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      <title>Mural da Enseada by Escutas e Travessias</title>
      <link>https://padlet.com/escutasetravessias/a4v3i662tlewahuo</link>
      <description>Espaço sobre corpo, sensorialidade e presença possível — para quem vive há muito tempo sobrecarregada e quer aprender a existir dentro da própria vida outra vez.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2026-05-24 17:28:33 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2026-06-07 10:33:30 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Seja bem -vinda (o)!</title>
         <author>escutasetravessias</author>
         <link>https://padlet.com/escutasetravessias/a4v3i662tlewahuo/wish/3927726555</link>
         <description><![CDATA[<p>Bem-vinda à Enseada.</p><p>Este espaço nasceu para quem vive há muito tempo em estado de alerta.<br>Para quem aprendeu a atravessar os dias funcionando — mesmo cansada, sobrecarregada ou sensorialmente exausta.<br>Para quem passou tanto tempo cuidando, resolvendo, antecipando, sustentando… que começou a perder a escuta do próprio corpo no caminho.</p><p>Aqui, o corpo não aparece como problema a ser corrigido.<br>Ele aparece como território vivo.<br>Como lugar de memória, percepção, exaustão, prazer, limite e presença.</p><p>A Enseada surgiu da vida real.<br>Dos dias em que eu precisei descobrir, entre tarefas, crises, consultas, prazos e excesso de estímulo, como continuar existindo dentro do próprio corpo sem esperar pelas condições perfeitas que nunca chegavam.</p><p>Aprendi, aos poucos, que cuidado não acontece apenas em retiros silenciosos ou rotinas impecáveis.<br>Às vezes ele acontece em gestos muito pequenos:<br>abrir a janela antes da casa acordar,<br>sentir água morna nas mãos,<br>diminuir uma luz,<br>respirar alguns segundos antes de responder,<br>escutar o corpo antes dele precisar gritar.</p><p>Este não é um espaço sobre desempenho de autocuidado.<br>É um espaço sobre presença possível.</p><p>Aqui você vai encontrar reflexões, experiências, textos, imagens, pequenas práticas, leituras complementares e fragmentos de vida atravessados pelo corpo e pela sensorialidade — especialmente para quem sente o mundo de maneira intensa demais há tempo demais.</p><p>Talvez você não precise aprender a “dar conta de tudo”.<br>Talvez precise apenas descobrir como respirar dentro da própria vida outra vez.</p><p>Se isso tocar algo em você, fique.</p>]]></description>
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         <pubDate>2026-05-24 17:32:42 UTC</pubDate>
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         <title>Uma licença gramatical </title>
         <author>escutasetravessias</author>
         <link>https://padlet.com/escutasetravessias/a4v3i662tlewahuo/wish/3927740687</link>
         <description><![CDATA[<p>Uso o feminino neste espaço por uma escolha de linguagem que nasceu naturalmente da minha trajetória profissional e pessoal.</p><p>Durante muitos anos, trabalhei principalmente com mães, professoras, cuidadoras e mulheres que sustentam, acompanham e organizam o cotidiano de crianças neurodivergentes. Com o tempo, o feminino se tornou, para mim, uma forma espontânea de escrita, presença e acolhimento.</p><p>Essa escolha não tem a intenção de excluir ninguém. Pelo contrário: o Escutas é um espaço neuroafirmativo, respeitoso e aberto a diferentes identidades de gênero, configurações familiares e formas de existir no mundo.</p><p>Existe também, nessa linguagem, uma dimensão simbólica que conversa com a Psicologia Analítica. Dentro dessa perspectiva, todas as pessoas carregam aspectos femininos e masculinos em sua vida psíquica — o que Jung chamou de anima e animus. O feminino aparece aqui não como oposição ao masculino, mas como linguagem de cuidado, escuta, vínculo, sensibilidade e presença humana.</p><p>Escrevo assim porque é dessa forma que minha voz se organizou ao longo dos anos: entre escutas, afetos, convivências e travessias compartilhadas.</p><p>Se algo aqui conversa com você, então talvez este lugar também seja seu.</p>]]></description>
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         <pubDate>2026-05-24 17:41:37 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/escutasetravessias/a4v3i662tlewahuo/wish/3927740687</guid>
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         <title>Uma carta, um tema, uma vivência</title>
         <author>escutasetravessias</author>
         <link>https://padlet.com/escutasetravessias/a4v3i662tlewahuo/wish/3927745774</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Cuidar dos sentidos</strong></p><p>Como transformar a sobrecarga em um convite ao cuidado sensorial.</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://substack.com/@escutasetravessias">Escutas e Travessias</a></p><p>out 09, 2025 </p><p><br/></p><p>Nota:  Esse texto foi publicado originalmente na plataforma Substack , onde publico alguns textos mais reflexivos, geralmente como cartas.</p><p><br/></p><p><strong>Querida amiga,</strong></p><p>Desde que voltei ao trabalho, tenho sentido o quanto preciso continuar cuidando de mim — talvez até mais do que antes.</p><p>A rotina mudou, o ritmo mudou, e o corpo logo me lembrou de que o que aprendi durante o afastamento não pode ficar para trás.</p><p>Foi naquele tempo fora da universidade que comecei a perceber que o cansaço que me acompanhava não era apenas físico.<br><br>Não passava com um fim de semana de descanso nem com uma boa noite de sono.<br><br>Era uma exaustão funda, com raízes no corpo e na mente ao mesmo tempo.</p><p>O mais curioso é que ela apareceu justamente quando, em teoria, eu deveria estar descansada.<br><br>Eu tinha reorganizado a alimentação, tomado suplementos, seguido orientações médicas, criado estratégias para lidar com a memória — e, ainda assim, acordava cansada todos os dias.</p><p>Foi essa sensação persistente que me empurrou para fora da cabeça e me levou a olhar para o corpo.<br><br>Percebi que não adiantava apenas tentar <em>pensar melhor</em>, organizar tarefas ou criar sistemas: meu corpo estava travando.<br><br>E, quando o corpo trava, a mente não consegue atravessar sozinha.</p><p>Na teoria, eu já sabia que pessoas autistas e com TDAH têm um funcionamento sensorial diferente. Mas na prática, fui entender que, na vida adulta — e especialmente no chamado <em>“alto funcionamento”</em> — quase ninguém fala sobre estratégias sensoriais.<br><br>A gente aprende a suportar, mas suportar não é o mesmo que viver.<br><br>E suportar, por anos, custa caro.</p><p>Durante o afastamento, comecei a estudar sobre <em>sobrecarga sensorial</em>, mas sem recorrer aos manuais voltados para crianças.<br><br>Queria entender o que acontece com adultos que, como eu, passaram a vida “dando conta” até o corpo começar a protestar.<br><br>Fui testando estratégias, descartando, ajustando — e, aos poucos, aprendi a lidar com cada coisa no seu tempo, <em>um sentido de cada vez.</em></p><p>Foi aí que percebi: a luz me feria os olhos, o barulho se espalhava pelo corpo, certos cheiros me deixavam tonta.<br><br>E entendi que talvez eu não estivesse apenas cansada: eu estava em <strong>sobrecarga sensorial crônica.</strong></p><p>No começo, tentei ignorar, como sempre fiz. Mas dessa vez, em vez de <em>“aguentar mais”</em>, comecei a fazer o caminho inverso: fui diminuindo, trocando, suavizando.</p><p>Troquei a luz amarela forte por abajures de luz âmbar.<br><br>Passei a usar óculos com filtro e, às vezes, até dentro de casa.<br><br>Coloquei cortinas mais grossas no quarto e velas no lugar da luz elétrica nos momentos de descanso.<br><br>Substituí produtos de limpeza com cheiro intenso por versões neutras.</p><p>Foi assim que descobri algo que nunca ouvi ninguém dizer para adultos com autismo ou TDAH:<br><br><strong>estratégia sensorial não é luxo, é infraestrutura.<br><br></strong>É o equivalente a ter uma rampa para quem precisa se locomover com cadeira de rodas.<br><br>Só que, no nosso caso, a rampa é para o cérebro.</p><p>E não é só sobre eliminar estímulos.<br><br>Também aprendi a criar estímulos bons — aqueles que regulam em vez de sobrecarregar:</p><p>✨ O toque da esponja de silicone no banho, o óleo corporal aquecido, o cobertor pesado no inverno.<br><br>🌊 O som das ondas ou de músicas que marcam um ritmo suave.<br><br>🌸 Cheiros que me dão sensação de segurança — jasmim, lavanda, laranja.</p><p>No fundo, cuidar dos sentidos foi como redesenhar o meu mundo para que ele voltasse a caber em mim.</p><p>Agora, de volta ao trabalho, percebo que o desafio é continuar aplicando o que aprendi, mesmo dentro de uma rotina mais intensa.<br><br>Nem sempre consigo manter tudo, mas aprendi a reconhecer quando o corpo começa a sinalizar que é hora de parar, respirar e ajustar.<br><br>É um aprendizado contínuo — e também um lembrete: <strong>o autocuidado não é algo que se faz apenas quando a vida desacelera, mas o que permite continuar vivendo quando ela acelera de novo.</strong></p><p>E, amiga, acredito que muita gente — talvez até você — também esteja vivendo sobrecarregada sensorialmente sem perceber.<br><br>Na próxima carta, quero te contar com mais detalhes como fui adaptando essas mudanças à vida de volta ao trabalho, para que você também possa olhar para o seu dia e perceber onde estão os pesos invisíveis que cansam tanto.</p><p><strong>Com carinho,<br><br></strong><em>Scheilla</em></p><p><br/></p><p><em>Link do Substack do Escutas e Travessias </em></p><p><br/></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://escutasetravessia.substack.com/publish/posts/detail/175618998?referrer=%2Fpublish%2Fposts%2Fpublished">https://escutasetravessia.substack.com/publish/posts/detail/175618998?referrer=%2Fpublish%2Fposts%2Fpublished</a></p><p><br><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2026-05-24 17:53:17 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>escutasetravessias</author>
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         <description><![CDATA[<p>Um guia de observação para uso diário — não para diagnosticar, mas para reconhecer.</p><p>A sobrecarga sensorial raramente chega de uma vez. Ela se acumula em sinais pequenos que a gente aprende a ignorar: a irritação que parece sem motivo, a vontade de sumir por cinco minutos, o corpo que trava diante de uma escolha simples.</p><p>Este material ajuda a identificar esses sinais antes de chegarem ao limite.</p><p>📎 Faça o download, imprima ou use no celular.</p>]]></description>
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         <pubDate>2026-05-24 18:08:47 UTC</pubDate>
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