<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Reconquista Cristã  by Joaquim Santos</title>
      <link>https://padlet.com/25391_joaquimsantos/9uwcix37vcx8</link>
      <description></description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-02-10 13:51:29 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2018-02-10 15:03:44 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title>Reconquista Cristã</title>
         <author>25391_joaquimsantos</author>
         <link>https://padlet.com/25391_joaquimsantos/9uwcix37vcx8/wish/230270668</link>
         <description><![CDATA[<div>Portugal começa por ser um simples pedaço de terra, apêndice de um dos primeiros reinos cristãos que desabrocharam com o advento da Reconquista cristã, o reino de Leão.<br>Foi na região de Portucale, enclave entre o rio Lima e Douro, que tudo se originou.<br>Se alguém está ligado ao nascimento do nosso país, é o nosso primeiro monarca, fundador da primeira casa real portuguesa-a dinastia Afonsina-Afonso Henriques, filho do cruzado francês, D.Henrique de Borgonha, e de D.Teresa, filha do rei de Leão, Afonso VI.<br>Entre os anos de 1127-1128, acontece a batalha de S.Mamede. Impetos independistas incentivados pela velha nobreza portucalense ligada ao seu pai.<br>A oposição à sua mãe envolvida com interesses galegos, ligados à sua irmã Urraca.<br>Acontece também a concessão de doações e deliberação administrativa em nome individual.<br>Após a batalha de S.Mamede, a autoridade de D.Teresa é anulada.<br>Entre 1128-1143 dá-se o acordo de Tui, onde é estabelecida a paz entre Afonso Henriques e o primo, a invasão da Galiza por Afonso Henriques.<br>Dá-se também no ano de 1143 a conferência de Zamora onde Portugal passa a ser temporariamente independente.Só com a intervenção do arcebispo de Braga e do legado do Papa, Portugal passa a ser efetivamente um condado independente.<br>De 1143 a 1179, Afonso Henriques não ficou satisfeito nos anos que se seguiram a Zamora; o titulo de rei não lhe havia ainda sido reconhecido pela Cristandade.<br>Este encomenda o nosso território à Santa Sé, considerando-se e aos seus descendentes vassalo do Papa.<br>O Papa aceita o contributo mas não Afonso Henriques como rei, fruto da influência de Afonso VII. Em 1147 dá-se a conquista definitiva de Lisboa e Santarém.<br>Só em 1149, o Papa Alexandre II reconhece oficialmente Afonso Henriques como rei e Portugal como reino através da Bula Manifestis Probatum.<br>Em 1185 dá-se a morte de D.Afonso Henriques, gerando uma grande instabilidade: maus anos agrícolas, fome, pestes, mortes.<br>Todo o processo de Reconquista é feito, como é vulgarmente afirmado, de avanços e recuos, em especial no século que se segue ao desaparecimento de Afonso Henriques.<br>Com D.Sancho I prossegue a dura ação bélica contra os Muçulmanos, no seguimento do que sempre Afonso Henriques havia feito.<br>No entanto, as investidas almóadas vindas de Marrocos fizeram-no perder tudo ao sul do Tejo, exceto Évora. Para além disto, D.Sancho I é responsável por imensas cartas de foral concedidas no norte do país, através da concessão, procurando garantir a defesa contra a ameaça almóada. Os conflitos com o clero e a nobreza também caraterização este reinado que serão constantes daqui para a frente.<br>Afonso II terá uma ação militar inferior, tão dedicado esteve na administração e consolidação do poder real.<br>Interessava colocar o poder do rei acima de qualquer outro.<br>No que respeita ao processo de Reconquista, os portugueses estiveram numa verdadeira coligação cristã ao lado dos castelhanos, Aragoneses e Franceses na defesa da Peninsula Ibérica.<br>D.Sancho II torna-se rei apenas com 13 anos. A sua inexperiência dita os primeiros anos da continuação da Reconquista.<br>Este falhanço agudizou a tensão entre a nobreza e o próprio monarca.<br>No entanto e à parte tudo isto, o nosso reino foi crescendo, sobretudo, na direção sul.<br>Note-se que entretando, parte do nosso avanço benficiou da junção definitiva das coroas de Leão e Castela, em 1230, facto que só facilitaria a continuidade do nosso processo de Reconquista.<br>Com Afonso III conclui-se a conquista definitiva do Algarve, em 1249, com as conquistas de Faro Albufeira, Porches e Silves.<br>No entanto, a soberania sobre o Algarve era contestada pelo Infante D.Afonso de Castela que reclamava o direito sobre os castelos do Algarve. Perante este diferendo os exércitos castelhanos invadiram Portugal entre 1250 e 1253.<br>A Igreja interferiu e promoveu um acordo entre os dois reinos em 1267 chamado Acordo de Badajoz.<br>D.Afonso III passou a denominar-se rei de Portugal e do Algarve.<br>Anos mais tarde D.Afonso IV, atendendo a um humilhante pedido de auxilio, D.Afonsso XI de Castela ajudando-o a expulsar os Muçulmanos do sul de Espanha, na batalha do Salado.<br>Deste modo o norte cristão anexava e recolhia no seu seio, e para sempre, o sul muçulmano e a Reconquista tinha, assim, o seu fim.<br>Mas só a partir de 1297, pelo tratado de Alcanizes, no reinado de D.Dinis é que foram estabelecida definitivamente as fronteiras de Portugal.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-02-10 13:52:34 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/25391_joaquimsantos/9uwcix37vcx8/wish/230270668</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
