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      <title>Literatura portuguesa  by Filipa Ralha</title>
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      <description>Filipa Ralha 11ºF</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2019-09-26 07:29:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>O <strong>Romantismo </strong>foi um movimento artístico que surgiu na Europa no século XVIII e durou até meados do século XIX. Ele influenciou a literatura, a pintura, a música e a arquitetura. Com o Romantismo, o individualismo tornou-se o aspecto central do movimento, pois toda a visão do mundo começou a ser centrada no indivíduo. Os autores românticos escreviam obras voltadas para os seus sentimentos, dores, alegrias, frustrações e vontades. A literatura romântica é completamente centrada no subjetivismo e no "eu". No geral, o movimento romântico abdica as regras formais da literatura e as obras não possuem rimas e versos perfeitos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-09-26 07:30:38 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  O momento histórico vivido em cada país altera as características do Romantismo, que teve início na Alemanha, na Inglaterra e na França.<br>  Em Portugal, o Romantismo surge no século XIX. O início do Romantismo é marcado com a publicação, em 1836, de A Voz do Profeta, de Alexandre Herculano, sendo na sequência lançada a primeira revista romântica portuguesa, o Panorama, em 1837.<br>  Embora em 1825 tenha sido publicado Camões, obra de Almeida Garret, pode-se datar o início do Romantismo a partir de 1836.<br><br>fonte:https://www.todamateria.com.br/romantismo-em-portugal/<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-09-26 07:39:08 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  Almeida Garrett (1799-1855) foi jornalista, legislador, poeta e escritor. Foi percursor do Romantismo em Portugal. Envolve-se na guerras liberais ao lado de D. Pedro, razão porque se viu obrigado a procurar o exílio por duas vezes.<br>Como autor tem uma vasta bibliografia onde se destacam “Frei Luís de Sousa” e “Viagens na minha Terra”. Enquanto membro do Governo é responsável pela criação do Teatro Nacional D. Maria II e do<br>Conservatório da Arte dramática.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-09-26 07:40:09 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  O século XIX foi agitado por fortes mudanças sociais, políticas e culturais causadas por acontecimentos do final do século XVIII. O termo romântico foi empregue pela primeira vez na Inglaterra para definir o tema das novelas pastoris e de cavalaria que existiam nessa época. Romântico significava pitoresco: expressão de uma emoção que é definida e que foi provocada pela visão de uma paisagem.<br><br></div><div><strong>Características:</strong></div><div>- Cultivo da emoção, da fantasia, do sonho, da originalidade, evasão para mundos exóticos onde se podia fantasiar e imaginar;<br><br></div><div>- Exaltação da natureza;Individualismo, visão de mundo centrada nos sentimentos do indivíduo. </div>]]></description>
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         <pubDate>2019-09-26 07:41:16 UTC</pubDate>
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         <title>Resumo do texto do manual da página 36</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>Tendo nascido ainda no século XVIII, Garrett pode definir-se  como o escritor que representa um período de transição: transição entre o Neoclassicismo e o Romantismo. <br>O Romantismo está ligado com características da vida e trajeto cultural  de Garrett: a sua vida política, a sua peculiar configuração psicológica em conexão com a vida amorosa. Sendo oriundo de uma família burguesa e culta, Garrett conheceu desde novo o exílio. Em função da experiência é lhe possível encontrar  afinidades parecidas com escritores como Camões e Filinto Elísio e também contactar com realidades que ajudam a conhecer a cultura romântica. Garrett constitui uma personalidade já de si com uma dimensão verdadeiramente literária. </div>]]></description>
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         <pubDate>2019-09-26 07:59:27 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
         <link>https://padlet.com/filiparalha0112/9xzt3iif92xz/wish/392869197</link>
         <description><![CDATA[<div>  A peça é dividida em três atos, sendo que cada um se desenrola num espaço diferente. O primeiro passa-se em Sintra onde Pero Çafio, um dos frequentes atores das peças de Gil Vicente, ensaia a sua participação nas <em>Cortes de Júpiter</em>. E então surge Bernardim Ribeiro a quem Çafio confidencia que durante a representação, uma moura de nome Taes, envergando uma máscara, entregaria um anel a D. Beatriz. Bernardim, apaixonado por D. Beatriz, arquitecta o plano de assumir a personagem de Taes para se poder aproximar da Infanta.<br>No mesmo ato, contracenam Paula Vicente e Dona Beatriz, confessando esta última o grande amor que nutre pelo poeta de Menina e Moça. No segundo ato, desenrolado nos Paços da Ribeira, assistem-se aos preparativos da representação: Gil Vicente e Paula Vicente não gostam do ensaio de Joana do Taco, destacada para interpretar Taes. Bernardim aparece disfarçado e pede para falar com Gil Vicente, pedindo-lhe o papel da moura. Mediante a interferência de Paula, Gil acede. Inicia-se a apresentação da peça com a presença de D. Manuel I e dos altos dignatários da Corte, entre os quais Garcia de Resende. Quando Bernardim entra em cena, modifica as falas da moura, conferindo-lhes um grande lirismo. O Rei percebe que se trata de Bernardim e manda interromper a representação, retirando-se com enfado, sem se aperceber que D. Beatriz tinha desmaiado. O terceiro ato passa-se a bordo do Galeão Santa Catarina que levará a Infanta ao seu destino. D. Manuel vem despedir-se da sua filha e traz consigo Chatel, o seu Secretário, que demonstra algumas desconfianças sobre a postura da Infanta. Por intermédio de Paula Vicente, Bernardim consegue visitar D.Beatriz a quem declara o seu amor.<br><br>Nota: Hibridismo- mistura de gêneros<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-03 07:51:30 UTC</pubDate>
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         <title>Obras de Almeida Garrett (primeiras edições)</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>1) Textos<br><br></div><div>-"O Retrato de Vénus", Coimbra, 1821;</div><div>-"O Toucador", 1822; "O Cronista", 1827 - procura reagir contra a falta de ar livre, de larga convivência e expansão cultural da mulher portuguesa.</div><div>-"Catão", Lisboa, 1822, Londres, 1830, Lisboa, 1840 (outra publicação em 1845);</div><div>-"Camões", Paris, 1825 (outras edições em vida de Garrett: 1839, 1844, 1854);</div><div>-"Adozinda", Londres, 1828;</div><div>-"Lírica de João Mínimo", Londres, 1829; Lisboa, 1853;</div><div>-O tratado "Da Educação", Londres, 1829;</div><div>-" Um Auto de Gil Vicente", Lisboa, 1841;</div><div>-"O Alfageme de Santarém", Lisboa, 1842;</div><div>-"Romanceiro e Cancioneiro Geral" - tomo 1 (1843); tomo 2 e 3 (1851)</div><div>-"Frei Luís da Sousa", Lisboa, 1843</div><div>-"Flores sem fruto", Lisboa, 1845;</div><div>-"O Arco de Sant'Ana", I, Lisboa, 1845; II, 1850;</div><div>-"D. Filipa de Vilhena", Lisboa, 1840;</div><div>-"Viagens na Minha Terra", Lisboa, 1846;</div><div>-"As profecias do Bandarra", Lisboa, 1848</div><div>-"Um Noivado no Dafundo", Lisboa, 1848</div><div>-"A sobrinha do Marquês", Lisboa, 1848 (é uma comédia que evoca a crise social na época pombalina);</div><div>-"Memórias Históricas de José Xavier Mouzinho da Silveira", Lisboa, 1849;</div><div>-"Folhas Caídas", 1853;</div><div>-"Fábulas e Folhas Caídas", 1853;</div><div>-"Discursos Parlamentares e Memórias Biográficas", 1871;</div><div>-"O Roubo das Sabinas", ed. crítica, introdução e notas de Augusto da Costa Dias, 1968 de um poema inédito da juventude;</div><div>-"Cartas de amor à viscondessa da Luz", coordenação e notas de J. Bruno Carreiro, Lisboa, s/d.</div><div>-"Portugal na Balança da Europa", 1830</div><div>-"Dona Branca" , Paris, 1826;</div><div><br></div><div><strong>Primeiras experiências dramáticas:<br></strong><br></div><div>-"Lucrécia", representada em 1819;</div><div>-"Mérope" que esteve prestes a subir ao palco e foi publicada em 1841;</div><div>-"Afonso de Albuquerque"</div><div>-Publicação de artigos no jornal "O Português Constitucional"</div><div>-"Helena" - novela de tema brasílico e intenção social; foi a última obra realizada por Garrett, antes da sua morte.</div><div><strong> </strong></div><div><strong>2) Antologias<br></strong><br></div><div>-"Doutrinas de Estética Literária", prefácio e notas de Agostinho da Silva, colecção «Textos Literários»;</div><div>-"Camões e D.Branca e Folhas Caídas e outros poemas", introdução, selecção e notas de António José Saraiva, colecção «Clássicos Portugueses»;</div><div>-"Discursos Parlamentares", introdução de Manuel Mendes, colecção «Saber»;</div><div>-"Poesias", selecção e apresentação por João Gaspar Simões, Porto, 1954;</div><div>-"Romanceiro", introdução e selecção e notas de A. Prado Coelho, Lisboa, 1962;<br><br>Feito com a Sara Amarante.<br><br><br>Foto do livro "O retrato de Vénus"</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-10 08:12:04 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  <strong>Paula Vicente</strong>: é um bom objecto de estudo para o feminismo. A filha de Gil Vicente tem certa nobreza de carácter. É apaixonada por Bernardim Ribeiro, mas, mesmo assim, ajuda D. Beatriz que também o ama. Além de ser uma figura virtuosa e que contesta as coisas, é artista e ajuda Gil Vicente sendo uma figura importante para o sucesso que ele se torna no teatro.<br>  <strong>Infanta</strong> <strong>D. Beatriz</strong>: personagem que fica  nas "Cortes de Júpiter", e a rainha, é comprometida e não pode casar com o poeta de "Menina moça" por razões de Estado.<br>  <strong>Rei D. Manuel I</strong>: Era apelidado de "o Afortunado","O Venturoso" e "o Bem-Aventurado". Foi o primeiro rei a assumir o título de <em>Senhor do Comércio, da Conquista e da Navegação da Arábia, Pérsia e Índia</em>. Em 1521, promulgou uma revisão da legislação conhecida como Ordenações Manuelinas, que divulgou com ajuda da recente imprensa.<br>  <strong>Pêro Sáfio</strong>: actor da companhia de Gil Vicente e enamorado de Paula Vicente. Funciona como uma espécie de "gracioso" do teatro setecentista, ama sua relação directa com o público (apartes), mas também capaz de fazer solilóquios (monólogos) profundos.<br>  <strong>Bernardim Ribeiro</strong>:<strong> </strong>foi um escritor e poeta português renascentista.   Bernardim ama D. Beatriz prometida para se casar com Carlos de Sabóia. Este Romance é responsável por evocar o trágico e o sublime.<br>  <strong>Garcia de Resende</strong>: um poeta que se posiciona diferente no Antigo Regime e no Absolutismo Monárquico, ou seja, se relaciona diretamente com o poder.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-17 07:56:24 UTC</pubDate>
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         <title>Algumas características:</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>- Oposição ao modelo clássico;<br>-Estrutura do texto em prosa, longo;<br>- Desenvolvimento de um núcleo central;</div><div> -Narrativa ampla refletindo uma sequência de tempo;</div><div>-O indivíduo passa a ser o centro das atenções;</div><div>-Surgimento de um público consumidor (folhetim);</div><div>-Uso de versos livres e versos brancos;</div><div>-Exaltação do nacionalismo, da natureza e da pátria.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-17 08:13:42 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>Anjo és tu, que esse poder<br>Jamais o teve mulher,<br>Jamais o há-de ter em mim.<br>Anjo és, que me domina<br>Teu ser o meu ser sem fim;<br>Minha razão insolente<br>Ao teu capricho se inclina,<br>E minha alma forte, ardente,<br>Que nenhum jugo respeita,<br>Covardemente sujeita<br>Anda humilde a teu poder.<br>Anjo és tu, não és mulher.<br><br>Anjo és. Mas que anjo és tu?<br>Em tua fronte anuviada<br>Não vejo a c'roa nevada<br>Das alvas rosas do céu.<br>Em teu seio ardente e nu<br>Não vejo ondear o véu<br>Com que o sôfrego pudor<br>Vela os mistérios d'amor.<br>Teus olhos têm negra a cor,<br>Cor de noite sem estrela;<br>A chama é vivaz e é bela,<br>Mas luz não têm. - Que anjo és tu?<br>Em nome de quem vieste?<br>Paz ou guerra me trouxeste<br>De Jeová ou Belzebu?<br><br>Não respondes - e em teus braços<br>Com frenéticos abraços<br>Me tens apertado, estreito!...<br>Isto que me cai no peito<br>Que foi?... - Lágrima? - Escaldou-me...<br>Queima, abrasa, ulcera... Dou-me,<br>Dou-me a ti, anjo maldito,<br>Que este ardor que me devora<br>É já fogo de precito,<br>Fogo eterno, que em má hora<br>Trouxeste de lá... De donde?<br>Em que mistérios se esconde<br>Teu fatal, estranho ser!<br>Anjo és tu ou és mulher?</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-31 09:28:51 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
         <link>https://padlet.com/filiparalha0112/9xzt3iif92xz/wish/407956456</link>
         <description><![CDATA[<div>  Antes que venha o inverno e disperse ao vento essas folhas de poesia que por aí caíram, vamos escolher uma ou outra que valha a pena conservar, ainda que não seja senão para memória.</div><div>A outros versos chamei eu já as últimas recordações de minha vida poética. Enganei o público, mas de boa fé, porque me enganei primeiro a mim. Protestos de poetas que sempre estão a dizer adeus ao mundo, e morrem abraçados com o louro - às vezes imaginário, porque ninguém os coroa.</div><div>Eu pouco mais tinha de vinte anos quando publiquei certo poema, e jurei que eram os últimos versos que fazia. Que juramentos!</div><div>Se dos meus se rirem, têm razão; mas saibam que eu também primeiro me ri deles. Poeta na primavera, no estio e no outono da vida, hei-de sê-lo no inverno, se lá chegar, e hei-de sê-lo em tudo. Mas dantes cuidava que não, e nisso ia o erro.</div><div>Os cantos que formam esta pequena coleção pertencem todos a uma época de vida íntima e recolhida que nada tem com as minhas outras coleções.</div><div>Essas mais ou menos mostram o poeta que canta diante do público. Das Folhas Caídas ninguém tal dirá, ou bem pouco entende de estilos e modos de cantar.</div><div>Não sei se são bons ou maus estes versos; sei que gosto mais deles do que nenhuns outros que fizesse. Porquê? É impossível dizê-lo, mas é verdade. E, como nada são por ele nem para ele, é provável que o público sinta bem diversamente do autor. Que importa?</div><div>Apesar de sempre se dizer e escrever há cem mil anos o contrário, parece-me que o melhor e o mais reto juiz que pode ter um escritor é ele próprio, quando o não cega o amor-próprio. Eu sei que tenho o olhos abertos, ao menos agora.</div><div>Custa-lhe a uma pessoa, como custava ao Tasso, e ainda sem ser Tasso, a queimar os seus versos, que são seus filhos; mas o sentimento paterno não impede de ver os defeitos das crianças.</div><div>Enfim, eu não queimo estes. Consagrei-os Ignoto Deo. E o deus que os inspirou que os aniquile se quiser: não me julgo com direito de o fazer eu.</div><div>Ainda assim, no Ignoto Deo não imaginem alguma divindade meia velada com o cendal transparente, que o devoto está morrendo que lhe caia para que todos a vejam bem clara. O meu Deus desconhecido é realmente aquele misterioso, oculto e não definido sentimento de alma que a leva às aspirações de uma felicidade ideal, o sonho de oiro do poeta.</div><div>Imaginação que porventura não se realiza nunca. E daí quem sabe? A culpa é talvez da palavra, que é abstracta de mais. Saúde, riqueza, miséria, pobreza, e ainda coisas mais materiais, como o frio e o calor, não são senão estados comparativos, aproximativos. Ao infinito não se chega, porque deixava de o ser em se chegando a ele.<br>Logo o poeta é louco porque aspira sempre ao impossível. Não sei. Essa é uma disputação mais longa.<br>Mas sei que as presentes Folhas Caídas representam o estado de alma do poeta nas variadas, incertas e vacilantes oscilações do espírito , que, tendendo ao seu fim único, a posse do ideal, ora pensa tê-lo alcançado, ora estar a ponto de chagar a ele - ora ri amargamente porque reconhece o seu engano - ora se desespera de raiva impotente por sua credulidade vã.<br>Deixai-o passar, gente do mundo, devotos do poder, da riqueza, do mando, ou da glória. Ele não entende bem disso, e vós não entendeis nada dele.<br>Deixai-o passar, porque ele vai onde vós não ides; vai, ainda que zombeis dele, que o calunieis, que o assassineis. Vai, porque é espírito, e vós sois matéria.<br>E vós morrereis, ele não. Ou só morrerá dele aquilo em que se pareceu e se uniu convosco. E essa falta, que é a mesma de Adão, também será punida com a morte.<br>Mas não triunfeis, porque a morte não passa do corpo, que é tudo em vós, e nada ou quase nada no poeta.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-11-07 09:41:03 UTC</pubDate>
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         <title>Análise:</title>
         <author>filiparalha0112</author>
         <link>https://padlet.com/filiparalha0112/9xzt3iif92xz/wish/408358262</link>
         <description><![CDATA[<div>No poema “Folhas Caídas” conseguimos observar uma poesia confessional, uma mistura de sinceridade e fingimento, exibicionismo e horror de si mesmo, euforia erótica e desengano. Para mostrar a sua envolvente paixão pela Viscondessa da Luz , Rosa de Montúfar, presente nos poemas ele recorre aos termos “rosa” e “luz”. A obra é considerada um documento humano devido à sinceridade presente nela.<br>Estão presentes vários aspectos do simbolismo como a aliteração, a assonância, a rima interna e a sinestesia. Tem presente  redondilhas maiores e o paralelismo, variedade métrica, estrofes variadas, rimas cruzadas, uma linguagem simples e direta marcada pela emotividade. <br>Os recursos estilísticos nele presentes são as anáforas, anástrofes, interrogações, reticências, hipérboles, comparações, metáforas .<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-11-07 20:49:19 UTC</pubDate>
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         <title>Barca Bela</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>Pescador da barca bela,<br>Onde vás pescar com ela,<br>Que é tão bela,<br>Ó pescador?<br><br>Não vês que a última estrela<br>No céu nublado se vela?<br>Colhe a vela,<br>Ó pescador!<br><br>Deita o lanço com cautela,<br>Que a sereia canta bela ...<br>Mas cautela,<br>Ó pescador!<br><br>Não se enrede a rede nela,<br>Que perdido é remo e vela<br>Só de vê-la,<br>Ó pescador.<br><br>Pescador da barca bela,<br>Inda é tempo, foge dela,<br>Foge dela,<br>Ó pescador!<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-11-14 09:28:48 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-11-14 09:40:08 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  <strong>Antero Tarquínio de Quental</strong> foi um escritor e poeta português do século XIX que teve um papel importante no movimento da Geração de 70. A poesia de Antero de Quental apresenta três faces distintas:<br><br></div><div>1.  A das experiências juvenis, em que coexistem diversas tendências;</div><div>2.  A da poesia militante, empenhada em agir como “voz da revolução”;</div><div>3.  E a da poesia de tom metafísico, voltada para a expressão da angustia de quem busca um sentido para a existência.<br><br></div><div><strong>Algumas das suas obras:<br></strong><br></div><div>1. Sonetos de Antero, 1861;</div><div>2. Beatrice e Fiat Lux, 1863;</div><div>3. Odes Modernas, 1865 (na origem da polémica Questão Coimbrã). Reeditadas em 1875;</div><div>4. Bom Senso e Bom Gosto, 1865 (opúsculos);</div><div>5. A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais, 1865 (na origem da polémica Questão Coimbrã);</div><div>6. Defesa da Carta Encíclica de Sua Santidade Pio IX;</div><div>7. Portugal perante a Revolução de Espanha 1868;</div><div>8. Causas da decadência dos povos peninsulares.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-11-21 08:47:30 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>N'um sonho todo feito de incerteza,<br>De nocturna e indizível ansiedade,<br>É que eu vi teu olhar de piedade<br>E (mais que piedade) de tristeza...<br><br>Não era o vulgar brilho da beleza,<br>Nem o ardor banal da mocidade...<br>Era outra luz, era outra suavidade,<br>Que até nem sei se as há na natureza...<br><br>Um místico sofrer... uma ventura<br>Feita só do perdão, só da ternura<br>E da paz da nossa hora derradeira...<br><br>Ó visão, visão triste e piedosa!<br>Fita-me assim calada, assim chorosa...<br>E deixa-me sonhar a vida inteira!</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-11-21 09:35:24 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>Este poema é um soneto, tem presente uma religiosidade genuína e a presença da Virgem.  É um prova que o homem pode ter dúvidas no âmbito da crença nos Santos.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-11-21 09:35:59 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
         <link>https://padlet.com/filiparalha0112/9xzt3iif92xz/wish/416716019</link>
         <description><![CDATA[<div>Na mão de Deus, na sua mão direita, <br>Descansou afinal meu coração. <br>Do palácio encantado da Ilusão <br>Desci a passo e passo a escada estreita. <br><br>Como as flores mortais, com que se enfeita <br>A ignorância infantil, despojo vão, <br>Depois do Ideal e da Paixão <br>A forma transitória e imperfeita. <br><br>Como criança, em lôbrega jornada, <br>Que a mãe leva ao colo agasalhada <br>E atravessa, sorrindo vagamente, <br><br>Selvas, mares, areias do deserto... <br>Dorme o teu sono, coração liberto, <br>Dorme na mão de Deus eternamente! <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-11-26 15:16:44 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>O poema é uma forma de despedida do autor, devido à fase debilitada em que este se encontra. Na 1ª quadra o autor sente-se acolhido por Deus e saiu da ilusão para a realidade. Na 2º quadra as flores mortais referem-se ás “mentiras doces” para suavizar a realidade e compara a sua ilusão á inocência das crianças. Na 3º quadra o autor reforça a ideia de que o seu sonho poderia ser comparado á situação das crianças e foi iludido, logo tem um espírito inocente.  Na 4º quadra vê-se que o autor teve uma vida difícil, “áspera” e encontrou conforto nas mãos de Deus.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-11-26 15:42:43 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
         <link>https://padlet.com/filiparalha0112/9xzt3iif92xz/wish/416734253</link>
         <description><![CDATA[<div>  <strong>José Joaquim Cesário Verde e Pires</strong> foi um poeta português, sendo considerado um dos pioneiros, precursores da poesia que seria feita em Portugal no século XX.  Aos 18 anos de idade Cesário matriculou-se no Curso Superior de Letras, mas apenas o frequentou alguns meses. <br>Conseguiu dar expressão poética à realidade objectiva e quotidiana. Na sua obra ganham beleza e sentido o cabaz da hortaliceira, os melões, as maçãs, a madeira das árvores, os instrumentos dos carpinteiros, as ruas de Lisboa, as vitrinas das lojas, as manhãs de trabalho e as noites alumiadas pelos candeeiros a gás. Cesário descreveu as ruas de Lisboa como ninguem - essa descrição é um protesto contra a degradação humana, o emparedamento da esperança que ele observa entre os muros dos quartéis e dos conventos, nas vielas do Bairro Alto ou de Alfama, onde a  miséria faz multiplicar a febre-amarela.<br><br>Feito com Sara Amarante &lt;3</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-11-26 15:46:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>Milady, é perigoso contemplá-la<br>Quando passa aromática e normal,<br>Com seu tipo tão nobre e tão de sala,<br>Com seus gestos de neve e de metal.<br><br>Sem que nisso a desgoste ou desenfade,<br>Quantas vezes, seguindo-lhes as passadas,<br>Eu vejo-a, com real solenidade,<br>Ir impondo <em>toilettes</em> complicadas!…<br><br>Em si tudo me atrai como um tesoiro:<br>O seu ar pensativo e senhoril,<br>A sua voz que tem um timbre de oiro<br>E o seu nevado e lúcido perfil!<br><br>Ah! Como me estonteia e me fascina…<br>E é, na graça distinta do seu porte,<br>Como a Moda supérflua e feminina,<br>E tão alta e serena como a Morte!…<br><br>Eu ontem encontrei-a, quando vinha,<br>Britânica, e fazendo-me assombrar;<br>Grande dama fatal, sempre sozinha,<br>E com firmeza e música no andar!<br><br>O seu olhar possui, num jogo ardente,<br>Um arcanjo e um demónio a iluminá-lo;<br>Como um florete, fere agudamente,<br>E afaga como o pelo dum regalo!<br><br>Pois bem. Conserve o gelo por esposo,<br>E mostre, se eu beijar-lhe as brancas mãos,<br>O modo diplomático e orgulhoso<br>Que Ana de Áustria mostrava aos cortesãos.<br><br>E enfim prossiga altiva como a Fama,<br>Sem sorrisos, dramática, cortante;<br>Que eu procuro fundir na minha chama<br>Seu ermo coração, como a um brilhante.<br><br>Mas cuidado, milady, não se afoite,<br>Que hão de acabar os bárbaros reais;<br>E os povos humilhados, pela noite,<br>Para a vingança aguçam os punhais.<br><br>E um dia, ó flor do Luxo, nas estradas,<br>Sob o cetim do Azul e as andorinhas,<br>Eu hei de ver errar, alucinadas,<br>E arrastando farrapos - as rainhas!</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-12-12 08:46:53 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div> O sujeito poético deambula pela cidade, observando e seguindo uma mulher que o atrai – Milady – uma mulher fatal e citadina. <br>A estrutura externa do poema revela que o poema é constituído por dez quadras. Os versos são decassilábicos. A rima é cruzada, segundo o esquema rimático abab.<br>Já a estrutura interna mostra que podemos dividir o poema em 4 partes: <br><br>- a primeira corresponde às quatro estrofes iniciais, onde o sujeito poético confessa o fascínio que <em>Milady</em> exerce sobre ele;<br><br>- a segunda, composta pelas duas estrofes seguintes, é o relato do encontro entre o sujeito poético e <em>Milady</em>;</div><div><br>- a terceira parte coincide com as duas estrofes que se seguem; aqui encontramos a resignação do sujeito poético à atitude altiva e orgulhosa que Milady revelou quando se cruzou com ele;<br><br>- a quarta parte corresponde às duas últimas estrofes, onde o sujeito lírico avisa <em>Milady</em> para os perigos das suas atitudes e alerta-a para a possibilidade de todo o orgulho e a sua superioridade se poderem voltar contra ela.<br><br>O poema começa com uma apóstrofe - <em>Milady.</em> Não conhecemos esta mulher, mas sabemos desde logo que todo o poema é dirigido a uma mulher de um estatuto social superior, uma vez que o sujeito lírico se dirige a ela com a expressão de cortesia geralmente destinada às classes sociais mais elevadas. Esta forma de tratamento também aponta para uma relação de criado-senhora entre o sujeito poético a mulher amada.<br><br>Feito com Sara Amarante &lt;3</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-12-12 08:47:36 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-12-12 09:40:46 UTC</pubDate>
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         <title>Análise</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>O poema "Anjo és", de Almeida Garrett, é um dos melhores exemplos da visão da mulher no Romantismo. Nele, pode-se perceber o exagero no poder da figura feminina: ela é capaz de dominar um homem, o que se observa em " que me domina teu ser o meu ser sem fim".<br>Garrett mostra-se perturbado com a figura feminina: ele não consegue saber se é um anjo ou uma mulher.<br>O Eu lírico percebe a idealização do ser feminino: "é bela", e remete ao sensualismo com as expressões: "frenéticos abraços"; "este ardor que me devora"; "fogo eterno", e tais características o fazem acreditar ser ela uma mulher, tamanha sua beleza e sensualidade. Entretanto, ele também acredita que ela possa ser um anjo, pois ela tem poder, ela domina-o, faz com que perca a razão e se incline ao que ela determina: "E minha alma forte anda humilde a teu poder".</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-12-17 22:42:23 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
         <link>https://padlet.com/filiparalha0112/9xzt3iif92xz/wish/425264425</link>
         <description><![CDATA[<div>  <strong>António Pereira Nobre</strong>, nasceu no Porto a 16 de Agosto de 1867 e faleceu na Foz do Douro a 18 de março de 1900, de tuberculose pulmonar. Foi um poeta português do séc.XIX português. A sua principal obra, "<em>Só"</em> (Paris, 1892), é marcada pela lamentação e nostalgia, cheia de subjectivismo, mas simultaneamente suavizada pela presença de um fio de auto-ironia e com a rotura com a estrutura formal do género poético em que se insere. A sua produção poética mostrar uma clara influência de Almeida Garrett e de Júlio Dinis. A sua principal contribuição para o simbolismo lusófono foi a introdução da alternância entre o vocabulário refinado dos simbolistas e um outro mais coloquial, reflexo da sua infância junto do povo nortenho. <br><br>Feito com Beatriz Bernardino</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-12-17 22:45:25 UTC</pubDate>
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         <title>Obra</title>
         <author>filiparalha0112</author>
         <link>https://padlet.com/filiparalha0112/9xzt3iif92xz/wish/425264468</link>
         <description><![CDATA[<div>  António Nobre referindo-se ao seu único livro publicado em vida, <em>Só</em> (1892), declara <em>que é o livro mais triste que há em Portugal</em>. Apesar disso, e de ser real o sentimento de tristeza e de exílio, esta obra aparece marcada pela memória de uma infância feliz no norte de Portugal e pelo relembrar das paisagens e das gentes que conheceu, onde passou a infância e juventude, e em Coimbra, onde começou estudos de Direito.<br>  Na sua poesia concede grande atenção ao real, descrito com minúcia e afecto, mesmo se à distância da memória. Este sentimento, só aparentemente resultado da sua ida para Paris, estará presente em toda a sua obra, mesmo naquela que foi escrita após o seu regresso a Portugal.<br>  Embora a tuberculose pulmonar apenas se tenha manifestado depois de publicada a primeira edição do livro, em toda a obra de António Nobre está presente a procura de um regresso a um passado feliz, que transfigura a realidade, poetizando-a e aproximando-a da intimidade do poeta. Estas características da sua obra, são acompanhadas de alguma ironia amarga, particularmente na fase final da sua vida na qual as circunstâncias críticas do seu estado de saúde contribuíram em muito para as características da sua obra.<br>  Estilisticamente, António Nobre, recusou a elaboração convencional, a oratória e a linguagem elevada do simbolismo do seu tempo, procurando dar à sua poesia um tom de coloquialidade, acompanhado de uma imagística rica e original. Nesta ruptura com o simbolismo foi precursor da modernidade. Marcantes, ainda, na sua obra são o seu pessimismo e a obsessão da morte, o fatalismo com a sua predestinação para a infelicidade e o apreço pela paisagem e pelos tipos pitorescos portugueses.<br>  Considerada ousada para a época, a obra de António Nobre foi lida por alguns como nacionalista e tradicionalista.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-12-17 22:45:40 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
         <link>https://padlet.com/filiparalha0112/9xzt3iif92xz/wish/425264700</link>
         <description><![CDATA[<div>  <strong>Camilo de Almeida Pessanha, </strong>mais conhecido como Camilo Pessanha foi um poeta português do séc.XIX. Nasceu em Coimbra a 7 de Setembro de 1867 e faleceu em Macau a 1 de março de 1926. É considerado o expoente máximo do simbolismo em língua portuguesa, além de antecipador do princípio modernista da fragmentação.<br><br>Feito com Beatriz Bernardino</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-12-17 22:46:46 UTC</pubDate>
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         <title>Características estéticas</title>
         <author>filiparalha0112</author>
         <link>https://padlet.com/filiparalha0112/9xzt3iif92xz/wish/425264766</link>
         <description><![CDATA[<div>Além das características simbolistas que sua obra assume, já bem conhecidas, Camilo Pessanha antecipa alguns princípios de tendências modernistas. Camilo Pessanha buscou em Charles Baudelaire, o termo “Clepsidra”, que elegeu como título do seu único livro de poemas, evitando nomear um objeto direta e imediatamente. Por outro lado, segundo o investigador da Universidade do Porto , <em>o seu chamado "metaforismo" entraria no mesmo rol estético do surrealismo, buscando as relações analógicas entre significante e significado.  </em>Junto de sua fragmentação sintática,podemos encontrar na obra de Camilo Pessanha, de acordo com os dois autores citados, duas características que costumam ser mais relacionadas à poesia moderna que ao Simbolismo mais convencional.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-12-17 22:47:06 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
         <link>https://padlet.com/filiparalha0112/9xzt3iif92xz/wish/432300151</link>
         <description><![CDATA[<div>   Cesário Verde em ambos os poemas ("A débil" e "Deslumbramentos") fala da beleza da mulher, descrevendo-a e demonstra como ela o faz sentir.<br>    No poema "A débil", o sujeito poético descreve a mulher amada como "(...) bela, frágil, assustada(...)" e diz que o seu corpo "(...) pulsa, alegre e brando(...)", diz também que ela é imaculada, ou seja, pura, Ainda a compara a uma "pombinha tímida e quieta", O autor sente-se tranquilo quando a vê, bem e com vontade de o praticar. O sujeito poético gostava de se dedicar totalmente à mulher mas há algo que o impede, na minha perspectiva eu acho que o que impede isto são as diferentes classes sociais a que ambos pertencem e também o facto dele se achar insuficiente para ela, citando "Eu, que sou feio, sólido, leal (...)", mas depois a nível psicológico diz-se "Eu, que sou hábil, prático, viril.".<br>Neste poema a mulher descrita é uma mulher simples e discreta, frágil e dócil, tornando-se automaticamente uma mulher do campo, e também é associada ao campo, pois faz o suj. poético sentir-se bem.<br>   Já no poema "Deslumbramentos", o suj. poético descreve a mulher amada como uma mulher charmosa ("Em si tudo me atrai como um tesoiro/o seu ar pensativo e senhorio/ a sua voz que tem um timbre de oiro/ e o seu nevado e lúcido perfil!" vv.9-12), obminante ("E com firmeza e música no andar!/ o seu ohar possui, um jogo ardente", vv.20-21). o suj. poético sente-se humilhado perante a mulher amada ("Eu ontem encontrei-a, quando vinha/ britânica, e fazendo-me assombrar" vv.17-18). A mulher neste poema é também descrita como uma mulher- demónio ("o seu olhar possui um jogo ardente/ um arcanjo e um demónio" vv.21-22).<br>  Para concluir, podemos observar que em ambos os poemas temos a presença de 2 tipos dse mulher, uma associada ao campo e outra associada à cidade. E assim Cesário Verde motra-nos a sua ideia de mulher.<br><br>Feito com Catarina Paixão </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-01-16 09:33:38 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  Camilo Pessanha nasceu em Coimbra a 7 de setembro de 1867. É considerado o expoente máximo de simbolismo na língua portuguesa. Era filho de um estudante de direito, Francisco António de Almeida Pessanha, e de uma camponesa, Maria Espirito Santo Duarte Nunes Pereira, e era o mais velho de 4 irmãos. Tirou o seu curso de direito em Coimbra. Foi procurador régio em Mirandela, advogado em Óbidos e professor de filosofia elementar no liceu de Macau. Publicou vários poemas em revistas e jornais, mas o seu único livro ("Clepsidra") foi publicado em 1920. <br>  A sua obra assume caracteristicas simbolistas e também tendências modernistas.A intelectualização dos poemas de Camilo Pessanha é marcada pelo pessimismo em relação ao mundo.inovou a escrita poética, incorporando procedimentos próximos aos do decadentismo de Verlaine, em especial no que se refere à aproximação entre a poesia e a música. Lírico da desesperança, da dor e da ilusão,É constante a sensação de estranheza diante do mundo, da alucinação, expressas numa linguagem poderosa, sugestiva, tecida com metáforas insólitas, símbolos, sinestesias e intensa musicalidade.<br>  Camilo Pessanha morreu a 1 de março de 1926 em Macau, devido ao uso excessivo de Ópio e a uma tuberculose pulmonar, e em 1949 a câmara municipal de Lisboa homenageou-o dando o seu nome a uma rua em Alvalade.<br><br> Feito com Beatriz Bernardino</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-01-23 08:42:26 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  Ao lado das grandes figuras realizadas há uma outra categoria de artistas, mas não são artistas menores. De homens assim está Portugal cheio, mas para Miguel Torga, Raul Brandão, é o mais atraente e o mais fecundo.<br>  Miguel Torga sempre que pega num livro de Raul Brandão estremece.<br>  As suas obras mais falhadas são para ele as melhores, por exemplo "As Memórias", " O Doido e a Morte" e dos "Pescadores", toda a gente gosta, das "Ilhas Desconhecidas", do "Húmus" e dos "Pobres" não gostam tanto, segundo, Miguel Torga. Porque uma coisa é um livro falhado condenado á morte, e outra é um livro falhado condenado á vida. <br>  Não é preciso que Raul Brandão, ou qualquer outro artista assim, fique no primeiro lugar da história da literatura.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-01-30 08:41:53 UTC</pubDate>
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         <title>Portugal na viragem do século</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>Em Portugal, o sentimento de decadência pátria tornou-se mais grave a partir de 1870. Tal sentimento de decadência coexistiu com as tentativas culturais de revolucionar e atualizar europeizando-o, por parte dos homens da Geração de 70. Do ponto de vista político existiu um desenvolvimento do sindicalismo e da ideia republicana. Houve sucessivas crises financeiras e políticas </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-01-30 09:08:17 UTC</pubDate>
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         <title>O teatro existêncial de Raul Brandão</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>Raul Brandão, como escritor e como homem, está bem longe do lúcido cerebralismo de Pessoa e daquela sua fria e ambígua distância em relação às coisas em que este mergulha, como a vida, a paixão do apóstolo e do revolucionário.<br>   O epicentro e o drama constante da sua obra literária é a dor; não a dor abstrata e metafísica que também podia constituir a mola de Fernando Pessoa. O seu universo, em que o grotesco dá o braço ao sublime, é povoado de miseráveis, de disformes e de alucinados.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-02-06 09:24:21 UTC</pubDate>
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         <title>I-O cego</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  A ação decorre no dia 6 de janeiro do ano 1401. Era um dia de inverno e antipático aos poetas ossiânicoregelo-nevoentos. <br>   No adro do mosteiro de Santa Maria da Vitória, vulgarmente chamado da Batalha,via-se o povo entrando para a nova igreja, que durante muito pouco tempo servia para as solenidades religiosas.  Os frades dominicanos, a quem el-rei D. João I tinha doado esse magnífico mosteiro, cantavam a missa do dia debaixo daquelas altas abóbadas.  Mas não era por ouvir a missa conventual que o povo se juntava perto daquela maravilhosa edificação: era por assistir ao auto da adoração dos reis que se iria realizar naquela tarde. As pessoas vnham vestidas com cores nastante vibrantes e alegres. <br>  "Quem de longe olhasse para aquele extenso campo, alastrado de tantos primores de escultura, julgara ver o assento de uma cidade antiquíssima, arrasada pela mão dos homens ou dos séculos, de que só restara em pé 5 um monumento, o mosteiro.". Conseguia avistar-se um velho, cego, venerável de aspeto, que parecia pensativo, com uma comprida barba branca, tinha na cabeça uma touca foteada, um gibão escuro vestido, e sobre ele uma capa curta ao modo antigo sentado num tronco de fuste, (Afonso Domingues), no entanto, por detrás daquela velhice morava um ânimo rico. Tinha batalhado na Batalha de Aljubarrotra.<br>Entretanto acontece uma conversa entre dois frades, Frei Lourenço Lampreia e Frei Joanne, e Afonso Domingues, onde este revela a sua mágoa. <br>E por fim chega D.João I à cidade.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-05 09:11:53 UTC</pubDate>
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         <title>II- Mestre Ouguet</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  Neste capítulo Mestre Ouguet muda os planos de construção da abóbada e não consulta o arquitecto Afonso Domingues por este estar cego.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-10 15:22:19 UTC</pubDate>
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         <title>III- O Auto</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  Neste capítulo todos acreditam de Mestre Ouguet fora possuído pelo diabo pois interrompe o Auto dos Reis Magos. Este é exorcitado pelos frades o que faz a abóbada cair. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-10 15:26:44 UTC</pubDate>
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         <title>IV- Um Rei Cavaleiro</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>   D.João I volta a dar o título de construção da abóbada a Afonso Domingues. O velho não obedece ao rei, mas cede ao mestre de Aviz, e promete apresenta-la em menos de 4 meses.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-10 15:31:18 UTC</pubDate>
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         <title>V- O voto fatal</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  Afonso Domingues acaba a construção da abóbada antes do tempo e exige a presença de D.João I quando tirarem os cimbres antes deste partir de Lisboa, e leva com ele alguns cárceres estrangeiros aos quais promete liberdade se a igreja ão cair sobre eles. A abóbada não caiu e os prisioneiros foram libertados.<br>  Afonso Domingues acaba por morrer por ter passado 3 dias em jejum e é erguida uma estatúa deste, mandada construir por D.João I.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-10 15:38:01 UTC</pubDate>
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         <title>As personagens que apareceram nesta obra de Alexandre Hérculano</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>-Afonso Domingues;<br>-D.João I;<br>-Mestre Ouguet;<br>-Frade Lourenço Lampre;<br>-Frade Joanne;<br>-Ana Margarida;<br>-Martim Vasques;<br>-Brites D'almeida.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-10 15:50:28 UTC</pubDate>
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         <title>Vida e Obra de Camilo Castelo Branco</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div> Camilo Castelo Branco (1825-1890) foi um dos maiores escritores portugueses do século XIX. "Amor de Perdição" foi sua obra mais importante. As suas novelas passionais fazem do escritor o representante típico do Ultra Romantismo em Portugal. Nasceu na freguesia dos Mártires, em Lisboa, no dia 16 de março de 1825. Era filho de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco e de Jacinta Rosa do Espírito Santo Ferreira, ficou órfão de mãe com um ano e de pai com 10 anos. Acabou por ir morar com uma tia e depois com a sua irmã mais velha. Em 1841, com apenas 16 anos, casou-se com uma jovem de 15 anos, Joaquina Pereira, mas logo a abandonou. Em 1843 ingressou na Escola de Medicina no Porto, mas não conseguiu concluir o curso. Em 1845 publicou seus primeiros trabalhos literários. Em 1846 colabora com o jornal "O Povo". Nesse mesmo ano, fugiu com a jovem Patrícia Emília, mas abandona-a poucos anos depois. No ano seguinte morreu a sua esposa legítima e depois a filha do casal. Em 1850, passou por uma crise espiritual e ingressou no seminário do Porto, pretendendo seguir a vida religiosa.</div><div>Ainda em 1850, conheceu Ana Plácido, casada com um comerciante. Em 1859, Ana abandona o marido e vai viver com Camilo. Em 1860 é processado e preso por crime de adultério, mas é absolvido no ano seguinte, passando a viver com Ana. O casal vai morar em Lisboa e depois em São Miguel de Seide, sempre com muitos problemas financeiros.<br>  Em 1863, Camilo publica "Amor de Perdição", onde se encontram todos os ingredientes da novela passional, caracterizada pelo desequilíbrio sentimental dos seus personagens. Em "Amor de Perdição", os sentimentos submetem-se aos preconceitos e entram em luta com as convenções sociais. Os heróis, Simão e Teresa, em conflito enfrentam a fatalidade do destino, conduzindo sua existência ao drama e à Tragédia.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-10 15:53:49 UTC</pubDate>
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         <title>O Ultrarromantismo em Portugal</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>O Ultrarromantismo foi um movimento literário português que aconteceu na segunda metade do século XIX.<br>Caracterizou-se por escritores jovens que viviam numa "geração perdida", que levara ao exagero, as normas e ideais preconizadas pelo Romantismo, nomeadamente a exaltação da subjectividade, do individualismo, do idealismo amoroso, da Natureza e do mundo medieval. Camilo Castelo Branco teve uma vida ultrarromântica e vivenciava todas as suas experiências da forma mais intensa possível.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-10 16:06:26 UTC</pubDate>
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         <title>Génese de &quot;Amor de Perdição&quot;</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  A obra centra-se principalmente na relação amorosa entre Simão Botelho, de 17 anos, e Teresa de Albuquerque, com 15 anos. Esta paixão encontrou a oposição da família de Teresa.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-10 16:09:00 UTC</pubDate>
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         <title>Espaço e tempo </title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>   A ação decorre em Portugal do século XIX, mais precisamente na cidade de Viseu. A obra percorre também a cidade de Coimbra e Porto. Entretanto, o amor  entre Simão e Teresa desenvolve-se num período de 7 anos. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-11 15:19:21 UTC</pubDate>
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         <title>Personagens</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>-Simão Botelho;<br>-Teresa de Albuquerque;<br>-Mariana;<br>-Domingos Botelho;<br>-Baltasar Coutinho;<br>-Manuel Botelho;<br>-Tadeu de Albuquerque;<br>-D.Rita;<br>-João da Cruz.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-11 15:26:41 UTC</pubDate>
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         <title>Foco Narrativo</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>   Do ponto de vista narrativo, os elementos realistas de <em>Amor de Perdição</em> estão presentes na crítica às instituições religiosas, os conventos, e no comportamento não-passional de alguns personagens secundários. É possível perceber estes elementos nas passagens da obra em que o narrador denuncia a corrupção do Convento de Viseu.<br>   Esta obra foi escrita na terceira pessoa, caracteriza-se por um narrador omnisciente, ou seja, que desvenda o universo através do interior das personagens chegando a saber até mais que eles próprios.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-11 15:34:11 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <pubDate>2020-03-11 16:00:16 UTC</pubDate>
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         <title>Eça de Queirós</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div> José Maria de Eça de Queiroz, contemporaneamente chamado Eça de Queirós, foi um escritor e diplomata português que nasceu a 25 de novembro de 1845, na Póvoa de Varzim e morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris. É considerado um dos mais importantes romancistas portugueses da história. Foi autor de romances de reconhecida importância, como "Os Maias" e "O Crime do Padre Amaro". Eça de Queirós notabilizou-se pela originalidade e riqueza do seu estilo e linguagem, o realismo descritivo, e pela crítica social constantes nos seus romances. Aos 40 anos casou com Emília de Castro, com quem teve 4 filhos: Alberto, António, José Maria e Maria.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-25 00:02:37 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Os Maias&quot;</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Caracterização histórico-literária:</strong><br>  Eça de Queirós nasceu no ano de 1845 e escreveu um dos seus livros mais famosos, "O Maias", no ano de 1888. Alguns elementos que se destacam nesta obra são o realismo e o naturalismo.<br><br><strong>Características do Realismo:</strong></div><div>- Oposição aos ideais românticos;</div><div>- Retrato fidedigno da realidade;</div><div>- Veracidade e contemporaniedade;</div><div>- Preocupação com o presente;</div><div>- Critica aos valores burgueses;</div><div>- Critica às instituições sociais e a igreja católica;</div><div>- Denúncia Social;</div><div>- Investigação do comportamento humano;</div><div>- Personagens comuns e não idealizados;</div><div>- Aprofundamento psicológico das personagens.</div><div><br><strong>Características do Naturalismo:</strong></div><div>- Defende que a arte é a expressão da vida;</div><div>- Faz a apologia da expressão objetiva e minuciosa da realidade;</div><div>- É um movimento marcado pelo rigor científico e pela tentativa de aplicar a literatura as descobertas e os métodos da ciência dos sécs. XIX;</div><div>- Defende que o comportamento é condicionado pela hereditariedade, pela educação e pelo meio;</div><div>- Preocupa-se com as questões de índole social.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-25 00:04:35 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <pubDate>2020-03-25 00:13:20 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  O título "Os Maias" informa-nos que a obra vai tratar da história dessa família e o subtítulo "Episódios da vida romântica" vai servir para a comédia de costumes.<br>  Representam os dois espaços mentais e conjugam-se dois climas bastante diferentes, o da tragédia e o da comédia lisboeta.<br>Eça conseguiu conciliar estas duas grandes isotopias. <br>No subtítulo há uma segunda intenção que consiste em descrever o estilo de romântico através de episódios nos quais há duas hipóteses: que pertencem à história dos Maias ou onde os Maias se inserem.<br><br><strong>Título: </strong><br>"Os Maias" - reporta a história da família ao longo de 3 gerações:<br><br>-<strong>1ª geração</strong>: a de Afonso da Maia (representante dos valores antigos, geração assinalada pela reação contra o absolutismo);<br><br>-<strong>2ª geraçaõ</strong>: a de Pedro da Maia (representante da fase de instauração do libertismo);<br><br>-<strong>3ª geração:</strong> a de Carlos da Maia (representante da decadência das ideias liberais).<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-04-16 07:39:45 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>A primeira intriga baseia-se na vida de Carlos da Maia, mais precisamente nos seus amores incestuosos entre este e Maria Eduarda (3ª geração).<br>Já a segunda intriga baseia-se na vida de Pedro da Maia, mais precisamente na história em torno da sua relação amorosa com Maria Monforte (1ª e 2ª geração).</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-04-16 07:51:31 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  Estas estão na origem ou contribuem para a concretização do incesto entre Carlos e Maria Eduarda.<br>As personagens da intriga são consideradas personagens planas (menos Carlos da Maia) a nível psicológico pois transmitem uma ideia de serem figuras estáticas e incapazes de surpreender pelas seus atitudes e comportamentos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-04-16 07:55:26 UTC</pubDate>
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         <title>Caracterização das personagens príncipais </title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <pubDate>2020-04-16 08:40:14 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <pubDate>2020-04-21 12:17:16 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>Os jornais “A Corneta do Diabo” e "A Tarde” mostram que o jornalismo português está em decadência e a falta de ética pelos jornalistas portugueses e, ainda, denunciam o baixo nível da imprensa. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-04-21 12:23:33 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <pubDate>2020-04-21 12:25:54 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  A Questão Coimbrã foi uma célebre polémica literária que marcou a visão da literatura em Portugal na segunda metade do séc. XIX. Opôs os membros daquela que viria a ser conhecida como a Geração de 70, portadoers da "Ideia Nova" europeia  do realismo e do naturalismo.<br>   Em 1865, António Felíciano de Castilho publicou um posfácio a elogiar o "Poema da Mocidade" de Pinheiro Chagas, aproveitando ainda para censurar o grupo de jovens que iria fazer parte da Geração de 70.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-04-22 10:31:29 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  A Geraçâo de 70, também conhecida com Geraçâo de Coimbra foi um movimento académico de Coimbra do séc. XIX que reolucionou várias dimensões da cultura portuguesa, da pollítica à literatura e cuja renovaçã se manifesta com a introodução do resalismo. <br>Esta baseava-se nas reuniões entre  vários jovens intelectuais da época como A ntero de Quental, Eça de Queioz, Oliveira Martins, Ramalho Ortigão  e muitos outros, onde trocavam ideias, livros e formas de ronovar a vida política  cultural de Portugal. <br>Em Coimbra, este grupo criou uma polémica em torno do confronto literário com os ultra-românticos (Questão Coimbrã).<br>Mais tarde este grupo já licenciado era chamado de Cenáculo e em 1871 organizou uma série de conferências no Casino Lisbonense para discutir temas como a literatura, educação, religião e política.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-04-22 10:37:33 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  O realismo foi um movimento artístico e literário surgido nas últimas décadas do séc. XIX na Europa, mais específicamente na França. Os integrantes desse movimento repudiaram a artificalidade do neoclassicismo e do romantismo. Este movimento manifestou-se também na escultura e na pintura. <br>  O naturalismo foi um movimento também artístico e literário conhecido por ser a radicalização do realismo, baseando-se na observação da realidade e na experiência, mostrando assim que o indivíduo é determinado pelo meio onde se encontra e pela hereditariedade.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-04-22 11:04:16 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  As causa da decadência dos povos penínsulares ds últimos três séculos foi tema que Antero de Quental expôs na segunda das Conferências do Casino. Antero tentou explicar as razões do atraso português e do atraso espanhol a partir do século XVII. E para este as causas forma:<br> 1- Contarreforma dirigida pelos Jesuítas;<br> 2- A Centralização Política realizada pela monarquia absoluta;<br> 3- O Sistema Económico realizado pelos Descobrimentos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-04-22 11:09:36 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <pubDate>2020-04-22 12:18:46 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <pubDate>2020-04-22 12:39:00 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Alexandre Manuel Vahia de Castro O'Neill de Bulhões</strong> foi um importante poeta do movimento surrealista português. Era descendente de irlandeses. Tem uma biblioteca com o seu nome em Constância.<br>Autodidacta, O'Neill foi um dos fundadores do Movimento Surrealista de Lisboa. É nesta corrente que publica a sua primeira obra, o volume de colagens <em>A Ampola Miraculosa</em>, mas o grupo rapidamente se desdobra e acaba. As influências surrealistas permanecem visíveis nas obras dele, que além dos livros de poesia incluem prosa, discos de poesia, traduções e antologias. Não conseguindo viver apenas da sua arte, o autor alargou a sua acção à publicidade. É da sua autoria o lema publicitário «Há mar e mar, há ir e voltar». Foi várias vezes preso pela polícia política, a PIDE.<br>Fazia parte da burguesia Lisboeta e era filho de José António Pereira de Eça O'Neill de Bulhões, empregado bancário, e de sua mulher, Maria da Glória Vahia de Barros de Castro </div><div>Foi igualmente neto paterno da escritora Maria O'Neil. <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_O%27Neill"><br></a><br>Em 1943, com 17 anos de idade, publicou os primeiros versos num jornal de Amarante, o "Flor do Tâmega". Apesar de ter recebido prémios literários no Colégio Valsassina, esta atividade não foi particularmente incentivada pela família, que almejava que Alexandre O'Neill se dedicasse mais aos estudos e se formasse com um curso superior.<br> Em 1976,sofreu um ataque cardíaco, que o poeta admitiu dever-se à vida desregrada que sempre tinha sido a sua, e que, apesar de algum esforço em contrário, continuou a ser. No início dos anos 1980, já divorciado de Teresa Patrício Gouveia desde 20 de Fevereiro de 1981, repartia o seu tempo entre a casa da Rua da Escola Politécnica e a vila de Constância. Em 1984, sofreu um acidente vascular cerebral, antecipatório daquele que, em Abril de 1986, o levaria ao internamento prolongado no hospital.<br>E a 21 de Agosto de 1986 dá-se a sua morte.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-04-29 10:29:28 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <title>Amigo</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>Mal nos conhecemos<br>Inauguramos a palavra amigo!<br><br>Amigo é um sorriso<br>De boca em boca,<br>Um olhar bem limpo<br><br>Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.<br>Um coração pronto a pulsar<br>Na nossa mão!<br><br>Amigo (recordam-se, vocês aí,<br>Escrupulosos detritos?)<br>Amigo é o contrário de inimigo!<br><br>Amigo é o erro corrigido,<br>Não o erro perseguido, explorado.<br>É a verdade partilhada, praticada.<br><br>Amigo é a solidão derrotada!<br><br>Amigo é uma grande tarefa,<br>Um trabalho sem fim,<br>Um espaço útil, um tempo fértil,<br>Amigo vai ser, é já uma grande festa!</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-04-29 11:05:00 UTC</pubDate>
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         <title>Há palavras que nos beijam</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>Há palavras que nos beijam<br>Como se tivessem boca,<br>Palavras de amor, de esperança,<br>De imenso amor, de esperança louca.<br><br>Palavras nuas que beijas<br>Quando a noite perde o rosto,<br>Palavras que se recusam<br>Aos muros do teu desgosto.<br><br>De repente coloridas<br>Entre palavras sem cor,<br>Esperadas, inesperadas<br>Como a poesia ou o amor.<br><br>(O nome de quem se ama<br>Letra a letra revelado<br>No mármore distraído,<br>No papel abandonado)<br><br>Palavras que nos transportam<br>Aonde a noite é mais forte,<br>Ao silêncio dos amantes<br>Abraçados contra a morte.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-04-29 11:07:17 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <pubDate>2020-05-05 10:49:37 UTC</pubDate>
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         <title>Análise</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>    A primeira estrofe é um dístico e o sujeito poético uma a 1ª pessoa do plural para dizer em que momento se conheceram. <br>O poeta utiliza várias metáforas para a sua definição de amigo, dizendo que uma amigo tem sempre um sorriso, um olhar verdadeiro e limpo e ainda que é como uma casa que recebe e acolhe. <br>Na terceira estrofe o poeta dirige-se com ironia àqueles que considera desprezivel e lembra-lhe que um amigo é o contário de inimigo.<br>Na quarta estrofe volta a mencionar a definição de amigo e refere que um amigo é alguem capaz de corrigir os nossos erros em vez de gozar com isso. <br><br>   O poema é composto por 6 estrofes irregulares, os versos são soltos, as sílabas métricas tambem são irrgulares e há presentes algumas aliterações (n, m e s) que dão um aspeto mais lento ao poema.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-05-05 10:53:01 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Análise</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div> O tema:<br>Há palavras que têm o poder de fazer despertar os nossos sentidos pelo simples facto de as mencionarmos, de as ouvirmos ou mesmo de pensarmos nelas.  Assunto:<br>O sujeito poético é a entidade que emite os seus sentimentos e pensamentos num poema e faz a apologia das palavras, e daquelas que valem a pena.<br>As que nos beijam que nos trazem felicidade, por oposição temos às outras que não têm cor. Estas palavras são as palavras de amor, de esperança, que nos impedem de sucumbir ao desgosto. São, de certa forma personificadas pois é como se tivessem boca para nos tocarem/beijarem. Podem surgir inesperadamente ou não assim como o amor e a poesia. Há uma relação entre o aparecimento destas palavras e o aparecimento do amor ou da poesia). Também podemos interpretar amor e poesia como duas dessas palavras que "nos beijam" (o poema permite as duas interpretações). Outra palavra importante e que nos "beija" é o nome da pessoa amada que pode ser escrito na mármore ou num papel (quer numa superficie mais duradora ou não). </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-05-05 11:04:51 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>   Poesia visual é o "produto literário" que se utiliza de recursos (tipo) gráficos e/ou puramente visuais, de tendência caligramática, ideogramática, geométrica ou abstrata, cujo centramento gráfico-visual não exclui outras possibilidades literárias (verbais, sonoras etc.)". Ou seja, neste sentido, bastando que exista uma informação organizada artisticamente através de elementos gráficos ou visuais, temos um poema visual. Desta forma, mesmo um objeto a ser observado em sua forma tridimensional, assemelhado a uma escultura, por exemplo, desde que composto por elementos que representem signos individuais, inseridos em um contexto de elementos desta mesma natureza, pode ser considerado um poema visual.<br>A poesia visual é "uma tentativa de romper com a ditadura da forma discursiva do poema, de vencer o domínio da gramática ou mesmo de superar a construção prosística na poesia.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-05-05 11:12:30 UTC</pubDate>
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         <title>Poesia visual de Alexandre O&#39;Neil</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-05-05 11:15:26 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>   <em> Cântico Negro </em>é considerado um poema-manifesto pois dentro dele há elementos comuns da poética de José Régio. O seu primeiro livro de poemas, onde se encontra esta poesia, tem como tema central a religiosidade, Deus e o Diabo. Essa temática será recorrente na obra de José Régio, sendo um dos pilares de suas reflexões metafísicas. A religiosidade em Régio se aproxima um pouco do simbolismo, ao mesmo tempo que faz uma eterna passagem em círculos entre o grotesco e o sublime, como em Baudelaire. No poema em questão, Deus e o Diabo, o grotesco e o sublime estão em eterno movimento. A união das duas figuras é marcante. <br>Apesar de só aparecer formalmente na penúltima estrofe, essas figuras estão presentes em todo o poema. O indivíduo poético, que é fruto dessa relação, se apresenta logo na primeira estrofe. É por meio dele que elas agem ao longo do poema. A atitude do sujeito é uma espécie de reflexo das relações entre Deus e o Diabo. Sua gênese única possibilita ações que fogem à regra. Assim o sujeito se torna individualizado e, ao mesmo tempo, fragmentado. Sua individualidade reside na suas escolhas, não seguir o caminho de todos e procurar um caminho diferente, mesmo que seja mais difícil, mais obscuro. O indivíduo é extremamente importante para a poesia de José Régio. É por meio dele que Deus se manifesta e por meio de Deus que ele se anula. Também é através do indivíduo que a própria poesia existe, tanto na realidade como na metafísica.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-05-05 11:17:36 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <pubDate>2020-05-08 11:34:18 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>    Rómulo de Carvalho foi professor de Físico-Química do ensino secundário no Liceu Pedro Nunes, Liceu D. João III (Coimbra) e no Liceu Camões, pedagogo, investigador da história da ciência em Portugal, divulgador da ciência e poeta, sob o pseudónimo de <strong>António Gedeão</strong>.<br>Pedra filosofal e <em>Lágrima de Preta</em> são dois dos seus mais célebres poemas. Foi académico efetivo da Academia das Ciências de Lisboa e diretor do Museu<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_Maynense_da_Academia_das_Ci%C3%AAncias_de_Lisboa"> </a>Maynense da Academia das Ciências de Lisboa.<br>A data do seu nascimento foi adoptada, em Portugal, em 1996, como Dia Nacional da Cultura Científica. Teve dois filhos, Frederico de Carvalho, também formado em ciências, e Cristina Carvalho, escritora (esta última do seu segundo matrimónio, com a escritora Natália Nunes). <br>Jaz no Jazigo dos Escritores Portugueses, no Talhão dos Artistas do Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, junto de outros vultos notáveis das letras portuguesas, como José Cardoso Pires ou Fernando Namora.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Gede%C3%A3o#cite_note-CML-2"><sup><br></sup></a><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-05-12 10:15:21 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <pubDate>2020-05-12 10:26:13 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <pubDate>2020-05-12 10:52:21 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <pubDate>2020-05-13 10:23:26 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <pubDate>2020-05-14 08:30:37 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  Nasceu no extremo ocidental do bairro da Lapa, em Lisboa, numa casa onde viveu até aos 15 anos. Teve um irmão três anos mais novo, Jaime, afilhado de Jaime Cortesão. Frequentou o Colégio Moderno e licenciou-se em Filologia Românica, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1951.<br>Tornou-se assistente da Faculdade de Letras em 1958. Foi também colaborador da revista Seara Nova, para além de ter sido um dos fundadores da revista literária Távola Redonda, que co-dirigiu , com António Manuel Couto Viana e Luís de Macedo. Foi precisamente através desta publicação que a atividade poética de David Mourão Ferreira começou a ganhar relevo, enquanto uma alternativa poética, de pendor lirista, à poesia social .<br>Considerado um dos maiores poetas contemporâneos portugueses do Século XX, Ganhou notoriedade junto do grande público com os poemas de sua autoria cantados por Amália Rodrigues, como Sombra, Maria Lisboa, Anda o Sol na Minha Rua Nome de Rua, Fado Peniche e sobretudo Barco Negro, entre outros. Outros fados da sua autoria, como Escada sem corrimão ou Lembra-te sempre de mim, serão interpretados anos depois por Camané .<br>Foi autor de alguns programas de televisão de que se destacam «Imagens da Poesia Europeia», para a RTP.<br>A 13 de Julho de 1981 foi condecorado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. Em 1996, a 3 de Junho, foi elevado a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. No mesmo ano, 1996, recebeu o Prémio de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores.<br>Do primeiro casamento, com Maria Eulália, sobrinha de Valentim de Carvalho, teve dois filhos, David João e Adelaide Constança, que lhe deram 11 netos e netas.<br>Em 2005 é celebrado um protocolo entre a Universidade de Bari e o Instituto Camões, decidindo, como homenagem ao poeta, abrir naquela cidade o Centro Studi Lusofoni - Cátedra David Mourão-Ferreira que, dirigida pela Professora Fernanda Toriello e com a colaboração do professor Rui Costa, tem como objetivo o estudo da obra de David Mourão-Ferreira, assim como a divulgação da língua portuguesa e das culturas lusófonas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-23 13:51:52 UTC</pubDate>
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         <title>Paraíso</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>Deixa ficar comigo a madrugada,
para que a luz do Sol me não constranja.
Numa taça de sombra estilhaçada,
deita sumo de lua e de laranja.

Arranja uma pianola, um disco, um posto,
onde eu ouça o estertor de uma gaivota...
Crepite, em derredor, o mar de Agosto...
E o outro cheiro, o teu, à minha volta!

Depois, podes partir. Só te aconselho
que acendas, para tudo ser perfeito,
à cabeceira a luz do teu joelho,
entre os lençóis o lume do teu peito...

Podes partir. De nada mais preciso
para a minha ilusão do Paraíso.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-23 13:55:28 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
         <link>https://padlet.com/filiparalha0112/9xzt3iif92xz/wish/637509468</link>
         <description><![CDATA[<div>  Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu a 6 de novembro 1919 no Porto, onde passou a infância. Em 1939-1940 estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publicou os primeiros versos em 1940, nos Cadernos de Poesia. Na sequência do seu casamento com o jornalista, político e advogado Francisco Sousa Tavares, em 1946, passou a viver em Lisboa. Traduziu Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante e, para o francês, alguns poetas portugueses.<br>Em termos cívicos, a escritora caracterizou-se por uma atitude interventiva, tendo denunciado ativamente o regime salazarista e os seus seguidores. Apoiou a candidatura do general Humberto Delgado e fez parte dos movimentos católicos contra o antigo regime, tendo sido um dos subscritores da «Carta dos 101 Católicos» contra a guerra colonial e o apoio da Igreja Católica à política de Salazar. Foi ainda fundadora e membro da Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos. A sua obra está traduzida em várias línguas e foi várias vezes premiada, tendo recebido, entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana – a primeira vez que um português venceu este prestigiado galardão. Com uma linguagem poética quase transparente e íntima, ao mesmo tempo ancorada nos antigos mitos clássicos, Sophia evoca nos seus versos os objetos, as coisas, os seres, os tempos, os mares, os dias.<br>Faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-23 14:04:09 UTC</pubDate>
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         <title>Mar</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>Mar, metade da minha alma é feita de maresia<br>Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,<br>Que há no vasto clamor da maré cheia,<br>Que nunca nenhum bem me satisfez.<br>E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia<br>Mais fortes se levantam outra vez,<br>Que após cada queda caminho para a vida,<br>Por uma nova ilusão entontecida.<br><br></div><div>E se vou dizendo aos astros o meu mal<br>É porque também tu revoltado e teatral<br>Fazes soar a tua dor pelas alturas.<br>E se antes de tudo odeio e fujo<br>O que é impuro, profano e sujo,<br>É só porque as tuas ondas são puras.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-23 14:06:04 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Análise</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  O foco reside num dos principais interesses de Sophia de Mello Breyner Andresen, explorado em grande parte dos seus poemas: o mar e, num conceito ainda mais amplo, a natureza como referência de beleza e perfeição.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-23 14:07:58 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>filiparalha0112</author>
         <link>https://padlet.com/filiparalha0112/9xzt3iif92xz/wish/637531203</link>
         <description><![CDATA[<div>  Manuel Alegre de Melo Duarte nasceu a 12 de Maio de 1936 em Águeda. Estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde foi um activo dirigente estudantil. Apoiou a candidatura do General Humberto Delgado. Foi fundador do CITAC – Centro de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra, membro do TEUC – Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra, campeão nacional de natação e atleta internacional da Associação Académica de Coimbra. Dirigiu o jornal A Briosa, foi redactor da revista Vértice e colaborador de Via Latina.<br><br></div><div>A sua tomada de posição sobre a ditadura e a guerra colonial levam o regime de Salazar a chamá-lo para o serviço militar em 1961, sendo colocado nos Açores, onde tenta uma ocupação da ilha de S. Miguel, com Melo Antunes. Em 1962 é mobilizado para Angola, onde dirige uma tentativa pioneira de revolta militar. É preso pela PIDE em Luanda, em 1963, durante 6 meses. Na cadeia conhece escritores angolanos como Luandino Vieira, António Jacinto e António Cardoso. Colocado com residência fixa em Coimbra, acaba por passar à clandestinidade e sair para o exílio em 1964.<br><br></div><div>Passa dez anos exilado em Argel, onde é dirigente da Frente Patriótica de Libertação Nacional. Aos microfones da emissora A Voz da Liberdade, a sua voz converte-se num símbolo de resistência e liberdade. Entretanto, os seus dois primeiros livros, <em>Praça da Canção</em> (1965) e <em>O Canto e as Armas</em> (1967) são apreendidos pela censura, mas passam de mão em mão em cópias clandestinas, manuscritas ou dactilografadas. Poemas seus, cantados, entre outros, por Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Manuel Freire e Luís Cília, tornam-se emblemáticos da luta pela liberdade.<br><br></div><div>Regressa finalmente a Portugal em 2 de Maio de 1974, dias após o 25 de Abril.<br><br></div><div>Entra no Partido Socialista onde, ao lado de Mário Soares, promove as grandes mobilizações populares que permitem a consolidação da democracia e a aprovação da Constituição de 1976, de cujo preâmbulo é redactor.<br><br></div><div>Deputado por Coimbra em todas as eleições desde 1975 até 2002 e por Lisboa a partir de 2002 e até 2009, participa no I Governo Constitucional formado pelo Partido Socialista em 1976. Dirigente histórico do PS desde 1974, foi Vice-Presidente da Assembleia da República desde 1995 e membro eleito do Conselho de Estado (de 1996 e 2002 e de novo em 2005). É candidato a Secretário-geral do PS em 2004, naquele que foi o mais participado Congresso partidário de sempre.<br><br></div><div>Em 2005 candidatou-se à Presidência da República, como independente e apoiado por cidadãos, tendo obtido mais de 1 milhão de votos nas eleições presidenciais de 22 de Janeiro de 2006, ficando em segundo lugar e à frente de Mário Soares, o candidato então apoiado pelo PS.<br><br></div><div>Em 23 de Julho de 2009 despediu-se do lugar de Deputado, que ocupou durante 34 anos e que deixou por vontade própria nas legislativas de Setembro. Foi reeleito para o Conselho de Estado em Novembro de 2009, tendo cessado funções com a posse dos novos titulares, em abril de 2016.<br><br></div><div>É sócio correspondente da Classe de Letras da Academia das Ciências, eleito em Março de 2005.<br><br></div><div>Em Abril de 2010, a Universidade de Pádua inaugura a Cátedra Manuel Alegre, destinada ao estudo da Língua, Literatura e Cultura Portuguesas.<br><br></div><div>Em Janeiro de 2010, Manuel Alegre anuncia a sua disponibilidade para travar o combate das presidenciais em 2011 e em Maio de 2010 apresenta formalmente a sua candidatura à Presidência da República.<br><br></div><div>Em maio de 2016, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou: "Portugal também foi grande e é grande porque Manuel Alegre é português".<br><br></div><div>Em novembro de 2016, Manuel Alegre foi eleito sócio efectivo da Academia das Ciências, na Classe de Letras, 1ª Secção – Literatura e Estudos Literários.<br><br></div><div>Em 2017 recebeu o Prémio Camões e foi doutorado "honoris causa" pela Universidade de Pádua.<br><br></div><div>Em 2018 foi doutorado "honoris causa" pela Universidade de Lisboa.<br><br></div><div>Manuel Alegre tem sido distinguido por inúmeras condecorações, medalhas e outras distinções.<br><br></div><div>Manuel Alegre tem edições da sua obra em diversas línguas, nomeadamente italiano, espanhol, alemão, catalão, francês, romeno e russo. A sua obra goza de reconhecimento nacional e internacional, tendo recebido múltiplos e importantes prémios literários.</div><div><br>Sobre a sua obra poética, reeditada sucessivas vezes, Eduardo Lourenço afirmou que "sugere espontaneamente aos ouvidos (...) a forma, entre todas arquétipa, da viagem, do viajante ou, talvez melhor, peregrinante". O livro <em>Senhora das Tempestades</em> (14.000 exemplares vendidos num mês) inclui o poema com o mesmo nome, que Vítor Manuel Aguiar e Silva considerou "uma das mais belas odes escritas na língua portuguesa". Publicou os romances <em>Alma</em> (15 edições) e <em>A Terceira Rosa</em> , duplamente premiado. Segundo Paola Mildonian, Manuel Alegre "canta a dor e o amor da história com acentos universais, com uma linguagem que (...) recupera em cada sílaba os quase três milénios da poesia ocidental". No <em>Livro do Português Errante</em> , Manuel Alegre, segundo Paula Morão, emociona e desassossega: "depõe nas nossas mãos frágeis as palavras, rosto do mundo, faz de nós portugueses errantes e deixa-nos o dom maior (...) – os seus poemas". O seu livro <em>Cão como nós</em> vai na 27ª edição, ultrapassando largamente os 100.000 exemplares em língua portuguesa.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-23 14:21:17 UTC</pubDate>
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         <title>Coisa Amar</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>Contar-te longamente as perigosas<br>coisas do mar. Contar-te o amor ardente<br>e as ilhas que só há no verbo amar.<br>Contar-te longamente longamente.<br><br>Amor ardente. Amor ardente. E mar.<br>Contar-te longamente as misteriosas<br>maravilhas do verbo navegar.<br>E mar. Amar: as coisas perigosas.<br><br>Contar-te longamente que já foi<br>num tempo doce coisa amar. E mar.<br>Contar-te longamente como doi desembarcar nas ilhas misteriosas.<br>Contar-te o mar ardente e o verbo amar.<br>E longamente as coisas perigosas.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-23 14:24:23 UTC</pubDate>
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         <title>Análise</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  O sujeito poético fala na primeira pessoa e diz ir em busca do desconhecido "maravilhas do verbo navegar". Os dois primeiros versos estão associados aos "Lusíadas", fala-se nos tempos de alegria que se passam com alguém que amamos mas acima de tudo fala-se nos tempos de glória dos portugueses, os descobrimentos.<br>O poema é um soneto com esquema rimático abcb/caca/ded/aca.<br>Pelo título conseguimos perceber que alguma coisa é amada. O amor é o tema principal do poema. <br>O poema consiste no sujeito poético a contar à sua amada os perigos do mar e conta ainda o quanto é maravilhoso amar, comparando o amor a ilhas paradisiacas. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-23 14:26:15 UTC</pubDate>
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         <title>Flores para Coimbra</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>Que mil flores desabrochem. Que mil flores
(outras nenhumas) onde amores fenecem
que mil flores floresçam onde só dores
florescem.

Que mil flores desabrochem. Que mil espadas
(outras nenhumas não)
onde mil flores com espadas são cortadas
que mil espadas floresçam em cada mão.

Que mil espadas floresçam
onde só penas são.
Antes que amores feneçam
que mil flores desabrochem. E outras nenhumas não.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-23 14:32:29 UTC</pubDate>
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         <title>Leitura do poema </title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <pubDate>2020-06-23 15:20:36 UTC</pubDate>
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         <title>Leitura do poema</title>
         <author>filiparalha0112</author>
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         <pubDate>2020-06-23 16:05:30 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <pubDate>2020-06-23 16:06:43 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div> <strong> Vergílio António Ferreira</strong> foi um escritor e professor português. Tem uma biblioteca com o seu nome em Gouveia, bem como uma escola em Carnide, a Escola Secundária de Vergílio Ferreira.<br><br>Professor liceal (vejam-se as referências em Manhã Submersa e Aparição), foi como escritor que mais se distinguiu. O seu nome continua actualmente associado à literatura através da atribuição do Prémio Vergílio Ferreira. Em 1992, foi galardoado com o Prémio Camões.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Verg%C3%ADlio_Ferreira#cite_note-1"><sup><br></sup></a><br></div><div>A sua vasta obra, geralmente dividida em ficção (romance, conto), ensaio e diário, costuma ser agrupada em dois períodos literários: o Neo-Realismo e o Existencialismo. Considera-se que "Mudança" é a obra que marca a transição entre os dois períodos.<br><br>Nasceu em Melo, aldeia do concelho de Gouveia, na Beira Alta, a meio da tarde do dia 28 de janeiro de 1916, filho de António Augusto Ferreira, fogueteiro, e de Josefa Ferreira, doméstica, que, em 1927, emigraram para o Canadá , em busca de uma vida melhor, ficando Vergílio com os irmãos mais novos, César e Judite. Aos 12 anos, após uma peregrinação a Lourdes, entra no seminário do Fundão, que frequentará durante seis anos. Em 1936, deixa o seminário e acaba o Curso Liceal no Liceu da Guarda. Entra para a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, continuando a dedicar-se à poesia, nunca publicada, salvo alguns versos lembrados em Conta-Corrente e, em 1939, escreve o seu primeiro romance, O Caminho Fica Longe.<br>Concluiu o Estágio no Liceu D. Publica o ensaio "Teria Camões lido Platão?" e, durante as férias, em Melo, escreve "Onde Tudo Foi Morrendo". " Em 1944, passa a leccionar no Liceu de Bragança, publica "Onde Tudo Foi Morrendo" e escreve "Vagão "J" que, publicou em 1946, no mesmo ano em que se casou, com Regina Kasprzykowsky, professora polaca refugiada em Portugal, com quem Vergílio ficará até à sua morte. Após uma passagem pelo liceu de Évora , fixa-se como docente em Lisboa, leccionando o resto da sua carreira no Liceu Camões. Vergílio morreu no dia 1 de março de 1996, em sua casa, em Lisboa, na freguesia de Alvalade.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-25 14:44:14 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <pubDate>2020-06-25 14:53:26 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <description><![CDATA[<div>  A «Aparição», o romance de Vergílio Ferreira, publicado em 1959, começa com um prenúncio de tragédia: Alberto Soares, o personagem do romance, chega a Évora como novo professor do liceu. Um homem de luto, sombrio e descrente ainda a refazer-se da morte do pai, acaba de entrar numa cidade católica, branca e luminosa, deixando adivinhar que a sua relação com a cidade não será fácil.<br>Pelo caminho, vai retratar a sociedade fechada e com várias classes sociais de uma pequena cidade provinciana em plena ditadura fascista. Guerra Mundial ainda estava presente em 1959, Einstein destronara algumas certezas sobre o cosmos e Nietzsche, no início do século XX, anunciara a morte de Deus.<br>O homem estava completamente só, sem céu, nem inferno, nem eternidade após a morte, mas em busca de sentido para a vida assim mesmo.<br>Vergílio Ferreira torna-se intérprete dessa interrogação existencial, subjectiva sobre a realidade a transporta-a para a «Aparição».<br>Os pais emigraram para os Estados Unidos quando tinha apenas quatro anos. A sua educação foi dividida entre umas tias maternas e o seminário do Fundão que abandonou aos 16 anos. Formou-se em Coimbra em filologia clássica.<br>O personagem da «Aparição», Alberto Soares, é um alter-ego de Vergílio Ferreira, que aparentemente escreveu um romance autobiográfico e onde faz uma «radiografia» da relação do Homem com a sociedade, com Deus e consigo mesmo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-25 14:56:37 UTC</pubDate>
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         <author>filiparalha0112</author>
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         <pubDate>2020-06-25 14:57:44 UTC</pubDate>
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         <title>uuyuy</title>
         <author>nanamadeira11</author>
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         <description><![CDATA[<div>klk<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-27 12:26:37 UTC</pubDate>
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