de repente não conseguia pensar mais no seu futuro, na sua cabeça só se passava o que Caleb estava fazendo quando não estava com ela, com quem ele conversava quando mexia no celular, com quem ele dormia, ela iria descobrir, decidiu que iria, e sabia que precisava para continuar vivendo normalmente. Ela decidiu planejar algo para pegar o celular dele sem o risco dele aparecer de repente, e foi aí que teve a brilhante ideia, ela já sabia o que fazer e como fazer, dessa vez daria certo, ela sabia, sentia.</div><div>&nbsp; &nbsp;O plano era extremamente simples. Caleb sempre ia na casa do campo da sua mãe pra passar um tempo com ela, já que andava muito ocupado, ela decidiu que ia buscá-lo na casa dele pra levar ao ponto de ônibus e atrasar de alguma forma, com a pressa ele mal iria perceber que o celular caiu no carro, ela só precisava garantir que não desse tempo dele lembrar antes de embarcar, precisava estar realmente atrasado e ela iria garantir que estivesse.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp;E assim se fez. Nos primeiros raios de sol na manhã de sábado, Lisa se organizava para saber exatamente como atrasar de forma sutil. Ela buscou ele na casa dele, e quando já tinham descido a escada do prédio ela lembrou da chave do carro que ela esqueceu no apartamento, que por um bom acaso era no penúltimo andar. Lisa estava realmente determinada, tanto que faltando 7 andares para chegar no do seu namorado ela decidiu ir de escada e depois falar que não sabia onde havia deixado e estava procurando.</div><div>&nbsp; &nbsp;Quando ela finalmente voltou para o estacionamento, Caleb estava extremamente agitado e ansioso:</div><div>&nbsp; &nbsp;— Meu Deus Lisa, você demorou demais, vamos logo, o ônibus sai daqui em 15 minutos!</div><div>&nbsp; &nbsp;— Ai Caleb, calma, eu não tava achando a chave de jeito nenhum, vamos logo, se ficar reclamando só vai fazer a gente perder mais tempo.</div><div>&nbsp; &nbsp;— Tá, tá, vamos, e acelera esse carro, por favor.</div><div>&nbsp; &nbsp; “Só vai fazer a gente perder mais tempo” Lisa ria internamente da própria fala, não dava a mínima para o atraso, planejou tudo isso e finalmente tava dando certo. Ela deixava o carro desligar nos semáforos e dizia que era por que ele estava a apressando, adorava a sensação de que, depois de tantas tentativas, poderia dar certo. E deu.</div><div>&nbsp; &nbsp;Caleb chegou tão em cima a hora no ponto de ônibus que só entregou a passagem e pediu para abrir a porta do ônibus que já estava fechada e prestes a sair, ele só subiu correndo e Lisa se apressou em ir pra casa, estava simplesmente radiante, era agora, agora que ela descobriria o que tava acontecendo para o comportamento de Caleb mudar tanto, finalmente descobriria com quem ele andava, chegou a hora de parar de ser enganada.</div><div>&nbsp; &nbsp;Lisa chegou no seu prédio, estacionou rapidamente e correu pro seu apartamento, largou as coisas na sala e pegou o celular de Caleb para revirá-lo atrás de confirmações de suas suspeitas. Entrou primeiro no whatsapp, a princípio não achou nada demais, só grupos da faculdade, conversas com amigos, coisas normais, mas foi aí, foi aí que a vida de Lisa iria desmoronar, uma notificação chegou nas conversas arquivadas, as quais ela não tinha olhado ainda, e lá estava, tão claro quanto a água, o contato da sua melhor amiga salvo com Mary e um coração, e estava ali, bem nas suas mãos, a maior dor que ela já sentira, a melhor amiga dela, como pôde, como conseguiu ser tão falsa, tão…fria, ela não conseguia acreditar, não <em>queria</em> acreditar, olhou novamente a mensagem a qual dizia: “Bom dia amor, Lisa já te deixou no ponto de ônibus?”, “Quando vc chegar vai passar aqui em casa pra me ver né?”.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp;Ela estava simplesmente perplexa, não tinha reação, na sua cabeça tinha um turbilhão de pensamentos, causando dor. Seu peito doía, doía como nunca tinha doído antes, e seus olhos sequer seguravam as lágrimas, não suportaria, não conseguiria suportar, como foram capazes, como puderam traí-la dessa forma, como foram capazes de sequer olharem nos olhos dela, de tocá-la, não entendia, não sabia o que fazer, só conseguia pensar em vingança, em fazê-los pagar, não era justo, eles teriam de pagar, mas ela não tinha forças, estava destruída, mutilada emocionalmente, tentou se recompor porque por mais triste que fosse, o contato de Maria Clara não era o único arquivado, e quem dera fosse. Tinha um grupo, um grupo com quatro participantes, Caleb, Maria Clara, Larissa e Camila, um grupo sem ela, um grupo no qual todos sabiam o que estava acontecendo e enganaram e mentiram pra Lisa, suas amigas, suas melhores amigas, suas maiores confidentes…</div><div>&nbsp; &nbsp;A dor em seu peito era insuportável, ela não aguentava mais, não queria mais viver, não queria viver com aquilo, preferia morrer, preferia morrer ao lidar com aquilo, morreria, mas não morreria sozinha, levaria eles, todos eles iriam com ela para o inferno se necessário. A dor estava se transformando em ódio, nunca sentira tanto ódio na vida, nada se comparava ao que estava sentindo agora, estava se sentindo usada, manipulada, violada, enganada, traída, chegou a um nível em que ela não sabia mais o que sentir, chorou tanto que seus olhos não tinham mais o que derramar, queria gritar, queria quebrar tudo, queria acabar com tudo, com eles, consigo, com a vida.</div><div>&nbsp; &nbsp;Horas se passaram e Lisa não tinha saído do lugar, ainda estava largada no chão em posição fetal, soluçando incansavelmente de chorar, seu corpo tremia, sua respiração falhava, seu rosto estava tão inchado que quando levantou a cabeça e abriu os olhos mal conseguia enxergar, ela estava decidida do que fazer, não iria de forma alguma deixar isso passar batido, eles iriam pagar, e iriam pagar muito caro.</div><div>&nbsp; &nbsp;Com muito esforço ela se levantou do chão e foi tomar um banho para amenizar o seu rosto que parecia que havia sido atacado por abelhas, não podia deixar que eles soubessem que havia descoberto algo, queria saber até onde eles seriam capazes de enganá-la e até quando esse <em>casinho</em> iria durar. Precisava de um plano impecável, precisava de uma armadilha que prendesse todos eles de uma vez, iria precisar de um bom tempo para planejar com tanta precaução.</div><div>&nbsp; &nbsp;Lisa seguia agindo como se nada estivesse acontecendo, era quase tão fria quanto eles. Era muito difícil sequer ter tempo para sofrer, para digerir, estava dedicando boa parte dos seus dias ao planejamento. As férias acabaram mas ela não se importou, não ligava mais para suas notas ou seu futuro, seu futuro tornou-se sombrio, assim como sua vingança, Lisa não estava planejando algo pequeno, era algo extremamente destruidor, e isso que, para ela, o tornava tão bom.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp;Meses se passaram e ela achou que finalmente estava pronto, finalmente a vingança estava pronta, só faltava colocá-la em prática. Lisa estudou incansavelmente o plano, cada detalhe, nada poderia dar errado, era perfeito, tinha que ser.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp;O feriado de carnaval estava chegando e era o momento perfeito para pôr tudo em prática. Lisa planejou uma viagem, uma viagem de carro com os seus melhores amigos, as pessoas mais importantes da sua vida, uma viagem de 4 dias para Fernando de Noronha, a viagem dos sonhos que seria o pior pesadelo. Ela mandou no grupo que tinha os cinco, Lisa, Caleb, Maria Clara, Larissa e Camila, as fotos do hotel e os chamou para viajar com ela, uma viagem na qual ela pagaria as hospedagens e levaria todos no próprio carro, era impossível recusar, e era essencial que todos fossem.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp;Ela garantiu que tudo fosse feito com perfeição, não podia demonstrar, não podia se descontrolar, ela só precisava fingir, esperar. Faltavam três dias para a viagem, e todos confirmaram presença, ela se sentia enojada com cada ação de todos eles, tinha tanto ódio, como não tinha percebido, tava tão na cara, mas não importava, não a essa altura do campeonato. E a véspera da viagem tinha chegado, ela já tinha arrumado suas coisas junto com Caleb e tinha como voltar atrás, Lisa se despediu de todo mundo de quem ela tinha algum carinho, será que estava mesmo pronta? Pronta pra deixar seu futuro pelo qual ela se esforçou tanto, pronta pra simplesmente sumir? Não importava, era tarde para decidir se estava pronta ou não, estava chegando a hora.</div><div>&nbsp; &nbsp;Já na viagem, Lisa se garantiu de se divertir e aproveitar o máximo que pudesse a sua própria companhia, mas não podia deixar de notar em como era óbvio, a troca de olhares entre os dois, as risadinhas entre as meninas, todos sabiam, havia meses, meses e ninguém cogitou contar ou alterá-la, e foi aí que ela teve certeza que não queria voltar atrás, tinha certeza do que iria fazer, não tinha mais duvidas e nem hesitação alguma.</div><div>&nbsp; &nbsp;Todos curtiram muito a viagem, tiraram fotos, conheceram lugares, e faltava um dia para irem embora:</div><div>&nbsp; &nbsp;— Não acredito que a gente vai embora desse paraíso amanhã –&nbsp; Maria Clara.</div><div>&nbsp; &nbsp;— Sim, foi tudo tão perfeito, cara Lisa eu te amo, foi perfeito cada momento aqui, você é incrível namoral – disse Larissa.</div><div>&nbsp; &nbsp;— Ah galera, achei que a gente tava meio distante e pensei nesse momento pra gente passar junto, queria agradecer por cada momento com vocês, vocês tornaram minha vida melhor e não sei se estaria aqui hoje se cada um de vocês não tivessem me tirado do fundo do poço – Lisa usou sua melhor atuação para falar cada palavra, surgiram até lágrimas nos seus olhos, ela se sentiu triunfante ao ver a cara de desconforto de cada um deles, cara de culpa, ela precisava fazer eles sentirem pelo menos algum remorso pelo que estão a fazendo passar.</div><div>&nbsp; &nbsp;— Ah amor, para com isso, você que tornou todo mundo aqui cheio de luz, você merece o mundo, eu te amo de mais!</div><div>&nbsp; &nbsp;A atuação de Lisa falhou por um milésimo de segundo, não acreditava que ele conseguia ter dito aquilo, automaticamente olhou para Maria, ela também falhou na sua atuação, tinha um claro desapontamento no seu rosto, o clima pesou tanto, e o peito de Lisa foi, mais uma vez, perfurado.</div><div>&nbsp; &nbsp;— Ai que lindo todo mundo se ama, eu amo você Lisa, mas vamos parar com esse papo profundo porque a viagem não acabou e eu ainda quero andar na praia&nbsp; de madrugada bem feliz.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp;E finalmente chegou,o dia de ir embora, o dia da vingança chegou. Lisa estava tão ansiosa, mas não de uma forma positiva. Chegou o momento de irem embora, guardaram as malas no porta-malas e Lisa foi para o banco do motorista enquanto Caleb entrava ao seu lado e as três amigas atrás. Depois de alguns quilômetros rodados, quando a pista estava deserta Lisa tomou coragem para pôr seu plano em prática.</div><div>&nbsp; &nbsp;— Finalmente sós não é? Queria parabenizar todos vocês. – Lisa começou enquanto colocava a música “I did something bad” da Taylor Swift.</div><div>&nbsp; &nbsp;— Não tô entendendo amor, parabéns pelo o que?</div><div>&nbsp; &nbsp;— Cale a boca Caleb, eu vou falar, vou falar cada detalhe do que eu fiz durante os últimos meses e vocês não vão me interromper – ela acelerava o carro enquanto falava, o que deixava cada um dentro do carro nervoso.</div><div>&nbsp; &nbsp;— Eu sabia, eu sabia, desde o momento em que vocês se afastaram eu sabia que estava acontecendo algo, eu consegui ser estúpida o suficiente para ainda e pedir a opinião de vocês, eu fui até vocês e perguntei se concordavam comigo, vocês me disseram que eu tava louca, paranoica, claro que disseram, não só sabiam mas me traíram tanto quanto ele, foram capazes de olhar nos meus e me dizer que eu tava louca, minhas melhores amigas, minhas irmãs, minha família, eu confiava em vocês três mais do que em qualquer um, eu não podia esperar nada de você Caleb, mas eu esperava, e você me decepcionou tanto, e conseguiu ser ainda mais falso, olhava nos meus olhos e além de mentir dizia que me amava com tanto fervor que eu acreditaria facilmente em qualquer outra situação. Foi tão fácil descobrir, vocês sequer se deram ao trabalho de esconder melhor, um grupo? Sério? Cada fala, cada troca de olhares, tava tão na cara mas mesmo assim ninguém teve a boa ação de me contar, me alertar, foram anos juntos e mesmo assim me deixaram ser traída e enganada, até ajudaram, como você pôde Maria, valeu mesmo a pena ter jogado toda a nossa amizade pros ares por ele? Você era a minha irmã, sabia de tudo que eu passei por toda minha vida e ainda teve coragem de me trair assim, eu preferia que tivesse sido com qualquer uma, mas com você? Eu alimentei tanto ódio durante meses, não sei como consegui manter tudo em mim como não simplesmente esqueci do meu plano e sufoquei vocês enquanto dormiam, odeio cada um de vocês, cada suspiro de vocês me faz ter ódio, cada momento pensando em o que você fazia quando saía de casa, Caleb, me faz ter ódio e foi durante a viagem que eu estava decidida que não iria voltar atrás, como conseguiram olhar nos meus olhos e me falar tudo que falaram ontem e não sentir um pingo de culpa? – Ela chorava, chorava de raiva, de tristeza, de cansaço, de nojo, de repulsa, de medo, e de alívio, alívio por finalmente dizer o que estava entalado por meses, e enquanto ela falava, a música tocava e ela continuava acelerando.</div><div>&nbsp; &nbsp;— Lisa, por favor, vai devagar, o que você tá fazendo para esse carro, por favor, eu tô implorando, por favor, para o carro Lisa! – Maria Clara suplicava entre soluços desesperada, todos estavam perplexos e aterrorizados.</div><div>&nbsp; &nbsp;— CALE A BOCA! Saibam que a nossa história acaba aqui, e que eu não vou me arrepender de nada do que eu fiz – Lisa dizia por fim enquanto acelerava cada vez mais o carro e mudava a direção para fora da alta ponte pela qual eles estavam prestes a passar por cima.</div><div>&nbsp; &nbsp;— E é aqui meus amigos, que nos separamos! – E com um grande impulso no volante Lisa jogou o carro com todos eles dentro pelas alturas, seu coração palpitava fortemente e foi tudo muito rápido, Lisa fechou os olhos e esperou acabar enquanto a cenas de momentos felizes da vida dela passeavam pela sua cabeça e a sua última lágrima escorria pelo seu rosto.</div><div>&nbsp; &nbsp;Então, com um grande estrondo o carro atingiu o chão e rolou pela grande ladeira como um carrinho de brinquedo. Não houve sobreviventes e ninguém nunca descobriu o verdadeiro motivo do “acidente”.</div><div>&nbsp; &nbsp;E foi assim que a vida e o futuro de Lisa Sinclair chegaram ao fim.<br><br>Ana Luiza e Israela Rosa - 1° Série Terra</div><div>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-29 18:29:44 UTC</pubDate>
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         <title>Apenas um menino</title>
         <author>LaiCristina</author>
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         <description><![CDATA[<div>Desde que vi Pedro pela primeira vez percebi que ele era quieto, mais tímido que a maioria. Mas isso não foi um problema para mim, pois por ser representante de classe é meu dever acolher os alunos novos. E durante um ano, aprendi a jamais julgar o outro, pois não tenho conhecimento sobre o que aconteceu a cada pessoa, seus traumas, vivências e experiências.<br><br></div><div>“Pedro foi uma criança muito fácil de lidar”, escutei isso detrás da porta da secretaria, a mãe dele falava isso com um tom de tristeza, pois a coordenadora relatava como ele estava na escola. Ele era um garoto inteligente, mas na sua adolescência, me relatou, ocorreu um despertar na sua consciência, em que tudo o que ele viveu foi vindo tudo a tona, isso o prejudicou na escola, pois o afetava emocionalmente.<br><br></div><div>Às vezes eu me perguntava o porquê dele confiar tanto em mim pois ele não conversava tanto assim com ninguém. Nós éramos amigos, mas não fazíamos muitas coisas de amigos (se a definição de amigo for sair, falar de garotas e coisas do tipo). Depois que me aproximei dele,&nbsp; sempre que nós sentávamos para conversar, era um novo relato, um novo trauma. Não digo isso julgando-o por fazer isso, sempre gostei de escutar as pessoas, mas aquilo me deixava com a pulga atrás da orelha, pois era como se eu estivesse sendo um confessionário para ele, como se ele estivesse deixando aquilo para trás, para finalmente ter paz.<br><br></div><div>Me arrependi de ter me afastado dele. Pois daquele momento em diante, me tornei apenas um observador.<br><br></div><div>Havia uma nova aluna na turma lado, não sei de que forma ela conseguiu abertura para falar com ele, só sei que se aproximaram e se tornaram inseparáveis. O problema daquela amizade era a garota. Ela era extremamente problemática utilizava várias substâncias ilegais, bebia, e com o tempo foi o puxando para isso. E pelo fato dele sofrer de problemas psicológicos (por todas as coisas que ele já passou), só piorou o seu estado mental. Foi ficando cada vez mais deprimido em sala de aula, é como se ele estivesse desenvolvido uma dependência emocional na garota, só aparentava bem ao lado dela, só o via sorrir quando estava perto dela.<br><br></div><div>Porém, ao final do segundo semestre, a garota mudou de cidade, e consequentemente de escola. Esse foi o ápice para ele. No dia anterior a despedida dela na escola, foi a última vez que o vi, vivo.<br><br></div><div>Compareci ao seu velório, onde ela discursou. Sentia-me como parte daquilo, como se eu fosse culpado por não alertar a escola ou a família sobre o que ele sofria. Entretanto, me pergunto até hoje se ela foi realmente hipócrita no discurso ou se realmente dizia a verdade, pois ela deveria estar ciente dos problemas dele, e mesmo assim, com suas atitudes, só piorava o estado mental de seu “amigo”.&nbsp;<br><br>Ananda Liz<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-29 18:31:38 UTC</pubDate>
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         <title>Gatos</title>
         <author>LaiCristina</author>
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         <description><![CDATA[<div>Numa tarde de véspera de natal, Marianna estava saindo da escola, quando, inesperadamente, viu o seu gato, Cadu, correndo em direção à um beco escuro; ela ficou confusa, assustada e correu em sua direção. Quando finalmente voltou para seu campo de visão, ela apenas pôde ver a cauda atravessando algo que, supostamente, era um portal. Ao atravessar, ao invés de ver seu gato, Marianna se deparou com um lugar mórbido, predominante em tons de vermelho e preto. Logo o pânico se instaurou, ela estava em um local completamente diferente e sem seu amado Cadu. Após seguir em linha reta, pelo o que parecia ser uma eternidade, ela ouviu inúmeros miados desesperados, sentiu uma faísca de esperança e correu nessa direção. Chegando lá, Marianna se deparou com milhares de gatos enjaulados, ela ficou horrorizada, mas focou em procurar Cadu. Ela passou minutos procurando, até que, de um buraco grande e escuro, surge um monstro gigantesco, com três metros de altura, um único olho e uma boca enorme e cheia de dentes em sua barriga. Ao vê-lo, ela paralisa de medo. Quando a criatura percebe a presença de um intruso, olha ao redor e vê a menina. Imediatamente a criatura tenta correr em sua direção, ela logo percebe que está em vantagem por conta da velocidade dele. Assim, uma perseguição se inicia. Enquanto ele tenta alcançá-la, ela, desesperadamente, liberta o máximo de gatos que ela pode, enquanto desvia da fera. Quando ele percebe a estratégia de Marianna, usa seus poderes para controlar os animais, e assim, os usa para ataca-lá. Ela consegue desviar dos gatos, até que, do nada, surge seu gato, miando assustado e em posição de ataque. Nesse momento, a jovem congela e assiste Cadu vir em sua direção. Com lágrimas nos olhos, ela desvia de seus movimentos controlados. O monstro logo percebeu que era o gato da menina; por perceber que ele era sua fraqueza, a besta controlou o resto dos gatos, de forma que eles voltassem para a jaula e usou apenas Cadu. Após longos minutos de agonia, por uma imensa força de vontade, Cadu se liberta do poder maligno, ele se volta contra o monstro e, no primeiro ataque que ele acerta, a profecia se concretiza e o portal se abre e ela consegue passar, mas não Cadu. Quando Mariana retorna para a sua dimensão, ainda é natal, mas sem o seu gato e dez anos se passaram.&nbsp;<br><br>Ana Beatriz e Maria Clara</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-29 18:33:23 UTC</pubDate>
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         <title>Segredos </title>
         <author>LaiCristina</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;“Aquiles” - grito o nome do meu irmão enquanto procuro pela casa, recebendo apenas um silêncio total como resposta, quando estou preste a chamá-lo novamente, o grito morre na minha garganta ao deparar-me com o corpo do meu irmão balançando e suspenso por uma corda no meio da cozinha.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Atônita, observo os paramédicos colocarem o corpo imóvel de Aquiles na ambulância, em um momento de lucidez, pego meu telefone e tento ligar para os meus pais vendo a ligação cair na caixa postal. Decidida à avisa-los, abro o aplicativo de mensagens e assusta-me ao ver uma mensagem de Aquiles dizendo: “Foi tudo culpa dos nossos pais”.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Entro em casa aflita e vou em direção ao quarto do meu irmão. Ao chegar lá, começo a vasculhar as coisas dele, em busca de algo que explique a mensagem deixada por Aquiles antes de morrer. Após revirar toda as gavetas do guarda-roupa, percebo um pequeno papel caído próximo ao meu pé. Desconfiada, abro-o cuidadosamente e, ao analisá-lo vejo que se trata de um mapa do escritório do meu pai com um código para a abertura do cofre dele no verso da folha.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Corro até o local indicado no mapa e removo os livros da estante em que o cofre fica escondido. Observo com desgosto o péssimo gosto literário do meu pai, quando enfim encontro o cofre, digito os número que compunham o código e contemplo com entusiasmo ele se abrir.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Pego o único envelope presente lá dentro e surpreendo-me com o conteúdo escrito nos documentos, os quais constavam que a cooperação da minha família havia se envolvido na exploração de mão de obra africana em minas de diamante. Leio com pesar, relatórios escritos por meu irmão e penso: O que mais a minha família tem escondido de mim?.</div><div><br><br>Bianca Amador&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-29 18:35:18 UTC</pubDate>
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         <title>A chegada</title>
         <author>marinamachadomariano</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Cauê, um belo jovem indígena de cabelos escorridos e escuros como carvão, olhos cor de mel e pele parda, estava concentrado fazendo novas flechas para caçar quando escutou as crianças de sua tribo gritarem: "Olhem! Tem algo diferente na costa!".<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Curiosos, todos deixaram seus afazeres de lado e rumaram em grupo até a praia. Ao chegarem lá, deram de cara com homens altos, brancos, fedorentos e bem vestidos. Animados com aquele povo diferente, os indígenas tentaram se comunicar com eles, entretanto, não houve compreensão, pois falavam línguas distintas.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Cauê percebeu que eles estranhavam seus corpos nus e pintados, ficando intrigado sobre qual seria a cultura daquelas pessoas, já que não pareciam ser de alguma das tribos vizinhas. Mesmo sem entender nada do que diziam, Cauê escutou eles repetirem diversas vezes uma palavra em suas conversas, algo que soava como "Portugal".<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;A sua aldeia recebeu aqueles homens brancos agradáveis muito bem, mas eles não emanavam confiança para Cauê. O jovem indígena se provou totalmente certo, com pesar, quando anos depois eles foram escravizados por aqueles que descobriu se chamarem portugueses.<br><br>Texto narrativo descritivo sobre o itinerário de ciências humanas (história).<br>Integrantes do grupo: Anna Beatriz, Allana, Bianca, Clara Valentina, Israela, Maria Luiza, Marina.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-05 18:35:54 UTC</pubDate>
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         <title>Siga seus sonhos</title>
         <author>mariacdleandro</author>
         <link>https://padlet.com/LaiCristina/aqqvaukxzbys3t8k/wish/2545481363</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Todo meu conflito começou em uma aula sobre decisão de carreiras. Eu estava extremamente seguro acerca da carreira que gostaria de seguir: artes visuais. Para isso, eu teria que fazer o bloco 1, de humanas e linguagens. O que eu não sabia era que isso me faria entrar em uma briga com meus pais. Sempre mantive em meus pensamentos que eles não gostariam que eu seguisse a minha carreira escolhida, mas no fundo havia uma esperança de aceitação.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; Eles sempre sonharam que eu fizesse medicina, assim como toda a minha família. Todos médicos bem sucedidos, e eu aqui, querendo ser um artista. Óbvio que isso criaria um conflito familiar. Mas se querem saber, eu não estava disposto a negar meus talentos e, para isso, resolvi contrariá-los. É o que sempre sonhei fazer, não iria mudar por eles. Mas para uma boa convivência, era preciso mentir. Mentir que mudei, que agora cursaria medicina.</div><div>&nbsp; &nbsp; Comecei então meu ensino médio no itinerário que eu tanto quis (infelizmente escondido dos meus pais). Era tão incrível poder ouvir sobre discussões sociais, sobre a história do Brasil e tantas outras coisas… Tudo corria como esperado, até mesmo assinaturas falsifiquei. Porém, haveria um evento público escolar, em que faríamos apresentações teatrais com temáticas do que estávamos estudando. O convite chegaria em algum momento para meus pais... E chegou.</div><div>&nbsp; &nbsp; De primeira, me desesperei, afinal eles confirmaram sua presença e esperavam que eu apresentasse uma palestra sobre células, cromossomos e outras coisas que eu não faço a mínima ideia sobre biologia (não é minha área, não é mesmo?). Fingi que de fato faria uma apresentação sobre alguma coisa relacionada a medicina e chegou o grande dia. Palco montado, cadeiras postas, as pessoas chegando… Comecei a sentir a emoção que os atores tanto falam, aquelas borboletas no estômago... Que foram rapidamente executadas pela dor de pensar o quão decepcionados eles iriam ficar. Mas a culpa não é minha (em partes somente), foram eles que me forçaram, emocionantemente, a tomar essa decisão.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Ah não, ah não. Chamaram minha turma. Eu vou subir no palco e vai dar tudo certo.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; Não deu tudo certo. Quero dizer, minha apresentação foi muito boa, todos os professores elogiaram, mas de cima do palco pude ver a decepção estampada nos olhos dos meus pais.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp;Quando cheguei em casa, recebi um "tratamento do silêncio". Caso não saibam, as pessoas que o aplicam para você, te ignoram por um determinado período e fingem que você não está ali. Confesso que me senti extremamente desconfortável, mas não tive coragem o suficiente para poder falar com eles.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp;Alguns dias se passaram, e no meu quarto, estava lendo o livro "Vivendo, amando e aprendendo" para um trabalho do meu itinerário. A janela estava entreaberta, e deixava rastros de luz entrarem no quarto. Estava definitivamente uma zona, todas as paredes com post-its cheios de fórmulas para as provas, textos que eu precisei decorar para a peça, meus instrumentos musicais todos fora de lugar... E um pequeno canto organizado: meu cantinho de pintura. Tinha várias telas guardadas em um pequeno armário, junto com meus tantos materiais de pintura. Pincéis, tintas e esponjas. Adorava passar minhas tardes ali, criando minhas obras. Mas enfim, eu estava amando o livro e... Meu Deus eu estava atrasado para a aula.</div><div>&nbsp; &nbsp; Assim que cheguei na sala, todos estavam organizados em um grande círculo feito com carteiras. Sentei-me em uma delas e comecei a acompanhar a discussão.</div><div>&nbsp; &nbsp; Essa discussão baseia-se no livro que estava lendo mais cedo. E chegamos na parte do capítulo que mais me marcou: aquele que falava sobre individualidade, aceitação e essência individual. Como estava passando por um processo que envolvia os tópicos da discussão, me senti na liberdade de falar sobre o que estava acontecendo comigo. Todos me fitavam, prestando atenção em cada palavra que eu dizia. Quem sabe outras pessoas estivessem passando pela mesma coisa, não é?</div><div><br></div><div>&nbsp; &nbsp; Estava muito concentrado, até que vi uma garota, a qual não tinha muita intimidade, com os olhos cheios d'água. Não sabia se ela estava passando por algo parecido ou se só estava emocionada com o discurso. Assim que a aula acabou, fui conversar com ela e a garota me disse que ficou muito comovida com o que aconteceu comigo e desde aquela primeira conversa, nos tornamos melhores amigos. Ela era a única pessoa que eu de fato confiava meus segredos e tinha liberdade de falar sobre qualquer coisa. Em questão de poucos meses, estabelecemos uma conexão de anos.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; Ela sempre me aconselhava acerca dos meus pais, até que um dia, pediu que eu fosse conversar com eles. E sim, foi isso que eu fiz.</div><div>&nbsp; &nbsp;– Mãe, pai, eu tenho um assunto sério para conversar com vocês. - Falei, aflito - Não aguento mais essa história de castigo do silêncio e vocês não aceitarem o que eu quero fazer da minha vida no futuro. Eu sei que o histórico da família é de médicos e tudo isso, mas eu não quero isso para minha vida. Se eu seguir a carreira de medicina, eu me tornarei um profissional frustrado</div><div>&nbsp; – Mas pelo menos seria rico e não afundaria o nome da família - disse minha mãe, revirando os olhos&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp;– Quer saber garoto? Se você quer tanto fazer essa faculdadezinha de artes, faça. Porém embaixo do meu teto você não mora mais. Arrume suas coisas agora que amanhã de manhã eu não quero mais te ver aqui. - gritou meu pai apontando para o quarto&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp;– Quer saber, isso vai ser o melhor para mim! Do que adianta ficar num lugar onde não me aceitam e nem ao menos me deixam ter liberdade de escolha? Espero que esteja feliz, papai. Seu filho não vai mais te incomodar&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp;Corri para o quarto, disfarçando ao máximo o choro. Liguei para minha melhor amiga e desabei. O que seria de mim agora? No meio do ensino médio, sem casa e basicamente sem família... Precisava arranjar um emprego para me sustentar. Mas&nbsp; mesmo assim, eu não tenho onde morar e com certeza pagar um aluguel não valeria a pena... Ao menos que...</div><div>&nbsp; &nbsp; – Você está brincando, não é? Cara, eu adoraria ter você morando comigo, afinal a gente é melhor amigo! Tenho certeza que meus pais vão concordar, afinal eu já contei tudo da sua história para eles</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; – Espera aí, você fez o que?&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; – Ah, não podia? Desculpa... Mas enfim, voltando ao que eu estava falando, acho que não vai ter problema nenhum em você ficar lá por um tempo, sabe, até terminar o ensino médio e conseguir uma renda.</div><div>&nbsp; &nbsp; – Muito obrigado, de verdade! Você não sabe o quanto está me ajudando - dei um abraço nela e fui para minha sala de aula</div><div>&nbsp; &nbsp; Algumas semanas se passaram e eu já estava estabelecido na casa da minha melhor amiga. Os pais dela eram muito amigáveis e generosos comigo, me tratavam quase igual a um filho. Nesse período, por incrível que pareça, também consegui um emprego e ajudava nas contas da casa, afinal as despesas aumentaram por minha culpa. Sobre meus pais, bem, mal tenho falado com meu pai e às vezes minha mãe me manda mensagem perguntando como eu estou, se eu me adaptei. Confesso que estou me dando muito bem aqui, mas eu sinto tanta falta deles.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Dois anos se passaram. É, bastante tempo, não é? Muita coisa aconteceu, nem parece que a dois anos atrás eu me encontrava totalmente perdido, sem nenhuma ideia do que fazer.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Em primeiro lugar, comecei a namorar minha melhor amiga. Acho que era o que todos esperavam que aconteceria, afinal éramos tão próximos que todos pensavam que já éramos namorados. Sou tão apaixonado por essa garota. Ela quem me anima para seguir quem eu sou, e eu sei que é brega falar assim, mas sinto que ela é de fato minha alma gêmea. Em segundo lugar, ganhei uma bolsa na melhor faculdade de artes do Brasil: Belas Artes em São Paulo. Como tenho um tio que mora lá, consegui um apartamento e não vou precisar pagar nada. E tenho ainda um bônus: minha namorada vai fazer faculdade de Relações Internacionais na USP, então vamos morar na mesma cidade, e seguir nossos sonhos. Finalmente tenho me sentido bem e realizado comigo mesmo.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Sobre os meus pais... Digamos que depois que descobriram que eu ganhei uma bolsa de 100%, um orgulho repentino tomou conta deles. Voltaram a falar comigo, mas não senti que estavam sendo verdadeiramente simpáticos comigo. A conclusão desse meu pensamento veio no final do meu 3° Semestre, quando ganhei a oportunidade de viajar até o Reino Unido para expôr minhas artes e pasmem: me tornei um dos mais famosos artistas plásticos brasileiros. E como eu esperava, meus pais se aproximaram de mim por conta da minha fama, afinal, não queriam ser conhecidos como a "família que não apoiou seu filho no início da carreira" e a qualquer oportunidade que tinham, falavam sobre a quantidade de dinheiro que eu estava ganhando, o único fator que importava para eles.</div><div>&nbsp; &nbsp; A moral de tudo isso é: siga aquilo que você tem vontade, não importa o que ninguém diga que você deve fazer, se você não se sentir confortável, não o faça. Não estou me referindo apenas a escolha de faculdade, que foi o meu caso, mas em todas as situações da sua vida. Enfim, espero que tenham aprendido com a minha história e sigam seus sonhos!</div><div><br>Texto narrativo descritivo acerca do itinerário de linguagens - LPLB<br>Grupo: Ananda Liz, Mª Clara Leandro, Mª Clara Matos, Pedro Vinicius, Raycon, Thiago e Vitória Arpeoli</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-05 21:53:25 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-06-04 01:37:57 UTC</pubDate>
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