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      <title> &quot;Crianças Selvagens - O Caso Danielle&quot; by Miguel Conceição</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-11-21 15:09:01 UTC</pubDate>
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         <title>a) Descrever brevemente a situação.</title>
         <author>miguel_bjj</author>
         <link>https://padlet.com/miguel_bjj/9vi1pn1qmy71vncy/wish/948191802</link>
         <description><![CDATA[<div>O caso de Danielle tornou-se público no dia que esta foi retirada à família (13 de julho de 2005 em Plant City), quanto tinha já perto de 7 anos de idade. Quando foi resgatada, a criança apresentava uma face pálida com inúmeras erupções cutâneas, cabelo desgrenhado e com piolhos, olhos sumidos e era muito magra (com apenas 21 kg). Danielle sofreu de abusos por parte da família e encontrava-se isolada a maior parte do tempo dentro de um quarto do tamanho de um "closet", estava deitada num colchão roto, nua e tinha apenas uma fralda. A casa onde foi encontrada possuía péssimas condições , estava coberta de fezes tanto de animais como de humanos e o seu estado era desumano. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-21 15:26:34 UTC</pubDate>
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         <title>b) Sintomatologia apresentada pela criança:</title>
         <author>miguel_bjj</author>
         <link>https://padlet.com/miguel_bjj/9vi1pn1qmy71vncy/wish/948396674</link>
         <description><![CDATA[<div>Danielle apresentava um comportamento típico de uma criança selvagem, derivado do isolamento a que esta foi submetida.<br>Revelando comportamentos como:</div><ul><li>expressões faciais inexistentes, sendo incapaz de olhar alguém olhos nos olhos;</li><li>usava fralda;</li><li>não falava (ausência de linguagem verbal) e não abanava a cabeça para dizer sim ou não;</li><li>encontrava-se subnutrida e com anemia;</li><li>não sabia mastigar nem engolir alimentos sólidos;</li><li>não reagia ao calor e ao frio, nem à dor física;</li><li>mantinha-se de pé mas com uma postura curvada e na ponta dos pés (bipedismo parcial), locomovendo-se de lado como um caranguejo;</li><li>era incapaz de reagir a estímulos e afectos, mostrando-se indiferente a tudo e todos; </li><li>emitia algumas vocalizações como gemidos e batia os pés;</li><li>nunca chorava;</li><li>apresentava dificuldade em interagir com outras pessoas (ensimesmamento), uma vez que nunca foi estimulada a fazê-lo.</li></ul><div>Mais tarde foi diagnosticada como tendo "autismo ambiental" pois apesar dos comportamentos que demonstrava não tinha qualquer traumatismo craaniano.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-21 17:50:23 UTC</pubDate>
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         <title>c) Descrever o processo de recuperação da criança.</title>
         <author>miguel_bjj</author>
         <link>https://padlet.com/miguel_bjj/9vi1pn1qmy71vncy/wish/948440877</link>
         <description><![CDATA[<div>Danielle foi privada de processos essenciais para o seu desenvolvimento durante um período crítico da sua vida, na maioria dos casos estas crianças nunca voltam a recuperar, uma vez que são afastadas da sociedade e por isso não tem um modelo para seguir, não concluindo a socialização primária e não tendo uma função integradora, por vezes as crianças selvagens não tem consciência da sua própria identidade porque ao não haver um "tu" na sua vida não há por consequente um "eu".<br>Contudo Danielle foi encontrada por volta dos 7 anos e por isso conseguiu fazer uma recuperação drástica no seu comportamento a nível social, uma vez que a maturação cerebral não estava completa, permitiu uma grande melhoria.<br>Todavia por nunca ter tido uma interação precoce com outros seres humanos (que proporciona competências linguísticas, culturais, cognitivas e sociais), Danielle nunca voltou a falar como uma pessoa "normal", conseguia apenas imitar o movimento da boca e proferir um pequeno discurso. Durante o período crítico de desenvolvimento da criança, que corresponde à infância, esta deve ser estimulada através dos pais, irmãos, outros membros da família e amigos, mas Danielle nunca foi submetida a este tipo de interações, vivendo a maior parte da sua infância no isolamento e solidão. <br>Porém esta criança superou todas as expectativas, após ter sido adotada  por uma família demorou apenas 1 ano para mostrar indícios de recuperação, terá aumentado o seu peso, participava de diversas terapias e até estava inscrita nas aulas de equitação, outro elemento imprescindível para a sua recuperação foi o seu irmão William uma vez que que este brincava constantemente com ela e conseguia-lhe ensinar coisas básicas, como brincar e rir. Danielle consegui começar a comer sozinha e deixou de usar fraldas, mostra sinais de que compreende ordens simples, aprendeu também a controlar as suas emoções, já se deixa agarrar por outras pessoas, sabe nadar e tem consciência de que o seu nome é Dani.<br>Mas Dani teve de ultrapassar uma série de dificuldades até chegar a este ponto, no início era muito agitada, comportava-se como um bebé e mantinha-se constantemente na posição fetal, era incapaz de brincar e de fazer atividades ao ar livre, até aos dias de hoje não consegue dormir na sua cama, algo que provavelmente nunca irá ultrapassar. <br>Contudo o facto de esta criança ter sido entregue a uma família nova mudo completamente a sua vida, permitindo que esta se integrasse aos poucos na sociedade, espera-se que consiga vir a ter uma vida mais autónoma uma vez que foi encontrada ainda muito nova e tem mostrado grandes melhorias no seu compurtamento.<br>O caso de Danielle é um laboratório científico para a psicologia, permite-nos compreender que a nossa infância é crucial e afeta toda a nossa vida, casos como este devem ser expostos e tomados como exemplo para que não se voltem a repetir, porque manter crianças nestas condições é como matá-las lentamente.  <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-21 18:24:33 UTC</pubDate>
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