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      <title>Ciclo Celular by Fernanda Micheli Fontes Pereira</title>
      <link>https://padlet.com/miguelfernanda/9loujnjquhzykzdz</link>
      <description>Ciclo Celular X Biologia Tumoral</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-03-26 17:05:46 UTC</pubDate>
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         <title>Ciclo Celular</title>
         <author>miguelfernanda</author>
         <link>https://padlet.com/miguelfernanda/9loujnjquhzykzdz/wish/2114982322</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Biologia Tumoral<br></strong><br></div><div><strong>Para a compreensão do crescimento de tecidos normais e tumorais, é necessário conhecer a cinética celular. &nbsp;<br></strong><br></div><div><strong>Ciclo celular<br></strong><br></div><div><strong>&nbsp;A vida da célula compreende uma seqüência de eventos, cujo modelo é chamado ciclo celular, e tem cinco fases: G1, S,G2, M e GO. </strong>A duração de cada fase é variável até mesmo nas células sob reprodução controlada, mas os processos ocorridos no interior das células são iguais para todas elas.<br><br></div><div>As três primeiras constituem a interfase, distinguindo-se da mitose, quando ocorre a divisão celular. O ciclo celular depende da atividade de complexos de proteínas regulatórias denominadas ciclinas, quinases dependentes de ciclinas (CDKs) e quinases inibitórias de CDKs (CKIs).<br><br></div><div>&nbsp;Durante a fase G1 ocorre a síntese de RNA e de proteínas, e aumento do volume da célula. As células dos tecidos que não se renovam saem do ciclo celular na fase G1 e entram na chamada fase G-zero . Na fase G1 localiza-se o ponto de restrição, que impede a passagem de células que ainda não acumularam uma quantidade crítica de proteínas importantes para a continuação do ciclo.&nbsp;<br><br></div><div>Durante a fase S ocorrem a síntese do DNA e a duplicação dos centrossomos e centríolos. Essa fase pode ser estudada com precursores radioativos (timidina-H3 ) e bromodeoxiuridina (BrDU), que são análogos de timina e usados na síntese de DNA .<br><br></div><div>Na fase G2 há outro ponto de checagem; se não houver correção de eventuais erros da etapa anterior, a célula pode ser direcionada à morte. Durante a G2 , as células acumulam energia para ser usada durante a mitose e sintetizam tubulina para formar os microtúbulos do fuso mitótico. As fases do ciclo celular podem ser identificadas por proteínas envolvidas nos diferentes processos, como Ki-67 e PCNA.<br><br><strong>O Câncer<br></strong><br></div><div><strong>O câncer surge a partir de uma mutação genética, ou seja, de uma alteração no DNA da célula, que passa a receber instruções erradas para as suas atividades. As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados proto-oncogenes, que a princípio são inativos em células normais. Quando ativados, os proto-oncogenes tornam-se oncogenes, responsáveis por transformar as células normais em células cancerosas.<br></strong><br></div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div><strong>As células que constituem os animais são formadas por três partes: a membrana celular, que é a parte mais externa; o citoplasma (o corpo da célula); e o núcleo, que contém os cromossomos, que, por sua vez, são compostos de genes. Os genes são arquivos que guardam e fornecem instruções para a organização das estruturas, formas e atividades das células no organismo. Toda a informação genética encontra-se inscrita nos genes, numa "memória química" - o ácido desoxirribonucléico (DNA). É através do DNA que os cromossomos passam as informações para o funcionamento da célula.<br></strong><br></div><div><strong>O processo de formação do câncer é chamado de carcinogênese ou oncogênese e, em geral, acontece lentamente, podendo levar vários anos para que uma célula cancerosa prolifere-se e dê origem a um tumor visível. Os efeitos cumulativos de diferentes agentes cancerígenos ou carcinógenos são os responsáveis pelo início, promoção, progressão e inibição do tumor.&nbsp;<br></strong><br></div><div><strong>A carcinogênese é determinada pela exposição a esses agentes, em uma dada frequência e em dado período de tempo, e pela interação entre eles. Devem ser consideradas, no entanto, as características individuais, que facilitam ou dificultam a instalação do dano celular. Esse processo é composto por três estágios:&nbsp;<br></strong><br></div><div><strong>• </strong><strong><em>Estágio de iniciação</em></strong><strong>: os genes sofrem ação dos agentes cancerígenos, que provocam modificações em alguns de seus genes. Nessa fase, as células se encontram geneticamente alteradas, porém ainda não é possível se detectar um tumor clinicamente. Elas encontram-se "preparadas", ou seja, "iniciadas" para a ação de um segundo grupo de agentes que atuará no próximo estágio.<br></strong><br></div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div><strong><em>• Estágio de promoção</em></strong><strong>: as células geneticamente alteradas, ou seja, "iniciadas", sofrem o efeito dos agentes cancerígenos classificados como oncopromotores. A célula iniciada é transformada em célula maligna, de forma lenta e gradual. Para que ocorra essa transformação, é necessário um longo e continuado contato com o agente cancerígeno promotor. A suspensão do contato com agentes promotores muitas vezes interrompe o processo nesse estágio. Alguns componentes da alimentação e a exposição excessiva e prolongada a hormônios são exemplos de fatores que promovem a transformação de células iniciadas em malignas.<br></strong><br></div><div><strong><em>&nbsp;</em></strong></div><div><strong><em>• Estágio</em></strong><strong> de progressão: se caracteriza pela multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas. Nesse estágio, o câncer já está instalado, evoluindo até o surgimento das primeiras manifestações clínicas da doença. Os fatores que promovem a iniciação ou progressão da carcinogênese são chamados agentes oncoaceleradores ou carcinógenos. O fumo é um agente carcinógeno completo, pois possui componentes que atuam nos três estágios da carcinogênese.<br></strong><br></div><div><strong>O câncer é causado por alterações da estrutura genética (DNA) das células, as chamadas mutações. Cada célula sadia possui instruções de como devem proceder, ou seja, como crescer e se dividir, o período de funcionamento e de sua morte. Na presença de qualquer erro nestas instruções pode surgir uma célula alterada que venha a se tornar cancerosa.<br></strong><br></div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong>Multiplicam-se de maneira desordenada e descontrolada, ou seja, elas se dividem mais rapidamente do que as células normais do tecido à sua volta, e o crescimento celular torna-se contínuo. O excesso de células vai invadindo progressivamente todo o organismo, adoecendo todo o corpo. Geralmente, têm capacidade para formar novos vasos sanguíneos que as nutrirão e manterão as atividades de crescimento descontrolado.&nbsp;<br></strong><br></div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong>O acúmulo dessas células desordenadas dá origem aos tumores malignos.<br></strong><br></div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong>As células possuem a capacidade de se desprenderem do tumor e de se deslocar. Invadem inicialmente os tecidos vizinhos, podendo chegar ao interior de um vaso sanguíneo ou linfático e, através desses, disseminar-se, chegando a órgãos distantes do local onde o tumor se iniciou, formando o que chamamos de as metástases. Dependendo do tipo da célula do tumor, alguns dão metástases mais rápidas e mais precocemente, outros o fazem bem lentamente ou até não o fazem.<br></strong><br></div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong>As células cancerosas são, geralmente, menos especializadas nas suas funções do que as suas correspondentes normais. Conforme as células cancerosas vão substituindo as normais, os tecidos invadidos vão perdendo suas funções. Por exemplo, a invasão dos pulmões gera alterações respiratórias, a invasão do cérebro pode gerar alterações neurológicas, etc. Sendo assim, as células cancerosas apresentam quatro características que as distinguem das células normais: proliferação descontrolada, diferenciação e perda de função, poder de invasão e capacidade de sofrer metástases.<br><br></strong>Referencias bibliograficas<br><br></div><div>ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.9, n.17; p. 2013 2002 terapia eficiente para combater a reincidência e a metástase dos tumores (LOUWEN &amp; YUAN, 2013)<br><br></div><div>ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.9, n.17; p. 2013 2000<br><br></div><div>ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.9, n.17; p. 2013 1996<br><br></div><div>ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.9, n.17; p. 2013 1997<br><br></div><div>MILLER et al., 2005; SOUSSI &amp; LOZANO, 2005; GARRITANO et al., 2013<br><br></div><div>TANG et al., 2008; THOMASOVA et al., 2012; NAG et al., 2013<br><br></div><div>ZHANG &amp; XIONG, 2001; TEIXEIRA et al., 2011<br><br></div><div>PATOLOGIA- BASES PATOLÓGICAS DAS DOENÇAS,Robbins &amp; Cotran,&nbsp; 2010<br><br></div><div><strong><br></strong><br></div><div><strong>&nbsp;<br></strong><br></div><div><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-26 17:16:54 UTC</pubDate>
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