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      <title>Amores de Carlos da Maia by Elmano Fermandes</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-02-27 15:55:48 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2024-02-28 01:21:33 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Onde começou o deslumbramento?</title>
         <author>fermandeselmano</author>
         <link>https://padlet.com/fermandeselmano/9wz8a9ps4iurxoyk/wish/2897814462</link>
         <description><![CDATA[<p>"Entravam então no peristilo do Hotel Central - e nesse momento um coupé da Companhia, chegando a largo trote do lado da Rua do Arsenal, veio estacar à porta.",  (p. 132, Cap. VI).</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-27 16:02:06 UTC</pubDate>
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         <title>Como é descrita a mulher vista por Carlos da Maia, e que sensações transmite esta personagem feminina?</title>
         <author>fermandeselmano</author>
         <link>https://padlet.com/fermandeselmano/9wz8a9ps4iurxoyk/wish/2897814859</link>
         <description><![CDATA[<p>"[...] indolente e poseur, ofereceu a mão a uma senhora alta, loira, com um meio véu muito apertado e muito escuro que realçava o esplendor da sua carnação ebúrnea. Craft e Carlos afastaram-se, ela passou diante deles, com um passo soberano de deusa, maravilhosamente bem feita, deixando atrás de si como uma claridade, um reflexo de cabelos de oiro, e um aroma no ar. Trazia um casaco colante de veludo branco de Génova, e um momento sobre as lajes do peristilo brilhou o verniz da suas botinas.", (pp. 132-133, Cap. VI).</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-27 16:02:17 UTC</pubDate>
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         <title>Qual a reação de Carlos da Maia, perante esta mulher?</title>
         <author>fermandeselmano</author>
         <link>https://padlet.com/fermandeselmano/9wz8a9ps4iurxoyk/wish/2897875373</link>
         <description><![CDATA[<p>"Voltou ainda três vezes ao Aterro, não a tornou a ver; e então envergonhou-se, sentiu-se humilhado com este interesse romanesco que o traz assim, numa inquietação de rafeiro perdido, farejando o Aterro, da Rampa de Santos ao Cais do Sodré, à espera de uns olhos negros e de uns cabelos loiros de passagem em Lisboa, e que um paquete da Royal Mail levaria uma dessas manhãs...", (p. 172, Cap. VII).</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-27 16:42:56 UTC</pubDate>
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         <title>Porque Carlos da Maia vai a Sintra?</title>
         <author>fermandeselmano</author>
         <link>https://padlet.com/fermandeselmano/9wz8a9ps4iurxoyk/wish/2898271048</link>
         <description><![CDATA[<p>"Carlos, no entanto, pensava no motivo que o trazia a Sintra. E realmente não sabia bem porque vinha: mas havia duas semanas que ele não avistava certa figura que tinha um passo de deusa pisando a Terra, e que não encontrava o negro profundo de dois olhos que se tinham fixado nos seus: agora supunha que ela estava em Sintra, corria a Sintra. Não esperava nada, não desejava nada. Não sabia se a veria, talvez ela tivesse já partido. Mas vinha : e era já delicioso o pensar nela assim por aquela estrada fora, penetrar, com essa doçura no coração, sob as belas árvores de Sintra… Depois, era possível que daí a pouco, na velha Lawrence, ele a cruzasse de repente no corredor, roçasse talvez o seu vestido, ouvisse talvez a sua voz." (pp. 186-187, Cap VIII)</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-27 22:51:14 UTC</pubDate>
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         <title>Como podemos entender que Carlos da Maia estaria na fase da paixão por esta mulher?</title>
         <author>fermandeselmano</author>
         <link>https://padlet.com/fermandeselmano/9wz8a9ps4iurxoyk/wish/2898273760</link>
         <description><![CDATA[<p>"Com um gesto Carlos recusou, e veio sentar-se no terraço. A tarde descia, calma, radiosa, sem um estremecer de folhagem, cheia de claridade dourada, numa larga serenidade que penetrava a alma. Ele tê-la-ia pois. encontrado, ali mesmo naquele terraço, vendo também cair a tarde - se ela não estivesse impaciente por tornar a ver a filha, algum bebezinho loiro que ficara só com a ama. Assim, a brilhante deusa era também uma boa mamã; e isto dava-lhe um encanto mais profundo, era assim que ele gostava mais dela, com este terno estremecimento humano nas suas belas formas de mármore. Agora, já ela estava em Lisboa; e imaginava-a nas rendas do seu <em>peignoir</em>, com o cabelo enrolado à pressa, grande e branca, erguendo ao ar o bebé nos seus esplêndidos braços de Juno, e falando-lhe com um riso de oiro. Achava-a assim adorável, todo o seu coração fugia para ela… Ah! poder terão direito de estar junto dela, nessas horas de intimidade, bem junto, sentindo o aroma da sua pele, e sorrindo também a um bebé. E, pouco a pouco, foi-lhe surgindo na alma um romance, radiante e absurdo: um sopro de paixão, mais forte que as leis humanas, enrolava violentamente, levava juntos o seu destino e o dela; depois, que divina existência, escondida num ninho de flores e de Sol, longe, nalgum canto da Itália… E toda a sorte de ideias de amor, de devoção absoluta, de sacrifício, invadiam-no deliciosamente - enquanto os seus olhos se esqueciam, se perdiam, enlevados na religiosa solenidade daquele belo fim da tarde." (p. 205, Cap. VIII)</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-27 22:55:46 UTC</pubDate>
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         <title>Como podemos entender que Carlos da Maia e Maria Eduarda são um casal feliz?</title>
         <author>fermandeselmano</author>
         <link>https://padlet.com/fermandeselmano/9wz8a9ps4iurxoyk/wish/2898290783</link>
         <description><![CDATA[<p>"Um momento ficaram calados, olhando-se arrebatadamente.</p><p>- Diz-me ao menos que és feliz - murmurou Carlos.</p><p>Ela lançou-lhe os braços ao pescoço: e os seus lábios uniram-se num beijo profundo, infinito, quase imaterial pelo seu êxtase." (p. 344 , Cap. XII)</p><p><br/></p><p>"Maria Eduarda veio encostar-se à janela, Carlos seguiu-a; e ficaram alia juntos, calados, profundamente felizes, penetrados pela doçura daquela solidão." (p. 365, Cap. XIII) </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-27 23:24:33 UTC</pubDate>
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         <title>Como o jogo &quot;amoroso&quot; que Carlos da Maia mostra a felicidade que sente por estar com Maria Eduarda?</title>
         <author>fermandeselmano</author>
         <link>https://padlet.com/fermandeselmano/9wz8a9ps4iurxoyk/wish/2898295374</link>
         <description><![CDATA[<p>"Maria Eduarda veio encostar-se à janela, Carlos seguiu-a; e ficaram alia juntos, calados, profundamente felizes, penetrados pela doçura daquela solidão. Um pássaro cantou de leve no ramo da árvore; depois calou-se. Ela quis saber o nome de uma povoação que branquejava ao longe, ao Sol, na colina azulada. Carlos não se lembrava. Depois, brincando, colheu uma margarida, para a interrogar: <em>Elle m'aime, un peu, beaucoup</em>... Ela arrancou-lha das mãos.</p><p>-Para que precisa perguntar às flores?</p><p>-Porque ainda não mo disse claramente, absolutamente, como eu quero que mo diga…</p><p>Abraçou-a pela cinta, sorriam um ao outro." (p. 365, Cap. XIII) </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-27 23:32:14 UTC</pubDate>
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         <title>Quem sabe antes de Carlos da Maia sobre a &quot;desgraça&quot;?</title>
         <author>fermandeselmano</author>
         <link>https://padlet.com/fermandeselmano/9wz8a9ps4iurxoyk/wish/2898329627</link>
         <description><![CDATA[<p>"Então o Sr. Guimarães, à pressa, resumiu o pedido. Como sabia a intimidade do Sr. João da Ega e de Carlos da Maia, lembrara-se de lhe entregar o cofrezinho para que ele o restituísse à família…</p><p>Perfeitamente! - acudiu Ega. - Eu estou mesmo em casa dos Maias, no Ramalhete. […]</p><p>Muito agradecido a Vossa Excelência! Eu junto-lhe então um bilhete e Vossa Excelência entrega-o da minha parte ao Carlos da Maia, ou à irmã.</p><p>Ega teve um movimento de espanto:</p><p>- À irmã… A que irmã?</p><p>O Sr. Guimarães considerou Ega também com assombro. E abandonando-lhe lentamente a mão:" (p.518, Cap. XVI)</p><p><br></p><p>"Então Ega, já impaciente, esvaziou toda a caixa sobre a mesa, alastrou os papéis. E entre cartas, outras contas, bilhetes de visita, um grande sobrescrito destacou com esta linha a tinta azul: Pertence a minha filha Maria Eduarda. Foi Vilaça que lançou os olhos, rapidamente, à enorme folha de papel que ele continha, luxuosa e documental, com o monograma de oiro sob a coroa de marquês. Quando o passou em silêncio para a mão do Ega, parecia sufocado, com todo o sangue nas orelhas. Ega leu-o alto, devagar. Dizia:</p><p>[...] <em>leitura da carta</em> [...]</p><p>Ega ficou a olhar para o Vilaça. O procurador só pôde murmurar, com as mãos cruzadas sobre a mesa:</p><p>- Que bolada! Que bolada!</p><p>Então Ega ergueu-se. Bem! Agora tudo se simplificava. Havia unicamente a entregar aquele documento a Carlos, sem comentários. Mas o Vilaça cocava a cabeça, retomado por uma dúvida:</p><p>- Eu não sei se este papelinho faria fé em juízo…"</p><p>(p.537-538-, Cap. XVII)</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-28 00:19:25 UTC</pubDate>
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         <title>Como acaba este casal?</title>
         <author>fermandeselmano</author>
         <link>https://padlet.com/fermandeselmano/9wz8a9ps4iurxoyk/wish/2898329860</link>
         <description><![CDATA[<p>"No dia seguinte, levando os papéis da Monforte e o dinheiro em letras e libras que Vilaça lhe entregara à porta do Banco de Portugal, Ega, com o coração aos pulos, mas decidido a ser forte, a afrontar a crise serenamente, subiu ao primeiro andar da Rua de S. Francisco. O Domingos, de gravata preta, movendo-se em pontas de pés, abriu o reposteiro da sala. E Ega pousara apenas sobre o sofá a velha caixa de charutos da Monforte - quando Maria Eduarda entrou, pálida, toda coberta de negro, estendendo-lhe as mãos ambas.</p><p>- Então Carlos?</p><p>Ega balbuciou:</p><p>- Como Vossa Excelência pode imaginar, num momento destes... Foi horrível, assim de surpresa....</p><p>Uma lágrima tremeu nos olhos pisados de Maria. Ela não conhecia o Sr.</p><p>Afonso da Maia, nem sequer o vira nunca. Mas sofria realmente por sentir bem</p><p>o sofrimento de Carlos... O que aquele rapaz estremecia o avô!</p><p>- Foi de repente, não?</p><p>Ega retardou-se em longos detalhes. Agradeceu a coroa que ela mandara. Contou os gemidos, a aflição do pobre «Bonifácio»...</p><p>- E Carlos? - repetiu ela. [...]</p><p>-Carlos foi para Santa Olávia, minha senhora,</p><p>Ela apertou as mãos, numa surpresa que a acabrunhava. Para Santa Olvia! E sem um bilhete, sem uma palavra?... Um terror empalidecia-a mais, diante daquela partida tão arrebatada, quase parecida com um abandono. Terminou por murmurar, com um ar de resignação e de confiança que não sentia:</p><p>- Sim, com efeito, nestes momentos não se pensa nos outros...</p><p>Duas lágrimas corriam-lhe devagar pela face.[…]</p><p>- Vossa Excelência conhece a letra de sua mãe, não é verdade?... Pois bem! Eu trago aqui uma declaração dela a seu respeito… Esse Guimarães é que tinha este documento, com outros papéis que ela lhe entregou em 71, nas vésperas da guerra… Ele conservou-os até agora, e queria restituir-lhos, mas não sabia onde Vossa Excelência vivia. Viu-a há dias numa carruagem, comigo e com o Carlos… Foi ao pé do Aterro, Vossa Excelência deve lembrar-se, defronte doalfaiate, quando vínhamos da Toca… Pois bem! O Guimarães veio imediatamente ao procurador dos Maias, deu-lhe esses papéis, para que os entregasse a Vossa Excelência… E nas primeiras palavras que disse, imagine o assombro de todos, quando se entreviu que Vossa Excelência era parenta de Carlos, e</p><p>parenta muito chegada.[…]</p><p>Fora uma inspiração providencial, que salvava de testemunhar o choque terrível, o horror das coisas que ela ia saber. E insistiu. Deixava-lhe ali todos os papéis que eram de sua mãe. Ela leria, quando ele saísse, compreenderia a realidade atroz… Depois, tirando do bolso os dois pesados rolos de libras, o sobrescrito que continha a letra sobre Paris, pôs tudo em cima da mesa, com declaração da Monforte.</p><p>Agora só mais duas palavras. Carlos pensa que o que Vossa Excelência deve fazer já, é partir para Paris. Vossa Excelência tem direito, como sua filha há-de ter, a uma parte da fortuna desta família dos Maias, [...]" (pp.575-578, XVII)</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-28 00:19:42 UTC</pubDate>
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         <title>Como reage Carlos da Maia ao descobrir esta &quot;desgraça&quot;?</title>
         <author>fermandeselmano</author>
         <link>https://padlet.com/fermandeselmano/9wz8a9ps4iurxoyk/wish/2898331118</link>
         <description><![CDATA[<p>"No curto silêncio que caiu, um chuveiro mais largo, alagando o arvoredo do jardim, cantou nas vidraças. Carlos ergueu-se arrebatadamente, numa revolta de todo o ser:</p><p>- E tu acreditas que isso seja possível? Acreditas que suceda a um homem como eu, como tu, numa rua de Lisboa? Encontro uma mulher, olho para ela, conheço-a, durmo com ela e, entre todas as mulheres do mundo, essa justamente há-de ser minha irmã! É impossível… Não há Guimarães, não há papéis, não há documentos que me convençam!</p><p>E como Ega permanecia mudo, a um canto do sofá, com os olhos no chão:</p><p>- Dize alguma coisa - gritou-lhe Carlos. Duvida também, homem, duvida comigo!... É extraordinário! Todos vocês acreditam, como se isto fosse a coisa mais natural do mundo, e não houvesse por essa cidade fora a senão irmãos a dormir juntos!" (p.543, Cap. XVII)</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-28 00:21:01 UTC</pubDate>
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