<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Alterações Climáticas🌍 by Diogo Cavadas</title>
      <link>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk</link>
      <description>Trabalho realizado por:
Diogo Cavadas n°9
Francisco Leite n°10
Gonçalo Moura n°12
Gonçalo Silva n°13</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-10-11 20:19:24 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2019-05-01 19:37:20 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title>Consequências do efeito de estufa </title>
         <author>diogodasilvacavadas</author>
         <link>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/298683608</link>
         <description><![CDATA[<div>Consequências do efeito estufa: Aumento da temperatura da terra com todas as consequências: já derreteram 35% das geleiras, aumento das águas dos oceanos pelo calor e águas que vieram das geleiras, tempestades cada vez mais fortes, ciclones, temperatura cada vez mais acima da média, secas na África.<br><br>Diogo Cavadas n°9 8°C<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-10-30 18:22:15 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/298683608</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Efeito de Estufa</title>
         <author>kikoleite11</author>
         <link>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/298689599</link>
         <description><![CDATA[<div>Defenição do Efeito de Estufa:<br>O efeito de estufa é um processo que ocorre quando uma parte da radiação solar refletida pela superfície terrestre é absorvida por determinados gases presentes na atmosfera. Como consequência disso, o calor fica retido, não sendo libertado para o espaço. <br><br>O Efeito de Estufa essencial a vida pois este serve para manter o planeta aquecido, e assim, garantir a manutenção da vida, mas este processo não é bom de todo pois está a provocar uma catástrofe que é o aquecimento global. </div><div><br><a href="https://escolakids.uol.com.br/public/upload/image/equema-efeito-estufa.jpg">https://escolakids.uol.com.br/public/upload/image/equema-efeito-estufa.jpg</a></div><div><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-10-30 18:32:44 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/298689599</guid>
      </item>
      <item>
         <title>5 atitudes sustentáveis que cada cidadão devia praticar</title>
         <author>diogodasilvacavadas</author>
         <link>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/301154531</link>
         <description><![CDATA[<div>1-Apague as luzes<br>Não deixe as luzes acesas durante o dia ou quando não houver pessoas no recinto.</div><div>O desperdício de energia eléctrica em Portugal é imenso e boa parte desse desperdício é oriundo do uso residencial.<br>2 – Cultive plantas em casa<br>Produzir seu próprio alimento é uma atitude sustentável, pois evita o desperdício.</div><div>Ter uma horta em casa, segundo especialistas, é resgatar a essência do ato de se alimentar<br>3 – Não deixe seus aparelhos em Stand By<br>Ótima atitude sustentável para ser incorporada em sua casa e no escritório!</div><div>Simplesmente desligue ou tire da tomada todos electrodomésticos que não estão sendo usados.</div><div>A função <strong>Stand By</strong> é uma grande vilã das contas de energia eléctrica, chegando a representar 12% do consumo total de uma casa ou escritório <br>4 – Ande menos de carro<br>Existem inúmeras opções de transportes sustentáveis (como andar a pé ou de bicicleta, por exemplo), e mais tantas outras opções de transporte coletivo como autocarro, metrô e comboio.</div><div>Sempre que puder, opte por não usar o carro. O uso de carros não é nada sustentável, o ramo dos transportes é um dos que mais tem potencial de redução de consumo de energia.<br>5 – Compre alimentos orgânicos<br>Sempre que puder, opte pelos <strong>alimentos orgânicos</strong>. Sua produção respeita o ciclo de vida dos animais e meio ambiente, evitando contaminação do solo, água, vegetação.</div><div>Além disso, existem outras inúmeras vantagens de se consumir alimentos orgânicos: são livres de hormônios, agrotóxicos ou qualquer produto químico, absorvem mais gás carbônico da atmosfera do que a agricultura tradicional e são extremamente saborosos.</div><div>O único empecilho de incorporar tal atitude sustentável no dia a dia ainda é o preço, porém com o aumento do incentivo e demanda, a tendência é que essa realidade.<br>Diogo Cavadas n°9 8°C<br><br><br><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-11-06 18:34:46 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/301154531</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O que as alterações climáticas vão fazer ao nosso planeta?</title>
         <author>kikoleite11</author>
         <link>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/302850526</link>
         <description><![CDATA[<div>A subida da temperatura e a diminuição da precipitação média é um dos fatores que vai afetar a agricultura, a energia e/ou os recursos naturais, podendo assim haver uma redução do caudal dos rios, uma escassez de água no Verão e além disso o calor aumentará o risco de incêndios <br><br>A poluição é também um dos fatores. A poluição transforma-se com as alterações climáticas e o principal responsável pela poluição são os carro pois eles são muito usados. <br><br>Francisco Leite N°10 8°C</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-11-10 11:57:20 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/302850526</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Alterações climáticas podem tornar Portugal mais seco, sem praias e sem turismo</title>
         <author>gbvmoura</author>
         <link>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/302920722</link>
         <description><![CDATA[<div>Portugal pode mudar drasticamente em meio século, com as alterações climáticas a tornarem o país mais desértico, a afetarem as praias, a agricultura, a pesca e até o vinho.</div><div>Nesta segunda-feira, perante uma sala cheia de jovens na Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, falou do projecto POP e começou por salientar que a melhor forma de lidar com as alterações climáticas é envolver os jovens, exortando-os a plantarem árvores, para que a Península Ibérica não tenha no futuro o clima que hoje tem o Norte de África.</div><div>O especialista lembrou aos presentes que as temperaturas e o nível do mar (com <em>tsunamis</em> mais devastadores) têm vindo a subir desde meados do século passado, à medida que as emissões de gases com efeito de estufa também aumentaram, e salientou que situações climáticas extremas observadas desde 1950 estão relacionadas “com a interferência humana”.</div><div>Também acrescetou que se não mudarmos nada relativamente a estas emissões, no futuro os fenómenos extremos serão mais frequentes e intensos, por exemplo, o Árctico deixará de ter gelo. “Já imaginaram isso? Vai ser no vosso tempo”, disse.</div><div>E o Sul da Europa, onde Portugal se inclui, vai ver o avanço do mar, mudanças no turismo e na agricultura, o mar terá peixes diferentes dos que se costumam consumir agora, a vinha vai mudar e haverá mais mortes e doenças.</div><div>“O que é que estamos a fazer ao nosso planeta? Não temos outro sítio para onde ir”, disse Rajendra Pachauri, que se afirmou, ainda assim, um optimista e que salientou três ações que terão de ser tomadas em conta desde já para mitigar os efeitos das alterações climáticas: o uso mais eficiente da energia, usar energias limpas e reduzir a desflorestação.</div><div>Na mesma linha, o secretário de Estado adjunto e do Ambiente, José Mendes, lembrou que Portugal está a sentir os efeitos das alterações climáticas, como as altas temperaturas, os grandes incêndios ou a erosão costeira, mas salientou que “ninguém no planeta” deixa de ser afectado.<br>Gonçalo Moura 8ºC nº12<br><br><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-11-10 23:19:29 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/302920722</guid>
      </item>
      <item>
         <title>causas do aumento de gases de efeito de estufa na atmosfera</title>
         <author>gbvmoura</author>
         <link>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/302922918</link>
         <description><![CDATA[<div>As causas do aumento de gases do efeito de estufa na atmosfera que são causados por um conjunto de gases que, ao convergirem na atmosfera, provocam uma proteção diferente contra os raios solares nocivos e que podem provocar o aquecimento excessivo do planeta. Assim, a Terra consegue manter uma temperatura média global de +15ºC em vez de -18ºC.<br><br></div><div>Contudo, há mais de uma década, cientistas em todo o mundo ficaram em estado de alerta quando se aperceberam do aumento da temperatura do Planeta a um ritmo sem precedentes. Ao estudarem as causas deste fenómeno encontraram uma relação direta entre o aquecimento global e o aumento das emissões dos chamados gases de efeito estufa provocado pelas sociedades humanas industrializadas.<br><br></div><div>Um dos gases que está em demasiada quantidade é o CO2 (dióxido de carbono) que resulta do uso de combustíveis fósseis (carbono, o petróleo e o gás) utilizados na produção de energia e nos combustiveís ultilizados em vários transportes. <br><br></div><div>Se o crescimento mundial, o crescimento demográfico e o consumo energético se mantiverem estes níveis, baseando o seu funcionamento na utilização de combustíveis fósseis, e se mantiverem este consumo, antes de 2050 as concentrações de CO2 já esterão o dobro a que se encontra hoje, logo se hoje em dia já se encontra CO2 em demasiada quantidade o dobro será bastante.<br>Gonçalo Moura 8ºc Nº12<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-11-10 23:59:23 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/302922918</guid>
      </item>
      <item>
         <title>A Terra encaminha-se para um ponto não retorno </title>
         <author>kikoleite11</author>
         <link>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/306533785</link>
         <description><![CDATA[<div>O planeta Terra está a caminhar rapidamente para um ponto de não retorno, a menos que sejam tomadas medidas urgentes, avisa um grupo de cientistas num estudo publicado, esta quinta-feira, no Earth System Dynamics, publicação da União Europeia das Geociências. Segundo eles esse ponto de não retorno poderá chegar até antes de 2035.<br><br></div><div><br></div><div>"No nosso estudo mostramos que há prazos estritos para agir. Concluímos que resta muito pouco tempo antes que as metas de Paris se tornem impraticáveis mesmo com as estratégias de redução de emissões", disse Henk Dijkstra, professor da Universidade de Utrecht na Holanda e <a href="https://www.earth-syst-dynam.net/9/1085/2018/">um dos autores do estudo intitulado "The point of no return for climate action: effects of climate uncertainty and risk tolerance"</a> (ponto de não retorno para uma ação sobre o clima: efeitos da incerteza do clima e riscos da tolerância).<br>O Acordo de Paris, do qual Donald Trump retirou os EUA, estabelece que se mantenha o aumento da temperatura média global abaixo dos 2ºC em relação aos níveis da era pré-industrial e limitar o aumento de 1,5ºC. <a href="https://www.dn.pt/vida-e-futuro/interior/eventos-climaticos-em-cadeia-podem-transformar-planeta-numa-estufa-9687813.html">Vários outros estudos e vários outros cientistas têm alertado no mesmo sentido de que o tempo urge e que o que está a ser feito não é suficiente nem suficientemente rápido. <br></a><br></div><div><br></div><div>Os cientistas envolvidos neste estudo agora publicado calcularam a rapidez com que o mundo teria que abraçar as energias renováveis para conseguir travar os efeitos das alterações climáticas e chegaram à data de 2035. Assim, para evitar o impacto de alterações climáticas que poderiam desencadear catástrofes que deixariam o planeta inabitável, o mundo teria que viver das renováveis.<br><br></div><div><br></div><div>Ao dar essa data limite, sublinham os investigadores, podem até estar a ser demasiado otimistas.<br><br></div><div>Francisco Leite N°10 8°C</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-11-20 20:55:20 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/306533785</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Floresta amazónica está a perder mais árvores vulneráveis à seca</title>
         <author>diogodasilvacavadas</author>
         <link>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/306819243</link>
         <description><![CDATA[<div>As alterações climáticas estão a mudar a composição da floresta amazónica, afetando sobretudo as espécies que precisam de mais humidade, segundo um estudo científico divulgado esta quinta-feira.<br>As alterações climáticas estão a mudar a composição da floresta amazónica, afetando sobretudo as espécies que precisam de mais humidade, que não estão a ser compensadas por outras mais tolerantes à seca, segundo um estudo científico divulgado esta quinta-feira.<br>“A resposta do ecossistema está a ficar para trás face ao ritmo da alteração do clima. Os dados mostram-nos que as secas que atingiram a bacia amazónica nas últimas décadas tiveram consequências graves para a composição da floresta, com mais mortalidade nas espécies de árvores mais vulneráveis à seca, mas sem crescimento das espécies mais bem equipadas para sobreviver a condições mais secas”, afirmou a principal autora do estudo, Adriane Esquivel Muelbert.<br>A equipa de mais de cem cientistas de 30 instituições, liderada pela universidade inglesa de Leeds, analisou milhares de espécies da Amazónia, com registos prolongados de mais de cem parcelas de terra desde a década de 1980 e verificou que os efeitos das alterações climáticas – secas mais severas, temperaturas mais altas e níveis crescentes de dióxido de carbono na atmosfera – afetaram os ciclos de vida e crescimento das árvores.<br>As árvores mais altas, que têm mais dióxido de carbono, conseguem crescer mais depressa, o que prova que os níveis de concentração de dióxido de carbono têm “impacto direto na composição e na dinâmica da floresta”.<br>O investigador Kyle Dexter, da Universidade de Edimburgo, afirmou que o estudo evidencia a necessidade de medidas para “proteger a floresta que ainda está intacta”.<br>“O desflorestamento ao serviço da agricultura e da pecuária aumenta reconhecidamente as secas que agravam os efeitos que estão a ser provocados pelas alterações climáticas a nível global”, acrescentou.<br>Diogo Cavadas<br>8C nr9</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-11-21 18:22:24 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/306819243</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O que é que as alterações climáticas fizeram a Portugal?</title>
         <author>diogodasilvacavadas</author>
         <link>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/306821423</link>
         <description><![CDATA[<div>Os efeitos das mudanças do clima são evidentes em zonas como Árctico, Antárctida ou África. Mas também já há muita coisa que mudou em Portugal.<br>Enquanto se discute sobre quem fica fora e dentro do Acordo de Paris, o mundo aquece, o Árctico derrete e a Antárctida fica um bocadinho mais verde. Não são projecções ou especulações, são constatações que estão em relatórios de cientistas que continuam a medir os efeitos das alterações climáticas no planeta Terra. E Portugal? Há muitas coisas que já mudaram à nossa volta.<br>Já reparou que há sobreiros e azinheiras a morrer no Alentejo? Que as ondas de calor se tornaram mais frequentes? Que a floresta de Portugal está a diminuir, consumida pelos incêndios? Que a chuva já não cai como antes? Que os Invernos estão mais curtos? Que os mosquitos da febre de dengue encontraram condições para espalhar um surto na ilha da Madeira? Que, devagarinho, acontece uma subida do nível do mar? São apenas alguns dos efeitos das mudanças climáticas em Portugal.<br>A lista de fenómenos, mais ou menos visíveis, registados em Portugal que resultam das alterações climática é longa. Filipe Duarte Santos, especialista em alterações climáticas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (CNADS), destaca a diminuição da precipitação, acompanhada de uma mudança do seu regime</div><div> "A diminuição traduz-se, se fizermos uma média por década a partir de 1960, em 40 milímetros por década no Sul de Portugal. Ou seja, em 56 anos, estamos a falar de mais 200 milímetros, o que é muito significativo”, especifica o físico, referindo-se a dados da Agência Europeia do Ambiente (EEA, na sigla em inglês). O problema, diz o especialista, não é exclusivo de Portugal e abarca toda a Península Ibérica onde, segundo os mesmos dados da EEA, a precipitação anual diminuiu até um máximo de 90 milímetros por década, desde 1960.<br>Infelizmente, este mau indicador parece manter a sua tendência. “Este ano é mais um exemplo disso. Estamos a ter uma precipitação reduzida, relativamente à média de há 60 ou 70 anos. Isto tem impactos muito significativos na agricultura e também no montado”, avisa. Por outro lado, nota, também se percebe que o padrão da chuva mudou e que, quando realmente chove, chove muito e durante pouco tempo. O que, entre outros efeitos, significa muitas vezes cidades inundadas por cheias.<br>Nas cidades sentem-se as cheias mas não a falta da chuva que, aliás, (quando cai) incomoda muita gente. “As pessoas que vivem na cidade não notam a diminuição da precipitação, abrem a torneira e têm água e de qualidade. A chuva é uma chatice”, reconhece Filipe Duarte Santos, que acrescenta que “é muito diferente quando se é um agricultor no interior do país”. É preciso enfrentar este problema e planear uma resposta, sem esquecer que a solução tem de ser discutida com os nossos vizinhos espanhóis com quem partilhamos recursos importantes para nos adaptarmos a estes desafios, recomenda o físico.<br>“Por outro lado, temos as ondas de calor”, continua Filipe Duarte Santos. Apesar de considerar que Portugal se tem adaptado bem a este fenómeno, com um programa de alerta dirigido à população, chamado Ícaro e que é da responsabilidade da Direcção-Geral da Saúde, o físico lembra que as ondas de calor são hoje mais frequentes. E há mais: “Também temos a questão dos fogos florestais. Com temperaturas mais altas e menor precipitação, o risco de incêndio florestal aumenta. Portugal é o único país do Sul da Europa em que a área florestal está a diminuir, por causa dos incêndios”, assinala.</div><div>A privilegiada localização deste cantinho da Europa à beira-mar também tem desvantagens. “Há ainda a subida do nível do mar”, acrescenta Filipe Duarte Santos, que confirma que as projecções mais extremas apontam para uma subida média de um metro em 2100.<br>O investigador também foi o coordenador geral do ClimAdaPT.Local, um projecto para capacitar os municípios para as adaptações às alterações climáticas e ensiná-los a definir estratégias de adaptação. A verdade é que, para já, as mudanças do clima não afectam muito o dia-a-dia da maioria da população portuguesa. “Os problemas nos países desenvolvidos são mais facilmente resolvidos porque temos situações económicas mais favoráveis. Mas se pensar no Sahel, em África, no Mali, na República Centro Africana, na Nigéria, na Etiópia, na Somália, o que se está a passar é dramático! Eles também estão a ter secas mais frequentes mas não têm condições para se adaptar, se a agricultura falha as pessoas têm fome.”<br>Os problemas em África não parecem ter uma voz mediática mas há um “grito” que se ouve desde o Árctico, que nos últimos anos registou temperaturas invulgarmente elevadas e uma perda de gelo marítimo recorde. “O Árctico e a Antárctica, mas sobretudo o Árctico, são uma espécie de altifalante das alterações climáticas. É uma coisa completamente evidente e é por isso que os senhores decisores políticos vão visitar o Árctico para verem com os seus olhos que realmente há qualquer coisa que está a mudar profundamente no nosso planeta.”<br>Se fosse possível viajar no tempo e espreitar o futuro de Portugal em 2100, numa viagem maldita em que tudo corresse mal, veríamos um país sem montado, sem sobreiros e azinheiras. É apenas um exemplo. “Se não se cumprir o Acordo de Paris, o futuro do Sul de Portugal e de Espanha apresenta uma grande tendência para a desertificação. Se em Portugal tivermos um aumento de temperatura média global superior a dois graus Celsius até ao fim do século, o ecossistema do montado do Sul dificilmente resiste”, admite Filipe Duarte Santos. Por isso, conclui, a decisão de Donald Trump retirar os EUA do Acordo de Paris é “egoísta”. “Está a defender os interesses das grandes companhias e do lobby dos combustíveis fósseis, mas os países mais vulneráveis – e Portugal é vulnerável no contexto europeu mas há muitos outros países numa situação bastante mais vulnerável –, vão sofrer com isso.” <br>Diogo Cavadas<br>8C nr9</div><div><br><br></div><div><br><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-11-21 18:30:44 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/306821423</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Uma nova era climática </title>
         <author>kikoleite11</author>
         <link>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/307086865</link>
         <description><![CDATA[<div>A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera atingiu o recorde de 400 partes por milhão (ppm) em 2015, um marco sinistro para a saúde do planeta, alertou hoje a ONU. Algumas previsões indicam que a concentração de CO2 ficará acima das 400 ppm o resto de 2016 e que não voltará a descer abaixo deste limite "por muitas gerações".<br><br></div><div>Os gases com efeito de estufa tinham já ultrapassado o limiar de 400 ppm em alguns meses, em locais específicos, mas nunca numa base anual global, <a href="http://public.wmo.int/en/media/press-release/globally-averaged-co2-levels-reach-400-parts-million-2015">indicou a Organização Meteorológica Mundial</a> (OMM), agência das Nações Unidas.<br><br></div><div>No último boletim sobre gases com efeito de estufa, a OMM também registou um "aumento para novos recordes" este ano das taxas de concentração de CO2, prevendo que a média anual se mantenha acima dos 400 ppm "por muitas gerações".<br><br></div><div>O aumento da concentração de CO2 deve-se em parte a um forte "El Niño", fenómeno meteorológico que se regista a cada quatro ou cinco anos com um efeito de aquecimento generalizado. O "El Niño" deu origem a "secas nas regiões tropicais e reduziu a capacidade de absorção do CO2 de florestas, vegetação e oceanos", de acordo com a OMM.<br><br></div><div>Petteri Taalas, responsável da agência, com sede em Genebra, advertiu que apesar de o fenómeno ter diminuído as alterações climáticas não. "O ano de 2015 trouxe uma nova era de otimismo e ação contra as alterações climáticas com o acordo de Paris. Mas também vai fazer história ao marcar uma nova de alterações climáticas com concentrações recorde de gases de efeito de estufa", disse Taalas<br><br></div><div>Taalas aplaudiu o acordo conseguido em Kigali no início deste mês, que visa a eliminação faseada dos hidrofluorocarbonetos (HFC), uma categoria de gases com efeito de estufa muito acentuado, mas altamente usada em frigoríficos e aparelhos de ar condicionado.<br><br></div><div>O responsável da OMM advertiu que sem uma ação semelhante para eliminar as emissões de CO2, o mundo vai continuar a falhar os objetivos definidos no acordo histórico de Paris sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa.<br>O boletim anual da OMM sobre gases com efeito de estufa analisa a concentração de gases na atmosfera, em vez das emissões.<br><br></div><div>Além do CO2, este relatório monitoriza as taxas de concentração de metano, óxido nitroso e vários outros gases com grande impacto nas alterações climáticas.<br><br>Francisco Leite Nº10 8ºC <br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-11-22 17:56:58 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/307086865</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Fogos na Califórnia e as alterações climáticas</title>
         <author>diogodasilvacavadas</author>
         <link>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/308958232</link>
         <description><![CDATA[<div>Os incêndios na Califórnia, cujas chamam lavram há mais de duas semanas, são considerados os mais mortíferos e destrutivos de sempre daquele estado. Até este momento e segundo dados oficiais, 83 pessoas morreram e 563 ainda se encontram desaparecidas.<br>Os incêndios florestais ocorrem frequentemente na Califórnia, devido ao próprio ecossistema, mas desde a década de 1980, <strong>a dimensão e a severidade dos incêndios que varrem o estado tendem a subir. </strong>De acordo com o Departamento Florestal e de Incêndios da Califórnia <strong>quinze dos vinte maiores incêndios da história da Califórnia ocorreram desde 2000</strong>.</div><div>Segundo informação da NOAA (<em>U.S. National Oceanic and Atmospheric Administration</em>) a <strong>maioria dos anos mais quentes e mais secos do estado da Califórnia também ocorreu durante as duas últimas décadas. </strong>Temperaturas mais altas e secas podem aumentar a severidade, frequência e extensão dos incêndios florestais. Em média, <strong>4% da terra na Califórnia tem sido queimada por década desde 1984</strong>, segundo dados da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos.</div><div><br>Evolução do Clima na Califórnia</div><div>Fazendo uma análise da evolução do clima na Califórnia, com base em estudos realizados pelo <em>U.S. Climate Change Science Program,</em> <em>U.S. Global Change Research</em> e <em>U.S. Environmental Protection Agency,</em> verifica-se que o <strong>clima da Califórnia está a mudar</strong>. O Sul da Califórnia aqueceu cerca de 1,5 <sup>o</sup>C nos últimos 100 anos e em todo o estado a temperatura média tem vindo a subir. As ondas de calor têm sido mais frequentes, a neve derrete mais cedo na primavera e no sul da Califórnia regista-se a ocorrência de menos precipitação.<br><br>Consequência do tempo quente e seco na vegetação</div><div>Sob a ação de massas de ar mais quente e seco as árvores, os arbustos e as pastagens tornam-se <strong>mais secos e mais vulneráveis a arderem</strong>. Esse <strong>efeito de secagem da vegetação agrava-se a cada grau de aquecimento do ar</strong>, o que significa que na Califórnia as plantas perdem a água mais eficientemente hoje do que há uns anos atrás</div><h1>Fogos na Califórnia e as alterações climáticas</h1><div>Os incêndios na Califórnia, cujas chamam lavram há mais de duas semanas, são considerados os mais mortíferos e destrutivos de sempre daquele estado. Até este momento e segundo dados oficiais, 83 pessoas morreram e 563 ainda se encontram desaparecidas.</div><div>Um dos incêndios na Califórnia.</div><div>Os incêndios florestais ocorrem frequentemente na Califórnia, devido ao próprio ecossistema, mas desde a década de 1980, <strong>a dimensão e a severidade dos incêndios que varrem o estado tendem a subir. </strong>De acordo com o Departamento Florestal e de Incêndios da Califórnia <strong>quinze dos vinte maiores incêndios da história da Califórnia ocorreram desde 2000</strong>.</div><div>Segundo informação da NOAA (<em>U.S. National Oceanic and Atmospheric Administration</em>) a <strong>maioria dos anos mais quentes e mais secos do estado da Califórnia também ocorreu durante as duas últimas décadas. </strong>Temperaturas mais altas e secas podem aumentar a severidade, frequência e extensão dos incêndios florestais. Em média, <strong>4% da terra na Califórnia tem sido queimada por década desde 1984</strong>, segundo dados da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos.</div><div><br>Evolução do Clima na Califórnia</div><div>Fazendo uma análise da evolução do clima na Califórnia, com base em estudos realizados pelo <em>U.S. Climate Change Science Program,</em> <em>U.S. Global Change Research</em> e <em>U.S. Environmental Protection Agency,</em> verifica-se que o <strong>clima da Califórnia está a mudar</strong>. O Sul da Califórnia aqueceu cerca de 1,5 <sup>o</sup>C nos últimos 100 anos e em todo o estado a temperatura média tem vindo a subir. As ondas de calor têm sido mais frequentes, a neve derrete mais cedo na primavera e no sul da Califórnia regista-se a ocorrência de menos precipitação.</div><div><br>Consequência do tempo quente e seco na vegetação</div><div>Sob a ação de massas de ar mais quente e seco as árvores, os arbustos e as pastagens tornam-se <strong>mais secos e mais vulneráveis a arderem</strong>. Esse <strong>efeito de secagem da vegetação agrava-se a cada grau de aquecimento do ar</strong>, o que significa que na Califórnia as plantas perdem a água mais eficientemente hoje do que há uns anos atrás.</div><div><br></div><div><br>Bombeiros a combater um fogo.</div><div>Segundo Park Williams, um especialista em incêndios da Universidade de Columbia, <strong>devido ao efeito da mudança climática, os incêndios florestais estão a aumentar em dimensão</strong>, tanto na Califórnia como na parte oeste dos Estados Unidos. Já em 2016 o mesmo especialista referia que <strong>desde os anos 80 a mudança climática estava a contribuir para mais 10 milhões de acres de florestas queimadas</strong>.</div><div>Apesar dos incêndios florestais dependerem de vários fatores, tais como o planeamento e a gestão das florestas, está demonstrado em diversos estudos que as alterações climáticas, com o aumento das temperaturas médias, que torna as plantas mais secas, a diminuição dos níveis de precipitação, criando situações de seca prolongada com árvores mais secas, são dos fatores importantes que torna a <strong>floresta da Califórnia, bem como a de outros regiões do planeta, cada vez mais vulnerável a arder.</strong></div><div>É um ciclo vicioso, visto que estes incêndios, indireta e parcialmente causados pelas alterações climáticas, emitem fumo e carbono para a atmosfera que por sua vez afetam o clima novamente.<br><br>Futuro</div><div>Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, nas próximas décadas, o mais certo é que, com as alterações climáticas, <strong>a precipitação diminua ainda mais na Califórnia</strong>, <strong>tornando-se o tempo mais seco, o que aumenta o risco de incêndios florestais mais destrutivos e severos </strong>e ameaça o desenvolvimento costeiro e ecossistemas na região.</div><div>A combinação de mais incêndios e condições de massas de ar mais seco pode levar <strong>à alteração dos ecossistemas</strong>, com a expansão dos desertos e alterar parte da paisagem da Califórnia. Algumas florestas podem transformar-se em deserto ou pastagem.<br>Diogo Cavadas<br>nr9 8C</div><div><br></div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-11-28 18:23:36 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/308958232</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Homem versus natureza: quem vencerá a batalha?</title>
         <author>diogodasilvacavadas</author>
         <link>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/308964929</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Somos mesmo a geração que pode fazer a diferença? Sim, somos! Queremos mesmo fazer a diferença? Não temos alternativa! Temos até 2030 para mostrar o que valemos. Tratemos do problema, antes que ele trate de nós.<br></strong>“Nunca vi nada assim!” “Foi impossível controlar.” “Ninguém sabia o que fazer.” “Foi horrível!” Já todos vimos e ouvimos relatos destes associados aos fogos mortíferos, às tempestades, às inundações ou às ondas de calor que têm assolado o mundo inteiro nos últimos anos. Realmente nunca ninguém observou ou experienciou nada igual. Somos a primeira geração a testemunhar e a sentir na pele os impactos das alterações climáticas e somos, eventualmente a última, a poder implementar medidas sérias e concertadas que garantam a sobrevivência do ser humano no planeta.<br><br></div><div>Convenhamos que ao longo da história sempre existiram eventos climáticos extremos devido a causas naturais, mas a frequência e severidade de alguns destes eventos têm vindo a aumentar. Dói, mas tem de ser dito: por culpa do homem. As acções humanas como as emissões de gases com efeito de estufa provenientes da combustão de combustíveis fósseis como o carvão, petróleo ou gás para a produção de energia, a desflorestação, a alteração no uso do solo pelas culturas intensivas e o aumento exponencial da produção pecuária são as principais responsáveis pela mudança da composição da atmosfera e, consequentemente, pelas alterações climáticas.<br>Como o CO2 persiste na atmosfera por mais de um século, as emissões que emitirmos hoje e continuarmos a emitir amanhã e depois vão afectar o clima das próximas décadas. A adaptação a um planeta mais quente e a um futuro diferente do presente é inevitável e vai ser necessária em todo o mundo. As alterações não são só climáticas, também as sociedades e as economias terão que aprender a viver num novo planeta. As águas mais quentes e a acidificação dos oceanos vão impactar positiva ou negativamente a disponibilidade de peixe e marisco que são o ganha-pão das comunidades piscatórias. As comunidades litorais, especialmente as das ilhas, terão de enfrentar inundações de ruas durante marés (muito) altas, tempestades exacerbadas seguidas de novas inundações e a “invasão” da água do mar sobre as fontes de água doce, o que vai comprometer a disponibilidade de água potável. Algumas comunidades terão que se adaptar, em simultâneo, à frequência de secas e chuvas severas e à consequente deterioração das infra-estruturas que transportam a água.<br>Agricultores e outros trabalhadores de ar livre serão afectados pelo número crescente de noites quentes e por ondas de calor cada vez mais frequentes e mais quentes. O oráculo para os animais é muito semelhante. A localização geográfica e distribuição de algumas pragas e agentes patogénicos podem ser alteradas, expondo os animais, as culturas e o ser humano a novas doenças. As infra-estruturas que suportam a actividade económica – barragens, aeroportos, auto-estradas, pontes, edifícios e muitos outros — vão ser afectadas pelas inundações, deslizamentos de terras e ondas de calor. As alterações das estações do ano e as mudanças na localização de plantas e animais afectarão as comunidades que dependem do turismo de natureza e cultural. Devido às migrações em massa, a aparência física do homem pode ser alterada: a tez castanha ou morena e olhos claros poderão tornar-se mais comum.<br>Diogo Cavadas<br>nr9 8C</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-11-28 18:32:22 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/308964929</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Combater as alterações climáticas e os incêndios </title>
         <author>kikoleite11</author>
         <link>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/308994465</link>
         <description><![CDATA[<div>Terão os incêndios de Monchique sido alimentados pela acumulação de resíduos e por uma má gestão florestal? “Basta haver condições meteorológicas favoráveis para termos incêndios, que são tanto maiores quanto mais combustível houver para arder. <a href="https://www.publico.pt/monchique">A zona de Monchique</a> ardeu em 2003 e, agora, 15 anos depois, volta a arder porque é o tempo que a vegetação leva a crescer”, responde afirmativamente a investigadora Ana Bastos ao PÚBLICO. A portuguesa é autora de <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-018-05340-z">um estudo publicado na revista científica <em>Nature Communications</em></a><em>, </em>que defende a importância da protecção das florestas não só para reduzir a intensidade dos incêndios, mas também para combater o aumento da temperatura global do planeta.<br>Isto porque uma das soluções apontadas para mitigar o aumento de temperatura <a href="https://www.publico.pt/2018/06/07/sociedade/opiniao/floresta-e-descarbonizacao-biomassa-ou-biofarsa-1831987">passa pela remoção de dióxido de carbono da atmosfera</a>, o que é possível através de centrais de energia de biomassa com captura e armazenamento de carbono (ou BECCS, acrónimo em inglês). Apesar do longo nome, a sua função pode ser resumida como a produção de energia através da queima de biomassa, que pode ser composta por resíduos florestais ou agrícolas, acumulando o dióxido de carbono em reservatórios selados, “o que faz com que esse carbono não volte à atmosfera durante algumas centenas de anos”, explica Ana Bastos, que é investigadora da Universidade de Munique, Alemanha. Mas o problema destas centrais é que criá-las para <a href="https://www.publico.pt/2017/05/31/mundo/perguntaserespostas/perguntas-e-respostas-sobre-o-acordo-de-paris-1774092">cumprir o Acordo de Paris (explicado mais abaixo)</a> implicaria a conversão de grandes extensões de terreno para produzir biomassa. O terreno ocupado “teria o dobro do tamanho da Índia” e tiraria espaço a zonas de cultivo, que por sua vez tornaria necessário “cortar floresta para plantar zonas agrícolas de BECCS”. Por isso, para este grupo de investigadores de universidades do Reino Unido, EUA e Alemanha, estas centrais não são viáveis a grande escala, ainda que funcionem como retentoras de dióxido de carbono e fontes de energia. O objectivo do estudo, ressalvam, não é vilipendiar as BECCS, mas apenas mostrar que há zonas em que não é vantajoso aplicá-las e que os projectos devem ser feitos com prudência.<br>Ao fim de alguns anos, segundo os cenários simulados pelos cientistas, tudo isto seria contraproducente e resultaria num aumento das emissões de dióxido de carbono. A melhor opção é mesmo proteger as florestas, que “acumulam mais carbono no longo prazo” e exigem menos transformações do solo.<br><br></div><div>“É ter uma floresta gerida de forma a recolher os resíduos para queimar nas tais centrais e produzir energia”, explica a investigadora. O que seria uma fonte de benefícios: “A gestão das florestas para produção de bioenergia, por exemplo, compensaria a emissão de combustíveis fósseis e, além disso, preveniria a ocorrência de incêndios desta magnitude como acontece em Portugal, já que são recolhidos os resíduos florestais.”<br>“As florestas são o maior reservatório de carbono activo que temos”, mas quando ardem tornam-se parte do inimigo: “Quando há incêndios, esse reservatório é emitido directamente para a atmosfera”, explica a investigadora. “Quando deixamos que estes incêndios aconteçam, estamos a ter uma pegada de carbono gigantesca a nível nacional. É a biodiversidade, é a vida das pessoas, mas é também o impacto que temos no ciclo de carbono e a contribuição para as alterações climáticas.”<br>Ana Bastos, que analisou os incêndios de Monchique de 2003 quando estudava na Universidade de Lisboa, reconhece que “a zona do Mediterrâneo sempre teve e sempre terá incêndios porque o nosso clima tem Verões quentes, secos, com ventos fortes” e que tudo isso é agravado pela fraca gestão dos territórios.<br><br></div><div>“Já começamos a ter bem presente que muitos dos fenómenos extremos que têm ocorrido têm uma marca humana”, acredita Ana Bastos, dando como exemplo as ondas de calor prolongadas, as secas intensas e frequentes, os incêndios na Califórnia e no Mediterrâneo.<br>É para travar essas consequências nefastas que foi estabelecido o Acordo de Paris. O compromisso foi assumido por 195 países (<a href="https://www.publico.pt/2017/06/01/mundo/noticia/trump-retira-eua-do-acordo-de-paris-1774288">ainda que os EUA tivessem anunciado a sua saída em 2017</a>) para conter o aquecimento global do planeta ao reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, limitando a subida da temperatura bem “abaixo dos dois graus Celsius” e a prosseguir esforços para “limitar o aumento da temperatura a 1,5 graus Celsius” até 2100 em relação aos níveis pré-industriais. O acordo prevê também a protecção dos sistemas naturais, incluindo florestas, uma vez que conseguem remover dióxido de carbono da atmosfera.<br><br>Francisco Leite Teixeira Nº10 8ºC </div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-11-28 19:13:36 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/308994465</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O falhanço dos cientistas sobre o aquecimento global</title>
         <author>diogodasilvacavadas</author>
         <link>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/311503053</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Os cientistas que estudam as alterações climáticas falharam de forma significativa quando há um quarto de século previram as consequências do aquecimento global, que se estão a revelar mais graves do que calculado, concluem investigadores citados pela Associated Press.<br></strong><br></div><div>Falharam na deteção do aumento acentuado da gravidade que estão a assumir os fogos florestais, as secas, as chuvas e as tempestades. Falharam na quantificação do degelo na Antártida Ocidental e na Groenlândia e no seu contributo para a subida do nível do mar. Falharam ainda na identificação de uma miríade de problemas de saúde pública e de questões de segurança internacional.<br>Diogo Cavadas <br>nr9 8C</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-12-05 18:01:23 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/311503053</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O que é o efeito de estufa(video</title>
         <author>diogodasilvacavadas</author>
         <link>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/311504276</link>
         <description><![CDATA[<div><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jLktZvH1tnE">https://www.youtube.com/watch?v=jLktZvH1tnE</a><br>Diogo Cavadas<br>nr9 8C</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-12-05 18:03:28 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/311504276</guid>
      </item>
      <item>
         <title>COP24: Líderes alertam que alterações climáticas podem significar o &quot;colapso da civilização&quot;</title>
         <author>diogodasilvacavadas</author>
         <link>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/311506633</link>
         <description><![CDATA[<div>O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, abriu a cimeira do clima na Polónia, na segunda-feira, com um aviso alarmante para os líderes mundiais: é preciso agir agora para travar as temperaturas crescentes ou vão haver consequências catastróficas.<br><br></div><blockquote><strong>“Mesmo enquanto testemunhamos os impactos climáticos devastadores pelo mundo, continuamos sem fazer o suficiente para tentar prevenir uma disrupção climática irreversível e catastrófica”</strong>, afirmou António Guterres durante a cerimónia de abertura da conferência, intitulada “Paris 2.0”, depois do acordo climático de Paris ter tido lugar em 2015. O Secretário-Geral da ONU apelidou as alterações climáticas de <strong>“problema mais importante que enfrentamos”.</strong></blockquote><div>A 24ª Conferência de Partidos, conhecida como COP24, está a desenrolar-se perto da mina de Katowice, utilizada durante 176 anos e fechada em 1999. No topo da agenda está a formação de um “livro de regras”, que determina como os países devem cortar as suas emissões de gases com efeito de estufa, reportar os progressos ao resto do mundo e revelar como estão a pensar reduzi-las.<br>Num dos discursos de segunda-feira, o naturalista britânico David Attenborough enfatizou os avisos de António Guterres, garantindo que “o colapso da nossa civilização e a extinção do mundo natural estão no horizonte”, se não forem tomadas ações urgentes contra o aquecimento global.</div><div>E a Presidente da Assembleia Geral da ONU, Maria Espinosa, disse que, ao ritmo que estamos a testemunhar as mudanças hoje em dia, a humanidade está em “risco de desaparecer. Precisamos de tomar ações urgentes e com audácia. Sejam ambiciosos, mas também responsáveis pelas gerações futuras”.</div><div>No discurso de abertura, António Guterres focou-se nos países que emitem mais gases com efeito de estufa, falhando com as suas obrigações estabelecidas no Acordo de Paris. Os EUA são o único país que não faz parte do tratado.</div><div>O acordo visa combater as alterações climáticas, estabelecendo objetivos para manter a subida das temperaturas globais abaixo dos 2 graus Celsius e procurar ativamente mantê-la abaixo dos 1,5 graus. Mas o Acordo de Paris deixou que os países estabelecessem os seus próprios limites de emissões. Alguns estão perto de atingirem as metas, outros não. No geral, o mundo está na direção errada.</div><div>António Guterres apelou para que os países reduzissem as suas emissões, de 2010 a 2030, em 45% e estabeleceu o objetivo de existir uma rede de emissões zero, em 2050. Relembrando as consequências, recapitulou o relatório de 700 páginas, redigido pelo Painel para as Alterações Climáticas (IPCC). Sem medidas drásticas, o planeta está a dirigir-se para um futuro em que as temperaturas vão subir dois a três graus Celsius até ao ano 2100.<br>Reduzir drasticamente as emissões é a única forma de alcançar o objetivo dos 1,5 graus Celsius, mas vai tornar-se numa luta cara.</div><blockquote><strong>“Em poucas palavras, precisamos de uma transformação completa da nossa economia de energia global, assim como da forma como gerimos os recursos da terra e das florestas</strong>”, acrescentou.</blockquote><div>António Guterres pediu aos governos para encontrarem formas de substituir os combustíveis fósseis – que contribuem para 65% dos gases com efeito de estufa, de acordo com a EPA – por alternativas mais sustentáveis.</div><div>O Presidente da Polónia, Andrzej Duda, que se apoia no carvão para produzir 80% da energia da nação, não tem planos para abandonar inteiramente esta fonte não renovável e disse que a utilização do carvão no país não vai intrometer-se na luta contra as alterações climáticas- Contudo, a Polónia anunciou que vai cortar a sua dependência do carvão em 50%, até 2030. A reserva de carvão polaca ainda pode durar mais 200 anos.</div><div>O <a href="https://weather.com/pt-PT/portugal/ciencia/news/2018-11-29-onu-o-mundo-precisa-de-triplicar-os-esforcos-para-impedir"><strong>planeta já aqueceu 1 grau</strong></a> desde a era pré-industrial, por causa da atividade humana, e já começámos a testemunhar os impactos do aumento das temperaturas. O nível do <a href="https://weather.com/pt-PT/portugal/ciencia/news/2018-12-03-relatorio-da-organizacao-meteorologica-mundial-alerta-para"><strong>mar já aumentou mais de 20 centímetros</strong></a> nos últimos 140 anos e os eventos meteorológicos extremos estão a tornar-se cada vez mais devastadores.</div><blockquote><strong>“Para algumas pessoas, esta é uma questão de vida ou morte, sem dúvida alguma”</strong>, afirmou Natalie Mahowald, uma cientista do clima da Universidade de Cornell, autora do relatório da IPCC.</blockquote><div>video e imagens<br><a href="https://weather.com/pt-PT/portugal/noticias/news/2018-12-04-cop24-lideres-alertam-que-alteracoes-climaticas-podem-significar-o">https://weather.com/pt-PT/portugal/noticias/news/2018-12-04-cop24-lideres-alertam-que-alteracoes-climaticas-podem-significar-o</a><br>Diogo Cavadas<br>nr9 8C<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-12-05 18:07:16 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/diogodasilvacavadas/am09w5dknpnk/wish/311506633</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
