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      <title>Confluindo com a ERER by Débora Reis Schnekemberg</title>
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      <description>NEIM Elisabete Nunes Anderle</description>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><p>O que é a cidade? É o contrário de mata. O contrário de natureza. A cidade é um território artificializado, humanizado. A cidade é um território arquitetado exclusivamente para os humanos. Os humanos excluíram todas as possibilidades de outras vidas na cidade. Qualquer outra vida que tenta existir na cidade é destruída. Se existe, é graças à força do orgânico, não porque os humanos queiram. Nego Bispo.</p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 12:09:32 UTC</pubDate>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><p>Não tenho dúvida de que a confluência é a energia que está nos movendo para o compartilhamento, para o reconhecimento, para o respeito. Um rio não deixa de ser um rio porque conflui com outro rio, ao contrário, ele passa a ser ele mesmo e outros rios, ele se fortalece. Quando a gente confluencia, a gente não deixa de ser a gente, a gente passa a ser a gente e outra gente – a gente rende. A confluência é uma força que rende, que aumenta, que amplia. Essa é a medida. Nego Bispo.</p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 12:10:51 UTC</pubDate>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><p>Os povos da cidade precisam acumular. Acumular dinheiro, acumular coisas. Estão desconectados da natureza, não se sentem como natureza. As cidades são estruturas colonialistas. Nem todos os povos da cidade são povos colonialistas, mas a cidade é um território colonialista. Há povos vivendo a duras penas nesse território colonialista. Nego Bispo.</p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 12:12:58 UTC</pubDate>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><p>Biointeração é "guardar o peixe nas águas, onde eles continuam crescendo e se reproduzindo", é viver, conviver e aprender com a mata, com o chão, com as águas, com o vento, com a lua, com o sol, com as pessoas, com os animais. É transformar o trabalho em vida, arte e poesia. É transformar as divergências em diversidades. É retirar as notas pesadas do castigo do trabalho para fazer fluir, confluir a interação, a biointeração. Nego Bispo.</p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 12:36:59 UTC</pubDate>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><p>Para muito além da relação capital-trabalho, Nego Bispo identifica no embate entre as religiões e as suas diferentes lógicas cosmovisivas o cerne de problemas e questões que perpassaram e ainda perpassam os mais diversos territórios, situações e contextos, coloniais e nacionais. Tais Garone. </p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 12:39:47 UTC</pubDate>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><p>Revela-nos, assim, sua grande capacidade de lidar com a diversidade e a particularidade de sujeitos distanciados em termos étnicos, raciais, cosmológicos e geográficos, mas que possuem experiências em comum, sobretudo no tocante à história de construção da sua posição de subalternidade, iniciada a partir da colonização, enquanto fundamento e pedra angular para edificação e expansão de um modelo produtivo projetado em escala planetária, articulado e unificado pelo sistema mundial de mercado. Tais Garone.</p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 12:40:27 UTC</pubDate>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><p>Mais amiúde, bem longe das trincheiras, o que realmente importa e vale a pena é aquilo que concretamente se vivencia na "comunhão prazerosa da biointeração". Encontro e disseminação de diferenças e pluralidades que se reúnem e se visitam, festejam, trocam presentes, olhares, bailam, confluem-se, celebrando e universalizando a vida. Tais Garone.</p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 13:11:13 UTC</pubDate>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><p>Ora, na medida em que nós negros estamos na lata de lixo da sociedade brasileira, pois assim o determina a lógica da dominação, caberia uma indagação via psicanálise. E justamente a partir da alternativa proposta por Miller, ou seja: por que o negro é isso que a lógica da dominação tenta (e consegue muitas vezes, nós o sabemos) domesticar? Lélia Gonzales.</p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 13:11:48 UTC</pubDate>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><p>E o risco que assumimos aqui é o do ato de falar com todas as implicações. Exatamente porque temos sido falados, infantilizados (infans, é aquele que não tem fala própria, é a criança que se fala na terceira pessoa, porque falada pelos adultos), que neste trabalho assumimos nossa própria fala. Ou seja, o lixo vai falar, e numa boa. Lélia Gonzalez</p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 13:12:40 UTC</pubDate>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><p>A primeira coisa que a gente percebe, nesse papo de racismo é que todo mundo acha que é natural. Que negro tem mais é que viver na miséria. Por que? Ora, porque ele tem umas qualidades que não estão com nada: irresponsabilidade, incapacidade intelectual, criancice, etc. e tal. Daí, é natural que seja perseguido pela polícia, pois não gosta de trabalho, sabe? Se não trabalha, é malandro e se é malandro é ladrão. Logo, tem que ser preso, naturalmente. Lélia Gonzalez </p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 13:14:22 UTC</pubDate>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><p>Menor negro só pode ser pivete ou trombadinha (Gonzales, 1979b), pois filho de peixe, peixinho é. Mulher negra, naturalmente, é cozinheira, faxineira, servente, trocadora de ônibus ou prostituta. Basta a gente ler jornal, ouvir rádio e ver televisão. Eles não querem nada. Portanto têm mais é que ser favelados. Lélia Gonzalez</p></blockquote><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 13:16:08 UTC</pubDate>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><p>Racismo? No Brasil? Quem foi que disse? Isso é coisa de americano. Aqui não tem diferença porque todo mundo é brasileiro acima de tudo, graças a Deus. Preto aqui é bem tratado, tem o mesmo direito que a gente tem. Tanto é que, quando se esforça , ele sobe na vida como qualquer um. Conheço um que é médico; educadíssimo, culto, elegante e com umas feições tão finas... Nem parece preto. Lélia Gonzalez</p></blockquote>]]></description>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><p>Por aí se vê que o barato é domesticar mesmo. E se a gente detém o olhar em determinados aspectos da chamada cultura brasileira a gente saca que em suas manifestações mais ou menos conscientes ela oculta, revelando, as marcas da africanidade que a constituem. (Como é que pode?) Seguindo por aí, a gente também pode apontar pro lugar da mulher negra nesse processo de formação cultural, assim como os diferentes modos de rejeição/integração de seu papel. Lélia Gonzalez </p></blockquote>]]></description>
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         <description><![CDATA[<p>Lélia Gonzalez</p>]]></description>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<p>Nêgo Bispo</p><p><br/></p>]]></description>
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         <description><![CDATA[<p>A necessidade de aprofundar o estudo da questão étnica mostra-se, ainda, indispensável diante do atual processo de globalização, uma vez que este aproxima culturas e povos distantes, ao mesmo tempo que parece facilitar o reaparecimento de movimentos de xenofobia e de racismo que se imaginava enfraquecidos. A globalização da economia aumentou o que se tem, impropriamente, denominado “exclusão social” marcadamente pautada na cor. (CAVALLEIRO, Eliane, 2012, p.11)</p>]]></description>
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         <description><![CDATA[<p>Kimberlé Crenshaw</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 14:27:04 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<p>Carla Akotirene (2019, p.29) “A interseccionalidade é sobre a identidade da qual participa o racismo interceptado por outras estruturas”.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 14:28:14 UTC</pubDate>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<p>Kabengele Munanga</p>]]></description>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<p>“A cabeça pensa por onde pisam os pés!”</p>]]></description>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<p>Etnicidade nem sempre têm relação direta com a nacionalidade, pois num mesmo território, entre pessoas autóctones e com mesma nacionalidade há diferenças étnicas, ou seja, as nações no pós-colonialismo e no contexto da globalização são construídas por inúmeros grupos étnicos. Esta é a realidade etnográfica brasileira, conforme nos mostra o antropólogo brasileiro-congolês Kabengele Munanga (2003) que desmascara o mito da democracia racial forjado no Brasil a partir de políticas públicas eugenistas de miscigenação.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 14:41:41 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<p>As novas etnicidades, como nomeia o sociólogo britânico-jamaicano Stuart Hall, fazem essa ponte com a nacionalidade de origem dos seus antepassados a partir da compreensão de que as identidades, por não serem estáticas ou fixas são construídas nos movimentos dessa relação entre o passado e o presente (HALL, 2016). Entendamos: </p><p><br></p><blockquote><p>A noção de identidade que sabe de onde vem, onde é seu lar, mas que também vive no simbólico- no sentido lacaniano- sabe que não se pode voltar realmente para casa. Você não pode ser outra coisa além do que é. Você deve encontrar o que você é no fluxo do passado e do presente. (HALL, 2016, p.327)</p></blockquote>]]></description>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<p>Stuart Hall</p>]]></description>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<p>Considero migrante todas as crianças e adultas que se relacionam cultural, histórica, estética e politicamente com suas culturas de origem. (HALL, 2016)</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 14:53:36 UTC</pubDate>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><p>Algumas construções da diferença, como o racismo, postulam fronteiras fixas e imutáveis entre grupos tidos como inerentemente diferentes. Outras construções podem apresentar a diferença como relacional, contingente e variável. Em outras palavras, a diferença não é sempre um marcador de hierarquia e opressão. Portanto, é uma questão contextualmente contingente saber se a diferença resulta em desigualdade, exploração e opressão ou em igualitarismo, diversidade e formas democráticas de agência política. (BRAH, Avtar, 2006, p. 374).</p></blockquote>]]></description>
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         <title></title>
         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<p>Marcadores (ou categorias) sociais: são características das quais todas as pessoas são preenchidas, como aqueles citados acima e outros, como: religião, sexualidade, região, entre outras, ou seja, todas temos nossas identidades constituídas por marcadores ou categorias sociais que nos diferenciam enquanto sujeitos e grupos, a exemplo, adultos e crianças, brancos e pretos, héteros e homossexuais.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 15:01:40 UTC</pubDate>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<p>De forma crítica, os marcadores ou categorias sociais da diferença têm sido problematizados, principalmente a partir dos estudos sociológicos para nos ajudar a compreender as desigualdades e os sistemas de opressões e violências vividos por determinados sujeitos e grupos. Em outras palavras, intimamente ligado a relações de poder e sistemas de subordinação, portanto contingente, relacional e em disputa, os marcadores e categorias sociais da diferença têm sido nossos aliados nas pesquisas que buscam elucidar coexistências, ambivalências e tensões na produção e constituição das desigualdades sociais. (HALL, 2012; BRAH, Avtar, 2006)</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 15:02:51 UTC</pubDate>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<p>Estigmas sociais: ocorrem quando os marcadores sociais são estereotipados e classificados hierarquicamente, reforçados como doenças sociais, considerados como indignos, como aquilo que não é aceitável socialmente, e portanto, deve ser rejeitado. Nem sempre isso ocorre de forma direta, geralmente ocorre de forma velada e sutil, como é o caso do racismo no Brasil, que estigmatizou pessoas não brancas e as arrastou para as margens da sociedade, desconsiderando suas contribuições, suas existências, reforçando preconceitos, discriminação e gerando exclusão e desigualdade social, ou seja, impedem e/ou dificultam acesso a direitos políticos, civis e sociais.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 15:03:45 UTC</pubDate>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<p>Estereótipos sociais: ideias pré-concebidas e distorcidas, que geralmente não condizem com a realidade, que constroem imagens sociais agrupando e categorizando as identidades ou comportamentos de sujeitos e grupos por rótulos hierárquicos de distintos aspectos, como: socioeconômicos, geográficos, educacionais, religiosos, etc, a partir dos marcadores sociais acima citados e outros. Uma das características dos estereótipos é que ele anula o outro, pois é um julgamento equivocado de um sujeito ou grupo sobre o outro, ou seja, distorcem, invisibilizam e silenciam o sujeito e grupo estereotipado. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 15:04:47 UTC</pubDate>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<p> “A mulher é o sexo frágil” é um exemplo de estereótipo de gênero e sexualidade. “O brasileiro deixa tudo pra última hora” é um exemplo de estereótipo de nacionalidade, raça e etnia. “Meninas são mais calmas e comportadas” é um exemplo de estereótipo de idade, geração e gênero. “Crianças pobres vão pra escola só pra comer”, exemplo de estereótipo que envolve idade, geração, raça, classe, alimentação, instituição escolar, localização geográfica. “É só um bebê, não está entendendo nada que está acontecendo”, exemplo de estereótipo que envolve idade, geração, capacidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 15:05:45 UTC</pubDate>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<p>Conseguimos enxergar o quanto os estereótipos e os estigmas estão presentes em nosso dia-a-dia? E o quanto eles nos dizem sobre preconceito e discriminação? E tantos marcadores e categorias sociais eles nos revelam? Quais são os estigmas e os estereótipos sociais que envolvem as crianças pretas migrantes que vivem no Sul do Brasil? Como esses estigmas e estereótipos afetam suas existências? Como estigmas e estereótipos atuam concomitantemente? O que devemos fazer enquanto Estado e sociedade civil organizada para superação de tais estigmas e estereótipos?</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 15:06:09 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><p>O racismo é uma estrutura de discurso e uma representação que tenta expelir o outro simbolicamente- apagá-lo, colocá-lo lá longe no Terceiro Mundo, na margem. (HALL, 2016, p.323)</p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 15:07:33 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<p>Em contextos como da Educação Infantil, as sujeitas são coletivas, ao mesmo tempo que possuem suas singularidades na cotidianidade do sentir-pensar-fazer-viver neste espaço. Como se constroem essas sujeitas e o coletivo na Educação Infantil?</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 15:09:00 UTC</pubDate>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<p>A partir de quais referências, ambientes, percepções, cheiros, cores, alimentos, pessoas, relações, materialidades, cuidados e educação? Quantos territórios há no território de uma unidade de Educação Infantil? Quem participa da construção dos territórios e das territorialidades? Em que medida e como os bebês migrantes participam da construção da territorialidade de uma creche? Estão presentes, ausentes, visíveis, pertencentes, fazem parte desta territorialidade?</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 15:10:07 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<p>O racismo, o etnocentrismo, o adultismo, o machismo, o bairrismo, a xenofobia, o capacitismo são violências e opressões estruturais que refletem na forma como as profissionais se relacionam com as adultas das famílias migrantes, porta-vozes principais dos bebês autóctones ou migrantes.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 15:11:43 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<p>Os conceitos de corpo e de território vêm sendo estudados pelo menos desde a década de 1980 por diferentes áreas do conhecimento (HAESBAERT, 2007), mas este conceito de corpo-território tem sido elaborado e surge com força decolonial a partir das lutas e teorizações das mulheres indígenas de Abya Yala e da necessidade de construir ações e conhecimentos a partir dos seus territórios-corpos, que estão visceralmente conectados e vêm sendo violados e roubados desde a invasão e surgimento da América Latina (CRUZ HERNÁNDEZ, Delmy T., 2016)</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 15:12:56 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>deboraschnekemberg</author>
         <link>https://padlet.com/deboraschnekemberg/a4pwvx2izn18q4sv/wish/3560894272</link>
         <description><![CDATA[<p>Diante da lógica da colonialidade, crianças, mulheres, povos indígenas e povos afro diaspóricos têm tido seus corpos, saberes, existências e territórios subalternizados. Visibilizar as agências desses corpos-territórios e a construção de outros mundos possíveis e co-existentes, numa perspectiva interterritorial e intercultural.</p><p><br></p><blockquote><p>Las prácticas “otras” de conocimiento, cuestionan ser los sabedores-as de todo, se cuestiona la imposición de una ciencia como medida de todas las ciencias; Es decir, un ya basta a la violencia epistémica que invisibiliza el conocimiento de los pueblos originarios, de las mujeres, de la infancia. (CRUZ HERNÁNDEZ, Delmy T., 2016, p.5)</p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 15:16:11 UTC</pubDate>
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         <author>deboraschnekemberg</author>
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         <description><![CDATA[<p>Se faz necessário reconhecer o lugar de poder e privilégios que ocupo enquanto uma adulta-branca, afinal vivemos numa sociedade adultocêntrica e racista, reconhecendo essa diferença que tem forjado relações desiguais de poder e de existir.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-29 15:17:36 UTC</pubDate>
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