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      <title>Anotações com base na aula 16, de 19 12 2023 - Prof. Luiz Marcos - Curso Nietzsche FSB -Estudo da obra Metafísicas Canibais - Cap. 3. Finalizando o curso. by Vera Braga</title>
      <link>https://padlet.com/vabraga/9x0r5wid8wcu6chu</link>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-12-19 20:39:09 UTC</pubDate>
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         <title>1 VB) 3. Multinaturalismo </title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/9x0r5wid8wcu6chu/wish/2830018040</link>
         <description><![CDATA[<p>§1. cap.3 - Multinaturalismo: "Se é verdade que nós, homens modernos, temos o conceito, mas perdemos de vista o <strong>plano de imanência</strong>[...]" (D. &amp; G. [1991] 1997: 135). Tudo o que precede não é senão o desen­volvimento, por assim dizer dedutivo, efetuado pela prática teórica indígena, da intuição instauradora da mitologia do continente, a saber, aquela que postula a preexistência absoluta de um meio literalmente pré-histórico - algo como o "passado absoluto" de que falam alguns filósofos, <strong>aquele passado que nunca foi presente e que portanto nunca passou, enquanto o presente não cessa de passar</strong> - definido pela interpenetrabilidade ontológica e a coacessibilidade epistemológica de todos os "insistentes" que povoam e constituem esse meio, e que são os modelos e padrões dos existentes atuais./</p><p><strong>Prof. Luiz explicou</strong>: <mark>Perspectivismo</mark>: todos os seres tem suas perspectivas; todos os seres de veem como pessoas.  Todo personagem cósmico é um espírito: humano - não humano ( plantas, fenômenos da natureza  - animais  -espíritos - mortos. Ver. p. 49.  e se vem como antropomórficos e os seres de outra espécie se veem como animais - e isso é por falta de vocabulário.  Essa mudança de perspectiva é porque os seres se veem como congêneres e os demais como animais, mas o destaque é para animais. <strong>Nós chamamos esta vivência de cultura -</strong> VB - esta informação está, segundo creio eu, nos §§ 24 e 25 do cap. 2., p. 52. Vou copiá-los.  </p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-19 21:05:40 UTC</pubDate>
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         <title>1.1. VB) </title>
         <author>vabraga</author>
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         <description><![CDATA[<p>24VB_ §<strong>24 cap. 2. p. 52.</strong>  Em suma, se no mundo naturalista da modernidade u<strong>m sujeito é um objeto insuficientemente analisado,</strong> <mark>a convenção interpretativa ameríndia segue o princípio inverso: um objeto é um sujeito incompletamente interpretado.</mark> Aqui, é preciso saber personificar, porque é preciso personificar para saber. O objeto da interpretação é a contrainterpretação do objeto.18 Pois este último deve ser expandido até atingir sua forma intencional plena – de espírito, de animal em sua face humana –, ou, no mínimo, ter sua relação com um sujeito demonstrada, isto é, ser determinado como algo que existe “na vizinhança” de um agente (Gell 1998).</p><ul><li><p>25 p. 52, cap. 2. cópia "<strong>25 VB) §25</strong> - No que respeita a essa segunda opção, <mark>a ideia de que os agentes não-humanos percebem-se a si mesmos e a seu comportamento sob a forma da cultura humana desempenha um papel crucial.</mark> <mark>A tradução da “cultura” para os mundos das subjetividades extra-humanas tem como corolário a redefinição de vários eventos e objetos “naturais” como sendo índices a partir dos quais a agência social pode ser abduzida. O caso mais comum é a transformação de algo que, para os humanos, é um mero fato bruto, em um artefato ou comportamento altamente civilizados do ponto de vista de outra espécie: o que chamamos “sangue” é a “cerveja” do jaguar, o que tomamos como um barreiro lamacento os tapires experimentam como uma grande casa cerimonial, e assim por diante</mark>. <strong>Os artefatos possuem esta ontologia interessantemente ambígua:</strong> <strong>são coisas ou objetos, mas apontam necessariamente para uma pessoa ou sujeito, pois são como ações congeladas, encarnações materiais de uma intencionalidade não-material. </strong>E assim, o que uns chamam de “natureza” pode bem ser a “cultura” dos outros. </p><p><strong>O § 25, do cap. 2, explicado pelo GPT nos auxilia,  a saber:  GPT</strong> - Na modernidade naturalista, um sujeito é visto como um objeto que não foi suficientemente investigado, enquanto na convenção interpretativa ameríndia, um objeto é visto como um sujeito que não foi completamente compreendido. <mark>Nessa perspectiva, é necessário personificar para entender melhor o objeto. O objetivo da interpretação é entender completamente o objeto, seja como um espírito, um ser humano ou um animal com características humanas</mark>. Além disso, é importante estabelecer a relação do objeto com um sujeito, ou seja, demonstrar que ele existe na presença de um agente próximo. Em resumo, o período enfatiza a necessidade de compreender plenamente os objetos através da personificação e da análise da sua relação com um sujeito.</p></li><li><p>VB o que é personificar um objeto para Viveiros de Castro? GPT - Para Eduardo Viveiros de Castro, <strong>personificar um objeto significa atribuir qualidades específicas e características humanas a ele.</strong> Essa perspectiva é baseada no conceito de <strong>perspectivismo ameríndio</strong>, uma teoria antropológica que sugere que <strong>diferentes seres possuem pontos de vista diferentes sobre o mundo.</strong><br><strong>De acordo com Viveiros de Castro, em muitas culturas ameríndias, os objetos não são vistos apenas como inertes ou desprovidos de vida, mas como entidades com suas próprias intencionalidades e subjetividades</strong>. Por exemplo, em algumas cosmologias indígenas, uma pedra ou uma árvore não são consideradas simplesmente como objetos materiais, <strong>mas como seres que possuem poderes e vontades próprias.</strong><br><mark>Nesse sentido, personificar um objeto envolve reconhecer sua agência e sua capacidade de agir no mundo. </mark>Isso implica em entender que o objeto tem uma existência própria e que pode afetar e ser afetado por outros seres. <mark>A personificação é uma forma de descentrar o olhar humano e reconhecer a multiplicidade de perspectivas e modos de ser existentes no mundo</mark>. <br></p><p><br/></p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-19 21:26:01 UTC</pubDate>
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         <title>1.1.1. VB) </title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/9x0r5wid8wcu6chu/wish/2830030939</link>
         <description><![CDATA[<p>Vamos rever no cap. 2, o §24 e ver o que o GPT esclarece sobre ele? 24VB_ §24 Em suma, se no mundo naturalista da modernidade um sujeito é um objeto insuficientemente analisado, a convenção interpretativa ameríndia segue o princípio inverso: um objeto é um sujeito incompletamente interpretado. Aqui, é preciso saber personificar, porque é preciso personificar para saber. O objeto da interpretação é a contrainterpretação do objeto.18 Pois este último deve ser expandido até atingir sua forma intencional plena – de espírito, de animal em sua face humana –, ou, no mínimo, ter sua relação com um sujeito demonstrada, isto é, ser determinado como algo que existe “na vizinhança” de um agente (Gell 1998).</p><p><strong>GPT -</strong> Na modernidade naturalista, um sujeito é visto como um objeto que não foi suficientemente investigado, enquanto na convenção interpretativa ameríndia, um objeto é visto como um sujeito que não foi completamente compreendido. <mark>Nessa perspectiva, é necessário personificar para entender melhor o objeto. O objetivo da interpretação é entender completamente o objeto, seja como um espírito, um ser humano ou um animal com características humanas</mark>. Além disso, é importante estabelecer a relação do objeto com um sujeito, ou seja, demonstrar que ele existe na presença de um agente próximo. Em resumo, o período enfatiza a necessidade de compreender plenamente os objetos através da personificação e da análise da sua relação com um sujeito.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-19 21:28:16 UTC</pubDate>
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         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/9x0r5wid8wcu6chu/wish/2830035973</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>2 VB) §2 cap. 3, p. 55. </strong>Como nos ensinam as <em>Mitológicas, </em>o mito indígena, enquanto atualização narrativa do plano de imanência, (VB_ vimos que algo imanente e presente ao plano concreto da realidade... )  articula-se privilegiadarnente em torno das causas e con­sequências da <strong>especiação </strong>- a investidura em uma corpora­lidade característica - dos personagens ou actantes que povoam esse plano, todos concebidos como compartilhando de uma condição geral instável na qual aspectos humanos e não-humanos se acham inextricavelmente emaranhados:</p><p><strong>GPT - O que significa especiação conforme esta em nas Mitológicas, de Claude Lévi-Strauss?</strong> Especiação nas Mitológicas de Claude Lévi-Strauss refere-se ao processo de transformação e mudança cultural que ocorre nas sociedades humanas ao longo do tempo e é representada por meio das histórias mitológicas e de seus mitos.<br>Lévi-Strauss argumenta que a especiação no contexto mitológico é uma forma de classificar e organizar as ideias e as relações sociais entre os grupos humanos. Ele analisa as estruturas e os padrões presentes nas histórias mitológicas de diferentes culturas para entender como ocorre a <strong>especiação cultural.</strong><br>Segundo o autor, as histórias mitológicas são como uma linguagem simbólica que permite que os mitos sejam compreendidos e interpretados pelas pessoas de uma determinada cultura. Esses mitos servem para reforçar a identidade de um grupo social, estabelecer suas crenças e normas, assim como para explicar fenômenos naturais e sociais.<br>Dessa forma, <strong>a especiação nas Mitológicas de Lévi-Strauss está relacionada à adaptação cultural e à transformação das sociedades humanas ao longo do tempo, representadas por meio das histórias mitológicas e dos mitos.</strong></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-19 21:38:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/9x0r5wid8wcu6chu/wish/2830036429</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>3VB) §3. p. 55.</strong> Gostaria de fazer-lhe uma pergunta simples: <strong>que é um mito?</strong> [pergunta Didier Eribon] - Não é uma pergunta simples, é exa­tamente o contrário [...]. Se você interrogar um índio americano,<strong> </strong>seriam muitas as chances de que a resposta fosse esta: uma história do tempo em que os homens e os animais ainda<strong> </strong>não eram diferentes. (Lévi-Strauss &amp; Eribon [1988] 2005:195-96)-</p><p><mark>E o § 4</mark> esclarece conforme veremos no 4VB).</p><p>Mas vamos ao GPT - Pode esclarecer o <strong>que é um mito, segundo </strong>Didier Eribon? Segundo Didier Eribon, <strong>um mito é uma representação socialmente compartilhada que visa a perpetuar uma visão distorcida da realidade.</strong> Eribon argumenta que os mitos são criados e reafirmados pela sociedade c<strong>omo forma de manter as estruturas de poder existentes e justificar a opressão de determinados grupos. Essas narrativas míticas, segundo Eribon, podem ser especialmente prejudiciais para as minorias marginalizadas, pois perpetuam estereótipos e preconceitos, dificultando a superação das desigualdades sociais. Eribon defende que é necessário desmascarar esses mitos e promover uma análise crítica das narrativas dominantes, a fim de construir uma sociedade mais justa e igualitária.</strong></p><p><strong>Pergunta ao GPT </strong>- E como Lévi-Strauss, conforme a obra Lévi-Strauss e Eribon de 1988, diria com simplicidade, o que é o mito? Lévi-Strauss <strong>definiria o mito como uma forma de pensamento que transcende a realidade imediata e busca dar sentido ao mundo por meio de narrativas simbólicas. </strong>Para ele, o mito é uma estrutura abstrata presente em todas as culturas, que se manifesta através de mitos específicos em cada sociedade. O mito não é apenas uma criação fantasiosa, mas uma expressão fundamental da cultura humana, que reflete e molda a visão de mundo de uma comunidade.</p><p><mark>Pergunta ao GPT - E como Nietzsche definiria o mito? </mark>Friedrich Nietzsche, filósofo alemão do século XIX, tinha uma visão complexa e multifacetada do mito. Embora ele não tenha dado uma definição precisa do mito em seus escritos, ele explorou extensivamente a natureza do mito e sua importância na cultura humana.<br>Para Nietzsche, <strong>o mito era uma forma poderosa de expressão simbólica que capturava as profundezas desconhecidas da mente humana</strong>. Ele via o mito como uma maneira de dar sentido à existência, oferecendo narrativas alegóricas e personagens mitológicos que ajudavam a explicar a condição humana e a natureza do mundo.<br>No entanto, Nietzsche também via o mito como uma ferramenta de domínio e controle, usada pelas estruturas de poder para influenciar e manipular as massas. Ele argumentava que os mitos eram construções humanas e que seu propósito era promover certos valores e crenças, muitas vezes em detrimento do indivíduo e de sua liberdade.<br>A visão de Nietzsche sobre o mito era ao mesmo tempo crítica e fascinada. Ele reconhecia a importância vital do mito na formação da cultura e do pensamento humano, mas ao mesmo tempo alertava para os perigos de abraçar cegamente as histórias mitológicas. Ele via o mito não como uma verdade absoluta, mas como uma construção humana que precisava ser questionada e reinterpretada constantemente.<br>Em resumo, Nietzsche via o mito como uma forma de narrativa simbólica que servia tanto para explorar as profundezas da experiência humana quanto para reforçar as estruturas de poder. Sua compreensão do mito refletia seu compromisso com a perspectiva crítica e a busca constante pela verdade individual.</p><p><strong>Pergunta o GPT</strong> - Atualmente, o conhecimento deve se basear em comparações entre os filósofos? E esta forma foi usado no passado? <strong>O conhecimento não necessariamente devem se basear em comparações entre filósofos.</strong> Embora comparações possam ser úteis para entender diferentes perspectivas e teorias filosóficas, <strong>o conhecimento também pode ser obtido através de outras formas, como através da observação empírica, métodos científicos, experiências pessoais, entre outros.</strong><br>No entanto, é comum na história da filosofia que os pensadores sejam comparados e contrastados, tanto pelos próprios filósofos quanto pelos estudiosos. <strong>Isto ocorre porque a filosofia é um campo que busca explorar e explicar questões fundamentais sobre a existência humana, o mundo e o conhecimento.</strong> Os filósofos frequentemente delineiam diferentes abordagens e perspectivas para essas questões, e as c<strong>omparações podem ajudar a esclarecer as nuances e diferenças entre essas visões.</strong><br>Por exemplo, na filosofia política, é comum comparar as visões de filósofos como <strong>John Locke e Jean-Jacques Rousseau sobre o contrato social e o papel do governo na sociedade.</strong> Essas comparações podem levar a um entendimento mais aprofundado das diferentes abordagens filosóficas e suas implicações.<br>Na história da filosofia também ocorreram debates e discussões entre filósofos, onde suas ideias foram confrontadas e comparadas. <mark>Por exemplo, no período da filosofia antiga, Sócrates, Platão e Aristóteles apresentaram diferentes visões sobre a natureza do conhecimento e a ética.</mark> Essas comparações e debates ajudaram a moldar o desenvolvimento da filosofia ao longo do tempo.<br>N<mark>o entanto, é importante ressaltar que o conhecimento filosófico não se limita apenas a comparações entre filósofos.</mark> Há muitas outras abordagens e métodos de adquirir conhecimento dentro dessa disciplina, e cada filósofo pode contribuir com ideias e insights originais e valiosos, independentemente das comparações realizadas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-19 21:39:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/9x0r5wid8wcu6chu/wish/2830040228</link>
         <description><![CDATA[<p>4VB) § 4. pág. 56. A definição é de fato profunda: aprofundemo-la, então, <strong>ainda que em uma direção um pouco diferente da que Lévi-Strauss tinha em mente em sua resposta.</strong> O discurso mítico consiste em um registro do movimento de atualização do presente estado de coisas a partir de uma condição pré-cosmológica virtual dotada de perfeita transparência - um "<strong>caosmos</strong>" <strong>onde as dimensões corporal e espiritual dos seres ainda não se ocultavam reciprocamente. </strong>Esse pré-cosmos, muito longe de exibir uma "identidade" primordial entre humanos e não-humanos, como se costuma caracterizá-lo, é percorrido por uma </p><p>diferença infinita, ainda que (ou justamente porque) <em>interna </em>a cada personagem ou agente, ao contrário das diferenças fini­tas e externas que constituem as espécies e as qualidades do mundo atual. Donde o regime de multiplicidade qualitativa próprio do mito: a questão de saber se o jaguar mítico, por exemplo, é um bloco de afetos humanos em forma de jaguar ou um bloco de afetos felinos em forma de humano é indecidível, pois a "metamorfose" mítica é um acontecimento, uma mudança não-espacial: uma superposição intensiva de esta­dos heterogêneos, antes que uma transposição extensiva de estados homogêneos. Mito não é história porque metamor­fose não é processo, "ainda não era" processo e "jamais será"<strong> </strong>processo; a metamorfose é anterior e exterior ao processo do processo&nbsp;- ela é uma figura (uma figuração) do devir.</p><p><strong>GPT - Explicar este período</strong>: Neste período, o autor discute a definição do discurso mítico, apresentando uma visão um pouco diferente daquela proposta por Lévi-Strauss. Segundo o autor, o<strong> discurso mítico é um registro do movimento de atualização do presente a partir de uma condição pré-cosmológica virtual, que é caracterizada por uma perfeita transparência e ausência de ocultação entre as dimensões corpórea e espiritual dos seres.</strong> Contrariamente ao que é comumente caracterizado, esse pré-cosmos é marcado por uma diferença infinita que percorre cada personagem ou agente, ao invés de exibir uma "identidade" primordial entre humanos e não-humanos. Nesse contexto, o mito é visto como um regime de multiplicidade qualitativa, em que não se pode decidir se um jaguar mítico é um bloco de afetos humanos em forma de jaguar ou um bloco de afetos felinos em forma de humano, pois a metamorfose mítica é um acontecimento não-espacial, uma superposição intensiva de estados heterogêneos, ao invés de uma transposição extensiva de estados homogêneos. Por fim, o autor argumenta que o mito não é história porque a metamorfose não é um processo, mas sim uma figura do devir que é anterior e exterior ao processo do processo. /</p><p>GTP - O que quer dizer: o mito é visto como um regime de multiplicidade qualitativa, segundo Deleuze e Guattari? Segundo Deleuze e Guattari, o mito é visto como um regime de multiplicidade qualitativa porque ele se baseia na ideia de que há múltiplas formas de existência e compreensão do mundo. O mito não se limita a uma única narrativa ou interpretação, mas sim abrange várias histórias, símbolos e significados que são interconectados e se complementam.  Isso implica que o mito não busca uma única verdade universal, mas sim reconhece a diversidade e complexidade das experiências humanas e culturais. Portanto, o mito é entendido como um sistema de múltiplas qualidades que emergem a partir das interações entre diferentes visões de mundo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-19 21:47:37 UTC</pubDate>
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         <title>001VB) Vocabulário e explicações do §1 do 3o capítulo Metafísicas, p. 55.</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/9x0r5wid8wcu6chu/wish/2830560491</link>
         <description><![CDATA[<p>GPT - Deleuze e Guattari ensinam que os homens modernos perderam de vista o conceito de plano de imanência. Pode explicar resumidamente, o que significa?</p><p>De acordo com Deleuze e Guattari, <strong>o conceito de plano de imanência </strong>refere-se a um modo de pensar que prioriza a imanência em relação à transcendência. <mark>Imanência significa que algo está presente e imanente ao plano concreto da realidade, enquanto a transcendência implica em algo além do plano concreto e separado dele.</mark><br>No contexto dos homens modernos, Deleuze e Guattari argumentam que eles têm se concentrado na <mark>transcendência, </mark>no sentido de buscar significado e valores em ideias ou princípios universais, assim como em sistemas políticos, religiosos ou filosóficos. Isso leva a uma perda do contato com a realidade concreta do presente, com as singularidades e multiplicidades que compõem nossa experiência cotidiana.<br>Portanto, o plano de imanência procura resgatar a imanência, enfatizando as experiências e eventos que ocorrem dentro do próprio plano concreto da realidade, em vez de buscar por respostas universais, ideais ou transcendentes. É uma forma de pensar que valoriza a singularidade, a multiplicidade e as relações imanentes entre as coisas.</p><p>Pergunta para o GPT_ O que significa para Deleuze e Guattari "<strong>o passado absoluto</strong>, aquele passado que nunca foi presente e que portanto, nunca  passou, enquanto o presente nao cessa de passar - e é definido pela interpenetrabilidade ontológica e a acessibilidade epistemológica de todos os "insistente"  que povoam e constituem esse meio e que são modelos e padrões dos existentes atuais? </p><p>Resposta do GPT_ Para Deleuze e Guattari, "o passado absoluto" refere-se a um tipo de passado que nunca se tornou presente, que nunca passou, mas que continua a interferir e influenciar o presente. Este tipo de passado é definido pela interpenetrabilidade ontológica e acessibilidade epistemológica de todos os elementos "insistentes" que compõem esse meio. Esses elementos "insistentes" são modelos e padrões dos existentes atuais, ou seja, são padrões de comportamento, pensamento e estrutura que podem ser identificados e estudados no presente, mas que têm raízes no passado e continuam a influenciar o presente.</p><p><strong>A frase menciona a ideia de uma mitologia que sugere a existência de um meio pré-histórico absoluto, que nunca existiu de fato. No entanto, esse meio é definido pela interconexão ontológica (relacionada à natureza do ser) e acessibilidade epistemológica (relacionada ao conhecimento) dos "insistentes", que se referem aos modelos e padrões dos seres atuais, de acordo com os ensinamentos de Deleuze e Guattari. No contexto dessa mitologia, os "insistentes" são considerados como fundamentais na compreensão do meio pré-histórico sugerido.</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-20 10:30:51 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/9x0r5wid8wcu6chu/wish/2830596979</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>5VB) § 5 passagem para o §6. p. 56/57</strong></p><p>A linha geral traçada pelo discurso mítico descreve, assim, a <strong>laminação</strong> instantânea dos fluxos pré-cosmológicos de ­ indiscernibilidade ao ingressarem no processo cosmológico: doravante, as dimensões humana e felina dos jaguares (e dos humanos) <strong>funcionarão alternadamente</strong> como fundo e forma potenciais uma para a outra. A transparência originária ou <em>complicatio </em>infinita se bifurca ou se explica, a partir de então, na invisibilidade (as almas humanas e os espíritos ani­mais) e na opacidade (o corpo humano e as ''roupas" somáticas animais)<strong>' </strong>que marcam a constituição de todos os seres mundanos. Essa invisibilidade e opacidade são, entretanto, relativas e reversíveis, uma vez que o fundo de virtualidade é indestrutível ou inesgotável (os grandes rituais indígenas de recriação do mundo são justamente os dispositivos de contraefetuação desse fundo indestrutível).</p><p><strong>Perguntas ao GPT</strong> - Viveiros de Castro ensina, na obra Metafísicas Canibais que: O discurso mítico descreve a laminação instantânea dos fluxos pré-cosmológicos de indiscernibilidade ao ingressarem no processo cosmológico. <strong>O que significa?</strong> A frase descreve a ideia de que o discurso mítico representa o momento em que os fluxos indeterminados e indiscerníveis da realidade pré-cosmológica se tornam discerníveis e encaminhados para o processo cosmológico, ou seja, para a criação e organização do mundo. <strong>Isso sugere que o discurso mítico é capaz de descrever a transição do caos indeterminado para a ordem discernível, uma vez que os fluxos indistintos são laminados, ou seja, organizados e tornam-se compreensíveis para a visão cosmológica.</strong></p><p><strong>GPT - Para Viveiros de Castro, o que são fluxos pré-cosmológicos de indiscernibilidade? </strong>Os fluxos pré-cosmológicos de indiscernibilidade são conceitos propostos por Eduardo Viveiros de Castro, antropólogo e filósofo brasileiro. <strong>Segundo ele, esses fluxos referem-se aos processos de transformação e imbricação de diferentes formas de existência.</strong><br>Viveiros de Castro argumenta que a ideia de uma realidade objetiva, em que as coisas são fixas e estáveis, <strong>é uma ilusão do pensamento ocidental.</strong> <strong>Em vez disso, ele propõe que o mundo é composto por uma multiplicidade de perspectivas e modos de ser, que estão constantemente fluindo e se transformando.</strong><br><mark>Os fluxos pré-cosmológicos de indiscernibilidade são formas de movimento e transformação que ocorrem antes do surgimento da realidade tal como a conhecemos</mark>. Nesse contexto, Viveiros de Castro se baseia no conceito de "<strong>perspectivismo ameríndio</strong>", que é uma forma de entender o mundo a partir da diversidade das perspectivas dos diferentes seres que o habitam.<br><strong>Para Viveiros de Castro,</strong> <strong>esses fluxos pré-cosmológicos de indiscernibilidade são fundamentais para compreendermos a multiplicidade e a complexidade da realidade.</strong> <strong>Eles nos mostram que não há uma única forma correta de ser ou de conhecer o mundo, mas sim uma infinidade de possibilidades que estão constantemente em fluxo e interação.</strong></p><p>VB - Vamos relembrar o conceito de perspectivismo, do cap. 2.? <strong>Perspectivismo ameríndio: e a este conceito veio somar o de multinaturalismo:</strong> Vamos lá? </p><p>Pergunta: O que significa par Viveiros de castro, o presente etnográfico, p. 26. cap. 1. Uma notável reviravolta. Viveiros de Castro, o presente etnográfico é um livro escrito pelo antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, que aborda questões relativas aos povos indígenas no Brasil, especialmente os índios Tupi.<br>No livro, Viveiros de Castro discute diversos temas, como a relação entre os Tupi e a natureza, a cosmologia indígena, a política e a resistência dos povos indígenas frente à colonização e a modernidade, entre outros.<br><strong>O autor utiliza a etnografia,</strong> ou seja, o estudo aprofundado <strong>das culturas por meio da observação participante,</strong> para analisar a realidade dos indígenas e suas concepções de mundo. Ele busca entender a forma como os Tupi compreendem e vivenciam o presente, seus aspectos simbólicos e suas práticas cotidianas.<br>O termo "par" refere-se à linguagem utilizada pelos índios Tupi, que classifica os seres do mundo em diversos pares de contrários, como humano/animal, vivos/mortos, etc. Já "Viveiros de Castro" é o sobrenome do autor do livro. /</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-20 11:23:45 UTC</pubDate>
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         <title>5.1.  </title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/9x0r5wid8wcu6chu/wish/2830670501</link>
         <description><![CDATA[<p>Viveiros de Castro, p. 19/20 (...)  3.  A originalidade da antropologia estaria na aliança entre as concepções e práticas provenientes dos mundo do "sujeito" e do "objeto"?</p><p>Viveiros segue dizendo que há quem pense que a antropologia  é o espelho da sociedade, mas diz que não somos mais tão ingênuos... </p><p>Pergunta ao PT - o que significa, para Viveiros de Castro a antropologia exotista e primitivista? </p><p>Para Viveiros de Castro, a expressão "antropologia congenitamente exotista e primitivista" refere-se a uma crítica à forma como a antropologia ocidental tradicionalmente olha para as culturas consideradas "primitivas" ou "exóticas". O termo "congenitamente" sugere que esse olhar exotista e primitivista é inerente à própria disciplina da antropologia.<br><br>Essa abordagem exotista tende a romantizar e objetificar as culturas indígenas, considerando-as como curiosidades ou relíquias do passado, em vez de entendê-las como sistemas de conhecimento e modos de vida complexos e igualmente válidos. O primitivismo, por sua vez, envolve a ideia de que essas culturas estão em um estágio anterior ou menos desenvolvido em comparação com as sociedades ocidentais modernas.<br><br>Viveiros de Castro, um antropólogo brasileiro, critica essa abordagem<strong> exotista e primitivista por perpetuar estereótipos e hierarquias culturais</strong>, em que as culturas indígenas são vistas como inferiores ou atrasadas em relação à cultura ocidental dominante. Em vez disso, ele defende uma antropologia que valorize a diversidade cultural e reconheça a igualdade de perspectivas, buscando compreender as sociedades indígenas a partir de suas próprias categorias conceituais e cosmologias internas. </p><p>Exotismo é um termo utilizado para descrever algo que é estrangeiro, incomum, diferente e atraente. Geralmente, refere-se a elementos culturais, estéticos ou geográficos de outras regiões ou culturas que despertam o interesse e fascínio por serem distintos daquilo que é considerado comum ou familiar. O exotismo pode estar presente em várias formas, como na música, na moda, na arte, na arquitetura, na culinária, entre outros. </p><p><strong>Exotista </strong>é o adjetivo feminino que deriva do adjetivo exótico.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-20 13:07:32 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/9x0r5wid8wcu6chu/wish/2830931274</link>
         <description><![CDATA[<p>GPT -  que Deleuze e Guattari falam sobe o devir? Gilles Deleuze e Félix Guattari, em seu livro "Mil Platôs: Capitalismo e Esquizofrenia", discutem o conceito de "devir" como uma forma de resistência à estrutura do poder e da subjetividade dominante.<br>Para Deleuze e Guattari, o devir se opõe à ideia de identidade fixa e coerente. Eles argumentam que a realidade é composta por uma multiplicidade de fluxos e conexões, onde as identidades são fluidas e se transformam constantemente. O devir é um processo de se conectar e se tornar outros - se tornar algo diferente do que se é.<br>Eles afirmam que o devir é uma forma de resistência e de potencialização da vida, uma vez que desafia a lógica binária do pensamento e rompe com as categorias convencionais de identidade e gênero. Ao se tornar outros, as pessoas podem se libertar das limitações impostas pela sociedade e experimentar possibilidades múltiplas.<br>No entanto, Deleuze e Guattari também alertam para os perigos do devir, pois pode ser cooptado pelo sistema dominante, que busca assimilar e neutralizar qualquer resistência. Portanto, eles enfatizam a importância de resistir à captura do devir pelo poder e de criar espaços de liberação e transformação.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-20 17:44:48 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/9x0r5wid8wcu6chu/wish/2830949681</link>
         <description><![CDATA[<p>O tema da obra "Rizoma" de Deleuze e Guattari é a filosofia rizomática, uma abordagem filosófica que busca romper com a tradicional forma hierárquica de pensar e organizar o conhecimento. Eles propõem a substituição de uma lógica arbórea, baseada em hierarquias e dualidades, por uma lógica de multiplicidades e conexões horizontais, que se expandem em um modelo de rede. O rizoma é apresentado como um conceito-chave para compreender o funcionamento dessa nova forma de pensamento, que busca abrir possibilidades de múltiplas conexões e traçados. A obra explora diversos aspectos dessa filosofia rizomática, desde a política até a psicanálise, e busca desafiar o pensamento estabelecido, promovendo uma transformação dos modos de conhecimento.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-20 18:06:38 UTC</pubDate>
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