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      <title>EXILADOS DA DITADURA CIVIL-MILITAR BRASILEIRA FA by Danielle Parker</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-11-19 16:40:51 UTC</pubDate>
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         <title>LEONEL BRIZOLA</title>
         <author>danielleparker2</author>
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         <description><![CDATA[<p>Leonel de Moura Brizola foi um engenheiro civil e político brasileiro. Considerado um líder trabalhista, foi governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, sendo o único político eleito pelo povo para governar dois estados diferentes em toda a história do Brasil.</p><p><br></p><p>Leonel Brizola foi um dos principais defensores das reformas de base pelo presidente da época, João Goulart, sempre lutando pela nacionalização dos recursos da União e por maior autonomia para o Brasil. Durante a Guerra Fria, quando o país estava fortemente alinhado aos Estados Unidos na oposição ao comunismo, Brizola, embora não fosse comunista, era frequentemente associado a essa ideologia devido às suas ideias progressistas e reformas sociais.</p><p><br></p><p>No período entre 1964 e 1979, Leonel viveu em diversos países. Primeiramente, ele foi para o Uruguai, onde permaneceu por grande parte de seu exílio, de 1964 até o início da década de 1970. Durante a repressão mais intensa no Brasil, ele passou também por outros locais, como os Estados Unidos e Portugal, retornando ao Brasil em 1979, após a promulgação da Lei da Anistia.</p><p><br></p><p>&nbsp;&nbsp;Leonel Brizola, importante político trabalhista, fez parte da primeira geração de exilados pela Ditadura militar que assumiu o comando do país em 1964. Visto como um dos principais inimigos do regime autoritário, Brizola se viu forçado a permanecer exilado no exterior durante 15 anos.&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>Nesse período, viveu principalmente em dois países: Uruguai entre 1964 e 1978 e Portugal, em 1978 e 1979. Diferente do que é previsto na legislação sobre asilo e refúgio, e do que esperavam os militares, Brizola atuou politicamente nesses dois países. Porém, os registros de sua atuação política indicam relevantes transformações quanto a repertórios de ação após cada migração vivida. Assim, enquanto existem registros de adesão à estratégias armadas no Uruguai, em Portugal, Brizola se empenhou em atuar politicamente por meio dos canais tradicionais para dar início ao ressurgimento do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
         <enclosure url="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/ce/Brizola.jpg" />
         <pubDate>2024-11-19 16:44:43 UTC</pubDate>
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         <title>CAETANO VELOSO</title>
         <author>danielleparker2</author>
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         <description><![CDATA[<p>O cantor e compositor Caetano Veloso nasceu em 1942, em Santo Amaro da Purificação. Filho de José Veloso, funcionário dos Correios e Telégrafos, e de Dona Canô, com 14 anos, foi com a família para o Rio de Janeiro. Estava sempre nos programas de rádio.</p><p><br/></p><p>Em 1960, já morando em Salvador, começou a cursar Filosofia na UFBA, período em que conheceu diversos outros artistas baianos que teriam, em breve, participação decisiva em sua carreira.</p><p><br/></p><p>Em 1969, durante a Ditadura Civil-Militar, Caetano Veloso foi obrigado, juntamente a Gilberto Gil, a se exilar em Londres.&nbsp;</p><p><br>Caetano Veloso foi acusado de desrespeitar o Hino Nacional em um show na boate carioca Sucata, mas a acusação que pesava sobre ele era de “incitar a juventude à rebeldia”. Caetano e Gilberto Gil foram presos no Rio onde tiveram longos cabelos raspados. Eles ficaram presos&nbsp; por 2 meses em diversos quartéis diferentes e em maio foram autorizados a se exilar “voluntariamente” na Inglaterra.&nbsp; &nbsp; </p><p><br/></p><p>Quando exilado, Caetano criou diversas músicas como “Alegria, Alegria”, “É proibido proibir” e “London London” que falava da saudade da sua terra natal e de como era a vida em Londres. Quando estavam exilados receberam diversas contribuições de cantores brasileiros para sobreviver em Londres, como Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Maria Bethânia, Elis Regina e outros.&nbsp;</p><p><br>Em 1972 , após receber anistia , quando apareceu na porta do avião, ele foi colocado dentro de um fusca por militares à paisana e levado para um local onde foi interrogado por seis horas. Segundo Caetano relatou , os militares queriam que ele compusesse uma música sobre a Transamazônica, e citaram nomes de artistas que colaboraram com o governo militar para convencê-lo. Ele foi proibido de cortar o cabelo ou a barba para que não passasse a imagem de que tinham feito algo com ele. Foi obrigado ainda a fazer duas apresentações em programas da TV Globo: Chacrinha e Som Livre Exportação.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
         <enclosure url="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/da/Caetano_Veloso_-_Singer_Composer_%28212714988%29.jpg" />
         <pubDate>2024-11-19 16:55:06 UTC</pubDate>
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         <title>CHICO BUARQUE DE HOLLANDA</title>
         <author>danielleparker2</author>
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         <description><![CDATA[<p>Francisco Buarque de Hollanda, conhecido como Chico Buarque, nasceu em 19 de junho de 1944, no Rio de Janeiro. É um renomado cantor, compositor, violonista, dramaturgo, escritor e ator, considerado por muitos críticos como um dos maiores artistas vivos da música brasileira.&nbsp;&nbsp;</p><p><br></p><p>Com uma discografia de cerca de 80 obras, Chico Buarque construiu uma carreira marcante, incluindo discos-solo, parcerias musicais e compactos. Sua obra é reconhecida por seu engajamento social e riqueza poética.&nbsp;&nbsp;</p><p><br></p><p>Após o Ato Institucional nº 5, em 1968, foi detido devido à sua participação na Passeata dos Cem Mil e à peça <em>Roda Viva</em>, considerada subversiva pelo regime militar. Em janeiro de 1969, exilou-se na Itália para escapar da repressão política.&nbsp; Chico Buarque ficou exilado na Itália por cerca de 14 meses, entre 1969 e 1970, devido à repressão do Regime Militar no Brasil. </p><p><br>No exílio, chegou a fazer espetáculos com Toquinho. Nessa época, teve suas canções "<em>Apesar de você" </em>e "Cálice" proibidas pela censura brasileira. Adotou o pseudônimo de <em>Julinho da Adelaide</em>, com o qual publicou apenas três canções: "<em>Milagre Brasileiro", "Acorda amor" e "Jorge Maravilha"</em>. Na Itália, Chico tornou-se amigo do cantor Lucio Dalla, de quem fez a <em>Minha História</em>, versão em português (1970) da canção <em>Gesù Bambino</em> , de Lucio Dalla e Paola Palotino.</p><p><br></p><p>Chico Buarque de Holanda voltou ao Brasil em 20 de março de 1970. O compositor foi recebido no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, por fãs, jornalistas e duas bandas.<br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-19 17:29:50 UTC</pubDate>
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         <title>DARCY RIBEIRO</title>
         <author>danielleparker2</author>
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         <description><![CDATA[<p>Darcy Ribeiro nasceu em Montes Claros, Minas Gerais, em 26 de outubro de 1922. Formou-se em Ciências Sociais pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo, em 1946. Construiu uma brilhante carreira intelectual de projeção internacional, notadamente nos campos da antropologia, etnologia e educação. Além de ter sido um estudioso do modo de vida dos povos indígenas, defendeu-os arduamente.</p><p><br/></p><p>Darcy Ribeiro foi exilado devido à sua oposição à ditadura militar que se instaurou no Brasil após o golpe de 1964. Ele era chefe da Casa Civil no governo de João Goulart e apoiava reformas sociais, como a reforma agrária e educacional. Sua ligação com o governo deposto e suas ideias progressistas o tornaram alvo dos militares, que o acusaram de subversão. Além disso, como fundador da Universidade de Brasília, Darcy era visto como um influente defensor de ideais considerados contrários ao regime. Temendo prisão e perseguição, ele deixou o país e passou a trabalhar no exterior, onde continuou sua produção intelectual.</p><p><br>Durante seu exílio após o golpe de 1964, Darcy Ribeiro viveu em países como Uruguai, Chile, Venezuela e México, onde continuou atuando como antropólogo e educador. Ele lecionou em universidades, ajudou a criar o Centro de <em>Estudios Latinoamericanos, </em>na UNAM, e escreveu obras importantes, como "<em>O Povo Brasileiro"</em>. O período do exílio reforçou sua visão latino-americanista. </p><p><br/></p><p>Com a anistia, ele retornou ao Brasil em 1976, mas apenas em 1985 Darcy retomou seu trabalho em política e educação para o desenvolvimento do país.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-19 17:34:32 UTC</pubDate>
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         <title>BEATRIZ BANDEIRA RIFF</title>
         <author>danielleparker2</author>
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         <description><![CDATA[<p>Beatriz Bandeira nasceu dia 8 de novembro de 1909 no Méier, Rio de Janeiro. Estudou no Instituto Nacional de Música e filiou-se à Juventude Comunista, tempos depois se integrou à ANL (Aliança Nacional Libertadora) e participou do levante comunista fracassado de 1935. Durante a ditadura do Estado Novo, foi presa na Cela 04 da Casa de Detenção, juntamente com Olga Benário e Nise da Silveira. Beatriz foi exilada e viveu em Montevidéu, Uruguai, onde casou-se com Raul Ryff, que era do mesmo partido que ela. Ao voltar ao Brasil ingressou na Federação de Mulheres do Brasil e colaborou com a revista “Movimento Feminino” no Rio de Janeiro. Foi exilada novamente em 1964, após o golpe militar, e viveu por um tempo na Iugoslávia. Com a lei da Anistia voltou ao Brasil, mas nunca deixou de ser comunista. Em 02 de janeiro de 2012, Beatriz Bandeira Ryff faleceu no Rio de Janeiro aos 102 anos decorrente de um AVC.&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>Beatriz Bandeira foi o símbolo da luta pelos direitos humanos e pela garantia das liberdades democráticas, ela exerceu militância com Raul Ryff, Carlos Marighela, Eneida de Moraes, Eugênia e Graciliano Ramos. Devido à sua ativa militância política e aos perigos que isso representava durante os regimes ditatoriais no Brasil, Beatriz foi exilada. Após o golpe militar de 1964, Beatriz e seu marido, Raul Ryff, pediram asilo na Embaixada da Iugoslávia e, posteriormente, se exilaram na França. Em 1967, após voltar para o Brasil, ela participou ativamente do processo de organização da luta pela Anistia, sendo que, ela foi uma das fundadoras do Movimento Feminino pela Anistia e Liberdades Democráticas.</p><p>&nbsp;</p><p>A vida no exílio de Beatriz Bandeira não foi fácil, marcada por diversos desafios e a luta persistente pelos direitos humanos e democracia. Beatriz passou por adaptação cultural e linguística por causa da cultura diferente, e também era muito difícil conseguir um emprego devido aos desafios econômicos, e não somente com Beatriz, mas também com outros exilados, houve uma grande insegurança com o futuro político do país.</p><p>&nbsp;</p><p>Com a Lei da Anistia (1979), Beatriz retornou ao país e continuou a militar nos anos 70 e 80 para que todos os exilados pudessem retornar ao país, além de participar do Movimento Feminino pela Anistia e Liberdades Democráticas, assim lutou pelo fim da ditadura.&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-22 15:20:17 UTC</pubDate>
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