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      <title>Gênero e Sexualidade  by Isadora Beraldin</title>
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      <description>Módulo 13 - Antropologia Social do curso de Psicologia na PUCRS 2021/2</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-11-08 15:02:09 UTC</pubDate>
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         <title>Cultura e Lógica Simbólica</title>
         <author>isadoraberaldin1</author>
         <link>https://padlet.com/isadoraberaldin1/aixm7cv75qjrkadv/wish/1876327397</link>
         <description><![CDATA[<div>A forma como nos relacionamos com quem somos e com o outro está atravessada pela historicidade do nosso tempo, pela cultura que nos atravessa e também pela lógica simbólica que compartilhamos enquanto coletividade. Nesse sentido, o sistema de sentido que orienta nossas práticas, crenças e subjetividades é indissociável desse tempo histórico e contingente que marca nossa existência. O tipo de leitura que fazemos do mundo extrapola a esfera individual e diz de um ethos compartilhado coletivamente, e é por esta razão que as nossas performances de gênero e sexualidade, de feminilidade e masculinidade devem ser encaradas como manifestações coletivas de um tipo de sistema de sentido que apenas é coerente para quem está sob seu efeito.&nbsp;<br>Se, por exemplo, os filmes e livros “50 Tons de Cinza” fazem sucesso com personagens performando feminilidades e masculinidades binárias traduzidas em atividades sexuais limitadas e performáticas, é porque essa dinâmica diz de um sistema simbólico que faz sentido para o telespectador/leitor. Os personagens principais, tão conformados e fechados em suas performances de gênero, traduzem um tipo de relação heterossexual normativa que engendra identificação e produz formas de existência.&nbsp;<br>“Christian Grey” é símbolo de uma masculinidade hegemônica controladora, autoritária e violenta, e no entanto parece ser alçado à categoria de "homem perfeito" em função de sua posição economicamente privilegiada, de sua atividade sexual dominadora e de sua aparência física. Questionar e rejeitar a posição de dominação masculina na sociedade é uma atividade fundamental e igualmente poderosa, já que pode provocar uma transformação da lógica simbólica que orienta nossa existência e promover mudanças culturais estruturais.  </div><div><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-08 20:47:38 UTC</pubDate>
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         <title>Etapas de vida e gerações</title>
         <author>isadoraberaldin1</author>
         <link>https://padlet.com/isadoraberaldin1/aixm7cv75qjrkadv/wish/1876329481</link>
         <description><![CDATA[<div>O meio digital nos possibilita infinitos acessos, a todos os conteúdos que se pode imaginar, incluindo pornografia por exemplo, onde os atores possuem corpos perfeitos (ditos como naturais), performam cenas irreais e consideravelmente impossíveis. Considerando o imenso consumo desse nicho de conteúdo, podemos perceber inúmeros casos de frustração por conta dessa exposição exagerada a corpos irreais e a performances sexuais ensaiadas. É possível notar também uma valorização cada vez maior da juventude e uma busca ascendente por procedimentos estéticos faciais e corporais capazes de atrasar as marcas do tempo na pele, consequência da proliferação de conteúdos digitais centrados na promoção de padrões de beleza inatingíveis. A valorização da juventude e da beleza tipo "barbie" impacta as mulheres de forma especial, engendrando insegurança e movimentando um mercado cosmético extremamente rentável. Em conjunto com a hegemonia do meio digital, o avanço dos conhecimentos de dermatologia, das técnicas cirúrgicas e da cosmetologia têm produzido uma nova forma de relação com o envelhecimento. A internet eleva a proporções nunca antes imaginadas a comercialização da juventude. A pressão estética que emerge simultaneamente a essa nova forma de pensar o outro e a si mesmo produz uma nova subjetividade feminina pautada na insegurança e na exigência de uma apresentação estética voltada para o desejo e o consumo masculino, o que tem efeitos em muitas gerações de mulheres. A vida real é extremamente variável, e não devemos alimentar expectativas irreais de corpos perfeitos e performances mirabolantes. Em todos os sentidos da vida, devemos analisar a realidade, e não algo encenado e treinado.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-08 20:48:41 UTC</pubDate>
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         <title>Módulo 13: Gênero e sexualidade</title>
         <author>lauraamotta</author>
         <link>https://padlet.com/isadoraberaldin1/aixm7cv75qjrkadv/wish/1878968238</link>
         <description><![CDATA[<div>As reflexões e memórias registradas aqui foram construídas e discutidas em dupla. O objetivo foi relacionar as discussões propostas no Módulo 13: "Gênero e Sexualidade" com os temas "Cultura e Lógica Simbólica", "Cultura e corporeidade" e "Etapas de vida e gerações" trabalhadas nas Unidades de Aprendizagem 2 e 3. O grupo é composto por Isadora Beraldin, Laura Motta, Lavínia Bastos e Sarah da Silva. </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-09 17:21:55 UTC</pubDate>
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         <title>Cultura e corporeidade</title>
         <author>lauraamotta</author>
         <link>https://padlet.com/isadoraberaldin1/aixm7cv75qjrkadv/wish/1879038528</link>
         <description><![CDATA[<div>A diferença visível entre os corpos parece ser significada, sobretudo nas sociedades ocidentais, a partir de uma chave de leitura biomédica sustentada por interpretações culturais das noções anatômicas. Aqui, o que poderia ser pensado em termos de diferenças anatômicas entre os corpos transforma-se em um uma classificação médica binária que exige certa coerência e permanência corpórea. A diferença física e anatômica passa a ser nomeada sexo, e a diferença subjetiva/psíquica gênero. Nesse sentido, temos um sistema sexo-gênero (Butler, 1998) legitimado por um saber biomédico que transforma uma leitura cultural do corpo em uma leitura natural/naturalizada. Se é verdade, como defendemos aqui, que não há prática clínica fora da cultura e da historicidade de um tempo, também é verdade que o corpo não existe e não pode ser significado fora dessa cultura. O binarismo biomédico não dá conta de explicar as diferenças entre os corpos, a multiplicidade de experiências de gênero e, certamente, não dá conta de significar as incontáveis formas de viver a sexualidade e as identidades possíveis. Desafiar a lógica biomédica e a coerência do sistema sexo-gênero pode significar, em nosso contexto, uma existência reduzida, marginalizada e patologizada, mas é também igualmente potente na medida em que abre espaço para a incorporação da beleza da contradição. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-09 17:47:20 UTC</pubDate>
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